Leia
nesta edição:
- Subcomissão vota relatório preliminar sobre
saúde complementar
- Seminário discute regulamentação
da jornada de trabalho da enfermagem
- Fórum de Saúde
Suplementar
- Defensoria
do Rio vai repassar à ANS queixas sobre
planos
- Um país
doente
- DF confirma caso de meningite C
- Padilha
lança campanha de doação de órgãos
- Mais da
metade da população desconhece a hepatite
C
- Genéricos avançam em farmácia
popular
- MPF processa
14 laboratórios por boicotar venda de
remédio ao governo
- Frente
quer ressuscitar destinação de 10% para
saúde
- Campanha contra o sarampo acaba nesta sexta
- Gavi financiará vacinas contra rotavírus,
pneumonia e diarreia
- Manifestação em Brasília pede mais recursos
para saúde
- Serviço obrigatório no interior para médicos
divide opiniões em audiência
- Frente Parlamentar promove ato em defesa da Emenda 29
- Audiência debate recusa de plano de saúde a tratar
dependente químico
- Defensores
do SUS vão à Brasília pedir
mais recursos para a saúde
Quarta-feira, 28.09.11
Agência Câmara de Notícias
Subcomissão vota relatório preliminar sobre saúde
complementar
A subcomissão especial que avalia o sistema de saúde
complementar se reúne hoje para votar o relatório
preliminar do deputado Mandetta (DEM-MS), que contém sugestões
para uma nova legislação sobre o setor. A principal
medida prevista no texto é a criação de
um conselho nacional deliberativo sobre o sistema de saúde
complementar no País.
Mandetta
disse que esse conselho deliberativo vai garantir decisões
mais democráticas, uma vez que contará com a participação
de representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), dos consumidores, das pequenas e grandes operadoras, dos
profissionais e dos demais envolvidos com saúde complementar.
"Todos teriam assento nesse conselho, que teria um caráter
deliberativo. Hoje, há uma câmara técnica
que compreende um número enorme de entidades, mas que
só tem caráter consultivo. Isso faz com que a tomada
de decisões por parte da ANS seja feita praticamente pela
presidência e por uma diretoria colegiada com quatro integrantes",
disse o deputado.
O relatório preliminar foi apresentado na semana passada,
em reunião da subcomissão. Já o relatório
final sobre o novo marco regulatório para o setor de saúde
complementar tem entrega prevista para o dia 5 de outubro.
A subcomissão sobre o sistema de saúde complementar
foi criada em abril pela Comissão de Seguridade Social
e Família.
A reunião está marcada para as 14h30, no Plenário
14.
Agência Câmara de Notícias
Seminário discute regulamentação
da jornada de trabalho da enfermagem
A Comissão de Legislação Participativa
realiza hoje, às 13 horas, seminário sobre a regulamentação
da jornada de trabalho da enfermagem.
O tema foi
proposto pelo deputado Ságuas Moraes (PT-MT),
por sugestão da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Saúde (CNTS). O objetivo da entidade é discutir
a redução da carga de trabalho de enfermeiros,
de 40 para 30 horas semanais.
Segundo a
deputada Rosane Ferreira (PV-PR), que vai participar da audiência, há mais de 11 anos a categoria luta
pela aprovação do projeto. “A valorização
da enfermagem deve ser feita. Sem saúde não há pátria”,
afirma.
Convidados
O seminário, que ocorrerá no Plenário 3,
contará também com a presença do presidente
da comissão, deputado Vitor Paulo (PRB-RJ), dos deputados
federais Carmen Zanotto (PPS-SC) e Rogério Carvalho (PT-SE)
e das deputadas estaduais Rejane (RJ) e Ana Lima (SC) e representantes
de associações ligadas à saúde.
ANS
Fórum de Saúde
Suplementar
Dando continuidade às ações do Projeto
Parceiros da Cidadania, a ANS firmou segunda-feira, dia 26 de
setembro, acordos de cooperação técnica
com a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia
Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, a Comissão de
Defesa do Consumidor da Câmara de Vereadores de Niterói,
a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara de
Vereadores de São Gonçalo, a Defensoria Pública
do Estado do Rio de Janeiro e o Procon Estadual do Rio de Janeiro.
Até então, a ANS já havia firmado acordos
semelhantes com 25 entidades de defesa do consumidor pelo Brasil,
tendo por objetivo estabelecer uma maior cooperação
entre as partes, promovendo uma atuação mais integrada
e ações que visem a melhoria continuada dos serviços
prestados pelas operadoras de planos de saúde. Os acordos
assinados na tarde de ontem, entretanto, foram os primeiros firmados
com instituições desse tipo no estado do Rio de
Janeiro, sede da Agência, o que foi particularmente comemorado
pelos presentes.
Como resultado
imediato, a Defensoria Pública do Estado
passará a informar à ANS, diariamente, todos os
casos de negativa de cobertura de procedimento de urgência
e emergência registrados no órgão.
Na mesma
solenidade, realizada no auditório da Defensoria
Pública (RJ), foi instituído o Fórum de
Saúde Suplementar do Estado do Rio de Janeiro, que contará com
a participação das entidades já citadas.
Este Fórum, que terá o apoio técnico do
Programa de Estudos e Desenvolvimento do Consumidor (PRODEC)
e do Instituto de Medicina Social (IMS), da Universidade do Estado
do Rio de Janeiro (UERJ), será um espaço para a
troca contínua de informações e contará com
uma plataforma eletrônica para o gerenciamento do processo.
