Leia
nesta edição:
- Para Dilma,
10% para saúde é 'inaceitável'
- Saúde perde espaço no Orçamento da União
- Ministério:
50% a mais em transplantes
- Câmara se debruça sobre temas polêmicos
- Mercadante
diz que Saúde é subfinanciada
- Einstein adere ao Pacto Global
- Batalha pela vida
- Erros motivam
investigação
em hospital do RJ
- ONU recebe
queixa de tortura em clínicas
- Médicos e técnicos
sob suspeita
- Saúde
descarta surto no DF
- Semana
do coração: Médicos do InCor estudam
criar um centro de prevenção
- Viúvos podem manter plano após morte do cônjuge
- O fantasma da CPMF
- Ministro
da saúde
defende em Washington acesso universal a medicamentos
- Gestão Comercial em Saúde
- OMS avalia
que qualidade do ar em São Paulo é melhor
que a do Rio
- Alzheimer
- Sono na medida certa livra adolescentes da diabetes
- OMS: Contaminação do ar mata 2 milhões
por ano
- Publicada
nova norma para produtos biológicos
- Seminário discutirá regulamentação
da jornada de trabalho da enfermagem
- Marco Maia
volta a rejeitar possibilidade de novo tributo para a saúde
- Ajustes
na versão
1.1.0 do SIB-XML
- Ministério da Saúde destina R$ 250 milhões
a 44 hospitais universitários
- Ministério da Saúde defende novo modelo de regulação
de serviços
Terça-feira,
27.09.11
O
Estado de São
Paulo
Para
Dilma, 10% para saúde é 'inaceitável'
Por Tânia Monteiro, Eduardo Bresciani, Eugênia Lopes
/ Brasília
O governo
vai se mobilizar para impedir que o Senado ressuscite no projeto
de lei complementar
que regulamenta a Emenda 29 o
mecanismo que obriga a aplicação de 10% da receita
corrente bruta da União na saúde. A estimativa é que
essa vinculação represente mais R$30 bilhões
por ano. A presidente Dilma Rousseff classificou ontem como "inaceitável" a
aprovação pelos senadores dessa proposta.
"Temos de trabalhar para impedir que isso passe no Senado",
afirmou Dilma, durante reunião ontem com a coordenação
política do Palácio do Planalto. O governo alega
não dispor de recursos para fazer essa vinculação. "É inviável
destinar 10% da receita da União para a saúde.
O governo deixou isso bem claro", disse o líder do
PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves. Em 2010, o governo
destinou cerca de R$ 60 bilhões para o setor.
Apesar da
posição contrária do Planalto,
a Frente Parlamentar da Saúde começa hoje uma mobilização
para tentar convencer os senadores a aprovar o texto do projeto
da Emenda 29 que obriga o investimento de 10% da receita da União.
Integrada por deputados e senadores de todos os partidos, a Frente é contra
a criação de um novo imposto.
"Vamos fazer uma guerrilha no Senado em prol dos 10%. Não
há clima para criar imposto", resumiu o deputado
Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente do grupo. Dizendo
ter o apoio de movimentos sociais, ele espera conseguir reunir
cerca de 2 mil pessoas em frente ao Congresso para pressionar
o Senado a aprovar o texto original do projeto.
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), prometeu
comandar a resistência à aprovação
do texto original da Emenda 29, que obriga a União a destinar
10% dos recursos para a saúde. "Não dá para
restabelecer o texto original. É um projeto que o governo
não aceita", disse.
Resistência. Em entrevista ao Estado, a ministra Ideli
Salvatti afirmou que o governo está disposto a patrocinar
a criação de um imposto para financiar a saúde.
Mas a proposta enfrenta sérias resistências no Congresso.
Aliado ao
Planalto, o presidente da Câmara, Marco Maia
(PT-RS), foi o primeiro a bombardear a ideia. "Não
vejo possibilidade nenhuma de criação de um novo
imposto, nem neste ano nem no próximo ano, que seja aprovado
pela Câmara ou pelo Senado."
Ele disse
concordar com Ideli sobre a necessidade de se buscar mais recursos
para
a saúde. Afirmou, porém, que
isso não significa buscar novas receitas. A estratégia
do governo é aproveitar a comissão criada por Maia
para estudar fontes alternativas de custeio para a saúde
e apresentar uma proposta de criação de uma contribuição
para o setor.
Pelo projeto
de lei complementar aprovado na semana passada na Câmara, os Estados terão de vincular 12% de sua
receita para a saúde. Nos municípios, o porcentual é de
15%. O texto aprovado desobriga a União a destinar um
porcentual de sua receita para o setor.
Folha
de São
Paulo
Saúde perde espaço no Orçamento da União
Por Gustavo Patu
Fatia do
setor caiu de 8%, em 2000, para 6,8% em 2010; governo priorizou
programas
de transferência de renda
Em 2000,
a assistência
social e o amparo aos trabalhadores ficaram com 4,2% das receitas;
em 2010, tiveram 7,9%
A saúde perdeu espaço no Orçamento da União
ao longo dos últimos dez anos, enquanto o governo federal
preferiu priorizar, na área social, a expansão
dos programas de transferência direta de renda para as
famílias.
Um levantamento
da evolução dos gastos sociais
ajuda a entender por que entidades e parlamentares defendem reservar
para a saúde 10% das receitas da União, como previa
projeto aprovado no Senado em 2008, modificado pelos deputados
em votação na semana passada.
Conforme a Folha noticiou ontem, 43 dos 81 senadores dizem apoiar
a retomada da proposta original.
Se utilizados
os critérios do texto, a fatia orçamentária
do setor caiu de 8%, em 2000, para 6,8% no ano passado -equivalentes
a R$ 60,6 bilhões, segundo dados do Tesouro Nacional.
Para manter
a mesma participação de dez anos antes,
o gasto deveria ter chegado a R$ 71,2 bilhões em 2010.
Para atingir o patamar previsto na proposta aprovada pelos senadores,
a R$ 89 bilhões.
Bolsa
Família
No período, fica clara a opção pelos programas
de renda que dividem com a saúde os recursos da seguridade
social, caso de Previdência, assistência e seguro-desemprego.
Essas despesas foram puxadas por reajustes do salário
mínimo e iniciativas como o programa Bolsa Família.
Em 2000,
gastava-se com assistência social e amparo aos
trabalhadores 4,2% das receitas, pouco mais da metade das verbas
da saúde. No ano passado, o percentual destinado aos dois
setores chegou a 7,9%.
A Previdência Social manteve, com folga, a maior parcela
do Orçamento, que só oscilou de 37% para 36,6%
porque as aposentadorias dos servidores públicos não
aumentaram tanto quanto as do INSS (Instituto Nacional do Seguro
Social).
A evolução da fatia orçamentária é um
indicador da prioridade atribuída pelo governo a um determinado
grupo de despesas. A legislação atual garante à saúde
um volume previsível de gastos federais, mas não
o seu lugar na hierarquia das políticas a cargo da União.
Emenda 29
Aprovada
em 2000, a emenda constitucional que trata do financiamento
do setor
prevê, até a aprovação de
uma lei complementar, reajuste anual das gastos federais de acordo
com o crescimento da economia, ou seja, do Produto Interno Bruto.
Essa regra
tende a proteger e a elevar gradualmente o valor real das despesas
em saúde -nos últimos dez anos,
o PIB só cresceu abaixo da inflação em 2009.
Com a fixação de percentuais da receita, o grau
de prioridade fica assegurado, mas o volume de recursos pode
cair em caso de uma menor arrecadação. Nos últimos
anos, no entanto, a carga tributária teve alta praticamente
ininterrupta.
Nos últimos dez anos, a seguridade ampliou sua participação
nas receitas, de pouco menos para pouco mais da metade do total.
Pela Constituição, a seguridade fica com os recursos
das contribuições sociais -a extinta CPMF, por
exemplo, ajudava a financiar saúde, previdência
e assistência.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR),
disse ontem que o Planalto "não vai capitanear a
curto prazo" a criação de um novo imposto
para a saúde e considerou "muito difícil" levar
a ideia adiante no ano eleitoral de 2012.
Saúde
Business Web
Ministério:
50% a mais em transplantes
No ano passado
o valor do investimento foi de R$ 2 bilhões.
Segundo o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do
Ministério da Saúde, Héder Borba, o número
de transplantes está em crescimento, tendo registrado
14% a mais em 2010 em relação a 2009
O governo
federal deverá aumentar em cerca de 50% o investimento
na área de transplantes em relação ao ano
passado, que ficou em R$ 2 bilhões, informou, no domingo,
(25), o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério
da Saúde, Héder Borba, ao participar de uma caminhada
e um jogo de futebol na Praia de Copacabana, em apoio à campanha
nacional de doação de órgãos. Segundo
ele, o valor exato do investimento será anunciado nesta
semana pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no lançamento
da campanha “Seja um doador de órgãos, seja
um doador de vidas”.
O número de pessoas aguardando um transplante chega a
36 mil no país. No ano passado, foram realizados 21 mil
transplantes, sendo a maior parte de córnea. Segundo Borba,
o número de transplantes está em crescimento, tendo
registrado 14% a mais em 2010 em relação a 2009.
O Brasil ocupa a terceira posição mundial no número
de transplantes.
