Leia
nesta edição:
- Impacto
de emenda da saúde vai ser maior nos Estados
- Para Planalto,
votação de emenda 29 é 'pirraça'
do Legislativo
- Após
um ano, ANS volta a cobrar planos por uso do SUS
- Reembolso
para o governo é legítimo, mas não
há mágica
- TCU questiona
motivos para a anistia de dívidas
- SP proíbe hospital de exigir cheque caução
de paciente
- Estudo
mostra que diabete já atinge 10% da população
mundial
- Espumante
com gosto de remédio
- Hospitais
públicos
classe A
- Impacto
de emenda da saúde vai ser maior nos Estados
- A porta
giratória da Saúde
- Cartão Nacional de Saúde tem implantação
completa estimada para dezembro de 2014
- ANS bate
recorde de arrecadação ao retomar cobrança
SUS
- Comissão dos agentes comunitários de saúde
reúne-se na terça
- Ministro
da Saúde recua e agora defende aumento do
preço do cigarro
- Novas regras:
menos dor de cabeça?
- Plantões médicos,
vergonha nacional
Segunda-feira, 27.06.11
Folha
de São
Paulo
Impacto
de emenda da saúde vai ser maior nos Estados
Projeto fixa
percentuais mínimos de gastos e define o
que pode ser contabilizado como despesa na área
Alguns governadores incluem merenda e limpeza urbana; para cumprir
nova regra, gastariam R$ 2 bi a mais
Por
Larissa Guimarães
De Brasília
Os Estados
sentirão um impacto maior sobre os seus orçamentos
caso seja regulamentada a emenda 29, que fixa percentuais mínimos
de gastos na saúde. O texto, que deverá ser votado
em julho pela Câmara, também define o que poderá ser
contabilizado como despesa em saúde.
Por lei,
o Distrito Federal e as 26 unidades da Federação
devem destinar 12% dos recursos à saúde. Hoje,
parte dos governadores chega a contabilizar até o pagamento
de aposentadorias e restaurantes populares para alcançar
esse percentual mínimo.
Levantamento
do Siops (Sistema de Informações
sobre Orçamentos Públicos em Saúde) de 2008
mostra que 12 Estados não cumpriram esses patamares mínimos.
O Rio Grande do Sul tem o mais baixo percentual (4,8%).
O relatório revela que, para cumprir a regra, os Estados
teriam de desembolsar ao menos R$ 2 bilhões a mais.
O projeto
não deixará que Estados incluam como
gasto em saúde ações como obras de infraestrutura,
merenda escolar e limpeza urbana.
Para o governo
federal, o impacto orçamentário
será menor, "praticamente zero", de acordo com
o próprio Ministério da Saúde.
A emenda
29 prevê que os gastos com saúde sejam
corrigidos com o mesmo percentual de variação nominal
do PIB -regra já usada hoje.
Não haverá uma nova fonte de recursos para a saúde,
como ansiava o governo. Os deputados fizeram acordo para rejeitar
a criação de um novo tributo, a CSS (Contribuição
Social para a Saúde).
Até o líder do governo na Câmara, Cândido
Vaccarezza (PT-SP), afirma que não há "clima" para
a criação de novo imposto agora.
A intenção de "ressuscitar" a CPMF é único
ponto que precisa ser votado para que o texto volte ao Senado.
"Os senadores podem querer que a emenda 29 volte para a
proposta inicial", disse o relator da emenda na Câmara,
Pepe Vargas (PT-RS).
O projeto
original previa vinculação de 10% da
receita da União para a área de saúde, o
que traria impacto significativo para o Executivo.
Folha
de São
Paulo
Para
Planalto, votação de emenda 29 é 'pirraça'
do Legislativo
De
Brasília
Parada há cerca de três anos, a regulamentação
da emenda 29 voltou à pauta no momento em que a relação
entre o governo Dilma Rousseff e o Legislativo ganhou contornos
de crise.
Com a derrota
do governo no Código Florestal, a Câmara
resolveu colocar em pauta propostas que contrariam o Executivo.
Para o Planalto,
a votação da emenda neste momento é "pirraça" do
Legislativo. Para os deputados, um "sopro de autonomia".
Caso seja
aprovada, a emenda deverá aumentar a pressão
dos Estados sobre o Executivo. Para compensar os gastos a mais
na saúde, eles deverão cobrar de Dilma mais repasses.
Histórico
A proposta
que regulamenta o financiamento para a saúde
já chegou a ser apreciada pela Câmara, faltando
apenas a análise de uma emenda, da oposição,
que trata da criação do novo imposto. A ideia é que
a emenda seja rejeitada, colocando um ponto final na discussão
sobre a recriação da CPMF.
Em reunião com os líderes partidários há duas
semanas, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia
(PT-RS), prometeu votar a emenda 29 antes do recesso parlamentar
de julho.
O problema é que a pressão dos deputados, inclusive
da base aliada, é grande e Maia acha que não tem
mais como adiar o assunto.
Segundo o
líder do PMDB na Casa, Eduardo Henrique Alves
(RN), há consenso para votar e aprovar o texto. "O
governo vai ter que se adequar", disse ele após um
encontro com a ministra de Relações Institucionais,
Ideli Salvatti, e outros líderes da base aliada. Segundo
Alves, a base deve derrubar a recriação da CPMF,
mas manter a obrigação da União com a saúde.
"A maioria dos líderes concordou que é preciso
votar a emenda 29 e por isso o presidente se comprometeu",
afirmou o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP).
Folha
de São
Paulo
Após
um ano, ANS volta a cobrar planos por uso do SUS
Os R$ 25
milhões arrecadados neste ano superam total
dos três últimos anos
Planos são obrigados a ressarcir o SUS quando conveniados
usam a rede; TCU alertou órgão sobre falha de cobrança
Por Dimmi Amora
De Brasília
Após ficar quase um ano sem pedir de volta às
seguradoras de saúde ressarcimento das internações
de conveniados em hospitais públicos, a ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) bateu recorde de cobrança
e arrecadação neste ano.
Relatório feito a pedido da Folha revela que a agência
voltou a emitir notificações para as operadoras
em julho.
Nos cinco
primeiros meses de 2011, a agência arrecadou
R$ 25 milhões. O valor é superior à soma
dos anos de 2008, 2009 e 2010. Neste ano, o valor efetivamente
cobrado dos planos (sem direito a recurso administrativo) é de
R$ 97 milhões, também superior à soma dos
três anos anteriores. A diferença não foi
paga ou está sendo contestada judicialmente.
Apesar dos
recordes, os valores continuam pequenos em relação à dívida
dos planos com o SUS. E devem crescer. Isso porque as últimas
notificações da ANS são de atendimentos
feitos no segundo semestre de 2008.
