Leia
nesta edição:
- Pela 1ª vez, SUS terá meta
de atendimento
- Médicos ameaçam
suspender consultas de planos em SP
- Novas regras:
Benefício de pacientes e médicos
- Gestores
de saúde têm
dificuldade em entender seus clientes
- Gestão de procedimentos é tendência
no mercado laboratorial
- Ressarcimento de planos ao SUS bate recorde
- RJ: Sem
aumento, cirurgiões prometem parar
- União adota remuneração por mérito
na saúde
- Saúde amplia transparência
e controle de repasses
- O reajuste
por faixa etária e o Estatuto do Idoso
- Subcomissão sobre fármacos se reúne com
secretário do Ministério da Saúde
- Uma sangria
de R$ 88 bilhões
- Ideli:
cancelamento de emendas não deverá ser
revisto
Quarta-feira, 29.06.11
Folha
de São
Paulo
Pela
1ª vez, SUS terá meta
de atendimento
Por
Valdo Cruz e Larissa Guimarães
Será fixado, por exemplo, número de cirurgias;
cidade que não cumprir indicadores pode até perder
verba
Haverá metas regionais, e municípios e Estados
mais eficientes poderão ganhar mais recursos do governo
federal
O governo
Dilma Rousseff vai fixar pela primeira vez indicadores específicos na área de saúde e irá punir
ou premiar quem não cumprir essas metas.
A Folha teve
acesso ao decreto presidencial -que será publicado
hoje no "Diário Oficial" da União- que
cria o marco para o SUS (Sistema Único de Saúde),
definindo as obrigações dos Estados e dos municípios.
O governo
já começou a mapear quais são
os serviços de saúde oferecidos em todo Brasil
e vai dividir o país em cerca de 500 regiões de
saúde (conjunto de cidades com condições
econômicas e sociais semelhantes).
A partir
dessas informações, o Ministério
da Saúde vai definir metas específicas para cada
região, de acordo com a realidade local.
Atualmente,
o governo define a cada quatro anos metas gerais pelo Plano
Nacional
de Saúde, mas não existe nenhum
tipo de monitoramento nem de punição.
CONTRATOS
Para que
Estados e municípios se comprometam com os novos
indicadores, o Ministério da Saúde vai formar os
chamados contratos de gestão. "Com esse documento,
será mais fácil responsabilizar e envolver todos
no cumprimento das metas", disse o ministro Alexandre Padilha
(Saúde).
A ideia,
segundo o ministro, é assinar ao menos 20% dos
contratos até o fim do ano. Cada contrato poderá estabelecer,
por exemplo, que uma cidade terá de atender a determinado
percentual de pacientes cardíacos ou realizar um certo
número de cirurgias de catarata.
Quem não atender aos indicadores poderá inclusive
ter a verba bloqueada, em último caso. Por outro lado,
os municípios e Estados mais eficientes poderão
até ganhar o dobro de recursos. O monitoramento será feito
pelo Ministério da Saúde.
RELATÓRIOS
Os Estados
e municípios terão de fazer relatórios
periódicos de cumprimento das metas e indicadores.
Dentro de
uma mesma região de saúde, uma cidade
que ficar abaixo da meta no atendimento de pré-natal poderá perder
recursos para um município próximo, que tem atendimento
de ponta para grávidas, por exemplo.
Hoje, não há punição prevista para
casos de descumprimento de metas gerais, somente quando há irregularidades
no uso de recursos.
TEMPO DE ESPERA
De acordo
com o ministro, a ideia é que, "mais para
a frente", também sejam definidos indicadores de
tempo de espera para o atendimento no SUS.
"Primeiro, vamos criar as metas, assinar os contratos,
depois vamos evoluir e começar a definir critérios
também para o tempo de espera", afirmou Padilha.
Ele informou
ainda que o governo fará pesquisas de satisfação
com os usuários para aprimorar o modelo criado pelo decreto.
Lista
de serviços será divulgada
pela internet
Os usuários do SUS passarão a ter acesso a informações
sobre quais são os serviços de saúde oferecidos
em cada região. As listas serão divulgadas pela
internet e estarão disponíveis em hospitais e postos
de saúde.
"Hoje, o usuário precisa ficar descobrindo se o
SUS cobre um tipo de tratamento, indo de hospital a hospital.
Com o novo sistema, tudo será público e de fácil
acesso", afirmou o ministro Alexandre Padilha (Saúde).
O novo serviço está sendo montado e deve estar
pronto até o final do ano. Os usuários terão
acesso também pela internet a uma nova lista de medicamentos
oferecidos pelo SUS.
O Ministério da Saúde começou ainda a mapear
os serviços de saúde em todo o país para
definir as metas dos futuros contratos de gestão.
Padilha considera
a assinatura do decreto presidencial um marco, pois ele criará um modelo de gestão moderna no
setor, com possibilidade de cobranças a todos os envolvidos
com o serviço de saúde no país.
Diário de São
Paulo
Médicos ameaçam
suspender consultas de planos em SP
Categoria
reclama do valor pago pelas operadoras, faz assembleia nesta
quinta
e promete abrir números do setor
Médicos que atendem planos e seguros de saúde
em São Paulo vão se reunir em assembleia nesta
quinta-feira propensos a entrar em greve. O movimento, liderado
pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo, APM (Associação
Paulista de Medicina) e Cremesp (Conselho Regional de Medicina),
exige que empresas de medicina de grupo, de autogestão
e seguradoras aumentem os valores pagos por consultas e procedimentos
de saúde. Alega que os médicos não recebem
reajustes por seu serviços há cerca de dez anos.
Aproximadamente
60 mil médicos trabalham para quase mil
empresas em São Paulo. Eles reivindicam que a remuneração
por consulta, em torno de R$ 30, chegue a R$ 80. "Tem empresa
que paga menos de R$ 20 por consulta", afirmou o presidente
do Sindicato dos Médicos, Cid Carvalhaes.
"Na região da Avenida Paulista, o custo operacional
de manter um consultório, com despesas e impostos, chega
a R$ 20 por consulta. O médico não pode pagar para
trabalhar", disse.
"Recebemos R$ 80 para fazer uma cirurgia de fimose ou amídala",
acusou Jorge Carlos Machado Curi, presidente da APM. "Isso
quase não paga o estacionamento do carro para fazer a
operação", registrou ele. Curi prometeu abrir
para a população, a partir desta quinta, o que
chama de "baú da saúde". Nas palavras
dele: "Vamos dar transparência ao setor, apresentar
todos os números. Quase 50% da população
em São Paulo tem plano de saúde. As pessoas precisam
saber o que acontece. Tem de haver mais respeito com os médicos."
O movimento
informa que tentou abrir negociações
com 15 grandes empresas de medicina de grupo, de autogestão
e seguradoras. Apenas oito deram respostas às reivindicações,
ainda que insuficientes. "É grande a possibilidade
da assembleia decidir paralisar algumas empresas", afirmou
Renato Azevedo Júnior, presidente do Cremesp. "Vamos
definir estrategicamente o formato da paralisação
na assembleia. Até lá, aguardamos que apresentem
propostas."
De acordo
com o presidente da APM, o valor dos procedimentos cirúrgicos seria glosado em até 30% pelas empresas,
que alegariam erros formais de preenchimento de documentos para
suspender o pagamento dos médicos.
