29-03-11

 

Leia nesta edição:

- Planalto: Saúde e Educação não agem contra as fraudes

- Após denúncia, recadastramento

- Quadro de grave descontrole no SUS

- Dilma elogia Lula, mas promete salto maior

- Sírio Libanês abre mais unidades em SP e Brasília

- Três perguntas a... Gonzalo Vencina Neto, Superintendente do Hospital Sírio Libanês

- CNI intensifica ações contra a criação da CSS

- Bruno Sobral é aprovado para a diretoria da ANS

- Seminário discutirá situação dos trabalhadores da saúde

Terça-feira, 29.03.11

O Globo

Planalto: Saúde e Educação não agem contra as fraudes

Controlador da União diz que ministérios têm a pior fiscalização do governo

Diante das fraudes na Saúde, o ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, admitiu ontem que o problema se repete na Educação. Para ele, falta fiscalização, e estes ministérios não agem para coibir irregularidades. Na Saúde, R$662 milhões foram desviados em quatro anos, como mostrou reportagem do GLOBO. Há dois anos, a CGU, órgão ligado à Presidência da República, apontou falhas na Saúde, mas nada do recomendado foi feito. "Educação e Saúde têm a pior fiscalização", afirmou Hage. Após as denúncias, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que fará recadastramento geral de unidades, médicos e prestadores de serviço do SUS.

O Globo

Após denúncia, recadastramento

Padilha anuncia checagem de unidades que atendem pelo SUS

BRASÍLIA. Após a revelação pelo GLOBO dos desvios nos repasses do SUS para estados e municípios e das fraudes em dados do cadastro do Programa Saúde da Família, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ontem o recadastramento geral de unidades, médicos e prestadores de serviço que atendem pelo SUS. Também afirmou que serão criadas novas ferramentas para controlar os repasses de recursos. Padilha, entretanto, não quis marcar data para a reformulação do controle no SUS, limitando-se a dizer que as medidas serão detalhadas "antes do que vocês imaginam".

O ministro não quis comentar porque as recomendações para frear as irregularidades não foram atendidas antes, considerando que o CGU fez alertas em julho de 2009.

- Assumi o Ministério da Saúde em janeiro. Estamos trabalhando para aprimorar os mecanismos do ministério. A própria presidente determinou essa agenda conjunta, Ministério da Saúde e CGU. Não vamos tolerar qualquer tipo de desvio de recursos na área da saúde - afirmou Padilha, horas depois de participar, com Dilma, do lançamento da Rede Cegonha, em Belo Horizonte (MG).

O ministro disse que as recomendações da CGU serão atendidas e que as informações financeiras da Saúde serão incorporadas ao Portal da Transparência. Desta forma, a população terá acesso rápido ao montante recebido por estados e prefeituras. Atualmente, 800 municípios sequer têm fundos de Saúde com registro de CNPJ, regra básica para a transferência de dinheiro. O ministro reconheceu que o controle exercido pelos conselhos de saúde é insuficiente para coibir as irregularidades.

- Não podemos jogar para as costas do controle social a única responsabilidade do controle dos recursos da Saúde. Nós, gestores, temos essa responsabilidade - admitiu.

Padilha também não comentou porque irregularidades constatadas por auditorias do SUS em janeiro de 2010 - como no município de Picos (PI) - não foram coibidas. Segundo ele, SUS e CGU terão ações em conjunto:

- Se tem alguém que defenda que auditor não faça auditoria, não faço parte desse grupo. Auditoria avalia tudo. Recursos financeiros, execução. Audita tudo.

O Globo

Quadro de grave descontrole no SUS

Ao impedir a prorrogação da CPMF, no final de 2007, o Senado acabou com um imposto ruim em todos os aspectos. Pelo lado da economia, ao incidir várias vezes no ciclo de produção de bens e serviços, o gravame era mais um fator negativo contra a capacidade de competição do país no exterior. No aspecto social, tratava-se de um imposto iníquo, pois recaía proporcionalmente mais sobre as pessoas de renda baixa. Mas o governo Lula, contrário à extinção da CPMF - a julgar por sua plataforma social deveria ter sido a favor -, traçava cenários catastróficos para a área da Saúde, caso o imposto fosse suprimido.

