Leia
nesta edição:
- A dor dos outros
- Técnica cirúrgica facilita remoção
de pele de quem perdeu muito peso
- Plástica muda até a
personalidade da paciente
- Exame de
pele ou sangue não deve procurar alergias,
alertam médicos
- Mulheres
com implante mamário francês devem procurar
médico
- Hospitais
sob intervenção
em Bauru-SP entram em greve
- Fleury
capta R$ 450 milhões com emissão de debêntures
- Operadoras
de planos de saúde deverão publicar
na web suas redes assistenciais
- Divulgadas
melhores práticas de gestão do trabalho
- Projeto
proíbe que conselho cobre mais de uma anuidade
do mesmo médico
- AxisMed
investe em novas tecnologias e melhora os procedimentos de
orientação à saúde
- Escândalo
do silicone adulterado assusta latino-americanas
- Hospitais
e UPAs devem reduzir superlotações
Terça-feira,
27.12.11
FOLHA DE S. PAULO
A dor dos outros
Clínica paulistana se especializa em ajudar parentes
de pessoas doentes a lidar com o diagnóstico de problemas
graves e evitar a desestruturação da família
Mariana Versolato
Um diagnóstico impactante de doenças como câncer
ou mal de Alzheimer geralmente é acompanhado de um pacote
de turbulências que desestruturam a família.
Negação (por parte do doente ou dos familiares),
culpa ou sobrecarga de um dos parentes podem fazer parte do "combo",
junto a outras questões próprias de cada núcleo
familiar.
Foi para
tratar especificamente parentes que se sentem despreparados
para lidar com um diagnóstico difícil que a psicóloga
Cláudia Barroso e a psicanalista Sonia Pires criaram o
Bem-me-Care - SOS Family.
O serviço da clínica, em São Paulo, é um
tipo de pronto-atendimento para os parentes e pode ser feito
em um a sete encontros.
"A gente não trabalha os conflitos preexistentes;
a ideia é olhar especificamente para esse trauma que 'quebrou'
a família", afirma Pires
"Na maioria das vezes, as angústias dos familiares
passam na periferia. O efeito existe, mas nem sempre se olha
para isso", diz Barroso.
O atendimento
tem uma regra: o paciente não pode participar.
Sua presença poderia inibir os familiares a falar sobre
a culpa ou a raiva que sentem em relação à situação.
TRATAMENTO
Segundo as
especialistas, o trabalho ajuda a fortalecer mecanismos para
enfrentar a doença e, como resultado, pode até aumentar
o sucesso do tratamento do adoecido.
"Se há negação da doença, o
paciente deixa de ter o atendimento e a melhora que poderia ter.
Quando você trata a família, acaba provocando efeitos
no paciente, colabora com a adesão ao tratamento. Há um
entendimento maior sobre a doença e o prognóstico",
afirma Barroso.
Foi o que aconteceu com a professora aposentada Reginea Diana
Nunes, 56.
O marido
dela, Luiz Carlos Ferreira, 61, recebeu o diagnóstico
de câncer de intestino no fim do ano passado.
"Aparentemente, ele recebeu bem a notícia, mas,
quando saiu do consultório, parecia enlouquecido. Estava
em total desequilíbrio. Perguntava 'Por que comigo?',
e chorava muito", conta.
"Ele não queria aceitar a doença e colocou
na minha mão toda a responsabilidade por sua vida. Eu
tinha que falar para ele beber água, comer, ele agia como
se fosse uma criança, não seguia as recomendações
médicas."
Ela sugeriu
que o marido fizesse terapia, mas ele não
quis. Abalada, ela própria foi atrás de ajuda profissional.
Reginea ficou mais tranquila e auxiliou o marido a enfrentar
a doença. "Vi o que era bom para mim e para ele.
Mostrei o que ele não via, que poderia acontecer com qualquer
um e que ele tinha um caminho a percorrer no tratamento, estava
amparado."
Ela dizia
também que ele tinha de resolver a insegurança
e o medo que sentia da doença voltar e de não poder
voltar a trabalhar. Deu tão certo que Luiz Carlos procurou
um psicólogo depois.
LIMITES
A empresária Adriana Trussardi, 41, também procurou
ajuda quando sua mãe, Katia Abdenour, foi diagnosticada
com câncer de ovário em estágio avançado.
"Era difícil acreditar na doença. Queria
fazer o possível e o impossível para ela ficar
viva", conta.
Quando os
médicos falavam em tentar uma nova quimioterapia,
sua mãe se recusava. "Ela dizia que queria descansar
e eu falava que ela não podia nos abandonar. Sabia que
era egoísmo, mas queria lutar até o último
minuto", conta Adriana.
A terapia
a ajudou a entender e respeitar o sofrimento da mãe. "Minha
mãe não falava, não comia e eu a queria
viva. Comecei a respeitar a vontade dela."
Ela conta
que seu sofrimento se refletiu em seus filhos. "Praticamente
passei a morar no hospital e vi que não estava dando muita
atenção a eles. A terapia trouxe a estrutura familiar
de volta."
DIFERENÇAS
Cada família, com suas relações afetivas,
lida com o diagnóstico de uma forma diferente. A recomendação é procurar
ajuda quando a pessoa sentir que não consegue suportar
a situação.
"As famílias podem ficar presas ao trauma. Às
vezes, a pessoa já morreu, mas os parentes ficam voltando àquela época,
podem acusar uns aos outros, há quem diga: 'Eu fiquei
responsável pelo papai e vocês não fizeram
nada'", diz Pires.
Sessões de psicoterapia ou psicanálise, mesmo
que fora de centros especializados no tema, ajudam a família
a lidar com a questão. Outra opção são
os centros de psicologia de hospitais e os grupos de apoio de
pacientes. A diferença é que, no último
caso, o tratamento costuma ser em grupo.
O ESTADO DE S. PAULO
Técnica cirúrgica facilita remoção
de pele de quem perdeu muito peso
Criada por
cirurgião do Hospital Federal do Andaraí,
no Rio, a abdominoplastia multifuncional simplifica cirurgia
de retirada de pele após operação de redução
de estômago
Clarissa
Thomé
Aos 29 anos,
Adriana Bernardes peregrinava pelo Hospital Federal do Andaraí em busca de um médico que aceitasse
operá-la. Ela havia perdido 78 quilos, dos 156 que pesava,
em menos de um ano e meio, depois de fazer uma cirurgia bariátrica.
Sofria agora com o excesso de pele acumulado na barriga, nos
braços, nas costas. O médico Carlos Del Piño
Roxo topou o desafio.
Mas em vez
de fazer a cirurgia tradicional, inventou um novo método, a abdominoplastia multifuncional. De lá para
cá, passaram-se dez anos e Roxo e sua equipe criaram outras
três técnicas; publicaram dez artigos em revistas
científicas; 150 pessoas foram operadas no hospital, 395
no total. E o Andaraí se tornou referência para
cirurgia plástica reparadora após grandes perdas
de peso.
Ao operar
Adriana, Roxo não fez o corte tradicional -
uma incisão circunferencial, que provocava o descolamento
dos tecidos e forte sangramento. Ele imaginou uma técnica
em que somente a pele e gordura que estavam sobrando seriam extraídas.
Fez um desenho no corpo da paciente, e arrancou sob pressão
essa pele em excesso. Ao juntar as bordas, modelou o abdome,
o dorso, a cintura, o púbis e o terço superior
das pernas.
“Antes, levantava-se toda a barriga e se prendia a pele
em um gancho no teto, e o médico vinha cortando. Tinha
muito sangramento, era preciso fazer transfusão de sangue.
Eu bolei um desenho que você faz com o paciente em pé e
eu determino, antes da cirurgia, tudo o que vou tirar.” A
nova técnica reduziu à metade o tempo de operação,
diminuiu as intercorrências, como necroses e rompimento
da sutura, dispensa a transfusão de sangue e o resultado
final é melhor.
Esse tipo
de cirurgia corrige um problema que surgiu com as operações bariátricas. Ao perder peso rapidamente,
o ex-obeso sofre com o excesso de pele, que não “encolhe” no
ritmo do emagrecimento. Na barriga, essa pele cai como se fosse
um avental, cobre a púbis e alcança a coxa, em
casos mais extremos.
Adriana sofria
desse problema. Após a segunda gravidez,
ela viu o ponteiro da balança saltar de 110 para 156 quilos
em três anos. Tinha 28 anos quando fez a bariátrica,
no Hospital do Andaraí. “Perdi todo aquele peso,
mas continuava difícil me locomover, não tem roupa
que sirva. Para subir uma escada era uma dificuldade, não
conseguia cruzar a perna. E, por mais higiênica que você seja,
fica um mau cheiro, porque você sua muito”, conta.
Adriana diz
que a plástica foi o “divisor de águas” na
sua vida. “Eu pude cruzar as pernas, comprar uma calça
jeans. Aos 30 anos, eu estava magra. Fiz concurso público
e comecei a trabalhar. A plástica me devolveu para o mundo”,
conta.
Inclusão
Após operar Adriana, Roxo procurou os outros 19 pacientes
que fizeram a bariátrica pelo Andaraí. Repetiu
a abdominoplastia multifuncional, com bom resultado, em todos.
Então, ampliou a cirurgia - testou a técnica nos
braços, nas coxas, e passou a operar simultaneamente essas áreas.
“Não é cirurgia de estética; o que
se faz é cirurgia de inclusão social. As pessoas
voltam ao convívio dos amigos. Elas não apenas
podem se vestir, como se sentem seguras para se despir”,
afirma o médico.
Avanços
Com o avanço da cirurgia bariátrica, que passou
a ser feita por videolaparoscopia, deixando apenas duas pequenas
cicatrizes, Roxo passou a operar pela técnica do body
lifting - faz duas incisões paralelas na barriga e nas
costas para retirar o excesso de pele. A experiência no
Andaraí e a publicação dos artigos fizeram
Roxo ser convidado para apresentar a técnica em outros
Estados e no exterior. Ele já deu aulas práticas
no Canadá, Espanha, Portugal e China.
Procura
pela operação é grande e há fila
A procura
pela plástica reparadora após grande
perda de peso no Hospital Federal do Andaraí é grande.
Podem ser operadas pessoas que emagreceram após cirurgia
bariátrica ou que fizeram dietas. A equipe do cirurgião
Carlos Del Piño Roxo tem cirurgias marcadas para abril
de 2012. Para ser operado no hospital, é preciso ser encaminhado
por médico da rede pública. Em consultórios
particulares, a cirurgia custa de R$ 15 mil a R$ 20 mil.
O ESTADO DE S. PAULO
Plástica muda até a
personalidade da paciente
Acompanhamento
psicológico faz parte do processo; pacientes
relatam maior liberdade após a cirurgia
Clarissa
Thomé
Ana Paula
Magalhães Torres foi uma criança magra,
daquelas que os pais dão vitamina para ganhar peso. O
remédio fez efeito. Na adolescência, era a gordinha
da turma. Não parou mais. Aos 35 anos, pesava 141 quilos. “Ninguém é gordo
porque quer. Não é relaxamento. Eu simplesmente
não me via. Sabia que era gorda, mas não tinha
noção da proporção do meu corpo”,
explica.
Foi nessa época que fez a cirurgia bariátrica.
Emagreceu 71 quilos, mas passou a enfrentar outros problemas:
não havia roupa que ficasse bem e tinha dificuldades para
se locomover. Soube, então, da cirurgia reparadora do
Hospital Federal do Andaraí.
Dois meses
após a plástica, estava prestes a realizar
um sonho - ir à praia de biquíni. “Mesmo
muito gorda, eu ia à praia, mas nunca na minha vida usei
um biquíni. Agora vou comprar um”, diz a enfermeira
de 39 anos.
Jaqueline
Eriksson, de 26 anos, diz que sua personalidade mudou após a plástica. “Deixei de ser a simpática,
a engraçada. O gordo tem de ser legal com todo mundo para
ser aceito. Agora eu posso me dar ao luxo de não sorrir
para quem eu não quero. Porque hoje eu me aceito.”
Jaqueline
casou em 2006, com 115 quilos. Soube por um vizinho da cirurgia
bariátrica e, contrariando as recomendações
de passar por acompanhamento psicológico, fez a operação
pouco mais de um mês depois. “Em 30 dias, passei
por 51 exames.”
Ela perdeu
53 quilos e entrou na fila para a plástica
em 2010. Em abril de 2010, quando um temporal deixou 250 mortos
no Estado, Jaqueline atravessou a cidade numa motocicleta para
não perder a consulta no Andaraí. A determinação
da paciente comoveu os médicos.
Um dia, entrou
numa loja e pediu para experimentar a calça
44. A vendedora perguntou se era presente. “Eu vestia 52,
mas achava que o 44 já ia caber. Mas a vendedora disse
que o número certo era o 36. Não acreditei. Quando
a calça entrou, tive uma crise de choro. Comprei cinco.”
PORTAL G1
Exame
de pele ou sangue não deve procurar alergias, alertam
médicos
Teste cutâneo ou laboratorial deve servir apenas para
confirmar suspeitas. Resultado precisa ser avaliado junto com
sintomas e histórico do paciente
Em artigo
publicado na edição de janeiro de 2012
da revista científica "Pediatrics", dois alergistas
americanos fazem um alerta sobre testes de pele ou sangue para
identificar eventuais alergias.
Segundo Robert
Wood, do Centro Infantil do Hospital Johns Hopkins, em Maryland,
e Scott Sicherer, do Hospital Mount Sinai, em Nova
York, esse tipo de exame deve ser solicitado por um médico
apenas para confirmar uma suspeita prévia, e não
para buscar alergias em pacientes sem sintomas.
Os especialistas
também dizem que a coleta de sangue
e a avaliação cutânea (prick test) – que
se popularizou por ser fácil, indolor e com baixa incidência
de reações adversas – não devem ser
usados como única forma de diagnóstico.
Isso porque
os resultados dos testes precisam ser interpretados no contexto
dos sintomas
e do histórico médico
do paciente. Se há suspeita de alergia alimentar, os médicos
recomendam que a pessoa passe por um desafio que envolva o consumo
de pequenas doses do alérgeno em questão, sempre
sob supervisão de um profissional.
Ao contrário dos testes alimentares, que medem uma reação
alérgica real, exames de pele e sangue detectam a presença
de anticorpos IgE, substâncias químicas do sistema
imunológico que respondem aos alérgenos.
Esses dois
exames, portanto, podem dizer se alguém é sensível
a uma determinada substância, mas não prever com
segurança se um paciente terá uma verdadeira reação
alérgica e quão grave ela será, explicam
os cientistas.
Além disso, muitos indivíduos que têm testes
cutâneos positivos ou um nível elevado de anticorpos
IgE não apresentam alergias. Trabalhos anteriores já constataram
que até 8% das crianças têm exame cutâneo
ou sanguíneo positivo para alergia a amendoim, mas apenas
1% delas desenvolve sintomas clínicos ao entrar em contato
com a substância. Na contramão, pacientes com resultados
negativos também podem ter alergias.
Problemas
no diagnóstico
Esse excesso
de exames, de acordo com os autores, pode levar a diagnósticos errados e a restrições alimentares
ou ambientais desnecessárias, como a proibição
de animais de estimação em casa.
Outra advertência dos pesquisadores é que é necessário
ter cuidado ao comparar resultados de diferentes testes e laboratórios,
já que análises comerciais variam em sensibilidade
e interpretações.
Quase 3%
dos americanos adultos (7,5 milhões de pessoas)
e pelo menos 6% das crianças no país têm,
pelo menos, uma alergia alimentar, de acordo com as últimas
estimativas do Instituto Nacional de Saúde dos EUA.
Segundo os cientistas, exames de pele e sangue podem e devem
ser usados para:
• Confirmar uma suspeita de alergia após observadas
reações clínicas sugestivas. Por exemplo,
crianças com asma moderada a grave devem ser testadas
para pólen, mofo, pelos de animais, baratas, ratos e ácaros
• Monitorar a evolução de alergias alimentares
estabelecidas por testes periódicos. Medir os níveis
de anticorpos pode determinar se alguém ainda é alérgico
ou não
• Confirmar alergia a veneno de insetos após uma
picada que cause choque anafilático – reação
alérgica com risco de vida, em que há dificuldade
para respirar, tontura e urticária
• Determinar alergias a vacinas (apenas por testes cutâneos)
Por outro
lado, testes de pele e sangue não deve ser
indicados:
• Para procurar alergias em crianças
e adultos sem sintomas
• Em crianças com histórico de reações
alérgicas a alimentos específicos. Nesse caso,
o teste não acrescenta valor diagnóstico
• Para testar alergia a medicamentos. Geralmente, os exames
de sangue e pele não detectam anticorpos aos remédios
PORTAL UOL
Mulheres
com implante mamário francês devem procurar
médico
As mulheres
que utilizam implantes mamários fabricados
pela empresa francesa Poly Implants Protheses (PIP) não
estão obrigadas a substituir o produto, mas devem procurar
seus médicos. Quem sublinha a recomendação é John
Arnstein, diretor comercial da EMI, responsável pela importação
da prótese. Ele afirma que a decisão do governo
francês, divulgada na semana passada, de custear as cirurgias
para remoção do implante, não encontrou
respaldo nos demais países, até mesmo no Brasil. “Basta
ler a nota da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) sobre o tema, pondera Arnstein.
O texto da
agência brasileira afirma que as pacientes
que receberam o implante devem procurar seus médicos e,
caso não façam isso, os próprios profissionais
de saúde devem entrar em contato com as pacientes. Os
eventos adversos relacionados ao produto também precisam
ser comunicados à Anvisa, bem como sua remoção
cirúrgica.
Na avaliação de Arnstein, não há motivo
para pânico. Basta procurar um médico para verificar
o estado atual da prótese. E cita o exemplo da Agência
Regulatória de Remédios e Produtos em Saúde
(MHRA, na sigla em inglês), responsável pela vigilância
sanitária na Inglaterra. Em nota, a MHRA afirmou que as
evidências disponíveis até agora apontam
que os riscos de uma cirurgia para remoção e substituição
do implante são maiores que os benefícios.
PORTAL UOL
Hospitais
sob intervenção
em Bauru-SP entram em greve
Os 1,2 mil
funcionários do Hospital de Base (HB) e Maternidade
Santa Isabel, de Bauru (SP), entraram em greve ontem, por tempo
indeterminado, para reivindicar o pagamento do 13º salário
e melhores condições de trabalho. Os dois hospitais,
referência para 60 municípios da região,
estão sob intervenção estadual desde que,
há dois anos, foram encontrados desvios de verbas públicas
pela Associação Hospitalar de Bauru, mantenedora
das unidades de saúde.
A greve ocorre
uma semana após os 200 médicos
do HB e da maternidade darem prazo de 30 dias para o Estado transferir
para outra instituição a gestão dos dois
hospitais. Segundo o diretor jurídico do Sindicato dos
Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde
de Bauru, José Marques, apenas a escala de plantão
de urgência e emergência está funcionando
nos hospitais. Ele diz que pagamento do 13º deveria ter
sido feito até a sexta-feira passada. A Diretoria Regional
de Saúde e a Associação Hospitalar alegam
que o Estado não repassou os recursos de R$ 1,5 milhão
necessários para o pagamento, conta.
Além da falta de pagamento, segundo Marques, funcionários
e médicos convivem com a precariedade no atendimento.
Pacientes são obrigados a serem transferidos para outros
hospitais, porque faltam remédios, materiais e equipamentos.
Como exemplo, ele citou exames de endoscopia que foram suspensos.
Assim acontece com outros exames e atendimentos. Segundo ele,
a solução estaria na transferência de gestão
dos dois hospitais para outras instituições, como
a Fundação para o Desenvolvimento Médico
e Hospitalar (Famesp), de Botucatu, responsável pelo hospital
da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, que manifestou
interesse pela maternidade.
Segunda-feira, 26.12.11
VALOR ONLINE
Fleury
capta R$ 450 milhões com emissão de debêntures
O laboratório Fleury fechou na semana passada uma captação
de R$ 450 milhões em debêntures. A emissão
foi realizada em duas séries. Na primeira, com prazo de
cinco anos, a companhia emitiu o equivalente a R$ 150 milhões
em papéis. A remuneração ficou abaixo do
teto proposto - equivalente à variação da
taxa DI mais 1,10% ao ano - e foi definida em DI mais 0,94%.
A segunda
série, de R$ 300 milhões e com prazo
de sete anos, pagará uma sobretaxa de 1,20% sobre o DI,
também inferior ao limite estabelecido inicialmente pelo
Fleury, que era de DI mais 1,30%. A captação de
debêntures foi realizada conforme a Instrução
nº 476 da Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), que permite a participação de até 20
investidores.
PORTAL UOL
Operadoras
de planos de saúde deverão publicar
na web suas redes assistenciais
A partir
de junho de 2012, as operadoras de planos de saúde
passarão a divulgar suas redes assistenciais em suas páginas
na internet. Desta forma, o beneficiário da operadora
poderá localizar de forma mais fácil e ágil
todos os prestadores do plano contratado.
A exigência foi estabelecida pela resolução
normativa 285, publicada nesta segunda-feira (26) pela ANS (Agência
Nacional de Saúde Complementar). A norma permitirá ainda
que qualquer cidadão pesquise informações
sobre a rede credenciada de prestadores de qualquer operadora
de saúde do País.
Porte e capacidade das empresas
De acordo
com a resolução, as operadoras com número
superior a 100 mil beneficiários deverão apresentar,
no mínimo, georreferenciamento por meio de imagens ou
mapas - mapeamento geográfico dinâmico - que indiquem
a localização espacial geográfica de cada
prestador de serviço de saúde.
Já as operadoras com número de beneficiários
entre 20 mil e 100 mil deverão obrigatoriamente adotar
o georreferenciamento de mapas (mapeamento geográfico).
As operadoras com até 20 mil beneficiários deverão
informar a rede credenciada na internet, permanentemente atualizada,
sem a obrigatoriedade do mapeamento geográfico ou mapeamento
geográfico dinâmico.
Prestadores
de serviços
A operadora
de saúde também será obrigada
a divulgar informações sobre os prestadores de
serviços. De acordo com a resolução, deverão
ser divulgadas as seguintes informações: nome fantasia
do estabelecimento (pessoa jurídica) ou nome do profissional
(pessoa física), tipo de estabelecimento e principalmente
a(s) especialidade(s) ou serviço(s) contratado(s) - de
acordo com o contrato firmado - e endereço, além
de telefones para contato.
Neste caso,
os parâmetros sugeridos para que a informação
seja disponibilizada são os seguintes: unidade da federação,
município, bairro, logradouro, número, CEP e telefones.
As operadoras
de saúde com cem mil beneficiários
ou mais terão até seis meses de prazo para o cumprimento
da resolução normativa, a partir da data de sua
publicação. Para as operadoras com menos de cem
mil beneficiários, o prazo será de até 12
meses.
De acordo
com a ANS, "a criação da norma
faz parte da diretriz "garantia de acesso à informação",
que está na agenda regulatória da agência.
A possibilidade de consultar a rede de uma operadora na internet
permite que o cidadão faça escolhas que atendam
melhor às suas necessidades.
PORTAL
DA SAÚDE
Divulgadas
melhores práticas de gestão do trabalho
Publicado
o resultado do Prêmio InovaSUS. Mesa de Negociação
em Betim (MG) conquista o primeiro lugar e vai receber R$ 150
mil
O Ministério da Saúde divulgou a lista definitiva
dos 20 ganhadores do concurso InovaSUS, que premia a implementação
de boas práticas e inovações na gestão
do trabalho em saúde. Conquistaram a primeira colocação
e o prêmio máximo de R$ 150 mil a secretaria e o
fundo municipal de saúde de Betim, em Minas Gerais, com
a instalação de uma mesa de negociação
para discussão de questões trabalhistas entre representantes
de gestores e funcionários do SUS naquele município.
O segundo
colocado foi o governo de Vitória (ES) com
o projeto “Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos dos
Profissionais de Saúde do Município de Vitória”.
Já o terceiro lugar ficou para a gerência de gestão
do trabalho da secretaria de saúde de Belo Horizonte,
com o trabalho “Estratégias para fixação
dos médicos das equipes de saúde da família
da SMSA/BH”.
O projeto
vencedor se destacou pelos avanços e resultados
significativos. Em junho de 2009, a Mesa de Negociações
de Betim iniciou suas atividades e pactuou protocolos sobre as
relações de trabalho no SUS, contribuindo para
a democratização das relações profissionais.
A mesa se tornou uma referência para a pactuação
de ações e políticas do trabalho em saúde
de forma dialogada entre gestores e trabalhadores.
“Faz parte das diretrizes e prioridades do Ministério
da Saúde a criação de Mesas de Negociação
locais e estaduais que possam promover melhores condições
de trabalho e a melhoria da qualidade do atendimento no SUS.
Com isso, quem mais ganha é a população,
que é recebida no serviço de saúde por um
profissional satisfeito e motivado”, explica o secretário
de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
do Ministério da Saúde, Milton de Arruda Martins.
O
PRÊMIO
Essa é a primeira edição do concurso Prêmio
InovaSUS – Gestão do Trabalho para Valorização
de Boas Práticas e Inovação na Gestão
do Trabalho na Saúde, que teve início em setembro
e foi composto de três etapas.
Ao todo,
o ministério recebeu a inscrição
de 262 iniciativas. Com a avaliação formal dos
requisitos exigidos no edital de abertura, 190 trabalhos concorreram à premiação.
Foram, então, avaliados os resumos dos projetos, e classificados
40 para análise na íntegra. Dentre esses, resultaram
em 20 selecionados e classificados.
A avaliação dos trabalhos foi feita por uma comissão
julgadora composta por representantes do Ministério da
Saúde, das gestões locais e estaduais, da Mesa
Nacional de Negociação Permanente do SUS e da Organização
Pan-Americana de Saúde (OPAS).
As inscrições estiveram abertas para as secretarias
de saúde estaduais, municipais e do Distrito Federal,
desde que a iniciativa descrita estivesse em vigência ou
implantada há no máximo cinco anos. Era preciso,
ainda, existir possibilidade de reprodução, sustentabilidade
e impacto potencial, além de resultados mensuráveis.
Os trabalhos deviam se enquadrar dentro de umas das nove áreas
temáticas, como Plano de Cargos, Carreiras e Salários
no SUS (PCCS), negociação entre trabalhadores e
gestores, promoção da saúde do trabalhador
do SUSe avaliação de desempenho.
A avaliação do MS é de que o prêmio
cumpre seu o objetivo de identificar as iniciativas em curso
no país e o esforço das três esferas em realizar
ações para a valorização dos trabalhadores
no SUS.
AGÊNCIA CÂMARA
Projeto
proíbe que conselho cobre mais de uma anuidade
do mesmo médico
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2018/11, do deputado
Inocêncio Oliveira (PR-PE), que proíbe a cobrança
de mais de uma anuidade aos inscritos nos conselhos regionais
de medicina.
Pela proposta,
o médico para exercer suas atividades
em unidade federada suplementar deve se inscrever no Conselho
Regional de Medicina, sendo-lhe assegurada a isenção
do pagamento de nova anuidade.
O autor observa
ser comum um médico que trabalha em mais
de um município ser obrigado a pagar duas inscrições
a conselhos regionais de medicina. “Trata-se de um ônus
inexplicável e absolutamente desnecessário, além
de se constituir em uma injustiça com tais profissionais,
visto que aqueles que atuam na área de um mesmo Conselho
estão livres deste encargo”, afirma.
Tramitação
O projeto
tramita em caráter conclusivo e será examinado
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
PORTAL NACIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS
AxisMed
investe em novas tecnologias e melhora os procedimentos de
orientação à saúde
Caroline Giachini
A AxisMed,
pioneira e líder em Gerenciamento de Doentes
Crônicos (GDC) no Brasil, investe cada vez mais em novas
tecnologias para melhorar os procedimentos de orientação à saúde
e garantir um serviço completo para seus clientes. A empresa
modernizou seus servidores, adquiriu novos recursos de telecomunicação
e infraestrutura e ferramentas de contact center. Desta forma,
a AxisMed disponibiliza as melhores práticas do mercado,
mantém atualizados os serviços prestados e abre
espaço para a criação de novos serviços
e ferramentas, como, por exemplo, a ativação de
mensagem ou ligação automática para lembrar
ao paciente que no dia seguinte receberá a visita de um
enfermeiro da companhia ou alertando a data da próxima
consulta médica. "Esses novos serviços trazem
mais eficiência, retorno financeiro e de produtividade.
Entre seis
e 12 meses após a implantação
já é possível perceber os resultados. Além
disso, essas ferramentas nos possibilitam implantar ideias que
antes não eram executadas devido a custos não condizentes",
afirma André Gibrail, diretor de operações
da AxisMed. Um exemplo de um novo investimento tecnológico
da AxisMedé a parceria que firmou com a A5 Solutions,
empresa brasileira especializada em integração
de plataformas de comunicação e soluções
de contact center. Com isso, a AxisMed tem uma tecnologia de
ponta de telefonia, sem a necessidade de ter uma equipe especializada
e com garantia de expansão conforme a necessidade do negócio. "Com
a infraestrutura temos o que é necessário para
a operação de nosso contact center, como serviços
e SLAs de operação e disponibilidade bem definidos.
A inteligência do negócio e expertise em gestão
de saúde continuam com a AxisMed, mas a parte técnica
passa a ser disponibilizado pela A5 Solutions", explica
Eduardo Sant"ana, diretor de TI da AxisMed.
Sobre a AxisMed
Com nove anos de experiência em prevenção
de doenças crônicas e promoção de
saúde, com foco em execução e resultados,
a AxisMed é, além de pioneira, a maior empresa
de Gerenciamento de Doentes Crônicos (GDC) do Brasil. Por
meio de infraestrutura tecnológica robusta e de última
geração, que permite monitoramento de populações
de risco, o principal objetivo da AxisMed é promover o
autocontrole da saúde junto as pessoas, por meio de informação,
orientação, educação e da mudança
de hábitos, para gerar adesão aos tratamentos médicos,
estabilidade clínica aos doentes crônicos e bem
estar à sociedade em geral. A empresa foi a primeira a
integrar a Care Continuum Alliance, associação
norte-americana especializada em GDC. A cobertura da AxisMed é nacional,
com atuação em mais de 700 cidades brasileiras.
Tem 400 milhões de procedimentos médicos avaliados,
nove milhões de pessoas analisadas e 45 mil vidas ativas
monitoradas.
A empresa
tem mais de 300 colaboradores, sendo 80% deles envolvidos diretamente
na operação com os monitorados. A atual
carteira de clientes da companhia reúne importantes nomes,
como SulAmérica, Bradesco Saúde, Golden Cross,
Central Nacional Unimed, Unimed Seguros, Unimed (Caruaru, Curitiba,
Fortaleza, Natal, Paraná e Rio Branco), Fundação
Sistel de Seguridade Social, Unafisco, Capesesp, Metrus, Fundação
CESP, Sasson, Mediservice, Hospital Israelita Albert Einstein,
Insper, Ambev, Telefônica, Pfizer, entre outros. Para mais
informações sobre a empresa, visite o site www.axismed.com.br.
PORTAL G1
Escândalo
do silicone adulterado assusta latino-americanas
França investiga conexão entre casos de câncer
e a prótese PIP. Mais de 25 mil unidades foram usadas
no Brasil antes da proibição
O medo e
a revolta estão se espalhando entre latino-americanas
que usaram próteses mamárias produzidas pela empresa
francesa Poly Implant Prothese (PIP) com silicone industrial,
o que as tornava mais baratas, mas causa riscos à saúde.
As próteses da extinta marca PIP se rompem com maior
facilidade, o que levou as autoridades francesas a orientarem
as usuárias a retirarem-nas. Cerca de 300 mil implantes
da marca foram vendidos no mundo todo, sendo dezenas delas na
América Latina, onde há grande procura por cirurgias
plásticas estéticas.
A advogada
argentina Virginia Luna, de 34 anos, pleiteia que as clínicas ofereçam próteses de outras
marcas para substituir as da PIP. Ela disse representar 50 mulheres,
e que algumas já selaram acordos extrajudiciais com as
seguradoras dos cirurgiões responsáveis pelos implantes.
Na Venezuela,
onde próteses de silicone chegam a ser
sorteadas em rifas ou dadas por pais às suas filhas no
aniversário de 15 anos, há grande apreensão
entre as usuárias. Passando férias numa praia,
a professora Martha, de 47 anos, contou que implantou silicone
há quase dez anos, e nunca teve problemas.
"Mas, como tenho lido todas essas histórias sobre
as próteses francesas estourando e dando câncer,
devo admitir que isso me despertou alguns medos. Não tenho
ideia de qual marca é a minha, mas vou verificar com meu
médico em Caracas assim que voltar de férias."
A França está investigando uma possível
conexão entre casos de câncer e o gel usado nos
implantes da PIP, mas até agora não existem evidências.
Em 2010,
Brasil, Argentina e Colômbia já haviam
proibido a venda de próteses dessa marca. As autoridades
recomendam que as mulheres afetadas consultem seus médicos,
mas algumas pessoas acham que é preciso haver mais punição.
Mais de 25
mil próteses PIP foram usadas no Brasil antes
da proibição. A Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica estima que entre 200 mil e 300 mil cirurgias
de aumento de mamas sejam feitas a cada ano no país.
O cirurgião plástico José Carlos Daher,
fundador do Daher Hospital Lago Sul, em Brasília, admitiu
que há pacientes com medo. "Elas estão muito
preocupadas com o que têm lido", disse Daher, acrescentando
que nunca usou próteses PIP.
Essa preocupação existe também no Panamá.
Lá, o cirurgião plástico Raúl de
Leon disse ter já retirado duas ou três próteses
PIP que se romperam prematuramente. "Já estamos na
pista desses implantes há algum tempo", disse o médico,
que é presidente da associação local de
cirurgiões plásticos.
Em Buenos
Aires, uma clínica está oferecendo cirurgias
gratuitas para a substituição da prótese
defeituosa - a paciente precisa pagar apenas o valor da prótese
nova, entre US$ 500 e US$ 1 mil o par.
Em seu site,
a clínica Centros B y S disse estar oferecendo
a operação "por solidariedade" às
mulheres atingidas.
JORNAL
DO COMÉRCIO
Hospitais
e UPAs devem reduzir superlotações
Secretaria
Municipal da Saúde estima a abertura de 500
leitos em Porto Alegre em 2012
Cláudio
Isaias
A superlotação nos hospitais de Porto Alegre,
em especial das emergências que atendem pelo Sistema Único
de Saúde (SUS), começará a ser amenizada
no próximo ano com o aumento do número de leitos
na Capital. A garantia de que o atendimento na área da
saúde terá mais fôlego a partir de 2012 é projetada
pelos secretários estadual e municipal da área,
Ciro Simoni e Carlos Casartelli. De acordo com ambos, a população
começará a perceber a mudança já a
partir de janeiro.
Segundo Casartelli,
a Unidade Álvaro Alvim, administrada
pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), entra
em funcionamento no próximo mês com 50 leitos e
chegará até o final de 2012 com 150 vagas para
pacientes do SUS. A unidade é o antigo Hospital Luterano
da Ulbra, que passou por reformas. O local abrigará um
setor de tratamento de dependentes químicos e outro de
apoio à emergência do Hospital de Clínicas. "No
segundo semestre do próximo ano, teremos ainda a abertura
do Hospital Independência, com 90 a 100 vagas", destaca.
De acordo
com o secretário municipal da Saúde,
o Hospital Vila Nova terá atendimento 100% SUS no próximo
ano e novas vagas deverão ser criadas. "Estamos trabalhando
com a projeção de 500 leitos abertos em Porto Alegre
em 2012", acrescenta. Além disso, os hospitais São
Lucas da Pucrs, de Clínicas e Santa Casa de Misericórdia
pretendem ampliar sua capacidade de atendimento com a duplicação
do número de leitos nas emergências.
Com a entrada
em funcionamento do Instituto Municipal Estratégia
de Saúde da Família (Imesf), Casartelli projeta
um aumento na cobertura do Programa de Saúde da Família
(PSF) na Capital. Hoje, são 140 equipes e a meta da prefeitura é passar
para 200 equipes até o final de 2012.
Segundo Simoni,
além da abertura dos hospitais Álvaro
Alvim e Independência, Porto Alegre terá a inauguração,
no próximo ano, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
Zona Norte. A obra está avaliada em R$ 3,4 milhões.
A previsão é de que sejam realizados de 400 a
500 atendimentos por dia na unidade, em três grandes especialidades:
clínica médica, pediatria e cirurgia geral. "Será um
2012 para diminuir a superlotação nas emergências
dos hospitais que atendem pelo SUS e de qualificação
do atendimento na rede pública", ressalta.
Conforme
Simoni, no próximo ano começam as obras
de mais três unidades de pronto atendimento em Porto Alegre.
A segunda UPA será construída ao lado do antigo
terreno do Departamento Estadual de Trânsito (Detran),
que funcionava na avenida João Pessoa. Também serão
construídas unidades na zona Sul de Porto Alegre, em local
a ser definido, e na Lomba do Pinheiro, na zona Leste da Capital.
De acordo com Simoni, os recursos no valor de cerca de R$ 12
milhões para a construção das três
UPAs já estão garantidos pelo Ministério
da Saúde.
Casartelli
destaca também a ampliação do
convênio com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre
para prestação de serviços pelo SUS. Com
a parceria, haverá um aumento no número de exames
ambulatoriais nas áreas de patologia clínica, medicina
nuclear, tomografias, ultrassonografias, genética médica
e ressonância magnética.
De acordo
com o secretário, outras metas para 2012 são
efetivar o aumento de 20 novos leitos de UTI, totalizando 87
vagas, e aumentar a disponibilidade das primeiras consultas de
13% para 20% do total de consultas eletivas realizadas pelo hospital. "Estamos
ampliando a oferta de serviços para diminuir a situação
das emergências hoje e, gradativamente, recuperar o número
de leitos hospitalares, revertendo a tendência dos últimos
anos", afirma Casartelli. Ele informou ainda que o Hospital
de Clínicas será responsável pela gerência
da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Azenha, que será construída
no primeiro semestre de 2012.
Até a metade do próximo ano, o governo estadual
pretende inaugurar UPAs nas cidades de Santa Maria, Cachoeira
do Sul, Santo Ângelo e Lajeado. Duas unidades já estão
em funcionamento no Estado: em Novo Hamburgo e Bom Princípio.
Simoni garante que até o final de 2013 serão inauguradas
30 UPAs no Rio Grande do Sul.
O secretário estadual da Saúde destaca que o primeiro
ano do governo Tarso Genro foi de reorganização,
com a apresentação do Plano Plurianual (PPA) e
a discussão com o governo federal sobre investimentos
em todas as áreas, entre elas a da saúde. "Queremos
nos próximos três anos chegar o mais próximo
do índice de 12% previsto para a saúde. Para 2012,
vamos aumentar os investimentos em R$ 300 milhões e estamos
buscando, a partir de um convênio com o governo federal,
o repasse de R$ 4 bilhões para gastos sociais. Deste total,
R$ 2,9 bilhões irão para a saúde",
ressalta.
De acordo
com Simoni, o SUS ainda está em construção
e os problemas somente serão resolvidos com a participação
de todos. "Quando a questão é saúde
pública precisamos melhorar o atendimento nos municípios
e envolver cada vez mais a sociedade", acrescenta.
Atenção básica é prioridade do governo
estadual no próximo ano
A Secretaria
Estadual da Saúde (SES) projeta 2012 como
o ano da atenção básica à saúde
no Rio Grande do Sul.
O secretário Ciro Simoni destaca que o governo trabalha
com o fortalecimento dos postos de saúde do Interior do
Estado. Segundo ele, dos 496 municípios gaúchos,
em torno de 70 ainda não possuem unidades do Programa
Saúde da Família (PSF).
"Nosso projeto é chegar com o programa em 100% dos
municípios gaúchos e propiciar um atendimento qualificado
nos postos de saúde", argumenta. Segundo Simoni,
a ideia é evitar a tradicional "ambulancioterapia" até Porto
Alegre. "Para reduzirmos essa vinda de pacientes do Interior
para a Capital em ambulâncias cedidas pelas prefeituras,
temos que melhorar o atendimento nos municípios",
destaca.
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br