28-11-11

 

Leia nesta edição:

- Coluna George Vidor

- ANS e Susep trabalham para criar fundo de capitalização para saúde

- Aids mata 9 pessoas por dia em SP

- Parto em casa aumenta em três vezes risco de morte e de problemas cerebrais em bebês

- Paulo Gadelha: Desenvolvimento produtivo para a saúde pública

- Lei Antifumo reduziu concentração de monóxido de carbono em mais de 70% nos ambientes fechados de SP

- Hospitais de SP investem R$ 2,7 bilhões em expansão

- Cidade do Ceará registra 11 casos de gripe suína

- Exames de papanicolaou crescem 45% em São José do Rio Preto, SP

- Prefeitura de João Pessoa inaugura nesta segunda Unidade de Saúde da Família no João Paulo II

- Trabalhador demitido pode usar plano de saúde empresarial por até dois anos

- Operadoras dizem que vão analisar impacto das regras

- Menos de 1% foram vacinadas contra HPV

- Medicina nuclear é realidade no Amapá

- Especialistas discutem novos medicamentos para o tratamento de doenças coronarianas

- Dilma visita Into e diz que saúde pública de qualidade é possível

- Ministério vai expandir complexo industrial da Saúde

- Polo de Saúde de Teresina deve avançar nos próximos anos

- Proibida exigência de laudo para incluir bebê em plano

- Prêmio Abramge de Medicina 2011 divulga vencedores

- Saiba mais sobre doação de sangue

- Dasa investe US$ 22 mi e adquire 70 equipamentos

- Hospital e médica terão que indenizar por complicações em parto

Segunda-feira, 28.11.11

JORNAL O GLOBO

Coluna George Vidor

O Brasil tem 46,6 milhões de pessoas assistidas por planos de saúde privados, ou seja, 24,4% da população, segundo o último levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O mais elevado índice de cobertura é o de Vitória (75%), seguido por São Paulo (59%), Rio (55,3%), Belo Horizonte (54,8%), Curitiba (42,4%), Porto Alegre (49,4%) e Florianópolis ( 49,1%).

Por estado, São Paulo (44,5%), Rio de Janeiro (37,4%) e Espírito Santo (31,4%) têm os mais elevados índices de cobertura por planos de saúde privados.

Nas regiões metropolitanas, a Grande São Paulo (53%), a Grande Vitória (46,9%), o Grande Rio e a Grande Belo Horizonte (ambas com 42%) estão no topo da lista.

No interior do país, os planos de saúde estão menos presentes, atendendo a 18,7% da população. Os mais elevados índices de cobertura estão no interior de São Paulo (39,1%), Espírito Santo (26,8%), Rio de Janeiro (25,7%), Santa Catarina ( 22,3%) e Minas Gerais (20,9%).

Tais índices e números não incluem os planos puramente odontológicos

Com a perspectiva de envelhecimento progressivo da população - a idade média dos brasileiros hoje é de 31 anos - a questão do atendimento à saúde está se tornando cada vez mais crucial.

Por isso, desde já, a ANS está estimulando as pessoas a se envolverem em programas de prevenção e vida saudável. As regras atuais da agência permitem que os participantes que comprovadamente façam essa prevenção obtenham descontos em suas mensalidades ou nas contrapartidas que estão obrigados a pagar em planos coletivos.

A ANS também está bem avançada nos estudos feitos juntamente com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) para encontrar uma fórmula que estimule os jovens a aderir a planos de saúde. O objetivo é que as contribuições feitas, quando jovens, os beneficiem quando eles envelhecerem.

E quanto mais jovens contribuindo para os planos de saúde, maior é a possibilidade de se reduzir o valor médio das contribuições, considerada ainda muito alta no Brasil.

VALOR ECONÔMICO

ANS e Susep trabalham para criar fundo de capitalização para saúde

Adriana Aguilar

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Susep trabalham juntas para iniciar um fundo de capitalização para o pagamento das despesas com planos de saúde. O produto ainda não tem nome. Nas reuniões, está sendo chamado de VGBL Saúde.

"Queremos que a população com plano de saúde tenha condições de manter o pagamento no longo prazo, principalmente, no momento de redução da renda em função dos custos crescentes dos planos com o avanço da idade e da limitada renda do aposentado", explica a gerente geral da área econômico-financeira e atuarial dos produtos da ANS, Rosana Neves.

As pessoas acumulariam dinheiro no produto de previdência Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) para o pagamento da mensalidade do plano de saúde na idade mais avançada.

E como motivar os jovens a poupar no VGBL Saúde? A proposta para atrair a atenção das pessoas e empresas seria livrar o produto do imposto de renda. O fundo receberia contribuições de empresas e de trabalhadores em atividade. Mesmo as pessoas jurídicas não teriam encargos sobre a contribuição feita ao VGBL Saúde dos trabalhadores.

Segundo Rosana Neves, o projeto ainda passa por discussões técnicas como, por exemplo, definir se os rendimentos do VGBL Saúde serão isentos do Imposto de Renda (IR) ou não haverá incidência do tributo sobre o rendimento acumulado. Outra dúvida técnica refere-se ao momento do resgate ou benefício do produto: poderá ser feito após a aposentadoria do titular do produto ou após um determinado período de acumulação? Também não está definido se a proposta tramitará por meio de um projeto de lei. "São assuntos que estão sendo estudados para operacionalizar o produto", afirma Rosana.

A terceira reunião do grupo para a discussão do assunto está agendada para o final de 2011. Dentro da agenda regulatória da ANS, grande parte dos projetos será encerrada em 2012. "A expectativa é de que a finalização do VGBL Saúde também ocorra em 2012", diz Rosana Neves.

Na avaliação do o vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Renato Russo, também vice-presidente de Vida e Previdência da SulAmérica, o VGBL Saúde seria uma forma de poupança para a saúde, especialmente, para aqueles que têm baixa renda. "O produto trará vantagens com o passar dos anos. Quanto maior o período de acumulação, maior será o volume de recursos acumulados sem a incidência do imposto", afirma Russo.

O Brasil tem 62,27 milhões de beneficiários de planos médicos, hospitalares e odontológicos. Isso representa a fatia de 33% da população do país com 190 milhões de habitantes. No atual cenário, há potencial para mais segurados, principalmente considerado que a classe C tem acessado mais aos planos de saúde. Hoje, os planos seguem o regime financeiro mutualista. Por meio dele, todos pagam a mensalidade. A receita do total de prêmio é usada para o pagamento das despesas médicas, sem acumulação de valores.

Desde 2009, a Fenaprevi aguarda a análise da minuta de um projeto, listando dois produtos de previdência para acumulação de recursos na área de saúde e na de educação. Ambos os produtos ficariam livres do IR sobre a rentabilidade acumulada nos planos, desde que os recursos fossem aplicados na saúde e na educação. No entanto, com o interesse da ANS sobre o plano de previdência voltado à saúde, optou-se pela separação do encaminhamento dos temas educação e saúde presentes no projeto da Fenaprevi.

No começo deste ano, a ANS lançou uma agenda regulatória com itens prioritários para o setor de saúde. A agenda é composta de nove eixos. Um deles é o estudo de modelos de financiamento do setor de saúde. O assunto é uma das prioridades da agenda regulatória da agência.

PORTAL UOL

Aids mata 9 pessoas por dia em SP

Em 2010, a Aids matou 8,6 pessoas por dia, em média, no Estado de São Paulo. É o que aponta o mais novo balanço da Secretaria de Estado da Saúde com base no boletim epidemiológico do Programa Estadual de DST/Aids.

Foram 3.141 óbitos no Estado no ano passado, o que representou taxa de mortalidade de 7,6 mortes por 100 mil habitantes. Em 2009, o índice de mortalidade por Aids foi de 7,9. Em relação a 1995, quando houve 7.739 óbitos pela doença, a taxa de mortalidade caiu 67% no estado.

