Leia
nesta edição:
- Os males do SUS
- Decreto regulamenta lei que organiza SUS
- SP: Hospitais
proibidos de exigir cheque caução
- Exame de
sangue rápido e barato ajuda a saber se antibióticos
estão fazendo efeito
- ANS prorroga
consulta pública sobre processo de fiscalização
até 10 de julho
- PT fica
isolado, contra a saúde
- TCU aponta
crise de gestão e de custos nos hospitais
universitários
- Dono de
69% dos hospitais brasileiros, setor privado oferece pouco
espaço
ao SUS
- Orientação aos beneficiários de planos
de saúde
- Comissão aprova projeto que libera nome fantasia de
remédios
- Indefinição sobre restos a pagar e projeto do
Pronatec impede votações
- Nova classe
média vai aumentar demanda por gastos em
saúde no Brasil
- Câmara de Gestão inicia avaliação
pelo Ministério da Saúde e Infraero
- Decreto
da presidenta Dilma amplia acesso à saúde
com novo modelo de gestão do SUS
- Comissão Pró-SUS fará raios-X
de hospitais
Quinta-feira, 30.06.11
Folha
de São
Paulo
Os males do SUS
O SUS (Sistema Único de Saúde) padece de duas
deficiências graves e crônicas: gestão ineficaz
e recursos insuficientes.
O usuário que se vê obrigado a recorrer ao SUS é,
em boa parte das vezes, submetido a um calvário, com tratamento
ruim e espera desumana por exames e procedimentos mais complexos.
Assim, a
decisão do governo Dilma Rousseff de criar um
marco para o SUS busca remediar ao menos um dos males, a administração
ineficiente. O objetivo é estabelecer metas de atendimento
para Estados e municípios, com base nas demandas de cada
região.
É salutar a criação de indicadores para
aferir a qualidade do serviço prestado, assim como mapear
com precisão as falhas do sistema, hoje pouco detalhadas.
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a
ideia é definir "mais para a frente" indicadores
também em relação ao tempo de espera. A
promessa não pode ser esquecida, uma vez que as filas
vão muito além do aceitável.
Essa reorganização do sistema público de
saúde brasileiro, com coordenação de fato
entre municípios, Estados e governo federal, pode levar
a uma economia de recursos. Isso contribuiria para mitigar outro
problema fundamental do SUS, o subfinanciamento.
A questão da falta de recursos ainda carece, porém,
de outras medidas para ser solucionada. O governo precisa de
atuação mais decidida na cobrança do ressarcimento
das seguradoras de saúde privadas por internação
de conveniados em hospitais públicos.
Depois de
quase um ano sem reclamar esse dinheiro, o governo arrecadou
R$ 25 milhões apenas nos primeiros cinco meses
deste ano. Ainda assim, é só um quarto do que foi
efetivamente cobrado.
A outra medida
urgente para fechar o ralo por onde escoam os recursos da saúde é regulamentar a chamada Emenda
29. Estados e municípios incluem os gastos mais estapafúrdios
nas rubricas de saúde, como restaurantes populares, e
não destinam o percentual mínimo determinado por
lei.
Acabar com
essas brechas dará novo impulso às
finanças da área, sem a necessidade de criar ainda
mais um imposto para sobrecarregar o contribuinte.
Enquanto
persistirem as atuais deficiências, o sistema
público de saúde brasileiro não será de
fato universal. As novas medidas do governo podem representar
um choque de gestão no SUS, mas não serão
a panaceia.
Jornal Monitor Mercantil
Decreto regulamenta lei que organiza SUS
Decreto publicado
ontem no Diário Oficial da União
fixa regras para reorganizar o Sistema Único de Saúde
(SUS) e melhorar o acesso aos serviços na área
em todo o país, estabelecendo novo modelo de gestão
e definindo obrigações para estados e municípios.
Uma das principais mudanças é o mapeamento dos
serviços de saúde por regiões, de modo a
agrupar as cidades com condições econômicas
e sociais semelhantes.
Cada região dessas terá metas diferentes, de acordo
com a realidade local. Atualmente, as metas são definidas
de modo geral, a cada quatro anos, e não há um
monitoramento sobre o cumprimento de objetivos específicos.
Os estados
e os municípios que não atenderem às
regras poderão ter verba bloqueada. Se forem eficientes,
poderão ganhar mais recursos. Por meio de listas divulgadas
pela internet ou disponíveis em hospitais e postos de
saúde, os usuários terão acesso a informações
sobre quais serviços são oferecidos em cada região.
Saúde
Business Web
SP:
Hospitais proibidos de exigir cheque caução
O governador
Geraldo Alckimin sancionou a lei 8.851, publicada no Diário Oficial, da última semana, que proíbe
a utilização do cheque caução por
hospitais em todo o Estado de São Paulo. Hospitais costumam
exigir o caução para autorizar a internação
de pacientes que não possuem plano de saúde ou
não o pagam em dia.
O objetivo
da lei, segundo o deputado estadual Fernando Capez (PSDB),
autor do
projeto, é evitar que o paciente passe
por constrangimento.
Na hipótese de descumprimento da lei, o estabelecimento
médico ficará obrigado a devolver o valor depositado
pelo paciente, em dobro.
O estabelecimento
pagará uma multa que pode chegar a
até R$ 174 mil de acordo com a gravidade da infração,
a vantagem auferida e a condição econômica
do infrator, e revertida para o Fundo Estadual de Reparação
de Interesses Difusos Lesados.
O consumidor
vitimado deverá denunciar o caso ao Procon
da sua cidade que está habilitado para fazer esta cobrança.
A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a lei no
dia 18 de maio.
Se o hospital
entender que deve cobrar, ele poderá fazer
isso depois. E, se o paciente não pagar, o hospital tem
meios de ir à Justiça para cobrar. No entanto,
o Código Civil proíbe negociação
com alguém que está em necessidade. E é o
caso dos hospitais.