Conforme
Curi, representantes dos enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas
vão ser convidados a participar da assembleia
dos médicos, marcada para quinta-feira, às 20h.
Será no auditório da Associação Paulista
dos Cirurgiões Dentistas, que também apoia o movimento.
Fica na Rua Voluntários da Pátria, 547, em Santana,
na Zona Norte da cidade.
Empresas
não comentam protestoA Abramge (Associação
Brasileira de Medicina de Grupo) informou, por meio de nota,
que não faz parte de suas atribuições discutir
remuneração a prestadores de serviços. Conforme
o texto, "é livre a negociação entre
as partes sobre os serviços a serem prestados". Para
a Abramge, "o movimento dos médicos é aceitável,
desde que não prejudique o atendimento aos beneficiários
dos planos de saúde".
Além de reajustes pelos serviços, os médicos
pedem "o fim das pressões das empresas para que reduzam
solicitações de exames, de internações
e de outros procedimentos, interferências abusivas que
colocam em risco a saúde dos cidadãos". A
Abramge não se manifestou. "Isso é entre os
profissionais e as empresas", disse Marielza Augelli, assessora
da entidade.
"Não vamos tomar atitudes afoitas, mas vamos respeitar
a autonomia dos médicos", afirmou Cid Carvalhaes,
do Sindicato dos Médicos. Ele disse que o movimento não
quer prejudicar os pacientes. "Todos pagam caro e têm
dificuldade de acesso." O sindicalista admitiu, porém,
que consultas e cirurgias poderão ser desmarcadas.
Jorge Carlos
Machado Curi, da APM, afirmou que os médicos
são pressionados pelas empresas. "Sabemos que as
novas tecnologias encareceram os tratamentos, mas é inaceitável
que as empresas procurem negar consultas e procedimentos médicos
importantes, como quimioterapia nos casos de câncer",
disse. Segundo ele, os médicos, de tão pressionados,
chegam a sugerir a pacientes de planos de saúde que procurem
o SUS. Isso é o fim da picada.
Categoria
fez paralisação de 24 horas em abril
No Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril, médicos
de todo o país fizeram uma paralisação de
24 hora. Nesse dia, apenas casos de urgência e emergência
foram atendidos. Em São Paulo, eles também fizeram
uma passeata no Centro da capital para reivindicar regras contratuais
que respeitem a autonomia do médico e definam critérios
e periodicidade de reajustes.
Operadoras
vão ter prazo para atendimento A ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) decidiu impor prazos máximos
para que haja atendimento pelas operadoras. Quem descumprir a
norma poderá ser multado.
Consultas
devem ser marcadas em até 7 dias Os planos
de saúde devem garantir consultas básicas de pediatria,
clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia
em sete dias, mesmo que não seja com o médico da
preferência do consumidor.
Saúde
Business Web
Novas
regras: Benefício de pacientes e médicos
Por Sandra Franco
A Resolução Normativa 259 da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS), que entra em vigor a partir
da segunda quinzena de setembro, demonstra a força dos
cidadãos ao interagirem com o órgão regulador
acerca dos problemas que envolvem o atendimento prestado pelos
planos privados de assistência à saúde.
Uma estimativa
da ANS, de dezembro de 2010, informa a existência
de 45.570.031 beneficiários dos planos privados de saúde
no Brasil. Como ilustração, somente na região
Sudeste concentram-se mais de 29 milhões de beneficiários
Só o Estado de São Paulo reúne cerca de
18 milhões.
Entre aqueles
usuários que buscaram atendimento, aponta-se
uma média de 67,94% de reclamações (índice
até abril de 2011), especificamente entre os usuários
de planos de grande porte. Os pilares desse significativo percentual
de falhas apontadas pelos beneficiários são: a
conformação da rede credenciada e o tempo de espera
para a disponibilização do efetivo atendimento.
A garantia
de existência de prestadores ou de serviços
definidos no Rol de Procedimentos e Eventos da ANS para o atendimento
integral das coberturas previstas na Lei 9.656/98 (Lei dos Planos
de Saúde) não apresentava normatização
capaz de impedir o dano ao beneficiário. Essa foi a premissa
da Agência ao propor a Consulta Pública 37, a qual
recebeu mais de três mil contribuições da
sociedade.
Identificados
os obstáculos para o cumprimento da garantia
ao atendimento, veio o texto normativo fixar que os procedimentos
presentes no Rol de Procedimentos da ANS devem ser acessíveis
ao usuário no município pertencente à área
de abrangência do e da área de atuação
do produto contratado.
Não obstante, nos casos em que inexistir prestador credenciado
no Município, a operadora deverá pagar a prestação
do serviço para o não credenciado. Ou, em última
análise, oferecer a realização do procedimento
por prestador credenciado em qualquer localidade, responsabilizando
pelo deslocamento do beneficiário.
De igual
forma, a limitação de um prazo para que
a operadora disponibilize o serviço buscado pelo usuário
apresenta uma variação de 7 (sete) a 21(vinte e
um) dias úteis. Este último relacionado a procedimentos
de alta complexidade e cirurgias eletivas. No que se refere aos
laboratórios de análises clínicas, o prazo
cai para 3 (três) dias.
Embora o
art. 1º, inciso I, da Resolução
ao definir as características de um plano privado de assistência à saúde,
apresente que “o atendimento por profissionais ou serviços
de saúde, livremente escolhidos, integrantes ou não
da rede credenciada, contratada ou referenciada”, a mesma
não atende ao direito de escolha pelo beneficiário
do prestador. Isto porque o foco da Agência é a
garantia da prestação dos serviços.
A
Resolução
Embora não esteja vinculada à manifestação
da classe médica para adequação dos honorários
pagos pela prestação de serviço aos pacientes
beneficiários de planos ou seguros de saúde – surge
em um momento de descredenciamento solicitado por muitos profissionais
médicos e de reivindicação para que as operadoras
reajustem os honorários profissionais.
As operadoras
deverão informar a quantidade mínima
de prestadores de serviços e/ou leitos, a qual que deverá ser
proporcional à quantidade de beneficiários do produto.
Não resta dúvida de que o número de serviços
credenciados precisará ser ampliado ou se inviabilizará o
cumprimento dos prazos da Resolução.
É de esperar que os honorários reajustados sejam
atrativos para estimular ao retorno aquele profissional que pediu
seu descredenciamento ou ainda para que novos se habilitem à prestação
dos serviços de saúde.
E, com todo
respeito, não poderão os descrentes
quanto ao órgão regulador, alegar que a quantidade
de profissionais poderá aumentar, possibilitando o cumprimento
dos prazos, mas não o oferecimento de uma rede credenciada
de qualidade. Destaca-se que, entre os dias 24 de junho até a
23 de julho, a sociedade civil poderá se manifestar na
Consulta Pública 44, que prevê a criação
do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores de
Serviços na Saúde Suplementar (QUALISS). A minuta
da Resolução Normativa indica os domínios
a serem avaliados, conceituando-os objetivamente: Efetividade;
Eficiência; Equidade; Acesso; Centralidade do Paciente
e Segurança. O texto pode ser lido, na íntegra,
no portal da ANS.
