30-06-11

 

Leia nesta edição:

- Os males do SUS

- Decreto regulamenta lei que organiza SUS

- SP: Hospitais proibidos de exigir cheque caução

- Exame de sangue rápido e barato ajuda a saber se antibióticos estão fazendo efeito

- ANS prorroga consulta pública sobre processo de fiscalização até 10 de julho

- PT fica isolado, contra a saúde

- TCU aponta crise de gestão e de custos nos hospitais universitários

- Dono de 69% dos hospitais brasileiros, setor privado oferece pouco espaço ao SUS

- Orientação aos beneficiários de planos de saúde

- Comissão aprova projeto que libera nome fantasia de remédios

- Indefinição sobre restos a pagar e projeto do Pronatec impede votações

- Nova classe média vai aumentar demanda por gastos em saúde no Brasil

- Câmara de Gestão inicia avaliação pelo Ministério da Saúde e Infraero

- Decreto da presidenta Dilma amplia acesso à saúde com novo modelo de gestão do SUS

- Comissão Pró-SUS fará raios-X de hospitais

Quinta-feira, 30.06.11

Folha de São Paulo

Os males do SUS

O SUS (Sistema Único de Saúde) padece de duas deficiências graves e crônicas: gestão ineficaz e recursos insuficientes.

O usuário que se vê obrigado a recorrer ao SUS é, em boa parte das vezes, submetido a um calvário, com tratamento ruim e espera desumana por exames e procedimentos mais complexos.

Assim, a decisão do governo Dilma Rousseff de criar um marco para o SUS busca remediar ao menos um dos males, a administração ineficiente. O objetivo é estabelecer metas de atendimento para Estados e municípios, com base nas demandas de cada região.

É salutar a criação de indicadores para aferir a qualidade do serviço prestado, assim como mapear com precisão as falhas do sistema, hoje pouco detalhadas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a ideia é definir "mais para a frente" indicadores também em relação ao tempo de espera. A promessa não pode ser esquecida, uma vez que as filas vão muito além do aceitável.

Essa reorganização do sistema público de saúde brasileiro, com coordenação de fato entre municípios, Estados e governo federal, pode levar a uma economia de recursos. Isso contribuiria para mitigar outro problema fundamental do SUS, o subfinanciamento.

A questão da falta de recursos ainda carece, porém, de outras medidas para ser solucionada. O governo precisa de atuação mais decidida na cobrança do ressarcimento das seguradoras de saúde privadas por internação de conveniados em hospitais públicos.

Depois de quase um ano sem reclamar esse dinheiro, o governo arrecadou R$ 25 milhões apenas nos primeiros cinco meses deste ano. Ainda assim, é só um quarto do que foi efetivamente cobrado.

A outra medida urgente para fechar o ralo por onde escoam os recursos da saúde é regulamentar a chamada Emenda 29. Estados e municípios incluem os gastos mais estapafúrdios nas rubricas de saúde, como restaurantes populares, e não destinam o percentual mínimo determinado por lei.

Acabar com essas brechas dará novo impulso às finanças da área, sem a necessidade de criar ainda mais um imposto para sobrecarregar o contribuinte.

Enquanto persistirem as atuais deficiências, o sistema público de saúde brasileiro não será de fato universal. As novas medidas do governo podem representar um choque de gestão no SUS, mas não serão a panaceia.

Jornal Monitor Mercantil

Decreto regulamenta lei que organiza SUS

Decreto publicado ontem no Diário Oficial da União fixa regras para reorganizar o Sistema Único de Saúde (SUS) e melhorar o acesso aos serviços na área em todo o país, estabelecendo novo modelo de gestão e definindo obrigações para estados e municípios. Uma das principais mudanças é o mapeamento dos serviços de saúde por regiões, de modo a agrupar as cidades com condições econômicas e sociais semelhantes.

Cada região dessas terá metas diferentes, de acordo com a realidade local. Atualmente, as metas são definidas de modo geral, a cada quatro anos, e não há um monitoramento sobre o cumprimento de objetivos específicos.

Os estados e os municípios que não atenderem às regras poderão ter verba bloqueada. Se forem eficientes, poderão ganhar mais recursos. Por meio de listas divulgadas pela internet ou disponíveis em hospitais e postos de saúde, os usuários terão acesso a informações sobre quais serviços são oferecidos em cada região.

Saúde Business Web

SP: Hospitais proibidos de exigir cheque caução

O governador Geraldo Alckimin sancionou a lei 8.851, publicada no Diário Oficial, da última semana, que proíbe a utilização do cheque caução por hospitais em todo o Estado de São Paulo. Hospitais costumam exigir o caução para autorizar a internação de pacientes que não possuem plano de saúde ou não o pagam em dia.

O objetivo da lei, segundo o deputado estadual Fernando Capez (PSDB), autor do projeto, é evitar que o paciente passe por constrangimento.

Na hipótese de descumprimento da lei, o estabelecimento médico ficará obrigado a devolver o valor depositado pelo paciente, em dobro.

O estabelecimento pagará uma multa que pode chegar a até R$ 174 mil de acordo com a gravidade da infração, a vantagem auferida e a condição econômica do infrator, e revertida para o Fundo Estadual de Reparação de Interesses Difusos Lesados.