De acordo
com o Diretor de Fiscalização da ANS,
Eduardo Sales, apesar dos mais de 182 milhões de reais
em multas aplicadas no 1º semestre de 2011, a atuação
da Agência não pode se restringir à sanção
de penalidades, sendo necessários espaços como
o Fórum para o aprimoramento do processo regulatório,
captando tendências que alcancem toda a comunidade e estabelecendo
mudanças de paradigmas.
Para o Gerente-geral
de Relações de Consumo na
Saúde Suplementar, Jorge Jardineiro, a expectativa é que
o sucesso da iniciativa estimule os demais municípios
do estado do Rio a participarem do Fórum, cuja primeira
reunião de trabalho deve ocorrer dentro de duas semanas.
Extra Online
Defensoria
do Rio vai repassar à ANS queixas sobre planos
O Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria
Pública do Estado do Rio, assinou, na segunda-feira, um
termo de cooperação técnica com a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com o objetivo de
agilizar a solução de problemas de clientes de
planos de saúde. A Defensoria vai repassar à agência,
diariamente, todas as reclamações de negativa de
cobertura de procedimentos de urgência e emergência.
Em outros casos relativos ao serviço das operadoras, as
queixas serão passadas semanalmente à ANS. O convénio
também prevê a criação de um fórum
para identificar e discutir os problemas do setor e a divulgação
dos direitos dos consumidores.
Correio Braziliense
Um
país
doente
Por Carlos Tavares
As discussões sobre uma nova maneira de financiar a saúde
abre espaço para questionamentos que renovam a certeza
de uma doença que parece incurável no Brasil — a
má gestão dos recursos públicos quando se
trata de liberação de verbas para o setor mais
caótico entre todos que necessitam de mudanças.
Reportagem exibida na tevê no último domingo mostra
um argumento irrefutável de que esse mal — que se
alastra a cada ano e a cada governo — contamina os quatro
cantos do país, sem distinguir região ou estado
para atacar.
A reportagem
concentrou o foco em São Paulo, Minas Gerais,
Paraná, Sergipe, Paraíba e Pará, com dados
alarmantes. Por exemplo, são centenas de ambulâncias
velhas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
(Samu) quebradas, sem documentação, que rodam pelo
território brasileiro, além de 1,2 mil outras novas,
mas paradas, abandonadas, sem condições de atender
a um público que chega a 112 milhões de brasileiros
por ano.
Diante dos
fatos, é de se indagar: o que adianta aumentar
a verba da saúde, se os gestores, na ponta do sistema,
em estados e municípios, deixam a situação
chegar a esse ponto? Imagine a farra que será feita se
a presidente Dilma Rousseff conseguir dobrar o orçamento
de uma área tão importante. A mesma reportagem
expôs declarações ridículas, risíveis,
inaceitáveis, das autoridades que tentaram se justificar
na tevê.
Na Paraíba, o secretário de Saúde, Waldson
Souza, culpa o governo anterior pela desordem no sistema de atendimento
móvel. "Critérios políticos definiram
a quem o estado iria agraciar naquele momento. Por critérios
técnicos, muitos municípios não teriam recebido,
porque não têm serviços para regular as ambulâncias." Ou
seja, os veículos do Samu não conseguem atender
a população mas são preciosa moeda eleitoreira.
No ano passado,
o Ministério da Saúde entregou
2.312 ambulâncias novas, mas 1.215 estão paradas.
A Paraíba foi um dos estados que mais recebeu unidades.
Das 160 novas, 90 estão paradas. Em São Paulo,
das 281 ambulâncias recebidas, 242 estão sem rodar
há mais de um ano. Em Minas, nenhuma das 72 circula. Uma
ambulância muitas vezes significa a vida de um paciente,
mas também a morte. "Eu estava precisando, mas ninguém
ajudou", disse Maria do Carmo, referindo-se ao Samu de Maceió.
Grávida de nove meses, ela perdeu o filho por falta de
socorro.
Terra
Notícias
DF confirma caso de meningite C
Um caso de
meningite tipo C em uma criança de 2 anos,
diagnosticada em um hospital de Planaltina (a 40 km de Brasília),
foi confirmado na segunda-feira pela Secretaria de Saúde
do Distrito Federal (DF). Neste ano, o DF registra 115 casos
de meningite C, um dos tipos mais graves da doença. As
autoridades de saúde informaram que a doença está sob
controle na região e que os números de notificações,
confirmações e óbitos estão dentro
dos padrões.
Dos 115 casos
confirmados até agora, 15 são de
pacientes que moram no DF e os demais vieram de outras regiões
e receberam atendimento nos hospitais locais. A taxa de letalidade
da doença no DF é de 20% e a faixa etária
mais acometida é a de 1 ano a 4 anos de idade, com morte
em 94% dos casos, segundo boletim da Subsecretaria de Vigilância à Saúde.
Em 2010,
no mesmo período (até a semana de 24
de setembro), foram registrados 373 notificações
e 187 confirmações da doença, com 32 mortes.
Desde o começo de setembro, cinco pessoas morreram na
Bahia por causa da meningite C, quatro delas eram empregados
da rede hoteleira da Costa do Sauípe, no norte do Estado,
onde o governo reconheceu um surto da doença.
A meningite é uma inflamação das meninges,
membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.
Ela pode ser causada por bactérias, vírus e fungos.