Na verdade, nada aconteceu. A baixa qualidade no atendimento na rede do SUS continuou a mesma. Não piorou, e nem faria sentido piorar, porque a subtração dos R$40 bilhões no Orçamento de 2008, decorrente do fim da contribuição, foi mais que compensada pelo aumento do IOF e pelo próprio crescimento da arrecadação, na esteira da expansão econômica e dos ganhos de eficiência da insaciável máquina da Receita. Em poucos meses, os R$40 bilhões haviam sido repostos, enquanto a carga tributária como um todo se mantinha em alta.

Logo, é uma falácia querer explicar as deficiências do SUS pelo "subfinanciamento" do sistema devido ao fim da CPMF. São inúmeras as evidências de que a principal causa das mazelas na saúde pública é a má administração desta gigantesca máquina, em que bilhões de reais são transferidos entre entes federativos, sem maiores controles e cuidados com uma prestação de serviços com o mínimo de qualidade. Sem falar em fraudes e na corrupção. São ilustrativas reportagens publicadas domingo e ontem pelo GLOBO, das quais surge um quadro de quase completo descontrole. De 2007 a 2010, auditorias realizadas pelo Ministério da Saúde e a Controladoria-Geral da União (CGU) constataram desvios de R$662,2 milhões em repasses do Fundo Nacional de Saúde, com o detalhe sugestivo de que apenas 2,5% das transferências são fiscalizadas.

Pode-se imaginar de quanto pode ser de fato o desvio total. Em números: nestes quatro anos, dos R$159,1 bilhões transferidos para estados e municípios, acompanhou-se o caminho de apenas R$4 bilhões. Mesmo assim, os desvios auditados poderiam financiar a construção de 1.439 unidades básicas de saúde e 24 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), além de pagar salários por um ano de 1.156 equipes do programa Saúde da Família. Outro foco de fraudes com o dinheiro do SUS é o cadastramento de médicos no Saúde da Família. Há casos de cadastros feitos apenas para municípios continuarem a receber os repasses, cujo destino é obscuro. Um médico aparece lotado no Hospital Regional de Araioses, no Maranhão, sem que tenha estado lá nos últimos oito anos. Por isso, constatou a CGU, a carga horária no Saúde da Família não é cumprida em 40% dos municípios, um escândalo. O governo Dilma Rousseff, portanto, tem razão em encomendar uma radiografia do SUS. Mas as informações levantadas pela CGU e o Ministério da Saúde são suficientes para barrar a proposta insana de recriação da CPMF. Serviria apenas para fazer desaparecer mais algumas dezenas de bilhões do contribuinte neste buraco negro, sem melhorar o SUS.

Apenas a íntima parcela de 2,5% dos repasses é fiscalizada

O Globo

Dilma elogia Lula, mas promete salto maior

Presidente lança Rede Cegonha; que prevê investimento de R$9,4 bilhões

Por Thiago Herdy

BELO HORIZONTE. Ao lançar ontem o programa Rede Cegonha, em Belo Horizonte, que prevê investimentos de R$9,4 bilhões até 2014 na humanização do atendimento a gestantes e bebês, a presidente Dilma Rousseff afirmou que, ao assumir o mandato, recebeu o Brasil em condições de dar um "salto" ainda maior do que o ocorrido durante o governo do presidente Lula.

- Tenho certeza que nosso país está em um momento muito especial. Recebi um país diferente, em condições para dar um salto maior ainda do que o presidente Lula conseguiu dar em seu primeiro governo. Ele me legou essa herança e, tenham certeza, vou honrá-la - afirmou.

O programa tem metas ousadas, como a atingir todas as 44 mil unidades de saúde básica do país até o fim do mandato da presidente e a promessa de alcançar 30% deste volume nos próximos nove meses. Prevê ações especiais para gestantes, desde teste rápido de gravidez em todos os postos de saúde a cuidados especiais até dois anos após o parto.

