Leia
nesta edição:
- O caubói do câncer
- Projeto
cria contribuição social para a saúde
com alíquota de 0,18%
- Plano de
Saúde mais barato para usuários da
3 ª idade
- Filantrópicos com atendimento 100% SUS receberão
incentivo
- País faz 1ª cirurgia pouco invasiva para tratar
doença rara no coração
- Em São Paulo, farmácias de manipulação
são autuadas em 45% das inspeções
- Cirurgia sem corte
- Rinite
alérgica
no meio da festa
- O desafio
de encontrar médicos disponíveis
- França pagará por retirada de próteses
mamárias da PIP
- Brasil
Insurance compra Life e Adavo´s e soma 10 aquisições
no ano
- Liberados R$ 39 mi para melhorias em 11 hospitais
- Programa
Melhor em Casa já está presente em
seis estados
- Anvisa
transfere a paciente decisão sobre troca de
prótese
- Próteses nos seios e lipoaspiração são
as cirurgias mais solicitadas no mundo
- Instituições têm até março
para apresentar projetos
- Prêmios lotéricos não reclamados poderão
ser destinados para ações de saúde
- Descoberta
sobre aids ganha prêmio da revista 'Science'
Segunda-feira, 26.12.11
FOLHA DE S. PAULO
O
caubói do câncer
Peão de boiadeiro aposentado, administrador do Hospital
de Câncer de Barretos faz trato com santo por recursos
para abrir ala infantil
Araripe Castilho
Quando parou
de estudar aos 15 anos e saiu de baixo das asas dos pais médicos para administrar fazendas do avô em
Barretos, no interior de SP, Henrique Duarte Prata nem imaginava
que um dia trabalharia com medicina.
Hoje, aos
58, ele "matuta" dia e noite para administrar
o Hospital de Câncer de Barretos, instituição
reconhecida por dar "atendimento de rico a pacientes pobres
do SUS" -como Prata define.
Fazendeiro
bem-sucedido e peão de boiadeiro aposentado,
ele tem uma maneira simples de falar e um modo caubói
de se vestir.
Prata assumiu
o hospital de seus pais Paulo e Scylla Prata, no final dos
anos 80. Tinha
35 anos e já era um rico fazendeiro.
Ironicamente, seu objetivo era fechar a instituição,
que atende só pessoas com câncer desde 1967.
Nos anos
80, a hiperinflação ajudou a quebrar
o hospital - com dívidas de US$ 1,2 milhão na época.
A 30 dias
de fechar as portas, Prata foi procurado por um dos médicos antigos do hospital. Ele o pediu que, antes de
fechar o local, liberasse a cirurgia de um de seus pacientes.
Caso não fizesse isso, a transferência dele para
São Paulo talvez lhe custasse a vida.
No dia seguinte,
Prata diz que estava "transformado" e
comunicou ao pai que não só manteria o hospital
aberto como ampliaria o complexo. "Ele achou que eu tinha
enlouquecido."
Nos anos
90, Prata passou o chapéu buscando doações
de artistas para erguer novas instalações. Os espaços
têm os nomes de seus "padrinhos", como Chitãozinho
e Xororó e Xuxa.
Esse tipo
de ação é necessário porque
a conta do hospital não fecha. Atendendo 3.500 pacientes
ao dia, a instituição tem gasta R$ 15 milhões
por mês, mas recebe só R$ 9,5 milhões do
SUS.
PLANOS
Para atender
um número maior de pessoas, muitos planos
surgem "da cachola" do "Doutor Peão".
A inauguração, em 2011, do maior centro de treinamento
em cirurgia minimamente invasiva da América Latina é um
deles.
Outro sonho
concretizado é a criação de
uma faculdade de medicina em Barretos para aumentar a oferta
de oncologistas. A primeira turma deve começar em fevereiro.
Em março, quando a família Prata completa 50 anos
de gestão do hospital, ele pretende lançar um livro
e inaugurar um centro infantil.
Para a conclusão da ala para crianças do Hospital
de Câncer, ainda faltam R$ 3 milhões. "Fiz
um trato com São Judas Tadeu para ele me arrumar esse
resto dentro de seis meses. Do contrário, deixo de ser
devoto dele."
AGÊNCIA CÂMARA
Projeto
cria contribuição social para a saúde
com alíquota de 0,18%
A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar 32/11,
do deputado Amauri Teixeira (PT-BA), que cria a Contribuição
Social para a Saúde (CSS).
Pelo texto,
no lançamento de débito em contas
correntes, contas de empréstimo, depósitos em poupança,
além de outras movimentações de valores
e de créditos de natureza financeira, deverão ser
cobrados um percentual de 0,18% para o financiamento de ações
e serviços públicos de saúde. Teixeira salientou
que a CSS vai representar cerca de R$ 20 bilhões a mais
para o Sistema Único de Saúde.
Distribuição
O texto estabelece
que os recursos da CSS serão assim
distribuídos: 50% para os municípios, 30% para
os estados e 20% para a União – estes serão
aplicados integralmente no Fundo Nacional de Saúde. Amauri
Teixeira argumenta que a contribuição deverá minorar
o déficit financeiro da saúde pública, da
qual depende a maioria do povo brasileiro.
A União aplicará, anualmente, em ações
e serviços públicos de saúde, o montante
correspondente ao valor empenhado no exercício financeiro
anterior, acrescido de, no mínimo, o percentual correspondente à variação
nominal do Produto Interno Bruto (PIB), ocorrida no ano anterior
ao da lei orçamentária anual. Em caso de variação
negativa do PIB, o valor não poderá ser reduzido.
Sem
incidência
A CSS, porém, não incidirá nos saques efetuados
diretamente nas contas vinculadas do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS) e do Fundo de Participação
PIS/Pasep, e no saque do valor do beneficio do seguro-desemprego.
Também não será cobrada a contribuição
no lançamento nas contas da União, dos Estados,
do Distrito Federal, dos municípios, de suas autarquias,
fundações e dos consórcios formados por
estados, Distrito Federal e municípios para execução
conjunta de ações e serviços de saúde.
Também não será cobrada a CSS para movimentações
financeiras entre contas do mesmo titular.
