26-08-11

 

Leia nesta edição:

- Planos de saúde

- Registro de novos planos supera o número de cancelamentos

- Qualificação da rede deverá ser divulgada

- Atendimento domiciliar: SUS deve ter mil equipes até 2014

- Alternativa para regulamentar Emenda 29

- Vacina da poliomielite será injetável

- USP cria vacina contra tumores do HPV

- Paciente Corporativo

- Metade da população dos EUA será obesa até 2030, diz estudo

- Em hospital, 68% dos pacientes com HIV são heterossexuais

- Facebook ajuda paciente a lembrar medicamento

- Marco Maia diz que só vai pautar Emenda 29 se oposição retirar obstrução

- Sistema de gestão de imagens médicas facilita diagnósticos à distância

Sexta-feira, 26.08.11

Valor Econômico

Planos de saúde

As operadoras de planos de saúde serão obrigadas a divulgar a qualificação dos médicos, hospitais, clínicas e laboratórios credenciados, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em aproximadamente 14 meses, os convênios médicos terão que divulgar, por exemplo, quais hospitais e laboratórios têm certificados de acreditação de qualidade. No caso dos médicos, a resolução da ANS determina também que devem ser informadas as qualificações profissionais como títulos de especialização, entre outras qualificações.

Saúde Business Web

Registro de novos planos supera o número de cancelamentos

Pela primeira vez nos últimos 10 anos o número de registro de novas operadoras de planos médico-hospitalares superou o número de cancelamentos, segundo dados da Nota de Acompanhamento do setor, divulgada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

De acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), a razão pode estar no aquecimento do mercado. No entanto, a instituição faz um alerta para a dificuldade das empresas de plano de saúde em permanecer no setor.

Desde a criação da ANS, 160 operadoras já foram liquidadas pela Agência em razão de dificuldades econômico–financeiras e 181 operadoras, das 1042 em operação, atualmente, estão em regime de direção fiscal.

O Tempo

Qualificação da rede deverá ser divulgada

As operadoras de planos de saúde serão obrigadas a divulgar aos clientes os dados de qualificação dos médicos, hospitais e laboratórios que integram sua rede credenciada. As empresas terão um ano para se adequar à resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada ontem no Diário Oficial da União.

De acordo com a resolução, as operadoras deverão indicar quais médicos têm título de especialista ou pós-graduação, assim como os hospitais e laboratórios com certificado de qualidade. A ANS vai criar o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores de Serviços na Saúde (Qualiss) para checar os indicadores de hospitais e laboratórios da rede própria das operadoras, como taxas de infecção hospitalar e de mortalidade.

Com a nova norma, a ANS quer que o consumidor disponha de mais um mecanismo na hora de escolher um plano de saúde. "Fica mais claro a rede prestadora que buscou qualificação. É um incentivo para os profissionais que se qualificaram. Dá ao consumidor mais poder de escolha", disse o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Bruno Sobral. Segundo o diretor, será criado um comitê, com participação de representantes das operadoras e médicos, para detalhar as formas de divulgação desses dados na internet e nos livros com a lista dos prestadores.

As operadoras estão proibidas de usar, exclusivamente, os indicadores de qualificação para descredenciar um prestador, conforme a resolução. Quem descumprir as normas está sujeito à advertência ou à multa no valor de R$ 35 mil.

Agência Brasil

Atendimento domiciliar: SUS deve ter mil equipes até 2014

Por Carolina Pimentel

Foco é oferecer cuidado domiciliar a pacientes com dificuldade de locomoção.

Até 2014, o Ministério da Saúde espera ter, pelo menos, mil equipes médicas do Sistema Único da Saúde (SUS) habilitadas para fazer atendimento em casa, como uma espécie de home care.

O foco é oferecer o cuidado domiciliar a pacientes com dificuldade de locomoção ou que não precisam ficar internados em hospitais. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse ONTEM que a pasta vai começar a selecionar os municípios interessados em ter o serviço. A ideia é ter uma equipe para cada 100 mil habitantes.

“Cada pessoa que puder sair mais rápido do hospital vai estar liberando um leito”, destacou Padilha, ao participar do programa de rádio Bom Dia, Ministro, uma produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços - ouça a entrevista na íntegra.

Com o atendimento domiciliar, o governo federal quer desafogar os hospitais e estimular a recuperação do paciente em casa, que é mais rápida. Em julho, o ministério publicou portaria dando início à estruturação do serviço. Para este ano, o investimento previsto é de R$ 36,5 milhões.

