27-12-11

 

Leia nesta edição:

- A dor dos outros

- Técnica cirúrgica facilita remoção de pele de quem perdeu muito peso

- Plástica muda até a personalidade da paciente

- Exame de pele ou sangue não deve procurar alergias, alertam médicos

- Mulheres com implante mamário francês devem procurar médico

- Hospitais sob intervenção em Bauru-SP entram em greve

- Fleury capta R$ 450 milhões com emissão de debêntures

- Operadoras de planos de saúde deverão publicar na web suas redes assistenciais

- Divulgadas melhores práticas de gestão do trabalho

- Projeto proíbe que conselho cobre mais de uma anuidade do mesmo médico

- AxisMed investe em novas tecnologias e melhora os procedimentos de orientação à saúde

- Escândalo do silicone adulterado assusta latino-americanas

- Hospitais e UPAs devem reduzir superlotações

Terça-feira, 27.12.11

FOLHA DE S. PAULO

A dor dos outros

Clínica paulistana se especializa em ajudar parentes de pessoas doentes a lidar com o diagnóstico de problemas graves e evitar a desestruturação da família

Mariana Versolato

Um diagnóstico impactante de doenças como câncer ou mal de Alzheimer geralmente é acompanhado de um pacote de turbulências que desestruturam a família.

Negação (por parte do doente ou dos familiares), culpa ou sobrecarga de um dos parentes podem fazer parte do "combo", junto a outras questões próprias de cada núcleo familiar.

Foi para tratar especificamente parentes que se sentem despreparados para lidar com um diagnóstico difícil que a psicóloga Cláudia Barroso e a psicanalista Sonia Pires criaram o Bem-me-Care - SOS Family.

O serviço da clínica, em São Paulo, é um tipo de pronto-atendimento para os parentes e pode ser feito em um a sete encontros.

"A gente não trabalha os conflitos preexistentes; a ideia é olhar especificamente para esse trauma que 'quebrou' a família", afirma Pires

"Na maioria das vezes, as angústias dos familiares passam na periferia. O efeito existe, mas nem sempre se olha para isso", diz Barroso.

O atendimento tem uma regra: o paciente não pode participar. Sua presença poderia inibir os familiares a falar sobre a culpa ou a raiva que sentem em relação à situação.

TRATAMENTO

Segundo as especialistas, o trabalho ajuda a fortalecer mecanismos para enfrentar a doença e, como resultado, pode até aumentar o sucesso do tratamento do adoecido.

"Se há negação da doença, o paciente deixa de ter o atendimento e a melhora que poderia ter. Quando você trata a família, acaba provocando efeitos no paciente, colabora com a adesão ao tratamento. Há um entendimento maior sobre a doença e o prognóstico", afirma Barroso.

Foi o que aconteceu com a professora aposentada Reginea Diana Nunes, 56.

O marido dela, Luiz Carlos Ferreira, 61, recebeu o diagnóstico de câncer de intestino no fim do ano passado.

"Aparentemente, ele recebeu bem a notícia, mas, quando saiu do consultório, parecia enlouquecido. Estava em total desequilíbrio. Perguntava 'Por que comigo?', e chorava muito", conta.

"Ele não queria aceitar a doença e colocou na minha mão toda a responsabilidade por sua vida. Eu tinha que falar para ele beber água, comer, ele agia como se fosse uma criança, não seguia as recomendações médicas."

Ela sugeriu que o marido fizesse terapia, mas ele não quis. Abalada, ela própria foi atrás de ajuda profissional. Reginea ficou mais tranquila e auxiliou o marido a enfrentar a doença. "Vi o que era bom para mim e para ele. Mostrei o que ele não via, que poderia acontecer com qualquer um e que ele tinha um caminho a percorrer no tratamento, estava amparado."

Ela dizia também que ele tinha de resolver a insegurança e o medo que sentia da doença voltar e de não poder voltar a trabalhar. Deu tão certo que Luiz Carlos procurou um psicólogo depois.

LIMITES

A empresária Adriana Trussardi, 41, também procurou ajuda quando sua mãe, Katia Abdenour, foi diagnosticada com câncer de ovário em estágio avançado.

"Era difícil acreditar na doença. Queria fazer o possível e o impossível para ela ficar viva", conta.

Quando os médicos falavam em tentar uma nova quimioterapia, sua mãe se recusava. "Ela dizia que queria descansar e eu falava que ela não podia nos abandonar. Sabia que era egoísmo, mas queria lutar até o último minuto", conta Adriana.

A terapia a ajudou a entender e respeitar o sofrimento da mãe. "Minha mãe não falava, não comia e eu a queria viva. Comecei a respeitar a vontade dela."

Ela conta que seu sofrimento se refletiu em seus filhos. "Praticamente passei a morar no hospital e vi que não estava dando muita atenção a eles. A terapia trouxe a estrutura familiar de volta."

DIFERENÇAS

Cada família, com suas relações afetivas, lida com o diagnóstico de uma forma diferente. A recomendação é procurar ajuda quando a pessoa sentir que não consegue suportar a situação.

