30-05-11

 

Leia nesta edição:

- Subcomissão discute modelo de gestão do SUS

- Seguridade discute parecer da AGU sobre patentes

- Projeto susta decreto que estabeleceu alta programada no INSS

- Ministro Padilha destaca papel da saúde na economia brasileira

- Medida Provisória Nº 520 de 2010. Reflexões- Saúde sem imposto

- Pesquisadora da Fiocruz aponta dificuldades em estudar a aids no Brasil

- Proposta estabelece prazo máximo entre marcação e consulta médica

- ANS altera metodologia de cálculo do Índice de Reclamações

Segunda-feira, 30.05.2011

Agência Câmara de Notícias

Subcomissão discute modelo de gestão do SUS

A Subcomissão Especial do Sistema Único de Saúde, vinculada a Comissão de Seguridade Social e Família, se reúne hoje para discutir proposta de mudança no sistema de gestão do SUS. No modelo atual, definido por portaria, não há hierarquia entre União, estados e municípios. São estabelecidas apenas competências para cada um dos gestores do sistema.

No âmbito municipal, as políticas são aprovadas pelos conselhos municipais de Saúde. Nos estados, pelas comissões intergestores bipartites (compostas por representantes das secretarias municipais de saúde e secretarias estaduais de saúde) e pelos conselhos estaduais de Saúde.

No âmbito federal, as políticas do SUS são negociadas na Comissão Intergestores Tripartite (composta por representantes do Ministério da Saúde, das secretarias municipais de saúde e das secretarias estaduais de saúde).

Os integrantes da comissão querem discutir os problemas do modelo atual e medidas que assegurem um efetivo acordo entre União, estados e municípios na gestão do SUS.

Projeto aprovado

No ano passado, a Câmara aprovou proposta (PL 5203/09) que transforma em lei as normas sobre as comissões intergestoras, que são o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O projeto aprovado, que agora é analisado pelo Senado, autoriza o Fundo Nacional de Saúde (FNS) a destinar recursos aos dois conselhos.

O Conass e o Conasems já atuam na prática há mais de 20 anos, como foros de negociação das políticas do SUS. A falta de amparo legal, no entanto, dificulta a formalização de parcerias e o recebimento de recursos públicos.

Foram convidados para o debate representantes da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa ; do Ministério do Planejamento; do Conass e do Conasems; a coordenadora do curos de especialização em Direito Sanitário da Unicamp, Lenir Santos; e Isabel Porto, promotora de Justiça de Defesa da Saúde do Ceará.

A reunião está marcada para as 14 horas no plenário 15.

Íntegra da proposta:

PL-5203/2009

Agência Câmara de Notícias

Seguridade discute parecer da AGU sobre patentes

A Comissão de Seguridade Social e Família realiza audiência pública nesta terça-feira (31) para discutir o parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre patentes de medicamentos.

O debate foi proposto pelos deputados Dr. Rosinha (PT-PR) e Amauri Teixeira (PT-BA). Eles querem discutir informações publicadas pela imprensa segundo as quais o parecer final da Advocacia-Geral da União retira poder da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na análise dos pedidos do direito de propriedade intelectual sobre remédios, reforçando o papel do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

Foram convidados:

- o procurador federal da AGU Antonio Carlos Soares Martins;

- o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano;

- o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos), Odnir Finotti;

- a coordenadora do Grupo de Trabalho de Propriedade Intelectual da Rede Brasileira pela Integração dos Povos, Renata Reis.

A reunião será realizada às 14h30, no plenário 7.

Agência Câmara de Notícias

Projeto susta decreto que estabeleceu alta programada no INSS

Por Janary Júnior / Edição: Newton Araújo

Tramita na Câmara o Projeto de Decreto Legislativo 50/11, do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), que pretende sustar decreto do Executivo que modificou a forma de concessão do auxílio-doença (Decreto 5.844/06).

O decreto estabelece a concessão do benefício por um tempo pré-determinado, definido pelo médico perito, sendo dispensada a realização de nova avaliação médica no final do prazo. É a chamada “alta programada”.

