Leia
nesta edição:
- Uma doença para cada remédio
- Brasil
busca experiências na área de consumo
seguro e saúde
- Cartão pré-pago para consultas médicas
- Defasagem
nos honorários leva médicos a descredenciamento
dos planos de saúde
- Promotoria investiga dupla porta no InCor
- SP lança site para alertar sobre a exposição
ao HIV
- Dado de
paciente é exposto
na internet
- Anvisa
libera remédio
contra a hepatite C
- Governadores
defendem verba extra para Saúde
- EC - 29:
Assombração???
- Decreto
7.508/11: um marco na gestão do SUS
- Ministério da Saúde recebe sugestões
para plano nacional contra doenças crônicas não
transmissíveis
- Contribuição sobre grandes fortunas poderá financiar
saúde
- O mal do
século
- Medicina
do Trabalho: Fórum debate valorização
da especialidade
Terça-feira,
26.07.11
Portal G1
Uma
doença para cada remédio
Por Ligia Bahia
Antes se
dizia existir um remédio para tudo e não
havia mal que sempre durasse. Agora há inúmeras
razões para o predomínio da impaciência.
Além de problemas de saúde, quem procura atendimento
tem que ficar esperto. A saúde concentra cerca de um quarto
do total de investimentos em pesquisa. As inovações
trazem alternativas de tratamento e a multiplicação
de patologias e intervenções para corrigir comportamentos
e insatisfações estéticas. O mundo tem mais
gente, mais doenças que duram a vida toda e desejos de
resolução e variadas disfunções,
via assistência médica. Técnicas mais modernas
e precisas tornam os diagnósticos mais precoces e suscitam
mudanças permanentes nos limiares de normalidade. Antigos
traços de personalidade como desatenção
e sentimentos de tristeza, angústia e amargura alçados
ao status de condições mórbidas propulsionam
a pesquisa e comercialização de medicamentos. Nesse
renovável ambiente, andar a esmo em meio à abundante
oferta de novidades diagnósticas e terapêuticas
pode causar avarias emocionais, físicas ou financeiras.
Do pouco que a medicina podia fazer em relação à doença
e à morte prematura passou-se a dispor de medidas preventivas
e remédios genuinamente efetivos, salvando vidas em uma
escala significativa. Mas, com o passar do tempo, a dinâmica
de inovação tecnológica foi acusada de provocar
um aumento de gastos, nos sistemas de saúde dos países
afluentes, superior aos ganhos de longevidade e qualidade de
vida. Atualmente, o papel das novas tecnologias é controverso:
há quem as considere como o problema da sustentabilidade
dos sistemas de saúde, como solução ou as
duas opções. A polêmica sobre o bem ou mal-estar
causado pelas inovações tecnológicas começa
pela reconhecida, mas nem sempre explicitada, interação
de médicos e hospitais com as indústrias de medicamentos
e de equipamentos. Diversas práticas, como pagar "por
fora" por materiais não reembolsáveis, prescrever
medicamentos só comercializáveis em determinados
locais, inquietam os pacientes e as entidades de classe. Mas
a proximidade dos profissionais com produtores de materiais médico-cirúrgicos
e insumos é bem mais extensa do que a vista da maioria
dos leigos alcança. As pesquisas evidenciam a existência
de fluxos contínuos que conectam ensino, pesquisa e exercício
profissional com os processos de produção e difusão
de tecnologia. Estima-se que as empresas farmacêuticas
gastem US$ 20 bilhões por ano com publicidade direcionada
para médicos. Nos EUA, segundo trabalho divulgado em 2007
no "New England Journal of Medicine", 94% dos médicos
relataram manter algum tipo de relação com a indústria
farmacêutica. O recebimento de amostras de medicamentos
e alimentos no local de trabalho foi declarado por 83% e 78%,
e o pagamento de despesas para participação em
eventos científicos ou consultoria, palestras e recrutamento
de pacientes para ensaios clínicos, por 35% e 28%. Os
médicos de São Paulo, entrevistados em 2010, não
ficaram atrás dos colegas estadunidenses: 93% receberam
brindes e benefícios das empresas farmacêuticas
e de equipamentos, 77% disseram conhecer quem aceita produtos
das indústrias com valor acima de R$ 500 e 22% sabiam
quem indicou medicamentos, órteses/próteses desnecessários.
A convergência das atitudes dos médicos do Sul e
do Norte se estende para as opiniões favoráveis
sobre a importância da indústria para a inovação
tecnológica e a atualização científica.
Outra dimensão do debate sobre a inovação
tecnológica remete à priorização
de trajetórias de produção-consumo portadoras
de elementos redutores de custos para permitir que continuidade
e aceleração do progresso tecnológico no
setor exerçam impactos positivos nos padrões de
vida e saúde. Estimular a produção de medicamentos
eficazes para os problemas mais frequentes, vacinas, equipamentos
miniatuarizados e de menor preço, incentivar o uso de
técnicas de tratamento e diagnóstico menos invasivas,
reconhecer a importância das intervenções
sobre as condições de vida e trabalho que afetam
a saúde e gerar e difundir informações são
estratégias que vinculam saúde com desenvolvimento
econômico e social. Contudo, imprimir direcionalidade ao
desenvolvimento científico requer a compreensão
sobre sua lógica e relativa autonomia, bem como acerca
das causas do atraso tecnológico. O esforço próprio
no investimento em ciência e tecnologia implica a adoção
de uma política de Estado para a saúde. A fragmentação
das ações governamentais, conjugada com o atendimento
a interesses particulares lastreados em recursos públicos,
reafirma o lugar do Brasil como consumidor de tecnologias importadas,
selecionadas segundo critérios das taxas de retorno de
eventuais investidores, e não pelas necessidades de saúde.
A orientação "salve se quem puder" deixa
o Brasil ainda mais vulnerável ao consumo de tecnologias
que não articulam gastos públicos com acesso universal.
A ausência de balizamentos normativos confiáveis
para reorientar as escolhas de médicos, pacientes e das
indústrias abre espaço para a interferência
de lobbies. Se a inovação tecnológica habitar
apenas as pastas dos representantes farmacêuticos e as
estratégias e propagandas das empresas, a preferência
pelas políticas de saúde privatizantes sustentadas
com financiamento governamental parecerá, paradoxalmente,
incontroversa. Iniciativas totalmente descoladas da legislação
do sistema de saúde brasileiro, como a de um grupo de
50 empresários do Rio de Janeiro, certamente católicos,
que pretendem estabelecer uma franquia de um hospital filantrópico,
construído pela comunidade israelita paulista, granjeiam
apoios políticos de todos os matizes partidários.
Enquanto isso, na mesma cidade e semana, uma gestante em trabalho
de parto não conseguiu acesso a uma simples ambulância,
tecnologia prevista, contabilizada e alardeada nos programas
dos governos federal, estadual e municipal.
ANVISA
Brasil
busca experiências na área de consumo seguro
e saúde
Com foco
na capacitação da vigilância sanitária
para as questões do consumo seguro e da saúde,
a Anvisa conhecerá nesta semana a experiência de
sucesso desenvolvida pela Espanha nesta área. O país é referência
de consumo e segurança de produtos e tem colaborado com
a Organização dos Estados Americanos (OEA) no treinamento
de profissionais que atuam neste campo. Em Barcelona e Valência,
por exemplo, os serviços de urgência relatam os
acidentes ocorridos com crianças a fim de identificar
riscos que possam estar relacionados a algum produto específico.
De acordo
com o adjunto de diretor da Anvisa Neilton Araújo,
o Brasil ainda precisa avançar na questão do consumo
e saúde. Ele destaca que não há no país
um sistema de alertas rápidos que permita identificar,
por exemplo, a ocorrência de acidentes involuntários
provocados por produtos.
O diretor
da Anvisa José Agenor Álvares também
faz parte da missão que visita a Espanha nesta semana.
