Leia
nesta edição:
- ANS esclarece
sobre políticas de comercialização
restritivas
- Ministério da Saúde fará auditoria em
201 hospitais psiquiátricos de 23 estados
- Mortes
por hepatites sobem 4,7% no País
- Rio mobiliza
mais de 30 unidades de saúde com testes
rápidos para hepatites
- Falta de
dinheiro para a Saúde pública não
existe
- Cliente
de plano coletivo pode migrar sem carência
- Planos
campeões de queixas na área da saúde
- Troca de
plano de saúde sem prazo de carência
- Remédio
em Casa
- Conjunto
de mudanças
nos planos
- Guia de
troca de convênio confunde cliente
- Genéricos: 25% do total da indústria farmacêutica
- Morrendo pela boca
- Fracassa
plano do Aché de se unir com a inglesa Glaxo
para crescer
- Cresce
venda de software para gestão de hospitais
- EUA: Reforma
da saúde na Suprema Corte
- Tripartite
aprova cronograma de implementação
do Decreto 7508/11
- Pesquisa
revela baixo teor de nutrientes na alimentação
do brasileiro
- Organização Mundial da Saúde comemora
o primeiro "Dia Mundial da Hepatite"
- Epidemia silenciosa
- Tratamento de choque contra os maus-tratos
- MS inicia
implantação de testes rápidos
de HIV em aldeias indígenas
- SUS: Ministro
da Saúde visita Rede Sarah e fala da
importância da qualificação profissional
- Confederação Nacional de Saúde: Circular
Jurídico 074/2011
- Endividamento
pode levar 239 hospitais filantrópicos
dos RS ao colapso
- Mais de
90% dos brasileiros têm baixo consumo de alimentos
saudáveis
- Pesquisa social
Sexta-feira, 29.07.11
ANS
ANS
esclarece sobre políticas de comercialização
restritivas
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publica
nesta sexta-feira, 29/7/2011, a súmula normativa 19 que
dispõe sobre a comercialização de planos
de saúde.
Segundo esta
súmula, a comercialização
de planos privados de assistência à saúde
por parte das operadoras, tanto na venda direta, quanto na mediada
por terceiros, não pode desestimular, impedir ou dificultar
o acesso ou ingresso de beneficiários em razão
da idade, condição de saúde ou por portar
deficiência, inclusive com a adoção de práticas
ou políticas de comercialização restritivas
direcionadas a estes consumidores.
As operadoras
que adotarem a prática estarão em
desacordo tanto quanto às regras que regem o estatuto
do idoso quanto à resolução normativa 124
da ANS, publicada em março/2006, que dispõe sobre
a aplicação de penalidades para as infrações à legislação
dos planos privados de assistência à saúde.
A penalidade
prevista é de multa de cinquenta mil reais
por impedir ou restringir a participação de consumidor
em plano privado de assistência à saúde.
Agência
Brasil
Ministério da Saúde fará auditoria em 201
hospitais psiquiátricos de 23 estados
A medida
foi anunciada após investigação
do Ministério Público Federal de São Paulo,
com base em denúncia de 104 mortes no estado
O governo
federal vai iniciar uma auditoria em 201 hospitais psiquiátricos, em 23 estados, que prestam atendimento
pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A medida
foi anunciada depois que Ministério Público
Federal em São Paulo (MPF/SP) decidir investigar o grande
número de mortes de pacientes internados em hospitais
psiquiátricos paulistas e ter pedido informações
ao Ministério da Saúde. Uma reportagem do jornal
Folha de S.Paulo noticiou 104 mortes nas instituições
paulistas em 2010.
O ministério informou que, desde abril, vem investigando
denúncias de mortes e concentração de pacientes
no Hospital Vera Cruz, em Sorocaba (SP), e outros seis unidades
psiquiátricas da região. A investigação
está na fase final, conforme a pasta.
Na vistoria
nacional, os técnicos do ministério
vão avaliar a estrutura física dos hospitais, a
relação dos profissionais com os internados e a
eficácia do tratamento dos pacientes. O trabalho será coordenado
pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), que
terá 60 dias para apresentar os resultados a partir de
1º de setembro.
O
Estado de São
Paulo
Mortes
por hepatites sobem 4,7% no País
Por Rafael Moraes Moura
Aumento de óbitos nos três tipos da doença
contrasta com a queda no [br]número de casos; Ministério
da Saúde lança campanha de prevenção
O total de óbitos atribuído às hepatites
A, B e C aumentou em 2010 no País, comparado a 2009, divulgou
o Ministério da Saúde. Em 2010, as três hepatites
somaram 2.518 óbitos, ante 2.406 verificados em 2009 (alta
de 4,7%), segundo o novo Boletim Epidemiológico das Hepatites
Virais.
Isoladamente,
houve aumento nos óbitos em cada uma delas
- na A (de 46 para 52), na B (de 481 para 534) e na C (de 1.879
para 1.932). Mas o número de casos das três hepatites
caiu (26,1%). Casos da A caíram de 10.743 para 5.943,
da B, de 14.468 para 11.700, e da C, de 10.240 para 8.557.
Das três, a hepatite C foi a que mais matou entre 2000
e 2010 -14.873 óbitos, dos quais 58,3% ocorreram na Região
Sudeste e 23,4% na Sul. Dos óbitos por hepatite C, 60,7%
foram constatados em homens. No mesmo período foram registrados
4.978 óbitos causados por hepatite B e 608 por hepatite
A.
"Diagnóstico precoce é a melhor maneira de
evitar que os casos se agravem", disse o secretário
de vigilância em Saúde do ministério, Jarbas
Barbosa. A pasta lembra que as hepatites B e C são doenças
silenciosas. A B é mais frequente entre pessoas de 20
a 49 anos e a C predomina entre pessoas de 30 a 59 anos.
"São totalmente diferentes. O decréscimo
dos casos de hepatite A está relacionado a saneamento.
Ampliamos a vacinação contra hepatite B. E a C,
que não tem vacina, depende de ações de
conscientização", disse o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha.
Após ampliar a vacina de hepatite B para jovens de até 24
anos, o governo deve estender em 2012 a faixa para pessoas de
até 29 anos, informou Padilha. Para isso, serão
necessárias 45 milhões de doses extras para atender
15 milhões de pessoas a mais (são três doses
por pessoa).
A pasta lançou ontem, Dia Mundial de Luta contra as Hepatites
Virais, uma campanha de prevenção às hepatites
B e C, com material informativo, cartazes, vídeos para
TV e o site hepatitesvirais.com.br.
Agência
Brasil
Rio
mobiliza mais de 30 unidades de saúde com testes
rápidos para hepatites
Para agilizar
o diagnóstico das hepatites virais e lembrar
o dia mundial de combate à doença, a Secretaria
Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro realiza
nos dia 28 e 29, testes rápidos para detectar os tipos
B e C do vírus. As ações serão realizadas
em cinco centros de Testagem e Aconselhamento e em mais 29 unidades
de saúde no município. Nestes dois dias a prefeitura
espera realizar cerca de 4,8 mil testes
O diagnóstico deve sair em 30 minutos. Antes o resultado
demorava entre 30 e 90 dias para chegar ao paciente. Nas unidades,
haverá também uma programação especial
para divulgar informações sobre a doença,
que inclui com palestras, exibição de vídeos,
distribuição de material educativo e de preservativos.
Antes e depois
do teste, os pacientes são aconselhados,
como já é feito no caso de exames de HIV. Quem
recebe resultado positivo é encaminhado para uma unidade
de saúde, onde passa por um novo teste para confirmá-lo.
Quando esse resultado é novamente positivo, o paciente é encaminhado
para o tratamento.
A gerente
do Programa de Hepatites Virais da Secretaria Municipal de
Saúde e Defesa Civil, Guida Silva, disse que a prefeitura
está preparada para o tratamento de novos casos, mesmo
que haja uma grande demanda.
" Há mais ou menos dois anos, iniciamos a implantação
dos polos de atendimento e tratamento das hepatites virais no
município do Rio. Os médicos gastroenterologistas,
infectologistas e hepatologistas foram capacitados, assim como
as equipes multidisciplinares formadas por psicólogos,
assistentes sociais e outros profissionais que trabalham com
os médicos" , destacou, ao acrescentar que foram
implantados polos de atendimento em 12 policlínicas, cobrindo
todas as dez áreas do município.
Guida ressaltou
que a hepatite é uma doença silenciosa,
já que os sintomas, como insuficiência hepática,
hepatocarcinoma (câncer de fígado) e cirrose, demoram
cerca de 20 anos para aparecer.
Segundo a
Organização Mundial da Saúde
(OMS), 1,5 milhão de pessoas morrem de hepatites virais
no mundo por ano. A vacinação com três doses é a única
maneira de evitar o contágio da hepatite B. Utilizar material
intravenoso descartável ou esterilizado corretamente,
usar preservativo e não compartilhar objetos pessoais,
como escova de dente e canudos, são formas de evitar a
doença.
Saúde
Business Web
Falta
de dinheiro para a Saúde pública não
existe
Por Enio Salu
A gente vive
escutando que faltam recursos para a saúde
pública, … que os hospitais públicos ‘naturalmente’ assistem
mal a população por causa disso; … e por
isso precisamos pagar o plano de saúde.
Não é verdade – dinheiro tem e muito: o
problema é que não chega ao sistema de saúde.
Não é uma afirmação leviana, basta
analisar os números que nos são apresentados o
tempo todo.
Vamos começar com o orçamento público para
a saúde: a constituição e as leis complementares
exigem que pelo menos 10 % da arrecadação dos impostos
sejam destinados no orçamento para a saúde.
Considerando
os repasses do âmbito federal para o estadual
(ou distrital), e do estadual para os municípios, de tudo
que se arrecada 10 % deve ir para a saúde.
Parece ‘micharia’ quando falamos em 10 %, afinal
pode-se pensar que 10 % de nada é nada !
Mas se você mora em São Paulo e alguma vez passou
pela Rua Boavista, deve ter visto o impostômetro, que estima
(por baixo) o quanto o governo arrecadou de impostos até o
momento, e nesta semana chegou à ‘bagatela’ de
R$ 800 bilhões.
Mesmo os
mais pessimistas acreditam que em 2011 será arrecadado
R$ 1,5 trilhão !!!!!
Fazendo ‘conta de padeiro’, o que deveria ser destinado à saúde
são R$ 150 bilhões. Bem … é o que
a lei diz.
A ‘pergunta que não quer calar’ é por
que este dinheiro não chega à saúde ?
Tenho que
acreditar que não chegou, porque:
Daria para construir pelo menos 150 novos hospitais por ano;
Daria para
pagar salário digno para 1 milhão de
médicos (1 médico para cada 200 habitantes !!!!!);
Poderia comprar
medicamentos para curar a humanidade inteira; … é dinheiro ‘a
bessa’.
Se você trabalha em plano de saúde:
Daria para
o governo pagar um plano de saúde para 200
milhões de habitantes com um prêmio mensal de 62,50
por mês;
Conhece alguma
seguradora que recusaria uma proposta destas ? … 200 milhões
de vidas com ticket de R$ 62,50 !!!!
Já passou da hora de parar de reclamar que não
existe dinheiro – é mais do que evidente que o problema
da saúde é a gestão pública que não
o faz chegar onde deveria.
Nosso sistema
de repasse dos impostos é tão confuso
que ninguém consegue rastrear o que acontece entre a origem
e o destino da receita – ficamos perdendo tempo com ‘formiguinhas’ como
a necessidade de controlar o ponto dos servidores e não
damos atenção ‘ao elefante’ do controle
para que tenhamos nossos R$ 150 bilhões na saúde.
Vai construir
estádio às custas de isenção
de impostos ? Nenhum problema, desde que aumente de 10 % para
x % a verba da saúde de modo a garantir nossos R$ 150
bilhões. Tire a isenção dos outros gastos
do governo e preserve o que seria da saúde.
