Leia
nesta edição:
- Coluna George Vidor
- ANS e Susep
trabalham para criar fundo de capitalização
para saúde
- Aids mata 9 pessoas por dia em SP
- Parto em
casa aumenta em três vezes risco de morte e
de problemas cerebrais em bebês
- Paulo Gadelha:
Desenvolvimento produtivo para a saúde
pública
- Lei Antifumo
reduziu concentração de monóxido
de carbono em mais de 70% nos ambientes fechados de SP
- Hospitais
de SP investem R$ 2,7 bilhões em expansão
- Cidade
do Ceará registra 11 casos de gripe suína
- Exames
de papanicolaou crescem 45% em São José do
Rio Preto, SP
- Prefeitura
de João Pessoa inaugura nesta segunda Unidade
de Saúde da Família no João Paulo II
- Trabalhador
demitido pode usar plano de saúde empresarial
por até dois anos
- Operadoras
dizem que vão analisar impacto das regras
- Menos de 1% foram vacinadas contra HPV
- Medicina
nuclear é realidade
no Amapá
- Especialistas
discutem novos medicamentos para o tratamento de doenças
coronarianas
- Dilma visita
Into e diz que saúde pública de
qualidade é possível
- Ministério vai expandir complexo industrial da Saúde
- Polo de
Saúde de Teresina deve avançar nos próximos
anos
- Proibida
exigência de laudo para incluir bebê em
plano
- Prêmio
Abramge de Medicina 2011 divulga vencedores
- Saiba mais
sobre doação de sangue
- Dasa investe US$ 22 mi e adquire 70 equipamentos
- Hospital
e médica terão que indenizar por complicações
em parto
Segunda-feira, 28.11.11
JORNAL O GLOBO
Coluna George Vidor
O Brasil
tem 46,6 milhões de pessoas assistidas por planos
de saúde privados, ou seja, 24,4% da população,
segundo o último levantamento da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS). O mais elevado índice
de cobertura é o de Vitória (75%), seguido por
São Paulo (59%), Rio (55,3%), Belo Horizonte (54,8%),
Curitiba (42,4%), Porto Alegre (49,4%) e Florianópolis
( 49,1%).
Por estado,
São Paulo (44,5%), Rio de Janeiro (37,4%)
e Espírito Santo (31,4%) têm os mais elevados índices
de cobertura por planos de saúde privados.
Nas regiões metropolitanas, a Grande São Paulo
(53%), a Grande Vitória (46,9%), o Grande Rio e a Grande
Belo Horizonte (ambas com 42%) estão no topo da lista.
No interior
do país, os planos de saúde estão
menos presentes, atendendo a 18,7% da população.
Os mais elevados índices de cobertura estão no
interior de São Paulo (39,1%), Espírito Santo (26,8%),
Rio de Janeiro (25,7%), Santa Catarina ( 22,3%) e Minas Gerais
(20,9%).
Tais índices e números não incluem os planos
puramente odontológicos
Com a perspectiva
de envelhecimento progressivo da população
- a idade média dos brasileiros hoje é de 31 anos
- a questão do atendimento à saúde está se
tornando cada vez mais crucial.
Por isso,
desde já, a ANS está estimulando as
pessoas a se envolverem em programas de prevenção
e vida saudável. As regras atuais da agência permitem
que os participantes que comprovadamente façam essa prevenção
obtenham descontos em suas mensalidades ou nas contrapartidas
que estão obrigados a pagar em planos coletivos.
A ANS também está bem avançada nos estudos
feitos juntamente com a Superintendência de Seguros Privados
(Susep) para encontrar uma fórmula que estimule os jovens
a aderir a planos de saúde. O objetivo é que as
contribuições feitas, quando jovens, os beneficiem
quando eles envelhecerem.
E quanto
mais jovens contribuindo para os planos de saúde,
maior é a possibilidade de se reduzir o valor médio
das contribuições, considerada ainda muito alta
no Brasil.
VALOR
ECONÔMICO
ANS
e Susep trabalham para criar fundo de capitalização
para saúde
Adriana Aguilar
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e
a Susep trabalham juntas para iniciar um fundo de capitalização
para o pagamento das despesas com planos de saúde. O produto
ainda não tem nome. Nas reuniões, está sendo
chamado de VGBL Saúde.
"Queremos que a população com plano de saúde
tenha condições de manter o pagamento no longo
prazo, principalmente, no momento de redução da
renda em função dos custos crescentes dos planos
com o avanço da idade e da limitada renda do aposentado",
explica a gerente geral da área econômico-financeira
e atuarial dos produtos da ANS, Rosana Neves.
As pessoas
acumulariam dinheiro no produto de previdência
Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) para o pagamento
da mensalidade do plano de saúde na idade mais avançada.
E como motivar
os jovens a poupar no VGBL Saúde? A proposta
para atrair a atenção das pessoas e empresas seria
livrar o produto do imposto de renda. O fundo receberia contribuições
de empresas e de trabalhadores em atividade. Mesmo as pessoas
jurídicas não teriam encargos sobre a contribuição
feita ao VGBL Saúde dos trabalhadores.
Segundo Rosana
Neves, o projeto ainda passa por discussões
técnicas como, por exemplo, definir se os rendimentos
do VGBL Saúde serão isentos do Imposto de Renda
(IR) ou não haverá incidência do tributo
sobre o rendimento acumulado. Outra dúvida técnica
refere-se ao momento do resgate ou benefício do produto:
poderá ser feito após a aposentadoria do titular
do produto ou após um determinado período de acumulação?
Também não está definido se a proposta tramitará por
meio de um projeto de lei. "São assuntos que estão
sendo estudados para operacionalizar o produto", afirma
Rosana.
A terceira
reunião do grupo para a discussão do
assunto está agendada para o final de 2011. Dentro da
agenda regulatória da ANS, grande parte dos projetos será encerrada
em 2012. "A expectativa é de que a finalização
do VGBL Saúde também ocorra em 2012", diz
Rosana Neves.
Na avaliação do o vice-presidente da Federação
Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Renato
Russo, também vice-presidente de Vida e Previdência
da SulAmérica, o VGBL Saúde seria uma forma de
poupança para a saúde, especialmente, para aqueles
que têm baixa renda. "O produto trará vantagens
com o passar dos anos. Quanto maior o período de acumulação,
maior será o volume de recursos acumulados sem a incidência
do imposto", afirma Russo.
O Brasil
tem 62,27 milhões de beneficiários de
planos médicos, hospitalares e odontológicos. Isso
representa a fatia de 33% da população do país
com 190 milhões de habitantes. No atual cenário,
há potencial para mais segurados, principalmente considerado
que a classe C tem acessado mais aos planos de saúde.
Hoje, os planos seguem o regime financeiro mutualista. Por meio
dele, todos pagam a mensalidade. A receita do total de prêmio é usada
para o pagamento das despesas médicas, sem acumulação
de valores.
Desde 2009,
a Fenaprevi aguarda a análise da minuta de
um projeto, listando dois produtos de previdência para
acumulação de recursos na área de saúde
e na de educação. Ambos os produtos ficariam livres
do IR sobre a rentabilidade acumulada nos planos, desde que os
recursos fossem aplicados na saúde e na educação.
No entanto, com o interesse da ANS sobre o plano de previdência
voltado à saúde, optou-se pela separação
do encaminhamento dos temas educação e saúde
presentes no projeto da Fenaprevi.
No começo deste ano, a ANS lançou uma agenda regulatória
com itens prioritários para o setor de saúde. A
agenda é composta de nove eixos. Um deles é o estudo
de modelos de financiamento do setor de saúde. O assunto é uma
das prioridades da agenda regulatória da agência.
PORTAL UOL
Aids mata 9 pessoas por dia em SP
Em 2010,
a Aids matou 8,6 pessoas por dia, em média,
no Estado de São Paulo. É o que aponta o mais novo
balanço da Secretaria de Estado da Saúde com base
no boletim epidemiológico do Programa Estadual de DST/Aids.
Foram 3.141 óbitos no Estado no ano passado, o que representou
taxa de mortalidade de 7,6 mortes por 100 mil habitantes. Em
2009, o índice de mortalidade por Aids foi de 7,9. Em
relação a 1995, quando houve 7.739 óbitos
pela doença, a taxa de mortalidade caiu 67% no estado.