De acordo
com o projeto, compete à Secretaria da Receita
Federal a administração da CSS, incluídas
as atividades de tributação, fiscalização
e arrecadação.
Segundo o
deputado, a novidade do texto é a total compensação
da CSS recolhida pelas pessoas físicas e jurídicas
com o Imposto de Renda devido. Isso, acrescentou, vai evitar
a elevação maior da carga tributária.
Tramitação
Antes de
ir a Plenário, o projeto será examinado
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
O DIA
Plano
de Saúde mais barato para usuários da 3 ª idade
ANS
propõe regulamentar produto que incorpora características
da previdência privada
A Agência Nacional de Sande Suplementar (ANS) propõe
criar, até o fim de 2012, um plano de saúde que
unirá os serviços de previdência privada
e assistência médica. A ideia é estender
aos idosos a comodidade do atendimento particular, a preço
menor. Hoje, quanto mais ve1hos, mais os brasileiros pagam por
seguro saúde, mesmo com a perda da capacidade de melhorar
sua renda por conta própria. Muitos, quando param de trabalhar,
passam a depender do Sistema Único de Saúde (SUS).
A proposta
da ANS prevê que a pessoa pague valor adicional
ao longo da vida e junte parte da mensalidade do e plano de saúde
em fundo de capitalização. Seria uma espécie
de aplicação, mas os planos teriam que firmar parcerias
com instituições financeiras para que o produto
fosse oferecido na prática.
Outra medida
recente da ANS nessa área é a Resolução
Normativa 279, que regulamenta um direito já previsto
na Lei 9.656 de 1998 e garante a expansão da cobertura
dos planos coletivos nessas determinadas situações,
favorecendo aposentados e trabalhadores do mercado.
Inativos
e funcionários demitidos poderão permanecer
no convênio de saúde após o desligamento
dos empregadores, mantidas as condições. No primeiro
caso, pelo período que o aposentado quiser. Já demitidos,
mas só sem justa causa, ganham até um terço
do tempo pelo qual foram beneficiários em vínculo
com a empresa, respeitando o limite mínimo de seis meses
e máximo de dois anos. A regra garante ainda, nos dois
casos, o direito de manter a família como beneficiária.
19
MILHÕES
De aposentados
no País ganham por mês até R$
545 de benefício
279
Resolução Normativa que regulamenta expansão
dos planos coletivos
QUEM TEM DIREITO
Enquadram-se
na norma demitidos sem justa causa e aposentados que tenham
contribuído com o plano empresarial, com mais
de 10 anos de vínculo.
QUAIS PLANOS ENTRAM
Medida vale
para todos os planos de saúde contratados
a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei 9.656/1998.
QUAIS
SÃO AS CONDIÇÕES
O benefício somente se estende a ex-empregados que também
contribuíram para o pagamento do plano. Para mantê-lo
após o desligamento, o trabalhador terá que assumir
integralmente a mensalidade.
COMO
SERÁ O
RE AJUSTE
A empresa
poderá manter os aposentados e demitidos no
mesmo plano dos ativos ou contratar um exclusivo para eles. Familiares
dos beneficiários também serão atendidos
pela medida.
PORTAL
DA SAÚDE
Filantrópicos com atendimento 100% SUS receberão
incentivo
Adicional
corresponderá a 20% do que é repassado
para custear a produção hospitalar de média
complexidade. Estados e municípios devem solicitar a adesão.
O Ministério da Saúde aumentará os recursos
destinados aos hospitais filantrópicos e de ensino que
atendem exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). Eles receberão um adicional de 20% do valor total
destinado à assistência hospitalar de média
complexidade. O incentivo foi definido em portaria publicada
no Diário Oficial da União e ajudará na
manutenção dos serviços dessas unidades.
A ação faz parte de uma série de medidas
adotadas este ano pelo Ministério da Saúde para
ampliar o atendimento nos hospitais filantrópicos e de
ensino e integrá-los mais a rede pública de saúde.
Além do incentivo criado pela portaria, foram destinados,
em dezembro, R$ 220 milhões as 663 unidades que participam
do Programa de Reestruturação e Contratualização
dos Hospitais Filantrópicos.
“Reconhecemos a importância das entidades filantrópicas
e queremos estreitar a relação delas com o SUS.
Hoje elas respondem por cerca de 50% do atendimento na rede pública
de saúde”, destacou o secretário de Atenção
a Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio
Magalhães. Ele acrescenta ainda que o reforço que
está sendo dado ajuda a garantir a sustentabilidade dessas
unidades e a continuidade dos seus serviços.
METAS DE QUALIDADE
Para aderir à iniciativa e os hospitais passarem a receber
os 20% adicionais, os gestores municipais e estaduais devem solicitar
o incentivo ao Ministério da Saúde, atestando que
a unidade está dentro dos pré-requisitos. Além
do atendimento 100% SUS, o hospital deve fazer parte do Programa
de Reestruturação e Contratualização
dos Hospitais Filantrópicos ou do Programa de Reestruturação
dos Hospitais de Ensino Públicos e Privados.
Os hospitais
que receberão o incentivo vão se
comprometer com metas de qualidade e serão acompanhados
pelo Ministério da Saúde. Eles devem, por exemplo,
manter a taxa de ocupação dos leitos alta e fazer
a classificação de risco no atendimento de urgência
e emergência, como está previsto no programa para
melhorar o atendimento nesta área, o Saúde Toda
Hora.
Domingo, 25.12.11
FOLHA DE S. PAULO
País faz 1ª cirurgia pouco invasiva para tratar
doença rara no coração
Operação foi em criança de um ano e meio;
Brasil é o segundo país a realizar o procedimento.
Menino do Paraná tinha abertura anormal entre a aorta
e uma cavidade do coração, fechada com um tipo
de plugue
Mariana Versolato
Foi realizado,
pela primeira vez no país, um procedimento
não invasivo, por cateterismo, para tratar uma doença
chamada túnel aorta-ventrículo direito.
O Brasil é o segundo país a usar o cateterismo
para tratar a doença -outra criança recebeu o mesmo
tratamento na Índia, no ano passado.
