Leia
nesta edição:
- Planos
de saúde
- Registro
de novos planos supera o número de cancelamentos
- Qualificação da rede deverá ser
divulgada
- Atendimento
domiciliar: SUS deve ter mil equipes até 2014
- Alternativa para regulamentar Emenda 29
- Vacina
da poliomielite será injetável
- USP cria vacina contra tumores do HPV
- Paciente Corporativo
- Metade
da população dos EUA será obesa
até 2030, diz estudo
- Em hospital,
68% dos pacientes com HIV são heterossexuais
- Facebook ajuda paciente a lembrar medicamento
- Marco Maia
diz que só vai pautar Emenda 29 se oposição
retirar obstrução
- Sistema
de gestão de imagens médicas facilita
diagnósticos à distância
Sexta-feira, 26.08.11
Valor
Econômico
Planos
de saúde
As operadoras
de planos de saúde serão obrigadas
a divulgar a qualificação dos médicos, hospitais,
clínicas e laboratórios credenciados, segundo a
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em
aproximadamente 14 meses, os convênios médicos terão
que divulgar, por exemplo, quais hospitais e laboratórios
têm certificados de acreditação de qualidade.
No caso dos médicos, a resolução da ANS
determina também que devem ser informadas as qualificações
profissionais como títulos de especialização,
entre outras qualificações.
Saúde
Business Web
Registro
de novos planos supera o número de cancelamentos
Pela primeira
vez nos últimos 10 anos o número
de registro de novas operadoras de planos médico-hospitalares
superou o número de cancelamentos, segundo dados da Nota
de Acompanhamento do setor, divulgada pela Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS).
De acordo
com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar
(IESS), a razão pode estar no aquecimento do mercado.
No entanto, a instituição faz um alerta para a
dificuldade das empresas de plano de saúde em permanecer
no setor.
Desde a criação da ANS, 160 operadoras já foram
liquidadas pela Agência em razão de dificuldades
econômico–financeiras e 181 operadoras, das 1042
em operação, atualmente, estão em regime
de direção fiscal.
O Tempo
Qualificação da rede deverá ser
divulgada
As operadoras
de planos de saúde serão obrigadas
a divulgar aos clientes os dados de qualificação
dos médicos, hospitais e laboratórios que integram
sua rede credenciada. As empresas terão um ano para se
adequar à resolução normativa da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada ontem no
Diário Oficial da União.
De acordo
com a resolução, as operadoras deverão
indicar quais médicos têm título de especialista
ou pós-graduação, assim como os hospitais
e laboratórios com certificado de qualidade. A ANS vai
criar o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores
de Serviços na Saúde (Qualiss) para checar os indicadores
de hospitais e laboratórios da rede própria das
operadoras, como taxas de infecção hospitalar e
de mortalidade.
Com a nova
norma, a ANS quer que o consumidor disponha de mais um mecanismo
na
hora de escolher um plano de saúde. "Fica
mais claro a rede prestadora que buscou qualificação. É um
incentivo para os profissionais que se qualificaram. Dá ao
consumidor mais poder de escolha", disse o diretor de Desenvolvimento
Setorial da ANS, Bruno Sobral. Segundo o diretor, será criado
um comitê, com participação de representantes
das operadoras e médicos, para detalhar as formas de divulgação
desses dados na internet e nos livros com a lista dos prestadores.
As operadoras
estão proibidas de usar, exclusivamente,
os indicadores de qualificação para descredenciar
um prestador, conforme a resolução. Quem descumprir
as normas está sujeito à advertência ou à multa
no valor de R$ 35 mil.
Agência
Brasil
Atendimento
domiciliar: SUS deve ter mil equipes até 2014
Por Carolina Pimentel
Foco é oferecer cuidado domiciliar a pacientes com dificuldade
de locomoção.
Até 2014, o Ministério da Saúde espera
ter, pelo menos, mil equipes médicas do Sistema Único
da Saúde (SUS) habilitadas para fazer atendimento em casa,
como uma espécie de home care.