O boletim aponta também que, apesar da redução no número absoluto de casos desde a segunda metade da década de 1990, a proporção de infecções em homens que fazem sexo com homens cresceu 52,4% entre 2000 e 2010. Entre os heterossexuais esse crescimento foi de 30,5%, enquanto entre os usuários de drogas injetáveis houve queda de 73,2%.

A incidência de Aids no estado caiu pela metade na última década. A razão de casos vem se mantendo em dois masculinos para cada um feminino. A faixa etária predominante dos casos da doença é a de 30 a 39 anos, com incidência de 32 por 100 mil habitantes.

"Embora a epidemia de Aids tenha mudado seu perfil desde o seu início, ainda há forte concentração de casos notificados entre homens que fazem sexo com homens, além de aumento proporcional de infecção entre os heterossexuais. O sexo seguro, com uso de preservativo, ainda é a melhor forma de proteção contra o vírus”, diz Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids.

Desde o início da epidemia, em 1980, até junho deste ano foram registrados 212.271 casos de Aids em todo o Estado.

O GLOBO ONLINE

Parto em casa aumenta em três vezes risco de morte e de problemas cerebrais em bebês

Pesquisa feita no Reino Unido comparou os nascimentos feitos em casa, em hospitais e em unidades que usam parteiras

Filhos de mães de primeira viagem que se decidem pelo parto em casa são quase três vezes mais propensos a morrer ou ter problemas cerebrais, afirma um amplo estudo sobre o assunto. A pesquisa também descobriu que as unidades de maternidade nos hospitais são os locais mais seguros para as mulheres terem seus primeiros bebês.

Concluiu-se que essas mães eram 28 vezes mais propensas a sofrer sérios problemas em casa do que nos hospitais. Eles incluíam a morte das crianças e danos nos braços e ombros, informa reportagem do “Daily Mail”. Quase metade das mulheres que escolhem dar a luz em casa teve que ser transferida para um hospital por causa de complicações.

Essas emergências requerem atenção médica intensa, e estão ligadas a traumas durante o parto, ou a complicações que privaram os bebês de oxigênio, podendo causar danos cerebrais.

O estudo também descobriu que 36% das mulheres em unidades de parto - unidades de maternidades fora dos hospitais que usam parteiras - tiveram que ser transferidas para o hospital quando os problemas surgiram.

Tony Falconer, presidente do Royal College de obstetras e ginecologistas no Reino Unido, disse ao Daily Mail:

- Esse estudo mostrou que mães de primeira viagem que desejam ter o bebê em casa têm um aumento do risco para seus bebês, o que levanta questões sobre o local certo para essas mulheres fazerem o parto. Além disso, essa taxa de transferência de 36% traz uma série de outras preocupações.

O estudo, publicado no "British Medical Journal", comparou dados de 65 mil mulheres consideradas como de baixo risco de complicações que planejaram dar a luz numa maternidade num hospital, numa unidade médica liderada por uma parteira ou em casa. O professor Peter Brocklehurst, que liderou a pesquisa na Universidade de Oxford, acredita que as mães deveriam poder escolher onde ter seus filhos:

- Há um aumento do risco quando mães de primeira viagem planejam ter seus bebês em casa, mas as ocorrências ainda são incomuns.

Problemas sérios são raros para bebês cujos partos foram planejados numa unidade de maternidade, ocorrendo apenas 3,5 vezes para cada mil partos. Mas a pesquisa mostra que a taxa sobe para 9,5 por mil bebês, se o parto for feito em casa.

Domingo, 27.11.11

JORNAL O DIA

Paulo Gadelha: Desenvolvimento produtivo para a saúde pública

Presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Parte do sistema de proteção social e fonte de geração de riqueza, a saúde, a ciência e a tecnologia são fundamentos para o desenvolvimento social, o crescimento econômico, a geração de emprego e renda e a democratização de oportunidades.

Investir na capacitação tecnológica e produtiva nacional é ação estratégica para a formulação de políticas públicas com vistas ao aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS) e à melhoria da qualidade de vida da população brasileira.

Uma conquista recente tem sido o estabelecimento de parcerias público-privadas para a saúde, firmadas entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a indústria farmacêutica internacional. São acordos de transferência de tecnologia que visam à nacionalização da produção de insumos de saúde, de forma a reduzir a dependência internacional e os altos custos para os cofres públicos.

Alguns exemplos são os acordos firmados com o laboratório alemão Boehringer Ingelheim e com a empresa Bristol-Myers Squibb para a produção de medicamentos para doença de Parkinson e Aids, respectivamente. A previsão é que a Fiocruz assuma a produção dos fármacos em cinco anos — o que significará uma economia de R$ 700 milhões para o país. Mais uma ação decisiva é a fabricação de uma combinação 4x1 para tuberculose, com o objetivo de ampliar a adesão ao tratamento e reduzir as taxas de abandono.

O controle de vetores também é beneficiado pelas parcerias público-privadas. Em dois anos, uma empresa nacional colocará no mercado um bioinseticida desenvolvido pela Fiocruz para combater mosquitos transmissores da dengue, malária e filariose, três das principais doenças tropicais que matam milhares de pessoas todos os anos no Brasil.

AGÊNCIA BRASIL

Lei Antifumo reduziu concentração de monóxido de carbono em mais de 70% nos ambientes fechados de SP

Flávia Albuquerque

Depois de dois anos e três meses em vigência, a Lei Antifumo, que proíbe o uso de tabaco em ambientes fechados em todo o estado de São Paulo, reduziu em 73% a concentração do monóxido de carbono, substância nociva produzida pelo cigarro nesses locais. Segundo o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, cerca de 500 mil estabelecimentos foram fiscalizados neste período e 99,8% estão cumprindo a lei estadual. Nos ambientes parcialmente fechados a queda foi 60% e nos abertos 61%.

A queda também aparece no organismo de 600 trabalhadores. Entre os não fumantes a diminuição do monóxido de carbono no organismo foi 49,2% e nos não fumantes 27,2%. “A lei foi uma grande vitória da saúde pública e se isso se reproduzir no Brasil todo, certamente será bom. Atualmente pelo menos sete pessoas não fumantes morrem no país devido à exposição involuntária no ambiente”, disse a diretora do Centro de Vigilância Sanitária, Maria Cristina Megid.

A lei pode ser estendida para todo o Brasil, já que o Senado aprovou essa semana uma medida provisória que proíbe o fumo em ambientes fechados e até a existência de áreas destinadas a fumantes. A determinação valerá a partir da sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Segundo Maria Cristina, a Lei Antifumo é aprovada por 83% dos fumantes de São Paulo, o que indica que eles aderiram voluntariamente à determinação. Entre a população, toda a nota média para a lei é de 9,2, já que 91% da população consideram a lei boa ou ótima. Quarenta e dois por cento dos fumantes passaram a fumar menos em decorrência da lei. “Teve um trabalho intenso de conscientização da população sobre os males do cigarro e da fumaça, que não é só incômoda, mas leva a riscos graves para a saúde. Levamos essa informação para a sociedade e o que percebemos é que ela passou a cobrar que o ambiente seja livre de tabaco”, afirmou Maria Cristina.

Para a diretora, a mudança de comportamento da população paulista foi o grande ganho da lei, porque passou a ser natural não haver ninguém fumando em ambiente fechado e que os cidadãos incorporaram a lei aos seus hábitos e ao que consideram um direito e um exercício da cidadania. “Se tem uma pessoa que fuma ela levanta e vai fumar lá fora. Muitos fumantes dizem que foram a lugares onde não há a lei e não conseguiram fumar em local fechado”.

