28-06-11

 

Leia nesta edição:

- Pesquisas: Produção de tecnologia em saúde tem que priorizar qualidade de vida, defende Padilha

- ANS disponibiliza bases de dados

- Ministério padronizará dados para gestão da informação, TI e comunicação

- Tecnologia em Saúde: Brasil busca redução de custos

- Planos pagaram R$ 25 milhões por usar SUS

- Garantia de atendimento e relação médico-paciente

- Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores

- “Integração entre Público e Privado é necessária e irreversível”

- ANS e MS orientam como evitar contágio da bactéria E.colli

- Confederação Nacional de Saúde: Circular Jurídico 061/2011

- Subcomissão da Saúde Suplementar se reúne nesta terça-feira

- HTAi debate universalização da saúde, gastos públicos e inovação tecnológica

- Opas promove na Anvisa sexta edição de Conferência Pan-Americana

Terça-feira, 28.06.11

Portal Saúde / MS

Pesquisas: Produção de tecnologia em saúde tem que priorizar qualidade de vida, defende Padilha

Reportagem Débora Rocha

Repórter: O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu recentemente que as novas tecnologias em saúde sejam usadas prioritariamente para melhorar a qualidade de vida da população. De acordo com o ministro, a tecnologia não deve ser usada apenas no atendimento nos hospitais, mas deve estar presente na prevenção de doenças. Segundo ele, graças à Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde, atualmente o País consegue incorporar novidades tecnológicas que trazem benefícios reais à população, como a produção de vacinas e os exames de diagnóstico rápido. Ele explica que tudo o que é novo é testado pela Rede de forma segura, o que garante a proteção da saúde da população.

Ministro da Saúde – Alexandre Padilha

"Essa rede é que nos orienta a não adotar vacinas que ainda não tenham estudos claros de que tem uma qualidade ou um impacto real. Essa rede ajuda a guiar o processo de inovação, de pesquisas para as necessidades do nosso país. Por exemplo, agora, nós estamos introduzindo em todos os centros de saúde do Brasil o teste rápido para gravidez e o teste rápido para sífilis congênita."

Repórter: Para investir em desenvolvimento tecnológico de produtos e insumos no Brasil, o Ministério da Saúde estima o montante de 120 milhões de reais em pesquisas. O Secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, fala da importância da produção nacional de tecnologias em saúde:

Secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde - Carlos Gadelha

"O foco nosso não é apenas fazer as contas com que é possível pagar ou não, mas sim como a gente direciona a inovação para fazer a inovação que viabilize a universalização do acesso à saúde com a qualidade necessária que a população precisa. Ou seja: é uma agenda para viabilizar a inovação a serviço da população brasileira."

Repórter: O ministro e o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde participaram da HTAi - Conferência Internacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde, evento internacional que foi sediado no Brasil em sua primeira realização a América Latina.

ANS

ANS disponibiliza bases de dados

Desde a quarta-feira (22), os usuários do sitio eletrônico da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) têm acesso às principais bases de dados da Agência. Entre outros, estão disponíveis dados sobre total de beneficiários de planos de saúde, quantidade de operadoras com registro na ANS, suas receitas e despesas. Também podem ser consultados dados sobre o total de planos existentes no país e taxa de cobertura, assim como informações sobre a mortalidade em beneficiários de planos de saúde ou internação em hospitais credenciados ou conveniados ao SUS.

Estão disponíveis informações relativas ao período de 2000 a 2011. As atualizações e revisões são realizadas trimestralmente. Os arquivos disponibilizados se encontram no formato .dbc. Para sua utilização, é necessário ter instalado o programa TabWin. Ao disponibilizar suas bases de dados, a ANS reafirma o compromisso firmado na Agenda Regulatória de assegurar transparência e autonomia à sociedade.

Para acessar o banco de dados da Agência use o link:

http://www.ans.gov.br/index.php/materiais-para-pesquisas/perfil-do-setor/dados-e-indicadores-do-setor

Agência Fiocruz

Ministério padronizará dados para gestão da informação, TI e comunicação

O Ministério da Saúde iniciou a reformulação do Comitê de Informação e Informática em Saúde (Ciinfo) cujo objetivo é fazer a gestão da informação e definir padrões técnicos de informação e comunicação para o governo federal e o Sistema Único de Saúde (SUS). O primeiro passo do comitê será realizar um levantamento das iniciativas existentes no Ministério da Saúde nas áreas de gestão da informação e da tecnologia da informação e comunicação (TIC) em saúde.

Esse levantamento servirá de subsídio para a definição dos componentes relativos à Tecnologia da Informação e Comunicação que serão inseridos no âmbito do Ministério da Saúde e do SUS. O processo será feito por meio da integração dos bancos de dados e sistemas informatizados.

Outra ação imediata será a aprovação da portaria que traz a reestruturação do Comitê. Entre as metas previstas para este ano está a definição de estratégias para organizar o Sistema Nacional de Informação em Saúde (SNIS) que reunirá dados dos serviços oferecidos SUS e também conterá a identificação dos usuários, profissionais e estabelecimentos da área. A Fiocruz participa do comitê.

O comitê terá uma reunião a cada três meses para deliberar sobre as propostas enviadas pelos membros e será dividido em subcomitês e grupos de trabalho. O Ciinfo é coordenado pelas secretarias Executiva e de Gestão Participativa do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Técnica que tem como responsáveis pelo gerenciamento do grupo os diretores do Departamento de Informática do SUS (Datasus) e do Departamento de Monitoramento e Avaliação da Saúde.

Além da Fiocruz, o comitê conta com a participação de todas as secretarias do Ministério da Saúde, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Estão incluídos também órgãos de natureza consultiva, como a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), do Ministério do Planejamento; Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) e outros que poderão ser convidados de acordo com a relevância do tema a ser tratado.