O foco é oferecer o cuidado domiciliar a pacientes com
dificuldade de locomoção ou que não precisam
ficar internados em hospitais. O ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, disse ONTEM que a pasta vai começar a selecionar
os municípios interessados em ter o serviço. A
ideia é ter uma equipe para cada 100 mil habitantes.
“Cada pessoa que puder sair mais rápido do hospital
vai estar liberando um leito”, destacou Padilha, ao participar
do programa de rádio Bom Dia, Ministro, uma produção
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência
da República em parceria com a EBC Serviços - ouça
a entrevista na íntegra.
Com o atendimento
domiciliar, o governo federal quer desafogar os hospitais e
estimular a recuperação do paciente
em casa, que é mais rápida. Em julho, o ministério
publicou portaria dando início à estruturação
do serviço. Para este ano, o investimento previsto é de
R$ 36,5 milhões.
Valor Online
Alternativa para regulamentar Emenda 29
Por Caio Junqueira
Diante da
crescente pressão da base aliada para votar
a regulamentação da Emenda Constitucional 29, o
governo estuda propor um novo texto para evitar surpresas quando
o projeto voltar ao Senado Federal. A nova redação
seria apresentada mediante um projeto na Câmara dos Deputados,
o que garantiria que sua tramitação fosse iniciada
e finalizada na Casa.
Com isso,
solucionaria seus principais receios quanto ao tema. Primeiro,
evitaria
que os senadores tenham a palavra final. Principalmente
no que se refere à reinclusão no texto de uma emenda
do ex-senador Tião Viana (PT-AC) que vinculou à saúde
10% da receita corrente líquida da União, o que
daria hoje cerca de R$ 32,5 bilhões. O governo acha que,
por ser a Casa representativa dos Estados, a última palavra
deles nessa questão tende a favorecê-los e prejudicar
a União e os municípios.
Em outra
frente, um novo projeto corrigiria o que o governo considera
um erro na
redação final da regulamentação
aprovada pelos deputados em 2008, uma vez que o texto destina
parte dos recursos municipais do Fundo de Manutenção
e Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação
(Fundeb) para a saúde. Como o texto-base já foi
aprovado e só falta apreciar um destaque para que ele
volte ao Senado, não é mais possível mexer
no texto. A não ser que ocorra um acordo entre todos os
partidos, o que é praticamente impossível de acontecer,
considerando-se o clima político no Legislativo.
Além disso, o governo quer resolver o problema da fonte
de financiamento da saúde, o que está mal resolvido
no texto da Câmara e corre grande risco de ser prejudicial
a ele com a solução que os senadores querem retomar,
ao obrigar a União a bancar mais de R$ 30 bilhões.
Nesse sentido,
algumas ideias começam a surgir para preencher
essa lacuna. Uma delas é incluir na discussão os
recursos dos royalties do petróleo, destinando, por exemplo,
parte dos recursos do fundo soberano à saúde. Outra é retirar
parte dos recursos da loteria federal para a saúde. Uma
terceira é considerada mais ousada: legalizar os bingos
e fazer com que sua arrecadação vá para
a saúde.
A retomada
da CPMF (o imposto do cheque), hoje rebatizada de Contribuição Social para a Saúde (CSS),
seria ainda o sonho do governo, segundo interpretação
de seus líderes, embora no Palácio do Planalto
as autoridades sejam taxativas ao afirmar que a sociedade não
quer e não vai ter mais imposto.
O governo,
com o novo projeto, demonstraria que não quer
a volta da CPMF, capitalizando politicamente a decisão.
O destaque que falta para ser votado elimina apenas a alíquota
do novo imposto, tornando inviável sua aplicação.
Mas não elimina o imposto em si. Ele ficaria ali, sem
alíquota, aguardando qualquer momento favorável
para que ela fosse criada.