Os representantes da Anvisa conhecerão ainda a Escola
de Educação do Consumidor, que é referência
na Europa, e o trabalho que é feito para formação
de profissionais especializados em consumo seguro.
O Brasil
tem sido protagonista na articulação
da Rede Consumo Seguro e Saúde das Américas, voltada
para a troca de informações entre os países
sobre a situação de produtos que podem trazer risco à saúde.
No país, o trabalho tem sido articulado pela Anvisa, Inmetro
e Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor
do Ministério da Justiça.
InfoMoney / Segs
Cartão pré-pago para consultas médicas
Cerca de
25% de um grupo de entrevistados se mostraram interessados
em um cartão pré-pago para uso em exames e consultas
médicas.
Desses 25%,
aproximadamente 7% responderam estar “muito
interessados”, enquanto os demais estão “interessados”.
Os dados estão de acordo com uma pesquisa realizada pelo
Datafolha para a APPI, empresa de tecnologia da informação.
Interesse
As entrevistas
foram feitas com 4.064 pessoas, sendo 1.620 em regiões metropolitanas e 2.444 no interior, no primeiro
semestre deste ano. O estudo foi feito apenas com indivíduos
que não possuíam convênio médico.
Essas pessoas recebiam informações sobre um possível
cartão pré-pago sem mensalidade, no qual seria
possível adicionar créditos para possíveis
exames ou consultas.
Apesar de
25% dos entrevistados se mostrarem animados com o produto,
cerca de
17%, diante da proposta, responderam estar “mais
ou menos interessados”. Outros 15,85% estão “pouco
interessados” e 20,34% estão “nada interessados”.
De acordo
com a APPI, o percentual dos interessados no produto garante
uma aceitação de 40,7 milhões de
pessoas. O diretor da divisão de pré-pagos da empresa,
Alberto Techera, ainda pontuou que o produto também vem
atraindo interesse entre os profissionais da área médica.
Os médicos têm a garantia do recebimento de consultas
e exames realizados em, no máximo, cinco dias após
a prestação dos serviços e com valores muitas
vezes superior aos pagos pelos planos de saúde.
Techera ainda
afirma que, em um período de cinco anos,
o segmento pré-pago na área da saúde deve
alcançar a marca dos 68 milhões de usuários.
A pesquisa
Entre os
entrevistados, verificou-se que 50,5% eram mulheres e 49,5%
homens, distribuídos
em diferentes classes sociais, sendo 43,2% da D, 28,9% da B,
18,9% da C e 8,9% da A.
Em relação aos valores que os entrevistados colocariam
no cartão, mensalmente, 35% deles responderam que colocariam
algo na faixa dos R$ 10 aos R$ 35.
A somatória de todas as respostas significaria a formação
de um mercado que movimentaria uma receita mensal de, em média,
R$ 1,25 bilhão.
CFM
Defasagem
nos honorários leva médicos a descredenciamento
dos planos de saúde
Nos últimos onze anos, as operadoras de saúde
elevaram em 136,65% os valores das mensalidades para os usuários
enquanto os médicos receberam, em média, somente
60% de reajuste nos honorários. No mesmo período,
a inflação acumulada foi de 105%. A questão
do trabalho médico na saúde suplementar será um
dos temas do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas
(ENEM), que acontece de 28 a 30 de julho, em Brasília
Os baixos
valores dos honorários médicos pagos
pelas operadoras de planos de saúde vêm causando
uma enorme polêmica e provocando debates entre os representantes
da categoria médica de todo o país. As empresas
insistirem em não conceder aumentos reais nos valores
dos procedimentos que fazem parte da rotina dos consultórios
dos médicos que prestam serviços às empresas
da área de saúde suplementar. Para se ter uma ideia,
nos últimos 11 anos, as operadoras de saúde elevaram
em 136,65% os valores das mensalidades para os usuários
enquanto os médicos receberam, em média, somente
60% de reajuste nos honorários. No mesmo período,
a inflação acumulada foi de 105%.
O problema
se torna ainda mais grave quando a atividade profissional do
médico é comparada à de outros profissionais.
Obstetras de São Paulo, por exemplo, fizeram uma comparação
entre o que recebem pela realização de um parto
e o que ganha o profissional que filma esse parto. O obstetra
recebe R$ 200 enquanto quem está filmando o procedimento
ganha R$ 1.000.
O problema é tão grave que já levou, inclusive,
profissionais de especialidades como pediatria, urologia, anestesiologia
e ortopedia, entre outras, a se mobilizarem no sentido de pedir
até mesmo o descredenciamento em massa dos planos e seguros
de saúde em estados como São Paulo, Acre, Alagoas,
Rondônia e o Distrito Federal. Muitos também já fecharam
consultórios por não suportarem as despesas que
crescem em proporção muito maior ao reajuste de
honorários.
E o prejuízo não é somente dos médicos; é também
dos usuários, pois com todos esses problemas, a qualidade
no atendimento foi significativamente comprometida. Em determinadas
especialidades como cardiologia, por exemplo, usuários
chegam a esperar até três meses por uma consulta.
Enem
A questão do trabalho médico na saúde suplementar
será um dos temas do XII Encontro Nacional das Entidades
Médicas (ENEM), que acontece de 28 a 30 de julho, em Brasília.
Durante o ENEM, além dos honorários defasados,
os médicos também discutirão a interferência
cada vez maior dos planos de saúde no exercício
profissional, com restrições de atendimento, descredenciamento
unilateral, imposição de " pacotes" com
valores pré-fixados e proposta de pagamento por " performance" ,
entre outras medidas que penalizam os médicos e prejudicam
os usuários. O evento contará com a participação
de cerca de 500 representantes de entidades médicas de
todo o país.
O encontro
será realizado em um momento importante de
avaliação das políticas públicas
de saúde e também do contexto no qual se insere
hoje a prática da medicina. No final do encontro, que é organizado
pela Associação Médica Brasileira (AMB),
pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Federação
Nacional dos Médicos (FENAM), os participantes irão
elaborar um documento, intitulado Carta de Brasília, que
será encaminhado aos médicos, à sociedade, às
autoridades e aos candidatos aos cargos majoritários nas
próximas eleições. Os três presidenciáveis
que lideram as pesquisas de opinião Dilma Rousseff, José Serra
e Marina Silva foram convidados a visitar o local das reuniões,
na sede da Associação Médica de Brasília
(AMBr), para apresentar suas plataformas para o setor de saúde.
Consulta diminui, receita das operadoras aumenta
Em 2009,
o valor médio da consulta em plano de saúde
individual foi de R$ 38,93. O montante é ainda menor que
o custo de 2008 (R$ 40,39). Enquanto o valor da consulta médica
diminuiu, no mesmo período a receita das operadoras médico-hospitalares
cresceu 8,1%, sendo que o faturamento registrado pelos planos
de saúde no ano passado ficou em R$ 63,9 bilhões.
Em março de 2010 foram contabilizados 43,2 milhões
de brasileiros vinculados a 1.195 operadoras de planos privados
de assistência médica. Os médicos foram responsáveis,
em 2009, por acompanhar mais de 4,7 milhões de internações
de usuários de planos de saúde e realizaram mais
de 223 milhões de consultas dessa população
usuária da saúde suplementar.
Mercado crescente
Cerca de
um quinto da população brasileira já é conveniada
a planos de saúde. O mercado cresce ano a ano no país,
tanto em relação ao número total de clientes,
quanto em relação ao fa?turamento. Os planos de
saúde têm distribuição muito desigual,
seja pela localização geográfica ou pela
quan?tidade de assistidos. Metade dos usuários concentra-se
em apenas 40 operadoras, e cerca de 70% dos clientes de planos
de saúde estão na região Sudeste. Apenas
três municípios São Paulo, Rio de Janeiro
e Belo Horizonte concentram cerca de 30% da população
convenia?da a planos de saúde.