Saúde Business Web

Tecnologia em Saúde: Brasil busca redução de custos

Por Cínthya Dávila

O setor da saúde é uma das esferas onde é possível encontrar tecnologias e soluções digitais em abundância. No entanto, o acesso a esses recursos utilizados no diagnóstico e tratamento de doenças não é acessível ao público de forma sistemática. Segundo o secretário executivo da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Carlos Figueiredo, diante desse fato, hoje o País vive em um cenário de busca de redução de custo e maior eficiência na utilização das ferramentas.

“As tecnologias são desenvolvidas e estão disponíveis no mundo. Mas aqui no Brasil não temos critérios tão objetivos e claro para sua utilização”.

Para Figueiredo, atualmente o Brasil está em uma situação de funil, onde há vários processos disponíveis que nem sempre atendem às prioridades essenciais de políticas de governo ou de necessidades sociais. Sendo assim, muitas vezes, é preciso tomar decisões feitas com base somente em dados econômicos, que podem não contemplar às necessidades do setor.

No ano de 2006, com o objetivo de racionalizar e modernizar o fluxo de incorporação de novas tecnologias com a criação de mecanismos de atuação e fluxo de análise, o Ministério da Saúde criou a Comissão para a Incorporação de Tecnologias do Ministério da Saúde.

Porém, mesmo com esses critérios, a comissão tem deixado a desejar. “O fato é que embora ela tenha todos esses métodos, o Ministério da Saúde não tem sido capaz de dar uma resposta positiva à sociedade”.

No intuito de contribuir para que exista uma uniformização do acesso aos recursos e fazer uma avaliação da tecnologia aplicada à saúde, a CBDL junto com outros setores de área de saúde, vem fazendo uma análise política que estuda as implicações médicas sociais éticas e econômicas do desenvolvimento de fusão e emprego das tecnologias de saúde.

Em sua explanação no Congresso Brasileiro de Análises Clínicas 2011, realizado nesta segunda-feira, (27), em Curitiba, Figueiredo afirmou que o uso da medicina baseada em evidências também é um método utilizado para contribuir com a busca por melhorias no assunto, pois proporciona uma definição da questão clínica.

“Ela busca dar acesso à informação para resolver o problema, olhando o que existe em literatura e estudos disponíveis. E, com isso, adotar uma nova tecnologia de forma mais eficiente”.

Figueiredo encerrou sua apresentação propondo que se pense nos elos da cadeia de forma conjunta. “É preciso haver a união dos envolvidos no setor da saúde em prol do paciente”. E ressaltou a necessidade de um cenário mais estável e previsível é fundamental. Caso contrário os investimentos e os processos não serão realizados com sucesso.

Tribuna da Bahia / Seguros dia-a-dia

Planos pagaram R$ 25 milhões por usar SUS

Após ficar quase um ano sem pedir de volta às seguradoras de Saúde ressarcimento das internações de conveniados em hospitais públicos, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) bateu recorde de cobrança e arrecadação neste ano, informa a reportagem de Dimmi Amora, publicada na edição desta segunda-feira da Folha de São Paulo.

A agência arrecadou de janeiro a maio deste ano R$ 25 milhões, valor superior à soma dos anos de 2008, 2009 e 2010.

Relatório feito a pedido da Folha revela que a agência voltou a emitir notificações para as operadoras em julho do ano passado.

Por problemas administrativos, a ANS ficou, entre 2008 e 2009, sem fazer notificações, o que gerou um alerta do TCU (Tribunal de Contas da União) e multa à agência.

ANS

Garantia de atendimento e relação médico-paciente

Em relação ao posicionamento do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), a respeito da Resolução Normativa 259, que dispõe sobre Garantia e Prazos Máximos de Atendimento, afirmando que esta pode interferir na relação médico-paciente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esclarece que:

A Agência respeita a relação médico-paciente e entende que esta deve ser sempre preservada.

A RN 259 foi desenvolvida pela ANS para garantir ao beneficiário de plano de saúde o atendimento, com previsão de prazos máximos, aos serviços e procedimentos definidos no plano, garantindo que ele tenha acesso a tudo o que contratou.

A norma visa, também, estimular as operadoras de planos de saúde a promover o credenciamento de prestadores de serviços, inclusive médicos, nos municípios que fazem parte de sua área de cobertura, garantindo que o beneficiário tenha acesso a pelo menos um prestador de serviços da especialidade que necessita, em tempo determinado.

Por outro lado, justamente por entender que por vezes o profissional de escolha do beneficiário já está com sua capacidade máxima preenchida, a ANS respeitou e preservou esta condição, deixando isto consignado na resolução normativa publicada e nas divulgações feitas.

Esta resolução ficou à disposição da sociedade e entidades médicas, através de consulta pública amplamente divulgada, por 30 dias, entre os meses de março e abril deste ano. Foram encaminhadas mais de três mil contribuições que apoiaram a ANS no desenvolvimento desta norma.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar continuará atuando para promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde e contribuir para o desenvolvimento das ações de saúde no país, sempre levando em consideração as demandas da sociedade.

ANS

Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia, a partir de sexta-feira, 24 de junho, a consulta pública nº 44, que apresenta proposta de Resolução Normativa para implantação de um instrumento capaz de avaliar o desempenho e os resultados assistenciais dos prestadores de serviço na saúde suplementar. O instrumento criado permitirá a seleção de indicadores que tenham validade, comparabilidade e ajudem na diferenciação das organizações avaliadas.

O programa, denominado QUALISS, será desenvolvido para monitorar os indicadores de qualidade assistencial dos hospitais com o uso de referências mundiais. Inicialmente o programa será focado em hospitais, mas o objetivo é que seja extensivo a outros prestadores da saúde suplementar. Tais indicadores proporcionarão aos estabelecimentos de saúde novas ferramentas e métodos para gestão da qualidade (benchmarking), além de fornecer ao poder público e consumidores em geral elementos de apoio à tomada de decisão, com foco na qualidade do atendimento.