O boletim
aponta também que, apesar da redução
no número absoluto de casos desde a segunda metade da
década de 1990, a proporção de infecções
em homens que fazem sexo com homens cresceu 52,4% entre 2000
e 2010. Entre os heterossexuais esse crescimento foi de 30,5%,
enquanto entre os usuários de drogas injetáveis
houve queda de 73,2%.
A incidência de Aids no estado caiu pela metade na última
década. A razão de casos vem se mantendo em dois
masculinos para cada um feminino. A faixa etária predominante
dos casos da doença é a de 30 a 39 anos, com incidência
de 32 por 100 mil habitantes.
"Embora a epidemia de Aids tenha mudado seu perfil desde
o seu início, ainda há forte concentração
de casos notificados entre homens que fazem sexo com homens,
além de aumento proporcional de infecção
entre os heterossexuais. O sexo seguro, com uso de preservativo,
ainda é a melhor forma de proteção contra
o vírus”, diz Maria Clara Gianna, coordenadora do
Programa Estadual de DST/Aids.
Desde o início da epidemia, em 1980, até junho
deste ano foram registrados 212.271 casos de Aids em todo o Estado.
O GLOBO ONLINE
Parto
em casa aumenta em três vezes risco de morte e de
problemas cerebrais em bebês
Pesquisa feita no Reino Unido comparou os nascimentos feitos
em casa, em hospitais e em unidades que usam parteiras
Filhos de
mães de primeira viagem que se decidem pelo
parto em casa são quase três vezes mais propensos
a morrer ou ter problemas cerebrais, afirma um amplo estudo sobre
o assunto. A pesquisa também descobriu que as unidades
de maternidade nos hospitais são os locais mais seguros
para as mulheres terem seus primeiros bebês.
Concluiu-se
que essas mães eram 28 vezes mais propensas
a sofrer sérios problemas em casa do que nos hospitais.
Eles incluíam a morte das crianças e danos nos
braços e ombros, informa reportagem do “Daily Mail”.
Quase metade das mulheres que escolhem dar a luz em casa teve
que ser transferida para um hospital por causa de complicações.
Essas emergências requerem atenção médica
intensa, e estão ligadas a traumas durante o parto, ou
a complicações que privaram os bebês de oxigênio,
podendo causar danos cerebrais.
O estudo
também
descobriu que 36% das mulheres em unidades de parto - unidades
de maternidades fora dos hospitais que usam
parteiras - tiveram que ser transferidas para o hospital quando
os problemas surgiram.
Tony Falconer, presidente do Royal College de obstetras e ginecologistas
no Reino Unido, disse ao Daily Mail:
- Esse estudo
mostrou que mães de primeira viagem que
desejam ter o bebê em casa têm um aumento do risco
para seus bebês, o que levanta questões sobre o
local certo para essas mulheres fazerem o parto. Além
disso, essa taxa de transferência de 36% traz uma série
de outras preocupações.
O estudo,
publicado no "British Medical Journal",
comparou dados de 65 mil mulheres consideradas como de baixo
risco de complicações que planejaram dar a luz
numa maternidade num hospital, numa unidade médica liderada
por uma parteira ou em casa. O professor Peter Brocklehurst,
que liderou a pesquisa na Universidade de Oxford, acredita que
as mães deveriam poder escolher onde ter seus filhos:
- Há um aumento do risco quando mães de primeira
viagem planejam ter seus bebês em casa, mas as ocorrências
ainda são incomuns.
Problemas
sérios são raros para bebês cujos
partos foram planejados numa unidade de maternidade, ocorrendo
apenas 3,5 vezes para cada mil partos. Mas a pesquisa mostra
que a taxa sobe para 9,5 por mil bebês, se o parto for
feito em casa.
Domingo, 27.11.11
JORNAL O DIA
Paulo
Gadelha: Desenvolvimento produtivo para a saúde
pública
Presidente
da Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Parte do
sistema de proteção social e fonte de
geração de riqueza, a saúde, a ciência
e a tecnologia são fundamentos para o desenvolvimento
social, o crescimento econômico, a geração
de emprego e renda e a democratização de oportunidades.
Investir
na capacitação tecnológica e produtiva
nacional é ação estratégica para
a formulação de políticas públicas
com vistas ao aprimoramento do Sistema Único de Saúde
(SUS) e à melhoria da qualidade de vida da população
brasileira.
Uma conquista
recente tem sido o estabelecimento de parcerias público-privadas para a saúde, firmadas entre a
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a indústria
farmacêutica internacional. São acordos de transferência
de tecnologia que visam à nacionalização
da produção de insumos de saúde, de forma
a reduzir a dependência internacional e os altos custos
para os cofres públicos.
Alguns exemplos
são os acordos firmados com o laboratório
alemão Boehringer Ingelheim e com a empresa Bristol-Myers
Squibb para a produção de medicamentos para doença
de Parkinson e Aids, respectivamente. A previsão é que
a Fiocruz assuma a produção dos fármacos
em cinco anos — o que significará uma economia de
R$ 700 milhões para o país. Mais uma ação
decisiva é a fabricação de uma combinação
4x1 para tuberculose, com o objetivo de ampliar a adesão
ao tratamento e reduzir as taxas de abandono.
O controle
de vetores também é beneficiado pelas
parcerias público-privadas. Em dois anos, uma empresa
nacional colocará no mercado um bioinseticida desenvolvido
pela Fiocruz para combater mosquitos transmissores da dengue,
malária e filariose, três das principais doenças
tropicais que matam milhares de pessoas todos os anos no Brasil.
AGÊNCIA
BRASIL
Lei
Antifumo reduziu concentração de monóxido
de carbono em mais de 70% nos ambientes fechados de SP
Flávia
Albuquerque
Depois de
dois anos e três meses em vigência, a
Lei Antifumo, que proíbe o uso de tabaco em ambientes
fechados em todo o estado de São Paulo, reduziu em 73%
a concentração do monóxido de carbono, substância
nociva produzida pelo cigarro nesses locais. Segundo o Centro
de Vigilância Sanitária do Estado de São
Paulo, cerca de 500 mil estabelecimentos foram fiscalizados neste
período e 99,8% estão cumprindo a lei estadual.
Nos ambientes parcialmente fechados a queda foi 60% e nos abertos
61%.
A queda também aparece no organismo de 600 trabalhadores.
Entre os não fumantes a diminuição do monóxido
de carbono no organismo foi 49,2% e nos não fumantes 27,2%. “A
lei foi uma grande vitória da saúde pública
e se isso se reproduzir no Brasil todo, certamente será bom.
Atualmente pelo menos sete pessoas não fumantes morrem
no país devido à exposição involuntária
no ambiente”, disse a diretora do Centro de Vigilância
Sanitária, Maria Cristina Megid.
A lei pode
ser estendida para todo o Brasil, já que o
Senado aprovou essa semana uma medida provisória que proíbe
o fumo em ambientes fechados e até a existência
de áreas destinadas a fumantes. A determinação
valerá a partir da sanção da presidenta
Dilma Rousseff.
Segundo Maria
Cristina, a Lei Antifumo é aprovada por
83% dos fumantes de São Paulo, o que indica que eles aderiram
voluntariamente à determinação. Entre a
população, toda a nota média para a lei é de
9,2, já que 91% da população consideram
a lei boa ou ótima. Quarenta e dois por cento dos fumantes
passaram a fumar menos em decorrência da lei. “Teve
um trabalho intenso de conscientização da população
sobre os males do cigarro e da fumaça, que não é só incômoda,
mas leva a riscos graves para a saúde. Levamos essa informação
para a sociedade e o que percebemos é que ela passou a
cobrar que o ambiente seja livre de tabaco”, afirmou Maria
Cristina.
Para a diretora,
a mudança de comportamento da população
paulista foi o grande ganho da lei, porque passou a ser natural
não haver ninguém fumando em ambiente fechado e
que os cidadãos incorporaram a lei aos seus hábitos
e ao que consideram um direito e um exercício da cidadania. “Se
tem uma pessoa que fuma ela levanta e vai fumar lá fora.
Muitos fumantes dizem que foram a lugares onde não há a
lei e não conseguiram fumar em local fechado”.
Maria Cristina
destacou que logo após a lei ser sancionada
em maio de 2009, a grande discussão era se a lei invadia
e acabava com a liberdade de escolha da população,
mas aos poucos foi se revelando que não. “O que
estamos fazendo é promover a saúde da população,
trabalhando com a prevenção. A partir do momento
em que o Estado tem a consciência de que há uma
causa de doenças e mortes que podem ser evitadas é dever
do Estado legislar a favor da saúde”.