“O sistema nacional vem aumentando, nos últimos
dez anos, o número de doadores de órgãos
e de transplantes. Nós temos um grande número de
pessoas na lista de espera por um órgão, mas temos,
todos os anos, aumentado o número de transplantes. O Brasil
tem hoje o maior sistema público de [financiamento de]
transplantes do mundo.”
Na última década, o Brasil triplicou o número
de doadores, passando de 3 mil por milhão de pessoas para
10 mil doadores por milhão. Mas a meta, segundo Borba, é chegar
a 2015 com 15 mil doadores por milhão de habitantes e,
para isso, é fundamental a conscientização
da sociedade. “Não basta que o sistema esteja organizado, é preciso
que a população queira doar os órgãos.
Trata-se de um gesto voluntário e altruísta de
cada ser humano”.
Borba considera
que o desafio atual é interiorizar as
cirurgias de transplante, hoje muito concentradas em algumas
capitais. “Um problema que tem de ser aperfeiçoado é a
distribuição irregular de equipes. Há um
esforço deste governo de interiorizar o transplante. Colocar
[o transplante] mais próximo dessas regiões em
que o sistema de saúde é menos desenvolvido, como
o interior, o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste.”
Embora transplantes
como o de rins, córneas e fígado
já sejam mais comuns na maioria das regiões do
país, procedimentos mais complexos, como o transplante
de pulmão, só são realizados em três
estados: Ceará, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Correio Braziliense
Câmara se debruça sobre temas polêmicos
Por Júnia
Gama
Após concluir votações importantes na semana
passada, como a regulamentação da Emenda 29, o
projeto que cria a Comissão da Verdade e a ampliação
do aviso-prévio para trabalhadores, a Câmara dos
Deputados deve apreciar medidas provisórias (MPs) complexas
nos próximos dias, segundo o presidente da Casa, Marco
Maia (PT-RS).
A mais polêmica é a MP 540, parte do Plano Brasil
Maior que trata da elevação do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) para cigarros. O texto já recebeu
231 emendas, segundo o relator, deputado Renato Molling (PP-RS),
que apresentou uma emenda permitindo a criação
de locais específicos para fumantes em bares e restaurantes.
A iniciativa promete gerar debates acirrados na Câmara.
Um projeto
de lei enviado com urgência constitucional
pelo Executivo, que determina a criação da Secretaria
da Micro e Pequena Empresa, também deverá ser discutido
esta semana. Marco Maia adiantou que pedirá ao governo
que retire a urgência do projeto, para que sejam votadas
outras medidas de interesse do Planalto. A oposição é contra
a criação de mais um ministério e tentará dificultar
a aprovação do texto.
Outro projeto
de interesse do governo é a prorrogação
da Desvinculação das Receitas da União (DRU),
que permite ao Executivo gastos livres de até 20% da arrecadação.
A matéria está em uma comissão especial,
onde a oposição trabalha para obstruir os trabalhos
e evitar que o governo consiga a aprovação da DRU
até o fim do ano, quando a medida expira.
O Globo
Mercadante
diz que Saúde é subfinanciada
São Paulo. O ministro da Ciência, Tecnologia e
Inovação, Aloizio Mercadante, disse ontem que a
Saúde Pública no Brasil é subfinanciada.
Segundo ele, os gastos per capita com Saúde seriam 47%
menores que os da Argentina. As afirmações foram
feitas após a participação do ministro na
abertura do seminário "Inovação --
o Brasil na rota do desenvolvimento científico e tecnológico",
promovido pela revista "Brasileiros", em São
Paulo.
- O que posso
dizer é que a Saúde Pública
no Brasil é subfinanciada, o setor privado gasta 2,5 vezes
mais com Saúde o que o setor público consegue gastar.
Temos um déficit comercial de quase US$12 bilhões
do complexo da Saúde neste ano e estamos fazendo um grande
esforço para fazer fármacos e diminuir esse déficit.
Mas a Saúde vai ter de melhorar suas condições
de financiamento - disse.
Perguntado
sobre a possibilidade de se recriar um imposto para gerar recursos
para o setor, ele preferiu evitar a polêmica:
- Não sou mais senador. Já tem
gente competente tratando disso - disse apenas.
Saúde
Business Web
Einstein adere ao Pacto Global
O Hospital
Israelita Albert Einstein deu mais um passo para incrementar
seu compromisso
com a sustentabilidade: aderiu ao
Pacto Global, uma iniciativa desenvolvida pelo ex-secretário
geral da Organização das Nações Unidas
(ONU), Kofi Annan, com objetivo de mobilizar a comunidade empresarial
internacional para a adoção de valores fundamentais
nas relações humanas, de trabalho e meio ambiente.
Entre os
dez princípios universais do Pacto Global, três
são voltados ao meio ambiente, área que vem ganhando
especial atenção da instituição nos últimos
anos. São eles: apoiar uma abordagem preventiva aos desafios
ambientais; promover a responsabilidade ambiental e encorajar
tecnologias que não agridem o meio ambiente.
O Einstein é o primeiro hospital a divulgar seu inventário
de gases de efeito estufa. Tal divulgação rendeu
medalha de prata à instituição, concedida
pelo Programa Brasileiro GHG Protocol, resultado de parceria
entre a World Resources Institute (WRI) e o Centro de Estudos
em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração
de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio
Vargas (FGV-EAESP).
O
Estado de São
Paulo
Opinião
Batalha pela vida
Por Giovanni
Guido Cerri, médico, professor da fmusp, é secretário
da saúde , do estado de São Paulo
É consenso entre os gestores da saúde pública
que urge, em todo o Brasil, um programa integrado de assistência à dependência
química. Recentemente o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, ocupou este espaço para abordar, com propriedade,
a necessidade de reestruturação da rede de serviços
do Sistema Único de Saúde (SUS) para criar as condições
necessárias a esse enfrentamento.
No Estado
de São Paulo foram criados, nos últimos
anos, cerca de 400 leitos de internação de dependentes
de álcool, crack e outras drogas, como alternativa terapêutica
complementar ao acompanhamento ambulatorial realizado nos Centros
de Atenção Psicossocial (Caps). A proposta do governo
estadual é dobrar esse número até 2012.
Uma questão particular e especialmente preocupante nesta área
- e que vai além da já constatada necessidade de
fortalecer a rede de assistência aos dependentes químicos
- é o início cada vez mais precoce do consumo de
bebidas alcoólicas entre crianças e adolescentes.
Quando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi
aprovado, há 20 anos, os jovens começavam a beber
com 18 anos, em média. Hoje essa realidade mudou, e para
pior.
Levantamento
da Secretaria da Saúde do Estado de São
Paulo aponta que 80% dos pacientes em tratamento de alcoolismo
no Centro de Referência em Tratamento de Álcool,
Tabaco e Outras Drogas (Cratod), na capital paulista, deram o
primeiro gole antes dos 18 anos, parte deles muito mais jovens,
com 11 ou 12 anos. O consumo de álcool, tolerado na sociedade, é,
na verdade, uma bomba-relógio com efeito retardado.
Parte das
pessoas que começam a beber na infância
e na juventude se torna, mais tarde, abusadora dessas substâncias.
Daí para a dependência química é um
passo. Prevenir e coibir o consumo de álcool entre crianças
e jovens é fundamental para evitar os sérios danos à saúde
decorrentes do alcoolismo, além de acidentes, violência
e todos os problemas sociais associados à ingestão
excessiva e regular de bebidas alcoólicas.
Trata-se
de uma verdadeira "batalha pela vida", que
o nosso Estado se propõe a enfrentar por meio do recém-lançado
Plano Estadual de Combate ao Álcool na Infância
e Adolescência, que conta com o apoio do Ministério
Público de São Paulo e de representantes da indústria,
bares, restaurantes e supermercados.
O programa,
que é intersecretarial, prevê ações
para tratamento, educação e fiscalização
do consumo indevido de álcool por adolescentes em todo
o Estado, além da intensificação das blitze
da polícia para flagrar e punir motoristas alcoolizados.
Acaba de
ser aprovado na Assembleia Legislativa paulista projeto de
lei, encaminhado
pelo governador Geraldo Alckmin, que endurece
de forma exemplar a punição a estabelecimentos
que ofereçam, vendam ou permitam o consumo de bebidas
alcoólicas por adolescentes ou crianças.
Além de prever multas mais altas, interdição
e até a cassação do registro dos estabelecimentos
que descumprirem a legislação, o projeto toca num
ponto essencial, obrigando os comerciantes a exigirem documento
de identificação para realizar a venda ou deixar
que bebidas alcoólicas sejam consumidas no local. A punição,
portanto, estende-se ao consumo, e não apenas à venda
de bebidas alcoólicas.
Mesmo que
as origens do problema ultrapassem a barreira da área
de saúde pública, a expansão da rede de
assistência médica é fundamental para tratar
aqueles que, lá atrás, iniciaram de forma "recreativa" o
consumo de bebidas alcoólicas, depois passaram a abusar
dessas substâncias e criaram dependência crônica.
Na cidade
de São Paulo, o Hospital das Clínicas
(HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
(FMUSP) terá um prédio voltado exclusivamente para
o tratamento de dependência química. Com 52 leitos,
dos quais 40 para adultos e 12 para adolescentes, o local também
abrigará uma unidade do Centro de Atenção
Psicossocial (Caps-ad), que atenderá 25 pacientes de alta
complexidade por dia, e uma unidade do Centro de Referência
Especializado de Assistência Social (Creas), que receberá até 14
famílias diariamente.