Projeto
de lei prevê reajuste
anual
A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos
Deputados aprovou por unanimidade, em junho, o Projeto de Lei
6.964/10, oriundo do Senado, que torna obrigatória a formalização
de contratos entre as operadoras de planos de saúde e
prestadores de serviço, inclusive os médicos. Um
dos objetivos da proposta é evitar descredenciamentos
unilaterais e imotivados de médicos, hospitais e laboratórios.
O mais relevante, porém, é a definição
da periodicidade anual do reajuste a ser repassado pelos planos
de saúde aos honorários médicos, no prazo
de 90 dias após o início de cada ano. O projeto
tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O Ministério Público do Trabalho de Brasília
intermediou negociação que visa garantir reajustes
periódicos nos valores de todos os procedimentos pagos
pelos planos de saúde, ou seja, aumento dos honorários
cada vez que as empresas elevarem os valores dos planos aos usuários,
mas ainda não há definição quanto
a isso.
Relação
equilibrada
Os médicos defendem uma relação mais equilibrada
entre prestadores de serviço e usuários das operadoras
de planos de saúde e querem que a Agência Nacional
de Saúde Suplementar analise também a questão
dos usuários no que se refere à qualidade nos serviços,
que está comprometida. Nesse sentido, a ANS criou um grupo
de trabalho para discutir a questão dos honorários
médicos, o que vem sendo reivindicado há cinco
anos pelas três entidades médicas nacionais. O grupo
conta com representantes da FENAM, AMB e do CFM, e, segundo a
ANS, visa debater critérios técnicos a serem adotados
na hierarquização dos procedimentos médicos,
tomando como base a Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos (CBHPM), bem como a discutir
critérios de reajuste para a recomposição
do ganho médico. Representantes dos médicos e das
operadoras de planos de saúde têm prazo inicial
de seis meses para que possam chegar a um consenso em termos
de periodicidade e índice de reajuste nos honorários.
Folha
de São
Paulo
Promotoria investiga dupla porta no InCor
Instituto
nega problemas apontados por médico
Por Cláudia
Collucci
DE SÃO
PAULO
O Ministério Público Estadual instaurou inquérito
civil para apurar supostas irregularidades no InCor (Instituto
do Coração), entre elas privilégio a paciente
privado em detrimento ao do SUS.
As denúncias partiram de um ex-funcionário, o
cardiologista Leonardo Vieira da Rosa. Em maio, ele foi demitido
do InCor sob acusação de agredir outro médico,
o que nega. "Foi perseguição."
Ele diz que
o InCor privilegia o atendimento de pacientes de convênios e usa leitos de Unidade Coronariana para manter
os que participam de estudos clínicos, enquanto doentes
do SUS em estado grave passam dias no pronto-socorro por falta
de leito.
Outra questão é a possível compra superfaturada
do medicamento Levosimendam, usado para tratar insuficiência
cardíaca aguda, cujo frasco custa R$ 3.552. Segundo o
médico, não há evidência científica
de que seja mais eficaz do que outro mais barato (dobutamina).
O promotor
Carlos Cardoso de Oliveira Jr. diz aguardar a defesa do InCor
para
avaliar se ingressa com ação civil
pública ou arquiva o caso.
Em nota,
o Incor afirmou que todos os medicamentos usados em tratamentos
são padronizados pelo HC após minuciosa
análise amparada em estudos científicos.
Também nega haver conduta de preferência de paciente
privado. "Os critério da gravidade do quadro clínico
e do bom-senso sempre imperam na escolha de ocupação
dos leitos."
O
Estado de São
Paulo
SP
lança site para alertar sobre a exposição
ao HIV
Por Isis Brum
A Secretaria
da Saúde de São Paulo lançou
um site de orientação para pessoas que se expõem
ao contágio do HIV por meio de sexo, uso de drogas ou
risco profissional. Chamada Profilaxia Pós Exposição
(PPP), a página informa onde buscar tratamento e orientação
nesses casos.
A profilaxia
já é usada em casos de violência
sexual e acidentes envolvendo profissionais da saúde.
Agora, o principal alvo são pessoas que praticam relações
sexuais desprotegidas, especialmente os homossexuais masculinos,
e com prostitutas ou travestis. A PPP consiste no uso de medicamentos
que compõe o antirretroviral, para tratar a aids, durante
28 dias.
Organizado
pela Coordenação Estadual DST/Aids
de São Paulo, o site está no ar desde o início
do mês. "A profilaxia não é recomendada
para todos", explica Denize Lotufo, coordenadora da rede
de quimioprofilaxia do Estado de São Paulo. "Quando
ela chegar ao serviço, fará o exame, receberá as
orientações e pode ser encaminhada para tomar o
medicamento." Para que a medicação funcione, é preciso
tomar as pílulas em até 72 horas após a
relação sexual de risco. "Quanto mais cedo
tomar, melhor o resultado", afirma Denize.
O tratamento
reduz a chance de contágio a quase zero.
Mas o risco sempre existe", alerta o médico infectologista
Juvêncio Furtado, professor de Medicina do ABC e ex-presidente
da Sociedade Brasileira Infectologia.
Estímulo. Denize descarta a possibilidade de o serviço
funcionar como um estímulo ao sexo desprotegido. "A
medicação é pesada e precisa ser tomada
por quase um mês", pondera. Furtado concorda. "O
problema existiria se o serviço oferecesse uma profilaxia
pré exposição. É um medicamento pesado,
não é qualquer um que tolera." As reações
adversas são indisposição, diarreia, tontura
e vômito. O endereço do site é www3.crt.saude.sp.gov.br/profilaxia/hotsite.
Folha
de São
Paulo
Dado
de paciente é exposto
na internet
Informações disponíveis são de pessoas
tratadas por hospitais ligados à Secretaria Municipal
de Saúde paulistana
Nome
completo, idade e doença, além do tipo de
tratamento feito, podem ser acessados em sistemas de busca
Por Talita Bedinelli
De São
Paulo
Dados pessoais
e sigilosos de pacientes tratados em hospitais ligados à Secretaria Municipal de Saúde de São
Paulo foram disponibilizados na internet, para quem quiser ver.
São informações como nome completo, idade,
doença e tipo de tratamento feito.
É possível chegar às informações
apenas digitando os nomes dos pacientes em sites de busca, como
o Google.
Exemplo:
na busca por João da Silva (nome fictício
de paciente), sabe-se o nome da mãe dele, sua data de
nascimento e o período em que ele ficou internado devido
a um câncer de próstata.
Ao colocar
no site de buscas o nome de Maria Santos (também
fictício) é possível verificar que ela foi
internada para se tratar de queimaduras múltiplas do quadril
e de membros inferiores.
O nome das
doenças e o tipo de tratamento não
aparecem de forma explícita, mas por meio de um código
da CID (Classificação Internacional de Doenças).
Também basta digitar o código na internet para
descobrir a doença do paciente.
Hospitais
Os dados
sigilosos são de ao menos três hospitais.
Dois deles são da prefeitura: do M'Boi Mirim (zona sul)
e do Tatuapé (zona leste).
O terceiro é o IBCC (Instituto Brasileiro de Controle
do Câncer), que é particular, mas também
atende via SUS (Sistema Único de Saúde).
Neste caso, apenas os dados dos atendimentos SUS foram colocados
na internet.
As informações dos três hospitais estão
na extranet (rede) da secretaria em guias de autorização
de pagamento deste ano e de 2010.
É por meio da extranet que os hospitais colocam à disposição
as informações detalhadas dos atendimentos para
que o órgão faça o pagamento devido.
A troca de
informações, no entanto, deveria ficar
restrita ao hospital e à secretaria.
A disponibilização desses dados na internet fere
a ética médica e é crime previsto no Código
Penal, diz Reinaldo Ayer, professor de bioética da USP
e coordenador da Câmara Técnica de Bioética
do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de SP).
"Ninguém poderia ter acesso a essas informações
dos pacientes. Isso é invasão de privacidade. O
médico e o hospital não podem divulgar isso",
afirma ele.
"O sigilo é uma proteção para o paciente.