A transmissão ocorre por meio do contato direto entre
pessoas que convivem em um mesmo ambiente, quando o doente expele
gotas e secreções do nariz e garganta. Os sintomas
são febre alta repentina, dor de cabeça intensa,
vômito, náuseas, rigidez da nuca e manchas vermelhas
na pele.
Há vacinas contra alguns tipos de meningite, disponíveis
no calendário de imunização das crianças,
grupo com maior risco de contrair a doença. Para se prevenir
contra a meningite, a recomendação é que
as pessoas evitem aglomerações e mantenham os ambientes
ventilados, além de procurar um médico assim que
surgir os primeiros sintomas.
Correio Braziliense
Notas
Padilha
lança campanha de doação de órgãos
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, lançou
ontem a campanha nacional de doação de órgãos.
Com o tema Seja um doador de órgãos, seja um doador
de vidas, a iniciativa tem o intuito de aumentar o índice
de doadores, atualmente em 11,1 por 1 milhão de pessoas
(PMP), para 15 PMP em 2015. Em média 2 mil doações
são feitas no país por ano. A estrela da campanha
será o ator José Abreu, que interpretará um
personagem que decide doar os órgãos como último
gesto de solidariedade antes de morrer. Na ocasião, também
foi apresentado um plano estratégico para implantar centros
de procura e de captação de órgãos
em 12 unidades da Federação.
Agência
Estado
Mais
da metade da população desconhece a hepatite
C
Por Tiago
Décimo
Uma pesquisa
da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), realizada pelo
Instituto Datafolha
com 1.137 pessoas em 11 regiões
metropolitanas brasileiras, mostra que 51% da população
não sabe o que é hepatite C e 84% nunca fez teste
para a detecção da doença. Os dados foram
apresentados na manhã de hoje, durante a abertura do XXI
Congresso Brasileiro de Hepatologia, realizado em Salvador.
De acordo
com a Organização Mundial de Saúde
(OMS), a variação da hepatite resultante da infecção
pelo tipo C do vírus causador da doença é a
principal pandemia do mundo, com cerca de 170 milhões
de pessoas infectadas e por volta de 1 milhão de mortes
anualmente. Segundo a SBH, entre 3 e 4 milhões de pessoas
carregam o vírus da hepatite C no Brasil - na maioria
dos casos, sem saber.
"O grau de desinformação sobre a doença é notório
e preocupante", avalia o presidente da SBH, Raymundo Paraná. "Nos últimos
anos, temos buscado alertar a população, mas falta
o governo participar mais desse processo, falta fazer o que foi
feito com a divulgação sobre o HIV, quando a doença
começou a ser conhecida. É preciso conscientizar
médicos de todas as especialidades, por exemplo, a pedir
a seus pacientes exames para detectar a hepatite C."
Segundo o
estudo, mesmo quem afirma conhecer a doença
a confunde com outras. Entre os entrevistados, por exemplo, 7%
afirmaram já ter tomado vacina contra hepatite C - quando
não existe vacina para combater a doença. "Há muita
confusão entre a hepatite C e a meningite C", avisa
Paraná. "Com o vírus da hepatite C, acontece
o mesmo fenômeno que com o HIV. O vírus passa por
mutações e engana o sistema imunológico,
o que dificulta a criação de uma vacina."
Para o hepatologista,
uma das possíveis causas para a
falta de preocupação da população
com a hepatite C é a falta de sintomas e a evolução
lenta da doença. "É uma doença silenciosa,
que evolui por décadas até começar a apresentar
sintomas - quando o estágio já é avançado,
podendo avançar para cirrose ou câncer de fígado",
afirma. "Estamos diagnosticando, agora, casos de infecção
das décadas de 1970 e 1980. A hepatite C responde, hoje,
por 40% dos transplantes de fígado no Brasil."
De acordo
com Paraná, os principais grupos de risco para
a doença são populações urbanas,
que tenham recebido transfusões de sangue antes de 1993
ou tenham recebido injeções com seringas de vidro. "Diferentemente
da hepatite A, transmitida principalmente por água contaminada,
e da hepatite B, que tem prevalência de transmissão
por relações sexuais, a hepatite C tem como principal
meio de transmissão o contato direto com sangue contaminado,
tanto por transfusões e agulhas quanto por tatuagens,
piercings, equipamentos de manicures e dentistas não esterilizados",
afirma o hepatologista. "Estimamos que entre 20% e 25% das
pessoas que receberam transfusão de sangue antes de se
rastrear a presença de hepatite C (em 1993) tenham contraído
a doença, por exemplo."
Segundo o
coordenador do Grupo de Estudos das Hepatites Virais da Faculdade
de Ciências Médicas da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp), entre 10% e 15% das pessoas que
são infectadas pela hepatite C conseguem se curar sem
intervenção externa. Das restantes, 60% conseguem
ser curadas com o uso de uma combinação de medicamentos
- disponíveis pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). Quanto mais precoce a detecção da presença
do vírus no organismo, maior probabilidade de cura.
Valor
Econômico
Genéricos avançam em farmácia
popular
Por Mônica Scaramuzzo, de São
Paulo
A venda de
medicamentos genéricos no programa Aqui Tem
Farmácia Popular, do governo federal, já representa
65% do total comercializado pelos estabelecimentos que participam
dessa rede. Esse programa oferece remédios gratuitos para
combater diabetes e hipertensão e subsidiados para asma,
rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além
de fraldas geriátricas.