Segundo Bruno Sobral, Diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS: “observamos que poucas informações sobre qualidade dos hospitais estão disponíveis. E acreditamos que esta iniciativa pode gerar uma concorrência positiva, mudando o foco do preço para a qualidade do serviço prestado. Além disso, este programa dará ao consumidor maior capacidade de escolha de seu plano de saúde pois ele poderá avaliar de forma mais objetiva a qualidade da rede associada a cada produto disponível no mercado".

Principais considerações no desenvolvimento do QUALISS:

A qualidade do cuidado à saúde não pode ser mensurada diretamente, portanto diversos indicadores têm sido utilizados para atender a necessidade de informação dos usuários dos sistemas de saúde e de suas entidades representativas sobre a qualidade dos cuidados prestados. Desta forma, pretende-se alcançar abrangência e capilaridade que programas atuais de monitoramento da qualidade da assistência das operadoras não conseguem entregar;

Os domínios escolhidos para constituir os eixos do QUALISS – efetividade, eficiência, equidade, acesso, centralidade no paciente e segurança, têm como base os relatórios do Instituto de Medicina dos EUA, instituição que impulsionou a qualidade dos serviços de saúde e melhoria do cuidado no processo de reforma do sistema de saúde daquele país;

Os prestadores de serviço terão acesso aos resultados de seu desempenho antes da divulgação pública, podendo detectar falhas ocorridas no processo de envio das informações e de sua avaliação sistemática pela ANS;

A rede hospitalar brasileira apresenta uma grande heterogeneidade em relação à estrutura, incorporação de tecnologias e disponibilidade de recursos humanos, coexistindo estabelecimentos de diversos padrões;

O QUALISS contará com um comitê gestor cuja finalidade será promover o desenvolvimento e o aperfeiçoamento do Programa, com participação de representantes das operadoras de planos de saúde, dos hospitais, clínicas, laboratórios, dos médicos, das acreditadoras e dos consumidores, dando legitimidade e transparência às ações instituídas.

A consulta estará disponível até 23/07/2011, em formulário eletrônico exclusivamente na página da ANS na Internet, para que beneficiários, operadoras e prestadores de serviços de saúde possam contribuir. A participação de todos os envolvidos e interessados por este tema é de fundamental importância para aprimorar o trabalho que tem sido desenvolvido pela ANS.

Revista Fornecedores Hospitalares / Saúde Business Web

“Integração entre Público e Privado é necessária e irreversível”

Por Maria Carolina Buriti

Entrevista com Gonzalo Vecina

“Nunca foi tão moderno envelhecer”. A frase dita por um dos grandes pensadores da saúde no Brasil, Gonzalo Vecina Neto, é de um músico brasileiro. Mas, segundo o médico, traduz o momento atual da saúde no País, onde há pessoas envelhecendo e mudança de um perfil de doenças agudas e infecciosas para as patologias crônicas. Estes são apenas alguns dos desafios a serem enfrentados. E para buscar a sustentabilidade, Vecina diz que a integração entre o sistema público e privado é necessária e irreversível. “Hoje jogo com o computador”, é o que responde Gonzalo Vecina Neto sobre o xadrez, hobby que já lhe rendeu vitórias e que a falta de tempo tem restringido sua prática ao computador.

Outras particularidades deste sorocabano são a torcida pela Portuguesa e a atuação como médico do Esporte Clube Paulista de Jundiaí, cidade onde se formou, no interior de São Paulo.

Essas são algumas características menos conhecidas de Vecina Neto, cuja trajetória no setor de saúde incluí a presidência da Agência Nacional da Vigilância Sanitária e a Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ligada ao Ministério da Saúde. Médico sanitarista, gestor e docente, Vecina Neto também liderou a Secretaria Municipal de Saúde. Atualmente está à frente de uma dos hospitais referência em média e alta complexidade no Brasil, o Sírio-Libanês, onde ocupa o cargo de superintendente corporativo.

Lá, ele admite ter “uma sensação de oxigenação”, pois as decisões são construídas coletivamente e as ações são executadas de imediato, quando comparado ao setor público, onde está envolvido com projetos de expansão. Cotado para o cargo de ministro da Saúde, Gonzalo afirma que não existiu convite e que seu futuro está atrelado aos compromissos do Sírio-Libanês, às aulas na Faculdade de Saúde Pública da USP e ao pensamento e discussão da saúde coletiva.

Fornecedores Hospitalares: Você tem grande experiência na área pública e atualmente está à frente do Hospital Sírio-Libanês, que é outra realidade se comparado ao hospital público. Como é lidar com recursos e realidades tão diferentes?

Gonzalo Vecina: No setor privado, de uma maneira ou de outra está se buscando o equilíbrio da organização. As pessoas costumam simplificar falando que se está buscando lucro. Nenhuma organização sobrevive se estiver buscando lucro, as organizações sobrevivem porque atingem os objetivos pelos quais foram criadas com sustentabilidade.

No caso da administração pública, a questão política tem que se encaixar em um conjunto de ações do estado para gerar bem-estar social, o que torna o processo decisório extremamente complexo.

Tem a discussão do bem comum e como ela acontece dentro da sociedade. Esta discussão sobre o que faz as pessoas se sentirem felizes a partir da ação do Estado, ou seja, a construção do estado de bem-estar social, é uma das discussões mais importantes do ponto de vista político para orientação do Estado, mas ela é muito complexa por causa dos inúmeros participantes desse processo de construção da decisão. Aí também tem a questão da corrupção e do clientelismo, que faz parte da vida do estado brasileiro, ainda. Todos os países têm, em algum grau, certa quantidade de corrupção.

