27-10-11

 

Leia nesta edição:

- Dasa e MD1 assinam acordo com o Cade

- Hospital vai oculpar 'esqueleto'

- Drogas que baixam pressão ajudam a prevenir a cirurgia cardíaca de troca de válvula

- Vacina contra HPV previne maioria das lesões anais pré-cancerosas

- Vacinas contra gripe são menos eficazes em obesos

- Relator quer conselho nacional para solucionar problemas dos planos de saúde

- Parceria entre Brasil e Ucrânia mantém redução de preço de insulina

- Conselho de Enfermagem entra com ação civil pública contra gestão de hospital federal no Rio

- Importador de lixo hospitalar deve ser indiciado

- Reforma no sistema de saúde divide americanos

- Municípios têm até o fim do mês para se inscrever no Plano de Saneamento da Funasa

- Ministério prevê Saúde da Família cinco vezes maior em todo o país

- ANS: 41,9% dos clientes usam os piores planos

- Greve dos médicos é contra caos na saúde

- Aparelho disponível no SUS trata câncer com radiação e sem cortes

- Caos da Saúde em MT impede paralisação

- Drogas que melhoram a inteligência ainda têm sérios efeitos colaterais

- Brasil vai ampliar investimentos no setor oncológico

Quinta-feira, 27.10.11

VALOR ECONÔMICO

Dasa e MD1 assinam acordo com o Cade

Companhias devem manter separadas marcas, laboratórios e parte das estruturas até julgamento da fusão

A Diagnósticos da América (Dasa) e a MD1 Diagnósticos assinaram ontem dois acordos com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça pelo qual terão de manter separadas suas marcas, laboratórios e as estruturas de funcionamento até o julgamento final da fusão.

Por outro lado, o órgão antitruste permitiu a incorporação da MD1, que está prevista para ser decidida em assembleia geral marcada para 1º de novembro. O Cade também manteve as medidas de integração das empresas, que foram adotadas desde que elas começaram a definir as linhas gerais da fusão, em agosto de 2010.

O objetivo dos acordos foi o de preservar as condições atuais de mercado até o julgamento do mérito da operação. Por isso, as empresas terão que manter o nível de emprego e de investimento em marketing nos laboratórios e estabelecimentos de saúde nos montantes anteriores à aquisição. O relator do processo, conselheiro Ricardo Ruiz, explicou que, como a MD1 não é uma empresa operacional, a incorporação pela Dasa, se for aprovada pela assembleia, pode ser feita.

"As medidas são aptas a preservar as condições de mercado até o julgamento do mérito da operação", enfatizou Ruiz.

O relator lembrou que a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda alertou para o poder das empresas nos mercados do Rio e de São Paulo. Segundo ele, a integração entre planos de saúde e laboratórios preocupa as autoridades de defesa da concorrência. A MD1 tem como acionista Edson Bueno, que é controlador da Amil.

"Em alguns mercados, a concentração ultrapassa 50%", disse o conselheiro. "Esse caso inspira muito cuidado fazendo-se necessário preservar a reversibilidade do ato", completou.

Ao todo, Ruiz fez sete reuniões com integrantes das empresas para definir os termos dos acordos. O órgão antitruste quis garantias de que, caso entenda no julgamento final que é necessário determinar a venda de ativos para preservar a concorrência, essa decisão poderá ser tomada. Após os encontros, ficou acertado que seria possível manter a integração feita até aqui, mas parte do funcionamento das empresas seria mantida separada, como as estruturas de distribuição, comercialização, propaganda e marketing da MD1.

Segundo explicou o presidente do Cade, Fernando Furlan, os acordos não antecipam qualquer juízo de valor do órgão antitruste, que ainda vai julgar a união entre a Dasa e a MD1. "Tratam-se de medidas preliminares, preparatórias, que de forma nenhuma adiantam o julgamento de mérito das análises", disse Furlan.

Em nota, a Dasa informou que vai cooperar com o Cade em busca de uma "conclusão positiva" para a fusão. "Os acordos não obrigam a companhia à reversão das medidas de integração já adotadas até o momento", disse José Mauricio Mora Puliti, diretor financeiro e de relações com investidores da Dasa. "A operação continua sob o exame das autoridades de defesa da concorrência e a companhia permanece cooperando ativamente para a conclusão positiva da análise." O Cade não tem prazo para a realização do julgamento final.

JORNAL DA TARDE

Hospital vai oculpar 'esqueleto'

O "esqueleto" de concreto de cinco andares abandonado há cerca de 10 anos às margens da Avenida Rubem Berta, na Vila Clementino, zonal sul da cidade de São Paulo, vai virar um complexo hospitalar. O dono é o grupo NotreDame Intermédica, que já tem quatro maternidades, nove prontos-socorros e oito hospitais próprios. Batizado de Hospital 23 de Maio, será feito com recursos próprios da empresa de assistência médica e deverá ser inaugurado em 2013.

No ano passado houve a intenção de o imóvel ser colocado à venda, mas o grupo, que já havia arrematado o prédio em leilão em 2007, decidiu incorporá-lo aos hospitais próprios da rede. Ontem, telas de proteção da revitalização pela qual o imóvel passará nos próximos dois anos foram instaladas no local.

Um ano atrás, a Universidade de São Paulo (Unifesp) anunciava que tinha projetos de transformar o antigo esqueleto de concreto abandonado em um hospital especializado no atendimento de tragédias. Paulo Pontes, coordenador da comissão de verticalização do Bairro Universitário, que fica no mesmo bairro, fez gestões nas três esferas de governo na tentativa de adquirir o prédio e tirar a proposta do papel. Mas, segundo ele, o alto valor pedido na negociação inviabilizou o negócio. Na ocasião, cotações iniciais giravam em torno de R$ 65 milhões.

Se o negócio vingasse, a Unifesp pretendia construir ali um hospital de trauma, com retaguarda para vítimas de catástrofes, como desabamentos, incêndios e acidentes de avião, por exemplo. Seria o primeiro centro médico do País neste modelo. Agora, a universidade procura outro local para levar adiante o projeto, pronto há um ano.

O local é considerado estratégico por ficar às margens do corredor Norte-Sul, o que facilita o trânsito de ambulâncias. A aquisição, se concretizada, estaria dentro do perímetro do Bairro Universitário, que a Unifesp está implantando em parceria com a Prefeitura. No ano passado, a administração municipal havia informado que no protocolo de instalação do Bairro Universitário assinado com a Unifesp não havia referência específica sobre qualquer plano de aquisição do prédio.

Naquele terreno, há cerca de uma década, estava sendo construído o hospital da Unimed São Paulo, liquidada extrajudicialmente e que deixou o esqueleto se deteriorando. O prédio pertenceu a outros dois grupos da área médica e também foi motivo de disputa judicial por falência das controladoras indo, inclusive, duas vezes a leilão. Em 2000, o prédio, na posse da Unimed, tinha 80% da área externa concluída, janelas de vidro e pintura nova, além de heliponto. Por conta do imbróglio, a construção se degradou, a fachada foi pichada e os vidros quebrados. "Serão necessárias medidas mitigadoras dos impactos causados ao tráfego do entorno", lembra a urbanista Lucila Lacreta, do Defenda São Paulo.

O GLOBO ONLINE

Drogas que baixam pressão ajudam a prevenir a cirurgia cardíaca de troca de válvula

O uso de medicamentos normalmente receitados para controle de hipertensão pode substituir a cirurgia e reduzir o risco de mortalidade em pessoas com estreitamento da aorta, por calcificação. Pesquisadores canadenses, liderados pelo professor Philippe Pibarot, da Laval University e presidente de pesquisas em doenças da válvula do coração do Quebec Heart & Lung Institute, fizeram uma exposição da descoberta no Congresso Canadense de Cardiologia. O estreitamento da aorta é a condição responsável por algo entre 10 mil e 15 mil mortes na América do Norte todo ano, e por cerca de 80 mil cirurgias cardíacas anualmente.

Pibarot disse que uma válvula cardíaca normal é "macia e fina, como uma fatia de tomate", mas, com a doença, a válvula torna-se "endurecida e estreitada (assemelhando-se a uma couve-flor)". Isto porque os depósitos de cálcio alteram a forma da válvula. Isto impede a abertura correta e cria uma "sobrecarga de pressão" perigosa dentro do coração. A suposição era que a estenose aórtica seria uma doença degenerativa relacionada com o envelhecimento e o desgaste acumulado numa válvula cardíaca. Mas estudos recentes indicaram que a estenose aórtica tem alguns fatores genéticos e depende de um estilo de vida que favorece a obesidade.

Pibarot e colegas acompanharam 340 pacientes com estenose aórtica, 73% dos quais também tinham algum grau de hipertensão. E 34% por cento estavam tomando inibidores da ECA, uma droga contra a hipertensão, 16% estavam ingerindo receptores de bloqueadores de angiotensina, uma outra droga para combate à hipertensão e 50% estavam em nenhuma medicação para prevenir hipertensão.

Em comparação com os indivíduos que estavam sem nenhuma medicação, aqueles que estavam tomando inibidores da ECA tiveram estreitamento menor de sua válvula. Entre os pacientes que tomavam receptores de bloqueadores de angiotensina, a doença diminuiu consideravelmente. O processo de estreitamento foi três vezes mais lento do que nos indivíduos que não estavam tomando medicamento algum, avaliou o medico canadense.

PORTAL UOL

Vacina contra HPV previne maioria das lesões anais pré-cancerosas

Uma vacina contra o papilomavírus humano (HPV), infecção sexualmente transmissível que pode causar câncer de útero nas mulheres, também previne a maior parte das lesões pré-cancerosas anais em homens homossexuais, destacou um estudo publicado esta quarta-feira.

Os homens vacinados contra o HPV tiveram 75% menos lesões anais que evoluíram para o câncer do que outros que receberam um placebo, segundo estudo internacional publicado na revista New England Journal of Medicine.

As descobertas foram divulgadas um dia depois de que um comitê de especialistas instou os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos a recomendar a vacinação de rotina contra o HPV em meninos de 11 e 12 anos.

Espera-se que o CDC aceite a recomendação e emita um anúncio formal em dois meses.

O HPV é a doença sexualmente transmissível mais comum, com mais de 40 subtipos, alguns dos quais podem causar câncer de útero e verrugas genitais. Normalmente, no entanto, o HPV não provoca qualquer sintoma e é eliminado sozinho pelo corpo.

Se detectadas a tempo, as lesões causadas pelas quatro cepas particularmente virulentas podem ser eliminadas, prevenindo o desenvolvimento do câncer. Mas os especialistas dizem que a vacinação contra o HPV é crucial antes de as pessoas começarem a vida sexual.

Segundo dados oficiais, nos Estados Unidos são diagnosticados 6.000 casos de câncer de ânus e cerca de 800 pessoas morrem por causa da doença.

"O que este estudo mostrou é que estes tipos de câncer e mortes poderiam ser evitados", disse o cientista chefe das pesquisas, Joel Palefsky, diretor da Clínica de Neoplasia Anal da Universidade da Califórnia, em San Francisco.

Participaram da pesquisa 602 homens homossexuais, sexualmente ativos, do Brasil, Austrália, Canadá, Croácia, Alemanha, Espanha e Estados Unidos.

Os participantes do estudo, financiado pelo laboratório Merck, receberam aleatoriamente um placebo e três doses injetáveis da vacina Gardasil, do Merck.

A vacina, tetravalente - ou seja, atua em quatro cepas independentes do HPV - é a única no mercado contra o HPV com licença de uso em meninos e homens.

O experimento foi realizado entre 2006 e 2008 e incluiu três anos de acompanhamento, prazo após o qual os que nunca foram expostos ao HPV demonstraram uma taxa 75% menor de infecções anais de HPV e lesões pré-cancerosas anais.

As pessoas expostas a um ou mais tipos de HPV que o Gardasil busca prevenir apresentaram 54% menos lesões do que os que não tomaram a vacina.

"Com base nestes dados, a vacina funciona bem para prevenir a infecção por HPV e as doenças pré-cancerosas anais, e é provável que previna o câncer anal nos homens", disse Palefsky.

"O momento ideal para iniciar a vacinação seria antes da vida sexual, mas a vacina também pode ser útil depois de ter sido iniciada", acrescentou.

A maioria dos homens HIV positivo nos Estados Unidos também está infectada com HPV, e a incidência de câncer anal aumenta tanto em homens quanto em mulheres, disse Palefsky.

O HPV está vinculado a quase 13.000 casos de câncer de útero ao ano em mulheres americanas, 4.300 deles fatais, e também se suspeita que esteja relacionado a um aumento dos casos de câncer de cabeça e pescoço, devido à sua transmissão durante o sexo oral.

SITE BOA SAÚDE

Vacinas contra gripe são menos eficazes em obesos

A vacina contra a gripe pode ser menos eficaz em pessoas obesas, aponta um novo estudo desenvolvido na University of North Carolina (EUA). O estudo pode explicar um fenômeno visto durante a vacinação contra a gripe suína em 2009. De acordo com pesquisadores, obesos mostraram respostas imunológicas piores às vacinas.

Os cientistas analisaram pessoas que foram vacinadas em 2009 com a vacina contra o vírus comum da gripe para o inverno daquele ano. Os resultados mostraram que pessoas obesas, acima do peso e de peso saudável desenvolveram anticorpos contra a gripe no primeiro mês após a vacinação. Porém, o número de anticorpos caiu mais rapidamente nos pacientes que não tinham um peso saudável.

“Esses resultados sugerem que pessoas acima do peso ou obesas estariam mais propensas do que pessoas de peso saudável a terem gripe após a exposição ao vírus”, explica a pesquisadora Melinda Beck. “Estudos anteriores indicaram a possibilidade de que a obesidade possa prejudicar a habilidade do corpo humano de lutar contra vírus da gripe. Esses novos resultados parecem nos dar uma razão por que pessoas obesas estavam mais suscetíveis à influenza durante a pandemia do H1N1 quando comparados à pessoas de peso saudável”.

Essa diferença pode ser causada porque os níveis de anticorpos da vacina contra influenza diminuem significativamente em pessoas obesas. Além disso, um tipo de células brancas, os leucócitos, é defeituoso em pessoas acima do peso.

A pesquisa foi publicada no periódico International Journal of Obesity.

Quarta-feira, 26.10.11

AGÊNCIA CÂMARA

Relator quer conselho nacional para solucionar problemas dos planos de saúde

O relator da Subcomissão Especial que Avalia o Sistema de Saúde Complementar, deputado Mandetta (DEM-MS), propôs a criação de um conselho nacional para solucionar problemas imediatos em torno dos planos e seguros privados de saúde. A medida consta do parecer preliminar apresentado nesta quarta-feira.

O texto é acompanhado de um projeto de lei que cria o Conselho Nacional de Saúde Suplementar, de caráter deliberativo e com poder para definir diretrizes e controlar a execução da política no setor.

A proposta altera as Leis 9656/98 e 9961/00, que regulamentam o setor. O novo órgão, de acordo com o projeto, será composto pelo presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ou representante, pelo secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, e por representantes dos ministérios do Trabalho e da Previdência Social, por 16 representantes dos consumidores (8 titulares e 8 suplentes, contemplando todas as regiões do País), 8 representantes dos trabalhadores em saúde (4 titulares e 4 suplentes) e 8 representantes das operadoras (4 titulares e 4 suplentes).

O texto final será discutido e votado no dia 9 de novembro.

Mediação de conflitos

Mandetta argumenta que a ANS se preocupa apenas com os aspectos financeiros e administrativos das operadoras. Para o relator, é preciso criar um fórum deliberativo para mediar conflitos e pactuar avanços em um setor que corre risco de entrar em colapso a médio e longo prazos. "Há uma falha muito clara na lei que regulamenta os planos de saúde e cria a Agência Nacional de Saúde Suplementar porque ninguém é responsável por dirimir conflitos e não há nenhum espaço de negociação.”

O relator acrescenta que a agência não tem a competência de mediar, por exemplo, as relações entre médicos e planos de saúde. “O consumidor está pagando essa conta porque o médico faz paralisações pontuais. Os médicos estão se organizando em cooperativas e estão saindo do plano de saúde, tornando o setor muito concentrado. A agência não dá conta do volume de reclamações".

Segundo Mandetta, o conselho nacional poderá, inclusive, definir critérios para que a ANS desempenhe melhor o seu papel de regulação e de intervenção no mercado. O relator afirma ainda que o diálogo articulado no conselho vai funcionar como elemento estabilizador.

O relator lembra que os desafios do setor vão exigir respostas bem mais rápidas do que aquelas oferecidas pela legislação. "Esse setor tem enormes desafios pela frente: o envelhecimento da população, a concentração de tecnologia na mão de grupos, a exploração em escala dos meios de diagnóstico e a rede de saúde brasileira, que não pode ser pensada só nos grandes centros, mas também na cidade do interior”, enfatizou.

Concentração de poder

Na opinião do relator, o sistema de saúde suplementar projeta um cenário de extrema concentração de poder financeiro e barganha por parte das grandes operadoras dos centros urbanos; privilegia os grandes conglomerados da indústria farmacêutica, de órteses e próteses e de exames complementares; além de inviabilizar a existência das pequenas e médias operadoras.

Mandetta reclama que a ANS, desde a sua criação, preocupou-se apenas com os aspectos financeiros e administrativos das operadoras. “Por um lado, contribuiu para a melhoria das condições de funcionamento das grandes operadoras; por outro lado, dificultou a expansão do mercado de planos de saúde, que tem um crescimento muito tímido frente ao potencial do mercado brasileiro".

Para Mandetta, um conselho terá agilidade, tendo em vista que as leis demoram muito tempo para ser feitas e, quando são prontas, a realidade já é outra. “O projeto Genoma está aí e nós temos a tecnologia avançando rapidamente”, acrescentou.

A subcomissão especial funciona no âmbito da Comissão de Seguridade Social. O relatório preliminar está aberto para sugestões dos demais parlamentares.

AGÊNCIA ESTADO

Parceria entre Brasil e Ucrânia mantém redução de preço de insulina

A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, reforçaram ontem o acordo que garante a troca de tecnologia para produção nacional de insulina.

A parceria vem garantindo um dos menores preços no mundo de Insulina Humana NPH, segundo o Ministério da Saúde.

A renovação da transferência de tecnologia entre a Fiocruz, fundação ligada ao Ministério, e o laboratório ucraniano Indar garante economia ao Sistema Único de Saúde, ao manter uma referência nacional de preço e dar competitividade ao setor.

A estimativa é que, sem o acordo, os valores seriam de R$ 20 por frasco, em vez dos R$ 2,5 praticados atualmente nas compras do governo federal. A aquisição por licitação representa 75% do total.

As demais 25% são feitas pelo acordo. Nessa modalidade, o frasco é adquirido por R$ 11,57, o que inclui a transferência de tecnologia, diz o Ministério.

AGÊNCIA BRASIL

Conselho de Enfermagem entra com ação civil pública contra gestão de hospital federal no Rio

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ) entrou com ação civil pública no Ministério Público Federal (MPF) para verificar se há irregularidades no Hospital Federal Cardoso Fontes, que funciona em Jacarepaguá, na zona oeste da capital fluminense. A medida foi tomada após a paralisação de profissionais de saúde, ocorrida na última segunda-feira (24), em protesto contra a falta de enfermeiros, pediatras, anestesistas e técnicos de enfermagem na unidade.

Segundo o presidente do Coren-RJ, Pedro de Jesus da Silva, o pedido foi aceito pelo Ministério Público e, em breve, serão impostas as determinações. Para Silva, é “humanamente impossível” que o quantitativo atual de enfermeiros e auxiliares de enfermagem possa atender à demanda de pacientes por leitos.

“Tem que ter um quantitativo adequado de enfermeiros e técnicos para que seja dada assistência adequada à população, porque ela já paga por isso em seus impostos. No caso do Cardoso Fontes, há uma falta de 244 enfermeiros e 322 técnicos de enfermagem. É uma coisa muito gritante”, disse o presidente co conselho.

Silva ressaltou ainda que a carência de profissionais de saúde na unidade é decorrente de problemas na gestão do Ministério da Saúde. “A culpa é do gestor, porque ele tem que prover a quantidade de profissionais adequada”.

O Hospital Cardoso Fontes é referência em tratamento de câncer e doenças neurológicas, além de urologia e ginecologia. Na última semana, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que, dentro de duas semanas, 17 médicos anestesistas que passaram em concurso público iniciariam suas atividades. Ele disse ainda que já negocia com o Ministério do Planejamento novas contratações.

ESTADÃO.COM.BR

Importador de lixo hospitalar deve ser indiciado

Laudo do IC confirma sangue em algumas das peças examinadas, diz secretário de Defesa Social

O inquérito da Polícia Federal que investiga a importação de lixo hospitalar pela empresa Na intimidade, de Santa Cruz do Capibaribe, a 205 quilômetros do Recife, só aguarda os laudos do Instituto de Criminalística de Pernambuco (IC) e do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para ser concluído. "É boa a possibilidade de o importador (Altair Teixeira de Moura) ser indiciado", disse ontem, em conversa com jornalistas, o delegado regional de combate ao crime organizado da Policia Federal, Nilson Antunes da Silva.

O empresário pode ser indiciado pelos crimes de contrabando - importação de material proibido - e de crime ambiental - contaminação do ambiente com material biológico, no caso, lixo hospitalar. "Se o laudo apontar que o produto é usado, já caracteriza contrabando e se apontar resquícios biológicos, pode ser qualificado o crime ambiental", explicou o delegado. O produto importado era utilizado na confecção de forros de bolsos para confecções.

O secretário estadual de Defesa Social, Wilson Damázio, confirmou a existência de sangue em algumas peças examinadas pelo IC, cujos laudos deverão ser entregues hoje (27) à Polícia Federal. O material analisado pelo IC é composto por lençóis e jalecos usados, muitos com manchas, recolhidos nos galpões da importadora em Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe. "Mesmo os que não apresentavam sangue estavam sujos, usados", assegurou ele.

Amostras das 46 toneladas de lençóis apresentando manchas e com logomarcas de hospitais norte-americanos - além de cateteres, seringas e luvas usadas -apreendidos e retidos no Porto de Suape, nos dias 11 e 13, em dois contêineres embarcados no Porto de Charleston, na Carolina do Sul, ainda serão encaminhadas para análise do INC, em Brasília, além de amostras também recolhidas pela PF nos três galpões da Na Intimidade.

INVESTIGAÇÃO DOCUMENTAL

De acordo com o delegado, Altair Teixeira de Moura já realizou cerca de 20 importações à empresa Texport Inc desde que abriu sua empresa, em 2009. Os documentos apreendidos nas sedes da Na Intimidade estão sendo analisados para saber como ocorriam as importações anteriores, como era feito o pagamento, qual a movimentação e capacidade financeira da empresa, cujo nome fantasia é Império do Forro de Bolso. Segundo Antunes da Silva, não há, até o momento, indícios de outras empresas pernambucanas envolvidas com este tipo de importação.

A polícia federal norte-americana (FBI) atua no caso auxiliando a PF com informações da empresa exportadora, a Texport Inc. "Queremos saber o histórico dessa empresa, quem são os sócios, para quem mais ela exporta", afirmou o delegado. "Não temos acesso a essas informações e o Estado americano tem interesse nesse tipo de conduta que pode configurar crime também naquele País".

Segundo o delegado, não há motivação para pedir prisão preventiva do empresário, que está colaborando com as investigações. Além de ouvir o importador, a PF já terminou a fase de oitiva dos funcionários da empresa. "A parte testemunhal está encerrada", informou ele, que espera que o inquérito, instaurado no dia 19, seja concluído no prazo de 30 dias.

BAND.COM.BR

Reforma no sistema de saúde divide americanos

Levantamento da Associated Press mostra que 40% apoiam mudanças aprovadas no ano passado, enquanto 41% se opõem

A intensa reforma no sistema público de saúde nos Estados Unidos, aprovada no ano passado pelo Congresso, divide os norte-americanos. Segundo o correspondente da Band em Nova York, Luiz Megale, uma pesquisa realizada pela agência Associated Press aponta que 40% da população apoia as mudanças, enquanto 41% são contra.

Hoje, o sistema de saúde pública praticamente inexiste nos Estados Unidos e atende apenas maiores de 65 anos, veteranos de guerra e crianças de famílias pobres. O atendimento gratuito acontece apenas nas salas de emergência, equivalentes aos pronto-socorros no Brasil. Mas após o primeiro atendimento, se o paciente não tiver um plano ou dinheiro, ele é literalmente colocado para fora, seja qual for as condições de saúde.

Mesmo sem uma proteção universal, o sistema de saúde é caro e consome US$ 2 trilhões anuais do governo. Em 2007, uma consultoria entrevistou médicos e pacientes dos Estados Unidos e de países como Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Austrália, Reino Unido e Alemanha. O resultado foi impactante: a rede norte-americana é a pior dentre as analisadas.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elegeu como uma das prioridades de seu governo a reformulação do sistema de saúde, para levar atendimento gratuito a cerca de 30 milhões de pessoas. O projeto foi aprovado no início do ano passado no Congresso, mas o caso pode chegar à Suprema Corte, após ações judiciais movidas por laboratórios farmacêuticos.

PANTANAL NEWS

Municípios têm até o fim do mês para se inscrever no Plano de Saneamento da Funasa

No próximo dia 31 de outubro, termina o prazo para o envio das propostas que irão regulamentar a seleção dos municípios que estão pleiteando apoio técnico e financeiro da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PSMB).

A Superintendência Estadual da Funasa de Mato Grosso do Sul (Suest/MS), por intermédio do Sesam (Serviço de Saúde Ambiental) está alertando as prefeituras, por meio de correio eletrônico, telefonemas e envio de telegramas, sobre a importância do envio de seus projetos dentro do prazo. Durante o contato, a Funasa aproveita para esclarecer as dúvidas das prefeituras sobre o PSMB.

Podem inscrever-se municípios com população de até 50 mil habitantes, exceto os de regiões metropolitanas ou regiões integradas de desenvolvimento econômico, e que atendam as condições de elegibilidade, onde os municípios com população igual ou inferior a 20 mil habitantes devem apresentar a prestação de serviços em saneamento estruturada, (departamento, autarquia municipal, empresas pública, sociedade de economia mista, consórcios públicos e outros), constante no Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto – 2009, do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

Já os municípios com população superior a 20 mil habitantes devem apresentar o plano diretor instituído, em desenvolvimento ou em aprovação e de acordo com a Lei nº 10.257/2001, além da prestação de serviços em saneamento.

Este ano, serão válidas as propostas recebidas anteriormente ao lançamento do programa em 05 de outubro, no entanto, devem ser ajustadas e adequadas às exigências da portaria Nº 566 de 03 de outubro de 2011. No total são 309 propostas em situação Proposta/Plano de trabalho em Complementação no SINCOV (Sistema de Gestão de Convênios) e Mato Grosso do Sul conta com oito projetos enviados antes da publicação da portaria.

Os municípios interessados deverão formular os pleitos com base nos procedimentos estabelecidos no Termo de Referência disponível no site, efetuando o encaminhamento por intermédio do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse/SICONV.

REDE BRASIL ATUAL

Ministério prevê Saúde da Família cinco vezes maior em todo o país

Pela nova Política Nacional de Atenção Básica, o governo federal deverá investir no setor mais de R$ 400 milhões anuais

O Ministério da Saúde estima que as atuais 880 unidades do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) deverão saltar para 4.524, fazendo com que a capacidade de assistência à população brasileira deverá ser cinco vezes maior nos próximos anos. Um NASF é constituído por equipes multidisciplinares que trabalham juntamente com as Equipes de Saúde da Família (ESF), em consultas médicas e programas de educação permanente, discussões de casos, ações de educação em saúde, prevenção, cuidado e reabilitação.

O Brasil tem pouco mais de 32 mil ESFs, responsáveis pela cobertura a mais de 101 milhões de pessoas em todo o território nacional. Cada equipe é responsável por uma população de 2,4 mil a quatro mil habitantes (equivalentes a entre 700 e mil famílias).

Com a nova Política Nacional de Atenção Básica, publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (24), os municípios que tiverem mais de duas equipes de Saúde da Família poderão aderir ao NASF. Estima-se que mais de 3,9 mil implantem o programa. O Ministério da Saúde deverá investir, por ano, de cerca de R$ 403 milhões.

Com a portaria, passam a existir duas modalidades de unidades: NASF Tipo I, em que a soma das cargas horárias semanais dos profissionais que atuam no apoio às Equipes de Saúde da Família (ESFs) deve acumular, no mínimo, 200 horas semanais; e NASF Tipo II, em que os profissionais acumularão, no mínimo, 120 horas semanais. Nas duas modalidades, nenhum profissional poderá ter carga horária semanal inferior a 20 horas.

Os municípios que aderirem ao NASF Tipo I vão receber R$ 20 mil para a implantação e mais R$ 20 mil mensais para o custeio das equipes. A modalidade Tipo II contará com R$ 6 mil para implementação e mais R$ 6 mil mensais para manutenção. Os recursos serão repassados do Fundo Nacional de Saúde para os fundos municipais de saúde.

Outra novidade são as equipes de saúde da família para o atendimento à população ribeirinha da Amazônia Legal e do Pantanal. Essas equipes deverão atender a população por, no mínimo, 14 dias por mês (carga horária equivalente a 8 horas por dia) e, durante dois dias, realizar atividades como educação permanente, registro da produção e planejamento das ações.

Medicina Social

A nova política transfere para a Atenção Básica o atendimento à população em situação de rua ao criar equipes de Consultórios de Rua, até então inseridas na Política Nacional de Saúde Mental. As equipes desses consultórios deverão cumprir carga horária mínima semanal de 30 horas, com período de atuação adequado à demanda dessa população em quaisquer dia da semana, no período noturno ou diurno. O financiamento, que era por meio de editais, passa a ser feito por repasses do Fundo Nacional de Saúde aos fundos municipais de saúde.

A nova Política Nacional de Atenção Básica prevê ainda a possibilidades de aumento dos recursos repassados pelo Ministério da Saúde. A base de cálculo continua sendo per capita, mas o município poderá receber recursos financeiros complementares estabelecidos a partir da análise de especificidades regionais. Ou seja, serão considerados indicadores de saúde e necessidades da população e da região. Os municípios que comprovarem maior necessidade vão receber mais recursos, cuja variação será de R$ 18 a R$ 23 anuais por pessoa.

Os gestores do SUS também poderão ter acréscimo nos repasses pelo Ministério da Saúde a partir de melhoria na infraestrutura dos NASFs e Equipes de Saúde da Família; da implantação de estratégias e programas prioritários na Atenção Básica; da qualificação das equipes, por meio da adesão ao Programa de Requalificação das Unidades Básica de Saúde; e também a partir de resultados da avaliação do acesso e da qualidade, tal como o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ).

GLOBO.COM

ANS: 41,9% dos clientes usam os piores planos

Quase a metade dos usuários de planos de saúde e odontológicos (41,9%) - 24,39 milhões em um universo de 58,15 milhões - estão em empresas que receberam notas de zero a 0.6 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Estes são os resultados do Programa de Qualificação da Saúde Suplementar da ANS, fechado em 2010. O programa avalia as empresas em três quesitos - atenção à saúde, estrutura e operação e satisfação dos beneficiários - conferindo notas de 0 a 1.

No próximo ano, o programa vai ser mudado no quesito satisfação dos beneficiários, pois, além de computar as reclamações feitas no seu site, a ANS vai ouvir os usuários sobre sua percepção de qualidade dos serviços. Os consumidores podem dar suas sugestões sobre esta mudança na consulta pública, aberta no site até sexta-feira.

Apesar destas médias, João Matos, coordenador do Programa de Qualificação da ANS, ressalta que de 2007 para 2010 houve uma melhoria nos serviços prestados pelas operadoras:

- O Programa de Qualificação de Operadoras vem atingindo o objetivo de induzir o mercado no sentido de cumprir as diretrizes estratégicas da ANS, cumprindo os indicadores. Na parte de operadoras médico-hospitalares, houve um aumento do percentual de empresas situadas nas duas faixas de notas mais altas, passando de 11% em 2007 para 32% em 2010. E houve queda do percentual de operadoras com notas mais baixas, de 32% em 2007 para 23% em 2010.

Na primeira faixa, a pior nota, estão 249 operadoras, que reúnem 4,7 milhões de usuários. Quase o mesmo número de consumidores (4,4 milhões), de 46 operadoras, que utilizam os planos com maiores notas. A maioria dos usuários (21,2 milhões) possui planos com notas de 0,60 a 0,79.

JORNAL DA TARDE

Greve dos médicos é contra caos na saúde

Cerca de 100 mil médicos do Sistema Único de Saúde( SUS) estão em greve em 21 Estados reivindicando melhores condições de trabalho e correção das tabelas de consultas, há muito tempo desatualizadas em relação aos valores pagos no mercado.O movimento é coordenado pela Associação Médica Brasileira (AMB), pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM),cujo vice-presidente, Aloísio Miranda, revela que o atendimento em muitos hospitais públicos no Brasil atenta contra os direitos humanos. "O movimento é a favor da assistência médica. Queremos dizer à população que estamos ao lado dela, que a assistência hoje está abaixo daquilo que desejamos e do que a população espera", garantiu ele.

Ao contrário do cenário paradisíaco descrito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o retrato da saúde pública no Brasil hoje se avizinha de forma preocupante do caos,para não dizer do inferno. A população cresce - e em maior proporção aumenta o número de idosos, que exigem mais atenção médica - e,sema menor conexão coma realidade, o número de leitos hospitalares decresce: o País perdeu 203 mil, entre 1990 e 2011. Conforme o estudo Assistência Médica Sanitária, do IBGE, havia, em2001, 431.996 leitos hospitalares para uma população de mais de 190 milhões de habitantes.Este é o menor número nos últimos 33 anos e o problema concentra-se nos hospitais particulares conveniados como SUS. O índice de leitos por mil habitantes, que era de 2,4 em 2005, caiu para 2,3 no ano passado. E o índice nacional, de 1,3, ainda é uma miragem em 20 dos27Estados.A média registrada nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) era de 3,8em 2007. Obedientes à fantasia irrealista de Lula, os burocratas do Ministério da Saúde atribuem a redução de leitos a sua política de dar prioridade ao atendimento de emergência e aos serviços de apoio a diagnósticos, para tentar reduzir o número de internações. Segundo eles, isto estaria "alinhado à tendência mundial".

Vários hospitais tiveram de fechar as portas, porque os custos dos atendimentos e cirurgia são o dobro dos repasses do Ministério da Saúde. Os que conseguiram o milagre de se manter abertos deixaram de investirem tecnologia e processos de expansão. Há ainda os que,mesmo com o aumento da demanda de hospitais, passaram a atender exclusivamente à saúde complementar.

A baixa remuneração é outro capítulo. Alguns planos de saúde pagam R$ 13,5 mil à equipe que implanta ponte de safena, cirurgia pela qual o SUS paga R$ 1mil. As entidades que coordenam a greve defendem um piso salarial de R$ 9.188,22,quatro vezes o salário-base de R$ 1.946,91atualmente pago aos médicos.

A greve é consequência do desleixo do governo, que não cuidada saúde e quer criar um imposto para financiá-la. Não falta dinheiro, falta gestão competente.

PORTAL G1

Aparelho disponível no SUS trata câncer com radiação e sem cortes

Técnica atinge células cancerígenas, com risco mínimo aos tecidos sadios.

Equipamento é acessível na rede pública paulista por meio do Icesp.

Um aparelho disponível no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) é o primeiro a ser adotado por um hospital público do país para tratar câncer por meio de uma técnica conhecida como radiocirurgia. O procedimento dispensa a necessidade de cortes no corpo do paciente.

Com o equipamento, uma grande dose de radiação é usada em pontos específicos do corpo para matar as células cancerígenas. Segundo a Secretaria de Saúde paulista, a chance de danos a tecidos sadios é mínima.

A operação é recomendada para pessoas que tenham câncer, mas não podem passar por cirurgias convencionais. É indicado tanto para combater tumores primários ou mesmo metástases no pulmão e na coluna vertebral - desde que isoladas e com no máximo 5 centímetros de diâmetro.

A radiocirurgia pode durar cerca de uma hora e permite a liberação imediata do paciente. São necessárias até cinco sessões durante todo o tratamento. Já na radioterapia tradicional, o número de sessões pode chegar a 30.

Antes do tratamento, a localização exata do tumor é conhecida por imagens coletadas por uma equipe de médicos e físicos. A precisão do aparelho permite que o tumor seja destruído mesmo após pequenas movimentações provocadas pela respiração. Os disparos de radiação mudam quando o equipamento detecta um tecido saudável, o que reduz o risco de danos a regiões sadias no corpo do paciente.

Segundo o diretor-geral do Icesp, o oncologista Paulo Hoff, a técnica é importante por estar disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e ser um tratamento de ponta, mesmo que indicado a apenas alguns pacientes.

DIÁRIO DE CUIABÁ

Caos da Saúde em MT impede paralisação

Categoria se mobiliza fazendo palestra a estudantes de Medicina e participando de audiência, mas mantém atendimento para evitar prejuízo

Levando em consideração que o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é calcado nos casos de urgência e emergência, o protesto dos médicos que atendem pela rede pública ocorreu de forma simbólica ontem, em Mato Grosso. Em nível nacional, a categoria decidiu paralisar por 24 horas.

“Decidimos por não paralisar as atividades porque a saúde pública em Mato Grosso já está uma calamidade. Então, para que a população não sofra ainda mais nós tomamos a decisão de mobilização”, afirmou a presidente do Sindicato dos Médicos (Sindimed), Elza Queiroz.

As três principais reivindicações da categoria são a garantia da qualidade e dignidade do atendimento, melhor remuneração pelos serviços prestados e aumento do montante do dinheiro destinado pelos governos federal, estaduais e municipais ao sistema público de saúde.

Em Mato Grosso, atuam 3,8 mil médicos. Desses, a maioria trabalha nos sistemas público e privado. “Na Capital, o piso pago ao profissional da área médica é de R$ 1.600”, observou.

O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Arlan Azevedo, lembrou ainda os valores baixos pagos para determinados procedimentos. Conforme ele, o SUS paga cerca de R$ 40 para a aplicação de anestesia para a realização de uma cesariana. Na rede particular, o custo gira em torno de R$ 400. Para uma cirurgia de fimose são pagos em torno de R$ 30. “Custa menos que um corte de cabelo”, reforçou.

Segundo Azevedo, por causa de situações como estas, há casos de profissionais deixando de trabalhar nos hospitais. “Há pediatras que estão deixando as unidades hospitalares e indo trabalhar em PSFs por que paga mais”, acrescentou.

Em Cuiabá, conforme Elza Queiroz, houve a realização de uma palestra para 70 alunos do curso de Medicina da Unic.

“Começos o dia com uma aula sobre a realidade do sistema público de saúde para que tenham consciência da importância de participarem e estarem envolvidos na defesa da saúde pública. Após, participamos da audiência pública sobre a saúde mental na Assembleia Legislativa”, comentou.

O movimento nacional foi liderado pela Associação Médica Brasileira (AMB), Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

O GLOBO ONLINE

Drogas que melhoram a inteligência ainda têm sérios efeitos colaterais

Se você pudesse tomar uma pílula que, instantaneamente, melhora a sua memória e aumenta a sua capacidade de compreensão de idéias complexas, você tomaria este medicamento? E se você pudesse aumentar a sua capacidade de assimilar novas linguagens? As respostas a estas perguntas podem agora tornar-se mais urgentes porque uma série de melhorias cognitivas estão rapidamente se tornando disponíveis através da investigação farmacêutica.

Muitos dos primeiros sinais desses novos medicamentos surgiram a partir do aprimoramento de pílulas que são atualmente usadas para tratar déficit de atenção. A mais famosa delas é a Ritalina. No entanto, as drogas que poderiam aumentar a nossa capacidade cognitiva podem ter muitos efeitos colaterais. Para que uma segunda geração destes medicamentos chegue ao mercado é ainda preciso aprimorar os níveis de segurança de seu consumo.

Esta semana, a revista Annals of Surgery publicou uma pesquisa sobre uma importante melhoria no desempenho dos médicos que usam uma droga chamada modafinil, que serve para manter em alerta a parte cognitiva do cérebro. Eles foram mais atentos em sua rotina diária de trabalho e também tiveram melhoria em sua memória. Mas não se sabe ainda quais os riscos que os usuários dessas drogas correriam, por consumirem tais medicamentos no longo prazo

Além disto, os pesquisadores da inteligência humana não levam em consideração que existem vários tipos de inteligência. Para os que valorizam as habilidades lógicas, há um tipo de investimento. Os que imaginam melhorar os níveis de inteligência emocional teriam outras preocupações. E a melhoria da cada um destes tipos pode exigir técnicas completamente diferentes e implica conseqüências bastante distintas.

Outra grande questão que ronda este tipo de pesquisa é determinar quem são os usuários potenciais destes medicamentos. Seria possível usar este recurso para, por exemplo, melhorar a memória de testemunhas nos tribunais. Poderia a sociedade procurar melhorar a capacidade de empatia de criminosos, de modo a facilitar de forma eficaz a sua reabilitação?

- Para além dos usuários dos medicamentos, uma coisa é certa: todas estas alterações irão mudar drasticamente o que somos, as condições de nossa existência e ordem das coisas dentro da sociedade. Já não seria uma grande escola ou o bom exemplo dos pais uma influência tão grande sobre as probabilidades de um filho ter um desempenho melhor ou ser capaz de exceder suas limitações ao longo da vida - comenta o professor Andy Miah, Director do Centro Criativo de Pesquisas do Futuro da Universidade do Oeste da Escócia, no Reino Unido.

Aqueles que são cautelosos com esses medicamentos argumentam que há muitas coisas que fazemos hoje, que exigem pouco esforço, mas que podem ter efeitos similares para melhorar o cérebro, como dormir bem, tomar café todas as manhãs, ou comer peixes oleosos.

- Ninguém pode subestimar o esforço individual e a educação. Mas a perspectiva de drogas inteligentes poderia melhorar as condições gerais de muitas pessoas. Se mais pessoas aprimorarem os seus níveis de todas as formas de inteligência, então teremos todos uma sociedade muito mais rica. É também por isso que valorizamos a educação. Acreditamos que uma mente iluminada pode fazer uma contribuição maior para a sociedade e pode até levar a uma vida mais rica. Isto não significa que apenas a educação formal seria valiosa, mas que o mérito da aprendizagem seria também universalmente compartilhada - avalia o dr. Miah.

Esta nova geração de medicamentos para melhorar a concentração, o raciocínio e a memória ainda causa muita polêmica entre cientistas, mas, quando afinal chegar ao mercado, depois de passar por testes de segurança, vão inaugurar uma nova etapa nas formas de aprendizado e análise de desempenho de bilhões de seres humanos.

PORTAL DA SAÚDE

Brasil vai ampliar investimentos no setor oncológico

Ministério da Saúde cria rede de desenvolvimento e inovação de fármacos anticâncer, que vai incentivar pesquisas e produção nacional na área

O Governo Federal vai articular centros de referência em farmacologia, pesquisa clínica e não-clínica para direcionar suas atividades ao setor oncológico. A Rede Nacional de Desenvolvimento e Inovação de Fármacos Anticâncer (Redefac) foi instituída pelo Ministério da Saúde nesta semana para estimular a produção nacional de tecnologias terapêuticas inovadoras na área, diminuir a dependência do mercado externo em relação e elevar a competitividade da indústria brasileira.

“Esta iniciativa representa a entrada do Brasil na produção de tratamentos inovadores para o câncer, sendo hoje os principais os biológicos, destacando-se os anticorpos monoclonais. O nosso objetivo principal é facilitar o acesso da população ao que há de mais moderno em saúde, com o melhor custo-benefício”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Carlos Gadelha.

O BNDES e o Ministério da Saúde inicialmente vão investir R$ 7,5 milhões para montar a rede, que será administrada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e composta por grupos de pesquisa e desenvolvimento ligados a instituições públicas brasileiras, tais como Fiocruz, BNDES, Laboratório Nacional de Biociências e Finep. A gestão da rede também contará com o apoio da Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer (FAF), entidade filantrópica privada, sem fins lucrativos, cujo objetivo é apoiar o Inca na Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.

A Redefac vai estabelecer uma política priorizando o potencial translacional de projetos de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos anticâncer, monitorar e apoiar a proteção intelectual de resultados desses projetos e incentivar e negociar a transferência de tecnologias. Além disso, implementará programas de capacitação de recursos humanos voltados para oncologia.

O governo investe R$ 2,5 bilhões por ano em pesquisa e produção nacional de produtos oncológicos.

CUBA

A Redefac consolida um movimento que o Ministério da Saúde já vinha fazendo. Em setembro, fechou com Cuba parceria de cooperação tecnológica que envolve a produção nacional, via transferência de tecnologia cubana, de sete inovadores medicamentos oncológicos. Os acordos prevêem prioridade para o registro deles na Anvisa e a conseqüente avaliação tecnológica deles para possível incorporação no SUS. A maioria dos medicamentos é composta por anticorpos monoclonais, que estão na fronteira da biotecnologia mundial por não atacarem células saudáveis. Apenas as cancerígenas são atingidas por este tipo de medicamento, o que evita efeitos colaterais. Os medicamentos vão tratar principalmente de tumores de origem epitelial, de pulmão, leucemia, mama e colo retal.

“É uma prioridade para o Brasil a ampliação dos acordos internacionais e as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) para transferência de tecnologia e produção nacional de novos medicamentos voltados ao tratamento de doenças prevalentes na população brasileira”, afirma o ministro Alexandre Padilha. As PDPs têm contribuído para a redução do déficit na balança comercial, já que o Brasil importava quase que a totalidade de seus insumos. Esta estratégia se insere nas diretrizes do Plano Brasil Maior ao colocar a inovação em saúde no centro da política nacional de desenvolvimento.

AGENDA


- HOSPITAL BUSINESS 2011

27 E 28 DE Outubro de 2011 / Copacabana / Rio de Janeiro

O Hospital Business reúne congresso científico e exposição de produtos, serviços e equipamentos; possibilitando o intercâmbio de conhecimento em um espaço de proposição e debates de idéias, onde profissionais se encontram para pensar a formação e agregar conhecimento aliado à experiência profissional. A exposição, em uma era cada vez mais digital, é o único canal onde o comprador, o vendedor e o produto se encontram fisicamente – uma força potente para os negócios que possibilita que os profissionais tenham acesso à lançamentos de novos produtos, novas tecnologias que terão impacto significativo em sua atuação profissional.

Inscrições: http://www.hospitalbusiness.com.br/inscricao2011.asp

Contato: http://www.hospitalbusiness.com.br/contato.asp

- X Encontro Nacional de Economia da Saúde

O X Encontro Nacional de Economia da Saúde será realizado nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2011, no Hotel Embaixador, na cidade de Porto Alegre/RS.

Mais informações: http://www.ppge.ufrgs.br/abres/index.php


- Custos na Saúde e Pagamento por Pacotes

Unidas / AssPreviSite

27 e 28 de outubro de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

- Fornecer elementos para análise da constituição e do perfil dos custos da assistência à saúde no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização mediante formatação de pacotes para o pagamento dos serviços.

- Fornecer noções de Economia Básica e de custos em geral.

- Identificar os componentes dos custos na assistência à saúde.

- Identificar fatores que agravam os custos na saúde

- Destacar mecanismos de regulação na utilização dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos assistenciais.

- Avaliar o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde no mercado de saúde suplementar.

- Avaliar a repercussão da atuação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público e PROCON nos custos de assistência à saúde.

- Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.

- Analisar recomendações para formatação, formalização e operacionalização de pacotes.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Saúde Suplementar: Quem está satisfeito?

AssPreviSite

04 de Novembro de 2011

Quando nenhum dos atores de um sistema se encontra satisfeito alguma coisa estranha acontece no mesmo!

Num ano com muitas propostas e mudanças oriundas da ANS vamos promover um debate que busca:

- Avaliar o contexto da situação de um sistema em que não encontramos, em princípio, nenhum de seus atores satisfeitos;

- Entender o cenário 2011, com destaque para os temas das recentes ações da ANS e seus desdobramentos e impactos para as operadoras de planos de saúde e demais atores do sistema; e

- Realizar uma leitura das perspectivas para o segmento de saúde suplementar frente ao cenário que se apresenta para 2012.

Assim, no próximo dia 04 de novembro, em São Paulo, das 9h00 às 17h00, acontece uma reunião de dirigentes, gestores e profissionais para debater a situação atual do sistema de saúde suplementar.

Tendo como convidados destacados nomes de especialistas, dirigentes de entidades associativas e empresas do segmento vamos verificar e avaliar tantas e tantas ações da ANS neste ano de 2011 (que resultados trouxeram, os desdobramentos e suas conseqüências, como se pode analisar o status vigente) e o que se pode esperar para 2012 neste importante sistema.

O sistema melhorou em 2011? Em que e para quem? Houve desenvolvimento ou retração? O que se visualiza para 2012?

Se você compartilha desta percepção, vamos conversar a respeito! Participe desta oportuna e estratégica reunião! A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais). Informações e reservas pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br

- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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