29-11-11

 

Leia nesta edição:

- Governo libera recursos para reestruturação tecnológica de hospitais universitários

- Busca por escala já reduz custos

- Mais áreas na mira para terceirizar

- Muito espaço ainda para crescer

- Exposição de cartuns abre atividades do Dia Mundial de Luta contra a Aids

- Enxaqueca pode aumentar o risco de depressão, diz estudo

- Justiça mantém decisão que autoriza Anvisa a conceder registro de antidepressivo com escitalopram

- Ministério da Saúde envia representante para acompanhar surto de gripe suína no CE

- Ministério da Saúde: aids aumenta em jovens homossexuais

- Aumenta para 13 o número de casos de gripe A no Ceará

- Núcleo tem até dezembro para apresentar diagnóstico das emergências de hospitais do Rio

- 13 novidades científicas sobre radiologia

- SESAI capacita profissionais para atender aldeias

- Paraíba recebe mais uma UPA 24 horas

- Técnica de estimulação do cérebro pode reverter Alzheimer

Terça-feira, 29.11.11

AGÊNCIA BRASIL

Governo libera recursos para reestruturação tecnológica de hospitais universitários

O Ministério da Saúde fixou recursos no valor de R$ 99,9 milhões para investimento na reestruturação tecnológica de 87 hospitais universitários federais. A portaria foi publicada hoje (29) no Diário Oficial da União.

O Fundo Nacional de Saúde deverá providenciar a transferência do montante ainda este mês. Os recursos vão financiar a aquisição de equipamentos médico-hospitalares e a execução do plano de trabalho.

A medida faz parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais, que dispõe sobre o financiamento compartilhado dessas unidades pelos ministérios da Saúde, da Educação e do Planejamento.

Em outra portaria, o Ministério da Saúde habilita municípios a receberem recursos destinados à aquisição de equipamentos e material permanente para estabelecimentos de saúde, como parte dos programa de Atenção Básica de Saúde, da Assistência Ambulatorial e Hospitalar Especializada e da Segurança Transfusional e Qualidade do Sangue e Hemoderivados.

VALOR ECONÔMICO

Busca por escala já reduz custos

Estratégia que une empresas e negócios da área de saúde amplia margens de lucro e vira tendência no setor

No final de agosto do ano passado, a Dasa anunciou a compra da MDI Participações. Porém, no último mês de outubro, a operação foi suspensa pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Até que ocorra o julgamento final pelo órgão antitruste, as empresas precisarão manter os negócios em separado, preservando as estruturas prévias à negociação. Isso inclui segregar a administração dos estabelecimentos e manter o nível de emprego, além da não adoção de políticas comerciais uniformes.

A MDI Participações é dona de três laboratórios: Pró-Echo Cardiodata, CDPI - Clínica de Diagnóstico por lmagem, Clínica de Ressonância e Multi-Imagem e Laboratórios Médicos Dr. Sérgio Franco Ltda. Todos com atuação concentrada na capital fluminense. Mas a polêmica da operação está no fato de a MDI ter entre seus acionistas o empresário Edson Godoy Bueno, fundador da Amil, e a JPlSPE Empreendimentos e Participações, controladora da Amil Participações. Por isso, de acordo com o Cade, a fusão da MDI com a Dasa reforçaria o poder de mercado da Amil e poderia dificultar a entrada ou a atuação de outros planos de saúde em determinadas praças, já que precisam das redes de laboratórios, como referenciadas, para viabilizar suas operações.

A estratégia de aquisições não é novidade nas duas empresas. A Dasa tem somado clínicas de medicina diagnóstica aos laboratórios e a Amil, hospitais e clínicas médicas, além de outras operadoras de planos de saúde. Essa consolidação, verificada com o ritmo de fusões e aquisições,é uma tendência natural do mercado, na visão de Carlos Del Nero, da K2 Consultoria. "Um mercado maduro é concentrado e verticalizado", acredita. E por que as empresas se motivam a verticalizar suas operações? "Para controlar custos", resume Del Nero. Nesse formato, explica, busca-se integrar a cadeia produtiva com o intuito de gerenciar as operações em cada uma das etapas e serviços, apropriando-se das margens.

Conforme lago Whately, analista da Fator Corretora, quanto maior a escala, menor a despesa com custos fixos. No caso da Amil, comenta, já é possível medir o impacto do crescimento. Entre 2004 e 2007 - ano em que a Amil realizou seu IPO (oferta pública inicial, pela sigla em inglês), o peso das despesas gerais sobre a receita era de 18,1%, em média. Entre 2008 e 2010, este indicador caiu para 16,5%.

Luis Motta, sócio da área de Corporate Finance da KPMG no Brasil, lembra que a consolidação nesse setor também foi impulsionada coma abertura de capital de algumas empresas. Nesse grupo está a Amil. Desde 2007, foram dez operações, que permitiram à operadora fortalecer sua rede própria de atendimento. Naquele ano, foram adquiridas a Blue Life, a Medcard e a Clinihauer. Em 2008, foi a vez da Ampla, Life System, Casa de Saúde Santa Lúcia, no Rio de janeiro, e Hospital de Clínicas de Brasília, no Distrito Federal. A Medial Saúde foi adquirida em 2009 e no ano passado foi a vez da ASL, no Rio Grande do Norte, e da Saúde Excelsior, em Pernambuco.

Mas há operadoras que têm financiado sua estratégia de verticalização com recursos próprios, como a Intermédica, do grupo Notre Dame, que inaugurou, em setembro, o Hospital e Maternidade Sacré-Coeur, na capital paulista, após investimentos de R$ 30 milhões. Este é o nono hospital a compor a rede própria da Intermédica,que tem ainda cinco maternidades, nove prontos-socorros e 90 centros clínicos. E está construindo seu décimo hospital, também na capital paulista.

A Intermédica também somou aquisições à estratégia de expansão orgânica, focando o interior do Estado de São Paulo e o Nordeste. Em 1998, adquiriu a HPS Saúde, com atuação em Jundiaí e região, e a Samho-intermédica, de Sorocaba e região, no ano seguinte. Em 2004, reforçou a participação no Nordeste, com a compra da Norclínicas Sistema de Saúde, e em 2009 voltou os olhos ao interior paulista, comprando a Medicamp Assisténcia Médica, em Campinas.

De acordo com Motta, da KPMG, parte do movimento de fusão também tem origem nas mudanças na regulação do setor, como as exigências publicadas, pela Agência Nacional da Saúde (ANS), sobre medidas mínimas para carteiras. João Carlos Regado, presidente da Golden Cross, concorda. "O custo de manutenção para atender às exigências legais é alto", comenta. Por isso, como algumas empresas não conseguiram responder aos novos parâmetros regulatórios,identificaram na venda uma alternativa. "Principalmente as operadoras com hospitais próprios", destaca.

No segmento de laboratórios, a consolidação tem sido liderada por Dasa e Fleury, ambos listados na bolsa de valores. E assim como no caso de algumas operadoras de saúde, com o ritmo acelerado após seus respectivos IPOs. A Dasa, por exemplo, adquiriu 15 empresas - com a MD1 - desde 2004, ano em que estreou na bolsa de valores. Já o Fleury, que fez seu IPO no final de 2009, adquiriu neste ano o Labs D'Or, no Rio de janeiro. Segundo o presidente da companhia, Omar Hanauche, foi a aquisição mais relevante. "Há o desafio da integração, pelo fato de serem 57 unidades de atendimento", comenta. A operação, fechada em julho, foi estimada em R$ 1,19 bilhão. Metade disso será paga com recursos levantados no IPO e a outra metade, por meio de troca de ações.

A Labs D'Or foi a segunda operação deste ano. Em fevereiro, o Fleury comprou a Diagnoson, na Bahia, por R$ 52,3 milhões. Antes disso, o Fleury adquiriu 26 empresas. Segundo Hauache, no início de novembro, o grupo anunciou a emissão de até R$ 450 milhões em debêntures. "Uma parte pode ser usada se tiver oportunidades. Há negociações em curso", afirma.

O ritmo de consolidação de hospitais é bem mais lento. O setor, explica Henrique Frizzo, advogado do escritório Trench, Rossi e Watanabe, sofre restrições ao acesso a capital estrangeiro. Há projetos de lei que procuram permitir a participação minoritária de investidores de fora, mas, enquanto as mudanças não acontecem, os hospitais buscam se financiar com recursos próprios. Um dos raros movimentos é o do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo. Em 2000, adquiriu a Maternidade Pro Matre Paulista e, em 2009, incorporou a Maternidade Perinatal, no Rio de Janeiro.

A necessidade de gerar caixa e bancar-se com recursos próprios faz com que alguns hospitais diversifiquem suas operações e ofereçam outros produtos, como planos de saúde próprios. Em pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi, a pedido do Sindhosp, foi constatado que 32,7% dos hospitais consultados indicaram ter planos de saúde próprios, mas com baixa representatividade no faturamento.

Os hospitais também são penalizados pela concentração de planos de saúde e de laboratórios. "O poder econômico sobre a prestador de serviços (no caso, o hospital) é descomunal", destaca Fernando Barreto, sócio da Primeira Consulta, consultoria especializada na área de saúde. A força da negociação e o impacto sobre o hospital ficam claros ao analisar outro dado da pesquisa do Vox Populi: o segmento hospitalar tem, em média, 43 planos cadastrados. Desses, apenas 28 reajustaram o valor das diárias e taxas hospitalares, concedendo um índice de 4,5% em três anos, período em que a inflação medida pelo IGP-M foi de 21,31%. Além disso, 13 operadoras reduziram o valor das diárias e taxas hospitalares em 16,7%, em média.