As notificações são usadas pela ANS para
informar a operadora, que tem duas instâncias de recursos
na própria agência para negar que o paciente atendido
na unidade pública tenha plano de saúde válido.
Suspensão
A ANS voltou
notificar os planos em julho do ano passado. Por problemas
administrativos,
a agência ficou, entre 2008
e 2009, sem fazer notificações. A leniência
gerou um alerta do TCU (Tribunal de Contas da União) há duas
semanas e multa para gestores do órgão.
Bruno Sobral
de Carvalho, diretor de desenvolvimento setorial da ANS, conta
que a agência teve que contratar terceirizados
para voltar a emitir as notificações, que chegaram
a atrasar quatro anos e nove meses.
"Estamos com um novo sistema 40% desenvolvido e nossa meta é chegar
ao fim de 2012 com esta cobrança regularizada", disse.
Segundo a
ANS, de 2006 a 2011 as notificações
chegam a R$ 933 milhões, sendo R$ 627 milhões nos últimos
18 meses. Mas ainda há 220 mil notificações
pendentes sob análise administrativa.
Recursos
Quando os
recursos administrativos são considerados improcedentes,
são emitidas cobranças formais, que entre 2006
e maio de 2011 somam R$ 322 milhões. Mas as operadoras
só pagaram sem contestar R$ 65 milhões.
Além dos recursos administrativos, os planos podem ignorar
a cobrança ou recorrer à Justiça. Nessa
parte, a agência também foi pouco eficiente. A soma
dos valores que a ANS mandou para cobrança judicial (dívida
ativa) foi de apenas R$ 56 milhões em cinco anos e meio.
Somados,
os valores pagos mais os que estão inscritos
em dívida ativa (cobrança formalizada) chegam a
apenas 12% dos R$ 933 milhões que foram notificados.
Cobrada pelo
TCU desde 2009 a agilizar os processos, a ANS disse que já cumpriu a maior parte das determinações
feitas pelo órgão.
Folha
de São
Paulo
ANÁLISE PLANOS DE SAÚDE
Reembolso
para o governo é legítimo, mas não
há mágica
Quanto
maior o repasse ao SUS mais provável que o usuário
banque custo
Por
Hélio
Schwartsman, articulista da Folha
A saúde pública no Brasil é subfinanciada.
Um estudo da USP de 2008 mostrou que o país gasta nessa
rubrica US$ 280 por habitante por ano, contra uma média
mundial de US$ 806.
Daí que médicos e sanitaristas nunca perdem uma
oportunidade de pressionar para que os planos de saúde
reembolsem o SUS quando seus segurados utilizam serviços
da rede pública.
É uma forma legítima de aumentar os recursos disponíveis,
mas é bom lembrar que não existe mágica.
Quanto maior
a conta desse repasse -um estudo do TCU (Tribunal de Contas
da União), que avaliou apenas uma diminuta parte
dos procedimentos, estimou a fatura em R$ 500 milhões
anuais-, mais provável que os planos transfiram o custo
extra para os usuários, que tecnicamente teriam direito
de usar gratuitamente esses serviços públicos,
para os quais contribuem ao pagar impostos e ao recolher o INSS.
Aqui, a operação já não parece tanto
um ressarcimento, sendo mais bem descrita como um subsídio
dos usuários da rede privada ao setor público. É possível
que o caminho seja mesmo esse, mas também é possível
que existam alternativas.
Uma fonte
viável -e que dispensaria a criação
de uma estrutura burocrática de cobrança- são
as deduções com despesas médicas no Imposto
de Renda.
Em 2005,
a Receita Federal devolveu aos contribuintes brasileiros R$
24 bilhões nessa rubrica. Ou seja, o governo federal
paga 27,5% do que os mais ricos gastam com seus planos de saúde
e médicos particulares.
Outra possibilidade é dividir melhor o Orçamento.
O trabalho da USP sobre saúde pública mostra que
o Brasil investe em saúde pública apenas 8,7% da
arrecadação, contra 16,5% da Argentina ou 37,6%
da Colômbia.
Enfim, o
ressarcimento pode ser uma alternativa, mas existem outros
caminhos que não estão
sendo discutidos como deveriam.
Folha
de São
Paulo
TCU
questiona motivos para a anistia de dívidas
De
Brasília
O TCU (Tribunal
de Contas da União) pediu explicações à ANS
sobre a decisão dela, tomada em junho de 2010, de deixar
de cobrar dívidas com mais de cinco anos, referentes ao
ressarcimento dos planos de saúde.
A estimativa
do TCU é que possa haver, só entre
2003 e 2007, R$ 2,7 bilhões em cobranças. A maioria
poderia vencer, caso seja mantida a decisão pelos cinco
anos com prazo de prescrição. No entanto, para
o ministro Valmir Campello, relator do processo no TCU, esse
tipo de cobrança não prescreve.
Mas a ANS
diz que tomou a decisão de mandar para prescrição
baseada em parecer sobre o tema da Procuradoria-Geral Federal,
ligada à Advocacia-Geral da União.
"Nós estamos trabalhando com a premissa da Procuradoria
e operacionalizando para evitar fazer as cobranças [das
seguradoras de saúde] além desse tempo, o que levaria à prescrição
caso esse seja o entendimento mantido. Nós estamos aguardando
a decisão", afirmou Bruno Sobral de Carvalho, diretor
de desenvolvimento setorial da ANS. (DA)
Folha
de São
Paulo
SP
proíbe hospital de exigir cheque caução
de paciente
Por
José Benedito
da Silva
O hospital
ou clínica particular do Estado de São
Paulo que exigir algum tipo de caução financeira
(cheque, dinheiro ou nota promissória) para internar paciente
em situação de emergência será multado
em até R$ 174,5 mil.
É o que determina lei sancionada na semana passada pelo
governador Geraldo Alckmin (PSDB). A nova medida já está em
vigor em todo o Estado.
A nova lei
também prevê que o hospital ou clínica
terá de devolver para familiar do paciente o dobro do
valor depositado como caução.
O texto da
lei é do deputado estadual e promotor de Justiça
Fernando Capez (PSDB), que afirma ter sido alvo da exigência
ao se internar em um pronto-socorro particular por causa de uma
queimadura grave.
A prática já é proibida desde 2003 pela
resolução nº 44 da ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar), ratificada pelo Supremo Tribunal
Federal em 2009, ao julgar uma ação movida pela
Federação Brasileira de Hospitais.
A entidade
alegava que o ato restringia o direito de os hospitais privados
exigir
garantia pelos serviços prestados e que
a ANS não tinha competência para proibir a exigência
de caução.
O STF, porém, entendeu que a exigência de caução
não tinha "respaldo no princípio da legalidade",
pois contraria o Código de Defesa do Consumidor, o Código
Civil e a Constituição Federal.
No projeto,
Capez usa os mesmos argumentos para contestar a legalidade
da exigência
-que, mesmo vetada, segue sendo praticada, de acordo com o
parlamentar.