O consumidor vitimado deverá denunciar o caso ao Procon da sua cidade que está habilitado para fazer esta cobrança. A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a lei no dia 18 de maio.

Se o hospital entender que deve cobrar, ele poderá fazer isso depois. E, se o paciente não pagar, o hospital tem meios de ir à Justiça para cobrar. No entanto, o Código Civil proíbe negociação com alguém que está em necessidade. E é o caso dos hospitais.

O Globo

Exame de sangue rápido e barato ajuda a saber se antibióticos estão fazendo efeito

Por Antônio Marinho

RIO - Um teste de rotina rápido e barato para avaliar o risco de doença cardiovascular se mostrou também um excelente método para saber se pessoas com baixa imunidade, como pacientes com câncer e contagem reduzida de glóbulos brancos após a quimioterapia, estão respondendo bem ao tratamento de uma infecção grave. O exame no sangue da chamada proteína C-reativa (PCR) é útil nesses casos, segundo estudo realizado por pesquisadores do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (INCa) e a Universidade Nova de Lisboa, envolvendo 154 pacientes com câncer e infecção grave.

Os pacientes, brasileiros, foram testados para praticamente todos os tipos de câncer, com predominância de tumores sólidos (intestino, pulmão, mama, cabeça e pescoço, rim etc). Muitos deles estavam em tratamento de quimioterapia, radioterapia ou haviam sido submetidos a cirurgias recentemente, disse o pneumologista Jorge Salluh, médico intensivista do Instituto Nacional do Câncer e um dos coordenadores da pesquisa, publicada na revista científica "Critical Care".

“A resposta ao tratamento com antibióticos normalmente é vista em uma semana; mas com o exame da PCR podemos saber isto em até 72h. A PCR é um marcador bastante conhecido, seu resultado sai em minutos e está amplamente disponível. Avaliamos o teste em diversas situações de infecções graves, como pneumonias, em usuários de corticoides e sepse; e em todos a PCR foi eficaz”, disse Salluh.

O estudo poderá um dia ser usado para reavaliar diretrizes e orientações no acompanhamento de tratamentos nos casos de pacientes com câncer e infecções graves. Antes se usava apenas o valor inicial da PCR do primeiro dia e, eventualmente, o médico analisava a dosagem nos dias seguintes; fazendo a avaliação se o valor da PCR caía ou se mantinha.

“Hoje sabemos que diminuições da PCR acima de 50% nos quatro primeiros dias estão associadas a uma melhor resposta ao tratamento e a taxas menores de mortalidade. Padrões em que há redução inferior a 20% representam um pior prognóstico ou falhas no tratamento inicial”, comentou.

A conclusão da pesquisa é de que mesmo indivíduos com imunidade comprometida podem se beneficiar da dosagem da PCR na orientação de seus tratamentos. Dentre outros testes disponíveis para avaliar estes pacientes existe a procalcitonina, disponível no Brasil, embora com valor ainda alto. Este custa cerca de 20 vezes mais que o teste de PCR, que pode sair por menos de R$ 10 reais, dependendo do laboratório.

“A ideia é usar a PCR em pacientes gravemente doentes possibilitando monitorar a resposta à infecção e com isso reduzir a indicação de antibióticos, interrompendo o medicamento naqueles indivíduos com resposta rápida, ou mesmo avaliar a falha do tratamento inicial, possibilitando uma modificação precoce em pessoas com grave alteração de imunidade”, disse Salluh.

ANS

ANS prorroga consulta pública sobre processo de fiscalização até 10 de julho

A NIP é de um mecanismo para mediação de conflitos entre operadoras e consumidores de planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prorrogou por mais 10 dias a Consulta Pública nº 32, sobre a proposta de definição das regras para a Notificação de Investigação Preliminar (NIP).Com isso, o prazo para recebimento de contribuições vai até 10 de julho. A NIP é de um mecanismo para mediação de conflitos entre operadoras e consumidores de planos de saúde, voltado, especificamente, para os casos de negativa de cobertura assistencial. Toda a sociedade poderá apreciar a proposta normativa colocada em análise e apresentar contribuições. O material sobre o assunto está disponível na seção Transparência, na página da ANS na internet.

Com foco em educação e prevenção, a ANS investirá esforços para a adoção da NIP e, com isso, obter mais celeridade e efetividade na resposta das operadoras às demandas dos consumidores. Uma vez que haja denúncia de negativa de cobertura à ANS, as operadoras de planos de saúde que aderirem ao mecanismo da NIP terão oportunidade de rever sua conduta por meio do instituto da Reparação Voluntária e Eficaz, que será reconhecida quando a operadora prestar a devida assistência em um prazo satisfatório para o consumidor. Com isso, somente as denúncias de negativa de cobertura cuja mediação não for possível no âmbito da NIP serão objeto de abertura de processos administrativos.

Projeto Piloto NIP

O Projeto Piloto NIP iniciou-se em outubro de 2008 e contou com a participação de operadoras de grande porte e com atuação nacional, sediadas, na sua maioria, na Região Sudeste. Até maio de 2010, cerca de 56% das demandas recebidas foram arquivadas por terem se resolvido através deste mecanismo de mediação. A partir de março de 2009, o projeto piloto foi estendido aos Núcleos da ANS, a fim de que as questões de negativa de cobertura de operadoras de pequeno e médio porte com atuações regionalizadas fossem também tratadas no âmbito da NIP. Na atuação regionalizada, o sucesso do projeto piloto foi ainda maior, com um índice de resolutividade superior a 81% das demandas recebidas. Além do objetivo principal de atender às necessidades dos consumidores envolvidos nessas demandas, a ANS evitou uma sobrecarga de processos administrativos que se mostraram desnecessários.