E é fundamental para a construção de uma
relação médico-paciente consistente",
ressalta.
Segundo ele,
o fato, além de gerar constrangimentos para
pacientes, pode inibi-los a procurar esses hospitais em uma próxima
vez, prejudicando o acesso à saúde.
Os dados foram tirados do ar, depois que a reportagem procurou
a secretaria.
Hospital Particular
Também é possível achar na internet informações
de pacientes do hospital Samaritano. Os dados, de 2006, revelam
nome das pessoas e de médicos que as atenderam.
Outro lado
Após denúncia, secretaria tira páginas
do ar
De
São
Paulo
A Secretaria
Municipal de Saúde de São Paulo afirmou
que retirou as páginas do ar assim que tomou conhecimento
do fato pela Folha.
Disse que
a divulgação dos dados foi "indevida" e
que vai apurar as responsabilidades pelo ocorrido. Em nota, afirmou: "A
Secretaria Municipal de Saúde agradece a reportagem da
Folha por alertar a pasta sobre a divulgação indevida
de dados por meio de sua extranet".
"Cabe esclarecer que, assim que tomou conhecimento do fato,
a secretaria determinou a retirada do ar de todas as informações
anteriormente disponíveis. A pasta já iniciou uma
apuração a fim de identificar as responsabilidades
e adotar medidas administrativas pertinentes."
O Hospital
Samaritano, que ressaltou que segue protocolos de segurança internacionais, informou que está apurando
o caso e que já retirou a página da internet.
"A instituição destaca que o link mencionado
continha apenas informações administrativas listadas
em sistema que não é mais usado pelo hospital.
A confidencialidade dos dados pessoais e informações
de exames e procedimentos médicos e ambulatoriais feitos
por seus pacientes foram preservadas."
Correio Braziliense
Anvisa
libera remédio
contra a hepatite C
Por Júnia
Gama, especial para o Correio
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) aprovou, ontem, a comercialização do primeiro
antiviral direto para o tratamento da hepatite C no Brasil, o
Boceprevir. O medicamento, conhecido internacionalmente como
Victrelis, é produzido pelo laboratório americano
MSD. Segundo a empresa, ele é capaz de aumentar em até três
vezes as chances de obter a cura da doença em pacientes
que nunca foram tratados e naqueles que não obtiveram
sucesso com o tratamento atualmente disponível.
O remédio foi aprovado para a comercialização
nos Estados Unidos em maio deste ano e, na Europa, na semana
passada. O Boceprevir é uma terapia adicional, que deve
ser administrado em terapia tripla, combinado com o Peginterferon
e a Ribavirina, que são os medicamentos usados atualmente
no tratamento da hepatite C no mundo. O gerente médico
de virologia do laboratório, Felipe Rogato, afirma que,
com a combinação, é possível aumentar
as chances de cura dos atuais 40% para 63%.
A aprovação ocorre pouco antes da comemoração
do Dia Mundial da Hepatite, na próxima quinta-feira, data
oficializada pela Organização Mundial de Saúde
(OMS). Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil,
há cerca de 1,5 milhão de portadores da doença.
Cerca de 10 mil pessoas são infectadas pelo vírus
anualmente. Na quinta, será divulgado, pelo Ministério
da Saúde, o Boletim Epidemiológico das Hepatites
Virais 2011. O órgão adiantou que não houve
grandes mudanças no número de pacientes com a doença
em relação ao relatório passado.
Segundo o
ministério, a expectativa é de que o
novo medicamento seja incorporado ao Sistema Único de
Saúde (SUS). Para isso, deverá passar por análises
da Comissão Nacional de Incorporação de
Tecnologias do SUS, que tem um prazo de seis meses para avaliar
a questão, após a entrada do produto no mercado.
O valor de comercialização do medicamento ainda
não foi definido. O laboratório prevê um
prazo de cerca de três meses até que a Câmara
de Regulação do Mercado de Medicamentos chegue
ao preço final. Somente após esse prazo, o Boceprevir
deve passar a circular no mercado brasileiro.
Sangue contaminado
A transmissão da hepatite C pode ocorrer por meio de
transfusão de sangue, compartilhamento de seringas contaminadas
e outros objetos perfurantes, da mãe infectada para o
filho durante a gravidez e pelo sexo sem preservativo. Os sintomas
mais recorrentes são cansaço, tontura, enjôo
e vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados.
Valor
Econômico
Governadores
defendem verba extra para Saúde
Por Cristiane Agostine
O governador
da Bahia, Jaques Wagner (PT), defendeu ontem novas fontes de
recursos
para financiar a área da Saúde
no Brasil. Wagner é um dos principais aliados da presidente
Dilma Rousseff nos Estados e colocou-se à disposição
do governo federal para encampar essa bandeira.
Ao lado da
presidente Dilma, em evento realizado ontem em Alagoas, Wagner
afirmou
que os recursos destinados à Saúde
não são suficientes. Registro aqui a minha preocupação,
que é a mesma do governo federal, me colocando à disposição
para qualquer enfrentamento na área do sub-financiamento
da Saúde, declarou. Nós precisamos fazer muito
mais e sabemos que não temos Orçamento. Como alguns
não gostam de tocar em problemas delicados, eu quero me
colocar à disposição como o primeiro da
fila para se buscar novas formas de financiamento da Saúde,
disse o governador petista.
A defesa
de uma nova forma de financiamento para a área
foi reforçada por outros governadores da região
Nordeste, que se reuniram ontem com Dilma.
O governador
do Ceará, Cid Gomes (PSB), sinalizou positivamente
sobre a criação de um imposto para ampliar a fonte
de recursos para a Saúde. Na mesma linha, os governadores
da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), e do Piauí,
Wilson Martins (PSB), apoiaram a criação de uma
saída para reforçar o Orçamento para essa área.
O debate
sobre uma nova forma de financiamento para a Saúde é feito
desde a extinção da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF). Conhecida como o imposto do cheque, a contribuição
durou de 1993 até 2007 e arrecadou cerca de R$ 40 bilhões.
Desde então, o Executivo busca uma fonte de recursos para
substituir a CPMF. No Congresso tramita a proposta de criação
da Contribuição Social da Saúde (CSS), imposto
elaborado nos moldes da CPMF, inserido no texto da Emenda 29.
Há resistência, contudo, dos parlamentares sobre
a criação de uma contribuição para
financiar a Saúde, inclusive da própria base de
apoio ao governo Dilma. O texto está tramitando na Câmara
dos Deputados e o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), tem
afirmado sucessivas vezes, em entrevistas, que essa possibilidade
está descartada. Segundo o petista, os parlamentares não
devem aprovar a criação da CSS.
O Globo
EC
- 29: Assombração???
Os governadores
do Nordeste querem que a presidente Dilma segure a votação da Emenda 29. A lei eleva os investimentos
dos estados na Saúde e impede as "maquiagens",
usadas hoje, para cumprir o piso de gastos no setor.
Os governadores
querem adiar a votação até que
seja encontrada uma forma para financiar a Saúde. Nenhum
deles fala abertamente, mas o que querem é recolocar na
mesa a volta da CPMF ou de um sucedâneo.
O Povo
Decreto
7.508/11: um marco na gestão do SUS
Por Luiz
Odorico Monteiro de Andrade, médico, professor
da Universidade Federal do Ceará (UFC) e secretário
de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério
da Saúde
"No Brasil é comum que municípios se organizem
em regiões para suprir a carência de serviços"
Uma dívida histórica com o povo brasileiro é paga
22 anos depois da criação da mais ousada política
pública do País: o Sistema Único de Saúde
(SUS). O Decreto 7.508/11, assinado pela presidente Dilma Rousseff,
regulamenta a Lei 8.080/90, batizada de Lei Orgânica da
Saúde. O decreto reorganiza a gestão do SUS garantindo
mais segurança jurídica nas relações
entre os três entes federados.