Nada contra
a construção de estádios, PAC,
ou qualquer ação governamental que resulte em beneficio à população
e ao crescimento.
Desde que
fique para a saúde o que é de direito … sem
truques!
Folha
de São
Paulo
Cliente
de plano coletivo pode migrar sem carência
Segundo órgãos de defesa do consumidor, no 1º dia
da norma, site da ANS dificultou a troca
No primeiro
dia das novas regras que facilitam a troca de convênio
sem carência em planos coletivos por adesão, os
clientes tiveram dificuldades para escolher o novo plano, segundo órgãos
de defesa do consumidor.
Esse tipo
de plano é contratado por entidades como sindicatos
e associações.
O guia de
planos de saúde da ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar) estava confuso e pode limitar a
procura pelo novo serviço.
No guia está a lista de quais convênios estão
na mesma faixa de preço do atual plano do cliente, informação
fundamental para que ele possa pedir a mudança para a
entidade.
Além da lentidão do sistema, que chegou a ficar
fora do ar ontem, as entidades criticaram a burocracia da página
que, segundo elas, pede uma grande quantidade de dados e não
explica com clareza quais são os benefícios das
operadoras que se encaixam na possível troca.
Para a supervisora
institucional da Pro Teste, Polyanna Carlos Silva, as informações pedidas ao consumidor são
muito técnicas.
"Não achei os dados que pedem na minha carteirinha
do convênio. Até eu, especialista, fiquei confusa."
A portabilidade
já era possível para planos individuais
e familiares desde abril de 2009. Planos empresariais não
entram na norma.
A regra é válida
apenas para os planos contratados a partir de 1999.
Ao todo,
13,1 milhões de pessoas podem fazer a mudança
(28% do total). Apenas 5.000 mudaram desde então.
Quem possui
planos anteriores a 1999 pode fazer uma adaptação
para planos novos a partir do dia 4 de agosto. Depois de adaptado,
também pode fazer a migração.
Infomoney / CQCS
Planos
campeões de queixas na área da saúde
Plano de
saúde regulamentado, plano odontológico,
convênio de assistência médica/odontológico,
plano de saúde não regulamentado e aparelho corretivo
- ortopédico, auditivo, prótese, acessório – foram
os mais reclamados na área de saúde. Juntos, eles
correspondem a 83,56% das reclamações fundamentadas
da categoria.
No total,
foram 1.600 reclamações na área
de saúde em 2010, de acordo com os dados do Cadastro de
Reclamações Fundamentadas 2010, feito pelo DPDC
(Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor),
do Ministério da Justiça.
Os mais reclamados
Em primeiro
lugar no ranking das reclamações fundamentadas
pelos consumidores no ano de 2010 na área da saúde,
estão os planos de saúde regulamentados, com 668
reclamações, o que representa 41,75% do total da
categoria. Foram atendidas 52,99% dessas reclamações
e 47,01% ficaram sem solução.
Na segunda
posição estão os planos odontológicos,
com 289 reclamações, sendo que 29,17% delas foram
atendidas e 40,83% ou 118 reclamações não
foram atendidas.
Os convênios de assistência médica/odontológica
ficaram na terceira posição, com 12,06% do total
de reclamações da área de saúde.
Do total, 141 foram atendidas e 52 ficaram sem resposta.
No quarto
e quinto lugares ficaram os planos de saúde
não regulamentados e os aparelhos corretivos, com 7,31%
e 4,38% de reclamações, respectivamente. Foram
resolvidas 43 e 18 reclamações, e 74 e 52 ficaram
sem solução, nessa mesma ordem.
Problemas
Entre os
problemas mais reclamados, outros problemas com contratos de
saúde (não cobertura, abrangência e reembolso)
ficaram no topo, com 257 reclamações. Do montante,
60,70% foram atendidas e 39,30% ficaram sem solução.
Em seguida,
o descumprimento das ofertas teve 230 reclamações
no período, com 130 casos resolvidos e 100 sem solução.
Na terceira
posição, negativa de cobertura teve
185 reclamações, sendo que 97 foram resolvidas
e 88 não foram atendidas.
Na quarta
e quinta posições, ficaram os problemas
de reajuste e os de rescisão/substituição/alteração
de contrato, com um total de 11,06% e 7,81% de reclamações,
respectivamente. Foram resolvidas 62 e 76 reclamações,
e 115 e 49 ficaram sem solução, nessa mesma ordem.
Potal G1
Troca
de plano de saúde sem prazo de carência
Mais de 13
milhões de usuários de planos de saúde
terão direito de mudar de operadora sem precisar cumprir
novos prazos de carência. As operadoras tiveram 90 dias
para se adaptar à nova regra estabelecida pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A norma beneficia
clientes de planos de saúde individual,
familiar e coletivo por adesão (contratado por conselhos
profissionais, entidades de classe, sindicatos e federações).
Esse último grupo representa mais de cinco milhões
de usuários. A ANS espera aumentar a concorrência
no mercado e melhorar o atendimento ao consumidor.
Para fazer
a mudança de plano, o usuário
precisa estar em dia com o pagamento das mensalidades.
A nova regra
permite que ele mude de um plano de abrangência
municipal, por exemplo, para outro com cobertura em todo o estado
ou nacional. O usuário terá quatro meses a partir
do mês de aniversário do contrato para fazer a mudança,
e não mais dois meses como era anteriormente.
A ANS criou
também uma portabilidade especial para usuário
de plano de saúde que está sob intervenção
da agência ou em processo de falência, e para quem
perdeu direito ao plano devido à morte do titular.
Nesses casos,
a mudança não está limitada
ao mês de aniversário do contrato é não
há necessidade de permanência mínima no plano
para pedir a modificação.
Entretanto,
a nova norma não vale para planos coletivos
contratados por empresas para seus funcionários, os chamados
planos empresariais.
O
Estado de São
Paulo
Remédio
em Casa
Em seis anos,
o Programa Remédio em Casa da Secretaria
Municipal da Saúde prescreveu 1 milhão de receitas
para 211,4 mil pacientes que vivem na cidade de São Paulo.
São doentes crônicos que sofrem de diabetes, hipertensão,
colesterol alto e hipotireoidismo, para os quais são entregues
19 diferentes tipos de medicamentos. Para a manutenção
do programa, a Prefeitura investe R$ 4,4 milhões por ano.
O êxito do programa se deve, em grande parte, a um bom
planejamento de estoques, que permite que todos os itens sejam
requisitados à indústria farmacêutica com
pelo menos quatro meses de antecedência. Segundo a Secretaria
da Saúde, até hoje nunca houve falta de medicamento.
A operação do programa é totalmente informatizada
e as unidades de saúde habilitadas fazem o cadastramento
e o acompanhamento dos seus pacientes por meio de relatórios
operacionais e gerenciais. Para aderir ao Remédio em Casa,
o paciente marca uma consulta em uma das 466 Unidades Básicas
de Saúde (UBSs) e o médico responsável pelo
atendimento faz uma avaliação de seu estado de
saúde. Uma vez confirmada a necessidade do tratamento, é a
própria UBS que se responsabiliza pela entrega dos medicamentos
prescritos. Eles são enviados em quantidade suficiente
para o período de 90 dias. Antes de receber uma nova remessa,
o paciente deve passar por consulta médica ou avaliação
realizada por um grupo multiprofissional.
O programa
permite que os doentes, além de receber os
medicamentos de que precisam, sigam uma disciplina que é de
grande valia para o tratamento. Os doentes são aconselhados
a se dedicar a atividades físicas e sociais, o que é muito
importante principalmente para os da terceira idade. Por meio
de relatórios, é possível identificar pacientes
sedentários e submetê-los a um acompanhamento contínuo,
uma das condições essenciais para o sucesso de
qualquer política de assistência a pessoas com doenças
crônicas.
O controle
dessas doenças tem um impacto altamente positivo
na rede de saúde pública. Os pacientes beneficiados
por ele deixam de engrossar as filas dos serviços de emergência
de hospitais e unidades de saúde.
A iniciativa é inovadora e melhora a gestão da
saúde pública e a qualidade de vida da população.
Seus benefícios poderão ser ainda maiores se a
administração municipal consolidar programas complementares,
como o Estratégia de Saúde da Família, além
de firmar parcerias com entidades de assistência social
a exemplo do que foi feito com a Morada Nova Luz, que abriga
cem idosos na Rua Helvetia, no centro da cidade.
Cumprindo
um calendário preestabelecido, equipes do Estratégia
de Saúde da Família realizam visitas periódicas
para avaliação das condições dos
abrigados na Morada Nova Luz. E aos que deles precisam o Programa
Remédio em Casa assegura a entrega dos medicamentos durante
todo o tratamento.
Com esse
tipo de iniciativa a Prefeitura consegue elevar o nível
da assistência oferecida à população
e fazer melhor uso das verbas disponíveis para a saúde
pública. As doenças cardiovasculares, por exemplo,
são a principal causa de morte entre a população
adulta do Brasil. A hipertensão arterial e o diabetes
são dois dos principais fatores de risco para cardíacos,
que podem, no entanto, ser controlados com o uso contínuo
de medicamentos. No caso dos pacientes com hipotireoidismo, a
falta de controle pode provocar redução no desempenho
físico e mental, além de elevação
nos níveis de colesterol, o que aumenta as chances de
problemas cardíacos.
Nos últimos seis anos, a administração
municipal foi bem-sucedida tanto em implantar como em ampliar
o Programa Remédio em Casa. Tanto que o atendimento a
pacientes com colesterol e triglicérides elevados, previsto
como meta na Agenda 2012, já foi concretizado em 2009.
Manter a eficiência do programa e sua conexão com
outras iniciativas de saúde e assistência social é fundamental
para a melhoria dos índices de qualidade de vida da população.
Folha
de São
Paulo
Conjunto
de mudanças
nos planos
Por Mônica
Bergamo
Na próxima semana, a ANS (Agência Nacional de Saúde)
publicará a resolução que atualiza a cobertura
assistencial obrigatória para os planos de saúde.
Na lista com 50 novos procedimentos que os convênios terão
que custear, a partir de janeiro de 2012, estão cirurgia
de redução de estômago via laparoscopia,
terapia ocupacional e a tomografia especial PET Scan, usada no
diagnóstico de câncer.
E passa a
valer nos próximos dias a resolução
normativa 254, que estabelece regras para adaptação
e migração de contratos das seguradoras. Segundo
a norma, planos antigos, anteriores a janeiro de 1999, se adequarão às
novas diretrizes da ANS e só poderão ser reajustados
segundo a tabela da agência.
Também em agosto será publicada a norma que obriga
os planos de saúde a disponibilizar programas que promovam
a prevenção de riscos e doenças para um
envelhecimento ativo. Se os consumidores aderirem aos projetos,
terão descontos na mensalidade dos planos.
Agora
São
Paulo
Guia
de troca de convênio
confunde cliente
Por Paula Cabrera
No primeiro
dia de validade das novas regras que facilitam a troca de convênio sem carência (período que
o cliente paga o plano, mas não tem alguns serviços),
os clientes tiveram dificuldades para escolher o novo convênio,
segundo órgãos de defesa do consumidor ouvidos
pelo Agora.
O guia da
ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)
que mostra a lista dos convênios que estão na mesma
faixa de preço do atual plano do cliente --para que ele
possa pedir a mudança-- estava confuso e pode limitar
a procura pelo novo serviço, na avaliação
das entidades.
Além da lentidão do sistema, que chegou a ficar
fora do ar por alguns instantes ontem, as entidades criticaram
a burocracia da página que, segundo elas, pede uma grande
quantidade de dados e não informa, com clareza, quais
são os benefícios das operadoras que se encaixam
na possível troca.
Brasil
Econômico
Genéricos: 25% do total da indústria farmacêutica
Implementado
no Brasil em 2000, o genérico vem conquistando
um público fiel. Isso porque, além de ter o mesmo
princípio ativo, em alguns casos, pode chegar a custar
por 50% a menos que o remédio de referência.