O Globo
Exame
de sangue rápido e barato ajuda a saber se antibióticos
estão fazendo efeito
Por Antônio
Marinho
RIO - Um
teste de rotina rápido e barato para avaliar
o risco de doença cardiovascular se mostrou também
um excelente método para saber se pessoas com baixa imunidade,
como pacientes com câncer e contagem reduzida de glóbulos
brancos após a quimioterapia, estão respondendo
bem ao tratamento de uma infecção grave. O exame
no sangue da chamada proteína C-reativa (PCR) é útil
nesses casos, segundo estudo realizado por pesquisadores do Instituto
D'Or de Pesquisa e Ensino, em parceria com o Instituto Nacional
de Câncer (INCa) e a Universidade Nova de Lisboa, envolvendo
154 pacientes com câncer e infecção grave.
Os pacientes,
brasileiros, foram testados para praticamente todos os tipos
de câncer, com predominância de tumores
sólidos (intestino, pulmão, mama, cabeça
e pescoço, rim etc). Muitos deles estavam em tratamento
de quimioterapia, radioterapia ou haviam sido submetidos a cirurgias
recentemente, disse o pneumologista Jorge Salluh, médico
intensivista do Instituto Nacional do Câncer e um dos coordenadores
da pesquisa, publicada na revista científica "Critical
Care".
“A resposta ao tratamento com antibióticos normalmente é vista
em uma semana; mas com o exame da PCR podemos saber isto em até 72h.
A PCR é um marcador bastante conhecido, seu resultado
sai em minutos e está amplamente disponível. Avaliamos
o teste em diversas situações de infecções
graves, como pneumonias, em usuários de corticoides e
sepse; e em todos a PCR foi eficaz”, disse Salluh.
O estudo
poderá um dia ser usado para reavaliar diretrizes
e orientações no acompanhamento de tratamentos
nos casos de pacientes com câncer e infecções
graves. Antes se usava apenas o valor inicial da PCR do primeiro
dia e, eventualmente, o médico analisava a dosagem nos
dias seguintes; fazendo a avaliação se o valor
da PCR caía ou se mantinha.
“Hoje sabemos que diminuições da PCR acima
de 50% nos quatro primeiros dias estão associadas a uma
melhor resposta ao tratamento e a taxas menores de mortalidade.
Padrões em que há redução inferior
a 20% representam um pior prognóstico ou falhas no tratamento
inicial”, comentou.
A conclusão da pesquisa é de que mesmo indivíduos
com imunidade comprometida podem se beneficiar da dosagem da
PCR na orientação de seus tratamentos. Dentre outros
testes disponíveis para avaliar estes pacientes existe
a procalcitonina, disponível no Brasil, embora com valor
ainda alto. Este custa cerca de 20 vezes mais que o teste de
PCR, que pode sair por menos de R$ 10 reais, dependendo do laboratório.
“A ideia é usar a PCR em pacientes gravemente doentes
possibilitando monitorar a resposta à infecção
e com isso reduzir a indicação de antibióticos,
interrompendo o medicamento naqueles indivíduos com resposta
rápida, ou mesmo avaliar a falha do tratamento inicial,
possibilitando uma modificação precoce em pessoas
com grave alteração de imunidade”, disse
Salluh.
ANS
ANS
prorroga consulta pública sobre processo de fiscalização
até 10 de julho
A NIP é de um mecanismo para mediação de
conflitos entre operadoras e consumidores de planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prorrogou
por mais 10 dias a Consulta Pública nº 32, sobre
a proposta de definição das regras para a Notificação
de Investigação Preliminar (NIP).Com isso, o prazo
para recebimento de contribuições vai até 10
de julho. A NIP é de um mecanismo para mediação
de conflitos entre operadoras e consumidores de planos de saúde,
voltado, especificamente, para os casos de negativa de cobertura
assistencial. Toda a sociedade poderá apreciar a proposta
normativa colocada em análise e apresentar contribuições.
O material sobre o assunto está disponível na seção
Transparência, na página da ANS na internet.
Com foco
em educação e prevenção,
a ANS investirá esforços para a adoção
da NIP e, com isso, obter mais celeridade e efetividade na resposta
das operadoras às demandas dos consumidores. Uma vez que
haja denúncia de negativa de cobertura à ANS, as
operadoras de planos de saúde que aderirem ao mecanismo
da NIP terão oportunidade de rever sua conduta por meio
do instituto da Reparação Voluntária e Eficaz,
que será reconhecida quando a operadora prestar a devida
assistência em um prazo satisfatório para o consumidor.
Com isso, somente as denúncias de negativa de cobertura
cuja mediação não for possível no âmbito
da NIP serão objeto de abertura de processos administrativos.
Projeto Piloto NIP
O Projeto
Piloto NIP iniciou-se em outubro de 2008 e contou com a participação de operadoras de grande porte
e com atuação nacional, sediadas, na sua maioria,
na Região Sudeste. Até maio de 2010, cerca de 56%
das demandas recebidas foram arquivadas por terem se resolvido
através deste mecanismo de mediação. A partir
de março de 2009, o projeto piloto foi estendido aos Núcleos
da ANS, a fim de que as questões de negativa de cobertura
de operadoras de pequeno e médio porte com atuações
regionalizadas fossem também tratadas no âmbito
da NIP. Na atuação regionalizada, o sucesso do
projeto piloto foi ainda maior, com um índice de resolutividade
superior a 81% das demandas recebidas. Além do objetivo
principal de atender às necessidades dos consumidores
envolvidos nessas demandas, a ANS evitou uma sobrecarga de processos
administrativos que se mostraram desnecessários.