O centro
do HC contará com equipes multidisciplinares,
assistentes sociais, enfermeiros e psicólogos, responsáveis
por conhecer o cenário social do paciente: se ele tem
emprego, família, quem são os amigos e se o uso
de drogas e álcool faz parte do dia a dia dele. Também
haverá escritórios, centros de pesquisa, salas
de aula e salas de reuniões para familiares. A unidade,
que deverá ser instalada numa área de 3 mil metros
quadrados do Hospital Cotoxó - serviço hospitalar
do HC no Bairro da Pompeia -, terá como finalidade, além
da assistência aos dependentes químicos, testar
novos tratamentos e expandi-los para outras regiões do
País.
Em Botucatu,
no interior paulista, o governo está investindo
mais de R$ 12 milhões para a implantação
do Serviço de Atendimento Psiquiátrico para Dependentes
Químicos, Álcool e Drogas, que começará a
funcionar no primeiro semestre de 2012. Serão 3,7 mil
metros quadrados de área construída divididos em
oito blocos, com 76 leitos, dos quais 10 voltados para a desintoxicação.
Outras regiões do Estado também contarão
com serviços de internação especializados
em álcool e drogas.
A proposta
das novas clínicas de reabilitação
para dependentes químicos é que, além de
medicação específica, os pacientes em tratamento
recebam atendimento psicológico individual e coletivo
e participem de atividades físicas e esportivas, além
de realizarem terapias ocupacionais, como oficinas de pintura,
artesanato e expressão corporal, entre outras.
É importante que todos, tanto a sociedade quanto os profissionais
da saúde, se unam para encarar essa batalha pela vida.
Não há espaço para dúvidas ou indiferenças.
O momento é de enfrentar o inimigo, unindo forças
e trabalhando em prol do bem comum.
O
Estado de São
Paulo
Erros
motivam investigação
em hospital do RJ
Entre os
problemas observados nos últimos dias no Hospital
Estadual Adão Pereira Nunes está o de uma paciente
que teve morte decretada por engano
Por Clarissa
Thomé /
Rio
A Secretaria
de Saúde do Rio instalou um gabinete de
crise no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, a maior
unidade de atendimento de emergência de traumas do Estado,
e determinou auditoria para revisar prontuários médicos
e procedimentos da unidade.
A medida
foi tomada após uma série de erros médicos
- um deles é o caso de uma mulher dada como morta e encontrada
viva na câmara frigorífica no necrotério
do hospital, no sábado. Ela está internada em estado
grave.
O secretário Sérgio Côrtes esteve na unidade,
em Saracuruna, na Baixada Fluminense, para acompanhar a instalação
do gabinete de crise - 17 servidores foram desviados da secretaria
para trabalhar ali. Ele negou que a medida seja uma intervenção
no hospital, em processo de acreditação (avaliação
e certificação da qualidade dos serviços).
"Não faço intervenção em unidade
própria. Eu troco o diretor. Houve erros e estamos apurando
se foram individuais ou se são falhas de processo. Meu
objetivo não é só punir os envolvidos, mas
assegurar que os erros não voltem a acontecer", afirmou.
Os problemas
no Adão Pereira Nunes - que faz 600 atendimentos
diários, entre grandes emergências e pronto-atendimento,
e tem mil pacientes internados - começaram a ficar evidentes
na semana passada, quando Gabriel Santos de Sales, de 21 anos,
caiu da laje de sua casa.
Levado para
o hospital, ele não foi atendido porque o
tomógrafo estava em manutenção. Com traumatismo
craniano, precisou percorrer 88 km de ambulância, durante
7 horas, até chegar ao Hospital Municipal Salgado Filho,
na zona norte do Rio.
No sábado, Rosa Maria Celestino de Assis, de 60 anos,
internada com pneumonia, teve a morte decretada por um médico
do hospital. Foi deixada por duas horas em um saco plástico
no frigorífico do necrotério, até ser encontrada
com vida. O médico não havia preenchido o prontuário
da paciente, o que dificulta a investigação do
episódio. Ele pediu demissão e o caso foi encaminhado
para o Conselho Regional de Medicina (CRM).
Anteontem,
Calistrano Martins, de 87 anos, morreu dentro do carro, em
frente ao hospital.
A família disse que ele
esperou 20 minutos pelo atendimento. A secretaria informou que
o circuito interno de câmeras registra apenas 3 minutos
de intervalo entre a chegada do paciente e o atendimento por
enfermeiro. Mas ressaltou que o caso está sendo investigado
pela polícia.
Segundo o
diretor Manoel Moreira, o hospital está sobrecarregado
por conta do fechamento de outras unidades na Baixada Fluminense.
Correio Braziliense
ONU
recebe queixa de tortura em clínicas
Conselho
Federal de Psicologia denuncia à organização
internacional 66 casos de maus-tratos e morte em 15 unidades
de internação psiquiátrica. Três deles
ocorreram no Distrito Federal
Por Renata Mariz
Pacientes
acorrentados, sessões de choque, amputações
de dedos e mortes violentas em locais de internação
psiquiátrica e de atendimento a dependentes químicos
no Brasil foram denunciados, ontem, à Organização
das Nações Unidas (ONU). A lista com 66 casos entregue
a Wilder Tayler, representante do Subcomitê de Prevenção à Tortura
da entidade, pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), traz
ocorrências em 15 unidades da Federação,
incluindo o Distrito Federal. O objetivo, segundo o presidente
do CFP, Humberto Verona, é pressionar autoridades brasileiras,
por meio da organização internacional, a darem
uma resposta às violações de direitos humanos
ocorridas dentro das instituições fechadas.
“São brasileiros que estão sendo torturados
e mortos debaixo dos nossos olhos e nenhuma atitude é tomada”,
lamenta Verona, destacando que já entregou as mesmas denúncias
ao Ministério da Saúde e à Secretaria de
Direitos Humanos. Os 66 casos relatados no documento abrangem
quatro regiões do país. A exceção é o
Norte. São Paulo e Pernambuco lideram o ranking da violência
praticada nas unidades de tratamento dos mais variados tipos — públicas;
privadas, mas conveniadas ao Sistema Único de Saúde
(SUS); e particulares, além de comunidades terapêuticas,
entidades que lidam com viciados em álcool e drogas. As
violações ocorreram de 2001 a agosto de 2011, concentrando-se
nos últimos três anos.
Ao ouvir
o presidente do CFP detalhar os dados do relatório,
Tayler classificou as denúncias como “graves” e
se comprometeu a analisá-las. Para o presidente da Associação
Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, é preciso
investigar todas as denúncias de maus-tratos a fim de
aperfeiçoar o atendimento prestado à população,
sobretudo a parcela mais pobre, mas não fechar hospitais. “Pergunto-me
qual a motivação das denúncias e quais as
soluções propostas. O que me preocupa é a
lógica do Ministério da Saúde, calcado na
reforma antimanicomial, de fechar unidades, alternativa mais
fácil em vez de transformá-las em centros de excelência”,
critica. O Ministério da Saúde informou que está fazendo
uma auditoria nos 201 hospitais psiquiátricos do país
a fim de verificar irregularidades.
Negligência
Um dos três casos ocorridos no Distrito Federal diz respeito à morte
de um jovem dependente químico na clínica Recanto,
localizada em Brazlândia, há cerca de dois anos.
A família do rapaz duvida da tese de suicídio e
acusa o local de negligência, com base no laudo cadavérico,
que apontou maconha e álcool no organismo do paciente.
Além disso, o rapaz teria comentado que substâncias
ilícitas circulavam pelo lugar de tratamento. O dono da
clínica, Deusdete Benevides, nega que o paciente tenha
sido vítima de homicídio ou descuido. “Já pegamos
drogas por aqui, é verdade. Às vezes, é o
próprio familiar que traz. Não temos poder de polícia
para revistar visitantes, mas fazemos pentes-finos uma ou duas
vezes por semana”, explica.
Financiamento
polêmico
O Ministério da Saúde prepara dois editais para
financiar as comunidades terapêuticas que lidam com usuários
de drogas. A determinação para que tais entidades
integrem a estratégia do governo de atendimento a dependentes
químicos partiu da presidente Dilma Rousseff, ocasionando
um racha no governo. Muitas autoridades do setor são contrárias à ideia
por entenderem que as comunidades não têm capacitação
para esse fim. Entre categorias de profissionais da área,
o projeto também é repudiado. “Verdadeiro
absurdo colocar dinheiro público nesses locais, que, para
funcionar, basta ter um profissional de nível superior
como responsável”, critica Antonio Geraldo da Silva,
presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Correio Braziliense
Médicos e técnicos
sob suspeita
Cinco funcionários do Centro de Saúde nº 6,
no Gama Oeste, respondem a processo administrativo por faltas,
maus-tratos a pacientes e pela acusação de que
trabalhariam em outros locais durante o expediente. Três
estão afastados das funções
Por Mara Puljiz
A Corregedoria
da Secretaria de Saúde do DF investiga
denúncias de maus-tratos a pacientes, faltas de servidores
ao trabalho, realização de instrumentação
cirúrgica em outros hospitais em horário de expediente
e abandono de serviço mais cedo por parte de servidores
do Centro de Saúde nº 6, no Gama Oeste. Cinco pessoas
respondem a processo administrativo instaurado no órgão,
entre eles, o clínico médico Paulo Monteiro, os
pediatras Fernando Gonçalves Pinheiro e Marcus César
Fonseca, o técnico de enfermagem Adilson Araújo
Botelho e a auxiliar de enfermagem Maria Irani Silva Dias. Na última
sexta-feira, Adilson, Paulo e Fernando foram afastados das funções
por 60 dias, até a apuração das acusações às
quais eles respondem individualmente.
