Leia
nesta edição:
- Analgésico
causa 'overdose a conta-gotas'
- Aids está em alta em países da região
amazônica
- Número de notificações de gripe suína
sobe para 284 no Ceará
- Diminui índice de gravidez entre as adolescentes no
país
- Cresce
número de bebês nascidos com baixo peso
no país
- Morre em
SP pioneiro no estudo de câncer no país
- Termina
nesta quinta mutirão de uma semana de testes
de HIV em SP
- Mortes
por AIDS caíram 22% nos últimos 5 anos,
mostra relatório da ONU
- China estima
queda de 60% no número de mortes por Aids
em 2011
- Einstein é referência em saúde
- Municípios terão metas de qualidade para atenção
básica
- Rio vai
capacitar profissionais de saúde de hospitais
particulares na identificação de pacientes com
sintomas de dengue
- Saúde e Correios lançam
selo alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids
- Vínculos de beneficiários aumentam e passam
dos 46 milhões, diz ANS
- Saúde da Família ainda não chega a 70
municípios gaúchos
- Tempo Assist
investe R$ 2 milhões para fortalecer unidade
de seguro de saúde
Quarta-feira, 30.11.11
FOLHA DE S. PAULO
Analgésico
causa 'overdose a conta-gotas'
Uso de dose
de paracetamol (Tylenol) pouco acima do recomendado leva a
lesão severa do fígado,
afirma estudo
Pacientes
devem evitar comprimido a mais para enfrentar dor; no Brasil,
quase não há registros
do problema
Poucos remédios para dor parecem mais inocentes do que
o paracetamol (mais conhecido como Tylenol, um de seus nomes
comerciais), mas exagerar um pouco ao tomar a droga de modo contínuo
pode levar a danos severos no fígado, e até à morte.
O dado vem
de um levantamento com pacientes no Reino Unido, país que, junto com os EUA, tem um problema sério
com overdoses de paracetamol entre os britânicos, o medicamento é a
principal causa de falência hepática (do fígado)
repentina. No Brasil, há poucos relatos sobre o problema.
"Nos EUA, no Reino Unido e em alguns outros países
da Europa, a gente vê que a maioria desses casos tem a
ver com tentativas de suicídio [nas quais a pessoa toma
uma dose única muito alta do medicamento]", explica
a médica Edna Strauss, da diretoria da Sociedade Brasileira
de Hepatologia.
A nova pesquisa,
publicada na revista especializada "British
Journal of Clinical Pharmacology", avaliou quase 700 pacientes
que foram parar na Unidade Escocesa de Transplante de Fígado,
em Edimburgo, com lesões hepáticas severas ligadas
ao uso do medicamento.
UM QUARTO
De fato,
a maioria deles tinha tomado doses altas de um só golpe,
mas uma minoria significativa (um quarto dos pacientes) tomou
o que os pesquisadores, liderados por Darren Craig, chamam de "staggered
overdose" algo que poderia ser traduzido como "overdose
a conta-gotas".
A maioria
dos pacientes nesse grupo usava o medicamento para alívio de dores comuns, como as abdominais, musculares,
de cabeça e de dentes, por exemplo.
O que os
pesquisadores viram é que, embora a dosagem
usada por esses pacientes variasse, e que o total de paracetamol
ingerido fosse inferior ao verificado nas overdoses "clássicas",
a média diária ainda assim ficava acima de 4 g
por paciente. (Cada comprimido costuma ter entre 0,5 g e 0,75
g no Brasil.)
E essa é justamente a dose considerada perigosa hoje
pelos hepatologistas. Acima dela, o organismo não consegue
mais "limpar" resíduos perigosos derivados do
paracetamol, o que acaba destruindo as células do fígado.
"Sobre a toxicidade do paracetamol, não se pode
dizer que o trabalho inova, esse valor já está bem
estipulado na literatura", diz Strauss.
Para a hepatologista,
a novidade do trabalho está em
demonstrar que, nesse grupo da overdose "escalonada",
o risco de complicações e de morte acaba sendo
maior.
Para os autores
da pesquisa, isso ocorre porque o dano vai acontecendo de forma
mais lenta, devagar e sempre, e é mais difícil
de detectar.
Em julho,
um painel de consultores da FDA (agência que
regula fármacos e alimentos nos EUA) recomendou mudanças
nas instruções dadas aos pais quando eles ministram
paracetamol aos filhos. O objetivo é justamente minimizar
o risco de superdosagens perigosas.
Para Strauss,
até pacientes com problemas no fígado
podem receber a droga, desde que na dose correta.
FOLHA DE S. PAULO
Aids
está em alta em países da região amazônica
Problema é mais
grave no Suriname e na Guiana
A população da região da Pan-Amazônia,
prioritariamente rural e indígena, está vivendo
um surto de Aids.
A conclusão é de especialistas reunidos no Fórum
Amazônia Sustentável, realizado neste mês
em Belém.
Eles apresentaram
um estudo sobre os índices socioeconômicos
-incluindo de saúde- nos nove países da Pan-Amazônia:
Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana
Francesa, Peru, Suriname Venezuela.
No caso da
Aids, há um aumento da incidência em
toda a Amazônia.
"Isso é preocupante porque parte dos povos indígenas
que vivem na região [são 375 comunidades indígenas] é poligâmica",
afirma Danielle Celentano, coordenadora do ARA (Articulação
Regional da Amazônia).