No contexto
mundial o crescimento desse mercado é de
11%, já no Brasil, em 2010, o aumento foi de 33% ao ano.
De acordo
com a IMS Health, os genéricos apresentaram
um crescimento de 11,53% no período compreendido entre
abril e maio de 2011, enquanto o avanço geral do mercado
farmacêutico, no mesmo período, foi de 12,14%.
Do volume
total de medicamentos comercializado no país
25% são genéricos atestados pela Associação
Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos
(PróGenéricos).
Muitos são os fatores responsáveis pelos ótimos
resultados do setor, entre eles está o aumento da renda
das classes C e D, o bom desenvolvimento da economia brasileira,
a baixa taxa de desemprego e a alta no consumo.
Outro fator
importante foi a ampliação da distribuição
dos genéricos nos pontos de venda, facilitando o acesso
de quem está em zonas periféricas. Como consequência
natural, drogarias e farmácias, também se fortaleceram.
Também é considerada responsável pelo sucesso
de vendas desse setor a quebra de patentes de medicamentos para
o tratamento de doenças crônicas — como hipertensão
e colesterol — e o campeão de vendas, o genérico
do Viagra, medicação para impotência sexual.
Ainda segundo
pesquisa do IMS Health, foi comercializado ano passado, 444,3
milhões
de unidades o equivalente a 21% do total de medicamentos vendidos
O Tempo
Morrendo pela boca
Em qualquer
pesquisa, o cidadão brasileiro convidado
a se manifestar coloca a educação e a saúde
entre os principais problemas do país. No entanto, educação
e saúde estão estreitamente relacionadas quando
se trata da qualidade da alimentação do brasileiro.
Isso pode
ser comprovado, novamente, no estudo que acaba de ser divulgado
pelo IBGE.
O brasileiro consome alimentos de alto índice
calórico e baixo teor nutritivo. Sua dieta é formada
por café, arroz, feijão e carne, temperados com
o uso de muito sal e açúcar.
Em suma,
uma dieta bastante inadequada para a manutenção
de uma boa saúde. O alto consumo de sal, por exemplo,
reflete-se na incidência da hipertensão arterial
e das doenças cardiovasculares e renais. Por falta de
cálcio, a osteoporose afeta as mulheres idosas.
A pesquisa
não mediu, mas a qualidade da alimentação
tem a ver com a educação. Para o Conselho Nacional
de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), educação
e alimentação estão fortemente associadas.
Não é figura retórica dizer que o homem
morre pela boca.
Menos de
10% da população ingere 400 gramas diários
de frutas, verduras e legumes. Em dois dias da pesquisa, só 16%
dos avaliados se alimentaram de salada crua. Quase 95% dos jovens
têm ingestão menor de leite do que os 1.100 mg diários
recomendados.
Muito do
que ocorre na alimentação do brasileiro é devido às
condições de vida. Os hábitos alimentares
foram se modificando com a urbanização e a melhoria
da qualidade de vida. O consumo de alimentos saudáveis
também diminuiu com o aumento da renda da população.
Nas cidades,
consomem-se mais alimentos industrializados. Na zona rural,
predominam
os alimentos in natura. Conforme sobe
a renda, o cidadão consome menos arroz e feijão
e mais frutas, verduras e leite. Em compensação,
abusa de doces, refrigerantes e salgados.
O brasileiro
ainda não percebeu que, na alimentação,
quantidade não é sinônimo de qualidade.
Valor
Econômico
Fracassa
plano do Aché de se unir com a inglesa Glaxo
para crescer
Por Mônica
Scaramuzzo
Farmacêutica: Laboratório nacional também
adia projeto de abrir capital na BM&FBovespa
O laboratório Aché passa por um período
de "inferno astral", o que poderá comprometer
o projeto de expansão da companhia. Depois de deixar escapar
a Mantecorp para a Hypermarcas no fim do ano passado, as negociações
para a formação de uma joint venture entre a farmacêutica
nacional e a inglesa GlaxoSmithKline (GSK), que estavam bem adiantadas,
também naufragaram, segundo fontes familiarizadas com
essa operação.
Considerada
estratégica para as duas empresas, essa parceria
daria maior robustez ao laboratório nacional, que está há alguns
meses à procura de um investidor de peso para expandir
seus negócios no país. A multinacional, que também
tinha feito proposta para levar a Mantecorp, pretende ampliar
sua atuação no Brasil, sobretudo na área
de medicamentos de prescrição médica, segmento
no qual o Aché tem uma participação relevante.
Ao Valor,
o presidente da GSK no Brasil, Cesar Rengifo, disse que a farmacêutica mantém forte interesse no Brasil,
mas não comentou a operação com o laboratório
nacional. Procurado, o Aché disse que não iria
comentar o assunto.
"Os planos da Glaxo no Brasil são bem maiores. Não
interessa à multinacional ter uma participação
minoritária em uma empresa. As negociações
devem ter esbarrado nesse quesito", afirmou uma fonte do
setor. O Aché também tem interesse em avançar
em medicamentos genéricos, segmento que não está nos
planos de crescimento da GSK no país.
Com uma estratégia de expansão bem definida dentro
e fora do país, o Aché também estava se
preparando para ir à Bolsa. Os executivos da farmacêutica
chegaram a fazer no início deste ano apresentações
a investidores, com planos de negociar entre 20% e 25% das ações
da companhia. Mas, um novo revés, desta vez pelas condições
desfavoráveis do mercado de capitais, levou a farmacêutica
a abortar essa decisão temporariamente, segundo uma fonte
familiarizada com a operação.
Considerado
um ativo atraente para as multinacionais, o Aché não
tem interesse em se desfazer do seu controle. A farmacêutica
pertence às famílias Dellape Baptista, Siaulys
e Depieri, que fizeram uma reorganização societária,
com a criação de três Fundos de Investimento
em Participações (FIP) - um para cada uma das famílias
que compartilham o controle da companhia.
Com faturamento
líquido de cerca de R$ 1,5 bilhão
em 2010, a farmacêutica engrossou nos últimos anos
o movimento de consolidação do setor. Em 2003,
o laboratório incorporou a alemã Asta Médica
do Brasil. Mas foi em 2005 que o grupo deu seu maior salto, com
a compra da Biosintética Farmacêutica, que possibilitou à companhia
entrar no segmento de genéricos - hoje os produtos são
vendidos sob a marca comercial Genéricos Biosintética.
No ano passado, a empresa adquiriu 50% da Melcon, de Anápolis
(GO).
Fundada em
1966, a farmacêutica conta com dois complexos
industriais, um em Guarulhos (Grande São Paulo) e outro
na capital paulista, no bairro Jurubatuba. O portfólio
da empresa conta com 250 marcas em cerca de 600 apresentações
de medicamentos sob prescrição, genéricos
e isentos de prescrição. A empresa, terceira maior
nacional em receita, ainda é pequena em genéricos.
Valor Online
Cresce
venda de software para gestão de hospitais
Por Moacir
Drska / Cibelle Bouças / Bruna Cortez
O segmento
de software para gestão hospitalar existe
no Brasil há dez anos, mas só nos últimos
dois anos ganhou impulso. Atualmente, o setor responde por 2%
da indústria brasileira de software, movimentando por
ano R$ 500 milhões, segundo fabricantes ouvidos pelo Valor.
As companhias estimam que esse segmento crescerá seis
vezes nos próximos cinco anos, com demanda aquecida nos
setores privado e público.
A americana
InterSystems prevê um aumento de 50% na receita
gerada em sua operação brasileira. "A projeção é de
que essa divisão movimente US$ 30 milhões neste
ano", diz Carlos Eduardo Kuhl Nogueira, diretor-geral da
companhia para a América Latina.
O principal
projeto da empresa é o Sistema Integrado
de Saúde (SIS), implantado pelo governo do Distrito Federal.
O SIS compreende 10,2 mil usuários do corpo clínico
de 41 instituições, entre hospitais, unidades de
pronto atendimento, centros de saúde e laboratórios.
No total, a InterSystems desenvolve três grandes projetos
públicos no país e já cadastrou o prontuário
eletrônico de 2,5 milhões de pacientes. A meta da
companhia é expandir esse serviço para 10 milhões
de pessoas até 2012.
Paulo Magnus,
presidente da companhia brasileira MV Sistemas, também prevê uma expansão significativa do
mercado, com aumento da demanda no setor público - que
começou a ficar forte neste ano - e crescimento das vendas
para o setor privado. Sediada no Rio Grande do Sul, a companhia
atua exclusivamente com sistemas de gestão em saúde
e tem hoje sistemas implantados em 500 hospitais.
Na
Totvs, cerca de 20% do orçamento de desenvolvimento
de produtos é destinado à àrea de saúde
Nos últimos três anos, a MV investiu em duas novas
unidades de desenvolvimento de software, instaladas em Fortaleza
e Recife, que se integram à unidade de Passo Fundo (RS).
A expansão, diz Magnus, tem por objetivo acompanhar o
cenário favorável e ampliar a receita de R$ 80
milhões registrada em 2010. "Esperamos manter em
2011 a média de crescimento de 20% observada nos últimos
anos", afirma.
Outra companhia
que vem reforçando os investimentos no
setor é a Totvs. Em dezembro, a empresa concluiu a aquisição
da Gens Tecnologia e Informática, especializada em software
de gestão para a área de saúde. Com uma
base de 36,5 mil clientes, entre hospitais, operadoras de planos
de saúde, clínicas e laboratórios, o segmento é uma
das quatro principais áreas de negócios da Totvs. "Hoje
cerca de 20% do nosso orçamento total de desenvolvimento
de software é destinado aos sistemas de saúde",
diz Gilsinei Hansen, diretor de software e segmentos da empresa.
A portuguesa
Alert, que chegou ao país em 2007, também
diz se beneficiar da demanda no setor público. A empresa
tem contratos com 35 hospitais, que atendem 12 mil pessoas por
dia. Neste mês, fechou contrato com 20 hospitais da rede
pública do Estado de Minas Gerais e com a Beneficência
Portuguesa, de São Paulo. "As vendas para o Brasil
devem crescer 60% neste ano", afirma Luiz Brescia, diretor-geral
da Alert no país. A operação representa
30% da receita global da companhia. A projeção
da Alert é elevar seu faturamento global de € 47
milhões para € 60 milhões neste ano.
Dona da Wheb
Sistemas, que possui 350 clientes, a Philips estuda adquirir
outras empresas
de software no país para complementar
seu portfólio, afirma Juan Hoyos, diretor da área
de cuidados ao paciente e informática.
Os investimentos
feitos por essas companhias levam em consideração
a demanda atual e as expectativas de avanço no grau de
informatização das instituições de
saúde. Existem no país 6,3 mil hospitais públicos
e privados, mas apenas 15% possuem sistemas informatizados, o
que limita um avanço mais rápido das vendas de
softwares de gestão, afirma Ciro Menezes, diretor comercial
da HelpLink. "O mercado atual é pequeno, mas há um
grande potencial de expansão", afirma.
A HelpLink
investiu R$ 700 mil no desenvolvimento de um software, lançado há um ano. Atualmente, seis unidades de
saúde usam o programa. Como estratégia de crescimento,
a HelpLink pretende participar neste ano de sete licitações
de prefeituras e governos estaduais. A maioria das licitações
são no Estado de São Paulo. Menezes observa que
já foram divulgados em torno de 50 editais neste ano.
A MTM Tecnologia
também passou a competir no segmento
há dois anos, com um aplicativo de prontuário eletrônico
para smartphones. O aplicativo já foi adotado pela equipe
médica do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), em
São Paulo; pelo Hospital Espanhol, em Salvador, administrado
pela Real Sociedade Espanhola de Beneficência; e exportado
para 1,2 mil clínicas dos Estados Unidos e da Inglaterra
por meio da representante Care Stream Health. "Neste ano,
pelo menos mais seis hospitais no Brasil vão instalar
o software", diz Gustavo Perez, presidente da companhia.