Nos últimos dois dias, dois petistas com trânsito
no Palácio do Planalto deram entrevistas em que mencionam
a possibilidade de um novo projeto. O líder do governo,
Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse anteontem no salão
verde da Câmara que vai sugerir "aprovar outro texto
aqui na Casa, um texto mais equilibrado". Ontem, a ministra
das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse,
no mesmo local, que, diante do impasse da Emenda 29, o melhor "de
repente pode ser um novo projeto", oriundo de um "amplo
debate". "É melhor aprovar algo com um grande
acordo do que ficar em uma queda de braço que não
resolve a questão", concluiu a ministra.
O
Estado de São
Paulo
Vacina
da poliomielite será injetável
O imunizante
Sabin, oral e com o vírus atenuado, será substituído
pela versão injetável, com o vírus inativado,
para evitar risco de contração da doença
Por Clarissa
Thomé,
Rio
O Ministério da Saúde vai substituir a vacina
oral contra a poliomielite, a Sabin, pelo imunizante injetável.
O motivo da troca, que já ocorreu em outras partes do
mundo, é que a forma injetável é produzida
com o vírus morto, ou inativado - portanto, mais segura.
Oficialmente,
o ministério não tem prazo para
o início da transição, mas divulgou informe
técnico para as secretarias estaduais de Saúde,
alertando para a mudança em 2012. O documento recomenda
ações intensificadas de imunização "de
modo a alcançar coberturas vacinais de no mínimo
95%" e promete a apresentação da nova estratégia
para este semestre.
"A Sociedade de Imunizações já espera
essa troca há muito tempo e vinha recomendando o uso da
vacina inativada. É uma mudança que ocorreu em
todos os países desenvolvidos, mas não é uma
alteração simples", afirma a médica
Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações
(Sbim-RJ).
A vacina
oral é feita com o vírus atenuado. Apesar
de raro, há o risco de infecção por esse
vírus, que provoca a pólio vacinal - causada pela
própria vacina. "É preciso ressaltar que o
benefício da pólio oral é muito grande.
A poliomielite é uma doença transmissível,
que incapacita e até mata. Mas há o risco de 1
caso para 800 mil doses de provocar a pólio vacinal. Se
nós temos uma vacina mais segura, devemos usá-la",
defende Isabella.
Embora não esteja disponível nos postos de saúde,
a vacina inativada já é encontrada nas clínicas
particulares.
"É uma vacina segura. Nas clínicas, é oferecida
conjugada com outras vacinas, como a DTP (difteria, tétano
e coqueluche), com hemófilos tipo B (contra meningite)
e hepatite B. Acredito que o ministério vá seguir
a mesma estratégia. Se isso ocorrer, não deve haver
resistência da população a mais uma vacina
injetável", diz o médico Alberto Chebabo,
chefe do Serviço de Doenças Infecto-Parasitárias
do Hospital Universitário da UFRJ.
Segundo Isabella,
os países que fizeram a transição
das gotinhas para a injetável optaram por oferecer a nova
vacina nas duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses. As demais -
aos 6 e aos 15 meses, além das doses de reforço,
nas campanhas - são da vacina tradicional, na forma oral. "As
duas primeiras doses com a vacina com vírus inativado
já garante a proteção contra o vírus
da pólio, até mesmo o vacinal", afirma.
Outra mudança que será anunciada é a realização
da campanha de vacinação anual contra a pólio
em única etapa, a partir de 2012. Hoje, as crianças
de 0 a 5 anos recebem duas doses de reforço, em junho
e agosto.
Critérios. Em nota, o ministério informou que
a incorporação de novas vacinas no calendário
oficial segue critérios de especialistas, que avaliam
tecnologia, custo benefício e custo efetividade, além
do impacto epidemiológico, imunológico e logístico.