Eu acho que é muito mais difícil gerenciar o setor público. Eu que vim do setor público para o setor privado tenho uma sensação de oxigenação, porque as decisões são construídas coletivamente, como eu acho que deve ser uma organização complexa como é um hospital moderno. E após a decisão existe a execução. Então, é muito mais simples dirigir uma instituição privada do que uma instituição pública.

FH: Qual sua avaliação sobre o Sistema Único de Saúde? Com mais de 20 anos de sua criação, em qual momento estamos?

Vecina: Morre-se menos e vive-se mais. É indubitável. A mortalidade infantil no Brasil há 20 anos estava em torno de 40 mortes por mil nascidos vivos; hoje, está abaixo de 20 mortes por mil nascidos vivos.

A expectativa de vida estava bem abaixo de 70 anos, hoje está em 73 e 74 anos para homem e mulher, respectivamente. O Brasil tem um excelente e um dos melhores programas de imunização do mundo. Tem o segundo maior programa de transplante de órgãos do mundo, tem certamente um dos mais eficientes processos e programas de tratamento de pacientes portadores do vírus HIV. A revolução foi fantástica.

O SUS é certamente, de todos programas que o estado brasileiro desenvolve, emtre saneamento, educação, transporte, segurança, justiça, o que mais inclui pessoas na sociedade. Ou seja, o grande problema do Brasil é a exclusão social e o número de pessoas que estão abaixo da linha da pobreza, que precisamos trazer para cima.

Universal e gratuito, ele não diferencia o pobre do rico, aliás, isso é um problema. Deveria diferenciar quem precisa mais e conseguir dar mais a quem tem menos. Mas é óbvio que o SUS precisa crescer, o SUS é um programa importantíssimo, mas precisa melhorar. Ele é bom, mas não é bom o suficiente, ele está subfinanciado, sob qualquer ângulo que se olhe.

O Brasil gasta R$ 1400 per capita para tratar os 43 milhões de brasileiros que têm plano de saúde. Com 150 milhões de brasileiros do SUS, se gasta R$800 per capita ano. Qualquer país do mundo desenvolvido gasta mais de US$2500 per capita ano. Os Estados Unidos são um desastre, gastam US$ 8 mil per capita ano. Precisamos colocar mais recursos na equação da saúde, precisamos de mais gestão. Não é mais gestão ou mais dinheiro, é uma coisa e outra. Não existe um dilema, primeiro isso e depois aquilo, está errado. É um falso dilema isso. Falta dinheiro e falta gestão.Temos que equalizar o sistema de saúde.

FH: Diante do cenário de envelhecimento da população, o que precisa ser mudado no SUS?

Vecina: Nosso sistema de saúde está voltado para um conjunto de doenças e um perfil de população anterior a década de 90, quando morríamos mais de doenças infecto-contagiosas. Agora, como diz o Arnaldo Antunes, “não existe nada mais moderno do que envelhecer”, e o envelhecimento tem outros tipos de doença: câncer, acidente vascular cerebral, enfarto do miocárdio, diabetes. São as doenças crônicas e o sistema está preparado para atender doenças infecciosas e doenças agudas. Temos que manter a capacidade de atender urgência e emergência, mas mudar o sistema de saúde para que ele possa atender doenças crônicas, que exigem cuidados contínuos. E tem que ser cuidado contínuo com base tecnológica, com gasto baixo, e que atenda à condição de estar presente sempre e isso exige uma renovação do modelo de atenção à saúde.

Temos que conseguir integrar o público e o privado. Não dá para continuar sendo assim, do lado de lá, a medicina supletiva e do lado de cá, o SUS. Isso não cria economia, não aproveita as possíveis sinergias que poderíamos construir. Temos que ter condição de aumentar a capacidade indutiva do estado na produção ciência, tecnologia e inovação.

Hoje cerca de 10% da mão de obra do Brasil trabalha no setor de saúde, 8% do PIB brasileiro vem da indústria de saúde. Então, temos que aproveitar essa capacidade que a indústria de saúde tem de gerar empregos e valor, mas para isso tem que ter capacidade indutiva. Por um lado, do estado, e do outro lado, um empresário diferente. Um empresário que saia da sombra e vá para o sol do mercado e se arrisque contratando doutores, criando centros de tecnologia para transformar inovação em produtos lucrativos. Temos que melhorar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para que ela atrapalhe menos os pesquisadores e a Comissão Nacional de Ética e Pesquisa seja menos empecilho à realização de pesquisa.

FH: O Brasil está em um momento, que enfrenta epidemias como a dengue e também há doenças como a obesidade. São doenças totalmente diferentes em um único País. Como resolver essa equação?Vecina: Essa equação se resolve com medicina baseada em evidências, com novos guidelines. Temos que mudar o jeito de fazer medicina e fazer gestão de doenças porque 20% da população brasileiras é hipertensa, 10% é diabética e o número de pacientes com sobrepeso aumenta. Este é um fator que complica tanto a diabetes como a hipertensão. Isso exige um novo modelo de atenção à saúde, um modelo voltado para gestão de doença e, eventualmente, como existem pacientes com morbidades e mais de uma doença, um sistema que também tenha condição de identificar pacientes mais complexos e fazer a gestão de doente. E esse sistema de atenção básica tenha condição de atender o grosso dessa população doente na fase em que ainda não tem complicações importantes. É um novo modelo e precisamos fazer isso.

FH: Você falou da integração do sistema público com o privado, qual a sua opinião sobre o projeto de lei que destina 25% dos leitos públicos a pacientes com planos em São Paulo?