A resolução da ANS não previa punição,
mas abria a possibilidade de encaminhar a denúncia ao órgão,
que a repassaria ao Ministério Público Federal
para investigação.
O
Estado de São
Paulo
Estudo
mostra que diabete já atinge 10% da população
mundial
Pesquisa
em 200 países indica que a doença virou
epidemia global; incidência é maior em nações
em desenvolvimento
Por David Brown, The Washington Post
Quase 10%
de toda a população mundial adulta tem
diabete, e a incidência da doença está aumentando
rapidamente. Como ocorre nos Estados Unidos e em outros países
desenvolvidos, a falta de atividade física e a obesidade
da população representam as principais causas do
problema também nos países em desenvolvimento,
como a Índia e parte da América Latina, do Caribe
e do Oriente Médio.
Essa é a conclusão de um estudo publicado no final
de semana pela revista médica Lancet, que acompanhou nas últimas
três décadas os padrões no desenvolvimento
da diabete e os valores médios das leituras do nível
sanguíneo de açúcar em cerca de 200 países
e regiões.
O resultado
da pesquisa traz a previsão de grandes custos
e do fardo das complicações físicas nos
próximos anos do século, pois a doença aumenta
o risco de a pessoa sofrer ataque cardíaco, insuficiência
renal, cegueira e certos tipos de infecção.
"O estudo confirma aquilo que muitos suspeitavam: a diabete
se tornou uma epidemia global", disse Frank Hu, epidemiologista
da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, que não
participou dos trabalhos.
"Isso tem o potencial de sobrecarregar os sistemas de saúde
de muitos países, principalmente aqueles em desenvolvimento."
Incidência. Em todo o mundo, a incidência
da diabete em homens com mais de 25 anos aumentou de 8,3% em
1980 para 9,8%
em 2008.
Para as mulheres com mais de 25 anos, o aumento foi de 7,5%
para 9,2%.
"Este deve ser um dos traços que definirão
a saúde mundial nas próximas décadas",
disse Majid Ezzati, epidemiologista e bioestatístico da
Faculdade Imperial de Londres, que liderou o estudo.
"Temos o simples fato da magnitude do problema. Além
disso, diferentemente da pressão alta e do colesterol,
não há tratamentos eficazes contra a diabete."
Tipos. Há dois tipos de diabete, um problema no metabolismo
que faz com que o corpo seja incapaz de transportar o açúcar
adequadamente até os tecidos por meio do sangue após
uma refeição.
O tipo 1 é uma doença autoimune que surge na infância.
O organismo destrói as células produtoras de insulina.
O paciente deve receber injeções de insulina para
sobreviver.
O tipo 2
corresponde a 90% dos casos e em geral é detectado
depois dos 25 anos. Pode ser controlado por meio do uso da insulina,
comprimidos e, em certos casos, perda de peso e prática
de exercícios.
Época
Espumante
com gosto de remédio
Sem avisar,
a agência sanitária dos Estados Unidos
decide abrir uma filial em Brasília. O resultado é a
primeira encrenca diplomática do governo Dilma com os
americanos.
Por Murilo Ramos
Uma comitiva
de autoridades brasileiras desembarca discretamente nesta semana
em Washington
para resolver a primeira bronca diplomática
entre os dois países desde que Dilma Rousseff assumiu
a Presidência da República. A encrenca compõe-se
de três letras: FDA, sigla para Food and Drugs Administration,
agência do governo americano responsável pela fiscalização
dos remédios e alimentos consumidos nos Estados Unidos.
Há dois meses, a administração de Barack
Obama decidiu abrir um escritório da FDA no Brasil – sem
nem ao menos avisar sua colega Dilma Rousseff, quanto mais pedir
um o.k. do governo brasileiro. Pegou mal. Para impedir que a
bronca vire crise, diplomatas do Itamaraty e Dirceu Barbano,
presidente da Anvisa, agência equivalente à FDA
no Brasil, pedirão pessoalmente aos americanos que desistam
da ideia. Ganha uma aspirina genérica quem adivinhar o
resultado dessa reunião.
“Fomos surpreendidos. Mandei um e-mail pessoal para a
chefe da FDA, Margaret Hamburg, relatando o estranhamento com
essa situação desrespeitosa”, afirmou Barbano
a ÉPOCA. Ele disse que, apesar de já ter sido cogitado
pelos americanos, o assunto não estava na lista das negociações
entre as agências. “A diretoria da Anvisa não
vai admitir que uma agência estrangeira faça trabalho
similar ou igual ao nosso em território brasileiro. Se
isso acontecer, a Anvisa poderá ser desacreditada internacionalmente.”
Por que instalar
uma agência da FDA no Brasil? Segundo
os americanos, o escritório permitiria que os técnicos
da agência fiscalizassem diretamente laboratórios
de remédios que exportam para os Estados Unidos. O propósito
desse tipo de escritório, portanto, seria assegurar a
qualidade dos produtos importados que chegam aos EUA. Na prática,
a FDA assumiria inspeções hoje conduzidas pela
Anvisa.
Isso já acontece, de maneira semelhante, em países
como China e Índia, onde a FDA abriu sucursais. Na América
Latina, há escritórios da FDA no México,
no Chile e na Costa Rica. Esses países, porém,
não dispõem de agências de fiscalização
sanitária competentes ou exportam com frequência
produtos defeituosos. O governo chinês só permitiu
a chegada da FDA depois de ser ameaçado de boicote pelos
americanos, após o rumoroso caso em que brinquedos contaminados
por chumbo foram exportados para os Estados Unidos.
No Brasil,
não há razões evidentes para
a abertura de um escritório. Primeiro, o Brasil quase
não exporta medicamentos para os EUA. Segundo, e mais
importante, Anvisa e FDA mantêm acordos bilaterais para
permitir inspeções em laboratórios e fábricas,
desde que autorizadas pelo governo de cada país, como
já se deu em visitas a indústrias de tabaco. As
duas agências também firmaram recentemente convênios
confidenciais para trocar informações acerca de
laboratórios americanos e brasileiros.
ÉPOCA obteve documentos internos da Anvisa que oferecem
algumas explicações para o avanço americano.
Segundo os papéis, nos quais os dirigentes da Anvisa dizem
que causou “estranheza” a notícia da abertura
do escritório da FDA no Brasil, a nova investida dos Estados
Unidos faz parte de um plano de “engajamento global” da
FDA. “A agência vem se apresentando para diversos
países como alternativa à falta de estruturas nesses
países. Ou, em outras palavras, que os países poderiam
contar com a FDA para a garantia da segurança dos produtos
produzidos em seus territórios”, diz um dos trechos
do documento.