Na prática, a alta programada fixa o prazo de concessão do auxílio-doença. Antes do decreto, o cancelamento do benefício só ocorria após a perícia constatar a recuperação plena do trabalhador, sem prazo predeterminado.

Geraldo Resende ressalta que a Lei dos Benefícios Previdenciários (8.213/91) estabelece que o auxílio será pago enquanto o trabalhador permanecer incapaz. Ou seja, o prazo é o da recuperação total, e não o estipulado previamente pelo médico na perícia inicial.

Ilegal e inconstitucional

O parlamentar critica o fato de o Executivo ter usado um decreto para modificar uma situação que depende de regulamentação por lei. Ele argumenta que o ato administrativo do INSS que estabeleceu a alta programada é ilegal e inconstitucional.

Segundo ele, “o ato contraria não só a Lei 8.213/91, mas também a Constituição Federal, que estabelece as garantias de prevalência à vida, à saúde e à incolumidade física e mental de todos, e em especial da classe trabalhadora.”

Desde que foi publicado, o Decreto 5.844/06 tem sido alvo de diversas ações na Justiça federal, movidas por segurados e sindicatos contra a sua aplicação pelo INSS. Mas ainda não há um julgamento definitivo por parte do Judiciário.

Tramitação

O projeto será analisado nas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (inclusive quanto ao mérito). Se aprovado, segue para o Plenário.

Íntegra da proposta:

PDC-50/2011

Portal da Saúde

Ministro Padilha destaca papel da saúde na economia brasileira

Por Mauren Rojahn

O setor responde por quase 9% do PIB do país e a expectativa é de crescimento do mercado com a expansão da rede pública

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou em entrevista a importância do setor Saúde para o desenvolvimento do país, ressaltando que a movimentação financeira da área responde por quase 9% do PIB nacional. “Temos um PIB maior que o da Agricultura. Não seremos a quinta economia do mundo se não tivermos um setor de saúde bem estruturado e eficiente”, disse o ministro, durante a abertura da 18º Hospitalar – Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultórios.

O mercado de saúde brasileiro movimenta em torno de R$ 20 bilhões ao ano e garante emprego a 12 milhões de trabalhadores. Grande parte desse impacto é resultado do amplo atendimento realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Padilha ressaltou que é necessário compreender as oportunidades que surgem no país com a expansão da rede pública.

Em 2011, o orçamento da União destinou R$ 77,1 bilhões para a Saúde. Iniciativas lançadas este ano pelo Ministério da Saúde ampliam os serviços voltados a gestantes e bebês, por meio da Rede Cegonha, e a pacientes com câncer, por exemplo. “O SUS, um grande sistema nacional de saúde, é um grande mercado para a indústria”, afirmou o ministro.

INDÚSTRIA NACIONAL – Uma das frentes de trabalho do Ministério da Saúde é o fortalecimento da indústria nacional. Entre os avanços alcançados estão as parcerias entre empresas públicas e privadas firmadas para a fabricação de um total de 29 produtos de saúde no país. Do total de parcerias, quatro foram assinadas este ano para a produção medicamentos para aids, doença de Parkinson, artrite reumatóide e Doenças de Crohn. Essa experiência deve se estender a outras áreas, como de equipamentos médicos.

A Hospitalar é considerada a mais completa mostra de produtos para a área de saúde, apresentando milhares de itens em equipamentos médicos, produtos e serviços. O evento, que está sendo realizado na Expo Center Norte até o dia 27 deste mês, reúne 1.250 expositores de 34 países.

Correio do Brasil

Medida Provisória Nº 520 de 2010. Reflexões

Por Jorge André Irion Jobim, advogado de Santa Maria, RS

Muito se tem discutido a respeito da Medida Provisória nº 520 de 2.010 que autorizou o Poder Executivo a criar empresa pública sob a forma de sociedade anônima, denominada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A. – EBSERH, com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio, vinculada ao Ministério da Educação, com prazo de duração indeterminado.

Segundo a lei, a referida empresa pública terá por finalidade a prestação de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e laboratorial à comunidade, assim como a prestação, às instituições federais de ensino ou instituições congêneres, de serviços de apoio ao ensino e à pesquisa, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde pública.

Várias competências lhe foram atribuídas, entre elas administrar unidades hospitalares, prestar serviços de assistência médico-hospitalar e laboratorial à comunidade, no âmbito do SUS, prestar, às instituições federais de ensino superior e a outras instituições congêneres, serviços de apoio ao ensino e à pesquisa, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde pública, mediante as condições que forem fixadas em seu estatuto social, apoiar a execução de planos de ensino e pesquisa de instituições federais de ensino superior e a outras instituições congêneres, cuja vinculação com o campo da saúde pública ou com outros aspectos da sua atividade torne necessária essa cooperação, em especial na implementação da residência média multiprofissional nas áreas estratégicas para o SUS, prestar serviços de apoio à geração do conhecimento em pesquisas básicas, clínicas e aplicadas nos hospitais universitários federais e a outras instituições congêneres, prestar serviços de apoio ao processo de gestão dos hospitais universitários e federais e a outras instituições congêneres, com implementação de sistema de gestão único com geração de indicadores quantitativos e qualitativos para o estabelecimento de metas e exercer outras atividades inerentes às suas finalidades, nos termos do seu estatuto social.

Ela se sujeitará ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários, o que inegavelmente, lhe dará uma maior agilidade da contratação de pessoal, fato que, em princípio, iria beneficiar a população, já que a carência de pessoal especializado é uma das causas da superlotação dos hospitais e congêneres, mostrada diuturna e incessantemente nos meios de comunicação.

Pois é nesse ponto que me surge a dúvida. Os investimentos na saúde pública vão minguando, estabelece-se o caos neste setor e tudo isso é mostrado de forma bastante destacada nos meios de comunicação, com farta exposição de cenas verdadeiramente deprimentes. Ora. Se já se sabe exatamente a causa dos problemas na saúde pública, porque é que se deixou chegar a este ponto? E porque a solução vem na forma de uma empresa pública? Qualquer administrativista sabe que empresas públicas pertencem à administração pública indireta, mas também sabe que elas possuem uma maior proximidade com as empresas que são regidas pelas regras do direito privado e não pelo direito público como sempre deveria ser regida a saúde pública.

É aí que me vem à mente o lingüista Noam Chomsky. Ele elaborou a lista das 10 Estratégias de Manipulação através da mídia e, entre elas, existem duas que me chamam a atenção para este caso especificamente. A primeira delas, é a estratégia de criar problemas e depois oferecer soluções. Cria-se um problema, uma situação prevista para causar certa reação no público a fim de que ele próprio seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. No nosso caso, um desmantelamento da saúde pública para forçar a aceitação de uma solução emergente que poderá ser o primeiro passo para a privatização da saúde no Brasil, configurando um evidente retrocesso nos direitos sociais dos brasileiros.

Ah, mas é uma empresa pública, dirão alguns. E é aí que entra a segunda estratégia de manipulação que é o da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita, basta ir aplicando-a gradualmente, a conta-gotas, até se chegar ao ponto que se pretende, em nosso caso, a privatização total da saúde no Brasil, o que diga-se de passagem, seria terrível. Hoje, uma empresa pública que evidentemente contará com todo o auxílio material e pessoal para dar certo e ter a aceitação popular. Depois, o golpe final: a privatização da saúde, realizando o sonho de lucratividade eterna dos grandes conglomerados que indubitavelmente monopolizarão tal atividade em nosso país.

Obs. Para aqueles que são induzidos ao entendimento de que a privatização da saúde seria a solução para o Brasil, eu recomento que olhem o documentário de Michael Moore intitulado Sicko, SOS Saúde que mostra a realidade do sistema americano que faz da saúde da população um comércio lucrativo para os Planos de Saúde e para o próprio governo. Tenho certeza que mudarão de idéia.

Correio Braziliense

Opinião

Saúde sem imposto

Por Paulo Davim, senador (PV-DF), é médico cardiologista

Quando se fala em saúde no Brasil, é consenso que o setor precisa melhorar. É verdade que, nas últimas décadas, o Brasil tem avançado e até se tornado referência mundial na terapêutica e acompanhamento de algumas patologias. Mas ainda vivemos muitos vazios assistenciais nas diversas áreas da saúde, desde a atenção básica até os tratamentos de média e alta complexidade. E quando falamos em melhoria na saúde é basilar que pensemos no seu financiamento.

Se, por um lado temos um inegável problema de subfinanciamento do sistema de saúde no país, por outro é necessário que busquemos alternativas. Sobretudo aquelas que não onerem o bolso do contribuinte, aumentando ainda mais a já pesada carga tributária. Medidas que uma vez tomadas e implementadas — na vontade política do Legislativo e do Executivo — poderão mudar problemas crônicos como superlotações em hospitais e filas desumanas de pacientes à espera de atendimento.

A nossa atuação no Senado Federal tem se empenhado, diuturnamente, em buscar essas alternativas. Apresentei um conjunto de medidas que, na minha avaliação, será capaz de contribuir consubstancialmente para a viabilização, do ponto de vista de financiamento, para a implementação do Sistema Único de Saúde (SUS).

É inconcebível que o SUS tenha gastado no ano passado mais de R$ 200 milhões com internação de vítimas de acidente de trânsito. Entretanto, nem um centavo das multas aplicadas aos infratores foi destinado à saúde. Na tentativa de corrigir essa distorção apresentei no Senado um PL estabelecendo a destinação de 15% das referidas multas para o Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Da mesma forma é inaceitável que, dos tributos que incidem sobre a comercialização dos cigarros, no Brasil, nenhum percentual se destine à saúde, considerando que, só em 2010, o sistema gastou mais de R$ 300 milhões no tratamento de doenças provocadas diretamente pelo uso do cigarro. Defendemos, portanto, um realinhamento de preços tendo em vista que, no Brasil, esse produto é um dos mais baratos do mundo, e também a destinação de um percentual desses tributos para a saúde.

Propus uma parceria com a Caixa Econômica Federal, mais precisamente com o setor de loterias, no sentido de destinar recursos dessa fonte para reforçar o orçamento da saúde. Outra proposta diz respeito à realização de grandes eventos públicos — excetuando os religiosos e culturais — de maneira que seja criada uma contribuição destinada à saúde pública, pois sabemos que os grandes aglomerados contribuem para o incremento da demanda na rede pública de saúde.

Sugerimos também que o governo crie mecanismos de incentivo para que as empresas ofereçam aos seus funcionários assistência suplementar de saúde, de maneira a desonerar o SUS. A riqueza que deverá ser gerada com as reservas do pré-sal, descobertas em 2007 na Bacia de Santos, também não pode deixar de contemplar esse massacrado setor. Defendemos que se estabeleça um percentual dos royalties do pré-sal destinado à saúde. Assim como defendemos a imediata regulamentação da Emenda 29, que estabelece as obrigações orçamentárias com a saúde para a União, estados e municípios.

Na minha atividade profissional e política sempre lutei e defendi o serviço público de saúde, que é um direito constitucional. Sou favorável e um dos entusiastas, por exemplo, da criação da carreira de Estado para o servidor da saúde. Mas no momento, uma das minhas maiores atenções é essa que trato neste artigo: um maior aporte e outras fontes alternativas de financiamento para a saúde. Por entender que só assim poderemos dar passos mais largos para a saúde que queremos e merecemos.

Agência Brasil

Pesquisadora da Fiocruz aponta dificuldades em estudar a aids no Brasil

Marisa Morgado falou sobre as dificuldades durante evento com pesquisador francês que descobriu o HIV

Rio de Janeiro - Trinta anos depois da descoberta do vírus HIV no mundo, os pesquisadores brasileiros ainda sonham com condições competitivas para desenvolver uma vacina para o tratamento e prevenção da aids, mas o sonho da comunidade científica esbarra em questões de regulação, principalmente.

A afirmação é da pesquisadora-chefe do Laboratório de Aids da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marisa Morgado. Ela expôs a situação da pesquisa brasileira sobre a aids ao participar nesta terça-feira, 24, na unidade da Fiocruz em Manguinhos, da palestra do pesquisador francês Willy Rozenbaum, um dos integrantes da equipe que descobriu o vírus da aids em 1981.

Para Marisa, é preciso ter investimentos em infraestrutura de laboratórios, aquisição de equipamentos de ponta e capacitação e estímulo à formação de novos grupos de pesquisa laboratorial. Mas, antes de tudo, a pesquisadora revela que um dos problemas que os cientistas mais enfrentam é a dificuldade na importação de produtos usados nos estudos, como reagentes.

"É muito complicado importar no Brasil, leva muito tempo e o produto ainda para na alfândega. Enquanto em alguns lugares você diz que precisa do reagente de manhã e, à tarde, está no laboratório, aqui, a gente leva seis meses [para receber o produto]. É preciso também estimular a produção nacional [de reagentes]", constatou a pesquisadora.

Apesar desse entrave, a chefe do Laboratório de Aids reconhece os avanços em pesquisas sobre a aids no Brasil. Segundo ela, as publicações sobre a doença têm importante papel na colocação do país como o décimo terceiro no ranking de pesquisas na área de saúde. Marisa destaca, principalmente, os estudos sobre a resistência a medicamentos e as descobertas sobre os vários subtipos virais.

O grande impulso para essas pesquisas foi dado em 1987, quando pesquisadores brasileiros isolaram, pela primeira vez, o vírus HIV. O pesquisador Bernardo Galvão, da Fiocruz/BA, coordenou essa equipe há 24 anos e reconhece, hoje, os resultados da vitória científica e o impacto das ações do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids).

Galvão reconhece que várias políticas públicas, no Brasil, são positivas, mas ele lamentou o fato de essas ações serem formuladas em nível central e, quando vão para a ponta, não são totalmente implantadas. "Temos um problema que transcende a aids, que é da saúde do Brasil em geral".

Galvão destaca como exemplo o atendimento de obstetras a mulheres grávidas portadoras do vírus. De acordo com levantamentos recentes, nos atendimentos estaduais, apenas 70% dos obstetras seguiam as recomendações do programa nacional. Além disso, 64% dos médicos escolhiam a cirurgia cesariana para o parto, 38% recomendavam o isolamento da grávida e 58% indicavam a ligação de trompas no pós-parto.

Outra realidade apontada como preocupante por Galvão é o acesso tardio ao tratamento, constatado em pesquisas recentes na Bahia. "O tratamento está aí, disponibilizado gratuitamente através do SUS [Sistema Único de Saúde], mas existe um grupo de infectados que não tem acesso a esse tratamento e só vai ter acesso quando a doença está em estágio mais avançado. Alguma coisa precisa ser feita para que [essas pessoas] tenham acesso mais precocemente. Quanto mais cedo tratar, melhor resultado vai se ter".

Para Galvão, essa constatação se explica, principalmente, pelo fato de o maior número de registros estar concentrado na população mais pobre do país, diferentemente do que ocorria quando o vírus foi descoberto no Brasil.

Sexta-feira, 27.05.2011

Agência Câmara de Notícias

Proposta estabelece prazo máximo entre marcação e consulta médica

Por Carolina Pompeu / Edição: Daniella Cronemberger

Enio Bacci: quem paga por plano de saúde quer tratamento “mais ágil.”A Câmara analisa proposta que estabelece prazo máximo de 15 dias úteis entre a marcação da consulta e o atendimento médico, para os pacientes atendidos pelos planos privados de saúde. De acordo com o projeto, o mesmo prazo valerá para a realização de exames. A medida está prevista no Projeto de Lei 499/11, que modifica a Lei 9.656/98.

O autor da proposta, deputado Enio Bacci (PDT-RS), argumenta que as pessoas que buscam pela assistência privada de saúde esperam encontrar um tratamento “mais ágil” que aquele oferecido pelo Estado. “Na prática, a espera por tratamento é extremamente demorada, apesar do pagamento ao plano de saúde”, disse.

Tramitação

A proposta tramita em conjunto com o PL 6389/02, que aguarda inclusão na pauta do Plenário.

Íntegra da proposta:

PL-499/2011

ANS

ANS altera metodologia de cálculo do Índice de Reclamações

O Índice de Reclamações, divulgado mensalmente pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e calculado a partir das demandas recebidas dos consumidores de planos privados de saúde, conta agora com uma nova fórmula de cálculo, levando em conta as demandas resolvidas pela Notificação de Investigação Preliminar (NIP).

As reclamações feitas por meio do Disque ANS, correio eletrônico, correspondência ou presencialmente em qualquer um dos doze Núcleos da Agência espalhados pelo país. Quando verificado indícios de irregularidade, estas reclamações são encaminhadas aos Núcleos para apuração. Em agosto de 2010, a ANS instituiu a NIP, possibilitando a rápida solução de alguns dos conflitos entre consumidores e operadoras, no caso de reclamações em que uma operadora nega ao consumidor o direito de realizar um exame ou procedimento previsto em seu contrato (caracterizado como negativa de cobertura). Ao receber uma demanda dessa natureza, a ANS entra em contato com a operadora para solucionar o problema e, caso seja solucionado, não encaminha a demanda para apuração.

Até então, essas demandas resolvidas pela NIP e não encaminhadas para apuração, não entravam no cálculo do Índice de Reclamação. No entanto, por entender que mesmo tendo sido solucionada, uma reclamação dessa natureza indica uma conduta com indício de infração da operadora, a ANS passou a incluí-la no cálculo do Índice, que foi refeito retroativo a outubro de 2010.


AGENDA


- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- Negociação dos Serviços de Saúde

Unidas / AssPreviSite

16 e 17 de junho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais de negociação no mercado de saúde para atuarem com consciência de seu papel e sua importância enquanto agentes do processo negocial; Apresentar noções básicas da negociação em geral e seus conceitos, princípios e elementos; Apresentar o processo de negociação em seus aspectos subjetivos e formais; Apresentar o mercado de saúde, suas características, seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens e dificuldades na negociação multilateral;

Identificar vantagens e dificuldades na negociação com paralisação dos serviços; Esclarecer a participação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público, PROCON e CADE no processo de negociação dos serviços de saúde.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- Sistemas de Informação para Gestão da Saúde

Unidas / AssPreviSite

02 e 03 de junho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Conhecer os fundamentos dos Sistemas de Informação em Saúde e entender a sua aplicação à gestão de Sistemas de Saúde. Conhecer o processo de construção do Prontuário Eletrônico do Paciente e analisar seu uso na Assistência e na Gestão.

Conhecer os padrões para representar e transmitir a informação em saúde. Impactos da implantação do TISS – Troca de Informação em Saúde Suplementar. Conhecer a Comissão de Estudo Especial Temporária Informática em Saúde da ABNT e o HL7 Brasil. Conhecer o projeto de informatização da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e a integração com laboratórios clínicos. Conhecer a legislação sobre privacidade e confidencialidade da informação em saúde. Conhecer a questão dos usos da informação para a gestão e qualidade em saúde; discutir o cenário nacional de avaliação em saúde suplementar e comparar com o cenário internacional. Conhecer as tendências de disseminação da informação em saúde. Apresentar os conceitos de software livre e sua importância para área da saúde.

Instrutor

DRA. BEATRIZ DE FARIA LEÃO

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos de Saúde, Executivos da área de Informática, Profissionais de Informática em Saúde e responsáveis pelo desenvolvimento de Sistemas de Informação em Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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