Programas
começam
a ajudar em tratamentos
O uso de
softwares tem auxiliado a gestão de hospitais
e clínicas médicas, mas, agora, os benefícios
dessas tecnologias começam a ir além da ala administrativa.
Embora a oferta ainda seja incipiente, já existem softwares
desenvolvidos especificamente para ajudar no tratamento de doenças.
O tabagismo é um dos males cujo combate conta com o auxílio
de um software especial, desenvolvido no Brasil. O funcionamento
da ferramenta é simples: o médico fornece ao sistema
uma série de informações referentes ao tratamento;
a análise desses dados permite medir os resultados e adequar
a metodologia caso o tratamento não tenha sucesso.
A ferramenta
não
surgiu por iniciativa de uma empresa de software. Sem encontrar
companhias que tivessem um produto
nesse formato, a cardiologista Jaqueline Scholz Issa contratou
um analista e um desenvolvedor de sistemas e formou uma equipe
para criar a ferramenta, em 2008.
"Uma coisa é fazer um prontuário eletrônico,
outra é desenvolver um instrumento que possa aperfeiçoar
a prática clínica", diz Issa. Segundo ela,
faltam no mercado ferramentas que também levem em conta
a visão do médico. A cardiologista fundou uma empresa
em parceria com os profissionais que havia contratado e atualmente
vende o software para outros médicos especialistas no
tratamento do tabagismo.
No campo
acadêmico também surgem iniciativas para
aplicar os softwares à medicina. Na Unesp de Sorocaba,
estudiosos de diferentes áreas - engenharia eletrônica,
medicina e física - desenvolveram um software que "quantifica" inflamações
nos olhos e permite avaliar a evolução da doença.
De acordo
com o professor Galdenoro Botura Júnior, que
orientou o projeto na Unesp, há planos para que o software
fique disponível em hospitais e clínicas do país.
O uso da ferramenta poderia gerar economias com a compra de equipamentos
que custam caro e possuem uma função semelhante.
O software é capaz de analisar a inflamação
ocular a partir de uma fotografia. Com isso, poderia acelerar
o tratamento de pessoas que moram em locais mais distantes.
No meio acadêmico, porém, o distanciamento entre
diferentes áreas é um fator que impede que mais
projetos desse tipo deem resultados. "Cada um se fecha em
sua especialidade e não se aproxima de projetos multidisciplinares",
diz o professor.
Consultor
Jurídico
EUA:
Reforma da saúde
na Suprema Corte
Por Rafael Baliardo
A batalha
judicial em torno da lei que reforma o sistema público
de saúde nos Estados Unidos finalmente chegou à Suprema
Corte do país. Ou como disse Nathan Koppel, repórter
que acompanha a Suprema Corte para o blog especializado em Justiça
do The Wall Street Journal: “O dia que, há muito,
sabíamos que não tardava chegou”.
A organização conservadora Thomas More Law Center,
uma entidade sem fins lucrativos que opera no estado de Michigan
e advoga a favor dos valores familiares e cristãos, entrou
com uma ação no tribunal para tentar derrubar a
nova lei da saúde nos EUA. O processo corresponde à decisão
anterior da Corte Federal de Apelação para o 6º Circuito
que tinha decidido, em 29 de junho, a favor da nova legislação.
A entidade
anunciou que entrou com uma ação certiorari
(writ of certiorari) junto à Suprema Corte na quarta-feira
(27/7). Ações certiorari, nos sistemas jurídicos
que descendem do direito anglo-saxão, são tipos
distintos de petição para revisão judicial,
quando é requerido a um tribunal que este solicite a uma
corte de instância menor o encaminhamento dos autos de
um dado processo para análise preliminar da decisão.
O Thomas More Law Center tinha questionado junto à corte
de apelação a constitucionalidade de uma das cláusulas
que compõem o chamado Obamacare, a qual determina que
cidadãos que não podem pagar por planos de saúde
privados sejam obrigados então a dispor de cobertura médica
pública.
De acordo
com a entidade, e com os demais litigantes que questionam a
lei em diferentes
estados, o Patient Protection and Affordable
Care Act fere a cláusula comercial da Constituição
Federal dos Estados Unidos, que garante ao cidadão o direito
de abster-se de exercer ou dispor de qualquer atividade comercial.
Sediada em
Cincinnati, Ohio, a Corte Federal de Apelação
para o 6º Circuito, que cobre os estados de Michigan, Kentucky,
Ohio e Tennessee, rejeitou o argumento da organização
Thomas More Law Center de que o Congresso dos EUA extrapolou
suas atribuições ao determinar o pagamento de multas
por parte daqueles que se recusarem a dispor de planos de sáude
privados ou do benefício público. De acordo com
comentadores de Justiça nos EUA, como a Corte Federal
de Apelação para o 6º Circuito foi a primeira
a decidir sobre a constitucionalidade da nova lei, isso torna
o momento pouco apropriado para que uma ação seja
apresentada junto à Suprema Corte.
Se outros
tribunais de apelação decidirem a favor
da constitucionalidade da lei, a Suprema Corte pode dar o caso
por encerrado e assim se recusar a julgar o processo. Se as decisões
em cortes federais divergirem, então o alto tribunal inevitavelmente
terá que dar a palavra final. Por isso, o Thomas More
Law Center optou por entrar com uma ação certiorari,
a fim de adiantar a chegada da batalha à Suprema Corte,
sem, para isso, correr o risco de que o argumento da inconstitucionalidade
seja rejeitado pelo alto tribunal, mesmo que a presente ação
o seja.
Contudo apesar
de se tratar da primeira ação relacionada
ao Obamacare que chega à mais alta instância de
Justiça dos Estados Unidos, o momento não poderia
ser mais ameno. A Suprema Corte está em recesso de verão
e inicia o próximo mandato só no outono (do hemisfério
norte). A previsão para que os juízes comecem a
analisar o caso é para o início de 2012.
Quinta-feira, 28.07.11
Anvisa
Tripartite
aprova cronograma de implementação
do Decreto 7508/11
A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do Sistema Único
de Saúde (SUS) aprovou, nesta quinta-feira (28/7) durante
reunião ordinária realizada na sede da Organização
Pan-Americana de Saúde (Opas), o cronograma de implementação
dos dispositivos que irão viabilizar a operacionalização
do Decreto 7508/11 que dispõe sobre a organização
do SUS.
O trabalho
de implementação em todo o território
nacional será coordenado pelo Ministério da Saúde
e contará com a participação do Conselho
Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
O Secretário de Gestão Estratégica e Participativa
do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, ressaltou
que é de responsabilidade de todos os entes ligados à saúde
promover a ampla divulgação do conteúdo
do decreto aos diversos profissionais que integram a rede de
atendimento do SUS para haja a devida aproprição
das informações contidas na norma.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) vai promover uma discussão interna sobre o aplicação
do Decreto 7508/11 e seus desdobramentos no âmbito da Vigilância
Sanitária no país. A Anvisa vai atuar ainda na
divulgação do decreto junto aos coordenadores das
Vigilâncias Sanitárias (Visas) dos estados e municípios
brasileiros.
Ministério da Saúde
Pesquisa
revela baixo teor de nutrientes na alimentação
do brasileiro
Por Alethea Muniz e Neyfla Garcia
Estudo mostra
consumo excessivo de açúcar, sódio
e gorduras saturadas em toda a população do país.
Ministério da Saúde estimula alimentação
saudável
O brasileiro
combina uma dieta tradicional, baseada no arroz e feijão, com alimentos compostos por baixo teor de nutrientes
e alto conteúdo calórico. Aliado ao crescente consumo
de refrigerantes e refrescos, está a ingestão reduzida
de frutas, verduras e legumes. Esse retrato, um alerta sobre
o perfil da alimentação no país, consta
na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009,
módulo “Consumo Alimentar Individual”, financiado
pelo Ministério da Saúde e conduzido pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados
foram apresentados nesta quinta-feira (28), no Rio de Janeiro.
(confira reportagem completa e tabelas em www.saude.gov.br)
De acordo
com as informações da POF, apesar de
haver uma ingestão satisfatória de proteínas,
a prevalência de consumo excessivo de açúcares
foi observada em 61% da população, já a
de gorduras saturadas, em 82% das pessoas. O consumo insuficiente
de fibras foi observado em 68% dos brasileiros.
“Esse padrão alimentar da população
brasileira é mais preocupante ainda entre os adolescentes,
que apresentaram um perfil com baixo teor nutricional, o que
pode trazer consequências no futuro como o aumento do excesso
de peso, obesidade e doenças crônicas”, alerta
a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição
do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime.
Por outro lado, o maior consumo de feijão, arroz e salada
crua foi observado entre idosos.
Com amostragem
de 13,5 mil domicílios, a POF foi realizada
com base em análises de medidas no consumo alimentar individual
de pessoas com 10 anos ou mais de idade.
O Ministério da Saúde trabalha para consolidar
o Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento
das Doenças Crônicas não Transmissíveis
(DCNT). A proposta está disponível no Portal da
Saúde para consulta ampliada. Ainda, o ministério
dispõe para a população o Guia Alimentar
para a População Brasileira.
Consumo de
sal - A POF 2008-2009 confirma que os brasileiros consomem
mais sódio do que o recomendado pela Organização
Mundial da Saúde (OMS), que é de até 5g
diárias. De acordo com a pesquisa, o consumo médio
no país está em 8,2g diárias. Emabril, a
indústria de alimentos processados assinou um acordo com
o Ministério da Saúde que prevê a redução
gradual na quantidade de sódio presente em 16 categorias
de alimentos. Algumas metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo
até 2012 e aprofundadas até 2014. No caso das massas
instantâneas, por exemplo, a diminuição anual
será de 30%. Ainda, há a campanha “Menos
Sal. Sua Saúde Agradece”, lançada na terça-feira
(26).
Ingestão de açúcar - De acordo com a POF
2008-2009, 61,3% da população consomem açúcar
em excesso. A média de energia diária proveniente
do açúcar livre para cada pessoa foi 14% do total,
quatro pontos percentuais acima do máximo recomendado – mais
de 10% é considerado “consumo excessivo”.
Entre os altos níveis de inadequação na
ingestão de açúcar, mais uma vez estão
os adolescentes: 74% dos meninos e 83% das meninas entre 14 e
18 anos consomem mais açúcar do que o recomendado.
Na faixa
etária anterior, de 10 a 13 anos, a frequência é ainda
maior: 82% das meninas e 80% dos meninos abusam do açúcar
livre, que é o adicionado nos alimentos. Esse percentual é superior
ao dos adultos, grupo em que o consumo excessivo foi observado
em 67% de homens e mulheres. Soma-se a esse perfil o menor consumo
dos alimentos protetores, tais como frutas, verduras, legumes
e cereais integrais.
Além de ações nas escolas, a partir do
Programa Saúde na Escola, o Ministério da Saúde
tem investido na qualificação de profissionais
da atenção básica, com inclusão de
nutricionistas nos Núcleos de Apoio à Saúde
da Família (NASFs). Hoje, mais de 17 mil unidades básicas
contam com profissionais de nutrição e educação
física, aptos a orientar os usuários do Sistema Único
de Saúde (SUS).
Isaúde.net
Organização Mundial da Saúde comemora o
primeiro "Dia Mundial da Hepatite"
O primeiro
Dia Mundial da Hepatite, comemorado hoje (28) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi
instituído para aumentar a consciência e a compreensão
sobre a hepatite viral e as doenças que ela provoca. A
iniciativa é uma oportunidade para que ações
específicas sejam enfatizadas, como o fortalecimento da
prevenção, triagem e controle das hepatites virais
e doenças relacionadas, aumento da cobertura vacinal contra
hepatite B e integração em programas nacionais
de imunização, bem como ajudar a coordenar uma
resposta global à enfermidade.