Há que se reconhecer o empenho da ANS no que se refere
a normatizar o setor da saúde suplementar. A Agência
conseguiu com a Resolução atingir dois de seus
objetivos: melhorar as condições dos serviços
oferecidos aos pacientes/usuários e colaborar para a valorização
dos médicos, prestadores desses serviços.
O próximo desafio, portanto, será incentivar a
melhoria continuada na qualidade assistencial. Por ora, o beneficiário
deve usufruir dessa conquista.
Saúde
Business Web
Gestores
de saúde têm
dificuldade em entender seus clientes
A falta de
compreensão das necessidades dos clientes é um
dos principais fatores que comprometem as vendas em uma empresa.
Na área de saúde, que demanda maior conhecimento
técnico e teórico dos produtos, essa necessidade é ainda
mais aparente. A constatação é de pesquisa
anual da Miller Heiman, empresa em pesquisa treinamento e gestão
de vendas.
De acordo
com as informações do estudo, 61% dos
executivos entrevistados da área de saúde sabem
o motivo pelo qual os clientes compram em suas unidades. Ao considerar
a satisfação do consumidor com o processo de vendas,
o montante cai para 12%.
No Brasil,
a empresa é representada pela GoAhead, consultoria
especializada em performance de vendas, marketing e processos
e, de acordo com a fundadora Tatiana Vidal, esse índice
mostra claramente a necessidade que o mercado sente de um treinamento
específico em vendas.
“Se levarmos em consideração que 62% dos
executivos da área de saúde afirmam que seus vendedores
são especialistas nos produtos ou serviços vendidos
e 47% conhecem profundamente o que seus clientes necessitam,
vemos que há algo incorreto nesta equação,
pois apenas 22% dos executivos mostram que seus vendedores são
efetivos em suas ações, ou seja, concretizam o
esforço de vender em resultados. Neste momento surge a
necessidade de treinamento”, explica a executiva, em comunicado.
Uma das saídas, segundo Tatiana, é focar em estudos
das melhores práticas de vendas, que apontam perfeitamente
como transformar os problemas em soluções, reverter
os pontos negativos e reforçar ainda mais os positivos.
Saúde
Business Web
Gestão de procedimentos é tendência
no mercado laboratorial
Investir
em capacitação de pessoas e em gestão
de procedimentos será uma das tendências do futuro
para a esfera de análises clínicas, segundo o presidente
do Sindicato dos Laboratórios de Análises e Patologia
Clínica do Paraná (Sinlab – PR), Carlos Ayres.
Para ele, mais do que médicos, os profissionais de saúde
também devem ter consciência de que são administradores.
“Gestão profissional não é um tema
muito abordado dentro dos laboratórios. É preciso
investir em capacitação de pessoas e ver o laboratório
também como uma empresa”.
Em sua apresentação no Congresso Brasileiro de
Análises Clínicas, realizado nesta terça-feira
(28), em Curitiba, Ayres expôs, qual será o futuro
do mercado de análises clinica, na sua opinião,
e salientou dois tipos de gestão: a gestão empresarial,
que administra o estabelecimento como um todo; e a gestão
específica, que direciona sua atenção para
cada departamento do laboratório, mantendo um controle
sobre a realização de procedimentos e estipulando
padrões de conduta.
Além disso, Ayres acredita que nos próximos anos
haverá um mercado crescente em vista dos novos parâmetros
da população. “Junto com o crescimento populacional,
encontramos também pessoas mais informadas e interessadas
nas tendências que chegam ao setor da saúde”.
O aumento
na quantidade de fusões laboratoriais também
será algo presente no futuro. De acordo com presidente
do Sinlab, é muito comum ver laboratórios comprando
e em seguida fechando outros estabelecimentos, no intuito de
se livrar de um concorrente. Porém quando se fecha um
laboratório, abre-se espaço para que outro chegue
ao mercado no lugar do antigo.
“Uma tendência para o futuro seria a fusão
de laboratórios, como forma de crescimento e estratégia
no setor”.
O fortalecimento
e a união entre os laboratórios
são pontos valorizados por Ayres. “Os laboratórios
precisam aprender a dizer não e a se posicionarem diante
de injustiças. Para isso é importante que os envolvidos
estejam integrados e lutem por um bem comum”.
Atrelado à união entre as partes está o
cooperativismo. Segundo o representante do Sinlab, a adoção
desse hábito é uma tendência benéfica
para o mercado de análises clínicas. “Um
dos exemplos dessa vertente é a valorização
das compras coletivas, onde mais empresas são beneficiadas
pagando um valor mais acessível”.
O incentivo
entre os profissionais e a valorização
do setor também é um aspecto a ser contemplado. “Os
laboratórios precisam enxergar o seu valor no mercado
da saúde, ampliar seu poder de negociação
e ocupar o lugar que merecem dentro do cenário”.
Agência
Brasil
Ressarcimento de planos ao SUS bate recorde
O valor pago
por operadoras de planos de saúde ao Sistema Único
de Saúde (SUS) pelo atendimento dos segurados em hospitais
da rede pública bateu recorde no primeiro semestre deste
ano. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
os ressarcimentos ao SUS somaram R$ 25 milhões até agora,
mais do que o total recebido pelo SUS entre 2008 e 2010.
Os planos
de saúde devem ressarcir o SUS sempre que um
dos seus clientes é atendido pela rede pública,
e não por médicos e hospitais conveniados. Padilha
disse que esses pagamentos estavam sendo feitos em ritmo lento.
O governo, porém, pretende acelerar as cobranças “Queremos
um ressarcimento crescente e, para isso, é fundamental
o ajuste de um sistema de informação”, disse
Padilha após participar da abertura da 16ª Conferência
Municipal de Saúde de São Paulo.
Padilha informou
que o Ministério da Saúde está trabalhando
com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
que regula o funcionamento dos planos de saúde, para obter
dados sobre todos os atendimentos a clientes das operadoras feitos
pelo SUS. Ele disse que uma resolução da ANS já prevê que
as guias de atendimento dos clientes de planos indiquem também
a identificação deles no sistema do SUS, justamente
para facilitar o ressarcimento.
“Isso [a resolução] vai ser um ganho para
o SUS, mas também para os planos de saúde”,
disse Padilha. “Na medida que você integra o sistema
de informação do SUS com o dos planos, os planos
também passam a ter informações dos seus
clientes quando eles passam pelo SUS.”
De acordo
com Padilha, existem hoje mais de 45 milhões
de usuários de planos de saúde no país.
Em alguns locais, até 90% dos procedimentos de alta complexidade
aos quais esses pacientes são submetidos são feitos
pelo SUS.
O Globo
RJ:
Sem aumento, cirurgiões
prometem parar
Os cirurgiões cardiovasculares continuam na luta para
melhorar o pagamento das equipes que realizam cirurgias cardíacas.
Após dois anos e várias tentativas de negociação
com as operadoras de planos de saúde, os cirurgiões
que operam em hospitais privados e filantrópicos do Rio
de Janeiro pretendem parar de aceitar alguns convênios
a partir de 8 de agosto, caso até lá não
haja acordo.
Segundo os
médicos, há aproximadamente oito anos
os valores pagos pelas operadoras não são reajustados.
Os pagamentos estabelecidos por alguns planos para determinados
procedimentos sequer acompanham o que é pago pelo SUS.