Site
do Deputado Darcísio
Perondi
PT
fica isolado, contra a saúde
As lideranças partidárias estiveram reunidas nessa
terça-feira (28) e um dos temas em debate foi a regulamentação
da Emenda Constitucional 29, cuja votação está emperrada
na Casa por conta de apenas um Destaque. Todos os partidos políticos,
com exceção do PT, defenderam a votação
da matéria, para que o Projeto possa retornar à sua
Casa de origem, o Senado. O presidente Marco Maia, demonstrando
independência, se comprometeu a incluir o Destaque na pauta
da sessão da quarta-feira, dia 6 de julho, desde que o
Governo retire a urgência do Projeto do Pronatec (Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego) e libere
a pauta.
O presidente
da Frente Parlamentar da Saúde, deputado
Darcísio Perondi (PMDB-RS), que é vice-líder
do PMDB, lamentou a postura do PT diante da regulamentação
da EC 29. “É surpreendente e decepcionante. Um partido
com a história que tem em defesa do SUS, ficar completamente
omisso e isolado, contra a saúde”, disse Perondi.
Por outro lado, completou o parlamentar gaúcho, “estou
feliz por ver o meu PMDB liderando os demais partidos da base
aliada nessa grande luta, em favor da saúde”. Já o
líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo
Alves, reafirmou na reunião que os deputados, partidos
e a população querem a votação da
regulamentação da Emenda Constitucional 29 e que
a matéria é prioridade do PMDB.
Na reunião de líderes surgiu a possibilidade de
o Governo liberar a votação, desde que haja a garantia
de que o Senado aprovará o texto aprovado e encaminhado
pela Câmara. “Esse acordo prévio não
existe. É o mesmo que imaginar cachorros voando e vacas
tossindo. O Senado deve ser independente e votar o que pensa”,
afirmou Darcísio Perondi. O temor do Governo é que
os senadores descartem o texto da Câmara e reeditem o Projeto
original, já aprovado na Casa, que altera a forma de composição
do orçamento da saúde. Pelo texto da Câmara,
o orçamento da saúde deve ser tudo o que foi gasto
no ano anterior, mais a variação do Produto Interno
Bruto (PIB) nominal. Já o texto do Senado prevê 10%
das receitas correntes brutas, o que forçaria a União
a gastar mais R$ 29,3 bilhões no Sistema Único
de Saúde.
Agência Câmara
TCU
aponta crise de gestão e de custos nos hospitais
universitários
Os HU's são responsáveis pelo uso de um em cada
10 leitos, por 37% de transplantes de alta complexidade e têm
25% das vagas de UTI
Dos cerca
de sete mil hospitais brasileiros, apenas 2,3% são
hospitais universitários, mas eles são responsáveis
pelo uso de um em cada dez leitos, e de 25% dos leitos de UTI.
Além disso, mais de 37% de transplantes de alta complexidade
ocorrem em hospitais universitários.
Mesmo com
essa responsabilidade, o Tribunal de Contas da União
(órgão auxiliar do Congresso Nacional que tem por
atribuição o controle externo dos atos financeiros,
orçamentários, contábeis, operacionais e
patrimoniais dos Poderes da República) divulgou um levantamento,
apontando uma crise de gestão e de custos nessas instituições.
A situação foi debatida nesta quarta-feira (30),
na Comissão de Seguridade Social e Família.
O assessor
da Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas da
União no Rio Grande do Sul, André Kirchheim,
indicou os três principais problemas que precisam ser resolvidos
de imediato. "A insuficiência e a precariedade de
pessoal desses hospitais universitários; a questão
de financiamento; e a necessidade de os hospitais terem autonomia
gerencial, porque muitos desses gestores não têm
autonomia", explica.
Os terceirizados
formam a metade dos trabalhadores em hospitais universitários, e sempre surgem impasses quando os contratos
terminam. Com relação ao orçamento, 80%
dos recursos vêm do Ministério da Educação
e 20% do Ministério da Saúde, o que é insuficiente.
No início do ano foi editado um decreto presidencial
criando o Programa Nacional de Reestruturação dos
Hospitais Universitários Federais, que prevê o aumento
gradual do financiamento pelo Ministério da Saúde.
No entanto,
falta uma portaria interministerial regulamentando o assunto,
que
deve ser publicada ainda nesta semana. Para 2010
estão previstos R$ 200 milhões, mas seriam necessários
R$ 750 milhões.
Regras de financiamento
A diretora
do Departamento de Atenção Especializada
da Secretaria de Atenção à Saúde
do Ministério da Saúde, Maria Inez Pordeus Gadelha,
reconhece a necessidade de mudar as regras de financiamento. "A
questão maior é essa complexidade que eles têm
e uma única fonte de financiamento não resolve
a questão", avalia.
"Grande parte dos gastos deles, e eles são realmente
mais caros, que é natural, deriva de outras atividades
que os hospitais universitários, até por perfil
institucional, são obrigados a prestar e a fazer." Ela
ressalta que os hospitais universitários são mais
caros porque, além de atenderem a população,
ensinam, o que obriga o uso de mais material hospitalar.
O presidente
da Associação Brasileira de Hospitais
Universitários e de Ensino, Carlos Alberto Justo da Silva,
afirma que as normas vigentes impedem a flexibilidade orçamentária
e, consequentemente, o uso mais racional dos recursos nos hospitais.
Ele citou,
como exemplo, mudanças estabelecidas pela
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
que implicam no uso de material hospitalar mais caro e que não
são acompanhadas de uma contrapartida orçamentária.
Rede Brasil Atual
Dono
de 69% dos hospitais brasileiros, setor privado oferece pouco
espaço
ao SUS
São Paulo - A maior parte da infraestrutra da saúde
no país está nas mãos da iniciativa privada.