Site do Deputado Darcísio Perondi

PT fica isolado, contra a saúde

As lideranças partidárias estiveram reunidas nessa terça-feira (28) e um dos temas em debate foi a regulamentação da Emenda Constitucional 29, cuja votação está emperrada na Casa por conta de apenas um Destaque. Todos os partidos políticos, com exceção do PT, defenderam a votação da matéria, para que o Projeto possa retornar à sua Casa de origem, o Senado. O presidente Marco Maia, demonstrando independência, se comprometeu a incluir o Destaque na pauta da sessão da quarta-feira, dia 6 de julho, desde que o Governo retire a urgência do Projeto do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego) e libere a pauta.

O presidente da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que é vice-líder do PMDB, lamentou a postura do PT diante da regulamentação da EC 29. “É surpreendente e decepcionante. Um partido com a história que tem em defesa do SUS, ficar completamente omisso e isolado, contra a saúde”, disse Perondi. Por outro lado, completou o parlamentar gaúcho, “estou feliz por ver o meu PMDB liderando os demais partidos da base aliada nessa grande luta, em favor da saúde”. Já o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, reafirmou na reunião que os deputados, partidos e a população querem a votação da regulamentação da Emenda Constitucional 29 e que a matéria é prioridade do PMDB.

Na reunião de líderes surgiu a possibilidade de o Governo liberar a votação, desde que haja a garantia de que o Senado aprovará o texto aprovado e encaminhado pela Câmara. “Esse acordo prévio não existe. É o mesmo que imaginar cachorros voando e vacas tossindo. O Senado deve ser independente e votar o que pensa”, afirmou Darcísio Perondi. O temor do Governo é que os senadores descartem o texto da Câmara e reeditem o Projeto original, já aprovado na Casa, que altera a forma de composição do orçamento da saúde. Pelo texto da Câmara, o orçamento da saúde deve ser tudo o que foi gasto no ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) nominal. Já o texto do Senado prevê 10% das receitas correntes brutas, o que forçaria a União a gastar mais R$ 29,3 bilhões no Sistema Único de Saúde.

Agência Câmara

TCU aponta crise de gestão e de custos nos hospitais universitários

Os HU's são responsáveis pelo uso de um em cada 10 leitos, por 37% de transplantes de alta complexidade e têm 25% das vagas de UTI

Dos cerca de sete mil hospitais brasileiros, apenas 2,3% são hospitais universitários, mas eles são responsáveis pelo uso de um em cada dez leitos, e de 25% dos leitos de UTI. Além disso, mais de 37% de transplantes de alta complexidade ocorrem em hospitais universitários.

Mesmo com essa responsabilidade, o Tribunal de Contas da União (órgão auxiliar do Congresso Nacional que tem por atribuição o controle externo dos atos financeiros, orçamentários, contábeis, operacionais e patrimoniais dos Poderes da República) divulgou um levantamento, apontando uma crise de gestão e de custos nessas instituições. A situação foi debatida nesta quarta-feira (30), na Comissão de Seguridade Social e Família.

O assessor da Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União no Rio Grande do Sul, André Kirchheim, indicou os três principais problemas que precisam ser resolvidos de imediato. "A insuficiência e a precariedade de pessoal desses hospitais universitários; a questão de financiamento; e a necessidade de os hospitais terem autonomia gerencial, porque muitos desses gestores não têm autonomia", explica.

Os terceirizados formam a metade dos trabalhadores em hospitais universitários, e sempre surgem impasses quando os contratos terminam. Com relação ao orçamento, 80% dos recursos vêm do Ministério da Educação e 20% do Ministério da Saúde, o que é insuficiente.

No início do ano foi editado um decreto presidencial criando o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais, que prevê o aumento gradual do financiamento pelo Ministério da Saúde.

No entanto, falta uma portaria interministerial regulamentando o assunto, que deve ser publicada ainda nesta semana. Para 2010 estão previstos R$ 200 milhões, mas seriam necessários R$ 750 milhões.

Regras de financiamento

A diretora do Departamento de Atenção Especializada da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Maria Inez Pordeus Gadelha, reconhece a necessidade de mudar as regras de financiamento. "A questão maior é essa complexidade que eles têm e uma única fonte de financiamento não resolve a questão", avalia.

"Grande parte dos gastos deles, e eles são realmente mais caros, que é natural, deriva de outras atividades que os hospitais universitários, até por perfil institucional, são obrigados a prestar e a fazer." Ela ressalta que os hospitais universitários são mais caros porque, além de atenderem a população, ensinam, o que obriga o uso de mais material hospitalar.

O presidente da Associação Brasileira de Hospitais Universitários e de Ensino, Carlos Alberto Justo da Silva, afirma que as normas vigentes impedem a flexibilidade orçamentária e, consequentemente, o uso mais racional dos recursos nos hospitais.