O procedimento
foi feito em dezembro de 2010 em uma criança
de um ano e quatro meses em Curitiba e foi apresentado neste
ano nos congressos brasileiros de hemodinâmica e cardiologia.
O túnel é uma abertura entre a artéria
aorta e uma cavidade do coração. Isso aumenta o
fluxo de sangue para o ventrículo direito. A longo prazo,
causa insuficiência cardíaca, pressão alta
e atraso no desenvolvimento físico.
A doença congênita é rara - há apenas
11 casos confirmados na literatura médica, todos em crianças.
Dez foram tratadas com cirurgia aberta, e quatro delas morreram.
Na técnica não invasiva um cateter é inserido
na virilha e vai ao coração. Dentro do cateter
há um plugue, que, como uma rolha, fecha o furo.
Segundo Cassio
Fon Ben Sum, residente de cardiologia pediátrica
do Hospital Pequeno Príncipe, onde o procedimento foi
feito, a técnica é segura e eficaz para esse tipo
de problema congênito.
A intervenção
foi paga pelo SUS e o plugue foi doado pela empresa que o fabrica.
"A cirurgia aberta seria mais difícil porque, na
região afetada, estão as artérias coronárias,
que são delicadas. Qualquer acidente poderia interromper
o fornecimento de sangue no coração."
A tendência é que o cateterismo seja usado em procedimentos
cada vez mais complicados, segundo Carlos Pedra, médico
intervencionista do HCor (Hospital do Coração). "A
evolução da tecnologia e a miniaturização
dos materiais permite abordar lesões muito complexas."
Ele diz que,
hoje, 70% das doenças cardíacas podem
ser tratadas via cateterismo. Algumas, no entanto, não
devem perder a indicação de cirurgia aberta, como
a correção da inversão nas ligações
da aorta e da artéria pulmonar com o coração.
"Mas
hoje esses pacientes podem ser tratados com um misto de cateterismo
e
cirurgia. Em vez de competirem, as duas trabalham
juntas."
CANSAÇO
Com poucos
dias de vida, Gustavo Menegacio dos Santos, de Colombo, no
Paraná, tinha dificuldade para respirar, transpiração
intensa, baixo peso e se cansava muito, principalmente após
mamar.
Feito o diagnóstico, os médicos esperaram um ano
para intervir. "Há problemas similares que se resolvem
sozinhos depois de um ano. Enquanto isso, iniciamos tratamento
com remédios", diz Léo Solarewicz, coordenador
do serviço de hemodinâmica do Pequeno Príncipe.
A equipe
então discutiu a possibilidade de fazer o tratamento
não invasivo.
"Os médicos disseram que seria melhor. Ele se recuperaria
mais cedo e não sentiria muita dor", diz Tamara Menegacio,
20, mãe de Gustavo.
Ela conta
que ficou apreensiva pelo fato de o filho ser o primeiro no
país a fazer o procedimento. Hoje, um ano após
a operação, Gustavo não tem sintomas nem
usa remédios. "Talvez ele não pudesse correr,
seria uma criança sempre cansada. Hoje está bem, é um
menino arteiro."
ESTADÃO.COM.BR
Em
São Paulo, farmácias de manipulação
são autuadas em 45% das inspeções
Em
2011, 122 estabelecimentos foram interditados; no interior
do Estado,
inspeções são
mais raras
Das 615 inspeções feitas neste ano em farmácias
de manipulação da cidade de São Paulo, 45,3%
resultaram em autuação, segundo dados da Coordenação
Municipal de Vigilância em Saúde da Capital (Covisa),
responsável pela fiscalização.
A Prefeitura
afirma que as autuações ocorreram
por causa de "práticas incorretas de manipulação,
principalmente quanto aos medicamentos controlados, e à ausência
de efetivo controle de qualidade".
Entre as
farmácias autuadas, 122 ficaram interditadas
até que as irregularidades fossem resolvidas. Ainda de
acordo com dados da Covisa, há apenas 15 profissionais
para inspecionar as 600 farmácias do gênero em toda
a capital paulista.
Regulamentada
há 70 anos no País, a técnica
de manipulação de medicamentos voltou a ser alvo
de questionamentos, com a notícia de que um vermífugo
produzido em farmácia em Teófilo Otoni (MG) com
uma substância errada é suspeito de ter intoxicado
e matado dez pessoas (mais informações nesta página).
De acordo
com o farmacêutico Hélder Francisco Garcia,
da rede Unipharmus, que tem 11 unidades na capital, o Conselho
Federal de Farmácia determina que cada estabelecimento
tenha um técnico responsável de plantão
e seja submetido a inspeções periódicas.
"Aqui na capital, nós recebemos a visita dos fiscais
da Covisa pelo menos uma vez por ano, mas em cidades do interior é mais
raro. Por isso, é comum que um mesmo profissional supervisione
farmácias em diferentes cidades", diz.
Em Teófilo Otoni, cidade com certa de 130 mil habitantes,
onde existem cerca de 60 farmácias de manipulação,
há apenas 12 farmacêuticos especializados na área,
conta Luciano Evangelista Moreira, da Associação
Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), que representa
as 7 mil farmácias de manipulação existentes
no País.
Cuidados.
O vice-presidente da Anfarmag, Ivan Teixeira, afirma que o
consumidor precisa
estar atento ao adquirir remédios
feitos em farmácias de manipulação. "Ao
contrário dos remédios industrializados, que são
padronizados e feitos em grande quantidade, os manipulados são
produzidos especialmente para cada paciente", lembra. "Por
isso, deve-se recusar fórmulas preparadas com antecedência
e sem receita."
Segundo Teixeira,
o farmacêutico deve ler a receita na
frente do paciente e preparar o medicamento na hora, respeitando
as quantidades específicas receitadas pelo médico. "Além
disso, uma farmácia não pode receber medicamentos
da outra nem comercializar um produto sem antes submetê-lo
ao controle de qualidade", diz.
É função do farmacêutico conferir
as matérias-primas na hora em que chegam do fornecedor
e acompanhar todas as etapas da produção, para
evitar contaminação ou troca de produtos, explica
Garcia, da Unipharmus.
REVISTA
ISTO É
Cirurgia sem corte
Médicos adotaram procedimentos com incisões mínimas
- ou sem incisão alguma - para tratar o coração,
trazendo ao País o mais novo avanço na cardiologia
Mônica
Tarantino
O ano de
2011 ficará marcado como o ano em que os cuidados
com o coração deram um salto de qualidade e ganharam
mais delicadeza. Novos procedimentos foram aplicados valendo-se
de cortes mínimos ou até mesmo sem incisões.
Parte dos avanços foi obtida graças à cirurgia
robótica, na qual o médico comanda, via computador,
os "braços" do aparelho por meio do qual realiza
as intervenções. Os cortes são minúsculos.
Em geral, a operação robótica demanda quatro
incisões de cerca de um centímetro cada uma, por
onde são introduzidos instrumentos como uma microcâmera
e pinças. No método convencional, é feito
um corte de 25 centímetros no peito do paciente.
Em novembro,
a equipe do cirurgião Robinson Poffo, do
Hospital Albert Einstein (SP), protagonizou a primeira cirurgia
robotizada da América Latina de revascularização
do miocárdio - a popular ponte de safena. Também
foram executadas por esse método trocas de válvulas
cardíacas. "A economia nos cortes reduz o risco de
infecções e acelera a recuperação",
diz Poffo. O cateter contribuiu para essa forma mais delicada
de tratar o coração. Ele foi utilizado, por exemplo,
como condutor para a colocação de prótese
na artéria aorta em locais onde há entupimento
por gordura. O procedimento é feito sem corte.
Outro avanço na mesma linha foi a decisão do FDA,
a agência americana que regulamenta procedimentos, de liberar
o uso de pequenos aparelhos para serem implantados no coração
de pessoas com insuficiência cardíaca severa. Sua
missão é injetar sangue na circulação.
Antes, os equipamentos eram grandes e ficavam fora do corpo. "É um
avanço que se tornou possível por causa da evolução
desses aparelhos nos últimos anos", afirma Sérgio
Almeida de Oliveira, um dos maiores cirurgiões cardíacos
do País.
Na área de remédios, a boa notícia veio
com a aprovação pelo governo brasileiro do uso
de três drogas trombolíticas para serem ministradas
a pacientes com infarto atendidos no SUS. Foi liberado também
na rede pública o exame troponina, que mede o grau de
morte do músculo cardíaco no infarto. Mais uma
decisão estratégica foi o redirecionamento de parte
do poderio do Instituto do Coração (InCor) à prevenção. "É uma
ação fundamental para reduzir o número de
casos de doença cardíaca", afirma Roberto
Kalil Filho, que em novembro assumiu o cargo de diretor da área
de cardio-pneumologia do instituto.
Alinhados
com a proposta, os governos federal e estadual destinaram R$
4,4 milhões para aumentar a capacidade do InCor de
oferecer exames e procedimentos em cardiologia intervencionista
(como cateterismo e angioplastia). Enquanto isso, no Hospital
Beneficência Portuguesa (SP) investiu-se na análise
de dados sobre três mil cirurgias de pontes de safena.
O objetivo é usar as informações para empreender
ajustes nos procedimentos destinados a reduzir a taxa de complicações,
melhorando ainda mais o cuidado com o coração.
FOLHA DE S. PAULO
Rinite
alérgica
no meio da festa
No meio da
festa, o corrimento nasal que simula a coriza do resfriado
interfere
na confraternização.
É a rinite alérgica, uma doença sem risco
de vida frequentemente ignorada, mal diagnosticada e mal tratada,
como mostram Alexander Greiner e colaboradores no "Lancet" deste
mês.
Segundo os
especialistas, remédios eficazes e seguros
estão disponíveis, como os corticosteroides e anti-histamínicos.
Mas somente a imunoterapia, identificando a causa principal,
pode alterar a história natural da rinite alérgica
em seu portador.
Entretanto,
mesmo com a melhor farmacoterapia, um em cada cinco pacientes
pode
permanecer sintomático. Resta então
ao portador tentar identificar o foco alergênico que desencadeia
o problema, já que os testes não são perfeitos.
SAÚDE
BUCAL
O cirurgião-dentista Emil Adib Razuk, presidente do Crosp
(Conselho Regional de Odontologia de São Paulo), presidiu
a solenidade de entrega, no dia 22, dos prêmios do concurso
e programa "A Saúde Bucal". Ele foi instituído
pelo Crosp em parceria com a Unesco e as secretarias da educação
do Estado e da Prefeitura de São Paulo e tem apoio do
Bradesco.
Participam
do concurso, que se repete anualmente desde 2004, alunos e
professores de
escolas de 645 municípios de São
Paulo. O programa faz parte de um projeto educacional do Crosp
que visa incentivar e mobilizar hábitos saudáveis
nos alunos.
Sábado,
24.12.11
O POVO
O
desafio de encontrar médicos disponíveis
Nas policlínicas, o desafio é encontrar médicos
dispostos a trabalhar no Interior. Os salários são
um dos principais motivos para a desistência. Enquanto
isso, a população dos municípios é prejudicada
por falta de especialidades
Na Policlínica Regional Clóvis Amora Vasconcelos,
em Baturité, a 93 quilômetros de Fortaleza, já funcionou
o atendimento de urologia, otorrinolaringologia e traumatologia.
Hoje, quem precisa desses serviços tem de se deslocar
até a distante Capital. Os médicos especialistas
dessas áreas desistiram dos contratos. Para o diretor
da unidade, Marcos Roberto Almeida Bastos, o problema não é estrutural
ou de equipamento. A principal dificuldade é a contratação
de profissionais de medicina.
"Nós já tivemos duas seleções
públicas, contratamos algumas das especialidades, mas
em algumas delas sequer houve inscrição",
informa o diretor. A desistência, segundo Marcos Roberto,
se deu por questões diversas, mas principalmente por falta
de agenda para atendimento. Por enquanto, a demanda ainda é pequena.
A capacidade
mensal da Policlínica de Baturité é,
atualmente, de realização de mais de 3.600 consultas
e quase quatro mil exames mensais. Até a primeira quinzena
de dezembro, havia realizado pouco mais de dois mil procedimentos
desse tipo por mês. A meta da Secretaria da Saúde,
de acordo com Régis Sá, titular da Superintendência
de Apoio à Gestão da Rede de Unidades de Saúde
(SRU), é de as policlínicas tipo 1 realizarem mais
de 12 mil atendimentos a cada 30 dias.
O POVO consultou
o Sindicato dos Médicos do Estado do
Ceará (Simec) e, sem pestanejar, a primeira dificuldade
para a contratação de profissionais da saúde
apontada pelo presidente José Maria Pontes foi a questão
salarial. "Sem dúvida, o abandono é por conta
do salário. As policlínicas oferecem salários
miseráveis aos médicos", informa o gestor
do sindicato. O valor pago a esses profissionais, de qualquer
especialidade, é de cerca de R$ 3.500, por 20 horas semanais.
Recursos humanos
"Quem faz a saúde não é só um
bom hospital. O governador (Cid Gomes) fala que vai fazer o melhor
sistema de saúde do País, com a construção
de dois hospitais de grande porte. Mas o mais importante são
os recursos humanos e ele tem de se preocupar com isso",
assegura. José Maria Pontes alerta para o fenômeno
que vem ocorrendo em todo o Brasil. Os salários pagos
pelo serviço público chegam a ser quatro vezes
inferiores às remunerações na rede privada. "Não
tem condição de um médico trabalhar para
o SUS (Sistema Único de Saúde), se nos hospitais
privados vão ganhar muito mais", considera.
O piso salarial
definido pela Federação Nacional
de Medicina, segundo José Maria Pontes, é de R$
9.188,20 para 20 horas semanais de trabalho. "O próprio
PSF (Plano de Saúde da Família) tem uma remuneração
bem melhor e, em alguns casos, supera o piso nacional",
informa.
Outro problema
apontado pelo presidente do Simec é a
falta de estabilidade. A falta de realização de
concurso público não estimularia um profissional
a sair da sua cidade para buscar empregos.
Enquanto
não se entra em um consenso entre médicos
e Governo do Estado, é justamente o ponto mais fraco que
acaba sofrendo as consequências: a população.
A aposentada Maria Nonata da Silva, 74, precisa de um cardiologista
para o atendimento do filho José Vilani, 40. Os dois moram
em Pacajus, na Região Metropolitana, e não sabem
se o coração de Vilani vai ter paciência
de esperar um médico.
ESTADÃO.COM.BR
França pagará por retirada de próteses
mamárias da PIP
Cerca de
30 mil mulheres terão de remover os implantes
de silicone no país, em consequência da suspeita
de que possam se romper
O governo
da França concordou em arcar com as despesas
de 30 mil mulheres que potencialmente possam remover as próteses
mamárias implantadas do fabricante francês Poly
Implant Prothese (PIP). As próteses foram retiradas do
mercado na Europa e na América Latina, em consequência
da suspeita de que possam se romper e vazar silicone. Há suspeitas
não confirmadas de câncer associado ao vazamento
de silicone.
No Brasil,
a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) recomendou nesta última sexta, 23, a verificação
das próteses de silicone vendidas pela empresa francesa
até 2010, quando o Ministério da Saúde proibiu
o seu uso. Cerca de 25 mil brasileiras implantaram essas próteses
mamárias.
A agência de polícia internacional Interpol esclareceu
neste sábado, 24, que o alerta de busca emitido pelo diretor
da empresa, Jean-Claude Mas, não está relacionado
ao escândalo das próteses. A Interpol disse que
Mas está na lista dos mais procurados da agência
desde janeiro, por acusação de dirigir bêbado
na Costa Rica.
O ministro
da Saúde da França, Xavier Bertrand,
disse à rádio Europe 1 neste sábado que
os responsáveis pelas próteses devem responder
por seus atos. As informações são da Associated
Press.
Sexta-feira, 23.12.11
VALOR ONLINE
Brasil
Insurance compra Life e Adavo´s e soma 10 aquisições
no ano
A Brasil
Insurance adquiriu o controle das corretoras de seguros Life,
de Vitória (ES), e da paulista Adavo´s, pelo
valor estimado total de R$ 12 milhões. Em ambos os casos,
as seguradoras serão absorvidas pelas subsidiárias
locais da companhia e os antigos sócios permanecerão
na gestão por pelo menos oito anos, para dar suporte ao
trabalho de integração.
Os contratos
estão atrelados ainda à compra de
um percentual acionário das duas corretoras na Brasil
Insurance. Os antigos sócios da Life e da Adavo´s
se comprometem a adquirir 10% dos valores recebidos em ações
da companhia.
De maior
porte, a Life vende principalmente planos de saúde
e odontológicos e deve adicionar aproximadamente 22 mil
vidas seguradas à base de clientes da Brasil Insurance
no Estado do Espírito Santo. O preço total estimado
para essa aquisição é de R$ 8 milhões.
Já a Adavo´s, com sede em São Paulo, tem
foco em planos de saúde e seguros de automóvel
na capital. O valor do negócio é de cerca de R$
4 milhões. Após a operação, em torno
de 5 mil vidas serão incorporadas ao quadro de clientes
da holding.
Com esses
dois contratos, a Brasil Insurance soma dez aquisições
no ano de 2011, que corresponderam a um investimento total de
R$ 167 milhões, incluindo a estimativa das parcelas futuras.
Desta forma, o portfólio da holding soma 37 corretoras.
As ações da Brasil Insurance estrearam na Bovespa
em novembro do ano passado. Em sua oferta inicial de ações
(IPO, na sigla em inglês), a companhia captou R$ 644,625
milhões.
PORTAL
DA SAÚDE
Liberados R$ 39 mi para melhorias em 11 hospitais
Cada um dos
11 hospitais, que integram a estratégia,
receberá R$ 3,6 milhões, por ano; recursos serão
investidos em melhorias de gestão e na qualificação
dos serviços de emergência.
O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$
39,6 milhões destinados ao custeio e à qualificação
dos 11 hospitais que integram o S.O.S Emergências, ação
estratégica do governo federal – executada em parceria
com estados e municípios - para melhorar a gestão
dessas unidades e ampliar o acesso dos usuários do Sistema Único
de Saúde (SUS) aos serviços de emergência.
Os recursos foram liberados, após radiografia realizada
pelo NAQH (Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar) em
cada unidade, que identificou as principais necessidades desses
hospitais.
Cada unidade
receberá, por ano, R$ 3,6 milhões
para serem investidos em melhorias. Outros R$ 200 mil foram repassados
no começo de dezembro, primeiro mês de atuação
do S.O.S Emergências. Os recursos vão beneficiar
os hospitais da Restauração, Recife (PE); Hospital
Geral Roberto Santos, Salvador (BA); Instituto Doutor José Frota
Central, Fortaleza (CE); Hospital de Urgências, Goiânia
(GO); Hospital de Base, Distrito Federal (DF); Santa Casa e o
Hospital Santa Marcelina, ambos de São Paulo (SP); Hospital
Municipal Miguel Couto e o Hospital Albert Shweitzer, ambos do
Rio de Janeiro (RJ); Hospital Nossa Senhora da Conceição,
Porto Alegre (RS); e Hospital João XXIII, Belo Horizonte
(BH).
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância
das ações para o reforço da assistência
nesses hospitais, considerados estratégicos para o SUS. “Sabemos
que ofertar o alívio imediato ao sofrimento pode ser decisivo
para a vida da pessoa e, por isso, essa é uma ação
inovadora. Mapeamos as principais urgências do país,
pela importância da rede, atendimento, cobertura da população
e o fato de serem decisivos no momento mais crítico de
salvar uma vida”, enfatizou Padilha.
REFORÇO
Além dos recursos liberados nesta etapa, os 11 hospitais
também poderão receber individualmente até R$
3 milhões para aquisição de equipamentos
e realização de obras e reformas na área
física do pronto-socorro, conforme necessidade e aprovação
de proposta encaminhada ao Ministério da Saúde.
O S.O.S Emergências foi lançado em 2011 pelo governo
federal para melhorar a qualificação da gestão
e ampliar o acesso aos usuários em situações
de urgência e garantir atendimento ágil e humanizado.
A iniciativa integra a Rede Saúde Toda Hora, que engloba
o SAMU 192, UPAs 24 horas, Salas de Estabilização,
serviços da Atenção Básica e Melhor
em Casa.
“Não se faz mudança em urgência e
emergência se não houver uma mudança no antes,
na rede básica, e no depois. Por isso, o S.O.S Emergências
não é uma ação isolada, mas faz parte
de uma rede de ações do Ministério da Saúde”,
explica Alexandre padilha.
Além dos 11 hospitais considerados prioritários
pelo Ministério da Saúde nesta primeira etapa,
ao programa será estendido a outros 29, totalizando 40
unidades hospitalares incluídas. O ministro Alexandre
Padilha já visitou 10 dos 11 hospitais que integram esta
iniciativa do governo federal, em parceria com estados e municípios
e os gestores hospitalares para promover o enfrentamento das
principais necessidades dessas unidades hospitalares.
PORTAL
DA SAÚDE
Programa
Melhor em Casa já está presente em seis
estados
A iniciativa
que leva tratamento coberto pelo SUS para a residência
do paciente conta com 152 equipes multiprofissionais habilitada
em dois meses depois do lançamento
O programa
Melhor em Casa já habilitou 152 equipes que
prestam atendimento domiciliar pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). Após dois meses do lançamento, o programa
que veio ampliar esse tipo de assistência já está presente
em seis estados, beneficiando a população de 16
municípios. Ao todo, são 95 Equipes Multiprofissionais
de Atenção Domiciliar (EMAD) e 37 Equipes Multiprofissionais
de apoio (EMAP). Neste total, estão incluídas também
as 20 equipes federais do Instituto Nacional do Câncer
(INCA), do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO)
e do Grupo Hospitalar Conceição (GHC).
“Com esse programa, os pacientes recebem tratamento no
melhor local que podem ser tratados, ou seja, em casa, junto
com a família, envolvendo todos para a recuperação
da saúde”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha. “As pessoas devem ser atendidos de forma integral
e é esse nosso objetivo com a construção
de redes de atendimento”, destacou. O Ministério
da Saúde investirá, por mês, R$ 34,5 mil
por equipe principal e R$ 6 mil por equipe de apoio, como incentivo
de custeio. Até 2014, o investimento total é de
R$ 1 bilhão, para implantação de mil equipes
de Atenção Domiciliar e outras 400 equipes de apoio.
A meta para
o próximo ano é chegar a 250 equipes
credenciadas. “Os apoiadores técnicos da atenção
domiciliar estão intensificando a mobilização
junto aos gestores estaduais e municipais para que possamos ultrapassar
a meta de 2012. Para que isso aconteça, vamos publicar
os cadernos de atenção domiciliar e ofertar cursos
de educação a distância, em parceria com
a Universidade Aberta do SUS (UNASUS)”, enfatiza o coordenador
do Programa Melhor em Casa, Aristides de Oliveira.
O coordenador
destaca ainda que uma das prioridades é favorecer
a troca de experiências entre gestores e equipes, por isso
serão implementadas Comunidades de Práticas do
Melhor em Casa, uma plataforma online de discussão e troca
de experiências.
ATENDIMENTO
Pessoas com
necessidade de reabilitação motora,
idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em situação
pós-cirúrgica e com possibilidade de desospitalização,
por exemplo, são atendidas por equipes multidisciplinares
durante toda a semana (de segunda a sexta-feira), 12 horas por
dia e, em regime de plantão, nos finais de semana e feriados.
As equipes
são formadas prioritariamente por médicos,
enfermeiros, técnicos em enfermagem e fisioterapeuta ou
assistente social. Outros profissionais como fonoaudiólogo,
nutricionista, terapeuta ocupacional, odontólogo, psicólogo
e farmacêutico, além de fisioterapeuta e assistente
social poderão compor as equipes de apoio. Cada equipe
poderá atender, em média, 60 pacientes, simultaneamente.
O programa
Melhor em Casa também ajuda a reduzir as filas
nos hospitais de emergência, já que a assistência,
quando há a indicação médica, passa
a ser feita na própria residência do paciente, desde
que haja o consentimento da família. Até 2014,
serão implantadas em todas as regiões do país.
JORNAL DA TARDE
Anvisa
transfere a paciente decisão sobre troca de prótese
Caberá às brasileiras que têm próteses
de mama fabricadas pela empresa francesa Poly Implants Protheses
(PIP), proibida no País desde abril de 2010, a decisão
de trocar ou não o implante. Na França, o governo
recomendou a 30 mil mulheres que retirem preventivamente as próteses.
No Brasil,
cerca de 25 mil mulheres adotaram silicone da PIP, mas não há registro de problemas com produtos da
marca. Ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) recomendou que as pacientes procurem seus médicos
para "definir a melhor conduta a ser adotada".
Na França, o governo anunciou que custeará as
cirurgias de remoção do silicone da PIP. Além
dos custos de hospitalização, também pagará novas
próteses caso a cirurgia original tenha tido caráter
reparador. Em caso de intervenções estéticas,
o preço das próteses não será coberto.
Além de contrariar a postura francesa, a posição
da Anvisa, que transferiu às mulheres a decisão
de manter ou não a prótese, também difere
da recomendação das autoridades britânicas.
Em entrevista à BBC, o ministro da Saúde inglês,
Andrew Lansley, disse não existir evidências que
sustentem a decisão de remoção. Lansley
tranquilizou a população ao sugerir apenas o acompanhamento
médico das cerca de 42 mil britânicas que implantaram
a PIP.
Proibição
Em 1º de abril de 2010, o Ministério da Saúde
suspendeu a comercialização da marca francesa no
Brasil. Uma análise indicou a presença de silicone
industrial nas próteses da PIP. O produto apresentou alto
risco de rompimento no interior do organismo. Os franceses suspeitam
que o vazamento do material possa estar associado ao surgimento
de câncer e morte de uma mulher.
Informação contestada pelo Instituto Nacional
do Câncer (INCA), que alega: o vazamento das próteses
PIP não representa risco cancerígeno superior ao
de materiais fabricados por outras marcas. "Não há nenhum
fato científico que relacione a prótese com os
casos de câncer. Não vejo necessidade de ser tão
firme como o governo francês. Só o acompanhamento
médico", diz José Horácio Aboudib,
presidente eleito da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
O acompanhamento é seguido à risca pela cabeleireira
Cristiane Regina Godoi, de 44 anos. "O implante requer este
cuidado." Ela também diz que só realizou o
procedimento por ter certeza da qualidade do produto e não
usou a PIP. "Se eu não conhecesse a marca ou achasse
que não é de qualidade iria mudar de médico.
Sei disso porque trabalhei como consultora de implantes ortopédicos."
Já para as mulheres que não sabem a marca da prótese,
o cirurgião plástico do Hospital Sírio-Libanês
Alexandre Mendonça Munhoz, aconselha a procura de um médico. "Caso
(a mulher) não saiba ou confirme que utiliza a PIP, ela
deve procurar um médico."
De acordo
com ele, dois exames deverão ser feitos: ultrassom
e uma mamografia. "Se nada for diagnosticado, a troca não
deverá ser imediata. Mas a substituição é aconselhada
de qualquer maneira."
ESTADÃO.COM.BR
Próteses nos seios e lipoaspiração são
as cirurgias mais solicitadas no mundo
Pesquisa
realizada em 2010 traz dados de cirurgiões de
todo o mundo e aponta um aumento considerável na procura
por esses dois procedimentos
A lipoaspiração e a implantação
de prótese nos seios foram as cirurgias plásticas
mais praticadas em 2010, com o Brasil em segundo lugar no mundo,
aponta o último relatório da Sociedade Internacional
de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla
em inglês), divulgado nesta semana na Colômbia.
A pesquisa
foi realizada em 2010 com dados de cirurgiões
de todo o mundo, segundo explicou nesta sexta-feira, 23, à Agência
Efe a cirurgiã plástica colombiana Lina Triana,
secretária da Isaps em nível mundial.
"Em um primeiro relatório, divulgado no ano passado
e que corresponde a 2009, essas mesmas cirurgias (lipoaspiração
e prótese nos seios) também ocuparam os dois primeiros
lugares", destacou a secretária.
Em 2010 foram
realizadas 2.174.803 lipoaspirações,
o que representa 23% do total de todos os procedimentos cirúrgicos
realizados no ano.
As cirurgias
como o implante nos seios, a blefaroplastia (correção
de olhos), a rinoplastia (plástica de nariz) e a abdominoplastia,
também aumentaram consideravelmente em 2010, segundo o
relatório.
Por países, os Estados Unidos mantêm o primeiro
lugar na quantidade de cirurgias plásticas realizadas
em 2010, seguido do Brasil, da China, da Índia e do Japão.
O relatório de 2010 inclui informações
sobre os preços médios cobrados nesses países
pelos procedimentos. A cirurgia de rejuvenescimento facial continua
sendo a mais cara de todas: US$ 5.526.
Os cirurgiões cobraram por uma abdominoplastia uma média
de US$ 4.150; pela redução de seios, US$ 3.940,
e para o aumento, US$ 3.450, indicou o relatório de 2010.
O estudo
também ressaltou outras estatísticas,
como o número total de cirurgiões plásticos
certificados em nível mundial, estimado em 33.027, assim
como a quantidade de procedimentos cirúrgicos realizados
em 2010, que chegou a 9.462.391, e os não cirúrgicos,
9.095.434, compondo um total de 18.557.825 cirurgias.
Esse número, comparado aos 17.295.557 procedimentos registrados
em 2009, equivale a um aumento de 7%, concluiu a cirurgiã plástica
e secretária da Isaps.
PORTAL
DA SAÚDE
Instituições têm até março
para apresentar projetos
Documento,
lançado pelo Ministério da Saúde,
convoca instituições de ensino e secretarias de
saúde a submeterem seus projetos. Programas atuam conjuntamente,
articulando ensino, trabalho e as necessidades do SUS.
Instituições de ensino superior e secretarias
municipais e estaduais de saúde têm até 15
de março para participarem, conjuntamente, do Programa
Nacional de Reorientação da Formação
Profissional em Saúde (PRÓ-Saúde) e do Programa
de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde).
As ações são voltadas para graduandos das áreas
da saúde e promovem o desenvolvimento de práticas
pedagógicas e atividades extracurriculares em unidades
do SUS, de modo a integrar o ensino, os serviços de saúde
e a comunidade.O Ministério da Saúde lançou
para as inscrições (edital).
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação
na Saúde, Milton de Arruda Martins, explica que o edital
foi resultado de ampla discussão entre Ministério
da Saúde, estados, municípios e representações
estudantis, e traz como principal novidade a integração
entre o PRÓ-Saúde e o PET-Saúde. “A
união e articulação dos dois programas vai
permitir às instituições de ensino e secretarias
de saúde a promoção de um processo mais
completo de orientação dos estudantes, de forma
a prepará-los social e profissionalmente para atuar no
SUS e contribuir para a ampliação do acesso à saúde
no país”, esclarece.
REGIONALIZAÇÃO
Outra novidade
desta nova fase é o planejamento segundo
as chamadas Regiões de Saúde e voltado para as
redes de atenção, com destaque para a Estratégia
Rede Cegonha (cuidados da mãe e do bebê), Rede Saúde
Toda Hora (urgência e emergência) Rede Conte Conosco
(atenção psicossocial). Em todas as etapas dos
programas – planejamento, execução e avaliação
do projeto – serão consideradas as necessidades
regionais definidas de forma articulada entre instituições
de ensino e secretarias de saúde.
“O desenvolvimento das atividades dos programas voltado
para as Redes de Atenção e para o perfil epidemiológico
de cada Região de Saúde tornará as ações
mais eficazes e alinhadas com as necessidades locais”,
explica o secretário de Gestão do Trabalho e da
Educação na Saúde, Milton de Arruda Martins.
CRESCIMENTO
A expectativa é que este novo edital duplique o número
de cursos e estudantes atuando nas redes de atenção
nos próximos dois anos, tempo de duração
dos projetos. Neste período, o Ministério da Saúde
vai investir cerca de R$ 240 milhões.
Criados respectivamente
em 2005 e 2008, o PRÓ-Saúde
e o PET-Saúde abrangem hoje cerca de 600 cursos de todas
as áreas da saúde e atingem mais de 120 mil estudantes
por ano. Em 2011, estão em desenvolvimento 250 projetos
no PET-Saúde, envolvendo mais de 12 mil bolsistas, entre
tutores acadêmicos, preceptores dos serviços de
saúde e estudantes.
AGÊNCIA CÂMARA
Prêmios lotéricos não reclamados poderão
ser destinados para ações de saúde
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1948/11, do deputado
Onofre Santo Agostini (DEM-SC), que destina ao Fundo Nacional
da Saúde (FNS) os prêmios das loterias da Caixa
Econômica Federal (CEF) não retirados pelos contemplados
no prazo previsto pela lei, que, na maioria dos casos, é de
90 dias. O Fundo Nacional de Saúde é o gestor financeiro,
na esfera federal, dos recursos do Sistema Único de Saúde
(SUS).
Segundo a
CEF, até 10% dos prêmios das loterias
ficam esquecidos todos os anos. Atualmente, as premiações
não sacadas são destinadas ao Fundo de Financiamento
ao Estudante do Ensino Superior (Fies).
Segundo o
autor, em 2010 foram arrecadados mais de R$ 8,8 bilhões
em apostas e os repasses foram feitos para ações
e programas das áreas de esporte e seguridade social e
para os fundos Nacional de Cultura e Penitenciário Nacional,
além do Fies.
“Entre os repasses beneficiou a área de saúde,
evidenciando-se assim a importância de se estabelecer uma
parcela do valor distribuído para esta área tão
deficiente de recursos”, afirmou Agostini.
Tramitação
A proposta,
que tramita em caráter conclusivo, será analisada
pelas Comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
ESTADÃO.COM.BR
Descoberta
sobre aids ganha prêmio da revista 'Science'
Segundo estudo,
que contou com a participação
de dois infectologistas brasileiros, tratamento administrado
com drogas antirretrovirais diminui em 96% as chances de transmissão
do vírus
O maior avanço da ciência em 2011 foi a descoberta
de que o tratamento contra o HIV (que provoca a aids) também
diminui a transmissão do vírus. O prêmio
foi concedido pela tradicional revista Science na sua edição
de fim de ano.
O estudo
premiado demonstrou que quem é tratado contra
o HIV com drogas antirretrovirais tem 96% menos chance de transmitir
o vírus a seus parceiros sexuais. Parte das experiências
de campo foi conduzida com pacientes brasileiros.
Até a publicação do artigo, havia uma grande
polêmica se as drogas antirretrovirais tinham ou não
o efeito duplo de tratar os portadores e restringir o contágio.
O prêmio vai para Myron Cohen, da Escola de Medicina da
Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, e para um time
de pesquisadores internacionais, que incluiu um grupo de brasileiros.
Os estudos
no País foram conduzidos pelos infectologistas
Beatriz Grinsztejn, do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro
Chagas (Ipec-Fiocruz), e Breno Riegel Santos, do Hospital Nossa
Senhora da Conceição (Porto Alegre).
Teste clínico. A pesquisa, conhecida por HPTN 052, começou
a ser feita em 2007 e envolveu 1.763 casais heterossexuais em
nove países: Brasil, Índia, Tailândia, EUA,
Botswana, Quênia, Malauí, África do Sul e
Zimbábue. Cada casal incluía um parceiro contaminado
pelo HIV e outro livre do vírus. Os pesquisadores administraram
drogas antirretrovirais em metade dos casais e compararam o porcentual
de infecção dos parceiros nos quatro anos seguintes.
Também aconselharam os casais a utilizar preservativos.
Participaram da pesquisa 467 casais do Rio de Janeiro e do Rio
Grande do Sul.
Segundo Beatriz,
o estudo já começa a dar frutos.
Tanto o Ministério da Saúde como a Organização
Mundial da Saúde cogitam começar mais cedo o tratamento
de pessoas com HIV que estão em um relacionamento estável
com alguém que não possui o vírus.
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br