A data foi
escolhida em homenagem ao dia do nascimento do prêmio
Nobel de Medicina de 1976, Baruch Blumberg, quem descobriu o
vírus da hepatite B e desenvolveu a primeira vacina contra
a doença.
A OMS estima
que 1,4 milhão de casos de hepatite A ocorram
anualmente. Além disso, segundo dados da organização,
2 bilhões de pessoas no mundo possuem hepatite B e pelo
menos 130 milhões estão cronicamente infectados
com o vírus da hepatite C.
Hepatite A
O vírus da hepatite A é o mais comum, ocorrendo
principalmente em países onde o saneamento básico é precário.
A contaminação se dá por via fecal-oral,
por meio de alimentos, bebidas ou objetos contaminados com as
fezes de alguém com hepatite A.
Os sintomas
da hepatite A podem ser de leves a graves e incluem febre,
mal estar, perda
de apetite, diarreia, náuseas,
desconforto abdominal, urina de cor escura e icterícia
(a coloração amarelada da pele e do branco dos
olhos).
Nem todo
mundo que está infectado apresenta todos os
sintomas. Os adultos têm sinais com mais frequência
do que as crianças. As crianças infectadas com
menos de seis anos de idade não costumam apresentar sintomas
perceptíveis e apenas 10% desenvolvem icterícia.
A gravidade e a mortalidade aumentam nos grupos etários
mais velhos. Entre as crianças maiores e os adultos, a
infecção geralmente provoca sintomas mais graves,
como a icterícia, que ocorre em mais de 70% dos casos.
A maioria das pessoas se recupera em algumas semanas ou meses
sem complicações. A vacinação para
a hepatite A está disponível.
Hepatite B
O vírus da hepatite B está presente nos fluidos
corporais como sangue saliva, sêmen e fluido vaginal. Pode
ser transmitido de pessoa para pessoa por relações
sexuais desprotegidas ou pelo compartilhamento de agulhas para
injetar drogas, por exemplo.
O vírus da hepatite B pode causar uma doença aguda
com sintomas que duram várias semanas, incluindo o amarelamento
da pele e dos olhos (icterícia), urina escura, fadiga
extrema, náusea, vômito e dor abdominal. O vírus
também pode causar uma infecção crônica
do fígado que pode mais tarde evoluir para a cirrose hepática
ou para o câncer de fígado. As pessoas podem demorar
vários meses a um ano para se recuperar dos sintomas.
A vacinação para a hepatite B está disponível.
Hepatite C
O vírus da hepatite C está presente no sangue
e, em menor grau, na saliva, no sêmen ou no fluido vaginal. É particularmente
concentrada no sangue, por isso é normalmente transmitida
pelo contato sangue com sangue. A maneira mais comum de infecção é por
meio da partilha de agulhas contaminadas para consumo de drogas.
A hepatite C não é transmitida pelo leite materno,
alimentos, água ou contato casual, como abraço
ou beijo, e por compartilhar alimentos ou bebidas com uma pessoa
infectada.
O curso da
hepatite C é imprevisível: algumas
pessoas combatem a infecção sem maiores problemas
de saúde, outras podem sofrer danos no fígado,
que às vezes progridem para a cirrose e até para
a insuficiência hepática. Estatisticamente, cerca
de 60% a 70% dos indivíduos cronicamente infectados desenvolvem
a doença hepática crônica, 5% a 20% deles
desenvolvem cirrose, e cerca de 1% a 5% morrem de cirrose ou
câncer de fígado.
O diagnóstico da infecção aguda muitas
vezes é perdido, pois após a infecção
inicial, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam
quaisquer sintomas. Os indivíduos agudamente sintomáticos
podem apresentar febre, fadiga, diminuição do apetite,
náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes
de cor acinzentada, dor nas articulações e icterícia.
Quando uma pessoa cronicamente infectada desenvolve sintomas,
isso pode indicar doença hepática avançada.
Não há, atualmente, nenhuma vacina para prevenir
a hepatite C. O tratamento com medicamentos chamados interferon
e ribavirina pode limpar a infecção em cerca de
metade dos pacientes, mas há efeitos colaterais significativos.
Tipos mais raros de hepatite:
Hepatite D
O vírus da hepatite D está presente apenas em
pessoas já infectadas com a hepatite B (necessita da presença
do vírus da hepatite B para ser capaz de sobreviver no
organismo).
Hepatite E
O vírus da hepatite E geralmente é uma infecção
leve e aguda. É contraída por via fecal-oral e
a transmissão pessoa-a-pessoa é rara.
Hepatite auto-imune
A hepatite
auto-imune é uma causa muito rara da hepatite
crônica. As células brancas do sangue atacam o fígado,
causando inflamação crônica e danos. Isso
pode levar a problemas mais graves, como a insuficiência
hepática. A razão para esta reação é desconhecida.
Os sintomas
incluem fadiga, dores no abdome, dores articulares, icterícia e cirrose. O tratamento envolve medicamentos
que ajudam a suprimir o sistema imunológico e a reduzir
a inflamação. Um medicamento esteroide (prednisona)
pode reduzir gradualmente o inchaço em várias semanas
e controlar os sintomas.Mais informações sobre
os tipos de hepatite podem ser encontradas no site da Organização
Mundial da Saúde (OMS).
Correio Braziliense
Opinião
Epidemia silenciosa
Por Dirceu Greco
Diretor do
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério
da Saúde
Vinte e oito
de julho é Dia Mundial de Combate às
Hepatites Virais. A data foi estabelecida pela Assembleia Mundial
de Saúde, em 2009, por sugestão do Brasil. O marco
tem como objetivos dar visibilidade à importância
das hepatites virais para a saúde da população,
informar as formas de transmissão, os cuidados de prevenção
que devem ser adotados e o estímulo à realização
de testes para o diagnóstico precoce.
Ainda é necessário que os sistemas de saúde
dos países se preparem para as estratégias de diagnóstico,
tratamento e ações em saúde para efetivo
controle do mal. Esse cenário contrasta com o impacto
que a doença ocasiona à saúde das populações,
aos sistemas nacionais de saúde e à economia dos
países. Além disso, o financiamento de ações
programáticas de enfrentamento a esses agravos ainda é insuficiente,
diferenciado dos projetos de cooperação e linhas
de financiamento internacional que existem para promover o controle
da Aids ou da tuberculose, por exemplo.
Por seu lado,
existe consenso internacional sobre a existência
de uma epidemia silenciosa de hepatites virais. Segundo a Organização
Mundial de Saúde (OMS), 170 milhões de pessoas
vivem com hepatite B e C e não têm acesso ao diagnóstico.
No Brasil, as hepatites virais ocasionam aproximadamente 50%
dos casos de transplante hepático. Apenas a hepatite C é responsável
por 70% das hepatites crônicas, 40% dos casos de cirrose
hepática em fase terminal e 60% dos casos de câncer
do fígado (hepatocarcinomas).
O Programa
Nacional de Hepatites Virais (PNHV), criado em 2002, demonstra
a recente
organização da resposta nacional.
O sistema de informação nacional (Sinan) notificou
104.454 casos confirmados de hepatite B entre 1999 e 2010. Para
a hepatite C, são 69.952 casos no mesmo período,
sendo 8.557 apenas no último ano. Desses, cerca de 80%
foram identificados em pessoas com idade superior a 35 anos.
No Brasil, estão em tratamento cerca de 12 mil pessoas
com hepatite B e C, dado que deve mobilizar o país para
uma das estratégias centrais das ações de
28 de julho: a necessidade de ampliar o acesso da população
ao diagnóstico.
Os padrões de transmissão da hepatite B e C diferem
entre si. O vírus da B tem a transmissão preferencialmente
por via sexual. A exemplo do que ocorre com a Aids, algumas populações
são particularmente mais vulneráveis, tais como
gays, bissexuais, profissionais do sexo e usuários de
drogas. A forma de transmissão mais comum da C é por
contato com o sangue e secreções, por compartilhamento
de equipamentos para uso médico, estético ou de
drogas.
Incluem-se
como populações vulneráveis
pacientes submetidos a procedimentos hospitalares (especialmente
os que realizam hemodiálise), pessoas que fizeram tatuagens
e piercings, manicures, pedicures e seus clientes, além
de usuários de drogas injetáveis e de crack. Pessoas
submetidas a transfusão sanguínea antes de 1993 – ano
de início para a testagem para o tipo C em bancos de sangue – possuem
maior risco de terem adquirido o vírus e representam um
desafio para ampliar o diagnóstico mais precoce.
Em âmbito internacional, a OMS reuniu diversos países
em 2010 — entre eles o Brasil — para subsidiar a
elaboração do programa de hepatites daquela organização.
Desde então, diretrizes internacionais recomendam a articulação
da resposta programática de DST, Aids com hepatites virais.
Como o Brasil, também Estados Unidos, França, Itália
e Argentina vêm buscando estabelecer programas integrados.
Desde 2009,
a integração do PNHV ao Departamento
de DST, Aids tem resultado em otimização de recursos
e utilização da capacidade técnica e gerencial
instalada pela experiência brasileira no campo das DST
e Aids. Ambos compartilham estratégias de prevenção,
necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico utilizando
testes rápidos e coincidência da mesma rede de serviços
em algumas regiões. O Brasil tem a oportunidade de modificar
o panorama das hepatites caso governos, especialistas, pesquisadores,
profissionais de saúde e a sociedade de uma forma geral
escolham todos os dias como data para combater as hepatites no
país.
Correio Braziliense
Tratamento de choque contra os maus-tratos
Médicos e enfermeiros terão que avisar às
secretarias de Saúde sobre casos de pacientes idosos vítimas
de agressão. Especialistas temem que a medida não
seja cumprida e atrapalhe o tratamento de pessoas feridas por
familiares
Por Renata Mariz
Profissionais
de saúde de instituições
públicas e privadas terão a obrigação
de notificar casos suspeitos ou confirmados de agressão
praticada contra idosos à autoridade sanitária — que
pode ser a Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde,
além do próprio estabelecimento onde atuam. Além
disso, lei sancionada ontem pela presidente Dilma Rousseff define
esse tipo de violência como uma ação ou omissão
praticada em local público ou privado que cause morte,
dano, sofrimento físico ou psicológico na vítima.
O objetivo, de acordo com o Ministério da Saúde, é garantir
o compartilhamento de informações para a elaboração
de políticas voltadas para os brasileiros com mais de
60 anos. Embora o registro compulsório de pacientes que
sofreram maus-tratos esteja previsto desde 2003 no Estatuto do
Idoso, a nova legislação pretende reforçar
a prática. A medida, entretanto, divide opiniões.
“Não vai mudar em nada em termos práticos.
Se hoje os hospitais e os postos de saúde já não
encaminham as notificações para os órgãos
listados na lei desde 2003, que são o Ministério
Público, a polícia e os conselhos do idoso, essa
nova determinação também não será cumprida”,
destaca a defensora pública Paula Ribeiro, da Central
Judicial do Idoso do Distrito Federal. Para a ministra dos Direitos
Humanos, Maria do Rosário, porém, a lei significa
um avanço. “A tipificação da violência
contra as pessoas idosas vai facilitar as notificações,
o que nos ajudará a implementar políticas públicas
para esse segmento da população, que cresce rapidamente
em nosso país. Estimativas do IBGE para os próximos
30 anos indicam que a população idosa vai ultrapassar
50 milhões de pessoas, alcançando cerca de 28%
da população”, destaca a ministra.
Entre os
profissionais de saúde, o tema também é controverso.
Embora ninguém duvide da importância de registrar
os casos de violência contra idosos, eles destacam não
ter aparato para a delicada missão em muitas ocasiões. “Como
o agressor é geralmente uma pessoa da família,
o idoso não fala. Para ele, aquela relação,
apesar dos pesares, é uma relação de afeto.