— Já fizemos diversas tentativas de negociação — afirma
o diretor-presidente da Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares
do Rio, Ronald Peixoto.
Ele acrescentou
que há um ano os cirurgiões entraram
em acordo com o SUS e com algumas das principais operadoras de
planos de saúde. Peixoto ressalta que todas as cirurgias
de emergência serão realizadas.
Valor Online
União adota remuneração por mérito
na saúde
Por
Luciano Máximo
O Ministério da Saúde estrutura um projeto de
remuneração por desempenho para duas de suas principais
políticas públicas: o Programa Saúde da
Família (PSF) e o Serviço Móvel de Atendimento
de Urgência (Samu). De acordo com o ministro Alexandre
Padilha, o objetivo é duplicar, até 2014, os gastos
com esses serviços, cuja execução orçamentária
no ano passado ultrapassou os R$ 6 bilhões.
O PSF, formado
por médicos, enfermeiros, dentistas, assistentes
sociais e psicólogos, conta com mais de 30 mil equipes
em todo o país, responsáveis pela atenção
básica de saúde de cerca de 100 milhões
de brasileiros. O ministério, em parceria com universidades,
irá monitorar o trabalho dos profissionais do PSF e elaborar
indicadores de qualidade, a partir dos quais serão criadas
faixas de remuneração extra. Também será parte
da avaliação um teste de satisfação
do usuário do PSF. Segundo Padilha, o repasse médio
do governo federal para cada equipe do programa é de R$
7 mil por mês.
"Estamos dispostos a dobrar o que o Ministério repassa
hoje ao [Programa] Saúde da Família dos municípios,
desde que as atuações das equipes sejam acompanhadas
por indicadores de qualidade: produção, agenda,
qualidade do acompanhamento do pré-natal, diminuição
das internações e dos índices de doenças
crônicas. Vamos estimular quem faz bem", afirmou Padilha,
durante participação, ontem, da 16ª Conferência
Municipal de Saúde de São Paulo.
Até o fim do ano, cerca de 20% das cidades participantes
do PSF devem aderir ao programa de remuneração
por desempenho. Nos próximos quatro anos, a expectativa
do governo é que 80% das equipes do PSF participem da
nova política, que também valerá para o
Samu, disse o ministro. "Queremos aumentar a cobertura do
Samu de 55% para 80% da população até 2014
e isso será feito de acordo com o desempenho. Vamos estimular
as unidades que funcionam bem, de forma articulada com a rede
de hospitais, com tempo adequado de resposta. Vamos dobrar também
o valor do nosso repasse."
Lígia Bahia, professora da Universidade Federal do Rio
de Janeiro (UFRJ), explica que, nos últimos anos, políticas
de incentivo na área de saúde "saíram
de moda" e que estas podem ser uma experiência arriscada
para o Brasil. "A prática foi interrompida na Inglaterra
e em outros países desenvolvidos por causa de falsificação
dos indicadores. É interessante haver avaliação
de qualidade na saúde, o problema é vincular isso
incentivo financeiro", opina a médica. Segundo ela,
a valorização do mérito profissional no
setor deveria levar em conta outros critérios, como experiência,
titulação, dedicação à carreira.
Para um militante
do setor de saúde, que não quis
se identificar, o aumento dos repasses anunciados por Padilha "coincide" com
a atual pressão do Congresso Nacional sobre o Executivo
para colocar em votação a Emenda 29. A matéria
regulariza o financiamento público da saúde no
país e cobra maior participação da União
nos gastos do setor. Além da implantação
da remuneração por desempenho no PSF e no Samu,
o ministro Alexandre Padilha disse que o governo federal repassará R$
400 milhões para reformas e ampliações de
unidades de saúde municipais.
Saúde
Business Web
Saúde amplia transparência
e controle de repasses
O Ministério da Saúde vai ampliar o controle e
a transparência dos repasses de verbas federais às
prefeituras, por meio de fundos de saúde. De acordo com
o decreto presidencial publicado no Diário da União
(DOU), os municípios só poderão receber
recursos por meio de contas específicas para a saúde
e terão de movimentar o dinheiro apenas por meios eletrônicos.
As mudanças entram em vigor em 60 dias.
Segundo o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a medida
visa o maior controle e o emprego integral dos recursos destinados à saúde
pelo Governo Federal.
As novas
regras permitirão um monitoramento sobre os
investimentos em saúde realizados com verbas federais,
fornecendo aos órgãos de controle uma base de dados
que ampliará a transparência.
O decreto
veta o saque em espécie, “na boca do
caixa”, das transferências federais. Para efetuar
pagamentos, as prefeituras terão de fazer depósito
direto nas contas de seus fornecedores e prestadores de serviços,
em contas em que estes sejam os titulares.
Até o teto de R$ 800, o pagamento em dinheiro poderá ser
feito a pessoas físicas apenas em situações
excepcionais, que terão de ser justificadas na prestação
de contas. Nestes casos, que deverão respeitar o limite
anual de R$ 8 mil, a prefeitura tem de apresentar identificação
do beneficiário.
Regularização
Em paralelo
a medida, o Ministério da Saúde também
está acompanhando a constituição e a regularização
dos fundos municipais, cujo prazo se encerra em 30 de junho de
2011.
De acordo
com informações do órgão,
até agora, 261 municípios de 19 estados – o
equivalente a 4,7% das cidades – ainda não adequaram
o funcionamento de seus fundos de saúde, que precisam
ter número de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica
( CNPJ) específico, de acordo com regras acordadas há dois
anos.
A partir
de julho só serão realizados repasses
federais diretos às prefeituras cujos fundos estejam regulares.
Para evitar interrupção no atendimento à população
destas cidades, os recursos do Ministério da Saúde
serão enviados aos fundos estaduais, que ficam responsáveis
pela administração dos serviços nesses locais.
Para orientar
os municípios na transição
para o novo modelo, técnicos do ministério da Saúde
entraram em contato com todos os gestores, alertando-os, inclusive,
para o prazo de adesão.
O contato
com os gestores elevou o percentual de adesão
dos fundos municipais de 84,88% em dezembro do ano passado para
95,1% até esta a última sexta-feira (24), com a
regularização de 568 municípios.
Espaço do Idec em Última Instância
O
reajuste por faixa etária e o Estatuto do Idoso
Por Juliana Ferreira
As mensalidades
dos planos de saúde podem sofrer três
tipos de reajustes: o reajuste anual; o reajuste por sinistralidade,
de legalidade questionável; e o reajuste por mudança
de faixa etária. O reajuste por mudança de faixa
etária é o aumento imposto ao consumidor de plano
de saúde com base na variação de sua idade.
A Lei de Planos de Saúde (Lei 9.656/98), em seu artigo
artigo 15, previu a possibilidade das operadoras efetuarem este
reajuste, desde que o contrato preveja as faixas etárias
e os percentuais de reajustes incidentes em cada uma delas. Mas
também fez uma única ressalva: proíbe tal
reajuste aos consumidores com mais de 60 anos, desde que participassem
do plano de saúde há mais de 10 anos.
Pois bem.
