Leia
nesta edição:
- Entre os planos e o SUS
- Entidades
médicas
lutam por carreira de estado
- RJ: Dengue
- Perigo
para as crianças
- A guerra
do açúcar contra a informação
- SUPERBACTÉRIAS
- "Cadeira elétrica" é testada
para osteoporose
- Câncer
de Laringe- Inimigo quase desconhecido
- Nova esperança para diabéticos
- Planos:
Golpe à vista
- O sódio é o vilão na hipertensão
- Problemas com planos trazem transtornos
- Profissionais
de Direito e Saúde são os maiores
grupos entre deputados
- "Gestão
dos recursos vem antes do debate da CPMF"
- Reembolso
ao SUS pela saúde privada é prioridade
- ANS fará consulta sobre garantia de atendimento aos
beneficiários
Segunda-feira, 31.01.11
Folha
de São
Paulo - Editoriais
Entre os planos e o SUS
O Brasil
vive um paradoxo na área de saúde: dotado
de um sistema público universal, o SUS, o país
tem três quartos da população atendidos por
planos particulares de assistência médico-hospitalar.
Cerca de 60% dos gastos com saúde são aqui realizados
por famílias e empresas. Em países mais desenvolvidos,
a despesa privada fica em torno de 30%.
O SUS é notoriamente deficiente. Subfinanciamento e gestão
ineficaz contribuem para agravar a prestação de
maus serviços, com filas e demoras injustificáveis.
Quem tem condições de pagar se socorre com os planos
privados.
Esse tipo
de assistência, contudo, está longe de
ser modelar. Para aumentar a rentabilidade, não raro operadores
postergam ou dificultam procedimentos médicos complexos
e caros. O cliente, em certos casos, acaba por recorrer ao SUS,
pelo qual também já pagou, afinal, como contribuinte.
A lei número 9.656, de 1998, determina que, nesses casos,
o plano de saúde reembolse o sistema público. A
cobrança compete à Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), que, no entanto, vem negligenciando a tarefa.
O Tribunal
de Contas da União (TCU) estima em R$ 500
milhões anuais a quantia a ressarcir. Em dois anos, o
valor cobrado encolheu 81%, de R$ 64,4 milhões em 2007
para R$ 12,8 milhões em 2009. Como os planos privados
de saúde questionam a cobrança na Justiça,
as cifras efetivamente devolvidas se resumiram a R$ 8,2 milhões
e R$ 5,6 milhões, respectivamente, nos mesmos anos. A
aritmética não deixa dúvida: pouco mais
de 1% do que deveria ter sido recolhido em 2009 de fato o foi.
Não se questiona o direito dos planos empresariais de
recorrer à Justiça, inclusive ao Supremo Tribunal
Federal (STF), onde ajuizaram ação de inconstitucionalidade. É algo
capciosa, contudo, a alegação de que o acesso ao
SUS é universal e a cobrança discrimina clientes
de planos privados.
Ora, a cobrança não discrimina o cliente, por
não recair sobre ele nem impedir que use o SUS. Objetiva,
sim, impedir que a operadora aufira rendimento indevido ao dificultar
prestação de serviço contratado. Até que
o STF julgue em definitivo a questão, cabe à ANS
abandonar a leniência e exigir o que a lei determina.
Saúde
Business Web
Entidades
médicas
lutam por carreira de estado
Por Verena Souza
Segundo vice-presidente
da APM, Florisval Meirão, o plano
de carreira faria com que as cidades pequenas fixassem os médicos
Em cerimônia de entrega da Comenda Flamínio Fávero
ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na última
sexta-feira (28), entidades da classe médica defenderam
a aprovação de uma carreira de estado para a categoria.
O evento foi organizado pelo Sindicato dos Médicos de
São Paulo (Simesp).
Atualmente
tramita na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 454/09, dos deputados Eleuses Paiva (DEM-SP) e Ronaldo
Caiado (DEM-GO), que cria a carreira de médico nos serviços
públicos federal, estadual e municipal e estabelece a
remuneração inicial da categoria em R$ 15.187,00,
semelhante a de juízes e promotores.
"Com isso, o médico teria uma dedicação
exclusiva, um salário compatível e chances de ascender
profissionalmente. Dessa forma, as cidades pequenas conseguiriam
fixar seus médicos", disse o vice-presidente da Associação
Paulista de Medicina (APM) e diretor financeiro da Associação
Médica Brasileira, Florisval Meirão.
Diretrizes
A PEC estabelece
normas para a organização da
carreira de médico de estado. A atividade só poderá ser
exercida por ocupantes de cargos efetivos, contratados por concurso
público. Também estão entre as diretrizes:
- a participação dos conselhos de medicina nos
concursos para a área;
- a ascensão funcional baseada, alternadamente, em critérios
de merecimento e antiguidade;
- o exercício do cargo em regime de dedicação
exclusiva, com autorização para ocupar outro cargo
ou função apenas no magistério;
- a proibição de receber honorários ou
qualquer outro tipo de remuneração de pessoas físicas
ou jurídicas, públicas ou privadas, ressalvadas
as exceções previstas em lei;
- o exercício administrativo e funcional do cargo de
médico de estado será regulado e fiscalizado pelo
Conselho Federal de Medicina;
- os médicos federais, estaduais e municipáis
concursados pelas regras anteriores à promulgação
da emenda constitucional constituirão carreira em extinção;
e
o piso salarial
dos médicos será fixado em lei
e reajustado anualmente
O Dia
RJ:
Dengue - Perigo para as crianças
Por Pámela
Oliveira
Dengue pode
se tornar doença pediátrica: casos
entre mais jovens estão crescendo
A dengue
poderá se transformar, nos próximos anos,
em uma doença pediátrica. O alerta é do
coordenador Nacional do Programa de Controle da Dengue, Giovanini
Coelho. Segundo o Ministério da Saúde, o número
de casos e mortes por dengue entre menores de 15 anos vem aumentando
no País. Hoje, 25% dos casos graves ocorrem nessa faixa
etária.
“Se o comportamento da dengue se mantiver, ela se transformará em
uma doença pediátrica. Por isso, o ministério
está fazendo um esforço grandioso de mobilização.
As crianças são grupo mais vulnerável. Imagina
um bebê de seis meses tendo uma doença que pode
causar hemorragias. É um risco muito grande”, afirma
Giovanini.
Preocupado
com o aumento de casos entre as crianças,
o Ministério da Saúde elaborou um manual específico
para orientar os profissionais a tratar os pequenos. “A
criança não sabe manifestar os sintomas como dor
no corpo ou dor de cabeça e o médico tem dificuldades
para fechar o diagnóstico”, disse Giovanini. Ele
acrescenta que outro problema é que muitas viroses infantis
têm sintomas parecidos com os da dengue.
Mais casos no Rio
Os números da dengue no Estado do Rio confirmam a tendência
nacional. Em 2001, 11% dos infectados pela dengue tinham até 15
anos. Em 2008, ano da maior epidemia da doença no Rio,
a estatística saltou para 45% nessa faixa etária,
segundo a Secretaria Estadual de Saúde.
“A tendência é que a população
adulta fique imunizada porque já foi exposta e infectada
por vários tipos da doença. E as crianças,
que ainda não foram expostas aos vírus, ficam suscetíveis.
Com a volta do vírus 1 da dengue, que não circula
há mais de 15 anos no Rio, trabalhamos com a possibilidade
de aumento do número de casos entre as crianças.
Nenhuma com
menos de 15 anos teve contato com o tipo 1 e, portanto, não tem imunidade”, explica Alexandre Chippe, superintendente
da Vigilância Sanitária e Epidemiológica
do estado.
O especialista
lembra que existem quatro tipos de dengue — 1,
2, 3 e 4 — e uma pessoa pode ter cada tipo uma vez. Depois,
torna-se imune a ele.
Pai
de menino morto teme novas vítimas
Pai do menino
Rodrigo, que morreu em 2008 vítima de dengue,
Marcos Roig defende o treinamento contínuo dos médicos
e profissionais de saúde. Ele teme que outros pais percam
seus filhos para a dengue.
“A possibilidade de dengue tem que ser o primeiro pensamento
dos médicos. Meu filho teve diagnóstico de virose
na primeira clínica. Na segunda, diagnosticaram dengue
mas deram alta a ele. Horas depois, meu filho morreu na terceira
clínica”, conta. “Perdemos tempo precioso”,
conta.
Rodrigo morreu
aos 6 anos. Desde então, Marcos entrou
na guerra contra a dengue. “Muitas crianças morreram
porque os médicos descartaram dengue apesar de se ter
um alerta de que a doença estava afetando crianças”.
Correio
Braziliense – Caderno
Brasil
A
guerra do açúcar contra a informação
Fabricantes
de produtos com baixo teor nutricional se unem para derrubar
resolução da Anvisa que obriga a veiculação
de mensagens de advertências nas propagandas de rádio
e de televisão
Por Carolina Khodr
A indústria de alimentos se uniu contra a resolução
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) que regula a publicidade e a promoção
de produtos com baixo teor nutricional e elevadas quantidades
de sódio, açúcar e gorduras. De acordo com
a norma, publicada em julho de 2010, as propagandas de rádio
e de televisão deveriam, desde dezembro, ser veiculadas
com alertas para a população sobre os riscos do
consumo habitual desses produtos. As liminares movidas pela Associação
Brasileira das Indústrias da Alimentação
(Abia), Associação Brasileira das Indústrias
de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir)
e Associação Brasileira da Indústria de
Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) foram
acatadas pela Justiça Federal, mas a Anvisa recorreu da
decisão.
De acordo
com a gerente de monitoramento e fiscalização
de propaganda da Anvisa, Maria José Delgado, são
três os principais argumentos utilizados pelas associações:
sob o aspecto formal, a Anvisa não teria competência
para expedir normas sobre publicidade de alimentos e bebidas
não alcoólicas; sob o aspecto material, os parâmetros
utilizados pela resolução não estariam fundamentados
cientificamente; e, com a norma, os produtores estariam veiculando
propaganda contra eles próprios.
Maria José rebate as críticas e defende que a
norma segue os aspectos legais. “A Advocacia-Geral da União
já apresentou parecer que esclarece a competência
da Anvisa para controlar, fiscalizar e acompanhar a propaganda
de produtos submetidos ao regime de vigilância sanitária.
E, apesar da Lei n° 9.782/99 não mencionar explicitamente
alimentos e bebidas não alcoólicas, tal competência
estaria compreendida entre os poderes implícitos, pois
a regulamentação é providência necessária
para o pleno exercício do controle da fiscalização”,
explica.
Para pressionar
o Judiciário a rever a decisão,
30 entidades também se organizaram e formaram a Frente
de Regulação pela Publicidade de Alimentos. Mariana
Ferraz, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
(Idec), uma das organizações da sociedade civil
que compõem a frente, esclarece os objetivos do movimento. “A
intenção é promover um diálogo mais
alinhado entre as entidades para a criação de ações
que defendam não só o cumprimento da norma da Anvisa,
mas a promoção de leis que defendam a saúde
pública e a claridade de informações ao
consumidor”, diz.