Para que grávidas não faltem aos seis exames de pré-natal previstos no programa, o governo federal promete auxílio para transporte, na forma de um vale-táxi. O valor não foi divulgado. Mulheres com gravidez de risco terão acesso a casas de apoio financiadas pelo Ministério da Saúde, que pretende viabilizar exames de ultrassom para todas as gestantes. Estão previstas a compra de ambulâncias com equipamentos para realização de parto e a expansão da rede de maternidades no país, em especial nas regiões Norte e Nordeste, que apresentam os maiores índices de mortalidade infantil e materna no país.

A Rede Cegonha foi uma promessa de campanha da presidente, que prometeu transformar o atendimento público de saúde.

- Temos que transformar o SUS num ótimo e grande sistema. A esse compromisso eu não renunciarei - prometeu.

A maior parte dos R$9,4 bilhões previstos para o programa será investida na construção e reforma de maternidades (R$7,7 bilhões) e no acolhimento do pré-natal (R$1,1 bilhão). A lista de prioridades segue com os gastos com a educação e planejamento para a reprodução (R$378 milhões), transporte seguro (R$262,6 milhões) e atenção à criança (R$22 milhões).

Natural de Belo Horizonte, Dilma disse que a cidade "representa a segurança, a proteção, o carinho e o conforto" que sentiu na infância:

- Quero isso para todos os brasileiros.

A mortalidade materna brasileira é de 60 casos para cada 100 mil nascimentos, segundo o Ministério da Saúde. O objetivo é baixar a taxa para entre 45 e 50, valor ainda considerado alto por especialistas. Já a mortalidade infantil é de 14,5 para cada mil nascimentos.

A presidente viajou a Minas Gerais com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, a secretária de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, e o ministro de Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Ela foi recebida pelo governador Antonio Anastasia. Perguntada sobre a forma de se referir a Dilma, como "presidenta" ou "presidente", Iriny afirmou:

- Ela é uma presidenta, não é um homem. Por que essa teimosia? Acho bobeira não admitir que ela é mulher - disse, classificando como "preconceituosa" a opção por outra grafia. - Chamá-la de presidenta é uma deferência às mulheres brasileiras, não a ela, porque o cargo dela está conferido pela vontade popular -- disse.

Brasil Econômico

Sírio Libanês abre mais unidades em SP e Brasília

Hospital quer aumentar número de atendimentos para continuar investindo em tecnologia de ponta e pesquisa em áreas de alta complexidade, como câncer e coração

Referência em medicina de excelência e tecnologia de última geração, o Hospital Sírio Libanês vive um processo de expansão.

Até junho, Brasília deverá receber a sua primeira unidade fora de São Paulo. Não por acaso, já que a instituição se tornou conhecida em todo o Brasil pelo atendimento de ponta a políticos, deverá começar a funcionar na capital federal um centro de oncologia em um edifico de três andares na Asa Sul. A previsão é de que outra unidade do hospital, dedicada à mulher, uma novidade no atendimento do hospital, será inaugurada um mês depois em São Paulo, na Avenida Brasil, 915.

Aguarda-se para dezembro de 2013 a inauguração da primeira unidade do hospital em Campinas. Será a principal atração do bairro Santa Paula, uma área residencial e comercial que está sendo criada na altura do km 123 da rodovia Adhemar Pereira de Barros (SP-340).

Até mesmo a sede, na Bela Vista, passa por transformações.

Desde 2009, os quatro prédios da instituição tiveram reformas. Está prevista ainda a construção de mais 20 andares no prédio onde hoje estão localizados o Núcleo de Medicina Avançada e o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa.

Além disso, espera-se a inauguração deumbloco paramais 350 pacientes, que deve duplicar o atendimento do hospital.

No mesmo "pacote" de obras, resultado de um investimento da ordem de R$ 600 milhões, foi inaugurada em novembro uma unidade no Itaim, na zona oeste de São Paulo, onde, em maio, começa a funcionar o Centro de Reprodução Humana, que atende casais inférteis e pacientes que serão submetidos a tratamentos oncológicos e pretendem fazer a preservação da fertilidade.