A pior situação é do Suriname, que tem
683 casos por 100 mil habitantes na região amazônica,
e da Guiana, com 752 casos por 100 mil habitantes. A taxa brasileira é 17
por 100 mil na Amazônia.
Com isso,
Suriname e Guina são os países com maior índice
de Aids fora da África.
PORTAL R7
Número de notificações de gripe suína
sobe para 284 no Ceará
O número de notificações de gripe A (H1N1),
conhecida como gripe suína, na cidade de Pedra Branca,
no sertão central do Ceará, aumentou de 232 para
284. E a quantidade de casos confirmados chega a 13. Três
médicos da Sesa (Secretaria de Saúde do Ceará)
viajaram nesta terça-feira (29) para a cidade acompanhados
da epidemiologista do Ministério da Saúde, Líbia
Souza.
No entanto,
o secretário da saúde do Ceará,
Arruda Bastos, disse que os casos registrados no Estado não
são graves.
- Até agora todos os casos, no total de 284 notificados,
são considerados leves e moderados, mas na possibilidade
de agravamento de algum caso vamos garantir transporte sanitário
e assistência em hospitais da região de maior porte
ou mesmo na capital.
A medicação para os pacientes foi liberada para
o hospital de Pedra Branca na semana anterior logo após
a confirmação dos casos feita pelo Lacen (Laboratório
Central de Saúde do Estado) na sexta-feira (25). Anteontem
o estoque do medicamento foi reforçado, com o envio de
mais 500 caixas para o hospital da cidade.
PORTAL UOL
Diminui índice de gravidez entre as adolescentes no país
O número de nascimentos registrados em cartório é o
menor nos últimos 10 anos. Em 2010, 2.747.373 nascimentos
foram registrados. Em 2000, esse número foi de 2.862.340.
Além do número absoluto ter sido menor, houve uma
desaceleração de sub-registros no país,
que passaram de 21,9% em 2000 para 8,2% em 2009, chegando a 6,6%
em 2010, segundo os dados das Estatísticas do Registro
Civil 2010, divulgadas hoje pelo IBGE.
A quase totalidade
(97,8%) dos nascimentos ocorreu em hospitais. Mas persistem
diferenças regionais - o parto domiciliar
ainda é significativo em Estados como Acre, com 9,6% dos
partos domiciliares (1.265), Amazonas, 7,0% (4.284) e Pará,
5,3% (6.201).
As informações das Estatísticas do Registro
Civil 2010 corroboram dados do DataSus, que apontam para a redução
da gravidez entre adolescentes. Em 2000, 21,7% dos nascidos tinham
mãe com menos de 20 anos. Esse índice baixou para
18,4%. O mesmo ocorreu na faixa etária entre 20 a 24 -
queda de 30,8% para 27,5%. Por outro lado, a porcentagem dos
filhos nascidos de mães na faixa de 25 a 39 anos cresceu.
Passou de 37,5% para 42,9%.
Os Estados
do Norte e Nordeste ainda têm altos índices
de gravidez ma adolescência. No Pará, em um quarto
dos nascimentos as mães tinham menos de 20 anos. No Acre,
o índice é de 24,9%. Na outra ponta, Estados do
Sul e do Sudeste tiveram aumento da proporção de
mães com idades entre 35 e 44 anos - Rio Grande do Sul
(13,9%), DF (13,6%), São Paulo (12,8%) e Rio de Janeiro
(12%). Rio Grande do Sul tem ainda o maior índice mães
com idade entre 40 e 44 anos (3%).
Óbitos
infantis
Entre as
crianças que morreram com menos de um ano, 68,3%
dos óbitos ocorreram até o 27º dia de vida.
A pesquisa aponta que "apesar da menor mortalidade infantil,
problemas de natureza social e econômica que influenciam
no perfil da mortalidade não foram totalmente suprimidos".
FOLHA DE S. PAULO
Cresce
número de bebês nascidos com baixo peso
no país
Alto índice de cesáreas em Estados ricos é uma
das explicações para o fenômeno, segundo
especialistas
Na contramão da melhoria dos indicadores de saúde
de recém-nascidos, o índice de bebês com
baixo peso ao nascer vem aumentando no Brasil nos últimos
anos.
Dados preliminares
do Ministério da Saúde tabulados
pela Folha mostram que, no ano passado, o índice de bebês
nascidos com menos de 2,5 kg foi de 8,4%. Há dez anos,
era de 7,9% -o ideal, para a Organização Mundial
da Saúde, é abaixo de 5%.
O valor é puxado por Estados mais desenvolvidos, como
Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, onde o índice
chega a 9,5%. Nesses locais, há uma porcentagem maior
de cesáreas o que, dizem os médicos, é a
principal explicação para o fenômeno.
"A cesariana programada faz a criança nascer antes
do tempo ideal, com peso baixo", diz Renato Procianoy, presidente
do departamento de neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Para o Ministério da Saúde, o aumento é "progressivo
e preocupante". "Estamos criando uma geração
de baixo peso, que terá muito mais chance de ter obesidade,
diabetes e hipertensão", afirma Helvécio Magalhães,
secretário de Atenção à Saúde.
O baixo peso
ao nascer traz risco de doenças crônicas
e reduz a expectativa de vida.
"Não adianta colocar na UTI neonatal. Ela dá uma
falsa segurança de que vai dar conta da saúde do
bebê, o que não é verdade", afirma o
epidemiologista e coordenador da Pastoral da Criança,
Nelson Arns Neumann.
Magalhães ressalta ainda que a UTI tem alto custo e aumenta
o risco de infecções.
O governo
quer estimular o parto normal e diz estar investindo no atendimento à gestante pela Rede Cegonha, programa
lançado em março para ampliar a assistência
a mães e bebês na rede pública de saúde.
O ESTADO DE S. PAULO
Morre
em SP pioneiro no estudo de câncer no país
Cientista
era diretor-presidente da Fapesp e dirigia a Fundação
Antonio Prudente
Morreu ontem,
em São Paulo, vítima de enfarto,
o médico e cientista Ricardo Renzo Brentani, diretor-presidente
da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado
de São Paulo (Fapesp), presidente da Fundação
Antônio Prudente (que mantém o Hospital A.C. Camargo)
e coordenador do Centro Antonio Prudente para Pesquisa e Tratamento
do Câncer.O velório de Brentani, que tinha 74 anos,
será no Anfiteatro do Hospital A.C. Camargo, entrada pela
Rua Tamandaré, 766, a partir das 7h.
Nascido em
Trieste, Itália, Brentani graduou-se pela
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
em 1962. Doutorou-se em 1966 pelo Departamento de Química
Fisiológica e Físico-química da FMUSP. Brentani
foi um precursor da pesquisa de câncer no País.
Foi o primeiro professor titular da disciplina de Oncologia em
uma universidade brasileira - na própria Faculdade de
Medicina da USP -, e também idealizou e implementou o
primeiro curso de pós-graduação em um hospital
privado brasileiro, o Hospital do Câncer A.C.
"Ele deu início à carreira de oncologia na época
em que o conceito era muito novo e nem sempre aceito na comunidade
médica e universitária. Seus esforços tornaram
possível a grande capacidade instalada que temos hoje
na área e foi o embrião de tudo o que estamos vendo
na USP em relação à pesquisa sobre câncer",
disse Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer
do Estado de São Paulo (Icesp), diretor do Centro de Oncologia
do Hospital Sírio-Libanês e professor de Oncologia
na FMUSP.
Brentani
atuava principalmente com estudos relacionados ao papel do
nucléolo no processamento de mRNA, à caracterização
de mRNAs de colágenos e à adesão celular
e metástase.
"Nas décadas de 1960 e 1970, ele introduziu pesquisas
pioneiras na área hoje conhecida como biologia molecular,
mas que ainda não tinha esse nome. Os estudos dessa época
foram precursores da biotecnologia", diz Roger Chammas,
professor da FMUSP.
Brentani
também foi membro da Academia Brasileira de
Ciências (ABC) e recebeu diversos prêmios e condecorações,
como a Ordem Nacional do Mérito Científico (Grã-Cruz),
o Prêmio Costa Junior, da Academia Nacional de Medicina,
e o Prêmio Ciência e Cultura da Fundação
Conrado Wessel, entre outros.
PORTAL G1
Termina
nesta quinta mutirão de uma semana de testes
de HIV em SP
Termina nesta
quinta-feira (1º), em São Paulo, um
mutirão de testes de HIV. Somente entre a última
quinta e o domingo, o Fique Sabendo, campanha da Secretaria de
Estado da Saúde, 51 mil exames gratuitos foram realizados
em 500 municípios de todo o estado de SP. A previsão
da secretaria era oferecer cerca de 100 mil durante toda a semana.
A campanha,
promovida em parceria com as secretarias municipais de saúde, envolveu cerca de 40 mil profissionais. Dos
100 mil exames disponíveis, 25 mil foram os testes rápidos,
cujo resultado sai em meia hora.
A secretaria
afirma que o diagnóstico precoce é importante
para o tratamento correto da Aids, e que metade das mortes causadas
pela doença acontecem porque são descobertas tardiamente.
O processo é feito de forma sigilosa, com atendimento
individual. Os pacientes diagnosticados com o HIV, mesmo fora
do mutirão, são encaminhados para tratamento.
O ESTADO DE S. PAULO
Mortes
por Aids caíram 22% nos últimos 5 anos,
mostra relatório da ONU
As mortes
por Aids caíram 22% nos últimos cinco
anos, período no qual o número de pessoas infectadas
com o vírus HIV caiu 15%, diz relatório publicado
nesta quarta-feira, 30, por várias agências da Organização
das Nações Unidas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), o
Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids
(Unaids) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância
(Unicef) elaboraram um relatório sobre a reposta global
ao HIV/Aids.
O documento
destaca a necessidade de fortalecer as políticas
de apoio à prevenção e tratamento da doença
para manter esta tendência positiva. "O mundo precisou
de 10 anos para conseguir este impulso", manifestou em entrevista
coletiva Gottfried Hirnschall, diretor do departamento de luta
contra o HIV da OMS.
"Nestes momentos existe uma possibilidade muito real de
nos anteciparmos à epidemia, mas isto só pode acontecer
de forma sustentada e acelerando este impulso durante a próxima
década e além", acrescentou.
Estes organismos
baseiam seu otimismo nas inovações
e nos avanços científicos conseguidos na luta contra
o HIV, mas alertam que será necessário aplicá-los
com rapidez para que não sejam afetados pela crise econômica
internacional.
O relatório ressalta conquistas concretas, como a melhora
do acesso aos testes de detecção do vírus
da Aids na África, o que permitiu chegar a 61% das mulheres
grávidas no leste e sul do continente, 14% a mais que
em 2005.
Também foi possível que 48% das grávidas
infectadas recebessem uma medicação eficaz para
evitar a transmissão ao bebê e que 6,6 milhões
de pessoas portadoras do vírus em países pobres
e em desenvolvimento (onde se estima 14,2 milhões de afetados)
recebam nestes momentos tratamento antirretroviral (ART).
De acordo
com os autores do relatório, US$ 34 bilhões
são os benefícios potenciais até 2020 pela
melhora da atividade e da produtividade nos países mais
afetados pela doença.
"As regras do jogo estão mudando em 2011. Com novos
avanços científicos, uma liderança política
sem precedentes e o progresso contínuo da resposta a Aids,
os países têm a oportunidade de aproveitar o momento
e dar mais um passo", disse Paul De Lay, vice-diretor executivo
da Unaids.
Apesar dos
dados positivos do relatório, seus autores
afirmam que ainda há muito por fazer, já que mais
da metade das pessoas que precisam de um tratamento antirretroviral
em países de baixa renda ainda não têm acesso
a este tratamento e, em muitos casos, nem sequer sabem que são
portadores do HIV.
Em muitos
países não se presta a atenção
devida aos grupos de maior risco, que em linhas gerais continuam à margem
dos programas de prevenção e tratamento: adolescentes
do sexo feminino, usuários de drogas que injetam por via
intravenosa, homens homossexuais, transexuais, prostitutas, presos
e imigrantes.
Mundialmente,
64% da população de entre 15 e 24
anos infectada com a Aids são mulheres, uma taxa que no
caso da África Subsaaariana aumenta até 71%, devido às
estratégias de prevenção que não
estão chegando a essa região.
Além disso, existe uma marginalização de
grupos importantes, como os toxicômanos no leste da Europa
e Ásia Central, que representam mais de 60% dos portadores
do HIV, mas que só somam 22% das pessoas com acesso a
tratamento antirretroviral.
Apesar das
melhoras para prevenir a transmissão de mães
a filhos, cerca de 3,4 milhões de menores vivem com o
HIV no mundo, um grupo populacional que também sofre de
discriminação.
Nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, só uma
em cada quatro crianças com o vírus da Aids recebeu
tratamento em 2010, frente a um em cada dois adultos.
"Notamos que os progressos no caso das crianças é mais
lento", assinalou Leila Pakkala, diretora do escritório
da Unicef em Genebra, que considerou "alarmante" o
nível de cobertura para os menores.
Por regiões, na África houve 1,9 milhões
de novos infectados nos últimos cinco anos, o que situa
o total de portadores de HIV nesse continente em 22,9 milhões.
Na Ásia houve uma estabilização da epidemia,
com 4,8 milhões de infectados (49% na Índia), da
mesma forma que na América Latina e no Caribe, onde os
números estabilizaram-se em torno dos 1,7 milhões
(1,5 milhão na América Latina e 200 mil no Caribe).
O aumento
mais drástico aconteceu no leste da Europa
e Ásia Central, onde os novos infectados aumentaram em
250% na última década, com 90% dos casos na Rússia
e Ucrânia.
No Oriente
Médio e no norte da África houve 59
mil pessoas infectadas em 2010, um aumento de 36% com relação
a 2009.
PORTAL R7
China
estima queda de 60% no número de mortes por Aids
em 2011
O Ministério da Saúde da China estima que o número
de mortes em decorrência da Aids neste ano no país
chegue a 28 mil, uma redução aproximada de 60%
em relação à quantidade registrada em 2010,
indica um relatório publicado pelo organismo na véspera
do Dia Internacional de Luta Contra a Aids.
O relatório, que contou com a participação
de especialistas da OMS (Organização Mundial da
Saúde) e da Unaids, também contabilizou um aumento
de 48 mil casos de portadores do vírus HIV, elevando o
total de soropositivos para 780 mil, entre eles 154 mil que desenvolveram
a doença.
Estes números oficiais, no entanto, são colocados
em dúvida por algumas ONGs, que suspeitam que o verdadeiro
número de afetados pelo HIV/Aids na China possa ser de
vários milhões, devido ao desconhecimento da doença
e do vírus.
O Ministério da Saúde chinês reconhece que
o HIV continua sendo um problema "moderadamente prevalente
na China" e admite a gravidade do caso, assinalando que
o número de soropositivos no país equivale a um
quinto do total no mundo.
"Muitos soropositivos desenvolverão a doença
no futuro, o que terá um impacto na economia e na sociedade
do país", afirma o Ministério.
Segundo o
Centro Chinês para o Controle e Prevenção
de Doenças, citado nesta quarta-feira pela agência
de notícias "Xinhua", a transmissão sexual
do vírus se tornou a forma mais frequente de infecção,
enquanto, nos anos 1990, as transfusões de sangue eram
a principal causa de contágio.
A entidade alerta que os homossexuais continuam sendo um grupo
de alto risco.
A China registrou
seu primeiro caso de Aids em 1985, mas durante décadas o governo comunista considerou-a uma doença "só de
estrangeiros".
O tema virou
um tabu no país, o que provocou o aumento
das infecções, especialmente em negócios
clandestinos de compra e venda de sangue sem as medidas sanitárias
adequadas.
Na última década, no entanto, Pequim manifestou
uma mudança significativa de atitude em relação à doença,
sobretudo com campanhas de conscientização para
prevenção e contra a discriminação
a soropositivos, que durante anos foram marginalizados na sociedade
chinesa.
Terça-feira,
29.11.11
JORNAL DCI
Einstein é referência em saúde
Primeiro
hospital fora dos Estados Unidos a obter a acreditação
da Joint Commission International (JCI) em 1999 -posição
que vem sendo reafirmada a cada nova avaliação-,
o Hospital Israelita Albert Einstein detém muitas outras
certificações de organizações nacionais
e internacionais nas áreas médica, de gestão,
de qualidade e de sustentabilidade. Este ano, foi eleito, pela
terceira vez consecutiva, a melhor instituição
médica da América Latina no estudo da America Economía
Intelligence e também recebeu a outorga do Prêmio
DCI. "O Einstein não trabalha especificamente para
ganhar prêmios ou títulos, mas coloca acima de tudo
o paciente. No entanto, receber este prêmio é a
constatação de que estamos fazendo um bom trabalho",
reconhece Claudio Lottenberg, presidente da Sociedade Beneficente
Israelita Brasileira Albert Einstein (SBIBAE). -
Em 2010,
o Einstein registrou 129.757 treinamentos de profissionais
da área em seu Centro de Simulação Realística
e mais 10.904 procedimentos junto a instituições
públicas. O Centro de Simulação Realística
Albert Einstein foi criado para apoiar indivíduos e equipes
de instituições públicas de ensino e saúde
em todo o País, em diferentes cenários, inclusive
os mais raros e os de maior risco.
De acordo
com Lotterberg, este ano a instituição
foi responsável pela realização de mais
de 70 eventos, registrando participação de cerca
de 11 mil pessoas, sendo 56% médicos de todo o País. "Contamos
ainda com a colaboração de 1.153 palestrantes,
entre eles 79 convidados internacionais que integraram 22 eventos
de caráter internacional", apontou.
Em 2010,
através do Programa Einstein de Sustentabilidade
foi criada uma comissão para implementar ações
de redução de impactos ambientais atreladas a custos.
Como resultados foram realizadas substituições
de vasos sanitários para reduzir o consumo de água,
troca de torneiras da cozinha e instalação de redutores
de vazão nas torneiras e chuveiros, reaproveitamento do
calor dos equipamentos de ar condicionado para preaquecimento
da água do chuveiro e opção por fontes de
energia de menor emissão de gases de efeito estufa.
No âmbito dos procedimentos de alta complexidade, o Hospital
Israelita Albert Einstein registrou um feito marcante em janeiro
deste ano: o de maior transplantador hepático do mundo:
com 1.000 procedimentos realizados, supera os Estados Unidos.
Para 2012,
a Sociedade planeja investir em manutenção
de ativos, na expansão das atividades e em tecnologia
da informação.
PORTAL
DA SAÚDE
Municípios terão metas de qualidade para atenção
básica
Medida faz
parte da estratégia “Saúde mais
perto de você”, que terá portal para o cidadão
conferir andamento das ações desenvolvidas em sua
região
Mais de mil
gestores, entre prefeitos e governadores, assinaram nesta terça-feira (29) termo de compromisso que relaciona
uma série de metas e padrões de qualidade que deverão
cumprir na atenção básica de sua região.
A ação faz parte do lançamento da estratégia “Saúde
Mais Perto de Você”. De início os gestores
que aderiram à rede de atenção, receberão
20% a mais dos recursos específicos para o financiamento
do setor – PAB variável - e poderão dobrar
o incentivo com a qualificação das equipes e dos
serviços ofertados à população nas
UBSs.
A estratégia teve grande adesão nacional, sendo
que 71% dos municípios país aderiram “Saúde
Mais Perto de Você - acesso e qualidade”. Ao todo,
17.669 equipes de atenção básica vão
receber o componente de qualidade, o que representa um valor
adicional mensal de até R$ 1.700,00 por grupo de imediato,
podendo chegar a R$ 8.500, dependendo das avaliações. “Os
recursos ampliam significativamente o financiamento da atenção
básica, com ações que avançam para
assegurar equipes mais incentivadas, preparadas e capazes de
atender a população com qualidade”, disse
o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Além disso, os brasileiros poderão a partir de
hoje acompanhar pela internet, no site do Departamento de Atenção
Básica do Ministério da Saúde, a qualidade
do serviço e o atendimento, prestados pelas Unidades Básicas
de Saúde (UBSs). “Queremos que a população
tenha em mãos ferramentas para cobrar a qualidade do atendimento.
A percepção do usuário será um dos
critérios de avaliação dessas equipes”,
afirma o ministro.
Logo na entrada
das unidades cadastradas na estratégia “Saúde
Mais Perto de Você - acesso e qualidade” haverá uma
placa de identificação contendo: carteira de serviços
ofertados pela equipe, horário de funcionamento da unidade,
nome e escala dos profissionais da equipe, telefone da ouvidoria
do Ministério da Saúde e do município, quando
houver, além das metas e padrões de qualidade assumidos
pelos gestores municipais das 17.669 equipes cadastradas.
A partir
de março de 2011, todas as unidades serão
visitadas por uma equipe de avaliação externa,
que realizará certificação do serviço.
Além de entrevistas realizadas dentro das UBSs, também
serão visitados em casa, 170 mil usuários, que
serão questionados sobre a qualidade dos serviços
e atendimentos que receberam nas UBSs.
“Pela primeira vez, o Ministério da Saúde
incorpora em sua política de atenção básica
e no financiamento a possibilidade de reconhecer o esforço
dos gestores municipais e profissionais de saúde, induzindo
e premiando a qualidade, e fazendo isso com o máximo de
transparência, já que todos os resultados estarão
disponíveis à população no site do
DAB”, explica Diretor da Atenção Básica
do Ministério da Saúde, Hêider Pinto.
Serão avaliados indicadores como: tempo de espera, cobertura
de hipertensos e diabéticos; padrões de acesso
e qualidade ao pré-natal; avaliação do uso
e da satisfação dos usuários e acompanhamento
das condicionalidades do bolsa família. Equipes com desempenho
muito bom poderão até dobrar os recursos que já recebem
passando a receber até R$ 8.500 mensais por equipe, o
que representa 100% a mais do PAB-variável – componente
de qualidade. “Aquelas que tiverem um desempenho insatisfatório
terão o incentivo suspenso”, enfatiza o diretor.
AGÊNCIA
BRASIL
Rio
vai capacitar profissionais de saúde de hospitais
particulares na identificação de pacientes com
sintomas de dengue
Os profissionais
de saúde dos hospitais particulares
da capital fluminense e das cidades da região metropolitana
vão ser capacitados para o diagnóstico da dengue.
A ideia do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da
Associação Comercial do Rio de Janeiro e da Federação
Nacional de Saúde Complementar é melhorar a qualidade
do atendimento na identificação de pacientes com
sintomas da dengue.
De acordo
com o presidente do Conselho, Josier Marques Vilar, todos os
hospitais particulares
foram mobilizados para indicar
os profissionais que receberão o receberem treinamento. “Com
essas ações para estruturar o atendimento por meio
de um amplo treinamento e qualificação dos profissionais
que abordam os pacientes com dengue no primeiro momento e no
monitoramento do acompanhamento desses pacientes, vai diminuir
substancialmente os óbitos da nossa cidade, nos colocando
dentro de um padrão mundial de qualidade na assistência
a doentes com dengue”, disse.
Vilar disse
ainda que cerca de 55 % da população
que mora na capital fluminense têm plano de saúde
e conta com uma rede de 144 hospitais particulares, entre eles,
85 prestam atendimento de emergência. Segundo ele, as secretarias
municipal e estadual de Saúde disponibilizaram técnicos
para qualificar 20 equipes de 30 profissionais no atendimento
de emergência.
Para ajudar
no acompanhamento do quadro clínico do paciente
que for atendido pelos profissionais, os hospitais enviarão
diariamente para um banco de dados as informações
sobre o estado de saúde do doente.
PRIMEIRA
EDIÇÃO
Saúde e Correios lançam
selo alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids
Para discutir
as questões relacionadas à vulnerabilidade
ao HIV/Aids, a Coordenação Estadual do Programa
DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau)
promove o I Seminário Estadual de Comemoração
ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, nesta quinta-feira (1º), às
8h30, no hotel Enseada, em Maceió. Na ocasião,
será realizado o lançamento do selo alusivo ao
Dia Mundial de Luta Contra a Aids, uma parceria entre o Ministério
da Saúde e os Correios.
A ação acontece na data criada para relembrar
o combate à doença e é destinada aos profissionais
que atuam diretamente com as populações prioritárias,
com intuito de contribuir para o aperfeiçoamento do cuidado
oferecido pelos serviços de saúde e ampliar o conhecimento
sobre o perfil de tendências epidemiológicas da
AIDS.
Programação
Após à solenidade de abertura, a infectologista
Raquel Guimarães abre o ciclo de palestras abordando a
linha do tempo da AIDS. Entre as conferências, estão “O
perfil epidemiológico da AIDS em Alagoas”, com a
farmacêutica Mona Lisa dos Santos; “Manejo clínico
da transmissão vertical da sífilis e do HIV”,
com a médica e professora universitária, Adriana Ávila.
A palestra
sobre o Plano Individual Farmacêutico, proferida
pela Maire Rose Sousa Silva, é um dos destaques do seminário,
pois vai tratar da experiência alagoana premiada na 11ª Mostra
Nacional de Experiências bem sucedidas em Epidemiologia,
Prevenção e Controle de Doenças (Expoepe).
Ainda na
programação, a Mostra Cinematográfica
apresenta “O Auto da Camisinha – a contribuição
do Ceará ao mundo para a prevenção da AIDS”,
filme cearense inspirado na obra de José Mapurunga, com
direção de Clébio Viriato e participação
especial de Chico Anysio.
Ações
A Coordenação Estadual do Programa DST/Aids da
Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) desenvolve
diversas atividades em prol da capacitação dos
profissionais e promoção de campanhas de combate,
prevenção e tratamento da doença. Dentre
as atividades, a II Mostra Alagoana do Projeto Saúde e
Prevenção nas Escolas reuniu professores, alunos
e técnicos da Saúde para discutir a importância
de ações em saúde no ambiente escolar.
“A promoção da saúde é uma
estratégia muito importante do Ministério da Saúde
desenvolvida pelos estados e municípios para orientar
a população sobre os cuidados adequados com a saúde.
E o Projeto Saúde na Escola tem sido fundamental para
informar os alunos e professores sobre temas referentes às
Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e AIDS”,
destacou a coordenadora do Programa estadual DST/Aids, Fátima
Rodrigues.
O I Seminário Estadual de Ações para Redução
e Transmissão Vertical da Sífilis e do HIV em Alagoas
foi mais uma iniciativa que visou reforçar as estratégias
apresentadas pela Rede Cegonha e pelo Plano Estadual de Ações
para Redução e Transmissão Vertical da Sífilis
e do HIV. O objetivo foi capacitar os profissionais das unidades
básicas de saúde e hospitais referências.
“O seminário é a primeira ação
para sensibilizar acerca do trabalho da Saúde na redução
da transmissão vertical. Precisamos descobrir o perfil
de Alagoas e ter um pré-natal adequado”, disse a
diretora de Vigilância Epidemiológica de Alagoas,
Cleide Moreira.
A transmissão vertical é a doença passada
de mãe para filho. No caso da sífilis congênita,
a doença tem cura e pode ser ter tratada até 30
dias antes do parto por meio do tratamento com penicilina. A
AIDS, sem nenhum tratamento, tem 25% de chance de ser transmitida.
Realizando o tratamento com AZT ou TARV a partir da 14ª semana,
o índice de transmissão cai para 0 a 1%.
Teste
rápido
Cinco municípios de Alagoas – Arapiraca, Campestre,
Flexeiras, Pilar e Marechal Deodoro – passam a oferecer
o teste rápido para diagnóstico de HIV. A novidade é devida à capacitação
de médicos e enfermeiros, que permitiu a implantação
do serviço na Atenção Básica e hospitais.
Distribuído gratuitamente pele rede pública, o
teste rápido é utilizado na maior parte das ações
do Fique Sabendo, principalmente pela agilidade e praticidade.
Os testes para detectar o vírus HIV são realizados
pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sigilosa e gratuitamente.
Os laboratórios da rede particular também realizam
e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), que são
unidades da rede pública. Os exames podem ser feitos,
inclusive, de forma anônima.
Os testes
rápidos são realizados a partir da coleta
de uma gota de sangue da ponta do dedo. O sangue é colocado
em um dispositivo de testagem. Para chegar ao resultado, o profissional
que o realiza segue um fluxo determinado cientificamente. Se
o resultado for negativo, o diagnóstico é fechado.
Em caso de
resultado positivo, é feito outro teste para
confirmação. Assim, o resultado tem a mesma confiabilidade
dos exames convencionais e não há necessidade de
repetição em laboratório. Os testes rápidos
detectam os anticorpos contra o HIV em um tempo inferior a 30
minutos.
Boletim
Epidemiológico
Passados
30 anos, o Brasil tem como característica uma
epidemia estável e concentrada em alguns subgrupos populacionais
em situação de vulnerabilidade. Foram notificados
608.230 casos de AIDS acumulados de 1980 a junho de 2011, sendo
397.662 (65,4%) no sexo masculino e 210.538 (34,6%) no sexo feminino.
A razão de sexo vem diminuindo ao longo dos anos. Em
1985, para cada 26 casos entre homens, havia um caso entre mulher.
Em 2010, essa relação é de 1,7 homens para
cada caso em mulheres. Em relação aos grupos populacionais
em situação de maior vulnerabilidade, com mais
de 18 anos, estudos realizados em 10 municípios brasileiros
entre 2008 e 2009 estimaram taxas de prevalências de HIV
de 5,9% entre usuários de drogas ilícitas de 10,5%
entre homens que fazem sexo com homens e de 4,9% entre mulheres
profissionais do sexo.
O Boletim
Epidemiológico demonstra que, considerando
a série histórica, há um aumento de casos
em homossexuais de 15 a 24 anos nas Regiões Sudeste, Sul
e Centro-Oeste. As Regiões Norte e Nordeste não
apresentam diferenças significativas nessa população.
Dia Mundial
O Dia Mundial
de Luta Contra a Aids (1º de dezembro) foi
instituído pela Assembléia Mundial de Saúde
com o apoio da Organização das Nações
Unidas (ONU). A decisão foi tomada em outubro de 1987.
No Brasil, a data passou a ser comemorada a partir de 1988, por
decisão do Ministério da Saúde. Este ano,
a campanha dá enfoque aos jovens homossexuais de 15 a
24 anos das classes C, D e E. A ação busca discutir
questões relacionadas à vulnerabilidade ao HIV/Aids
na população prioritária sob o ponto de
vista do estigma e do preconceito.
SAÚDE
WEB
Vinculos
de beneficiários aumentam e passam dos 46 milhões,
diz ANS
São mais 3,3 milhões de novos vínculos.
A taxa de cobertura de plano de saúde para a população
atingiu 24,4%
Últimos dados da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) mostram que o número de vínculos
de beneficiários de planos de saúde cresceu 7,6%,
entre junho de 2010 e junho de 2011. São mais 3,3 milhões
de novos vínculos, totalizando 46.601.052. A taxa de cobertura
de plano de saúde para a população atingiu
24,4%. As informações são do site Monitor
Mercantil
O maior crescimento
ocorreu nos planos coletivos, com variação
de 9,6%, enquanto os planos individuais aumentaram 4,6%. Importante
perceber que a ANS contabiliza vínculos de beneficiários
aos planos de saúde e não a quantidade. Um mesmo
beneficiário que tenha dois planos de saúde é contabilizado
duas vezes no cadastro de beneficiários da ANS.
Segundo o
Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess),
o ritmo de crescimento do número de vínculos em
planos de saúde nos últimos anos está relacionado
ao bom desempenho da economia, que tem propiciado aumento de
renda e diminuição da taxa de desemprego. Entre
junho de 2010 e de 2011, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego,
a renda dos trabalhadores do mercado formal cresceu 5,3% e o
desemprego teve queda de 11,7% nas principais regiões
metropolitanas.
CORREIO
DE NOTÍCIAS
Saúde da Família ainda não chega a 70 municípios
gaúchos
O Rio Grande
do Sul soma 70 municípios (o equivalente
a quase 15%) sem a cobertura do Programa de Saúde da Família
(PSF), conforme a Secretaria Estadual da Saúde. Os prefeitos
alegam, em maioria, que os repasses do Estado e União
são muito baixos, não tendo como os cofres municipais
serem onerados com a contratação de servidores
e ficarem à mercê de condenações por
responsabilidade fiscal. Este é o caso da cidade de Cristal,
na zona Sul do Estado, com mais de sete mil habitantes.
“Nós não temos o programa porque os vereadores
não aprovaram o nosso projeto. Mas já estamos fazendo
um novo estudo e analisando custos. A nossa folha vai estar saturada,
não tem como nós aprovarmos mais servidores. Hoje,
até o Samu entra na folha de pagamento da prefeitura”,
disse o prefeito Sérgio Schmidt, de Cristal. Nos próximos
dias, a prefeitura remete à Câmara de Vereadores
um novo projeto, levando em conta os valores a serem repassados
pelos governos estadual e federal para as equipes de Saúde
da Família.
O governo
estadual garante que está aumentando o Piso
de Atenção Básica para a saúde. Em
2010, o governo Yeda Crusius aplicou R$ 15 milhões, segundo
a Secretaria Estadual da Saúde. A expectativa é que
em 2012 o valor chegue a R$ 80 milhões. “O governo
federal repassa em torno de R$ 8,5 mil para cada equipe. Agora,
com a qualificação dos grupos, o governo pode ampliar
os valores em até 100%”, disse o secretário
Ciro Simoni.
No programa
Saúde da Família cabe às prefeituras
a contratação de médicos, enfermeiros, auxiliares
de enfermagem e motoristas, todos com jornada semanal de 40 horas.
SAÚDE
WEB
Tempo
Assist investe R$ 2 milhões para fortelecer unidade
de seguro de saúde
Renda foi
aplicada em campanha de marketing. Até o final
de 2012, companhia planeja abrir novas filiais crédito:
divulgação
Para o CEO
da Tempo Assist, Marcos Couto a economia brasileira está entre as melhores do mundo e aumenta o acesso à saúde
da população
Tempo Assist
está com novos desafios. Além de
consolidar sua presença no mercado segurador de saúde,
a empresa quer abrir outras filiais em estados onde já marca
presença.
A companhia,
que atua na prestação de serviços
de assistências especializadas, seguro saúde, planos
odontológicos, home care com mais de 1.400 leitos -, e
soluções em saúde, objetiva consolidar a
marca de sua unidade de seguro de saúde e criar uma aproximação
com os corretores pelo Brasil afora.
Sem desprezar
o mercado global, o CEO da Tempo Assist, Marcos Couto, avalia
o cenário brasiliero como positivo. "A
economia do Brasil figurando entre as melhores traz estabilidade
e mais acesso à saúde."
Com cinco
divisões, a Tempo Saúde Seguradora é o
resultado da aquisição do Unibanco Saúde
Seguradora. "Compramos em abril de 2010 e, a partir de maio
deste ano, deixamos de usar a marca Unibanco", conta o executivo
da companhia, que, em menos de um ano, aumentou o número
de vidas asseguradas de 60 mil para mais de 80 mil, com clientes
nas classes A, B e C+.
Desde o lançamento da marca, em maio deste ano, a companhia
faz investimentos em marketing para seu fortalecimento. "Somente
este ano foram mais de R$ 2 milhões em marketing específico
para fixação da marca", diz Couto.
Além da campanha, a companhia tem um ambicioso plano
de expansão com término previsto para dezembro
de 2012. O início foi em agosto passado, quando inauguraram
uma filial em Salvador (BA). "Tínhamos uma presença
tímida no território nacional, mas, ainda em novembro,
vamos inaugurar outra filial em Belo Horizonte (MG) e mais duas
até dezembro: em Brasília (DF) e em Porto Alegre
(RS)."
Este investimento é peça-chave para desenvolvimento
do negócio. "Nosso canal de distribuição
são os corretores de seguro", ressalta Couto. Ainda
segundo ele, o que construirá uma marca forte é a
qualidade do atendimento. "Por isso, o nosso investimento é forte
na estrutura comercial e no pós-venda. O compromisso da
companhia é de longo prazo." A empresa, no entanto,
não divulgou os próximos investimentos. "Só vamos
divulgá-los após o resultado do terceiro trimestre." Pós-venda ágil
O executivo
destaca que uma das grandes vantagens da empresa é ter
sistemas próprios, assim é possível personalizar,
alterar e construir o que for necessário para que a operação
atenda a demanda específica de um cliente ou de um corretor. "Temos
a Tempo CRC que atua na prestação de serviços
tecnológicos e administrativos para operadoras de planos
de saúde -, atendendo a mais de 1 milhão e 600
mil vidas e isto significa que a nossa plataforma tecnológica é muito
robusta, dessa forma, também beneficia nossos segurados
de saúde por meio da Tempo Saúde Seguradora."
AGENDA
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html
- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios
e hospitais
Dia 9 de dezembro
Rua Augusto
Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba
- PR
(41) 3254-1772
www.fehospar.com.br
ana@fehospar.com.br
O Sindipar,
Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba
mais um curso de recepção médica para clínicas,
consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro.
As vagas são limitadas. Ha condições especiais
para instituições associadas.