Dos cerca de 6,3 mil hospitais, 69% são particulares e
destinam apenas 38% de seus leitos para o Sistema Único
de Saúde (SUS). As informações foram apresentadas
na manhã desta quarta-feira (29), durante o seminário "A
Saúde dos Brasileiros", realizada na Faculdade de
Saúde Pública da Universidade de São Paulo
(USP).
O evento
discute os seis artigos publicados na edição
de maio da revista britânica The Lancet. Foi a primeira
vez que uma prestigiada revista internacional da área
de medicina dedicou um volume especial para abordar a situação
da saúde no Brasil.
A autora
do estudo é Célia Maria de Almeida, pesquisadora
e coordenadora do Programa de Desenvolvimento e Inovação
Tecnológica em Saúde da Escola Nacional de Saúde
Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fundação
Oswaldo Cruz). Co-autora de um dos capítulos do volume,
ela falou sobre os sistema de saúde.
Em sua avaliação, há muitas conquistas
estabelecidas nos últimos anos no Brasil. Ela citou aspectos
como o aumento na cobertura e a descentralização
da gestão garantida com o SUS. Ela destacou ainda o aumento
do acesso da população aos serviços, da
consciência de que a saúde é um direito de
todos e dos recursos humanos e tecnológicos em todo o
sistema.
No entanto,
há ainda há muitas contradições. "Houve
um aumento expressivo do setor privado, que foi estimulado pelos
governos por meio de incentivos fiscais e de financiamento",
disse. "Entre os obstáculos que temos pela frente
está aumentar o financiamento federal da saúde,
elevando assim investimentos em infraestrutura."
Segundo ela,
no Brasil, são poucos os hospitais que oferecem
mais de 400 leitos. E a maioria deles está localizada
nas regiões Sul e Sudeste. Nessas regiões, há também
maior concentração de serviços de mamografia,
aparelhos de raios-X, tomógrafos, ressonância magnética
e ultrassom; a maioria instalados no setor privado.
O sistema
de saúde brasileiro é, na visão
de Célia, uma intrincada rede pública e privada,
na qual o setor público subsidia o privado ao mesmo tempo
em que investe pouco no setor como um todo. Em compensação,
o SUS conseguiu melhorar amplamente o acesso à atenção
básica e de emergência, atingir uma cobertura universal
da vacinação e da assistência pré-natal
e investir fortemente na expansão dos recursos humanos
e tecnológicos, esforçando-se para fabricar os
produtos farmacêuticos essenciais ao país.
Entre 1981
e 2008, a busca por atendimento na atenção
básica (como postos de saúde) cresceu 450%. No
mesmo período, a procura por consultas em ambulatórios
hospitalares caiu de 21% para 12% da população.
Ela destacou
o Serviço de Atendimento Movél de
Urgência (Samu), presente em 1.150 cidades brasileiras,
cobrindo 55% da população, assegurando 74% da assistência
domiciliar de emergência. Os desafios, segundo Célia
Maria, estão relacionados a questões políticas,
econômicas e tecnológicas que garantam a sustentabilidade
do SUS.
Quarta-feira, 29.06.11
ANS
Orientação
aos beneficiários de planos
de saúde
Diante da
possibilidade de paralisação no atendimento
a beneficiários de planos de saúde e do descredenciamento
de profissionais médicos da rede conveniada de operadoras,
a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esclarece,
mais uma vez, que:
– O acesso aos serviços contratados pelo beneficiário
deve ser garantido por sua operadora de plano de saúde;
– É vedada a cobrança de valores adicionais
por consultas ou qualquer outra prestação de serviço
que tenha cobertura obrigatória pelo plano contratado;
– Caso algum prestador de serviço de saúde
anuncie a cobrança de valores adicionais para o beneficiário,
a operadora deve ser comunicada e oferecer alternativa de atendimento
sem qualquer ônus;
Ressaltamos ainda que:
– Os serviços de urgência/emergência
(devidamente classificados por profissionais médicos)
devem ser garantidos aos beneficiários, não havendo
justificativa legal para a suspensão de atendimento nesses
casos.
– Para os atendimentos eletivos, as operadoras devem providenciar
um novo agendamento das consultas, exames, internações
ou quaisquer outros procedimentos com solicitação
médica prévia, em tempo razoável, de forma
a garantir a assistência à saúde de seus
beneficiários consumidores.
– Os sistemas e fluxos de autorizações das
operadoras devem estar programados para as necessidades de reagendamento,
bem como para os casos em que os médicos ou outros prestadores,
por questões individuais/particulares, optem por não
aderir à paralisação prevista.
Reiteramos
que a ANS vem trabalhando continuamente na regulação
das relações entre operadoras e prestadores de
serviços de saúde, sempre no intuito de salvaguardar
o equilíbrio do mercado e garantir o atendimento com qualidade
aos consumidores de planos de saúde.
Os canais
de atendimento da ANS estão à disposição
dos beneficiários para denúncias, reclamações
e esclarecimentos:
Disque ANS: 0800 701 9656
Agência Câmara de Notícias
Comissão aprova projeto que libera nome fantasia de remédios
Por Leonardo Prado
A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou nesta quarta-feira
o Projeto de Lei 6745/10, do Senado, que revoga a proibição
de nomes ou designações de fantasia em medicamentos
com uma única substância ativa ou em imunoterápicos
(vacinas). A proposta altera a Lei 6.360/76, que trata da vigilância
sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos.
O autor da
proposta, senador Osmar Dias (PDT-PR), argumenta que o dispositivo
atualmente
em vigor perdeu seu sentido e está,
na prática, revogado pela Medida Provisória 2.190-34/01.
De acordo com essa MP, medicamentos com uma única substância
ativa "sobejamente" conhecida podem ser identificados
por nome comercial ou de marca.