Entre os
proprietários de estabelecimentos, 67% disseram
não terem notado diferença no movimento, 15% disseram
que aumentou e 18% que diminuiu. Entre aqueles que disseram não
ser difícil controlar os fumantes estão 66%, os
que contrataram vigias foram 17% e 17% disseram que os fumantes
são insistentes. “O tempo de permanência no
ambiente também não mudou com 70% dos proprietários
afirmando isso. Os que disseram que os clientes ficam menos tempo
foram 15%. Isso indica que os estabelecimentos não perderam
clientela, um dos medos dos proprietários com a lei”,
disse.
FOLHA DE S.PAULO
Hospitais
de SP investem R$ 2,7 bilhões em expansão
Débora
Mismetti
Onze instituições privadas terão mais 1.170
leitos nos próximos quatro anos
Aumento do
número de pessoas com plano de saúde
tem levado a altas taxas de ocupação e espera nos
hospitais
Onze dos
principais hospitais privados da capital paulista terão
investimentos de R$ 2,7 bilhões ao longo dos próximos
cinco anos.
Contando
a partir da abertura do novo prédio do Hospital
e Maternidade Santa Joana, no Paraíso, no início
deste mês, serão cerca de 1.230 novos leitos até 2015
e mais 245 mil m2 construídos.
O investimento é acompanhado por mais descentralização
de serviços, com novas unidades separadas para exames
e atendimento ambulatorial especializado.
O maior investimento é do Hospital Israelita Albert Einstein,
que sozinho responde por R$ 920 milhões. A maior parte
desse valor deve ser aplicada na expansão da principal
unidade do hospital, a do Morumbi, a ser concluída em
2014. Já em 2012, será aberta uma nova unidade
em Alphaville.
O Hospital
Sírio-Libanês é o segundo que
mais vai gastar, ao dobrar suas instalações na
Bela Vista, região central de São Paulo, até meados
de 2013.
Outras instituições, incluindo hospitais que atendem
pacientes com planos de saúde intermediários, também
estão em obras.
De acordo
com Luiz Henrique de Almeida Mota, presidente da Associação
Nacional de Hospitais Privados, o aumento do número de
beneficiários dos planos, especialmente na classe média,
tem pressionado os hospitais.
"Em São Paulo, quase 50% da população
tem plano de saúde. Na década passada, não
chegava a 30%. Isso trouxe uma nova realidade para hospitais
privados", diz ele.
Segundo dados
da ANS (Agência Nacional de Saúde
Suplementar), o número de beneficiários de planos
na cidade de São Paulo subiu de 5,7 milhões em
2000 para 6,7 milhões em 2010.
Essa nova
realidade inclui pronto-socorro lotado e taxas de ocupação
acima dos 80%.
Jorge Bacha,
superintendente de operações do HCor
(Hospital do Coração), diz que as altas taxas de
ocupação dificultam a gestão do hospital.
O estacionamento, com 70 vagas, vive cheio. A solução
foi erguer um prédio em frente ao principal, com mais
45 leitos e 142 vagas de estacionamento, que deve ficar pronto
em 2012.
CÂNCER
O atendimento
a pacientes com câncer é prioridade
para os hospitais. O HCor deve abrir em 2014 uma unidade só para
oncologia, com centro de reabilitação, consultórios
e exames.
O Hospital
Santa Paula, na zona Sul, com clientela majoritariamente nas
classes B e
C, vai abrir, no fim de 2012, um centro de oncologia
em frente ao seu prédio atual.
George Schahin,
presidente do hospital, afirma que o envelhecimento da população, além do maior acesso a planos
de saúde, tem aumentado a demanda. "Reformamos o
hospital inteirinho nos últimos três anos. A população
está exigente. Quem presta serviços deve melhorar."
PORTAL IG
Cidade
do Ceará registra 11 casos de gripe suína
A Secretaria
da Saúde do Ceará (Sesa) confirmou
11 casos de gripe H1N1 (gripe suína) no município
de Pedra Branca, a 258 quilômetros de Fortaleza. Todos
os pacientes são estudantes de uma escola agrícola
da cidade.
A Sesa informou
que foi comunicada sobre o surto do vírus
na quarta-feira e enviou profissionais para a cidade localizada
no sertão central cearense para investigar os 91 casos
suspeitos. Os exames do Laboratório Central de Saúde
Pública (Lacen) confirmaram os 11 casos da doença
na sexta-feira.
Todos os
pacientes estudam na Escola Estadual de Educação
Profissional (EEEP) Antônio Rodrigues de Oliveira. A Secretaria
da Saúde divulgou que o surto pode ter sido provocado
por uma pessoa da cidade que teve contato com um paciente infectado
pelo vírus no Estado de São Paulo.
Os estudantes
infectados pelo vírus - também conhecido
como gripe A - estão sendo acompanhados e monitorados
pelas vigilâncias epidemiológicas da Sesa e da Secretaria
de Saúde Municipal de Pedra Branca.
Pedra Branca
tem 43 mil habitantes. Este ano, 17 mil moradores da cidade
receberam
a vacina do governo contra gripe. Cerca de
94% das crianças com menos de 1 ano e 95% dos idosos foram
vacinados, segundo a Sesa.
PORTAL G1
Exames
de papanicolaou crescem 45% em São José do
Rio Preto, SP
A quantidade
de exames de papanicolaou, preventivo de câncer
de útero, realizados em São José do Rio
Preto, interior de São Paulo, aumentou 45,52% em relação
a 2010.
Segundo dados
da Secretaria de Saúde da cidade, neste
ano, de janeiro a outubro, foram realizados 28.689 exames, número
superior ao ano todo de 2010 quando foram realizados 26.280 exames.
A média mensal é de 3.187 contra 2.190 no ano passado.
Segundo o
diretor de Atenção Básica da
Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto,
Luiz Fernando Gonçalves Borges, as campanhas de prevenção
ajudaram na ampliação dos números. “O
exame é muito importante, pois aumenta as chances de descobrir
o câncer rapidamente e ajuda no tratamento da mulher em
caso de diagnósticos positivos”, explica.
Dados do
Ministério da Saúde revelam crescimento
nesse tipo de exame em todo o país, sendo 5,6 milhões
de mulheres examinadas somente no primeiro semestre. Nos últimos
10 anos, segundo levantamento do programa de Saúde da
Mulher, a doença causou o óbito de 103 mulheres
no município.
Sábado,
26.11.11
PB AGORA
Prefeitura
de João Pessoa inaugura nesta segunda Unidade
de Saúde da Família no João Paulo II
PMJP
inaugura nesta segunda Unidade de Saúde da Família
no João Paulo II
Um equipamento
que vai beneficiar cerca de quatro mil famílias
será entregue à população do bairro
João Paulo II na segunda-feira (26). A Prefeitura Municipal
de João Pessoa (PMJP) inaugura a Unidade de Saúde
Integrando Vidas (USF) no bairro com objetivo de melhorar a qualidade
do atendimento fornecido à comunidade.
Thais Mattos,
gerente de Atenção Básica à Saúde
da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), destacou que aproximadamente
16 mil pessoas serão beneficiadas com a inauguração
da Unidade de Saúde. "A inauguração
da Unidade de Saúde Integrando Vidas é fruto do
trabalho da Secretaria de Saúde de João Pessoa
em parceria das comunidades do Nova República, Citex,
João Paulo II e Funcionários II 1ª etapa,
que participaram de forma ativa das discussões das prioridades",
destacou Thais.
A gerente
ressaltou que foram gastos aproximadamente um milhão
de reais apenas com a construção da obra, além
de mais de R$ 200 mil em equipamentos. Na unidade, serão
oferecidas consultas médicas, de enfermagem e odontológicas.
No local serão instaladas salas de curativo equipada e
de observação com verificação de
sinais vitais, bem como serão fornecidos exames de citologia
oncótica, nebulização, atividades coletivas
de educação em saúde, atividades de promoção
e prevenção da saúde, visitas domiciliares,
marcação de consultas e exames "on-line”,
vacinação, eletrocardiograma e raio X odontológico.