Maria Cristina destacou que logo após a lei ser sancionada em maio de 2009, a grande discussão era se a lei invadia e acabava com a liberdade de escolha da população, mas aos poucos foi se revelando que não. “O que estamos fazendo é promover a saúde da população, trabalhando com a prevenção. A partir do momento em que o Estado tem a consciência de que há uma causa de doenças e mortes que podem ser evitadas é dever do Estado legislar a favor da saúde”.

Entre os proprietários de estabelecimentos, 67% disseram não terem notado diferença no movimento, 15% disseram que aumentou e 18% que diminuiu. Entre aqueles que disseram não ser difícil controlar os fumantes estão 66%, os que contrataram vigias foram 17% e 17% disseram que os fumantes são insistentes. “O tempo de permanência no ambiente também não mudou com 70% dos proprietários afirmando isso. Os que disseram que os clientes ficam menos tempo foram 15%. Isso indica que os estabelecimentos não perderam clientela, um dos medos dos proprietários com a lei”, disse.

FOLHA DE S.PAULO

Hospitais de SP investem R$ 2,7 bilhões em expansão

Débora Mismetti

Onze instituições privadas terão mais 1.170 leitos nos próximos quatro anos

Aumento do número de pessoas com plano de saúde tem levado a altas taxas de ocupação e espera nos hospitais

Onze dos principais hospitais privados da capital paulista terão investimentos de R$ 2,7 bilhões ao longo dos próximos cinco anos.

Contando a partir da abertura do novo prédio do Hospital e Maternidade Santa Joana, no Paraíso, no início deste mês, serão cerca de 1.230 novos leitos até 2015 e mais 245 mil m2 construídos.

O investimento é acompanhado por mais descentralização de serviços, com novas unidades separadas para exames e atendimento ambulatorial especializado.

O maior investimento é do Hospital Israelita Albert Einstein, que sozinho responde por R$ 920 milhões. A maior parte desse valor deve ser aplicada na expansão da principal unidade do hospital, a do Morumbi, a ser concluída em 2014. Já em 2012, será aberta uma nova unidade em Alphaville.

O Hospital Sírio-Libanês é o segundo que mais vai gastar, ao dobrar suas instalações na Bela Vista, região central de São Paulo, até meados de 2013.

Outras instituições, incluindo hospitais que atendem pacientes com planos de saúde intermediários, também estão em obras.

De acordo com Luiz Henrique de Almeida Mota, presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados, o aumento do número de beneficiários dos planos, especialmente na classe média, tem pressionado os hospitais.

"Em São Paulo, quase 50% da população tem plano de saúde. Na década passada, não chegava a 30%. Isso trouxe uma nova realidade para hospitais privados", diz ele.

Segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o número de beneficiários de planos na cidade de São Paulo subiu de 5,7 milhões em 2000 para 6,7 milhões em 2010.

Essa nova realidade inclui pronto-socorro lotado e taxas de ocupação acima dos 80%.

Jorge Bacha, superintendente de operações do HCor (Hospital do Coração), diz que as altas taxas de ocupação dificultam a gestão do hospital. O estacionamento, com 70 vagas, vive cheio. A solução foi erguer um prédio em frente ao principal, com mais 45 leitos e 142 vagas de estacionamento, que deve ficar pronto em 2012.

CÂNCER

O atendimento a pacientes com câncer é prioridade para os hospitais. O HCor deve abrir em 2014 uma unidade só para oncologia, com centro de reabilitação, consultórios e exames.

O Hospital Santa Paula, na zona Sul, com clientela majoritariamente nas classes B e C, vai abrir, no fim de 2012, um centro de oncologia em frente ao seu prédio atual.

George Schahin, presidente do hospital, afirma que o envelhecimento da população, além do maior acesso a planos de saúde, tem aumentado a demanda. "Reformamos o hospital inteirinho nos últimos três anos. A população está exigente. Quem presta serviços deve melhorar."

PORTAL IG

Cidade do Ceará registra 11 casos de gripe suína

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) confirmou 11 casos de gripe H1N1 (gripe suína) no município de Pedra Branca, a 258 quilômetros de Fortaleza. Todos os pacientes são estudantes de uma escola agrícola da cidade.

A Sesa informou que foi comunicada sobre o surto do vírus na quarta-feira e enviou profissionais para a cidade localizada no sertão central cearense para investigar os 91 casos suspeitos. Os exames do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) confirmaram os 11 casos da doença na sexta-feira.

Todos os pacientes estudam na Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Antônio Rodrigues de Oliveira. A Secretaria da Saúde divulgou que o surto pode ter sido provocado por uma pessoa da cidade que teve contato com um paciente infectado pelo vírus no Estado de São Paulo.

Os estudantes infectados pelo vírus - também conhecido como gripe A - estão sendo acompanhados e monitorados pelas vigilâncias epidemiológicas da Sesa e da Secretaria de Saúde Municipal de Pedra Branca.

Pedra Branca tem 43 mil habitantes. Este ano, 17 mil moradores da cidade receberam a vacina do governo contra gripe. Cerca de 94% das crianças com menos de 1 ano e 95% dos idosos foram vacinados, segundo a Sesa.

PORTAL G1

Exames de papanicolaou crescem 45% em São José do Rio Preto, SP

A quantidade de exames de papanicolaou, preventivo de câncer de útero, realizados em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, aumentou 45,52% em relação a 2010.

Segundo dados da Secretaria de Saúde da cidade, neste ano, de janeiro a outubro, foram realizados 28.689 exames, número superior ao ano todo de 2010 quando foram realizados 26.280 exames. A média mensal é de 3.187 contra 2.190 no ano passado.

Segundo o diretor de Atenção Básica da Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto, Luiz Fernando Gonçalves Borges, as campanhas de prevenção ajudaram na ampliação dos números. “O exame é muito importante, pois aumenta as chances de descobrir o câncer rapidamente e ajuda no tratamento da mulher em caso de diagnósticos positivos”, explica.

Dados do Ministério da Saúde revelam crescimento nesse tipo de exame em todo o país, sendo 5,6 milhões de mulheres examinadas somente no primeiro semestre. Nos últimos 10 anos, segundo levantamento do programa de Saúde da Mulher, a doença causou o óbito de 103 mulheres no município.

Sábado, 26.11.11

PB AGORA

Prefeitura de João Pessoa inaugura nesta segunda Unidade de Saúde da Família no João Paulo II

PMJP inaugura nesta segunda Unidade de Saúde da Família no João Paulo II

Um equipamento que vai beneficiar cerca de quatro mil famílias será entregue à população do bairro João Paulo II na segunda-feira (26). A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) inaugura a Unidade de Saúde Integrando Vidas (USF) no bairro com objetivo de melhorar a qualidade do atendimento fornecido à comunidade.

Thais Mattos, gerente de Atenção Básica à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), destacou que aproximadamente 16 mil pessoas serão beneficiadas com a inauguração da Unidade de Saúde. "A inauguração da Unidade de Saúde Integrando Vidas é fruto do trabalho da Secretaria de Saúde de João Pessoa em parceria das comunidades do Nova República, Citex, João Paulo II e Funcionários II 1ª etapa, que participaram de forma ativa das discussões das prioridades", destacou Thais.

A gerente ressaltou que foram gastos aproximadamente um milhão de reais apenas com a construção da obra, além de mais de R$ 200 mil em equipamentos. Na unidade, serão oferecidas consultas médicas, de enfermagem e odontológicas. No local serão instaladas salas de curativo equipada e de observação com verificação de sinais vitais, bem como serão fornecidos exames de citologia oncótica, nebulização, atividades coletivas de educação em saúde, atividades de promoção e prevenção da saúde, visitas domiciliares, marcação de consultas e exames "on-line”, vacinação, eletrocardiograma e raio X odontológico.

