Leia
nesta edição:
- Governo
libera recursos para reestruturação
tecnológica de hospitais universitários
- Busca por
escala já reduz custos
- Mais áreas
na mira para terceirizar
- Muito espaço
ainda para crescer
- Exposição
de cartuns abre atividades do Dia Mundial de Luta contra a
Aids
- Enxaqueca
pode aumentar o risco de depressão, diz estudo
- Justiça mantém decisão
que autoriza Anvisa a conceder registro de antidepressivo com
escitalopram
- Ministério da Saúde envia representante para
acompanhar surto de gripe suína no CE
- Ministério da Saúde:
aids aumenta em jovens homossexuais
- Aumenta
para 13 o número de casos de gripe A no Ceará
- Núcleo tem até dezembro para apresentar diagnóstico
das emergências de hospitais do Rio
- 13 novidades
científicas
sobre radiologia
- SESAI capacita profissionais para atender aldeias
- Paraíba
recebe mais uma UPA 24 horas
- Técnica de estimulação do cérebro
pode reverter Alzheimer
Terça-feira,
29.11.11
AGÊNCIA
BRASIL
Governo
libera recursos para reestruturação tecnológica
de hospitais universitários
O Ministério da Saúde fixou recursos no valor
de R$ 99,9 milhões para investimento na reestruturação
tecnológica de 87 hospitais universitários federais.
A portaria foi publicada hoje (29) no Diário Oficial da
União.
O Fundo Nacional
de Saúde deverá providenciar
a transferência do montante ainda este mês. Os recursos
vão financiar a aquisição de equipamentos
médico-hospitalares e a execução do plano
de trabalho.
A medida
faz parte do Programa Nacional de Reestruturação
dos Hospitais Universitários Federais, que dispõe
sobre o financiamento compartilhado dessas unidades pelos ministérios
da Saúde, da Educação e do Planejamento.
Em outra
portaria, o Ministério da Saúde habilita
municípios a receberem recursos destinados à aquisição
de equipamentos e material permanente para estabelecimentos de
saúde, como parte dos programa de Atenção
Básica de Saúde, da Assistência Ambulatorial
e Hospitalar Especializada e da Segurança Transfusional
e Qualidade do Sangue e Hemoderivados.
VALOR
ECONÔMICO
Busca
por escala já reduz
custos
Estratégia que une empresas e negócios da área
de saúde amplia margens de lucro e vira tendência
no setor
No final
de agosto do ano passado, a Dasa anunciou a compra da MDI Participações. Porém, no último
mês de outubro, a operação foi suspensa pelo
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Até que
ocorra o julgamento final pelo órgão antitruste,
as empresas precisarão manter os negócios em separado,
preservando as estruturas prévias à negociação.
Isso inclui segregar a administração dos estabelecimentos
e manter o nível de emprego, além da não
adoção de políticas comerciais uniformes.
A MDI Participações é dona de três
laboratórios: Pró-Echo Cardiodata, CDPI - Clínica
de Diagnóstico por lmagem, Clínica de Ressonância
e Multi-Imagem e Laboratórios Médicos Dr. Sérgio
Franco Ltda. Todos com atuação concentrada na capital
fluminense. Mas a polêmica da operação está no
fato de a MDI ter entre seus acionistas o empresário Edson
Godoy Bueno, fundador da Amil, e a JPlSPE Empreendimentos e Participações,
controladora da Amil Participações. Por isso, de
acordo com o Cade, a fusão da MDI com a Dasa reforçaria
o poder de mercado da Amil e poderia dificultar a entrada ou
a atuação de outros planos de saúde em determinadas
praças, já que precisam das redes de laboratórios,
como referenciadas, para viabilizar suas operações.
A estratégia de aquisições não é novidade
nas duas empresas. A Dasa tem somado clínicas de medicina
diagnóstica aos laboratórios e a Amil, hospitais
e clínicas médicas, além de outras operadoras
de planos de saúde. Essa consolidação, verificada
com o ritmo de fusões e aquisições,é uma
tendência natural do mercado, na visão de Carlos
Del Nero, da K2 Consultoria. "Um mercado maduro é concentrado
e verticalizado", acredita. E por que as empresas se motivam
a verticalizar suas operações? "Para controlar
custos", resume Del Nero. Nesse formato, explica, busca-se
integrar a cadeia produtiva com o intuito de gerenciar as operações
em cada uma das etapas e serviços, apropriando-se das
margens.
Conforme
lago Whately, analista da Fator Corretora, quanto maior a escala,
menor a
despesa com custos fixos. No caso da Amil,
comenta, já é possível medir o impacto do
crescimento. Entre 2004 e 2007 - ano em que a Amil realizou seu
IPO (oferta pública inicial, pela sigla em inglês),
o peso das despesas gerais sobre a receita era de 18,1%, em média.
Entre 2008 e 2010, este indicador caiu para 16,5%.
Luis Motta,
sócio da área de Corporate Finance
da KPMG no Brasil, lembra que a consolidação nesse
setor também foi impulsionada coma abertura de capital
de algumas empresas. Nesse grupo está a Amil. Desde 2007,
foram dez operações, que permitiram à operadora
fortalecer sua rede própria de atendimento. Naquele ano,
foram adquiridas a Blue Life, a Medcard e a Clinihauer. Em 2008,
foi a vez da Ampla, Life System, Casa de Saúde Santa Lúcia,
no Rio de janeiro, e Hospital de Clínicas de Brasília,
no Distrito Federal. A Medial Saúde foi adquirida em 2009
e no ano passado foi a vez da ASL, no Rio Grande do Norte, e
da Saúde Excelsior, em Pernambuco.
Mas há operadoras que têm financiado sua estratégia
de verticalização com recursos próprios,
como a Intermédica, do grupo Notre Dame, que inaugurou,
em setembro, o Hospital e Maternidade Sacré-Coeur, na
capital paulista, após investimentos de R$ 30 milhões.
Este é o nono hospital a compor a rede própria
da Intermédica,que tem ainda cinco maternidades, nove
prontos-socorros e 90 centros clínicos. E está construindo
seu décimo hospital, também na capital paulista.
A Intermédica também somou aquisições à estratégia
de expansão orgânica, focando o interior do Estado
de São Paulo e o Nordeste. Em 1998, adquiriu a HPS Saúde,
com atuação em Jundiaí e região,
e a Samho-intermédica, de Sorocaba e região, no
ano seguinte. Em 2004, reforçou a participação
no Nordeste, com a compra da Norclínicas Sistema de Saúde,
e em 2009 voltou os olhos ao interior paulista, comprando a Medicamp
Assisténcia Médica, em Campinas.
De acordo
com Motta, da KPMG, parte do movimento de fusão
também tem origem nas mudanças na regulação
do setor, como as exigências publicadas, pela Agência
Nacional da Saúde (ANS), sobre medidas mínimas
para carteiras. João Carlos Regado, presidente da Golden
Cross, concorda. "O custo de manutenção para
atender às exigências legais é alto",
comenta. Por isso, como algumas empresas não conseguiram
responder aos novos parâmetros regulatórios,identificaram
na venda uma alternativa. "Principalmente as operadoras
com hospitais próprios", destaca.
No segmento
de laboratórios, a consolidação
tem sido liderada por Dasa e Fleury, ambos listados na bolsa
de valores. E assim como no caso de algumas operadoras de saúde,
com o ritmo acelerado após seus respectivos IPOs. A Dasa,
por exemplo, adquiriu 15 empresas - com a MD1 - desde 2004, ano
em que estreou na bolsa de valores. Já o Fleury, que fez
seu IPO no final de 2009, adquiriu neste ano o Labs D'Or, no
Rio de janeiro. Segundo o presidente da companhia, Omar Hanauche,
foi a aquisição mais relevante. "Há o
desafio da integração, pelo fato de serem 57 unidades
de atendimento", comenta. A operação, fechada
em julho, foi estimada em R$ 1,19 bilhão. Metade disso
será paga com recursos levantados no IPO e a outra metade,
por meio de troca de ações.
A Labs D'Or
foi a segunda operação deste ano.
Em fevereiro, o Fleury comprou a Diagnoson, na Bahia, por R$
52,3 milhões. Antes disso, o Fleury adquiriu 26 empresas.
Segundo Hauache, no início de novembro, o grupo anunciou
a emissão de até R$ 450 milhões em debêntures. "Uma
parte pode ser usada se tiver oportunidades. Há negociações
em curso", afirma.
O ritmo de
consolidação de hospitais é bem
mais lento. O setor, explica Henrique Frizzo, advogado do escritório
Trench, Rossi e Watanabe, sofre restrições ao acesso
a capital estrangeiro. Há projetos de lei que procuram
permitir a participação minoritária de investidores
de fora, mas, enquanto as mudanças não acontecem,
os hospitais buscam se financiar com recursos próprios.
Um dos raros movimentos é o do Hospital e Maternidade
Santa Joana, de São Paulo. Em 2000, adquiriu a Maternidade
Pro Matre Paulista e, em 2009, incorporou a Maternidade Perinatal,
no Rio de Janeiro.
A necessidade
de gerar caixa e bancar-se com recursos próprios
faz com que alguns hospitais diversifiquem suas operações
e ofereçam outros produtos, como planos de saúde
próprios. Em pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi,
a pedido do Sindhosp, foi constatado que 32,7% dos hospitais
consultados indicaram ter planos de saúde próprios,
mas com baixa representatividade no faturamento.
Os hospitais
também são penalizados pela concentração
de planos de saúde e de laboratórios. "O poder
econômico sobre a prestador de serviços (no caso,
o hospital) é descomunal", destaca Fernando Barreto,
sócio da Primeira Consulta, consultoria especializada
na área de saúde. A força da negociação
e o impacto sobre o hospital ficam claros ao analisar outro dado
da pesquisa do Vox Populi: o segmento hospitalar tem, em média,
43 planos cadastrados. Desses, apenas 28 reajustaram o valor
das diárias e taxas hospitalares, concedendo um índice
de 4,5% em três anos, período em que a inflação
medida pelo IGP-M foi de 21,31%. Além disso, 13 operadoras
reduziram o valor das diárias e taxas hospitalares em
16,7%, em média.
