28-01-11

 

Leia nesta edição:

- Consulta sobre internações de beneficiários é ampliada

- Plano de saúde reduz reembolso ao SUS

- Ressarcimento é defensável

- Freio nos excessos da Anvisa

- Fiscalização de estabelecimentos de saúde

- Fiocruz vai desenvolver nova vacina contra febre amarela

- TRANSPLANTES- Gene da depressão- Pesquisa vê cura para o diabetes 1

- AIDS

– Nova droga mostra maior eficácia

- OMS quer crianças longe de comidas prejudiciais à saúde

Sexta-feira, 28.01.11

ANS

Consulta sobre internações de beneficiários é ampliada

Lançada em dezembro de 2010, a consulta sobre Internações de beneficiários de planos de saúde em unidades vinculadas ao SUS, por meio da ferramenta ANS Tabnet, conta com uma nova variável.

A partir de agora é possível saber, também, os procedimentos hospitalares realizados durante as internações, bem como a especialidade médica, a causa da internação e os valores pagos, entre outras informações importantes.

Confira a nova variável no ANS Tabnet no link
http://www.ans.gov.br/anstabnet/anstabnet/deftohtm.exe?anstabnet/dados/TABNET_RES.DEF

Folha de São Paulo

Plano de saúde reduz reembolso ao SUS

Por Cláudia Collucci

Valor pago pelas operadoras para ressarcir o governo após um cliente usar a rede pública caiu 32% entre 2007 e 2009

Empresas alegam que lei é inconstitucional, pois saúde é direito de todos; ANS admite fiscalização inadequada

O ressarcimento dos planos de saúde ao SUS, que já é pouco, caiu ainda mais. Entre 2007 e 2009, passou de R$ 8,23 milhões para R$ 5,62 milhões -queda de 31,7%.

Uma lei de 1998 determina que as operadoras reembolsem o SUS quando um segurado utiliza a rede pública. Para os planos, porém, a lei é inconstitucional.

A ANS (Agencia Nacional de Saúde Suplementar) é a responsável pela cobrança, após cruzar a lista de pessoas atendidas em hospitais públicos com a lista dos planos.

Mas a própria agência reconhece que essa fiscalização precisa ser aprimorada.

Entre 2007 e 2009, os valores cobrados pela ANS (e não necessariamente pagos ao SUS, já que os planos entram com recursos) caíram de R$ 64,4 milhões para R$ 12,8 milhões-redução de 80,9%.

Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) também mostrou que, em cinco anos, a ANS deixou de cobrar dos planos R$ 2,6 bilhões-mais de R$ 500 milhões por ano. Em 2010, o orçamento do Ministério da Saúde foi de R$ 67 bilhões.

Os planos alegam que a lei é inconstitucional, já que a saúde é um "direito de todos". As operadoras têm recorrido à Justiça para não fazer o ressarcimento e movem uma ação de inconstitucionalidade- ainda não julgada definitivamente pelo Supremo Tribunal Federal.

O faturamento anual do setor da saúde suplementar é de R$ 62 bilhões, com 44,8 milhões de segurados.

DECISÃO POLÍTICA

A queda do ressarcimento dos planos ao SUS consta de levantamento feito pelos pesquisadores Mario Scheffer, da USP, e Lígia Bahia, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a partir de dados da ANS, do Portal Transparência, e do Siaf (Sistema Integrado de Administração Financeira).

"É uma vergonha tamanha ineficiência", diz Scheffer. Para Lígia, professora de economia da saúde da UFRJ, a questão também passa por decisão política da ANS. "Ela está capturada pelo setor regulado [planos de saúde]".

Três dos cinco diretores da ANS são pessoas ligadas a empresas privadas de saúde.

Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo, diz que hoje as operadoras vivem uma "situação cômoda". "Elas recebem dos seus clientes, mas não têm nenhum custo quando esses pacientes são atendidos na rede pública."

Cerri afirma que é preciso uma mobilização maior dos gestores de todo o Brasil. "Essa distorção tem que ser corrigida urgentemente para não onerar ainda mais os já escassos recursos do SUS."

A advogada Juliana Ferreira, do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), entende que a não cobertura de procedimentos empurra as pessoas com planos para o SUS.

Cobrança foi ampliada, diz ANS; planos não falam

A ANS reconhece que cobrou menos dos planos de saúde, mas diz que a falha ocorreu porque ficou um período sem receber dados dos atendimentos no SUS.