De acordo
com um diretor da Anvisa, José Agenor Álvares,
não faz sentido a abertura de uma agência da FDA
no Brasil. “Pode ser uma tentativa de intrometer-se na
regulação sanitária brasileira. Só vejo
nexo, do ponto de vista dos americanos, se for para fazer lobby.
Tentar, por exemplo, acelerar autorizações para
a venda de medicamentos americanos”, diz. Na avaliação
de Agenor, a FDA deveria dar crédito às inspeções
da Anvisa e se valer delas para decidir sobre a autorização
da importação de produtos de uma fábrica
brasileira. Para o presidente da Associação dos
Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Fernando
Marques, uma das explicações para um escritório
no Brasil é a defesa dos interesses das indústrias
americanas. “Elas querem prorrogar patentes dos remédios
que vencem nos próximos anos e continuar vendendo milhões
ao governo brasileiro”, afirma. “Dessa forma, a fabricação
de remédios genéricos e similares nacionais, mais
baratos, fica comprometida.”
Procurada
por ÉPOCA, a FDA preferiu não comentar
a abertura do escritório no Brasil. “É prematuro
discutir localizações e prazos para a instalação
de novos escritórios”, disse a agência, por
meio de nota. A FDA afirmou ainda que uma das principais missões
de um escritório no exterior é “aprender
mais sobre as indústrias locais e sobre os desafios de
como os produtos são regulados”. A embaixada americana
em Brasília, onde já há preparativos para
receber a equipe da FDA, não quis comentar o assunto.
O mal-estar
diplomático do caso FDA surge no momento
em que a presidente Dilma tenta suavizar as relações
com os Estados Unidos, após os oito anos de duras divergências
durante a gestão Lula. Nesse período, o Brasil
acumulou divergências com os americanos – entre as
mais rumorosas, a diferença de opinião sobre as
finalidades da política nuclear do Irã – e
viu sua parceria comercial com os Estados Unidos se enfraquecer
diante da ascensão da economia chinesa. A saída
de Celso Amorim do Ministério das Relações
Exteriores, homem que simbolizava o antiamericanismo da política
externa de Lula, foi interpretada como uma oportunidade de desanuviar
as relações diplomáticas entre os dois países.
Antonio Patriota, o diplomata que sucedeu Amorim, foi embaixador
em Washington e mantém bom diálogo com os americanos.
Tanto que sua nomeação foi fundamental para que
Obama visitasse o Brasil em março, menos de três
meses após a posse de Dilma. Ainda não houve tempo
para que aparecessem bons resultados dessa nova fase de diálogo
entre Brasil e Estados Unidos. Caso se repitam episódios
como o da FDA, é difícil acreditar que apareçam.
Istoé
Hospitais
públicos
classe A
Com
o treinamento de profissionais, enfermeiros e farmacêuticos
garantiram a duas instituições públicas
de São Paulo um dos principais certificados internacionais
de excelência
Por Rachel
Costa
Quando se
fala em Sistema Único de Saúde, é comum
ouvir a reclamação de que falta dinheiro para se
garantir o bom atendimento. Dois hospitais da região metropolitana
de São Paulo, entretanto, estão provando que é possível
atender bem ainda que com verba restrita. São eles o Hospital
Geral Pirajussara, em Taboão da Serra, e o Hospital Estadual
de Diadema. As instituições são as primeiras
dentro do sistema de saúde pública brasileiro a
receber a Acreditação Canadense, um dos principais
reconhecimentos internacionais que atestam a existência
de um atendimento com ótimos padrões de segurança
para o paciente. Os outros dez centros que receberam a certificação
são privados.
O título é uma coroação ao modelo
de gestão adotado pelas instituições. Em
geral, a lógica hospitalar funciona centrada na figura
do médico. O que hoje se contesta é que esse excesso
de responsabilidade em uma só pessoa favorece a ocorrência
de erros. Por isso, incentiva-se o compartilhamento de conhecimento
e responsabilidades e o aumento do diálogo entre as diversas áreas
de um hospital, além da criação de métodos
para registro e controle dos procedimentos. E é essa a
filosofia corrente nos dois hospitais. Um exemplo é a
dupla checagem do remédio dado ao paciente – atitude
tomada por ambos. Hoje, 80% dos erros em hospitais são
de medicação – seja na compra, seja no receituário
ou na administração. Para evitar o engano, dois
profissionais (geralmente, farmacêutico e enfermeiro) checam
se a droga ministrada é a mesma da receita e se a dose
está correta.
Na verdade,
a maior parte das medidas voltadas à segurança
do paciente é simples. “São procedimentos
com custo pequeno, mas capazes de evitar problemas sérios”,
diz Rubens Covello, superintendente médico do Instituto
Qualisa de Gestão, órgão responsável
pela acreditação nacional. O cotidiano dos dois
hospitais deixa isso claro. “Criamos protocolos e fluxos
que todos os funcionários têm de seguir, da hora
que o paciente entra até a alta”, explica Mário
Kono, superintendente do Hospital de Diadema. Isso significa
que, além de registrar tudo o que ocorre com o doente,
há regras básicas para cada tipo de atendimento.
Por exemplo, em uma cirurgia, antes da anestesia, o médico,
obrigatoriamente, faz a marcação, junto com o paciente,
da área a ser operada. Isso evita que o órgão
ou membro errado sejam operados.
Outra precaução é anotar o número
de identificação da pulseira, e não apenas
o nome. “Já aconteceu de termos pacientes com o
mesmo nome e sobrenome lado a lado nos leitos da enfermaria”,
diz Sandra Turati, gerente médica no Pirajussara. “Por
isso é importante registrar o número da pulseira,
para evitar que o remédio de um seja ministrado ao outro.” Chama
a atenção também nos hospitais o esforço
para a comunicação, tanto entre as equipes quanto
dos profissionais com os pacientes. “A pessoa tem de saber
o que está acontecendo com ela, quem é o médico
que a está acompanhando e qual seu tratamento”,
fala Sandra.
O impacto
dos cuidados é sentido pelos pacientes. “O
hospital é bem organizado”, disse a aposentada Júlia
Damázio Bastos, 66 anos. Vizinha do Hospital de Diadema,
ela esteve na instituição recentemente para acompanhar
o neto Bruno, de 10 meses, internado devido a uma infecção
no pulmão. Menos problemas também significam economia.
Pesquisas realizadas em países como Nova Zelândia
e Estados Unidos calculam que cerca de 30% do recurso destinado à saúde – seja
ele de origem pública ou privada – vai para o ralo
por causa de erros no atendimento ao paciente. “Quem faz
errado uma vez faz duas”, diz José Márcio
Salomão, superintendente do Hospital Pirajussara. Só nos
EUA, onde essa situação é mais bem documentada,
estimam-se 100 mil mortes todos os anos causadas por erros na
administração de medicamentos ou no tratamento,
por exemplo.