O hospital não pretende se expandir para outras regiões, mas está aberto a oportunidades.

"Esses são os nossos planos, o que não implica que amanhã isso não seja repensado", diz o superintendente do hospital, Gonzalo Vecina Neto.

Ganho de escala Ser um centro de excelência que agrega as últimas novidades em tecnologia nas especialidades do Sírio (cardiologia, oncologia e neurologia principalmente) custa caro.

Em 2010, o faturamento do hospital foi de R$ 760 milhões, 30% a mais que no ano anterior.

No mesmo ano, os investimentos foram da ordem de R$ 140 milhões. "A medicina deu um salto fantástico nos últimos cinco anos e se quisermos nos manter na liderança na capacidade de fazer diagnóstico, novos equipamentos e nas áreas de pesquisa, precisamos investir", diz Vecina.

Por isso, o investimento na ampliação do atendimento faz parte da estratégia de longo prazo do hospital. O crescimento da demanda, diz Fábio Patrus, superintendente de gestão de pessoas e qualidade, está sendo superior à capacidade instalada. "O aumento do atendimento na área diagnóstica e de medicina ambulatorial visa a ganhar escala e fazer crescer a receita do hospital", afirma.

Além disso, o hospital quer manter a qualidade. "O alvo que o Sírio persegue é uma clientela premium, que demanda um processo assistencial diferenciado", afirma Vecina. Isso significa valorizar o corpo clínico, considerado um dos melhores do país. Alémdisso, o hospital investiu R$ 16 milhões em pesquisa, sendo R$ 1,5 milhões em pesquisa clínica e R$ 159 milhões em projetos com o Ministério da Saúde.

Brasil Econômico

Três perguntas a...

...GONZALO VECINA NETO, Superintendente do Hospital Sírio Libanês

"Investimos em coisas que à primeira vista não têm retorno" Professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e mestre em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas, o superintendente do Hospital Sírio Libanês, Gonzalo Vecina Neto, acaba de lançar o livro Gestão de Saúde com Ana Maria Malik. O livro levanta necessidades e exigências do sistema de saúde que ele levantou na sua atividade no setor privado e no serviço público. Como ele mesmo diz, hospitais como o Sírio Libanês estão ocupando um papel na fronteira do conhecimento que já foi dos hospitais públicos.

Qual a receita do hospital? O Sírio Libanês é um hospital de ponta, que oferece no Brasil recursos materiais e humanos comparáveis aos de centros de excelência de países ricos. Nada é feito no hospital que não seja baseado em evidência científica e conhecimento. Mas um outro valor que prezamos é a solidariedade e o calor humano que deve estar presente em todo ato de cura. Baseado nesses valores, conseguimos atrair um corpo médico de primeira linha, que consideramos nosso mais importante parceiro.

Qual a diferença que o senhor vê entre o Sírio e outros hospitais voltados para o ensino e pesquisa vinculados a universidades? Acredito que nos últimos anos, como resultado do desfinanciamento da saúde, nós e outros hospitais privados estamos exercendo um papel que já foi dos hospitais públicos, que é o de prescrutar as fronteiras da medicina. Investimos emcoisas que, à primeira vista, não têm retorno.

Por exemplo, a compra de um robô cirúrgico, para o qual foram aportados recursos de US$ 2 milhões. A cirurgia robótica nos próximos anos vai encontrar seu espaço, mas alguém tem que incorporar a tecnologia. Eu comparo à laparoscopia que, quando surgiu, era inviável e hoje é imprescindível.

Qual o papel do Sírio como hospital filantrópico? Nossa receita vem da prestação de serviços. Mas outra fonte são os impostos que o hospital não paga por ser filantrópico. Esses recursos, que este ano foram da ordem de R$ 70 milhões, são aplicados nas atividades sociais, nas cirurgias que realizamos pelo SUS, nos cursos aprovados pelo Ministério da Saúde para gestão de hospitais e clinica, voltados por exemplo para a captação de órgãos nos estados que não realizam transplantes porque não têm equipes preparadas. Também gerenciamos o Hospital Infantil Municipal Menino Jesus e três AMAs (atendimento médico ambulatorial) da prefeitura paulista.

De onde vêm os recursos para a expansão do hospital? Uma parte vem de empréstimos bancários de longo prazo, pagos com a nossa operação que vem da prestação de serviços; e o restante é resultado da geração de caixa próprio do hospital.

Temos uma taxa de 20% de pacientes particulares, o que é muito bom porque permite ter mais independência e pela exigência de cuidados que se estende a todo o processo. M.F.

Valor Econômico

CNI intensifica ações contra a criação da CSS

Por Raquel Ulhôa

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) decidiu intensificar a articulação no Congresso Nacional contra a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), nos moldes da extinta CPMF. Também é prioridade do setor em 2011 trabalhar pela aprovação de propostas que aumentem o controle dos gastos públicos e melhorem a competitividade dos produtos nacionais.

O projeto de lei complementar no qual está prevista a criação da CSS aguarda votação final na Câmara e está embutido na regulamentação da Emenda 29. A proposta é uma das 21 que integram a pauta mínima da Agenda Legislativa da Indústria, a ser lançada hoje pela CNI. A agenda é composta de mais de 100 projetos em tramitação no Congresso e interessam à indústria, mas o foco da mobilização do setor (a favor ou contra a aprovação) estará sobre a pauta mínima. São as que têm maior impacto no ambiente de negócios, positivo ou negativo.

A preocupação do setor industrial com o controle de gastos públicos e com a concorrência do produto estrangeiro levou o Fórum Nacional da Indústria, em reunião realizada em São Paulo, em 14 de fevereiro deste ano, a acrescentar quatro projetos ao esboço inicial da pauta mínima. Um dos projetos acrescentados é do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e regulamenta procedimentos e prazos da elaboração do orçamento da União, do Plano Plurianual (PPA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A proposta entrou na pauta, segundo um representante do setor, porque o controle dos gastos do governo é uma das grandes preocupações da CNI. O projeto tramita no Senado.

Por decisão do fórum, também foi acrescentado o projeto do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que muda a Lei de Responsabilidade Fiscal, para dispor sobre limites às despesas com pessoal e encargos sociais da União e com obras, instalações e projetos de construção de novas sedes, ampliações ou reformas da administração pública. A proposta está tramitando na Câmara.

Uma terceira proposta incluída - esta tramitando no Senado - determina que sejam aplicadas aos produtos importados as mesmas exigências de qualidade e segurança fixadas para os produtos nacionais. Trata-se de projeto do deputado Mendes Thame (PSDB-SP). Segundo representantes do setor, o governo anunciou que adotará essas medidas, mas elas já estão previstas no projeto que está no Senado.

Por fim, a quarta proposta que o Fórum Nacional da Indústria acrescentou à pauta mínima é de autoria do senador Armando Monteiro (PTB-PE) - ex-presidente da CNI -, quando deputado. O projeto, em tramitação na Câmara, atualiza os valores do limite de receita bruta das empresas optantes do regime de apuração do lucro presumido e para as empresas prestadoras de serviços beneficiárias da redução do coeficiente do lucro presumido, para apuração do Imposto de Renda. O limite, segundo empresários, está congelado desde 1996. Para ele, o projeto é de inteira justiça fiscal.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, fará o lançamento da Agenda Legislativa da Indústria 2011 hoje, na sede da entidade, em Brasília, a partir das 12h30. Entre os mais de 600 convidados do evento de hoje, são esperados os presidentes da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), além do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel.

A CNI divulga a Agenda Legislativa do setor há 16 anos, mas a pauta mínima é elaborada há quatro. O objetivo é concentrar o foco das ações da entidade no Congresso sobre as propostas de maior impacto. No caso da CSS, a CNI está pronta para se mobilizar caso projeto avance. Ao primeiro sinal, as federações serão acionadas a atuar sobre suas respectivas bancadas estaduais.