Vecina: Acho que é um remendo. Com certeza, nos hospitais públicos são atendidos planos de saúde. Como a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) não consegue cumprir a lei e fazer com que os planos de saúde façam esses ressarcimentos no atacado, o que a lei está propondo é fazer esses ressarcimentos no varejo. Porque ela não muda, não cria uma dupla porta como estão falando. Agora, o que temos que discutir não é um remendo, é um projeto novo de integração entre setor publico e setor privado, de tal forma que quando se olhar para o processo de atenção primária no Brasil se veja os dois sistemas integrados ganhando em sinergia e economia de escala. Tem certas tecnologias muito caras, que precisam de um mínimo de usuários. Então se ao comprar uma tecnologia se consegue atender 100 usuários e só há 10 usuários no setor privado, arruma os outros 90 no SUS, é isso que estou chamando de escala econômica de produção.

FH: E o senhor acha que as PPPs também fazem parte desse remendo?

Vecina: Com certeza. A Parceria Público-Privada é fundamental. O estado brasileiro contrata médicos da mesma maneira que contrata um juiz, só que a justiça anda devagar e os hospitais não podem andar devagar. Usar as mesmas técnicas administrativas para gerenciar diferentes setores da atividade humana está absolutamente errado. Isso podia ser adequado há 30 anos, quando não tinha informática e a média de permanência (no hospital) durante a década de 80 era de 10 dias. Hoje, a média de permanência nos hospitais é de quatro dias. Tudo mudou, mas a gestão pública não mudou, para certas coisas ela pode continuar do mesmo jeito, mas para outras não. Por que não existem mais sistemas de transportes coletivos estatais? Porque o estado é incapaz de fazer essa gestão com a dinâmica necessária para o transporte público, a mesma coisa é no setor saúde. A terceirização da gestão no setor de saúde utilizando o terceiro setor, organização social, Oscip, ou mesmo no caso das PPPs- não está usando nem Oscip nem OS, está usando entidades com finalidade lucrativa para fazer a PPP. Então é irreversível e é necessário.

FH: Com o novo governo, quais são as principais urgências em sua opinião?

Vecina: Financiamento, melhoria da gestão via reforma administrativa e formação de gestores, mudar o modelo assistencial para torná-lo mais adequado para tratar de doenças crônicas urbanas, melhorar a integração entre o setor público e o privado, estimular a indústria da saúde. Estes são os cinco pontos fundamentais.

FH: Ainda falando sobre o SUS, temos um modelo na saúde suplementar que é segmentado por especialidade, pois o usuário escolhe o médico com quem se consultará. No SUS, ainda há uma triagem com um clínico geral. O fortalecimento da atenção primária seria uma solução para a lotação dos hospitais?

Vecina: O errado é a setor privado. O Programa da Saúde da Família (PSF) cobre hoje cerca de 60% da população brasileira. É um imenso “gol”. Agora, o setor privado está começando a descobrir isso, a ser chamado de mais eficiente. Essa mudança, que está sendo operada no setor privado é importante. Ter um clínico geral é o que chamamos de atenção básica. Tudo começa na atenção básica, depois vai para a especialidade e hospital.

FH: Você acha que os médicos que se formam hoje têm essa visão para trabalhar?

Vecina: Uma parte dos médicos é mal formada, outra parte dos médicos é muito especializada e falta formar mais médicos. Então temos três problemas: médicos com formação, mas muitos especializados; médicos muito mal formados em hospitais- escolas muito ruins e sem serem testados durante o internato e residência na rede de atenção básica; e falta de médicos formados. Faltam médicos no Brasil.

FH: Você tem uma carreira extensa na Saúde. Está agora no Sírio-Libanês, já foi secretário, consultor, trabalhou no Ministério da Saúde. Quais são os seus próximos passos, quais são os seus objetivos?

Vecina: Eu quero trabalhar na rede pública, continuar dando aulas na Faculdade de Saúde Pública. Eu sou sanitarista, quero continuar fazendo o que sempre fiz, que é pensar saúde coletiva, discutir a questão da saúde coletiva e gerenciar hospitais. Eu gosto de hospitais.

Unidas Informa

ANS e MS orientam como evitar contágio da bactéria E.colli

Para quem viaja para o exterior, principalmente Europa e EUA, a recomendação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Ministério da Saúde (MS) é a de que não comam alimentos crus, em especial vegetais e produtos de origem animal. O motivo são mais de 3.800 casos de pessoas infectadas pela bactéria Escherichia coli (E.coli), com 45 mortes, principalmente na Alemanha.

De acordo com os órgãos, não há nenhum caso confirmado no Brasil. Contudo, profissionais de saúde devem estar atentos a pacientes que realizaram viagens internacionais nos últimos 30 dias, principalmente à Alemanha; e que apresentem fortes dores abdominais e diarreia com sangue. Em caso de suspeita, o serviço de saúde (público ou privado) deverá coletar as fezes do paciente e encaminhar à vigilância epidemiológica municipal ou estadual, além de notificar as secretarias estaduais e municipais de saúde e o próprio MS em até 24 horas, por telefone. O tratamento recomendado restringe-se à hidratação e medidas de suporte necessárias, conforme avaliação médica.

Origem dos casos – Desde o surgimento dos primeiros casos na Alemanha, autoridades de saúde europeias têm investigado a origem da contaminação. Especula-se que a fonte primária tenha sido alguns tipos de vegetais, como pepino, tomate ou alface. “Mas as investigações epidemiológicas ainda estão em curso e é prematuro responsabilizar algum produto pela transmissão da bactéria na Europa”, adverte o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Jarbas Barbosa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dos casos ocorridos fora da Alemanha, incluindo os dois dos Estados Unidos, está vinculada a pessoas que estiveram no país europeu, especialmente no Norte, na região da cidade de Hamburgo. “Estamos numa situação relativamente tranquila, pois não importamos esses produtos in natura. Mesmo assim, é importante que estados e municípios reforcem a vigilância de casos suspeitos”, orienta Barbosa.