Valor Online

Alternativa para regulamentar Emenda 29

Por Caio Junqueira

Diante da crescente pressão da base aliada para votar a regulamentação da Emenda Constitucional 29, o governo estuda propor um novo texto para evitar surpresas quando o projeto voltar ao Senado Federal. A nova redação seria apresentada mediante um projeto na Câmara dos Deputados, o que garantiria que sua tramitação fosse iniciada e finalizada na Casa.

Com isso, solucionaria seus principais receios quanto ao tema. Primeiro, evitaria que os senadores tenham a palavra final. Principalmente no que se refere à reinclusão no texto de uma emenda do ex-senador Tião Viana (PT-AC) que vinculou à saúde 10% da receita corrente líquida da União, o que daria hoje cerca de R$ 32,5 bilhões. O governo acha que, por ser a Casa representativa dos Estados, a última palavra deles nessa questão tende a favorecê-los e prejudicar a União e os municípios.

Em outra frente, um novo projeto corrigiria o que o governo considera um erro na redação final da regulamentação aprovada pelos deputados em 2008, uma vez que o texto destina parte dos recursos municipais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para a saúde. Como o texto-base já foi aprovado e só falta apreciar um destaque para que ele volte ao Senado, não é mais possível mexer no texto. A não ser que ocorra um acordo entre todos os partidos, o que é praticamente impossível de acontecer, considerando-se o clima político no Legislativo.

Além disso, o governo quer resolver o problema da fonte de financiamento da saúde, o que está mal resolvido no texto da Câmara e corre grande risco de ser prejudicial a ele com a solução que os senadores querem retomar, ao obrigar a União a bancar mais de R$ 30 bilhões.

Nesse sentido, algumas ideias começam a surgir para preencher essa lacuna. Uma delas é incluir na discussão os recursos dos royalties do petróleo, destinando, por exemplo, parte dos recursos do fundo soberano à saúde. Outra é retirar parte dos recursos da loteria federal para a saúde. Uma terceira é considerada mais ousada: legalizar os bingos e fazer com que sua arrecadação vá para a saúde.

A retomada da CPMF (o imposto do cheque), hoje rebatizada de Contribuição Social para a Saúde (CSS), seria ainda o sonho do governo, segundo interpretação de seus líderes, embora no Palácio do Planalto as autoridades sejam taxativas ao afirmar que a sociedade não quer e não vai ter mais imposto.

O governo, com o novo projeto, demonstraria que não quer a volta da CPMF, capitalizando politicamente a decisão. O destaque que falta para ser votado elimina apenas a alíquota do novo imposto, tornando inviável sua aplicação. Mas não elimina o imposto em si. Ele ficaria ali, sem alíquota, aguardando qualquer momento favorável para que ela fosse criada.

Nos últimos dois dias, dois petistas com trânsito no Palácio do Planalto deram entrevistas em que mencionam a possibilidade de um novo projeto. O líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse anteontem no salão verde da Câmara que vai sugerir "aprovar outro texto aqui na Casa, um texto mais equilibrado". Ontem, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse, no mesmo local, que, diante do impasse da Emenda 29, o melhor "de repente pode ser um novo projeto", oriundo de um "amplo debate". "É melhor aprovar algo com um grande acordo do que ficar em uma queda de braço que não resolve a questão", concluiu a ministra.

O Estado de São Paulo

Vacina da poliomielite será injetável

O imunizante Sabin, oral e com o vírus atenuado, será substituído pela versão injetável, com o vírus inativado, para evitar risco de contração da doença

Por Clarissa Thomé, Rio

O Ministério da Saúde vai substituir a vacina oral contra a poliomielite, a Sabin, pelo imunizante injetável. O motivo da troca, que já ocorreu em outras partes do mundo, é que a forma injetável é produzida com o vírus morto, ou inativado - portanto, mais segura.

Oficialmente, o ministério não tem prazo para o início da transição, mas divulgou informe técnico para as secretarias estaduais de Saúde, alertando para a mudança em 2012. O documento recomenda ações intensificadas de imunização "de modo a alcançar coberturas vacinais de no mínimo 95%" e promete a apresentação da nova estratégia para este semestre.

"A Sociedade de Imunizações já espera essa troca há muito tempo e vinha recomendando o uso da vacina inativada. É uma mudança que ocorreu em todos os países desenvolvidos, mas não é uma alteração simples", afirma a médica Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim-RJ).