Em janeiro,
a participação desse segmento estava
em 51%. No mês seguinte, quando o governo federal anunciou
a distribuição gratuita de medicamentos para diabetes
e hipertensão, a fatia de genéricos saltou para
56% e em agosto ficou em 65%, de acordo dados do Ministério
da Saúde, compilados pela Associação Brasileira
das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). "A
participação dos genéricos cresce mês
a mês", diz Odnir Finotti, presidente da entidade.
A distribuição gratuita de medicamentos para diabetes
e hipertensão começou a partir de fevereiro deste
ano. De janeiro a agosto, cerca de 7 milhões de pessoas
utilizaram o programa Aqui Tem Farmácia Popular. Deste
total, 6,344 milhões de pessoas receberam gratuitamente
medicamentos para diabetes e hipertensão. "Já são
cerca de 20 mil estabelecimentos. No início do ano, a
expectativa eram 15 mil", afirmou Finotti.
Para este
ano, o orçamento para esse programa, que prevê medicamentos
com 90% de subsídio por parte do governo, foi fechado
em R$ 470 milhões. A fatia com produtos gratuitos contra
diabetes e hipertensão consome cerca de 60% do total.
Apesar das
críticas no mercado de que faltam produtos
para abastecer esses estabelecimentos conveniados com o governo,
os principais laboratórios acreditam que esse programa
tem melhorado o acesso da população aos medicamentos.
Segundo Marco
Aurélio Miguel, diretor de marketing da
divisão EMS genéricos, vice-líder nesse
segmento, a partir de 2006, com a expansão desse programa
para as redes privadas, a demanda pelos produtos da EMS teve
um grande crescimento.
A EMS atende
o programa Farmácia Popular com 20 apresentações
de produtos, entre elas, atenolol, captopril, maleato de enalapril
e sinvastatina e lidera o fornecimento de sete desses produtos,
como o caso do atenolol (25 mg com 60 comprimidos), glibenclamida,
hidroclorotiazida, alendronato de sódio (apresentações
de 70 mg com 2 e 4 comprimidos), brometo ipratropio e maleato
de timolol. Entre setembro de 2010 e agosto de 2011, a demanda
da EMS Genéricos no Farmácia Popular foi de R$
235,6 milhões. No mesmo comparativo, a demanda foi de
19,3 milhões de unidades.
Procurada,
a Medley, controlada pela francesa Sanofi-Aventis, líder em genéricos, informou que "graças
a um portfólio relevante em diabetes e hipertensão,
a companhia tem conseguido contribuir para o esforço do
governo de ampliar o acesso a medicamentos importantes para a
população brasileira, por meio do Farmácia
Popular".
O
Estado de São
Paulo
MPF
processa 14 laboratórios por boicotar venda de remédio
ao governo
O Ministério Público Federal em Bauru entrou com
uma ação contra 14 laboratórios farmacêuticos
que estariam boicotando licitações do governo de
São Paulo abertas para compra de remédios determinados
por decisão judicial. Nesses casos, a lei prevê desconto
de cerca de 25%.
O MPF também entrou com ação contra quatro
distribuidoras de medicamentos por também terem descumprido
a mesma lei e terem vendido remédios pelo preço
cheio, sem desconto.
Na primeira
ação, o MPF pede que os laboratórios
sejam obrigados a vender com desconto - sob pena de multa diária
de R$ 50 mil - e o governo crie mecanismos para registrar possíveis
tentativas de desrespeito à lei.
No segundo
processo, o MPF pede à Secretaria de Saúde
que apresente em 60 dias uma planilha com o valor que foi pago
a mais e pede que as distribuidoras façam o ressarcimento
do valor - ainda a ser calculado.
"Entre 2006 e 2011 o governo federal repassou R$ 5 bilhões
ao Estado de São Paulo para serem aplicados na compra
de medicamentos. E constatamos que está havendo um descontrole
nas compras, o que caracteriza prejuízo à União",
diz o procurador Pedro Antônio de Oliveira Machado, autor
das ações.
Dois anos.
A investigação começou em Bauru,
no início do ano passado, depois que a Diretoria Regional
de Saúde da cidade relatou a dificuldade na aquisição
de medicamentos com desconto determinados via ação
judicial.
Por quase
dois anos o procurador Machado investigou o caso, apurando
dados de todas
as regionais de Saúde do Estado
- são 16 ao todo. Para isso, pediu documentos que comprovassem
a ausência dos laboratórios nos pregões e
a recusa deles em vender com desconto, quando procurados pelas
regionais de saúde.
Segundo Machado,
na prática, acontece da seguinte maneira:
o governo recebe uma decisão judicial para adquirir um
determinado medicamento e abre uma licitação para
fazer a compra com desconto, mas nenhum laboratório aparece.
Como há uma ordem judicial a ser cumprida em poucos dias,
o governo acaba comprando os remédios em farmácias
pelo preço de varejo. Essa seria a forma encontrada pela
indústria para boicotar as licitações e
vender o remédio pelo preço cheio.
Milhares
de casos. Segundo o secretário de Saúde,
Giovanni Guido Cerri, atualmente estão cadastrados para
atendimento das ações judiciais 2.828 apresentações
de medicamentos em todo o Estado. E, dos 861 pregões realizados
pela pasta entre janeiro e julho deste ano para atendimento dessas
decisões, 397 foram malsucedidos por ausência de
propostas no pregão.