Cronologia
Forma
injetável
foi a pioneira
1931
Início
das pesquisas
O norte-americano
Albert Sabin (1906-1993) inicia suas pesquisas para o tratamento
da poliomielite assim que se forma em Medicina
na Universidade de Nova York. Durante a 2.ª Guerra, ele
interrompe as experiências para se dedicar aos estudos
de doenças que acometiam os soldados. A pesquisa é retomada
apenas em 1954.
1955
Vacina Salk
O virologista
Jonas Salk (1914-1995) tem sua vacina, a primeira contra a
poliomielite,
oficialmente permitida para uso em todo
o território dos Estados Unidos. Seu imunizante, injetável
e com o vírus inativado, era eficaz na prevenção
da maioria das complicações da doença, mas
não prevenia a infecção inicial.
1961
Vacina Sabin
O Serviço de Saúde Pública dos Estados
Unidos libera a vacina Sabin, tomada por via oral e com o vírus
atenuado. Sua versão do imunizante previne a contração
da moléstia. Ela eliminou a pólio em quase todo
o mundo.
Folha
de São
Paulo
USP cria vacina contra tumores do HPV
Imunização em fase de testes ajuda as defesas
do corpo a combater células cancerosas criadas pela ação
do vírus
Vacina disponível hoje só protege quem nunca teve
contato com o HPV, causador de câncer de colo do útero
Por Mariana Versolato
Pesquisadores
da USP desenvolveram uma vacina contra tumores e lesões pré-cancerosas
causadas pelo HPV.
O vírus é responsável por tumores de colo
do útero, cabeça, pescoço, ânus e
pênis.
Diferentemente
das vacinas disponíveis hoje na rede privada,
que impedem a infecção pelo vírus, a novidade
seria indicada para quem já se infectou e desenvolveu
alguma lesão.
A imunização induz as células de defesa
a reconhecer lesões e tumores desenvolvidos a partir do
HPV 16 e atacá-los. O tipo 16 do vírus é um
dos que mais causam câncer.
O estudo
foi apresentado ontem por Luís Carlos Ferreira,
professor da USP e chefe do laboratório de desenvolvimento
de vacinas da universidade, na 26ª reunião anual
da Fesbe (Federação de Sociedades de Biologia Experimental),
que vai até amanhã, no Rio de Janeiro.
Os testes
foram feitos em roedores, mas já há planos
de realizar estudos clínicos em humanos daqui a um ano
e meio, no HC de São Paulo.
Eficácia
Segundo Ferreira,
a vacina é a mais eficaz do tipo já criada. "A
vacina conseguiu reverter em 100% as lesões e os tumores
com só uma dose."
Ele afirma
que será possível
produzir a vacina a um custo menor do que o da atual, que sai
por R$ 900.
O pesquisador
lembra que grande parte da população
já teve contato com o vírus -estima-se que, até os
50 anos, 80% das mulheres serão infectadas por algum dos
mais de cem tipos de HPV.
"Para muitas pessoas, uma vacina não preveniria
mais contra infecções e seria mais eficiente se
curasse lesões e câncer", afirma.
Cerca de
90% das lesões são eliminadas sem necessidade
de intervenção, mas algumas delas levam ao câncer.
Para o câncer de colo do útero, o tratamento pode
ser por cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação
deles.
Ferreira
diz que, no futuro, a imunização poderá se
somar ao rol de tratamentos, especialmente nos casos mais avançados
de tumor.
Max Mano,
professor-assistente de oncologia da USP e médico
do Icesp (Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira),
diz acreditar que o desenvolvimento de vacinas contra o câncer
causado por HPV é promissor.
"É uma questão de tempo para desenvolvermos
tratamentos de câncer ao investigar o papel da imunidade
nesse tipo de doença."
Mas ele afirma
que muitas vacinas fracassaram nos últimos
30 anos. "O que funciona em animais pode não funcionar
tão bem em humanos, porque nossa imunidade é mais
complexa."