"Por não haver sentido em manter duas disposições
colidentes e pelo fato de a determinação não
mais ser observada no momento atual, a nova redação
que propomos retira essa categoria de produtos da proibição",
afirma.
O relator
da proposta, deputado Ricardo Izar (PV-SP), concorda: "Realmente,
o dispositivo que se pretende modificar caiu em desuso".
Tramitação
O projeto,
que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo.
O projeto perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de
aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito
assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto
precisará ser votado pelo Plenário., ainda será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-6745/2010
Agência Câmara de Notícias
Indefinição sobre restos a pagar e projeto do
Pronatec impede votações
Por Carol
Siqueira / Edição: Marcos Rossi
Deputados
da base aliada querem extensão do prazo para
liberação de recursos de emendas parlamentares
ao Orçamento de 2009 e pedem retirada da urgência
constitucional da proposta do governo sobre programa de ensino
técnico, que tranca a pauta.
A indefinição sobre a prorrogação,
ou não, do Decreto 7.468/11, que trata dos restos a pagar
do Orçamento de 2009, inviabilizou as votações
nesta quarta-feira. Esses recursos perdem a validade nesta quinta-feira
(30), segundo determina o decreto, o que atingiria convênios
financiados com recursos de emendas parlamentares.
Os líderes dos partidos governistas estiveram reunidos
com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais,
Ideli Salvatti, durante a tarde e cobraram a prorrogação,
por três meses, da permissão de utilizar os recursos.
“Os deputados da base se queixam de falta de reciprocidade,
porque o governo não nos trata como nós o tratamos”,
disse o líder do PR, deputado Lincoln Portela (MG). Segundo
ele, o clima de insatisfação impediu as votações
de hoje, fazendo com que a sessão do Plenário fosse
encerrada sem a análise de nenhuma proposta. Estava prevista
para esta tarde a votação da Medida Provisória
528/11, que corrige em 4,5% a tabela do Imposto de Renda de Pessoa
Física (IRPF).
O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN),
também defendeu a prorrogação. “Até parece
que é dinheiro para o deputado, mas não, é dinheiro
para pequenas obras, adutoras, postos de saúde, que já foram
empenhadas e basta cumprir o orçamento. Isso vai beneficiar
a população em todos os municípios do País”,
disse.
A definição sobre o decreto depende da presidente
Dilma Rousseff, que retorna do exterior na noite de hoje. Os
líderes disseram que estão otimistas em relação à prorrogação. “Acho
que estamos ponderando e, pelo convencimento, mostrando que os
restos a pagar vão gerar desenvolvimento, bem-estar, satisfação.
Isso não pode ser interpretado como quebra do ajuste fiscal
e da política de combate à inflação,
essa é uma interpretação distorcida”,
ressaltou o líder do PMDB.
Trancamento
Além dos restos a pagar, outro motivo de insatisfação
de alguns deputados da base é a urgência constitucional
do Projeto de Lei 1209/11, que cria o Programa Nacional de Acesso
ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Ele está inviabilizando
a votação de outras propostas defendidas pelas
lideranças, como os três projetos sobre a anistia
para os bombeiros no Rio de Janeiro e o que regulamenta a Emenda
Constitucional 29, destinando mais recursos para a saúde
(Projeto de Lei Complementar 306/08). “Quem está trancando
a pauta é o governo. Nós não podemos votar
nada além das medidas provisórias por conta dessa
urgência constitucional”, reclamou Lincoln Portela.
Segundo Henrique
Eduardo Alves, as lideranças devem se
reunir nesta quinta-feira para definir uma pauta consensual para
a semana que vem. Ele admitiu, porém, que essas votações
só ocorrerão com a retirada da urgência do
PL 1209/11 pelo governo. “Pedimos à Ideli que tirasse
essa urgência, mas essa é uma decisão do
governo e vamos aguardar”, afirmou. Esse vai ser um dos
temas discutidos amanhã.
Isaude.net
Nova
classe média vai aumentar demanda por gastos em
saúde no Brasil
Envelhecimento
populacional e ampliação da classe
média vão aumentar demanda por inovação
e gastos do setor no país
Os gastos
públicos com saúde devem aumentar exponencialmente
nos próximos anos e o desafio do Brasil no momento é como
elevar o financiamento na área.
A questão foi levantada pelo secretário de Ciência,
Tecnologia e Insumos Estratégico do Ministério
da Saúde, Carlos Gadelha, na palestra de abertura das
atividades da 8º Conferência Internacional de Avaliação
de Tecnologias em Saúde (HTAI 2011) nesta segunda-feira
(27), no Rio de Janeiro.
O secretário abordou as rápidas mudanças
socioeconômicas que têm transformado a pirâmide
social e etária no País e como elas exigem que
haja geração de conhecimento para atender os novos
objetivos sociais. A explosão da classe média,
a redução da mortalidade infantil e o envelhecimento
da população vão demandar investimento na
produção nacional de pesquisa e desenvolvimento
na área de saúde, orientada para as diferentes
regiões do país. Hoje, a produção
nacional não acompanha a demanda por novas tecnologias.
O desafio do Brasil é elevar o financiamento público
em saúde para mudar esse cenário.
Gadelha afirma
que a produção tecnológica
nacional gerará riqueza ao país, pois permite geração
de emprego, conhecimento e valor agregado. Uma das soluções
que o Ministério da Saúde tem encontrado para um
maior investimento na produção nacional em saúde
no Brasil são as parcerias público privadas (PPPs). " Elas
dão a chance de integrar de forma cooperativa o setor
privado e o público. Desta forma, o governo pauta a agenda
produtora nacional, chamando o setor privado a investir onde
o Estado não tem capacidade" , afirmou.