O secretário lembra que é fundamental manter hábitos diários de higiene, como lavar as mãos antes das refeições; depois de usar o banheiro e do contato com animais; e antes de preparar, servir ou tocar os alimentos. “E isso deve ser a regra, não a exceção. É muito importante também certificar-se de que o alimento foi feito de maneira adequada, evitando comer em ruas e feiras, locais onde geralmente não se tem segurança quanto à qualidade do preparo.”

Segunda-feira, 27.06.11

Confederação Nacional de Saúde

Circular Jurídico 061/2011

HOSPITAL PARTICULAR PODERÁ TER DE ATENDER PACIENTE DO SUS EM ESTADO GRAVE

A Câmara analisa o Projeto de Lei 565/11, do deputado Lindomar Garçon (PV-RO), que obriga hospitais da rede privada a prestar atendimento a pacientes em estado grave quando não houver vagas na rede pública de saúde.

Pela proposta, a caracterização da situação de gravidade do paciente deverá ser atestada por médico devidamente credenciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta estabelece também que os hospitais particulares deverão manter pelo menos 5% de seus leitos disponíveis – inclusive os destinados ao tratamento intensivo – para a finalidade descrita na nova norma. Caberá ao Poder Executivo arcar com as despesas decorrentes dos atendimentos, em conformidade com as tabelas de valores do SUS.

Lindomar Garçon ressalta que o projeto diminuirá o sofrimento dos cidadãos que aguardam atendimento médico e não causará prejuízo aos hospitais particulares. “Como o governo não constrói mais unidades hospitalares, alegando falta de recursos, nada mais oportuno do que aproveitar a disponibilidade da rede privada, mantendo seus leitos sempre ocupados, e sem prejuízo algum, pois o SUS cobriria as despesas normalmente”, argumenta o parlamentar.

O texto prevê ainda que, caso haja indisponibilidade de vaga, o hospital particular procurado ficará responsável pela imediata localização e reserva de leito em outra unidade e será corresponsável pelo atendimento do paciente.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

O texto é idêntico ao PL 2583/07, do ex-deputado Walter Brito Neto, que foi arquivado ao final da legislatura passada.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

STF ADMITE FIXAR AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, nesta quarta-feira, o julgamento de quatro Mandados de Injunção (MI) cujos autores reclamam o direito assegurado pelo artigo 7º, inciso XXI, da Constituição Federal (CF), de “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei”. Os mandados foram impetrados diante da omissão do Congresso Nacional que, após a promulgação da CF de 1988, ainda não regulamentou o dispositivo.

O julgamento foi suspenso depois que o relator, ministro Gilmar Mendes, se pronunciou pela procedência das ações. Por sugestão do próprio relator, entretanto, o Plenário decidiu pela suspensão do julgamento para que se possa examinar a explicitação do direito pleiteado, nos casos concretos em exame. Dentre o manancial a ser pesquisado, há experiências de outros países, recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e, também, projetos em tramitação no Congresso Nacional, propondo a regulamentação do dispositivo constitucional.

Durante os debates em torno dos processos – os Mandados de Injunção 943, 1010, 1074 e 1090 -, os ministros observaram que a Suprema Corte deveria manter o avanço em relação a decisões anteriores de omissão legislativa, em que apenas advertiu o Congresso Nacional sobre a necessidade de regulamentar o respectivo dispositivo invocado, e adotar uma regra para o caso concreto, até mesmo para estimular o Poder Legislativo a votar uma lei regulamentadora.

Foram citados dois precedentes em que o STF, com base em parâmetros já existentes, estabeleceu regras para vigerem enquanto não houver regulamentação legislativa. O primeiro deles foi o MI 721, relatado pelo ministro Marco Aurélio. Diante da omissão legislativa relativa ao parágrafo 4º do artigo 40 da CF, que confere o direito à contagem diferenciada do tempo de serviço em decorrência de atividade em trabalho insalubre, a Corte adotou como parâmetro, para a aposentadoria de uma trabalhadora que atuava em condições de insalubridade, o sistema do Regime Geral de Previdência Social (artigo 57 da Lei 8.213/1991), que dispõe sobre a aposentadoria especial na iniciativa privada.

No segundo caso, o MI 708, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, a Suprema Corte solucionou a omissão legislativa quanto ao direito de greve no serviço público, determinando a aplicação das regras vigentes para o setor privado (Lei nº 7.783, de 28 de junho de 1989), no que couber, até regulamentação do dispositivo constitucional (artigo 37, inciso VII, da CF).

Propostas

No início dos debates, o ministro Luiz Fux apresentou propostas para uma solução concreta nos casos em discussão. Ele sugeriu a conjugação do dispositivo constitucional com o artigo 8º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que admite a aplicação do direito comparado, quando da existência de lacuna legislativa.

Nesse sentido, ele citou que uma recomendação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a extinção da relação de trabalho sugere o direito a um aviso prévio razoável ou a uma indenização compensatória.

O ministro Luiz Fux relatou, neste contexto, experiências da Alemanha, Dinamarca e Suíça, onde o aviso prévio pode chegar a entre três e seis meses, dependendo da duração do contrato de trabalho e da idade do trabalhador; na Itália, pode chegar a quatro meses.

Já o ministro Marco Aurélio sugeriu que, além do direito a aviso prévio de 30 dias, sejam acrescentados 10 dias por ano. Assim, ao cabo de 30 anos - caso do autor do MI 943, demitido de seu emprego após 30 anos de serviço -, teria direito a 300 dias de aviso prévio, a serem por ele cumpridos, ou então indenizados.

O presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, sugeriu a indenização de um salário-mínimo a cada cinco anos, adicionalmente ao direito mínimo a 30 dias de aviso prévio. Por seu turno, o ministro Ricardo Lewandowski observou que há um projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) em tramitação no Congresso Nacional.

