29-07-11

 

Leia nesta edição:

- ANS esclarece sobre políticas de comercialização restritivas

- Ministério da Saúde fará auditoria em 201 hospitais psiquiátricos de 23 estados

- Mortes por hepatites sobem 4,7% no País

- Rio mobiliza mais de 30 unidades de saúde com testes rápidos para hepatites

- Falta de dinheiro para a Saúde pública não existe

- Cliente de plano coletivo pode migrar sem carência

- Planos campeões de queixas na área da saúde

- Troca de plano de saúde sem prazo de carência

- Remédio em Casa

- Conjunto de mudanças nos planos

- Guia de troca de convênio confunde cliente

- Genéricos: 25% do total da indústria farmacêutica

- Morrendo pela boca

- Fracassa plano do Aché de se unir com a inglesa Glaxo para crescer

- Cresce venda de software para gestão de hospitais

- EUA: Reforma da saúde na Suprema Corte

- Tripartite aprova cronograma de implementação do Decreto 7508/11

- Pesquisa revela baixo teor de nutrientes na alimentação do brasileiro

- Organização Mundial da Saúde comemora o primeiro "Dia Mundial da Hepatite"

- Epidemia silenciosa

- Tratamento de choque contra os maus-tratos

- MS inicia implantação de testes rápidos de HIV em aldeias indígenas

- SUS: Ministro da Saúde visita Rede Sarah e fala da importância da qualificação profissional

- Confederação Nacional de Saúde: Circular Jurídico 074/2011

- Endividamento pode levar 239 hospitais filantrópicos dos RS ao colapso

- Mais de 90% dos brasileiros têm baixo consumo de alimentos saudáveis

- Pesquisa social

Sexta-feira, 29.07.11

ANS

ANS esclarece sobre políticas de comercialização restritivas

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publica nesta sexta-feira, 29/7/2011, a súmula normativa 19 que dispõe sobre a comercialização de planos de saúde.

Segundo esta súmula, a comercialização de planos privados de assistência à saúde por parte das operadoras, tanto na venda direta, quanto na mediada por terceiros, não pode desestimular, impedir ou dificultar o acesso ou ingresso de beneficiários em razão da idade, condição de saúde ou por portar deficiência, inclusive com a adoção de práticas ou políticas de comercialização restritivas direcionadas a estes consumidores.

As operadoras que adotarem a prática estarão em desacordo tanto quanto às regras que regem o estatuto do idoso quanto à resolução normativa 124 da ANS, publicada em março/2006, que dispõe sobre a aplicação de penalidades para as infrações à legislação dos planos privados de assistência à saúde.

A penalidade prevista é de multa de cinquenta mil reais por impedir ou restringir a participação de consumidor em plano privado de assistência à saúde.

Agência Brasil

Ministério da Saúde fará auditoria em 201 hospitais psiquiátricos de 23 estados

A medida foi anunciada após investigação do Ministério Público Federal de São Paulo, com base em denúncia de 104 mortes no estado

O governo federal vai iniciar uma auditoria em 201 hospitais psiquiátricos, em 23 estados, que prestam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida foi anunciada depois que Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) decidir investigar o grande número de mortes de pacientes internados em hospitais psiquiátricos paulistas e ter pedido informações ao Ministério da Saúde. Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo noticiou 104 mortes nas instituições paulistas em 2010.

O ministério informou que, desde abril, vem investigando denúncias de mortes e concentração de pacientes no Hospital Vera Cruz, em Sorocaba (SP), e outros seis unidades psiquiátricas da região. A investigação está na fase final, conforme a pasta.

Na vistoria nacional, os técnicos do ministério vão avaliar a estrutura física dos hospitais, a relação dos profissionais com os internados e a eficácia do tratamento dos pacientes. O trabalho será coordenado pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), que terá 60 dias para apresentar os resultados a partir de 1º de setembro.

O Estado de São Paulo

Mortes por hepatites sobem 4,7% no País

Por Rafael Moraes Moura

Aumento de óbitos nos três tipos da doença contrasta com a queda no [br]número de casos; Ministério da Saúde lança campanha de prevenção

O total de óbitos atribuído às hepatites A, B e C aumentou em 2010 no País, comparado a 2009, divulgou o Ministério da Saúde. Em 2010, as três hepatites somaram 2.518 óbitos, ante 2.406 verificados em 2009 (alta de 4,7%), segundo o novo Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais.

Isoladamente, houve aumento nos óbitos em cada uma delas - na A (de 46 para 52), na B (de 481 para 534) e na C (de 1.879 para 1.932). Mas o número de casos das três hepatites caiu (26,1%). Casos da A caíram de 10.743 para 5.943, da B, de 14.468 para 11.700, e da C, de 10.240 para 8.557.

Das três, a hepatite C foi a que mais matou entre 2000 e 2010 -14.873 óbitos, dos quais 58,3% ocorreram na Região Sudeste e 23,4% na Sul. Dos óbitos por hepatite C, 60,7% foram constatados em homens. No mesmo período foram registrados 4.978 óbitos causados por hepatite B e 608 por hepatite A.

"Diagnóstico precoce é a melhor maneira de evitar que os casos se agravem", disse o secretário de vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa. A pasta lembra que as hepatites B e C são doenças silenciosas. A B é mais frequente entre pessoas de 20 a 49 anos e a C predomina entre pessoas de 30 a 59 anos.

"São totalmente diferentes. O decréscimo dos casos de hepatite A está relacionado a saneamento. Ampliamos a vacinação contra hepatite B. E a C, que não tem vacina, depende de ações de conscientização", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Após ampliar a vacina de hepatite B para jovens de até 24 anos, o governo deve estender em 2012 a faixa para pessoas de até 29 anos, informou Padilha. Para isso, serão necessárias 45 milhões de doses extras para atender 15 milhões de pessoas a mais (são três doses por pessoa).

A pasta lançou ontem, Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, uma campanha de prevenção às hepatites B e C, com material informativo, cartazes, vídeos para TV e o site hepatitesvirais.com.br.

Agência Brasil

Rio mobiliza mais de 30 unidades de saúde com testes rápidos para hepatites

Para agilizar o diagnóstico das hepatites virais e lembrar o dia mundial de combate à doença, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro realiza nos dia 28 e 29, testes rápidos para detectar os tipos B e C do vírus. As ações serão realizadas em cinco centros de Testagem e Aconselhamento e em mais 29 unidades de saúde no município. Nestes dois dias a prefeitura espera realizar cerca de 4,8 mil testes

O diagnóstico deve sair em 30 minutos. Antes o resultado demorava entre 30 e 90 dias para chegar ao paciente. Nas unidades, haverá também uma programação especial para divulgar informações sobre a doença, que inclui com palestras, exibição de vídeos, distribuição de material educativo e de preservativos.

Antes e depois do teste, os pacientes são aconselhados, como já é feito no caso de exames de HIV. Quem recebe resultado positivo é encaminhado para uma unidade de saúde, onde passa por um novo teste para confirmá-lo. Quando esse resultado é novamente positivo, o paciente é encaminhado para o tratamento.

A gerente do Programa de Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, Guida Silva, disse que a prefeitura está preparada para o tratamento de novos casos, mesmo que haja uma grande demanda.

" Há mais ou menos dois anos, iniciamos a implantação dos polos de atendimento e tratamento das hepatites virais no município do Rio. Os médicos gastroenterologistas, infectologistas e hepatologistas foram capacitados, assim como as equipes multidisciplinares formadas por psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais que trabalham com os médicos" , destacou, ao acrescentar que foram implantados polos de atendimento em 12 policlínicas, cobrindo todas as dez áreas do município.

Guida ressaltou que a hepatite é uma doença silenciosa, já que os sintomas, como insuficiência hepática, hepatocarcinoma (câncer de fígado) e cirrose, demoram cerca de 20 anos para aparecer.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,5 milhão de pessoas morrem de hepatites virais no mundo por ano. A vacinação com três doses é a única maneira de evitar o contágio da hepatite B. Utilizar material intravenoso descartável ou esterilizado corretamente, usar preservativo e não compartilhar objetos pessoais, como escova de dente e canudos, são formas de evitar a doença.

Saúde Business Web

Falta de dinheiro para a Saúde pública não existe

Por Enio Salu

A gente vive escutando que faltam recursos para a saúde pública, … que os hospitais públicos ‘naturalmente’ assistem mal a população por causa disso; … e por isso precisamos pagar o plano de saúde.

Não é verdade – dinheiro tem e muito: o problema é que não chega ao sistema de saúde.

Não é uma afirmação leviana, basta analisar os números que nos são apresentados o tempo todo.

Vamos começar com o orçamento público para a saúde: a constituição e as leis complementares exigem que pelo menos 10 % da arrecadação dos impostos sejam destinados no orçamento para a saúde.

Considerando os repasses do âmbito federal para o estadual (ou distrital), e do estadual para os municípios, de tudo que se arrecada 10 % deve ir para a saúde.

Parece ‘micharia’ quando falamos em 10 %, afinal pode-se pensar que 10 % de nada é nada !

Mas se você mora em São Paulo e alguma vez passou pela Rua Boavista, deve ter visto o impostômetro, que estima (por baixo) o quanto o governo arrecadou de impostos até o momento, e nesta semana chegou à ‘bagatela’ de R$ 800 bilhões.

Mesmo os mais pessimistas acreditam que em 2011 será arrecadado R$ 1,5 trilhão !!!!!

Fazendo ‘conta de padeiro’, o que deveria ser destinado à saúde são R$ 150 bilhões. Bem … é o que a lei diz.

A ‘pergunta que não quer calar’ é por que este dinheiro não chega à saúde ?

Tenho que acreditar que não chegou, porque:

Daria para construir pelo menos 150 novos hospitais por ano;

Daria para pagar salário digno para 1 milhão de médicos (1 médico para cada 200 habitantes !!!!!);

Poderia comprar medicamentos para curar a humanidade inteira; … é dinheiro ‘a bessa’.

Se você trabalha em plano de saúde:

Daria para o governo pagar um plano de saúde para 200 milhões de habitantes com um prêmio mensal de 62,50 por mês;

Conhece alguma seguradora que recusaria uma proposta destas ? … 200 milhões de vidas com ticket de R$ 62,50 !!!!

Já passou da hora de parar de reclamar que não existe dinheiro – é mais do que evidente que o problema da saúde é a gestão pública que não o faz chegar onde deveria.

Nosso sistema de repasse dos impostos é tão confuso que ninguém consegue rastrear o que acontece entre a origem e o destino da receita – ficamos perdendo tempo com ‘formiguinhas’ como a necessidade de controlar o ponto dos servidores e não damos atenção ‘ao elefante’ do controle para que tenhamos nossos R$ 150 bilhões na saúde.

Vai construir estádio às custas de isenção de impostos ? Nenhum problema, desde que aumente de 10 % para x % a verba da saúde de modo a garantir nossos R$ 150 bilhões. Tire a isenção dos outros gastos do governo e preserve o que seria da saúde.

Nada contra a construção de estádios, PAC, ou qualquer ação governamental que resulte em beneficio à população e ao crescimento.