"As famílias podem ficar presas ao trauma. Às vezes, a pessoa já morreu, mas os parentes ficam voltando àquela época, podem acusar uns aos outros, há quem diga: 'Eu fiquei responsável pelo papai e vocês não fizeram nada'", diz Pires.

Sessões de psicoterapia ou psicanálise, mesmo que fora de centros especializados no tema, ajudam a família a lidar com a questão. Outra opção são os centros de psicologia de hospitais e os grupos de apoio de pacientes. A diferença é que, no último caso, o tratamento costuma ser em grupo.

O ESTADO DE S. PAULO

Técnica cirúrgica facilita remoção de pele de quem perdeu muito peso

Criada por cirurgião do Hospital Federal do Andaraí, no Rio, a abdominoplastia multifuncional simplifica cirurgia de retirada de pele após operação de redução de estômago

Clarissa Thomé

Aos 29 anos, Adriana Bernardes peregrinava pelo Hospital Federal do Andaraí em busca de um médico que aceitasse operá-la. Ela havia perdido 78 quilos, dos 156 que pesava, em menos de um ano e meio, depois de fazer uma cirurgia bariátrica. Sofria agora com o excesso de pele acumulado na barriga, nos braços, nas costas. O médico Carlos Del Piño Roxo topou o desafio.

Mas em vez de fazer a cirurgia tradicional, inventou um novo método, a abdominoplastia multifuncional. De lá para cá, passaram-se dez anos e Roxo e sua equipe criaram outras três técnicas; publicaram dez artigos em revistas científicas; 150 pessoas foram operadas no hospital, 395 no total. E o Andaraí se tornou referência para cirurgia plástica reparadora após grandes perdas de peso.

Ao operar Adriana, Roxo não fez o corte tradicional - uma incisão circunferencial, que provocava o descolamento dos tecidos e forte sangramento. Ele imaginou uma técnica em que somente a pele e gordura que estavam sobrando seriam extraídas. Fez um desenho no corpo da paciente, e arrancou sob pressão essa pele em excesso. Ao juntar as bordas, modelou o abdome, o dorso, a cintura, o púbis e o terço superior das pernas.

“Antes, levantava-se toda a barriga e se prendia a pele em um gancho no teto, e o médico vinha cortando. Tinha muito sangramento, era preciso fazer transfusão de sangue. Eu bolei um desenho que você faz com o paciente em pé e eu determino, antes da cirurgia, tudo o que vou tirar.” A nova técnica reduziu à metade o tempo de operação, diminuiu as intercorrências, como necroses e rompimento da sutura, dispensa a transfusão de sangue e o resultado final é melhor.

Esse tipo de cirurgia corrige um problema que surgiu com as operações bariátricas. Ao perder peso rapidamente, o ex-obeso sofre com o excesso de pele, que não “encolhe” no ritmo do emagrecimento. Na barriga, essa pele cai como se fosse um avental, cobre a púbis e alcança a coxa, em casos mais extremos.

Adriana sofria desse problema. Após a segunda gravidez, ela viu o ponteiro da balança saltar de 110 para 156 quilos em três anos. Tinha 28 anos quando fez a bariátrica, no Hospital do Andaraí. “Perdi todo aquele peso, mas continuava difícil me locomover, não tem roupa que sirva. Para subir uma escada era uma dificuldade, não conseguia cruzar a perna. E, por mais higiênica que você seja, fica um mau cheiro, porque você sua muito”, conta.

Adriana diz que a plástica foi o “divisor de águas” na sua vida. “Eu pude cruzar as pernas, comprar uma calça jeans. Aos 30 anos, eu estava magra. Fiz concurso público e comecei a trabalhar. A plástica me devolveu para o mundo”, conta.

Inclusão

Após operar Adriana, Roxo procurou os outros 19 pacientes que fizeram a bariátrica pelo Andaraí. Repetiu a abdominoplastia multifuncional, com bom resultado, em todos. Então, ampliou a cirurgia - testou a técnica nos braços, nas coxas, e passou a operar simultaneamente essas áreas.

“Não é cirurgia de estética; o que se faz é cirurgia de inclusão social. As pessoas voltam ao convívio dos amigos. Elas não apenas podem se vestir, como se sentem seguras para se despir”, afirma o médico.

Avanços

Com o avanço da cirurgia bariátrica, que passou a ser feita por videolaparoscopia, deixando apenas duas pequenas cicatrizes, Roxo passou a operar pela técnica do body lifting - faz duas incisões paralelas na barriga e nas costas para retirar o excesso de pele. A experiência no Andaraí e a publicação dos artigos fizeram Roxo ser convidado para apresentar a técnica em outros Estados e no exterior. Ele já deu aulas práticas no Canadá, Espanha, Portugal e China.

Procura pela operação é grande e há fila

A procura pela plástica reparadora após grande perda de peso no Hospital Federal do Andaraí é grande. Podem ser operadas pessoas que emagreceram após cirurgia bariátrica ou que fizeram dietas. A equipe do cirurgião Carlos Del Piño Roxo tem cirurgias marcadas para abril de 2012. Para ser operado no hospital, é preciso ser encaminhado por médico da rede pública. Em consultórios particulares, a cirurgia custa de R$ 15 mil a R$ 20 mil.