Essas propostas, entretanto, esbarraram na objeção do ministro Marco Aurélio, segundo o qual elas não guardam a proporcionalidade prevista no artigo 7º, inciso XXI, da CF.

Parâmetros

Ao sugerir a suspensão dos debates para aprofundar os estudos sobre o tema, o ministro Gilmar Mendes observou que qualquer solução para os casos concretos hoje debatidos acabará se projetando para além deles. “As fórmulas aditivas passam também a ser objeto de questionamentos”, afirmou, ponderando que o Poder com legitimidade para regulamentar o assunto é o Congresso Nacional.

Fonte: STF

Agência Câmara de Notícias

Subcomissão da Saúde Suplementar se reúne nesta terça-feira

A Subcomissão Especial criada para Avaliar o Sistema de Saúde Complementar vai se reunir nesta terça-feira (28). A pauta da reunião não foi divulgada.

No início do mês, a subcomissão recebeu representantes da Agência Nacional de Saúde (ANS) para discutir os honorários médicos pagos pelos planos de saúde. Segundo a ANS, a agência vem discutindo o reajuste dos valores com representantes dos médicos, dos hospitais e das operadoras, em um grupo de trabalho criado há cerca de um ano.

Ligada à Comissão de Seguridade Social e Família, a subcomissão é presidida pelo deputado André Zacharow (PMDB-PR) e tem a deputada Nilda Gondim (PMDB-PB) como vice-presidente e o deputado Mandetta (DEM -MS) como relator.

A reunião será realizada às 17 horas, no Plenário 7.

Agência Brasil

HTAi debate universalização da saúde, gastos públicos e inovação tecnológica

Por Thais Leitão

Um dos principais desafios dos países que adotam políticas de universalização da saúde é a sustentabilidade do sistema público, que garanta o equilíbrio entre a incorporação de novas tecnologias para melhorar o atendimento da população com o aumento dos gastos. A avaliação é do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

Segundo ele, que participou nesta segunda-feira (27), no Rio de Janeiro, da 8ª Conferência Internacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde (HTAi), é preciso fazer uma avaliação criteriosa e racional do uso dessas tecnologias, que podem ser equipamentos, vacinas ou produtos diversificados, e do impacto que geram nos cofres públicos, para que os ganhos obtidos sejam os maiores possíveis.

“O Brasil está próximo à fronteira mundial na incorporação de tecnologias [em saúde] e chegou o momento de sermos muito cuidadosos para que essa tecnologia tenha base científica que permita ganhos efetivos à população e não gerem apenas interesses econômicos por parte do setor produtivo”, disse Gadelha.

O representante do governo federal citou a inclusão no calendário nacional de vacinação a imunização contra rotavírus, meningite C e pneumonia pneumocócica como exemplos de novas tecnologias incorporadas no Brasil com base em critérios racionais de redução de mortalidade e internação de crianças. “Só no caso da pneumonia, conseguimos reduzir em 80% as internações nos últimos anos”, acrescentou.

De acordo com Gadelha, a publicação da Lei 12.401, em abril, representa um avanço no esforço do Brasil de se aproximar dos modelos de orientação tecnológica para inclusão no sistema de saúde considerados mais modernos do mundo, praticados em países como Inglaterra e Canadá.

Pela nova legislação, uma comissão nacional, formada por especialistas de diversas áreas ligados ao ministério, fica responsável por avaliar as incorporações propostas pelo governo, em um prazo 180 dias (prorrogável por 90 dias), com base “no melhor conhecimento científico naquele momento”. “Isso faz parte de uma estratégia do Brasil de transformar conhecimento em bens e serviços para a população, ou seja, em riqueza social”, disse o representante do Ministério da Saúde.

O HTAi 2011, aberto no sábado (25), no Rio de Janeiro, prossegue até quarta-feira (29), com especialistas de cerca de 50 países. É a primeira vez que o encontro é promovido em um país da América Latina.

ANVISA

Opas promove na Anvisa sexta edição de Conferência Pan-Americana

A Anvisa sediará, entre os dias 6 e 8 de julho, a VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação Farmacêutica (Rede Parf). O encontro, promovido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), reunirá representantes das Américas para discutir o fortalecimento das Autoridades Reguladoras Nacionais no contexto dos Sistemas de Saúde.

O programa da Conferência conta com temas atuais de interesse da regulação sanitária, como nanotecnologia, sistemas de informação e comunicação, transparência e produtos biotecnológicos. Entre os participantes, destacam-se representantes do Governo, setor privado, academia, entidades representativas de consumidores e especialistas convidados.

“O convite para que a Anvisa sediasse o encontro evidencia o reconhecimento por parte dos países da Rede Parf em relação ao protagonismo crescente do Brasil em temas internacionais da saúde”, afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

Além de receber a Conferência em sua sede em Brasília, a Anvisa será co-patrocinadora do encontro e irá participar do financiamento de aspectos logísticos da Conferência. Para a Agência, o fórum será uma oportunidade de integrar sevidores, profissionais de vigilância sanitária de estados e municípios, e outros órgãos nacionais, para debater os rumos e desafios da regulação farmacêutica no mundo.

Barbano ressalta a importância de o encontro ser realizado no Brasil. “Um dos benefícios de a Anvisa sediar a Conferência é a possibilidade de o setor privado brasileiro ser envolvido de forma mais aprofundada nos debates internacionais, colaborando na construção de uma agenda regional conjunta que identifique rumos e prioridades no campo da vigilância sanitária para os países das Américas”, explica.

A VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação Farmacêutica (Rede Parf) será transmitida em tempo real, pelo site da Anvisa (www.anvisa.gov.br).

Rede Parf

A Rede Parf foi estabelecida em 1999 para apoiar os processos de harmonização da regulamentação farmacêutica na região das Américas. As Autoridades Regulatórias Nacionais (ARN) dos países das Américas e dos diferentes grupos de interesse na área dos medicamentos (incluindo a indústria farmacêutica e a comunidade acadêmica) participam do grupo.

A Conferência Pan-Americana configura-se como o foro máximo para troca de experiências e discussão entre os países que integram a Rede Parf. Celebrado a cada dois ou três anos, o encontro objetiva promover o debate em temas da regulamentação farmacêutica, abordando aspectos de qualidade, segurança e eficácia dos produtos farmacêuticos, para contribuir com a qualidade de vida e atenção à saúde dos cidadãos desses países.

Participação

Cada país e associação de empresas recebeu cotas para participação pré-definidas. A sede da OPAS em Washington atua como secretariado da Conferência, sendo responsável pela interlocução com os Governos, envio de comunicação, e emissão de convites para autoridades dos países, associações, conferencistas e acadêmicos.

A cota do Brasil, destinada exclusivamente a participantes do Governo, foi dividida pela Diretoria Colegiada da Anvisa entre servidores da Agência, do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, e convidados de outros órgãos governamentais com interface na temática da regulação em saúde.

Mais informações sobre a Conferência podem ser obtidas no site www.paho.org/redparf.

VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação Farmacêutica

Quando: 6 a 8 de Julho

Onde: Anvisa. SIA, trecho 5, área especial 57.

AGENDA


- Questões Polêmicas dos Planos de Saúde Empresariais

Local: Saint Charbel Suítes & Life - São Paulo

Sobre o evento:

O segmento de planos de saúde coletivos, seja de pequenas ou médias empresas, tem apresentado na atualidade grande resistência em cumprir com suas obrigações legais. A equipe Vilhena Silva se mantém sintonizada com as alterações normativas da ANS, de sorte que os clientes sempre podem contar com informações atualizadas. A atuação especializada na área do Direito à Saúde forneceu farto conhecimento à equipe, que seus componentes buscam democratizar por meio de publicações e palestras. Dessa maneira, em 29 de junho será realizada a palestra “Questões polêmicas dos planos de saúde empresariais”, que visa esclarecer os principais problemas relacionados aos planos coletivos.

Para mais informações:

E-mail: vilhenasilva@vilhenasilva.com.br

Website: www.vilhenasilva.com.br

- 2ª Edição de Simpósio Internacional sobre Segurança em Saúde

Local: São Paulo

Sobre o evento:

Acidentes com pacientes associados à administração incorreta de medicamentos, falhas no processo de medicação, complicações cirúrgicas. Tais situações são consideradas problemas de saúde pública em todo o mundo e hoje a consciência da necessidade de preveni-las é cada vez mais necessária. No dia 1º de julho, a cidade de São Paulo sedia a segunda edição do Safety Symposium, esperado evento internacional que tem como tema central a “Qualidade do Cuidado: segurança do paciente”. Na ocasião, novos conceitos relacionados à segurança do paciente estarão em discussão a partir das 9h, no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, São Paulo.

O evento é apoiado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP); Associação Paulista de Epidemiologia e Controle de infecções Relacionadas à Saúde (APECIH); Associação em Estudos de Controle de Infecção Hospitalar do Estado do Rio de Janeiro (AECIHERJ); Universidade Federal Fluminense (UFF); Fundação Oswaldo Cruz; Abimed; ABIMO; Riscobiologico.org e SINDIHOSP.

Palestrantes nacionais e internacionais dividem experiências de sucesso

Serviço

Evento: II Safety Symposium da Aesculap Academia (Grupo B. Braun)

Data: 01/07/11

Horário: das 08h às 18h

Local: Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês (Rua Coronel Nicolau dos Santos, 69, Bela Vista, São Paulo, SP)

Informações: www.safetysimposium.com.br ou e-mail aesculap_academia_br@bbraun.com

Para mais informações:

E-mail: heda.wenzel@approach.com.br

Website: http://www.safetysymposium.com.br/


- Auditoria de medicamentos de alto custo

Unidas / AssPrevISite

Quimioterapia, radioterapia e agentes biológicos

01 de Julho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

O aumento nos custos da sáude está diretamente relacionado à incorporação de novas tecnologias.

O advento dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas, auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.

O bom uso destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente, não só prejudica a saúde dos mesmos como acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.

O desafio da regulação dos agentes quimioterápicos e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.

O objetivo geral deste curso é capacitar o auditor a exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.

Instrutores

1) DR.LUCIANO PALADINI

2) ENFERMEIRA ANNA FLÁVIA FORTES

Público Alvo

Gestores e auditores de sistemas de saúde no Brasil.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 2º Simpósio de Política e Saúde: Forum Virtual

Com o objetivo de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de 07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde, em Brasília, às vésperas do Congresso do CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço de repercussão das teses construídas no II Simpósio.

Entendemos que os impasses da Saúde no Brasil exigem a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate de cunho eminentemente político e, a partir daí, construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário. O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a presencial, sendo essa última durante o Simpósio.

A primeira fase será por meio deste Fórum Virtual, desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com reconhecido saber na área e com atuação vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos da análise e da proposição de políticas. Nossa expectativa é que a ampla participação de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção de teses políticas consistentes e representativas do pensamento em prol da reforma sanitária.

Indicamos o tema "Saúde e Desenvolvimento" para orientar todo o debate específico, organizado sob a questão seguinte: "Defesa intransigente do interesse público na saúde". O formato completo é:

Tema central do debate: Saúde e Desenvolvimento

Eixo: Defesa intransigente do interesse público na saúde

1. Sub Eixos:

- Desvendar e enfrentar as relações entre o setor público e o privado na saúde;

- Direito a Saúde, Acesso Universal e de Qualidade;

- Justiça e Direito: Judicialização, ação e papel do judiciário para a garantia do interesse público;

- Que alternativas para a gestão pública de sistemas e serviços de Saúde?

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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