Faculdade
de Saúde Pública
da USP
Impacto
de emenda da saúde vai ser maior nos Estados
Projeto fixa
percentuais mínimos de gastos e define o
que pode ser contabilizado como despesa na área
Alguns governadores incluem merenda e limpeza urbana; para cumprir
nova regra, gastariam R$ 2 bi a mais
Os Estados
sentirão um impacto maior sobre os seus orçamentos
caso seja regulamentada a emenda 29, que fixa percentuais mínimos
de gastos na saúde. O texto, que deverá ser votado
em julho pela Câmara, também define o que poderá ser
contabilizado como despesa em saúde.
Por lei,
o Distrito Federal e as 26 unidades da Federação
devem destinar 12% dos recursos à saúde. Hoje,
parte dos governadores chega a contabilizar até o pagamento
de aposentadorias e restaurantes populares para alcançar
esse percentual mínimo.
Levantamento
do Siops (Sistema de Informações
sobre Orçamentos Públicos em Saúde) de 2008
mostra que 12 Estados não cumpriram esses patamares mínimos.
O Rio Grande do Sul tem o mais baixo percentual (4,8%).
O relatório revela que, para cumprir a regra, os Estados
teriam de desembolsar ao menos R$ 2 bilhões a mais.
O projeto
não deixará que Estados incluam como
gasto em saúde ações como obras de infraestrutura,
merenda escolar e limpeza urbana.
Para o governo
federal, o impacto orçamentário
será menor, "praticamente zero", de acordo com
o próprio Ministério da Saúde.
A emenda
29 prevê que os gastos com saúde sejam
corrigidos com o mesmo percentual de variação nominal
do PIB -regra já usada hoje.
Não haverá uma nova fonte de recursos para a saúde,
como ansiava o governo. Os deputados fizeram acordo para rejeitar
a criação de um novo tributo, a CSS (Contribuição
Social para a Saúde).
Até o líder do governo na Câmara, Cândido
Vaccarezza (PT-SP), afirma que não há "clima" para
a criação de novo imposto agora.
A intenção de "ressuscitar" a CPMF é único
ponto que precisa ser votado para que o texto volte ao Senado."Os
senadores podem querer que a emenda 29 volte para a proposta
inicial", disse o relator da emenda na Câmara, Pepe
Vargas (PT-RS).
O projeto
original previa vinculação de 10% da
receita da União para a área de saúde, o
que traria impacto significativo para o Executivo.
.jpg)
O Globo
A
porta giratória da Saúde
Por Ligia
Bahia, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Durante os últimos meses, o sistema de saúde colombiano,
tido como exemplar pelos adeptos da privatização,
foi consumido na fogueira do rentismo, inépcia e corrupção.
As cinzas do incêndio da sofisticada construção
econômico-intelectual público-privada das empresas
vizinhas prestadoras de serviços de saúde não
foram avistadas no Brasil. Mas as repercussões internacionais
negativas das noticias sobre o denominado carrossel - desfalque
envolvendo entidades privadas promotoras da saúde - foram
proporcionais às imensas promessas de eficiência
e sustentabilidade dos adeptos de sistemas de saúde orientados
pelo mercado.
Por aqui,
pouco ou nada se comentou sobre o caos assistencial fronteiriço. Os diversos caudatários dessas mesmas
ideias e negócios em solo pátrio continuaram tocando
suas empresas para frente, fingindo ignorar os fracassos da aplicação
do fundamentalismo utilitarista. Como para uma parte significativa
dos brasileiros, a Colômbia, embora geograficamente próxima,
dista muito longe das usuais comparações que auxiliam
a situar o nosso cotidiano no mundo, é importante lembrar
que as acusações que levaram ao banco dos réus
empresas de saúde latino-americanas - práticas
comerciais restritivas por meio de negação de coberturas
- são similares àquelas que justificaram a reforma
do sistema de saúde nos EUA.
Embora não se recomende realizar de um "de/para" sobre
realidades tão distintas, não se deve menosprezar
a presença de traços comuns no empresariamento
da saúde. A crença que só o mercado salva
e a outorga das ações de saúde a organizações
que lucram quando não atendem constituíram-se como
pedras angulares na arquitetura de sistemas de saúde na
Colômbia e EUA. Foi esse o modelo que venceu uma disputa
internacional acerca das evidências sobre a efetividade
dos sistemas de saúde. Em 2000, no auge da onda privatizante,
a Colômbia com seu sistema privado-público obteve
o primeiro lugar no World Health Report, e o Brasil, com o SUS,
amargou a humilhante última colocação. Nesse
meio tempo, a desregulamentação dos direitos e
a exposição de um conjunto de indivíduos às
variações da lógica do mercado revelou-se
perversa e inadequada. Houve uma virada publicizante que elevou
o SUS à categoria de estrela-guia para os países
em desenvolvimento. Essas rápidas guinadas no panorama
mundial ainda não foram completamente absorvidas pelas
instituições nacionais. Não é por
acaso que o ex-presidente FHC, que governou o país nesse
contexto, declarou, em recente entrevista, que o SUS foi "feito" durante
seu mandato.
Agora que
o tratamento prescrito por ideólogos privatizantes
e empresários revelou-se mais debilitante do que a patologia é hora
de usar o mesmo cartão de visitas que exibe o SUS para
estrangeiros para rever as políticas de saúde no
Brasil. Com a melhoria da renda e ascensão dos segmentos
C e D empreendimentos de saúde se expandiram e diversificaram.
Há apostas sobre a extensão de cobertura de planos
privados para 60% da população. Para preparar esse
cenário, no qual caberia ao SUS o papel precípuo
de atender os mais pobres dos pobres e propiciar as ações
negadas pelos planos e seguros, abriu-se temporada de aquisições
e abertura de ações e a comercialização
de contratos com garantias exíguas. Ambas as medidas destoam
claramente da legislação. Os próximos passos,
já anunciados, o ajuste do risco para cada individuo,
que se desdobra na maior cobrança para quem é doente
ou tem probabilidade de vir a ser, e capitalizar os fundos da
saúde estão na base de estratégias que revelaram
um alto potencial disruptivo.
Sem um debate
corajoso e transparente sobre o nosso sistema de saúde, a expansão tutelada do mercado corre
frouxa. As suspeitas não explicitadas sobre o SUS fermentam
a privatização. Não se diz abertamente,
mas as teses sobre a relevância da entrega do serviço
ao destinatário final, independentemente da origem do
prestador, ressoam em alto e bom som entre os que vêem
mais defeitos do que qualidades na concepção do
SUS. Para puxar o freio de arrumação na saúde
essas polêmicas terão que vir a público.
No longo prelúdio para aprovação da regulamentação
da EC 29 pelo Congresso Nacional as condições essenciais
para expandir e melhorar a qualidade do SUSficaram bem definidas.