O resultado
de regular a organização do sistema
em seus detalhes é fazer cumprir o princípio da
assistência integral à saúde. O decreto é considerado
um marco na administração pública, porque
define responsabilidades dos três entes e determina uma
gestão interfederativa, com foco nas redes de atenção à saúde,
estruturadas a partir da regionalização.
No Brasil, é comum que municípios se organizem
em regiões para suprir a carência de serviços. É também
comum um cidadão sair por conta própria de seu
local de origem em busca de unidades de saúde, o que pode
lhe custar a vida. Ao delegar responsabilidades aos gestores,
inclusive financeiras, o decreto possibilita acompanhar de forma
planejada esse trânsito, garantindo ao cidadão assistência
integral.
A regulamentação institucionaliza a Atenção
Primária como porta de entrada do sistema e considera
as regiões de saúde espaços geográficos
formados por municípios limítrofes, levando em
conta identidades econômicas e culturais, além da
infraestrutura de comunicação e transportes. A
partir daí, são estruturadas as Redes de Atenção
- um conjunto de ações e serviços de saúde
articulados em níveis de complexidade crescentes. Os gestores
também poderão pactuar novas portas de entrada,
conforme necessidades locais.
A colaboração firmada entre os entes é legalizada
por meio do Contrato Organizativo de Ação Pública
da Saúde, onde devem constar indicadores e metas, critérios
de avaliação, recursos, forma de controle e fiscalização
da execução. O Planejamento ganha a ferramenta
Mapa da Saúde, uma descrição geográfica
da distribuição de profissionais, ações
e serviços ofertados pelo SUS e iniciativa privada.
Outro elemento
efetivo para a garantia do direito à saúde
será a Relação Nacional dos Serviços
de Saúde (Renases), também instituída pelo
decreto e que compreende todas as ações e serviços
que o SUS oferece. Do mesmo modo há a Relação
Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), que padroniza os
remédios indicados à atenção básica
e programas estratégicos do SUS.
As Comissões Intergestores Tripartite, em âmbito
nacional; e a Bipartite, na esfera estadual, consolidam-se como
espaços de pactuação interfederativa. Assim,
o decreto ratifica o SUS como uma construção coletiva
e articulada entre entes públicos, setor privado, sociedade
civil, governo e profissionais de saúde, com o cidadão
no centro do debate.
Concretizar
a saúde como direito da população
e o SUS como uma política que garante esse direito é o
objetivo maior deste decreto, reconhecido e chancelado como uma
prioridade deste governo.
Portal
Saúde
Ministério da Saúde recebe sugestões para
plano nacional contra doenças crônicas não
transmissíveis
Proposta
prevê ações para redução
de 2% ao ano nas mortes prematuras por essas enfermidades, que
concentram quase 70% de todos os óbitos no país
A partir
desta segunda-feira (25), o Ministério da Saúde
recebe contribuições da sociedade civil e demais
parceiros para consolidar o Plano de Ações Estratégicas
para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não
Transmissíveis (DCNT). O Plano, que será implantado
nos próximos dez anos, prevê uma série de
medidas para reduzir as internações e mortes prematuras
por tais doenças, além de promover ações
para que os brasileiros tenham uma vida mais saudável.
No Brasil,
as doenças crônicas não transmissíveis
são a principal causa de morte, concentrando 67,3% do
total de óbitos, em 2007. Entre elas, as que mais matam
são as doenças cardiovasculares (29,4%), o câncer
(15,1%), as doenças respiratórias crônicas
(5,6%) e o diabetes mellitus (4,6%) – veja quadro abaixo.
O enfrentamento dessas doenças é uma preocupação
mundial: estima-se que 63% das mortes no mundo, em 2008, tenham
ocorrido por DCNT, um terço delas em pessoas com menos
de 60 anos de idade.
Diante desse
cenário, a Organização das
Nações Unidas (ONU) abordará a questão
na próxima Assembleia Geral de alto nível, que
ocorrerá em Nova York (EUA), em setembro deste ano, quando
serão estabelecidos compromissos e prioridades mundiais. "A
conferência, que reunirá os chefes de Estado, será uma
grande oportunidade para que esta preocupação da
Saúde entre no debate internacional e passe a envolver
os diferentes setores da sociedade", afirma o ministro da
Saúde, Alexandre Padilha.
O Plano de
Ações para DCNT é a resposta
brasileira para enfrentar essa preocupação mundial. "Ninguém
deve começar a prevenção e a promoção
com os primeiros sintomas dessas doenças. Por isso, queremos
sensibilizar toda a sociedade para um problema que já começa
na infância e na adolescência, em consequência
do aumento no índice de obesidade, sedentarismo e alimentação
inadequada", alerta o ministro.
Fatores de
Risco – Entre as estratégias previstas
para a década 2012-2022, estão ações
de vigilância, promoção e cuidado integral
da saúde. Nesse processo, a estratégia é partir
da prevenção, atuando a partir dos fatores de risco
que podem ser modificados e são comuns aos quatro grupos
de DCNT que mais matam. São eles: tabagismo, consumo abusivo
de álcool, inatividade física e alimentação
não saudável. Adicionalmente, os dois últimos
fatores de risco resultam, na maioria dos casos, em outra preocupação:
sobrepeso e obesidade.
Em crianças de 5 a 9 anos, o percentual de obesidade
mais do que dobrou em dez anos, subindo de 7,6% para 16,6%, entre
1998 e 2008. Esse índice supera a frequência em
adultos, com 15% de obesos, de acordo com o Vigitel 2010 – última
edição do inquérito telefônico realizado
anualmente pelo Ministério, desde 2006. Por isso, uma
das metas do Plano prevê a redução da obesidade
em crianças e adolescentes, em percentuais que ainda serão
definidos.
Outro indicador
preocupante se refere à inatividade física.
A Organização Mundial de Saúde recomenda
a prática de pelo menos 30 minutos de atividade física,
em cinco ou mais dias da semana. O Vigitel 2010 mostra que 16,4%
dos brasileiros adultos são fisicamente inativos. Para
estimular a prática de exercícios físicos,
está prevista a implantação de 4 mil unidades
do Programa Academia da Saúde, até o final de 2014.
A redução da prevalência do tabagismo e do
consumo abusivo de álcool também está prevista
na proposta.
Cuidado Integral – Em relação à assistência
aos portadores de DCNT, o Plano apresenta ações
como o programa Saúde Toda Hora, que reorganiza e qualifica
da rede de atenção às urgências. Uma
dessas estratégias é a atenção domiciliar
para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS)
com dificuldades de locomoção ou pessoas que precisem
de cuidados regulares ou intensivos, mas não de hospitalização.
Nos hospitais, serão criadas Unidades Coronárias,
Leitos de Retaguarda e Unidades de Atenção ao Acidente
Vascular Cerebral.
A distribuição gratuita de medicamentos para hipertensão
e diabetes, iniciada em fevereiro de 2011, é outra iniciativa
do Ministério para reduzir internações e
mortes prematuras por DCNT. Com isso, o número de brasileiros
que obtiveram medicamentos de graça para estas duas enfermidades
praticamente dobrou em quatro meses, saltando de 1,5 milhão,
em fevereiro, para quase 2,9 milhões de usuários
assistidos pelo programa, em junho deste ano.
Metas – A partir das ações de vigilância
e promoção da saúde, assim como de melhores
respostas na assistência, o Ministério da Saúde
trabalhará com a meta de reduzir em 2% ao ano a taxa de
mortalidade prematura por doenças crônicas não
transmissíveis. É considerada prematura a morte
por essas em doenças em pessoas com menos de 70 anos de
idade.
Para alcançar esse resultado na redução
de mortes de mulheres por câncer, por exemplo, a meta é ampliar
a cobertura dos principais exames preventivos de câncer
de colo de útero (papanicolau) e de mama (mamografia)
em pelo menos 95% das mulheres na idade recomendada para tais
exames.
O Ministério da Saúde recomenda que mulheres entre
25 e 59 anos tenham feito papanicolau pelo menos uma vez nos últimos
três anos. No caso da mamografia, a recomendação é que
mulheres de 50 a 69 anos tenham feito o exame pelo menos uma
vez nos últimos dois anos. De acordo com o Vigitel 2010,
o percentual de mulheres que realizaram papanicolau na idade
indicada varia de 75,7%, nos estados do Centro Oeste, para 88,4%,
nos do Sul. No caso da mamografia, a variação regional
foi de 62,8%, no Norte, a 78,6%, no Sul.
A íntegra da proposta está disponível no
Portal www.saude.gov.br. Na página, é possível
acessar formulário específico para enviar sugestões
ao Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamentos
das DCNT. Depois desta etapa, o documento preliminar será levado
ao Fórum de discussão, previsto para ocorrer em
Brasília, nos dias 18 e 19 de agosto de 2011.
Serviço
Consulta
ampliada para sugestões ao Plano de Ações
Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas
não Transmissíveis http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1818
Agência Câmara de Notícias
Contribuição sobre grandes fortunas poderá financiar
saúde
Por Tiago
Miranda / Edição: Regina Céli
Assumpção
Tramita na
Câmara o Projeto de Lei Complementar 48/11,
do deputado Dr. Aluízio (PV-RJ), que cria a Contribuição
Social das Grandes Fortunas (CSGF). Pela proposta, a arrecadação
da contribuição será direcionada exclusivamente
para ações e serviços de saúde e
o valor arrecadado será destinado ao Fundo Nacional de
Saúde.
O texto prevê que a União deverá aplicar
na saúde, anualmente, o valor empenhado no ano anterior
junto com a variação nominal do Produto Interno
Bruto (PIB).
Alíquotas
Pela proposta,
serão cobrados os contribuintes com patrimônio
acima de R$ 5,52 milhões. As alíquotas de incidência
variam de 0,55% a 1,8% do valor da fortuna, de acordo com a tabela:
Valor
do patrimônio (R$)
Alíquota
|
Parcela
a deduzir (R$) |
De
5.520.000,01 a 9.039.000,00
0,55% |
30.360,00 |
De
9.039.000,01 a 17.733.000,00
0,75% |
48.438,00 |
De
17.733.000,01 a 27.876.000,00
1,00% |
92.770,50
|
De
27.876.000,01 a 53.199.000,00
1,30% |
176.398,50 |
De
53.199.000,01 a 115.851.000,00
1,65% |
362.595,00 |
Acima
de 115.851.000,01
1,80% |
536.371,50 |
Abatimentos
O contribuinte
poderá abater do valor da contribuição
até 75% das doações a institutos de pesquisa,
estabelecimentos de ensino ou fundações ligados à universidade
pública.
O parlamentar
baseou a estrutura de alíquotas de uma
lei francesa sobre fortunas como parâmetro para a proposta.
De acordo com ele, os valores cobrados na França foram
triplicados para evitar questionamentos sobre a constitucionalidade
do projeto. “Na realidade brasileira, ninguém discordará de
que um patrimônio superior a R$ 5 milhões deva ser
conceituado como grande fortuna”, afirmou Dr. Aluízio.
Base
de cálculo
A base de
cálculo para a contribuição será a
soma dos bens do contribuinte e dos dependentes com exceção
de:
- dívidas;
- bens até R$
200 mil utilizados na atividade profissional;
- bens com
posse considerada de alta relevância cultural,
social, ecológica ou econômica segundo a legislação;
- valores
cobrados de Imposto Territorial Rural (ITR), Imposto sobre
a Propriedade
de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto
sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU);
- Contratos
de empréstimos contraídos de pessoas
físicas e jurídicas incidentes sobre os bens e
direitos do patrimônio do contribuinte.
Segundo a
proposta, o valor do imóvel em que o contribuinte
reside será 30% menor para efeito de pagamento da contribuição,
com limite de redução de até R$ 300 mil.
Em casos
de usufruto, o pagamento da contribuição
será feito de acordo com percentual com base na idade
de quem fizer uso do bem e do proprietário. O valor a
ser pago por quem fizer uso vai de 90% do total para quem tiver
menos de 21 anos a 10% para aqueles com mais de 70 anos que usarem
o bem.
Na opinião do autor, o projeto cria um mecanismo para
melhorar o financiamento da saúde pública. “Usamos
a intenção do legislador constituinte de tributar
as grandes fortunas como contribuição para permitir
a vinculação desta arrecadação à nobre
intenção de garantir recursos para a saúde.” Segundo
Dr. Aluízio, o povo já contribuiu ao longo de vários
anos com o financiamento da saúde com o pagamento da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF).
Tramitação
A proposta
tramita em regime de prioridade e será analisada
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para
o Plenário.
Íntegra
da proposta:
PLP-48/2011
Correio Braziliense
O
mal do século
Estudo da
OMS que atualiza dados sobre depressão no planeta
mostra que a população de pacientes já bate
nos 121 milhões de pessoas. O Brasil ocupa o primeiro
lugar no ranking da prevalência da doença em países
em desenvolvimento
Por Paloma Oliveto / Rebeca Ramos
A doença não deixa marcas aparentes, é impossível
de ser diagnosticada por exames de imagem e, confundidos com
uma tristeza normal, os sintomas podem passar despercebidos.
Mesmo assim, a depressão é a quarta principal causa
de incapacitação em todo o mundo e, de acordo com
projeções da Organização Mundial
de Saúde (OMS), em 2030 ela será o mal mais prevalente
do planeta, à frente de câncer e de algumas doenças
infecciosas. Hoje, segundo um estudo epidemiológico publicado
na revista especializada BMC Medicine, 121 milhões de
pessoas estão deprimidas. Para se ter uma ideia, é um
número quase quatro vezes maior do que o de portadores
de HIV/Aids (33 milhões).
Quando considerado
um período de 12 meses seguidos, o
Brasil lidera, entre os países em desenvolvimento, o ranking
mundial de prevalência da depressão: 18% da população
que participou da pesquisa estava deprimida há pelo menos
um ano. Os dados brasileiros foram retirados do São Paulo
Megacity, um estudo do Instituto de Psiquiatria da Universidade
de São Paulo que avaliou a prevalência de distúrbios
psiquiátricos na região metropolitana da cidade,
baseado em 5.037 entrevistas.
“O episódio depressivo maior é uma preocupação
significativa para a saúde pública em todas as
regiões do mundo. Esse é um distúrbio sério
e recorrente, ligado a morbidades médicas, à mortalidade
e à diminuição da qualidade de vida”,
alertam, no estudo, os autores, todos eles colaboradores das
pesquisas mundiais da OMS. “A organização
projeta que, em 2020, a depressão será a segunda
maior causa de incapacitação no mundo.”
Mortalidade
De acordo
com a psiquiatra Susan Abram, da Universidade da Carolina do
Norte, estudos
epidemiológicos são importantes
porque trazem o assunto à tona e estimulam o debate sobre
a doença. “É preciso educar melhor as pessoas
a respeito da depressão e de outros distúrbios
de humor. Depressão não é tristeza, é uma
doença desafiadora, com taxas de mortalidade maiores que
30%”, diz. A professora adjunta do Departamento de Medicina
Social da Universidade Federal do Espírito Santo Maria
Carmen Viana denuncia que “existe uma desassistência à saúde
mental dentro da saúde pública”, e acredita
que a divulgação de dados como esses deve servir
de alerta a um país. Ao lado de Laura Helena Andrade,
da USP, Maria Carmen é a representante no Brasil do grupo
de pesquisas de saúde mental da OMS.
A servidora
pública Bety*, 46 anos, sofreu com a falta
de esclarecimento sobre um mal que a atormenta desde os 14. Na
adolescência, ela chegou a ficar internada, mas só aos
28 foi diagnosticada corretamente e, de fato, tratada. “Antes
disso, eu fazia terapia e não descobria o porquê de
me sentir sempre daquela forma”, conta Bety, que toma medicamentos
para dormir, um para ansiedade e outro específico para
depressão. “Quando fico em crise, sinto que estou
em um palco com as cortinas fechadas. O dia pode estar lindo,
mas eu não consigo ver beleza em nada”, descreve.
Já o especialista em informática Fábio,
32 anos, não enfrenta problemas sérios com a depressão
desde 2005, quando aliou o uso de medicamentos prescritos à psicoterapia. “Sou
outra pessoa. Tomo remédios e não sinto mais aquela
dor perturbadora causada pelo cansaço”, conta. Desde
criança, Fábio chorava aparentemente sem motivos,
se isolava e parecia muito triste, comparado a outras crianças. “Eu
passei dois anos fazendo um tratamento que não mudou em
nada o quadro da minha depressão”, recorda. Sentido-se
profundamente cansado e com crises nervosas que considera acima
do normal, ele procurou pela terapia e, enfim, melhorou.
Diferenças
O estudo
epidemiológico, realizado sobre dados de 89
mil indivíduos ajustados à população
global, encontrou diferenças na incidência da depressão
entre os países desenvolvidos e aqueles pobres ou em desenvolvimento.
Também houve variações, dependendo do statuas
social, do nível de escolaridade e do estado civil. Mas,
para os autores, é preciso investigar melhor a relação
dos fatores sociodemográficos e a prevalência do
distúrbio psiquiátrico, pois, mesmo dentro de um
determinado grupo — países ricos ou pessoas separadas,
por exemplo —, o padrão variou bastante.
Os autores
descobriram que o nível social afeta a incidência
da depressão de formas diferentes. Nos países desenvolvidos,
os mais pobres apresentavam um risco aproximadamente duas vezes
maior de ter a doença. Já nos países em
desenvolvimento, não houve diferenças significativas. “As
descobertas nos países asiáticos foram mais complexas”,
diz o artigo. Na Índia, aqueles com poucos anos de estudo
tinham 14 vezes mais chances de ter depressão. No Japão
e na China, porém, um padrão inverso foi encontrado:
quanto mais anos de educação formal, mais deprimidas
eram as pessoas. O mesmo ocorreu em relação ao
estado civil. Enquanto que na maioria dos países o fato
de estar separado ou divorciado aumentava o risco da depressão,
em outros não fazia qualquer diferença.
De acordo
com Maria Carmen Viana, as metodologias que investigam a prevalência da depressão foram criadas tendo o
Ocidente como referência. Ela explica que em países
asiáticos e africanos, os indivíduos podem ter
representações sintomáticas diferentes,
o que explicaria a baixa prevalência, nesses locais, de
episódios depressivos.
O Brasil,
embora considerado em desenvolvimento, apresentou índices
semelhantes aos do Primeiro Mundo. Maria Carmen Viana afirma
que não é possível dizer com certeza os
motivos de a prevalência ter sido mais próxima à dos
Estados Unidos do que à da Colômbia, por exemplo.
Ela lembra, contudo, que a amostra anexada à compilação
da OMS representa a população da região
metropolitana de São Paulo, e não do país
inteiro. “Tínhamos um projeto para investigar o
Brasil todo, mas não conseguimos financiamento”,
lamenta. “São Paulo tem um perfil diferente, com
uma população grande de migrantes, índices
maiores de violência e não tem praticamente regiões
rurais”, afirma a psiquiatra.
Para Maria
Carmen, o fato de o estado ser o mais rico do país,
com características semelhantes às de nações
desenvolvidas, como melhor nível educacional e forte carga
de estresse, não faz de São Paulo uma unidade da
Federação mais parecida com nações
desenvolvidas do que com o restante do Brasil. “Lá também
há muitos bolsões de pobreza”, diz. Para
esmiuçar os dados, seriam necessárias pesquisas
mais complexas, mas a falta de financiamento no país pode
deixar a questão sem resposta.
* Nomes
fictícios
a pedido dos entrevistados
Segunda-feira, 25.07.11
CFM
Medicina
do Trabalho: Fórum debate valorização
da especialidade
A importância da valorização da Medicina
do Trabalho foi destaque em debate das Câmaras Técnicas
dos Conselhos de Medicina que se dedicam ao tema, nesta sexta-feira
(22), em Brasília. "É uma especialidade que
busca a qualidade de vida, promoção da saúde
essencial para os trabalhadores bem como a melhoria das condições
nos ambientes de trabalho”, avaliou o coordenador do Fórum
de Trabalho, Mauro Asato.
Uma das preocupações levantada pelos palestrantes
foi o respeito pelo ato médico. A perita da Justiça
do Trabalho, Jandira Dantas, denunciou nomeações
por outros profissionais para fazer perícias médicas: “fisioterapeutas
e fonoaudiólogos são profissionais ótimos,
mas não devem fazer as perícias médicas,
pois é um ato médico”.
A opinião foi reforçada pelo juiz da Comarca de
Londrina, José Vianna: “é preciso entender
a função do médico. Perícias médicas
não devem ser solicitadas para nenhum outro profissional”.
Perícias – Outro assunto discutido foi o novo modelo
de perícia médicas da previdência. O presidente
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro Luciano
Hauschild, apresentou uma proposta pela qual se dá mais
autonomia aos médicos assistentes. Pela novidade, quem
entrar com pedido de afastamento por motivo de doença
de até 45 dias será dispensado de realizar avaliação.
“Queremos flexibilizar as perícias sem que o sistema
fique fragilizado. Vamos começar com 30 dias. Depois de
um ano, podemos estender para 45 dias ou 60 dias. Isso é um
processo que teremos que construir ao longo do tempo”,
apontou o presidente do Instituto.
Judicialização - O diretor da Associação
Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), Francisco Cortes Fernandes,
defendeu um novo patamar de avaliação para diminuir
a judicialização de processos por incapacidade. “Acreditamos
que os médicos devem assumir um papel mais de dono do
processo com questões diagnósticas, com tratamento
e controle do processo, e não somente cartorial e de encaminhamento”.
A perícia médica realizada nos processos judiciais
sob a ótica da Justiça foi apresentada pelo juiz
da Comarca de Londrina, José Vianna. Ele apresentou aos
palestrantes os aspectos que devem ser destacados nos laudos
judiciais. “Antes de emitir qualquer juízo de valor,
devemos ouvir as partes. Devemos ser como uma página em
aberto para receber aquela informação”.
Quanto ao
honorário médico na perícia judicial,
o jurista se posicionou contra uma tabela profissional. “Quem
deve fornecer o valor dos honorários é o próprio
médico, e não uma tabela que, muitas vezes, não
corresponde à realidade do caso”.
AGENDA
- Encontro ANS - Edição Sul
Já estão abertas as inscrições para
o Encontro ANS - Edição Sul
Operadoras
de planos de saúde, prestadores, centrais
sindicais e órgãos de defesa do consumidor já podem
fazer a inscrição para o Encontro ANS – Edição
Sul, uma oportunidade para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado por meio de discussões sobre o tema.
O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, em
Porto Alegre (RS).
Entre os
temas do evento estão aqueles relacionados à Agenda
Regulátória da Agência Nacional de Saúde
Suplementar, como o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde,
a resolução que trata do Envelhecimento Ativo,
a regulamentação dos artigos 30 e 31 e a Portabilidade.
As inscrições poderão ser feitas acessando
a área de Eventos no sitio eletrônico da ANS: www.ans.gov.br,
entre os dias 18 de julho e 10 de agosto de 2011
Encontro
ANS – Edição
Sul
Hotel Embaixador
- Rua Jerônimo Coelho, 354, Centro, Porto
Alegre/ RS.
16, 17 e 18 de agosto de 2011 ANS
- CBA oferece Curso e Pós-Graduação em gerenciamento
do ambiente e segurança em saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) – representante
exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde
do mundo, a Joint Commission International (JCI) –, está com
inscrições abertas para o curso de Gerenciamento
do Ambiente em instituições de Saúde, que
acontece em julho e agosto, e também para a pós-graduação
em Gestão do Ambiente e Segurança em Estabelecimentos
Assistenciais de Saúde, que começa em agosto e
tem duração de 11 meses.