Até o final do ano, está para ser inaugurada uma nova USF no bairro do Grotão. Até o próximo ano, outras nove unidades de saúde da família que já se encontram em obras serão inauguradas em João Pessoa. "Desde de 2005 a SMS vem estruturando a rede de saúde com finalidade de qualificar o cuidado aos usuários, ampliando as ações da Atenção Básica na busca da estruturação das linhas de cuidado, dando mais possibilidades de maior resolutividade e o cuidado integral", afirmou Thais.

ESTADÃO.COM.BR

Trabalhador demitido pode usar plano de saúde empresarial por até dois anos

Fernanda Bassette

Regra atualizada pela ANS prevê que ex-empregado terá de arcar com o valor integral da parcela e contará com as mesmas coberturas; aposentados que trabalharam por mais de dez anos na empresa poderão permanecer no plano pelo tempo que quiserem.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou uma resolução que assegura aos trabalhadores demitidos sem justa causa o direito de continuarem como beneficiários do plano de saúde que tinham na empresa, com as mesmas coberturas, desde que eles já contribuíssem com parte do valor e passem a pagar o valor integral das parcelas.

Os empregados demitidos poderão permanecer no plano de saúde por um período equivalente a um terço do tempo em que foram beneficiários na empresa, respeitando-se o limite mínimo de seis meses e máximo de dois anos. No entanto, a regra não se aplica para ex-empregados que não contribuíam com o pagamento do plano de saúde.

A nova norma garante ainda o direito de os aposentados que contribuíram por mais de dez anos permanecerem no plano pelo tempo que quiserem, também com a exigência de que assumam o pagamento integral das parcelas. Quando o período for inferior a dez anos, cada ano de contribuição dará direito a um ano no plano coletivo depois da aposentadoria. As regras valerão em 90 dias.

Portabilidade. Uma das novidades da nova regra é o direito de o demitido ou o aposentado fazerem a portabilidade do plano para outras operadoras. A portabilidade garante a mudança de plano sem cumprir carências.

Segundo Carla Soares, diretora adjunta de normas e habilitação de produtos da ANS, até agora, essas pessoas não tinham direito à portabilidade porque eram clientes de planos empresariais. Assim, quando terminava o prazo em que elas poderiam ser mantidas no plano elas teriam de adquirir um novo plano, cumprindo novas carências.

"Esse é um direito que estamos garantindo ao trabalhador, que antes não tinha essa alternativa disponível", diz Carla.

Para Rosana Chiavassa, advogada especializada em direito do consumidor e saúde, apesar da boa intenção, a portabilidade não é eficaz para aposentados. "Dificilmente eles conseguirão um plano equivalente pelo mesmo preço que pagavam no plano empresarial. Com o tempo, esses aposentados vão acabar abandonando os planos por não terem condições de pagar", diz.

Reajuste único. Outra mudança da resolução leva em consideração a forma como é calculado o reajuste dos planos em que são mantidos os demitidos e aposentados. Isso porque a norma atual permite que as empresas contratem um plano de saúde diferente para manter a carteira de funcionários demitidos e aposentados.

Assim, a negociação de reajuste acontecia separadamente, levando em consideração o número de vidas em cada contrato, o que gerava reajustes mais altos entre aposentados/demitidos.

Segundo Carla, a nova norma muda a forma de cálculo e passa a exigir que a negociação de reajuste tenha como base todos os planos de ex-empregados na carteira da operadora - o que, em tese, diluiria os custos.

"Por exemplo: em vez de a operadora calcular o reajuste com base em 30 vidas de uma única empresa, o que pode significar um aumento muito alto, ela terá de somar todas as vidas de planos de aposentados e chegar a um valor de reajuste único. Assim, a gente dilui o risco", diz.

Para Rosana, teoricamente a ideia é boa e reduz um pouco o risco de reajuste excessivo, mas não é a forma de resolver o problema dos aposentados. "O justo e ideal seria fazer o cálculo de reajuste igual para todo mundo, independentemente se é ativo ou aposentado. Mesmo que dilua o reajuste entre vários aposentados, o valor será maior porque eles usam mais o plano", avalia.

Para o advogado Alan Skorkowski, especializado em saúde, a resolução é positiva para o consumidor. "Ela abre a possibilidade de portabilidade, que antes não existia, e ainda dilui o reajuste, melhorando a situação para pequenas e médias empresas."

ESTADÃO.COM.BR

Operadoras dizem que vão analisar impacto das regras

A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa cerca de 240 operadoras de planos de saúde no Brasil, convocou uma reunião para segunda e terça-feira da próxima semana para discutir as novas regras da resolução da ANS publicadas ontem.

Segundo Arlindo de Almeida, presidente da associação, as operadoras dos planos ainda não tiveram tempo de avaliar as regras e chegar a uma posição definitiva sobre as mudanças, por isso não seria possível comentá-las com detalhes.

Almeida disse, por exemplo, que não sabe se todas as operadoras de planos de saúde terão como separar em 90 dias todas as carteiras de aposentados e demitidos para fazer o cálculo de reajuste de forma unificada. Até agora esse cálculo era feito individualmente com cada empresa.

"Temos um técnico atuarial que faz o cálculo dos custos das carteiras de aposentados. Precisamos saber dele se será possível fazer o cálculo dessa forma e se isso não vai gerar um custo muito elevado para as operadoras", afirmou.

FOLHA DE S. PAULO

Menos de 1% foram vacinadas contra HPV

A rede privada é responsável hoje por grande parte das doses de vacina contra HPV aplicadas no país.

Segundo a MSD, empresa que fabrica uma forma da vacina, ela não atinge 1% das mulheres que deveriam ser imunizadas no Brasil.

Em alguns Estados e municípios, a oferta pública da vacina tem ocorrido. A prefeitura de Campos (RJ), por exemplo, passou a imunizar meninas de 11 a 15 anos no ano passado. Já o Estado do Rio foi instado a organizar um programa de vacinação contra o HPV após a aprovação de uma lei estadual.

A estratégia de vacinação e os métodos para acompanhar sua eficácia devem ser definidos até o meio de 2012, diz o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde do Rio, Alexandre Chieppe.

"Ainda é um problema saber como vai ser feito o acompanhamento da efetividade da vacina. E não sabemos quais os subtipos mais comuns", disse.

Em parecer técnico feito em julho pelo Ministério da Saúde contra a aprovação de um projeto de lei para oferta da vacina, o governo aponta a mesma preocupação: "Um programa específico para o HPV exigirá suporte laboratorial para identificação e monitoramento da circulação dos diversos tipos de HPV no país, ainda não disponível no SUS."

JORNAL DO DIA

Medicina nuclear é realidade no Amapá

A implantação de novos serviços de saúde começam a tirar do Amapá a triste imagem de lugar onde a modernidade e avanços alcançados pela medicina passam distante causando a morte precipitada de pessoas. A partir da próxima semana serviços de Ressonância Nuclear Magnética de Alto Campo e Cintilografia com Gama Câmera Dual Cam, estarão disponíveis no Instituto de Neurologia do Amapá-INNEURO para diagnóstico precoce de doenças como o câncer e acompanhamento de sua evolução. Este equipamento de medicina nuclear é o quinto desse porte a ser instalado no Brasil e é considerado atualmente o melhor já fabricado no mundo.

Os serviços de ressonância nuclear estudam o sistema nervoso, todo o corpo humano, incluindo mamas e o coração, com mais sensibilidade e sem uso de substâncias que possam comprometer a segurança do paciente. O aparelho de Ressonância Magnética vai avaliar a estrutura e as funções de cada órgão com riqueza de detalhes até então nunca possibilitados no Amapá. Estamos investindo no que há de mais moderno em medicina nuclear, nossa intenção é trabalhar para que mais pessoas tenham acesso a esses serviços através do SUS , diz o neurocirurgião Alejandro Cadena, diretor da INNEURO.