Ele citou, como exemplo, mudanças estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que implicam no uso de material hospitalar mais caro e que não são acompanhadas de uma contrapartida orçamentária.

Rede Brasil Atual

Dono de 69% dos hospitais brasileiros, setor privado oferece pouco espaço ao SUS

São Paulo - A maior parte da infraestrutra da saúde no país está nas mãos da iniciativa privada. Dos cerca de 6,3 mil hospitais, 69% são particulares e destinam apenas 38% de seus leitos para o Sistema Único de Saúde (SUS). As informações foram apresentadas na manhã desta quarta-feira (29), durante o seminário "A Saúde dos Brasileiros", realizada na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

O evento discute os seis artigos publicados na edição de maio da revista britânica The Lancet. Foi a primeira vez que uma prestigiada revista internacional da área de medicina dedicou um volume especial para abordar a situação da saúde no Brasil.

A autora do estudo é Célia Maria de Almeida, pesquisadora e coordenadora do Programa de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fundação Oswaldo Cruz). Co-autora de um dos capítulos do volume, ela falou sobre os sistema de saúde.

Em sua avaliação, há muitas conquistas estabelecidas nos últimos anos no Brasil. Ela citou aspectos como o aumento na cobertura e a descentralização da gestão garantida com o SUS. Ela destacou ainda o aumento do acesso da população aos serviços, da consciência de que a saúde é um direito de todos e dos recursos humanos e tecnológicos em todo o sistema.

No entanto, há ainda há muitas contradições. "Houve um aumento expressivo do setor privado, que foi estimulado pelos governos por meio de incentivos fiscais e de financiamento", disse. "Entre os obstáculos que temos pela frente está aumentar o financiamento federal da saúde, elevando assim investimentos em infraestrutura."

Segundo ela, no Brasil, são poucos os hospitais que oferecem mais de 400 leitos. E a maioria deles está localizada nas regiões Sul e Sudeste. Nessas regiões, há também maior concentração de serviços de mamografia, aparelhos de raios-X, tomógrafos, ressonância magnética e ultrassom; a maioria instalados no setor privado.

O sistema de saúde brasileiro é, na visão de Célia, uma intrincada rede pública e privada, na qual o setor público subsidia o privado ao mesmo tempo em que investe pouco no setor como um todo. Em compensação, o SUS conseguiu melhorar amplamente o acesso à atenção básica e de emergência, atingir uma cobertura universal da vacinação e da assistência pré-natal e investir fortemente na expansão dos recursos humanos e tecnológicos, esforçando-se para fabricar os produtos farmacêuticos essenciais ao país.

Entre 1981 e 2008, a busca por atendimento na atenção básica (como postos de saúde) cresceu 450%. No mesmo período, a procura por consultas em ambulatórios hospitalares caiu de 21% para 12% da população.

Ela destacou o Serviço de Atendimento Movél de Urgência (Samu), presente em 1.150 cidades brasileiras, cobrindo 55% da população, assegurando 74% da assistência domiciliar de emergência. Os desafios, segundo Célia Maria, estão relacionados a questões políticas, econômicas e tecnológicas que garantam a sustentabilidade do SUS.

Quarta-feira, 29.06.11

ANS

Orientação aos beneficiários de planos de saúde

Diante da possibilidade de paralisação no atendimento a beneficiários de planos de saúde e do descredenciamento de profissionais médicos da rede conveniada de operadoras, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esclarece, mais uma vez, que:

– O acesso aos serviços contratados pelo beneficiário deve ser garantido por sua operadora de plano de saúde;

– É vedada a cobrança de valores adicionais por consultas ou qualquer outra prestação de serviço que tenha cobertura obrigatória pelo plano contratado;

– Caso algum prestador de serviço de saúde anuncie a cobrança de valores adicionais para o beneficiário, a operadora deve ser comunicada e oferecer alternativa de atendimento sem qualquer ônus;

Ressaltamos ainda que:

– Os serviços de urgência/emergência (devidamente classificados por profissionais médicos) devem ser garantidos aos beneficiários, não havendo justificativa legal para a suspensão de atendimento nesses casos.

– Para os atendimentos eletivos, as operadoras devem providenciar um novo agendamento das consultas, exames, internações ou quaisquer outros procedimentos com solicitação médica prévia, em tempo razoável, de forma a garantir a assistência à saúde de seus beneficiários consumidores.

– Os sistemas e fluxos de autorizações das operadoras devem estar programados para as necessidades de reagendamento, bem como para os casos em que os médicos ou outros prestadores, por questões individuais/particulares, optem por não aderir à paralisação prevista.

Reiteramos que a ANS vem trabalhando continuamente na regulação das relações entre operadoras e prestadores de serviços de saúde, sempre no intuito de salvaguardar o equilíbrio do mercado e garantir o atendimento com qualidade aos consumidores de planos de saúde.

Os canais de atendimento da ANS estão à disposição dos beneficiários para denúncias, reclamações e esclarecimentos:

Disque ANS: 0800 701 9656

Agência Câmara de Notícias

Comissão aprova projeto que libera nome fantasia de remédios

Por Leonardo Prado

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 6745/10, do Senado, que revoga a proibição de nomes ou designações de fantasia em medicamentos com uma única substância ativa ou em imunoterápicos (vacinas). A proposta altera a Lei 6.360/76, que trata da vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos.