Folha
de São
Paulo
Paciente Corporativo
Por Maria Cristina Frias
No topo da
lista das doenças que mais abalam os executivos
brasileiros está a rinite, que atinge cerca de 28% dos
profissionais analisados em levantamento da operadora de saúde
Omint.
Também são graves as dores no pescoço e
nos ombros (20,5%), causadas por má postura e tensões
musculares devido a estresse.
Os que sofrem
de obesidade são 18,5%. Cerca de 17% têm
sintomas de ansiedade.
Entre os
fatores de risco para doenças cardiovasculares,
o colesterol é o mais comum, atinge 11,6% deles.
Muitos casos
podem ser tratados com prevenção.
"Para as empresas, é bom investir em prevenção,
pois, além de motivar o colaborador, permite melhor gestão
do custo com saúde", diz André Coutinho, diretor-geral
da Omint no país.
O estudo
abordou 15 mil executivos de alta gerência e
direção das empresas da carteira da Omint.
Folha
de São
Paulo
Metade
da população dos EUA será obesa
até 2030, diz estudo
Pesquisa
defende fim da publicidade de junk food para crianças
Por Débora Mismetti, Editora-assistente de saúde
Artigo publicado
hoje no periódico "Lancet" calcula
que, até 2030, os EUA terão mais 65 milhões
de obesos, além dos atuais 99 milhões.
Se as projeções do estudo se confirmarem, 50%
da população americana será composta por
obesos em 19 anos.
No Reino
Unido, esse número passará de 15 milhões
para 26 milhões, diz o trabalho, liderado por pesquisadores
da Universidade Columbia, em Nova York, e da Universidade de
Oxford, no Reino Unido.
Isso significaria
mais 7,8 milhões de pessoas com diabetes
nos EUA e mais 6,8 milhões de casos de doenças
cardíacas e derrames.
O trabalho
destaca também o crescimento da obesidade
no Brasil, em especial entre as mulheres das classes mais baixas.
De acordo
com os pesquisadores, esse números vão
se tornar realidade caso não haja uma forte intervenção
para barrar o crescimento da obesidade mundo afora.
O estudo
coloca como motivo para o ganho de peso da população
a crescente oferta de alimentos ricos em calorias e a falta de
eficácia de medidas individualizadas, como dietas, na
redução de peso em grande escala.
Os pesquisadores
afirmam que esse quadro só será revertido
por meio de intervenções diretas dos governos,
como estímulos para a produção agrícola
de alimentos saudáveis e o banimento da publicidade de
junk food direcionada a crianças.
Calculadora de dieta
Uma outra
pesquisa publicada na edição especial
do "Lancet" sobre obesidade propõe um novo modelo
para prever a perda de peso.
Segundo os
autores, os cálculos atuais de emagrecimento
superestimam os efeitos das dietas ao não levar em conta
a mudança de gasto de energia durante o processo.
O novo modelo
também considera as diferenças entre
quem começa uma dieta mais ou menos acima do peso, além
de variáveis como atividade física, idade e sexo.
A calculadora
de dietas está no site: http://bwsimulator.niddk.nih.gov
Revista Galileu
Em
hospital, 68% dos pacientes com HIV são heterossexuais
Levantamento é do Hospital Emílio Ribas, que tem
80% de seus atendimentos voltados a portadores do vírus
da AIDS
Um levantamento
feito pela equipe do Hospital Emílio
Ribas, da Secretaria de Saúde de São Paulo, revela
que 68% dos portadores do vírus da AIDS atendidos se declararam
heterossexuais. E apenas 25% dos atendidos eram mulheres. A maioria
dos pacientes têm entre 30 e 40 anos. A instituição,
especializada em doenças infecto-contagiosas, tem 80%
de seus atendimentos voltados a pessoas com HIV.
A compilação de dados também mostrou que
20% dos atendidos estavam em uma união estável.
Sobre o nível de escolaridade, 42% contavam com ensino
fundamental concluído e só 0,9% possuíam
ensino superior completo.