No início de 2006, diz a ANS, em nota, o Ministério da Saúde promoveu a descentralização do processamento das AIHs (Autorizações de Internação Hospitalar), que passou a ser feita pelas secretarias estaduais e municipais de saúde. Com isso, a agência alega que não tinha dados de internações para fazer as cobranças.

Apenas em 2010, segundo a ANS, foi possível obter a base de dados de AIHs com "informações consistentes" e, com isso, aumentar a proporção entre o valor cobrado pela agência e pago pelos planos (em 2010, foram cobrados R$ 3,27 milhões e pagos R$ 1,16 milhão).

"A ANS tem focado seus esforços na regularização e na eliminação do passivo do ressarcimento ao SUS e se esforçado para melhorar sua performance", diz a nota.

Pela lei, o ressarcimento dos planos ao SUS só deve ocorrer se os atendimentos feitos tiverem previsão de cobertura no contrato entre a operadora e o beneficiário.

Em relação ao aumento de gastos com pessoal -em cinco anos, houve crescimento de 234%-, a ANS afirma que até junho de 2005 não existiam servidores de cargo efetivo na agência e que, a partir daquela data, começaram os concursos públicos.

Procurada, a Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo) alegou que, como a questão do reembolso não foi julgada, não comentaria o assunto.

Folha de São Paulo

Ressarcimento é defensável

Por Hélio Schwartsman

Mas é preciso contar a história toda

Ninguém é contra a saúde pública. Daí que propostas como o ressarcimento do SUS contam com apoio quase universal. Trata-se de uma tese defensável, mas é preciso contar a história completa.

Se o SUS fosse cobrar tudo o que lhe é devido, os custos das operadoras subiriam R$ 500 milhões por ano, segundo estimativa do TCU.

Em princípio, um setor que movimenta R$ 62 bilhões não teria dificuldade de absorver tal impacto, da ordem de 1% do faturamento. Mas, quando se considera que essa é uma área onde a concorrência é pouca e imperfeita, é fatal que o aumento seria repassado aos usuários.

Não seria nenhuma enormidade. Se dividirmos os R$ 500 milhões pelos 45 milhões de segurados, temos um incremento médio de R$ 11 na anuidade. Apesar do baixo valor, é razoável supor que parte desses 45 milhões protestaria, pois a cobrança não recairia sobre uma entidade abstrata (os planos), mas sobre seus bolsos.

Aqui, a operação já não parece tanto um ressarcimento. É mais bem descrita como um subsídio dos usuários da rede privada ao setor público. Ainda é uma tese respeitável, mas que não desperta tanto entusiasmo.

Uma mudança real exigiria discutir outro subsídio: as deduções de despesas médicas no IR. Aqui não falamos de trocados. Em 2005, a sociedade devolveu aos mais ricos R$ 24 bilhões gastos com planos e médicos privados.

O Estado de São Paulo – Editorial

Freio nos excessos da Anvisa

O parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que restringe o poder da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de analisar os pedidos de direito de propriedade intelectual sobre medicamentos - portanto, com influência na liberação de genéricos -, deve ser considerado dentro do quadro mais amplo da ação dessa agência em relação a vários outros produtos, a qual tem sido objeto de severas críticas, nos últimos anos, da parte de associações empresariais e entidades como o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

Assinado pelo advogado-geral da União, Luís Adams, aquele documento define com maior precisão, no caso dos remédios, as atribuições da Anvisa e do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), entre os quais existem fortes divergências a respeito dessa questão. Elas começaram há dez anos, quando a Anvisa foi autorizada a também opinar sobre a cessão de patentes de remédios, a chamada anuência prévia. O Inpi, que é órgão técnico especializado na questão das patentes em geral, sempre viu nisso uma forma de intervenção em seu trabalho.

Decidiu a AGU que a anuência prévia deve considerar a análise de um só quesito - o possível risco oferecido pelo medicamento em questão. Antes, a Anvisa levava em conta outros três quesitos - novidade, atividade inventiva e propriedade intelectual -, cuja análise volta a ser atribuição do Inpi, como este sempre insistiu que deveria ser.