Atualmente,
o Brasil tem 24 acordos firmados por PPPs para produção
nacional de tratamentos que atingem a população
tais como AIDS, Parkinson e artrite reumatóide. Com as
parcerias, 29 produtos de saúde passarão a ser
fabricados no país, o que deverá gerar economia
de R$ 390 milhões por ano.
Blog do Planalto
Câmara de Gestão inicia avaliação
pelo Ministério da Saúde e Infraero
A Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho
e Competitividade decidiu em reunião realizada nesta quarta-feira
(29/6) iniciar o processo de avaliação, no próximo
mês, pelo Ministério da Saúde e pela Empresa
Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
O anúncio foi feito pela ministra-chefe da Casa Civil,
Gleisi Hoffmann, e pelo empresário Jorge Gerdau, após
reunião com os integrantes da Câmara. Em entrevista,
a ministra Gleisi explicou que a avaliação nestes
dois setores tem duas dimensões. A primeira delas é a
econômica, uma vez que a pasta da Saúde é uma
das que mais recebe recursos da União, e o segundo fato
diz respeito à prestação de serviços
aos cidadãos.
“O ministro Padilha [Alexandre Padilha, ministro da Saúde]
pediu para que o seu ministério fosse um dos primeiros
a serem avaliados. Então, no início do mês
vamos nos reunir com ele para definirmos as prioridades”,
contou a ministra Gleisi.
Uma outra
deliberação deste grupo de apoio à presidenta
Dilma Rousseff é acompanhar os projetos com vistas à Copa
do Mundo Fifa 2014. Segundo explicou a ministra, os integrantes
da Câmara de Gestão podem dar contribuição
ao Comitê Gestor da Copa. Gleisi Hoffmann retomou também
a questão dos aeroportos com o foco na qualidade do serviço
prestado aos passageiros. Ela frisou que existe preocupação,
por exemplo, com o tempo de restituição das bagagens.
Ministra
Gleisi e o empresário Jorge Gerdau na entrevista
coletiva no Palácio do Planalto“São questões
pequenas do cotidiano dos aeroportos. Mas a Anac (Agência
Nacional de Aviação Civil) vai atuar com bastante
rigor, por exemplo, para que os voos normais não sejam
substituídos por voos fretados (charters)”, disse.
Durante a
entrevista, a ministra Gleisi foi indagada sobre o aporte de
recursos do
BNDES ao grupo Pão de Açúcar,
de Abílio Diniz, numa operação de fusão
com a rede francesa Carrefour. O processo refere-se a ativos
no Brasil. Gleisi assegurou que a operação do BNDESPar
se enquadra numa ação de mercado e cabe ao banco
tratar deste assunto.
Câmara de Gestão
Criada pela
presidenta Dilma, a Câmara de Políticas
de Gestão, Desempenho e Competitividade, está vinculada
ao Conselho de Governo da Presidência da República.
A câmara é formada por empresários e ministros
e vai assessorar o governo na gestão pública. O
objetivo é reduzir custos, racionalizar processos, aumentar
a produtividade, otimizar sistemas de compras e os serviços
prestados à sociedade.
A Câmara tem quatro representantes da sociedade civil,
com reconhecida experiência e liderança nas áreas
de gestão e competitividade: o empresário Jorge
Gerdau Johannpeter, (presidente do Conselho de Administração
do Grupo Gerdau) presidirá a entidade. Os outros empresários
são Abílio Diniz (dono da Companhia Brasileira
de Distribuição – redes Pão de Açúcar,
Extra, CompreBem, Sendas e Ponto Frio); Antônio Maciel
Neto (presidente da Suzano Papel e Celulose); e Henri Philippe
Reichstul (ex-presidente da Petrobras -1999/2001).
Pelo governo
federal, participam os titulares da Casa Civil (Gleisi Hoffmann),
da
Fazenda (Guido Mantega), do Planejamento
(Miriam Belchior), e do MDIC (Fernando Pimentel). A participação é considerada
como serviço público relevante e não será remunerada.
A Câmara não terá estrutura nem quadro próprio,
mas contará com o apoio técnico e logístico
de uma secretaria-executiva na Casa Civil da Presidência
da República. As regras para sua organização
e funcionamento serão estabelecidas em regimento interno,
a ser proposto pelo seu presidente e aprovado pela maioria absoluta
de seus membros.
Blog do Planalto
Decreto
da presidenta Dilma amplia acesso à saúde
com novo modelo de gestão do SUS
A gestão do Sistema Único de Saúde (SUS)
será reorganizada para garantir melhoria no acesso à saúde
em todo o país. Decreto nº 7508, da presidenta Dilma
Rousseff, publicado no Diário Oficial da União
desta quarta-feira (29/6) institui mecanismos de controle mais
eficazes e instrumentos para que o Ministério da Saúde
atue na pactuação e no monitoramento das ações
realizadas na rede pública. Com isso, a perspectiva é que
os serviços oferecidos pelo SUS ganhem em qualidade, proporcionando à população
atendimento mais rápido e eficiente.
Construído a partir de diálogo com os estados
(Conselho Nacional de Secretários de Saúde), os
municípios (Conselho Nacional de Secretarias Municipais
de Saúde) e o Conselho Nacional de Saúde (CNS),
o decreto regulamenta a Lei Orgânica da Saúde, que
entrou em vigor em 1990.
“O decreto é o reconhecimento de que o centro do
SUS é o cidadão e que ele tem direito de participar
da definição das políticas públicas
de saúde e exercer o controle social da execução
dessas políticas”, disse o ministro Alexandre Padilha.
Uma das mudanças introduzidas pelo decreto é a
criação do contrato de ação pública,
que definirá as atribuições e responsabilidades,
inclusive financeiras, dos municípios, dos estados e do
Governo Federal na prestação de serviços
de saúde, o financiamento e as metas para cada ação.