Um sistema de saúde socialmente estável e politicamente
sustentável requer que o aporte de mais recursos financeiros
se combine com prioridades assentadas em critérios epidemiológicos,
continuidade administrativa; ocupação de cargos
públicos por agentes que não defendam interesses
empresariais e funcionários públicos dedicados.
Quem fez
ou não o SUS é um acerto de contas com
o passado. Mas a insistência em adequar o sistema de saúde às
necessidades empresariais, e não aos objetivos de construir
pontes concretas entre desenvolvimento, democracia e bem estar,
será cobrada no futuro. Se não forem fechadas as
portas giratórias pelas quais a entrada dos subsídios
públicos se converte na saída de renda para os
bancos de investimentos, alguns poderão passar para a
história como responsáveis pela detonação
do SUS e retorno ao ponto de partida que pretendemos superar
com a Constituição de 1988.
Blog
Saúde
com Dilma
Cartão Nacional de Saúde tem implantação
completa estimada para dezembro de 2014
Conheça a Nota Técnica entregue à CIT
pelo DATASUS
por Equipe do Blog
Em nota técnica (acesse a íntegra) entregue à Comissão
Intergestores Tripartite, DATASUS detalha diagnóstico
e o processo de implantação do Cartão Nacional
de Saúde. Segundo a nota, o cartão começará a
ser distribuído em setembro deste ano, mas terá sua
implantação concluída em dezembro de 2014.
A conclusão da implantação significa a construção
do barramento da saúde, conforme figura ao final da página.
Até o início do funcionamento do barramento pleno,
será possível o Sistema Cartão dispor de
um conjunto de informações sobre cada usuário
do SUS, através do RES (Registro Eletrônico em Saúde),
que será o resultado da extração de alguns
dados e informações de sistemas já em operação
pelo DATASUS. O conteúdo do RES ainda não foi definido
e está em estudos, mas segundo apresentação
feita por Odorico Monteiro (SGEP/MS) os dados seriam: Dados fixos:
nº do cartão, Data do nascimento, gênero /
sexo, raça / cor; Dados variáveis: município
de residência, município de atendimento; outros:
tipo de atendimento, profissional que atendeu, diagnóstico
(CID), procedimentos (confira também twitcam com Odorico
sobre Cartão Nacional de Saúde).
Confira
as etapas de consolidação do Cartão
Nacional de Saúde:
Etapa 1 – SISREG + APAC + AIH (Acesso com o número
do Cartão)
Os ajustes
dos sistemas do Ministério da Saúde
serão feitos de maneira paulatina e sequencial. Nesta
primeira fase está incluído o sistema de regulação
(SISREG) que já tem o número do cartão como
campo de identificação do usuário. Também
está previsto acesso com o número do Cartão
para APAC e AIH, esses sistemas prevêem procedimentos que
são individualizados e que tem contrapartida financeira
por parte do Ministério da Saúde às unidades
de saúde que executam os procedimentos. Essas ações
permitirão o processamento das informações
colhidas nesses sistemas, com o número do Cartão
Nacional de Saúde como chave integradora, de forma a formatar
o registro eletrônico individualizado de saúde.
Previsão de integração em junho de 2011.
Etapa 2– Etapa 1 + impressão do Cartão na
Unidade de Saúde.
A impressão do Cartão Nacional de Saúde
em PVC nas Unidades de Saúde visa a proporcionar um ganho
de qualidade do serviço aos usuários do SUS. O
material é durável e esse tipo de documento se
encontra no imaginário da população como
mais valoroso que um papel impresso. Previsão para setembro
de 2011.
Etapa 3 – Etapa 2 + SIGA Atenção Básica
Com os ajustes
do SIGA Atenção Básica do
SIGA finalizados, esse se somará aos sistemas anteriores
na formatação do registro eletrônico individualizado
de saúde, lembrando que o número do Cartão
Nacional de Saúde será a chave integradora das
informações do RES. Previsão para setembro
de 2011.
Etapa 4– Etapa
3 + Barramento
Estando os
sistemas devidamente ajustados e modernizados e feitos todos
os testes
de interopreabilidade colocar-se-á em
funcionamento o barramento de integração dos sistemas
internos do Ministério da Saúde. Previsão
para janeiro de 2013.
Etapa 5– Barramento
Pleno
Com a solução
do barramento de integração
estabilizado e em produção e com os padrões
de interoperabilidade estabelecidos por normatização
se formatará a arquitetura de serviços que permitirão
a elaboração dos artefatos técnicos e o
desenvolvimento de Web Services para a aplicação
do barramento de serviços. Previsão para dezembro
de 2014.
.jpg)
Saúde
Business Web
ANS
bate recorde de arrecadação ao retomar cobrança
SUS
De acordo
com a edição desta segunda-feira (27)
da Folha de S. Paulo, a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) bateu recorde de cobrança e arrecadação
em 2011 ao voltar a cobrar das seguradoras de saúde ressarcimento
pelas internações de conveniados em unidades hospitalares
atendidas pelo SUS.
Depois de
um ano sem efetuar a cobrança, a agência
voltou a emitir notificações às operadoras
em julho do ano passado. Por problemas administrativos, a agência
ficou entre 2008 e 2009 sem fazer notificações.
Segundo o
jornal, nos cinco primeiros meses de 2011, a agência
arrecadou R$ 25 milhões – valor superior à soma
dos anos de 2008, 2009 e 2010. Neste ano, o valor efetivamente
cobrado dos planos (sem direito a recurso administrativo) é de
R$ 97 milhões, também superior à soma dos
três anos anteriores.
A diferença não foi paga ou está sendo
contestada judicialmente. Apesar dos recordes, os valores continuam
pequenos em relação à dívida dos
planos com o SUS – os quais devem crescer, porque as últimas
notificações da ANS são de atendimentos
feitos no segundo semestre de 2008.
Agência Câmara de Notícias
Comissão dos agentes comunitários de saúde
reúne-se na terça
A Comissão Especial que analisa a definição
de um piso salarial nacional para agentes comunitários
de saúde se reunirá nesta terça-feira (28)
para discutir e votar requerimentos.
A comissão avalia o Projeto de Lei 7495/06, do Senado
Federal, e outras oito propostas que regulamentam as atividades
dos agentes comunitários de saúde e de combate
a endemias. Entre essas propostas, está o PL 6111/09,
que define o piso nacional da categoria em R$ 930 mensais para
profissionais com formação em nível médio.
A reunião será realizada às 14h30, no Plenário
14.
Íntegra
da proposta:
PL-7495/2006
Da Redação/
JMP
O
Estado de São
Paulo
Ministro
da Saúde recua e agora defende aumento do preço
do cigarro
No Dia Mundial
sem Tabaco, Alexandre Padilha havia dito que combater a pirataria
seria mais importante que aumentar o preço
do produto, o que agrada à indústria tabagista;
reações negativas fizeram o ministro admitir a
adoção de ambas as medidas
Por
Lígia
Formenti
Diante do
mal-estar provocado por declarações
dadas há cerca de um mês, o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, voltou atrás e defendeu o aumento de
preços de cigarro no País.