Tanto o temor manifestado por algumas ONGs - de que a medida dificulte a entrada de novos medicamentos genéricos no Brasil - como a opinião de um alto funcionário da Anvisa, segundo o qual ela favorece a indústria farmacêutica, não parecem procedentes. "Gostaria apenas de saber qual o interesse da AGU em fazer essa alteração. Ela não atende a interesses da população nem mesmo do governo. Ela comunga apenas com o interesse de parte das indústrias farmacêuticas", afirmou o coordenador de Propriedade Intelectual da Anvisa, Luís Wanderley Lima.

Há aí uma insinuação da maior gravidade quanto à lisura da AGU, pela qual o sr. Lima pode ser chamado às falas. Depois, nada lhe permite colocar em dúvida a competência do Inpi, quando afirma ter a Anvisa "critérios mais rigorosos" para a análise de pedidos de direito de propriedade intelectual. Afinal, é o Inpi, não a Anvisa, o órgão técnico da administração federal para tratar dessas questões. Além disso, os números falam contra a Anvisa. Em 1.596 pedidos aprovados pelo Inpi, houve divergência com a Anvisa em apenas 145. Nada que justifique a reação do funcionário da Anvisa.

A explicação para esse tipo de atitude parece estar na indevida amplitude das atribuições que a Anvisa julga serem as suas. Além de querer atropelar o Inpi no caso dos medicamentos, seu avanço em setores como o das características de certos alimentos e a publicidade destes e de algumas bebidas vem sendo contestada com crescente veemência pelo setores atingidos.

No ano passado, a Anvisa baixou resolução com regras mais rígidas para a publicidade de alimentos com altos teores de gordura, açúcar ou sódio. O mesmo documento determinava também que a publicidade de determinados alimentos e bebidas com baixo teor nutritivo viesse acompanhada de mensagens de advertência sobre males à saúde que eles podem causar, quando consumidos em excesso.

O Conar - que tem longo histórico de bem-sucedida ação contra excessos na publicidade - logo reagiu, alegando que a Anvisa não tem competência para impor restrições à propaganda de produtos. E a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação afirmou, com razão, que o consumo excessivo de nutrientes é "reflexo de hábitos alimentares da população", nada tendo a ver com a composição dos produtos industrializados.

Felizmente, as exorbitâncias da Anvisa - que só prejudicam a relevante tarefa que tem a cumprir - começam a ser contidas. A AGU parece disposta a pôr um freio também nos excessos da Anvisa no caso dos alimentos e bebidas.

CFM / Saúde Business Web

Fiscalização de estabelecimentos de saúde

Fiscalização terá formulário eletrônico

Nele, os profissionais informariam dados como materiais, equipamentos e instalações, por exemplo, do ambiente de atendimento

A inspeção de estabelecimentos de saúde, como consultórios e clínicas, poderá ser agilizada, com a implantação de um formulário eletrônico de fiscalização. Nele, os profissionais informariam dados como materiais, equipamentos e instalações, por exemplo, do ambiente de atendimento.

A elaboração do documento foi discutida pela Comissão de Fiscalização do Conselho Federal de Medicina (CFM), em reunião realizada nesta quarta-feira (26). O coordenador da Comissão e 3º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, afirma que "a meta é que todos os processos de fiscalização estejam em formulário eletrônico, para garantir informações seguras e atualizáveis a qualquer momento, além de ser base de dados estatísticos para qualquer análise relativa à segurança do ato médico".

O conselheiro contou que até o dia 15 de março será aplicado o formulário experimental, elaborado em 2010, e em 30 de março, será realizada uma nova reunião, em que será avaliada a aplicabilidade do instrumento, que, "a partir de maio, passará a ser obrigatório em todo o Brasil", anuncia Emmanuel Fortes.

Agência Brasil

Fiocruz vai desenvolver nova vacina contra febre amarela

O Biomanguinhos (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos), da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), vai desenvolver uma nova vacina contra a febre amarela que provoque menos reações ou efeitos colaterais. O projeto usará como base uma planta para a criação do imunizante.

O estudo será feito em parceria com duas instituições de pesquisa dos Estados Unidos: o Centro Fraunhofer para Biotecnologia Molecular e o iBio Inc.

De acordo com a Fiocruz, os pesquisadores vão colocar os genes, responsáveis por produzir a principal proteína do vírus causador da febre amarela, nas folhas da Nicotiana benthamiana, espécie de tabaco hidropônica (cultivada sem tocar o solo, de forma suspensa e que recebe uma solução nutritiva).

Os primeiros testes clínicos da nova vacina estão previstos para ocorrer em três anos no Brasil e nos Estados Unidos. A Fiocruz vai investir US$ 6 milhões na pesquisa.

A vacina atual, produzida por Biomanguinhos, usa uma versão atenuada do vírus da doença desenvolvida em ovos de galinha. A febre amarela á transmitida pela picada da fêmea do mosquito infectada pelo vírus. A doença causa febre, calafrios, náuseas, vômito, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias, além de dores na cabeça e no corpo.

A vacina é aplicada a partir dos 9 meses de idade, com validade por dez anos. A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação.

A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que 30 mil pessoas morrem vítimas da doença todos os anos e 200 mil não são vacinadas.

Folha de São Paulo – Caderno Saúde

TRANSPLANTES

Brasil tem recorde de doadores de órgãos

Em 2010, o número de doadores de órgãos foi 11% maior do que em 2009, segundo a ABTO (Associação de Brasileira de Transplante de Órgãos).

Foram 1.842 doadores com órgãos transplantados. É a maior média da história.

O número total de transplantes feitos no Brasil teve um aumento de 6,5% .

Os tipos que mais tiveram aumento foram os transplantes de rim e de fígado.

Segundo a ABTO, São Paulo é o Estado com maior proporção de doadores. A região Norte é a que tem menos doações.

Folha de São Paulo – Caderno Saúde

Gene da depressão

Estudo defende que variação genética reduz a resistência ao estresse e aumenta tendência à depressão; questão retoma debate entre especialistas que atribuem o transtorno a causas biológicas ou ambientais

Por Guilherme Genestreti

DE SÃO PAULO

Um estudo publicado neste mês no periódico "Archives of General Psychiatry", reacende o debate em torno do caráter genético da depressão.

A pesquisa, das universidades de Michigan, EUA, e Würzburg, Alemanha, conclui que pessoas com uma variação mais curta do que a normal do gene 5-HTTLPR são mais propensas a ter depressão depois de situações estressantes.

O estudo revisou informações de 54 trabalhos publicados sobre o tema entre 2001 e 2010, avaliando dados de mais de 40 mil pessoas.

O resultado vai na contramão de outra metanálise, publicada em 2009, que comparou 14 estudos e não encontrou relação entre gene, estresse e depressão.

Srijan Sen, professor de psiquiatria da Universidade de Michigan e um dos autores novo trabalho, afirma que o levantamento anterior foi restrito e não analisou estudos representativos.

Segundo Sen, a nova conclusão pode explicar por que as pessoas respondem de forma diferente às mesmas situações de estresse.

"Muitos estudos mostraram que quem passa por essas situações tem um risco maior de desenvolver depressão, mas, do ponto de vista clínico, sabemos que as pessoas reagem de formas diferentes ao estresse", disse Sen à Folha, por e-mail.

O "gene da depressão" é responsável pela produção da proteína que transporta a serotonina, neurotransmissor ligado ao humor.

Normalmente, a serotonina é liberada entre os neurônios e parte é recaptada pela proteína produzida pelo gene 5-HTTLPR.

Quando a pessoa é portadora do gene alterado, a recaptação é maior, e menos serotonina é liberada para o próximo neurônio. Isso gera os sintomas da depressão.

André Brunoni, psiquiatra do Hospital das Clínicas, explica que o fator genético por si só não implica no aparecimento da depressão.

"É necessário haver interação entre a predisposição genética e o ambiente estressante", diz. "Mas, mesmo assim, é um fator de risco e não uma certeza de 100%", afirma o psiquiatra.

PERSPECTIVAS

Segundo os especialistas, descobertas como essas podem levar a um tratamento mais personalizado da doença no futuro.

"A genética molecular ainda não tem aplicação na prática clínica. No futuro, devemos encontrar fatores genéticos que associam a melhora a certos medicamentos", diz Fernando Fernandes, pesquisador do grupo de estudos de doenças afetivas do Hospital das Clínicas.

Segundo Srijan Sen, esses resultados já mudam a forma de encarar a depressão.

"Ainda há muito estigma associado a ela. Ao identificarmos um fator genético, podemos compreender que é uma doença biológica", diz.

O psiquiatra André Brunoni concorda: "Ainda há pais que não compreendem a depressão dos filhos e acham que eles podem superar isso sozinhos".

E completa: "Pensar na depressão como uma doença com causa biológica, que não é preguiça ou mera insatisfação com a vida, ajuda".

Correio Braziliense – Caderno Saúde

Pesquisa vê cura para o diabetes 1

Cientistas americanos afirmam que, ao manipularem um hormônio produzido pelo pâncreas, conseguiram diminuir o nível de glicose no sangue. Com isso, a reposição de insulina se tornaria desnecessária

Por Carolina Vicentin

Uma descoberta divulgada ontem por pesquisadores do Centro Médico da Universidade do Sudoeste do Texas, nos Estados Unidos, promete dar nova esperança aos portadores do diabetes melito (tipo 1), um dos tipos mais agressivos da doença. O estudo, que será publicado na revista especializada Diabetes de fevereiro, sugere uma cura para o problema a partir da manipulação genética do glucagon, um hormônio produzido pelo pâncreas. A ideia é ousada: em vez de administrar insulina (o tratamento indicado nesse tipo da doença), os pesquisadores conseguiram mostrar, em ratos, que a manipulação dessa outra substância também pode deixar o organismo normal.

O glucacon é um hormônico antagônico à ação da insulina, ou seja, ele aumenta o nível de glicose no sangue. Os pesquisadores, então, apostaram na hipótese de que, se fosse possível limitar a liberação de glicose por essa substância, os diabéticos não precisariam mais fazer a reposição insulínica.

A supressão do hormônio foi feita através de manipulação genética. Nos testes pré-clínicos, realizados com camundongos, a “invenção” funcionou. “O bloqueio da produção desse hormônio fez com que o organismo dos animais com deficiência insulínica voltasse ao normal”, contou ao Correio, por e-mail, o professor Roger Unger, um dos autores da pesquisa.

O diabetes melito, também conhecido como diabetes tipo 1, é uma doença autoimune, na qual o corpo do paciente destrói as células produtoras de insulina. Esse hormônio é o responsável por levar a glicose dos alimentos a todas as partes do corpo. “É comum esse tipo da doença ser considerado o mais grave. Na verdade, ele é o que precisa de mais cuidados. Como a pessoa não tem a insulina, corre o risco de morrer imediatamente se não fizer a reposição”, explica a professora Jane Dullius, da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília.

Esse é, inclusive, um dos principais problemas para os diabéticos. “O incômodo vai desde o mais básico, que é ficar tomando injeções diárias, até o mais estrutural, estar sempre mantendo a rotina, ficar de olho nas taxas de glicose no sangue, não comer fora do horário”, enumera o jornalista Paulo Mesquita, 26 anos, portador da doença desde os 11. Calcula-se que, pelo menos, 42 milhões de pessoas tenham o diabetes melito — o equivalente a 0,7% da população mundial. A maioria descobre a deficiência antes dos 30 anos, geralmente, na infância ou no início da adolescência.

Avanços

O professor Roger Unger ressaltou a importância da descoberta, ainda mais porque não há muitos estudos sobre a relação entre o glucagon e o controle do diabetes. “A supressão do glucagon erradicou o diabetes dos ratos, enquanto a reposição de insulina, não”, reforçou. As próximas etapas, afirma, serão os testes clínicos, em que a manipulação vai ocorrer em humanos.

A professora da UnB Jane Dullius ressalva que ainda é preciso estudar o assunto com cuidado. “Se a ciência controlar o glucagon, não vai estar dando um fim ao diabetes, vai estar apenas evitando que a glicose do organismo do paciente suba. A insulina não pode ser esquecida, ela é essencial para que a glicose seja absorvida pelos tecidos”, observa. O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Saulo Cavalcanti, lembra que os fatores ambientais também precisam ser analisados no processo. “O estudo é pioneiro, uma luz no fim do túnel. Mas o fator genético também é complexo, porque existem vários genes relacionados ao diabetes. A terapia gênica está engatinhando, é uma ferramenta que ainda precisa ser bastante explorada”, alerta.

Agência Brasil

AIDS – Nova droga mostra maior eficácia

A substância VIR-576, desenvolvida por cientistas alemães para combater a Aids, reduziu em até 95% a quantidade de vírus HIV no sangue de 18 voluntários nos primeiros testes. Enquanto isso, no Brasil, o ministro Alexandre Padilha declarou, na última segunda (24/01), no Fórum ONGs de Aids de São Paulo, que o diagnóstico precoce da doença é o foco da ação do Ministério da Saúde.

O produto tem efeitos colaterais menores por atacar o “invasor” ainda fora das células humanas. Segundo o pesquisador Frank Kirchhoff, do Hospital Universitário de Ulm, é parecido com outros inibidores de fusão, como o Fuzeon, mas foi desenvolvido para bloquear o processo de infecção em uma etapa anterior.

“O que o vírus faz é parecido com jogar uma âncora para poder se acoplar à célula”, declarou. “A nova droga ocupa a âncora – chamada peptídeo de fusão – e impede que ela seja inserida na membrana celular. Assim, o vírus não consegue entrar na célula”.

O medicamento não é afetado por mutações genéticas, pois ataca o vírus em um estágio inalterado. Por isso, a substância pode ser uma esperança para pacientes que já não reagem aos remédios, cerca de 10% dos infectados.

Porém, o VIR-576 precisa ser administrado em soro, o que o torna pouco prático e dependente de assistência médica. Por isso os cientistas tentam desenvolver uma versão em comprimido. No entanto, ainda não há previsão para que o medicamente chegue ao mercado.

Os esforços para identificar a infecção pelo HIV precocemente anunciados pelo Ministério da Saúde podem ajudar a reduzir cerca de 11 mil mortes anuais causadas pela doença. De acordo com Alexandre Padilha, os grupos mais vulneráveis terão maior foco e a internet será usada para atingir outros públicos.

Correio do Estado

OMS quer crianças longe de comidas prejudiciais à saúde

A Organização Mundial da Saúde, OMS, pediu aos países que reforcem uma série de medidas para evitar que as crianças adotem uma dieta rica em calorias e outros elementos nocivos.

A agência da ONU quer que os governos tomem providências para reduzir o marketing infantil de produtos ricos em açúcar, gordura e sal que podem causar doenças crônicas para o resto da vida.

A OMS lembrou que a TV é responsável por uma grande parte da propaganda de alimentos nocivos.

No ano passado, os países-membros da agência endossaram uma nova lista de recomendações sobre o marketing de alimentos e bebidas para crianças.

Em todo o mundo, 43 milhões de crianças em idade pré-escolar estão gordas ou obesas. Uma dieta ruim é um dos quatro maiores fatores associados à doenças como câncer, diabetes, problemas cardiovasculares e complicações no pulmão.

Essas doenças também matam 35 milhões de pessoas todos os anos.

Entre as medidas recomendas pela OMS, estão a redução da exposição de menores à propaganda sobre alimentos nocivos e aulas nas escolas para promover uma dieta saudável.

A agência também pede aos países que combatam o marketing que atravessa fronteiras, além de regular a propaganda de alimentos voltada para crianças.

JANEIRO / 2011

- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão

17 e 18 de fevereiro de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades, autoridades, solução de problemas e negociação.

Metodologia

Ametodologia alterna exposição dialogada, exemplificações voltadas para a realidade da administração pública com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição, conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem e debates, de forma a favorecer a troca de experiências e assimilação do conteúdo proposto. Também alterna a realização de módulos em sala de aula com períodos de aplicação junto às equipes naturais.

Instrutores

PETER M. DOSTLER

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br (Unidas/AssPreviSite)

- Curso de Educação Médica Continuada CREMERJ em Oncologia Pediátrica - Nova Iguaçu

A Diretoria do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro e sua Seccional Nova Iguaçu convidam para o Curso de Educação Médica Continuada CREMERJ em Oncologia Pediátrica no dia 19 de março de 2011, sábado, das 9h às 12h, no Centro de Estudos da Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima (Rua Bernardino de Melo, 1465 – 6º andar – Centro – Nova Iguaçu/RJ).

Consº Luís Fernando Soares Moraes

Presidente do CREMERJ

José Estevam da Silva Filho

Coordenador da Seccional Nova Iguaçu do CREMERJ

Coordenação:

Consº Nelson Nahon – Seccional Nova Iguaçu do CREMERJ

Consº Sidnei Ferreira – Responsável pela Câmara Técnica de Pediatria do CREMERJ

VAGAS LIMITADAS

Promoção: CREMERJ

Realização: SECCAT (Secretaria de Comissões e Câmaras Técnicas do CREMERJ)

e Seccional Municipal Nova Iguaçu do CREMERJ

Inscrições gratuitas e informações – Seccional Nova Iguaçu do CREMERJ

Tels.: 2667-4343 – novaiguacu@cremerj.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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