Nos planos antigos (anteriores à Lei de Planos
de Saúde e, portanto, assinados antes de janeiro de 1999),
o aumento por mudança de idade é proibido se não
estiver escrito claramente no contrato as faixas etárias
e os percentuais de aumento em relação a cada faixa,
sob pena de se configurar cláusula abusiva que permite
variação unilateral do preço e que coloca
o consumidor em desvantagem exagerada, nos termos do artigo 51,
IV e X, c.c. parágrafo 1º, II, do Código de
Defesa do Consumidor.
Para os planos
assinados entre 1998 e dezembro de 2003, antes de entrar em
vigor o Estatuto
do Idoso – a regra criada
pela ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar
previa sete faixas etárias e autorizava o aumento total
de até 500% entre elas, sendo comum aumentos exorbitantes
concentrados nas últimas faixas. As faixas etárias
são: 1) 0 (zero) a 17 (dezessete) anos; 2) 18 (dezoito)
a 29 (vinte e nove) anos; 3) 30 (trinta) a 39 (trinta e nove)
anos; 4) 40 (quarenta) a 49 (quarenta e nove) anos; 5) 50 (cinqüenta)
a 59 (cinqüenta e nove) anos; 6) 60 (sessenta) a 69 (sessenta
e nove) anos; e 7) 70 (setenta) anos em diante
Em 1º de janeiro de 2004 entrou em vigor a Lei 10.741/03,
conhecida como Estatuto do Idoso. Assim como outras legislações
existentes no país – Estatuto da Criança
e do Adolescente e Código de Defesa do Consumidor, por
exemplo – o Estatuto do Idoso objetiva dar maior proteção
a um grupo vulnerável da sociedade.
Para o Estatuto, é considerado idoso aquele que tem 60
anos ou mais. Dentre as suas medidas protetivas está a
vedação de práticas discriminatórias
a idosos nos planos de saúde. Assim determina o artigo
15, parágrafo 3º: “É vedada a discriminação
do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores
diferenciados em razão da idade”.
Vale observar
que o Estatuto do Idoso foi criado pois constatou-se que as
operadoras
de planos de saúde passaram a criar
obstáculos para a permanência de consumidores de
terceira idade em suas carteiras, através da imposição
de altos reajustes por mudança de faixa etária
concentrados nas últimas faixas.
Então, a partir de 2004, com a criação
do Estatuto do Idoso e a proibição do aumento de
mensalidade acima dos 60 anos em razão da idade, a ANS
criou nova norma na qual foram padronizadas dez faixas etárias,
mas foi mantido o aumento de 500% entre a primeira e a última
faixa. Nesse caso, as faixas etárias são: 1) 0
(zero) a 18 (dezoito) anos; 2) 19 (dezenove) a 23 (vinte e três)
anos; 3) 24 (vinte e quatro) a 28 (vinte e oito) anos; 4) 29
(vinte e nove) a 33 (trinta e três) anos; 5) 34 (trinta
e quatro) a 38 (trinta e oito) anos; 6) 39 (trinta e nove) a
43 (quarenta e três) anos; 7) 44 (quarenta e quatro) a
48 (quarenta e oito) anos; 8) 49 (quarenta e nove) a 53 (cinquenta
e três) anos; 9) 54 (cinquenta e quatro) a 58 (cinquenta
e oito) anos; 10) 59 (cinquenta e nove) anos ou mais.
Mas, infelizmente,
esta nova norma da ANS não resolveu
o problema enfrentado pelos idosos nos planos de saúde,
já que Na prática o que houve foi a antecipação
dos reajustes. Antes concentrados principalmente nas faixas de
50 a 59 anos e de 60 a 69, os reajustes passaram a pesar mais
nas faixas dos 44 e 48 anos e na faixa de 59 anos ou mais.
Pesquisa
do Idec, realizada no final de 2008, com base nas propostas
de vendas
e contratos de planos de saúde de 16 operadoras
revela que pessoas a partir dos 60 anos são indesejadas
pelas empresas. Entre as irregularidades, estão aumentos
abusivos nas últimas faixas etárias, que chegam
a 104%, o que tem levado à "prática de expulsão" dos
mais velhos das carteiras.
Desde que
o Estatuto do Idoso entrou em vigor estabeleceu-se uma controvérsia quanto a sua aplicabilidade: ele pode
ser aplicado aos contratos assinados antes de sua entrada em
vigor, ou somente para os contratos que forem assinados depois
de 1º de janeiro de 2004.
Evidente
que a melhor interpretação e o correto
entendimento da legislação leva ao entendimento
de que as disposições do Estatuto do Idoso são
aplicáveis a todos os contratos, indiferente da data de
sua assinatura.
Como é sabido, regra geral, as leis somente podem produzir
efeito sobre atos que se derem depois de sua entrada em vigor. É o
que determina o artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição
Federal, ao falar de direito adquirido e ato jurídico
perfeito.
Mas existem
situações em que, para a proteção
da própria relação contratual e dos direitos
envolvidos, leis podem recair sobre relações contratuais
que se iniciaram antes delas, desde que sejam normas que visam
proteger a ordem pública e os interesses sociais, como é o
caso dos contratos de planos de saúde.
O consumidor,
quando contrata um plano de saúde, contrata
um serviço contínuo e o seu principal objeto é “a
transferência (onerosa e contratual) de riscos referentes
a futura necessidade de assistência médica ou hospitalar” [1].
Ou seja, o que o consumidor deseja ao contratar um plano de saúde é ter
garantido que, no futuro, quando ele ou sua família precisar
de atendimento, haverá a cobertura.
E, para tanto,
o consumidor estabelece com a operadora de plano de saúde uma relação duradoura, que se estende
por anos. Esse tipo de contrato é conhecido, na linguagem
jurídica, como contrato relacional, ou contrato de trato
sucessivo.
A legislação, por sua vez, assim como a sociedade,
tende a evoluir, e não faz sentido “prender” o
consumidor à legislação do momento da assinatura
de um contrato desse tipo, se surge uma legislação
posterior, de interesse social. Assim, quando são editadas
leis como o Estatuto do Idoso, que são de interesse social,
sua aplicação deve ser imediata, incidindo sobre
todas as relações que, na execução
do contrato de trato sucessivo, acontecerem a partir da edição
dessa nova lei.
Não é qualquer lei que tem esse efeito de aplicação
imediata, mas somente aquelas que são consideradas de
ordem pública ou de interesse social (como é o
caso do Estatuto do Idoso) , e não é qualquer contrato
que é afetado, mas apenas aqueles que, por suas peculiaridades – expressas
acima, são classificados como contratos de trato sucessivo
(como é o caso dos planos de saúde).
E o Superior
Tribunal de Justiça tem posicionamento favorável
ao consumidor, reconhecendo a aplicação do Estatuto
do Idoso e vedando a aplicação de reajustes por
mudança de faixa etária para pessoas com 60 anos
ou mais, independentemente da data de contratação
do plano de saúde, conforme ementas exemplificativamente
transcritas a seguir:
“Direito civil e processual civil. Recurso especial. Ação
revisional de contrato de plano de saúde. Reajuste em
decorrência de mudança de faixa etária. Estatuto
do idoso. Vedada a discriminação em razão
da idade.
- O Estatuto
do Idoso veda a discriminação da
pessoa idosa com a cobrança de valores diferenciados em
razão da idade (art. 15, parágrafo 3º).