Até o final do ano, está para ser inaugurada uma
nova USF no bairro do Grotão. Até o próximo
ano, outras nove unidades de saúde da família que
já se encontram em obras serão inauguradas em João
Pessoa. "Desde de 2005 a SMS vem estruturando a rede de
saúde com finalidade de qualificar o cuidado aos usuários,
ampliando as ações da Atenção Básica
na busca da estruturação das linhas de cuidado,
dando mais possibilidades de maior resolutividade e o cuidado
integral", afirmou Thais.
ESTADÃO.COM.BR
Trabalhador
demitido pode usar plano de saúde empresarial
por até dois anos
Fernanda Bassette
Regra atualizada
pela ANS prevê que ex-empregado terá de
arcar com o valor integral da parcela e contará com as
mesmas coberturas; aposentados que trabalharam por mais de dez
anos na empresa poderão permanecer no plano pelo tempo
que quiserem.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou
uma resolução que assegura aos trabalhadores demitidos
sem justa causa o direito de continuarem como beneficiários
do plano de saúde que tinham na empresa, com as mesmas
coberturas, desde que eles já contribuíssem com
parte do valor e passem a pagar o valor integral das parcelas.
Os empregados
demitidos poderão permanecer no plano de
saúde por um período equivalente a um terço
do tempo em que foram beneficiários na empresa, respeitando-se
o limite mínimo de seis meses e máximo de dois
anos. No entanto, a regra não se aplica para ex-empregados
que não contribuíam com o pagamento do plano de
saúde.
A nova norma
garante ainda o direito de os aposentados que contribuíram
por mais de dez anos permanecerem no plano pelo tempo que quiserem,
também com a exigência de que assumam o pagamento
integral das parcelas. Quando o período for inferior a
dez anos, cada ano de contribuição dará direito
a um ano no plano coletivo depois da aposentadoria. As regras
valerão em 90 dias.
Portabilidade.
Uma das novidades da nova regra é o direito
de o demitido ou o aposentado fazerem a portabilidade do plano
para outras operadoras. A portabilidade garante a mudança
de plano sem cumprir carências.
Segundo Carla
Soares, diretora adjunta de normas e habilitação
de produtos da ANS, até agora, essas pessoas não
tinham direito à portabilidade porque eram clientes de
planos empresariais. Assim, quando terminava o prazo em que elas
poderiam ser mantidas no plano elas teriam de adquirir um novo
plano, cumprindo novas carências.
"Esse é um direito que estamos garantindo ao trabalhador,
que antes não tinha essa alternativa disponível",
diz Carla.
Para Rosana
Chiavassa, advogada especializada em direito do consumidor
e saúde, apesar da boa intenção,
a portabilidade não é eficaz para aposentados. "Dificilmente
eles conseguirão um plano equivalente pelo mesmo preço
que pagavam no plano empresarial. Com o tempo, esses aposentados
vão acabar abandonando os planos por não terem
condições de pagar", diz.
Reajuste único. Outra mudança da resolução
leva em consideração a forma como é calculado
o reajuste dos planos em que são mantidos os demitidos
e aposentados. Isso porque a norma atual permite que as empresas
contratem um plano de saúde diferente para manter a carteira
de funcionários demitidos e aposentados.
Assim, a
negociação de reajuste acontecia separadamente,
levando em consideração o número de vidas
em cada contrato, o que gerava reajustes mais altos entre aposentados/demitidos.
Segundo Carla,
a nova norma muda a forma de cálculo e
passa a exigir que a negociação de reajuste tenha
como base todos os planos de ex-empregados na carteira da operadora
- o que, em tese, diluiria os custos.
"Por exemplo: em vez de a operadora calcular o reajuste
com base em 30 vidas de uma única empresa, o que pode
significar um aumento muito alto, ela terá de somar todas
as vidas de planos de aposentados e chegar a um valor de reajuste único.
Assim, a gente dilui o risco", diz.
Para Rosana,
teoricamente a ideia é boa e reduz um pouco
o risco de reajuste excessivo, mas não é a forma
de resolver o problema dos aposentados. "O justo e ideal
seria fazer o cálculo de reajuste igual para todo mundo,
independentemente se é ativo ou aposentado. Mesmo que
dilua o reajuste entre vários aposentados, o valor será maior
porque eles usam mais o plano", avalia.
Para o advogado
Alan Skorkowski, especializado em saúde,
a resolução é positiva para o consumidor. "Ela
abre a possibilidade de portabilidade, que antes não existia,
e ainda dilui o reajuste, melhorando a situação
para pequenas e médias empresas."
ESTADÃO.COM.BR
Operadoras
dizem que vão analisar impacto das regras
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge),
que representa cerca de 240 operadoras de planos de saúde
no Brasil, convocou uma reunião para segunda e terça-feira
da próxima semana para discutir as novas regras da resolução
da ANS publicadas ontem.
Segundo Arlindo
de Almeida, presidente da associação,
as operadoras dos planos ainda não tiveram tempo de avaliar
as regras e chegar a uma posição definitiva sobre
as mudanças, por isso não seria possível
comentá-las com detalhes.
Almeida disse,
por exemplo, que não sabe se todas as
operadoras de planos de saúde terão como separar
em 90 dias todas as carteiras de aposentados e demitidos para
fazer o cálculo de reajuste de forma unificada. Até agora
esse cálculo era feito individualmente com cada empresa.
"Temos um técnico atuarial que faz o cálculo
dos custos das carteiras de aposentados. Precisamos saber dele
se será possível fazer o cálculo dessa forma
e se isso não vai gerar um custo muito elevado para as
operadoras", afirmou.
FOLHA DE S. PAULO
Menos de 1% foram vacinadas contra HPV
A rede privada é responsável hoje por grande parte
das doses de vacina contra HPV aplicadas no país.
Segundo a
MSD, empresa que fabrica uma forma da vacina, ela não
atinge 1% das mulheres que deveriam ser imunizadas no Brasil.
Em alguns
Estados e municípios, a oferta pública
da vacina tem ocorrido. A prefeitura de Campos (RJ), por exemplo,
passou a imunizar meninas de 11 a 15 anos no ano passado. Já o
Estado do Rio foi instado a organizar um programa de vacinação
contra o HPV após a aprovação de uma lei
estadual.
A estratégia de vacinação e os métodos
para acompanhar sua eficácia devem ser definidos até o
meio de 2012, diz o superintendente de Vigilância Epidemiológica
e Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde do Rio, Alexandre
Chieppe.
"Ainda é um problema saber como vai ser feito o
acompanhamento da efetividade da vacina. E não sabemos
quais os subtipos mais comuns", disse.
Em parecer
técnico feito em julho pelo Ministério
da Saúde contra a aprovação de um projeto
de lei para oferta da vacina, o governo aponta a mesma preocupação: "Um
programa específico para o HPV exigirá suporte
laboratorial para identificação e monitoramento
da circulação dos diversos tipos de HPV no país,
ainda não disponível no SUS."
JORNAL DO DIA
Medicina
nuclear é realidade
no Amapá
A implantação de novos serviços de saúde
começam a tirar do Amapá a triste imagem de lugar
onde a modernidade e avanços alcançados pela medicina
passam distante causando a morte precipitada de pessoas. A partir
da próxima semana serviços de Ressonância
Nuclear Magnética de Alto Campo e Cintilografia com Gama
Câmera Dual Cam, estarão disponíveis no Instituto
de Neurologia do Amapá-INNEURO para diagnóstico
precoce de doenças como o câncer e acompanhamento
de sua evolução. Este equipamento de medicina nuclear é o
quinto desse porte a ser instalado no Brasil e é considerado
atualmente o melhor já fabricado no mundo.
Os serviços de ressonância nuclear estudam o sistema
nervoso, todo o corpo humano, incluindo mamas e o coração,
com mais sensibilidade e sem uso de substâncias que possam
comprometer a segurança do paciente. O aparelho de Ressonância
Magnética vai avaliar a estrutura e as funções
de cada órgão com riqueza de detalhes até então
nunca possibilitados no Amapá. Estamos investindo no que
há de mais moderno em medicina nuclear, nossa intenção é trabalhar
para que mais pessoas tenham acesso a esses serviços através
do SUS , diz o neurocirurgião Alejandro Cadena, diretor
da INNEURO.