O ESTADO DE S. PAULO

Plástica muda até a personalidade da paciente

Acompanhamento psicológico faz parte do processo; pacientes relatam maior liberdade após a cirurgia

Clarissa Thomé

Ana Paula Magalhães Torres foi uma criança magra, daquelas que os pais dão vitamina para ganhar peso. O remédio fez efeito. Na adolescência, era a gordinha da turma. Não parou mais. Aos 35 anos, pesava 141 quilos. “Ninguém é gordo porque quer. Não é relaxamento. Eu simplesmente não me via. Sabia que era gorda, mas não tinha noção da proporção do meu corpo”, explica.

Foi nessa época que fez a cirurgia bariátrica. Emagreceu 71 quilos, mas passou a enfrentar outros problemas: não havia roupa que ficasse bem e tinha dificuldades para se locomover. Soube, então, da cirurgia reparadora do Hospital Federal do Andaraí.

Dois meses após a plástica, estava prestes a realizar um sonho - ir à praia de biquíni. “Mesmo muito gorda, eu ia à praia, mas nunca na minha vida usei um biquíni. Agora vou comprar um”, diz a enfermeira de 39 anos.

Jaqueline Eriksson, de 26 anos, diz que sua personalidade mudou após a plástica. “Deixei de ser a simpática, a engraçada. O gordo tem de ser legal com todo mundo para ser aceito. Agora eu posso me dar ao luxo de não sorrir para quem eu não quero. Porque hoje eu me aceito.”

Jaqueline casou em 2006, com 115 quilos. Soube por um vizinho da cirurgia bariátrica e, contrariando as recomendações de passar por acompanhamento psicológico, fez a operação pouco mais de um mês depois. “Em 30 dias, passei por 51 exames.”

Ela perdeu 53 quilos e entrou na fila para a plástica em 2010. Em abril de 2010, quando um temporal deixou 250 mortos no Estado, Jaqueline atravessou a cidade numa motocicleta para não perder a consulta no Andaraí. A determinação da paciente comoveu os médicos.

Um dia, entrou numa loja e pediu para experimentar a calça 44. A vendedora perguntou se era presente. “Eu vestia 52, mas achava que o 44 já ia caber. Mas a vendedora disse que o número certo era o 36. Não acreditei. Quando a calça entrou, tive uma crise de choro. Comprei cinco.”

PORTAL G1

Exame de pele ou sangue não deve procurar alergias, alertam médicos

Teste cutâneo ou laboratorial deve servir apenas para confirmar suspeitas. Resultado precisa ser avaliado junto com sintomas e histórico do paciente

Em artigo publicado na edição de janeiro de 2012 da revista científica "Pediatrics", dois alergistas americanos fazem um alerta sobre testes de pele ou sangue para identificar eventuais alergias.

Segundo Robert Wood, do Centro Infantil do Hospital Johns Hopkins, em Maryland, e Scott Sicherer, do Hospital Mount Sinai, em Nova York, esse tipo de exame deve ser solicitado por um médico apenas para confirmar uma suspeita prévia, e não para buscar alergias em pacientes sem sintomas.

Os especialistas também dizem que a coleta de sangue e a avaliação cutânea (prick test) – que se popularizou por ser fácil, indolor e com baixa incidência de reações adversas – não devem ser usados como única forma de diagnóstico.

Isso porque os resultados dos testes precisam ser interpretados no contexto dos sintomas e do histórico médico do paciente. Se há suspeita de alergia alimentar, os médicos recomendam que a pessoa passe por um desafio que envolva o consumo de pequenas doses do alérgeno em questão, sempre sob supervisão de um profissional.

Ao contrário dos testes alimentares, que medem uma reação alérgica real, exames de pele e sangue detectam a presença de anticorpos IgE, substâncias químicas do sistema imunológico que respondem aos alérgenos.

Esses dois exames, portanto, podem dizer se alguém é sensível a uma determinada substância, mas não prever com segurança se um paciente terá uma verdadeira reação alérgica e quão grave ela será, explicam os cientistas.

Além disso, muitos indivíduos que têm testes cutâneos positivos ou um nível elevado de anticorpos IgE não apresentam alergias. Trabalhos anteriores já constataram que até 8% das crianças têm exame cutâneo ou sanguíneo positivo para alergia a amendoim, mas apenas 1% delas desenvolve sintomas clínicos ao entrar em contato com a substância. Na contramão, pacientes com resultados negativos também podem ter alergias.

Problemas no diagnóstico

Esse excesso de exames, de acordo com os autores, pode levar a diagnósticos errados e a restrições alimentares ou ambientais desnecessárias, como a proibição de animais de estimação em casa.

Outra advertência dos pesquisadores é que é necessário ter cuidado ao comparar resultados de diferentes testes e laboratórios, já que análises comerciais variam em sensibilidade e interpretações.

Quase 3% dos americanos adultos (7,5 milhões de pessoas) e pelo menos 6% das crianças no país têm, pelo menos, uma alergia alimentar, de acordo com as últimas estimativas do Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

Segundo os cientistas, exames de pele e sangue podem e devem ser usados para:

• Confirmar uma suspeita de alergia após observadas reações clínicas sugestivas. Por exemplo, crianças com asma moderada a grave devem ser testadas para pólen, mofo, pelos de animais, baratas, ratos e ácaros

• Monitorar a evolução de alergias alimentares estabelecidas por testes periódicos. Medir os níveis de anticorpos pode determinar se alguém ainda é alérgico ou não

• Confirmar alergia a veneno de insetos após uma picada que cause choque anafilático – reação alérgica com risco de vida, em que há dificuldade para respirar, tontura e urticária

• Determinar alergias a vacinas (apenas por testes cutâneos)

Por outro lado, testes de pele e sangue não deve ser indicados:

• Para procurar alergias em crianças e adultos sem sintomas

• Em crianças com histórico de reações alérgicas a alimentos específicos. Nesse caso, o teste não acrescenta valor diagnóstico

• Para testar alergia a medicamentos. Geralmente, os exames de sangue e pele não detectam anticorpos aos remédios

PORTAL UOL

Mulheres com implante mamário francês devem procurar médico

As mulheres que utilizam implantes mamários fabricados pela empresa francesa Poly Implants Protheses (PIP) não estão obrigadas a substituir o produto, mas devem procurar seus médicos. Quem sublinha a recomendação é John Arnstein, diretor comercial da EMI, responsável pela importação da prótese. Ele afirma que a decisão do governo francês, divulgada na semana passada, de custear as cirurgias para remoção do implante, não encontrou respaldo nos demais países, até mesmo no Brasil. “Basta ler a nota da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre o tema, pondera Arnstein.

O texto da agência brasileira afirma que as pacientes que receberam o implante devem procurar seus médicos e, caso não façam isso, os próprios profissionais de saúde devem entrar em contato com as pacientes. Os eventos adversos relacionados ao produto também precisam ser comunicados à Anvisa, bem como sua remoção cirúrgica.

Na avaliação de Arnstein, não há motivo para pânico. Basta procurar um médico para verificar o estado atual da prótese. E cita o exemplo da Agência Regulatória de Remédios e Produtos em Saúde (MHRA, na sigla em inglês), responsável pela vigilância sanitária na Inglaterra. Em nota, a MHRA afirmou que as evidências disponíveis até agora apontam que os riscos de uma cirurgia para remoção e substituição do implante são maiores que os benefícios.

PORTAL UOL

Hospitais sob intervenção em Bauru-SP entram em greve

Os 1,2 mil funcionários do Hospital de Base (HB) e Maternidade Santa Isabel, de Bauru (SP), entraram em greve ontem, por tempo indeterminado, para reivindicar o pagamento do 13º salário e melhores condições de trabalho. Os dois hospitais, referência para 60 municípios da região, estão sob intervenção estadual desde que, há dois anos, foram encontrados desvios de verbas públicas pela Associação Hospitalar de Bauru, mantenedora das unidades de saúde.

A greve ocorre uma semana após os 200 médicos do HB e da maternidade darem prazo de 30 dias para o Estado transferir para outra instituição a gestão dos dois hospitais. Segundo o diretor jurídico do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru, José Marques, apenas a escala de plantão de urgência e emergência está funcionando nos hospitais. Ele diz que pagamento do 13º deveria ter sido feito até a sexta-feira passada. A Diretoria Regional de Saúde e a Associação Hospitalar alegam que o Estado não repassou os recursos de R$ 1,5 milhão necessários para o pagamento, conta.

Além da falta de pagamento, segundo Marques, funcionários e médicos convivem com a precariedade no atendimento. Pacientes são obrigados a serem transferidos para outros hospitais, porque faltam remédios, materiais e equipamentos. Como exemplo, ele citou exames de endoscopia que foram suspensos. Assim acontece com outros exames e atendimentos. Segundo ele, a solução estaria na transferência de gestão dos dois hospitais para outras instituições, como a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), de Botucatu, responsável pelo hospital da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, que manifestou interesse pela maternidade.

Segunda-feira, 26.12.11

VALOR ONLINE

Fleury capta R$ 450 milhões com emissão de debêntures

O laboratório Fleury fechou na semana passada uma captação de R$ 450 milhões em debêntures. A emissão foi realizada em duas séries. Na primeira, com prazo de cinco anos, a companhia emitiu o equivalente a R$ 150 milhões em papéis. A remuneração ficou abaixo do teto proposto - equivalente à variação da taxa DI mais 1,10% ao ano - e foi definida em DI mais 0,94%.

A segunda série, de R$ 300 milhões e com prazo de sete anos, pagará uma sobretaxa de 1,20% sobre o DI, também inferior ao limite estabelecido inicialmente pelo Fleury, que era de DI mais 1,30%. A captação de debêntures foi realizada conforme a Instrução nº 476 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que permite a participação de até 20 investidores.

PORTAL UOL

Operadoras de planos de saúde deverão publicar na web suas redes assistenciais

A partir de junho de 2012, as operadoras de planos de saúde passarão a divulgar suas redes assistenciais em suas páginas na internet. Desta forma, o beneficiário da operadora poderá localizar de forma mais fácil e ágil todos os prestadores do plano contratado.

A exigência foi estabelecida pela resolução normativa 285, publicada nesta segunda-feira (26) pela ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar). A norma permitirá ainda que qualquer cidadão pesquise informações sobre a rede credenciada de prestadores de qualquer operadora de saúde do País.

Porte e capacidade das empresas

De acordo com a resolução, as operadoras com número superior a 100 mil beneficiários deverão apresentar, no mínimo, georreferenciamento por meio de imagens ou mapas - mapeamento geográfico dinâmico - que indiquem a localização espacial geográfica de cada prestador de serviço de saúde.

Já as operadoras com número de beneficiários entre 20 mil e 100 mil deverão obrigatoriamente adotar o georreferenciamento de mapas (mapeamento geográfico). As operadoras com até 20 mil beneficiários deverão informar a rede credenciada na internet, permanentemente atualizada, sem a obrigatoriedade do mapeamento geográfico ou mapeamento geográfico dinâmico.

Prestadores de serviços

A operadora de saúde também será obrigada a divulgar informações sobre os prestadores de serviços. De acordo com a resolução, deverão ser divulgadas as seguintes informações: nome fantasia do estabelecimento (pessoa jurídica) ou nome do profissional (pessoa física), tipo de estabelecimento e principalmente a(s) especialidade(s) ou serviço(s) contratado(s) - de acordo com o contrato firmado - e endereço, além de telefones para contato.

Neste caso, os parâmetros sugeridos para que a informação seja disponibilizada são os seguintes: unidade da federação, município, bairro, logradouro, número, CEP e telefones.

As operadoras de saúde com cem mil beneficiários ou mais terão até seis meses de prazo para o cumprimento da resolução normativa, a partir da data de sua publicação. Para as operadoras com menos de cem mil beneficiários, o prazo será de até 12 meses.

De acordo com a ANS, "a criação da norma faz parte da diretriz "garantia de acesso à informação", que está na agenda regulatória da agência. A possibilidade de consultar a rede de uma operadora na internet permite que o cidadão faça escolhas que atendam melhor às suas necessidades.

PORTAL DA SAÚDE

Divulgadas melhores práticas de gestão do trabalho

Publicado o resultado do Prêmio InovaSUS. Mesa de Negociação em Betim (MG) conquista o primeiro lugar e vai receber R$ 150 mil

O Ministério da Saúde divulgou a lista definitiva dos 20 ganhadores do concurso InovaSUS, que premia a implementação de boas práticas e inovações na gestão do trabalho em saúde. Conquistaram a primeira colocação e o prêmio máximo de R$ 150 mil a secretaria e o fundo municipal de saúde de Betim, em Minas Gerais, com a instalação de uma mesa de negociação para discussão de questões trabalhistas entre representantes de gestores e funcionários do SUS naquele município.

O segundo colocado foi o governo de Vitória (ES) com o projeto “Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos dos Profissionais de Saúde do Município de Vitória”. Já o terceiro lugar ficou para a gerência de gestão do trabalho da secretaria de saúde de Belo Horizonte, com o trabalho “Estratégias para fixação dos médicos das equipes de saúde da família da SMSA/BH”.

O projeto vencedor se destacou pelos avanços e resultados significativos. Em junho de 2009, a Mesa de Negociações de Betim iniciou suas atividades e pactuou protocolos sobre as relações de trabalho no SUS, contribuindo para a democratização das relações profissionais. A mesa se tornou uma referência para a pactuação de ações e políticas do trabalho em saúde de forma dialogada entre gestores e trabalhadores.

“Faz parte das diretrizes e prioridades do Ministério da Saúde a criação de Mesas de Negociação locais e estaduais que possam promover melhores condições de trabalho e a melhoria da qualidade do atendimento no SUS. Com isso, quem mais ganha é a população, que é recebida no serviço de saúde por um profissional satisfeito e motivado”, explica o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Milton de Arruda Martins.

O PRÊMIO

Essa é a primeira edição do concurso Prêmio InovaSUS – Gestão do Trabalho para Valorização de Boas Práticas e Inovação na Gestão do Trabalho na Saúde, que teve início em setembro e foi composto de três etapas.

Ao todo, o ministério recebeu a inscrição de 262 iniciativas. Com a avaliação formal dos requisitos exigidos no edital de abertura, 190 trabalhos concorreram à premiação. Foram, então, avaliados os resumos dos projetos, e classificados 40 para análise na íntegra. Dentre esses, resultaram em 20 selecionados e classificados.

A avaliação dos trabalhos foi feita por uma comissão julgadora composta por representantes do Ministério da Saúde, das gestões locais e estaduais, da Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

As inscrições estiveram abertas para as secretarias de saúde estaduais, municipais e do Distrito Federal, desde que a iniciativa descrita estivesse em vigência ou implantada há no máximo cinco anos. Era preciso, ainda, existir possibilidade de reprodução, sustentabilidade e impacto potencial, além de resultados mensuráveis. Os trabalhos deviam se enquadrar dentro de umas das nove áreas temáticas, como Plano de Cargos, Carreiras e Salários no SUS (PCCS), negociação entre trabalhadores e gestores, promoção da saúde do trabalhador do SUSe avaliação de desempenho.

A avaliação do MS é de que o prêmio cumpre seu o objetivo de identificar as iniciativas em curso no país e o esforço das três esferas em realizar ações para a valorização dos trabalhadores no SUS.

AGÊNCIA CÂMARA

Projeto proíbe que conselho cobre mais de uma anuidade do mesmo médico

A Câmara analisa o Projeto de Lei 2018/11, do deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), que proíbe a cobrança de mais de uma anuidade aos inscritos nos conselhos regionais de medicina.

Pela proposta, o médico para exercer suas atividades em unidade federada suplementar deve se inscrever no Conselho Regional de Medicina, sendo-lhe assegurada a isenção do pagamento de nova anuidade.

O autor observa ser comum um médico que trabalha em mais de um município ser obrigado a pagar duas inscrições a conselhos regionais de medicina. “Trata-se de um ônus inexplicável e absolutamente desnecessário, além de se constituir em uma injustiça com tais profissionais, visto que aqueles que atuam na área de um mesmo Conselho estão livres deste encargo”, afirma.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

PORTAL NACIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS

AxisMed investe em novas tecnologias e melhora os procedimentos de orientação à saúde

Caroline Giachini

A AxisMed, pioneira e líder em Gerenciamento de Doentes Crônicos (GDC) no Brasil, investe cada vez mais em novas tecnologias para melhorar os procedimentos de orientação à saúde e garantir um serviço completo para seus clientes. A empresa modernizou seus servidores, adquiriu novos recursos de telecomunicação e infraestrutura e ferramentas de contact center. Desta forma, a AxisMed disponibiliza as melhores práticas do mercado, mantém atualizados os serviços prestados e abre espaço para a criação de novos serviços e ferramentas, como, por exemplo, a ativação de mensagem ou ligação automática para lembrar ao paciente que no dia seguinte receberá a visita de um enfermeiro da companhia ou alertando a data da próxima consulta médica. "Esses novos serviços trazem mais eficiência, retorno financeiro e de produtividade.

Entre seis e 12 meses após a implantação já é possível perceber os resultados. Além disso, essas ferramentas nos possibilitam implantar ideias que antes não eram executadas devido a custos não condizentes", afirma André Gibrail, diretor de operações da AxisMed. Um exemplo de um novo investimento tecnológico da AxisMedé a parceria que firmou com a A5 Solutions, empresa brasileira especializada em integração de plataformas de comunicação e soluções de contact center. Com isso, a AxisMed tem uma tecnologia de ponta de telefonia, sem a necessidade de ter uma equipe especializada e com garantia de expansão conforme a necessidade do negócio. "Com a infraestrutura temos o que é necessário para a operação de nosso contact center, como serviços e SLAs de operação e disponibilidade bem definidos. A inteligência do negócio e expertise em gestão de saúde continuam com a AxisMed, mas a parte técnica passa a ser disponibilizado pela A5 Solutions", explica Eduardo Sant"ana, diretor de TI da AxisMed.

Sobre a AxisMed Com nove anos de experiência em prevenção de doenças crônicas e promoção de saúde, com foco em execução e resultados, a AxisMed é, além de pioneira, a maior empresa de Gerenciamento de Doentes Crônicos (GDC) do Brasil. Por meio de infraestrutura tecnológica robusta e de última geração, que permite monitoramento de populações de risco, o principal objetivo da AxisMed é promover o autocontrole da saúde junto as pessoas, por meio de informação, orientação, educação e da mudança de hábitos, para gerar adesão aos tratamentos médicos, estabilidade clínica aos doentes crônicos e bem estar à sociedade em geral. A empresa foi a primeira a integrar a Care Continuum Alliance, associação norte-americana especializada em GDC. A cobertura da AxisMed é nacional, com atuação em mais de 700 cidades brasileiras. Tem 400 milhões de procedimentos médicos avaliados, nove milhões de pessoas analisadas e 45 mil vidas ativas monitoradas.

A empresa tem mais de 300 colaboradores, sendo 80% deles envolvidos diretamente na operação com os monitorados. A atual carteira de clientes da companhia reúne importantes nomes, como SulAmérica, Bradesco Saúde, Golden Cross, Central Nacional Unimed, Unimed Seguros, Unimed (Caruaru, Curitiba, Fortaleza, Natal, Paraná e Rio Branco), Fundação Sistel de Seguridade Social, Unafisco, Capesesp, Metrus, Fundação CESP, Sasson, Mediservice, Hospital Israelita Albert Einstein, Insper, Ambev, Telefônica, Pfizer, entre outros. Para mais informações sobre a empresa, visite o site www.axismed.com.br.

PORTAL G1

Escândalo do silicone adulterado assusta latino-americanas

França investiga conexão entre casos de câncer e a prótese PIP. Mais de 25 mil unidades foram usadas no Brasil antes da proibição

O medo e a revolta estão se espalhando entre latino-americanas que usaram próteses mamárias produzidas pela empresa francesa Poly Implant Prothese (PIP) com silicone industrial, o que as tornava mais baratas, mas causa riscos à saúde.

As próteses da extinta marca PIP se rompem com maior facilidade, o que levou as autoridades francesas a orientarem as usuárias a retirarem-nas. Cerca de 300 mil implantes da marca foram vendidos no mundo todo, sendo dezenas delas na América Latina, onde há grande procura por cirurgias plásticas estéticas.

A advogada argentina Virginia Luna, de 34 anos, pleiteia que as clínicas ofereçam próteses de outras marcas para substituir as da PIP. Ela disse representar 50 mulheres, e que algumas já selaram acordos extrajudiciais com as seguradoras dos cirurgiões responsáveis pelos implantes.

Na Venezuela, onde próteses de silicone chegam a ser sorteadas em rifas ou dadas por pais às suas filhas no aniversário de 15 anos, há grande apreensão entre as usuárias. Passando férias numa praia, a professora Martha, de 47 anos, contou que implantou silicone há quase dez anos, e nunca teve problemas.

"Mas, como tenho lido todas essas histórias sobre as próteses francesas estourando e dando câncer, devo admitir que isso me despertou alguns medos. Não tenho ideia de qual marca é a minha, mas vou verificar com meu médico em Caracas assim que voltar de férias."

A França está investigando uma possível conexão entre casos de câncer e o gel usado nos implantes da PIP, mas até agora não existem evidências.

Em 2010, Brasil, Argentina e Colômbia já haviam proibido a venda de próteses dessa marca. As autoridades recomendam que as mulheres afetadas consultem seus médicos, mas algumas pessoas acham que é preciso haver mais punição.

Mais de 25 mil próteses PIP foram usadas no Brasil antes da proibição. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica estima que entre 200 mil e 300 mil cirurgias de aumento de mamas sejam feitas a cada ano no país.

O cirurgião plástico José Carlos Daher, fundador do Daher Hospital Lago Sul, em Brasília, admitiu que há pacientes com medo. "Elas estão muito preocupadas com o que têm lido", disse Daher, acrescentando que nunca usou próteses PIP.

Essa preocupação existe também no Panamá. Lá, o cirurgião plástico Raúl de Leon disse ter já retirado duas ou três próteses PIP que se romperam prematuramente. "Já estamos na pista desses implantes há algum tempo", disse o médico, que é presidente da associação local de cirurgiões plásticos.

Em Buenos Aires, uma clínica está oferecendo cirurgias gratuitas para a substituição da prótese defeituosa - a paciente precisa pagar apenas o valor da prótese nova, entre US$ 500 e US$ 1 mil o par.

Em seu site, a clínica Centros B y S disse estar oferecendo a operação "por solidariedade" às mulheres atingidas.

JORNAL DO COMÉRCIO

Hospitais e UPAs devem reduzir superlotações

Secretaria Municipal da Saúde estima a abertura de 500 leitos em Porto Alegre em 2012

Cláudio Isaias

A superlotação nos hospitais de Porto Alegre, em especial das emergências que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), começará a ser amenizada no próximo ano com o aumento do número de leitos na Capital. A garantia de que o atendimento na área da saúde terá mais fôlego a partir de 2012 é projetada pelos secretários estadual e municipal da área, Ciro Simoni e Carlos Casartelli. De acordo com ambos, a população começará a perceber a mudança já a partir de janeiro.

Segundo Casartelli, a Unidade Álvaro Alvim, administrada pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), entra em funcionamento no próximo mês com 50 leitos e chegará até o final de 2012 com 150 vagas para pacientes do SUS. A unidade é o antigo Hospital Luterano da Ulbra, que passou por reformas. O local abrigará um setor de tratamento de dependentes químicos e outro de apoio à emergência do Hospital de Clínicas. "No segundo semestre do próximo ano, teremos ainda a abertura do Hospital Independência, com 90 a 100 vagas", destaca.

De acordo com o secretário municipal da Saúde, o Hospital Vila Nova terá atendimento 100% SUS no próximo ano e novas vagas deverão ser criadas. "Estamos trabalhando com a projeção de 500 leitos abertos em Porto Alegre em 2012", acrescenta. Além disso, os hospitais São Lucas da Pucrs, de Clínicas e Santa Casa de Misericórdia pretendem ampliar sua capacidade de atendimento com a duplicação do número de leitos nas emergências.

Com a entrada em funcionamento do Instituto Municipal Estratégia de Saúde da Família (Imesf), Casartelli projeta um aumento na cobertura do Programa de Saúde da Família (PSF) na Capital. Hoje, são 140 equipes e a meta da prefeitura é passar para 200 equipes até o final de 2012.

Segundo Simoni, além da abertura dos hospitais Álvaro Alvim e Independência, Porto Alegre terá a inauguração, no próximo ano, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte. A obra está avaliada em R$ 3,4 milhões.

A previsão é de que sejam realizados de 400 a 500 atendimentos por dia na unidade, em três grandes especialidades: clínica médica, pediatria e cirurgia geral. "Será um 2012 para diminuir a superlotação nas emergências dos hospitais que atendem pelo SUS e de qualificação do atendimento na rede pública", ressalta.

Conforme Simoni, no próximo ano começam as obras de mais três unidades de pronto atendimento em Porto Alegre. A segunda UPA será construída ao lado do antigo terreno do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que funcionava na avenida João Pessoa. Também serão construídas unidades na zona Sul de Porto Alegre, em local a ser definido, e na Lomba do Pinheiro, na zona Leste da Capital. De acordo com Simoni, os recursos no valor de cerca de R$ 12 milhões para a construção das três UPAs já estão garantidos pelo Ministério da Saúde.

Casartelli destaca também a ampliação do convênio com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre para prestação de serviços pelo SUS. Com a parceria, haverá um aumento no número de exames ambulatoriais nas áreas de patologia clínica, medicina nuclear, tomografias, ultrassonografias, genética médica e ressonância magnética.

De acordo com o secretário, outras metas para 2012 são efetivar o aumento de 20 novos leitos de UTI, totalizando 87 vagas, e aumentar a disponibilidade das primeiras consultas de 13% para 20% do total de consultas eletivas realizadas pelo hospital. "Estamos ampliando a oferta de serviços para diminuir a situação das emergências hoje e, gradativamente, recuperar o número de leitos hospitalares, revertendo a tendência dos últimos anos", afirma Casartelli. Ele informou ainda que o Hospital de Clínicas será responsável pela gerência da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Azenha, que será construída no primeiro semestre de 2012.

Até a metade do próximo ano, o governo estadual pretende inaugurar UPAs nas cidades de Santa Maria, Cachoeira do Sul, Santo Ângelo e Lajeado. Duas unidades já estão em funcionamento no Estado: em Novo Hamburgo e Bom Princípio. Simoni garante que até o final de 2013 serão inauguradas 30 UPAs no Rio Grande do Sul.

O secretário estadual da Saúde destaca que o primeiro ano do governo Tarso Genro foi de reorganização, com a apresentação do Plano Plurianual (PPA) e a discussão com o governo federal sobre investimentos em todas as áreas, entre elas a da saúde. "Queremos nos próximos três anos chegar o mais próximo do índice de 12% previsto para a saúde. Para 2012, vamos aumentar os investimentos em R$ 300 milhões e estamos buscando, a partir de um convênio com o governo federal, o repasse de R$ 4 bilhões para gastos sociais. Deste total, R$ 2,9 bilhões irão para a saúde", ressalta.

De acordo com Simoni, o SUS ainda está em construção e os problemas somente serão resolvidos com a participação de todos. "Quando a questão é saúde pública precisamos melhorar o atendimento nos municípios e envolver cada vez mais a sociedade", acrescenta.

Atenção básica é prioridade do governo estadual no próximo ano

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) projeta 2012 como o ano da atenção básica à saúde no Rio Grande do Sul.

O secretário Ciro Simoni destaca que o governo trabalha com o fortalecimento dos postos de saúde do Interior do Estado. Segundo ele, dos 496 municípios gaúchos, em torno de 70 ainda não possuem unidades do Programa Saúde da Família (PSF).

"Nosso projeto é chegar com o programa em 100% dos municípios gaúchos e propiciar um atendimento qualificado nos postos de saúde", argumenta. Segundo Simoni, a ideia é evitar a tradicional "ambulancioterapia" até Porto Alegre. "Para reduzirmos essa vinda de pacientes do Interior para a Capital em ambulâncias cedidas pelas prefeituras, temos que melhorar o atendimento nos municípios", destaca.

AGENDA


- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Data - 28 a 31 de Janeiro 2012

Local - Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo-SP

Informações e Adesões - 0800 12 85

E-mail: secretaria.decofe@apcdcentral.com.br

Site - http://www.ciosp.com.br/

- 18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro de Ergonomia

12/02/2012 a 16/02/2012

Local: Recife - PE

Outras informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm

- XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação

Data- 08 a 10 de Março de 2012

Local- Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal

Telefone- +351 915768902

Email- pmfr@spmfr.org

Site Oficial- http://www.congressospmfr.org/

- 37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Data- 12 a 14 de Abril de 2012

Local- Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Email- mailto:retina29012@interevent.com.br

Site Oficial- http://www.interevent.com.br/

- 13th World Congress on Public Health

21/04/2012 a 29/04/2012

Local: Addis Abeba - Ethiopia

Outras informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi

- World Nutrition Rio 2012

27/04/2012 a 30/04/2012

Local: Rio de Janeiro - RJ

Outras informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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