Rigor
na apuração
Em nota,
a corregedoria disse que o afastamento preventivo dos três servidores ocorreu “tendo em vista a gravidade
dos fatos” e que ela se deu “a fim de que eles não
possam influir na apuração dos fatos, nos termos
do caput do art. 147 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro
de 1990”. O secretário de Saúde, Rafael Barbosa,
reuniu-se com o corregedor Maurício de Melo Passos na
tarde de ontem e disse que qualquer denúncia contra servidores
será rigorosamente apurada. “O profissional deve
tratar bem o paciente. Se ficarem constatadas as irregularidades,
nós vamos aplicar as punições que forem
cabíveis”, garantiu.
No posto
de saúde, apenas Irani estava trabalhando na
tarde de ontem. A reportagem do Correio foi informada que o pediatra
Marcus César estava de licença médica por
apresentar problemas de saúde. A auxiliar de enfermagem
se defendeu das acusações e relatou estar sendo
vítima de perseguição desde junho passado,
quando disse à chefe do setor que não faria o teste
do pezinho no Hospital Regional do Gama (HRG) devido a problemas
de saúde. “Estava com labirintite e apresentei um
atestado porque não tinha condições de atender
as crianças. Eu disse que, se fosse trabalhar, relataria
isso no livro do hospital. Ela afirmou que ia me dar falta se
eu não fosse e, depois disso, me mandou embora dizendo
que eu não quis fazer o procedimento e que a minha conduta
não era compatível”, explicou Maria Irani.
A auxiliar
de enfermagem também afirmou ter sido acusada
de tratar mal pacientes, mas garante que tudo não passou
de armação. “Uma funcionária daqui
ligou para o 160 se passando por paciente e disse na ouvidoria
que tinha saído do centro de saúde chorando depois
de eu ter dado uma má resposta, mas até já registrei
ocorrência na delegacia”, contou.
Sem atendimento
Devido ao
afastamento de um pediatra e do clínico médico,
muita gente ficou sem atendimento ontem. Os nomes do pediatra
Fernando Pinheiro e do clínico Paulo Monteiro continuavam
no quadro, mas quem procurou pelos profissionais teve de voltar
para casa. A média de consultas diárias é de
20 por turno. A cabeleireira Andrea de Souza, 27 anos, ficou
surpresa quando soube do afastamento do pediatra da filha de
cinco meses. “Nas minhas consultas, ele nunca chegou atrasado.
Nunca o vi maltratando ninguém. No máximo, dando
bronca nas mães que chegam com os filhos sujos, mas isso
não é errado. Para mim, ele é um ótimo
médico”, disse, em relação a Fernando
Pinheiro.
Outros pacientes
têm opiniões divergentes a respeito
do atendimento no Centro de Saúde nº 6. A aposentada
Maria da Conceição do Nascimento, 59 anos, foi
enfática ao criticar um dos médicos do posto. “Se
alguém questionar algum remédio indicado, ele responde
com grosseria. Acho que já passou da hora de ele se aposentar.
Na farmácia, eu sou mais bem atendida do que no centro
de saúde”, afirmou. Já a dona de casa Maria
das Graças de Oliveira, 52 anos, elogiou o serviço
prestado no local. “O clínico com quem me consulto é muito
bom. Ele sempre me tratou bem e não posso reclamar porque
sempre fui bem atendida”, avaliou.
O presidente
do Sindicato dos Médicos do DF (Sindmédico),
Gutemberg Fialho, comentou as denúncias. “É uma
situação isolada. Na maioria das vezes, o problema
de assiduidade ocorre no setor administrativo, e não com
os médicos. Em relação às denúncias
de maus-tratos, em uma situação de caos é difícil
saber de quem partiram. Se for identificado o médico,
ele deve ser punido”, afirmou.
A Corregedoria
da Secretaria de Saúde ressaltou que “a
todo servidor acusado é concedido o direito do contraditório
e da ampla defesa, em respeito ao devido processo legal, mas
se, ao final do processo, for constatada sua responsabilidade,
será aplicada a punição proporcional à culpabilidade
e ao prejuízo causado, a qual poderá variar entre
advertência por escrito e demissão do serviço
público”.
Correio Braziliense
Saúde
descarta surto no DF
Secretaria
garante que a doença está sob controle.
Criança infectada recebe alta da UTI no Hras e não
oferece mais risco de contágio
Por Manoela
Alcântara
A menina
de 2 anos internada no Hospital Regional da Asa Sul (Hras)
com o diagnóstico de meningite C, um dos tipos
mais graves da doença, saiu da zona de risco e se encontra
estável. De acordo com a Secretaria de Saúde do
DF, ela respondeu bem ao tratamento e não oferece risco
de transmissão da doença. No começo da tarde
de ontem, a criança foi liberada da Unidade de Terapia
Intensiva Pediátrica (Utip) por não apresentar
mais possibilidade de contágio.
Até 24 de setembro, quando a infecção da
menina foi identificada, já havia 371 notificações
de casos suspeitos e 115 episódios de meningite meningocócica
confirmados. Entre todos os doentes, somente 15 eram moradores
da capital e três morreram. Apesar disso, a secretaria
garantiu que a doença está sob controle e afastou
a possibilidade de surto.
Além de adotar o isolamento obrigatório da criança
nas primeiras 24 horas para o tratamento, a Subsecretaria de
Vigilância à Saúde pesquisou quem teve contato
com menina para ministrar a medicação imediata.
Nove pessoas
receberam os remédios necessários
para prevenir a meningite. Os pesquisadores encontraram os familiares
dela por meio de um rastreamento dos conhecidos na Cidade Ocidental
(GO), onde ela mora, e em Planaltina, lugar em que visitava parentes
quando foi internada. A outra suspeita de meningite, levantada
no último domingo, foi descartada pela secretaria.
Mesmo assim,
as garantias do governo não tranquilizaram
pais de crianças atendidas no Hras e no Hospital Regional
de Planaltina (HRP), por onde a menina passou. Em Planaltina,
o cobrador Arnaldo Ponciano Barbosa, 48 anos, estava apreensivo
com a saúde do filho, Luís Felipe, de 1 ano. “Ele
está com febre desde ontem, além de diarreia e
vômito. Fiquei preocupado”, disse. Depois de ver
o caso de meningite C, ele pesquisou os sintomas e correu para
o médico. “Moro em Planaltina de Goiás e
lá o atendimento é ruim. Tudo é precário.
Como o caso foi em Goiás, me assustei e vim aqui para
diagnosticarem logo”, completou.
Perigo
Ainda não há explicações sobre como
a menina foi contaminada. Segundo a professora de doenças
infecciosas e parasitais da Faculdade de Medicina da Universidade
de Brasília (UnB), Celeste Aida Nogueira, a bactéria
da meningite pode ficar incubada em uma pessoa que não
manifesta sintomas. Esta pode contaminar outro indivíduo
com a imunidade mais baixa. Por isso, as crianças de 1
a 4 anos e os idosos integram o grupo de risco. “É difícil
saber como foi a contaminação. Pode existir alguém
em quem a doença não se manifeste. Vai ser preciso
pesquisar se essa criança estava em uma creche ou com
quem teve contato”, explicou.
A especialista
ressaltou ainda que não há motivos
para pânico. A bactéria morre em ambientes com sol
e depois de limpeza com produtos químicos. “Ela é muito
frágil no ambiente. O perigo maior é para aqueles
que dormiram no mesmo local, tiveram contato com saliva ou que
estiveram muito perto da pessoa infectada. Por isso, eles recebem
o coquetel de remédios”, acrescentou a professora.
Além disso, locais muito cheios ou que demandem uma proximidade
maior com o portador também podem representar perigo de
contágio. Adultos não estão livres da contaminação
e a evolução da doença vai depender da imunidade
de cada um.
O período de incubação da bactéria é de
dois a 10 dias. A confirmação da doença
só ocorre após a realização de exames
laboratoriais específicos. O tempo de acompanhamento dos
que estiveram com alguém contaminado é de pelo
menos 10 dias. A Secretaria de Saúde aconselha que, nos
primeiros sintomas da doença, um hospital seja procurado.
Entre as manifestações mais comuns da meningite,
estão febre, vômitos em jato e rigidez de nuca.
Ao perceber
que o filho de sete anos tinha pelo menos dois dos sintomas,
Cristiane
Otávio Fernandes, 26 anos, correu
para a unidade de saúde. “Ele estava com febre de
38,5ºC e vomitando. Não comeu nada. Passei no hospital
ontem (domingo), mas estava muito cheio e voltei hoje (ontem)”,
contou a mãe de Kayo Henrique. Ela esperou para passar
pela triagem de identificação de gravidade e uma
hora depois ainda aguardava atendimento. “Vou esperar.
Se a gente não fala que tem o perigo de alguma doença,
os médicos só dizem que é virose. Quero
perguntar tudo e ver o que meu filho tem”, disse.