A vacina oral é feita com o vírus atenuado. Apesar de raro, há o risco de infecção por esse vírus, que provoca a pólio vacinal - causada pela própria vacina. "É preciso ressaltar que o benefício da pólio oral é muito grande. A poliomielite é uma doença transmissível, que incapacita e até mata. Mas há o risco de 1 caso para 800 mil doses de provocar a pólio vacinal. Se nós temos uma vacina mais segura, devemos usá-la", defende Isabella.

Embora não esteja disponível nos postos de saúde, a vacina inativada já é encontrada nas clínicas particulares.

"É uma vacina segura. Nas clínicas, é oferecida conjugada com outras vacinas, como a DTP (difteria, tétano e coqueluche), com hemófilos tipo B (contra meningite) e hepatite B. Acredito que o ministério vá seguir a mesma estratégia. Se isso ocorrer, não deve haver resistência da população a mais uma vacina injetável", diz o médico Alberto Chebabo, chefe do Serviço de Doenças Infecto-Parasitárias do Hospital Universitário da UFRJ.

Segundo Isabella, os países que fizeram a transição das gotinhas para a injetável optaram por oferecer a nova vacina nas duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses. As demais - aos 6 e aos 15 meses, além das doses de reforço, nas campanhas - são da vacina tradicional, na forma oral. "As duas primeiras doses com a vacina com vírus inativado já garante a proteção contra o vírus da pólio, até mesmo o vacinal", afirma.

Outra mudança que será anunciada é a realização da campanha de vacinação anual contra a pólio em única etapa, a partir de 2012. Hoje, as crianças de 0 a 5 anos recebem duas doses de reforço, em junho e agosto.

Critérios. Em nota, o ministério informou que a incorporação de novas vacinas no calendário oficial segue critérios de especialistas, que avaliam tecnologia, custo benefício e custo efetividade, além do impacto epidemiológico, imunológico e logístico.

Cronologia

Forma injetável foi a pioneira

1931

Início das pesquisas

O norte-americano Albert Sabin (1906-1993) inicia suas pesquisas para o tratamento da poliomielite assim que se forma em Medicina na Universidade de Nova York. Durante a 2.ª Guerra, ele interrompe as experiências para se dedicar aos estudos de doenças que acometiam os soldados. A pesquisa é retomada apenas em 1954.

1955

Vacina Salk

O virologista Jonas Salk (1914-1995) tem sua vacina, a primeira contra a poliomielite, oficialmente permitida para uso em todo o território dos Estados Unidos. Seu imunizante, injetável e com o vírus inativado, era eficaz na prevenção da maioria das complicações da doença, mas não prevenia a infecção inicial.

1961

Vacina Sabin

O Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos libera a vacina Sabin, tomada por via oral e com o vírus atenuado. Sua versão do imunizante previne a contração da moléstia. Ela eliminou a pólio em quase todo o mundo.

Folha de São Paulo

USP cria vacina contra tumores do HPV

Imunização em fase de testes ajuda as defesas do corpo a combater células cancerosas criadas pela ação do vírus

Vacina disponível hoje só protege quem nunca teve contato com o HPV, causador de câncer de colo do útero

Por Mariana Versolato

Pesquisadores da USP desenvolveram uma vacina contra tumores e lesões pré-cancerosas causadas pelo HPV.

O vírus é responsável por tumores de colo do útero, cabeça, pescoço, ânus e pênis.

Diferentemente das vacinas disponíveis hoje na rede privada, que impedem a infecção pelo vírus, a novidade seria indicada para quem já se infectou e desenvolveu alguma lesão.

A imunização induz as células de defesa a reconhecer lesões e tumores desenvolvidos a partir do HPV 16 e atacá-los. O tipo 16 do vírus é um dos que mais causam câncer.

O estudo foi apresentado ontem por Luís Carlos Ferreira, professor da USP e chefe do laboratório de desenvolvimento de vacinas da universidade, na 26ª reunião anual da Fesbe (Federação de Sociedades de Biologia Experimental), que vai até amanhã, no Rio de Janeiro.

Os testes foram feitos em roedores, mas já há planos de realizar estudos clínicos em humanos daqui a um ano e meio, no HC de São Paulo.

Eficácia

Segundo Ferreira, a vacina é a mais eficaz do tipo já criada. "A vacina conseguiu reverter em 100% as lesões e os tumores com só uma dose."

Ele afirma que será possível produzir a vacina a um custo menor do que o da atual, que sai por R$ 900.

O pesquisador lembra que grande parte da população já teve contato com o vírus -estima-se que, até os 50 anos, 80% das mulheres serão infectadas por algum dos mais de cem tipos de HPV.

"Para muitas pessoas, uma vacina não preveniria mais contra infecções e seria mais eficiente se curasse lesões e câncer", afirma.

Cerca de 90% das lesões são eliminadas sem necessidade de intervenção, mas algumas delas levam ao câncer.

Para o câncer de colo do útero, o tratamento pode ser por cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação deles.

Ferreira diz que, no futuro, a imunização poderá se somar ao rol de tratamentos, especialmente nos casos mais avançados de tumor.

Max Mano, professor-assistente de oncologia da USP e médico do Icesp (Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira), diz acreditar que o desenvolvimento de vacinas contra o câncer causado por HPV é promissor.

"É uma questão de tempo para desenvolvermos tratamentos de câncer ao investigar o papel da imunidade nesse tipo de doença."

Mas ele afirma que muitas vacinas fracassaram nos últimos 30 anos. "O que funciona em animais pode não funcionar tão bem em humanos, porque nossa imunidade é mais complexa."

Folha de São Paulo

Paciente Corporativo

Por Maria Cristina Frias

No topo da lista das doenças que mais abalam os executivos brasileiros está a rinite, que atinge cerca de 28% dos profissionais analisados em levantamento da operadora de saúde Omint.

Também são graves as dores no pescoço e nos ombros (20,5%), causadas por má postura e tensões musculares devido a estresse.

Os que sofrem de obesidade são 18,5%. Cerca de 17% têm sintomas de ansiedade.

Entre os fatores de risco para doenças cardiovasculares, o colesterol é o mais comum, atinge 11,6% deles.

Muitos casos podem ser tratados com prevenção.

"Para as empresas, é bom investir em prevenção, pois, além de motivar o colaborador, permite melhor gestão do custo com saúde", diz André Coutinho, diretor-geral da Omint no país.

O estudo abordou 15 mil executivos de alta gerência e direção das empresas da carteira da Omint.

Folha de São Paulo

Metade da população dos EUA será obesa até 2030, diz estudo

Pesquisa defende fim da publicidade de junk food para crianças

Por Débora Mismetti, Editora-assistente de saúde

Artigo publicado hoje no periódico "Lancet" calcula que, até 2030, os EUA terão mais 65 milhões de obesos, além dos atuais 99 milhões.

Se as projeções do estudo se confirmarem, 50% da população americana será composta por obesos em 19 anos.

No Reino Unido, esse número passará de 15 milhões para 26 milhões, diz o trabalho, liderado por pesquisadores da Universidade Columbia, em Nova York, e da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Isso significaria mais 7,8 milhões de pessoas com diabetes nos EUA e mais 6,8 milhões de casos de doenças cardíacas e derrames.

O trabalho destaca também o crescimento da obesidade no Brasil, em especial entre as mulheres das classes mais baixas.

De acordo com os pesquisadores, esse números vão se tornar realidade caso não haja uma forte intervenção para barrar o crescimento da obesidade mundo afora.

O estudo coloca como motivo para o ganho de peso da população a crescente oferta de alimentos ricos em calorias e a falta de eficácia de medidas individualizadas, como dietas, na redução de peso em grande escala.

Os pesquisadores afirmam que esse quadro só será revertido por meio de intervenções diretas dos governos, como estímulos para a produção agrícola de alimentos saudáveis e o banimento da publicidade de junk food direcionada a crianças.

Calculadora de dieta

Uma outra pesquisa publicada na edição especial do "Lancet" sobre obesidade propõe um novo modelo para prever a perda de peso.

Segundo os autores, os cálculos atuais de emagrecimento superestimam os efeitos das dietas ao não levar em conta a mudança de gasto de energia durante o processo.

O novo modelo também considera as diferenças entre quem começa uma dieta mais ou menos acima do peso, além de variáveis como atividade física, idade e sexo.