Desde que fique para a saúde o que é de direito … sem truques!

Folha de São Paulo

Cliente de plano coletivo pode migrar sem carência

Segundo órgãos de defesa do consumidor, no 1º dia da norma, site da ANS dificultou a troca

No primeiro dia das novas regras que facilitam a troca de convênio sem carência em planos coletivos por adesão, os clientes tiveram dificuldades para escolher o novo plano, segundo órgãos de defesa do consumidor.

Esse tipo de plano é contratado por entidades como sindicatos e associações.

O guia de planos de saúde da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) estava confuso e pode limitar a procura pelo novo serviço.

No guia está a lista de quais convênios estão na mesma faixa de preço do atual plano do cliente, informação fundamental para que ele possa pedir a mudança para a entidade.

Além da lentidão do sistema, que chegou a ficar fora do ar ontem, as entidades criticaram a burocracia da página que, segundo elas, pede uma grande quantidade de dados e não explica com clareza quais são os benefícios das operadoras que se encaixam na possível troca.

Para a supervisora institucional da Pro Teste, Polyanna Carlos Silva, as informações pedidas ao consumidor são muito técnicas.

"Não achei os dados que pedem na minha carteirinha do convênio. Até eu, especialista, fiquei confusa."

A portabilidade já era possível para planos individuais e familiares desde abril de 2009. Planos empresariais não entram na norma.

A regra é válida apenas para os planos contratados a partir de 1999.

Ao todo, 13,1 milhões de pessoas podem fazer a mudança (28% do total). Apenas 5.000 mudaram desde então.

Quem possui planos anteriores a 1999 pode fazer uma adaptação para planos novos a partir do dia 4 de agosto. Depois de adaptado, também pode fazer a migração.

Infomoney / CQCS

Planos campeões de queixas na área da saúde

Plano de saúde regulamentado, plano odontológico, convênio de assistência médica/odontológico, plano de saúde não regulamentado e aparelho corretivo - ortopédico, auditivo, prótese, acessório – foram os mais reclamados na área de saúde. Juntos, eles correspondem a 83,56% das reclamações fundamentadas da categoria.

No total, foram 1.600 reclamações na área de saúde em 2010, de acordo com os dados do Cadastro de Reclamações Fundamentadas 2010, feito pelo DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), do Ministério da Justiça.

Os mais reclamados

Em primeiro lugar no ranking das reclamações fundamentadas pelos consumidores no ano de 2010 na área da saúde, estão os planos de saúde regulamentados, com 668 reclamações, o que representa 41,75% do total da categoria. Foram atendidas 52,99% dessas reclamações e 47,01% ficaram sem solução.

Na segunda posição estão os planos odontológicos, com 289 reclamações, sendo que 29,17% delas foram atendidas e 40,83% ou 118 reclamações não foram atendidas.

Os convênios de assistência médica/odontológica ficaram na terceira posição, com 12,06% do total de reclamações da área de saúde. Do total, 141 foram atendidas e 52 ficaram sem resposta.

No quarto e quinto lugares ficaram os planos de saúde não regulamentados e os aparelhos corretivos, com 7,31% e 4,38% de reclamações, respectivamente. Foram resolvidas 43 e 18 reclamações, e 74 e 52 ficaram sem solução, nessa mesma ordem.

Problemas

Entre os problemas mais reclamados, outros problemas com contratos de saúde (não cobertura, abrangência e reembolso) ficaram no topo, com 257 reclamações. Do montante, 60,70% foram atendidas e 39,30% ficaram sem solução.

Em seguida, o descumprimento das ofertas teve 230 reclamações no período, com 130 casos resolvidos e 100 sem solução.

Na terceira posição, negativa de cobertura teve 185 reclamações, sendo que 97 foram resolvidas e 88 não foram atendidas.

Na quarta e quinta posições, ficaram os problemas de reajuste e os de rescisão/substituição/alteração de contrato, com um total de 11,06% e 7,81% de reclamações, respectivamente. Foram resolvidas 62 e 76 reclamações, e 115 e 49 ficaram sem solução, nessa mesma ordem.

Potal G1

Troca de plano de saúde sem prazo de carência

Mais de 13 milhões de usuários de planos de saúde terão direito de mudar de operadora sem precisar cumprir novos prazos de carência. As operadoras tiveram 90 dias para se adaptar à nova regra estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A norma beneficia clientes de planos de saúde individual, familiar e coletivo por adesão (contratado por conselhos profissionais, entidades de classe, sindicatos e federações). Esse último grupo representa mais de cinco milhões de usuários. A ANS espera aumentar a concorrência no mercado e melhorar o atendimento ao consumidor.

Para fazer a mudança de plano, o usuário precisa estar em dia com o pagamento das mensalidades.

A nova regra permite que ele mude de um plano de abrangência municipal, por exemplo, para outro com cobertura em todo o estado ou nacional. O usuário terá quatro meses a partir do mês de aniversário do contrato para fazer a mudança, e não mais dois meses como era anteriormente.

A ANS criou também uma portabilidade especial para usuário de plano de saúde que está sob intervenção da agência ou em processo de falência, e para quem perdeu direito ao plano devido à morte do titular.

Nesses casos, a mudança não está limitada ao mês de aniversário do contrato é não há necessidade de permanência mínima no plano para pedir a modificação.

Entretanto, a nova norma não vale para planos coletivos contratados por empresas para seus funcionários, os chamados planos empresariais.

O Estado de São Paulo

Remédio em Casa

Em seis anos, o Programa Remédio em Casa da Secretaria Municipal da Saúde prescreveu 1 milhão de receitas para 211,4 mil pacientes que vivem na cidade de São Paulo. São doentes crônicos que sofrem de diabetes, hipertensão, colesterol alto e hipotireoidismo, para os quais são entregues 19 diferentes tipos de medicamentos. Para a manutenção do programa, a Prefeitura investe R$ 4,4 milhões por ano. O êxito do programa se deve, em grande parte, a um bom planejamento de estoques, que permite que todos os itens sejam requisitados à indústria farmacêutica com pelo menos quatro meses de antecedência. Segundo a Secretaria da Saúde, até hoje nunca houve falta de medicamento.

A operação do programa é totalmente informatizada e as unidades de saúde habilitadas fazem o cadastramento e o acompanhamento dos seus pacientes por meio de relatórios operacionais e gerenciais. Para aderir ao Remédio em Casa, o paciente marca uma consulta em uma das 466 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e o médico responsável pelo atendimento faz uma avaliação de seu estado de saúde. Uma vez confirmada a necessidade do tratamento, é a própria UBS que se responsabiliza pela entrega dos medicamentos prescritos. Eles são enviados em quantidade suficiente para o período de 90 dias. Antes de receber uma nova remessa, o paciente deve passar por consulta médica ou avaliação realizada por um grupo multiprofissional.

O programa permite que os doentes, além de receber os medicamentos de que precisam, sigam uma disciplina que é de grande valia para o tratamento. Os doentes são aconselhados a se dedicar a atividades físicas e sociais, o que é muito importante principalmente para os da terceira idade. Por meio de relatórios, é possível identificar pacientes sedentários e submetê-los a um acompanhamento contínuo, uma das condições essenciais para o sucesso de qualquer política de assistência a pessoas com doenças crônicas.

O controle dessas doenças tem um impacto altamente positivo na rede de saúde pública. Os pacientes beneficiados por ele deixam de engrossar as filas dos serviços de emergência de hospitais e unidades de saúde.

A iniciativa é inovadora e melhora a gestão da saúde pública e a qualidade de vida da população. Seus benefícios poderão ser ainda maiores se a administração municipal consolidar programas complementares, como o Estratégia de Saúde da Família, além de firmar parcerias com entidades de assistência social a exemplo do que foi feito com a Morada Nova Luz, que abriga cem idosos na Rua Helvetia, no centro da cidade.

Cumprindo um calendário preestabelecido, equipes do Estratégia de Saúde da Família realizam visitas periódicas para avaliação das condições dos abrigados na Morada Nova Luz. E aos que deles precisam o Programa Remédio em Casa assegura a entrega dos medicamentos durante todo o tratamento.

Com esse tipo de iniciativa a Prefeitura consegue elevar o nível da assistência oferecida à população e fazer melhor uso das verbas disponíveis para a saúde pública. As doenças cardiovasculares, por exemplo, são a principal causa de morte entre a população adulta do Brasil. A hipertensão arterial e o diabetes são dois dos principais fatores de risco para cardíacos, que podem, no entanto, ser controlados com o uso contínuo de medicamentos. No caso dos pacientes com hipotireoidismo, a falta de controle pode provocar redução no desempenho físico e mental, além de elevação nos níveis de colesterol, o que aumenta as chances de problemas cardíacos.

Nos últimos seis anos, a administração municipal foi bem-sucedida tanto em implantar como em ampliar o Programa Remédio em Casa. Tanto que o atendimento a pacientes com colesterol e triglicérides elevados, previsto como meta na Agenda 2012, já foi concretizado em 2009. Manter a eficiência do programa e sua conexão com outras iniciativas de saúde e assistência social é fundamental para a melhoria dos índices de qualidade de vida da população.

Folha de São Paulo

Conjunto de mudanças nos planos

Por Mônica Bergamo

Na próxima semana, a ANS (Agência Nacional de Saúde) publicará a resolução que atualiza a cobertura assistencial obrigatória para os planos de saúde. Na lista com 50 novos procedimentos que os convênios terão que custear, a partir de janeiro de 2012, estão cirurgia de redução de estômago via laparoscopia, terapia ocupacional e a tomografia especial PET Scan, usada no diagnóstico de câncer.

E passa a valer nos próximos dias a resolução normativa 254, que estabelece regras para adaptação e migração de contratos das seguradoras. Segundo a norma, planos antigos, anteriores a janeiro de 1999, se adequarão às novas diretrizes da ANS e só poderão ser reajustados segundo a tabela da agência.

Também em agosto será publicada a norma que obriga os planos de saúde a disponibilizar programas que promovam a prevenção de riscos e doenças para um envelhecimento ativo. Se os consumidores aderirem aos projetos, terão descontos na mensalidade dos planos.

Agora São Paulo

Guia de troca de convênio confunde cliente

Por Paula Cabrera

No primeiro dia de validade das novas regras que facilitam a troca de convênio sem carência (período que o cliente paga o plano, mas não tem alguns serviços), os clientes tiveram dificuldades para escolher o novo convênio, segundo órgãos de defesa do consumidor ouvidos pelo Agora.

O guia da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que mostra a lista dos convênios que estão na mesma faixa de preço do atual plano do cliente --para que ele possa pedir a mudança-- estava confuso e pode limitar a procura pelo novo serviço, na avaliação das entidades.

Além da lentidão do sistema, que chegou a ficar fora do ar por alguns instantes ontem, as entidades criticaram a burocracia da página que, segundo elas, pede uma grande quantidade de dados e não informa, com clareza, quais são os benefícios das operadoras que se encaixam na possível troca.

Brasil Econômico

Genéricos: 25% do total da indústria farmacêutica

Implementado no Brasil em 2000, o genérico vem conquistando um público fiel. Isso porque, além de ter o mesmo princípio ativo, em alguns casos, pode chegar a custar por 50% a menos que o remédio de referência.

No contexto mundial o crescimento desse mercado é de 11%, já no Brasil, em 2010, o aumento foi de 33% ao ano.

De acordo com a IMS Health, os genéricos apresentaram um crescimento de 11,53% no período compreendido entre abril e maio de 2011, enquanto o avanço geral do mercado farmacêutico, no mesmo período, foi de 12,14%.

Do volume total de medicamentos comercializado no país 25% são genéricos atestados pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos).

Muitos são os fatores responsáveis pelos ótimos resultados do setor, entre eles está o aumento da renda das classes C e D, o bom desenvolvimento da economia brasileira, a baixa taxa de desemprego e a alta no consumo.

Outro fator importante foi a ampliação da distribuição dos genéricos nos pontos de venda, facilitando o acesso de quem está em zonas periféricas. Como consequência natural, drogarias e farmácias, também se fortaleceram.

Também é considerada responsável pelo sucesso de vendas desse setor a quebra de patentes de medicamentos para o tratamento de doenças crônicas — como hipertensão e colesterol — e o campeão de vendas, o genérico do Viagra, medicação para impotência sexual.

Ainda segundo pesquisa do IMS Health, foi comercializado ano passado, 444,3 milhões de unidades o equivalente a 21% do total de medicamentos vendidos

O Tempo

Morrendo pela boca

Em qualquer pesquisa, o cidadão brasileiro convidado a se manifestar coloca a educação e a saúde entre os principais problemas do país. No entanto, educação e saúde estão estreitamente relacionadas quando se trata da qualidade da alimentação do brasileiro.

Isso pode ser comprovado, novamente, no estudo que acaba de ser divulgado pelo IBGE. O brasileiro consome alimentos de alto índice calórico e baixo teor nutritivo. Sua dieta é formada por café, arroz, feijão e carne, temperados com o uso de muito sal e açúcar.

Em suma, uma dieta bastante inadequada para a manutenção de uma boa saúde. O alto consumo de sal, por exemplo, reflete-se na incidência da hipertensão arterial e das doenças cardiovasculares e renais. Por falta de cálcio, a osteoporose afeta as mulheres idosas.

A pesquisa não mediu, mas a qualidade da alimentação tem a ver com a educação. Para o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), educação e alimentação estão fortemente associadas. Não é figura retórica dizer que o homem morre pela boca.

Menos de 10% da população ingere 400 gramas diários de frutas, verduras e legumes. Em dois dias da pesquisa, só 16% dos avaliados se alimentaram de salada crua. Quase 95% dos jovens têm ingestão menor de leite do que os 1.100 mg diários recomendados.

Muito do que ocorre na alimentação do brasileiro é devido às condições de vida. Os hábitos alimentares foram se modificando com a urbanização e a melhoria da qualidade de vida. O consumo de alimentos saudáveis também diminuiu com o aumento da renda da população.

Nas cidades, consomem-se mais alimentos industrializados. Na zona rural, predominam os alimentos in natura. Conforme sobe a renda, o cidadão consome menos arroz e feijão e mais frutas, verduras e leite. Em compensação, abusa de doces, refrigerantes e salgados.

O brasileiro ainda não percebeu que, na alimentação, quantidade não é sinônimo de qualidade.

Valor Econômico

Fracassa plano do Aché de se unir com a inglesa Glaxo para crescer

Por Mônica Scaramuzzo

Farmacêutica: Laboratório nacional também adia projeto de abrir capital na BM&FBovespa

O laboratório Aché passa por um período de "inferno astral", o que poderá comprometer o projeto de expansão da companhia. Depois de deixar escapar a Mantecorp para a Hypermarcas no fim do ano passado, as negociações para a formação de uma joint venture entre a farmacêutica nacional e a inglesa GlaxoSmithKline (GSK), que estavam bem adiantadas, também naufragaram, segundo fontes familiarizadas com essa operação.

Considerada estratégica para as duas empresas, essa parceria daria maior robustez ao laboratório nacional, que está há alguns meses à procura de um investidor de peso para expandir seus negócios no país. A multinacional, que também tinha feito proposta para levar a Mantecorp, pretende ampliar sua atuação no Brasil, sobretudo na área de medicamentos de prescrição médica, segmento no qual o Aché tem uma participação relevante.

Ao Valor, o presidente da GSK no Brasil, Cesar Rengifo, disse que a farmacêutica mantém forte interesse no Brasil, mas não comentou a operação com o laboratório nacional. Procurado, o Aché disse que não iria comentar o assunto.

"Os planos da Glaxo no Brasil são bem maiores. Não interessa à multinacional ter uma participação minoritária em uma empresa. As negociações devem ter esbarrado nesse quesito", afirmou uma fonte do setor. O Aché também tem interesse em avançar em medicamentos genéricos, segmento que não está nos planos de crescimento da GSK no país.

Com uma estratégia de expansão bem definida dentro e fora do país, o Aché também estava se preparando para ir à Bolsa. Os executivos da farmacêutica chegaram a fazer no início deste ano apresentações a investidores, com planos de negociar entre 20% e 25% das ações da companhia. Mas, um novo revés, desta vez pelas condições desfavoráveis do mercado de capitais, levou a farmacêutica a abortar essa decisão temporariamente, segundo uma fonte familiarizada com a operação.

Considerado um ativo atraente para as multinacionais, o Aché não tem interesse em se desfazer do seu controle. A farmacêutica pertence às famílias Dellape Baptista, Siaulys e Depieri, que fizeram uma reorganização societária, com a criação de três Fundos de Investimento em Participações (FIP) - um para cada uma das famílias que compartilham o controle da companhia.

Com faturamento líquido de cerca de R$ 1,5 bilhão em 2010, a farmacêutica engrossou nos últimos anos o movimento de consolidação do setor. Em 2003, o laboratório incorporou a alemã Asta Médica do Brasil. Mas foi em 2005 que o grupo deu seu maior salto, com a compra da Biosintética Farmacêutica, que possibilitou à companhia entrar no segmento de genéricos - hoje os produtos são vendidos sob a marca comercial Genéricos Biosintética. No ano passado, a empresa adquiriu 50% da Melcon, de Anápolis (GO).

Fundada em 1966, a farmacêutica conta com dois complexos industriais, um em Guarulhos (Grande São Paulo) e outro na capital paulista, no bairro Jurubatuba. O portfólio da empresa conta com 250 marcas em cerca de 600 apresentações de medicamentos sob prescrição, genéricos e isentos de prescrição. A empresa, terceira maior nacional em receita, ainda é pequena em genéricos.

Valor Online

Cresce venda de software para gestão de hospitais

Por Moacir Drska / Cibelle Bouças / Bruna Cortez

O segmento de software para gestão hospitalar existe no Brasil há dez anos, mas só nos últimos dois anos ganhou impulso. Atualmente, o setor responde por 2% da indústria brasileira de software, movimentando por ano R$ 500 milhões, segundo fabricantes ouvidos pelo Valor. As companhias estimam que esse segmento crescerá seis vezes nos próximos cinco anos, com demanda aquecida nos setores privado e público.

A americana InterSystems prevê um aumento de 50% na receita gerada em sua operação brasileira. "A projeção é de que essa divisão movimente US$ 30 milhões neste ano", diz Carlos Eduardo Kuhl Nogueira, diretor-geral da companhia para a América Latina.

O principal projeto da empresa é o Sistema Integrado de Saúde (SIS), implantado pelo governo do Distrito Federal. O SIS compreende 10,2 mil usuários do corpo clínico de 41 instituições, entre hospitais, unidades de pronto atendimento, centros de saúde e laboratórios. No total, a InterSystems desenvolve três grandes projetos públicos no país e já cadastrou o prontuário eletrônico de 2,5 milhões de pacientes. A meta da companhia é expandir esse serviço para 10 milhões de pessoas até 2012.

Paulo Magnus, presidente da companhia brasileira MV Sistemas, também prevê uma expansão significativa do mercado, com aumento da demanda no setor público - que começou a ficar forte neste ano - e crescimento das vendas para o setor privado. Sediada no Rio Grande do Sul, a companhia atua exclusivamente com sistemas de gestão em saúde e tem hoje sistemas implantados em 500 hospitais.

Na Totvs, cerca de 20% do orçamento de desenvolvimento de produtos é destinado à àrea de saúde

Nos últimos três anos, a MV investiu em duas novas unidades de desenvolvimento de software, instaladas em Fortaleza e Recife, que se integram à unidade de Passo Fundo (RS). A expansão, diz Magnus, tem por objetivo acompanhar o cenário favorável e ampliar a receita de R$ 80 milhões registrada em 2010. "Esperamos manter em 2011 a média de crescimento de 20% observada nos últimos anos", afirma.

Outra companhia que vem reforçando os investimentos no setor é a Totvs. Em dezembro, a empresa concluiu a aquisição da Gens Tecnologia e Informática, especializada em software de gestão para a área de saúde. Com uma base de 36,5 mil clientes, entre hospitais, operadoras de planos de saúde, clínicas e laboratórios, o segmento é uma das quatro principais áreas de negócios da Totvs. "Hoje cerca de 20% do nosso orçamento total de desenvolvimento de software é destinado aos sistemas de saúde", diz Gilsinei Hansen, diretor de software e segmentos da empresa.

A portuguesa Alert, que chegou ao país em 2007, também diz se beneficiar da demanda no setor público. A empresa tem contratos com 35 hospitais, que atendem 12 mil pessoas por dia. Neste mês, fechou contrato com 20 hospitais da rede pública do Estado de Minas Gerais e com a Beneficência Portuguesa, de São Paulo. "As vendas para o Brasil devem crescer 60% neste ano", afirma Luiz Brescia, diretor-geral da Alert no país. A operação representa 30% da receita global da companhia. A projeção da Alert é elevar seu faturamento global de € 47 milhões para € 60 milhões neste ano.

Dona da Wheb Sistemas, que possui 350 clientes, a Philips estuda adquirir outras empresas de software no país para complementar seu portfólio, afirma Juan Hoyos, diretor da área de cuidados ao paciente e informática.

Os investimentos feitos por essas companhias levam em consideração a demanda atual e as expectativas de avanço no grau de informatização das instituições de saúde. Existem no país 6,3 mil hospitais públicos e privados, mas apenas 15% possuem sistemas informatizados, o que limita um avanço mais rápido das vendas de softwares de gestão, afirma Ciro Menezes, diretor comercial da HelpLink. "O mercado atual é pequeno, mas há um grande potencial de expansão", afirma.

A HelpLink investiu R$ 700 mil no desenvolvimento de um software, lançado há um ano. Atualmente, seis unidades de saúde usam o programa. Como estratégia de crescimento, a HelpLink pretende participar neste ano de sete licitações de prefeituras e governos estaduais. A maioria das licitações são no Estado de São Paulo. Menezes observa que já foram divulgados em torno de 50 editais neste ano.

A MTM Tecnologia também passou a competir no segmento há dois anos, com um aplicativo de prontuário eletrônico para smartphones. O aplicativo já foi adotado pela equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), em São Paulo; pelo Hospital Espanhol, em Salvador, administrado pela Real Sociedade Espanhola de Beneficência; e exportado para 1,2 mil clínicas dos Estados Unidos e da Inglaterra por meio da representante Care Stream Health. "Neste ano, pelo menos mais seis hospitais no Brasil vão instalar o software", diz Gustavo Perez, presidente da companhia.

Programas começam a ajudar em tratamentos

O uso de softwares tem auxiliado a gestão de hospitais e clínicas médicas, mas, agora, os benefícios dessas tecnologias começam a ir além da ala administrativa. Embora a oferta ainda seja incipiente, já existem softwares desenvolvidos especificamente para ajudar no tratamento de doenças.

O tabagismo é um dos males cujo combate conta com o auxílio de um software especial, desenvolvido no Brasil. O funcionamento da ferramenta é simples: o médico fornece ao sistema uma série de informações referentes ao tratamento; a análise desses dados permite medir os resultados e adequar a metodologia caso o tratamento não tenha sucesso.

A ferramenta não surgiu por iniciativa de uma empresa de software. Sem encontrar companhias que tivessem um produto nesse formato, a cardiologista Jaqueline Scholz Issa contratou um analista e um desenvolvedor de sistemas e formou uma equipe para criar a ferramenta, em 2008.

"Uma coisa é fazer um prontuário eletrônico, outra é desenvolver um instrumento que possa aperfeiçoar a prática clínica", diz Issa. Segundo ela, faltam no mercado ferramentas que também levem em conta a visão do médico. A cardiologista fundou uma empresa em parceria com os profissionais que havia contratado e atualmente vende o software para outros médicos especialistas no tratamento do tabagismo.

No campo acadêmico também surgem iniciativas para aplicar os softwares à medicina. Na Unesp de Sorocaba, estudiosos de diferentes áreas - engenharia eletrônica, medicina e física - desenvolveram um software que "quantifica" inflamações nos olhos e permite avaliar a evolução da doença.

De acordo com o professor Galdenoro Botura Júnior, que orientou o projeto na Unesp, há planos para que o software fique disponível em hospitais e clínicas do país. O uso da ferramenta poderia gerar economias com a compra de equipamentos que custam caro e possuem uma função semelhante.

O software é capaz de analisar a inflamação ocular a partir de uma fotografia. Com isso, poderia acelerar o tratamento de pessoas que moram em locais mais distantes.

No meio acadêmico, porém, o distanciamento entre diferentes áreas é um fator que impede que mais projetos desse tipo deem resultados. "Cada um se fecha em sua especialidade e não se aproxima de projetos multidisciplinares", diz o professor.

Consultor Jurídico

EUA: Reforma da saúde na Suprema Corte

Por Rafael Baliardo

A batalha judicial em torno da lei que reforma o sistema público de saúde nos Estados Unidos finalmente chegou à Suprema Corte do país. Ou como disse Nathan Koppel, repórter que acompanha a Suprema Corte para o blog especializado em Justiça do The Wall Street Journal: “O dia que, há muito, sabíamos que não tardava chegou”.

A organização conservadora Thomas More Law Center, uma entidade sem fins lucrativos que opera no estado de Michigan e advoga a favor dos valores familiares e cristãos, entrou com uma ação no tribunal para tentar derrubar a nova lei da saúde nos EUA. O processo corresponde à decisão anterior da Corte Federal de Apelação para o 6º Circuito que tinha decidido, em 29 de junho, a favor da nova legislação.

A entidade anunciou que entrou com uma ação certiorari (writ of certiorari) junto à Suprema Corte na quarta-feira (27/7). Ações certiorari, nos sistemas jurídicos que descendem do direito anglo-saxão, são tipos distintos de petição para revisão judicial, quando é requerido a um tribunal que este solicite a uma corte de instância menor o encaminhamento dos autos de um dado processo para análise preliminar da decisão. O Thomas More Law Center tinha questionado junto à corte de apelação a constitucionalidade de uma das cláusulas que compõem o chamado Obamacare, a qual determina que cidadãos que não podem pagar por planos de saúde privados sejam obrigados então a dispor de cobertura médica pública.

De acordo com a entidade, e com os demais litigantes que questionam a lei em diferentes estados, o Patient Protection and Affordable Care Act fere a cláusula comercial da Constituição Federal dos Estados Unidos, que garante ao cidadão o direito de abster-se de exercer ou dispor de qualquer atividade comercial.

Sediada em Cincinnati, Ohio, a Corte Federal de Apelação para o 6º Circuito, que cobre os estados de Michigan, Kentucky, Ohio e Tennessee, rejeitou o argumento da organização Thomas More Law Center de que o Congresso dos EUA extrapolou suas atribuições ao determinar o pagamento de multas por parte daqueles que se recusarem a dispor de planos de sáude privados ou do benefício público. De acordo com comentadores de Justiça nos EUA, como a Corte Federal de Apelação para o 6º Circuito foi a primeira a decidir sobre a constitucionalidade da nova lei, isso torna o momento pouco apropriado para que uma ação seja apresentada junto à Suprema Corte.

Se outros tribunais de apelação decidirem a favor da constitucionalidade da lei, a Suprema Corte pode dar o caso por encerrado e assim se recusar a julgar o processo. Se as decisões em cortes federais divergirem, então o alto tribunal inevitavelmente terá que dar a palavra final. Por isso, o Thomas More Law Center optou por entrar com uma ação certiorari, a fim de adiantar a chegada da batalha à Suprema Corte, sem, para isso, correr o risco de que o argumento da inconstitucionalidade seja rejeitado pelo alto tribunal, mesmo que a presente ação o seja.

Contudo apesar de se tratar da primeira ação relacionada ao Obamacare que chega à mais alta instância de Justiça dos Estados Unidos, o momento não poderia ser mais ameno. A Suprema Corte está em recesso de verão e inicia o próximo mandato só no outono (do hemisfério norte). A previsão para que os juízes comecem a analisar o caso é para o início de 2012.

Quinta-feira, 28.07.11

Anvisa

Tripartite aprova cronograma de implementação do Decreto 7508/11

A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do Sistema Único de Saúde (SUS) aprovou, nesta quinta-feira (28/7) durante reunião ordinária realizada na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o cronograma de implementação dos dispositivos que irão viabilizar a operacionalização do Decreto 7508/11 que dispõe sobre a organização do SUS.

O trabalho de implementação em todo o território nacional será coordenado pelo Ministério da Saúde e contará com a participação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

O Secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, ressaltou que é de responsabilidade de todos os entes ligados à saúde promover a ampla divulgação do conteúdo do decreto aos diversos profissionais que integram a rede de atendimento do SUS para haja a devida aproprição das informações contidas na norma.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai promover uma discussão interna sobre o aplicação do Decreto 7508/11 e seus desdobramentos no âmbito da Vigilância Sanitária no país. A Anvisa vai atuar ainda na divulgação do decreto junto aos coordenadores das Vigilâncias Sanitárias (Visas) dos estados e municípios brasileiros.

Ministério da Saúde

Pesquisa revela baixo teor de nutrientes na alimentação do brasileiro

Por Alethea Muniz e Neyfla Garcia

Estudo mostra consumo excessivo de açúcar, sódio e gorduras saturadas em toda a população do país. Ministério da Saúde estimula alimentação saudável

O brasileiro combina uma dieta tradicional, baseada no arroz e feijão, com alimentos compostos por baixo teor de nutrientes e alto conteúdo calórico. Aliado ao crescente consumo de refrigerantes e refrescos, está a ingestão reduzida de frutas, verduras e legumes. Esse retrato, um alerta sobre o perfil da alimentação no país, consta na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, módulo “Consumo Alimentar Individual”, financiado pelo Ministério da Saúde e conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (28), no Rio de Janeiro. (confira reportagem completa e tabelas em www.saude.gov.br)

De acordo com as informações da POF, apesar de haver uma ingestão satisfatória de proteínas, a prevalência de consumo excessivo de açúcares foi observada em 61% da população, já a de gorduras saturadas, em 82% das pessoas. O consumo insuficiente de fibras foi observado em 68% dos brasileiros.

“Esse padrão alimentar da população brasileira é mais preocupante ainda entre os adolescentes, que apresentaram um perfil com baixo teor nutricional, o que pode trazer consequências no futuro como o aumento do excesso de peso, obesidade e doenças crônicas”, alerta a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime. Por outro lado, o maior consumo de feijão, arroz e salada crua foi observado entre idosos.

Com amostragem de 13,5 mil domicílios, a POF foi realizada com base em análises de medidas no consumo alimentar individual de pessoas com 10 anos ou mais de idade.

O Ministério da Saúde trabalha para consolidar o Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT). A proposta está disponível no Portal da Saúde para consulta ampliada. Ainda, o ministério dispõe para a população o Guia Alimentar para a População Brasileira.

Consumo de sal - A POF 2008-2009 confirma que os brasileiros consomem mais sódio do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de até 5g diárias. De acordo com a pesquisa, o consumo médio no país está em 8,2g diárias. Emabril, a indústria de alimentos processados assinou um acordo com o Ministério da Saúde que prevê a redução gradual na quantidade de sódio presente em 16 categorias de alimentos. Algumas metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2012 e aprofundadas até 2014. No caso das massas instantâneas, por exemplo, a diminuição anual será de 30%. Ainda, há a campanha “Menos Sal. Sua Saúde Agradece”, lançada na terça-feira (26).

Ingestão de açúcar - De acordo com a POF 2008-2009, 61,3% da população consomem açúcar em excesso. A média de energia diária proveniente do açúcar livre para cada pessoa foi 14% do total, quatro pontos percentuais acima do máximo recomendado – mais de 10% é considerado “consumo excessivo”. Entre os altos níveis de inadequação na ingestão de açúcar, mais uma vez estão os adolescentes: 74% dos meninos e 83% das meninas entre 14 e 18 anos consomem mais açúcar do que o recomendado.

Na faixa etária anterior, de 10 a 13 anos, a frequência é ainda maior: 82% das meninas e 80% dos meninos abusam do açúcar livre, que é o adicionado nos alimentos. Esse percentual é superior ao dos adultos, grupo em que o consumo excessivo foi observado em 67% de homens e mulheres. Soma-se a esse perfil o menor consumo dos alimentos protetores, tais como frutas, verduras, legumes e cereais integrais.

Além de ações nas escolas, a partir do Programa Saúde na Escola, o Ministério da Saúde tem investido na qualificação de profissionais da atenção básica, com inclusão de nutricionistas nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs). Hoje, mais de 17 mil unidades básicas contam com profissionais de nutrição e educação física, aptos a orientar os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Isaúde.net

Organização Mundial da Saúde comemora o primeiro "Dia Mundial da Hepatite"

O primeiro Dia Mundial da Hepatite, comemorado hoje (28) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi instituído para aumentar a consciência e a compreensão sobre a hepatite viral e as doenças que ela provoca. A iniciativa é uma oportunidade para que ações específicas sejam enfatizadas, como o fortalecimento da prevenção, triagem e controle das hepatites virais e doenças relacionadas, aumento da cobertura vacinal contra hepatite B e integração em programas nacionais de imunização, bem como ajudar a coordenar uma resposta global à enfermidade.

A data foi escolhida em homenagem ao dia do nascimento do prêmio Nobel de Medicina de 1976, Baruch Blumberg, quem descobriu o vírus da hepatite B e desenvolveu a primeira vacina contra a doença.

A OMS estima que 1,4 milhão de casos de hepatite A ocorram anualmente. Além disso, segundo dados da organização, 2 bilhões de pessoas no mundo possuem hepatite B e pelo menos 130 milhões estão cronicamente infectados com o vírus da hepatite C.

Hepatite A

O vírus da hepatite A é o mais comum, ocorrendo principalmente em países onde o saneamento básico é precário. A contaminação se dá por via fecal-oral, por meio de alimentos, bebidas ou objetos contaminados com as fezes de alguém com hepatite A.

Os sintomas da hepatite A podem ser de leves a graves e incluem febre, mal estar, perda de apetite, diarreia, náuseas, desconforto abdominal, urina de cor escura e icterícia (a coloração amarelada da pele e do branco dos olhos).

Nem todo mundo que está infectado apresenta todos os sintomas. Os adultos têm sinais com mais frequência do que as crianças. As crianças infectadas com menos de seis anos de idade não costumam apresentar sintomas perceptíveis e apenas 10% desenvolvem icterícia. A gravidade e a mortalidade aumentam nos grupos etários mais velhos. Entre as crianças maiores e os adultos, a infecção geralmente provoca sintomas mais graves, como a icterícia, que ocorre em mais de 70% dos casos. A maioria das pessoas se recupera em algumas semanas ou meses sem complicações. A vacinação para a hepatite A está disponível.

Hepatite B

O vírus da hepatite B está presente nos fluidos corporais como sangue saliva, sêmen e fluido vaginal. Pode ser transmitido de pessoa para pessoa por relações sexuais desprotegidas ou pelo compartilhamento de agulhas para injetar drogas, por exemplo.

O vírus da hepatite B pode causar uma doença aguda com sintomas que duram várias semanas, incluindo o amarelamento da pele e dos olhos (icterícia), urina escura, fadiga extrema, náusea, vômito e dor abdominal. O vírus também pode causar uma infecção crônica do fígado que pode mais tarde evoluir para a cirrose hepática ou para o câncer de fígado. As pessoas podem demorar vários meses a um ano para se recuperar dos sintomas. A vacinação para a hepatite B está disponível.

Hepatite C

O vírus da hepatite C está presente no sangue e, em menor grau, na saliva, no sêmen ou no fluido vaginal. É particularmente concentrada no sangue, por isso é normalmente transmitida pelo contato sangue com sangue. A maneira mais comum de infecção é por meio da partilha de agulhas contaminadas para consumo de drogas. A hepatite C não é transmitida pelo leite materno, alimentos, água ou contato casual, como abraço ou beijo, e por compartilhar alimentos ou bebidas com uma pessoa infectada.

O curso da hepatite C é imprevisível: algumas pessoas combatem a infecção sem maiores problemas de saúde, outras podem sofrer danos no fígado, que às vezes progridem para a cirrose e até para a insuficiência hepática. Estatisticamente, cerca de 60% a 70% dos indivíduos cronicamente infectados desenvolvem a doença hepática crônica, 5% a 20% deles desenvolvem cirrose, e cerca de 1% a 5% morrem de cirrose ou câncer de fígado.

O diagnóstico da infecção aguda muitas vezes é perdido, pois após a infecção inicial, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam quaisquer sintomas. Os indivíduos agudamente sintomáticos podem apresentar febre, fadiga, diminuição do apetite, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes de cor acinzentada, dor nas articulações e icterícia. Quando uma pessoa cronicamente infectada desenvolve sintomas, isso pode indicar doença hepática avançada.

Não há, atualmente, nenhuma vacina para prevenir a hepatite C. O tratamento com medicamentos chamados interferon e ribavirina pode limpar a infecção em cerca de metade dos pacientes, mas há efeitos colaterais significativos.

Tipos mais raros de hepatite:

Hepatite D

O vírus da hepatite D está presente apenas em pessoas já infectadas com a hepatite B (necessita da presença do vírus da hepatite B para ser capaz de sobreviver no organismo).

Hepatite E

O vírus da hepatite E geralmente é uma infecção leve e aguda. É contraída por via fecal-oral e a transmissão pessoa-a-pessoa é rara.

Hepatite auto-imune

A hepatite auto-imune é uma causa muito rara da hepatite crônica. As células brancas do sangue atacam o fígado, causando inflamação crônica e danos. Isso pode levar a problemas mais graves, como a insuficiência hepática. A razão para esta reação é desconhecida.

Os sintomas incluem fadiga, dores no abdome, dores articulares, icterícia e cirrose. O tratamento envolve medicamentos que ajudam a suprimir o sistema imunológico e a reduzir a inflamação. Um medicamento esteroide (prednisona) pode reduzir gradualmente o inchaço em várias semanas e controlar os sintomas.Mais informações sobre os tipos de hepatite podem ser encontradas no site da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Correio Braziliense

Opinião

Epidemia silenciosa

Por Dirceu Greco

Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde

Vinte e oito de julho é Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais. A data foi estabelecida pela Assembleia Mundial de Saúde, em 2009, por sugestão do Brasil. O marco tem como objetivos dar visibilidade à importância das hepatites virais para a saúde da população, informar as formas de transmissão, os cuidados de prevenção que devem ser adotados e o estímulo à realização de testes para o diagnóstico precoce.

Ainda é necessário que os sistemas de saúde dos países se preparem para as estratégias de diagnóstico, tratamento e ações em saúde para efetivo controle do mal. Esse cenário contrasta com o impacto que a doença ocasiona à saúde das populações, aos sistemas nacionais de saúde e à economia dos países. Além disso, o financiamento de ações programáticas de enfrentamento a esses agravos ainda é insuficiente, diferenciado dos projetos de cooperação e linhas de financiamento internacional que existem para promover o controle da Aids ou da tuberculose, por exemplo.

Por seu lado, existe consenso internacional sobre a existência de uma epidemia silenciosa de hepatites virais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 170 milhões de pessoas vivem com hepatite B e C e não têm acesso ao diagnóstico. No Brasil, as hepatites virais ocasionam aproximadamente 50% dos casos de transplante hepático. Apenas a hepatite C é responsável por 70% das hepatites crônicas, 40% dos casos de cirrose hepática em fase terminal e 60% dos casos de câncer do fígado (hepatocarcinomas).

O Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV), criado em 2002, demonstra a recente organização da resposta nacional. O sistema de informação nacional (Sinan) notificou 104.454 casos confirmados de hepatite B entre 1999 e 2010. Para a hepatite C, são 69.952 casos no mesmo período, sendo 8.557 apenas no último ano. Desses, cerca de 80% foram identificados em pessoas com idade superior a 35 anos. No Brasil, estão em tratamento cerca de 12 mil pessoas com hepatite B e C, dado que deve mobilizar o país para uma das estratégias centrais das ações de 28 de julho: a necessidade de ampliar o acesso da população ao diagnóstico.

Os padrões de transmissão da hepatite B e C diferem entre si. O vírus da B tem a transmissão preferencialmente por via sexual. A exemplo do que ocorre com a Aids, algumas populações são particularmente mais vulneráveis, tais como gays, bissexuais, profissionais do sexo e usuários de drogas. A forma de transmissão mais comum da C é por contato com o sangue e secreções, por compartilhamento de equipamentos para uso médico, estético ou de drogas.

Incluem-se como populações vulneráveis pacientes submetidos a procedimentos hospitalares (especialmente os que realizam hemodiálise), pessoas que fizeram tatuagens e piercings, manicures, pedicures e seus clientes, além de usuários de drogas injetáveis e de crack. Pessoas submetidas a transfusão sanguínea antes de 1993 – ano de início para a testagem para o tipo C em bancos de sangue – possuem maior risco de terem adquirido o vírus e representam um desafio para ampliar o diagnóstico mais precoce.

Em âmbito internacional, a OMS reuniu diversos países em 2010 — entre eles o Brasil — para subsidiar a elaboração do programa de hepatites daquela organização. Desde então, diretrizes internacionais recomendam a articulação da resposta programática de DST, Aids com hepatites virais. Como o Brasil, também Estados Unidos, França, Itália e Argentina vêm buscando estabelecer programas integrados.

Desde 2009, a integração do PNHV ao Departamento de DST, Aids tem resultado em otimização de recursos e utilização da capacidade técnica e gerencial instalada pela experiência brasileira no campo das DST e Aids. Ambos compartilham estratégias de prevenção, necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico utilizando testes rápidos e coincidência da mesma rede de serviços em algumas regiões. O Brasil tem a oportunidade de modificar o panorama das hepatites caso governos, especialistas, pesquisadores, profissionais de saúde e a sociedade de uma forma geral escolham todos os dias como data para combater as hepatites no país.

Correio Braziliense

Tratamento de choque contra os maus-tratos

Médicos e enfermeiros terão que avisar às secretarias de Saúde sobre casos de pacientes idosos vítimas de agressão. Especialistas temem que a medida não seja cumprida e atrapalhe o tratamento de pessoas feridas por familiares

Por Renata Mariz

Profissionais de saúde de instituições públicas e privadas terão a obrigação de notificar casos suspeitos ou confirmados de agressão praticada contra idosos à autoridade sanitária — que pode ser a Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde, além do próprio estabelecimento onde atuam. Além disso, lei sancionada ontem pela presidente Dilma Rousseff define esse tipo de violência como uma ação ou omissão praticada em local público ou privado que cause morte, dano, sofrimento físico ou psicológico na vítima. O objetivo, de acordo com o Ministério da Saúde, é garantir o compartilhamento de informações para a elaboração de políticas voltadas para os brasileiros com mais de 60 anos. Embora o registro compulsório de pacientes que sofreram maus-tratos esteja previsto desde 2003 no Estatuto do Idoso, a nova legislação pretende reforçar a prática. A medida, entretanto, divide opiniões.

“Não vai mudar em nada em termos práticos. Se hoje os hospitais e os postos de saúde já não encaminham as notificações para os órgãos listados na lei desde 2003, que são o Ministério Público, a polícia e os conselhos do idoso, essa nova determinação também não será cumprida”, destaca a defensora pública Paula Ribeiro, da Central Judicial do Idoso do Distrito Federal. Para a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, porém, a lei significa um avanço. “A tipificação da violência contra as pessoas idosas vai facilitar as notificações, o que nos ajudará a implementar políticas públicas para esse segmento da população, que cresce rapidamente em nosso país. Estimativas do IBGE para os próximos 30 anos indicam que a população idosa vai ultrapassar 50 milhões de pessoas, alcançando cerca de 28% da população”, destaca a ministra.

Entre os profissionais de saúde, o tema também é controverso. Embora ninguém duvide da importância de registrar os casos de violência contra idosos, eles destacam não ter aparato para a delicada missão em muitas ocasiões. “Como o agressor é geralmente uma pessoa da família, o idoso não fala. Para ele, aquela relação, apesar dos pesares, é uma relação de afeto. Então, não podemos esconder do idoso que iremos fazer a notificação. Sem contar que, se ele sabe que a agressão vai ser notificada, não volta para os retornos, para as consultas”, destaca Lucy Mary Cavalcante Stroher, coordenadora do Núcleo de Estudos e Programas para Acidentes e Violências (Nepav) no Distrito Federal, que faz os registros. Ela ressalta também ser necessário sensibilizar os profissionais para entenderem o q ue é a violência contra o idoso.

Disque 100

Desde janeiro, quando o Disque 100, administrado pela Secretaria de Direitos Humanos, começou a receber denúncias de violência contra idosos, 3.049 casos foram registrados. A maior parte deles se refere a negligência (39%), violência psicológica (29%), abuso financeiro (15,5%) e agressão física (15,5%). Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia lideram o ranking de chamados ao Disque 100. O Distrito Federal responde por 4,30% do total de denúncias registradas.

Tais dados serão trabalhados no fim do ano durante a 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, ocasião em que representantes da sociedade civil e dos governos municipais, estaduais e federal se reunirão para traçar as principais diretrizes focadas no bem-estar dos brasileiros com mais de 60 anos, que hoje correspondem a cerca de 10% da população brasileira.

Isaúde.net

MS inicia implantação de testes rápidos de HIV em aldeias indígenas

O Ministério da Saúde realiza nesta semana, em Brasília, o Treinamento de mais de 70 profissionais envolvidos na atenção à saúde indígena, de todas as regiões do país para a Implantação de Testes Rápidos em áreas indígenas.

Segundo o Ministério da Saúde, os participantes serão capacitados para realizar testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites nas próprias aldeias. Além disso, também serão responsáveis por levar esse conhecimento aos demais profissionais de seus respectivos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Por métodos convencionais, antes, os pacientes indígenas precisavam ser removidos para as áreas urbanas para coleta de sangue e posterior análise no laboratório com resultados, em média, em 15 dias. Agora, com o uso dos testes rápidos, poucas gotas de sangue são suficientes para um diagnóstico confiável das três doenças, em menos tempo: 20 a 30 minutos, na própria aldeia é obtido o resultado.

" Esse trabalho é uma prioridade para a saúde Indígena, pois leva o atendimento à saúde em sua integralidade aos povos. Porém, é fundamental lembrar que todo trabalho deve ser realizado respeitando as especificidades de cada cultura" , analisou o secretário especial de Saúde Indígena, Antônio Alves de Souza. " Teremos de enfrentar os resultados obtidos de acordo com a nossa ética, mas compreendo [o modo] como cada etnia entende essas doenças. Todos nós sabemos, por exemplo, da resistência dos indígenas ao uso de preservativos, eficazes na prevenção do HIV, sífilis e da hepatite B" .

Hiojuma Figueiredo de Morais Monteiro, técnica da atenção básica à saúde indígena do Ministério da Saúde e uma das responsáveis pela implementação do projeto, explica as vantagens da utilização dos testes rápidos. " Os testes, que foram todos validados pela ANVISA e podem ser realizados em condições adversas de calor e umidade, por exemplo, sem perder a eficiência. Fatores como custo, logística e acesso às populações apresentam resultados extremamente eficientes" .

O tratamento nos casos de diagnóstico de sífilis são realizados na própria aldeia e tem início imediatamente após a confirmação da doença. Com o resultado positivo para HIV e hepatites B e C, os pacientes são removidos para centros de referências do Sistema Único de Saúde (SUS), em municípios próximos das aldeias onde vivem.

Portal Saúde / MS

SUS: Ministro da Saúde visita Rede Sarah e fala da importância da qualificação profissional

Por Vanessa Silvestre

Em visita ao Hospital Sarah Kubitschek,em Brasília, nesta quarta-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou o interesse em qualificar os profissionais do setor em todo o País. Após caminhar pelas instalações da Rede Sarah, o ministro informou que deseja aproveitar a excelência na saúde do complexo e expandir esse modelo para todo o Brasil.

"A nossa idéia é que a Rede Sarah possa participar do processo de implantação de apoio à gestão e capacitação de profissionais para centros integrados de reabilitação física, auditiva, intelectual em todo o Brasil. Não só para atenção à saúde, mas também para oficinas de órteses e próteses. O Ministério da Saúde, que hoje financia a Rede Sarah, quer fazer com que essa experiência acumulada de qualidade de atendimento da Rede Sarah possa ser disseminada nesses centros em todo o Brasil.”, disse o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A Rede Sarah é referência mundial em reabilitação infantil. Com um atendimento multidisciplinar aos pacientes, a rede preza pelo atendimento humanizado, critério já incentivado em diversas ações pelo Ministério da Saúde.

Confederação Nacional de Saúde

CIRCULAR JURÍDICO 074/2011

STF julga mérito por meio virtual

No meio jurídico, quase ninguém percebeu, nem mesmo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Mas desde abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) vem julgando questões de mérito de forma virtual, sem as discussões em plenário. Até o momento, os ministros já julgaram 19 recursos eletronicamente. Embora a regra só se aplique a casos de reafirmação de jurisprudência - ou seja, quando já há uma posição dominante do STF sobre a matéria - ela gera um incômodo instantâneo à medida que chega aos ouvidos de advogados. Eles temem violação ao princípio da ampla defesa, já que, com os votos pelo computador, fica eliminada a possibilidade de participarem das sessões plenárias e fazerem sustentação oral. Apontam também possível afronta à publicidade dos julgamentos.

Confesso que o assunto não havia chegado ao nosso conhecimento, não é algo do domínio da maioria, diz o secretário-geral do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho. Mas como a Ordem não pode concordar com um julgamento que viole prerrogativas do advogado, como defender o cliente oralmente, teremos que discutir o assunto internamente e nos posicionar, afirma.

No julgamento virtual de mérito, o relator do caso apresenta seu voto pelo computador. A partir daí, os outros ministros têm 20 dias para se manifestar. Assim como nas sessões presenciais, ganha quem tiver os votos da maioria.

O plenário virtual foi usado inicialmente apenas para decidir se um recurso poderia ou não subir para o STF. Os ministros analisam se a discussão tem repercussão geral - ou seja, se transcende o interesse das partes envolvidas. Se isso ocorrer, o caso poderá ser analisado pela Corte suprema.

Mas uma alteração no regimento interno do STF, em dezembro do ano passado, passou a admitir também que alguns recursos sejam decididos a distância. O novo artigo 323-A diz que o julgamento de mérito de questões com repercussão geral, nos casos de reafirmação de jurisprudência dominante da Corte, também poderá ser realizado por meio eletrônico. A jurisprudência dominante, em geral, é aquela que já foi definida anteriormente em plenário.

Mas um dos pontos cruciais, segundo especialistas, é que esses julgamentos virtuais poderão formar leading cases que irão ditar o posicionamento das demais Cortes do país. Isso porque, a partir do momento em que a repercussão geral é reconhecida, todos os casos com a mesma discussão ficam suspensos nos tribunais do país inteiro, até que o Supremo se posicione. Presume-se que a decisão do Supremo será depois replicada pelos magistrados. Como a repercussão geral também é um instrumento relativamente novo - começou a ser usada em 2007 - os ministros ainda estão definindo os precedentes que irão guiar o posicionamento dos demais magistrados. E eles estão sendo fixados pelos julgamentos virtuais. Outra preocupação é que a Corte mudou muito sua composição nos últimos anos, e a jurisprudência reafirmada pelo plenário eletrônico poderia refletir uma formação antiga.

Os defensores do método eletrônico argumentam que o objetivo é agilizar os julgamentos, reservando as longas discussões públicas, nas quais os votos podem durar horas, para os casos de maior relevância e sobre os quais ainda não há entendimento firmado. A medida é tocada pelo princípio da necessidade, pela pressão a que estamos submetidos pelo excesso de processos, explica o ministro Gilmar Mendes, que, no entanto, votou contra a alteração no regimento, ao lado dos ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli.

Já o ministro Marco Aurélio manifesta críticas mais duras à nova modalidade. Passamos a ter um Supremo virtual, praticamente fictício, diz o ministro - que, por não estar de acordo com o sistema, evita se posicionar quanto às discussões de fundo por meio eletrônico. Quando há esta indagação no sítio, coloco não.

O maior problema, na opinião de Marco Aurélio, é que sem o plenário reunido os ministros não discutem seus posicionamentos, limitando-se a apresentar votos de forma individual. Para ele, uma discussão poderia levar a mudanças de entendimento. O direito evolui a cada dia. Assim como se pode confirmar a jurisprudência, se pode também rediscutir a matéria. É possível que se chegue à conclusão de que o entendimento anterior não era o mais consentâneo, afirma.

O advogado Jalígson Hirtácides, de Recife, foi um dos primeiros do país a passar pela experiência do julgamento virtual. Fiquei estarrecido, ele diz. A gente não tem segurança e fica sem defesa, não tem oportunidade de apresentar um memorial. De acordo com ele, o processo envolve 18 médicos do sistema público de saúde, que discutem no Judiciário, há 26 anos, a eliminação de vantagens remuneratórias de seus salários. Segundo Hirtácides, eles ganharam em todas as instâncias e o processo já estava sendo executado, na fase de liberação do precatório. Mas a União conseguiu impedir isso através de um recurso ao STF, julgado pelo plenário virtual, afirma. A decisão tomada eletronicamente virou objeto de novos recursos, ainda não analisados pela Corte.

Fonte: Valor Econômico

Mudança na CLT facilita constituição de advogado

A constituição de um advogado na Justiça Trabalhista pode ser feita agora oralmente, por simples registro em ata de audiência. Essa forma de procuração passou a valer este mês com a inclusão de um novo parágrafo no artigo 791 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Pelo parágrafo 3º, é necessário que a parte esteja presente para validar a representação.

Para advogados, a mudança na legislação normatiza e dá força ao uso do mandato tácito, previsto na Súmula nº 164 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Nesse modelo, não há necessidade de procuração escrita para atuar em processo trabalhista. Na Justiça comum, o documento ainda é exigido.

A mudança na legislação facilitará o andamento das ações trabalhistas, segundo advogados. Com essa simplificação, recursos sobre o tema deixarão de ser apreciados. Isso é bom para todos, inclusive para o Judiciário, que não se debruçará sobre questões processuais, e sim sobre o mérito, diz Daniel Chiode, do escritório Demarest & Almeida Advogados.

Apesar de a Justiça incentivar a informalidade, o advogado Luiz Marcelo Góis, do Barbosa, Musnich & Aragão, recomenda que os dados dos representantes das partes sejam incluídos nos autos para evitar problemas em instâncias superiores, quando já não é mais permitido regularizar a procuração.

A mudança, no entanto, deixou uma dúvida entre advogados sobre a possibilidade de substabelecimento com a procuração tácita. Na avaliação de Marcelo Mascaro, da banca Mascaro Nascimento Advocacia Trabalhista, isso será possível, já que o parágrafo faz referência a poderes para o foro em geral, ou seja, para a prática de quase todos os atos do processo. No entendimento do especialista em processo civil, Daniel Granado, do escritório Arruda e Thereza Alvim Advocacia, no entanto, o TST impede o substabelecimento por entender que isso seria um tipo de regularização da procuração.

Fonte: Valor Econômico

CREMERS

Endividamento pode levar 239 hospitais filantrópicos dos RS ao colapso

O presidente do Cremers, Fernando Weber Matos, afirmou nesta semana, durante a entrevista coletiva dos integrantes do movimento SOS - Hospitais Filantrópicos, na OAB/RS, que a situação da saúde ficará ainda mais grave se os 239 hospitais sem fins lucrativos do Estado passarem a interromper as atividades em função do endividamento:

Os hospitais filantrópicos, que respondem por 70% dos atendimentos pelo SUS no Estado, estão numa condição pré-falimentar e precisam urgentemente de um aporte de recursos financeiros por parte do governo estadual. Se isso não ocorrer em curto prazo, muitos desses hospitais terão de fechar suas portas. O resultado será o colapso total da saúde no Rio Grande do Sul, porque todos os pacientes de baixa e média complexidade, que são a imensa maioria, irão buscar assistência nas maiores cidades e, principalmente, em Porto Alegre.

O encontro com a imprensa teve como objetivo anunciar a audiência pública que irá ocorrer no dia 9 de agosto, às 10h, na OAB/RS. O presidente da entidade, Claudio Lamachia, alertou para o quadro gravíssimo apresentado pelas entidades da saúde e da importância do amplo debate sobre o tema, e a busca de soluções para o problema. "Sediaremos esta audiência pública, como já fizemos anteriormente, em atenção a um de nossos compromissos principais, a defesa da sociedade", salientou o dirigente.

Júlio Dornelles, presidente do Sindicato dos Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do RS, ressaltou o alto valor da dívida contraída pelas instituições filantrópicas, cujo principal motivo seria o baixo valor de repasse para os procedimentos médicos. "Em alguns casos o SUS repassa apenas 40% do total gasto pela instituição. Hoje, precisamos que o governo do Estado aporte R$ 100 milhões para que os hospitais possam respirar" , informou Dornelles, observando que muitos dos hospitais só sobrevivem graças ao apoio das prefeituras municipais.

O coordenador-geral da Famurs, José Horácio Gattiboni, ressaltou a mobilização da entidade para que os prefeitos estejam presentes na audiência pública, frisando que a prioridade da entidade na atual gestão é justamente a saúde.

O presidente da Federação dos Empregados em Serviços de Saúde do RS, Milton Kempfer e o presidente do Sindisaúde, Gilmar França, destacaram o aumento das demissões que vem ocorrendo, especialmente no interior do Estado. "Apenas na região metropolitana foram mais de 150 demissões em 2011. O quadro é ainda mais grave no interior" , disse França.

Kempfer lembrou que em muitas cidades as Santas Casas são as principais empregadoras: " Se os hospitais começarem a fechar, haverá desemprego em massa, será o caos" , acentuou.

A reunião contou com as presenças do diretor da Feessergs, Sérgio Moraes da Silva; da diretora do hospital São José de Ivoti, Irmã Maria Liani Postai; do conselheiro e da assessora jurídica da Federação das Santas Casas, Jairo Francisco Tessari e Cristiane Paim, respectivamente.

Filantrópicos: números da crise - Responsáveis por 90 por cento dos atendimentos de baixa e média complexidade e por 70 por cento dos atendimentos pelo SUS no estado, os hospitais sem fins lucrativos estão à beira da falência. O endividamento chega a R$ 1,057 bilhão entre compromissos vencidos com bancos, fornecedores e encargos trabalhistas não recolhidos.

Só neste ano, o déficit já chega a R$ 340 milhões. Para evitar o fechamento, estão solicitando ao governo do Estado o pagamento de R$ 100 milhões, a serem rateados entre todas as 239 unidades hospitalares, responsáveis por 18 mil leitos SUS, 519 mil internações por ano, com mais de 55 mil trabalhadores.

Apenas para exemplificar o atendimento na emergência chega a custar mais de 2 mil por cento sobre o que é pago pelo SUS. Por uma consulta o SUS paga R$ 2,04 e para o tratamento de insuficiência respiratória aguda com internação, comum nesta época do ano, R$ 480,87 enquanto o custo para o hospital é de R$ 4.571,85. Para dar uma idéia da defasagem, enquanto a inflação, depois do Plano Real (1994) até 2.010, medido pela FGV é de 577,85 por cento, o reajuste do SUS, no período, foi de apenas 57,30 por cento.

Essa situação resulta em um déficit médio de 55 por cento por procedimento. Sem falar que o Rio Grande do Sul é o estado que menos investe em saúde, com 6,4 por cento do orçamento, incluindo gastos com saneamento, enquanto a Constituição Federal define que devem ser aplicados 12 por cento exclusivamente para a saúde.

Isaúde.net

Mais de 90% dos brasileiros têm baixo consumo de alimentos saudáveis

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta semana mostra que a ingestão diária de frutas, legumes e verduras está abaixo dos níveis recomendados pelo Ministério da Saúde (400g) para mais de 90% da população. Já as bebidas com adição de açúcar (sucos, refrescos e refrigerantes) têm consumo elevado, especialmente entre os adolescentes, que ingerem o dobro da quantidade registrada para adultos e idosos, além de apresentarem alta frequência de consumo de biscoitos, linguiças, salsichas, mortadelas, sanduíches e salgados e um menor ingestão de feijão, saladas e verduras.

A ingestão de alguns componentes de uma dieta saudável, como arroz, feijão, peixe fresco e farinha de mandioca, diminui à medida que aumenta o rendimento familiar per capita. Já o consumo de pizzas, salgados fritos, doces e refrigerantes se eleva. A ingestão de frutas, verduras e laticínios diet/light também aumenta com a renda.

Na área rural, as médias de consumo individual diário foram maiores para arroz, feijão, peixe fresco, batata-doce, farinha de mandioca e manga, entre outros. Já na área urbana, destacaram-se refrigerantes, pães, cervejas, pizzas e biscoitos recheados.

O consumo médio de calorias fora do domicílio correspondeu a aproximadamente 16% da ingestão calórica total e foi maior nas áreas urbanas, na região Sudeste, entre os homens e para indivíduos na faixa de renda familiar per capita mais elevada.

Entre as prevalências de inadequação de consumo (percentuais de pessoas que ingerem determinado nutriente em níveis abaixo das necessidades diárias ou acima do limite recomendado) destacam-se o excesso de gorduras saturadas e açúcar (86% e 61% da população, respectivamente) e escassez de fibras (68% da população).

Pesquisa

Essas e outras informações estão disponíveis no estudo " Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil" , realizado em parceria com o Ministério da Saúde, uma publicação da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009. Para a realização do estudo, foram coletadas informações sobre a ingestão individual de alimentos de todos os moradores com 10 anos ou mais de idade, distribuídos em nos 13.569 domicílios selecionados a partir da amostra original da POF-2008-2009, que contou com 55.970 domicílios. Pela primeira vez, foram levantadas informações sobre a ingestão de alimentos fora do domicílio.

Além destes resultados, o IBGE publica ainda outros dois produtos a partir dos dados da POF 2008-2009: a " Tabela de Medidas Referidas para os Alimentos Consumidos no Brasil" , publicação que apresenta as diferentes unidades de medidas relatadas pelos informantes para servir os alimentos que consumiram e suas respectivas quantidades em gramas; e as " Tabelas de Composição Nutricional dos Alimentos Consumidos no Brasil" . Estas tabelas foram amplamente utilizadas para a construção dos resultados apresentados.

Quarta-feira, 27.07.11

Correio Braziliense

Pesquisa social

Por Max Milliano Melo

Administrador da Usaid defende mais investimentos em estudos voltados para a solução dos principais problemas da humanidade e menciona a saúde, a educação e a segurança alimentar como áreas a serem priorizadas

A ciência pode ajudar mais. É o que defende, no editorial de sua mais recente edição, a prestigiada revista científica Science. A publicação argumenta que, com mais investimentos em pesquisas, antigos e recentes problemas que assolam a população mundial, como epidemias e mudanças climáticas, podem ser resolvidos. No Brasil, embora existam iniciativas de sucesso, áreas como educação e saúde ainda precisam se conectar mais com o que é produzido por pesquisadores, afirmam os especialistas.

O editorial — assinado por Rajiv Shah, administrador da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), órgão norte-americano responsável pela assistência econômica e social para países em desenvolvimento — afirma que a ciência deve ganhar mais importância na elaboração de políticas públicas. "Ciência e a tecnologia têm o potencial de conduzir soluções para os problemas mais difíceis do mundo em desenvolvimento", afirma ao Correio Shah, para quem as alianças globais devem ser construídas a fim de tentar resolver os desafios mais graves e urgentes (leia entrevista abaixo).

Na opinião de Shah, os problemas de saúde deveriam ser um dos focos dos investimentos em ciência. "Na saúde global, há uma necessidade real de inovações em tecnologia que protejam a vida das mães grávidas e dos recém-nascidos durante o parto", aponta o diretor da Usaid, que cita como exemplos de iniciativas bem-sucedidas a erradicação da varíola, que teve o último registro em 1977, e as vacinações em massa contra a poliomielite, que restringiram os cerca de 400 mil casos anuais no início do século passado a apenas mil notificações atualmente.

Para o norte-americano, velhos e novos problemas precisam ser mais bem estudados pela ciência, e é dever dos governos estimular pesquisas nessas áreas. "Na educação, temos de desenvolver plataformas que podem ensinar as crianças a ler, mesmo aquelas que nunca tiveram uma chance de entrar em uma sala de aula", continua Shah. "Em energia, nós precisamos encontrar fontes limpas para ajudar a trazer eletricidade, especialmente para regiões pobres rurais", completa.

Retorno à sociedade

Segundo o pesquisador membro da Academia Brasileira de Ciência (ABC) Isaac Roitman, para que a produção científica tenha um papel mais importante no Brasil, é preciso maior interação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) com outros órgãos públicos. "A falta de integração compromete a eficiência da ciência como ferramenta para beneficiar a sociedade brasileira", afirma. "É preciso valorizar a produção científica — livros, publicações de artigos científicos e patentes. No entanto, os benefícios para a sociedade são igualmente importantes", opina.

Roitman aponta algumas iniciativas em que a ciência já se mostra uma importante arma na solução dos desafios brasileiros. "Uma delas é o papel da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) no aumento da produtividade agrícola brasileira. Na área tecnológica, outros dois exemplos que podem ser citados são a indústria aeronáutica e a avançada tecnologia de Petrobras", enumera o pesquisador. "No entanto, certos desafios, por exemplo na área de educação e de saúde, podem ter cenários mais positivos com a utilização da ciência em sua plenitude", defende.

Exemplo britânico

Embora ainda esteja engatinhando no Brasil, a aplicação de soluções científicas na resolução dos problemas já é realidade em outras regiões. No Reino Unido, por exemplo, todos os ministérios possuem um conselho científico responsável por estudar formas de aplicar os recentes avanços da ciência nas áreas de competência de cada pasta. Além disso, o primeiro-ministro britânico reúne-se regularmente, a cada seis ou sete semanas, com esses conselhos, para garantir que a produção nos laboratórios seja aplicada nas políticas nacionais.

AGENDA

- Fundamentos Técnicos e Comercialização em Saúde Suplementar

CQCS

Aprenda os conceitos básicos e técnicos para comercialização dos planos de saúde regulamentados pela Agência Nacional de Saúde (ANS), com informações sobre as principais características dos planos privados de assistência à saúde e regras que orientam a celebração e o cumprimento desses contratos.

Matriculas Abertas - Salvador/BA.

Matrículas até 06/08/2011.

Documentos: Cópia RG e CPF

Período de aulas: De 8 a 31/8 - 2ª, 3ª e 4ª - Das 18h30 às 21h45.

Investimento: R$ 390,00 (á vista)

Local: Unidade Bahia - Av. Tancredo Neves, 999. Edf Metropolitano Alfa, Sl 401. Caminho das Árvores. Em frente ao Jornal A Tarde.

Contato: 71 3341 2688

Acesse: http://www.funenseg.org.br/cursos.php?idtipo=7&id=6181&idunidade=2

- Encontro ANS - Edição Sul

Já estão abertas as inscrições para o Encontro ANS - Edição Sul

Operadoras de planos de saúde, prestadores, centrais sindicais e órgãos de defesa do consumidor já podem fazer a inscrição para o Encontro ANS – Edição Sul, uma oportunidade para compartilhar informações e visões na construção de um setor cada vez mais qualificado por meio de discussões sobre o tema. O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, em Porto Alegre (RS).

Entre os temas do evento estão aqueles relacionados à Agenda Regulátória da Agência Nacional de Saúde Suplementar, como o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a resolução que trata do Envelhecimento Ativo, a regulamentação dos artigos 30 e 31 e a Portabilidade.

As inscrições poderão ser feitas acessando a área de Eventos no sitio eletrônico da ANS: www.ans.gov.br, entre os dias 18 de julho e 10 de agosto de 2011

Encontro ANS – Edição Sul

Hotel Embaixador - Rua Jerônimo Coelho, 354, Centro, Porto Alegre/ RS.

16, 17 e 18 de agosto de 2011 ANS


- Encontro Paranaense da Saúde – 2011

Debater a saúde sob os aspectos humanos, econômicos e jurídicos. Esse é o objetivo do Encontro Paranaense da Saúde 2011 que ocorre nos dias 18 e 19 de agosto, na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), em Curitiba. A atividade é voltada a diretores, gestores, administradores, advogados, demais profissionais atuantes nos hospitais e serviços de saúde e acadêmicos das áreas de Saúde, Direito e Administração.

A programação contempla palestras com integrantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Federação Internacional de Hospitais (IHF) e da Confederação Nacional de Saúde (CNS). Serão discutidos temas como assédio moral nas relações de trabalho, diagnóstico econômico da saúde no Paraná e os direitos e deveres dos prestadores de serviço da área. Está previsto ainda o lançamento oficial do Índice de Custos Hospitalares (ICH), indicador pioneiro no País elaborado com apoio Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE-FGV), e a realização do II Simpósio de Direito Aplicado em Saúde.

Promovido pela Fehospar (Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná) e Sindipar (Sindicato dos Hospitais do Paraná), com apoio da Ahopar (Associação dos Hospitais do Paraná) e entidades parceiras, o evento também marca as comemorações pelos 20 anos de fundação da Fehospar e o cinquentenário do Sindipar. A programação completa do Encontro Paranaense da Saúde 2011 está disponível no site www.fehospar.com.br. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail encontro2011@fehospar.com.br ou fone (41) 3254-1772. As vagas são limitadas.

- CBA oferece Curso e Pós-Graduação em gerenciamento do ambiente e segurança em saúde

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) – representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI) –, está com inscrições abertas para o curso de Gerenciamento do Ambiente em instituições de Saúde, que acontece em julho e agosto, e também para a pós-graduação em Gestão do Ambiente e Segurança em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, que começa em agosto e tem duração de 11 meses.

As inscrições para o curso e para a pós-graduação estão abertas até dia 31 de julho. Seguem abaixo as informações de ambos.

Curso: Gerenciamento do Ambiente em Instituições de Saúde

Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, gerenciamento de resíduos perigosos, o tratamento de resíduos biológicos, a incineração como alternativa restrita, as regras para construção predial e no sistema de abastecimento da água para o cumprimento da legislação e a sustentabilidade nos ambientes de saúde. Estes são alguns dos temas a serem abordados no curso de Gerenciamento do Ambiente em instituições de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA).

Segundo a enfermeira Irene Haddad, que ministrará o curso, ainda é grande o número de hospitais brasileiros que utilizam termômetro e esfignomanômetro de mercúrio, o que representa um perigo não só à saúde dos trabalhadores das instituições de saúde, mas também para a saúde dos pacientes e acompanhantes. Como exemplo, ela citou um levantamento realizado em um hospital do Rio de Janeiro. Segundo o inventário, em apenas três meses, foram requisitados 824 termômetros de mercúrio para substituir outros danificados. “O dado é alarmante. O mercúrio é um metal volátil que libera vapor tóxico por até um ano, causando danos neurológicos que só vão surgir anos depois”, alerta Irene, apontando que esses equipamentos devem ser substituídos pelos digitais, disponíveis no mercado e certificados pelo INMETRO.

A enfermeira que é consultora de educação para acreditação do CBA, gerente de resíduos de serviços de saúde do Hospital Federal dos Servidores do Estado (RJ) e consultora de Controle de Infecção Hospitalar e Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde da Prevento Consultoria, ensinará como elaborar um plano de gerenciamento de resíduos durante o curso. “É importante saber classificar corretamente os resíduos gerados para garantir o manejo correto até a disposição final, diminuindo os impactos ambientais e promovendo saúde”, ressalta.

O curso de Gerenciamento do Ambiente em instituições de Saúde, voltado para profissionais de saúde, gestores e lideranças intermediárias, acontece em duas datas: 23 de julho ou 25 e 26 de agosto, ambos com carga horária de 36 horas/aula. “Este curso é uma disciplina eletiva do MBA Gestão da Qualidade em Saúde e Acreditação. As aulas serão teóricas e práticas”, explica Rosângela Boigues, Coordenadora de Ensino do CBA.

As inscrições podem ser feitas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241 ou 3299-8202 ou ainda 3299-8234. Mais informações no site www.cbacred.org.br. O valor do curso é de R$ 800,00.

Pós-graduação: Gestão do Ambiente e Segurança em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde

Especializar gestores e profissionais de instituições de saúde públicas e privadas para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços de saúde ou gestão de riscos (Risk Officer Management); Desenvolver uma visão estratégica sobre o estabelecimento assistencial de saúde e seu meio ambiente interno e externo (Hospital Verde); e Qualificar estes profissionais para planejar, desenvolver, implantar, monitorar e melhorar o ambiente de sistemas e serviços de saúde. Estes são os objetivos principais dessa pós-graduação, que tem duração de 11 meses, se estendendo de agosto deste ano a julho de 2012, perfazendo uma carga horária de 396 horas/aulas.

Com conteúdo como, Estudo do Ambiente Hospitalar e de outros Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança, Custos Hospitalares e Introdução à Legislação Ambiental, além de outras oito disciplinas, o curso de pós-graduação é voltado para gestores de instituições públicas e privadas de saúde, profissionais da saúde, além de profissionais das áreas de administração, arquitetura, assistência social, biologia, bioquímica, engenharia, enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição que já atuem ou tenham interesse de atuação em serviços de saúde.

Com inscrições até o dia 31 de julho, a pós-graduação terá início no dia 18 de agosto com a disciplina Gestão pela Qualidade – Princípios e Métodos. Mais informações e inscrições através do site www.cbacred.org.br ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br ou ainda pelos tels. (21)3299 8241 / 3299 8202 / 3299 8242.


- XXI Congresso Nacional das Santas Casas

AssPreviSite

Com a presença confirmada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde e o meio ambiente

A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011, em Brasília. Com o tema central “Saúde e meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”, o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem impactar na Saúde do homem e quais estratégias devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.

Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas transformações ambientais. Além disso, com tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo a formulação de políticas públicas que sejam adequadas à nova realidade, é preciso debater, hoje, o futuro dos hospitais.

Para o presidente da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos um time de especialistas discutindo a participação do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor atendimento de nossos pacientes”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso, já confirmaram a presença.

O evento conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.

Para mais informações e inscrições: www.cmb.org.br/congresso.


- 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico

A relação médico-paciente sem caráter consumista, a proposta de criação de testamento vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O encontro promoverá discussões sobre a prática médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a esta prática – por exemplo, aqueles relacionados ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”. O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais vertical das interações entre os médicos e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais das duas profissões são muito próximos”, afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.

Inscrições

Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico. Pelo site é possível fazer inscrição (gratuita), acessar a programação do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os internautas também terão acesso ao material da 1ª edição do evento, promovido em dezembro de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.


- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão

Unidas / AssPreviSite

18 e 19 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades, autoridades, solução de problemas e negociação.

Metodologia

A metodologia alterna exposição dialogada, exemplificações voltadas para a realidade da administração pública com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição, conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem e debates, de forma a favorecer a troca de experiências e assimilação do conteúdo proposto. Também alterna a realização de módulos em sala de aula com períodos de aplicação junto às equipes naturais.

Instrutor

Professor Peter M. Dostler

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 1º Hospital Management Summit

DCI

Setor hospitalar se reúne para debate sobre gestão

De 22 a 24 de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos de todo o País para o 1º Hospital Management Summit, fórum de práticas, inovação e negócios na gestão de hospitais. O evento é organizado pela International Business Communications (IBC) e contará com vários debates sobre a profissionalização da gestão no setor hospitalar privado do País.

"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar os recursos das instituições de saúde para obter uma administração eficiente, financeiramente sustentável e que atenda a todas as exigências de um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem tais objetivos", afirma Yvelise.

Ao longo dos três dias do encontro os executivos poderão conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão, qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências serão alguns dos temas abordados.

O Hospital Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare, 3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide, DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.


- Pacientes Crônicos e de Alto Custo

Unidas / AssPreviSite

Modelos de Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados

25 e 26 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas fases e resultados com vias de direcionar ações assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação de condições de saúde em empresas e seguimento por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir a importância da padronização dos processos de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para que os conceitos e as experiências possam ser debatidos e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas, relato de casos, e muita informação para que os participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se implantar tais estratégias, com vias a redução do custo assistencial de seus beneficiários.

Instrutor

Dr Leonardo Pereira Florêncio

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar

Temática: Turismo de Saúde

Objetivo

O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar, tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde, abordando temas, reflexões e ações que venham a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico do país, contando com centros de excelência em medicina já inseridos na certificação em “acreditação hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.

Dia e Horário:

Data: 22 de setembro de 2011

Horário: 08:00 às 18:00h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português


- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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