30-11-11

 

Leia nesta edição:

- Analgésico causa 'overdose a conta-gotas'

- Aids está em alta em países da região amazônica

- Número de notificações de gripe suína sobe para 284 no Ceará

- Diminui índice de gravidez entre as adolescentes no país

- Cresce número de bebês nascidos com baixo peso no país

- Morre em SP pioneiro no estudo de câncer no país

- Termina nesta quinta mutirão de uma semana de testes de HIV em SP

- Mortes por AIDS caíram 22% nos últimos 5 anos, mostra relatório da ONU

- China estima queda de 60% no número de mortes por Aids em 2011

- Einstein é referência em saúde

- Municípios terão metas de qualidade para atenção básica

- Rio vai capacitar profissionais de saúde de hospitais particulares na identificação de pacientes com sintomas de dengue

- Saúde e Correios lançam selo alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids

- Vínculos de beneficiários aumentam e passam dos 46 milhões, diz ANS

- Saúde da Família ainda não chega a 70 municípios gaúchos

- Tempo Assist investe R$ 2 milhões para fortalecer unidade de seguro de saúde

Quarta-feira, 30.11.11

FOLHA DE S. PAULO

Analgésico causa 'overdose a conta-gotas'

Uso de dose de paracetamol (Tylenol) pouco acima do recomendado leva a lesão severa do fígado, afirma estudo

Pacientes devem evitar comprimido a mais para enfrentar dor; no Brasil, quase não há registros do problema

Poucos remédios para dor parecem mais inocentes do que o paracetamol (mais conhecido como Tylenol, um de seus nomes comerciais), mas exagerar um pouco ao tomar a droga de modo contínuo pode levar a danos severos no fígado, e até à morte.

O dado vem de um levantamento com pacientes no Reino Unido, país que, junto com os EUA, tem um problema sério com overdoses de paracetamol entre os britânicos, o medicamento é a principal causa de falência hepática (do fígado) repentina. No Brasil, há poucos relatos sobre o problema.

"Nos EUA, no Reino Unido e em alguns outros países da Europa, a gente vê que a maioria desses casos tem a ver com tentativas de suicídio [nas quais a pessoa toma uma dose única muito alta do medicamento]", explica a médica Edna Strauss, da diretoria da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

A nova pesquisa, publicada na revista especializada "British Journal of Clinical Pharmacology", avaliou quase 700 pacientes que foram parar na Unidade Escocesa de Transplante de Fígado, em Edimburgo, com lesões hepáticas severas ligadas ao uso do medicamento.

UM QUARTO

De fato, a maioria deles tinha tomado doses altas de um só golpe, mas uma minoria significativa (um quarto dos pacientes) tomou o que os pesquisadores, liderados por Darren Craig, chamam de "staggered overdose" algo que poderia ser traduzido como "overdose a conta-gotas".

A maioria dos pacientes nesse grupo usava o medicamento para alívio de dores comuns, como as abdominais, musculares, de cabeça e de dentes, por exemplo.

O que os pesquisadores viram é que, embora a dosagem usada por esses pacientes variasse, e que o total de paracetamol ingerido fosse inferior ao verificado nas overdoses "clássicas", a média diária ainda assim ficava acima de 4 g por paciente. (Cada comprimido costuma ter entre 0,5 g e 0,75 g no Brasil.)

E essa é justamente a dose considerada perigosa hoje pelos hepatologistas. Acima dela, o organismo não consegue mais "limpar" resíduos perigosos derivados do paracetamol, o que acaba destruindo as células do fígado.

"Sobre a toxicidade do paracetamol, não se pode dizer que o trabalho inova, esse valor já está bem estipulado na literatura", diz Strauss.

Para a hepatologista, a novidade do trabalho está em demonstrar que, nesse grupo da overdose "escalonada", o risco de complicações e de morte acaba sendo maior.

Para os autores da pesquisa, isso ocorre porque o dano vai acontecendo de forma mais lenta, devagar e sempre, e é mais difícil de detectar.

Em julho, um painel de consultores da FDA (agência que regula fármacos e alimentos nos EUA) recomendou mudanças nas instruções dadas aos pais quando eles ministram paracetamol aos filhos. O objetivo é justamente minimizar o risco de superdosagens perigosas.

Para Strauss, até pacientes com problemas no fígado podem receber a droga, desde que na dose correta.

FOLHA DE S. PAULO

Aids está em alta em países da região amazônica

Problema é mais grave no Suriname e na Guiana

A população da região da Pan-Amazônia, prioritariamente rural e indígena, está vivendo um surto de Aids.

A conclusão é de especialistas reunidos no Fórum Amazônia Sustentável, realizado neste mês em Belém.

Eles apresentaram um estudo sobre os índices socioeconômicos -incluindo de saúde- nos nove países da Pan-Amazônia: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname Venezuela.

No caso da Aids, há um aumento da incidência em toda a Amazônia.

"Isso é preocupante porque parte dos povos indígenas que vivem na região [são 375 comunidades indígenas] é poligâmica", afirma Danielle Celentano, coordenadora do ARA (Articulação Regional da Amazônia).

A pior situação é do Suriname, que tem 683 casos por 100 mil habitantes na região amazônica, e da Guiana, com 752 casos por 100 mil habitantes. A taxa brasileira é 17 por 100 mil na Amazônia.

Com isso, Suriname e Guina são os países com maior índice de Aids fora da África.

PORTAL R7

Número de notificações de gripe suína sobe para 284 no Ceará

O número de notificações de gripe A (H1N1), conhecida como gripe suína, na cidade de Pedra Branca, no sertão central do Ceará, aumentou de 232 para 284. E a quantidade de casos confirmados chega a 13. Três médicos da Sesa (Secretaria de Saúde do Ceará) viajaram nesta terça-feira (29) para a cidade acompanhados da epidemiologista do Ministério da Saúde, Líbia Souza.

No entanto, o secretário da saúde do Ceará, Arruda Bastos, disse que os casos registrados no Estado não são graves.

- Até agora todos os casos, no total de 284 notificados, são considerados leves e moderados, mas na possibilidade de agravamento de algum caso vamos garantir transporte sanitário e assistência em hospitais da região de maior porte ou mesmo na capital.

A medicação para os pacientes foi liberada para o hospital de Pedra Branca na semana anterior logo após a confirmação dos casos feita pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde do Estado) na sexta-feira (25). Anteontem o estoque do medicamento foi reforçado, com o envio de mais 500 caixas para o hospital da cidade.

PORTAL UOL

Diminui índice de gravidez entre as adolescentes no país

O número de nascimentos registrados em cartório é o menor nos últimos 10 anos. Em 2010, 2.747.373 nascimentos foram registrados. Em 2000, esse número foi de 2.862.340. Além do número absoluto ter sido menor, houve uma desaceleração de sub-registros no país, que passaram de 21,9% em 2000 para 8,2% em 2009, chegando a 6,6% em 2010, segundo os dados das Estatísticas do Registro Civil 2010, divulgadas hoje pelo IBGE.

A quase totalidade (97,8%) dos nascimentos ocorreu em hospitais. Mas persistem diferenças regionais - o parto domiciliar ainda é significativo em Estados como Acre, com 9,6% dos partos domiciliares (1.265), Amazonas, 7,0% (4.284) e Pará, 5,3% (6.201).

As informações das Estatísticas do Registro Civil 2010 corroboram dados do DataSus, que apontam para a redução da gravidez entre adolescentes. Em 2000, 21,7% dos nascidos tinham mãe com menos de 20 anos. Esse índice baixou para 18,4%. O mesmo ocorreu na faixa etária entre 20 a 24 - queda de 30,8% para 27,5%. Por outro lado, a porcentagem dos filhos nascidos de mães na faixa de 25 a 39 anos cresceu. Passou de 37,5% para 42,9%.

Os Estados do Norte e Nordeste ainda têm altos índices de gravidez ma adolescência. No Pará, em um quarto dos nascimentos as mães tinham menos de 20 anos. No Acre, o índice é de 24,9%. Na outra ponta, Estados do Sul e do Sudeste tiveram aumento da proporção de mães com idades entre 35 e 44 anos - Rio Grande do Sul (13,9%), DF (13,6%), São Paulo (12,8%) e Rio de Janeiro (12%). Rio Grande do Sul tem ainda o maior índice mães com idade entre 40 e 44 anos (3%).

Óbitos infantis

Entre as crianças que morreram com menos de um ano, 68,3% dos óbitos ocorreram até o 27º dia de vida. A pesquisa aponta que "apesar da menor mortalidade infantil, problemas de natureza social e econômica que influenciam no perfil da mortalidade não foram totalmente suprimidos".

FOLHA DE S. PAULO

Cresce número de bebês nascidos com baixo peso no país

Alto índice de cesáreas em Estados ricos é uma das explicações para o fenômeno, segundo especialistas

Na contramão da melhoria dos indicadores de saúde de recém-nascidos, o índice de bebês com baixo peso ao nascer vem aumentando no Brasil nos últimos anos.

Dados preliminares do Ministério da Saúde tabulados pela Folha mostram que, no ano passado, o índice de bebês nascidos com menos de 2,5 kg foi de 8,4%. Há dez anos, era de 7,9% -o ideal, para a Organização Mundial da Saúde, é abaixo de 5%.

O valor é puxado por Estados mais desenvolvidos, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, onde o índice chega a 9,5%. Nesses locais, há uma porcentagem maior de cesáreas o que, dizem os médicos, é a principal explicação para o fenômeno.

"A cesariana programada faz a criança nascer antes do tempo ideal, com peso baixo", diz Renato Procianoy, presidente do departamento de neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Para o Ministério da Saúde, o aumento é "progressivo e preocupante". "Estamos criando uma geração de baixo peso, que terá muito mais chance de ter obesidade, diabetes e hipertensão", afirma Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde.

O baixo peso ao nascer traz risco de doenças crônicas e reduz a expectativa de vida.

"Não adianta colocar na UTI neonatal. Ela dá uma falsa segurança de que vai dar conta da saúde do bebê, o que não é verdade", afirma o epidemiologista e coordenador da Pastoral da Criança, Nelson Arns Neumann.

Magalhães ressalta ainda que a UTI tem alto custo e aumenta o risco de infecções.

O governo quer estimular o parto normal e diz estar investindo no atendimento à gestante pela Rede Cegonha, programa lançado em março para ampliar a assistência a mães e bebês na rede pública de saúde.

O ESTADO DE S. PAULO

Morre em SP pioneiro no estudo de câncer no país

Cientista era diretor-presidente da Fapesp e dirigia a Fundação Antonio Prudente

Morreu ontem, em São Paulo, vítima de enfarto, o médico e cientista Ricardo Renzo Brentani, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), presidente da Fundação Antônio Prudente (que mantém o Hospital A.C. Camargo) e coordenador do Centro Antonio Prudente para Pesquisa e Tratamento do Câncer.O velório de Brentani, que tinha 74 anos, será no Anfiteatro do Hospital A.C. Camargo, entrada pela Rua Tamandaré, 766, a partir das 7h.

Nascido em Trieste, Itália, Brentani graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em 1962. Doutorou-se em 1966 pelo Departamento de Química Fisiológica e Físico-química da FMUSP. Brentani foi um precursor da pesquisa de câncer no País. Foi o primeiro professor titular da disciplina de Oncologia em uma universidade brasileira - na própria Faculdade de Medicina da USP -, e também idealizou e implementou o primeiro curso de pós-graduação em um hospital privado brasileiro, o Hospital do Câncer A.C.

"Ele deu início à carreira de oncologia na época em que o conceito era muito novo e nem sempre aceito na comunidade médica e universitária. Seus esforços tornaram possível a grande capacidade instalada que temos hoje na área e foi o embrião de tudo o que estamos vendo na USP em relação à pesquisa sobre câncer", disse Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), diretor do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês e professor de Oncologia na FMUSP.

Brentani atuava principalmente com estudos relacionados ao papel do nucléolo no processamento de mRNA, à caracterização de mRNAs de colágenos e à adesão celular e metástase.

"Nas décadas de 1960 e 1970, ele introduziu pesquisas pioneiras na área hoje conhecida como biologia molecular, mas que ainda não tinha esse nome. Os estudos dessa época foram precursores da biotecnologia", diz Roger Chammas, professor da FMUSP.

Brentani também foi membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e recebeu diversos prêmios e condecorações, como a Ordem Nacional do Mérito Científico (Grã-Cruz), o Prêmio Costa Junior, da Academia Nacional de Medicina, e o Prêmio Ciência e Cultura da Fundação Conrado Wessel, entre outros.

PORTAL G1

Termina nesta quinta mutirão de uma semana de testes de HIV em SP

Termina nesta quinta-feira (1º), em São Paulo, um mutirão de testes de HIV. Somente entre a última quinta e o domingo, o Fique Sabendo, campanha da Secretaria de Estado da Saúde, 51 mil exames gratuitos foram realizados em 500 municípios de todo o estado de SP. A previsão da secretaria era oferecer cerca de 100 mil durante toda a semana.

A campanha, promovida em parceria com as secretarias municipais de saúde, envolveu cerca de 40 mil profissionais. Dos 100 mil exames disponíveis, 25 mil foram os testes rápidos, cujo resultado sai em meia hora.

A secretaria afirma que o diagnóstico precoce é importante para o tratamento correto da Aids, e que metade das mortes causadas pela doença acontecem porque são descobertas tardiamente.

O processo é feito de forma sigilosa, com atendimento individual. Os pacientes diagnosticados com o HIV, mesmo fora do mutirão, são encaminhados para tratamento.

O ESTADO DE S. PAULO

Mortes por Aids caíram 22% nos últimos 5 anos, mostra relatório da ONU

As mortes por Aids caíram 22% nos últimos cinco anos, período no qual o número de pessoas infectadas com o vírus HIV caiu 15%, diz relatório publicado nesta quarta-feira, 30, por várias agências da Organização das Nações Unidas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) elaboraram um relatório sobre a reposta global ao HIV/Aids.

O documento destaca a necessidade de fortalecer as políticas de apoio à prevenção e tratamento da doença para manter esta tendência positiva. "O mundo precisou de 10 anos para conseguir este impulso", manifestou em entrevista coletiva Gottfried Hirnschall, diretor do departamento de luta contra o HIV da OMS.

"Nestes momentos existe uma possibilidade muito real de nos anteciparmos à epidemia, mas isto só pode acontecer de forma sustentada e acelerando este impulso durante a próxima década e além", acrescentou.

Estes organismos baseiam seu otimismo nas inovações e nos avanços científicos conseguidos na luta contra o HIV, mas alertam que será necessário aplicá-los com rapidez para que não sejam afetados pela crise econômica internacional.

O relatório ressalta conquistas concretas, como a melhora do acesso aos testes de detecção do vírus da Aids na África, o que permitiu chegar a 61% das mulheres grávidas no leste e sul do continente, 14% a mais que em 2005.

Também foi possível que 48% das grávidas infectadas recebessem uma medicação eficaz para evitar a transmissão ao bebê e que 6,6 milhões de pessoas portadoras do vírus em países pobres e em desenvolvimento (onde se estima 14,2 milhões de afetados) recebam nestes momentos tratamento antirretroviral (ART).

De acordo com os autores do relatório, US$ 34 bilhões são os benefícios potenciais até 2020 pela melhora da atividade e da produtividade nos países mais afetados pela doença.

"As regras do jogo estão mudando em 2011. Com novos avanços científicos, uma liderança política sem precedentes e o progresso contínuo da resposta a Aids, os países têm a oportunidade de aproveitar o momento e dar mais um passo", disse Paul De Lay, vice-diretor executivo da Unaids.

Apesar dos dados positivos do relatório, seus autores afirmam que ainda há muito por fazer, já que mais da metade das pessoas que precisam de um tratamento antirretroviral em países de baixa renda ainda não têm acesso a este tratamento e, em muitos casos, nem sequer sabem que são portadores do HIV.

Em muitos países não se presta a atenção devida aos grupos de maior risco, que em linhas gerais continuam à margem dos programas de prevenção e tratamento: adolescentes do sexo feminino, usuários de drogas que injetam por via intravenosa, homens homossexuais, transexuais, prostitutas, presos e imigrantes.

Mundialmente, 64% da população de entre 15 e 24 anos infectada com a Aids são mulheres, uma taxa que no caso da África Subsaaariana aumenta até 71%, devido às estratégias de prevenção que não estão chegando a essa região.

Além disso, existe uma marginalização de grupos importantes, como os toxicômanos no leste da Europa e Ásia Central, que representam mais de 60% dos portadores do HIV, mas que só somam 22% das pessoas com acesso a tratamento antirretroviral.

Apesar das melhoras para prevenir a transmissão de mães a filhos, cerca de 3,4 milhões de menores vivem com o HIV no mundo, um grupo populacional que também sofre de discriminação.

Nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, só uma em cada quatro crianças com o vírus da Aids recebeu tratamento em 2010, frente a um em cada dois adultos.

"Notamos que os progressos no caso das crianças é mais lento", assinalou Leila Pakkala, diretora do escritório da Unicef em Genebra, que considerou "alarmante" o nível de cobertura para os menores.

Por regiões, na África houve 1,9 milhões de novos infectados nos últimos cinco anos, o que situa o total de portadores de HIV nesse continente em 22,9 milhões.

Na Ásia houve uma estabilização da epidemia, com 4,8 milhões de infectados (49% na Índia), da mesma forma que na América Latina e no Caribe, onde os números estabilizaram-se em torno dos 1,7 milhões (1,5 milhão na América Latina e 200 mil no Caribe).

O aumento mais drástico aconteceu no leste da Europa e Ásia Central, onde os novos infectados aumentaram em 250% na última década, com 90% dos casos na Rússia e Ucrânia.

No Oriente Médio e no norte da África houve 59 mil pessoas infectadas em 2010, um aumento de 36% com relação a 2009.

PORTAL R7

China estima queda de 60% no número de mortes por Aids em 2011

O Ministério da Saúde da China estima que o número de mortes em decorrência da Aids neste ano no país chegue a 28 mil, uma redução aproximada de 60% em relação à quantidade registrada em 2010, indica um relatório publicado pelo organismo na véspera do Dia Internacional de Luta Contra a Aids.

O relatório, que contou com a participação de especialistas da OMS (Organização Mundial da Saúde) e da Unaids, também contabilizou um aumento de 48 mil casos de portadores do vírus HIV, elevando o total de soropositivos para 780 mil, entre eles 154 mil que desenvolveram a doença.

Estes números oficiais, no entanto, são colocados em dúvida por algumas ONGs, que suspeitam que o verdadeiro número de afetados pelo HIV/Aids na China possa ser de vários milhões, devido ao desconhecimento da doença e do vírus.

O Ministério da Saúde chinês reconhece que o HIV continua sendo um problema "moderadamente prevalente na China" e admite a gravidade do caso, assinalando que o número de soropositivos no país equivale a um quinto do total no mundo.

"Muitos soropositivos desenvolverão a doença no futuro, o que terá um impacto na economia e na sociedade do país", afirma o Ministério.

Segundo o Centro Chinês para o Controle e Prevenção de Doenças, citado nesta quarta-feira pela agência de notícias "Xinhua", a transmissão sexual do vírus se tornou a forma mais frequente de infecção, enquanto, nos anos 1990, as transfusões de sangue eram a principal causa de contágio.

A entidade alerta que os homossexuais continuam sendo um grupo de alto risco.

A China registrou seu primeiro caso de Aids em 1985, mas durante décadas o governo comunista considerou-a uma doença "só de estrangeiros".

O tema virou um tabu no país, o que provocou o aumento das infecções, especialmente em negócios clandestinos de compra e venda de sangue sem as medidas sanitárias adequadas.

Na última década, no entanto, Pequim manifestou uma mudança significativa de atitude em relação à doença, sobretudo com campanhas de conscientização para prevenção e contra a discriminação a soropositivos, que durante anos foram marginalizados na sociedade chinesa.

Terça-feira, 29.11.11

JORNAL DCI

Einstein é referência em saúde

Primeiro hospital fora dos Estados Unidos a obter a acreditação da Joint Commission International (JCI) em 1999 -posição que vem sendo reafirmada a cada nova avaliação-, o Hospital Israelita Albert Einstein detém muitas outras certificações de organizações nacionais e internacionais nas áreas médica, de gestão, de qualidade e de sustentabilidade. Este ano, foi eleito, pela terceira vez consecutiva, a melhor instituição médica da América Latina no estudo da America Economía Intelligence e também recebeu a outorga do Prêmio DCI. "O Einstein não trabalha especificamente para ganhar prêmios ou títulos, mas coloca acima de tudo o paciente. No entanto, receber este prêmio é a constatação de que estamos fazendo um bom trabalho", reconhece Claudio Lottenberg, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein (SBIBAE). -

Em 2010, o Einstein registrou 129.757 treinamentos de profissionais da área em seu Centro de Simulação Realística e mais 10.904 procedimentos junto a instituições públicas. O Centro de Simulação Realística Albert Einstein foi criado para apoiar indivíduos e equipes de instituições públicas de ensino e saúde em todo o País, em diferentes cenários, inclusive os mais raros e os de maior risco.

De acordo com Lotterberg, este ano a instituição foi responsável pela realização de mais de 70 eventos, registrando participação de cerca de 11 mil pessoas, sendo 56% médicos de todo o País. "Contamos ainda com a colaboração de 1.153 palestrantes, entre eles 79 convidados internacionais que integraram 22 eventos de caráter internacional", apontou.

Em 2010, através do Programa Einstein de Sustentabilidade foi criada uma comissão para implementar ações de redução de impactos ambientais atreladas a custos. Como resultados foram realizadas substituições de vasos sanitários para reduzir o consumo de água, troca de torneiras da cozinha e instalação de redutores de vazão nas torneiras e chuveiros, reaproveitamento do calor dos equipamentos de ar condicionado para preaquecimento da água do chuveiro e opção por fontes de energia de menor emissão de gases de efeito estufa.

No âmbito dos procedimentos de alta complexidade, o Hospital Israelita Albert Einstein registrou um feito marcante em janeiro deste ano: o de maior transplantador hepático do mundo: com 1.000 procedimentos realizados, supera os Estados Unidos.

Para 2012, a Sociedade planeja investir em manutenção de ativos, na expansão das atividades e em tecnologia da informação.

PORTAL DA SAÚDE

Municípios terão metas de qualidade para atenção básica

Medida faz parte da estratégia “Saúde mais perto de você”, que terá portal para o cidadão conferir andamento das ações desenvolvidas em sua região

Mais de mil gestores, entre prefeitos e governadores, assinaram nesta terça-feira (29) termo de compromisso que relaciona uma série de metas e padrões de qualidade que deverão cumprir na atenção básica de sua região. A ação faz parte do lançamento da estratégia “Saúde Mais Perto de Você”. De início os gestores que aderiram à rede de atenção, receberão 20% a mais dos recursos específicos para o financiamento do setor – PAB variável - e poderão dobrar o incentivo com a qualificação das equipes e dos serviços ofertados à população nas UBSs.

A estratégia teve grande adesão nacional, sendo que 71% dos municípios país aderiram “Saúde Mais Perto de Você - acesso e qualidade”. Ao todo, 17.669 equipes de atenção básica vão receber o componente de qualidade, o que representa um valor adicional mensal de até R$ 1.700,00 por grupo de imediato, podendo chegar a R$ 8.500, dependendo das avaliações. “Os recursos ampliam significativamente o financiamento da atenção básica, com ações que avançam para assegurar equipes mais incentivadas, preparadas e capazes de atender a população com qualidade”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Além disso, os brasileiros poderão a partir de hoje acompanhar pela internet, no site do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, a qualidade do serviço e o atendimento, prestados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “Queremos que a população tenha em mãos ferramentas para cobrar a qualidade do atendimento. A percepção do usuário será um dos critérios de avaliação dessas equipes”, afirma o ministro.

Logo na entrada das unidades cadastradas na estratégia “Saúde Mais Perto de Você - acesso e qualidade” haverá uma placa de identificação contendo: carteira de serviços ofertados pela equipe, horário de funcionamento da unidade, nome e escala dos profissionais da equipe, telefone da ouvidoria do Ministério da Saúde e do município, quando houver, além das metas e padrões de qualidade assumidos pelos gestores municipais das 17.669 equipes cadastradas.

A partir de março de 2011, todas as unidades serão visitadas por uma equipe de avaliação externa, que realizará certificação do serviço. Além de entrevistas realizadas dentro das UBSs, também serão visitados em casa, 170 mil usuários, que serão questionados sobre a qualidade dos serviços e atendimentos que receberam nas UBSs.

“Pela primeira vez, o Ministério da Saúde incorpora em sua política de atenção básica e no financiamento a possibilidade de reconhecer o esforço dos gestores municipais e profissionais de saúde, induzindo e premiando a qualidade, e fazendo isso com o máximo de transparência, já que todos os resultados estarão disponíveis à população no site do DAB”, explica Diretor da Atenção Básica do Ministério da Saúde, Hêider Pinto.

Serão avaliados indicadores como: tempo de espera, cobertura de hipertensos e diabéticos; padrões de acesso e qualidade ao pré-natal; avaliação do uso e da satisfação dos usuários e acompanhamento das condicionalidades do bolsa família. Equipes com desempenho muito bom poderão até dobrar os recursos que já recebem passando a receber até R$ 8.500 mensais por equipe, o que representa 100% a mais do PAB-variável – componente de qualidade. “Aquelas que tiverem um desempenho insatisfatório terão o incentivo suspenso”, enfatiza o diretor.

AGÊNCIA BRASIL

Rio vai capacitar profissionais de saúde de hospitais particulares na identificação de pacientes com sintomas de dengue

Os profissionais de saúde dos hospitais particulares da capital fluminense e das cidades da região metropolitana vão ser capacitados para o diagnóstico da dengue. A ideia do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro e da Federação Nacional de Saúde Complementar é melhorar a qualidade do atendimento na identificação de pacientes com sintomas da dengue.

De acordo com o presidente do Conselho, Josier Marques Vilar, todos os hospitais particulares foram mobilizados para indicar os profissionais que receberão o receberem treinamento. “Com essas ações para estruturar o atendimento por meio de um amplo treinamento e qualificação dos profissionais que abordam os pacientes com dengue no primeiro momento e no monitoramento do acompanhamento desses pacientes, vai diminuir substancialmente os óbitos da nossa cidade, nos colocando dentro de um padrão mundial de qualidade na assistência a doentes com dengue”, disse.

Vilar disse ainda que cerca de 55 % da população que mora na capital fluminense têm plano de saúde e conta com uma rede de 144 hospitais particulares, entre eles, 85 prestam atendimento de emergência. Segundo ele, as secretarias municipal e estadual de Saúde disponibilizaram técnicos para qualificar 20 equipes de 30 profissionais no atendimento de emergência.

Para ajudar no acompanhamento do quadro clínico do paciente que for atendido pelos profissionais, os hospitais enviarão diariamente para um banco de dados as informações sobre o estado de saúde do doente.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Saúde e Correios lançam selo alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids

Para discutir as questões relacionadas à vulnerabilidade ao HIV/Aids, a Coordenação Estadual do Programa DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) promove o I Seminário Estadual de Comemoração ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, nesta quinta-feira (1º), às 8h30, no hotel Enseada, em Maceió. Na ocasião, será realizado o lançamento do selo alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, uma parceria entre o Ministério da Saúde e os Correios.

A ação acontece na data criada para relembrar o combate à doença e é destinada aos profissionais que atuam diretamente com as populações prioritárias, com intuito de contribuir para o aperfeiçoamento do cuidado oferecido pelos serviços de saúde e ampliar o conhecimento sobre o perfil de tendências epidemiológicas da AIDS.

Programação

Após à solenidade de abertura, a infectologista Raquel Guimarães abre o ciclo de palestras abordando a linha do tempo da AIDS. Entre as conferências, estão “O perfil epidemiológico da AIDS em Alagoas”, com a farmacêutica Mona Lisa dos Santos; “Manejo clínico da transmissão vertical da sífilis e do HIV”, com a médica e professora universitária, Adriana Ávila.

A palestra sobre o Plano Individual Farmacêutico, proferida pela Maire Rose Sousa Silva, é um dos destaques do seminário, pois vai tratar da experiência alagoana premiada na 11ª Mostra Nacional de Experiências bem sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepe).

Ainda na programação, a Mostra Cinematográfica apresenta “O Auto da Camisinha – a contribuição do Ceará ao mundo para a prevenção da AIDS”, filme cearense inspirado na obra de José Mapurunga, com direção de Clébio Viriato e participação especial de Chico Anysio.

Ações

A Coordenação Estadual do Programa DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) desenvolve diversas atividades em prol da capacitação dos profissionais e promoção de campanhas de combate, prevenção e tratamento da doença. Dentre as atividades, a II Mostra Alagoana do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas reuniu professores, alunos e técnicos da Saúde para discutir a importância de ações em saúde no ambiente escolar.

“A promoção da saúde é uma estratégia muito importante do Ministério da Saúde desenvolvida pelos estados e municípios para orientar a população sobre os cuidados adequados com a saúde. E o Projeto Saúde na Escola tem sido fundamental para informar os alunos e professores sobre temas referentes às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e AIDS”, destacou a coordenadora do Programa estadual DST/Aids, Fátima Rodrigues.

O I Seminário Estadual de Ações para Redução e Transmissão Vertical da Sífilis e do HIV em Alagoas foi mais uma iniciativa que visou reforçar as estratégias apresentadas pela Rede Cegonha e pelo Plano Estadual de Ações para Redução e Transmissão Vertical da Sífilis e do HIV. O objetivo foi capacitar os profissionais das unidades básicas de saúde e hospitais referências.

“O seminário é a primeira ação para sensibilizar acerca do trabalho da Saúde na redução da transmissão vertical. Precisamos descobrir o perfil de Alagoas e ter um pré-natal adequado”, disse a diretora de Vigilância Epidemiológica de Alagoas, Cleide Moreira.

A transmissão vertical é a doença passada de mãe para filho. No caso da sífilis congênita, a doença tem cura e pode ser ter tratada até 30 dias antes do parto por meio do tratamento com penicilina. A AIDS, sem nenhum tratamento, tem 25% de chance de ser transmitida. Realizando o tratamento com AZT ou TARV a partir da 14ª semana, o índice de transmissão cai para 0 a 1%.

Teste rápido

Cinco municípios de Alagoas – Arapiraca, Campestre, Flexeiras, Pilar e Marechal Deodoro – passam a oferecer o teste rápido para diagnóstico de HIV. A novidade é devida à capacitação de médicos e enfermeiros, que permitiu a implantação do serviço na Atenção Básica e hospitais.

Distribuído gratuitamente pele rede pública, o teste rápido é utilizado na maior parte das ações do Fique Sabendo, principalmente pela agilidade e praticidade. Os testes para detectar o vírus HIV são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sigilosa e gratuitamente. Os laboratórios da rede particular também realizam e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), que são unidades da rede pública. Os exames podem ser feitos, inclusive, de forma anônima.

Os testes rápidos são realizados a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo. O sangue é colocado em um dispositivo de testagem. Para chegar ao resultado, o profissional que o realiza segue um fluxo determinado cientificamente. Se o resultado for negativo, o diagnóstico é fechado.

Em caso de resultado positivo, é feito outro teste para confirmação. Assim, o resultado tem a mesma confiabilidade dos exames convencionais e não há necessidade de repetição em laboratório. Os testes rápidos detectam os anticorpos contra o HIV em um tempo inferior a 30 minutos.

Boletim Epidemiológico

Passados 30 anos, o Brasil tem como característica uma epidemia estável e concentrada em alguns subgrupos populacionais em situação de vulnerabilidade. Foram notificados 608.230 casos de AIDS acumulados de 1980 a junho de 2011, sendo 397.662 (65,4%) no sexo masculino e 210.538 (34,6%) no sexo feminino.

A razão de sexo vem diminuindo ao longo dos anos. Em 1985, para cada 26 casos entre homens, havia um caso entre mulher. Em 2010, essa relação é de 1,7 homens para cada caso em mulheres. Em relação aos grupos populacionais em situação de maior vulnerabilidade, com mais de 18 anos, estudos realizados em 10 municípios brasileiros entre 2008 e 2009 estimaram taxas de prevalências de HIV de 5,9% entre usuários de drogas ilícitas de 10,5% entre homens que fazem sexo com homens e de 4,9% entre mulheres profissionais do sexo.

O Boletim Epidemiológico demonstra que, considerando a série histórica, há um aumento de casos em homossexuais de 15 a 24 anos nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. As Regiões Norte e Nordeste não apresentam diferenças significativas nessa população.

Dia Mundial

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids (1º de dezembro) foi instituído pela Assembléia Mundial de Saúde com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão foi tomada em outubro de 1987. No Brasil, a data passou a ser comemorada a partir de 1988, por decisão do Ministério da Saúde. Este ano, a campanha dá enfoque aos jovens homossexuais de 15 a 24 anos das classes C, D e E. A ação busca discutir questões relacionadas à vulnerabilidade ao HIV/Aids na população prioritária sob o ponto de vista do estigma e do preconceito.

SAÚDE WEB

Vinculos de beneficiários aumentam e passam dos 46 milhões, diz ANS

São mais 3,3 milhões de novos vínculos. A taxa de cobertura de plano de saúde para a população atingiu 24,4%

Últimos dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que o número de vínculos de beneficiários de planos de saúde cresceu 7,6%, entre junho de 2010 e junho de 2011. São mais 3,3 milhões de novos vínculos, totalizando 46.601.052. A taxa de cobertura de plano de saúde para a população atingiu 24,4%. As informações são do site Monitor Mercantil

O maior crescimento ocorreu nos planos coletivos, com variação de 9,6%, enquanto os planos individuais aumentaram 4,6%. Importante perceber que a ANS contabiliza vínculos de beneficiários aos planos de saúde e não a quantidade. Um mesmo beneficiário que tenha dois planos de saúde é contabilizado duas vezes no cadastro de beneficiários da ANS.

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), o ritmo de crescimento do número de vínculos em planos de saúde nos últimos anos está relacionado ao bom desempenho da economia, que tem propiciado aumento de renda e diminuição da taxa de desemprego. Entre junho de 2010 e de 2011, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, a renda dos trabalhadores do mercado formal cresceu 5,3% e o desemprego teve queda de 11,7% nas principais regiões metropolitanas.

CORREIO DE NOTÍCIAS

Saúde da Família ainda não chega a 70 municípios gaúchos

O Rio Grande do Sul soma 70 municípios (o equivalente a quase 15%) sem a cobertura do Programa de Saúde da Família (PSF), conforme a Secretaria Estadual da Saúde. Os prefeitos alegam, em maioria, que os repasses do Estado e União são muito baixos, não tendo como os cofres municipais serem onerados com a contratação de servidores e ficarem à mercê de condenações por responsabilidade fiscal. Este é o caso da cidade de Cristal, na zona Sul do Estado, com mais de sete mil habitantes.

“Nós não temos o programa porque os vereadores não aprovaram o nosso projeto. Mas já estamos fazendo um novo estudo e analisando custos. A nossa folha vai estar saturada, não tem como nós aprovarmos mais servidores. Hoje, até o Samu entra na folha de pagamento da prefeitura”, disse o prefeito Sérgio Schmidt, de Cristal. Nos próximos dias, a prefeitura remete à Câmara de Vereadores um novo projeto, levando em conta os valores a serem repassados pelos governos estadual e federal para as equipes de Saúde da Família.

O governo estadual garante que está aumentando o Piso de Atenção Básica para a saúde. Em 2010, o governo Yeda Crusius aplicou R$ 15 milhões, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. A expectativa é que em 2012 o valor chegue a R$ 80 milhões. “O governo federal repassa em torno de R$ 8,5 mil para cada equipe. Agora, com a qualificação dos grupos, o governo pode ampliar os valores em até 100%”, disse o secretário Ciro Simoni.

No programa Saúde da Família cabe às prefeituras a contratação de médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e motoristas, todos com jornada semanal de 40 horas.

SAÚDE WEB

Tempo Assist investe R$ 2 milhões para fortelecer unidade de seguro de saúde

Renda foi aplicada em campanha de marketing. Até o final de 2012, companhia planeja abrir novas filiais crédito: divulgação

Para o CEO da Tempo Assist, Marcos Couto a economia brasileira está entre as melhores do mundo e aumenta o acesso à saúde da população

Tempo Assist está com novos desafios. Além de consolidar sua presença no mercado segurador de saúde, a empresa quer abrir outras filiais em estados onde já marca presença.

A companhia, que atua na prestação de serviços de assistências especializadas, seguro saúde, planos odontológicos, home care com mais de 1.400 leitos -, e soluções em saúde, objetiva consolidar a marca de sua unidade de seguro de saúde e criar uma aproximação com os corretores pelo Brasil afora.

Sem desprezar o mercado global, o CEO da Tempo Assist, Marcos Couto, avalia o cenário brasiliero como positivo. "A economia do Brasil figurando entre as melhores traz estabilidade e mais acesso à saúde."

Com cinco divisões, a Tempo Saúde Seguradora é o resultado da aquisição do Unibanco Saúde Seguradora. "Compramos em abril de 2010 e, a partir de maio deste ano, deixamos de usar a marca Unibanco", conta o executivo da companhia, que, em menos de um ano, aumentou o número de vidas asseguradas de 60 mil para mais de 80 mil, com clientes nas classes A, B e C+.

Desde o lançamento da marca, em maio deste ano, a companhia faz investimentos em marketing para seu fortalecimento. "Somente este ano foram mais de R$ 2 milhões em marketing específico para fixação da marca", diz Couto.

Além da campanha, a companhia tem um ambicioso plano de expansão com término previsto para dezembro de 2012. O início foi em agosto passado, quando inauguraram uma filial em Salvador (BA). "Tínhamos uma presença tímida no território nacional, mas, ainda em novembro, vamos inaugurar outra filial em Belo Horizonte (MG) e mais duas até dezembro: em Brasília (DF) e em Porto Alegre (RS)."

Este investimento é peça-chave para desenvolvimento do negócio. "Nosso canal de distribuição são os corretores de seguro", ressalta Couto. Ainda segundo ele, o que construirá uma marca forte é a qualidade do atendimento. "Por isso, o nosso investimento é forte na estrutura comercial e no pós-venda. O compromisso da companhia é de longo prazo." A empresa, no entanto, não divulgou os próximos investimentos. "Só vamos divulgá-los após o resultado do terceiro trimestre." Pós-venda ágil

O executivo destaca que uma das grandes vantagens da empresa é ter sistemas próprios, assim é possível personalizar, alterar e construir o que for necessário para que a operação atenda a demanda específica de um cliente ou de um corretor. "Temos a Tempo CRC que atua na prestação de serviços tecnológicos e administrativos para operadoras de planos de saúde -, atendendo a mais de 1 milhão e 600 mil vidas e isto significa que a nossa plataforma tecnológica é muito robusta, dessa forma, também beneficia nossos segurados de saúde por meio da Tempo Saúde Seguradora."

AGENDA


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html


- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios e hospitais

Dia 9 de dezembro

Rua Augusto Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba - PR

(41) 3254-1772

www.fehospar.com.br

ana@fehospar.com.br

O Sindipar, Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba mais um curso de recepção médica para clínicas, consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro. As vagas são limitadas. Ha condições especiais para instituições associadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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