A oportunidade
de ter no Amapá uma alternativa para o
tratamento de câncer é considerada pela equipe de
profissionais do Instituto como uma conquista. Hoje vítimas
da doença têm que se deslocar para outras cidades
o que resulta em uma série de transtornos que interferem
no estado emocional e financeiro do paciente e familiares. Com
a Cintilografia o especialista poderá fazer um diagnóstico
preciso e precoce para detectar o câncer, evitando que
seja descoberto quando está em estado avançado.Outro
mal que acomete muitos amapaenses, as doenças pulmonares,
têm no novo serviço a possibilidade de amenização
do sofrimento.
Com a Ressonância Nuclear, inaugura também o novo
sistema de gerenciamento de clínicas, conhecido como RISS
e PACS. Com ele será possível distribuir e compartilhar
imagens geradas pelo parque tecnológico do INNEURO para
conhecimento dos médicos, criando um grande Centro de
analise de informações e Laudos médicos.
Apenas duas grandes clinicas no Norte do pais possuíam
tal tecnologia, que vai dinamizar, agilizar e melhorar o atendimento,
minimizando possibilidade de erros.
A qualidade
do serviço que será prestado é reconhecida
pelos amapaenses e pacientes de outros estados que procuram o
Instituto. Há 25 anos prestando serviço no Amapá,
a INNEURO entra na história da medicina local como pioneira
na implantação de tecnologia. Foi ela quem aposentou
a angiografia cerebral trazendo a hoje já desatualizado
tomografia computadorizada. Desde então, a cada 5 anos
inova e coloca o empreendimento entre os melhores dos Brasil.
A equipe atende cerca de 140 pacientes semanalmente e é o
maior investimento em saúde no estado sempre com respeito
ao paciente.
PÚBLICO-PRIVADO
Pessoas de
todas as classes têm acesso aos serviços
especializados da INNEURO através da parceria com o Governo
do Estado que disponibiliza através do Sistema Único
de Saúde-SUS, o atendimento no Hospital de Emergência.
Os usuários de planos de saúde também são
beneficiados. A implantação do sistema foi autorizada
pela Comissão Nuclear, responsável por impedir
ou autorizar o funcionamento. Alejandro Cadena aposta na compreensão
por parte do Governo estadual para que seja ampliada a prestação
de serviço da INNEURO em hospitais do Amapá. As
conversas estão acontecendo, sei do compromisso que este
governo tem para que a saúde do amapaense melhore, acredito
que em breve os hospitais estarão melhor aparelhados ,
disse Cadena.
PROFISSIONAIS CAPACITADOS
Para atender
os pacientes, a equipe é constantemente
capacitada em cursos de aperfeiçoamento em centros especializados.
A equipe da INNEURO é considerada a melhor e mais preparada
para atendimento de pacientes de qualquer doença e em
qualquer estágio. A preocupação com a atualização
faz com que todos passem por treinamento em centro especializados
dentro do Brasil e em outros países. Junto com o neurocirurgião
Alejandro, os doutores Dorismar Barbosa e Paulo Carvalho comandam
a equipe de profissionais formada por cerca de 40 pessoas.
Atualmente
o INNEURO possui um parque tecnológico de
imagem composto por 5 equipamentos de Tomografia computadorizada
(sendo três destinados ao Serviço publico), dois
aparelhos de ressonância nuclear magnética , um
de cintilografia e Medicina Nuclear Dual Cam, além de
equipamentos de mapeamento cerebral, eletroencefalografia digital,
polissonografia, eletroneuromiografia, sistema de transporte
de ambulância UTI e atendimento clinico e cirúrgico
dos pacientes com patologia neurológica. A partir desta
segunda-feira, 28, a INNEURO coloca à disposição
da população seus serviços (da Assessoria
de Comunicação).
REVISTA FATOR BRASIL
Especialistas
discutem novos medicamentos para o tratamento de doenças
coronarianas
Para debater
sobre os mais recentes medicamentos lançados
pela indústria farmacêutica para tratamento de pacientes
de síndrome coronariana aguda, como infarto agudo do miocárdio,
especialistas em cardiologia, hemodinâmica e cirurgia cardíaca
estarão reunidos nos dias 08 e 09 de dezembro no Hospital
São Vicente de Paulo (RJ), onde acontece a VI Jornada
Multidisciplinar, que tem como tema as Emergências Médicas
e Cirúrgicas.
O evento
que é gratuito e aberto para médicos
e profissionais da saúde, contará com a participação
do coordenador do Serviço de Unidade Pós-Operatória
do Hospital Pró-Cardíaco, Luis Antônio Almeida
Campos, e o coordenador do Serviço de Cardiologia do Hospital
Universitário Pedro Ernesto, Denilson de Albuquerque.
No centro
das discussões sobre doenças coronarianas,
o uso dos novos medicamentos trombolíticos e antiplaquetários,
fundamentais na terapêutica dessas emergências cardiológicas.
Segundo o presidente do Centro de Estudos do Hospital São
Vicente de Paulo e coordenador do evento, Cyro Rodrigues, os
novos medicamentos têm maior rapidez de ação,
são mais eficazes, com melhor resposta terapêutica
e menos efeitos colaterais. Os especialistas que vamos receber
são grandes estudiosos no assunto e irão apresentar
os últimos resultados das pesquisas com esses novos medicamentos
, adianta.
O debate
sobre a terapia antitrombótica acontece no primeiro
dia da Jornada Multidisciplinar, no qual os temas principais
convergem para as condutas médicas em pacientes cardiopatas.
A Jornada vai também contemplar outras especialidades
na área das emergências médicas e cirúrgicas.
VI Jornada Multidisciplinar
Dias 08 e
09 de dezembro,das 8h às 18h,no Hospital São
Vicente de Paulo - Centro de Convenções Irmã Mathilde,Rua
Doutor Satamini, 333, Tijuca, Rio de Janeiro].Profissionais e
gestores da área de saúde podem se inscrever na
Jornada Multidisciplinar gratuitamente pelo telefone (21) 2563-2147
ou pelo e-mail comunicacao@hsvp.org.br.
Sexta-feira, 25.11.11
PORTAL
DA SAÚDE
Dilma
visita Into e diz que saúde pública de qualidade é possível
Acompanhada
pelo ministro Padilha, presidenta visita novas instalações
do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad,
no Rio de Janeiro, cuja capacidade de atendimento será triplicada
A ampliação e modernização do Instituto
Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), no
Rio de Janeiro, provam que é possível oferecer à população
saúde pública gratuita, de qualidade e com excelência.
A avaliação foi feita nesta sexta-feira (25) pela
presidenta Dilma Rousseff, que, na companhia do ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, visitou e participou da inauguração
das novas instalações do Into. O Instituto terá sua
capacidade de atendimento ambulatorial e cirúrgico triplicada,
podendo fazer até 19 mil cirurgias por ano.
Na visão da presidenta, o Into é também
referência aos programas Viver Sem Limite, que tem como
uma de suas linhas de atuação a oferta de saúde
de qualidade às pessoas com deficiência, e ao recém-lançado
Melhor em Casa, estratégia coordenada pelo Ministério
da Saúde, que oferecerá atendimento domiciliar
pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Promove, ainda,
a ampliação do atendimento e pesquisa na área
de medicina esportiva, fundamental à realização
das Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016.
“Estamos diante de um dos momentos consagradores, porque
aqui temos uma instituição de excelência.
Esse instituto, padrão e parâmetro para o Brasil,
mostra sobretudo que nós podemos e temos todas as condições
de sempre buscar alcançar esse padrão de excelência”.
A presidenta
salientou que o novo Brasil, que tende a ser cada vez mais
um país de classe média, impõe
a necessidade da oferta de serviços públicos de
qualidade. E disse que é imperativo, nesse processo, e
principalmente no momento de crise que o mundo atravessa, que
se ampliem os investimentos em educação, ciência,
tecnologia e inovação nas mais diferentes áreas,
como saúde e energia.
“Chegar à quinta potência está ficando
cada vez mais claro. Mas não queremos ser apenas a quinta
potência, queremos ser um país sem pobreza, de classe
média e com serviços de qualidade.”
Ao chegar
ao Instituto, a presidenta Dilma Rousseff visitou a piscina
destinada à fisioterapia e à Unidade
de Terapia Intensiva (UTI), além do centro de reabilitação.
Lá, ela conversou e observou a recuperação
da menina Thayane Tavares Monteiro, que foi ferida no ataque à escola
Tasso da Silveira, em Realengo, no último dia 7, e que
está em tratamento fisioterápico no Into.
MEDICAMENTOS
BIOTECNOLÓGICOS
Durante a
visita da presidenta Dilma Rousseff às novas
instalações do Into, o ministro Alexandre Padilha
anunciou a construção de um parque tecnológico
da Fiocruz, que contará com investimentos de mais de R$
800 milhões. A parceria entre os governos federal e estadual
e a Fiocruz resultará na ampliação em cerca
de seis vezes da produção de vacinas e no início
da produção de medicamentos biotecnológicos,
atualmente importados de outros países a um alto custo.
“Essas parcerias público-privadas têm levado
a uma economia de mais de R$ 350 milhões na compra de
medicamentos. Ou seja, produzindo aqui no Brasil, trazendo tecnologia
aqui para o Brasil, nós damos sustentabilidade financeira
para o sistema poder ampliar o tratamento e o atendimento às
pessoas e também combatendo o desperdício, gerando
economia, e com isso também fazer ‘novos Intos’ como
esse”, afirmou o ministro.
PORTAL
DA SAÚDE
Ministério vai expandir complexo industrial da Saúde
Serão disponibilizados R$ 880 milhões para a construção
de centro de biotecnologia de vacinas e fármacos, centro
tecnológico de neurociências e ampliação
do Instituto Vital Brasil
Nesta sexta-feira
(25), o Ministério da Saúde
assinou três acordos de cooperação que vão
promover significativa expansão do complexo industrial
da saúde brasileiro. Em cerimônia de inauguração
do novo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into),
no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde Alexandre Padilha
anunciou a construção do Novo Centro de Processamento
Final do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da
Fiocruz, o lançamento do Centro Tecnológico em
Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Sautec), e a ampliação
das plantas produtivas do Instituto Vital Brasil (IVB). O ministério
vai investir um total de R$ 880 milhões em todas essas
iniciativas.
“Estamos fortalecendo a indústria nacional para
ampliar a oferta de produtos estratégicos no Sistema Único
de Saúde, diminuindo a dependência de laboratórios
estrangeiros e a vulnerabilidade do SUS”, afirmou o ministro.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos
do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, explica
que “as parcerias promoverão a redução
do déficit na balança comercial em relação
ao setor farmacêutico. E o Brasil se tornará mais
competitivo no setor de biotecnologia uma vez que terá a
condição de fornecer para o mundo os imunobiológicos,
a partir da exportação da produção
excedente do Instituto”.
Centro
de Biotecnologia deve quadruplicar produção
de vacinas
O governo
do Estado do Rio de Janeiro vai ceder um terreno de 550 mil
m2no distrito
industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste
do Rio, para o novo centro de biotecnologia, que deverá quadruplicar
a capacidade de produção de vacinas da Fiocruz
para cerca de 600 milhões de doses por ano.
O novo centro
vai gerar 700 novas vagas diretas de empregos e 3 mil indiretas.
Além disso, a entrada da Fiocruz em
mercados hoje controlados por empresas multinacionais — como
o de anticorpos monoclonais para uso oncológico e doenças
raras, autoimunes, degenerativas infecciosas, vacinas terapêuticas,
entre outros — e aumenta as possibilidades de estabelecimento
de parcerias para desenvolvimento tecnológico e transferências
de tecnologia, e a competitividade do Brasil no setor de biotecnologia.
Considerada
um “projeto verde”, a planta industrial
terá painéis para aproveitamento de energia solar — que
será convertida em eletricidade para as áreas administrativas —,
reservatórios para captação de água
da chuva, além de um cinturão verde no entorno
do terreno, incentivando a biodiversidade local. Seu desenho
atende aos requisitos da certificação internacional
Leadership in Energy and Environmental Design (Leeds), concebida
pela organização United States Green Building Council
para construções consideradas sustentáveis.
A previsão é de que em 2016 o NCPFI esteja pronto
para operar.
Alta
tecnologia na área da Neurociência
O Sautec
será um centro de simulação virtual
para capacitação no campo das neurociências,
do mapeamento cerebral, de pesquisas neuromusculares e neurociências.
Terá alto impacto no Plano para Pessoas com Deficiência,
a partir da geração de tecnologias e conhecimentos
de última geração no País.
O Sautec
será o único centro do hemisfério
sul a dispor da mais moderna tecnologia em ressonância
magnética, a 7 Tesla, dedicada à neuroimagem. O
centro também vai constituir uma rede estadual e nacional
de pesquisa em doenças psiquiátricas e neurológicas.
E pretende desenvolver novos arsenais terapêuticos para
doenças psiquiátricas, neurológicas, fisiológicas
e ortopédicas. Pretende ainda implementar parcerias público-privadas
para análise, gestão e incorporação
de novas tecnologias para atendimento às necessidades
de saúde da população.
O Ministério da Saúde vai investir R$ 70 milhões
em três anos (2012 a 2014). O Sautec conta também
com apoio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia
e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa
do Rio de Janeiro (Faperj) e funcionará em área
disponibilizada pelo INTO, com o qual manterá cooperação
em nível assistencial.
Investimento
de R$ 20 mi para fabricação de medicamentos
estratégicos
Serão investidos R$ 20 milhões na ampliação
das plantas produtivas do Instituto Vital Brasil (IVB) para desenvolvimento
e produção de medicamentos estratégicos
para o país. O ministério vai contribuir com R$
10 milhões nos próximos dois anos, e o governo
do estado do Rio com outros R$ 10 milhões.
A iniciativa
está inserida no Programa de Modernização
Produtiva e Gerencial de Produtores Públicos de Medicamentos
e Imunobiológicos. Inicialmente será produzido
o medicamento para doença de Alzheimer, Rivastigmina.
O ministério já tem Parceria para o Desenvolvimento
Produtivo (PDPs) firmada com o IVB para desenvolvimento tecnológico
de três medicamentos: o antirreumático Adalimumabe,
a Octreotida (contra acromegalia) e a própria Rivastigmina.
Estão envolvidos nestas PDPs, respectivamente, os seguintes
laboratórios privados: PharmaPraxis, Laborvida/Hygeia
e Laborvida/EMS.
PDPs
Ao todo,
são 29 as parcerias para o desenvolvimento produtivo
firmadas pelo Ministério da Saúde, que envolvem
32 laboratórios, sendo 10 laboratórios públicos
e 22 privados nacionais e estrangeiros. Por meio dessas parcerias
são produzidos 30itens de saúde (28 medicamentos,
o DIU e um kit multidiagnóstico rápido). A produção
de cinco desses medicamentos já começou: do antirretroviral
Tenofovir, dos antipsicóticos Clozapina e Quetiapina,
do relaxante muscular Toxina Botulínica e do imunossupressor
Tacrolimo.
Os 29 acordos
geram economia de R$ 400 milhões por ano.
A economia de recursos com inovação tecnológica
e melhor gestão de recursos envolve também vacinas – R$
500 milhões por ano – e os ganhos de eficiência – R$
800 milhões por ano, o que leva a uma economia geral de
R$ 1,7 bilhão por ano no orçamento do Ministério
da Saúde. Atualmente, são gastos R$ 4 bilhões
por ano em compras públicas estratégicas, incluindo
os produtos que envolvem PDPs, vacinas e estratégias de
negociações para viabilizar o acesso.
PORTAL 180 GRAUS
Polo
de Saúde de Teresina deve avançar nos próximos
anos
Linhas de
financiamento e políticas públicas para
as empresas do setor de saúde foram alguns dos assuntos
discutidos durante o Fórum Negócios em Saúde:
Tendências e Oportunidades, realizado pelo Serviço
de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae no Piauí.
O encontro,
que aconteceu em Teresina, reuniu representantes de instituições financeiras, do Governo do Estado,
da Prefeitura Municipal de Teresina, do Sebrae no Piauí e
empresários do Polo de Saúde da capital.
“Precisamos unir as instâncias de governo e a iniciativa
privada para que o desenvolvimento do polo aconteça de
forma plena. A governança do setor é uma necessidade
latente. Ações conjuntas contribuem para soluções
mais eficazes, que beneficiam a todos”, comentou o diretor
superintendente do Sebrae no Piauí, Mário Lacerda.
O gerente
de Negócios do Banco do Brasil, Robert Stênio,
apresentou as soluções da instituição
que podem ajudar na capitalização do setor. BB
Giro Saúde, Proger Urbano Empresarial, Cartão BNDES,
BB Crédito Empresa são algumas das linhas de crédito
disponibilizadas para os empresários da saúde.