A calculadora de dietas está no site: http://bwsimulator.niddk.nih.gov

Revista Galileu

Em hospital, 68% dos pacientes com HIV são heterossexuais

Levantamento é do Hospital Emílio Ribas, que tem 80% de seus atendimentos voltados a portadores do vírus da AIDS

Um levantamento feito pela equipe do Hospital Emílio Ribas, da Secretaria de Saúde de São Paulo, revela que 68% dos portadores do vírus da AIDS atendidos se declararam heterossexuais. E apenas 25% dos atendidos eram mulheres. A maioria dos pacientes têm entre 30 e 40 anos. A instituição, especializada em doenças infecto-contagiosas, tem 80% de seus atendimentos voltados a pessoas com HIV.

A compilação de dados também mostrou que 20% dos atendidos estavam em uma união estável. Sobre o nível de escolaridade, 42% contavam com ensino fundamental concluído e só 0,9% possuíam ensino superior completo.

Segundo informou o médico infectologista David Uip, diretor do hospital, à assessoria de imprensa da Secretaria, o principal problema ainda é a conscientização. “Houve muitos avanços na medicina no que se diz respeito ao tratamento da Aids da década de 80 para cá, mas não adianta a medicina evoluir se toda a população não estiver consciente dos riscos da doença e de como preveni-la”.

Os números foram obtidos durante 15 dias e com acompanhamento de mais de 100 pacientes internados no Emílio Ribas, que fica na capital paulista.

Quinta-feira, 25.08.11

InformationWeek EUA / Saúde Business Web

Facebook ajuda paciente a lembrar medicamento

Por Nicole Lewis / Tradução: Rheni Victorio

O Hospital Infantil da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, está se preparando para lançar uma página no Facebook que irá monitorar jovens e adolescentes submetidos a transplante de rim, em um esforço para auxiliá-los a se manterem em dia com os medicamentos. O hospital vai utilizar informações de receitas médicas, que constam no sistema de prontuário eletrônico do paciente (EHR), para divulgar, na página, a lista de medicamentos de cada paciente e quantas vezes por dia eles devem tomá-los.

A iniciativa, desenvolvida por Patrick Brophy, diretor da área de nefrologia pediátrica, diálise e transplante, junto com o departamento de tecnologia do hospital, surgiu com a frustração de Brophy ao perceber que muitos pacientes jovens transplantados não tomavam seus medicamentos como deveriam, após a cirurgia.

“Um dos maiores problemas que enfrentamos é que após a cirurgia de transplante renal em nossos pacientes mais jovens, muitos deles não aderem aos medicamentos”, contou Brophy à InformationWeek Healthcare. “O que sabemos é que esses adolescentes representam o grupo com maiores chances de perder um transplante por falta de aderência ao tratamento. Eu quero que esses jovens fiquem longe da diálise e mantenham o transplante por muitos anos.”

Brophy acredita que esses adolescentes simplesmente não queiram tomar os remédios porque se sentem bem após o transplante e acham que são invencíveis. Além disso, eles têm muitos remédios para gerenciar. “Eles não querem se sentir diferente dos amigos. Muitos desses jovens chegam a tomar entre três e dez remédios diferentes por dia, alguns deles, duas vezes por dia”, observou Brophy. A ideia por trás dessa página foi de Michael, filho de Brophy, que cansou de ouvir as reclamações do pai sobre seus pacientes. Michael, de 15 anos, sugeriu o Facebook como forma de atrair os adolescentes para o site que monitora os medicamentos.

Ainda em fase piloto, o aplicativo Iowa MedMiner foi projetado para personalizar as informações dos medicamentos vindas dos prontuários eletrônicos. Cada usuário recebe uma senha para acessar as informações específicas e pessoais. O paciente acessa uma janela em popup, na página do Facebook, que lista todos os remédios que ele deve tomar no dia e onde ele marca o que já tomou. A informação é, então, enviada aos servidores do hospital e encaminhada aos médicos. Além disso, o nível da droga no organismo é medida pelos médicos a cada retorno do paciente.

Até agora, 15 pacientes, entre 13 e 21 anos, participam do programa. A página do Facebook deve ir ao ar em algumas semanas e o plano é encontrar outras entidades interessadas em participar, com a esperança de gerar uma rede nacional de pacientes transplantados interessados nesse monitoramento.

“O uso de mídias sociais na medicina está apenas começando”, disse Brophy. “Acho que se pudermos garantir privacidade, ferramentas como o Facebook e, até mesmo, Twitter, podem se tornar essenciais na forma como oferecemos cuidados médicos nesse país.”