A oportunidade de ter no Amapá uma alternativa para o tratamento de câncer é considerada pela equipe de profissionais do Instituto como uma conquista. Hoje vítimas da doença têm que se deslocar para outras cidades o que resulta em uma série de transtornos que interferem no estado emocional e financeiro do paciente e familiares. Com a Cintilografia o especialista poderá fazer um diagnóstico preciso e precoce para detectar o câncer, evitando que seja descoberto quando está em estado avançado.Outro mal que acomete muitos amapaenses, as doenças pulmonares, têm no novo serviço a possibilidade de amenização do sofrimento.

Com a Ressonância Nuclear, inaugura também o novo sistema de gerenciamento de clínicas, conhecido como RISS e PACS. Com ele será possível distribuir e compartilhar imagens geradas pelo parque tecnológico do INNEURO para conhecimento dos médicos, criando um grande Centro de analise de informações e Laudos médicos. Apenas duas grandes clinicas no Norte do pais possuíam tal tecnologia, que vai dinamizar, agilizar e melhorar o atendimento, minimizando possibilidade de erros.

A qualidade do serviço que será prestado é reconhecida pelos amapaenses e pacientes de outros estados que procuram o Instituto. Há 25 anos prestando serviço no Amapá, a INNEURO entra na história da medicina local como pioneira na implantação de tecnologia. Foi ela quem aposentou a angiografia cerebral trazendo a hoje já desatualizado tomografia computadorizada. Desde então, a cada 5 anos inova e coloca o empreendimento entre os melhores dos Brasil. A equipe atende cerca de 140 pacientes semanalmente e é o maior investimento em saúde no estado sempre com respeito ao paciente.

PÚBLICO-PRIVADO

Pessoas de todas as classes têm acesso aos serviços especializados da INNEURO através da parceria com o Governo do Estado que disponibiliza através do Sistema Único de Saúde-SUS, o atendimento no Hospital de Emergência. Os usuários de planos de saúde também são beneficiados. A implantação do sistema foi autorizada pela Comissão Nuclear, responsável por impedir ou autorizar o funcionamento. Alejandro Cadena aposta na compreensão por parte do Governo estadual para que seja ampliada a prestação de serviço da INNEURO em hospitais do Amapá. As conversas estão acontecendo, sei do compromisso que este governo tem para que a saúde do amapaense melhore, acredito que em breve os hospitais estarão melhor aparelhados , disse Cadena.

PROFISSIONAIS CAPACITADOS

Para atender os pacientes, a equipe é constantemente capacitada em cursos de aperfeiçoamento em centros especializados. A equipe da INNEURO é considerada a melhor e mais preparada para atendimento de pacientes de qualquer doença e em qualquer estágio. A preocupação com a atualização faz com que todos passem por treinamento em centro especializados dentro do Brasil e em outros países. Junto com o neurocirurgião Alejandro, os doutores Dorismar Barbosa e Paulo Carvalho comandam a equipe de profissionais formada por cerca de 40 pessoas.

Atualmente o INNEURO possui um parque tecnológico de imagem composto por 5 equipamentos de Tomografia computadorizada (sendo três destinados ao Serviço publico), dois aparelhos de ressonância nuclear magnética , um de cintilografia e Medicina Nuclear Dual Cam, além de equipamentos de mapeamento cerebral, eletroencefalografia digital, polissonografia, eletroneuromiografia, sistema de transporte de ambulância UTI e atendimento clinico e cirúrgico dos pacientes com patologia neurológica. A partir desta segunda-feira, 28, a INNEURO coloca à disposição da população seus serviços (da Assessoria de Comunicação).

REVISTA FATOR BRASIL

Especialistas discutem novos medicamentos para o tratamento de doenças coronarianas

Para debater sobre os mais recentes medicamentos lançados pela indústria farmacêutica para tratamento de pacientes de síndrome coronariana aguda, como infarto agudo do miocárdio, especialistas em cardiologia, hemodinâmica e cirurgia cardíaca estarão reunidos nos dias 08 e 09 de dezembro no Hospital São Vicente de Paulo (RJ), onde acontece a VI Jornada Multidisciplinar, que tem como tema as Emergências Médicas e Cirúrgicas.

O evento que é gratuito e aberto para médicos e profissionais da saúde, contará com a participação do coordenador do Serviço de Unidade Pós-Operatória do Hospital Pró-Cardíaco, Luis Antônio Almeida Campos, e o coordenador do Serviço de Cardiologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto, Denilson de Albuquerque.

No centro das discussões sobre doenças coronarianas, o uso dos novos medicamentos trombolíticos e antiplaquetários, fundamentais na terapêutica dessas emergências cardiológicas. Segundo o presidente do Centro de Estudos do Hospital São Vicente de Paulo e coordenador do evento, Cyro Rodrigues, os novos medicamentos têm maior rapidez de ação, são mais eficazes, com melhor resposta terapêutica e menos efeitos colaterais. Os especialistas que vamos receber são grandes estudiosos no assunto e irão apresentar os últimos resultados das pesquisas com esses novos medicamentos , adianta.

O debate sobre a terapia antitrombótica acontece no primeiro dia da Jornada Multidisciplinar, no qual os temas principais convergem para as condutas médicas em pacientes cardiopatas. A Jornada vai também contemplar outras especialidades na área das emergências médicas e cirúrgicas.

VI Jornada Multidisciplinar

Dias 08 e 09 de dezembro,das 8h às 18h,no Hospital São Vicente de Paulo - Centro de Convenções Irmã Mathilde,Rua Doutor Satamini, 333, Tijuca, Rio de Janeiro].Profissionais e gestores da área de saúde podem se inscrever na Jornada Multidisciplinar gratuitamente pelo telefone (21) 2563-2147 ou pelo e-mail comunicacao@hsvp.org.br.

Sexta-feira, 25.11.11

PORTAL DA SAÚDE

Dilma visita Into e diz que saúde pública de qualidade é possível

Acompanhada pelo ministro Padilha, presidenta visita novas instalações do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad, no Rio de Janeiro, cuja capacidade de atendimento será triplicada

A ampliação e modernização do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), no Rio de Janeiro, provam que é possível oferecer à população saúde pública gratuita, de qualidade e com excelência. A avaliação foi feita nesta sexta-feira (25) pela presidenta Dilma Rousseff, que, na companhia do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou e participou da inauguração das novas instalações do Into. O Instituto terá sua capacidade de atendimento ambulatorial e cirúrgico triplicada, podendo fazer até 19 mil cirurgias por ano.

Na visão da presidenta, o Into é também referência aos programas Viver Sem Limite, que tem como uma de suas linhas de atuação a oferta de saúde de qualidade às pessoas com deficiência, e ao recém-lançado Melhor em Casa, estratégia coordenada pelo Ministério da Saúde, que oferecerá atendimento domiciliar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Promove, ainda, a ampliação do atendimento e pesquisa na área de medicina esportiva, fundamental à realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016.

“Estamos diante de um dos momentos consagradores, porque aqui temos uma instituição de excelência. Esse instituto, padrão e parâmetro para o Brasil, mostra sobretudo que nós podemos e temos todas as condições de sempre buscar alcançar esse padrão de excelência”.

A presidenta salientou que o novo Brasil, que tende a ser cada vez mais um país de classe média, impõe a necessidade da oferta de serviços públicos de qualidade. E disse que é imperativo, nesse processo, e principalmente no momento de crise que o mundo atravessa, que se ampliem os investimentos em educação, ciência, tecnologia e inovação nas mais diferentes áreas, como saúde e energia.

“Chegar à quinta potência está ficando cada vez mais claro. Mas não queremos ser apenas a quinta potência, queremos ser um país sem pobreza, de classe média e com serviços de qualidade.”

Ao chegar ao Instituto, a presidenta Dilma Rousseff visitou a piscina destinada à fisioterapia e à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além do centro de reabilitação. Lá, ela conversou e observou a recuperação da menina Thayane Tavares Monteiro, que foi ferida no ataque à escola Tasso da Silveira, em Realengo, no último dia 7, e que está em tratamento fisioterápico no Into.