VALOR ECONÔMICO

Mais áreas na mira para terceirizar

Martha Funke

Alimentação,gerenciamento eletrônico de documentos e software aumentam as oportunidades de novos negócios

Os processos de consolidação, verticalização e profissionalização do segmento hospitalar no Brasil abrem oportunidades de negócios para fornecedores de áreas que, até recentemente, nem eram cogitadas para terceirização. Com operações complexas, os hospitais aglutinam atividades distintas, como construção, alimentação e lavanderia, comércio dos materiais vendidos durante o atendimento e, claro, serviços médicos. Isso obriga a aquisição de produtos que vão de abacates a tomógrafos, cimento, desinfetantes e softwares. Algum conservadorismo e busca por ganhos de escala, porém, ainda mantém internalizados até serviços como limpeza e segurança uma decisão reforçada, por exemplo, pela redução de encargos trabalhistas para entidades filantrópicas.

Em alimentação, como o potencial dos hospitais ainda é enorme, as empresas especializadas desenham ofertas específicas e ressaltam a contribuição de seus processos e metodologias para o processo de certificação das instituições. Com argumentos desse tipo, a Sodexo Puras, gigante de R$ 2 bilhões anuais, nascida da fusão das duas marcas neste ano,já serve perto de80 mil refeições por dia para40hospitais e espera repetir neste ano o crescimento de 20% na área, segundo o diretor Sérgio Caires. Ele calcula que a penetração do serviço, de 95% no setor industrial, não passa de 13% no mercado hospitalar. "Em segurança e limpeza fica em 20%", registra. A empresa aposta em conceitos como soluções para dietas de pacientes Douceurs (oncológica), Maternea (maternidade), pediátrica e cardiológica, além de oferta alimentar de fácil deglutição, mas com sabor e aparência mais elaborados.

A GRSA, empresa do Compass Group (EUA), segunda no ranking local das fornecedoras de alimentação, segue o caminho da personalização da oferta ao paciente com o programa Catering to You, adotado por clientes como o Hospital Paulistano. Além de opções diárias para escolha pelo paciente, a ala vip ganhou menu mais sofisticado, garçom e visitas do chefe de cozinha. Ao mesmo tempo, investe no conceito de comfort-food, incluindo de pratos com sabor caseiro e visitas diárias de nutricionistas a pacientes até carrinhos de conveniência para acompanhantes e lanches especiais para centros cirúrgicos. De acordo com Regina Belelli, diretora da divisão saúde, responsável por quase 15% do faturamento da empresa, a estratégia colaborou para o crescimento de 35% no número de hospitais atendidos em 2010, hoje perto de cem, com cerca de 8 mil leitos. O resultado foi apoiado também pela busca de certificações pelos hospitais e pelo crescimento em cidades sede de jogos d a Copa do Mundo, já que a exigência de um número mínimo de leitos expandiu a oferta. "Mas no mercado privado de hospitais só 4% do serviço é terceirizado",estima a executiva.

Já a Gran saporé, do empresário Daniel Mendes, investiu na alta gastronomia. Com faturamento anual próximo de R$1bilhão, aposta na praticidade para atrair a clientela. A empresa atende a dez hospitais, como o CopaD'Or, no Rio de janeiro. Um de seus diferencia sé a tecnologia de pré-preparo, desenvolvida há tempos para render mais produtividade em linhas industriais. Outro é a sofisticação. "No paulista Nove de Julho oferecemos serviços premium com mordomo, maitre e prataria para pacientes e visitantes", descreve Mendes. Ele estima crescimento de 15% neste ano do faturamento com o setor, que compõe 10% do resultado da empresa."Tem muito espaço para crescer", diz.

Os próprios hospitais, porém, insistindo na autogestão, são os principais concorrentes ao negócio. O grupo D'Or, hoje com 22 unidades, é um dos que só terceirizam serviços como alimentação e limpeza em unidades menores, sem escala. O vice presidente institucional, José Roberto Guersola, explica que o objetivo é garantir qualidade e menor custo -só são contratados serviços especializados como segurança, com regulamentação e autorizações próprias, e parque de impressão, por ser mais barato. Por outro lado, a rede fornece serviços de metodologia e gestão e já tem dois hospitais clientes. "Levamos pessoas, treinamos um time de suporte e integra mas essas unidades em nossos processos contratados corporativamente, como recursos humanos, folha de pagamentos, finanças e controladoria, tecnologia da informação, compras e suprimentos",enumera.

A centralização de compras acompanha o movimento de consolidação. No Hospital Paulistano, cliente da GRSA, o contrato de serviços de impressão está sendo revisto pela Amil, que quer atender o grupo todo. Como a alimentação está longe de ser uma commodity, o hospital investiu em diferenciais como carrinhos franceses, que asseguram o aquecimento ou a refrigeração dos alimentos. "Agiliza o processo", explica Márcio Arruda, diretor-médico da instituição. Segundo ele, a decisão pelo fornecedor externo foi tomada por motivo simples: manter o foco no paciente "Tem gente que sabe comprar abacates melhor que nós", resume. O mesmo argumento serve para a área de lavanderia, serviço prestado pela Hospitalar.

Com cinco unidades, o Hospital São Camilo caminha no sentido inverso. Construiu uma lavanderia própria em Osasco (SP)e serve 150 mil refeições mensais por conta própria. Instituição filantrópica, evita terceirizar processos que envolvam mão de obra, concentrando-se em serviços técnicos, como manutenção de equipamentos. Em 2008, consolidou sua central de compras de produtos com a plataforma de cotação eletrônica Bionexo,integrada ao seu sistema de gestão (ERP). Com a medida, a equipe de compras consegue gerir aquisições no valor de 400 milhões de reais ao ano com oito pessoas "A redução de custo médio na compra chegou a 30%", comemora o diretor financeiro e de serviços compartilhados, Emanoel Toscano.

A centralização, diz, rendeu padronização de 90% dos medicamentos e materiais, responsáveis por 60% dos gastos com produtos. O próximo passo é centralizar a aquisição de serviços. Por enquanto, estão sendo definidas políticas de mensuração de qualidade para fornecedores como a data supri, de produtos para escritório, e a Simpress, recém contratada para outsourcing de impressão. Uma das metas é sustentar o processo em curso de acreditação da American Joint Comission o hospital já possui a certificação da Organização Nacional. de Acreditação (ONA) e a Acreditação Internacional Canadense, da Accreditation Canada.

A Simpress, que recentemente fechou contrato também com o Hospital São Rafael, de Salvador (BA), atende a cerca de 50 clientes na área da saúde. Seu presidente, Vittori dane si, observa que algumas características diferenciam o setor.Uma é a legislação,que obriga impressão e armazenagem de um grande número de documentos assinados por pacientes.Outra é a dificuldade de implantação de pools de impressão, adotados em outros segmentos para reduzir o parque de equipamentos e impraticável no caso de dados confidenciais de pacientes. "Os clientes do segmento estão ainda começando o processo de automatização do fluxo eletrônico de documentos", diz.

Para driblar uma das dificuldades deste processo, a integração com os sistemas de gestão, a Lexmark adquiriu em 2010 a Perceptive, especializada em gerenciamento eletrônico de documentos (GED), que criou uma ferramenta capaz de buscar em imagens digitalizadas, como de documentos, os campos necessários para informações exigidas por ERPs. "A plataforma foi tropicalizada há menos de seis meses", diz o diretor-geral da companhia no Brasil,CarlosBretas. Com a iniciativa, a fabricante uniu-se à fornece dora de sis temas de gestão hospitalar MV Sistemas na Green Soluções sem Papel. Para o diretor de marketing da terceirizada Tecnoset, Paulo Fodor, a facilidade de integração pode acelerar a automatização de processos nos hospitais. Com 35 instituições de saúde respondendo por um terço de seu faturamento, a prestadora de serviços é parceira da Hitachi Data Systems e da Cisco para atuar em outsourcing de impressão, ECM, storage e segurança de rede junto a clientes como Albert Einsin e Ana Costa (SP) e hospitais públicos como Otávio de Freitas (PE). "O maior crescimento neste ano está ocorrendo no setor público", diz Fodor.

A área pública é o foco da fluminense Eco, fornecedora de soluções de gestão do sistema e das unidades de saúde com clientes como a secretaria estadual do Rio de Janeiro e o município de Campos (RJ). "Os produtos são baseados em web e permitem cobertura do serviço de ponta a ponta", descreve o diretor-médico, Marcos de Sousa. O potencial de negócios com sistemas de gestão no Brasil é enorme. A Frost & Sullivan apontou que em 2010 só 17% dos hospitais usavam ferramentas desse tipo. Além do cenário favorável,outra tendência é a interoperabilidade dos sis temas, a exemplo das soluções de impressão, inclusive com equipamentos médicos. Uma das chaves é o padrão web. Para ir neste caminho, a MV investiu R$ 30 milhões nos últimos três anos e lançou um sistema para dispositivos móveis que permite acessar dados como lista de pacientes, resumo clínico, prescrição, evolução e anamnese e o Prontuário Médico Eletrônico (PEP) Mobile, também para plataformas móveis. "A integração é um ponto-chave, inclusive para interligar a cadeia", diz o presidente da MV, Paulo Magnus.

A empresa gaúcha chegou a Recife nos anos 1990 na onda do crescimento do polo hospitalar e do Porto Digital. Hoje, concentra na cidade metade de seus quase 800 colaboradores e está investindo perto de R$ 8 milhões em uma nova sede. Oferece soluções que vão da gestão do fluxo de pacientes até uma plataforma completa, por meio da qual o paciente tem seu dado registrado em base única com acesso por todos os envolvidos Estado, planos de saúde, hospitais privados e filantrópicos. "Estamos fazendo isso no Espírito Santo", indica Magnus, que, além da verticalização dos sistemas, aposta na descentralização da empresa para atendimento nacional.

A também especializada Wheb, nascida em Blumenau (SC) e adquirida no ano passado pela Philips, já criou mais de 60 módulos para cobrir o complexo ambiente hospitalar e uma cadeia que inclui laboratórios, centros médicos, consultórios e operadoras de planos de saúde. A desenvolvedora registra 390 clientes usuários e até o fim de 2012 deve consolidar seus sistemas em ambiente web. "A operação em saúde ainda busca melhores processos ao redor do mundo", diz a diretora comercial, Solange Plebani.

O Samaritano é um dos usuários que colaboram neste sentido. O sistema da Wheb entrou em operação em 2009 e, segundo o gerente de tecnologia da in formação, Klaiton Simões, está implantando melhorias definidas em conjunto com os médicos para um modelo de prescrição mais amigável. Neste ano, a instituição complementou seu projeto de prontuário eletrônico implantando 1,7 mil certificados digitais para aumentar a segurança do processo.

O crescimento do mercado leva à customização de ofertas. Um exemplo é o da Kimberly Clark. Neste ano passou a manter aqui seus kits para atender a demandas do cirurgião brasileiro em quesitos como tamanho do avental e técnicas cirúrgicas. De acordo com. Cesar Carvalho, country manager da divisão de Health Care, ocres cimento anual atinge 25%, embora apenas uma em cada cinco cirurgias locais sejam feitas com material de uso único. "O potencial estimado do mercado é de 250 milhões de dólares anuais", contabiliza.

VALOR ECONÔMICO

Muito espaço ainda para crescer

Apenas 24,5% da população brasileira tem acesso aos planos de assistência médica e hospitalar. Empresas miram classes C, D e E

O mercado privado de saúde-segmento que inclui operadoras e seguradoras de saúde, hospitais e outros participantes movimenta, no Brasil, cerca de US$ 70 bilhões ao ano, de acordo com estudo desenvolvido pela consultoria de gestão Primeira Consulta, especializada na área de saúde. Este volume faz com que o país ocupe a quinta posição entre os maiores mercados do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Alemanha.

Ao observar outro dado, o de beneficiários, este número ganha outra proporção, ditando o potencial que esse mercado tem para crescer. De acordo com a Agência Nacional de Saúde (ANS), os planos privados de assistência médica somavam, em setembro, 46,6 milhões de beneficiários. Eram 30,7 milhões em dezembro de 2000.Ou seja, apenas 24,5% da população brasileira tem acesso a serviços privados na área de saúde.

Não é à toa, portanto, que muitas empresas do setor vêm se movimentado para reforçar suas participações. Sobretudo as operadoras de planos de saúde. "O movimento de consolidação é uma tendência natural", acredita Fernando Barreto, sócio da Primeira Consulta. "Foi no mundo inteiro e será aqui", afirma.

A Amil, por exemplo, adquiriu dez empresas nos últimos cinco anos, operações que incluíram desde concorrentes até clínicas e hospitais. Outra operadora que também vem mostrando apetite é a Intermédica, do grupo Notre Dame. Por meio de aquisições e investimentos próprios, montou uma estrutura que conta com nove hospitais, cinco maternidades, nove prontos-socorros e 90 centros clínicos próprios espalhados pelo território brasileiro.

O formato de negócios perseguido tanto pela Amil como pela Enter médica é o que o mercado dá o nome de verticalização. Nele, o objetivo é gerenciar o custo ao longo da cadeia de serviços, potencializando os ganhos em cada uma das etapas. "Quando verticaliza, apropria-se da margem", explica Barreto. "Existe uma grande busca de eficiência" observa.

Márcio Coriolano, presidente da Bradesco Saúde, a maior empresa do setor em patrimônio líquido, destaca que "não existe modelo pronto ou ideal para a saúde suplementar". Para ele, "há vários modelos, que coexistem".

Nesse ambiente estão medicinas de grupo, cooperativas médicas, seguradoras de saúde, autogestões e entidades filantrópicas. "Quem adota o modelo de verticalização acredita integrar melhor a cadeia produtiva", explica Coriolano. Porém, destaca, "não há evidencia que mostre que eficiência vem da verticalização".

Na Bradesco Saúde, que é uma seguradora, a estratégia escolhida é ter produto e gestão. "Somos mais que uma administradora de planos", afirma. "Somos uma gestora dos recursos que os clientes nos confiam quando contratam um plano de saúde", resume.

Esse foco em gerenciamento de recursos também é destacado por Gabriel Portella, vice presidente de saúde e odontológico da SulAmérica, a segunda maior em patrimônio. "Vamos continuar com essa trajetória porque tem se mostrado bem sucedida", afirma, ao comentar que, neste ano, já se contabiliza um crescimento de 18%.

Enquanto as operadoras buscam ganhar escala ao longo da cadeia de valor desse segmento, as seguradoras mostram sua força com a carteira de clientes. Quanto mais numerosa, maior o poder de fogo na negociação com fornecedores, como hospitais. "Aliamos nossa experiência em gestão de risco e boas negociações", resume Portella. "É um modelo que permite expansão e se mostra vencedor",acredita.

João Carlos Regado, presidente da Golden Cross, acredita que a melhor estratégia para ampliar a rede é por meio do credenciamento. "É mais fácil do que crescer com hospital próprio", afirma. Para ele, o fato de não concorrer com parte dos referenciados amplia o poder de fogo da operadora na negociação. Além dessa vantagem, Regado ainda enumera outros aspectos que, para ele, representam desvantagens da verticalização. Uma delas é a possibilidade de implicações mais significativas no Judiciário, por meio de erros médicos. "É um risco que o modelo referenciado atenua", diz.

Trata-se de um ponto de vista relacionado diretamente com o modelo de negócio. Na ponta oposta estão as cooperativas, nicho de mercado em que se destaca a Unimed. O que diferencia esse formato dos demais, na opinião de Eudes Aquino, presidente da Unimed do Brasil, é o fato de as unidades serem geridas pelos médicos, que também são donos. Dessa forma,explica,"o resultado positivo é reinvestido no negócio"

Aquino informa que a Unimed, sob cuja bandeira estão 362 cooperativas espalhadas pelo Brasil, possui a segunda maior rede hospitalar do país. "Só fica atrás apenas das santas casas." São 110 hospitais próprios. "Além de nos dar autonomia e manter um padrão de qualidade e atendimento, permite racionalizar custos", explica.

O estudo feito pela consultoria de gestão Primeira Consulta detalha a penetração dos planos de saúde nas diferentes classes sociais. A curva é decrescente. No topo da pirâmide, 76% das pessoas tem acesso a esses serviços.O percentual cai para 60% na classe B e para 39% na classe C. Nas classes D e E, por sua vez, o percentual é de 7%. A baixa penetração nas classes C, D e E, na verdade, representa hoje uma grande oportunidade, aliada ao momento econômico que o pais vive, com a expansão de renda. Isso tem feito com que as empresas voltem sua atenção para esses públicos.

A ponte que está sendo construída, na visão de Eduardo Vidigal, diretor da Marítima Saúde, tem como pilares de sustentação as pequenas e médias empresas. O aquecimento da economia, comenta, tem absorvido pessoas que antes não tinham acesso a serviços privados de saúde "Não tinham acesso, montam empresa e conseguem um custo mais acessível",destaca.

As empresas são as principais compradoras dos planos de saúde. Segundo a ANS, dos 46,6 milhões de beneficiários, 76,7% estão ligados a empresas. Carlos Del Nero, sócio da K2 Consultoria, destaca que as tendências desse mercado serão determinadas pela população que paga pelos serviços. Como as empresas respondem pela maior parte, a expansão desse mercado está ligada à economia formal, à geração de empregos."O grande desenvolvimento desse mercado está nas regiões metropolitanas, que é onde há renda", acre dita.

Vidigal, da Marítima, comenta que o atual foco em pequenas e médias empresas quebra inclusive um paradigma. "O que se via, até aqui, era uma espécie de 'rouba-monte' no segmento de grandes empresas", comenta. "Com as pequenas e médias, o mercado vê um crescimento exponencial." Tal cenário, prevê, deve manter-se até 2016.

A Bradesco Saúde também está atenta a esse nicho de público. "É nosso segmento prioritário de atuação", destaca Coriolano. "É o que aproxima o negócio para as classes C e D, porque é nas pequenas e médias empresas que estão as pessoas de menor renda", afirma.

Coriolano assinala que já são percebidos resultados dessa estratégia. Entre janeiro e setembro deste ano, o faturamento da Bradesco Saúde cresceu 21,7% sobre o mesmo períodode2010. Porém, ao isolar o segmento de pequenas e médias empresas, a expansão foi de 30,5%. "O grande combustível do crescimento recente tem sido nesse segmento de pequenas e médias empresas", afirma.

A forma de abordar a classe C também está na pauta da Unimed, de acordo com Aquino, "Estamos discutindo a criação de um nicho de produto que atenda a esse contingente", comenta. A grande preocupação, destaca, é formular um produto que de fato seja acessível, de forma a reter esse público.

A manutenção desses novos entrantes será o grande desafio das empresas, na opinião de Barreto, da Primeira Consulta. "Por mais que se consiga trazer gente nova ao sistema, os custos fazem com que seja difícil reter", afirma.

Isso acontece pelo que o mercado denomina de "inflação hospitalar". Aquino, da Unimed, comenta que os custos para o atendimento em saúde superam os valores que acabam sendo cobrados dos participantes. Ele exemplifica com os investimentos em tecnologia, que são altos. "A medicina é a única área em que o avanço da tecnologia encarece os procedimentos", comenta. "Não temos liberdade de repassar os custos para as prestações", diz, pelo fato de os reajustes serem regulados pela ANS.

Barreto destaca que o mercado de planos de saúde tem crescido, em receitas, 14% ao ano, enquanto os preços médios de planos de saúde tem evoluído 9% ao ano. "O grande aumento das receitas do segmento ainda advém de um aumento expressivo nos preços dos planos." Assim, explica, os reajustes são muito superiores à inflação e ao aumento de renda da população. "A escalada dos preços pode tornar-se um inibidor do desenvolvimento do mercado", acredita.

É por essa razão que, a seu ver, tem surgido várias alternativas no mercado para aliviar esse aumento dos custos. Basta observar o que tem ocorrido em boa parte das empresas, que são as que pagam a maior parte dos planos. Hoje, muitos funcionários precisam arcar com parte dos custos, formato que ganhou o nome de co pagamento ou coparticipação. Além disso, também esbarram em restrições, tanto de uso e perfil de rede de prestadores como de acesso de outros membros da família, como dependentes.

Nesse contexto, Barreto acredita que será difícil reter esse público. "Fidelizar o cliente da classe C será complicado", acredita. Por essa razão, afirma, "o mercado irá crescer, mas não na velocidade que se imagina". O desafio de gerenciar os custos, contudo, não se limita à inflação médica. Del Nero, da K2, alerta para o envelhecimento da população, fator que também tende a causar impactos ao sistema de saúde.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de idosos vem crescendo. Em 1991, as pessoas acima de 65 anos correspondiam a 4,8% da população. Em 2000, eram 5,9% e, neste ano, chegam a 7,4%, ou 14 milhões. No mesmo período, o grupo até 14 anos passou de 34,7% para 29,6% e, finalmente, para 24,1%. "O envelhecimento da população muda o perfil da demanda e da relação entre receita e despesa", explica Del Nero.

Este assunto, de fato, já está no radar das empresas ouvidas pelo Valor. Mas as iniciativas mencionadas se restringem ä prevenção. A Bradesco Saúde, por exemplo, está focada em desenvolver atividades que incluem desde palestras até tratamentos crônicos. "Estamos investindo na melhor qualidade de vida para reduzir riscos", explica Coriolano.

A Golden Cross também tem apostado na prevenção. Regado, seu presidente, comenta que, inclusive, ela chega a conceder abatimentos nas mensalidades para os clientes da terceira idade que cumprem rigorosamente a rotina de exames de prevenção.

Tais fatores, que desenham um cenário de desafios para as operadoras e seguradoras de saúde, tornam-se ainda maiores ao observar a estrutura da maior parte dessas empresas. "O mercado ainda não está maduro", acredita Del Nero. E argumenta sua opinião sobre três pontos: gestão não profissional, frágil sistema de informação sobre o setor e acesso restrito a capital.

O problema de gestão reflete, em grande parte, o fato de muitas empresas terem sido fundadas por famílias e até mesmo por profissionais da área de saúde. "Temos visto uma evolução, com uma tendência recente de absorver profissionais de outros setores, o que irá ajudar na profissionalização", diz.

A Unimed, por exemplo, tem se movimentado nesse sentido. Aquino comenta que, desde 2004, vem trabalhando para qualificar sua equipe, por meio da Fundação Unimed, criada para esse fim. "O treinamento é constante",comenta.neste ano, a Unimed aproximou-se do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) para discutir alternativas para alinhar as boas práticas de governança corporativa à realidade de uma cooperativa. Uma das mudanças que decorreram desse processo foi a incorporação de um membro independente aos conselhos de administração que a Unimed possui. Aquino explica que há um conselho confederativo e cada Estado tem um conselho de administração. O membro independente se somaria a essa estrutura.

Essa revisão de processos, conta, também abriu uma discussão sobre o modelo de funcionamento das Unimeds.Hoje, cada uma das 362 cooperativas atua de maneira independente, o que inclui atividades que vão desde a venda de planos até a gestão da rede de atendimento. A ideia, afirma, seria adotar a formato de "operadora prestadora". "Seria um fator para o equilíbrio da gestão", acredita. Nesse formato, as operadoras maiores, de determinadas localidades, passariam a concentrar as trabalhos administrativos e comerciais, transformando as outras, menores, em espécie de filiais. "Nenhuma delas perderia status, nem poder de voto, nem nada", explica Aquino."E o custo operacional seria reduzido", prevê.

AGÊNCIA BRASIL

Exposição de cartuns abre atividades do Dia Mundial de Luta contra a Aids

O Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS) inaugura hoje (29), às 10h, na sede do Núcleo Estadual do ministério no Rio (Nerj), o Festival Internacional de Humor em DST e Aids. Desde 2004, a mostra percorreu países como a Áustria, os Estados Unidos, o México e a Suíça, além de vários estados brasileiros, exibindo trabalhos de artistas de 50 países.

O evento marca o início das atividades referentes ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, comemorado em 1º de dezembro, e é resultado de uma parceria entre o CCMS e o Programa de Promoção e Atenção à Saúde do Servidor (Pass), desenvolvido pelo Ministério da Saúde.

A mostra ficará no hall do Nerj até 9 de dezembro. São 300 cartuns, selecionados de 1,5 mil trabalhos.

O GLOBO ONLINE

Enxaqueca pode aumentar o risco de depressão, diz estudo

Pessoas que sofrem com dores de cabeça muito fortes correm mais riscos de desenvolver depressão clínica, sugere um novo estudo, realizado por especialistas do Canadá. A pesquisa, publicada na revista Headache (dor de cabeça em português), ainda sugere que as pessoas com depressão clínica também têm grandes chances de ter enxaqueca. De acordo com os pesquisadores, porém, essa segunda descoberta pode ter sido feita ao acaso.

Para a líder da equipe, Geeta Modgill, da Universidade de Calgary, aqueles que sofrem de enxaqueca e depressão precisam conhecer os sinais de ambos os males, já que sofrer de um deles pode significar vir a ter o outro.

Enxaquecas são dores de cabeça latejantes, às vezes em apenas um lado da cabeça, que podem vir acompanhadas de náuseas e sensibilidade à luz. Às vezes, elas podem ser precedidas de perturbações visuais conhecidas como 'auras'. Depressão é um transtorno mental grave definida por um conjunto de sintomas que podem incluir a tristeza, a insônia, a fadiga e dormência emocional.

Para realizar esse novo estudo, a equipe de Modgil utilizou dados da Pesquisa Nacional de Saúde da População Canadense, que avaliou mais de 15 mil pessoas, a cada dois anos, entre 1994 e 2007. No geral, cerca de 15% delas tiveram depressão e cerca de 12% sofreram enxaquecas ao longo desses 12 anos.

Casos de depressão foram significativamente mais comuns entre as pessoas que apresentaram enxaqueca no início do estudo - 22% dos pacientes com enxaqueca também tinham depressão, versus 14,6% daqueles que não tinham a doença.

Esse fato mostrou que pessoas com enxaqueca têm 80% mais probabilidade de desenvolver depressão do que pessoas sem essas dores de cabeça. A ligação também se manteve quando foram analisadas outras influências, como idade e sexo.

Pessoas com depressão também mostraram ter 40% mais probabilidade de desenvolver enxaqueca do que os não deprimidos, mas essa relação não era tão forte quanto a primeira. Além disso, a associação desapareceu quando os dados foram ajustados para o estresse e o trauma de infância.

Segundo os pesquisadores, certas situações vividas na infância podem alterar a forma como o cérebro responde ao estresse mais tarde, mas este tipo de estudo não serve para destrinchar os efeitos biológicos. A pesquisa também não pode determinar causa e efeito para o link percebido entre a depressão e a enxaqueca.

Apesar de nenhum mecanismo evidente, Geeta Modgill afirmou que 'algo está acontecendo aqui', merecendo ser estudado. "O próximo passo deve focar em como explorar esta informação e de que forma ela poderá ser usada por médicos", disse a pesquisadora.

Segunda-feira, 28.11.11

AGÊNCIA BRASIL

Justiça mantém decisão que autoriza Anvisa a conceder registro de antidepressivo com escitalopram

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão que autoriza a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a conceder registro de antidepressivos genéricos e similares que tenham o princípio ativo escitalopram. O poder de concessão foi questionado pelo laboratório Lundbeck Brasil, fabricante de medicamentos para tratamento de distúrbios do sistema nervoso central.

A empresa entrou com uma ação judicial para impedir que a Anvisa concedesse registro de medicamentos a base do princípio ativo a outros fabricantes, que utilizassem informações de testes contidos em um dossiê apresentado pela Lundbeck Brasil no processo de registro do antidepressivo Lexapro, que tem em sua fórmula escitalopram. A empresa argumentou que já há no mercado remédios similares e discorda de um aumento da oferta de genérico com a liberação pra outros laboratórios.

O ministro Felix Fischer já havia negado o processo da empresa. O colegiado do STJ reiterou a decisão do relator. De acordo com o ministro, “a manutenção da decisão é medida que se impõe, a fim de afastar o risco de enfraquecimento da política pública dos medicamentos genéricos adotada pelo país, inquestionavelmente valiosa à população, sobretudo à parcela de menor poder aquisitivo”.

RÁDIO TABAJARA

Ministério da Saúde envia representante para acompanhar surto de gripe suína no CE

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, visitará o Ceará nos próximos dias para acompanhar o surto de H1N1 registrado no município de Pedra Branca, no Sertão Central, onde 11 casos foram confirmados pela Secretaria de Saúde na última sexta-feira (25).

Em entrevista ao jornal Alerta Geral nesta segunda-feira (28), o secretário de Saúde Arruda Bastos afirmou que ainda hoje deve ser definido uma campanha específica de vacinação para a região, para os grupos que não foram vacinados no último trabalho desenvolvido pelo Ministério da Saúde.

"Grande parte da população está imunizada porque a vacina deste ano já contemplava H1N1, e a vacina de 2010 foi feita especifica para o vírus. O que alertarmos é que as pessoas que não foram vacinadas sejam acompanhadas com maior atenção", ressaltou Arruda Bastos.

"Quem tiver sintoma de gripe, não vá à escola, ao trabalho, limpe com alcool gel objetos que foram tocados, reforce alimentação, e que estiver com os sintomas procure os postos de saúde", alertou o secretário.

O secretário Arruda Bastos afirmou ainda que nesta manhã estará reunindo toda a equipe da Secretaria de Saúde do Estado para apresentar os resultados realizados desde a semana passada em Pedra Branca.

PORTAL TERRA

Ministério da Saúde: aids aumenta em jovens homossexuais

A presença do vírus HIV em jovens homossexuais entre 15 e 24 aumentou entre 1990 e 2011, segundo informou nesta segunda-feira o Ministério da Saúde. Há 21 anos, 25,2% dos homens nesta faixa etária infectados com o vírus da aids faziam sexo com outros homens. Esse percentual quase dobrou este ano, atingindo 46,4%.

De acordo com a previsão do ministério, a chance de um jovem gay estar infectado pelo HIV é aproximadamente 13 vezes maior quando se compara este grupo com os jovens em geral. Na campanha de 2011 para o dia mundial de luta contra a aids, celebrado no próximo dia 1º de dezembro, o ministério vai propor a discussão contra o preconceito e a discriminação dessa população.

O aumento da presença do vírus HIV nessa população específica é considerado preocupante pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, o foco da pasta na próxima campanha contra a aids será esse grupo, incluindo os jovens travestis.

"Estamos buscando entender os aspectos de vulnerabilidade dos jovens gays, e quando falamos neles, também temos que falar dos travestis. Temos uma preocupação específica com isso, com entender a vulnerabilidade desse setor. Achamos que para esse público não falta conhecimento: 95% deles sabem que a melhor forma de prevenir a aids HIV é a camisinha", afirmou Padilha.

O crescimento do número de pessoas infectadas nessa faixa da população é uma tendência mundial, segundo relatório do programa de HIV/aids das Nações Unidas (Unaids). Em 2010, houve mais de sete mil novas infecções por dia em todo o mundo, sendo 34% em jovens entre 15 e 24 anos. Com isso, a determinação da Unaids é que os países reduzam pela metade a transmissão sexual do vírus da aids entre jovens gays até 2015.

Outro grupo que ganhará a atenção redobrada do ministério é o de mulheres jovens, entre 13 e 19 anos. Segundo dados da pasta, esta é a única faixa etária em que há mais mulheres infectadas pelo HIV do que homens. No geral, 0,41% da população feminina brasileira tem o vírus da aids, contra 0,82% dos homens. Em 2011, 137 meninas nessa faixa etária foram identificadas como portadoras do vírus, contra 110 meninos. A quantidade de mulheres entre 13 e 19 anos infectadas pelo HIV é maior que a de homens pelo menos desde 1998.

Diminuição do número de mortes

Houve uma diminuição do número de óbitos causados pelo vírus da aids no Brasil. Em 2009, 12,097 mil pessoas morreram por conta de doenças decorrentes do HIV, contra 11,965 em 2010. Desde 1980 (quando foi registrado o primeiro caso de pessoa com o vírus no País) até 2011, 241,5 mil pessoas já morreram por causa da aids ¿ de um universo de 608,2 mil infectados desde então. O coeficiente de mortalidade, no entanto, permanece estável em 6,3 mortes a cada 100 mil habitantes.

ESTADÃO.COM.BR

Aumenta para 13 o número de casos de gripe A no Ceará

Subiu para 13 o número de casos confirmados da gripe A em Pedra Branca, a 262km de Fortaleza, no Ceará, segundo confirmou nesta segunda-feira, 28, a Secretaria Estadual de Saúde. A suspeita é de que a transmissão tenha ocorrido através de uma pessoa da cidade que teve contato com um paciente infectado pelo vírus em São Paulo.

Além dos 13 casos de influenza pandêmica (H1N1) confirmados, outros dois casos foram descartados e três amostras serão reprocessadas, entre as 18 amostras analisadas. Ao todo, segundo a secretaria, foram notificados 286 casos.

De acordo com a secretaria, foram atendidos no pronto-socorro do Hospital Municipal de Pedra Branca, entre os dias 18 e 23 deste mês, 51 estudantes de Escola de Ensino Profissional do município e um professor, além de 20 pessoas que não fazem parte do grupo escolar, mas que eram contatos dos adolescentes doentes.

A suspeita é de que a contaminação tenha ocorrido por meio de um professor que teve contato com um paciente infectado pelo vírus H1NI em São Paulo. O docente passa bem, segundo a secretaria.

A secretária de Saúde de Pedra Branca, Tânia Leite, acredita que cortadores de cana-de-açúcar, que saíram da cidade para trabalhar no Estado de São Paulo e voltaram agora para passar o fim do ano em casa, levaram o vírus para Pedra Branca. De acordo com a Sesa, os pacientes estão sendo acompanhados por técnicos da Vigilância Epidemiológica.

A secretaria informou que, neste ano, 17 mil dos 43 mil habitantes da cidade foram vacinados contra a gripe suína. A imunização atingiu 94% das crianças com menos de 1 ano, 95% dos idosos, 80% das grávidas e 66,7% dos profissionais de saúde.

A imunização, segundo informou Manoel Fonseca, diretor da Sesa, é válida por um ano. Ele disse que não é possível realizar uma nova campanha para imunizar o restante da população de Pedra Branca, porque não existe estoque suficiente da vacina no País. De acordo com Fonseca, as poucas doses que ainda existem no Rio Grande do Sul estão prestes a vencer.

A secretária de Saúde de Pedra Branca afirmou que a situação na cidade está sob controle, apesar da pequena quantidade de médicos existentes no município: apenas 14.

Muitos moradores de Pedra Branca estão usando máscaras para evitar o contágio. O secretário de Saúde do Ceará, Arruda Bastos, esteve no sábado na cidade, onde se reuniu com profissionais de saúde.

Na reunião, Bastos e os profissionais traçaram estratégias de prevenção para evitar que a doença se alastre mais. O secretário considerou que não há necessidade de todas as escolas da cidade suspenderem as aulas para impedir a contaminação.

A secretaria orientou os estudantes que apresentarem sintomas de gripe a ficarem em casa.

AGÊNCIA BRASIL

Núcleo tem até dezembro para apresentar diagnóstico das emergências de hospitais do Rio

Depois de 20 dias do lançamento do programa SOS Emergências pelo governo federal, o Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH), instalado no Hospital Municipal Miguel Couto e no Hospital Estadual Albert Schweitzer, ambos no Rio, tem até o dia 8 de dezembro para apresentar um diagnóstico inicial das unidades, apontando as primeiras medidas a serem adotadas no setor.

O diretor-geral do Miguel Couto, Luiz Alexandre Essinger, adiantou que a emergência da unidade vai ser reestruturada, visando ao acolhimento do paciente e à redução do tempo que ele aguarda para ser atendido. “O dinheiro é importante, mas o programa não é só colocar dinheiro, além do dinheiro para a compra de equipamentos, também é feita uma reestruturação do atendimento", disse.

Ainda de acordo com o diretor do hospital, os profissionais que atuam na emergência receberão qualificação, a partir dos novos métodos de trabalho que serão implantados na unidade. Segundo ele, um grupo de saúde composto por enfermeiros, auxiliares e representantes do serviço social será encarregado de identificar a prioridade no atendimento do paciente que chegar à emergência.

Para dar início ao programa, o Ministério da Saúde liberou recursos de R$ 3,6 milhões para o hospital aplicar na realização de obras e aquisição de novos equipamentos, que serão definidos após avaliações feitas pelo núcleo. O grupo é formado pelos coordenadores dos serviços de urgência e emergência das unidades e centrais de internação e por um representante do gestor local.

Lançado em Brasília no dia 8 de novembro pela presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o programa será implantado em mais oito capitais: Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Brasília (DF), São Paulo (SP), Belo Horizonte (BH), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS).

O S.O.S Emergência é uma estratégia do Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, que vai qualificar a gestão e o atendimento nas emergências de grandes hospitais do país que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O planejamento é para que até 2014, o programa chegue às 40 maiores unidades de saúde brasileiras.

SAÚDE WEB

13 novidades científicas sobre radiologia

Entre as maiores conferências programadas ao longo dos seis dias de conteúdo do RSNA a maior assembléia de radiologia anual do mundo (Radiological Society of North America) -, 13 são destaques em termos de tecnologia e comprovações científicas.

Caminhos Cerebrais Funcionais em Crianças com Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH)

Por meio da Ressonância Magnética Funcional (fMRI), investigadores identificaram anormalidades nos cérebros de crianças com déficit de atenção / hiperatividade (TDAH), que podem servir como um biomarcador para a desordem, de acordo com um estudo divulgado durante o RSNA (Radiological Society of North America), em Chicago (EUA).

O TDAH é uma das doenças mais comuns na infância. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, não há um único teste capaz de diagnosticar uma criança com o transtorno. Diagnosticar o TDAH é muito difícil por causa de sua grande variedade de sintomas comportamentais, disse o pesquisador Li Xiaobo, Ph.D., professor assistente de radiologia no Albert Einstein College of Medicine, em Nova York.

Estabelecer um biomarcador de imagem confiável do TDAH seria uma grande contribuição para o campo.

Os pesquisadores submeteram 18 crianças com o transtorno (faixa etária 9-15 anos) ao fMRI. Para cada participante, a ressonância produziu um mapa de ativação cerebral que revelou quais regiões do cérebro se tornou ativada enquanto a criança realizava determinada tarefa. Os pesquisadores então compararam os mapas cerebrais a ativação dos dois grupos.

Em comparação ao grupo de controle normal, as crianças com TDAH mostraram atividade funcional anormal em várias regiões do cérebro envolvidas no processamento de informações a atenção visual. Os pesquisadores também descobriram que a comunicação entre regiões do cérebro durante o processamento visual foi interrompido nas crianças com ADHD.

O que isto nos diz é que as crianças com TDAH utilizam diferentes vias de funcionamento do cérebro para processar as informações, disse Li.

Pesquisadores: Coautores são Shugao Xia, Ariane Kimball e Craig Branch, Ph.D.

Restrição de calorias melhora a função cardíaca em pacientes obesos e diabéticos

A dieta de baixa caloria elimina a dependência de insulina e melhora a função cardíaca de pacientes obesos com diabetes tipo 2, segundo um estudo apresentado durante o Radiological Society of North America (RSNA). É impressionante ver como uma intervenção relativamente simples de uma dieta baixa em calorias efetivamente cura a diabetes mellitus tipo 2, disse o principal autor do estudo, Sebastiaan Hammer, MD, Ph.D., do Departamento de Radiologia da Leiden University Medical Center, na Holanda.

Usando ressonância magnética cardíaca, os pesquisadores analisaram a função cardíaca e gordura pericárdica em 15 pacientes, incluindo sete homens e oito mulheres com diabetes tipo 2 antes e após quatro meses de uma dieta composta de 500 calorias diárias. Mudanças no índice de massa corporal (IMC) também foram avaliadas.

Os resultados mostraram que a restrição calórica resultou em uma redução no IMC de 35,3 para 27,5 em quatro meses. A gordura do pericárdio diminuiu de 39 mililitros (ml) para 31 ml.

Hammer salientou que estes resultados sublinham a importância de incluir estratégias de imagem nestes tipos de regimes terapêuticos.

Pesquisadores: Co-autores são W. Jan Smit, MD, Ph.D., Johannes A. Romijn, MD, Ph.D., Jacqueline Jonker, MD, Marieke Snel, MD, Albert De Roos, MD, Hildo Cordeiro, MD, e Rutger W . Van Der Meer, MD

Imagem 3D facilita transplante de face humana

A combinação de imagens médicas convencionais e técnicas em 3D oferecem nova esperança às vítimas de graves lesões faciais. Resultados de um novo estudo sobre transplante de rosto humano, liderada por Darren M. Smith, MD, residente de cirurgia plástica da Universidade de Pittsburgh Medical Center (UPMC), foram apresentados durante o Radiological Society of North America (RSNA)

As imagens médicas desempenham um papel importante em todo o processo de transplante de face, desde a seleção de doadores, beneficiários e planejamento cirúrgico, até a avaliação pós-operatória do motor de retorno e função sensorial. Transplante de rosto é um procedimento moroso, complicado, que envolve a reconstrução de vários tecidos, como pele, músculo, vasos sanguíneos, nervos e ossos.

Atualmente, para se preparar para os modelos de plástico facial transplante, ou gesso são inicialmente baseados criado em 3-D TC ou angiografia ou reconstrução. Depois disso, zombam dissecações de cadáveres são realizados para permitir que os cirurgiões para planejar as cirurgias doador e receptor. Exames de imagem de ressonância magnética e outros também podem ser utilizados para fornecer informações suplementares.

Ao combinar informações de vários exames de imagem e sofisticado software de imagem 3-D, os pesquisadores conseguiram avaliar com maior precisão a estrutura facial e seus contornos, osso subjacente, músculos, nervos e vasos, bem como a extensão dos danos .

Os médicos Smith e Gorantla, junto com Joseph Losee, MD, integraram 3-D CT, angiografia TC, RM, de alta definição, criar um modelo 3-D da cabeça do paciente e da anatomia do pescoço.

Tomografia computadorizada recria violino Stradivarius

Uma tomografia computadorizada (TC) de imagens e técnicas de fabricação avançadas foi usada por uma equipe de especialistas para reproduzir um violino Stradivarius 1704.

Para criar um violino com as mesmas características do Stradivarius, o radiologia Steven Sirr, MD, de FirstLight Medical Systems em Mora, Minnesota, trabalhou com fabricantes de violino.

O violino original foi digitalizado com um detector CT 64, e mais de 1.000 imagens CT foram convertidas em arquivos, que podem ser lidos por um roteador controlado por um programa de computador chamado CNC. Com o CNC, feito sob medida para o projeto, o pesquisador esculpiu as partes traseira e dianteira e placas de rolagem do violino. F

Hormônio do Crescimento aumenta a formação óssea em mulheres obesas

Em um novo estudo apresentado durante o Radiological Society of North America (RSNA), a reposição de hormônio de crescimento por seis meses aumenta a formação óssea do abdômen de mulheres obesas.

Esta é a primeira vez que os efeitos do hormônio de crescimento sobre o osso têm sido estudados na obesidade, disse o principal autor do estudo, Miriam A. Bredella, MD, um radiologista do Massachusetts General Hospital e professor assistente de radiologia da Harvard Medical School, em Boston. O hormônio do crescimento é extremamente importante para a saúde óssea, e as mulheres com gorduras abdominais têm ossos mais fracos e níveis de hormônios de crescimento reduzidos.

O estudo mostrou que 32% das mulheres tinham perda óssea. Depois de seis meses, as mulheres que receberam hormônio de crescimento desenvolveram formação óssea, aumento da gordura da medula óssea e massa muscular, e maiores níveis de vitamina D.

Pesquisadores: Co-autores são Eleanor Lin, Daniel J. Brick, Anu Gerweck, Lindsey M. Harrington, Martin Torriani, MD, Bijoy Thomas, MD, Anne Klibanski, MD, e Karen Miller, MD Esta pesquisa foi suportada pelo National Institutes of Health (NIH concede R01 HL-077674 e K23 RR-23090).

Uma bola de futebol pode levar a lesões cerebrais

Usando um diffsuin tensor imaging (DTI) para estudar os efeitos do futebol, os pesquisadores descobriram que os jogadores que cabecearem uma bola com alta freqüência têm anormalidades cerebrais semelhantes aos encontrados em lesões cerebrais traumáticas (TBI) pacientes.

A avançada técnica DTI de ressonância magnética (RM) permite que os pesquisadores avaliem as mudanças microscópicas na matéria branca do cérebro, que é composta de milhões de fibras nervosas chamadas de axônios que atuam como cabos de comunicação conectando várias regiões. DTI produz uma medida, chamada anisotropia fracionada (FA), do movimento das moléculas de água ao longo de axônios. Em substância branca saudável, a direção do movimento da água é bastante uniforme e medidas em alta FA. Quando o movimento da água é mais aleatória, os valores FA diminuem.

Michael L. Lipton, MD, Ph.D., diretor associado do Centro de Pesquisa de Ressonância Magnética Gruss no Albert Einstein College of Medicina e diretor médico dos serviços de ressonância magnética no Montefiore Medical Center, em Nova York conduziu, juntamente com outros colegas, exames de DTI em 32 jogadores amadores de futebol (idade média: 30,8 anos), os quais têm desempenhado o esporte desde a infância. Eles compararam as imagens cerebrais dos que deram cabeçadas com mais freqüência e os restantes.

Entre os dois grupos, houve diferenças significativas na FA em cinco regiões do cérebro. As regiões identificadas pelos pesquisadores são responsáveis pela atenção, memória, funcionamento executivo e funções de ordem superior visual.

O que nós mostramos aqui é prova irrefutável de que há alterações no cérebro que se parecem com lesão cerebral traumática, como resultado da posição de uma bola de futebol com alta freqüência, disse Dr. Lipton. Dado que o futebol é o esporte mais popular em todo o mundo e é jogado extensivamente por crianças, estas são conclusões que devem ser levados em consideração, a fim de proteger os jogadores de futebol.

Pesquisadores: Coautores são Namhee Kim, Ph.D., Molly Zimmerman, Ph.D., Richard Lipton, MD, Walter Stewart, Ph.D., Edwin Gulko, MD, e Craig Branch, Ph.D.

Novo estudo Suporta mamografia em mulheres a partir dos 40

Mulheres na faixa dos 40 sem histórico familiar de câncer de mama são tão propensas a desenvolver câncer de mama como as mulheres com histórico familiar da doença. Esses achados indicam que as mulheres nessa faixa etária se beneficiariam de mamografia preventiva anual.

Acreditamos que este estudo demonstra a importância da mamografia para as mulheres nessa faixa etária, que está em oposição às recomendações emitidas pela Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA, disse Stamatia V. Destounis, MD, radiologista e sócio-diretor da Elizabeth Wende Cuidados com o peito, LLC, em Rochester, NY.

Pesquisadores: Co-autores são Jenny Song, MD, Posy Seifert, DO, Philip Murphy, MD, Patricia Somerville, MD, Wende Logan-Young, MD, Andrea Arieno, BS, e Renee Morgan, RT

Simulador de Parto Melhora a Segurança das mulheres

Um software de computador combinado com ressonância magnética (MRI) do feto pode ajudar os médicos a avaliar melhor uma mulher em potencial para um parto difícil. O bebê deve mover-se através de uma seqüência específica de manobras. Uma falha no processo, como uma cabeça voltada para o lado errado na hora errada, pode resultar em um parto difícil.

A mecânica do canal de nascimento humano para fazer um processo de entrega muito complicado comparado ao de outros mamíferos, disse Olivier Ami, MD, Ph.D., um obstetra no Departamento de Radiologia da Antoine Béclères Hospital, Université Paris Sud, França. Nós agora temos simulado por computador parto para identificar potenciais problemas.

Usando o novo software, chamado PREDIBIRTH, o médico Olivier Ami, MD, Ph.D., obstetra no Departamento de Radiologia da Antoine Béclères Hospital, Université Paris Sud, França e sua equipe processaram ressonâncias de 24 mulheres grávidas. O resultado foi uma reconstrução tridimensional (3-D) da pélvis e do feto, juntamente com 72 trajetórias possíveis da cabeça do bebê pelo canal do parto. Com base nessas simulações, o programa marcou cada probabilidade de mães de parto normal.

Pesquisadores: Co-autores são Lucie Cassagnes, MD, Jean-Francois Uhl, MD, Didier Lemery, MD, Ph.D., Vincent Delmas, Gérard Mage, MD, Ph.D., e Louis Boyer, MD

Nova tecnologia proporciona aos pacientes Controle de Compartilhamento de Imagens Médicas

Pacientes de três grandes instituições médicas podem controlar o compartilhamento de suas imagens médicas e relatórios com seus médicos e prestadores de serviços médicos. Ao facilitar o acesso aos exames de imagem para pacientes e médicos, a rede potencialmente reduz exames desnecessários, minimiza a exposição à radiação do paciente e permite mais segurança na hora da tomada de decisão.

David S. Mendelson, MD, chefe de informática clínica no The Mount Sinai Medical Center, em Nova York cidade e membro do Comitê de Informática Radiologia RSNA coordena projeto, lançado em 2009, através de um contrato de US$ 4,7 milhões com o Instituto Nacional de Imagem Biomédica e Bioengenharia (NIBIB) para construir uma rede de compartilhamento de imagens médicas, centrada no paciente, segura. A iniciativa permite que o paciente acesse as informações através de registros pessoais de saúde (PHR), sem depender de CDs.

Para garantir a privacidade do paciente, o projeto baseia-se no tipo de sistemas de segurança usados pelos bancos. Os pacientes recebem um código de oito dígitos e, em seguida, criam uma senha ou PIN conhecido apenas por eles.

Auto-referência leva a mais exames negativos para Pacientes

Os médicos que têm um interesse financeiro em equipamentos de imagens são mais propensos a submeterem seus pacientes a exames de imagem por vezes desnecessários, de acordo com um estudo apresentado durante o Radiological Society of North America (RSNA). Este fato tem aumentado os custos médicos, segundo Ben E. Paxton, MD, residente de radiologia no Duke University Medical Center, em Durham, NC.

Entre 2000 e 2005, a propriedade ou locação de equipamentos de ressonância magnética por não-radiologistas cresceu 254%, em comparação com 83% entre os radiologistas. Os EUA Government Accountability Office (GAO) relataram que a proporção de não-radiologistas de faturamento de imagens mais do que dobrou de 2000 a 2006. Durante esse mesmo período, as taxas de utilização de imagem por não-radiologistas que controlam encaminhamento de pacientes cresceu 71%.

Eles revisaram 500 exames consecutivos de diagnóstico de ressonância magnética da coluna lombar ordenados por dois grupos ortopédicos dos EUA. O primeiro grupo tinha interesse financeiro no equipamento de ressonância magnética (F1), e o segundo não tinha (NF1).

Houve 86% mais exames negativos no grupo FI que o grupo NFI, indicando um número significativamente maior de exames desnecessários.

Pesquisadores: Co-autores são Mateus Lungren, MD, Sin Jung-Ho, Ph.D., e Peter Kranz, MD 11. Risco de ataque cardíaco difere entre homens e mulheres

As conclusões sobre coronária angiografia por Tomografia computadorizada (CTA), um teste não-invasivo para avaliar as artérias coronárias, mostram cenários de risco diferentes para homens e mulheres, de acordo com um estudo apresentado hoje no Radiological Society of North America (RSNA).

Doença arterial coronariana (DAC) é um estreitamento dos vasos sanguíneos que fornecem sangue e oxigênio para o coração. É causada por um acúmulo de gordura e outras substâncias que formam placas nas paredes dos vasos. De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention, a doença cardíaca é a principal causa de morte para homens e mulheres em os EUA

Pesquisadores da Universidade Médica da Carolina do Sul analisaram os resultados de CTA coronária em 480 pacientes com idade média de 55 anos, com dor torácica aguda. Aproximadamente 65% dos pacientes eram mulheres e 35% eram homens. A possibilidade de síndrome coronariana aguda foi descartada para cada um dos pacientes.

Usando CTA coronárias, os pesquisadores foram capazes de determinar o número de segmentos de navios com a placa, a gravidade da obstrução e da composição da placa.

A última scanners CT são capazes de produzir imagens que nos permitem determinar se a placa é calcificada, não calcificadas ou mista, disse John W. Nance Jr., MD, atualmente residente de radiologia no Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, Md .

Pesquisadores: Co-autores são U. Joseph Schoepf, MD, Christopher Schlett, MD, Garrett Rowe, BS, J. Michael Barraza, BS, e Fabian Bamberg, MD, MPH

Videogames violentos alterar a função cerebral em homens jovens

A ressonância magnética de análise funcional (fMRI) detectou no cérebro os efeitos de jogos violentos de videogames, encontrando alterações em regiões cerebrais associadas com a função cognitiva e controle emocional em jovens após uma semana de jogo.

Pela primeira vez, descobrimos que uma amostra de jovens adultos aleatoriamente apresentaram menor ativação em certas regiões frontais do cérebro após uma semana de jogos violentos em casa, disse Yang Wang, MD, professor assistente de pesquisa no Departamento de Radiologia e Imagem Ciências da Indiana University School of Medicine, em Indianápolis. Essas regiões do cérebro são importantes para controlar a emoção e comportamento agressivo.

Para o estudo, 22 homens adultos saudáveis, entre 18 a 29 anos, foram divididos aleatoriamente em dois grupos de 11. Membros do primeiro grupo foram instruídos a jogar um videogame de tiro por 10 horas, em casa, por uma semana. O segundo grupo foi orientado a jogar durante duas semanas.

Durante o fMRI, os participantes completaram uma tarefa de interferência emocional, apertando botões de acordo com a cor das palavras apresentadas visualmente. Palavras que indicam ações violentas foram intercaladas entre as palavras não-violentas.

Os resultados mostraram que após uma semana de jogo violento, os membros do grupo 2 apresentaram menor ativação no lobo frontal inferior esquerdo durante a tarefa emocional e menos ativação do córtex anterior durante a tarefa de contagem, em comparação com ao grupo 1. Essas descobertas indicam que o vídeogame violento tem um efeito a longo prazo no funcionamento do cérebro, o Dr. Wang.

Pesquisadores: Co-autores são Tom Hummer, Ph.D., William Kronenberger, Ph.D., Kristine Mosier, DMD, Ph.D., e Vincent P. Mathews, MD Esta pesquisa é apoiada pelo Centro de sucesso dos pais, Indiana.

Comer peixe reduz risco de doença de Alzheimer

As pessoas que comem peixe assado ou grelhado semanalmente podem melhorar a saúde do cérebro, reduzindo risco de desenvolver transtorno cognitivo leve (MCI) e doenças como o Alzheimer.

Este é o primeiro estudo a estabelecer uma relação direta entre consumo de peixe, a estrutura do cérebro e do risco de Alzheimer, disse Cyrus Raji, MD, Ph.D., da Universidade de Pittsburgh Medical Center e da University of Pittsburgh School of Medicine. Os resultados mostraram que pessoas que consumiam peixe assado ou grelhado pelo menos uma vez por semana tiveram melhor preservação do volume de matéria cinzenta na ressonância magnética em áreas do cérebro em situação de risco para a doença de Alzheimer.

Doença de Alzheimer é uma incurável, doença cerebral progressiva que destrói lentamente a memória e habilidades cognitivas. Os resultados também demonstraram aumento dos níveis de cognição em pessoas que comiam peixe assado ou grelhado. Comer peixe frito, por outro lado, não foi mostrado para aumentar o volume do cérebro ou proteger contra o declínio cognitivo.

Pesquisadores: Co-autores estão Kirk Erickson, Ph.D., Oscar Lopez, MD, Lewis Kuller, MD, Michael H. Gach, Ph.D., Paul Thompson, Ph.D., Mario Riverol, MD, Ph.D., e James Becker, Ph.D.

PORTAL DA SAÚDE

SESAI capacita profissionais para atender aldeias

Programa é a primeira política nacional para tratar da Saúde Bucal dos povos indígenas. Serão investidos R$ 40,7 milhões nas duas fases do projeto

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) realiza entre os dias 29 de novembro a 2 de dezembro, em Brasília(DF), a capacitação Brasil Sorridente Indígena. O objetivo é ampliar o acesso ao atendimento odontológico nas aldeias, estruturando e qualificando os serviços de saúde bucal nos DSEIs. A oficina vai contar com a participação de 50 profissionais de saúde bucal dos três Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEIs) que farão parte da fase 1 do programa Brasil Sorridente Indígena. São eles: DSEIs Xavante (MT), Alto Rio Solimões (AM) e Ato Rio Purus (AC).

Essa é a primeira política nacional elaborada especificamente para tratar da saúde bucal desses povos. O intuito principal desta capacitação é fornecer todo o insumo técnico e teórico para o atendimento de qualidade.

No lançamento do programa, em abril, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que serão investidos R$ 40,7 milhões (Fase 1 e Fase 2) para implantação e estruturação desse programa para toda a população indígena do Brasil. A partir do ano que vem, o valor de custeio passa a ser de R$ 36,5 milhões, por ano. O investimento engloba a contratação de profissionais, aquisição de consultórios portáteis, equipamentos de apoio e material de consumo.

Fase 1

O programa será executado em duas etapas. Inicialmente, o Ministério da Saúde adquiriu 37 consultórios odontológicos portáteis e 37 Kits de instrumental clínico odontológico. Com duração de seis meses, esta fase irá zerar as necessidades das comunidades indígenas em três DSEIs: Xavante (MT), Alto Rio Purus (AC/AM/RO) e Alto Rio Solimões (AM), que juntos, têm uma população aproximada de 70 mil indígenas. São os três maiores Distritos do país. Nas aldeias, os profissionais trabalharão para resolver os principais problemas bucais graves e urgentes, incluindo o processo de reabilitação protética para quem já perdeu os dentes.

A equipe para esses três DSEIs é formada por 26 cirurgiões-dentistas, 11 auxiliares de saúde bucal (ASB) e 10 técnicos de saúde bucal que receberão treinamento específico para atendimento a essa população, observando um protocolo diferenciado para as especificidades e características das etnias.

Além disso, a SESAI enviou aos três distritos 74 mil Kits de higiene bucal, composto por escova dental adulto/infantil e creme dental fluoretado. O material será doado à população indígena durante as atividades de promoção e prevenção.

O programa também pretende implantar nove Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e nove Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD), nos mesmos três DSEIs.

Fase 2

O Programa Brasil Sorridente Indígena reorganizará o atendimento integral em saúde bucal em todos os 34 DSEI do país. Para tanto, o Ministério da Saúde iniciou o processo de compra de consultórios portáteis e kits instrumentais para equipar as 514 equipes de saúde bucal que atuarão quando o programa for estendido para todo o Brasil.

As medidas previstas no Brasil Sorridente Indígena são coordenadas pelo Ministério da Saúde e executadas pelos DSEIs. O Distrito Sanitário é a unidade central do Subsistema de Atenção a Saúde Indígena. Ele é o responsável pelas atividades técnicas e qualificadas de atenção básica à saúde. No Brasil, são 34 unidades, que não são divididos por estados, mas estrategicamente com base a ocupação geográfica das comunidades indígenas. Além dos DSEIs, a estrutura de atendimento conta com postos de saúde, com os Polos Bases e as Casas de Saúde do Índio (CASAIS).

Consultórios portáteis: As localidades para intervenção nas aldeias são de difícil acesso geográfico, podendo ser feito por barco e outros meios de transporte até as aldeias, e permitirão atendimentos básicos e especializados. Cada Unidade Odontológica Móvel é composta por cadeira odontológica, kit de pontas (“motorzinho do dentista”), cadeira, refletor, amalgamador, fotopolimerizador (utilizado para preparar o material de restauração), raio-x odontológico e autoclave (usado na esterilização do material). As unidades também possuem ar-condicionado, pia para lavagem de mãos, reservatórios de água, armários e, acoplado ao veículo ou ao barco, um gerador de energia.

Serviço:

Capacitação Brasil Saúde Indígena

Onde: Hotel, St. Peter, Brasília (DF).

Quando: Entre os dias 29 de novembro a 2 de dezembro.

Horário: 9h às 18h.

PORTAL DA SAÚDE

Paraíba recebe mais uma UPA 24 horas

Unidade inaugurada no município de Guarabira receberá R$ 100 mil mensais do Ministério da Saúde. SAMU 192 deverá ser universalizado no estado até o próximo mês de fevereiro, reforçando a rede de urgência e emergência no estado

Representantes do Ministério da Saúde participaram neste sábado (26), em Guarabira (PB), da inauguração de mais uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) no estado. A nova unidade amplia a assistência à população do município e reforça a rede de urgência e emergência na região, diminuindo a demanda do Hospital Regional de Guarabira. Para o início do funcionamento desta UPA, o Ministério da Saúde garantirá o repasse de R$ 100 mil por mês, valor que poderá dobrar após a qualificação do atendimento.

“As UPAs fazem parte de uma política importante, que traz a organização do atendimento a partir da classificação do risco para a saúde do paciente. É uma evolução na assistência em urgência e emergência no Brasil”, destacou Mozart Sales, chefe de gabinete do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo adiantou, a meta para a Paraíba é universalizar, até fevereiro, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) em todo o estado.

O SAMU e as UPAs compõem a Rede de Atenção às Urgências do SUS, também conhecida como Saúde Toda Hora. “O Ministério da Saúde vai fortalecer a parceria com as secretarias estadual e municipais de saúde para melhorar o atendimento aos cidadãos desta região e de toda a Paraíba”, completou Mozart Sales, acompanhado do diretor do Departamento de Apoio à Gestão Estratégica e Participativa do ministério, André Luiz Bonifácio.

NOVOS LEITOS

De acordo com o governador do estado, Ricardo Coutinho, a UPA de Guarabira contribuirá significativamente para a qualificação do atendimento no Hospital Regional do município, que, também neste sábado, recebeu 35 novos leitos. “Esta UPA e o acréscimo na quantidade de leitos do hospital vão produzir um reflexo extremamente positivo para a população de Guarabira e região ao preencherem uma lacuna que havia na assistência à saúde destas pessoas”, disse o governador.

CORREIO DO ESTADO

Técnica de estimulação do cérebro pode reverter Alzheimer

Acreditava-se que o encolhimento do cérebro, a deterioração de suas funções e a perda de memória associados ao Mal de Alzheimer eram irreversíveis. A equipe da Universidade de Toronto, no entanto, está usando uma técnica conhecida como Estimulação Cerebral Profunda, que envolve a aplicação de eletricidade em certas regiões do cérebro.

Em dois pacientes, o processo esperado de deterioração da área do cérebro associada à memória não apenas foi revertido como também voltou a crescer. As conclusões do estudo foram anunciadas durante uma conferência da Society for Neuroscience em Washington, nos Estados Unidos, em novembro, mas ainda não foram publicadas.

A Estimulação Cerebral Profunda vem sendo usada em milhares de pacientes com Mal de Parkinson e, mais recentemente, Síndrome de Tourette e depressão. No entanto, não se sabe ainda com precisão como a técnica funciona.

O procedimento é feito sob anestesia local. Um exame de ressonância magnética identifica o alvo dentro do cérebro. A cabeça é mantida em uma posição fixa, uma pequena região do cérebro é exposta e eletrodos são posicionados próximo à região do cérebro a ser estimulada. Os eletrodos são conectados a uma bateria que é implantada sob a pele perto da clavícula.

Comentando o novo estudo, o professor John Stein, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, disse: "A maioria das pessoas diria que não sabemos por que isso funciona". A teoria de Stein é que, no Mal de Parkinson, células do cérebro ficam presas em um padrão de descargas elétricas seguidas por silêncios e, depois, novas descargas.

A estimulação contínua e em alta frequência perturbaria esse ritmo, sugere o especialista. Ele admite, no entanto, que "nem todo mundo aceitaria essa descrição".

Mistério

Sabe-se ainda menos sobre que papel a estimulação do cérebro poderia ter sobre o Mal de Alzheimer. Na doença, a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma das primeiras a encolher. Nela funciona o centro de memória, convertendo memória de curto prazo em memória de longo prazo.

Danos a essa região produzem alguns dos primeiros sintomas do Mal de Alzheimer: perda de memória e desorientação. Nos estágios finais da condição, células morreram ou estão morrendo em todo o cérebro.

O estudo canadense envolveu seis pacientes com a condição. A estimulação foi aplicada ao fórnix, a parte do cérebro que leva mensagens ao hipocampo.

O chefe do estudo, Andres Lozano, disse que o grau esperado de encolhimento do hipocampo em pacientes com Alzheimer é em média 5% ao ano. Após 12 meses de estimulação, um dos pacientes teve um aumento de 5% e, outro, 8%. "Quão importantes são esses 8%? Imensamente importantes. Nunca vimos o hipocampo crescer em (pacientes com) Alzheimer em nenhuma circunstância", disse Lozano à BBC. "Foi uma descoberta incrível para nós. Esta é a primeira vez que se demonstra que a estimulação do cérebro em um ser humano faz crescer uma área do seu cérebro."

Em relação aos sintomas, o especialista disse: "Um dos pacientes está melhor após um ano de estimulação do que quando começou, então seu Alzheimer foi revertido, digamos assim".

Lozano disse que experimentos feitos em animais demonstraram que esse tipo de estimulação pode criar mais células nervosas. Stein disse estar "muito animado" com os primeiros resultados, mas o fator crítico seria poder demonstrar "se suas memórias melhoraram".

Milhares de pacientes com Mal de Parkinson já foram tratados com Estimulação Cerebral Profunda. A médica Marie Janson, da entidade beneficente britânica Alzheimer's Research UK, disse que seria significativo se o encolhimento do cérebro pudesse ser revertido. "Se você pudesse retardar o começo do Alzheimer por cinco anos, você cortaria pela metade o número de pessoas afetadas".

Para testar se a técnica está realmente funcionando e se assegurar de que o resultado obtido não foi um simples acaso, a equipe canadense vai fazer uma pesquisa maior.

"Uma palavra de cautela é apropriada, isto é apenas o princípio e um número muito pequeno de pacientes está envolvido".

Em abril, os pesquisadores pretendem inscrever cerca de 50 pacientes com grau médio de Alzheimer. Todos terão eletrodos implantados, mas apenas metade terá os aparelhos ligados. A equipe vai comparar os hipocampos dos dois grupos para verificar se existem diferenças.

Eles estão estudando especificamente pacientes com graus leves de Alzheimer porque dos seis pacientes estudados, apenas os dois que tinham sintomas leves melhoraram. Uma teoria que estão considerando é que após um certo grau de danos, pacientes atingem um ponto a partir do qual não existe retorno.

AGENDA


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html


- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios e hospitais

Dia 9 de dezembro

Rua Augusto Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba - PR

(41) 3254-1772

www.fehospar.com.br

ana@fehospar.com.br

O Sindipar, Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba mais um curso de recepção médica para clínicas, consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro. As vagas são limitadas. Ha condições especiais para instituições associadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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