- Se o implemento
da idade, que confere à pessoa a condição
jurídica de idosa, realizou-se sob a égide do Estatuto
do Idoso, não estará o consumidor usuário
do plano de saúde sujeito ao reajuste estipulado no contrato,
por mudança de faixa etária.
- A previsão de reajuste contida na cláusula depende
de um elemento básico prescrito na lei e o contrato só poderá operar
seus efeitos no tocante à majoração das
mensalidades do plano de saúde, quando satisfeita a condição
contratual e legal, qual seja, o implemento da idade de 60 anos.
- Enquanto
o contratante não atinge o patamar etário
preestabelecido, os efeitos da cláusula permanecem condicionados
a evento futuro e incerto, não se caracterizando o ato
jurídico perfeito, tampouco se configurando o direito
adquirido da empresa seguradora, qual seja, de receber os valores
de acordo com o reajuste predefinido.
- Apenas
como reforço argumentativo, porquanto não
prequestionada a matéria jurídica, ressalte-se
que o artigo 15 da Lei 9.656/98 faculta a variação
das contraprestações pecuniárias estabelecidas
nos contratos de planos de saúde em razão da idade
do consumidor, desde que estejam previstas no contrato inicial
as faixas etárias e os percentuais de reajuste incidentes
em cada uma delas, conforme normas expedidas pela ANS. No entanto,
o próprio parágrafo único do aludido dispositivo
legal veda tal variação para consumidores com idade
superior a 60 anos.
- E mesmo
para os contratos celebrados anteriormente à vigência
da Lei 9.656/98, qualquer variação na contraprestação
pecuniária para consumidores com mais de 60 anos de idade
está sujeita à autorização prévia
da ANS (art. 35-E da Lei n.º 9.656/98).
- Sob tal
encadeamento lógico, o consumidor que atingiu
a idade de 60 anos, quer seja antes da vigência do Estatuto
do Idoso, quer seja a partir de sua vigência (1º de
janeiro de 2004), está sempre amparado contra a abusividade
de reajustes das mensalidades com base exclusivamente no alçar
da idade de 60 anos, pela própria proteção
oferecida pela Lei dos Planos de Saúde e, ainda, por efeito
reflexo da Constituição Federal que estabelece
norma de defesa do idoso no art. 230.
- A abusividade
na variação das contraprestações
pecuniárias deverá ser aferida em cada caso concreto,
diante dos elementos que o Tribunal de origem dispuser.
- Por fim,
destaque-se que não se está aqui alçando
o idoso a condição que o coloque à margem
do sistema privado de planos de assistência à saúde,
porquanto estará ele sujeito a todo o regramento emanado
em lei e decorrente das estipulações em contratos
que entabular, ressalvada a constatação de abusividade
que, como em qualquer contrato de consumo que busca primordialmente
o equilíbrio entre as partes, restará afastada
por norma de ordem pública. Recurso especial não
conhecido.”
(REsp 809329/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 25/03/2008, DJe 11/04/2008)
E este mesmo entendimento foi replicado no julgamento do AgRg
no Ag 978565/RJ, do REsp 989380/RN, do AgRg no REsp 707286/RJ,
do AgRg no AgRg no REsp 533539/RS, do REsp 1106557/SP e do AgRg
no REsp 325593/RJ.
Portanto,
não há dúvida de que o melhor
entendimento da legislação leva à aplicação
do Estatuto do Idoso e a consequente vedação da
aplicação de reajustes por mudança de faixa
etária para pessoas com 60 anos ou mais, independentemente
da data de contratação do plano de saúde.
Terça-feira,
28.06.11
Agência Câmara de Notícias
Subcomissão sobre fármacos se reúne com
secretário do Ministério da Saúde
A Subcomissão Especial de Desenvolvimento do Complexo
Industrial e Saúde, Produção de Fármacos,
Equipamentos e Outros Insumos se reúne nesta quarta-feira
(29) com o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos
Gadelha, para discutir assuntos relacionados à produção
de fármacos. A reunião está marcada para
as 14h30, no Plenário 16.
A presidente
da subcomissão é a deputada Jandira
Feghali (PCdoB-RJ). O relator é o deputado Dr. Paulo César
(PR-RJ). A subcomissão é vinculada à Comissão
de Seguridade Social e Família.
Correio Braziliense
Uma
sangria de R$ 88 bilhões
Executivo
tenta evitar votações de projetos que
causam rombo no Orçamento. Freio nos restos a pagar, repleto
de emendas parlamentares, complica negociação
Por Denise Rothenburg / Paulo de Tarso Lyra / Colaboraram Ivan
Iunes e Leandro Kleber
A ministra
de Relações Institucionais, Ideli Salvatti,
e o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza
(PT-SP), terão trabalho para convencer a base aliada a
evitar a votação, antes do recesso parlamentar,
de pelo menos três projetos que representam aumento de
mais de R$ 58 bilhões para os cofres públicos:
a regulamentação da Emenda nº 29, que aumenta
os recursos para a Saúde; a ampliação do
teto do Supersimples e a PEC 300, que equipara o piso salarial
de policiais e bombeiros de todo o Brasil. Essa última
ainda embute um gasto de R$ 30 bilhões nas contas estaduais,
o que amplia o rombo orçamentário para R$ 88 bilhões.
Para aumentar
o drama, Ideli já foi avisada pela presidente
Dilma Rousseff que o decreto que permite a liberação
dos restos a pagar, repleto de emendas parlamentares de 2009,
não será novamente prorrogado. Ela tenta negociar
com a equipe econômica pelo menos mais R$ 250 milhões — além
dos R$ 750 milhões já prometidos pelo Planalto — para
que as prefeituras possam firmar convênios com a União.
E quer empenhar até 15 de julho R$ 1 bilhão em
emendas de 2011.
A situação não está fácil,
já que o primeiro partido a cobrar a fatura do Planalto é o
PT. “O governo já passou da fase de tourear esses
projetos antigos. Agora é sentar, negociar e votar”,
afirma o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), um dos petistas que
se sente desprestigiado após perder os principais cargos
que tinha nos bancos públicos federais.
“O Super Simples queremos votar. Mas a PEC 300 não
tem data marcada. Quanto à Emenda nº 29, é preciso
envolver os governadores, uma vez que a União já cumpre
a sua parte”, afirmou Vaccarezza (PT-SP), encarregado das
negociações. “Quando se aprova um gasto, é preciso
dizer de onde sai o dinheiro”, completou Vaccarezza, em
referência ao fato de os parlamentares preverem novos investimentos,
mas não apontarem uma fonte de financiamento.
Tempo
Dos três projetos, o que causa menos impacto é a
ampliação do teto do Super Simples — R$ 3,5
bilhões a mais sairão do caixa do governo. O projeto
aumenta os limites de acesso para esse imposto — no caso
dos microempresários, dos atuais R$ 240 mil de receita
por ano para R$ 360 mil. Para os pequenos empresários,
a receita passa de R$ 2,4 milhões ao ano para R$ 3,6 milhões.
A União quer negociar valores menores e, com isso, aproveitar
para ganhar tempo e tentar evitar a votação do
PL antes do recesso.