Os contratos
vão propiciar ao Ministério da Saúde
a concessão de estímulos financeiros aos municípios
e estados que tiverem bom desempenho nos programas e ações
da saúde.
“Estamos dando mais transparência à estrutura
do SUS e garantindo maior segurança jurídica para
que municípios, estados e União atuem de forma
harmônica e integrada”, detalha Padilha.
Para o ministro,
a regulamentação é marco
de um novo modelo de gestão do SUS. O decreto inova ao
instituir política permanente de atendimento em rede,
com serviços complementares para ampliar os benefícios
aos usuários do sistema. Exemplo desta nova dinâmica é a
Rede de Atenção ao Câncer e Mama e de Colo
de Útero, lançada em março, que oferecerá prevenção,
rastreamento e tratamento de forma sistêmica dentro de
uma mesma região de saúde.
Segundo o
secretário de Gestão Estratégica
e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico
Monteiro, a regulamentação contribuirá também
para mais transparência ao Ministério Público
e ao Poder Judiciário sobre as responsabilidades dos entes
federativos na gestão de saúde. “Temos um
sistema único, de dimensões continentais. É fundamental
ter clara essa divisão de competências e de atribuições
entre entes federativos”, observa Monteiro.
Assistência regionalizada – O decreto define e consolida
o modelo de atenção regional, em que municípios
vizinhos deverão se organizar para ofertar atendimento
de saúde às suas populações. Cada
uma das 419 regiões identificadas deverá ter condições
para realizar desde consultas de rotina até tratamentos
complexos. Caso não haja capacidade física instalada
naquela região para a execução de determinado
procedimento, os gestores daquela rede têm de fechar parceria
com outras regiões, que atenderão sua demanda.
“A nova lógica será implantada por meio
de um retrato geográfico da distribuição
dos serviços de saúde, que será usado para
apoiar o planejamento da saúde e a configuração
dos contratos de ação pública”, explica
Monteiro.
Como referência, os gestores terão a Relação
Nacional de Ações e Serviços de Saúde
do SUS (Renases), que compreende todas as ações
e serviços que o SUS oferece ao cidadão e é revisada
a cada dois anos, e a Relação Nacional de Medicamentos
Essenciais (Rename), que contém a lista de medicamentos
indicados e custeados pelo SUS.
Foco na atenção básica – O decreto
estipula que o acesso ao SUS tenha a atenção primária – executada
nos centros e unidades básicas e pelas equipes do programa
Saúde da Família, entre outros.
CFM
Comissão Pró-SUS fará raios-X
de hospitais
A Comissão Nacional Pró-SUS – que reúne
as entidades nacionais AMB, CFM e Fenam – iniciará visitas
a hospitais de nove estados do país. A proposta é traçar
um diagnóstico das condições de funcionamento
e atendimento dos estabelecimentos do Sistema Único de
Saúde (SUS), o que inclui uma avaliação
das condições éticas do atendimento.
A decisão foi tomada em reunião do grupo no dia
22 de junho, em Brasília (DF). A escolha foi realizada
por critérios críticos apontados pela Câmara
Técnica de Urgência e Emergência do CFM.
Serão convidados a participar da vistoria o Ministério
Público, entidades de direitos humanos e parlamentares.
Segundo o coordenador da Comissão e vice-presidente do
CFM, Aloísio Tibiriçá Miranda, as visitas
aos hospitais vão gerar relatório com descrição
dos problemas apontando as necessidades para que as unidades
cumpram sua função social, “que é dar
assistência digna ao cidadão”.
Além dos membros da Comissão, estiveram presentes
como convidados o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila,
e o coordenador da Comissão de Assuntos Políticos
(CAP), Alceu José Peixoto Pimentel.
AGENDA
-
2ª Edição de Simpósio Internacional
sobre Segurança em Saúde
Local: São
Paulo
Sobre o evento:
Acidentes
com pacientes associados à administração
incorreta de medicamentos, falhas no processo de medicação,
complicações cirúrgicas. Tais situações
são consideradas problemas de saúde pública
em todo o mundo e hoje a consciência da necessidade de
preveni-las é cada vez mais necessária. No dia
1º de julho, a cidade de São Paulo sedia a segunda
edição do Safety Symposium, esperado evento internacional
que tem como tema central a “Qualidade do Cuidado: segurança
do paciente”. Na ocasião, novos conceitos relacionados à segurança
do paciente estarão em discussão a partir das 9h,
no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês,
São Paulo.
O evento é apoiado pela Associação Nacional
de Hospitais Privados (ANAHP); Associação Paulista
de Epidemiologia e Controle de infecções Relacionadas à Saúde
(APECIH); Associação em Estudos de Controle de
Infecção Hospitalar do Estado do Rio de Janeiro
(AECIHERJ); Universidade Federal Fluminense (UFF); Fundação
Oswaldo Cruz; Abimed; ABIMO; Riscobiologico.org e SINDIHOSP.
Palestrantes
nacionais e internacionais dividem experiências
de sucesso
Serviço
Evento: II Safety Symposium da Aesculap Academia (Grupo B. Braun)
Data: 01/07/11
Horário: das 08h às
18h
Local: Instituto
de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio
Libanês (Rua Coronel Nicolau dos Santos, 69, Bela Vista,
São Paulo, SP)
Informações:
www.safetysimposium.com.br ou e-mail aesculap_academia_br@bbraun.com
Para
mais informações:
E-mail: heda.wenzel@approach.com.br
Website: http://www.safetysymposium.com.br/
- Auditoria de medicamentos de alto custo
Unidas / AssPrevISite
Quimioterapia,
radioterapia e agentes biológicos
01 de Julho de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
O aumento
nos custos da sáude está diretamente
relacionado à incorporação de novas tecnologias.
O advento
dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer
e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas,
auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços
para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.
O bom uso
destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis
para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente,
não só prejudica a saúde dos mesmos como
acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.
O desafio
da regulação dos agentes quimioterápicos
e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.
O objetivo
geral deste curso é capacitar o auditor a
exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes
quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima
qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.
Instrutores
1) DR.LUCIANO PALADINI
2) ENFERMEIRA
ANNA FLÁVIA FORTES
Público
Alvo
Gestores
e auditores de sistemas de saúde no Brasil.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação
Farmacêutica
Quando: 6 a 8 de Julho
Onde: Anvisa.
SIA, trecho 5, área especial 57, Brasília
- DF
Mais informações sobre a Conferência
podem ser obtidas no site www.paho.org/redparf
-
2º Simpósio de Política e Saúde:
Forum Virtual
Com o objetivo
de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro
Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de
07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde,
em Brasília, às vésperas do Congresso do
CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço
de repercussão das teses construídas no II Simpósio.
Entendemos
que os impasses da Saúde no Brasil exigem
a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma
sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado
nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate
de cunho eminentemente político e, a partir daí,
construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário.
O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a
presencial, sendo essa última durante o Simpósio.
A primeira
fase será por meio deste Fórum Virtual,
desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com
reconhecido saber na área e com atuação
vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm
a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos
da análise e da proposição de políticas.
Nossa expectativa é que a ampla participação
de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção
de teses políticas consistentes e representativas do pensamento
em prol da reforma sanitária.
Indicamos
o tema "Saúde e Desenvolvimento" para
orientar todo o debate específico, organizado sob a questão
seguinte: "Defesa intransigente do interesse público
na saúde". O formato completo é:
Tema central
do debate: Saúde e Desenvolvimento
Eixo: Defesa
intransigente do interesse público na saúde
1. Sub Eixos:
- Desvendar
e enfrentar as relações entre o setor
público e o privado na saúde;
- Direito
a Saúde,
Acesso Universal e de Qualidade;
- Justiça e Direito: Judicialização, ação
e papel do judiciário para a garantia do interesse público;
- Que alternativas
para a gestão pública de sistemas
e serviços de Saúde?
AssPreviSite
15 de julho de 2011
Auditório “Maria
Natividade Galhardo Toro”
Rua Santa
Luzia nº 48 – 11º andar - Liberdade – São
Paulo - SP
ESCOPO
Entenda as
novas nornas da Agência Nacional de Saúde
Suplementar sobre portabilidade, adaptação e migração
de contratos e garantia de atendimento dos beneficiários.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS,
nos últimos meses, promulgou diversas normas alterando
a regulamentação dos planos privados de assistência à saúde,
com sérias repercussões para os contratos em curso,
mesmo aqueles firmados antes do advento da Lei nº 9.656,
de 1998, e para as contratações futuras, individuais/familiares
e coletivas.
É de suma importância que as operadoras de planos
de saúde, consumidores e prestadores de serviços
conheçam as novas regras e suas implicações,
evitando a perda de direitos, rescisão ou interrupção
de contratos, incidência de multas, direção
técnica, alienação compulsória de
carteiras ou a liquidação extrajudicial de operadoras.
O presente
seminário examinará, com detalhes,
sob o aspecto jurídico e operacional, o disposto nas Resoluções
Normativas – RN ns. 186 (alterada pela RN n. 252 – regulamentação
da portabilidade), 254 (adaptação e migração
de contratos) e 259 (garantia de atendimentos aos beneficiários).
Durante o seminário os participantes poderão debater
os aspectos envolvidos e dirimir eventuais dúvidas.
PÚBLICO
ALVO
Dirigentes,
gerentes e diretores de operadoras de planos de saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
PALESTRANTE
José Luiz
Toro da Silva
INFORMAÇÕES
GERAIS
- O número de vagas é limitado. Não haverá cancelamento
de inscrições. Se necessário, poderá haver
substituição por outro participante.
- Informamos
que temos apenas 30 vagas (por ordem de confirmação
- não deixe para a última hora)
- Mais informações através
do telefone (11) 3101.3095 com Claudia.
- Reservamo-nos
o direito de remarcar o curso, caso não
atingirmos o número mínimo de participantes.
IBDSS - INSTITUTO
BRASILEIRO DE DIREITO DA SAÚDE SUPLEMENTAR
Rua Santa
Luzia, 48 conj 114 – CEP 01513-030 – São
Paulo – SP
Site: http://www.ibdss.org.br Tel: (11) 3101.3095
-
Fórum Nacional das Câmaras Técnicas
de Medicina do Trabalho dos Conselhos Regionais de Medicina
Data: 22 de julho
Local: Sede
do Conselho Federal de Medicina (CFM). Brasília
- DF (Veja Mapa)
Horário: Das 8h às
18h
Informações:
(61) 3445-5957 / 5900
Contato:
eventos@portalmedico.org.brEste endereço de
e-mail está protegido contra spambots. Você deve
habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Realização:
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Inscrições:
Gratuitas
-
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
A relação médico-paciente sem caráter
consumista, a proposta de criação de testamento
vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício
ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão
debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante
o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina (CFM).
O encontro
promoverá discussões sobre a prática
médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a
esta prática – por exemplo, aqueles relacionados
ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”.
O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais
vertical das interações entre os médicos
e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais
das duas profissões são muito próximos”,
afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.
Inscrições
Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro
de Direito Médico. Pelo site é possível
fazer inscrição (gratuita), acessar a programação
do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os
internautas também terão acesso ao material da
1ª edição do evento, promovido em dezembro
de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
do Conselho Federal de Medicina
Data: 16 e 17 de agosto de 2011
Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA
Iinscrições:
Gratuitas e limitadas pelo link
http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm