Leia
nesta edição:
- Saúde
do povo, descaso do Estado
- FBAH comemora 40 anos com homenagens a profissionais
- ADH'2011
reúne especialistas para discutir desafios
e perspectivas da saúde para 2014
- HOSPITALAR
e entidades homenageiam Prof. Dr. Jorge Kalil com Prêmio
Hospitalar 2011
– Personalidade do Ano na Área da Saúde
- Reajuste
dos Planos de Saúde ainda não foi autorizado
- Conselhos
de Medicina debatem a importância da especialização
em Medicina do Trabalho
- Câmara aprova criação de empresa para
administrar hospitais universitários
- Ministério e Tesouro divergem sobre retirar gastos
com saúde da LRF
- CNM é contra aumento de gastos com pessoal na área
de saúde
- Câmara aprova criação de empresa para
administrar hospitais universitários
- Planos
de saúde
devem subir 6,6%
- ANS apresenta desafios e iniciativas
- Movimento
médico
Sexta-feira, 27.05.2011
Correio Braziliense
Opinião
Saúde
do povo, descaso do Estado
Por Frei
Betto, escritor, autor de Calendário do Poder
(Rocco), entre outros livros
O neoliberalismo
deu um tiro de misericórdia no Estado
de bem-estar social. Destruiu os vínculos societários
nas relações de trabalho, deslegitimou a representação
sindical, deslocou o público para o privado. O que era
direito do cidadão, como a saúde, passou a depender
das relações de mercado e da iniciativa pessoal
do consumidor.
Quem não tem plano privado de saúde entra na planilha
dos cemitérios. Hoje, 40 milhões de brasileiros
desembolsam, todo mês, considerável quantia, convictos
de que, doentes, serão atendidos com a mesma presteza
e gentileza com que foram assediados pelos corretores das empresas
de saúde privada.
Os clientes
se multiplicam e os planos proliferam, sem que a rede hospitalar
acompanhe
essa progressão. O associado
só descobre o caminho do purgatório na hora em
que necessita de resposta do plano: laboratórios e hospitais
repletos, filas demoradas, médicos escassos, atendentes
extenuados.
Em geral,
o pessoal de serviço, que faz contato imediato
com os beneficiários, não demonstra a menor disposição
para o melhor analgésico à primeira dor: gentileza,
atenção, informação sem dissimulação
ou meias palavras.
Ora, se faltam
postos de saúde e hospitais; se consultórios
têm salas de espera repletas como estação
rodoviária em véspera de feriado; se na hora da
precisão se descobre que o plano é bem mais curvo
e acidentado do que se supunha... a quem recorrer? Entregar-se às
mãos de Deus?
O Brasil é o país dos paradoxos. O que o governo
faz com uma mão, desfaz com a outra. O SUS banca 11 milhões
de internações por ano. Muitas poderiam ser evitadas
se o governo tivesse uma política de prevenção
eficiente e, por exemplo, regulamentasse, como já faz
com bebidas alcoólicas e cigarro, a publicidade de alimentos
nocivos à saúde. A obesidade compromete a saúde
de 48% da população.
Entre nossas
crianças, 45% estão com sobrepeso,
quando o índice de normalidade é não ultrapassar
2,3%. De cada cinco crianças obesas, quatro continuarão
assim quando adultos. No entanto, as leis asseguram imunidade
e impunidade a uma infinidade de guloseimas e bebidas, muitas
anunciadas ao público infantil na tevê e em outros
veículos. Haja excesso de açúcares e gordura
saturada!
A boa-fé nutricional insiste na importância de
verduras e legumes. Mas a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) não se empenha para livrar o
Brasil do vergonhoso título de campeão mundial
no uso de agrotóxicos. Substâncias químicas
proibidas em outros países são encontradas em produtos
vendidos no Brasil. Haja câncer, má-formação
fetal, hidroencefalia etc!
Entre 2002
e 2008, os acidentes de moto se multiplicaram 7,5 vezes no
Brasil.
Na capital paulista, são quatro mortes
por dia. Muitos motoqueiros sobrevivem com graves lesões.
No entanto, a fiscalização de veículos e
condutores é precária e as vias públicas
não são adaptadas ao tráfego de veículos
de duas rodas.
Quem chega
ao Brasil do exterior deve preencher e assinar um documento
da Receita
Federal declarando se traz ou não
medicamentos. Em caso positivo, o produto e o passageiro são
encaminhados à Anvisa. Ora, toneladas de veneno entram
diariamente por nossos portos e aeroportos, e são vendidos
em qualquer esquina: anabolizantes, energizantes, enquanto a
tevê veicula publicidade de refrigerantes com alto teor
de cafeína e poder de corrosão óssea.
Embora todos
saibam que saúde, alimentação
e educação são prioritárias, o Ministério
da Saúde dispõe de poucos recursos, apenas 3,6%
do PIB, o que equivale, neste ano de 2011, a R$ 77 bilhões.
Detalhe: em 1995 o governo FHC destinou à saúde
R$ 91,6 bilhões. A Argentina, cuja população é cinco
vezes inferior à do Brasil, destina anualmente duas vezes
mais recursos que o nosso país.
Nossa saúde é prejudicada também pelo excesso
de burocracia das agências reguladoras, a corrupção
que grassa nos tentáculos do Poder Público (vide
o prontuário da Funasa na sua relação com
a saúde indígena), a falta de coordenação
entre a União, os estados e os municípios. Acrescem-se
a mercantilização da medicina, a carência
de médicos e sua má distribuição
pelo país (o Rio tem quatro médicos por cada mil
habitantes: o Maranhão, 0,6).
Governo é que nem feijão, só funciona na
panela de pressão. Se a sociedade civil não exigir
melhorias na saúde, no atendimento do SUS, no controle
dos planos privados e dos medicamentos (pelos quais se pagam
preços abusivos), estaremos fadados a ser uma nação,
não de cidadãos, e sim de pacientes — no
duplo sentido do termo. E condenados à morte precoce por
descaso do Estado.
Quinta-feira, 26.05.2011
Site
da Hospitalar Feira+Fórum
FBAH comemora 40 anos com homenagens a profissionais
O homenageado
Dr. Giovanni Guido Cerri, Dra. Waleska Santos, presidente da
Hospitalar
e Paulo Câmara, presidente da
FBAH
A Federação Brasileira de Administradores Hospitalares – FBAH – reuniu
o setor de saúde na segunda-feira (23 de maio) para prestar
uma série de homenagens aos administradores hospitalares
destaques do ano. O tradicional jantar da entidade aconteceu
no Espaço Hakka, em São Paulo, e reuniu administradores
e gestores hospitalares de todo o Brasil.
O superintendente
da FBAH, Márcio Moreira, lembrou que
este ano o jantar em homenagem aos administradores também
comemorava os 40 anos da Federação. "Este é um
ambiente de confraternização em que temos muito
a comemorar", disse.
Além dos prêmios, a noite também foi marcada
pela posse da diretoria da FBAH e do lançamento do livro
40 Anos de FBAH. "Essa comemeoração hoje nos
honra muito. Queremos agradecer todos que estiveram envolvidos
com a Federação durante este tempo. A participação
de pessoas sérias só ajudou a engrandecer e desenvolver
a profissão de administradores hospitalares".
Troféu Administrador Emérito
Os administradores
hospitalares eméritos também
ganharam destaque na noite com homenagens especiais. Os indicados
receberam o Troféu que reconhece os profissionais que
trabalham em prol do desenvolvimento da saúde no País.
Na categoria
Hospital Filantrópico os méritos
ficaram para o Hospital do Câncer de Barretos e o gestor
Dr. Henrique Prata.
Na categoria
Hospital Privado quem recebeu o troféu foi
o Dr. Cícero Aurélio Sinisgali, do Grupo Nossa
Senhora de Lourdes. Ele foi um dos fundadores da Federação,
em 1971.
Na categoria
Hospital Público quem ganhou foi o Dr. Giovanni
Guido Cerri, chefe do setor de radiologia da FMUSP e atual Secretário
Estadual de Saúde de São Paulo.
Prêmio
Hospitalium Causa
Três homenagens foram prestadas pela FBAH com o prêmio
Hospitalium Causa: o deputado federal Antonio Brito, ex-presidente
da Confederação das Santas Casas de Misericórdia,
Hospitais e Entidades Filantrópicas; Dr. José Carlos
Abrahão, presidente da Confederação Nacional
de Saúde e atual presidente da International Hospital
Federation; e in memoriam para o arquiteto, engenheiro e administrador
hospitalar Jarbas Karman.
Prêmio
FBAH de Administrador Hospitalar
Também foi entregue o Prêmio FBAH de Administrador
Hospitalar. O primeiro lugar foi para Danilo Oliveira da Silva,
do Hospital Municipal de Araucária – Paraná;
o segundo lugar ficou com Ênilo Vinícius Faria,
do Hospital Luiz Camargo da Fonseca e Silva, de Cubatão – São
Paulo; e o terceiro lugar foi para Rodolfo Kogeratski, do Hospital
Vita Batel, de Curitiba – Paraná.
Site
da Hospitalar Feira+Fórum
ADH'2011
reúne especialistas para discutir desafios e
perspectivas da saúde para 2014
Com o tema
Saúde Brasil 2014: Desafios e Perspectivas
foi aberto hoje, no segundo dia da HOSPITALAR, o Congresso Nacional
de Administração Hospitalar – ADH'2011. Durante
dois dias, o evento vai discutir as tarefas voltadas ao preparo
e à execução das atividades de saúde,
almejando o ano de 2014, quando o país será sede
da Copa do Mundo de Futebol.
Em seu discurso
de abertura, o presidente do ADH'2011, Prof. Dr. Christian
de
Paul de Barchifontaine, lembrou aos presentes
da oportunidade única que se converteu o evento para discutir
os desafios e perspectivas que envolvem a saúde. "Este
ano vamos discutir, com base nos referenciais humano e ético,
a infra-estrutura, logística, capacitação
e todos os aspectos que envolvem a recepção e organização
de um evento do porte da Copa do Mundo de 2014", disse Barchifontaine.
Destacando
o evento como importante agente de mudança,
Prof. Léo Pessini, presidente provincial das entidades
camilianas no Brasil, falou da necessidade de discutir novos
formatos de gestão para o setor de saúde. Segundo
ele, "as responsabilidades futuras são grandes e
a entidade está atenta a seu papel iluminador nas questões
que envolvem a saúde no Brasil".
Já o presidente da Confederação Nacional
de Saúde, Dr. José Carlos Abraão, reiterou
seu apoio às ações desenvolvidas pelo São
Camilo e lembrou aos presentes a "cultura sempre pautada
e fundamentada na ética, propiciando saúde com
humanização a toda a comunidade" desenvolvida
pela instituição.
Por sua vez,
Francisco Balestrin, coordenador científico
do ADH'2011, mencionou o incansável trabalho exercido
pela Comissão Científica para oferecer o temário
do congresso. "O setor da saúde sairá mais
enriquecido desses dois dias de discussão. E estou certo
que o que se fizer nos eventos de 2014 e de 2016 – referindo-se às
Olimpíadas realizadas no Rio de Janeiro – terá repercussão
mundial", finalizou Balestrin.
Site
da Hospitalar Feira+Fórum
HOSPITALAR
e entidades homenageiam Prof. Dr. Jorge Kalil com Prêmio Hospitalar 2011 – Personalidade do Ano na Área
da Saúde
O médico e pesquisador Prof. Dr. Jorge Kalil, professor
titular da Faculdade de Medicina da USP, diretor do laboratório
de imunologia do Instituto do Coração e diretor
do Instituto Butantan, recebeu o Prêmio Hospitalar 2011 – Personalidade
do Ano na Área da Saúde. A homenagem foi realizada
em um grande jantar, na noite de quarta-feira (25 de maio), Clube
Atlético Monte Líbano (São Paulo). O evento
reuniu cerca de 600 pessoas, entre empresários, profissionais
e lideranças da saúde e ainda contou com a especial
presença do secretário de Estado da Saúde
de São Paulo, Dr. Giovanni Guido Cerri.
Instituído em 2005, o Prêmio Hospitalar destaca
personalidades por sua significativa contribuição
ao avanço da medicina, ao atendimento médico-hospitalar
e à qualidade de vida da população brasileira.
A indicação do Dr. Kalil é decorrente de
sua ampla atuação na área da pesquisa clínica,
bem como o que seu trabalho representa em termos de excelência
médica, além de ter uma vida pautada pela seriedade,
postura ética e participativa, tanto no âmbito médico
quanto na área política e social. A presidente
da HOSPITALAR, Dra. Waleska Santos, ressaltou que “é uma
honra para nós prestar essa homenagem a um médico
e cientista dos mais prestigiados neste país”.
O Dr. Giovanni
Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde
de São Paulo, ressaltou que o Prof. Dr. Kalil é um
dos grandes colaboradores da área da saúde especialmente
na área científica. “É um prêmio
mais que merecido. O Prof. Kalil é um grande amigo, um
grande cientista e um grande gestor da nossa área”.
O homenageado
Jorge Kalil é médico imunologista e professor
titular da Faculdade de Medicina da USP. Natural de Porto Alegre,
graduou-se na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, realizou
mestrado e doutorado em Biologia Humana pela Universidade de
Paris e livre docência pela Universidade de São
Paulo.
Kalil é diretor do Laboratório de Imunologia do
Incor, presidente do Conselho Curador da Fundação
Zerbini, pesquisador 1A do CNPq, coordenador do Instituto de
Investigação em Imunologia, vice-presidente da
International Union of Immunology Societies (IUIS) e presidente
eleito para a gestão 2013-2016.
Há 3 meses, Kalil assumiu a direção do
Instituto Butantan.Foi Presidente Fundador da Associação
Brasileira dos Transplantes de Órgãos, Vice-Presidente
Fundador da Associação Latino-Americana de Imunologia,
Presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia, International
Scholar do prestigioso Howard Hughes Medical Institute, diretor
do Laboratório de Patologia Clínica do Hospital
Sírio Libanês, membro do conselho médico
e Presidente do conselho diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa
do mesmo Hospital. Criador e diretor do Instituto de Ciências
do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e vice-diretor clínico
do Hospital das Clínicas.
Foi assessor
do Ministro da Saúde Adib Jatene, na área
de imunobiológicos.
Como pesquisador
tem mais de 350 publicações indexadas
internacionalmente, 76 participações em capítulos
de livros e dezenas de artigos veiculados nos meios de comunicação. É detentor
de várias patentes, algumas em novas vacinas.
Foi pioneiro
na implantação da tecnologia de anticorpos
monoclonais na França. Dedica-se ao estudo dos mecanismos
de reconhecimento imunológico e a distinção
do próprio e não próprio. Utilizando vários
modelos de doença humana, estes estudos têm contribuído
para a compreensão da rejeição de transplantes,
na proteção do organismo contra doenças
infecciosas, bem como falhas neste reconhecimento que levam a
doenças auto-imunes.
Foi condecorado
como Comendador e depois com a Grã-Cruz
da Ordem Nacional do Mérito Científico. Também
foi agraciado com o prêmio da Third World Academy of Sciences
(TWAS), considerado o prêmio Nobel dos países em
desenvolvimento, por sua contribuição de como uma
infecção pode levar a uma doença autoimune.
O Prof. Dr.
Jorge Kalil agradeceu as entidades e em especial a HOSPITALAR
pela
escolha de seu nome para receber este prêmio. “Considero
emblemático que tenham escolhido um cientista para ser
a Personalidade do Ano. Isso reflete uma mudança de postura,
valorizando a ciência.”
Em seu discurso,
o homenageado também destacou o bom
momento do Brasil em produção científica. “Crescemos
cinco vezes mais que o mundo em publicações e projetos.
Mas esse número não se traduz em aumento de registro
de patentes e novos produtos. Ainda temos muito a avançar,
principalmente eliminando os gargalos da produção
industrial.”
O
prêmio
O Prêmio Hospitalar – Personalidade do Ano na Área
da Saúde é conferido anualmente pela Hospitalar
Feira e Fórum; CNS – Confederação
Nacional de Saúde; FENAESS – Federação
Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde;
SINDHOSP – Sindicato dos Hospitais do Estado de São
Paulo; ABIMO – Associação Brasileira da Indústria
Médico-Odontológica; AMB – Associação
Médica Brasileira; Centro Universitário São
Camilo; ANAHP – Associação Nacional dos Hospitais
Privados; ABIMED – Associação Brasileira
dos Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares;
FBAH – Federação Brasileira de Administradores
Hospitalares; SBPC/ML – Sociedade Brasileira de Patologia
Clínica e Medicina Laboratorial; ABRAMGE – Associação
Brasileira de Medicina de Grupo; ONA – Organização
Nacional de Acreditação; SINOG – Sindicato
Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo; e COREN-SP – Conselho
Regional de Enfermagem de São Paulo.
ANS
Reajuste
dos Planos de Saúde ainda não foi autorizado
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não
confirma o índice de 6.6% para reajuste nos planos de
saúde, conforme vem sendo divulgado por alguns veículos
de imprensa. O índice calculado pela Agência ainda
encontra-se em avaliação pelo Ministério
da Fazenda.
Tão logo receba o aval do Ministério da Fazenda,
a ANS irá divulgar oficialmente o percentual a ser aplicado
entre maio/2011 e abril/2012 como índice máximo
autorizado às operadoras para reajuste dos planos individuais/familiares
novos, contratados a partir de 1º de janeiro de 1999 ou
adaptados à Lei nº 9.656/98.
CFM
Conselhos
de Medicina debatem a importância da especialização
em Medicina do Trabalho
A importância do título de especialista em Medicina
do Trabalho e os desafios da qualificação serão
focos de debate entre os Conselhos de Medicina. No dia 22 de
julho, Brasília será sede do Fórum Nacional
das Câmaras Técnicas de Medicina do Trabalho.
A programação do encontro foi finalizada nesta
quarta-feira (25) pela Câmara Técnica de Medicina
do Trabalho do Conselho Federal de Medicina (CFM). “Será uma
troca de experiência onde observaremos se as resoluções
da área estão sendo cumpridas e bem interpretadas”,
apontou o coordenador, conselheiro Mauro Asato.
Outro assunto
que ganhou destaque na programação
foram perícias com debates sobre o novo modelo de perícia
médicas previdenciária geral. O Fórum também
analisará as dificuldades na perícia médica
judicial e o papel do médico do trabalho na cessação
do benefício por incapacidade.
O Fórum de Medicina do Trabalho estará aberto
para participação de médicos da área.
As inscrições serão disponibilizadas a partir
de junho, no site do CFM – www.portalmedico.org.br.
Participaram
da reunião: Mauro Asato (CFM), Kéti
Patsi (ANAMT), Carlos Dalapícola (CRM-ES), Alberto de
Almeida (CRM-MT), Jandira Dantas (Cremepe) e Vinícius
Moreira (ANAMT).
Agência Câmara de Notícias
Câmara aprova criação de empresa para administrar
hospitais universitários
Por Eduardo
Piovesan / Edição: Marcos Rossi
O Plenário aprovou, nesta quarta-feira, a Medida Provisória
520/10, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
(Ebserh) para administrar hospitais universitários federais
e regularizar a contratação de pessoal desses órgãos,
atualmente feita pelas fundações de apoio das universidades
em bases legais frágeis. A matéria, aprovada na
forma do projeto de lei de conversão do relator, deputado
Danilo Forte (PMDB-CE), será analisada ainda pelo Senado.
Respeitado
o princípio da autonomia universitária,
a Ebserh poderá administrar os hospitais universitários
federais. A nova empresa será vinculada ao Ministério
da Educação (MEC) e controlada totalmente pela
União. Seguirá as normas de direito privado e manterá escritórios
nos estados e subsidiárias regionais.
Segundo o
governo, as fundações de apoio deveriam
atuar de forma complementar e alinhadas com as diretrizes governamentais
e das instituições, mas isso não ocorre,
provocando perda de capacidade de planejamento e de contratação
de serviços.
A solução adotada pelo governo é baseada
nas experiências com o Hospital de Clínicas de Porto
Alegre e o Grupo Hospitalar Conceição, administrados
por empresas pública e de economia mista, respectivamente.
Pessoal
Os 53,5 mil
servidores públicos que trabalham nos hospitais
universitários federais poderão ser cedidos à nova
empresa, assegurados os direitos e vantagens que recebem no órgão
de origem.
No caso dos
demais 26,5 mil, recrutados pelas fundações
de apoio das universidades, o relator aumentou de dois para cinco
anos o tempo máximo de contratação temporária
desses funcionários sob o regime celetista.
Essas contratações deverão ocorrer nos
primeiros 180 dias da constituição da empresa e
serão feitas por meio de análise de currículo
em processo seletivo simplificado.
Até o final desses cinco anos, todo o quadro de pessoal
deverá ser contratado por concurso público de provas
e títulos. Para valorizar o conhecimento acumulado do
pessoal atualmente empregado, a MP autoriza a contagem como título
do tempo de exercício em atividades correlatas ao respectivo
emprego pretendido.
Opcional
x Compulsório
Segundo o
relator, a Ebserh assumirá a gestão
dos hospitais apenas se as universidades quiserem assinar com
ela contratos nos quais devem constar metas de desempenho, indicadores
e sistemática de acompanhamento e avaliação.
Entretanto,
a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) alertou que se os reitores
das universidades
não assinarem os contratos
com a Ebserh, o Tribunal de Contas da União (TCU) poderá processá-los
pelas irregularidades de contratação de pessoal. “Na
prática, essa adesão será compulsória.
O que falta são recursos para os hospitais, porque enquanto
o hospital de Porto Alegre recebe cerca de R$ 600 milhões
ao ano, outros recebem R$ 60 milhões ou R$ 70 milhões”,
afirmou.
Em 2008,
o TCU elaborou um relatório de 187 páginas
cobrando uma série de medidas gerenciais como a substituição
dos mais de 26 mil funcionários terceirizados e a criação
de indicadores de avaliação de gestão, atenção à saúde,
ensino e pesquisa.
Resultados
Danilo Forte
especificou em seu parecer que a avaliação
de resultados prevista no contrato deverá servir para
aprimorar as estratégias de atuação junto à comunidade
atendida com o objetivo de aproveitar melhor os recursos destinados à empresa.
Os contratos
serão assinados com dispensa de licitação
e estabelecerão as obrigações dos signatários,
as metas de desempenho e a sistemática de acompanhamento
e avaliação.
Os serviços de assistência médico-hospitalar,
ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico à comunidade
continuarão gratuitos no âmbito do Sistema Único
de Saúde (SUS).
Entretanto,
o relator incluiu dispositivo que prevê o
ressarcimento das despesas com o atendimento daqueles que têm
planos de saúde privados.
Para as universidades,
os hospitais continuarão a servir
de apoio à pesquisa, ao ensino-aprendizagem e à formação
de pessoas no campo da saúde.
Durante a
vigência do contrato entre a Ebserh e as universidades,
elas poderão ceder à empresa seus bens e direitos
necessários à execução dos serviços,
que deverão ser devolvidos ao término do contrato.
Outras receitas
De acordo
com a MP, as receitas da nova empresa virão
de dotação orçamentária da União,
da venda de bens e direitos, das aplicações financeiras
que realizar, dos direitos patrimoniais (aluguéis e foros,
por exemplo), e dos acordos e convênios que firmar.
A empresa
será administrada por um conselho de administração,
com funções deliberativas, e por uma diretoria
executiva. Haverá ainda um conselho fiscal.
O texto aprovado
prevê que o conselho de administração
terá como membros natos representantes dos ministérios
da Saúde e da Educação e da Associação
Nacional de Dirigentes das Instituições Federais
de Ensino Superior (Andifes) e da Federação dos
Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra).
Outra novidade
introduzida pelo relator é o Conselho
Consultivo, que terá representantes do Conselho Nacional
de Saúde, do Conselho Federal de Medicina e da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB), além da Andifes e da Fasubra.
Íntegra
da proposta:
MPV-520/2010
Agência Câmara de Notícias
Ministério e Tesouro divergem sobre retirar gastos com
saúde da LRF
Por Luiz
Cláudio Canuto / Edição:
Daniella Cronemberger
Debate na
Comissão de Finanças discutiu limite
de gastos com pessoal na área da saúde.Setores
do governo discordam se haverá benefícios ao setor
de saúde caso os gastos realizados na área sejam
retirados dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Em audiência pública da Comissão de Finanças
e Tributação, nesta quinta-feira (26), o Ministério
da Saúde defendeu a flexibilização de gastos
com pessoal na saúde, enquanto o Tesouro Nacional foi
contra.
Atualmente,
a LRF estabelece que a despesa com pessoal não
pode ultrapassar 60% da receita corrente líquida dos municípios.
Para a coordenadora-geral de Programas e Projetos em Economia
da Saúde do Ministério da Saúde, Fabíola
Sulpino Vieira, o limite impede melhorias no acesso à saúde. "Você não
pode melhorar a qualidade dos serviços por meio de aumento
de salários, nem por contratação de serviços."
Fabíola Vieira citou estudo da Fundação
Getúlio Vargas (FVG) realizado entre setembro de 2000
e março de 2001 com 118 equipes do Programa de Saúde
da Família. O estudo comparou dois padrões de atendimento:
o ideal, com atenção básica, apoio diagnóstico
e atendimento ambulatorial por especialidade, e o intermediário,
com apenas apoio e diagnostico.
No primeiro caso (atendimento completo), o gasto com pessoal
representa 65% das despesas do programa. No segundo caso, representa
51%.
Ela citou
outro estudo, realizado em 2004, que analisou a produtividade
e o custo de
oito equipes de duas unidades do mesmo programa
em Fortaleza. A conclusão foi que a despesa com pessoal
representava 75% do custo total.
A proposta
de retirar os gastos com saúde da LRF foi
feita pelo deputado Amauri Teixeira (PT-BA), que sugeriu a realização
da audiência. “Quando se trata de despesas na área
de saúde, os recursos são destinados praticamente
em sua totalidade ao pagamento de salários”, disse
o deputado. “A lei, quando está muito fora da realidade,
tende a ser descumprida. É a famosa lei que não
pega", completou.
Contra
A representante
da Secretaria do Tesouro Nacional no debate, Selene Peres Nunes,
defendeu que o setor poderá ser prejudicado
com a flexibilização. "Isso só abre
espaço para que outras áreas do governo gastem
mais com pessoal”, afirmou. “Vai onerar outras áreas
e, consequentemente, vai faltar dinheiro e a saúde pode
ser prejudicada."
Segundo ela,
o gasto excessivo com pessoal é causado
pela má gestão de recursos humanos, pois existe
excesso de funcionários nas atividades-meio e poucos nas
atividades-fim.
Selene Nunes
disse que o limite estabelecido pela LRF leva em conta todos
os setores,
como educação e segurança.
Se a área de saúde for desvinculada, segundo ela,
perde-se a lógica da gestão fiscal responsável,
com prejuízo para as finanças públicas.
Agência Câmara de Notícias
CNM é contra aumento de gastos com pessoal na área
de saúde
Por Luiz
Cláudio Canuto / Edição:
Wilson Silveira
O representante
da Confederação Nacional de Municípios
(CNM) na audiência pública sobre gastos das prefeituras
com saúde, Denilson Magalhães, disse que a entidade é contra
a proposta de flexibilização de gastos com pessoal
nessa área.
A proposta
foi feita pelo deputado Amauri Teixeira (PT-BA), que sugeriu
a reunião. Ele quer discutir a possibilidade
de retirar os gastos com saúde dos limites da Lei de Responsabilidade
Fiscal (LRF). “Quando se trata de despesas na área
de saúde, os recursos são destinados praticamente
em sua totalidade ao pagamento de salários”, diz
o deputado.
Denilson
Magalhães disse que a solução
não é desvincular os gastos com saúde dos
limites da LRF, mas sim aprovar a regulamentação
da Emenda Constitucional 29 – aumentando assim os recursos
destinados à saúde.
Segundo Magalhães, em 2000, quando a emenda 29 foi aprovada,
os gastos com recursos humanos na área de saúde
representavam, em média, 12,62% das despesas dos municípios.
Hoje, segundo ele, a média subiu para 19%, chegando a
30% em alguns casos.
Esses dados,
segundo ele, demonstram que há descontrole
com gastos dos municípios com saúde. Por isso,
afirmou, a CNM é contra a flexibilização.
Magalhães afirmou também que a CNM se opõe
aos diversos projetos que tramitam na Câmara estabelecendo
pisos salariais para carreiras da área de saúde.
O motivo é o mesmo: se os projetos forem aprovados, os
gastos das prefeituras com pessoal vão aumentar.
Agência Câmara de Notícias
Câmara aprova criação de empresa para administrar
hospitais universitários
Por Eduardo
Piovesan / Edição: Marcos Rossi
O Plenário aprovou, nesta quarta-feira, a Medida Provisória
520/10, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
(Ebserh) para administrar hospitais universitários federais
e regularizar a contratação de pessoal desses órgãos,
atualmente feita pelas fundações de apoio das universidades
em bases legais frágeis. A matéria, aprovada na
forma do projeto de lei de conversão do relator, deputado
Danilo Forte (PMDB-CE), será analisada ainda pelo Senado.
Respeitado
o princípio da autonomia universitária,
a Ebserh poderá administrar os hospitais universitários
federais. A nova empresa será vinculada ao Ministério
da Educação (MEC) e controlada totalmente pela
União. Seguirá as normas de direito privado e manterá escritórios
nos estados e subsidiárias regionais.
Segundo o
governo, as fundações de apoio deveriam
atuar de forma complementar e alinhadas com as diretrizes governamentais
e das instituições, mas isso não ocorre,
provocando perda de capacidade de planejamento e de contratação
de serviços.
A solução adotada pelo governo é baseada
nas experiências com o Hospital de Clínicas de Porto
Alegre e o Grupo Hospitalar Conceição, administrados
por empresas pública e de economia mista, respectivamente.
Pessoal
Os 53,5 mil
servidores públicos que trabalham nos hospitais
universitários federais poderão ser cedidos à nova
empresa, assegurados os direitos e vantagens que recebem no órgão
de origem.
No caso dos
demais 26,5 mil, recrutados pelas fundações
de apoio das universidades, o relator aumentou de dois para cinco
anos o tempo máximo de contratação temporária
desses funcionários sob o regime celetista.
Essas contratações deverão ocorrer nos
primeiros 180 dias da constituição da empresa e
serão feitas por meio de análise de currículo
em processo seletivo simplificado.
Até o final desses cinco anos, todo o quadro de pessoal
deverá ser contratado por concurso público de provas
e títulos. Para valorizar o conhecimento acumulado do
pessoal atualmente empregado, a MP autoriza a contagem como título
do tempo de exercício em atividades correlatas ao respectivo
emprego pretendido.
Opcional
x Compulsório
Segundo o
relator, a Ebserh assumirá a gestão
dos hospitais apenas se as universidades quiserem assinar com
ela contratos nos quais devem constar metas de desempenho, indicadores
e sistemática de acompanhamento e avaliação.
Entretanto,
a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) alertou que se os reitores
das universidades
não assinarem os contratos
com a Ebserh, o Tribunal de Contas da União (TCU) poderá processá-los
pelas irregularidades de contratação de pessoal. “Na
prática, essa adesão será compulsória.
O que falta são recursos para os hospitais, porque enquanto
o hospital de Porto Alegre recebe cerca de R$ 600 milhões
ao ano, outros recebem R$ 60 milhões ou R$ 70 milhões”,
afirmou.
Em 2008,
o TCU elaborou um relatório de 187 páginas
cobrando uma série de medidas gerenciais como a substituição
dos mais de 26 mil funcionários terceirizados e a criação
de indicadores de avaliação de gestão, atenção à saúde,
ensino e pesquisa.
Resultados
Danilo Forte
especificou em seu parecer que a avaliação
de resultados prevista no contrato deverá servir para
aprimorar as estratégias de atuação junto à comunidade
atendida com o objetivo de aproveitar melhor os recursos destinados à empresa.
Os contratos
serão assinados com dispensa de licitação
e estabelecerão as obrigações dos signatários,
as metas de desempenho e a sistemática de acompanhamento
e avaliação.
Os serviços de assistência médico-hospitalar,
ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico à comunidade
continuarão gratuitos no âmbito do Sistema Único
de Saúde (SUS).
Entretanto,
o relator incluiu dispositivo que prevê o
ressarcimento das despesas com o atendimento daqueles que têm
planos de saúde privados.
Para as universidades,
os hospitais continuarão a servir
de apoio à pesquisa, ao ensino-aprendizagem e à formação
de pessoas no campo da saúde.
Durante a
vigência do contrato entre a Ebserh e as universidades,
elas poderão ceder à empresa seus bens e direitos
necessários à execução dos serviços,
que deverão ser devolvidos ao término do contrato.
Outras receitas
De acordo
com a MP, as receitas da nova empresa virão
de dotação orçamentária da União,
da venda de bens e direitos, das aplicações financeiras
que realizar, dos direitos patrimoniais (aluguéis e foros,
por exemplo), e dos acordos e convênios que firmar.
A empresa
será administrada por um conselho de administração,
com funções deliberativas, e por uma diretoria
executiva. Haverá ainda um conselho fiscal.
O texto aprovado
prevê que o conselho de administração
terá como membros natos representantes dos ministérios
da Saúde e da Educação e da Associação
Nacional de Dirigentes das Instituições Federais
de Ensino Superior (Andifes) e da Federação dos
Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra).
Outra novidade
introduzida pelo relator é o Conselho
Consultivo, que terá representantes do Conselho Nacional
de Saúde, do Conselho Federal de Medicina e da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB), além da Andifes e da Fasubra.
Íntegra
da proposta:
MPV-520/2010
Seguros dia-a-dia
Planos
de saúde
devem subir 6,6%
Os consumidores
podem preparar o bolso: o índice de reajuste
para os planos de Saúde individuais e familiares neste
ano deve ficar em 6,6%, informou ao Estado de Minas um executivo
do setor. O cálculo já foi feito pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas aguarda autorização
do Ministério da Fazenda — o que deve ocorrer nos
próximos dias. O número é 0,09 ponto percentual
maior do que a inflação acumulada pelo Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos
12 meses e 0,7 ponto percentual inferior à correção
de 6,73% aplicada no ano passado.
O aumento
afetará 7,8 milhões de contratos em
um mercado de 45 milhões de usuários, ou cerca
de 17% do total. O motivo é que apenas os planos individuais
contratados depois de 2 de janeiro de 1999 e, portanto, regulamentados
pela Lei 9.656, têm os índices de correção
determinados pela ANS. No caso dos planos firmados antes desta
data, vale o índice previsto no contrato. A grande maioria,
58,6%, está enquadrada na categoria de coletivos empresariais
e tem os reajustes negociados diretamente entre as empresas contratantes
e as operadoras.
Cálculos feitos em uma parceria entre o Instituto Brasileiro
de Defesa do Consumidor (Idec) e o Procon de São Paulo
demonstram que, caso a ANS continue a adotar a metodologia de
reajuste atual de planos de Saúde, que resulta sempre
em índices acima da inflação, no futuro,
o consumidor não conseguirá pagar a mensalidade.
Em 30 anos, os planos de Saúde terão subido 126,67%
acima do IPCA.
Para chegar
a essa conclusão, foram considerados os reajustes
autorizados pela ANS para planos de Saúde individuais
de 2000 a 2010, período em que estes subiram 31,36% além
do IPCA, e a estimativa da taxa de inflação no
patamar estabelecido pelo sistema de metas do governo, de 4,5%
anuais.
Os resultados
apontam que um consumidor de 30 anos, classe média,
salário de R$ 3 mil, que contrata o plano de Saúde
e paga mensalidade hoje de R$ 180,74, em 2040 será um
idoso de 60 anos e seu plano custará cerca de R$ 6.088,44,
ou mais de metade da renda dele corrigida pela inflação.
Procurada pelo Estado de Minas a ANS não confirmou nem
negou que o reajuste será 6,6%. A Associação
Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), representante dos
planos de Saúde, informou que só se manifestará quando
o índice for confirmado.
A alta nos
planos de Saúde tem impacto significativo
nos orçamentos dos conveniados, sobretudo os da terceira
idade e os dos que pagam integralmente pelos convênios
individuais e familiares. O IPC-I (inflação do
idoso), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV),
aponta que convênios médicos pesam como a maior
contribuição individual na composição
do índice. Os reajustes autorizados de 2000 a 2010 resultaram
em uma acumulada de 136,6% nas mensalidades dos convênios.
Saúde
Business Web
ANS apresenta desafios e iniciativas
Uma ampla
explanação sobre os desafios do setor
de saúde privada e as iniciativas que estão sendo
tomadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) marcou a apresentação do diretor-presidente
da instituição, Maurício Ceschin, durante
Congresso ClasSaúde, realizada na terça-feira (24).
A efetiva
integração entre os serviços
públicos e privados está entre as prioridades.
Uma das possibilidades em estudo refere-se ao uso do Cartão
Nacional de Saúde (Cartão SUS) pelos beneficiários
da saúde suplementar também.
“A ideia é que se tenha um número só.
No caso da saúde pública, as unidades de saúde
poderão emitir a carteirinha. E as operadoras o fará a
partir do banco de dados dos seus beneficiários, que atualmente
são mais de 61 milhões em um universo de 1.600
operadoras”, explicou Ceschin.
Para o ex-presidente
da ANS e atual assessor do Ministro da Saúde, Fausto Pereira dos Santos, a iniciativa vai possibilitar
a identificação do paciente tanto na saúde
pública e privada, incluindo informações
relacionadas ao atendimento prestado. “Isso evita problemas
de homônimos, por exemplo, e melhora o processo de ressarcimento
ao Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse Santos.
De acordo
com Ceschin, a política de cobrança
para o ressarcimento ao SUS está mais eficiente. “Estávamos
com um gap de pagamentos de cinco anos. Agora contamos com um
gap de três anos. Nossa projeção é de
dois para o final do ano e a regularização das
cobranças no ano que vem”, afirmou Ceschin.
Impacto
demográfico
Com cerca
de R$ 72,6 bilhões de recursos anuais, a ANS
enfrenta uma tendência de crescimento no número
de beneficiários. Foi registrado um avanço de 8,7%
na comparação anual de 2010 e 11% na contagem de
planos exclusivamente coletivos. De acordo com o atual presidente,
o aumento de emprego e renda da população são
os responsáveis pelo cenário.
Atualmente,
os idosos representam 11% do universo da saúde
privada, e respondem por 25% dos custos. “A fato de que
isso vai aumentar gradativamente e precisamos pensar em formas
de como garantir uma sustentabilidade financeira”, enfatizou
Ceschin.
A ANS não descarta a possibilidade de que gerações
mais novas tenham que capitalizar e custear as mais velhas.
Remuneração
Ceschin reconhece
que há uma defasagem no valor pago
pelos planos de saúde aos médicos.
Segundo ele,
existe uma diferença que precisa ser resgatada
em relação ao pagamento de honorários aos
profissionais. E ressaltou que os salários médicos
não têm sido reajustados da mesma forma como foram
os insumos.
No entanto,
de acordo com Ceschin o reajuste dos pagamentos dos médicos tem que ser discutido com cautela para que
os custos não sejam repassados aos consumidores Recentemente,
a ANS estabeleceu prazos máximos para atendimento aos
usuários de planos. “Essa decisão possibilita
que as operadoras se reestruturem, contratem novos médicos
e negociem os valores pagos aos seus prestadores de serviço”,
disse Ceschin.
Em paralelo,
há um grupo de trabalho, coordenado pela
Agência, que estuda alternativas para modelo de remuneração.
Pacotes para procedimentos hospitalares prevalentes estão
sendo considerados, além de adicionais por performance.
CFM
Movimento
médico
Por Mario Fernando Lins
Vamos falar
sim, gritar se preciso, for contra a decisão
do SDE!
Nunca antes
na história deste País viu-se tamanha
truculência e empenho na defesa dos interesses dos planos
de saúde como a demonstrada pela SDE (Secretaria de Direito
Econômico) do Ministério da Justiça na sua
nota técnica recomendando ao Cade (Conselho Administrativo
de Defesa Econômica) a condenação do Conselho
Federal de Medicina (CFM), da Federação Nacional
dos Médicos (Fenam) e da Associação Médica
Brasileira (AMB) por influenciarem os profissionais a adotar
uma tabela de preços. Ssegundo a SDE, a iniciativa teria
desencadeado um movimento nacional de paralisações
e descredenciamentos em massa para forçar o reajuste de
honorários.
Além de instaurar processo contras as três entidades
nacionais dos médicos, a SDE adotou medida preventiva
proibindo boicotes a planos de saúde e determina que o
CFM, a AMB e a Fenam estão proibidos de coordenarem movimentos
de descredenciamento em massa dos médicos. Sem dúvida
houve um retrocesso nas liberdades constitucionais no que diz
respeito aos médicos em escolher para quem querem trabalhar.
Nem nos anos mais duros da ditadura houve tamanha interferência
na luta de uma categoria de trabalhadores por melhores condições
de trabalho e uma vida digna.
Os médicos brasileiros assoberbados por uma carga horária
estafante, subsidiam a saúde suplementar e a saúde
pública, haja vista os valores insignificantes repassados
pelo SUS e os honorários irrisórios pagos pela
saúde suplementar, particularmente pela Medicina de Grupo
aqui representada pela Amil, Medial, Saúde Excelsior,
Hapvida, Ideal Saúde entre outros. O instrumento de negociação
da categoria, a Classificação Hierarquizada de
Procedimentos Médicos - CBHPM, reconhecida até pela
Justiça Federal, continua sendo o referencial ético
para cobrança dos honorários. Proibir os médicos
por não aceitar o regime de verdadeira escravidão
imposto por alguns planos de saúde é, no mínimo,
compactuar com os interesses daqueles que exploram de maneira
vil os que prestam inestimáveis serviços a sociedade.
Recentemente
em artigo de uma revista de grande circulação
nacional, o bilionário da saúde, dono da Amil -
Edson de Godoy Bueno - que se autodenomina de “tubarão” deixa
clara a intenção de viabilizar as suas empresas à custa
do sacrifício de velhinhos, velhinhas, doentes crônicos
e de alto custo que durante longos e penosos anos honraram as
pesadas prestação do seu plano de saúde.
Nas palavras
do executivo: “até agora foram economizados
cerca de 150 milhões de reais em medidas de sinergias
entre as duas companhias. A medida mais drástica foi a
limpeza da base de clientes não rentáveis, em que
200.000 deles foram excluídos da carteira da Amil. “E,
pedagogicamente, reforça: “era gente pra encher
dois maracanãs!” Arrematando: “foi um corte
dramático, mas que precisava ser feito de uma só vez.” A
reportagem termina com a frase: “Na construção
de uma empresa desse tamanho nem tudo se resolve com um beijo
na testa.” Pois muito bem, quem é que está lucrando
com a exploração do segmento saúde?
Certamente
não são os médicos. Na verdade,
graças ao trabalho desses abnegados profissionais é que
a saúde pública e privada conseguem atingir metas
que surpreendem pelos números: 11 milhões de internações,
300 milhões de consultas, 15 mil transplantes - isso no âmbito
do SUS - bem como no atendimento aos cerca de 45 milhões
de usuários na saúde suplementar. Está mais
do que cristalino que subsidiamos a saúde quando nos contentamos
com migalhas pelo nosso valioso trabalho.
Sangue, suor
e lágrimas é só o que esse
profissionais muitas vezes têm a oferecer aos seus pacientes.
Na grande maioria das vezes, particularmente no interior, os
médicos se vêem obrigados a trabalhar em vários
locais, cumprindo jornadas sobre-humanas em plantões sem
nenhuma infra-estrutura de apoio, enfrentando situações
nas quais a própria saúde se acha em risco - quando
não a própria vida - no afã de poder manter
com dignidade as suas famílias.
Já está virando rotina a criminalização
do médico em eventos nos quais esse profissional é o
principal ator. Como se tudo fosse de sua responsabilidade. Do
descaso do poder público para com as emergências à falta
de vagas nas UTIs, do sucateamento de instrumental nas salas
de cirurgia à inexistência de medicamentos nas enfermarias,
das escalas de plantões desfalcadas ao precário
atendimento nas salas de parto, tudo é creditado ao coitado
do doutor.
Como se não bastasse, agora vêm a SDE, o Cade e
o Ministério da Saúde cobrar do médico não
se rebelar contra o status quo. Ora, tenham paciência!
Chega! Vamos falar sim, gritar se preciso for!
Aqui não cabe tibieza de caráter, não
vamos nos intimidar com medidas draconianas nem com tentativas
de nos
privar do Direito Constitucional de podermos trabalhar onde e
para quem quisermos. Basta!
AGENDA
- 16º Congresso Abramge e
7º Congresso Sinog
Abramge /
AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão
os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como
aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade
do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza
nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os
16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema
central dos eventos é "Tecnologia na Saúde
Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo
jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio
CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador
de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por
Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial
do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe
de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil;
e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão
(IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial".
Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde".
Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia
Assis Pinto, líder da Prática de Gestão
Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de
Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de
Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways
International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra
o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos oferecidos
nas inscrições dos eventos, clicando no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- Negociação dos Serviços de
Saúde
Unidas /
AssPreviSite
16 e 17 de
junho de 2011
SEDE UNIDAS
NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100
- São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais de negociação no mercado de saúde
para atuarem com consciência de seu papel e sua importância
enquanto agentes do processo negocial; Apresentar noções
básicas da negociação em geral e seus
conceitos, princípios e elementos; Apresentar o processo
de negociação em seus aspectos subjetivos e formais;
Apresentar o mercado de saúde, suas características,
seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens
e dificuldades na negociação multilateral;
Identificar
vantagens e dificuldades na negociação com paralisação
dos serviços; Esclarecer a participação
da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público,
PROCON e CADE no processo de negociação dos serviços
de saúde.
Instrutor
Dr. Natanael
Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais
de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.
Informações
Tel. (11)
3289-0855
Fax (11)
3289-0322
com Fernanda
Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Sistemas de Informação para Gestão
da Saúde
Unidas /
AssPreviSite
02 e 03 de
junho de 2011
SEDE UNIDAS
NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100
- São Paulo - SP
Objetivo
Conhecer
os fundamentos dos Sistemas de Informação em
Saúde e entender a sua aplicação à gestão
de Sistemas de Saúde. Conhecer o processo de construção
do Prontuário Eletrônico do Paciente e analisar
seu uso na Assistência e na Gestão.
Conhecer
os padrões para representar e transmitir a informação
em saúde. Impactos da implantação do TISS – Troca
de Informação em Saúde Suplementar. Conhecer
a Comissão de Estudo Especial Temporária Informática
em Saúde da ABNT e o HL7 Brasil. Conhecer o projeto
de informatização da Secretaria Municipal de
Saúde de São Paulo e a integração
com laboratórios clínicos. Conhecer a legislação
sobre privacidade e confidencialidade da informação
em saúde. Conhecer a questão dos usos da informação
para a gestão e qualidade em saúde; discutir
o cenário nacional de avaliação em saúde
suplementar e comparar com o cenário internacional.
Conhecer as tendências de disseminação
da informação em saúde. Apresentar os
conceitos de software livre e sua importância para área
da saúde.
Instrutor
DRA. BEATRIZ
DE FARIA LEÃO
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos de Saúde, Executivos da área
de Informática, Profissionais de Informática
em Saúde e responsáveis pelo desenvolvimento
de Sistemas de Informação em Saúde.
Informações
Tel. (11)
3289-0855
Fax (11)
3289-0322
com Fernanda
Delesporte
treinamento@unidas.org.br