Segunda-feira, 28.03.11

Saúde Business Web

Bruno Sobral é aprovado para a diretoria da ANS

Executivo defendeu a redução de barreiras à entrada no mercado de novas empresas de plano de saúde

Depois de ter o nome aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais e pelo plenário do Senado por ampla maioria, o nome de Bruno Sobral de Carvalho já seguiu para a Casa Civil da Presidência da República. Ele será nomeado para exercer mandato de três anos na Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Sobral, que ingressou na Agência em 2009, já ocupou o cargo de diretor-adjunto da Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras e desde julho do ano passado vem exercendo o cargo de secretário-geral da Agência, sendo responsável pela coordenação dos 12 Núcleos da ANS nos Estados, pela área de Comunicação Social e pela coordenação dos trabalhos da Diretoria-Colegiada.

Sobral defendeu que os servidores de carreira sejam valorizados e sistemas mais transparentes para possibilitar o permanente diálogo com os consumidores. Além disso, apoiou também a redução de barreiras à entrada no mercado de novas empresas de plano de saúde e o aumento da concorrência com a consequente ampliação de ofertas para que o consumidor escolha melhor o plano de saúde que atenda às suas necessidades.

Bruno Sobral de Carvalho formou-se na Universidade de Brasília como engenheiro civil, onde fez Mestrado Acadêmico em Economia e atuou depois como professor assistente. Além disso, completou MBA na Georgetown University, nos Estados Unidos.

Agência Câmara de Notícias

Seminário discutirá situação dos trabalhadores da saúde

A Comissão de Legislação Participativa realiza na quarta-feira (30) o Seminário Nacional sobre as Condições de Trabalho na Saúde. O evento vai discutir a situação atual dos profissionais da área e propostas de valorização do setor.

O deputado Roberto Britto (PP-BA) afirma que os profissionais da saúde estão em situação desfavorável por causa de condições precárias de trabalho, jornadas excessivas, baixos salários e grande número de contratos temporários. “Todos esses fatores acabam provocando altos níveis de estresse dos profissionais e, em consequência, atos não compatíveis com o desempenho que é esperado nessa área complexa e de extrema importância social”, afirma o deputado.

Roberto Britto recomendou a realização do debate a partir de sugestão da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), que foi encaminhada à Comissão de Legislação Participativa.

Entre os convidados para a mesa de abertura do seminário, estão a diretora de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Denise Motta Dau; e a secretária de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho, Vera Lúcia Ribeiro de Albuquerque.

Temas em debate

O seminário será dividido em cinco debates:

- Condições de trabalho na Saúde: segurança do paciente, proteja o trabalhador. A palestrante será a médica do Trabalho Noeli Martins.

- Erro de Medicação e Condições de Trabalho. A expositora será a enfermeira do Trabalho Ivone Martini.

- Dimensionamento de Recursos Humanos na Área da Saúde. A expositora será a enfermeira Cleide Mazuela, coordenadora da Câmara Técnica de Legislação e Norma do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

- A Enfermagem e os Desafios para a Saúde no Brasil: compromisso e condições de trabalho requeridas. A palestrante será a presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina, Denise Pires.

- Organização do trabalho e adoecimento. A expositora será a psicóloga Tereza Luiza Ferreira dos Santos.

O evento será realizado a partir das 9 horas, no auditório Nereu Ramos, na Câmara. O encerramento está previsto para as 17 horas.

AGENDA

- ClasSaúde 2011

Evento acontece na cidade de São Paulo, SP.

"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e Ambientais" é o tema central dos seis congressos que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Promovido pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde já se consolidou como palco das principais discussões que norteiam o setor.

Integram o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde; 2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão e Políticas em Saúde Mental.

O Congresso Latino-Americano é o evento internacional do ClasSaúde e está dividido em três módulos: Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse ano a questão ambiental entra em discussão.

O site do ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no ar no início de março e trará os programas dos eventos, composição das comissões científicas, valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias e demais informações sobre os eventos. As inscrições também estarão abertas no mesmo período, com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML (estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios Clínicos).

Data: De 25 a 28 de maio de 2011

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo, SP

Mais informações: http://www.classaude.com.br/


- Custos na Saúde e Pagamento por Pacotes

25 e 26 de abril de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

- Fornecer elementos para análise da constituição e do perfil dos custos da assistência à saúde no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização mediante formatação de pacotes para o pagamento dos serviços.