VALOR
ECONÔMICO
Mais áreas
na mira para terceirizar
Martha Funke
Alimentação,gerenciamento eletrônico de
documentos e software aumentam as oportunidades de novos negócios
Os processos
de consolidação, verticalização
e profissionalização do segmento hospitalar no
Brasil abrem oportunidades de negócios para fornecedores
de áreas que, até recentemente, nem eram cogitadas
para terceirização. Com operações
complexas, os hospitais aglutinam atividades distintas, como
construção, alimentação e lavanderia,
comércio dos materiais vendidos durante o atendimento
e, claro, serviços médicos. Isso obriga a aquisição
de produtos que vão de abacates a tomógrafos, cimento,
desinfetantes e softwares. Algum conservadorismo e busca por
ganhos de escala, porém, ainda mantém internalizados
até serviços como limpeza e segurança uma
decisão reforçada, por exemplo, pela redução
de encargos trabalhistas para entidades filantrópicas.
Em alimentação, como o potencial dos hospitais
ainda é enorme, as empresas especializadas desenham ofertas
específicas e ressaltam a contribuição de
seus processos e metodologias para o processo de certificação
das instituições. Com argumentos desse tipo, a
Sodexo Puras, gigante de R$ 2 bilhões anuais, nascida
da fusão das duas marcas neste ano,já serve perto
de80 mil refeições por dia para40hospitais e espera
repetir neste ano o crescimento de 20% na área, segundo
o diretor Sérgio Caires. Ele calcula que a penetração
do serviço, de 95% no setor industrial, não passa
de 13% no mercado hospitalar. "Em segurança e limpeza
fica em 20%", registra. A empresa aposta em conceitos como
soluções para dietas de pacientes Douceurs (oncológica),
Maternea (maternidade), pediátrica e cardiológica,
além de oferta alimentar de fácil deglutição,
mas com sabor e aparência mais elaborados.
A GRSA, empresa
do Compass Group (EUA), segunda no ranking local das fornecedoras
de alimentação, segue o caminho
da personalização da oferta ao paciente com o programa
Catering to You, adotado por clientes como o Hospital Paulistano.
Além de opções diárias para escolha
pelo paciente, a ala vip ganhou menu mais sofisticado, garçom
e visitas do chefe de cozinha. Ao mesmo tempo, investe no conceito
de comfort-food, incluindo de pratos com sabor caseiro e visitas
diárias de nutricionistas a pacientes até carrinhos
de conveniência para acompanhantes e lanches especiais
para centros cirúrgicos. De acordo com Regina Belelli,
diretora da divisão saúde, responsável por
quase 15% do faturamento da empresa, a estratégia colaborou
para o crescimento de 35% no número de hospitais atendidos
em 2010, hoje perto de cem, com cerca de 8 mil leitos. O resultado
foi apoiado também pela busca de certificações
pelos hospitais e pelo crescimento em cidades sede de jogos d
a Copa do Mundo, já que a exigência de um número
mínimo de leitos expandiu a oferta. "Mas no mercado
privado de hospitais só 4% do serviço é terceirizado",estima
a executiva.
Já a Gran saporé, do empresário Daniel
Mendes, investiu na alta gastronomia. Com faturamento anual próximo
de R$1bilhão, aposta na praticidade para atrair a clientela.
A empresa atende a dez hospitais, como o CopaD'Or, no Rio de
janeiro. Um de seus diferencia sé a tecnologia de pré-preparo,
desenvolvida há tempos para render mais produtividade
em linhas industriais. Outro é a sofisticação. "No
paulista Nove de Julho oferecemos serviços premium com
mordomo, maitre e prataria para pacientes e visitantes",
descreve Mendes. Ele estima crescimento de 15% neste ano do faturamento
com o setor, que compõe 10% do resultado da empresa."Tem
muito espaço para crescer", diz.
Os próprios hospitais, porém, insistindo na autogestão,
são os principais concorrentes ao negócio. O grupo
D'Or, hoje com 22 unidades, é um dos que só terceirizam
serviços como alimentação e limpeza em unidades
menores, sem escala. O vice presidente institucional, José Roberto
Guersola, explica que o objetivo é garantir qualidade
e menor custo -só são contratados serviços
especializados como segurança, com regulamentação
e autorizações próprias, e parque de impressão,
por ser mais barato. Por outro lado, a rede fornece serviços
de metodologia e gestão e já tem dois hospitais
clientes. "Levamos pessoas, treinamos um time de suporte
e integra mas essas unidades em nossos processos contratados
corporativamente, como recursos humanos, folha de pagamentos,
finanças e controladoria, tecnologia da informação,
compras e suprimentos",enumera.
A centralização de compras acompanha o movimento
de consolidação. No Hospital Paulistano, cliente
da GRSA, o contrato de serviços de impressão está sendo
revisto pela Amil, que quer atender o grupo todo. Como a alimentação
está longe de ser uma commodity, o hospital investiu em
diferenciais como carrinhos franceses, que asseguram o aquecimento
ou a refrigeração dos alimentos. "Agiliza
o processo", explica Márcio Arruda, diretor-médico
da instituição. Segundo ele, a decisão pelo
fornecedor externo foi tomada por motivo simples: manter o foco
no paciente "Tem gente que sabe comprar abacates melhor
que nós", resume. O mesmo argumento serve para a área
de lavanderia, serviço prestado pela Hospitalar.
Com cinco
unidades, o Hospital São Camilo caminha no
sentido inverso. Construiu uma lavanderia própria em Osasco
(SP)e serve 150 mil refeições mensais por conta
própria. Instituição filantrópica,
evita terceirizar processos que envolvam mão de obra,
concentrando-se em serviços técnicos, como manutenção
de equipamentos. Em 2008, consolidou sua central de compras de
produtos com a plataforma de cotação eletrônica
Bionexo,integrada ao seu sistema de gestão (ERP). Com
a medida, a equipe de compras consegue gerir aquisições
no valor de 400 milhões de reais ao ano com oito pessoas "A
redução de custo médio na compra chegou
a 30%", comemora o diretor financeiro e de serviços
compartilhados, Emanoel Toscano.
A centralização, diz, rendeu padronização
de 90% dos medicamentos e materiais, responsáveis por
60% dos gastos com produtos. O próximo passo é centralizar
a aquisição de serviços. Por enquanto, estão
sendo definidas políticas de mensuração
de qualidade para fornecedores como a data supri, de produtos
para escritório, e a Simpress, recém contratada
para outsourcing de impressão. Uma das metas é sustentar
o processo em curso de acreditação da American
Joint Comission o hospital já possui a certificação
da Organização Nacional. de Acreditação
(ONA) e a Acreditação Internacional Canadense,
da Accreditation Canada.
A Simpress,
que recentemente fechou contrato também com
o Hospital São Rafael, de Salvador (BA), atende a cerca
de 50 clientes na área da saúde. Seu presidente,
Vittori dane si, observa que algumas características diferenciam
o setor.Uma é a legislação,que obriga impressão
e armazenagem de um grande número de documentos assinados
por pacientes.Outra é a dificuldade de implantação
de pools de impressão, adotados em outros segmentos para
reduzir o parque de equipamentos e impraticável no caso
de dados confidenciais de pacientes. "Os clientes do segmento
estão ainda começando o processo de automatização
do fluxo eletrônico de documentos", diz.
Para driblar
uma das dificuldades deste processo, a integração
com os sistemas de gestão, a Lexmark adquiriu em 2010
a Perceptive, especializada em gerenciamento eletrônico
de documentos (GED), que criou uma ferramenta capaz de buscar
em imagens digitalizadas, como de documentos, os campos necessários
para informações exigidas por ERPs. "A plataforma
foi tropicalizada há menos de seis meses", diz o
diretor-geral da companhia no Brasil,CarlosBretas. Com a iniciativa,
a fabricante uniu-se à fornece dora de sis temas de gestão
hospitalar MV Sistemas na Green Soluções sem Papel.
Para o diretor de marketing da terceirizada Tecnoset, Paulo Fodor,
a facilidade de integração pode acelerar a automatização
de processos nos hospitais. Com 35 instituições
de saúde respondendo por um terço de seu faturamento,
a prestadora de serviços é parceira da Hitachi
Data Systems e da Cisco para atuar em outsourcing de impressão,
ECM, storage e segurança de rede junto a clientes como
Albert Einsin e Ana Costa (SP) e hospitais públicos como
Otávio de Freitas (PE). "O maior crescimento neste
ano está ocorrendo no setor público", diz
Fodor.
A área pública é o foco da fluminense Eco,
fornecedora de soluções de gestão do sistema
e das unidades de saúde com clientes como a secretaria
estadual do Rio de Janeiro e o município de Campos (RJ). "Os
produtos são baseados em web e permitem cobertura do serviço
de ponta a ponta", descreve o diretor-médico, Marcos
de Sousa. O potencial de negócios com sistemas de gestão
no Brasil é enorme. A Frost & Sullivan apontou que
em 2010 só 17% dos hospitais usavam ferramentas desse
tipo. Além do cenário favorável,outra tendência é a
interoperabilidade dos sis temas, a exemplo das soluções
de impressão, inclusive com equipamentos médicos.
Uma das chaves é o padrão web. Para ir neste caminho,
a MV investiu R$ 30 milhões nos últimos três
anos e lançou um sistema para dispositivos móveis
que permite acessar dados como lista de pacientes, resumo clínico,
prescrição, evolução e anamnese e
o Prontuário Médico Eletrônico (PEP) Mobile,
também para plataformas móveis. "A integração é um
ponto-chave, inclusive para interligar a cadeia", diz o
presidente da MV, Paulo Magnus.
A empresa
gaúcha chegou a Recife nos anos 1990 na onda
do crescimento do polo hospitalar e do Porto Digital. Hoje, concentra
na cidade metade de seus quase 800 colaboradores e está investindo
perto de R$ 8 milhões em uma nova sede. Oferece soluções
que vão da gestão do fluxo de pacientes até uma
plataforma completa, por meio da qual o paciente tem seu dado
registrado em base única com acesso por todos os envolvidos
Estado, planos de saúde, hospitais privados e filantrópicos. "Estamos
fazendo isso no Espírito Santo", indica Magnus, que,
além da verticalização dos sistemas, aposta
na descentralização da empresa para atendimento
nacional.
A também especializada Wheb, nascida em Blumenau (SC)
e adquirida no ano passado pela Philips, já criou mais
de 60 módulos para cobrir o complexo ambiente hospitalar
e uma cadeia que inclui laboratórios, centros médicos,
consultórios e operadoras de planos de saúde. A
desenvolvedora registra 390 clientes usuários e até o
fim de 2012 deve consolidar seus sistemas em ambiente web. "A
operação em saúde ainda busca melhores processos
ao redor do mundo", diz a diretora comercial, Solange Plebani.
O Samaritano é um dos usuários que colaboram neste
sentido. O sistema da Wheb entrou em operação em
2009 e, segundo o gerente de tecnologia da in formação,
Klaiton Simões, está implantando melhorias definidas
em conjunto com os médicos para um modelo de prescrição
mais amigável. Neste ano, a instituição
complementou seu projeto de prontuário eletrônico
implantando 1,7 mil certificados digitais para aumentar a segurança
do processo.
O crescimento
do mercado leva à customização
de ofertas. Um exemplo é o da Kimberly Clark. Neste ano
passou a manter aqui seus kits para atender a demandas do cirurgião
brasileiro em quesitos como tamanho do avental e técnicas
cirúrgicas. De acordo com. Cesar Carvalho, country manager
da divisão de Health Care, ocres cimento anual atinge
25%, embora apenas uma em cada cinco cirurgias locais sejam feitas
com material de uso único. "O potencial estimado
do mercado é de 250 milhões de dólares anuais",
contabiliza.
VALOR
ECONÔMICO
Muito
espaço
ainda para crescer
Apenas 24,5%
da população brasileira tem acesso
aos planos de assistência médica e hospitalar. Empresas
miram classes C, D e E
O mercado
privado de saúde-segmento que inclui operadoras
e seguradoras de saúde, hospitais e outros participantes
movimenta, no Brasil, cerca de US$ 70 bilhões ao ano,
de acordo com estudo desenvolvido pela consultoria de gestão
Primeira Consulta, especializada na área de saúde.
Este volume faz com que o país ocupe a quinta posição
entre os maiores mercados do mundo, atrás apenas de Estados
Unidos, China e Alemanha.
Ao observar
outro dado, o de beneficiários, este número
ganha outra proporção, ditando o potencial que
esse mercado tem para crescer. De acordo com a Agência
Nacional de Saúde (ANS), os planos privados de assistência
médica somavam, em setembro, 46,6 milhões de beneficiários.
Eram 30,7 milhões em dezembro de 2000.Ou seja, apenas
24,5% da população brasileira tem acesso a serviços
privados na área de saúde.
Não é à toa, portanto, que muitas empresas
do setor vêm se movimentado para reforçar suas participações.
Sobretudo as operadoras de planos de saúde. "O movimento
de consolidação é uma tendência natural",
acredita Fernando Barreto, sócio da Primeira Consulta. "Foi
no mundo inteiro e será aqui", afirma.
A Amil, por
exemplo, adquiriu dez empresas nos últimos
cinco anos, operações que incluíram desde
concorrentes até clínicas e hospitais. Outra operadora
que também vem mostrando apetite é a Intermédica,
do grupo Notre Dame. Por meio de aquisições e investimentos
próprios, montou uma estrutura que conta com nove hospitais,
cinco maternidades, nove prontos-socorros e 90 centros clínicos
próprios espalhados pelo território brasileiro.
O formato
de negócios perseguido tanto pela Amil como
pela Enter médica é o que o mercado dá o
nome de verticalização. Nele, o objetivo é gerenciar
o custo ao longo da cadeia de serviços, potencializando
os ganhos em cada uma das etapas. "Quando verticaliza, apropria-se
da margem", explica Barreto. "Existe uma grande busca
de eficiência" observa.
Márcio Coriolano, presidente da Bradesco Saúde,
a maior empresa do setor em patrimônio líquido,
destaca que "não existe modelo pronto ou ideal para
a saúde suplementar". Para ele, "há vários
modelos, que coexistem".
Nesse ambiente
estão medicinas de grupo, cooperativas
médicas, seguradoras de saúde, autogestões
e entidades filantrópicas. "Quem adota o modelo de
verticalização acredita integrar melhor a cadeia
produtiva", explica Coriolano. Porém, destaca, "não
há evidencia que mostre que eficiência vem da verticalização".
Na Bradesco
Saúde, que é uma seguradora, a estratégia
escolhida é ter produto e gestão. "Somos mais
que uma administradora de planos", afirma. "Somos uma
gestora dos recursos que os clientes nos confiam quando contratam
um plano de saúde", resume.
Esse foco
em gerenciamento de recursos também é destacado
por Gabriel Portella, vice presidente de saúde e odontológico
da SulAmérica, a segunda maior em patrimônio. "Vamos
continuar com essa trajetória porque tem se mostrado bem
sucedida", afirma, ao comentar que, neste ano, já se
contabiliza um crescimento de 18%.
Enquanto
as operadoras buscam ganhar escala ao longo da cadeia de valor
desse segmento,
as seguradoras mostram sua força
com a carteira de clientes. Quanto mais numerosa, maior o poder
de fogo na negociação com fornecedores, como hospitais. "Aliamos
nossa experiência em gestão de risco e boas negociações",
resume Portella. "É um modelo que permite expansão
e se mostra vencedor",acredita.
João Carlos Regado, presidente da Golden Cross, acredita
que a melhor estratégia para ampliar a rede é por
meio do credenciamento. "É mais fácil do que
crescer com hospital próprio", afirma. Para ele,
o fato de não concorrer com parte dos referenciados amplia
o poder de fogo da operadora na negociação. Além
dessa vantagem, Regado ainda enumera outros aspectos que, para
ele, representam desvantagens da verticalização.
Uma delas é a possibilidade de implicações
mais significativas no Judiciário, por meio de erros médicos. "É um
risco que o modelo referenciado atenua", diz.
Trata-se
de um ponto de vista relacionado diretamente com o modelo de
negócio. Na ponta oposta estão as cooperativas,
nicho de mercado em que se destaca a Unimed. O que diferencia
esse formato dos demais, na opinião de Eudes Aquino, presidente
da Unimed do Brasil, é o fato de as unidades serem geridas
pelos médicos, que também são donos. Dessa
forma,explica,"o resultado positivo é reinvestido
no negócio"
Aquino informa
que a Unimed, sob cuja bandeira estão
362 cooperativas espalhadas pelo Brasil, possui a segunda maior
rede hospitalar do país. "Só fica atrás
apenas das santas casas." São 110 hospitais próprios. "Além
de nos dar autonomia e manter um padrão de qualidade e
atendimento, permite racionalizar custos", explica.
O estudo
feito pela consultoria de gestão Primeira Consulta
detalha a penetração dos planos de saúde
nas diferentes classes sociais. A curva é decrescente.
No topo da pirâmide, 76% das pessoas tem acesso a esses
serviços.O percentual cai para 60% na classe B e para
39% na classe C. Nas classes D e E, por sua vez, o percentual é de
7%. A baixa penetração nas classes C, D e E, na
verdade, representa hoje uma grande oportunidade, aliada ao momento
econômico que o pais vive, com a expansão de renda.
Isso tem feito com que as empresas voltem sua atenção
para esses públicos.
A ponte que
está sendo construída, na visão
de Eduardo Vidigal, diretor da Marítima Saúde,
tem como pilares de sustentação as pequenas e médias
empresas. O aquecimento da economia, comenta, tem absorvido pessoas
que antes não tinham acesso a serviços privados
de saúde "Não tinham acesso, montam empresa
e conseguem um custo mais acessível",destaca.
As empresas
são as principais compradoras dos planos
de saúde. Segundo a ANS, dos 46,6 milhões de beneficiários,
76,7% estão ligados a empresas. Carlos Del Nero, sócio
da K2 Consultoria, destaca que as tendências desse mercado
serão determinadas pela população que paga
pelos serviços. Como as empresas respondem pela maior
parte, a expansão desse mercado está ligada à economia
formal, à geração de empregos."O grande
desenvolvimento desse mercado está nas regiões
metropolitanas, que é onde há renda", acre
dita.
Vidigal,
da Marítima, comenta que o atual foco em pequenas
e médias empresas quebra inclusive um paradigma. "O
que se via, até aqui, era uma espécie de 'rouba-monte'
no segmento de grandes empresas", comenta. "Com as
pequenas e médias, o mercado vê um crescimento exponencial." Tal
cenário, prevê, deve manter-se até 2016.
A Bradesco
Saúde também está atenta a esse
nicho de público. "É nosso segmento prioritário
de atuação", destaca Coriolano. "É o
que aproxima o negócio para as classes C e D, porque é nas
pequenas e médias empresas que estão as pessoas
de menor renda", afirma.
Coriolano
assinala que já são percebidos resultados
dessa estratégia. Entre janeiro e setembro deste ano,
o faturamento da Bradesco Saúde cresceu 21,7% sobre o
mesmo períodode2010. Porém, ao isolar o segmento
de pequenas e médias empresas, a expansão foi de
30,5%. "O grande combustível do crescimento recente
tem sido nesse segmento de pequenas e médias empresas",
afirma.
A forma de
abordar a classe C também está na pauta
da Unimed, de acordo com Aquino, "Estamos discutindo a criação
de um nicho de produto que atenda a esse contingente", comenta.
A grande preocupação, destaca, é formular
um produto que de fato seja acessível, de forma a reter
esse público.
A manutenção desses novos entrantes será o
grande desafio das empresas, na opinião de Barreto, da
Primeira Consulta. "Por mais que se consiga trazer gente
nova ao sistema, os custos fazem com que seja difícil
reter", afirma.
Isso acontece
pelo que o mercado denomina de "inflação
hospitalar". Aquino, da Unimed, comenta que os custos para
o atendimento em saúde superam os valores que acabam sendo
cobrados dos participantes. Ele exemplifica com os investimentos
em tecnologia, que são altos. "A medicina é a única área
em que o avanço da tecnologia encarece os procedimentos",
comenta. "Não temos liberdade de repassar os custos
para as prestações", diz, pelo fato de os
reajustes serem regulados pela ANS.
Barreto destaca
que o mercado de planos de saúde tem
crescido, em receitas, 14% ao ano, enquanto os preços
médios de planos de saúde tem evoluído 9%
ao ano. "O grande aumento das receitas do segmento ainda
advém de um aumento expressivo nos preços dos planos." Assim,
explica, os reajustes são muito superiores à inflação
e ao aumento de renda da população. "A escalada
dos preços pode tornar-se um inibidor do desenvolvimento
do mercado", acredita.
É por essa razão que, a seu ver, tem surgido várias
alternativas no mercado para aliviar esse aumento dos custos.
Basta observar o que tem ocorrido em boa parte das empresas,
que são as que pagam a maior parte dos planos. Hoje, muitos
funcionários precisam arcar com parte dos custos, formato
que ganhou o nome de co pagamento ou coparticipação.
Além disso, também esbarram em restrições,
tanto de uso e perfil de rede de prestadores como de acesso de
outros membros da família, como dependentes.
Nesse contexto,
Barreto acredita que será difícil
reter esse público. "Fidelizar o cliente da classe
C será complicado", acredita. Por essa razão,
afirma, "o mercado irá crescer, mas não na
velocidade que se imagina". O desafio de gerenciar os custos,
contudo, não se limita à inflação
médica. Del Nero, da K2, alerta para o envelhecimento
da população, fator que também tende a causar
impactos ao sistema de saúde.
De acordo
com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), a proporção de idosos vem crescendo. Em
1991, as pessoas acima de 65 anos correspondiam a 4,8% da população.
Em 2000, eram 5,9% e, neste ano, chegam a 7,4%, ou 14 milhões.
No mesmo período, o grupo até 14 anos passou de
34,7% para 29,6% e, finalmente, para 24,1%. "O envelhecimento
da população muda o perfil da demanda e da relação
entre receita e despesa", explica Del Nero.
Este assunto,
de fato, já está no radar das empresas
ouvidas pelo Valor. Mas as iniciativas mencionadas se restringem ä prevenção.
A Bradesco Saúde, por exemplo, está focada em desenvolver
atividades que incluem desde palestras até tratamentos
crônicos. "Estamos investindo na melhor qualidade
de vida para reduzir riscos", explica Coriolano.
A Golden
Cross também tem apostado na prevenção.
Regado, seu presidente, comenta que, inclusive, ela chega a conceder
abatimentos nas mensalidades para os clientes da terceira idade
que cumprem rigorosamente a rotina de exames de prevenção.
Tais fatores,
que desenham um cenário de desafios para
as operadoras e seguradoras de saúde, tornam-se ainda
maiores ao observar a estrutura da maior parte dessas empresas. "O
mercado ainda não está maduro", acredita Del
Nero. E argumenta sua opinião sobre três pontos:
gestão não profissional, frágil sistema
de informação sobre o setor e acesso restrito a
capital.
O problema
de gestão reflete, em grande parte, o fato
de muitas empresas terem sido fundadas por famílias e
até mesmo por profissionais da área de saúde. "Temos
visto uma evolução, com uma tendência recente
de absorver profissionais de outros setores, o que irá ajudar
na profissionalização", diz.
A Unimed,
por exemplo, tem se movimentado nesse sentido. Aquino comenta
que, desde
2004, vem trabalhando para qualificar sua
equipe, por meio da Fundação Unimed, criada para
esse fim. "O treinamento é constante",comenta.neste
ano, a Unimed aproximou-se do Instituto Brasileiro de Governança
Corporativa (IBGC) para discutir alternativas para alinhar as
boas práticas de governança corporativa à realidade
de uma cooperativa. Uma das mudanças que decorreram desse
processo foi a incorporação de um membro independente
aos conselhos de administração que a Unimed possui.
Aquino explica que há um conselho confederativo e cada
Estado tem um conselho de administração. O membro
independente se somaria a essa estrutura.
Essa revisão de processos, conta, também abriu
uma discussão sobre o modelo de funcionamento das Unimeds.Hoje,
cada uma das 362 cooperativas atua de maneira independente, o
que inclui atividades que vão desde a venda de planos
até a gestão da rede de atendimento. A ideia, afirma,
seria adotar a formato de "operadora prestadora". "Seria
um fator para o equilíbrio da gestão", acredita.
Nesse formato, as operadoras maiores, de determinadas localidades,
passariam a concentrar as trabalhos administrativos e comerciais,
transformando as outras, menores, em espécie de filiais. "Nenhuma
delas perderia status, nem poder de voto, nem nada", explica
Aquino."E o custo operacional seria reduzido", prevê.
AGÊNCIA
BRASIL
Exposição
de cartuns abre atividades do Dia Mundial de Luta contra a
Aids
O Centro
Cultural do Ministério da Saúde (CCMS)
inaugura hoje (29), às 10h, na sede do Núcleo Estadual
do ministério no Rio (Nerj), o Festival Internacional
de Humor em DST e Aids. Desde 2004, a mostra percorreu países
como a Áustria, os Estados Unidos, o México e a
Suíça, além de vários estados brasileiros,
exibindo trabalhos de artistas de 50 países.
O evento
marca o início das atividades referentes ao
Dia Mundial de Luta Contra a Aids, comemorado em 1º de dezembro,
e é resultado de uma parceria entre o CCMS e o Programa
de Promoção e Atenção à Saúde
do Servidor (Pass), desenvolvido pelo Ministério da Saúde.
A mostra
ficará no hall do Nerj até 9 de dezembro.
São 300 cartuns, selecionados de 1,5 mil trabalhos.
O GLOBO ONLINE
Enxaqueca
pode aumentar o risco de depressão, diz estudo
Pessoas que
sofrem com dores de cabeça muito fortes correm
mais riscos de desenvolver depressão clínica, sugere
um novo estudo, realizado por especialistas do Canadá.
A pesquisa, publicada na revista Headache (dor de cabeça
em português), ainda sugere que as pessoas com depressão
clínica também têm grandes chances de ter
enxaqueca. De acordo com os pesquisadores, porém, essa
segunda descoberta pode ter sido feita ao acaso.
Para a líder da equipe, Geeta Modgill, da Universidade
de Calgary, aqueles que sofrem de enxaqueca e depressão
precisam conhecer os sinais de ambos os males, já que
sofrer de um deles pode significar vir a ter o outro.
Enxaquecas
são dores de cabeça latejantes, às
vezes em apenas um lado da cabeça, que podem vir acompanhadas
de náuseas e sensibilidade à luz. Às vezes,
elas podem ser precedidas de perturbações visuais
conhecidas como 'auras'. Depressão é um transtorno
mental grave definida por um conjunto de sintomas que podem incluir
a tristeza, a insônia, a fadiga e dormência emocional.
Para realizar
esse novo estudo, a equipe de Modgil utilizou dados da Pesquisa
Nacional de Saúde da População
Canadense, que avaliou mais de 15 mil pessoas, a cada dois anos,
entre 1994 e 2007. No geral, cerca de 15% delas tiveram depressão
e cerca de 12% sofreram enxaquecas ao longo desses 12 anos.
Casos de
depressão foram significativamente mais comuns
entre as pessoas que apresentaram enxaqueca no início
do estudo - 22% dos pacientes com enxaqueca também tinham
depressão, versus 14,6% daqueles que não tinham
a doença.
Esse fato
mostrou que pessoas com enxaqueca têm 80% mais
probabilidade de desenvolver depressão do que pessoas
sem essas dores de cabeça. A ligação também
se manteve quando foram analisadas outras influências,
como idade e sexo.
Pessoas com
depressão também mostraram ter 40%
mais probabilidade de desenvolver enxaqueca do que os não
deprimidos, mas essa relação não era tão
forte quanto a primeira. Além disso, a associação
desapareceu quando os dados foram ajustados para o estresse e
o trauma de infância.
Segundo os
pesquisadores, certas situações vividas
na infância podem alterar a forma como o cérebro
responde ao estresse mais tarde, mas este tipo de estudo não
serve para destrinchar os efeitos biológicos. A pesquisa
também não pode determinar causa e efeito para
o link percebido entre a depressão e a enxaqueca.
Apesar de
nenhum mecanismo evidente, Geeta Modgill afirmou que 'algo
está acontecendo aqui', merecendo ser estudado. "O
próximo passo deve focar em como explorar esta informação
e de que forma ela poderá ser usada por médicos",
disse a pesquisadora.
Segunda-feira, 28.11.11
AGÊNCIA
BRASIL
Justiça mantém decisão
que autoriza Anvisa a conceder registro de antidepressivo com
escitalopram
A Corte Especial
do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
manteve decisão que autoriza a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) a conceder registro
de antidepressivos genéricos e similares que tenham o
princípio ativo escitalopram. O poder de concessão
foi questionado pelo laboratório Lundbeck Brasil, fabricante
de medicamentos para tratamento de distúrbios do sistema
nervoso central.
A empresa
entrou com uma ação judicial para impedir
que a Anvisa concedesse registro de medicamentos a base do princípio
ativo a outros fabricantes, que utilizassem informações
de testes contidos em um dossiê apresentado pela Lundbeck
Brasil no processo de registro do antidepressivo Lexapro, que
tem em sua fórmula escitalopram. A empresa argumentou
que já há no mercado remédios similares
e discorda de um aumento da oferta de genérico com a liberação
pra outros laboratórios.
O ministro
Felix Fischer já havia negado o processo da
empresa. O colegiado do STJ reiterou a decisão do relator.
De acordo com o ministro, “a manutenção da
decisão é medida que se impõe, a fim de
afastar o risco de enfraquecimento da política pública
dos medicamentos genéricos adotada pelo país, inquestionavelmente
valiosa à população, sobretudo à parcela
de menor poder aquisitivo”.
RÁDIO
TABAJARA
Ministério da Saúde envia representante para acompanhar
surto de gripe suína no CE
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério
da Saúde, Jarbas Barbosa, visitará o Ceará nos
próximos dias para acompanhar o surto de H1N1 registrado
no município de Pedra Branca, no Sertão Central,
onde 11 casos foram confirmados pela Secretaria de Saúde
na última sexta-feira (25).
Em entrevista
ao jornal Alerta Geral nesta segunda-feira (28), o secretário de Saúde Arruda Bastos afirmou que
ainda hoje deve ser definido uma campanha específica de
vacinação para a região, para os grupos
que não foram vacinados no último trabalho desenvolvido
pelo Ministério da Saúde.
"Grande parte da população está imunizada
porque a vacina deste ano já contemplava H1N1, e a vacina
de 2010 foi feita especifica para o vírus. O que alertarmos é que
as pessoas que não foram vacinadas sejam acompanhadas
com maior atenção", ressaltou Arruda Bastos.
"Quem tiver sintoma de gripe, não vá à escola,
ao trabalho, limpe com alcool gel objetos que foram tocados,
reforce alimentação, e que estiver com os sintomas
procure os postos de saúde", alertou o secretário.
O secretário Arruda Bastos afirmou ainda que nesta manhã estará reunindo
toda a equipe da Secretaria de Saúde do Estado para apresentar
os resultados realizados desde a semana passada em Pedra Branca.
PORTAL TERRA
Ministério da Saúde:
aids aumenta em jovens homossexuais
A presença do vírus HIV em jovens homossexuais
entre 15 e 24 aumentou entre 1990 e 2011, segundo informou nesta
segunda-feira o Ministério da Saúde. Há 21
anos, 25,2% dos homens nesta faixa etária infectados com
o vírus da aids faziam sexo com outros homens. Esse percentual
quase dobrou este ano, atingindo 46,4%.
De acordo
com a previsão do ministério, a chance
de um jovem gay estar infectado pelo HIV é aproximadamente
13 vezes maior quando se compara este grupo com os jovens em
geral. Na campanha de 2011 para o dia mundial de luta contra
a aids, celebrado no próximo dia 1º de dezembro,
o ministério vai propor a discussão contra o preconceito
e a discriminação dessa população.
O aumento
da presença do vírus HIV nessa população
específica é considerado preocupante pelo ministro
da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, o foco da pasta
na próxima campanha contra a aids será esse grupo,
incluindo os jovens travestis.
"Estamos buscando entender os aspectos de vulnerabilidade
dos jovens gays, e quando falamos neles, também temos
que falar dos travestis. Temos uma preocupação
específica com isso, com entender a vulnerabilidade desse
setor. Achamos que para esse público não falta
conhecimento: 95% deles sabem que a melhor forma de prevenir
a aids HIV é a camisinha", afirmou Padilha.
O crescimento
do número de pessoas infectadas nessa faixa
da população é uma tendência mundial,
segundo relatório do programa de HIV/aids das Nações
Unidas (Unaids). Em 2010, houve mais de sete mil novas infecções
por dia em todo o mundo, sendo 34% em jovens entre 15 e 24 anos.
Com isso, a determinação da Unaids é que
os países reduzam pela metade a transmissão sexual
do vírus da aids entre jovens gays até 2015.
Outro grupo
que ganhará a atenção redobrada
do ministério é o de mulheres jovens, entre 13
e 19 anos. Segundo dados da pasta, esta é a única
faixa etária em que há mais mulheres infectadas
pelo HIV do que homens. No geral, 0,41% da população
feminina brasileira tem o vírus da aids, contra 0,82%
dos homens. Em 2011, 137 meninas nessa faixa etária foram
identificadas como portadoras do vírus, contra 110 meninos.
A quantidade de mulheres entre 13 e 19 anos infectadas pelo HIV é maior
que a de homens pelo menos desde 1998.
Diminuição do número
de mortes
Houve uma
diminuição do número de óbitos
causados pelo vírus da aids no Brasil. Em 2009, 12,097
mil pessoas morreram por conta de doenças decorrentes
do HIV, contra 11,965 em 2010. Desde 1980 (quando foi registrado
o primeiro caso de pessoa com o vírus no País)
até 2011, 241,5 mil pessoas já morreram por causa
da aids ¿ de um universo de 608,2 mil infectados desde
então. O coeficiente de mortalidade, no entanto, permanece
estável em 6,3 mortes a cada 100 mil habitantes.
ESTADÃO.COM.BR
Aumenta
para 13 o número de casos de gripe A no Ceará
Subiu para
13 o número de casos confirmados da gripe
A em Pedra Branca, a 262km de Fortaleza, no Ceará, segundo
confirmou nesta segunda-feira, 28, a Secretaria Estadual de Saúde.
A suspeita é de que a transmissão tenha ocorrido
através de uma pessoa da cidade que teve contato com um
paciente infectado pelo vírus em São Paulo.
Além dos 13 casos de influenza pandêmica (H1N1)
confirmados, outros dois casos foram descartados e três
amostras serão reprocessadas, entre as 18 amostras analisadas.
Ao todo, segundo a secretaria, foram notificados 286 casos.
De acordo
com a secretaria, foram atendidos no pronto-socorro do Hospital
Municipal de
Pedra Branca, entre os dias 18 e 23
deste mês, 51 estudantes de Escola de Ensino Profissional
do município e um professor, além de 20 pessoas
que não fazem parte do grupo escolar, mas que eram contatos
dos adolescentes doentes.
A suspeita é de que a contaminação tenha
ocorrido por meio de um professor que teve contato com um paciente
infectado pelo vírus H1NI em São Paulo. O docente
passa bem, segundo a secretaria.
A secretária de Saúde de Pedra Branca, Tânia
Leite, acredita que cortadores de cana-de-açúcar,
que saíram da cidade para trabalhar no Estado de São
Paulo e voltaram agora para passar o fim do ano em casa, levaram
o vírus para Pedra Branca. De acordo com a Sesa, os pacientes
estão sendo acompanhados por técnicos da Vigilância
Epidemiológica.
A secretaria
informou que, neste ano, 17 mil dos 43 mil habitantes da cidade
foram
vacinados contra a gripe suína. A imunização
atingiu 94% das crianças com menos de 1 ano, 95% dos idosos,
80% das grávidas e 66,7% dos profissionais de saúde.
A imunização, segundo informou Manoel Fonseca,
diretor da Sesa, é válida por um ano. Ele disse
que não é possível realizar uma nova campanha
para imunizar o restante da população de Pedra
Branca, porque não existe estoque suficiente da vacina
no País. De acordo com Fonseca, as poucas doses que ainda
existem no Rio Grande do Sul estão prestes a vencer.
A secretária de Saúde de Pedra Branca afirmou
que a situação na cidade está sob controle,
apesar da pequena quantidade de médicos existentes no
município: apenas 14.
Muitos moradores
de Pedra Branca estão usando máscaras
para evitar o contágio. O secretário de Saúde
do Ceará, Arruda Bastos, esteve no sábado na cidade,
onde se reuniu com profissionais de saúde.
Na reunião, Bastos e os profissionais traçaram
estratégias de prevenção para evitar que
a doença se alastre mais. O secretário considerou
que não há necessidade de todas as escolas da cidade
suspenderem as aulas para impedir a contaminação.
A secretaria orientou os estudantes que apresentarem sintomas
de gripe a ficarem em casa.
AGÊNCIA
BRASIL
Núcleo tem até dezembro para apresentar diagnóstico
das emergências de hospitais do Rio
Depois de
20 dias do lançamento do programa SOS Emergências
pelo governo federal, o Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar
(NAQH), instalado no Hospital Municipal Miguel Couto e no Hospital
Estadual Albert Schweitzer, ambos no Rio, tem até o dia
8 de dezembro para apresentar um diagnóstico inicial das
unidades, apontando as primeiras medidas a serem adotadas no
setor.
O diretor-geral
do Miguel Couto, Luiz Alexandre Essinger, adiantou que a emergência da unidade vai ser reestruturada, visando
ao acolhimento do paciente e à redução do
tempo que ele aguarda para ser atendido. “O dinheiro é importante,
mas o programa não é só colocar dinheiro,
além do dinheiro para a compra de equipamentos, também é feita
uma reestruturação do atendimento", disse.
Ainda de
acordo com o diretor do hospital, os profissionais que atuam
na emergência receberão qualificação,
a partir dos novos métodos de trabalho que serão
implantados na unidade. Segundo ele, um grupo de saúde
composto por enfermeiros, auxiliares e representantes do serviço
social será encarregado de identificar a prioridade no
atendimento do paciente que chegar à emergência.
Para dar
início ao programa, o Ministério da Saúde
liberou recursos de R$ 3,6 milhões para o hospital aplicar
na realização de obras e aquisição
de novos equipamentos, que serão definidos após
avaliações feitas pelo núcleo. O grupo é formado
pelos coordenadores dos serviços de urgência e emergência
das unidades e centrais de internação e por um
representante do gestor local.
Lançado em Brasília no dia 8 de novembro pela
presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, o programa será implantado em mais oito capitais:
Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Brasília (DF),
São Paulo (SP), Belo Horizonte (BH), Goiânia (GO)
e Porto Alegre (RS).
O S.O.S Emergência é uma estratégia do Ministério
da Saúde, em parceria com estados e municípios,
que vai qualificar a gestão e o atendimento nas emergências
de grandes hospitais do país que atendem pelo Sistema Único
de Saúde (SUS). O planejamento é para que até 2014,
o programa chegue às 40 maiores unidades de saúde
brasileiras.
SAÚDE
WEB
13
novidades científicas
sobre radiologia
Entre as
maiores conferências programadas ao longo dos
seis dias de conteúdo do RSNA a maior assembléia
de radiologia anual do mundo (Radiological Society of North America)
-, 13 são destaques em termos de tecnologia e comprovações
científicas.
Caminhos
Cerebrais Funcionais em Crianças com Déficit
de Atenção / Hiperatividade (TDAH)
Por meio
da Ressonância Magnética Funcional (fMRI),
investigadores identificaram anormalidades nos cérebros
de crianças com déficit de atenção
/ hiperatividade (TDAH), que podem servir como um biomarcador
para a desordem, de acordo com um estudo divulgado durante o
RSNA (Radiological Society of North America), em Chicago (EUA).
O TDAH é uma das doenças mais comuns na infância.
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, não
há um único teste capaz de diagnosticar uma criança
com o transtorno. Diagnosticar o TDAH é muito difícil
por causa de sua grande variedade de sintomas comportamentais,
disse o pesquisador Li Xiaobo, Ph.D., professor assistente de
radiologia no Albert Einstein College of Medicine, em Nova York.
Estabelecer
um biomarcador de imagem confiável do TDAH
seria uma grande contribuição para o campo.
Os pesquisadores
submeteram 18 crianças com o transtorno
(faixa etária 9-15 anos) ao fMRI. Para cada participante,
a ressonância produziu um mapa de ativação
cerebral que revelou quais regiões do cérebro se
tornou ativada enquanto a criança realizava determinada
tarefa. Os pesquisadores então compararam os mapas cerebrais
a ativação dos dois grupos.