Na comemoração do Dia Mundial sem Tabaco, em 31
de maio, o ministro havia afirmado que combater a pirataria seria
mais importante que simplesmente deixar o produto mais caro.
Agora, em meio às reações negativas, o titular
da pasta admite a adoção de ambas as medidas de
forma simultânea.
A declaração de Padilha sobre a prioridade do
combate ao mercado ilegal gerou indignação entre
médicos e integrantes do movimento de combate ao fumo
no País. Para eles, o discurso do ministro representava
mais uma amostra da estratégia de levar em banho-maria
as ações de combate ao cigarro adotada nos últimos
anos do governo Lula. Mas, desta vez, com um agravante: o golpe
partira justamente de um tradicional aliado, o Ministério
da Saúde.
"Até a afirmação do ministro, quem
argumentava publicamente propondo a subordinação
das políticas de preços e impostos ao controle
do mercado ilegal era a indústria do tabaco", afirmou
o economista Roberto Iglesias, consultor da Organização
Mundial da Saúde (OMS).
O descontentamento
do movimento antitabagista pela política
capitaneada pelo governo federal não é de hoje.
A primeira crítica veio diante da decisão de engavetar
a proposta de enviar ao Congresso um projeto determinando o fim
dos fumódromos. Foi reforçada depois, com a demora
do governo em apoiar a determinação da proibição
de adição de produtos como menta e chocolate ao
cigarro. A inclusão desses produtos no tabaco é uma
estratégia histórica da indústria para que
jovens se interessem pelo cigarro.
Autor de
um estudo sobre o impacto do preço dos cigarros
no mercado ilegal do produto no País, Iglesias avalia
que as declarações de Padilha, em vez de trazer
qualidade ao debate, apenas provocam confusão. "A
experiência mostra que não há uma relação
direta entre aumento de preços e mercado ilegal",
atesta o economista.
No fim dos
anos 1990, diante das queixas da indústria
tabagista sobre o crescimento da presença dos piratas,
o governo federal reduziu a carga tributária do produto.
A mudança, porém, terminou por não trazer
impacto ao mercado ilegal. "Quando o preço do cigarro
novamente aumentou, também não foi registrada uma
mudança significativa no comércio de produto pirata",
assegura Iglesias.
Redução
de consumo
Além de não haver uma nítida relação
de causa e efeito no comércio ilegal de cigarros, o aumento
de preços é uma arma comprovadamente eficaz na
redução do consumo do tabaco. "Nem todas as
pessoas partem para o produto pirata quando o preço aumenta",
informa Iglesias. "Boa parte delas vai, sim, reduzir o consumo." Há ainda
outro argumento, segundo o economista: o preço mais alto
ajuda a manter jovens, com menor poder aquisitivo, mais distantes
do cigarro.
Domingo, 26.06.11
O Norte
Novas
regras: menos dor de cabeça?
Por Beto Pessoa
Governo federal
determina prazos de limite máximo para
atendimento através de planos de saúde
O indivíduo sente uma dor, pega sua lista de convênios
médicos, marca uma consulta e é atendido. Quem
dera fosse simples assim. Qualquer beneficiário de planos
de saúde sabe o quanto complicado é o caminho para
se chegar à uma consulta médica. Mas, ao que tudo
indica, todo este drama está prestes a acabar.
Desde a última segunda-feira, a Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) determinou prazos de limite
máximo para os atendimentos dos beneficiários de
planos de saúde. A Resolução Normativa nº 259
tem o objetivo de garantir ao paciente o direito de ter na prática
os serviços pelo qual contratou a empresa. A determinação
começa a valer em 89 dias, prazo máximo que as
operadoras têm para se adaptarem a resolução.
Para consultas
com especialistas das áreas de pediatria,
clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia,
os beneficiários não poderão esperar mais
que sete dias. Ainda segundo a resolução, exames
para diagnóstico por laboratóriode análises
clínicas, como exame de sangue e urina, devem ter agendamento
em até três dias.
A determinação não obriga que todas as
prestadoras de serviços tenham vagas para todo os pacientes,
ou seja, não é obrigado à operadora do plano
garantir vaga com profissionais de escolha do beneficiário.
O determinado é que os planos disponibilizem pelo menos
um especialista para cada paciente.
Quando mais
precisou, Maria Jucivânia não teve
seus direitos atendidos pelo plano. Ela estava com uma gravidez
complicada, com muito sangramento. No dia 16 de março,
o médico percebeu que as crianças não estavam
bem e que tinham que nascer naquele dia, serem enviadas o mais
rápido possível para uma UTI neonatal.
Ao ligar
para a médica responsável, deu-se início à um
verdadeiro pesadelo. "Contratamos um plano com cobertura
total. Quando minha mulher mais precisou, o plano disse que não
poderia ajudar. Disseram que tinhamos que procurar algum outro
serviço público ou privado. Como UTI neonatal particular é muito
cara, minha mulher teve que fazer o parto em um hospital público",
contou Moisés Alves, marido de Maria. Hoje, o casal que
teve os gêmeos Maria Vitória e Moisés Vítor,
está processando o plano.
Quinta-feira, 23.06.11
Jornal
da Manhã
Plantões médicos,
vergonha nacional
Por
Dirceu Cardoso Gonçalves
A Operação Hipócrates, desenvolvida nos últimos
dias, pela Polícia Federal e Ministério Público,
em São Paulo e Sorocaba, coloca a nu um problema sentido
em todo o país. Médicos que recebem salário
para tanto, mas não cumprem seus deveres de plantão
e assistência à população. É comum,
nos hospitais e postos de saúde, a informação
de que o médico faltou ao trabalho ou “saiu mais
cedo porque tinha outro compromisso”. E a população,
prejudicada, via-de-regra, não tem a quem reclamar. Os
doutores, corporativos, queixam-se de baixos salários
e, quando obrigados a cumprir horários, pedem demissão
coletivamente, criando o caos e forçando os administradores
públicos a deixá-los continuar ganhando pelo que
não trabalham.
É extremamente salutar e digna de ser imitada a reação
do governador Geraldo Alckmin que, ao tomar conhecimento da irregularidade,
afastou preventivamente os envolvidos e, e imediato, determinou
a instalação de pontos eletrônicos nos hospitais
estaduais. Sua atitude deveria ser seguida pelos prefeitos, para
evitar a ocorrência do mesmo problema nas unidades municipais
de saúde, e o governo federal daria saltos de qualidade
se fizesse o mesmo em suas repartições. Também
poderiam ser mobilizados os mecanismos de controle para evitar
que tanto médicos como outros profissionais pagos com
o dinheiro público trabalhem em mais locais ou jornadas
do que a lei, sua força físico-intelectual e o
próprio tempo permitem. Jornadas coincidentes, então,
deveriam ser punidas funcional e até criminalmente, pois
ninguém é capaz de estar presentes em dois lugares
ao mesmo tempo. Logo, um deles é negligenciado.