Segundo informou
o médico infectologista David Uip, diretor
do hospital, à assessoria de imprensa da Secretaria, o
principal problema ainda é a conscientização. “Houve
muitos avanços na medicina no que se diz respeito ao tratamento
da Aids da década de 80 para cá, mas não
adianta a medicina evoluir se toda a população
não estiver consciente dos riscos da doença e de
como preveni-la”.
Os números foram obtidos durante 15 dias e com acompanhamento
de mais de 100 pacientes internados no Emílio Ribas, que
fica na capital paulista.
Quinta-feira, 25.08.11
InformationWeek
EUA / Saúde Business Web
Facebook ajuda paciente a lembrar medicamento
Por Nicole
Lewis / Tradução: Rheni Victorio
O Hospital
Infantil da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, está se preparando para lançar uma página
no Facebook que irá monitorar jovens e adolescentes submetidos
a transplante de rim, em um esforço para auxiliá-los
a se manterem em dia com os medicamentos. O hospital vai utilizar
informações de receitas médicas, que constam
no sistema de prontuário eletrônico do paciente
(EHR), para divulgar, na página, a lista de medicamentos
de cada paciente e quantas vezes por dia eles devem tomá-los.
A iniciativa,
desenvolvida por Patrick Brophy, diretor da área
de nefrologia pediátrica, diálise e transplante,
junto com o departamento de tecnologia do hospital, surgiu com
a frustração de Brophy ao perceber que muitos pacientes
jovens transplantados não tomavam seus medicamentos como
deveriam, após a cirurgia.
“Um dos maiores problemas que enfrentamos é que
após a cirurgia de transplante renal em nossos pacientes
mais jovens, muitos deles não aderem aos medicamentos”,
contou Brophy à InformationWeek Healthcare. “O que
sabemos é que esses adolescentes representam o grupo com
maiores chances de perder um transplante por falta de aderência
ao tratamento. Eu quero que esses jovens fiquem longe da diálise
e mantenham o transplante por muitos anos.”
Brophy acredita
que esses adolescentes simplesmente não
queiram tomar os remédios porque se sentem bem após
o transplante e acham que são invencíveis. Além
disso, eles têm muitos remédios para gerenciar. “Eles
não querem se sentir diferente dos amigos. Muitos desses
jovens chegam a tomar entre três e dez remédios
diferentes por dia, alguns deles, duas vezes por dia”,
observou Brophy. A ideia por trás dessa página
foi de Michael, filho de Brophy, que cansou de ouvir as reclamações
do pai sobre seus pacientes. Michael, de 15 anos, sugeriu o Facebook
como forma de atrair os adolescentes para o site que monitora
os medicamentos.
Ainda em
fase piloto, o aplicativo Iowa MedMiner foi projetado para
personalizar
as informações dos medicamentos
vindas dos prontuários eletrônicos. Cada usuário
recebe uma senha para acessar as informações específicas
e pessoais. O paciente acessa uma janela em popup, na página
do Facebook, que lista todos os remédios que ele deve
tomar no dia e onde ele marca o que já tomou. A informação é,
então, enviada aos servidores do hospital e encaminhada
aos médicos. Além disso, o nível da droga
no organismo é medida pelos médicos a cada retorno
do paciente.
Até agora, 15 pacientes, entre 13 e 21 anos, participam
do programa. A página do Facebook deve ir ao ar em algumas
semanas e o plano é encontrar outras entidades interessadas
em participar, com a esperança de gerar uma rede nacional
de pacientes transplantados interessados nesse monitoramento.
“O uso de mídias sociais na medicina está apenas
começando”, disse Brophy. “Acho que se pudermos
garantir privacidade, ferramentas como o Facebook e, até mesmo,
Twitter, podem se tornar essenciais na forma como oferecemos
cuidados médicos nesse país.”