Então, não podemos esconder do idoso que iremos
fazer a notificação. Sem contar que, se ele sabe
que a agressão vai ser notificada, não volta para
os retornos, para as consultas”, destaca Lucy Mary Cavalcante
Stroher, coordenadora do Núcleo de Estudos e Programas
para Acidentes e Violências (Nepav) no Distrito Federal,
que faz os registros. Ela ressalta também ser necessário
sensibilizar os profissionais para entenderem o q ue é a
violência contra o idoso.
Disque 100
Desde janeiro,
quando o Disque 100, administrado pela Secretaria de Direitos
Humanos,
começou a receber denúncias
de violência contra idosos, 3.049 casos foram registrados.
A maior parte deles se refere a negligência (39%), violência
psicológica (29%), abuso financeiro (15,5%) e agressão
física (15,5%). Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia
lideram o ranking de chamados ao Disque 100. O Distrito Federal
responde por 4,30% do total de denúncias registradas.
Tais dados
serão trabalhados no fim do ano durante a
3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa,
ocasião em que representantes da sociedade civil e dos
governos municipais, estaduais e federal se reunirão para
traçar as principais diretrizes focadas no bem-estar dos
brasileiros com mais de 60 anos, que hoje correspondem a cerca
de 10% da população brasileira.
Isaúde.net
MS
inicia implantação de testes rápidos
de HIV em aldeias indígenas
O Ministério da Saúde realiza nesta semana, em
Brasília, o Treinamento de mais de 70 profissionais envolvidos
na atenção à saúde indígena,
de todas as regiões do país para a Implantação
de Testes Rápidos em áreas indígenas.
Segundo o
Ministério da Saúde, os participantes
serão capacitados para realizar testes rápidos
de HIV, sífilis e hepatites nas próprias aldeias.
Além disso, também serão responsáveis
por levar esse conhecimento aos demais profissionais de seus
respectivos Distritos Sanitários Especiais Indígenas
(DSEIs).
Por métodos convencionais, antes, os pacientes indígenas
precisavam ser removidos para as áreas urbanas para coleta
de sangue e posterior análise no laboratório com
resultados, em média, em 15 dias. Agora, com o uso dos
testes rápidos, poucas gotas de sangue são suficientes
para um diagnóstico confiável das três doenças,
em menos tempo: 20 a 30 minutos, na própria aldeia é obtido
o resultado.
" Esse trabalho é uma prioridade para a saúde
Indígena, pois leva o atendimento à saúde
em sua integralidade aos povos. Porém, é fundamental
lembrar que todo trabalho deve ser realizado respeitando as especificidades
de cada cultura" , analisou o secretário especial
de Saúde Indígena, Antônio Alves de Souza. " Teremos
de enfrentar os resultados obtidos de acordo com a nossa ética,
mas compreendo [o modo] como cada etnia entende essas doenças.
Todos nós sabemos, por exemplo, da resistência dos
indígenas ao uso de preservativos, eficazes na prevenção
do HIV, sífilis e da hepatite B" .
Hiojuma Figueiredo
de Morais Monteiro, técnica da atenção
básica à saúde indígena do Ministério
da Saúde e uma das responsáveis pela implementação
do projeto, explica as vantagens da utilização
dos testes rápidos. " Os testes, que foram todos
validados pela ANVISA e podem ser realizados em condições
adversas de calor e umidade, por exemplo, sem perder a eficiência.
Fatores como custo, logística e acesso às populações
apresentam resultados extremamente eficientes" .
O tratamento
nos casos de diagnóstico de sífilis
são realizados na própria aldeia e tem início
imediatamente após a confirmação da doença.
Com o resultado positivo para HIV e hepatites B e C, os pacientes
são removidos para centros de referências do Sistema Único
de Saúde (SUS), em municípios próximos das
aldeias onde vivem.
Portal
Saúde
/ MS
SUS:
Ministro da Saúde visita Rede Sarah e fala da importância
da qualificação profissional
Por Vanessa Silvestre
Em visita
ao Hospital Sarah Kubitschek,em Brasília, nesta
quarta-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
reforçou o interesse em qualificar os profissionais do
setor em todo o País. Após caminhar pelas instalações
da Rede Sarah, o ministro informou que deseja aproveitar a excelência
na saúde do complexo e expandir esse modelo para todo
o Brasil.
"A nossa idéia é que a Rede Sarah possa participar
do processo de implantação de apoio à gestão
e capacitação de profissionais para centros integrados
de reabilitação física, auditiva, intelectual
em todo o Brasil. Não só para atenção à saúde,
mas também para oficinas de órteses e próteses.
O Ministério da Saúde, que hoje financia a Rede
Sarah, quer fazer com que essa experiência acumulada de
qualidade de atendimento da Rede Sarah possa ser disseminada
nesses centros em todo o Brasil.”, disse o Ministro da
Saúde, Alexandre Padilha.
A Rede Sarah é referência mundial em reabilitação
infantil. Com um atendimento multidisciplinar aos pacientes,
a rede preza pelo atendimento humanizado, critério já incentivado
em diversas ações pelo Ministério da Saúde.
Confederação Nacional de Saúde
CIRCULAR
JURÍDICO
074/2011
STF
julga mérito
por meio virtual
No meio jurídico, quase ninguém percebeu, nem
mesmo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Mas desde abril,
o Supremo Tribunal Federal (STF) vem julgando questões
de mérito de forma virtual, sem as discussões em
plenário. Até o momento, os ministros já julgaram
19 recursos eletronicamente. Embora a regra só se aplique
a casos de reafirmação de jurisprudência
- ou seja, quando já há uma posição
dominante do STF sobre a matéria - ela gera um incômodo
instantâneo à medida que chega aos ouvidos de advogados.
Eles temem violação ao princípio da ampla
defesa, já que, com os votos pelo computador, fica eliminada
a possibilidade de participarem das sessões plenárias
e fazerem sustentação oral. Apontam também
possível afronta à publicidade dos julgamentos.
Confesso
que o assunto não havia chegado ao nosso conhecimento,
não é algo do domínio da maioria, diz o
secretário-geral do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinícius
Furtado Coelho. Mas como a Ordem não pode concordar com
um julgamento que viole prerrogativas do advogado, como defender
o cliente oralmente, teremos que discutir o assunto internamente
e nos posicionar, afirma.
No julgamento
virtual de mérito, o relator do caso apresenta
seu voto pelo computador. A partir daí, os outros ministros
têm 20 dias para se manifestar. Assim como nas sessões
presenciais, ganha quem tiver os votos da maioria.
O plenário virtual foi usado inicialmente apenas para
decidir se um recurso poderia ou não subir para o STF.
Os ministros analisam se a discussão tem repercussão
geral - ou seja, se transcende o interesse das partes envolvidas.
Se isso ocorrer, o caso poderá ser analisado pela Corte
suprema.
Mas uma alteração no regimento interno do STF,
em dezembro do ano passado, passou a admitir também que
alguns recursos sejam decididos a distância. O novo artigo
323-A diz que o julgamento de mérito de questões
com repercussão geral, nos casos de reafirmação
de jurisprudência dominante da Corte, também poderá ser
realizado por meio eletrônico. A jurisprudência dominante,
em geral, é aquela que já foi definida anteriormente
em plenário.
Mas um dos
pontos cruciais, segundo especialistas, é que
esses julgamentos virtuais poderão formar leading cases
que irão ditar o posicionamento das demais Cortes do país.
Isso porque, a partir do momento em que a repercussão
geral é reconhecida, todos os casos com a mesma discussão
ficam suspensos nos tribunais do país inteiro, até que
o Supremo se posicione. Presume-se que a decisão do Supremo
será depois replicada pelos magistrados. Como a repercussão
geral também é um instrumento relativamente novo
- começou a ser usada em 2007 - os ministros ainda estão
definindo os precedentes que irão guiar o posicionamento
dos demais magistrados. E eles estão sendo fixados pelos
julgamentos virtuais. Outra preocupação é que
a Corte mudou muito sua composição nos últimos
anos, e a jurisprudência reafirmada pelo plenário
eletrônico poderia refletir uma formação
antiga.
Os defensores
do método eletrônico argumentam que
o objetivo é agilizar os julgamentos, reservando as longas
discussões públicas, nas quais os votos podem durar
horas, para os casos de maior relevância e sobre os quais
ainda não há entendimento firmado. A medida é tocada
pelo princípio da necessidade, pela pressão a que
estamos submetidos pelo excesso de processos, explica o ministro
Gilmar Mendes, que, no entanto, votou contra a alteração
no regimento, ao lado dos ministros Marco Aurélio e Dias
Toffoli.
Já o ministro Marco Aurélio manifesta críticas
mais duras à nova modalidade. Passamos a ter um Supremo
virtual, praticamente fictício, diz o ministro - que,
por não estar de acordo com o sistema, evita se posicionar
quanto às discussões de fundo por meio eletrônico.
Quando há esta indagação no sítio,
coloco não.
O maior problema,
na opinião de Marco Aurélio, é que
sem o plenário reunido os ministros não discutem
seus posicionamentos, limitando-se a apresentar votos de forma
individual. Para ele, uma discussão poderia levar a mudanças
de entendimento. O direito evolui a cada dia. Assim como se pode
confirmar a jurisprudência, se pode também rediscutir
a matéria. É possível que se chegue à conclusão
de que o entendimento anterior não era o mais consentâneo,
afirma.
O advogado
Jalígson Hirtácides, de Recife, foi
um dos primeiros do país a passar pela experiência
do julgamento virtual. Fiquei estarrecido, ele diz. A gente não
tem segurança e fica sem defesa, não tem oportunidade
de apresentar um memorial. De acordo com ele, o processo envolve
18 médicos do sistema público de saúde,
que discutem no Judiciário, há 26 anos, a eliminação
de vantagens remuneratórias de seus salários. Segundo
Hirtácides, eles ganharam em todas as instâncias
e o processo já estava sendo executado, na fase de liberação
do precatório. Mas a União conseguiu impedir isso
através de um recurso ao STF, julgado pelo plenário
virtual, afirma. A decisão tomada eletronicamente virou
objeto de novos recursos, ainda não analisados pela Corte.
Fonte:
Valor Econômico
Mudança na CLT facilita constituição
de advogado
A constituição de um advogado na Justiça
Trabalhista pode ser feita agora oralmente, por simples registro
em ata de audiência. Essa forma de procuração
passou a valer este mês com a inclusão de um novo
parágrafo no artigo 791 da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT). Pelo parágrafo 3º, é necessário
que a parte esteja presente para validar a representação.
Para advogados,
a mudança na legislação
normatiza e dá força ao uso do mandato tácito,
previsto na Súmula nº 164 do Tribunal Superior do
Trabalho (TST). Nesse modelo, não há necessidade
de procuração escrita para atuar em processo trabalhista.
Na Justiça comum, o documento ainda é exigido.
A mudança na legislação facilitará o
andamento das ações trabalhistas, segundo advogados.
Com essa simplificação, recursos sobre o tema deixarão
de ser apreciados. Isso é bom para todos, inclusive para
o Judiciário, que não se debruçará sobre
questões processuais, e sim sobre o mérito, diz
Daniel Chiode, do escritório Demarest & Almeida Advogados.
Apesar de
a Justiça incentivar a informalidade, o advogado
Luiz Marcelo Góis, do Barbosa, Musnich & Aragão,
recomenda que os dados dos representantes das partes sejam incluídos
nos autos para evitar problemas em instâncias superiores,
quando já não é mais permitido regularizar
a procuração.
A mudança, no entanto, deixou uma dúvida entre
advogados sobre a possibilidade de substabelecimento com a procuração
tácita. Na avaliação de Marcelo Mascaro,
da banca Mascaro Nascimento Advocacia Trabalhista, isso será possível,
já que o parágrafo faz referência a poderes
para o foro em geral, ou seja, para a prática de quase
todos os atos do processo. No entendimento do especialista em
processo civil, Daniel Granado, do escritório Arruda e
Thereza Alvim Advocacia, no entanto, o TST impede o substabelecimento
por entender que isso seria um tipo de regularização
da procuração.