A área da saúde constitui um grande gargalo nacional.
Funcionou inicialmente através das Santas Casas e hospitais
filantrópicos que, hoje, com raríssimas exceções,
vivem em grande crise. Durante tempos, os órgãos
previdenciários mantiveram esquemas de saúde a
seus filiados. Com a encampação pelo governo e
as sucessivas mudanças no Previdência, tudo foi
transformado no SUS (Serviço Único de Saúde),
concebido em grandes bases mas ainda sem a necessária
solução de saúde à população.
Os governos estaduais constituíram suas redes de hospitais
públicos, mas também são insuficientes apesar
de parte deles ser de alta competência e especialização.
A tudo isso soma-se a rede privada de atendimento direto à clientela
e aos planos de saúde, que também enfrenta problemas.
Não é exagero dizer que a saúde brasileira “está doente” e
precisa de uma reengenharia urgente. Todo profissional – desde
o médico até o mais humilde servidor – tem
de ser obrigado a cumprir integralmente sua jornada de trabalho
e atribuições. O povo tem de encontrar atendimento
em suas necessidades. As autoridades, os parlamentares e os centros
de saber na área de saúde têm o dever de
oferecer serviços apropriados e competentes à população.
Quanto àqueles que ganharam sem trabalhar, devem ser exemplarmente
punidos e, principalmente, ser compelidos a devolver com juros
e correção tudo aquilo que alcançaram indevidamente.
Questão de honestidade e bom trato da coisa pública...
AGENDA
- Questões Polêmicas dos Planos de Saúde
Empresariais
Local: Saint
Charbel Suítes & Life - São Paulo
Sobre o evento:
O segmento
de planos de saúde coletivos, seja de pequenas
ou médias empresas, tem apresentado na atualidade grande
resistência em cumprir com suas obrigações
legais. A equipe Vilhena Silva se mantém sintonizada com
as alterações normativas da ANS, de sorte que os
clientes sempre podem contar com informações atualizadas.
A atuação especializada na área do Direito à Saúde
forneceu farto conhecimento à equipe, que seus componentes
buscam democratizar por meio de publicações e palestras.
Dessa maneira, em 29 de junho será realizada a palestra “Questões
polêmicas dos planos de saúde empresariais”,
que visa esclarecer os principais problemas relacionados aos
planos coletivos.
Para
mais informações:
E-mail: vilhenasilva@vilhenasilva.com.br
Website: www.vilhenasilva.com.br
-
2ª Edição de Simpósio Internacional
sobre Segurança em Saúde
Local: São
Paulo
Sobre o evento:
Acidentes
com pacientes associados à administração
incorreta de medicamentos, falhas no processo de medicação,
complicações cirúrgicas. Tais situações
são consideradas problemas de saúde pública
em todo o mundo e hoje a consciência da necessidade de
preveni-las é cada vez mais necessária. No dia
1º de julho, a cidade de São Paulo sedia a segunda
edição do Safety Symposium, esperado evento internacional
que tem como tema central a “Qualidade do Cuidado: segurança
do paciente”. Na ocasião, novos conceitos relacionados à segurança
do paciente estarão em discussão a partir das 9h,
no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês,
São Paulo.
O evento é apoiado pela Associação Nacional
de Hospitais Privados (ANAHP); Associação Paulista
de Epidemiologia e Controle de infecções Relacionadas à Saúde
(APECIH); Associação em Estudos de Controle de
Infecção Hospitalar do Estado do Rio de Janeiro
(AECIHERJ); Universidade Federal Fluminense (UFF); Fundação
Oswaldo Cruz; Abimed; ABIMO; Riscobiologico.org e SINDIHOSP.
Palestrantes
nacionais e internacionais dividem experiências
de sucesso
Serviço
Evento: II Safety Symposium da Aesculap Academia (Grupo B. Braun)
Data: 01/07/11
Horário: das 08h às
18h
Local: Instituto
de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio
Libanês (Rua Coronel Nicolau dos Santos, 69, Bela Vista,
São Paulo, SP)
Informações:
www.safetysimposium.com.br ou e-mail aesculap_academia_br@bbraun.com
Para
mais informações:
E-mail: heda.wenzel@approach.com.br
Website: http://www.safetysymposium.com.br/
- Auditoria de medicamentos de alto custo
Unidas / AssPrevISite
Quimioterapia,
radioterapia e agentes biológicos
01 de Julho de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
O aumento
nos custos da sáude está diretamente
relacionado à incorporação de novas tecnologias.
O advento
dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer
e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas,
auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços
para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.
O bom uso
destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis
para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente,
não só prejudica a saúde dos mesmos como
acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.
O desafio
da regulação dos agentes quimioterápicos
e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.
O objetivo
geral deste curso é capacitar o auditor a
exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes
quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima
qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.
Instrutores
1) DR.LUCIANO PALADINI
2) ENFERMEIRA
ANNA FLÁVIA FORTES
Público
Alvo
Gestores
e auditores de sistemas de saúde no Brasil.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Simpósio de Política e Saúde:
Forum Virtual
Com o objetivo
de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro
Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de
07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde,
em Brasília, às vésperas do Congresso do
CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço
de repercussão das teses construídas no II Simpósio.
Entendemos
que os impasses da Saúde no Brasil exigem
a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma
sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado
nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate
de cunho eminentemente político e, a partir daí,
construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário.
O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a
presencial, sendo essa última durante o Simpósio.
A primeira
fase será por meio deste Fórum Virtual,
desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com
reconhecido saber na área e com atuação
vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm
a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos
da análise e da proposição de políticas.
Nossa expectativa é que a ampla participação
de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção
de teses políticas consistentes e representativas do pensamento
em prol da reforma sanitária.
Indicamos
o tema "Saúde e Desenvolvimento" para
orientar todo o debate específico, organizado sob a questão
seguinte: "Defesa intransigente do interesse público
na saúde". O formato completo é:
Tema central
do debate: Saúde e Desenvolvimento
Eixo: Defesa
intransigente do interesse público na saúde
1. Sub Eixos:
- Desvendar
e enfrentar as relações entre o setor
público e o privado na saúde;
- Direito
a Saúde,
Acesso Universal e de Qualidade;
- Justiça e Direito: Judicialização, ação
e papel do judiciário para a garantia do interesse público;
- Que alternativas
para a gestão pública de sistemas
e serviços de Saúde?
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm