Leia
nesta edição:
- Subcomissão discute modelo de gestão
do SUS
- Seguridade discute parecer da AGU sobre patentes
- Projeto susta decreto que estabeleceu alta programada no INSS
- Ministro
Padilha destaca papel da saúde na economia
brasileira
- Medida
Provisória Nº 520 de 2010. Reflexões-
Saúde sem imposto
- Pesquisadora da Fiocruz aponta dificuldades em estudar a aids
no Brasil
- Proposta
estabelece prazo máximo entre marcação
e consulta médica
- ANS altera
metodologia de cálculo do Índice
de Reclamações
Segunda-feira, 30.05.2011
Agência Câmara de Notícias
Subcomissão discute modelo de gestão
do SUS
A Subcomissão Especial do Sistema Único de Saúde,
vinculada a Comissão de Seguridade Social e Família,
se reúne hoje para discutir proposta de mudança
no sistema de gestão do SUS. No modelo atual, definido
por portaria, não há hierarquia entre União,
estados e municípios. São estabelecidas apenas
competências para cada um dos gestores do sistema.
No âmbito municipal, as políticas são aprovadas
pelos conselhos municipais de Saúde. Nos estados, pelas
comissões intergestores bipartites (compostas por representantes
das secretarias municipais de saúde e secretarias estaduais
de saúde) e pelos conselhos estaduais de Saúde.
No âmbito federal, as políticas do SUS são
negociadas na Comissão Intergestores Tripartite (composta
por representantes do Ministério da Saúde, das
secretarias municipais de saúde e das secretarias estaduais
de saúde).
Os integrantes
da comissão querem discutir os problemas
do modelo atual e medidas que assegurem um efetivo acordo entre
União, estados e municípios na gestão do
SUS.
Projeto aprovado
No ano passado,
a Câmara aprovou proposta (PL 5203/09)
que transforma em lei as normas sobre as comissões intergestoras,
que são o Conselho Nacional de Secretários da Saúde
(Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
(Conasems). O projeto aprovado, que agora é analisado
pelo Senado, autoriza o Fundo Nacional de Saúde (FNS)
a destinar recursos aos dois conselhos.
O Conass
e o Conasems já atuam na prática há mais
de 20 anos, como foros de negociação das políticas
do SUS. A falta de amparo legal, no entanto, dificulta a formalização
de parcerias e o recebimento de recursos públicos.
Foram convidados
para o debate representantes da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa ; do Ministério
do Planejamento; do Conass e do Conasems; a coordenadora do curos
de especialização em Direito Sanitário da
Unicamp, Lenir Santos; e Isabel Porto, promotora de Justiça
de Defesa da Saúde do Ceará.
A reunião está marcada para as 14 horas no plenário
15.
Íntegra
da proposta:
PL-5203/2009
Agência Câmara de Notícias
Seguridade discute parecer da AGU sobre patentes
A Comissão de Seguridade Social e Família realiza
audiência pública nesta terça-feira (31)
para discutir o parecer da Advocacia-Geral da União (AGU)
sobre patentes de medicamentos.
O debate
foi proposto pelos deputados Dr. Rosinha (PT-PR) e Amauri Teixeira
(PT-BA).
Eles querem discutir informações
publicadas pela imprensa segundo as quais o parecer final da
Advocacia-Geral da União retira poder da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na análise
dos pedidos do direito de propriedade intelectual sobre remédios,
reforçando o papel do Instituto Nacional de Propriedade
Industrial (Inpi).
Foram convidados:
- o procurador federal da AGU Antonio Carlos Soares Martins;
- o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano;
- o presidente
da Associação Brasileira das Indústrias
de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos),
Odnir Finotti;
- a coordenadora
do Grupo de Trabalho de Propriedade Intelectual da Rede Brasileira
pela Integração dos Povos, Renata
Reis.
A reunião será realizada às 14h30, no plenário
7.
Agência Câmara de Notícias
Projeto susta decreto que estabeleceu alta programada no INSS
Por Janary
Júnior / Edição: Newton Araújo
Tramita na
Câmara o Projeto de Decreto Legislativo 50/11,
do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que pretende sustar decreto
do Executivo que modificou a forma de concessão do auxílio-doença
(Decreto 5.844/06).
O decreto
estabelece a concessão do benefício
por um tempo pré-determinado, definido pelo médico
perito, sendo dispensada a realização de nova avaliação
médica no final do prazo. É a chamada “alta
programada”.
Na prática, a alta programada fixa o prazo de concessão
do auxílio-doença. Antes do decreto, o cancelamento
do benefício só ocorria após a perícia
constatar a recuperação plena do trabalhador, sem
prazo predeterminado.
Geraldo Resende
ressalta que a Lei dos Benefícios Previdenciários
(8.213/91) estabelece que o auxílio será pago enquanto
o trabalhador permanecer incapaz. Ou seja, o prazo é o
da recuperação total, e não o estipulado
previamente pelo médico na perícia inicial.
Ilegal e inconstitucional
O parlamentar
critica o fato de o Executivo ter usado um decreto para modificar
uma
situação que depende de regulamentação
por lei. Ele argumenta que o ato administrativo do INSS que estabeleceu
a alta programada é ilegal e inconstitucional.
Segundo ele, “o ato contraria não só a Lei
8.213/91, mas também a Constituição Federal,
que estabelece as garantias de prevalência à vida, à saúde
e à incolumidade física e mental de todos, e em
especial da classe trabalhadora.”
Desde que
foi publicado, o Decreto 5.844/06 tem sido alvo de diversas
ações na Justiça federal, movidas
por segurados e sindicatos contra a sua aplicação
pelo INSS. Mas ainda não há um julgamento definitivo
por parte do Judiciário.
Tramitação
O projeto
será analisado nas comissões de Seguridade
Social e Família; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania (inclusive quanto ao mérito). Se aprovado,
segue para o Plenário.
Íntegra
da proposta:
PDC-50/2011
Portal
da Saúde
Ministro
Padilha destaca papel da saúde na economia brasileira
Por Mauren Rojahn
O setor responde
por quase 9% do PIB do país e a expectativa é de
crescimento do mercado com a expansão da rede pública
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, destacou em entrevista
a importância do setor Saúde para o desenvolvimento
do país, ressaltando que a movimentação
financeira da área responde por quase 9% do PIB nacional. “Temos
um PIB maior que o da Agricultura. Não seremos a quinta
economia do mundo se não tivermos um setor de saúde
bem estruturado e eficiente”, disse o ministro, durante
a abertura da 18º Hospitalar – Feira Internacional
de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para
Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas
e Consultórios.
O mercado
de saúde brasileiro movimenta em torno de R$
20 bilhões ao ano e garante emprego a 12 milhões
de trabalhadores. Grande parte desse impacto é resultado
do amplo atendimento realizado pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). Padilha ressaltou que é necessário compreender
as oportunidades que surgem no país com a expansão
da rede pública.
Em 2011,
o orçamento da União destinou R$ 77,1
bilhões para a Saúde. Iniciativas lançadas
este ano pelo Ministério da Saúde ampliam os serviços
voltados a gestantes e bebês, por meio da Rede Cegonha,
e a pacientes com câncer, por exemplo. “O SUS, um
grande sistema nacional de saúde, é um grande mercado
para a indústria”, afirmou o ministro.
INDÚSTRIA NACIONAL – Uma das frentes de trabalho
do Ministério da Saúde é o fortalecimento
da indústria nacional. Entre os avanços alcançados
estão as parcerias entre empresas públicas e privadas
firmadas para a fabricação de um total de 29 produtos
de saúde no país. Do total de parcerias, quatro
foram assinadas este ano para a produção medicamentos
para aids, doença de Parkinson, artrite reumatóide
e Doenças de Crohn. Essa experiência deve se estender
a outras áreas, como de equipamentos médicos.
A Hospitalar é considerada a mais completa mostra de
produtos para a área de saúde, apresentando milhares
de itens em equipamentos médicos, produtos e serviços.
O evento, que está sendo realizado na Expo Center Norte
até o dia 27 deste mês, reúne 1.250 expositores
de 34 países.
Correio do Brasil
Medida
Provisória Nº 520 de 2010. Reflexões
Por Jorge
André Irion
Jobim, advogado de Santa Maria, RS
Muito se
tem discutido a respeito da Medida Provisória
nº 520 de 2.010 que autorizou o Poder Executivo a criar
empresa pública sob a forma de sociedade anônima,
denominada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
S.A. – EBSERH, com personalidade jurídica de direito
privado e patrimônio próprio, vinculada ao Ministério
da Educação, com prazo de duração
indeterminado.
Segundo a
lei, a referida empresa pública terá por
finalidade a prestação de serviços gratuitos
de assistência médico-hospitalar e laboratorial à comunidade,
assim como a prestação, às instituições
federais de ensino ou instituições congêneres,
de serviços de apoio ao ensino e à pesquisa, ao
ensino-aprendizagem e à formação de pessoas
no campo da saúde pública.
Várias competências lhe foram atribuídas,
entre elas administrar unidades hospitalares, prestar serviços
de assistência médico-hospitalar e laboratorial à comunidade,
no âmbito do SUS, prestar, às instituições
federais de ensino superior e a outras instituições
congêneres, serviços de apoio ao ensino e à pesquisa,
ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas
no campo da saúde pública, mediante as condições
que forem fixadas em seu estatuto social, apoiar a execução
de planos de ensino e pesquisa de instituições
federais de ensino superior e a outras instituições
congêneres, cuja vinculação com o campo da
saúde pública ou com outros aspectos da sua atividade
torne necessária essa cooperação, em especial
na implementação da residência média
multiprofissional nas áreas estratégicas para o
SUS, prestar serviços de apoio à geração
do conhecimento em pesquisas básicas, clínicas
e aplicadas nos hospitais universitários federais e a
outras instituições congêneres, prestar serviços
de apoio ao processo de gestão dos hospitais universitários
e federais e a outras instituições congêneres,
com implementação de sistema de gestão único
com geração de indicadores quantitativos e qualitativos
para o estabelecimento de metas e exercer outras atividades inerentes às
suas finalidades, nos termos do seu estatuto social.
Ela se sujeitará ao regime jurídico próprio
das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações
civis, comerciais, trabalhistas e tributários, o que inegavelmente,
lhe dará uma maior agilidade da contratação
de pessoal, fato que, em princípio, iria beneficiar a
população, já que a carência de pessoal
especializado é uma das causas da superlotação
dos hospitais e congêneres, mostrada diuturna e incessantemente
nos meios de comunicação.
Pois é nesse ponto que me surge a dúvida. Os investimentos
na saúde pública vão minguando, estabelece-se
o caos neste setor e tudo isso é mostrado de forma bastante
destacada nos meios de comunicação, com farta exposição
de cenas verdadeiramente deprimentes. Ora. Se já se sabe
exatamente a causa dos problemas na saúde pública,
porque é que se deixou chegar a este ponto? E porque a
solução vem na forma de uma empresa pública?
Qualquer administrativista sabe que empresas públicas
pertencem à administração pública
indireta, mas também sabe que elas possuem uma maior proximidade
com as empresas que são regidas pelas regras do direito
privado e não pelo direito público como sempre
deveria ser regida a saúde pública.
É aí que me vem à mente o lingüista
Noam Chomsky. Ele elaborou a lista das 10 Estratégias
de Manipulação através da mídia e,
entre elas, existem duas que me chamam a atenção
para este caso especificamente. A primeira delas, é a
estratégia de criar problemas e depois oferecer soluções.
Cria-se um problema, uma situação prevista para
causar certa reação no público a fim de
que ele próprio seja o mandante das medidas que desejam
sejam aceitas. No nosso caso, um desmantelamento da saúde
pública para forçar a aceitação de
uma solução emergente que poderá ser o primeiro
passo para a privatização da saúde no Brasil,
configurando um evidente retrocesso nos direitos sociais dos
brasileiros.
Ah, mas é uma empresa pública, dirão alguns.
E é aí que entra a segunda estratégia de
manipulação que é o da gradualidade. Para
fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita,
basta ir aplicando-a gradualmente, a conta-gotas, até se
chegar ao ponto que se pretende, em nosso caso, a privatização
total da saúde no Brasil, o que diga-se de passagem, seria
terrível. Hoje, uma empresa pública que evidentemente
contará com todo o auxílio material e pessoal para
dar certo e ter a aceitação popular. Depois, o
golpe final: a privatização da saúde, realizando
o sonho de lucratividade eterna dos grandes conglomerados que
indubitavelmente monopolizarão tal atividade em nosso
país.
Obs. Para
aqueles que são induzidos ao entendimento de
que a privatização da saúde seria a solução
para o Brasil, eu recomento que olhem o documentário de
Michael Moore intitulado Sicko, SOS Saúde que mostra a
realidade do sistema americano que faz da saúde da população
um comércio lucrativo para os Planos de Saúde e
para o próprio governo. Tenho certeza que mudarão
de idéia.
Correio Braziliense
Opinião
Saúde
sem imposto
Por Paulo
Davim, senador (PV-DF), é médico cardiologista
Quando se
fala em saúde no Brasil, é consenso
que o setor precisa melhorar. É verdade que, nas últimas
décadas, o Brasil tem avançado e até se
tornado referência mundial na terapêutica e acompanhamento
de algumas patologias. Mas ainda vivemos muitos vazios assistenciais
nas diversas áreas da saúde, desde a atenção
básica até os tratamentos de média e alta
complexidade. E quando falamos em melhoria na saúde é basilar
que pensemos no seu financiamento.
Se, por um
lado temos um inegável problema de subfinanciamento
do sistema de saúde no país, por outro é necessário
que busquemos alternativas. Sobretudo aquelas que não
onerem o bolso do contribuinte, aumentando ainda mais a já pesada
carga tributária. Medidas que uma vez tomadas e implementadas — na
vontade política do Legislativo e do Executivo — poderão
mudar problemas crônicos como superlotações
em hospitais e filas desumanas de pacientes à espera de
atendimento.
A nossa atuação no Senado Federal tem se empenhado,
diuturnamente, em buscar essas alternativas. Apresentei um conjunto
de medidas que, na minha avaliação, será capaz
de contribuir consubstancialmente para a viabilização,
do ponto de vista de financiamento, para a implementação
do Sistema Único de Saúde (SUS).
É inconcebível que o SUS tenha gastado no ano
passado mais de R$ 200 milhões com internação
de vítimas de acidente de trânsito. Entretanto,
nem um centavo das multas aplicadas aos infratores foi destinado à saúde.
Na tentativa de corrigir essa distorção apresentei
no Senado um PL estabelecendo a destinação de 15%
das referidas multas para o Fundo Nacional de Saúde (FNS).
Da mesma
forma é inaceitável que, dos tributos
que incidem sobre a comercialização dos cigarros,
no Brasil, nenhum percentual se destine à saúde,
considerando que, só em 2010, o sistema gastou mais de
R$ 300 milhões no tratamento de doenças provocadas
diretamente pelo uso do cigarro. Defendemos, portanto, um realinhamento
de preços tendo em vista que, no Brasil, esse produto é um
dos mais baratos do mundo, e também a destinação
de um percentual desses tributos para a saúde.
Propus uma
parceria com a Caixa Econômica Federal, mais
precisamente com o setor de loterias, no sentido de destinar
recursos dessa fonte para reforçar o orçamento
da saúde. Outra proposta diz respeito à realização
de grandes eventos públicos — excetuando os religiosos
e culturais — de maneira que seja criada uma contribuição
destinada à saúde pública, pois sabemos
que os grandes aglomerados contribuem para o incremento da demanda
na rede pública de saúde.
Sugerimos
também que o governo crie mecanismos de incentivo
para que as empresas ofereçam aos seus funcionários
assistência suplementar de saúde, de maneira a desonerar
o SUS. A riqueza que deverá ser gerada com as reservas
do pré-sal, descobertas em 2007 na Bacia de Santos, também
não pode deixar de contemplar esse massacrado setor. Defendemos
que se estabeleça um percentual dos royalties do pré-sal
destinado à saúde. Assim como defendemos a imediata
regulamentação da Emenda 29, que estabelece as
obrigações orçamentárias com a saúde
para a União, estados e municípios.
Na minha
atividade profissional e política sempre lutei
e defendi o serviço público de saúde, que é um
direito constitucional. Sou favorável e um dos entusiastas,
por exemplo, da criação da carreira de Estado para
o servidor da saúde. Mas no momento, uma das minhas maiores
atenções é essa que trato neste artigo:
um maior aporte e outras fontes alternativas de financiamento
para a saúde. Por entender que só assim poderemos
dar passos mais largos para a saúde que queremos e merecemos.
Agência
Brasil
Pesquisadora da Fiocruz aponta dificuldades em estudar a aids
no Brasil
Marisa Morgado
falou sobre as dificuldades durante evento com pesquisador
francês
que descobriu o HIV
Rio de Janeiro
- Trinta anos depois da descoberta do vírus
HIV no mundo, os pesquisadores brasileiros ainda sonham com condições
competitivas para desenvolver uma vacina para o tratamento e
prevenção da aids, mas o sonho da comunidade científica
esbarra em questões de regulação, principalmente.
A afirmação é da pesquisadora-chefe do
Laboratório de Aids da Fundação Oswaldo
Cruz (Fiocruz), Marisa Morgado. Ela expôs a situação
da pesquisa brasileira sobre a aids ao participar nesta terça-feira,
24, na unidade da Fiocruz em Manguinhos, da palestra do pesquisador
francês Willy Rozenbaum, um dos integrantes da equipe que
descobriu o vírus da aids em 1981.
Para Marisa, é preciso ter investimentos em infraestrutura
de laboratórios, aquisição de equipamentos
de ponta e capacitação e estímulo à formação
de novos grupos de pesquisa laboratorial. Mas, antes de tudo,
a pesquisadora revela que um dos problemas que os cientistas
mais enfrentam é a dificuldade na importação
de produtos usados nos estudos, como reagentes.
"É muito complicado importar no Brasil, leva muito
tempo e o produto ainda para na alfândega. Enquanto em
alguns lugares você diz que precisa do reagente de manhã e, à tarde,
está no laboratório, aqui, a gente leva seis meses
[para receber o produto]. É preciso também estimular
a produção nacional [de reagentes]", constatou
a pesquisadora.
Apesar desse
entrave, a chefe do Laboratório de Aids
reconhece os avanços em pesquisas sobre a aids no Brasil.
Segundo ela, as publicações sobre a doença
têm importante papel na colocação do país
como o décimo terceiro no ranking de pesquisas na área
de saúde. Marisa destaca, principalmente, os estudos sobre
a resistência a medicamentos e as descobertas sobre os
vários subtipos virais.
O grande
impulso para essas pesquisas foi dado em 1987, quando pesquisadores
brasileiros
isolaram, pela primeira vez, o vírus
HIV. O pesquisador Bernardo Galvão, da Fiocruz/BA, coordenou
essa equipe há 24 anos e reconhece, hoje, os resultados
da vitória científica e o impacto das ações
do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis
e Aids (DST/Aids).
Galvão reconhece que várias políticas públicas,
no Brasil, são positivas, mas ele lamentou o fato de essas
ações serem formuladas em nível central
e, quando vão para a ponta, não são totalmente
implantadas. "Temos um problema que transcende a aids, que é da
saúde do Brasil em geral".
Galvão destaca como exemplo o atendimento de obstetras
a mulheres grávidas portadoras do vírus. De acordo
com levantamentos recentes, nos atendimentos estaduais, apenas
70% dos obstetras seguiam as recomendações do programa
nacional. Além disso, 64% dos médicos escolhiam
a cirurgia cesariana para o parto, 38% recomendavam o isolamento
da grávida e 58% indicavam a ligação de
trompas no pós-parto.
Outra realidade
apontada como preocupante por Galvão é o
acesso tardio ao tratamento, constatado em pesquisas recentes
na Bahia. "O tratamento está aí, disponibilizado
gratuitamente através do SUS [Sistema Único de
Saúde], mas existe um grupo de infectados que não
tem acesso a esse tratamento e só vai ter acesso quando
a doença está em estágio mais avançado.
Alguma coisa precisa ser feita para que [essas pessoas] tenham
acesso mais precocemente. Quanto mais cedo tratar, melhor resultado
vai se ter".
Para Galvão, essa constatação se explica,
principalmente, pelo fato de o maior número de registros
estar concentrado na população mais pobre do país,
diferentemente do que ocorria quando o vírus foi descoberto
no Brasil.
Sexta-feira, 27.05.2011
Agência Câmara de Notícias
Proposta
estabelece prazo máximo entre marcação
e consulta médica
Por Carolina
Pompeu / Edição: Daniella Cronemberger
Enio Bacci:
quem paga por plano de saúde quer tratamento “mais ágil.”A
Câmara analisa proposta que estabelece prazo máximo
de 15 dias úteis entre a marcação da consulta
e o atendimento médico, para os pacientes atendidos pelos
planos privados de saúde. De acordo com o projeto, o mesmo
prazo valerá para a realização de exames.
A medida está prevista no Projeto de Lei 499/11, que modifica
a Lei 9.656/98.
O autor da
proposta, deputado Enio Bacci (PDT-RS), argumenta que as pessoas
que
buscam pela assistência privada de saúde
esperam encontrar um tratamento “mais ágil” que
aquele oferecido pelo Estado. “Na prática, a espera
por tratamento é extremamente demorada, apesar do pagamento
ao plano de saúde”, disse.
Tramitação
A proposta
tramita em conjunto com o PL 6389/02, que aguarda inclusão na pauta do Plenário.
Íntegra
da proposta:
PL-499/2011
ANS
ANS
altera metodologia de cálculo do Índice de
Reclamações
O Índice de Reclamações, divulgado mensalmente
pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
e calculado a partir das demandas recebidas dos consumidores
de planos privados de saúde, conta agora com uma nova
fórmula de cálculo, levando em conta as demandas
resolvidas pela Notificação de Investigação
Preliminar (NIP).
As reclamações feitas por meio do Disque ANS,
correio eletrônico, correspondência ou presencialmente
em qualquer um dos doze Núcleos da Agência espalhados
pelo país. Quando verificado indícios de irregularidade,
estas reclamações são encaminhadas aos Núcleos
para apuração. Em agosto de 2010, a ANS instituiu
a NIP, possibilitando a rápida solução de
alguns dos conflitos entre consumidores e operadoras, no caso
de reclamações em que uma operadora nega ao consumidor
o direito de realizar um exame ou procedimento previsto em seu
contrato (caracterizado como negativa de cobertura). Ao receber
uma demanda dessa natureza, a ANS entra em contato com a operadora
para solucionar o problema e, caso seja solucionado, não
encaminha a demanda para apuração.
Até então, essas demandas resolvidas pela NIP
e não encaminhadas para apuração, não
entravam no cálculo do Índice de Reclamação.
No entanto, por entender que mesmo tendo sido solucionada, uma
reclamação dessa natureza indica uma conduta com
indício de infração da operadora, a ANS
passou a incluí-la no cálculo do Índice,
que foi refeito retroativo a outubro de 2010.
AGENDA
- 16º Congresso Abramge e
7º Congresso Sinog
Abramge /
AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão
os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como
aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade
do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza
nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os
16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema
central dos eventos é "Tecnologia na Saúde
Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo
jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio
CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador
de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por
Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial
do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe
de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil;
e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão
(IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial".
Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde".
Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia
Assis Pinto, líder da Prática de Gestão
Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de
Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de
Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways
International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra
o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos oferecidos
nas inscrições dos eventos, clicando no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- Negociação dos Serviços de
Saúde
Unidas /
AssPreviSite
16 e 17 de
junho de 2011
SEDE UNIDAS
NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100
- São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais de negociação no mercado de saúde
para atuarem com consciência de seu papel e sua importância
enquanto agentes do processo negocial; Apresentar noções
básicas da negociação em geral e seus
conceitos, princípios e elementos; Apresentar o processo
de negociação em seus aspectos subjetivos e formais;
Apresentar o mercado de saúde, suas características,
seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens
e dificuldades na negociação multilateral;
Identificar
vantagens e dificuldades na negociação com paralisação
dos serviços; Esclarecer a participação
da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público,
PROCON e CADE no processo de negociação dos serviços
de saúde.
Instrutor
Dr. Natanael
Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais
de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.
Informações
Tel. (11)
3289-0855
Fax (11)
3289-0322
com Fernanda
Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Sistemas de Informação para Gestão
da Saúde
Unidas /
AssPreviSite
02 e 03 de
junho de 2011
SEDE UNIDAS
NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100
- São Paulo - SP
Objetivo
Conhecer
os fundamentos dos Sistemas de Informação em
Saúde e entender a sua aplicação à gestão
de Sistemas de Saúde. Conhecer o processo de construção
do Prontuário Eletrônico do Paciente e analisar
seu uso na Assistência e na Gestão.
Conhecer
os padrões para representar e transmitir a informação
em saúde. Impactos da implantação do TISS – Troca
de Informação em Saúde Suplementar. Conhecer
a Comissão de Estudo Especial Temporária Informática
em Saúde da ABNT e o HL7 Brasil. Conhecer o projeto
de informatização da Secretaria Municipal de
Saúde de São Paulo e a integração
com laboratórios clínicos. Conhecer a legislação
sobre privacidade e confidencialidade da informação
em saúde. Conhecer a questão dos usos da informação
para a gestão e qualidade em saúde; discutir
o cenário nacional de avaliação em saúde
suplementar e comparar com o cenário internacional.
Conhecer as tendências de disseminação
da informação em saúde. Apresentar os
conceitos de software livre e sua importância para área
da saúde.
Instrutor
DRA. BEATRIZ
DE FARIA LEÃO
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos de Saúde, Executivos da área
de Informática, Profissionais de Informática
em Saúde e responsáveis pelo desenvolvimento
de Sistemas de Informação em Saúde.
Informações
Tel. (11)
3289-0855
Fax (11)
3289-0322
com Fernanda
Delesporte
treinamento@unidas.org.br