Em comparação ao grupo de controle normal, as
crianças com TDAH mostraram atividade funcional anormal
em várias regiões do cérebro envolvidas
no processamento de informações a atenção
visual. Os pesquisadores também descobriram que a comunicação
entre regiões do cérebro durante o processamento
visual foi interrompido nas crianças com ADHD.
O que isto
nos diz é que as crianças com TDAH
utilizam diferentes vias de funcionamento do cérebro para
processar as informações, disse Li.
Pesquisadores:
Coautores são Shugao Xia, Ariane Kimball
e Craig Branch, Ph.D.
Restrição de calorias melhora a função
cardíaca em pacientes obesos e diabéticos
A dieta de
baixa caloria elimina a dependência de insulina
e melhora a função cardíaca de pacientes
obesos com diabetes tipo 2, segundo um estudo apresentado durante
o Radiological Society of North America (RSNA). É impressionante
ver como uma intervenção relativamente simples
de uma dieta baixa em calorias efetivamente cura a diabetes mellitus
tipo 2, disse o principal autor do estudo, Sebastiaan Hammer,
MD, Ph.D., do Departamento de Radiologia da Leiden University
Medical Center, na Holanda.
Usando ressonância magnética cardíaca, os
pesquisadores analisaram a função cardíaca
e gordura pericárdica em 15 pacientes, incluindo sete
homens e oito mulheres com diabetes tipo 2 antes e após
quatro meses de uma dieta composta de 500 calorias diárias.
Mudanças no índice de massa corporal (IMC) também
foram avaliadas.
Os resultados
mostraram que a restrição calórica
resultou em uma redução no IMC de 35,3 para 27,5
em quatro meses. A gordura do pericárdio diminuiu de 39
mililitros (ml) para 31 ml.
Hammer salientou
que estes resultados sublinham a importância
de incluir estratégias de imagem nestes tipos de regimes
terapêuticos.
Pesquisadores:
Co-autores são W. Jan Smit, MD, Ph.D.,
Johannes A. Romijn, MD, Ph.D., Jacqueline Jonker, MD, Marieke
Snel, MD, Albert De Roos, MD, Hildo Cordeiro, MD, e Rutger W
. Van Der Meer, MD
Imagem 3D facilita transplante de face humana
A combinação de imagens médicas convencionais
e técnicas em 3D oferecem nova esperança às
vítimas de graves lesões faciais. Resultados de
um novo estudo sobre transplante de rosto humano, liderada por
Darren M. Smith, MD, residente de cirurgia plástica da
Universidade de Pittsburgh Medical Center (UPMC), foram apresentados
durante o Radiological Society of North America (RSNA)
As imagens
médicas desempenham um papel importante em
todo o processo de transplante de face, desde a seleção
de doadores, beneficiários e planejamento cirúrgico,
até a avaliação pós-operatória
do motor de retorno e função sensorial. Transplante
de rosto é um procedimento moroso, complicado, que envolve
a reconstrução de vários tecidos, como pele,
músculo, vasos sanguíneos, nervos e ossos.
Atualmente,
para se preparar para os modelos de plástico
facial transplante, ou gesso são inicialmente baseados
criado em 3-D TC ou angiografia ou reconstrução.
Depois disso, zombam dissecações de cadáveres
são realizados para permitir que os cirurgiões
para planejar as cirurgias doador e receptor. Exames de imagem
de ressonância magnética e outros também
podem ser utilizados para fornecer informações
suplementares.
Ao combinar
informações de vários exames
de imagem e sofisticado software de imagem 3-D, os pesquisadores
conseguiram avaliar com maior precisão a estrutura facial
e seus contornos, osso subjacente, músculos, nervos e
vasos, bem como a extensão dos danos .
Os médicos Smith e Gorantla, junto com Joseph Losee,
MD, integraram 3-D CT, angiografia TC, RM, de alta definição,
criar um modelo 3-D da cabeça do paciente e da anatomia
do pescoço.
Tomografia computadorizada recria violino Stradivarius
Uma tomografia
computadorizada (TC) de imagens e técnicas
de fabricação avançadas foi usada por uma
equipe de especialistas para reproduzir um violino Stradivarius
1704.
Para criar
um violino com as mesmas características do
Stradivarius, o radiologia Steven Sirr, MD, de FirstLight Medical
Systems em Mora, Minnesota, trabalhou com fabricantes de violino.
O violino original foi digitalizado com um detector CT 64, e
mais de 1.000 imagens CT foram convertidas em arquivos, que podem
ser lidos por um roteador controlado por um programa de computador
chamado CNC. Com o CNC, feito sob medida para o projeto, o pesquisador
esculpiu as partes traseira e dianteira e placas de rolagem do
violino. F
Hormônio do Crescimento aumenta a formação óssea
em mulheres obesas
Em um novo
estudo apresentado durante o Radiological Society of North
America
(RSNA), a reposição de hormônio
de crescimento por seis meses aumenta a formação óssea
do abdômen de mulheres obesas.
Esta é a primeira vez que os efeitos do hormônio
de crescimento sobre o osso têm sido estudados na obesidade,
disse o principal autor do estudo, Miriam A. Bredella, MD, um
radiologista do Massachusetts General Hospital e professor assistente
de radiologia da Harvard Medical School, em Boston. O hormônio
do crescimento é extremamente importante para a saúde óssea,
e as mulheres com gorduras abdominais têm ossos mais fracos
e níveis de hormônios de crescimento reduzidos.
O estudo
mostrou que 32% das mulheres tinham perda óssea.
Depois de seis meses, as mulheres que receberam hormônio
de crescimento desenvolveram formação óssea,
aumento da gordura da medula óssea e massa muscular, e
maiores níveis de vitamina D.
Pesquisadores:
Co-autores são Eleanor Lin, Daniel J.
Brick, Anu Gerweck, Lindsey M. Harrington, Martin Torriani, MD,
Bijoy Thomas, MD, Anne Klibanski, MD, e Karen Miller, MD Esta
pesquisa foi suportada pelo National Institutes of Health (NIH
concede R01 HL-077674 e K23 RR-23090).
Uma
bola de futebol pode levar a lesões cerebrais
Usando um
diffsuin tensor imaging (DTI) para estudar os efeitos do futebol,
os
pesquisadores descobriram que os jogadores que
cabecearem uma bola com alta freqüência têm
anormalidades cerebrais semelhantes aos encontrados em lesões
cerebrais traumáticas (TBI) pacientes.
A avançada técnica DTI de ressonância magnética
(RM) permite que os pesquisadores avaliem as mudanças
microscópicas na matéria branca do cérebro,
que é composta de milhões de fibras nervosas chamadas
de axônios que atuam como cabos de comunicação
conectando várias regiões. DTI produz uma medida,
chamada anisotropia fracionada (FA), do movimento das moléculas
de água ao longo de axônios. Em substância
branca saudável, a direção do movimento
da água é bastante uniforme e medidas em alta FA.
Quando o movimento da água é mais aleatória,
os valores FA diminuem.
Michael L.
Lipton, MD, Ph.D., diretor associado do Centro de Pesquisa
de Ressonância Magnética Gruss no Albert
Einstein College of Medicina e diretor médico dos serviços
de ressonância magnética no Montefiore Medical Center,
em Nova York conduziu, juntamente com outros colegas, exames
de DTI em 32 jogadores amadores de futebol (idade média:
30,8 anos), os quais têm desempenhado o esporte desde a
infância. Eles compararam as imagens cerebrais dos que
deram cabeçadas com mais freqüência e os restantes.
Entre os
dois grupos, houve diferenças significativas
na FA em cinco regiões do cérebro. As regiões
identificadas pelos pesquisadores são responsáveis
pela atenção, memória, funcionamento executivo
e funções de ordem superior visual.
O que nós mostramos aqui é prova irrefutável
de que há alterações no cérebro que
se parecem com lesão cerebral traumática, como
resultado da posição de uma bola de futebol com
alta freqüência, disse Dr. Lipton. Dado que o futebol é o
esporte mais popular em todo o mundo e é jogado extensivamente
por crianças, estas são conclusões que devem
ser levados em consideração, a fim de proteger
os jogadores de futebol.
Pesquisadores:
Coautores são Namhee Kim, Ph.D., Molly
Zimmerman, Ph.D., Richard Lipton, MD, Walter Stewart, Ph.D.,
Edwin Gulko, MD, e Craig Branch, Ph.D.
Novo estudo Suporta mamografia em mulheres a partir dos 40
Mulheres
na faixa dos 40 sem histórico familiar de câncer
de mama são tão propensas a desenvolver câncer
de mama como as mulheres com histórico familiar da doença.
Esses achados indicam que as mulheres nessa faixa etária
se beneficiariam de mamografia preventiva anual.
Acreditamos
que este estudo demonstra a importância da
mamografia para as mulheres nessa faixa etária, que está em
oposição às recomendações
emitidas pela Força-Tarefa de Serviços Preventivos
dos EUA, disse Stamatia V. Destounis, MD, radiologista e sócio-diretor
da Elizabeth Wende Cuidados com o peito, LLC, em Rochester, NY.
Pesquisadores:
Co-autores são Jenny Song, MD, Posy Seifert,
DO, Philip Murphy, MD, Patricia Somerville, MD, Wende Logan-Young,
MD, Andrea Arieno, BS, e Renee Morgan, RT
Simulador
de Parto Melhora a Segurança das mulheres
Um software
de computador combinado com ressonância magnética
(MRI) do feto pode ajudar os médicos a avaliar melhor
uma mulher em potencial para um parto difícil. O bebê deve
mover-se através de uma seqüência específica
de manobras. Uma falha no processo, como uma cabeça voltada
para o lado errado na hora errada, pode resultar em um parto
difícil.
A mecânica do canal de nascimento humano para fazer um
processo de entrega muito complicado comparado ao de outros mamíferos,
disse Olivier Ami, MD, Ph.D., um obstetra no Departamento de
Radiologia da Antoine Béclères Hospital, Université Paris
Sud, França. Nós agora temos simulado por computador
parto para identificar potenciais problemas.
Usando o
novo software, chamado PREDIBIRTH, o médico
Olivier Ami, MD, Ph.D., obstetra no Departamento de Radiologia
da Antoine Béclères Hospital, Université Paris
Sud, França e sua equipe processaram ressonâncias
de 24 mulheres grávidas. O resultado foi uma reconstrução
tridimensional (3-D) da pélvis e do feto, juntamente com
72 trajetórias possíveis da cabeça do bebê pelo
canal do parto. Com base nessas simulações, o programa
marcou cada probabilidade de mães de parto normal.
Pesquisadores:
Co-autores são Lucie Cassagnes, MD, Jean-Francois
Uhl, MD, Didier Lemery, MD, Ph.D., Vincent Delmas, Gérard
Mage, MD, Ph.D., e Louis Boyer, MD
Nova
tecnologia proporciona aos pacientes Controle de Compartilhamento
de Imagens
Médicas
Pacientes
de três grandes instituições médicas
podem controlar o compartilhamento de suas imagens médicas
e relatórios com seus médicos e prestadores de
serviços médicos. Ao facilitar o acesso aos exames
de imagem para pacientes e médicos, a rede potencialmente
reduz exames desnecessários, minimiza a exposição à radiação
do paciente e permite mais segurança na hora da tomada
de decisão.
David S.
Mendelson, MD, chefe de informática clínica
no The Mount Sinai Medical Center, em Nova York cidade e membro
do Comitê de Informática Radiologia RSNA coordena
projeto, lançado em 2009, através de um contrato
de US$ 4,7 milhões com o Instituto Nacional de Imagem
Biomédica e Bioengenharia (NIBIB) para construir uma rede
de compartilhamento de imagens médicas, centrada no paciente,
segura. A iniciativa permite que o paciente acesse as informações
através de registros pessoais de saúde (PHR), sem
depender de CDs.
Para garantir
a privacidade do paciente, o projeto baseia-se no tipo de sistemas
de segurança usados pelos bancos.
Os pacientes recebem um código de oito dígitos
e, em seguida, criam uma senha ou PIN conhecido apenas por eles.
Auto-referência
leva a mais exames negativos para Pacientes
Os médicos que têm um interesse financeiro em equipamentos
de imagens são mais propensos a submeterem seus pacientes
a exames de imagem por vezes desnecessários, de acordo
com um estudo apresentado durante o Radiological Society of North
America (RSNA). Este fato tem aumentado os custos médicos,
segundo Ben E. Paxton, MD, residente de radiologia no Duke University
Medical Center, em Durham, NC.
Entre 2000
e 2005, a propriedade ou locação de
equipamentos de ressonância magnética por não-radiologistas
cresceu 254%, em comparação com 83% entre os radiologistas.
Os EUA Government Accountability Office (GAO) relataram que a
proporção de não-radiologistas de faturamento
de imagens mais do que dobrou de 2000 a 2006. Durante esse mesmo
período, as taxas de utilização de imagem
por não-radiologistas que controlam encaminhamento de
pacientes cresceu 71%.
Eles revisaram
500 exames consecutivos de diagnóstico
de ressonância magnética da coluna lombar ordenados
por dois grupos ortopédicos dos EUA. O primeiro grupo
tinha interesse financeiro no equipamento de ressonância
magnética (F1), e o segundo não tinha (NF1).
Houve 86%
mais exames negativos no grupo FI que o grupo NFI, indicando
um número significativamente maior de exames
desnecessários.
Pesquisadores:
Co-autores são Mateus Lungren, MD, Sin
Jung-Ho, Ph.D., e Peter Kranz, MD 11. Risco de ataque cardíaco
difere entre homens e mulheres
As conclusões sobre coronária angiografia por
Tomografia computadorizada (CTA), um teste não-invasivo
para avaliar as artérias coronárias, mostram cenários
de risco diferentes para homens e mulheres, de acordo com um
estudo apresentado hoje no Radiological Society of North America
(RSNA).
Doença arterial coronariana (DAC) é um estreitamento
dos vasos sanguíneos que fornecem sangue e oxigênio
para o coração. É causada por um acúmulo
de gordura e outras substâncias que formam placas nas paredes
dos vasos. De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention,
a doença cardíaca é a principal causa de
morte para homens e mulheres em os EUA
Pesquisadores
da Universidade Médica da Carolina do Sul
analisaram os resultados de CTA coronária em 480 pacientes
com idade média de 55 anos, com dor torácica aguda.
Aproximadamente 65% dos pacientes eram mulheres e 35% eram homens.
A possibilidade de síndrome coronariana aguda foi descartada
para cada um dos pacientes.
Usando CTA
coronárias, os pesquisadores foram capazes
de determinar o número de segmentos de navios com a placa,
a gravidade da obstrução e da composição
da placa.
A última scanners CT são capazes de produzir imagens
que nos permitem determinar se a placa é calcificada,
não calcificadas ou mista, disse John W. Nance Jr., MD,
atualmente residente de radiologia no Hospital Johns Hopkins,
em Baltimore, Md .
Pesquisadores:
Co-autores são U. Joseph Schoepf, MD,
Christopher Schlett, MD, Garrett Rowe, BS, J. Michael Barraza,
BS, e Fabian Bamberg, MD, MPH
Videogames
violentos alterar a função cerebral
em homens jovens
A ressonância magnética de análise funcional
(fMRI) detectou no cérebro os efeitos de jogos violentos
de videogames, encontrando alterações em regiões
cerebrais associadas com a função cognitiva e controle
emocional em jovens após uma semana de jogo.
Pela primeira
vez, descobrimos que uma amostra de jovens adultos aleatoriamente
apresentaram menor ativação em certas
regiões frontais do cérebro após uma semana
de jogos violentos em casa, disse Yang Wang, MD, professor assistente
de pesquisa no Departamento de Radiologia e Imagem Ciências
da Indiana University School of Medicine, em Indianápolis.
Essas regiões do cérebro são importantes
para controlar a emoção e comportamento agressivo.
Para o estudo,
22 homens adultos saudáveis, entre 18
a 29 anos, foram divididos aleatoriamente em dois grupos de 11.
Membros do primeiro grupo foram instruídos a jogar um
videogame de tiro por 10 horas, em casa, por uma semana. O segundo
grupo foi orientado a jogar durante duas semanas.
Durante o
fMRI, os participantes completaram uma tarefa de interferência
emocional, apertando botões de acordo com a cor das palavras
apresentadas visualmente. Palavras que indicam ações
violentas foram intercaladas entre as palavras não-violentas.
Os resultados
mostraram que após uma semana de jogo violento,
os membros do grupo 2 apresentaram menor ativação
no lobo frontal inferior esquerdo durante a tarefa emocional
e menos ativação do córtex anterior durante
a tarefa de contagem, em comparação com ao grupo
1. Essas descobertas indicam que o vídeogame violento
tem um efeito a longo prazo no funcionamento do cérebro,
o Dr. Wang.
Pesquisadores:
Co-autores são Tom Hummer, Ph.D., William
Kronenberger, Ph.D., Kristine Mosier, DMD, Ph.D., e Vincent P.
Mathews, MD Esta pesquisa é apoiada pelo Centro de sucesso
dos pais, Indiana.
Comer
peixe reduz risco de doença de Alzheimer
As pessoas
que comem peixe assado ou grelhado semanalmente podem melhorar
a saúde do cérebro, reduzindo risco de
desenvolver transtorno cognitivo leve (MCI) e doenças
como o Alzheimer.
Este é o primeiro estudo a estabelecer uma relação
direta entre consumo de peixe, a estrutura do cérebro
e do risco de Alzheimer, disse Cyrus Raji, MD, Ph.D., da Universidade
de Pittsburgh Medical Center e da University of Pittsburgh School
of Medicine. Os resultados mostraram que pessoas que consumiam
peixe assado ou grelhado pelo menos uma vez por semana tiveram
melhor preservação do volume de matéria
cinzenta na ressonância magnética em áreas
do cérebro em situação de risco para a doença
de Alzheimer.
Doença de Alzheimer é uma incurável, doença
cerebral progressiva que destrói lentamente a memória
e habilidades cognitivas. Os resultados também demonstraram
aumento dos níveis de cognição em pessoas
que comiam peixe assado ou grelhado. Comer peixe frito, por outro
lado, não foi mostrado para aumentar o volume do cérebro
ou proteger contra o declínio cognitivo.
Pesquisadores:
Co-autores estão Kirk Erickson, Ph.D.,
Oscar Lopez, MD, Lewis Kuller, MD, Michael H. Gach, Ph.D., Paul
Thompson, Ph.D., Mario Riverol, MD, Ph.D., e James Becker, Ph.D.
PORTAL
DA SAÚDE
SESAI capacita profissionais para atender aldeias
Programa é a primeira política nacional para tratar
da Saúde Bucal dos povos indígenas. Serão
investidos R$ 40,7 milhões nas duas fases do projeto
A Secretaria
Especial de Saúde Indígena (SESAI)
realiza entre os dias 29 de novembro a 2 de dezembro, em Brasília(DF),
a capacitação Brasil Sorridente Indígena.
O objetivo é ampliar o acesso ao atendimento odontológico
nas aldeias, estruturando e qualificando os serviços de
saúde bucal nos DSEIs. A oficina vai contar com a participação
de 50 profissionais de saúde bucal dos três Distritos
Especiais de Saúde Indígena (DSEIs) que farão
parte da fase 1 do programa Brasil Sorridente Indígena.
São eles: DSEIs Xavante (MT), Alto Rio Solimões
(AM) e Ato Rio Purus (AC).
Essa é a primeira política nacional elaborada
especificamente para tratar da saúde bucal desses povos.
O intuito principal desta capacitação é fornecer
todo o insumo técnico e teórico para o atendimento
de qualidade.
No lançamento do programa, em abril, o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, destacou que serão investidos R$ 40,7
milhões (Fase 1 e Fase 2) para implantação
e estruturação desse programa para toda a população
indígena do Brasil. A partir do ano que vem, o valor de
custeio passa a ser de R$ 36,5 milhões, por ano. O investimento
engloba a contratação de profissionais, aquisição
de consultórios portáteis, equipamentos de apoio
e material de consumo.
Fase 1
O programa
será executado em duas etapas. Inicialmente,
o Ministério da Saúde adquiriu 37 consultórios
odontológicos portáteis e 37 Kits de instrumental
clínico odontológico. Com duração
de seis meses, esta fase irá zerar as necessidades das
comunidades indígenas em três DSEIs: Xavante (MT),
Alto Rio Purus (AC/AM/RO) e Alto Rio Solimões (AM), que
juntos, têm uma população aproximada de 70
mil indígenas. São os três maiores Distritos
do país. Nas aldeias, os profissionais trabalharão
para resolver os principais problemas bucais graves e urgentes,
incluindo o processo de reabilitação protética
para quem já perdeu os dentes.
A equipe
para esses três DSEIs é formada por 26
cirurgiões-dentistas, 11 auxiliares de saúde bucal
(ASB) e 10 técnicos de saúde bucal que receberão
treinamento específico para atendimento a essa população,
observando um protocolo diferenciado para as especificidades
e características das etnias.
Além disso, a SESAI enviou aos três distritos 74
mil Kits de higiene bucal, composto por escova dental adulto/infantil
e creme dental fluoretado. O material será doado à população
indígena durante as atividades de promoção
e prevenção.
O programa
também pretende implantar nove Centros de
Especialidades Odontológicas (CEO) e nove Laboratórios
Regionais de Prótese Dentária (LRPD), nos mesmos
três DSEIs.
Fase 2
O Programa
Brasil Sorridente Indígena reorganizará o
atendimento integral em saúde bucal em todos os 34 DSEI
do país. Para tanto, o Ministério da Saúde
iniciou o processo de compra de consultórios portáteis
e kits instrumentais para equipar as 514 equipes de saúde
bucal que atuarão quando o programa for estendido para
todo o Brasil.
As medidas
previstas no Brasil Sorridente Indígena são
coordenadas pelo Ministério da Saúde e executadas
pelos DSEIs. O Distrito Sanitário é a unidade central
do Subsistema de Atenção a Saúde Indígena.
Ele é o responsável pelas atividades técnicas
e qualificadas de atenção básica à saúde.
No Brasil, são 34 unidades, que não são
divididos por estados, mas estrategicamente com base a ocupação
geográfica das comunidades indígenas. Além
dos DSEIs, a estrutura de atendimento conta com postos de saúde,
com os Polos Bases e as Casas de Saúde do Índio
(CASAIS).
Consultórios portáteis: As localidades para intervenção
nas aldeias são de difícil acesso geográfico,
podendo ser feito por barco e outros meios de transporte até as
aldeias, e permitirão atendimentos básicos e especializados.
Cada Unidade Odontológica Móvel é composta
por cadeira odontológica, kit de pontas (“motorzinho
do dentista”), cadeira, refletor, amalgamador, fotopolimerizador
(utilizado para preparar o material de restauração),
raio-x odontológico e autoclave (usado na esterilização
do material). As unidades também possuem ar-condicionado,
pia para lavagem de mãos, reservatórios de água,
armários e, acoplado ao veículo ou ao barco, um
gerador de energia.
Serviço:
Capacitação Brasil Saúde Indígena
Onde: Hotel,
St. Peter, Brasília (DF).
Quando: Entre os dias 29 de novembro a 2 de dezembro.
Horário: 9h às
18h.
PORTAL
DA SAÚDE
Paraíba
recebe mais uma UPA 24 horas
Unidade inaugurada
no município de Guarabira receberá R$
100 mil mensais do Ministério da Saúde. SAMU 192
deverá ser universalizado no estado até o próximo
mês de fevereiro, reforçando a rede de urgência
e emergência no estado
Representantes
do Ministério da Saúde participaram
neste sábado (26), em Guarabira (PB), da inauguração
de mais uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) no estado.
A nova unidade amplia a assistência à população
do município e reforça a rede de urgência
e emergência na região, diminuindo a demanda do
Hospital Regional de Guarabira. Para o início do funcionamento
desta UPA, o Ministério da Saúde garantirá o
repasse de R$ 100 mil por mês, valor que poderá dobrar
após a qualificação do atendimento.
“As UPAs fazem parte de uma política importante,
que traz a organização do atendimento a partir
da classificação do risco para a saúde do
paciente. É uma evolução na assistência
em urgência e emergência no Brasil”, destacou
Mozart Sales, chefe de gabinete do ministro da Saúde,
Alexandre Padilha. Segundo adiantou, a meta para a Paraíba é universalizar,
até fevereiro, o Serviço de Atendimento Móvel
de Urgência (SAMU 192) em todo o estado.
O SAMU e
as UPAs compõem a Rede de Atenção às
Urgências do SUS, também conhecida como Saúde
Toda Hora. “O Ministério da Saúde vai fortalecer
a parceria com as secretarias estadual e municipais de saúde
para melhorar o atendimento aos cidadãos desta região
e de toda a Paraíba”, completou Mozart Sales, acompanhado
do diretor do Departamento de Apoio à Gestão Estratégica
e Participativa do ministério, André Luiz Bonifácio.
NOVOS LEITOS
De acordo
com o governador do estado, Ricardo Coutinho, a UPA de Guarabira
contribuirá significativamente para a qualificação
do atendimento no Hospital Regional do município, que,
também neste sábado, recebeu 35 novos leitos. “Esta
UPA e o acréscimo na quantidade de leitos do hospital
vão produzir um reflexo extremamente positivo para a população
de Guarabira e região ao preencherem uma lacuna que havia
na assistência à saúde destas pessoas”,
disse o governador.
CORREIO DO ESTADO
Técnica de estimulação do cérebro
pode reverter Alzheimer
Acreditava-se
que o encolhimento do cérebro, a deterioração
de suas funções e a perda de memória associados
ao Mal de Alzheimer eram irreversíveis. A equipe da Universidade
de Toronto, no entanto, está usando uma técnica
conhecida como Estimulação Cerebral Profunda, que
envolve a aplicação de eletricidade em certas regiões
do cérebro.
Em dois pacientes,
o processo esperado de deterioração
da área do cérebro associada à memória
não apenas foi revertido como também voltou a crescer.
As conclusões do estudo foram anunciadas durante uma conferência
da Society for Neuroscience em Washington, nos Estados Unidos,
em novembro, mas ainda não foram publicadas.
A Estimulação Cerebral Profunda vem sendo usada
em milhares de pacientes com Mal de Parkinson e, mais recentemente,
Síndrome de Tourette e depressão. No entanto, não
se sabe ainda com precisão como a técnica funciona.
O procedimento é feito sob anestesia local. Um exame
de ressonância magnética identifica o alvo dentro
do cérebro. A cabeça é mantida em uma posição
fixa, uma pequena região do cérebro é exposta
e eletrodos são posicionados próximo à região
do cérebro a ser estimulada. Os eletrodos são conectados
a uma bateria que é implantada sob a pele perto da clavícula.
Comentando
o novo estudo, o professor John Stein, da Universidade de Oxford,
na Inglaterra, disse: "A maioria das pessoas
diria que não sabemos por que isso funciona". A teoria
de Stein é que, no Mal de Parkinson, células do
cérebro ficam presas em um padrão de descargas
elétricas seguidas por silêncios e, depois, novas
descargas.
A estimulação contínua e em alta frequência
perturbaria esse ritmo, sugere o especialista. Ele admite, no
entanto, que "nem todo mundo aceitaria essa descrição".
Mistério
Sabe-se ainda
menos sobre que papel a estimulação
do cérebro poderia ter sobre o Mal de Alzheimer. Na doença,
a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma
das primeiras a encolher. Nela funciona o centro de memória,
convertendo memória de curto prazo em memória de
longo prazo.
Danos a essa
região produzem alguns dos primeiros sintomas
do Mal de Alzheimer: perda de memória e desorientação.
Nos estágios finais da condição, células
morreram ou estão morrendo em todo o cérebro.
O estudo
canadense envolveu seis pacientes com a condição.
A estimulação foi aplicada ao fórnix, a
parte do cérebro que leva mensagens ao hipocampo.
O chefe do
estudo, Andres Lozano, disse que o grau esperado de encolhimento
do
hipocampo em pacientes com Alzheimer é em
média 5% ao ano. Após 12 meses de estimulação,
um dos pacientes teve um aumento de 5% e, outro, 8%. "Quão
importantes são esses 8%? Imensamente importantes. Nunca
vimos o hipocampo crescer em (pacientes com) Alzheimer em nenhuma
circunstância", disse Lozano à BBC. "Foi
uma descoberta incrível para nós. Esta é a
primeira vez que se demonstra que a estimulação
do cérebro em um ser humano faz crescer uma área
do seu cérebro."
Em relação aos sintomas, o especialista disse: "Um
dos pacientes está melhor após um ano de estimulação
do que quando começou, então seu Alzheimer foi
revertido, digamos assim".
Lozano disse
que experimentos feitos em animais demonstraram que esse tipo
de estimulação pode criar mais células
nervosas. Stein disse estar "muito animado" com os
primeiros resultados, mas o fator crítico seria poder
demonstrar "se suas memórias melhoraram".
Milhares
de pacientes com Mal de Parkinson já foram tratados
com Estimulação Cerebral Profunda. A médica
Marie Janson, da entidade beneficente britânica Alzheimer's
Research UK, disse que seria significativo se o encolhimento
do cérebro pudesse ser revertido. "Se você pudesse
retardar o começo do Alzheimer por cinco anos, você cortaria
pela metade o número de pessoas afetadas".
Para testar
se a técnica está realmente funcionando
e se assegurar de que o resultado obtido não foi um simples
acaso, a equipe canadense vai fazer uma pesquisa maior.
"Uma palavra de cautela é apropriada, isto é apenas
o princípio e um número muito pequeno de pacientes
está envolvido".
Em abril,
os pesquisadores pretendem inscrever cerca de 50 pacientes
com grau médio de Alzheimer. Todos terão eletrodos
implantados, mas apenas metade terá os aparelhos ligados.
A equipe vai comparar os hipocampos dos dois grupos para verificar
se existem diferenças.
Eles estão estudando especificamente pacientes com graus
leves de Alzheimer porque dos seis pacientes estudados, apenas
os dois que tinham sintomas leves melhoraram. Uma teoria que
estão considerando é que após um certo grau
de danos, pacientes atingem um ponto a partir do qual não
existe retorno.
AGENDA
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html
- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios
e hospitais
Dia 9 de dezembro
Rua Augusto
Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba
- PR
(41) 3254-1772
www.fehospar.com.br
ana@fehospar.com.br
O Sindipar,
Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba
mais um curso de recepção médica para clínicas,
consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro.
As vagas são limitadas. Ha condições especiais
para instituições associadas.