Fonte:
Valor Econômico
CREMERS
Endividamento
pode levar 239 hospitais filantrópicos
dos RS ao colapso
O presidente
do Cremers, Fernando Weber Matos, afirmou nesta semana, durante
a entrevista
coletiva dos integrantes do movimento
SOS - Hospitais Filantrópicos, na OAB/RS, que a situação
da saúde ficará ainda mais grave se os 239 hospitais
sem fins lucrativos do Estado passarem a interromper as atividades
em função do endividamento:
Os hospitais
filantrópicos, que respondem por 70% dos
atendimentos pelo SUS no Estado, estão numa condição
pré-falimentar e precisam urgentemente de um aporte de
recursos financeiros por parte do governo estadual. Se isso não
ocorrer em curto prazo, muitos desses hospitais terão
de fechar suas portas. O resultado será o colapso total
da saúde no Rio Grande do Sul, porque todos os pacientes
de baixa e média complexidade, que são a imensa
maioria, irão buscar assistência nas maiores cidades
e, principalmente, em Porto Alegre.
O encontro
com a imprensa teve como objetivo anunciar a audiência
pública que irá ocorrer no dia 9 de agosto, às
10h, na OAB/RS. O presidente da entidade, Claudio Lamachia, alertou
para o quadro gravíssimo apresentado pelas entidades da
saúde e da importância do amplo debate sobre o tema,
e a busca de soluções para o problema. "Sediaremos
esta audiência pública, como já fizemos anteriormente,
em atenção a um de nossos compromissos principais,
a defesa da sociedade", salientou o dirigente.
Júlio Dornelles, presidente do Sindicato dos Hospitais
Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do RS, ressaltou
o alto valor da dívida contraída pelas instituições
filantrópicas, cujo principal motivo seria o baixo valor
de repasse para os procedimentos médicos. "Em alguns
casos o SUS repassa apenas 40% do total gasto pela instituição.
Hoje, precisamos que o governo do Estado aporte R$ 100 milhões
para que os hospitais possam respirar" , informou Dornelles,
observando que muitos dos hospitais só sobrevivem graças
ao apoio das prefeituras municipais.
O coordenador-geral
da Famurs, José Horácio Gattiboni,
ressaltou a mobilização da entidade para que os
prefeitos estejam presentes na audiência pública,
frisando que a prioridade da entidade na atual gestão é justamente
a saúde.
O presidente
da Federação dos Empregados em Serviços
de Saúde do RS, Milton Kempfer e o presidente do Sindisaúde,
Gilmar França, destacaram o aumento das demissões
que vem ocorrendo, especialmente no interior do Estado. "Apenas
na região metropolitana foram mais de 150 demissões
em 2011. O quadro é ainda mais grave no interior" ,
disse França.
Kempfer lembrou
que em muitas cidades as Santas Casas são
as principais empregadoras: " Se os hospitais começarem
a fechar, haverá desemprego em massa, será o caos" ,
acentuou.
A reunião contou com as presenças do diretor da
Feessergs, Sérgio Moraes da Silva; da diretora do hospital
São José de Ivoti, Irmã Maria Liani Postai;
do conselheiro e da assessora jurídica da Federação
das Santas Casas, Jairo Francisco Tessari e Cristiane Paim, respectivamente.
Filantrópicos: números da crise - Responsáveis
por 90 por cento dos atendimentos de baixa e média complexidade
e por 70 por cento dos atendimentos pelo SUS no estado, os hospitais
sem fins lucrativos estão à beira da falência.
O endividamento chega a R$ 1,057 bilhão entre compromissos
vencidos com bancos, fornecedores e encargos trabalhistas não
recolhidos.
Só neste ano, o déficit já chega a R$ 340
milhões. Para evitar o fechamento, estão solicitando
ao governo do Estado o pagamento de R$ 100 milhões, a
serem rateados entre todas as 239 unidades hospitalares, responsáveis
por 18 mil leitos SUS, 519 mil internações por
ano, com mais de 55 mil trabalhadores.
Apenas para
exemplificar o atendimento na emergência chega
a custar mais de 2 mil por cento sobre o que é pago pelo
SUS. Por uma consulta o SUS paga R$ 2,04 e para o tratamento
de insuficiência respiratória aguda com internação,
comum nesta época do ano, R$ 480,87 enquanto o custo para
o hospital é de R$ 4.571,85. Para dar uma idéia
da defasagem, enquanto a inflação, depois do Plano
Real (1994) até 2.010, medido pela FGV é de 577,85
por cento, o reajuste do SUS, no período, foi de apenas
57,30 por cento.
Essa situação resulta em um déficit médio
de 55 por cento por procedimento. Sem falar que o Rio Grande
do Sul é o estado que menos investe em saúde, com
6,4 por cento do orçamento, incluindo gastos com saneamento,
enquanto a Constituição Federal define que devem
ser aplicados 12 por cento exclusivamente para a saúde.
Isaúde.net
Mais
de 90% dos brasileiros têm baixo consumo de alimentos
saudáveis
Pesquisa
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) divulgada nesta semana mostra que a ingestão diária
de frutas, legumes e verduras está abaixo dos níveis
recomendados pelo Ministério da Saúde (400g) para
mais de 90% da população. Já as bebidas
com adição de açúcar (sucos, refrescos
e refrigerantes) têm consumo elevado, especialmente entre
os adolescentes, que ingerem o dobro da quantidade registrada
para adultos e idosos, além de apresentarem alta frequência
de consumo de biscoitos, linguiças, salsichas, mortadelas,
sanduíches e salgados e um menor ingestão de feijão,
saladas e verduras.
A ingestão de alguns componentes de uma dieta saudável,
como arroz, feijão, peixe fresco e farinha de mandioca,
diminui à medida que aumenta o rendimento familiar per
capita. Já o consumo de pizzas, salgados fritos, doces
e refrigerantes se eleva. A ingestão de frutas, verduras
e laticínios diet/light também aumenta com a renda.
Na área rural, as médias de consumo individual
diário foram maiores para arroz, feijão, peixe
fresco, batata-doce, farinha de mandioca e manga, entre outros.
Já na área urbana, destacaram-se refrigerantes,
pães, cervejas, pizzas e biscoitos recheados.
O consumo
médio de calorias fora do domicílio
correspondeu a aproximadamente 16% da ingestão calórica
total e foi maior nas áreas urbanas, na região
Sudeste, entre os homens e para indivíduos na faixa de
renda familiar per capita mais elevada.
Entre as
prevalências de inadequação de
consumo (percentuais de pessoas que ingerem determinado nutriente
em níveis abaixo das necessidades diárias ou acima
do limite recomendado) destacam-se o excesso de gorduras saturadas
e açúcar (86% e 61% da população,
respectivamente) e escassez de fibras (68% da população).
Pesquisa
Essas e outras
informações estão disponíveis
no estudo " Análise do Consumo Alimentar Pessoal
no Brasil" , realizado em parceria com o Ministério
da Saúde, uma publicação da Pesquisa de
Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009. Para a realização
do estudo, foram coletadas informações sobre a
ingestão individual de alimentos de todos os moradores
com 10 anos ou mais de idade, distribuídos em nos 13.569
domicílios selecionados a partir da amostra original da
POF-2008-2009, que contou com 55.970 domicílios. Pela
primeira vez, foram levantadas informações sobre
a ingestão de alimentos fora do domicílio.
Além destes resultados, o IBGE publica ainda outros dois
produtos a partir dos dados da POF 2008-2009: a " Tabela
de Medidas Referidas para os Alimentos Consumidos no Brasil" ,
publicação que apresenta as diferentes unidades
de medidas relatadas pelos informantes para servir os alimentos
que consumiram e suas respectivas quantidades em gramas; e as " Tabelas
de Composição Nutricional dos Alimentos Consumidos
no Brasil" . Estas tabelas foram amplamente utilizadas para
a construção dos resultados apresentados.
Quarta-feira, 27.07.11
Correio Braziliense
Pesquisa social
Por Max Milliano Melo
Administrador
da Usaid defende mais investimentos em estudos voltados para
a solução dos principais problemas
da humanidade e menciona a saúde, a educação
e a segurança alimentar como áreas a serem priorizadas
A ciência pode ajudar mais. É o que defende, no
editorial de sua mais recente edição, a prestigiada
revista científica Science. A publicação
argumenta que, com mais investimentos em pesquisas, antigos e
recentes problemas que assolam a população mundial,
como epidemias e mudanças climáticas, podem ser
resolvidos. No Brasil, embora existam iniciativas de sucesso, áreas
como educação e saúde ainda precisam se
conectar mais com o que é produzido por pesquisadores,
afirmam os especialistas.
O editorial — assinado por Rajiv Shah, administrador da
Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional
(Usaid), órgão norte-americano responsável
pela assistência econômica e social para países
em desenvolvimento — afirma que a ciência deve ganhar
mais importância na elaboração de políticas
públicas. "Ciência e a tecnologia têm
o potencial de conduzir soluções para os problemas
mais difíceis do mundo em desenvolvimento", afirma
ao Correio Shah, para quem as alianças globais devem ser
construídas a fim de tentar resolver os desafios mais
graves e urgentes (leia entrevista abaixo).
Na opinião de Shah, os problemas de saúde deveriam
ser um dos focos dos investimentos em ciência. "Na
saúde global, há uma necessidade real de inovações
em tecnologia que protejam a vida das mães grávidas
e dos recém-nascidos durante o parto", aponta o diretor
da Usaid, que cita como exemplos de iniciativas bem-sucedidas
a erradicação da varíola, que teve o último
registro em 1977, e as vacinações em massa contra
a poliomielite, que restringiram os cerca de 400 mil casos anuais
no início do século passado a apenas mil notificações
atualmente.
Para o norte-americano,
velhos e novos problemas precisam ser mais bem estudados pela
ciência, e é dever dos governos
estimular pesquisas nessas áreas. "Na educação,
temos de desenvolver plataformas que podem ensinar as crianças
a ler, mesmo aquelas que nunca tiveram uma chance de entrar em
uma sala de aula", continua Shah. "Em energia, nós
precisamos encontrar fontes limpas para ajudar a trazer eletricidade,
especialmente para regiões pobres rurais", completa.
Retorno à sociedade
Segundo o
pesquisador membro da Academia Brasileira de Ciência
(ABC) Isaac Roitman, para que a produção científica
tenha um papel mais importante no Brasil, é preciso maior
interação do Ministério da Ciência
e Tecnologia (MCT) com outros órgãos públicos. "A
falta de integração compromete a eficiência
da ciência como ferramenta para beneficiar a sociedade
brasileira", afirma. "É preciso valorizar a
produção científica — livros, publicações
de artigos científicos e patentes. No entanto, os benefícios
para a sociedade são igualmente importantes", opina.
Roitman aponta
algumas iniciativas em que a ciência já se
mostra uma importante arma na solução dos desafios
brasileiros. "Uma delas é o papel da Embrapa (Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária) no aumento da produtividade
agrícola brasileira. Na área tecnológica,
outros dois exemplos que podem ser citados são a indústria
aeronáutica e a avançada tecnologia de Petrobras",
enumera o pesquisador. "No entanto, certos desafios, por
exemplo na área de educação e de saúde,
podem ter cenários mais positivos com a utilização
da ciência em sua plenitude", defende.
Exemplo
britânico
Embora ainda
esteja engatinhando no Brasil, a aplicação
de soluções científicas na resolução
dos problemas já é realidade em outras regiões.
No Reino Unido, por exemplo, todos os ministérios possuem
um conselho científico responsável por estudar
formas de aplicar os recentes avanços da ciência
nas áreas de competência de cada pasta. Além
disso, o primeiro-ministro britânico reúne-se regularmente,
a cada seis ou sete semanas, com esses conselhos, para garantir
que a produção nos laboratórios seja aplicada
nas políticas nacionais.
AGENDA
-
Fundamentos Técnicos e Comercialização
em Saúde Suplementar
CQCS
Aprenda os
conceitos básicos e técnicos para comercialização
dos planos de saúde regulamentados pela Agência
Nacional de Saúde (ANS), com informações
sobre as principais características dos planos privados
de assistência à saúde e regras que orientam
a celebração e o cumprimento desses contratos.
Matriculas Abertas - Salvador/BA.
Matrículas até 06/08/2011.
Documentos:
Cópia
RG e CPF
Período de aulas: De 8 a 31/8 - 2ª, 3ª e 4ª -
Das 18h30 às 21h45.
Investimento:
R$ 390,00 (á vista)
Local: Unidade
Bahia - Av. Tancredo Neves, 999. Edf Metropolitano Alfa, Sl
401.
Caminho das Árvores. Em frente ao Jornal
A Tarde.
Contato: 71 3341 2688
Acesse: http://www.funenseg.org.br/cursos.php?idtipo=7&id=6181&idunidade=2
-
Encontro ANS - Edição Sul
Já estão abertas as inscrições para
o Encontro ANS - Edição Sul
Operadoras
de planos de saúde, prestadores, centrais
sindicais e órgãos de defesa do consumidor já podem
fazer a inscrição para o Encontro ANS – Edição
Sul, uma oportunidade para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado por meio de discussões sobre o tema.
O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, em
Porto Alegre (RS).
Entre os
temas do evento estão aqueles relacionados à Agenda
Regulátória da Agência Nacional de Saúde
Suplementar, como o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde,
a resolução que trata do Envelhecimento Ativo,
a regulamentação dos artigos 30 e 31 e a Portabilidade.
As inscrições poderão ser feitas acessando
a área de Eventos no sitio eletrônico da ANS: www.ans.gov.br,
entre os dias 18 de julho e 10 de agosto de 2011
Encontro
ANS – Edição
Sul
Hotel Embaixador
- Rua Jerônimo Coelho, 354, Centro, Porto
Alegre/ RS.
16, 17 e 18 de agosto de 2011 ANS
- Encontro Paranaense da Saúde – 2011
Debater a
saúde sob os aspectos humanos, econômicos
e jurídicos. Esse é o objetivo do Encontro Paranaense
da Saúde 2011 que ocorre nos dias 18 e 19 de agosto, na
sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), em Curitiba.
A atividade é voltada a diretores, gestores, administradores,
advogados, demais profissionais atuantes nos hospitais e serviços
de saúde e acadêmicos das áreas de Saúde,
Direito e Administração.
A programação contempla palestras com integrantes
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
da Federação Internacional de Hospitais (IHF) e
da Confederação Nacional de Saúde (CNS).
Serão discutidos temas como assédio moral nas relações
de trabalho, diagnóstico econômico da saúde
no Paraná e os direitos e deveres dos prestadores de serviço
da área. Está previsto ainda o lançamento
oficial do Índice de Custos Hospitalares (ICH), indicador
pioneiro no País elaborado com apoio Instituto Superior
de Administração e Economia da Fundação
Getúlio Vargas (ISAE-FGV), e a realização
do II Simpósio de Direito Aplicado em Saúde.
Promovido
pela Fehospar (Federação dos Hospitais
e Estabelecimentos de Saúde do Paraná) e Sindipar
(Sindicato dos Hospitais do Paraná), com apoio da Ahopar
(Associação dos Hospitais do Paraná) e entidades
parceiras, o evento também marca as comemorações
pelos 20 anos de fundação da Fehospar e o cinquentenário
do Sindipar. A programação completa do Encontro
Paranaense da Saúde 2011 está disponível
no site www.fehospar.com.br. As inscrições podem
ser realizadas pelo e-mail encontro2011@fehospar.com.br ou fone
(41) 3254-1772. As vagas são limitadas.
-
CBA oferece Curso e Pós-Graduação em gerenciamento
do ambiente e segurança em saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) – representante
exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde
do mundo, a Joint Commission International (JCI) –, está com
inscrições abertas para o curso de Gerenciamento
do Ambiente em instituições de Saúde, que
acontece em julho e agosto, e também para a pós-graduação
em Gestão do Ambiente e Segurança em Estabelecimentos
Assistenciais de Saúde, que começa em agosto e
tem duração de 11 meses.
As inscrições para o curso e para a pós-graduação
estão abertas até dia 31 de julho. Seguem abaixo
as informações de ambos.
Curso:
Gerenciamento do Ambiente em Instituições
de Saúde
Gerenciamento
de resíduos de serviços de saúde,
gerenciamento de resíduos perigosos, o tratamento de resíduos
biológicos, a incineração como alternativa
restrita, as regras para construção predial e no
sistema de abastecimento da água para o cumprimento da
legislação e a sustentabilidade nos ambientes de
saúde. Estes são alguns dos temas a serem abordados
no curso de Gerenciamento do Ambiente em instituições
de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de
Acreditação (CBA).
Segundo a
enfermeira Irene Haddad, que ministrará o curso,
ainda é grande o número de hospitais brasileiros
que utilizam termômetro e esfignomanômetro de mercúrio,
o que representa um perigo não só à saúde
dos trabalhadores das instituições de saúde,
mas também para a saúde dos pacientes e acompanhantes.
Como exemplo, ela citou um levantamento realizado em um hospital
do Rio de Janeiro. Segundo o inventário, em apenas três
meses, foram requisitados 824 termômetros de mercúrio
para substituir outros danificados. “O dado é alarmante.
O mercúrio é um metal volátil que libera
vapor tóxico por até um ano, causando danos neurológicos
que só vão surgir anos depois”, alerta Irene,
apontando que esses equipamentos devem ser substituídos
pelos digitais, disponíveis no mercado e certificados
pelo INMETRO.
A enfermeira
que é consultora de educação
para acreditação do CBA, gerente de resíduos
de serviços de saúde do Hospital Federal dos Servidores
do Estado (RJ) e consultora de Controle de Infecção
Hospitalar e Gerenciamento de Resíduos de Serviços
de Saúde da Prevento Consultoria, ensinará como
elaborar um plano de gerenciamento de resíduos durante
o curso. “É importante saber classificar corretamente
os resíduos gerados para garantir o manejo correto até a
disposição final, diminuindo os impactos ambientais
e promovendo saúde”, ressalta.
O curso de
Gerenciamento do Ambiente em instituições
de Saúde, voltado para profissionais de saúde,
gestores e lideranças intermediárias, acontece
em duas datas: 23 de julho ou 25 e 26 de agosto, ambos com carga
horária de 36 horas/aula. “Este curso é uma
disciplina eletiva do MBA Gestão da Qualidade em Saúde
e Acreditação. As aulas serão teóricas
e práticas”, explica Rosângela Boigues, Coordenadora
de Ensino do CBA.
As inscrições podem ser feitas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br
ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241 ou 3299-8202 ou ainda 3299-8234. Mais informações
no site www.cbacred.org.br. O valor do curso é de R$ 800,00.
Pós-graduação: Gestão do Ambiente
e Segurança em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Especializar
gestores e profissionais de instituições
de saúde públicas e privadas para o gerenciamento
do ambiente hospitalar e de serviços de saúde ou
gestão de riscos (Risk Officer Management); Desenvolver
uma visão estratégica sobre o estabelecimento assistencial
de saúde e seu meio ambiente interno e externo (Hospital
Verde); e Qualificar estes profissionais para planejar, desenvolver,
implantar, monitorar e melhorar o ambiente de sistemas e serviços
de saúde. Estes são os objetivos principais dessa
pós-graduação, que tem duração
de 11 meses, se estendendo de agosto deste ano a julho de 2012,
perfazendo uma carga horária de 396 horas/aulas.
Com conteúdo como, Estudo do Ambiente Hospitalar e de
outros Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, Estudo
do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança, Custos
Hospitalares e Introdução à Legislação
Ambiental, além de outras oito disciplinas, o curso de
pós-graduação é voltado para gestores
de instituições públicas e privadas de saúde,
profissionais da saúde, além de profissionais das áreas
de administração, arquitetura, assistência
social, biologia, bioquímica, engenharia, enfermagem,
farmácia, hotelaria, medicina e nutrição
que já atuem ou tenham interesse de atuação
em serviços de saúde.
Com inscrições até o dia 31 de julho, a
pós-graduação terá início
no dia 18 de agosto com a disciplina Gestão pela Qualidade – Princípios
e Métodos. Mais informações e inscrições
através do site www.cbacred.org.br ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda pelos tels. (21)3299 8241 / 3299 8202 / 3299 8242.
- XXI Congresso Nacional das Santas Casas
AssPreviSite
Com a presença confirmada do ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde
e o meio ambiente
A Confederação das Santas Casas de Misericórdia,
Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu
XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011,
em Brasília. Com o tema central “Saúde e
meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”,
o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem
impactar na Saúde do homem e quais estratégias
devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.
Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização
na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para
melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas
transformações ambientais. Além disso, com
tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo
a formulação de políticas públicas
que sejam adequadas à nova realidade, é preciso
debater, hoje, o futuro dos hospitais.
Para o presidente
da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira
Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais
Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe
em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos
um time de especialistas discutindo a participação
do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em
ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar
para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor
atendimento de nossos pacientes”.
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário
de Atenção à Saúde, Helvécio
Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional
de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso,
já confirmaram a presença.
O evento
conta com o patrocínio da Caixa Econômica
Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.
Para mais
informações e inscrições:
www.cmb.org.br/congresso.
-
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
A relação médico-paciente sem caráter
consumista, a proposta de criação de testamento
vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício
ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão
debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante
o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina (CFM).
O encontro
promoverá discussões sobre a prática
médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a
esta prática – por exemplo, aqueles relacionados
ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”.
O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais
vertical das interações entre os médicos
e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais
das duas profissões são muito próximos”,
afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.
Inscrições
Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro
de Direito Médico. Pelo site é possível
fazer inscrição (gratuita), acessar a programação
do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os
internautas também terão acesso ao material da
1ª edição do evento, promovido em dezembro
de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.
- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão
Unidas / AssPreviSite
18 e 19 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades,
autoridades,
solução de problemas e negociação.
Metodologia
A metodologia
alterna exposição dialogada, exemplificações
voltadas para a realidade da administração pública
com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição,
conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem
e debates, de forma a favorecer a troca de experiências
e assimilação do conteúdo proposto. Também
alterna a realização de módulos em sala
de aula com períodos de aplicação junto às
equipes naturais.
Instrutor
Professor Peter M. Dostler
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 1º Hospital Management Summit
DCI
Setor hospitalar
se reúne para debate sobre gestão
De 22 a 24
de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos
de todo o País para o 1º Hospital Management Summit,
fórum de práticas, inovação e negócios
na gestão de hospitais. O evento é organizado pela
International Business Communications (IBC) e contará com
vários debates sobre a profissionalização
da gestão no setor hospitalar privado do País.
"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar
os recursos das instituições de saúde para
obter uma administração eficiente, financeiramente
sustentável e que atenda a todas as exigências de
um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica
Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada
nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem
tais objetivos", afirma Yvelise.
Ao longo
dos três dias do encontro os executivos poderão
conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas
na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos
em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão,
qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências
serão alguns dos temas abordados.
O Hospital
Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare,
3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide,
DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações
no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.
- Pacientes Crônicos e de Alto Custo
Unidas / AssPreviSite
Modelos de
Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos
e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados
25 e 26 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Apresentar
o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas
fases e resultados com vias de direcionar ações
assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação
de condições de saúde em empresas e seguimento
por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de
casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir
a importância da padronização dos processos
de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais
mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia
para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas
propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para
que os conceitos e as experiências possam ser debatidos
e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão
fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas,
relato de casos, e muita informação para que os
participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se
implantar tais estratégias, com vias a redução
do custo assistencial de seus beneficiários.
Instrutor
Dr Leonardo
Pereira Florêncio
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br