- Fornecer noções de Economia Básica e de custos em geral.

- Identificar os componentes dos custos na assistência à saúde.

-Identificar fatores que agravam os custos na saúde

-Destacar mecanismos de regulação na utilização dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos assistenciais.

- Avaliar o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde no mercado de saúde suplementar.

- Avaliar a repercussão da atuação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público e PROCON nos custos de assistência à saúde.

-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.

-Analisar recomendações para formatação, formalização e operacionalização de pacotes.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões

A Sustentabilidade da Autogestão

11 e 12 de abril

Hotel Naoum Plaza Brasília

SHS - Setor Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília DF

O evento, com repercussão nacional, é um importante ambiente de debate da área de assistência à saúde suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos eventos que promove como forma de estimular a reflexão de todos os agentes da área da saúde. Com um público estimado em 200 participantes o "2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde - A Sustentabilidade da Autogestão" terá o objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para o segmento de autogestão em saúde.

Informações

Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)


- Home Care: Problema ou solução?

04 e 05 de abril de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo - Capacitar os profissionais da Área de Saúde, através de reflexões e aprimoramento dos aspectos pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar, visando atender as demandas do mercado.

Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli

Informações: Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Qualidade Aplicada às Instituições de Saúde

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo – a Joint Commission International (JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade Aplicada às Instituições de Saúde.

Ministrado pelo Coordenador de Educação do CBA, Heleno Costa Júnior (especialista em administração hospitalar e em acreditação, e responsável pela preparação das instituições de saúde para o processo de acreditação da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes. Para isso, apresentará conceitos, princípios e ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação para o aprimoramento das ações assistenciais e gerenciais praticadas nos serviços de saúde.

Voltado para profissionais de saúde, gestores e lideranças intermediárias, o curso tem duração de 36 horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às 17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13, 4º andar, Centro, Rio de Janeiro.

Mais informações e inscrições pelo telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br

- Encontro ANS - edição Norte e Centro-Oeste

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá, nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores da saúde suplementar para compartilhar informações e visões na construção de um setor cada vez mais qualificado.

Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos da Agência, além de representantes de operadoras de planos de saúde, órgãos de defesa do consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde e centrais sindicais.

O evento será realizado em Brasília, no Centro de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para convidados e instituições inscritas.

As inscrições estão abertas e devem ser realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço, exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por representantes de operadoras de planos de saúde com registro de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.

Poderão participar até dois representantes de cada operadora por dia de evento.

Confira a programação do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf

- IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde

Nos dias 31 de março e 01 de abril, das 8h às 18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista, São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com palestrantes nacionais e internacionais, referências no mercado de saúde mundial.

Serão apresentadas palestras e mesas de discussões com a participação de grandes personalidades, como Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien Audette, CEO do Accreditation Canada Global.

“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança, para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello, CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)

- LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO SINOG DE ODONTOLOGIA

Sinog premiará dentistas e estudantes de odontologia

Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos concorrentes até 15 de abril de 2011

O Sinog - Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba de lançar a 10ª edição do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação e fidelização da rede credenciada das operadoras e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários dos planos odontológicos", e para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico e controle de qualidade dos serviços odontológicos podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação do credenciado com a operadora de planos odontológicos".

A novidade nesta edição é que, embora os ganhadores anteriores das três últimas edições não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas recém formados, com o registro profissional, e que tenham participado na categoria de estudantes, nas edições anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva modalidade.

Na modalidade cirurgiões-dentistas o prêmio é de R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu. Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$ 8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um professor orientador, o docente receberá como homenagem uma menção honrosa e a participação na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também receberá um troféu.

As inscrições para a 10ª edição, com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em local a ser divulgado. Mais informações poderão ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br ou pelo telefone (11) 3289-7299.

O Prêmio Sinog de Odontologia

Idealizado com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas, seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes a cada nova edição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
© Copyright 2006, FEHERJ