As soluções de crédito da Caixa Econômica
Federal foram apresentadas pelo gerente de Atendimento Pessoa
Jurídica da instituição, Antônio Cláudio
da Silva, que destacou a necessidade de integrar ações
para que o setor possa avançar. “Temos diversas
linhas de crédito, que atendem a empresas de qualquer
porte. As taxas de juros dependem da capacidade administrativa
dos empreendimentos. A nossa parceria com a classe empresarial
deve contribuir para que o mercado seja melhor, mais estruturado
e pujante”, comentou Silva.
Já o gerente de Negócios de Micro e Pequenas Empresas
do Banco do Nordeste falou do perfil da instituição
como agente capitalizador, destacando as linhas de crédito
trabalhadas atualmente.
Logo após o painel sobre linhas de financiamento, foram
discutidas as políticas públicas para o Polo de
Saúde. “Debater sobre as políticas para o
segmento é uma forma de os empresários terem subsídios
para planejar ações para os próximos anos.
O Polo de Saúde é importante para a economia do
Estado, por isso precisamos do empenho de todas as esferas no
sentido de organizar o setor para alcançarmos melhores
níveis de desenvolvimento”, disse o diretor técnico
do Sebrae no Piauí, Delano Rocha.
O médico Telmo Mesquita, coordenador de Urgência
e Emergência da Secretaria Estadual de Saúde, apresentou
as políticas do Governo do Estado para a melhoria da saúde,
destacando o trabalho que vem sendo feito nas unidades de atendimento
para garantir o acesso do paciente aos serviços básicos
e de alta complexidade.
As políticas da Prefeitura Municipal de Teresina foram
apresentadas pelo secretário de Desenvolvimento Econômico
e Turismo da capital, Alexandre Magalhães. “Temos
um projeto de sinalização e tráfego do Polo
de Saúde. Pensamos também em construir um espaço
específico para vans que circulam naquela área.
O asfaltamento da vias, melhoria da iluminação
e obras de saneamento também estão entre as prioridades
da atual administração”, declarou o secretário.
Na ocasião, ocorreu ainda uma palestra sobre Governança
Corporativa, com o consultor do Sebrae Nacional, Marcelo Henrique
Silva. “Precisamos avançar e para isso é necessário
um planejamento eficiente e integrado, com ações
práticas, palpáveis, mensuráveis e realizáveis.
A criatividade e a inovação também são
essenciais nesse processo de mudanças”, destacou
Silva.
INOVAÇÃO EM SAÚDE
Os empresários da saúde também participaram
da Conferência Inovação em Saúde:
Tendências, Desafios e Tecnologias Emergentes, uma ação
do Projeto Polo de Saúde do Sebrae no Piauí.
O consultor
internacional Guilherme Hummel proferiu palestra no evento,
falando sobre
as mudanças que ocorrem no setor
de saúde a pelo menos três décadas. “Atualmente
há um enorme descontrole dos fluxos de custeio na saúde.
O poder público está cada vez mais frágil
para resolver os problemas. A inflação para os
insumos está em alta contínua. São problemas
que se acumulam e que precisam ser resolvidos. Melhorar as habilidades
para tratar as dificuldades é uma das ferramentas que
podem contribuir positivamente nesse processo”, disse Hummel.
Entre as
metas do Projeto Polo de Saúde do Sebrae no
Piauí estão o aumento do faturamento em 30% e de
pessoas ocupadas na clínicas médicas de 15% até 2013,
além do avanço em 30% das práticas de gestão.
Todas as ações são planejadas com base em
diagnóstico elaborado pela instituição.
PORTAL G1
Proibida
exigência de laudo para incluir bebê em
plano
O Juízo da 5ª Vara Empresarial da Capital determinou
que a Amil Assistência Médica Internacional deixe
de exigir dos pais e mães de recém-nascidos laudo
de nascimento para inscrever o filho como dependente em plano
de saúde. Em caso de descumprimento, a empresa terá de
pagar multa de R$ 10 mil por consumidor lesado.
A decisão foi tomada a partir da ação civil
pública proposta pelo Ministério Público
do Estado do Rio de Janeiro. A determinação considerou
que a conduta da ré "afigura-se, a princípio,
abusiva, pois não tem respaldo na legislação,
tampouco conta com a anuência da ANS - Agência Nacional
de Saúde Suplementar".
A decisão que deferiu a antecipação de
tutela salientou ainda que "de acordo com o artigo 12, inciso
III, b, da Lei 9.656/98, que dispõe sobre os planos e
seguros privados de assistência a saúde, basta que
o pai ou a mãe apresente documento necessário à adesão
do recém-nascido ao plano de saúde, qual seja,
a certidão de nascimento, e que faça a inscrição
dentro do prazo de 30 dias, para que o filho possa usufruir do
plano de saúde".
REVISTA
APÓLICE
Prêmio
Abramge de Medicina 2011 divulga vencedores
A ginecologista
Patrícia Pereira dos Santos Melli, da
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade
de São Paulo (FMRPUSP) foi a vencedora da 17ª edição
do Prêmio Abramge de Medicina de 2011, que teve como tema "HPV-
Prevenção e Tratamento". O trabalho inédito
de Santos Melli, com o título "Tratamento das Lesões
Intra-epiteliais Cervicais de Alto Grau", consistiu em atendimento
cirúrgico, acompanhamento dos casos e pesquisa realizada
durante um ano com 97 mulheres da região de Ribeirão
Preto, divididas em dois grupos: um portador do vírus
HPV e outro que, além de ser portador do Papilomavirus
humano, também era soro positivo para o HIV, o vírus
da Aids.
Essas mulheres
fizeram um tratamento cirúrgico ambulatorial
para a retirada de lesões no colo do útero e foram
acompanhadas durante um ano para se obter o resultado da pesquisa
que, em linhas gerais, atesta que o citado tratamento deu muito
bom resultado nos dois grupos. "Nossa proposta foi tratar
a lesão causada pelo vírus HPV, que pode levar
ao câncer de colo de útero, e constatar os resultados
nos pacientes durante certo período", diz Patrícia
Melli.
Segundo ela,
o tratamento cirúrgico, chamado de cirurgia
de alta frequência, permite a retirada da lesão
causada pelo vírus, com anestesia local e em ambulatório,
de modo menos invasivo. "O acompanhamento das pacientes
em 12 meses comprovou que houve 99,6% de resposta considerada
positiva, com cura e/ou melhora nas pacientes com HPV que não
são portadores do vírus da Aids. E ainda entre
aquelas pacientes que são portadoras do HIV e têm
o HPV, os resultados somaram 89,1% de cura e/ou melhora",
explica a ginecologista, para quem o tratamento é importante
para se evitar o câncer de colo de útero, provocado
pelo HPV.
"O objetivo do trabalho também foi checar se essa
técnica de tratamento teria resultados diferentes entre
as mulheres com HPV e aquelas portadoras do HPV e do HIV. E constatamos
que, tanto um grupo como o outro conseguiram resultados importantes
de melhora e cura", garante a doutora.
A Comissão Julgadora do Prêmio Abramge de Medicina,
encarregada de apurar e conceder notas aos trabalhos deste ano,
foi composta pelos médicos: Hilo de Moraes Ferrari, ginecologista
e obstetra; Jair Monaci, vice - presidente da Abramge São
Paulo, representante da Abramge na Câmara Técnica
sobre o novo modelo de remuneração dos Hospitais,
vice- presidente e responsável pela Administração
Médica da Lincx Sistemas de Saúde; Alberto José Niituma
Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade
de Vida e diretor de Responsabilidade Social da Fiesp, além
de coordenador do MBA Gestão de Programas de Qualidade
de Vida da Universidade Corporativa Abramge; Luiz Antonio Pardo,
professor de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de
Medicina do ABC; e presidida por Alexandre Lourenço, presidente
da Universidade Corporativa Abramge e da Abramge São Paulo.
Os Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo teve como
ganhadora a jornalista Gabriela Meneses, do jornal O Povo de
Fortaleza, que concorreu com jornalistas de todas as regiões
brasileiras, com a reportagem "Estou com HPV. E agora?",
uma série de quatro matérias de páginas
inteiras publicada no dia 11 de setembro. A premiação
será entregue em solenidade de encerramento das atividades
da Abramge de 2011 no dia 30 de novembro, em São Paulo.