Em 2010
No mesmo
período do ano passado, foram registradas 373
suspeitas e 187 confirmações, sendo que 35 foram
no DF, 20 a menos do que neste ano. Na Bahia, cinco mortes foram
registradas somente neste mês por meningite tipo C. O surto
da doença ocorreu na Costa do Sauípe — quatro
funcionários da rede hoteleira local morreram em consequência
da endemia. A quinta vítima foi uma menina de 9 anos,
em Salvador. O Ministério da Saúde disse que os
casos identificados no estado estão dentro do padrão.
Investigação
imediata
De acordo
com a Portaria nº 104, de 25 de janeiro de 2011, é responsabilidade
de todo o serviço de saúde (público e privado)
notificar os casos suspeitos às autoridades das Regionais
de Saúde, que devem iniciar investigação
epidemiológica imediatamente.
Isso deve
abranger pesquisa de contato com os infectados em ambientes
como hospitais,
casas, escolas, locais de trabalho
e outros. Os principais sintomas da doença são
dor de cabeça, vômitos, rigidez da nuca, prostração
e febre alta.
Existem 13
tipos diferentes da meningite meningocóccica
(variação mais grave da doença). A maioria é do
tipo A, B, C, Y e W-135. O menigococo é uma bactéria
que pode levar à morte. A vacina contra meningite do tipo
C está disponível em postos públicos de
saúde e deve ser aplicada em crianças menores de
dois anos. Porém, indivíduos de todas as idades
podem receber a vacina contra a doença. Ela custa R$ 120.
Folha
de São
Paulo
Semana
do coração
Médicos do InCor estudam criar um centro de prevenção
Projeto prevê análise da incidência de infartos
e da adesão dos pacientes ao tratamento
Da editora-assistente
de saúde
Todo mundo
já sabe quais são as principais medidas
para evitar um infarto: fazer exercícios, controlar pressão
e colesterol, reduzir sal e gordura. O que falta é seguir
essas orientações.
O cardiologista
Roberto Kalil, que assume o posto de professor titular de cardiologia
no InCor em outubro, está reunindo
especialistas do hospital para criar um centro de prevenção
de doenças cardiovasculares.
"A mensagem da prevenção já está na
cabeça das pessoas, mas elas não praticam. Boa
parte dos pacientes submetidos a uma angioplastia, por exemplo,
voltam aos seus hábitos anteriores, como fumar, em um
mês.
Eles pensam:
'Agora já estou zerado'", afirma Kalil.
Já se sabe que fatores como a depressão reduzem
a adesão dos pacientes ao tratamento, por exemplo.
O que falta,
agora, é conhecer o perfil das pessoas que
seguem ou não as orientações dos médicos
e desenvolver estratégias para aumentar a proporção
dos que seguem, objetivo a ser perseguido no projeto ainda em
desenvolvimento pela equipe.
Segundo o
cardiologista Maurício Wajngarten, também
deve ser estabelecida uma parceria com o Instituto de Psiquiatria
do HC para estudar a interação dos transtornos
mentais e de humor e as doenças cardíacas.
"Stent fecha, ponte de safena fecha, os tratamentos são
paliativos. O que salva é a prevenção. Queremos
divulgar isso por meio desse centro", afirma Kalil.
Portal R7
Viúvos podem manter plano após morte do cônjuge
Por Marina Ribeiro
Após a morte de um familiar, são muitas as pendências:
cuidar das despesas finais, fechar contas bancárias, abrir
o inventário e até mesmo providenciar o atestado
de morte. Entre tantos afazeres, agravados pelo momento de luto,
muitas vezes alguns benefícios herdados são esquecidos.
No caso de
morte do titular dos planos de saúde, os beneficiários
têm direito a permanecer utilizando o mesmo convênio
médico de três a cinco anos. E, ao fim desse período,
eles podem manter as mesmas condições do contrato
(ainda que com valores reajustados) – conheça todas
as regras para garantir o benefício no quadro abaixo.
O direito
está previsto na Súmula Normativa nº 13
da ANS (Agência Nacional de Saúde) e é válido
para todos os usuários de planos de saúde cujos
contratos são individuais ou familiares. Ou seja, não
se aplica aos convênios coletivos (empresariais e por adesão),
prevalecendo, dessa forma, o estabelecido nas cláusulas.
A especialista
da Fundação Procon de São
Paulo, Samantha Pavão, alerta que caso a operadora se
recuse a cumprir algum dos direitos, a agência reguladora
do setor deve ser acionada.
- Tanto quando
o convênio não cumpre o período
de remissão previsto no contrato, como quando não
garantem o direito de manutenção do plano nas mesmas
condições contratuais, o consumidor deve comunicar
a ANS e pode ao mesmo tempo entrar com uma reclamação
no Procon.
Enteados
Tramitam
no congresso muitos projetos de lei para garantir novos direitos
aos usuários de seguros privados de assistência à saúde.
Dentre eles, o PL 7594/2010 que propõe a inclusão
de enteados como beneficiários em planos de saúde.
O projeto
está anexado a outros 43, e por isso tramita
lentamente pela Câmara dos Deputados. Atualmente, aguarda
o relatório do deputado Fábio Ramalho, da Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania
.
Segundo o
chefe de gabinete do deputado, Júlio César
Perpétuo de Oliveira, o relatório já foi
feito e enviado uma vez, mas antes de ser votado foi devolvido
por terem anexado novos projetos sobre o tema.
O
Estado de São
Paulo
O fantasma da CPMF
Ao aprovar
o projeto de lei complementar regulamentando a Emenda Constitucional
29, que define porcentuais mínimos de gastos
públicos em saúde, a Câmara dos Deputados
criou uma espécie de fantasma tributário. Ao concluir
uma votação iniciada em 2008, os deputados retiraram
do texto a definição da base de cálculo
do tributo sobre operações financeiras para o financiamento
dos gastos públicos em saúde, chamado de Contribuição
Social para a Saúde (CSS) - o que inviabiliza sua cobrança
imediata -, mas mantiveram no projeto o dispositivo que cria
o tributo, com alíquota de 0,1%.
Originário do Senado, o projeto foi alterado pela Câmara,
razão pela qual os senadores terão de examiná-lo
novamente. Por terem identificado em sua base no Senado um movimento
a favor da imposição da obrigatoriedade de aplicação
de 10% da receita corrente bruta da União em saúde,
as lideranças governistas devem tentar adiar a votação.
O Senado
não poderá incluir no texto aprovado
pela Câmara matéria nova, como a definição
de nova base de cálculo da CSS, mas poderá aprovar
o que os deputados decidiram. Se o fizerem, o sistema tributário
brasileiro terá um novo tributo, por enquanto incobrável.
Ele ficará lá, como uma ameaça a todos os
contribuintes.
Na Câmara, as lideranças das bancadas, com exceção
da do PT, orientaram seus deputados a votar contra a cobrança
da CSS, pois sabem do caráter impopular da medida. Para,
mesmo assim, ficarem a favor do novo tributo, os petistas alegaram
que foi deles a iniciativa de propor sua criação
em 2008, em substituição à Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF), extinta em 2007 por decisão do Congresso. Assim,
não poderiam votar contra a proposta, que era do interesse
do ex-presidente Lula - ainda que ela seja nociva aos contribuintes
e, ao contrário do que afirma o partido, não seja
indispensável para assegurar recursos à saúde,
pois a racionalização dos gastos certamente permitiria
aumentar os investimentos nessa área. A ampla margem de
vantagem dos que rejeitaram a cobrança imediata da CSS
- 355 votos contra 76 (e 4 abstenções) - evidencia
o isolamento dos petistas na votação.
Pouco antes
da decisão dos deputados, já prevendo
a rejeição da cobrança da CSS, o presidente
da Câmara, deputado Marco Maia, anunciou a criação
de uma comissão especial para "discutir e propor
novas fontes de financiamento para a saúde". Foi
uma forma de dar alguma satisfação aos 14 governadores,
7 vice-governadores e representantes de outros Estados com os
quais se reunira e que querem mais dinheiro, razão pela
qual insistiam na instituição e na cobrança
da CSS.
A Emenda
29, aprovada em 2000, estabelece porcentuais para a aplicação na área de saúde. Os Estados
devem investir no setor 12% da receita corrente bruta e os municípios,
15%. A emenda estabelece que, no caso de um governo estadual
ou de uma prefeitura não cumprir esses porcentuais mínimos,
a União poderá suspender os repasses de recursos.
Por falta
de regulamentação, governos estaduais
e prefeituras têm lançado despesas variadas - com
saneamento básico, custeio da merenda escolar e até aposentadorias
- como gastos de saúde. A regulamentação
vincula 12 despesas a ações e serviços públicos
de saúde e relaciona outras 10 que não podem ser
custeadas com os recursos previstos na Emenda 29. Entre as proibidas,
estão pagamento de inativos e pensionistas, limpeza urbana
e remoção de resíduos e ações
de assistência social. Na prática, isso significará que
o setor público terá de reforçar o orçamento
para cobrir os gastos típicos da Emenda 29. Para isso,
terão de cortar outras despesas - ou aumentar impostos,
como querem os governadores.
Quando o
projeto for discutido pelo Senado, além de evitar
a imposição de aplicação mínima
de recursos em saúde, o governo tentará derrubar
o dispositivo inserido pela Câmara que exclui os recursos
do Fundeb da base de cálculo do valor a ser aplicado em
saúde, pois alega que essa exclusão retira cerca
de R$ 6 bilhões por ano do setor.
Ministério da Saúde
Ministro
da saúde
defende em Washington acesso universal a medicamentos
Alexandre
Padilha pediu por uma ação internacional
integrada contra as doenças crônicas não
transmissíveis
A abertura
da 51ª Reunião do Conselho Diretor da
Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS),
em Washington, Estados Unidos, realizada nessa segunda-feira
(26), contou com ampla defesa do ministro da Saúde do
Brasil, Alexandre Padilha, por uma ação internacional
integrada contra as doenças crônicas não
transmissíveis, que provocam 63% das mortes no mundo,
e pelo acesso universal a medicamentos. Padilha reforçou
as medidas antitabagismo empreendidas pelo governo brasileiro,
que impactam na incidência de doenças crônicas.
A Assembleia
Geral da Organização das Nações
Unidas (ONU), na última semana, em Nova Iorque, inseriu
esse tipo de doença como tema de debate entre chefes de
Estado de todo o mundo. Esse fato, segundo o ministro, poderá ter
repercussões importantes na cooperação internacional
nas Américas.
"Ao longo destes anos, construímos uma série
de acordos e instrumentos para enfrentarmos, colocando a saúde
pública em primeiro lugar, o problema das doenças
infectocontagiosas e transmissíveis. O Brasil defende
que todos os acordos internacionais que construímos ao
longo destes anos para enfrentar as doenças transmissíveis
possam ser utilizados para enfrentar as doenças crônicas
não transmissíveis" , ressaltou Padilha.
Nesse contexto,
o ministro observou que o Congresso Nacional deve votar ainda
nesta semana mais uma proposta de elevação
de impostos sobre o tabaco, a criação de regra
geral de preço mínimo para combater a comercialização
ilegal e a restrição do uso do tabaco em ambientes
fechados. Tabaco e uso excessivo de bebidas alcoólicas,
além do sedentarismo e alimentação não
saudável, são apontados como fatores que ampliam
e muito o risco de doenças crônicas não transmissíveis.
No Brasil,
o percentual de mortes por esse tipo de doença
chega a 72%. Os números são tão preocupantes
que, no país, o Ministério da Saúde criou
em agosto o Plano de Ações Estratégicas
para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não
Transmissíveis 2011-2022. A meta é reduzir em 2%
por ano as mortes prematuras por doenças crônicas
no Brasil.
Acesso a medicamentos
O ministro
tem defendido internacionalmente que os interesses em saúde pública prevaleçam diante de interesses
comerciais. Essa posição do governo brasileiro
já havia sido acordada em julho, em Pequim, durante a
1ª Reunião dos Ministros da Saúde dos BRICS,
que reuniu representantes do Brasil, China, Rússia, Índia
e África do Sul. Padilha reafirmou esse entendimento durante
a Reunião de Alto Nível das Nações
Unidas sobre Doenças Crônicas Não Transmissíveis,
ocorrida em Nova Iorque, na última semana.
O ministro
observou que o papel da OPAS é fundamental
na defesa de mecanismos que ampliem o acesso a medicamentos e
terapias, especialmente àquelas relacionadas a doenças
crônicas não transmissíveis. " Quero
agradecer e reforçar o papel que a OPAS tem tido em fortalecer
as autoridades regulatórias sanitárias nacionais
como instrumento fundamental para que possamos distribuir melhor
no mundo o papel de produção, desenvolvimento e
inovação tecnológica sobre os novos medicamentos" ,
afirmou.
Mortalidade materna
A participação do ministro da Saúde do
Brasil ainda reforçou na 51ª Reunião do Conselho
Diretor da OPAS o debate sobre a atual dificuldade no cumprimento
da meta de redução da mortalidade materna até 2015,
um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio na região
das Américas. A meta é chegar a 35 mortes por cada
100 mil bebês nascidos vivos - o índice atual no
país está em 75 mortes por cada 100 mil nascidos
vivos (último dado oficial é de 2007).
Padilha discorreu
sobre o modelo cubano, onde foram adotados mecanismos eficientes
de notificação de mortes
das mães, que o ministro conheceu in loco nos últimos
dias. Também mencionou o esforço brasileiro, com
a Rede Cegonha, para garantir acesso qualificado e humanizado
de mães e bebês ao SUS, seja no planejamento da
gravidez, no período pré, durante e pós-parto,
até os dois anos de vida da criança.
Paralelamente,
o Brasil se candidatou a uma das vagas do Comitê Executivo
da OPAS. A OPAS é importante agência multilateral
de apoio à institucionalização, estruturação
e fortalecimento dos sistemas de saúde pública
dos países das Américas. A candidatura, conforme
o ministro, é uma oportunidade para que o Brasil dê contribuição
ainda mais efetiva a esse organismo internacional, justamente
quando transcorre o processo de reforma da OMS e do resgate à defesa
e promoção da saúde global.
Saúde
Business Web
Gestão Comercial em Saúde
Por Enio Salu
O tempo passa e algumas coisas teimam em demorar a mudar.
A questão da gestão dos contratos é uma
delas: as empresas teimam em se preocupar com a contratação,
e esquecem da gestão do contrato, que é muito mais
importante.
No ciclo
de vida de um contrato a contratação
geralmente representa 8 % do tempo total, e a empresa se prepara
para ela com normas, regras, processos e atribuições
rígidas … em 8 % do tempo de um contrato atenção
total – e sobra 92 % do tempo para a empresa perder o controle,
errar, perder dinheiro e nem desconfiar.
É fácil entender esta conta: se demorou 1 mês
para fechar um contrato de 1 ano de vigência, a fase de
contratação levou 1/12 do tempo total da vida do
contrato (apenas 8 %).
Na sua empresa
a vigência costuma ser maior ? … Piorou
!!!!
Como na maior
parte das empresas que não evoluíram
do controle da contratação para o controle do ciclo
de vida dos contratos, a maioria dos hospitais se esforça
para instruir o processo de contratação, e depois
do contrato assinado ‘show de horror’:
Controle
inadequado de reajuste, repactuação e
reequilíbrio;
Controle
inadequado de vigência, alçadas e formalização
de aditivos;
Ausência de controles adequados de acréscimo e
supressão;
E assim por
diante … não valos nem falar que as
vezes você procura o contrato e não acha !
O controle
de contratos em hospitais se resume ao controle financeiro
dos pagamentos. É comum a política de alçadas
ser estruturada pelo valor total do contrato considerando críticos
os contratos de maior valor e não o dano que a não
execução do objeto pode causar.
Se olhar
a lista de contratos críticos de um hospital
poderá não se deparar com o de manutenção
do elevador, por exemplo, e quando o ‘bichinho para’ o
prejuízo é grande – muito maior do que se
o tomógrafo parar. Mas como manutenção de
elevador é muito barata perto da manutenção
do tomógrafo, não entra na lista dos contratos
críticos.
Quando você entra em sites de empresas que já adotaram
um modelo para gestão do ciclo de vida dos contratos percebe
claramente a diferença:
Nos Correios, por exemplo, existem áreas específicas
no site para gestores de contratação, fornecedores,
gestão do contrato, licitação, habilitação,
etc. É possível ter controle total sobre todos
os eventos importantes que ocorrem depois da assinatura do contrato;
Na área da saúde não conhecemos um único
hospital que tenha adotado um modelo para controle completo da
gestão do ciclo de vida dos contratos;
Nos Correios
a chance de um contrato de pequeno valor representar risco
ao negócio é quase insignificante … em
hospitais é quase certeza !
O mais ‘intrigante’ é que hospitais e operadoras
de planos de saúde celebram os contratos considerados
mais insanos e complexos que existem em toda a economia (justamente
os que credenciam o hospital para prestar serviço para
a operadora), e a gestão destes contratos é absolutamente
amadora:
Perde-se constantemente prazos;
Tanto os
hospitais quanto as operadoras perdem muito dinheiro porque
não
controlam adequadamente as regras pactuadas;
Um não penaliza o outro quando uma regra não é cumprida;
E é comum
alterar o que foi pactuado sem formalizar adequadamente em
aditivo.
Já passou da hora dos hospitais perceberem que o controle
financeiro do contrato no sistema de gestão empresarial
não é gestão do ciclo de vida dos contratos,
e acordarem para o fato de que estão perdendo muito dinheiro
por não adotarem um modelo adequado para isso.
O
Estado de São
Paulo
OMS
avalia que qualidade do ar em São Paulo é melhor
que a do Rio
O Rio tem
um índice de poluição do ar três
vezes superior aos níveis recomendados pela Organização
Mundial da Saúde (OMS) e pior que o de São Paulo
e de Cubatão. Em um estudo inédito com 1,1 mil
localidades no mundo, a entidade alerta que os municípios
de países emergentes são hoje os mais poluídos.
São Paulo, apesar de estar em uma situação
melhor que a do Rio, não tem nada a comemorar. A capital
paulista tem um índice duas vezes superior às recomendações
da OMS, conforme os dados mais recentes, de 2009. No geral, o
Brasil tem uma média de poluição do ar duas
vezes superior ao que estabelece a entidade. Os dados tomam por
base 68 estações em quatro Estados. O poluente
considerado é o material particulado - a poeira formada
principalmente pela queima de combustíveis. Essas micropartículas,
com até 10 milésimos de milímetro, podem
causar asma, câncer e doenças cardíacas.
De 91 países avaliados, o Brasil é o 44.º com
maior índice médio de poluição. A
situação mais preocupante é a do Rio, na
144.ª colocação entre as mais poluídas.
A cada m³ de ar na cidade foram encontrados 64 microgramas
de material particulado. O limite ideal para a OMS é 20.
Procurado,
o governo do Rio atribuiu o alto índice de
poluição do ar constatado no levantamento à grande
circulação de veículos na região
metropolitana. Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea),
carros, ônibus e caminhões são fontes de
mais de 70% dos poluentes detectados. O sistema semiautomático
que mede poluição por acúmulo de horas,
diferente do de São Paulo, também contribuiria
para uma distorção no ranking.
Segundo o
coordenador do Departamento de Saúde Pública
e Meio Ambiente da OMS, o brasileiro Carlos Dora, uma redução
da poluição aos níveis aceitáveis
pela OMS reduziria em 15% o número de mortes anuais por
problemas respiratórios no Rio. Maria Neira, diretora
da OMS para Saúde Pública e Meio Ambiente, acredita
que o investimento em transporte público pode ser a solução. "Basta
ver o que os países ricos fizeram. Há décadas,
estavam entre os locais mais críticos do mundo e conseguiram
reverter essa situação." A diretora evitou
comentar o fato de a Olimpíada ser no Rio. "Já fizeram
os Jogos em Pequim (com índice seis vezes superior ao
ideal)."
Povo Online
Alzheimer
Hábitos saudáveis
podem reduzir riscos
Embora não haja dados precisos sobre o Alzheimer, ele
começa a evoluir no Brasil, como resultado do maior desenvolvimento
do país. Com isso, a expectativa de vida de vida têm
aumentado.
Segundo o
médico André Palmini, membro da Academia
Brasileira de Neurologia (ABN), ressalta que, o principal fator
de risco do Alzheimer é a idade.
"As pessoas têm vivido mais no Brasil. A população
brasileira está se aproximando daquela de países
mais desenvolvidos. Isso quer dizer que o percentual de pessoas
que atingem uma faixa etária acima de 70 anos ou 75 anos
tem avançado proporcionalmente muito mais do que nas outras
faixas etárias."
Segundo ele,
a doença está crescendo em números
absolutos no Brasil, "tornando-se um problema real de saúde
pública". De acordo com o neurologista, em todo o
mundo, a prevalência de pacientes com Alzheimer se aproxima
da de pacientes com epilepsia, atingindo em torno de 50 milhões
de pessoas. Palmini ressalta que, no passado, a distribuição
era muito desproporcional, porque os países mais desenvolvidos
apresentavam maior número de casos, uma vez que as pessoas
viviam mais tempo.
Hoje, essa
desproporção
vem diminuindo.
"O Brasil passa a pertencer ao grupo de países desenvolvidos
e isso se torna um problema importante".
A medicina tem tentado identificar os fatores que aumentam ou
diminuem a probabilidade de pessoas idosas terem Alzheimer.
Proteção
Fatores de
proteção estão ligados aos hábitos
intelectuais e sociais de vida, assim como à alimentação
e à atividade física. Um idoso que se mostra interessado
em ler, por exemplo, aumenta o que em medicina se chama de reserva
cognitiva. Com isso, ele retarda o aparecimento da doença,
diz o médico.
Palmini também recomenda que a pessoa cultive uma rede
de amigos e tenha contato com eles com frequência. Segundo
o especialista, estudos comprovam que "quanto mais limitado
o círculo social do idoso, maior a probabilidade de ele
ter Alzheimer. Quanto mais ampla essa rede social, maior a proteção".
O neurologista
salientou que os fatores mais caracterizados como redutores
de risco
do Alzheimer. são os hábitos
de alimentação e atividade física. A prioridade
deve ser para uma alimentação saudável,
que mantenha os níveis de colesterol e glicemia controlados.
A pressão arterial também deve ser mantida sob
o controle. O idoso que não fuma e pratica exercícios
físicos diminui o risco de ter a doença.
Na última semana foi lançado o DVD Alzheimer:
Mudanças na Comunicação e no Comportamento,
produzido pela Associação de Parentes e Amigos
de Pessoas com Alzheimer (Apaz), em parceria com o serviço
VideoSaúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),
e a Kino Filmes.
A presidente
da Apaz, Maria Aparecida Guimarães, disse à Agência
Brasil que o ob-jetivo é contribuir para diminuir o preconceito
que existe no país em relação à doença
e, ao mesmo tempo, chamar a atenção das autoridades
para o crescimento do número de pacientes com Alzheimer
no Brasil.
O DVD transmite
aos parentes de pessoas com a doença
orientações de neurologistas, psiquiatras e geriatras,
além de psicólogos e musicoterapeutas, mostrando
situações que podem ocorrer durante o processo
de adoecimento.
"Informa e prepara a família para enfrentar essa
situação, se isso vier a ocorrer", destacou
Maria Aparecida Guimarães.
Saúde
Plena
Sono na medida certa livra adolescentes da diabetes
Por Éverton
Oliveira
Um novo estudo
mostrou que dormir entre sete horas e meia e oito horas e meia
por
noite mantém a insulina e o açúcar
no sangue em um nível ideal. Este foi o resultado de um
estudo feito por pediatras do Hospital Infantil da Filadélfia,
nos Estados Unidos, e publicado na revista Diabetes Care e no
jornal Telegrafy.
62 adolescentes
obesos – grupo que está mais propenso
a desenvolver a diabetes – com idade média de 14
anos participaram da pesquisa. Eles foram monitorados ao longo
de um dia e meio, durante o qual os seus níveis de açúcar
no sangue foram testados e seus padrões de sono foram
analisados pelos pesquisadores.
Passar mais
ou menos tempo que isso dormindo aumentou a chance de níveis de glicose elevados, enquanto que uma menor
quantidade de “sono profundo” causou queda nos níveis
de insulina. Ou seja, não adianta dormir o tempo estimado
como suficiente, se os estágios do sono não forem
tranquilos de modo a garantir que o período conhecido
como “sono profundo” tenha duração
razoável.
A descoberta
significa que um padrão de sono saudável
pode ajudar a afastar o aparecimento da diabetes nos pacientes.
Dr. Dorit
Koren, endocrinologista pediátrica do hospital,
que liderou o estudo, disse que ele apoia pesquisas anteriores
que mostraram que adultos privados de sono apresentam um risco
maior de diabetes tipo dois. “Sabemos que três em
cada quatro alunos do ensino médio dizem dormir em quantidade
insuficiente”, afirmou a especialista. “Nosso estudo
descobriu que, para manter os níveis de glicose estáveis,
a quantidade ideal de sono para os adolescentes é 7,5
a 8,5 horas por noite”, completou.
Os pesquisadores
vão agora tentar confirmar seus resultados
através da realização de uma análise
semelhante nas casas dos adolescentes obesos, e não em
laboratório.
“Entretanto, nosso estudo reforça a ideia de que
dormir o suficiente na adolescência pode ajudar a proteger
contra o diabetes tipo 2?, diz o Dr. Koren.
Portal G1
OMS:
Contaminação do ar mata 2 milhões
por ano
Países em desenvolvimento são
os principais poluidores do ar, diz estudo
Mais de 2
milhões de pessoas morrem no mundo anualmente
devido a enfermidades causadas pela contaminação
do ar, afirma um estudo publicado nesta segunda-feira (26) pela
Organização Mundial de Saúde (OMS). Deste
total, 1,3 milhão morre nas cidades, sejam elas de países
desenvolvidos ou em desenvolvimento. A OMS indicou ainda que
1,1 milhão de mortes poderiam ser evitadas se as normas
de segurança fossem respeitadas.
O documento
afirma que o ar contaminado “pode entrar nos
pulmões, entrar na circulação do sangue
e provocar doenças cardíacas, câncer de pulmão,
asma e infecções respiratórias”.
Foram coletadas
informações sobre a qualidade
do ar coletadas em 1.100 cidades, de 91 países. Segundo
estes dados, 80 das 91 nações que participaram
do estudo não respeitam as referências da organização
internacional para contaminação ambiental.
Crescimento perigoso
Em coletiva
de imprensa, a médica Maria Neira, do departamento
de saúde pública e meio ambiente da instituição,
disse que a contaminação alcançou níveis
perigosos para a saúde.
As zonas
mais perigosas estão em países que crescem
rapidamente, como Índia e China. Em algumas cidades, a
concentração de partículas finas está 15
vezes maior que o limite máximo permitido. “Se os
países controlassem e administrassem o meio ambiente corretamente,
poderíamos reduzir consideravelmente a quantidade de pessoas
que sofrem enfermidades respiratórias e cardíacas,
além de câncer de pulmão”.
Os principais
responsáveis pela contaminação
do ar são os meios de transporte, a indústria,
a utilização de biomassa ou carvão em fornos,
assim como as termelétricas movidas a carvão. Para
lutar contra este mal, a OMS recomenda o desenvolvimento dos
transportes públicos, a promoção do uso
de bicicletas, além da construção de centrais
elétricas que utilizem combustíveis alternativos
ao carvão.
Segunda-feira, 26.09.11
ANVISA
Publicada
nova norma para produtos biológicos
Por Vanessa Amaral
“O marco regulatório para o setor de medicamentos
biológicos está completo”, disse o diretor-presidente
da Anvisa, Dirceu Barbano. Ele faz referência à Resolução
RDC no 49, que foi publicada no Diário Oficial da União
nesta quinta-feira (22/9). A nova norma estabelece os requisitos
para a realização de alterações e
inclusões pós-registro dos produtos biológicos,
como soros e vacinas.
“A publicação desta norma finaliza o trabalho
da Anvisa de consolidação do marco regulatório
para o setor de medicamentos biológicos. Com isso, temos
agora uma resolução mais cristalina e objetiva
que a anterior. Isso terá um impacto direto na instalação
de novas empresas no mercado e uma repercussão positiva
para os usuários de medicamentos”, explica Barbano.
Segundo ele, a norma vai fortalecer a produção
de medicamentos biológicos no Brasil.
A RDC no
49 institui novos assuntos de petição
e está harmonizada com procedimentos já estabelecidos
na área de medicamentos da Anvisa. A norma vai substituir
a Resolução no 315 de 2005, cuja atualização
fez-se necessária, também, pelo desenvolvimento
tecnológico observado no país.
Além dos requisitos para alterações e inclusões
pós-registro, a regulamentação também
estabelece as exigências para a suspensão e reativação
de fabricação e cancelamento de registro de produtos
biológicos.
Agência Câmara de Notícias
Seminário discutirá regulamentação
da jornada de trabalho da enfermagem
A Comissão de Legislação Participativa
vai realizar nesta quarta-feira (28), às 13 horas, seminário
sobre a regulamentação da jornada de trabalho da
enfermagem.
O tema foi
proposto pelo deputado Ságuas Moraes (PT-MT),
por sugestão da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Saúde (CNTS). O objetivo da entidade é discutir
a redução da carga de trabalho de enfermeiros,
de 40 para 30 horas semanais.
Segundo a
deputada Rosane Ferreira (PV-PR), que vai participar da audiência, há mais de 11 anos a categoria luta
pela aprovação do projeto. “A valorização
da enfermagem deve ser feita. Sem saúde não há pátria”,
afirma.
Convidados
O seminário, ocorrerá no Plenário 3, contará também
com a presença do presidente da comissão, deputado
Vitor Paulo (PRB-RJ); além dos deputados federais Carmen
Zanotto (PPS-SC) e Rogério Carvalho (PT-SE); e das deputadas
estaduais Rejane (RJ) e Ana Lima (SC) e representantes de associações
ligadas à saúde.
Agência Câmara de Notícias
Marco
Maia volta a rejeitar possibilidade de novo tributo para
a saúde
Por Renata
Tôrres / Edição:
Pierre Triboli
”O presidente da Câmara, Marco Maia, reafirmou nesta
segunda-feira (26) que não vê possibilidade de a
Câmara e o Senado aprovarem a criação de
um novo tributo para financiar a saúde pública.
A declaração foi dada após questionamento
sobre entrevista da ministra das Relações Institucionais,
Ideli Salvatti, ao jornal O Estado de S. Paulo. A ministra disse,
em reportagem publicada nesta segunda-feira, que o Brasil precisa
de um novo imposto para financiar o setor.
“Não vejo possibilidade nenhuma de criação
de um novo imposto, nem neste ano nem no próximo ano.
O que eu enxergo é, dentro do arcabouço de impostos
que já são cobrados no Brasil, você readequar,
rediscutir, redestinar recursos para a área da saúde”,
disse Marco Maia.
Na semana
passada, o presidente da Câmara anunciou que
será criada uma comissão especial para debater
e propor novas fontes de financiamento da saúde. Como
exemplo de formas alternativas de ampliar as verbas do setor,
Marco Maia citou a distribuição dos royalties do
petróleo, a redistribuição de recursos das
loterias, a legalização dos bingos e a arrecadação
com tributos sobre cigarros e bebidas. “Há outras
alternativas que podem e devem ser discutidas.”
A Câmara aprovou, na semana passada, a proposta que regulamenta
a Emenda 29, que trata da distribuição de recursos
para a saúde e define o que pode ser considerado investimento
no setor por parte da União, de estados e de municípios
(PLP 306/08). Nessa votação, a Câmara rejeitou
a criação da Contribuição Social
para a Saúde (CSS), tributo sobre transações
financeiras que teria a arrecadação destinada à saúde,
de forma semelhante à antiga CPMF (extinta em 2007). O
projeto segue agora para o Senado.
ANS
Ajustes
na versão
1.1.0 do SIB-XML
A versão 1.1.0 do SIB-XML, lançada em 6 de junho
de 2011, acaba de passar por ajustes. O principal deles é a
correção do campo relativo ao Cadastro Específico
do INSS (CEI), que passou de 14 (quatorze) para 12 (doze) posições.
Sendo assim, as operadoras de planos de saúde devem alterar
o tamanho deste campo no programa gerador de arquivo de atualização
cadastral.
O uso do
apóstrofo também passou a ser permitido
no preenchimento dos campos relativos ao “NOME DO BENEFICIÁRIO” e
ao “NOME DA MÃE”. A crítica de validação
do campo Cartão Nacional de Saúde (CNS) também
foi alterada, validando os números provisório e
definitivo do cartão.
Agência
Brasil
Ministério da Saúde destina R$ 250 milhões
a 44 hospitais universitários
Medida publicada
hoje (26) faz parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários
Federais
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, estabeleceu recursos
financeiros no montante de R$ 250 milhões a serem disponibilizados
a 44 hospitais universitários federais. A portaria foi
publicada hoje (26) no Diário Oficial da União.
A medida
faz parte do Programa Nacional de Reestruturação
dos Hospitais Universitários Federais, que dispõe
sobre o financiamento compartilhado dos hospitais universitários
federais pelos ministérios da Saúde, da Educação
e da Planejamento.
A descentralização dos recursos está condicionada
ao envio ao Ministério da Saúde e ao Ministério
da Educação dos termos de compromissos firmados
entre os hospitais e os gestores estaduais e municipais. O Fundo
Nacional de Saúde deverá providenciar a transferência
do montante em três parcelas, a partir da competência
setembro de 2011.
Os nomes
dos municípios contemplados estão disponíveis
na página do Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde
Ministério da Saúde defende novo modelo de regulação
de serviços
Governo quer
ampliar adesão dos gestores ao novo modelo
estratégico; sistema será apresentado nesta segunda
em Minas Gerais
Helvécio Miranda Magalhães Júnior, secretário
Nacional de Atenção à Saúde
O secretário Nacional de Atenção à Saúde,
Helvécio Miranda Magalhães Júnior, apresenta
nesta segunda-feira (26), em Minas Gerais, as novas das Redes
de Atenção à Saúde (RAS) defendidas
pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de ampliar
a adesão dos gestores ao novo modelo estratégico
e regulatório defendido pelo governo federal. O encontro
acontece, às 18h, com gestores, profissionais, usuários
e prestadores de serviço, em Belo Horizonte, durante o
II Seminário Estadual de Regulação Assistencial.
O evento será realizado pela Secretaria Estadual de Saúde
de Minas Gerais.
Segundo Magalhães, para as redes temáticas, a
regulação assistencial é a base para a implementação
de uma mudança no atendimento à população.
O secretário esclarece que a medida integra sistemas,
serviços e ações de saúde e assegura,
ao mesmo tempo, o acesso e qualidade, de acordo com as necessidades
da população. " A regulação
organiza, integra, articula, monitora e avalia" , observa.
Redes
As RAS são estruturadas a partir de quatro prioridades:
Urgência e Emergência, Rede Cegonha, Doenças
Crônicas e a Rede de Atenção Psicossocial
ao Álcool, Crack e Outras Drogas. O denominado complexo
regulador é uma estrutura operacional formada pelas centrais
de regulação que atuam na organização
das consultas e exames, internações, urgências
e atendimentos de alta complexidade. Ela pode ter abrangência
estadual, regional ou municipal.
A Secretaria
de Atenção à Saúde
vem desenvolvendo ações para estimular um conjunto
de ações necessárias para a implementação
desse sistema, como o recadastramento das unidades, a análise
de composição mínima das equipes de regulação
e treinamento para as equipes, além do cadastramento das
novas ofertas de serviços exigidos pelas redes regionais.
O modelo está previsto no decreto 7.508.
AGENDA
- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo
Abramge / AssPreviSite
As inscrições para os Prêmios Abramge de
Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam
em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus
Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”.
Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias
impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o
dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge.
No Brasil,
o Ministério da Saúde registra a cada
ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável
por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais:
a informação não é muito divulgada.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis
(DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora
do vírus – e segundo estudo publicado na revista
científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México
e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma
humano.
Podem participar
da premiação, jornalistas profissionais
de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema
escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de
2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover
a informação sobre saúde e estimular a pesquisa
científica do setor”, diz o presidente da Abramge,
Arlindo de Almeida.
A comissão julgadora dos Prêmios será constituída
de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão
encaminhados aos jurados escolhidos pela direção
da Abramge para análise e indicação dos
melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria
da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos.
E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma
para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no
início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores
no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da
Abramge.
Veja o regulamento
completo dos Prêmios no endereço
eletrônico www.abramge.com.br
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html