As inscrições para o curso e para a pós-graduação
estão abertas até dia 31 de julho. Seguem abaixo
as informações de ambos.
Curso:
Gerenciamento do Ambiente em Instituições
de Saúde
Gerenciamento
de resíduos de serviços de saúde,
gerenciamento de resíduos perigosos, o tratamento de resíduos
biológicos, a incineração como alternativa
restrita, as regras para construção predial e no
sistema de abastecimento da água para o cumprimento da
legislação e a sustentabilidade nos ambientes de
saúde. Estes são alguns dos temas a serem abordados
no curso de Gerenciamento do Ambiente em instituições
de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de
Acreditação (CBA).
Segundo a
enfermeira Irene Haddad, que ministrará o curso,
ainda é grande o número de hospitais brasileiros
que utilizam termômetro e esfignomanômetro de mercúrio,
o que representa um perigo não só à saúde
dos trabalhadores das instituições de saúde,
mas também para a saúde dos pacientes e acompanhantes.
Como exemplo, ela citou um levantamento realizado em um hospital
do Rio de Janeiro. Segundo o inventário, em apenas três
meses, foram requisitados 824 termômetros de mercúrio
para substituir outros danificados. “O dado é alarmante.
O mercúrio é um metal volátil que libera
vapor tóxico por até um ano, causando danos neurológicos
que só vão surgir anos depois”, alerta Irene,
apontando que esses equipamentos devem ser substituídos
pelos digitais, disponíveis no mercado e certificados
pelo INMETRO.
A enfermeira
que é consultora de educação
para acreditação do CBA, gerente de resíduos
de serviços de saúde do Hospital Federal dos Servidores
do Estado (RJ) e consultora de Controle de Infecção
Hospitalar e Gerenciamento de Resíduos de Serviços
de Saúde da Prevento Consultoria, ensinará como
elaborar um plano de gerenciamento de resíduos durante
o curso. “É importante saber classificar corretamente
os resíduos gerados para garantir o manejo correto até a
disposição final, diminuindo os impactos ambientais
e promovendo saúde”, ressalta.
O curso de
Gerenciamento do Ambiente em instituições
de Saúde, voltado para profissionais de saúde,
gestores e lideranças intermediárias, acontece
em duas datas: 23 de julho ou 25 e 26 de agosto, ambos com carga
horária de 36 horas/aula. “Este curso é uma
disciplina eletiva do MBA Gestão da Qualidade em Saúde
e Acreditação. As aulas serão teóricas
e práticas”, explica Rosângela Boigues, Coordenadora
de Ensino do CBA.
As inscrições podem ser feitas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br
ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241 ou 3299-8202 ou ainda 3299-8234. Mais informações
no site www.cbacred.org.br. O valor do curso é de R$ 800,00.
Pós-graduação: Gestão do Ambiente
e Segurança em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Especializar
gestores e profissionais de instituições
de saúde públicas e privadas para o gerenciamento
do ambiente hospitalar e de serviços de saúde ou
gestão de riscos (Risk Officer Management); Desenvolver
uma visão estratégica sobre o estabelecimento assistencial
de saúde e seu meio ambiente interno e externo (Hospital
Verde); e Qualificar estes profissionais para planejar, desenvolver,
implantar, monitorar e melhorar o ambiente de sistemas e serviços
de saúde. Estes são os objetivos principais dessa
pós-graduação, que tem duração
de 11 meses, se estendendo de agosto deste ano a julho de 2012,
perfazendo uma carga horária de 396 horas/aulas.
Com conteúdo como, Estudo do Ambiente Hospitalar e de
outros Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, Estudo
do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança, Custos
Hospitalares e Introdução à Legislação
Ambiental, além de outras oito disciplinas, o curso de
pós-graduação é voltado para gestores
de instituições públicas e privadas de saúde,
profissionais da saúde, além de profissionais das áreas
de administração, arquitetura, assistência
social, biologia, bioquímica, engenharia, enfermagem,
farmácia, hotelaria, medicina e nutrição
que já atuem ou tenham interesse de atuação
em serviços de saúde.
Com inscrições até o dia 31 de julho, a
pós-graduação terá início
no dia 18 de agosto com a disciplina Gestão pela Qualidade – Princípios
e Métodos. Mais informações e inscrições
através do site www.cbacred.org.br ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda pelos tels. (21)3299 8241 / 3299 8202 / 3299 8242.
- XXI Congresso Nacional das Santas Casas
AssPreviSite
Com a presença confirmada do ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde
e o meio ambiente
A Confederação das Santas Casas de Misericórdia,
Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu
XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011,
em Brasília. Com o tema central “Saúde e
meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”,
o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem
impactar na Saúde do homem e quais estratégias
devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.
Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização
na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para
melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas
transformações ambientais. Além disso, com
tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo
a formulação de políticas públicas
que sejam adequadas à nova realidade, é preciso
debater, hoje, o futuro dos hospitais.
Para o presidente
da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira
Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais
Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe
em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos
um time de especialistas discutindo a participação
do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em
ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar
para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor
atendimento de nossos pacientes”.
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário
de Atenção à Saúde, Helvécio
Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional
de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso,
já confirmaram a presença.
O evento
conta com o patrocínio da Caixa Econômica
Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.
Para mais
informações e inscrições:
www.cmb.org.br/congresso.
-
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
A relação médico-paciente sem caráter
consumista, a proposta de criação de testamento
vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício
ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão
debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante
o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina (CFM).
O encontro
promoverá discussões sobre a prática
médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a
esta prática – por exemplo, aqueles relacionados
ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”.
O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais
vertical das interações entre os médicos
e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais
das duas profissões são muito próximos”,
afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.
Inscrições
Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro
de Direito Médico. Pelo site é possível
fazer inscrição (gratuita), acessar a programação
do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os
internautas também terão acesso ao material da
1ª edição do evento, promovido em dezembro
de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.
- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão
Unidas / AssPreviSite
18 e 19 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades,
autoridades,
solução de problemas e negociação.
Metodologia
A metodologia
alterna exposição dialogada, exemplificações
voltadas para a realidade da administração pública
com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição,
conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem
e debates, de forma a favorecer a troca de experiências
e assimilação do conteúdo proposto. Também
alterna a realização de módulos em sala
de aula com períodos de aplicação junto às
equipes naturais.
Instrutor
Professor Peter M. Dostler
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 1º Hospital Management Summit
DCI
Setor hospitalar
se reúne para debate sobre gestão
De 22 a 24
de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos
de todo o País para o 1º Hospital Management Summit,
fórum de práticas, inovação e negócios
na gestão de hospitais. O evento é organizado pela
International Business Communications (IBC) e contará com
vários debates sobre a profissionalização
da gestão no setor hospitalar privado do País.
"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar
os recursos das instituições de saúde para
obter uma administração eficiente, financeiramente
sustentável e que atenda a todas as exigências de
um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica
Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada
nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem
tais objetivos", afirma Yvelise.
Ao longo
dos três dias do encontro os executivos poderão
conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas
na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos
em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão,
qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências
serão alguns dos temas abordados.
O Hospital
Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare,
3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide,
DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações
no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.
- Pacientes Crônicos e de Alto Custo
Unidas / AssPreviSite
Modelos de
Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos
e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados
25 e 26 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Apresentar
o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas
fases e resultados com vias de direcionar ações
assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação
de condições de saúde em empresas e seguimento
por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de
casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir
a importância da padronização dos processos
de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais
mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia
para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas
propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para
que os conceitos e as experiências possam ser debatidos
e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão
fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas,
relato de casos, e muita informação para que os
participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se
implantar tais estratégias, com vias a redução
do custo assistencial de seus beneficiários.
Instrutor
Dr Leonardo
Pereira Florêncio
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br