MEDICAMENTOS BIOTECNOLÓGICOS

Durante a visita da presidenta Dilma Rousseff às novas instalações do Into, o ministro Alexandre Padilha anunciou a construção de um parque tecnológico da Fiocruz, que contará com investimentos de mais de R$ 800 milhões. A parceria entre os governos federal e estadual e a Fiocruz resultará na ampliação em cerca de seis vezes da produção de vacinas e no início da produção de medicamentos biotecnológicos, atualmente importados de outros países a um alto custo.

“Essas parcerias público-privadas têm levado a uma economia de mais de R$ 350 milhões na compra de medicamentos. Ou seja, produzindo aqui no Brasil, trazendo tecnologia aqui para o Brasil, nós damos sustentabilidade financeira para o sistema poder ampliar o tratamento e o atendimento às pessoas e também combatendo o desperdício, gerando economia, e com isso também fazer ‘novos Intos’ como esse”, afirmou o ministro.

PORTAL DA SAÚDE

Ministério vai expandir complexo industrial da Saúde

Serão disponibilizados R$ 880 milhões para a construção de centro de biotecnologia de vacinas e fármacos, centro tecnológico de neurociências e ampliação do Instituto Vital Brasil

Nesta sexta-feira (25), o Ministério da Saúde assinou três acordos de cooperação que vão promover significativa expansão do complexo industrial da saúde brasileiro. Em cerimônia de inauguração do novo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde Alexandre Padilha anunciou a construção do Novo Centro de Processamento Final do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz, o lançamento do Centro Tecnológico em Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Sautec), e a ampliação das plantas produtivas do Instituto Vital Brasil (IVB). O ministério vai investir um total de R$ 880 milhões em todas essas iniciativas.

“Estamos fortalecendo a indústria nacional para ampliar a oferta de produtos estratégicos no Sistema Único de Saúde, diminuindo a dependência de laboratórios estrangeiros e a vulnerabilidade do SUS”, afirmou o ministro. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, explica que “as parcerias promoverão a redução do déficit na balança comercial em relação ao setor farmacêutico. E o Brasil se tornará mais competitivo no setor de biotecnologia uma vez que terá a condição de fornecer para o mundo os imunobiológicos, a partir da exportação da produção excedente do Instituto”.

Centro de Biotecnologia deve quadruplicar produção de vacinas

O governo do Estado do Rio de Janeiro vai ceder um terreno de 550 mil m2no distrito industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, para o novo centro de biotecnologia, que deverá quadruplicar a capacidade de produção de vacinas da Fiocruz para cerca de 600 milhões de doses por ano.

O novo centro vai gerar 700 novas vagas diretas de empregos e 3 mil indiretas. Além disso, a entrada da Fiocruz em mercados hoje controlados por empresas multinacionais — como o de anticorpos monoclonais para uso oncológico e doenças raras, autoimunes, degenerativas infecciosas, vacinas terapêuticas, entre outros — e aumenta as possibilidades de estabelecimento de parcerias para desenvolvimento tecnológico e transferências de tecnologia, e a competitividade do Brasil no setor de biotecnologia.

Considerada um “projeto verde”, a planta industrial terá painéis para aproveitamento de energia solar — que será convertida em eletricidade para as áreas administrativas —, reservatórios para captação de água da chuva, além de um cinturão verde no entorno do terreno, incentivando a biodiversidade local. Seu desenho atende aos requisitos da certificação internacional Leadership in Energy and Environmental Design (Leeds), concebida pela organização United States Green Building Council para construções consideradas sustentáveis. A previsão é de que em 2016 o NCPFI esteja pronto para operar.

Alta tecnologia na área da Neurociência

O Sautec será um centro de simulação virtual para capacitação no campo das neurociências, do mapeamento cerebral, de pesquisas neuromusculares e neurociências. Terá alto impacto no Plano para Pessoas com Deficiência, a partir da geração de tecnologias e conhecimentos de última geração no País.

O Sautec será o único centro do hemisfério sul a dispor da mais moderna tecnologia em ressonância magnética, a 7 Tesla, dedicada à neuroimagem. O centro também vai constituir uma rede estadual e nacional de pesquisa em doenças psiquiátricas e neurológicas. E pretende desenvolver novos arsenais terapêuticos para doenças psiquiátricas, neurológicas, fisiológicas e ortopédicas. Pretende ainda implementar parcerias público-privadas para análise, gestão e incorporação de novas tecnologias para atendimento às necessidades de saúde da população.

O Ministério da Saúde vai investir R$ 70 milhões em três anos (2012 a 2014). O Sautec conta também com apoio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e funcionará em área disponibilizada pelo INTO, com o qual manterá cooperação em nível assistencial.

Investimento de R$ 20 mi para fabricação de medicamentos estratégicos

Serão investidos R$ 20 milhões na ampliação das plantas produtivas do Instituto Vital Brasil (IVB) para desenvolvimento e produção de medicamentos estratégicos para o país. O ministério vai contribuir com R$ 10 milhões nos próximos dois anos, e o governo do estado do Rio com outros R$ 10 milhões.

A iniciativa está inserida no Programa de Modernização Produtiva e Gerencial de Produtores Públicos de Medicamentos e Imunobiológicos. Inicialmente será produzido o medicamento para doença de Alzheimer, Rivastigmina.

O ministério já tem Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) firmada com o IVB para desenvolvimento tecnológico de três medicamentos: o antirreumático Adalimumabe, a Octreotida (contra acromegalia) e a própria Rivastigmina. Estão envolvidos nestas PDPs, respectivamente, os seguintes laboratórios privados: PharmaPraxis, Laborvida/Hygeia e Laborvida/EMS.

PDPs

Ao todo, são 29 as parcerias para o desenvolvimento produtivo firmadas pelo Ministério da Saúde, que envolvem 32 laboratórios, sendo 10 laboratórios públicos e 22 privados nacionais e estrangeiros. Por meio dessas parcerias são produzidos 30itens de saúde (28 medicamentos, o DIU e um kit multidiagnóstico rápido). A produção de cinco desses medicamentos já começou: do antirretroviral Tenofovir, dos antipsicóticos Clozapina e Quetiapina, do relaxante muscular Toxina Botulínica e do imunossupressor Tacrolimo.

Os 29 acordos geram economia de R$ 400 milhões por ano. A economia de recursos com inovação tecnológica e melhor gestão de recursos envolve também vacinas – R$ 500 milhões por ano – e os ganhos de eficiência – R$ 800 milhões por ano, o que leva a uma economia geral de R$ 1,7 bilhão por ano no orçamento do Ministério da Saúde. Atualmente, são gastos R$ 4 bilhões por ano em compras públicas estratégicas, incluindo os produtos que envolvem PDPs, vacinas e estratégias de negociações para viabilizar o acesso.

PORTAL 180 GRAUS

Polo de Saúde de Teresina deve avançar nos próximos anos

Linhas de financiamento e políticas públicas para as empresas do setor de saúde foram alguns dos assuntos discutidos durante o Fórum Negócios em Saúde: Tendências e Oportunidades, realizado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae no Piauí.

O encontro, que aconteceu em Teresina, reuniu representantes de instituições financeiras, do Governo do Estado, da Prefeitura Municipal de Teresina, do Sebrae no Piauí e empresários do Polo de Saúde da capital.

“Precisamos unir as instâncias de governo e a iniciativa privada para que o desenvolvimento do polo aconteça de forma plena. A governança do setor é uma necessidade latente. Ações conjuntas contribuem para soluções mais eficazes, que beneficiam a todos”, comentou o diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Mário Lacerda.