BAND.COM.BR
Saiba
mais sobre doação
de sangue
Nesta sexta-feira
comemora-se o Dia Nacional do Doador Voluntário
de Sangue. A cada dois minutos, um paciente necessita de transfusão
sanguínea no Brasil, segundo a Fundação
Pró-Sangue. De acordo com o Ministério da Saúde,
a demanda por transfusão sanguínea vem crescendo
no Brasil.
O aumento
de 58,3% nos transplantes (de 2003 a 2009) e o crescimento
da população estão entre os fatores que
fazem o país precisar cada vez mais de sangue para transfusão,
diz a pasta. São coletadas por ano 3,5 milhões
de bolsas de sangue no Brasil, quando o ideal seria 5,7 milhões.
Abaixo, o
clínico-geral Filippo Pedrinola, colaborador
do Portal Minha Vida, comenta alguns mitos sobre a doação.
- Doar sangue
emagrece: Não emagrece, nem engorda, nem
vicia. A quantidade retirada por doação são
450 ml. Esse volume é reposto rapidamente pelo organismo,
em cerca de um dia. Acontece apenas uma diminuição
de volume. O doador é orientado a se hidratar e o sangue
já é reposto.
- Quem tem
tatuagem não pode doar sangue: Existe uma
conduta bem estabelecida sobre isso. Quem tem tatuagem deve aguardar
um ano depois de fazê-la para doar.
- Usuários de drogas não podem doar sangue: quem
usou droga tem um impedimento chamado temporário. Usuário
de drogas, pessoas que se expuseram ao risco de se contaminar
com o HIV, devem aguardar um ano para doar. Entretanto, se for
um usuário crônico de drogas ilegais injetáveis,
ele não pode doar. Mesmo que a pessoa não conte
durante a entrevista, o sangue retirado passa por uma avaliação
antes da transfusão. Caso tenha algum tipo de contaminação,
ele é descartado.
- Doar “afina o sangue”: Isso também é um
mito. O sangue é um tecido vivo, que tem glóbulos
brancos, vermelhos, plaquetas e plasma. Depois da doação,
a medula repõe isso rapidamente.
- Pessoas
com menos de 50 kg não podem doar sangue porque
uma bolsa “faz falta” para o organismo delas: Existe
uma concentração de anti-coagulante – o volume
de sangue total retirado é proporcional ao peso. O volume
da bolsa é padronizado em 400ml. Por isso, pessoas que
têm menos de 50 kg não conseguem tirar a quantidade
necessária de 9ml por quilo de gordura.
- Depois
da doação a pessoa fica fraca: Não.
Logo após doar a pessoa recebe um lanche e recomendações
para se hidratar. No dia é aconselhado repouso, mas no
dia seguinte já pode retornar à vida normal. No
caso dos desmaios que podem acontecer com algumas pessoas essas
são reações psicossomáticas. É um
certo medo de tirar sangue, mas não há nenhuma
reação pelo volume de sangue retirado.
- Quem doa
sangue uma vez não pode nunca mais parar:
Mito. Na verdade existe o máximo que a pessoa pode doar
(no caso das mulheres a cada 90 dias, para os homens, 60). Segundo
a OMS (Organização Mundial de Saúde), se
de 3 a 4% da população brasileira fosse doadora
não teríamos problemas de estoque. Mas o número é pouco
mais de 1%.
SAÚDE
WEB
Dasa investe US$ 22 mi e adquire 70 equipamentos
Trata-se
do maior investimento em equipamentos já realizado
pela Dasa, que comprou 40 ultrassons, 19 tomógrafos de
baixa radiação, dez aparelhos de ressonância
magnética e um PET-CT
A Dasa, empresa
que atua no segmento de medicina diagnóstica
, investiu US$ 22 milhões para a aquisição
de 70 equipamentos médicos destinados à modernização
dos laboratórios Delboni Auriemo e Lavoisier, localizados
em São Paulo. Trata-se do maior investimento em equipamentos
já realizado pela Dasa, que comprou 40 ultrassons, 19
tomógrafos de baixa radiação, dez aparelhos
de ressonância magnética e um PET-CT. Philips, GE
e Siemens forneceram os equipamentos. As informações
são do jornal Valor Econômico.
Segundo o
diretor de operações de mercado privado
e hospitalar da Dasa, Ronaldo Carvalho, nunca compramos tantos
equipamentos de uma só vez. Ele diz que esse investimento
foi feito com a finalidade de rentabilizar as unidades.
Uma ressonância magnética nova, por exemplo, é capaz
de fazer 40 exames por dia, o dobro de uma máquina mais
antiga, ressaltou.
De acordo
com o presidente da Dasa, Marcelo Noll Barboza, com máquinas mais modernas a empresa também consegue
atrair mais médicos, que agora trabalham diretamente nas
unidades do laboratório,
A estratégia de rentabilizar as atuais unidades laboratoriais
paulistas também ocorre porque atualmente é difícil
encontrar em São Paulo áreas disponíveis
para abrir novos pontos devido ao boom imobiliário. Além
disso, as unidades em operação já têm
um custo fixo.A partir do próximo ano a Dasa também
pretende adquirir novos equipamentos para os laboratórios
situados em Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador e Rio.
Paralelamente
ao projeto de modernização, a companhia
também tem planos de abrir 40 laboratórios em 2012.
A expansão demandará investimento de aproximadamente
R$ 200 milhões, cifra um pouco superior ao aplicado em
2011. De acordo com Barboza, foi feito um estudo onde constatou-se
que há potencial no país para abertura de 120 novos
pontos. Atualmente o laboratório conta com 518 unidades
no país.
O presidente
da companhia destacou que a meta para 2012 é manter
a taxa de crescimento nas unidades ambulatoriais e hospitalares
na casa dos 16%, taxa registrada no terceiro trimestre. No último
balanço, a companhia registrou receita líquida
de R$ 600 milhões, alta de 15% sobre 2010.
CORREIO DO BRASIL
Hospital
e médica terão que indenizar por complicações
em parto
A Quarta
Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ),
por maioria, manteve decisão que condenou, solidariamente,
hospital e médica ao pagamento de indenização
por dano moral e material a menor, vítima de diversas
complicações durante seu parto, o que lhe causou
danos cerebrais irreversíveis.
A sentença estabeleceu a condenação em
R$ 46.729,19, a título de indenização por
danos materiais, e R$ 20 mil, a título de indenização
por danos morais. Além disso, determinou o pagamento de
pensão mensal vitalícia, no valor equivalente a
dez salários mínimos.
O Tribunal
de Justiça do Distrito Federal (TJDF) confirmou
a sentença, considerando que ficou demonstrada a negligência
do hospital, que se manteve inerte e não acionou seus
prepostos para realizar o parto emergencial na mãe da
vítima, iniciado tardiamente pela médica que utilizava
a estrutura do estabelecimento hospitalar.
Por isso,
segundo o TJDF, hospital e médica devem responder
solidariamente pelos danos causados à criança que
nasceu com lesões de natureza física e neurológica
irreversíveis.
No STJ, o
hospital alegou que, “se existe o suposto erro
alegado pela recorrida [menor], ele deve ser imputado exclusivamente à médica, única
responsável pelo atendimento e pelo procedimento cirúrgico”.
Em seu voto,
o relator, ministro Luis Felipe Salomão,
destacou que, como a fundamentação da decisão
do TJDF levou em consideração a culpa do hospital
para o reconhecimento da responsabilidade civil, descabe a alegação
de que “não existe responsabilidade objetiva na
realização de serviços técnico-profissionais
dos médicos que atuam nos hospitais”.
Segundo ele, “a hipótese dos autos, portanto, difere
dos precedentes desta Corte, que afastam a responsabilidade objetiva
do hospital, pois, naqueles julgados, as instâncias ordinárias
não se basearam na responsabilidade subjetiva e na configuração
de culpa do hospital”.
O número deste processo não é divulgado
em razão de sigilo judicial.
AGENDA
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html
- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios
e hospitais
Dia 9 de dezembro
Rua Augusto
Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba
- PR
(41) 3254-1772
www.fehospar.com.br
ana@fehospar.com.br
O Sindipar,
Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba
mais um curso de recepção médica para clínicas,
consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro.
As vagas são limitadas. Ha condições especiais
para instituições associadas.