Agência Câmara de Notícias
Marco
Maia diz que só vai pautar Emenda 29 se oposição
retirar obstrução
Por Geórgia Moraes / Edição: Regina Céli
Assumpção
O presidente
da Câmara, Marco Maia, afirmou que só vai
pautar a regulamentação da Emenda Constitucional
29, que garante mais recursos para saúde, se a oposição
retirar a obstrução e aceitar votar projetos considerados
prioritários. Maia se reuniu nesta quinta-feira com a
ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti,
e líderes da oposição.
Ele busca
um acordo de líderes até a próxima
terça-feira (30). A sugestão do presidente é que
a regulamentação (PLP 306/08) seja incluída
na pauta do Plenário no dia 28 de setembro e que, até lá,
outros projetos sejam votados. "Só pautarei a Emenda
29 durante o mês de setembro se houver por parte da oposição
sensibilidade em relação a votações
que são importantes para sociedade brasileira e que precisam
ser realizadas neste mês de setembro.”
Maia citou
entre as prioridades o Projeto de Lei 1209/11, do Executivo,
que cria
o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico
e Emprego (Pronatec); o Projeto de Lei Complementar (PLP) 87/11,
que amplia as faixas do Supersimples; os projetos que alteram
o Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565/86);
a regulamentação do aviso prévio proporcional
(PL 3941/89); entre outras matérias que deverão
ser votadas no próximo período.
O líder do DEM, Antônio Carlos Magalhães
Neto (BA), que participou da reunião, confirmou a disposição
da oposição em construir um acordo até terça,
desde que a regulamentação da Emenda 29 seja concluída
na pauta do Plenário ainda em setembro. Ele lembra que
falta só um destaque à proposta para ser votado.
Debate com estados
A ministra
Ideli Salvatti disse, no entanto, que é impossível
votar a proposta sem um debate maior. Ela argumenta que a proposta
tem implicação nos estados e municípios. “A
União vem cumprindo com os repasses de recursos para a
saúde; mas um grande número de estados não
cumpre e há uma grande reclamação dos municípios
que estão sobrecarregados. Sem fazer o debate com estados
e municípios é impossível aprovar aqui uma
proposta que contemple e atenda as reais necessidades.”
A ministra
afirmou que o governo procura encontrar a melhor solução. “De repente pode ser um novo projeto",
acrescentou.
Marco Maia
concorda com a necessidade de um debate e quer chamar os governadores
para um almoço até o fim de setembro.
Isaude.net
Sistema
de gestão de imagens médicas facilita
diagnósticos à distância
Um programa
desenvolvido pela empresa japonesa KDDI Labs integra tablets
e smartphones
para ajudar no gerenciamento de imagens
médicas. O Smart MIMAS permite enviar imagens de forma
segura aos especialistas quando eles estão na estrada
ou em casa, assim, no caso de uma emergência, eles podem
dar instruções rápidas e precisas ao pessoal
do hospital.
De acordo
com os desenvolvedores, entre as principais características
do sistema destacam-se a segurança e a velocidade. As
imagens podem ser enviadas em alta velocidade. Para isso foi
implantada uma tecnologia de gerenciamento de memória
que permite que imagens grandes sejam visualizadas rapidamente.
Para garantir a segurança do processo, foi utilizada uma
tecnologia de criptografia desenvolvido pela própria KDDI.
Com esta
ferramenta, os médicos podem comparar os resultados
de vários testes e dar um diagnóstico preciso.
Os criadores do sistema destacam que, em caso de emergência,
um especialista pode olhar as fotos e dizer ao pessoal o que
fazer ou orientá-los na preparação para
uma cirurgia enquanto ele chega ao hospital. Além disso,
em áreas interioranas a falta de médicos pode ser
um problema, o que seria possível resolver com a ajuda
do Smart MIMAS.
O sistema
custa cerca de US$ 65 mil para o servidor e os tablets. A KDDI
tem como
objetivo fornecer 20 conjuntos para hospitais
até o fim deste ano.
AGENDA
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html