Agência Câmara de Notícias

Marco Maia diz que só vai pautar Emenda 29 se oposição retirar obstrução

Por Geórgia Moraes / Edição: Regina Céli Assumpção

O presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que só vai pautar a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que garante mais recursos para saúde, se a oposição retirar a obstrução e aceitar votar projetos considerados prioritários. Maia se reuniu nesta quinta-feira com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e líderes da oposição.

Ele busca um acordo de líderes até a próxima terça-feira (30). A sugestão do presidente é que a regulamentação (PLP 306/08) seja incluída na pauta do Plenário no dia 28 de setembro e que, até lá, outros projetos sejam votados. "Só pautarei a Emenda 29 durante o mês de setembro se houver por parte da oposição sensibilidade em relação a votações que são importantes para sociedade brasileira e que precisam ser realizadas neste mês de setembro.”

Maia citou entre as prioridades o Projeto de Lei 1209/11, do Executivo, que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec); o Projeto de Lei Complementar (PLP) 87/11, que amplia as faixas do Supersimples; os projetos que alteram o Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565/86); a regulamentação do aviso prévio proporcional (PL 3941/89); entre outras matérias que deverão ser votadas no próximo período.

O líder do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), que participou da reunião, confirmou a disposição da oposição em construir um acordo até terça, desde que a regulamentação da Emenda 29 seja concluída na pauta do Plenário ainda em setembro. Ele lembra que falta só um destaque à proposta para ser votado.

Debate com estados

A ministra Ideli Salvatti disse, no entanto, que é impossível votar a proposta sem um debate maior. Ela argumenta que a proposta tem implicação nos estados e municípios. “A União vem cumprindo com os repasses de recursos para a saúde; mas um grande número de estados não cumpre e há uma grande reclamação dos municípios que estão sobrecarregados. Sem fazer o debate com estados e municípios é impossível aprovar aqui uma proposta que contemple e atenda as reais necessidades.”

A ministra afirmou que o governo procura encontrar a melhor solução. “De repente pode ser um novo projeto", acrescentou.

Marco Maia concorda com a necessidade de um debate e quer chamar os governadores para um almoço até o fim de setembro.

Isaude.net

Sistema de gestão de imagens médicas facilita diagnósticos à distância

Um programa desenvolvido pela empresa japonesa KDDI Labs integra tablets e smartphones para ajudar no gerenciamento de imagens médicas. O Smart MIMAS permite enviar imagens de forma segura aos especialistas quando eles estão na estrada ou em casa, assim, no caso de uma emergência, eles podem dar instruções rápidas e precisas ao pessoal do hospital.

De acordo com os desenvolvedores, entre as principais características do sistema destacam-se a segurança e a velocidade. As imagens podem ser enviadas em alta velocidade. Para isso foi implantada uma tecnologia de gerenciamento de memória que permite que imagens grandes sejam visualizadas rapidamente. Para garantir a segurança do processo, foi utilizada uma tecnologia de criptografia desenvolvido pela própria KDDI.

Com esta ferramenta, os médicos podem comparar os resultados de vários testes e dar um diagnóstico preciso. Os criadores do sistema destacam que, em caso de emergência, um especialista pode olhar as fotos e dizer ao pessoal o que fazer ou orientá-los na preparação para uma cirurgia enquanto ele chega ao hospital. Além disso, em áreas interioranas a falta de médicos pode ser um problema, o que seria possível resolver com a ajuda do Smart MIMAS.

O sistema custa cerca de US$ 65 mil para o servidor e os tablets. A KDDI tem como objetivo fornecer 20 conjuntos para hospitais até o fim deste ano.

AGENDA


- CBA lança curso de gestão de profissionais de saúde

Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área de saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais de qualidade e segurança no cuidado com o paciente. Esse é um dos objetivos do curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.

O curso, oferecido em parceria com a Universidade Lusófona de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção de profissionais, educação continuada, gestão do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar seus profissionais a manterem os padrões de qualidade e excelência no desempenho de suas atividades.

"As organizações de saúde esperam de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes", explica Parreira. "Para isso, essas instituições precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar as competências exigidas, manter a agilidade da ação e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.

Doutor de Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona, Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige do gestor capacidade de liderança, visão estratégica da gestão de RH e atualização a respeito de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais qualificados", enfatiza.

O curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores e lideranças intermediárias de instituições de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.

Assessoria de Imprensa

SB Comunicação, tel. (21)3798-4357

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Igor Waltz, tel. (21)7674-1492


- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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