O autor da proposta, senador Osmar Dias (PDT-PR), argumenta que o dispositivo atualmente em vigor perdeu seu sentido e está, na prática, revogado pela Medida Provisória 2.190-34/01. De acordo com essa MP, medicamentos com uma única substância ativa "sobejamente" conhecida podem ser identificados por nome comercial ou de marca.

"Por não haver sentido em manter duas disposições colidentes e pelo fato de a determinação não mais ser observada no momento atual, a nova redação que propomos retira essa categoria de produtos da proibição", afirma.

O relator da proposta, deputado Ricardo Izar (PV-SP), concorda: "Realmente, o dispositivo que se pretende modificar caiu em desuso".

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., ainda será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-6745/2010

Agência Câmara de Notícias

Indefinição sobre restos a pagar e projeto do Pronatec impede votações

Por Carol Siqueira / Edição: Marcos Rossi

Deputados da base aliada querem extensão do prazo para liberação de recursos de emendas parlamentares ao Orçamento de 2009 e pedem retirada da urgência constitucional da proposta do governo sobre programa de ensino técnico, que tranca a pauta.

A indefinição sobre a prorrogação, ou não, do Decreto 7.468/11, que trata dos restos a pagar do Orçamento de 2009, inviabilizou as votações nesta quarta-feira. Esses recursos perdem a validade nesta quinta-feira (30), segundo determina o decreto, o que atingiria convênios financiados com recursos de emendas parlamentares.

Os líderes dos partidos governistas estiveram reunidos com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, durante a tarde e cobraram a prorrogação, por três meses, da permissão de utilizar os recursos.

“Os deputados da base se queixam de falta de reciprocidade, porque o governo não nos trata como nós o tratamos”, disse o líder do PR, deputado Lincoln Portela (MG). Segundo ele, o clima de insatisfação impediu as votações de hoje, fazendo com que a sessão do Plenário fosse encerrada sem a análise de nenhuma proposta. Estava prevista para esta tarde a votação da Medida Provisória 528/11, que corrige em 4,5% a tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF).

O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), também defendeu a prorrogação. “Até parece que é dinheiro para o deputado, mas não, é dinheiro para pequenas obras, adutoras, postos de saúde, que já foram empenhadas e basta cumprir o orçamento. Isso vai beneficiar a população em todos os municípios do País”, disse.

A definição sobre o decreto depende da presidente Dilma Rousseff, que retorna do exterior na noite de hoje. Os líderes disseram que estão otimistas em relação à prorrogação. “Acho que estamos ponderando e, pelo convencimento, mostrando que os restos a pagar vão gerar desenvolvimento, bem-estar, satisfação. Isso não pode ser interpretado como quebra do ajuste fiscal e da política de combate à inflação, essa é uma interpretação distorcida”, ressaltou o líder do PMDB.

Trancamento

Além dos restos a pagar, outro motivo de insatisfação de alguns deputados da base é a urgência constitucional do Projeto de Lei 1209/11, que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Ele está inviabilizando a votação de outras propostas defendidas pelas lideranças, como os três projetos sobre a anistia para os bombeiros no Rio de Janeiro e o que regulamenta a Emenda Constitucional 29, destinando mais recursos para a saúde (Projeto de Lei Complementar 306/08). “Quem está trancando a pauta é o governo. Nós não podemos votar nada além das medidas provisórias por conta dessa urgência constitucional”, reclamou Lincoln Portela.

Segundo Henrique Eduardo Alves, as lideranças devem se reunir nesta quinta-feira para definir uma pauta consensual para a semana que vem. Ele admitiu, porém, que essas votações só ocorrerão com a retirada da urgência do PL 1209/11 pelo governo. “Pedimos à Ideli que tirasse essa urgência, mas essa é uma decisão do governo e vamos aguardar”, afirmou. Esse vai ser um dos temas discutidos amanhã.

Isaude.net

Nova classe média vai aumentar demanda por gastos em saúde no Brasil

Envelhecimento populacional e ampliação da classe média vão aumentar demanda por inovação e gastos do setor no país

Os gastos públicos com saúde devem aumentar exponencialmente nos próximos anos e o desafio do Brasil no momento é como elevar o financiamento na área.

A questão foi levantada pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégico do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, na palestra de abertura das atividades da 8º Conferência Internacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde (HTAI 2011) nesta segunda-feira (27), no Rio de Janeiro.

O secretário abordou as rápidas mudanças socioeconômicas que têm transformado a pirâmide social e etária no País e como elas exigem que haja geração de conhecimento para atender os novos objetivos sociais. A explosão da classe média, a redução da mortalidade infantil e o envelhecimento da população vão demandar investimento na produção nacional de pesquisa e desenvolvimento na área de saúde, orientada para as diferentes regiões do país. Hoje, a produção nacional não acompanha a demanda por novas tecnologias. O desafio do Brasil é elevar o financiamento público em saúde para mudar esse cenário.

Gadelha afirma que a produção tecnológica nacional gerará riqueza ao país, pois permite geração de emprego, conhecimento e valor agregado. Uma das soluções que o Ministério da Saúde tem encontrado para um maior investimento na produção nacional em saúde no Brasil são as parcerias público privadas (PPPs). " Elas dão a chance de integrar de forma cooperativa o setor privado e o público. Desta forma, o governo pauta a agenda produtora nacional, chamando o setor privado a investir onde o Estado não tem capacidade" , afirmou.

Atualmente, o Brasil tem 24 acordos firmados por PPPs para produção nacional de tratamentos que atingem a população tais como AIDS, Parkinson e artrite reumatóide. Com as parcerias, 29 produtos de saúde passarão a ser fabricados no país, o que deverá gerar economia de R$ 390 milhões por ano.

Blog do Planalto

Câmara de Gestão inicia avaliação pelo Ministério da Saúde e Infraero

A Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade decidiu em reunião realizada nesta quarta-feira (29/6) iniciar o processo de avaliação, no próximo mês, pelo Ministério da Saúde e pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O anúncio foi feito pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e pelo empresário Jorge Gerdau, após reunião com os integrantes da Câmara. Em entrevista, a ministra Gleisi explicou que a avaliação nestes dois setores tem duas dimensões. A primeira delas é a econômica, uma vez que a pasta da Saúde é uma das que mais recebe recursos da União, e o segundo fato diz respeito à prestação de serviços aos cidadãos.

“O ministro Padilha [Alexandre Padilha, ministro da Saúde] pediu para que o seu ministério fosse um dos primeiros a serem avaliados. Então, no início do mês vamos nos reunir com ele para definirmos as prioridades”, contou a ministra Gleisi.

Uma outra deliberação deste grupo de apoio à presidenta Dilma Rousseff é acompanhar os projetos com vistas à Copa do Mundo Fifa 2014. Segundo explicou a ministra, os integrantes da Câmara de Gestão podem dar contribuição ao Comitê Gestor da Copa. Gleisi Hoffmann retomou também a questão dos aeroportos com o foco na qualidade do serviço prestado aos passageiros. Ela frisou que existe preocupação, por exemplo, com o tempo de restituição das bagagens.

Ministra Gleisi e o empresário Jorge Gerdau na entrevista coletiva no Palácio do Planalto“São questões pequenas do cotidiano dos aeroportos. Mas a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vai atuar com bastante rigor, por exemplo, para que os voos normais não sejam substituídos por voos fretados (charters)”, disse.

Durante a entrevista, a ministra Gleisi foi indagada sobre o aporte de recursos do BNDES ao grupo Pão de Açúcar, de Abílio Diniz, numa operação de fusão com a rede francesa Carrefour. O processo refere-se a ativos no Brasil. Gleisi assegurou que a operação do BNDESPar se enquadra numa ação de mercado e cabe ao banco tratar deste assunto.

Câmara de Gestão

Criada pela presidenta Dilma, a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, está vinculada ao Conselho de Governo da Presidência da República. A câmara é formada por empresários e ministros e vai assessorar o governo na gestão pública. O objetivo é reduzir custos, racionalizar processos, aumentar a produtividade, otimizar sistemas de compras e os serviços prestados à sociedade.

A Câmara tem quatro representantes da sociedade civil, com reconhecida experiência e liderança nas áreas de gestão e competitividade: o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, (presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau) presidirá a entidade. Os outros empresários são Abílio Diniz (dono da Companhia Brasileira de Distribuição – redes Pão de Açúcar, Extra, CompreBem, Sendas e Ponto Frio); Antônio Maciel Neto (presidente da Suzano Papel e Celulose); e Henri Philippe Reichstul (ex-presidente da Petrobras -1999/2001).

Pelo governo federal, participam os titulares da Casa Civil (Gleisi Hoffmann), da Fazenda (Guido Mantega), do Planejamento (Miriam Belchior), e do MDIC (Fernando Pimentel). A participação é considerada como serviço público relevante e não será remunerada.

A Câmara não terá estrutura nem quadro próprio, mas contará com o apoio técnico e logístico de uma secretaria-executiva na Casa Civil da Presidência da República. As regras para sua organização e funcionamento serão estabelecidas em regimento interno, a ser proposto pelo seu presidente e aprovado pela maioria absoluta de seus membros.

Blog do Planalto

Decreto da presidenta Dilma amplia acesso à saúde com novo modelo de gestão do SUS

A gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) será reorganizada para garantir melhoria no acesso à saúde em todo o país. Decreto nº 7508, da presidenta Dilma Rousseff, publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29/6) institui mecanismos de controle mais eficazes e instrumentos para que o Ministério da Saúde atue na pactuação e no monitoramento das ações realizadas na rede pública. Com isso, a perspectiva é que os serviços oferecidos pelo SUS ganhem em qualidade, proporcionando à população atendimento mais rápido e eficiente.

Construído a partir de diálogo com os estados (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), os municípios (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o decreto regulamenta a Lei Orgânica da Saúde, que entrou em vigor em 1990.

“O decreto é o reconhecimento de que o centro do SUS é o cidadão e que ele tem direito de participar da definição das políticas públicas de saúde e exercer o controle social da execução dessas políticas”, disse o ministro Alexandre Padilha.

Uma das mudanças introduzidas pelo decreto é a criação do contrato de ação pública, que definirá as atribuições e responsabilidades, inclusive financeiras, dos municípios, dos estados e do Governo Federal na prestação de serviços de saúde, o financiamento e as metas para cada ação.

Os contratos vão propiciar ao Ministério da Saúde a concessão de estímulos financeiros aos municípios e estados que tiverem bom desempenho nos programas e ações da saúde.

“Estamos dando mais transparência à estrutura do SUS e garantindo maior segurança jurídica para que municípios, estados e União atuem de forma harmônica e integrada”, detalha Padilha.

Para o ministro, a regulamentação é marco de um novo modelo de gestão do SUS. O decreto inova ao instituir política permanente de atendimento em rede, com serviços complementares para ampliar os benefícios aos usuários do sistema. Exemplo desta nova dinâmica é a Rede de Atenção ao Câncer e Mama e de Colo de Útero, lançada em março, que oferecerá prevenção, rastreamento e tratamento de forma sistêmica dentro de uma mesma região de saúde.

Segundo o secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, a regulamentação contribuirá também para mais transparência ao Ministério Público e ao Poder Judiciário sobre as responsabilidades dos entes federativos na gestão de saúde. “Temos um sistema único, de dimensões continentais. É fundamental ter clara essa divisão de competências e de atribuições entre entes federativos”, observa Monteiro.

Assistência regionalizada – O decreto define e consolida o modelo de atenção regional, em que municípios vizinhos deverão se organizar para ofertar atendimento de saúde às suas populações. Cada uma das 419 regiões identificadas deverá ter condições para realizar desde consultas de rotina até tratamentos complexos. Caso não haja capacidade física instalada naquela região para a execução de determinado procedimento, os gestores daquela rede têm de fechar parceria com outras regiões, que atenderão sua demanda.

“A nova lógica será implantada por meio de um retrato geográfico da distribuição dos serviços de saúde, que será usado para apoiar o planejamento da saúde e a configuração dos contratos de ação pública”, explica Monteiro.

Como referência, os gestores terão a Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde do SUS (Renases), que compreende todas as ações e serviços que o SUS oferece ao cidadão e é revisada a cada dois anos, e a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), que contém a lista de medicamentos indicados e custeados pelo SUS.

Foco na atenção básica – O decreto estipula que o acesso ao SUS tenha a atenção primária – executada nos centros e unidades básicas e pelas equipes do programa Saúde da Família, entre outros.

CFM

Comissão Pró-SUS fará raios-X de hospitais

A Comissão Nacional Pró-SUS – que reúne as entidades nacionais AMB, CFM e Fenam – iniciará visitas a hospitais de nove estados do país. A proposta é traçar um diagnóstico das condições de funcionamento e atendimento dos estabelecimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), o que inclui uma avaliação das condições éticas do atendimento.

A decisão foi tomada em reunião do grupo no dia 22 de junho, em Brasília (DF). A escolha foi realizada por critérios críticos apontados pela Câmara Técnica de Urgência e Emergência do CFM.

Serão convidados a participar da vistoria o Ministério Público, entidades de direitos humanos e parlamentares. Segundo o coordenador da Comissão e vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá Miranda, as visitas aos hospitais vão gerar relatório com descrição dos problemas apontando as necessidades para que as unidades cumpram sua função social, “que é dar assistência digna ao cidadão”.

Além dos membros da Comissão, estiveram presentes como convidados o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, e o coordenador da Comissão de Assuntos Políticos (CAP), Alceu José Peixoto Pimentel.

AGENDA

- 2ª Edição de Simpósio Internacional sobre Segurança em Saúde

Local: São Paulo

Sobre o evento:

Acidentes com pacientes associados à administração incorreta de medicamentos, falhas no processo de medicação, complicações cirúrgicas. Tais situações são consideradas problemas de saúde pública em todo o mundo e hoje a consciência da necessidade de preveni-las é cada vez mais necessária. No dia 1º de julho, a cidade de São Paulo sedia a segunda edição do Safety Symposium, esperado evento internacional que tem como tema central a “Qualidade do Cuidado: segurança do paciente”. Na ocasião, novos conceitos relacionados à segurança do paciente estarão em discussão a partir das 9h, no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, São Paulo.

O evento é apoiado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP); Associação Paulista de Epidemiologia e Controle de infecções Relacionadas à Saúde (APECIH); Associação em Estudos de Controle de Infecção Hospitalar do Estado do Rio de Janeiro (AECIHERJ); Universidade Federal Fluminense (UFF); Fundação Oswaldo Cruz; Abimed; ABIMO; Riscobiologico.org e SINDIHOSP.

Palestrantes nacionais e internacionais dividem experiências de sucesso

Serviço

Evento: II Safety Symposium da Aesculap Academia (Grupo B. Braun)

Data: 01/07/11

Horário: das 08h às 18h

Local: Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês (Rua Coronel Nicolau dos Santos, 69, Bela Vista, São Paulo, SP)

Informações: www.safetysimposium.com.br ou e-mail aesculap_academia_br@bbraun.com

Para mais informações:

E-mail: heda.wenzel@approach.com.br

Website: http://www.safetysymposium.com.br/


- Auditoria de medicamentos de alto custo

Unidas / AssPrevISite

Quimioterapia, radioterapia e agentes biológicos

01 de Julho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

O aumento nos custos da sáude está diretamente relacionado à incorporação de novas tecnologias.

O advento dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas, auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.

O bom uso destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente, não só prejudica a saúde dos mesmos como acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.

O desafio da regulação dos agentes quimioterápicos e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.

O objetivo geral deste curso é capacitar o auditor a exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.

Instrutores

1) DR.LUCIANO PALADINI

2) ENFERMEIRA ANNA FLÁVIA FORTES

Público Alvo

Gestores e auditores de sistemas de saúde no Brasil.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

 

- VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação Farmacêutica

Quando: 6 a 8 de Julho

Onde: Anvisa. SIA, trecho 5, área especial 57, Brasília - DF

Mais informações sobre a Conferência podem ser obtidas no site www.paho.org/redparf

- 2º Simpósio de Política e Saúde: Forum Virtual

Com o objetivo de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de 07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde, em Brasília, às vésperas do Congresso do CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço de repercussão das teses construídas no II Simpósio.

Entendemos que os impasses da Saúde no Brasil exigem a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate de cunho eminentemente político e, a partir daí, construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário. O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a presencial, sendo essa última durante o Simpósio.

A primeira fase será por meio deste Fórum Virtual, desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com reconhecido saber na área e com atuação vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos da análise e da proposição de políticas. Nossa expectativa é que a ampla participação de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção de teses políticas consistentes e representativas do pensamento em prol da reforma sanitária.

Indicamos o tema "Saúde e Desenvolvimento" para orientar todo o debate específico, organizado sob a questão seguinte: "Defesa intransigente do interesse público na saúde". O formato completo é:

Tema central do debate: Saúde e Desenvolvimento

Eixo: Defesa intransigente do interesse público na saúde

1. Sub Eixos:

- Desvendar e enfrentar as relações entre o setor público e o privado na saúde;

- Direito a Saúde, Acesso Universal e de Qualidade;

- Justiça e Direito: Judicialização, ação e papel do judiciário para a garantia do interesse público;

- Que alternativas para a gestão pública de sistemas e serviços de Saúde?

AssPreviSite

15 de julho de 2011

Auditório “Maria Natividade Galhardo Toro”

Rua Santa Luzia nº 48 – 11º andar - Liberdade – São Paulo - SP

ESCOPO

Entenda as novas nornas da Agência Nacional de Saúde Suplementar sobre portabilidade, adaptação e migração de contratos e garantia de atendimento dos beneficiários.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, nos últimos meses, promulgou diversas normas alterando a regulamentação dos planos privados de assistência à saúde, com sérias repercussões para os contratos em curso, mesmo aqueles firmados antes do advento da Lei nº 9.656, de 1998, e para as contratações futuras, individuais/familiares e coletivas.

É de suma importância que as operadoras de planos de saúde, consumidores e prestadores de serviços conheçam as novas regras e suas implicações, evitando a perda de direitos, rescisão ou interrupção de contratos, incidência de multas, direção técnica, alienação compulsória de carteiras ou a liquidação extrajudicial de operadoras.

O presente seminário examinará, com detalhes, sob o aspecto jurídico e operacional, o disposto nas Resoluções Normativas – RN ns. 186 (alterada pela RN n. 252 – regulamentação da portabilidade), 254 (adaptação e migração de contratos) e 259 (garantia de atendimentos aos beneficiários). Durante o seminário os participantes poderão debater os aspectos envolvidos e dirimir eventuais dúvidas.

PÚBLICO ALVO

Dirigentes, gerentes e diretores de operadoras de planos de saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área, advogados e estudantes de direito, médicos, auditores, contadores, atuários, peritos e demais interessados em conhecer este ramo de atividade.

PALESTRANTE

José Luiz Toro da Silva

INFORMAÇÕES GERAIS

- O número de vagas é limitado. Não haverá cancelamento de inscrições. Se necessário, poderá haver substituição por outro participante.

- Informamos que temos apenas 30 vagas (por ordem de confirmação - não deixe para a última hora)

- Mais informações através do telefone (11) 3101.3095 com Claudia.

- Reservamo-nos o direito de remarcar o curso, caso não atingirmos o número mínimo de participantes.

IBDSS - INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO DA SAÚDE SUPLEMENTAR

Rua Santa Luzia, 48 conj 114 – CEP 01513-030 – São Paulo – SP

Site: http://www.ibdss.org.br Tel: (11) 3101.3095


- Fórum Nacional das Câmaras Técnicas de Medicina do Trabalho dos Conselhos Regionais de Medicina

Data: 22 de julho

Local: Sede do Conselho Federal de Medicina (CFM). Brasília - DF (Veja Mapa)

Horário: Das 8h às 18h

Informações: (61) 3445-5957 / 5900

Contato: eventos@portalmedico.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Realização: Conselho Federal de Medicina (CFM)

Inscrições: Gratuitas


- 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico

A relação médico-paciente sem caráter consumista, a proposta de criação de testamento vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O encontro promoverá discussões sobre a prática médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a esta prática – por exemplo, aqueles relacionados ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”. O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais vertical das interações entre os médicos e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais das duas profissões são muito próximos”, afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.

Inscrições

Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico. Pelo site é possível fazer inscrição (gratuita), acessar a programação do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os internautas também terão acesso ao material da 1ª edição do evento, promovido em dezembro de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.

2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina

Data: 16 e 17 de agosto de 2011

Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA

Iinscrições: Gratuitas e limitadas pelo link

http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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