“Na Inglaterra, na Suécia e no Canadá, por
exemplo, as propagandas de produtos que em excesso podem causar
problemas de saúde e obesidade seguem restrições
quanto ao horário de veiculação para proteger
determinadas faixas etárias. Antes de ser publicada, a
norma da Anvisa previa regras como essas, mas essa parte foi
retirada do texto da resolução”, completa
Mariana.
Rosane Nascimento,
presidente do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), que
também integra a frente, lamenta a decisão
judicial que concedeu liminar às associações
da indústria. “Há mais de quatro anos lutamos
para que a resolução da Anvisa saísse do
papel e fosse publicada. Nos debates que ocorreram antes da aprovação,
enfrentamos diversos conflitos de interesses, então essas
liminares não foram surpresa”, diz. E completa: “O
consumidor tem o direito de ter informações sobre
o que está comprando. As advertências são
importantes para a saúde da população, principalmente
para as crianças e para os adolescentes”, alerta.
As advertências da Anvisa preveem frases do tipo: “O
(nome comercial do produto) contém muito açúcar
e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de obesidade
e de cárie dentária”.
Hábito
A auxiliar
de enfermagem Juliene Deodato, 30 anos, acredita que as pessoas
buscam produtos
industrialidades pela praticidade. “Na
correria do dia a dia, salgadinhos e refrigerantes são
refeições mais baratas e rápidas. Mas o
sabor e o preço também funcionam como atrativos”,
conta. Em casa, ela diz que também costuma consumir produtos
congelados, mas reconhece as consequências nocivas. “A
questão do ganho de peso é o que mais me incomoda.
Mas sei que posso ter problemas de saúde também”,
admite.
Folha
de São Paulo – Caderno Saúde
SUPERBACTÉRIAS
Reino Unido alerta para cepa ultrarresistente
As variações de bactérias E. coli e Klebsiella
resistem até aos mais poderosos antibióticos disponíveis,
da classe dos carbapenems. As cepas estão se espalhando
pela Europa.
O alerta
das autoridades de saúde britânicas visa
superbactérias da mesma família da KPC que, ano
passado, foi responsável por pelo menos 90 casos de infecção
em São Paulo e 135 no Distrito Federal.
Folha
de São Paulo – Caderno Saúde
"Cadeira elétrica" é testada
para osteoporose
Estofado
criado por pesquisadores da USP e da Unifesp emite carga elétrica para estimular regeneração óssea
Hoje, doença é tratada com exercícios físicos
e remédios; equipamento pode estar disponível a
partir do ano que vem
Por
Hélia Araújo
DE
RIBEIRÃO
PRETO
Uma cadeira
que emite sinais elétricos está sendo
testada em São Paulo no tratamento para a osteoporose.
O equipamento
foi desenvolvido por pesquisadores da USP (Universidade de
São Paulo) de São Carlos e da Unifesp (Universidade
Federal de São Paulo).
Hoje, o tratamento
da osteoporose é feito com remédios
e exercícios físicos.
A nova tecnologia
produz sinais elétricos que atingem
diretamente os ossos mais prejudicados pela doença: fêmur,
coluna e bacia.
Duas placas
metálicas ficam escondidas sob um estofado.
Para realizar o tratamento, o paciente deve permanecer sentado
na cadeirinha por 20 minutos após acionar um botão.
As duas placas
formam um campo elétrico, que age nos
ossos durante esse tempo. Não há dor.
Ao todo,
são cinco sessões por semana e, quando
o tratamento é concluído, o aparelho avisa.
Segundo a
fisioterapeuta da Unifesp Ana Paula Lirani Galvão,
quando o campo elétrico atinge os ossos, algumas células
do organismo captam os sinais e estimulam a formação
de uma nova massa óssea, o que faz aumentar a absorção
de cálcio.
Galvão explica que, numa pessoa sem osteoporose, os ossos
têm células que captam sinais mecânicos -gerados,
por exemplo, pela ação de andar ou correr- e mandam
carga elétrica para outras células responsáveis
por formar mais ossos.
"Ao longo da vida, perdemos essas células que captam
os sinais e também fazemos menos atividades que produzem
essa energia, o que provoca o enfraquecimento dos ossos."
O objetivo
da nova técnica é criar os sinais elétricos
que o corpo deixou de mandar e, assim, estimular a formação
da nova massa óssea.
Os primeiros
testes foram feitos há seis anos em ratos
e os resultados foram positivos. Agora, os testes estão
sendo feitos em cem idosos que estão internados em três
asilos de São Paulo -40 deles sob efeito placebo, ou seja,
sem efeitos reais.
"Os testes em humanos [que começaram há seis
meses] ainda não foram concluídos, mas pela experiência
com os ratos, acreditamos que serão positivos."
PREÇO ACESSÍVEL
Orivaldo
Lopes da Silva, professor de bioengenharia da USP de São Carlos e responsável pela criação
do equipamento, explica que pretende levar o produto para o mercado
a um preço acessível até 2012.
No tratamento
atual, com medicamentos, o custo para o paciente pode chegar
a R$
1.000 por mês.
Para a pesquisa, foram produzidos 12 equipamentos, ao custo
de R$ 25 mil. No entanto, se produzido em grande escala, o valor
pode ser reduzido para cerca de R$ 1.000 por aparelho.
A expectativa é que o estudo e o processo de patente
sejam finalizados até o final do próximo ano.
Folha
de São Paulo – Caderno Saúde
Câncer
de Laringe
Terapia a laser preserva a voz de paciente
A conclusão é de um estudo do Hospital Henry Ford,
de Detroit (EUA), realizado em pacientes com câncer de
laringe em estágios iniciais.
A terapia
fotodinâmica é feita com laser e uma
droga que, ao ser ativada pela luz, destrói as células
cancerosas, sem causar dano ao tecido sadio próximo ao
tumor.
Os tratamentos
mais comuns para câncer de laringe são
radioterapia, quimioterapia e cirurgia. A perda das funções
das cordas vocais é um efeito frequente.
No estudo,
poucas semanas após a terapia a laser, a voz
dos pacientes voltou ao normal. Os efeitos colaterais foram rouquidão
temporária e fotossensibilidade.
Correio
Braziliense – Caderno Saúde
Inimigo quase desconhecido
Tumores nos
rins matam cerca de 102 mil pacientes todos os anos, mas a
doença ainda atormenta cientistas de todo o mundo.
Pesquisadores comemoram, porém, a descoberta da mutação
de um gene presente em cerca de um terço dos casos
Paloma Oliveto
Na guerra
contra o câncer renal, a ciência ainda
perde por desconhecer o inimigo. Apesar desse tipo de tumor representar
3% de todas as doenças malignas que acometem os adultos
e matar, anualmente, pelo menos 102 mil pacientes, pouco se sabe
sobre a origem do problema. Um consórcio internacional
de pesquisadores, porém, acaba de vencer ao menos uma
batalha. Em artigo publicado na revista especializada Nature,
eles descrevem a descoberta de um gene cuja forma mutante é encontrada
em 34% das amostras do câncer renal de células claras,
o subtipo mais comum da doença.
Pode parecer
pouco, mas é a variável mais prevalente
identificada nos casos de tumores renais nos últimos 20
anos. Em termos absolutos, representa quase um em cada três
carcinomas. De acordo com os cientistas, descobrir uma mutação
frequente fornece novas dicas sobre a biologia da doença,
o que será essencial para a melhoria do tratamento do
câncer renal. Atualmente, a cirurgia total ou parcial é a única
forma segura de combater o tumor, que não responde bem
nem à quimio nem à radioterapia.
No Brasil,
o câncer renal não aparece nas estatísticas
do Instituto Nacional do Câncer (Inca) por estar fora da
lista dos 10 tipos mais comuns. Estimativas mundiais, porém,
calculam que, em todo o globo, surgem cerca de 200 mil casos
novos por ano, com maior prevalência entre os homens. O
carcinoma de células claras é o subtipo mais comum,
responsável por oito entre 10 casos. Quando a detecção é precoce,
a taxa de sobreviência é bastante alta, de 95%,
mas o prognóstico esbarra na falta de sintomas consistentes.
O crescimento do tumor é silencioso e, quando o paciente
começa a apresentar sinais de que não está bem,
pode ser tarde.
Por muitos
anos, o principal determinante genético envolvido
no desenvolvimento do carcinoma renal era uma mutação
do gene VHL, localizado no cromossomo 3. “Até recentemente,
quando falávamos sobre fatores genéticos desse
tipo de câncer, inevitavelmente nos referíamos ao
VHL, um gene mutante em oito em cada 10 pacientes”, disse
ao Correio o médico Andy Futreal, vice-presidente do Projeto
Genoma do Câncer, coordenado pelo Instituto Wellcome Trust
Sanger, da Inglaterra. “Mas nós sabíamos
que essa não era toda a história. Algumas questões
que tínhamos de responder eram quais outros genes conspiravam
juntamente ao VHL para causar a doença. Do último
ano para cá, começamos a resolver o problema. A
pesquisa que publicamos na Nature é uma peça importante
no quebra-cabeça”, acredita.
Segundo Futreal,
a equipe de pesquisadores havia, previamente, identificado
outros
três genes mutantes associados ao câncer
renal. Eles alteram uma parte da célula chamada cromatina,
o filamento do DNA que pode influenciar a atividade genética. “Nosso
entendimento de como o câncer renal se desenvolve já havia
melhorado bastante com a identificação desses três
genes mutantes, cada qual deles fazendo uma pequena contribuição
para a doença”, explicou ao Correio Mike Stratton,
diretor do Sanger Institute, que participou do consórcio
de pesquisadores.
“Agora, com a descoberta da variante PBRM1 em um em cada
três casos, demos um passo maior ainda”, acredita
Stratton. O geneticista acredita que o entendimento sobre as
variantes que levam ao desenvolvimento desse tipo de câncer
está quase completo. “Podemos dizer que já sabemos,
por exemplo, que os genes vinculados ao carcinoma renal estão
envolvidos na forma como o DNA regula as funções
celulares. Essa compreensão vai nos fornecer muitas novas
direções terapêuticas para esse tipo de câncer”,
comemora.
Desafio
Os pesquisadores
sugerem que uma boa parte da história
esteja associada a uma pequena região do cromossomo 3.
O novo estudo mostrou que o PBRM1 liga-se, nesse local, aos outros
genes mutantes que se relacionam ao carcinoma renal. Com isso,
será mais fácil explorar os aspectos biológicos
da doença. De acordo com o artigo, muitos pacientes carregam
mutações em dois ou três genes da região. “Esse
estudo começa a desvendar a forma como as descobertas
genéticas mais recentes contribuem para o surgimento do
câncer”, afirma Andy Futreal. “Nós acreditamos
que esses três genes ficam juntos justamente para que o
tumor ganhe vantagem no organismo. O desafio para o futuro será construir
um retrato do processo que as variantes controlam. Isso significa
decifrar as interações químicas que ocorrem
no nível estrutural, o nível do cromossomo”,
diz.
Esperança de compreensão
Mutações em um gene chamado INF2 são a
principal causa de uma condição hereditária
que leva à falência dos rins, de acordo com um estudo
que será publicado no Jornal da Sociedade Americana de
Nefrologia. A descoberta poderá ajudar a identificar,
prevenir e desenvolver novas terapias para combater a glomerulosclerose
segmentar e focal, doença que ataca o sistema de filtragem
do rim, causando sérias cicatrizes no órgão.
Cerca de 20 mil pessoas vivem com falência renal nos Estados
Unidos devido ao problema. Estudos indicam que a doença
está aumentando em todo o mundo.
A glomerulosclerose
segmentar e focal é a principal causa
de falência renal em adultos e a segunda em crianças.
Na década passada, pesquisadores identificaram diversos
genes mutantes em pacientes com a forma hereditária da
doença e conseguiram entender melhor o mecanismo por trás
do desenvolvimento do mal. Um dos genes mutantes é o INF2,
descoberto pelos pesquisadores da Sociedade Americana de Nefrologia
Elizabeth J. Brown e Martin R. Pollak.
Com uma equipe
multinacional, eles investigaram o histórico
de 54 famílias (78 pacientes) com glomerulosclerose segmentar
e focal dominante. Em 17% dos casos, havia mutações
no INF2, localizadas em uma região particular do gene
que interage com os podócitos — células do
epitélio visceral dos rins que formam um importante componente
da barreira de filtração. De acordo com os pesquisadores,
isso poderá ajudar a criar drogas que previnam ou tratem
a doença. (PO)
PALAVRA DE ESPECIALISTA
Exploração é fundamental
“Sabemos que há muitos poucos exemplos de mutações
genéticas conhecidas associadas ao câncer renal
de células claras, o que torna muito interessante a exploração
desse tumor com objetivo de conhecer novos genes e, dessa forma,
conhecer melhor o processo que leva a seu desenvolvimento. Análises
genéticas sistemáticas têm o poder de descobrir
mecanismos ainda desconhecidos que levam ao aparecimento do câncer
no homem. Conhecimentos como esse são críticos
para a melhoria do diagnóstico e do tratamento.”
Bin Teh, geneticista
Estado de Minas
Nova
esperança para diabéticos
Por Carolina Vicentin
Manipulação de hormônio produzido no pâncreas
diminui nível de glicose no sangue, tornando desnecessária
a reposição de insulina, indica um estudo norte-americano
Uma descoberta
divulgada por pesquisadores do Centro Médico
da Universidade do Sudoeste do Texas, nos Estados Unidos, promete
dar nova esperança aos portadores do diabetes melittus
(tipo 1), um dos tipos mais agressivos da doença. O estudo,
que será publicado na revista especializada Diabetes de
fevereiro, sugere uma cura para o problema a partir da manipulação
genética do glucagon, um hormônio produzido pelo
pâncreas. A ideia é ousada: em vez de administrar
insulina (o tratamento indicado nesse tipo da doença),
os pesquisadores conseguiram mostrar, em ratos, que a manipulação
dessa outra substância também pode deixar o organismo
normal.
O glucacon é um hormônico antagônico à ação
da insulina, ou seja, aumenta o nível de glicose no sangue.
Os pesquisadores, então, apostaram na hipótese
de que, se fosse possível limitar a liberação
de glicose por essa substância, os diabéticos não
precisariam mais fazer a reposição insulínica.
A supressão do hormônio foi feita por meio de manipulação
genética. Nos testes pré-clínicos, realizados
com camundongos, a “invenção” funcionou. “O
bloqueio da produção desse hormônio fez com
que o organismo dos animais com deficiência insulínica
voltasse ao normal”, contou ao Estado de Minas, por e-mail,
o professor Roger Unger, um dos autores da pesquisa.
O diabetes
melittus, também conhecido como diabetes tipo
1, é uma doença autoimune, na qual o corpo do paciente
destrói as células produtoras de insulina. Esse
hormônio é o responsável por levar a glicose
dos alimentos a todas as partes do corpo. “É comum
esse tipo da doença ser considerado o mais grave. Na verdade,
ele é o que precisa de mais cuidados. Como a pessoa não
tem a insulina, corre o risco de morrer imediatamente se não
fizer a reposição”, explica a professora
Jane Dullius, da Faculdade de Educação Física
da Universidade de Brasília (UnB).
Esse é, inclusive, um dos principais problemas para os
diabéticos. “O incômodo vai desde o mais básico,
que é ficar tomando injeções diárias,
até o mais estrutural, de estar sempre mantendo a rotina,
ficar de olho nas taxas de glicose no sangue, não comer
fora do horário”, enumera o jornalista Paulo Mesquita,
de 26 anos, portador da doença desde os 11. Calcula-se
que pelo menos 42 milhões de pessoas tenham o diabetes
melittus — o equivalente a 0,7% da população
mundial. A maioria descobre a deficiência antes dos 30
anos, geralmente, na infância ou no início da adolescência.
AVANÇOS
O professor
Unger ressalta a importância da descoberta,
ainda mais porque não há muitos estudos sobre a
relação entre o glucagon e o controle do diabetes. “A
supressão do glucagon erradicou o diabetes dos ratos,
enquanto a reposição de insulina, não”,
reforçou. As próximas etapas, afirma, serão
os testes clínicos, em que a manipulação
vai ocorrer em humanos.
A professora
da UnB Jane Dullius ressalva que ainda é preciso
estudar o assunto com cuidado. “Se a ciência controlar
o glucagon, não vai estar dando um fim ao diabetes, vai
estar apenas evitando que a glicose do organismo do paciente
suba. A insulina não pode ser esquecida, ela é essencial
para que a glicose seja absorvida pelos tecidos”, observa.
O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Saulo Cavalcanti,
lembra que os fatores ambientais também precisam ser analisados
no processo. “O estudo é pioneiro, uma luz no fim
do túnel. Mas o fator genético também é complexo,
porque existem vários genes relacionados ao diabetes.
A terapia gênica está engatinhando, é uma
ferramenta que ainda precisa ser bastante explorada”, alerta.
Domingo, 30.01.11
Folha
de São
Paulo
Planos:
Golpe à vista
Por Elio Gaspari
Alguns sábios das operadoras de planos de saúde
querem ressarcir o SUS pelo atendimento de sua clientela na rede
pública, compensando a Viúva com créditos
em exames laboratoriais.
Há anos o calote passa por baixo das mesas da Agência
Nacional de Saúde e, segundo o Tribunal de Contas, entre
2003 e 2007 as operadoras já embolsaram R$2,6 bilhões.
A proposta é curiosa. Seria um retorno ao escambo do
tempo em que os índios trocavam pau-brasil por machadinhas.
As operadoras cobram da choldra em reais e pagariam ao SUS com
exames feitos por terceiros. Seria o caso de se contrapropor
que a escumalha pagasse suas mensalidades com bananas, repolhos
e latas vazias.
Folha
de São
Paulo
O
sódio é o vilão na hipertensão
Por Julio Abramczyk
A equipe
de nutrição do Instituto Dante Pazzanese
de Cardiologia entrevistou 1.288 pacientes em tratamento de hipertensão
arterial no instituto e verificou que quase todos (92%) desconheciam
a diferença entre o sal de cozinha e o elemento sódio.
Cerca de 58% dos doentes eram mulheres e 42%, homens.
Muitos hipertensos
sabiam que o sódio nos alimentos industrializados
pode elevar a pressão arterial, mas não liam os
rótulos (72,7%) que indicam a quantidade de sódio
presente no produto.
O estudo,
publicado na "Revista da Socesp" (Sociedade
de Cardiologia do Estado de São Paulo) por Mônica
Romualdo e colaboradores, alerta que, diferentemente do sal de
cozinha, o sódio não apresenta sabor salgado e
pode estar presente em doces e refrigerantes diet e light.
Recomendam
os autores que os hipertensos sejam incentivados a ler os rótulos das comidas industrialmente pré-preparadas
para identificar e evitar aqueles com elevado teor de sódio.
E também que sejam estimulados para a alimentação
natural na dieta diária, uma importante colaboração
para o tratamento que normaliza a pressão.
DOENÇAS CRÔNICAS
No Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça,
surge um alerta sobre as doenças crônicas. O secretário-geral
da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que as doenças crônicas
são responsáveis por 6 de cada 10 mortes no mundo.
Com vistas
a diminuir a incidência dessas doenças,
sugere que as indústrias reduzam o açúcar,
o sódio e a gordura trans em seus produtos, além
de restringir sua publicidade para crianças.
Sábado,
29.01.11
Diário
do Vale
Problemas com planos trazem transtornos
Devido à lamentável situação do
SUS (Sistema de Único de Saúde), muitas pessoas
acabam por pagar também para ter acesso a um plano de
saúde particular. Porém, de acordo com Pedro Alves
de Souza, presidente do Idecon (Instituto Nacional de Defesa
do Consumidor) de Volta Redonda, somente no ano de 2010 nada
menos que 144 pessoas procuraram o instituto por estarem sendo
lesadas pelas concessionárias de plano de saúde.
Segundo Pedro
Souza, os clientes reclamam de reajustes indevidos, divergências sobre material a ser utilizado nos procedimentos
e respostas negativas para realização de exames.
- Temos casos
de pessoas que precisavam fazer um determinado exame e não conseguiam a autorização. Nos últimos
dois anos registramos um aumento no número de reclamações
de divergência do material a ser utilizado. Tivemos um
caso em que o médico determinou um tipo específico
de prótese e a concessionária de saúde escolheu
outro. Encaminhamos o caso para a Justiça, que verificou
que o laudo médico requerendo um tipo específico
de prótese estava correto - disse.
Aumentos abusivos
De acordo
com o presidente do Idecon, os consumidores devem ficar atentos à tabela de reajustes. Segundo ele, as empresas
de plano de saúde só podem estipular aumentos nas
taxas sob a regulamentação da ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar).
Conforme
informou Souza, a situação dos idosos
com as empresas de saúde privada tende a ser mais complicada.
- Na teoria
as pessoas precisam mais de auxilio médico
quando estão na terceira idade. Porém, é justamente
nesse momento que as empresas criam mais burocracia para o usuário.
Muitos consumidores reclamam que pagaram pela rede particular
por toda a vida e que, ao atingirem determinada idade, o custo
foi tão oneroso que tiveram que abdicar do serviço
quando mais precisavam - ressaltou.
Conforme
explicou Pedro Alves, o STJ (Superior Tribunal de Justiça)
determinou que os planos de saúde não podem mais
calcular o reajuste por idade para pessoas acima dos 60 anos.
- Os usuários de planos de saúde particulares
precisam estar atentos. As concessionárias não
podem mais estabelecer aumentos mediante a faixa etária
para os clientes com idade a partir dos 60 anos - garantiu.
De acordo
com Souza, o instituto tem encaminhado várias
pessoas para que recorram aos trâmites legais a fim de
reaver os valores que foram pagos indevidamente.
- Dos casos
de cobrança irregular que foram levados à Justiça
e comprovados, o juiz estabeleceu um valor relativo à restituição
do que havia sido pago além do devido, e a mensalidade
do plano de saúde foi reduzida após o processo
- explicou.
Clientes ainda receosos
De acordo
a advogada Lídia Carla de Almeida, do Idecon,
a maioria dos contratos com as empresas de plano de saúde
preveem a correção dos valores das parcelas através
do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado); porém,
segundo ela, as empresas têm desconsiderado o índice,
estabelecido pela ANS (Agência Nacional de Saúde)
no momento do reajuste das mensalidades.
- O IGP-M
foi estabelecido como a maior taxa possível
para o reajuste dos planos de saúde. Porém, as
concessionárias adotam outros índices e ignoram
o que foi estipulado no contrato garantido em lei - explicou
Lídia.
Para a advogada,
existem diversas irregularidades na cobrança:
ela destacou também que, comumente, os planos realizam
dois reajustes por ano, além do aumento do valor da parcela
calculado pela faixa etária.
- O correto
seria que os valores fossem acrescidos na data do aniversário do plano. Devido às constantes reclamações,
elaboramos uma planilha que permite a análise do contrato
assinado pelo consumidor e os valores que deveriam ser cobrados.
Se forem constatadas irregularidades, orientamos a pessoa a mover
uma ação judicial acrescentou.
Segundo a
advogada, as pessoas ficam ainda temerosas em procurar o auxilio
de órgãos
de defesa do consumidor para requerer o cumprimento de seus
direitos.
- É necessário que a população busque
informação sobre seus direitos. Os usuários
de planos de saúde que recorreram à Justiça
por terem contratos abusivos tiveram êxito em seus processos
em menos de dois anos - afirmou.
A funcionária pública Maria Aparecida da Silva
disse que, com o passar dos anos, tem aumentado a dificuldade
para pagar o plano de saúde. Ela - que está com
57 anos - disse que desconhecia a proibição para
o aumento calculado pela faixa etária depois dos 60 anos.
- Está difícil manter o plano de saúde
particular. Outra questão é que o atendimento tem
sido precário, demora-se muito para conseguir uma consulta,
e às vezes as empresas tentam negar a realização
determinados exames. O plano de saúde para minha mãe,
que está com 80 anos, é tão caro que é preferível
pagar a consulta particular do que ter a cobertura de um plano
de saúde privado - desabafou Maria.
Segundo o
presidente do Idecon, algumas pessoas têm procurado
saber como ficará a parcela a ser cobrada antes mesmo
de completarem 60 anos. Ele lembrou a necessidade de estar atento às
clausulas do contrato antes de assiná-lo, e inclusive
considerar que algumas leis foram promulgadas posteriormente à assinatura
do acordo.
- Consumidores
na faixa etária de 59 anos já estão
procurando auxílio a fim de não terem surpresas
desagradáveis. Sugiro que as pessoas procurem o instituto
antes de firmar o acordo com alguma empresa a fim de evitar problemas
futuros - finalizou.
Sexta-feira, 28.01.11
Agência Câmara
Profissionais
de Direito e Saúde são os maiores
grupos entre deputados
Por Juliano
Pires / Edição Bruno Angrisano
Levantamento
realizado pela Agência Câmara de Notícias
aponta que 1/3 dos deputados eleitos trabalha nas áreas
do Direito, Saúde ou Educação. De acordo
com a pesquisa, ao todo 177 parlamentares são profissionais
de uma das três áreas. O levantamento utilizou apenas
a profissão definida pelo deputado como principal, já que
muitos deles cadastraram de duas a cinco profissões.
Direito
Dos 513 deputados
que tomam posse nesta terça-feira (1º),
78 têm formação em Direito. Eles se identificam
como advogados (67), bacharéis em Direito (5) e procuradores
(3), além de um defensor público, um juiz e um
serventuário da Justiça.
Saúde
O segundo
maior grupo na nova Câmara é formado
por 50 profissionais da área de Saúde. Ao todo,
41 médicos, seis dentistas, uma enfermeira, um fisioterapeuta
e um psicólogo vão ocupar a Câmara.
Educação
Outro grupo
expressivo será composto pelos profissionais
do campo da Educação. A partir de fevereiro serão
49 parlamentares com atuação na área: 46
professores (21 deles universitários) e três pedagogos.
Empresários
A quarta
maior bancada por área de atuação
profissional são os empresários. A Câmara
contará com 45 deles, sendo que quatro se definem como “industriais”.
Campo
Agropecuaristas
(18) e agrônomos (15) formam juntos uma
bancada de profissionais do campo, a quinta maior com 33 representantes.
Não se deve, no entanto, confundir esse grupo com a chamada “Bancada
Ruralista”, que pode incluir deputados com outras profissões,
mas que também têm interesse por temas rurais.
Administradores
Em seguida
vêm a bancada dos administradores, com 30 deputados,
e a dos engenheiros, com 29. No caso desta última, eles
se subdividem em 16 engenheiros civis, seis eletricistas, três
mecânicos, um engenheiro aeronáutico e ainda três
deputados eleitos que declararam apenas ser “engenheiros”.
Um grupo
expressivo de 29 parlamentares eleitos não informou
sua área de atuação. Outros 26 são
servidores públicos, 24 são economistas, 20 são
comunicadores (sendo cinco jornalistas) e 15, comerciantes.
Entre os
menores grupos, existem ainda dez trabalhadores da indústria (dos quais três são metalúrgicos),
oito religiosos, sete bancários, seis veterinários
e seis profissionais da área de segurança (cinco
delegados de polícia e um militar).
Escolaridade
A maioria
dos deputados (383) têm no mínimo o curso
superior concluído; 14 deles não concluíram
o ensino básico; 88 têm apenas o ensino médio.
16 deputados optaram por não informar sua profissão.
Saúde
Business Web
"Gestão
dos recursos vem antes do debate da CPMF"
Por Verena Souza
Prioridade
do Ministro Padilha é melhorar a gestão
dos recursos. Segundo ele, o Congresso Nacional é quem
vota sobre novas taxas e CPMF
Durante café da manhã no hospital Sírio
Libanês nesta sexta-feira (28), o Ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, afirmou que a prioridade de seu mandato refere-se à gestão
dos sistema. Já a fonte de recursos concerne ao Congresso
Nacional discutir.
"Novas contribuições para a saúde é um
debate que o Congresso tem que fazer e não eu. O fundamental
neste momento são as mudanças na gestão.
Até porque não adianta novos recursos se não
forem bem aplicados", afirmou.
Saúde
Business Web
Reembolso
ao SUS pela saúde privada é prioridade
Por Verena Souza
Ministro
da Saúde defende maior diálogo entre
saúde suplementar e pública, inclusive no que se
refere ao ressarcimento ao SUS
Consolidação do SUS, pedidos prioritários
da presidente Dilma Rousseff, integração da saúde
pública e privada foram alguns dos assuntos comentados
pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta sexta-feira
(28), durante café da manhã com representantes
do setor de todas as esferas no Hospital Sírio-Libanês,
em São Paulo.
"Vamos retomar o diálogo entre a saúde suplementar
e a privada para concretizarmos ações complementares
entre elas, inclusive o que é garantido por lei como o
ressarcimento que tem que ser feito ao Sistema Único de
Saúde (SUS)", disse Padilha.
Saúde
Business Web
ANS
fará consulta sobre garantia de atendimento aos beneficiários
Principal
objetivo da norma é estimular as operadoras
a promover o credenciamento de prestadores nos municípios
de sua cobertura
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia,
no próximo dia 03 de fevereiro, uma consulta pública
com o objetivo de receber, de toda a sociedade, sugestões
e críticas relativas à proposta de norma sobre
garantia de atendimento aos beneficiários de planos de
saúde.
Entre os
temas abordados na proposta de resolução
normativa, estão:
- o cumprimento
de prazos máximos para atendimento às
demandas dos beneficiários, tais como a realização
de consultas básicas, exames e internações;
- a obrigatoriedade
de existência de prestadores de serviços
de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios
e médicos) em todos os municípios que integrem
a área de abrangência do plano de saúde contratado;
Nos casos
em que, excepcionalmente, não houver prestador
de serviço de saúde credenciado em determinado
município da área de abrangência do plano
contratado, a operadora deverá:
- garantir
o atendimento em prestador não credenciado
no mesmo município; ou garantir o transporte do beneficiário
até o prestador credenciado para o atendimento, assim
como seu retorno à localidade de origem;
- ou reembolsar,
integralmente, o custo pago pelo beneficiário
pelo serviço ou procedimento realizado.
Segundo a
Agência, o principal objetivo da norma é estimular
as operadoras de planos de saúde a promover o credenciamento
de prestadores de serviços nos municípios que fazem
parte de sua área de cobertura. "Além disso,
o normativo pretende oferecer equilíbrio na relação
de consumo estabelecida no ato da compra do plano de saúde,
ao garantir que o beneficiário terá acesso a tudo
aquilo que ele contratou", afirmou a ANS em comunicado.
Os interessados
em participar da Consulta Pública nº 37
poderão enviar contribuições no prazo de
30 dias, a partir do dia 03 de fevereiro.
JANEIRO / 2011
-
Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão
17 e 18 de fevereiro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades,
autoridades,
solução de problemas e negociação.
Metodologia
Ametodologia
alterna exposição dialogada, exemplificações
voltadas para a realidade da administração pública
com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição,
conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem
e debates, de forma a favorecer a troca de experiências
e assimilação do conteúdo proposto. Também
alterna a realização de módulos em sala
de aula com períodos de aplicação junto às
equipes naturais.
Instrutores
PETER M. DOSTLER
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br (Unidas/AssPreviSite)
-
Curso de Educação Médica Continuada CREMERJ
em Oncologia Pediátrica - Nova Iguaçu
A Diretoria
do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro
e sua Seccional
Nova Iguaçu convidam para o
Curso de Educação Médica Continuada CREMERJ
em Oncologia Pediátrica no dia 19 de março de 2011,
sábado, das 9h às 12h, no Centro de Estudos da
Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima (Rua Bernardino
de Melo, 1465 – 6º andar – Centro – Nova
Iguaçu/RJ).
Consº Luís
Fernando Soares Moraes
Presidente do CREMERJ
José Estevam
da Silva Filho
Coordenador
da Seccional Nova Iguaçu do CREMERJ
Coordenação:
Consº Nelson Nahon – Seccional Nova Iguaçu
do CREMERJ
Consº Sidnei Ferreira – Responsável pela Câmara
Técnica de Pediatria do CREMERJ
VAGAS LIMITADAS
Promoção:
CREMERJ
Realização: SECCAT (Secretaria de Comissões
e Câmaras Técnicas do CREMERJ)
e Seccional
Municipal Nova Iguaçu do CREMERJ
Inscrições gratuitas e informações – Seccional
Nova Iguaçu do CREMERJ
Tels.: 2667-4343 – novaiguacu@cremerj.org.br