O gerente de Negócios do Banco do Brasil, Robert Stênio, apresentou as soluções da instituição que podem ajudar na capitalização do setor. BB Giro Saúde, Proger Urbano Empresarial, Cartão BNDES, BB Crédito Empresa são algumas das linhas de crédito disponibilizadas para os empresários da saúde.

As soluções de crédito da Caixa Econômica Federal foram apresentadas pelo gerente de Atendimento Pessoa Jurídica da instituição, Antônio Cláudio da Silva, que destacou a necessidade de integrar ações para que o setor possa avançar. “Temos diversas linhas de crédito, que atendem a empresas de qualquer porte. As taxas de juros dependem da capacidade administrativa dos empreendimentos. A nossa parceria com a classe empresarial deve contribuir para que o mercado seja melhor, mais estruturado e pujante”, comentou Silva.

Já o gerente de Negócios de Micro e Pequenas Empresas do Banco do Nordeste falou do perfil da instituição como agente capitalizador, destacando as linhas de crédito trabalhadas atualmente.

Logo após o painel sobre linhas de financiamento, foram discutidas as políticas públicas para o Polo de Saúde. “Debater sobre as políticas para o segmento é uma forma de os empresários terem subsídios para planejar ações para os próximos anos. O Polo de Saúde é importante para a economia do Estado, por isso precisamos do empenho de todas as esferas no sentido de organizar o setor para alcançarmos melhores níveis de desenvolvimento”, disse o diretor técnico do Sebrae no Piauí, Delano Rocha.

O médico Telmo Mesquita, coordenador de Urgência e Emergência da Secretaria Estadual de Saúde, apresentou as políticas do Governo do Estado para a melhoria da saúde, destacando o trabalho que vem sendo feito nas unidades de atendimento para garantir o acesso do paciente aos serviços básicos e de alta complexidade.

As políticas da Prefeitura Municipal de Teresina foram apresentadas pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo da capital, Alexandre Magalhães. “Temos um projeto de sinalização e tráfego do Polo de Saúde. Pensamos também em construir um espaço específico para vans que circulam naquela área. O asfaltamento da vias, melhoria da iluminação e obras de saneamento também estão entre as prioridades da atual administração”, declarou o secretário.

Na ocasião, ocorreu ainda uma palestra sobre Governança Corporativa, com o consultor do Sebrae Nacional, Marcelo Henrique Silva. “Precisamos avançar e para isso é necessário um planejamento eficiente e integrado, com ações práticas, palpáveis, mensuráveis e realizáveis. A criatividade e a inovação também são essenciais nesse processo de mudanças”, destacou Silva.

INOVAÇÃO EM SAÚDE

Os empresários da saúde também participaram da Conferência Inovação em Saúde: Tendências, Desafios e Tecnologias Emergentes, uma ação do Projeto Polo de Saúde do Sebrae no Piauí.

O consultor internacional Guilherme Hummel proferiu palestra no evento, falando sobre as mudanças que ocorrem no setor de saúde a pelo menos três décadas. “Atualmente há um enorme descontrole dos fluxos de custeio na saúde. O poder público está cada vez mais frágil para resolver os problemas. A inflação para os insumos está em alta contínua. São problemas que se acumulam e que precisam ser resolvidos. Melhorar as habilidades para tratar as dificuldades é uma das ferramentas que podem contribuir positivamente nesse processo”, disse Hummel.

Entre as metas do Projeto Polo de Saúde do Sebrae no Piauí estão o aumento do faturamento em 30% e de pessoas ocupadas na clínicas médicas de 15% até 2013, além do avanço em 30% das práticas de gestão. Todas as ações são planejadas com base em diagnóstico elaborado pela instituição.

PORTAL G1

Proibida exigência de laudo para incluir bebê em plano

O Juízo da 5ª Vara Empresarial da Capital determinou que a Amil Assistência Médica Internacional deixe de exigir dos pais e mães de recém-nascidos laudo de nascimento para inscrever o filho como dependente em plano de saúde. Em caso de descumprimento, a empresa terá de pagar multa de R$ 10 mil por consumidor lesado.

A decisão foi tomada a partir da ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A determinação considerou que a conduta da ré "afigura-se, a princípio, abusiva, pois não tem respaldo na legislação, tampouco conta com a anuência da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar".

A decisão que deferiu a antecipação de tutela salientou ainda que "de acordo com o artigo 12, inciso III, b, da Lei 9.656/98, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência a saúde, basta que o pai ou a mãe apresente documento necessário à adesão do recém-nascido ao plano de saúde, qual seja, a certidão de nascimento, e que faça a inscrição dentro do prazo de 30 dias, para que o filho possa usufruir do plano de saúde".

REVISTA APÓLICE

Prêmio Abramge de Medicina 2011 divulga vencedores

A ginecologista Patrícia Pereira dos Santos Melli, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRPUSP) foi a vencedora da 17ª edição do Prêmio Abramge de Medicina de 2011, que teve como tema "HPV- Prevenção e Tratamento". O trabalho inédito de Santos Melli, com o título "Tratamento das Lesões Intra-epiteliais Cervicais de Alto Grau", consistiu em atendimento cirúrgico, acompanhamento dos casos e pesquisa realizada durante um ano com 97 mulheres da região de Ribeirão Preto, divididas em dois grupos: um portador do vírus HPV e outro que, além de ser portador do Papilomavirus humano, também era soro positivo para o HIV, o vírus da Aids.

Essas mulheres fizeram um tratamento cirúrgico ambulatorial para a retirada de lesões no colo do útero e foram acompanhadas durante um ano para se obter o resultado da pesquisa que, em linhas gerais, atesta que o citado tratamento deu muito bom resultado nos dois grupos. "Nossa proposta foi tratar a lesão causada pelo vírus HPV, que pode levar ao câncer de colo de útero, e constatar os resultados nos pacientes durante certo período", diz Patrícia Melli.

Segundo ela, o tratamento cirúrgico, chamado de cirurgia de alta frequência, permite a retirada da lesão causada pelo vírus, com anestesia local e em ambulatório, de modo menos invasivo. "O acompanhamento das pacientes em 12 meses comprovou que houve 99,6% de resposta considerada positiva, com cura e/ou melhora nas pacientes com HPV que não são portadores do vírus da Aids. E ainda entre aquelas pacientes que são portadoras do HIV e têm o HPV, os resultados somaram 89,1% de cura e/ou melhora", explica a ginecologista, para quem o tratamento é importante para se evitar o câncer de colo de útero, provocado pelo HPV.

"O objetivo do trabalho também foi checar se essa técnica de tratamento teria resultados diferentes entre as mulheres com HPV e aquelas portadoras do HPV e do HIV. E constatamos que, tanto um grupo como o outro conseguiram resultados importantes de melhora e cura", garante a doutora.

A Comissão Julgadora do Prêmio Abramge de Medicina, encarregada de apurar e conceder notas aos trabalhos deste ano, foi composta pelos médicos: Hilo de Moraes Ferrari, ginecologista e obstetra; Jair Monaci, vice - presidente da Abramge São Paulo, representante da Abramge na Câmara Técnica sobre o novo modelo de remuneração dos Hospitais, vice- presidente e responsável pela Administração Médica da Lincx Sistemas de Saúde; Alberto José Niituma Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida e diretor de Responsabilidade Social da Fiesp, além de coordenador do MBA Gestão de Programas de Qualidade de Vida da Universidade Corporativa Abramge; Luiz Antonio Pardo, professor de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC; e presidida por Alexandre Lourenço, presidente da Universidade Corporativa Abramge e da Abramge São Paulo.

Os Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo teve como ganhadora a jornalista Gabriela Meneses, do jornal O Povo de Fortaleza, que concorreu com jornalistas de todas as regiões brasileiras, com a reportagem "Estou com HPV. E agora?", uma série de quatro matérias de páginas inteiras publicada no dia 11 de setembro. A premiação será entregue em solenidade de encerramento das atividades da Abramge de 2011 no dia 30 de novembro, em São Paulo.

BAND.COM.BR

Saiba mais sobre doação de sangue

Nesta sexta-feira comemora-se o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. A cada dois minutos, um paciente necessita de transfusão sanguínea no Brasil, segundo a Fundação Pró-Sangue. De acordo com o Ministério da Saúde, a demanda por transfusão sanguínea vem crescendo no Brasil.

O aumento de 58,3% nos transplantes (de 2003 a 2009) e o crescimento da população estão entre os fatores que fazem o país precisar cada vez mais de sangue para transfusão, diz a pasta. São coletadas por ano 3,5 milhões de bolsas de sangue no Brasil, quando o ideal seria 5,7 milhões.

Abaixo, o clínico-geral Filippo Pedrinola, colaborador do Portal Minha Vida, comenta alguns mitos sobre a doação.

- Doar sangue emagrece: Não emagrece, nem engorda, nem vicia. A quantidade retirada por doação são 450 ml. Esse volume é reposto rapidamente pelo organismo, em cerca de um dia. Acontece apenas uma diminuição de volume. O doador é orientado a se hidratar e o sangue já é reposto.

- Quem tem tatuagem não pode doar sangue: Existe uma conduta bem estabelecida sobre isso. Quem tem tatuagem deve aguardar um ano depois de fazê-la para doar.

- Usuários de drogas não podem doar sangue: quem usou droga tem um impedimento chamado temporário. Usuário de drogas, pessoas que se expuseram ao risco de se contaminar com o HIV, devem aguardar um ano para doar. Entretanto, se for um usuário crônico de drogas ilegais injetáveis, ele não pode doar. Mesmo que a pessoa não conte durante a entrevista, o sangue retirado passa por uma avaliação antes da transfusão. Caso tenha algum tipo de contaminação, ele é descartado.

- Doar “afina o sangue”: Isso também é um mito. O sangue é um tecido vivo, que tem glóbulos brancos, vermelhos, plaquetas e plasma. Depois da doação, a medula repõe isso rapidamente.

- Pessoas com menos de 50 kg não podem doar sangue porque uma bolsa “faz falta” para o organismo delas: Existe uma concentração de anti-coagulante – o volume de sangue total retirado é proporcional ao peso. O volume da bolsa é padronizado em 400ml. Por isso, pessoas que têm menos de 50 kg não conseguem tirar a quantidade necessária de 9ml por quilo de gordura.

- Depois da doação a pessoa fica fraca: Não. Logo após doar a pessoa recebe um lanche e recomendações para se hidratar. No dia é aconselhado repouso, mas no dia seguinte já pode retornar à vida normal. No caso dos desmaios que podem acontecer com algumas pessoas essas são reações psicossomáticas. É um certo medo de tirar sangue, mas não há nenhuma reação pelo volume de sangue retirado.

- Quem doa sangue uma vez não pode nunca mais parar: Mito. Na verdade existe o máximo que a pessoa pode doar (no caso das mulheres a cada 90 dias, para os homens, 60). Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), se de 3 a 4% da população brasileira fosse doadora não teríamos problemas de estoque. Mas o número é pouco mais de 1%.

SAÚDE WEB

Dasa investe US$ 22 mi e adquire 70 equipamentos

Trata-se do maior investimento em equipamentos já realizado pela Dasa, que comprou 40 ultrassons, 19 tomógrafos de baixa radiação, dez aparelhos de ressonância magnética e um PET-CT

A Dasa, empresa que atua no segmento de medicina diagnóstica , investiu US$ 22 milhões para a aquisição de 70 equipamentos médicos destinados à modernização dos laboratórios Delboni Auriemo e Lavoisier, localizados em São Paulo. Trata-se do maior investimento em equipamentos já realizado pela Dasa, que comprou 40 ultrassons, 19 tomógrafos de baixa radiação, dez aparelhos de ressonância magnética e um PET-CT. Philips, GE e Siemens forneceram os equipamentos. As informações são do jornal Valor Econômico.

Segundo o diretor de operações de mercado privado e hospitalar da Dasa, Ronaldo Carvalho, nunca compramos tantos equipamentos de uma só vez. Ele diz que esse investimento foi feito com a finalidade de rentabilizar as unidades.

Uma ressonância magnética nova, por exemplo, é capaz de fazer 40 exames por dia, o dobro de uma máquina mais antiga, ressaltou.

De acordo com o presidente da Dasa, Marcelo Noll Barboza, com máquinas mais modernas a empresa também consegue atrair mais médicos, que agora trabalham diretamente nas unidades do laboratório,

A estratégia de rentabilizar as atuais unidades laboratoriais paulistas também ocorre porque atualmente é difícil encontrar em São Paulo áreas disponíveis para abrir novos pontos devido ao boom imobiliário. Além disso, as unidades em operação já têm um custo fixo.A partir do próximo ano a Dasa também pretende adquirir novos equipamentos para os laboratórios situados em Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador e Rio.

Paralelamente ao projeto de modernização, a companhia também tem planos de abrir 40 laboratórios em 2012. A expansão demandará investimento de aproximadamente R$ 200 milhões, cifra um pouco superior ao aplicado em 2011. De acordo com Barboza, foi feito um estudo onde constatou-se que há potencial no país para abertura de 120 novos pontos. Atualmente o laboratório conta com 518 unidades no país.

O presidente da companhia destacou que a meta para 2012 é manter a taxa de crescimento nas unidades ambulatoriais e hospitalares na casa dos 16%, taxa registrada no terceiro trimestre. No último balanço, a companhia registrou receita líquida de R$ 600 milhões, alta de 15% sobre 2010.

CORREIO DO BRASIL

Hospital e médica terão que indenizar por complicações em parto

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por maioria, manteve decisão que condenou, solidariamente, hospital e médica ao pagamento de indenização por dano moral e material a menor, vítima de diversas complicações durante seu parto, o que lhe causou danos cerebrais irreversíveis.

A sentença estabeleceu a condenação em R$ 46.729,19, a título de indenização por danos materiais, e R$ 20 mil, a título de indenização por danos morais. Além disso, determinou o pagamento de pensão mensal vitalícia, no valor equivalente a dez salários mínimos.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) confirmou a sentença, considerando que ficou demonstrada a negligência do hospital, que se manteve inerte e não acionou seus prepostos para realizar o parto emergencial na mãe da vítima, iniciado tardiamente pela médica que utilizava a estrutura do estabelecimento hospitalar.

Por isso, segundo o TJDF, hospital e médica devem responder solidariamente pelos danos causados à criança que nasceu com lesões de natureza física e neurológica irreversíveis.

No STJ, o hospital alegou que, “se existe o suposto erro alegado pela recorrida [menor], ele deve ser imputado exclusivamente à médica, única responsável pelo atendimento e pelo procedimento cirúrgico”.

Em seu voto, o relator, ministro Luis Felipe Salomão, destacou que, como a fundamentação da decisão do TJDF levou em consideração a culpa do hospital para o reconhecimento da responsabilidade civil, descabe a alegação de que “não existe responsabilidade objetiva na realização de serviços técnico-profissionais dos médicos que atuam nos hospitais”.

Segundo ele, “a hipótese dos autos, portanto, difere dos precedentes desta Corte, que afastam a responsabilidade objetiva do hospital, pois, naqueles julgados, as instâncias ordinárias não se basearam na responsabilidade subjetiva e na configuração de culpa do hospital”.

O número deste processo não é divulgado em razão de sigilo judicial.

AGENDA


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html


- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios e hospitais

Dia 9 de dezembro

Rua Augusto Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba - PR

(41) 3254-1772

www.fehospar.com.br

ana@fehospar.com.br

O Sindipar, Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba mais um curso de recepção médica para clínicas, consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro. As vagas são limitadas. Ha condições especiais para instituições associadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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