No caso da
Emenda nº 29, governo e base têm uma divergência:
os congressistas discordam da criação de um novo
imposto para cobrir os R$ 11 bilhões de aumento da despesa. “Não
votamos o aumento de recursos da Saúde porque o governo
não quis. Falta só o meu destaque, que inviabiliza
a criação do novo imposto, para que a Emenda nº 29
seja regulamentada pela Câmara e vá ao Senado”,
comenta o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA).
Já a PEC 300, que equipara os salários de policiais
militares e bombeiros de todo o país aos valores pagos
no DF, já foi aprovada em primeiro turno e, se for mantida,
poderá representar um acréscimo de R$ 43,5 bilhões
na despesa dos cofres federais por causa da criação
de um fundo para a segurança pública. Esse dinheiro
seria repassado aos estados com dificuldades para custear os
novos patamares salariais.
Em 5 de julho,
os policiais farão mobilização
em Brasília para aprovar a proposta em segundo turno. “Um
governo que capitaliza a Petrobras, dá recursos ao BNDES
(Banco Nacional de Desenvolvimento Social), repassa aos grandes
empresários e cria novas estatais está cacifado
e não tem por que reclamar de caixa”, diz o deputado
Ronaldo Caiado (DEM-GO), disposto a encampar o movimento dos
policiais em favor da PEC 300.
Ideli terá nos próximos dias duas frentes de batalha.
Além da base aliada da Câmara, precisará convencer
o ministro da Fazenda, Guido Mantega, da necessidade de dar mais
recursos para prefeitos e deputados. A ideia da ministra é liberar
os R$ 250 milhões restantes do total de R$ 750 milhões
prometidos para as prefeituras até o dia 30, outros R$
150 milhões até 15 de julho (data do empenho de
R$ 1 bilhão em emendas de 2011) e outros R$ 100 milhões
no início do segundo semestre.
Para convencer
a presidente, Ideli pediu à assessoria
técnica do ministério um estudo comparando o empenho
das emendas no primeiro semestre dos anos anteriores para ter
argumentos que justifiquem a liberação dos recursos.
Agência Câmara de Notícias
Ideli:
cancelamento de emendas não deverá ser
revisto
Por
Renata Tôrres e Carol Siqueira / Edição:
João Pitella Junior
A ministra
da Secretaria de Relações Institucionais
da Presidência da República, Ideli Salvatti, sinalizou
nesta terça-feira que a presidente Dilma Rousseff não
vai mudar o decreto que cancela as emendas parlamentares ao Orçamento
de 2009 ainda não liberadas. Segundo o Decreto 7.468/11,
as obras que não forem iniciadas até 30 de junho
terão os empenhos cancelados.
A provável decisão desagrada inclusive aos deputados
aliados ao governo, porque atinge centenas de convênios
financiados com recursos de emendas parlamentares que beneficiam
prefeituras. Para os deputados, o cancelamento representa um
desgaste político com suas bases eleitorais.
Entretanto,
durante reunião com as bancadas femininas
da Câmara e do Senado, a ministra Ideli Salvatti afirmou
que a maior preocupação do governo, neste momento, é o
controle da inflação e a manutenção
do equilíbrio econômico. Segundo ela, se o decreto
for prorrogado o mercado poderá avaliar que o governo
está "afrouxando" o controle dos gastos públicos,
num momento em que a inflação começa a recuar.
"Eu não tenho autorização para dar
decisões finais, porque o prazo é o dia 30, mas
nesta questão de prorrogar decreto dos restos a pagar,
a leitura pode ser: já estão começando a
afrouxar."
Repercussão
O presidente
da Câmara, Maro Maia, disse que os parlamentares
estão preocupados com a situação dos restos
a pagar, mas descartou que o clima afete a votação
de temas polêmicos. “Uma coisa não tem a ver
com a outra, as votações vão continuar de
forma normal”, afirmou.
Ele defendeu
a prorrogação do prazo para a execução
das emendas e lembrou que o governo ainda não bateu o
martelo sobre o assunto. “É um tema que traz preocupação
aos parlamentares, porque há projetos já apresentados
e já em andamento. A dificuldade maior não foi
das prefeituras, mas da Caixa Econômica Federal, que não
teve a agilidade necessária nesse processo”, avaliou.
Emenda 29
Em sua visita
nesta terça-feira ao Congresso, Ideli Salvatti
também afirmou que o governo federal não é contra
a aprovação, na Câmara, do projeto que destina
mais recursos para a saúde (PLP 306/08), regulamentando
a Emenda Constitucional 29.
Entretanto,
segundo ela, preocupam o governo as alterações
que o Senado poderá fazer no texto, quando for analisar
o projeto: "O problema é que nós teremos,
se for aprovado o texto de origem do Senado, aumento das despesas
para a União - algo que neste momento, sem uma fonte de
receita, não é possível."
Na Câmara, falta votar um destaque do DEM ao projeto sobre
a Emenda 29. O partido pretende anular a criação
da Contribuição Social da Saúde. Segundo
a proposta atual, o tributo teria os moldes da extinta CPMF,
mas há um acordo entre os líderes para que não
se crie nenhum imposto neste ano.
Prioridades
Na reunião com a bancada feminina, a ministra Ideli Salvatti
pediu às deputadas que apresentem duas ou três propostas
prioritárias, para ela encaminhá-las ao governo.
A coordenadora
da bancada, deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP),
destacou um projeto que poderá ser considerado prioritário:
o de combate à discriminação da mulher no
mercado de trabalho (PL 6653/09).
"A maior parte das deputadas entende que não há empoderamento
de mulher se ela não estiver recebendo bem e não
estiver participando efetivamente do mundo econômico, porque
empoderamento significa também participação
efetiva, ganhos reais das mulheres."
Outra proposta
que poderá ser apresentada à ministra é a
concessão de licença-maternidade de 180 dias a
todas as trabalhadoras (PEC 30/07).
AGENDA
- Questões Polêmicas dos Planos de Saúde
Empresariais
Local: Saint
Charbel Suítes & Life - São Paulo
Sobre o evento:
O segmento
de planos de saúde coletivos, seja de pequenas
ou médias empresas, tem apresentado na atualidade grande
resistência em cumprir com suas obrigações
legais. A equipe Vilhena Silva se mantém sintonizada com
as alterações normativas da ANS, de sorte que os
clientes sempre podem contar com informações atualizadas.
A atuação especializada na área do Direito à Saúde
forneceu farto conhecimento à equipe, que seus componentes
buscam democratizar por meio de publicações e palestras.
Dessa maneira, em 29 de junho será realizada a palestra “Questões
polêmicas dos planos de saúde empresariais”,
que visa esclarecer os principais problemas relacionados aos
planos coletivos.
Para
mais informações:
E-mail: vilhenasilva@vilhenasilva.com.br
Website: www.vilhenasilva.com.br
-
2ª Edição de Simpósio Internacional
sobre Segurança em Saúde
Local: São
Paulo
Sobre o evento:
Acidentes
com pacientes associados à administração
incorreta de medicamentos, falhas no processo de medicação,
complicações cirúrgicas. Tais situações
são consideradas problemas de saúde pública
em todo o mundo e hoje a consciência da necessidade de
preveni-las é cada vez mais necessária. No dia
1º de julho, a cidade de São Paulo sedia a segunda
edição do Safety Symposium, esperado evento internacional
que tem como tema central a “Qualidade do Cuidado: segurança
do paciente”. Na ocasião, novos conceitos relacionados à segurança
do paciente estarão em discussão a partir das 9h,
no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês,
São Paulo.