Na lista
de medicamentos demandados por decisão judicial
há desde produtos como Hipoglós e extrato de Ginkgo
biloba até medicamentos para infecção, candidíase,
anticonvulsivante, antidiabéticos, anti-hipertensivos,
contra osteoporose, depressão, transtornos de ansiedade
e câncer - os mais caros.
Questionada,
a Secretaria de Estado da Saúde - que também é ré na
ação - não soube responder qual é o
valor total do prejuízo acumulado por conta desse problema
com as licitações. Informou apenas que a compra
desses medicamentos é descentralizada em 16 regionais.
Regra de
2007. O desconto obrigatório na venda de remédios
para o governo foi estabelecido em 2007 pela na resolução
n.º 4 da Câmara de Regulamentação do
Mercado de Medicamentos (Cmed). A indústria questionou
a regra na Justiça, mas perdeu.
A norma vale
para drogas de dispensação excepcional,
remédios para o programa DST/Aids, para o programa de
sangue e hemoderivados, remédios para câncer e para
quando a aquisição se dá por determinação
judicial.
O
Estado de São
Paulo
Frente
quer ressuscitar destinação de 10% para
saúde
Por Eugênia
Lopes
Governo é contra proposta, mas líder do grupo
diz que Sarney se comprometeu a pôr projeto em votação "o
mais rápido possível"
Integrada
por deputados da base governista e de oposição,
a Frente Parlamentar da Saúde iniciou ontem um trabalho
de mobilização para tentar convencer os senadores
a ressuscitarem a obrigatoriedade da União de investir
10% de sua receita bruta no setor. A proposta está no
projeto de lei complementar que regulamenta a destinação
de recursos para a área da saúde - a chamada Emenda
29. Segundo o coordenador da frente, deputado Darcísio
Perondi (PMDB-RS), o presidente do Senado, José Sarney
(PMDB-AP), comprometeu-se a pôr o projeto em votação "o
mais rápido possível".
"Eu acho que há uma falta de recursos muito grande
para a saúde. Tem de se encontrar uma fonte de recursos.
Agora, como encontrar, essa é uma coisa que naturalmente
tem de depender do governo, do Executivo juntamente com o Legislativo",
disse Sarney, antes de se reunir com integrantes da frente.
A proposta
de vincular 10% da receita da União ao setor é considerada "inviável" pela
presidente Dilma Rousseff. Isso representaria cerca de R$ 30
bilhões a mais por ano para o setor.
"É impossível fazer essa vinculação",
reafirmou ontem o líder do PT no Senado, Humberto Costa. "A
saúde precisa ter mais recursos, mas não sabemos
de onde virão. Só sabemos que tem de ser dinheiro
novo."
Pressão. Para pressionar o Senado a votar o projeto,
a frente e representantes dos conselhos Nacional de Saúde
e de Medicina lançaram o movimento Primavera da Saúde.
A estratégia é garantir mais recursos para o setor.
Em 2010, o governo federal aplicou R$ 60,6 bilhões na
saúde.
Ontem o grupo
fez uma manifestação para reivindicar
mais investimento na área. Inicialmente, a ideia era dar
um abraço simbólico na sede da Presidência,
o que não foi possível por causa da segurança
no local. Mas houve a distribuição de flores e
uma caminhada entre o Congresso e o Palácio do Planalto.
"Estamos com flores para levar à presidente, dizendo
que a sociedade brasileira compreende e está se somando
a esse esforço de encontrar uma solução
para o problema do subfinanciamento da saúde", afirmou
o representante da Federação Nacional dos Farmacêuticos,
Ronald Ferreira dos Santos.
O diretor
da Associação Nacional de Pós-Graduandos,
Pedro Tourinho, disse que é preciso sensibilizar os governantes. "O
SUS conta com menos de R$ 2 por dia por habitante para garantir
saúde aos cidadãos. A gente olha e sabe que há problemas
graves de gestão mas, se tivéssemos a melhor gestão
do mundo, com o dinheiro que temos, não daríamos
conta, não seria suficiente."
Povo
Campanha contra o sarampo acaba nesta sexta
A campanha
de vacinação contra o sarampo termina
na próxima sexta-feira, dia 30 de setembro. Crianças
de 1 a 7 anos devem ser levadas aos postos de saúde para
fazer a imunização. Quem já foi vacinado
pode receber a dose novamente.
Inicialmente,
a campanha estava prevista para terminar no ultimo dia 16,
mas foi prorrogada
pelo Ministério da Saúde
por duas semanas. Segundo a pasta, o objetivo é identificar
os municípios com cobertura vacinal menor e intensificar
a mobilização nessas localidades.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa. Os
sintomas mais comuns são: febre, tosse seca, manchas avermelhadas,
coriza e conjuntivite. A transmissão acontece quando o
doente tosse, fala ou respira. A vacina é a forma mais
eficaz de prevenção e está disponível
durante todo o ano nos postos de saúde.
Na primeira
fase, em junho, oito estados vacinaram contra a doença: São Paulo, o Rio de Janeiro, Minas Gerais,
o Ceará, Pernambuco, a Bahia, Alagoas e o Rio Grande do
Sul. Eles foram escolhidos em razão de um surto de sarampo
na Europa e por se tratar de regiões com grande densidade
populacional, alto índice de turistas e/ou baixa cobertura
vacinai. A imunização contra o sarampo é oferecida
gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)
e está disponível durante todo o ano nos postos
de saúde.
Agência
Brasil
Gavi
financiará vacinas contra rotavírus, pneumonia
e diarréia
A Aliança Global para Vacinas e Imunização
(Gavi), ligada à Organização das Nações
Unidas (ONU), anunciou ontem que financiará medicamentos
para 37 países em desenvolvimento. Para 16 países,
serão enviadas vacinas contra o rotavírus. Dezenove
receberão medicamentos contra diarreia grave e pneumonia.
Dos 37 países, 24 são africanos. A ideia é imunizar
90 milhões de crianças.
Na relação de países beneficiados com os
repasses estão a Nicarágua, a Bolívia, Guiana
e Honduras. Até 2015, a Gavi pretende estender o financiamento
de medicamentos para mais 40 países.
O diretor
executivo do Fundo das Nações Unidas
para a Infância (Unicef), Anthony Lake, disse que o objetivo é trabalhar
para reduzir, cada vez mais, o número de crianças
que morrem em decorrência de doenças que podem ser
evitadas
"O número de mortes por rotavírus e infecções
pneumocócicas na África é particularmente
devastador, e esse é o lugar onde as vacinas vão
trazer impacto mais significativo, não só em vidas
salvas, mas também em termos de vidas saudáveis",
disse o representante da Gavi, Seth Berkley.
Segundo a
Gavi, o rotavírus é a principal causa
de diarreia grave em crianças menores de 5 anos, responsável
por mais 500 mil mortes por ano. Pelo menos metade das mortes
por rotavírus ocorre em países da África
por falta de acesso ao tratamento adequado.
Pneumonia
e meningite também estão entre as principais
causas de mortes de crianças na África e Ásia.
"As vacinas previnem contra as doenças e dão às
crianças um começo saudável de vida”,
destacou o diretor da área de entrega de vacinas da Bill & Melinda
Gates Foundation (que é parceira da Gavi), Rajeev Venkayya.
Terça-feira,
27.09.11
Agência Câmara de Notícias
Manifestação em Brasília pede mais recursos
para saúde
Da Redação / Com informações do
gabinete do deputado Darcísio Perondi
Aproximadamente
1.500 pessoas se reuniram nesta terça-feira
em Brasília para exigir mais recursos para a saúde.
Os manifestantes depositaram flores em frente ao Palácio
do Planalto, depois de uma concentração em frente
ao Congresso Nacional. A "Primavera da Saúde”,
como foi batizada a manifestação, marca o início
de uma mobilização nacional, que visa sensibilizar
o Senado a votar o projeto que regulamenta a Emenda 29.
A proposta
(PLP 306/08), aprovada na Câmara na semana
passada, estabelece limites mínimos de investimento na
saúde pela União, pelos estados e pelos municípios.
Os participantes do movimento defendem o texto original do Senado,
que obriga a União a gastar o equivalente a 10% de suas
receitas correntes brutas com saúde, o que representaria
um acréscimo de R$ 31 bilhões ao atual orçamento
do SUS.
Uma comissão de parlamentares e representantes de entidades
civis esteve na Secretaria-Geral da Presidência da República
para entregar um vaso com orquídeas para a presidente
Dilma Rousseff. Outro grupo reuniu-se com o presidente do Senado,
José Sarney, que se comprometeu votar a regulamentação
o mais rápido possível. “Tenho compromisso.
O SUS foi criado no meu governo”, lembrou Sarney.
O presidente
da Frente Parlamentar da Saúde e um dos
líderes do movimento, deputado Darcísio Perondi
(PMDB-RS), destaca que a “Primavera da Saúde” é suprapartidária
e integrada por dezenas de entidades nacionais da sociedade civil,
que exigem uma votação rápida no Senado
e uma atitude do governo federal para destinar mais recursos
para o setor. Ele lembra que o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, na comissão geral realizada pela Câmara
no último dia 20, declarou que o SUS precisa de, pelo
menos, mais R$ 45 bilhões, apenas para ficar no mesmo
patamar de investimento da Argentina e do Chile.
Fonte de recursos
Além do problema orçamentário, se haverá ou
não criação de novo imposto para financiar
o SUS, Perondi lembra que os senadores também terão
que corrigir o parágrafo que retira as verbas do Fundo
de Valorização dos Profissionais de Educação
(Fundeb) da base de cálculo do percentual de recursos
a serem aplicados pelos estados. Na prática, essa exclusão
retira R$ 7 bilhões anuais do orçamento do SUS.
Na avaliação de Perondi, já existem recursos
suficientes para a saúde e não é preciso
criar um novo tributo. “O que precisa é a União
fazer as escolhas certas”, disse. Ele lembra que o Tesouro
Nacional injetou, nos últimos três anos, R$ 300
bilhões no BNDES para ajudar um seleto grupo de grandes
empresas.
A presidente
Dilma Rousseff - apesar de já ter declarado
que o Brasil gasta pouco em saúde, 47% menos per capita
que a Argentina - afirmou que a saúde precisa de uma nova
fonte de recursos e já avisou que não aceita a
vinculação de 10% das receitas correntes brutas
da União. O deputado Darcísio Perondi, no entanto,
argumenta que a União terá quatro anos para chegar
a esse percentual.
Se realmente
for necessária uma nova fonte de recursos
para aumentar as verbas para saúde, Perondi sugere que
o aumento da taxação sobre fumo e álcool
- responsáveis por uma enorme quantidade de internações
e mortes -, a ampliação da participação
do DPVAT ou a regulamentação de cassinos e bingos,
que poderia gerar mais R$ 10 bilhões em impostos.
Agência Câmara de Notícias
Serviço obrigatório no interior para médicos
divide opiniões em audiência
Por Jaciene
Alves / Edição: Natalia Doederlein
Projeto obriga
profissionais da saúde que concluírem
a graduação em universidade pública a prestar
serviço em regiões onde há carência
de atendimento nas respectivas áreas de formação.
O relator
do projeto (PL 2598/07) que obriga estudantes de medicina que
se formarem
em instituição pública a
prestarem serviços em comunidades carentes de profissionais
de saúde, deputado Danilo Forte (PMDB-CE), deve alterar
a parte da proposta que torna obrigatória a prestação
dos serviços. O assunto foi discutido nesta terça-feira
em audiência publica promovida pela Comissão de
Seguridade Social e Família a pedido do relator.
“Temos que fazer um processo de implantação,
a partir de um trabalho voluntário e com remuneração
compatível com a profissão que a pessoa estiver
exercendo.” O projeto também prevê que o serviço
seja obrigatório para estudantes de medicina que tiverem
o curso financiado com recursos públicos e determina que
o serviço seja remunerado.
A coordenadora-geral
de residência de saúde do
Ministério da Educação, Jeanne Michel, também
defendeu a prestação voluntária dos serviços. “Tenho
muito receio do viés obrigatório, e de nós
não termos infraestrutura, neste momento, para dar suporte
aos jovens de todas as instituições públicas
que se formarem na área da saúde. Não estou
dizendo que não aceito a premissa de que um indivíduo
que recebeu da sociedade um benefício devolva à sociedade
esse benefício. Só tenho receio de como tudo isso
será operacionalizado”.
O representante
da União Nacional dos Estudantes (UNE)
na audiência André Luiz Vitral Costa, no entanto,
que defendeu a aprovação do projeto com o serviço
obrigatório. “Entendemos que a obrigatoriedade na
prestação dos serviços é fundamental
para a aprendizagem e para a formação dos profissionais
de saúde. É preciso comprometer a juventude nos
problemas do Brasil”, ressaltou.
Cidades
sem médicos
Danilo Forte
ressaltou dados do Ministério da Saúde
que mostram que atualmente 1.100 municípios brasileiros
não têm um médico sequer. Por outro lado,
segundo o deputado, há um crescente número de jovens
que se formam todos os anos na área de saúde. “Se
temos esse aumento de profissionais no mercado e, ao mesmo tempo,
ausência deles em algumas regiões do País, é oportuno
que aqueles que tiveram a formação custeada pelo
estado ofereçam uma contrapartida. É uma forma
de retribuir o esforço da sociedade como um todo, oferecendo
mão de obra qualificada nessas comunidades que não
têm profissionais de saúde”, afirmou.
O vice-presidente
do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital Lima, ponderou
a obrigatoriedade da prestação
do serviço pelos recém-formados e disse que o Brasil
ainda investe pouco em saúde pública, apenas 3,4%
do Produto Interno Bruto (PIB). “Temos poucos concursos
públicos para o Programa Saúde da Família,
e quando há, os salários são irrisórios.”
O representante
do CFM ainda destacou as condições
de estresse a que os profissionais são submetidos atualmente.
Segundo ele, 61,2% dos médicos trabalham mais de 40 horas
semanais. “Um em cada dez médicos procura outra
fonte de renda fora da medicina, e 55,7% apresentam indícios
de fadiga. O que os médicos querem é respeito pela
autonomia da vontade.”
Tramitação
Danilo Forte
deve apresentar seu relatório ao PL 2598/07
em outubro. Ele espera que a proposta seja votada em Plenário
ainda neste ano. O projeto perdeu o caráter conclusivo
depois que o Projeto de Lei 6050/09, que dispõe sobre
o serviço comunitário compulsório para formandos
em Medicina e Odontologia em universidades públicas, foi
apensado a ele.
A matéria também será analisada pelas comissões
de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Agência Câmara de Notícias
Frente Parlamentar promove ato em defesa da Emenda 29
A Frente
Parlamentar da Saúde promove em instantes uma
manifestação em frente ao Congresso Nacional, em
defesa da regulamentação da Emenda 29 e da aprovação
de mais recursos para a saúde. Os manifestantes pretendem
entregar flores para os deputados e senadores e "abraçar" o
Palácio do Planalto. Os organizadores do movimento, chamado
Primavera da Saúde, também tentarão entregar
uma flor à presidente Dilma Rousseff.
A Câmara aprovou a regulamentação da Emenda
29 (PLP 306/08) e rejeitou a criação de um novo
imposto para financiar a saúde.
Segundo o
integrante do Conselho Nacional de Saúde Ronald
Freitas, o objetivo da Primavera da Saúde é “aglutinar
amplas forças da sociedade brasileira na direção
da regulamentação da Emenda 29”.
Para que
a pauta não seja desvirtuada pelas alterações
a que o projeto está sujeito no Congresso Nacional, o
movimento construiu quatro pontos unificadores que caracterizam
a Emenda 29: ampliação dos recursos públicos
para a saúde; responsabilização tripartite
(União, estados e municípios) do financiamento
do setor; vinculação das receitas para saúde
e definição do que são ações
e serviços de saúde.
O Conselheiro
Ronald Freitas lembra que, como agora caberá ao
Senado rejeitar ou aprovar o projeto da Câmara e, o papel
do Conselho “será fundamental para pressionar a
decisão dos senadores e da presidenta Dilma de forma a
garantir mais recursos para a saúde, contribuindo para
diminuir a enorme desigualdade que vemos no setor”.
Íntegra
da proposta:
PLP-306/2008
Agência Câmara de Notícias
Audiência debate recusa de plano de saúde a tratar
dependente químico
A Comissão Especial de Políticas Públicas
de Combate às Drogas realiza hoje audiência pública
para debater a exclusão do tratamento de dependentes químicos
por parte dos planos de saúde.
A audiência foi sugerida pelo deputado Aureo (PRTB-RJ).
Ele explica que os contratos de serviços de saúde
anteriores à Lei 9.656/98 podem excluir esse tipo de tratamento.
Essa situação, contudo, não se aplica ao
contratos firmados depois da sanção da lei. “Assim,
pela atual legislação só podem ser recusados
tratamentos para casos de dependência química realizados
no máximo nos primeiros dois anos do contrato”,
afirma Aureo.
Para o deputado,
o descumprimento dessa medida é uma
clara violação da lei por parte das operadoras
de planos. “Diante desse desrespeito o beneficiário é obrigado
a recorrer aos órgãos de regulação,
de defesa do consumidor ou mesmo ao Judiciário para ter
seu direito respeitado”, lamenta.
Foram convidados
para a audiência:
- o gerente-geral
de Regulação Assistencial da
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Martha
Regina de Oliveira;
- o subprocurador-geral
da República e Coordenador da
3ª Câmara - Consumidor e Ordem Econômica, Antônio
Fonseca;
- o procurador
da República e Coordenador do GT Planos
de Saúde, Fabiano de Moraes.Relatórios regionais
Em seguida,
serão apresentados relatórios elaborados
pelos coordenadores e relatores dos seminários estaduais
promovidos pela comissão:
- Artur Bruno
(PT) e Domingos Neto (PSB) pelo Ceará;
- Dr. Jorge
Silva (PDT) e Sueli Vidigal (PDT) pelo Espírito
Santo;
- Domingos
Dutra (PT) e Ribamar Alves (PSB) pelo Maranhão;
- Rebeca Garcia (PP) pelo Amazonas.
Agência
Brasil
Defensores
do SUS vão à Brasília pedir
mais recursos para a saúde
Ação faz parte do movimento Primavera da Saúde,
que surgiu após a realização de ato público
no Congresso Nacional
Representantes
estaduais e municipais do Conselho Nacional de Saúde (CNS), membros da Frente Parlamentar da Saúde
e do Conselho Federal de Medicina (CFM) fizeram uma manifestação
hoje (27) em frente ao Palácio do Planalto, para pedir
mais recursos para o setor. Inicialmente, a ideia era dar um
abraço simbólico na sede da Presidência da
República, o que não foi possível por causa
da segurança no local.
A ação faz parte do movimento Primavera da Saúde,
que surgiu após a realização de ato público
no Congresso Nacional em favor da regulamentação
da Emenda Constitucional nº 29, no final de agosto. " Estamos
com flores para levar à presidenta [Dilma Rousseff], dizendo
que a sociedade brasileira compreende e está se somando
a esse esforço de encontrar uma solução
para o problema do subfinanciamento da saúde" , destacou
o conselheiro e representante da Federação Nacional
dos Farmacêuticos, Ronald Ferreira dos Santos. Ele é um
dos que participariam do abraço simbólico no Palácio
do Planalto.
Segundo Santos,
há praticamente um consenso entre os
atores sociais de que a saúde é uma das principais áreas
problemáticas no país atualmente. Para ele, a regulamentação
da Emenda 29, aprovada na semana passada na Câmara, servirá como
uma oportunidade de apresentar uma solução concreta
para a atual situação. " Do orçamento
federal de mais de R$ 1 trilhão, 3,9% vão para
a saúde, enquanto para o sistema financeiro, para a amortização
da dívida e para o pagamento de juros, são 44%.
Há várias possibilidades [de financiamento para
a saúde], mas que dependem de vontade política" ,
destacou.
O conselheiro
e diretor da Associação Nacional
de Pós-Graduandos (ANPG), Pedro Tourinho, disse que é preciso
sensibilizar os governantes brasileiros em relação à necessidade
de melhorias na saúde pública. " O SUS conta
com menos de R$ 2 por dia por habitante para garantir saúde
a todos os cidadãos. Uma internação sozinha
custa mais de R$ 3 mil por dia. A gente olha e sabe que há problemas
graves de gestão mas, se tivéssemos a melhor gestão
do mundo, com o dinheiro que temos, não daríamos
conta, não seria suficiente" , disse.
AGENDA
- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo
Abramge / AssPreviSite
As inscrições para os Prêmios Abramge de
Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam
em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus
Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”.
Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias
impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o
dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge.
No Brasil,
o Ministério da Saúde registra a cada
ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável
por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais:
a informação não é muito divulgada.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis
(DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora
do vírus – e segundo estudo publicado na revista
científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México
e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma
humano.
Podem participar
da premiação, jornalistas profissionais
de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema
escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de
2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover
a informação sobre saúde e estimular a pesquisa
científica do setor”, diz o presidente da Abramge,
Arlindo de Almeida.
A comissão julgadora dos Prêmios será constituída
de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão
encaminhados aos jurados escolhidos pela direção
da Abramge para análise e indicação dos
melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria
da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos.
E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma
para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no
início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores
no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da
Abramge.
Veja o regulamento
completo dos Prêmios no endereço
eletrônico www.abramge.com.br
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html