O evento é apoiado pela Associação Nacional
de Hospitais Privados (ANAHP); Associação Paulista
de Epidemiologia e Controle de infecções Relacionadas à Saúde
(APECIH); Associação em Estudos de Controle de
Infecção Hospitalar do Estado do Rio de Janeiro
(AECIHERJ); Universidade Federal Fluminense (UFF); Fundação
Oswaldo Cruz; Abimed; ABIMO; Riscobiologico.org e SINDIHOSP.
Palestrantes
nacionais e internacionais dividem experiências
de sucesso
Serviço
Evento: II Safety Symposium da Aesculap Academia (Grupo B. Braun)
Data: 01/07/11
Horário: das 08h às
18h
Local: Instituto
de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio
Libanês (Rua Coronel Nicolau dos Santos, 69, Bela Vista,
São Paulo, SP)
Informações:
www.safetysimposium.com.br ou e-mail aesculap_academia_br@bbraun.com
Para
mais informações:
E-mail: heda.wenzel@approach.com.br
Website: http://www.safetysymposium.com.br/
- Auditoria de medicamentos de alto custo
Unidas / AssPrevISite
Quimioterapia,
radioterapia e agentes biológicos
01 de Julho de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
O aumento
nos custos da sáude está diretamente
relacionado à incorporação de novas tecnologias.
O advento
dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer
e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas,
auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços
para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.
O bom uso
destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis
para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente,
não só prejudica a saúde dos mesmos como
acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.
O desafio
da regulação dos agentes quimioterápicos
e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.
O objetivo
geral deste curso é capacitar o auditor a
exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes
quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima
qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.
Instrutores
1) DR.LUCIANO PALADINI
2) ENFERMEIRA
ANNA FLÁVIA FORTES
Público
Alvo
Gestores
e auditores de sistemas de saúde no Brasil.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação
Farmacêutica
Quando: 6 a 8 de Julho
Onde: Anvisa.
SIA, trecho 5, área especial 57, Brasília
- DF
Mais informações sobre a Conferência
podem ser obtidas no site www.paho.org/redparf
-
2º Simpósio de Política e Saúde:
Forum Virtual
Com o objetivo
de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro
Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de
07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde,
em Brasília, às vésperas do Congresso do
CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço
de repercussão das teses construídas no II Simpósio.
Entendemos
que os impasses da Saúde no Brasil exigem
a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma
sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado
nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate
de cunho eminentemente político e, a partir daí,
construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário.
O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a
presencial, sendo essa última durante o Simpósio.
A primeira
fase será por meio deste Fórum Virtual,
desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com
reconhecido saber na área e com atuação
vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm
a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos
da análise e da proposição de políticas.
Nossa expectativa é que a ampla participação
de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção
de teses políticas consistentes e representativas do pensamento
em prol da reforma sanitária.
Indicamos
o tema "Saúde e Desenvolvimento" para
orientar todo o debate específico, organizado sob a questão
seguinte: "Defesa intransigente do interesse público
na saúde". O formato completo é:
Tema central
do debate: Saúde e Desenvolvimento
Eixo: Defesa
intransigente do interesse público na saúde
1. Sub Eixos:
- Desvendar
e enfrentar as relações entre o setor
público e o privado na saúde;
- Direito
a Saúde,
Acesso Universal e de Qualidade;
- Justiça e Direito: Judicialização, ação
e papel do judiciário para a garantia do interesse público;
- Que alternativas
para a gestão pública de sistemas
e serviços de Saúde?
AssPreviSite
15 de julho de 2011
Auditório “Maria
Natividade Galhardo Toro”
Rua Santa
Luzia nº 48 – 11º andar - Liberdade – São
Paulo - SP
ESCOPO
Entenda as
novas nornas da Agência Nacional de Saúde
Suplementar sobre portabilidade, adaptação e migração
de contratos e garantia de atendimento dos beneficiários.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS,
nos últimos meses, promulgou diversas normas alterando
a regulamentação dos planos privados de assistência à saúde,
com sérias repercussões para os contratos em curso,
mesmo aqueles firmados antes do advento da Lei nº 9.656,
de 1998, e para as contratações futuras, individuais/familiares
e coletivas.
É de suma importância que as operadoras de planos
de saúde, consumidores e prestadores de serviços
conheçam as novas regras e suas implicações,
evitando a perda de direitos, rescisão ou interrupção
de contratos, incidência de multas, direção
técnica, alienação compulsória de
carteiras ou a liquidação extrajudicial de operadoras.
O presente
seminário examinará, com detalhes,
sob o aspecto jurídico e operacional, o disposto nas Resoluções
Normativas – RN ns. 186 (alterada pela RN n. 252 – regulamentação
da portabilidade), 254 (adaptação e migração
de contratos) e 259 (garantia de atendimentos aos beneficiários).
Durante o seminário os participantes poderão debater
os aspectos envolvidos e dirimir eventuais dúvidas.
PÚBLICO
ALVO
Dirigentes,
gerentes e diretores de operadoras de planos de saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
PALESTRANTE
José Luiz
Toro da Silva
INFORMAÇÕES
GERAIS
- O número de vagas é limitado. Não haverá cancelamento
de inscrições. Se necessário, poderá haver
substituição por outro participante.
- Informamos
que temos apenas 30 vagas (por ordem de confirmação
- não deixe para a última hora)
- Mais informações através
do telefone (11) 3101.3095 com Claudia.
- Reservamo-nos
o direito de remarcar o curso, caso não
atingirmos o número mínimo de participantes.
IBDSS - INSTITUTO
BRASILEIRO DE DIREITO DA SAÚDE SUPLEMENTAR
Rua Santa
Luzia, 48 conj 114 – CEP 01513-030 – São
Paulo – SP
Site: http://www.ibdss.org.br Tel: (11) 3101.3095
-
Fórum Nacional das Câmaras Técnicas
de Medicina do Trabalho dos Conselhos Regionais de Medicina
Data: 22 de julho
Local: Sede
do Conselho Federal de Medicina (CFM). Brasília
- DF (Veja Mapa)
Horário: Das 8h às
18h
Informações:
(61) 3445-5957 / 5900
Contato:
eventos@portalmedico.org.brEste endereço de
e-mail está protegido contra spambots. Você deve
habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Realização:
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Inscrições:
Gratuitas
-
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
A relação médico-paciente sem caráter
consumista, a proposta de criação de testamento
vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício
ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão
debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante
o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina (CFM).
O encontro
promoverá discussões sobre a prática
médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a
esta prática – por exemplo, aqueles relacionados
ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”.
O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais
vertical das interações entre os médicos
e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais
das duas profissões são muito próximos”,
afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.
Inscrições
Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro
de Direito Médico. Pelo site é possível
fazer inscrição (gratuita), acessar a programação
do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os
internautas também terão acesso ao material da
1ª edição do evento, promovido em dezembro
de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
do Conselho Federal de Medicina
Data: 16 e 17 de agosto de 2011
Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA
Iinscrições:
Gratuitas e limitadas pelo link
http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)
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16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm