31-01-11

 

Leia nesta edição:

- Entre os planos e o SUS

- Entidades médicas lutam por carreira de estado

- RJ: Dengue

- Perigo para as crianças

- A guerra do açúcar contra a informação

- SUPERBACTÉRIAS

- "Cadeira elétrica" é testada para osteoporose

- Câncer de Laringe- Inimigo quase desconhecido

- Nova esperança para diabéticos

- Planos: Golpe à vista

- O sódio é o vilão na hipertensão

- Problemas com planos trazem transtornos

- Profissionais de Direito e Saúde são os maiores grupos entre deputados

- "Gestão dos recursos vem antes do debate da CPMF"

- Reembolso ao SUS pela saúde privada é prioridade

- ANS fará consulta sobre garantia de atendimento aos beneficiários

Segunda-feira, 31.01.11

Folha de São Paulo - Editoriais

Entre os planos e o SUS

O Brasil vive um paradoxo na área de saúde: dotado de um sistema público universal, o SUS, o país tem três quartos da população atendidos por planos particulares de assistência médico-hospitalar. Cerca de 60% dos gastos com saúde são aqui realizados por famílias e empresas. Em países mais desenvolvidos, a despesa privada fica em torno de 30%.

O SUS é notoriamente deficiente. Subfinanciamento e gestão ineficaz contribuem para agravar a prestação de maus serviços, com filas e demoras injustificáveis. Quem tem condições de pagar se socorre com os planos privados.

Esse tipo de assistência, contudo, está longe de ser modelar. Para aumentar a rentabilidade, não raro operadores postergam ou dificultam procedimentos médicos complexos e caros. O cliente, em certos casos, acaba por recorrer ao SUS, pelo qual também já pagou, afinal, como contribuinte.

A lei número 9.656, de 1998, determina que, nesses casos, o plano de saúde reembolse o sistema público. A cobrança compete à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que, no entanto, vem negligenciando a tarefa.

O Tribunal de Contas da União (TCU) estima em R$ 500 milhões anuais a quantia a ressarcir. Em dois anos, o valor cobrado encolheu 81%, de R$ 64,4 milhões em 2007 para R$ 12,8 milhões em 2009. Como os planos privados de saúde questionam a cobrança na Justiça, as cifras efetivamente devolvidas se resumiram a R$ 8,2 milhões e R$ 5,6 milhões, respectivamente, nos mesmos anos. A aritmética não deixa dúvida: pouco mais de 1% do que deveria ter sido recolhido em 2009 de fato o foi.

Não se questiona o direito dos planos empresariais de recorrer à Justiça, inclusive ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde ajuizaram ação de inconstitucionalidade. É algo capciosa, contudo, a alegação de que o acesso ao SUS é universal e a cobrança discrimina clientes de planos privados.

Ora, a cobrança não discrimina o cliente, por não recair sobre ele nem impedir que use o SUS. Objetiva, sim, impedir que a operadora aufira rendimento indevido ao dificultar prestação de serviço contratado. Até que o STF julgue em definitivo a questão, cabe à ANS abandonar a leniência e exigir o que a lei determina.

Saúde Business Web

Entidades médicas lutam por carreira de estado

Por Verena Souza

Segundo vice-presidente da APM, Florisval Meirão, o plano de carreira faria com que as cidades pequenas fixassem os médicos

Em cerimônia de entrega da Comenda Flamínio Fávero ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na última sexta-feira (28), entidades da classe médica defenderam a aprovação de uma carreira de estado para a categoria. O evento foi organizado pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

Atualmente tramita na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 454/09, dos deputados Eleuses Paiva (DEM-SP) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), que cria a carreira de médico nos serviços públicos federal, estadual e municipal e estabelece a remuneração inicial da categoria em R$ 15.187,00, semelhante a de juízes e promotores.

"Com isso, o médico teria uma dedicação exclusiva, um salário compatível e chances de ascender profissionalmente. Dessa forma, as cidades pequenas conseguiriam fixar seus médicos", disse o vice-presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) e diretor financeiro da Associação Médica Brasileira, Florisval Meirão.

Diretrizes

A PEC estabelece normas para a organização da carreira de médico de estado. A atividade só poderá ser exercida por ocupantes de cargos efetivos, contratados por concurso público. Também estão entre as diretrizes:

- a participação dos conselhos de medicina nos concursos para a área;

- a ascensão funcional baseada, alternadamente, em critérios de merecimento e antiguidade;

- o exercício do cargo em regime de dedicação exclusiva, com autorização para ocupar outro cargo ou função apenas no magistério;

- a proibição de receber honorários ou qualquer outro tipo de remuneração de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei;

- o exercício administrativo e funcional do cargo de médico de estado será regulado e fiscalizado pelo Conselho Federal de Medicina;

- os médicos federais, estaduais e municipáis concursados pelas regras anteriores à promulgação da emenda constitucional constituirão carreira em extinção; e

o piso salarial dos médicos será fixado em lei e reajustado anualmente

O Dia

RJ: Dengue - Perigo para as crianças

Por Pámela Oliveira

Dengue pode se tornar doença pediátrica: casos entre mais jovens estão crescendo

A dengue poderá se transformar, nos próximos anos, em uma doença pediátrica. O alerta é do coordenador Nacional do Programa de Controle da Dengue, Giovanini Coelho. Segundo o Ministério da Saúde, o número de casos e mortes por dengue entre menores de 15 anos vem aumentando no País. Hoje, 25% dos casos graves ocorrem nessa faixa etária.

“Se o comportamento da dengue se mantiver, ela se transformará em uma doença pediátrica. Por isso, o ministério está fazendo um esforço grandioso de mobilização. As crianças são grupo mais vulnerável. Imagina um bebê de seis meses tendo uma doença que pode causar hemorragias. É um risco muito grande”, afirma Giovanini.

Preocupado com o aumento de casos entre as crianças, o Ministério da Saúde elaborou um manual específico para orientar os profissionais a tratar os pequenos. “A criança não sabe manifestar os sintomas como dor no corpo ou dor de cabeça e o médico tem dificuldades para fechar o diagnóstico”, disse Giovanini. Ele acrescenta que outro problema é que muitas viroses infantis têm sintomas parecidos com os da dengue.

Mais casos no Rio

Os números da dengue no Estado do Rio confirmam a tendência nacional. Em 2001, 11% dos infectados pela dengue tinham até 15 anos. Em 2008, ano da maior epidemia da doença no Rio, a estatística saltou para 45% nessa faixa etária, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

“A tendência é que a população adulta fique imunizada porque já foi exposta e infectada por vários tipos da doença. E as crianças, que ainda não foram expostas aos vírus, ficam suscetíveis. Com a volta do vírus 1 da dengue, que não circula há mais de 15 anos no Rio, trabalhamos com a possibilidade de aumento do número de casos entre as crianças.

Nenhuma com menos de 15 anos teve contato com o tipo 1 e, portanto, não tem imunidade”, explica Alexandre Chippe, superintendente da Vigilância Sanitária e Epidemiológica do estado.

O especialista lembra que existem quatro tipos de dengue — 1, 2, 3 e 4 — e uma pessoa pode ter cada tipo uma vez. Depois, torna-se imune a ele.

Pai de menino morto teme novas vítimas

Pai do menino Rodrigo, que morreu em 2008 vítima de dengue, Marcos Roig defende o treinamento contínuo dos médicos e profissionais de saúde. Ele teme que outros pais percam seus filhos para a dengue.

“A possibilidade de dengue tem que ser o primeiro pensamento dos médicos. Meu filho teve diagnóstico de virose na primeira clínica. Na segunda, diagnosticaram dengue mas deram alta a ele. Horas depois, meu filho morreu na terceira clínica”, conta. “Perdemos tempo precioso”, conta.

Rodrigo morreu aos 6 anos. Desde então, Marcos entrou na guerra contra a dengue. “Muitas crianças morreram porque os médicos descartaram dengue apesar de se ter um alerta de que a doença estava afetando crianças”.

Correio Braziliense – Caderno Brasil

A guerra do açúcar contra a informação

Fabricantes de produtos com baixo teor nutricional se unem para derrubar resolução da Anvisa que obriga a veiculação de mensagens de advertências nas propagandas de rádio e de televisão

Por Carolina Khodr

A indústria de alimentos se uniu contra a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regula a publicidade e a promoção de produtos com baixo teor nutricional e elevadas quantidades de sódio, açúcar e gorduras. De acordo com a norma, publicada em julho de 2010, as propagandas de rádio e de televisão deveriam, desde dezembro, ser veiculadas com alertas para a população sobre os riscos do consumo habitual desses produtos. As liminares movidas pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) e Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) foram acatadas pela Justiça Federal, mas a Anvisa recorreu da decisão.

De acordo com a gerente de monitoramento e fiscalização de propaganda da Anvisa, Maria José Delgado, são três os principais argumentos utilizados pelas associações: sob o aspecto formal, a Anvisa não teria competência para expedir normas sobre publicidade de alimentos e bebidas não alcoólicas; sob o aspecto material, os parâmetros utilizados pela resolução não estariam fundamentados cientificamente; e, com a norma, os produtores estariam veiculando propaganda contra eles próprios.

Maria José rebate as críticas e defende que a norma segue os aspectos legais. “A Advocacia-Geral da União já apresentou parecer que esclarece a competência da Anvisa para controlar, fiscalizar e acompanhar a propaganda de produtos submetidos ao regime de vigilância sanitária. E, apesar da Lei n° 9.782/99 não mencionar explicitamente alimentos e bebidas não alcoólicas, tal competência estaria compreendida entre os poderes implícitos, pois a regulamentação é providência necessária para o pleno exercício do controle da fiscalização”, explica.

Para pressionar o Judiciário a rever a decisão, 30 entidades também se organizaram e formaram a Frente de Regulação pela Publicidade de Alimentos. Mariana Ferraz, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), uma das organizações da sociedade civil que compõem a frente, esclarece os objetivos do movimento. “A intenção é promover um diálogo mais alinhado entre as entidades para a criação de ações que defendam não só o cumprimento da norma da Anvisa, mas a promoção de leis que defendam a saúde pública e a claridade de informações ao consumidor”, diz.

“Na Inglaterra, na Suécia e no Canadá, por exemplo, as propagandas de produtos que em excesso podem causar problemas de saúde e obesidade seguem restrições quanto ao horário de veiculação para proteger determinadas faixas etárias. Antes de ser publicada, a norma da Anvisa previa regras como essas, mas essa parte foi retirada do texto da resolução”, completa Mariana.

Rosane Nascimento, presidente do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), que também integra a frente, lamenta a decisão judicial que concedeu liminar às associações da indústria. “Há mais de quatro anos lutamos para que a resolução da Anvisa saísse do papel e fosse publicada. Nos debates que ocorreram antes da aprovação, enfrentamos diversos conflitos de interesses, então essas liminares não foram surpresa”, diz. E completa: “O consumidor tem o direito de ter informações sobre o que está comprando. As advertências são importantes para a saúde da população, principalmente para as crianças e para os adolescentes”, alerta. As advertências da Anvisa preveem frases do tipo: “O (nome comercial do produto) contém muito açúcar e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de obesidade e de cárie dentária”.

Hábito

A auxiliar de enfermagem Juliene Deodato, 30 anos, acredita que as pessoas buscam produtos industrialidades pela praticidade. “Na correria do dia a dia, salgadinhos e refrigerantes são refeições mais baratas e rápidas. Mas o sabor e o preço também funcionam como atrativos”, conta. Em casa, ela diz que também costuma consumir produtos congelados, mas reconhece as consequências nocivas. “A questão do ganho de peso é o que mais me incomoda. Mas sei que posso ter problemas de saúde também”, admite.

Folha de São Paulo – Caderno Saúde

SUPERBACTÉRIAS

Reino Unido alerta para cepa ultrarresistente

As variações de bactérias E. coli e Klebsiella resistem até aos mais poderosos antibióticos disponíveis, da classe dos carbapenems. As cepas estão se espalhando pela Europa.

O alerta das autoridades de saúde britânicas visa superbactérias da mesma família da KPC que, ano passado, foi responsável por pelo menos 90 casos de infecção em São Paulo e 135 no Distrito Federal.

Folha de São Paulo – Caderno Saúde

"Cadeira elétrica" é testada para osteoporose

Estofado criado por pesquisadores da USP e da Unifesp emite carga elétrica para estimular regeneração óssea

Hoje, doença é tratada com exercícios físicos e remédios; equipamento pode estar disponível a partir do ano que vem

Por Hélia Araújo

DE RIBEIRÃO PRETO

Uma cadeira que emite sinais elétricos está sendo testada em São Paulo no tratamento para a osteoporose.

O equipamento foi desenvolvido por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) de São Carlos e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Hoje, o tratamento da osteoporose é feito com remédios e exercícios físicos.

A nova tecnologia produz sinais elétricos que atingem diretamente os ossos mais prejudicados pela doença: fêmur, coluna e bacia.

Duas placas metálicas ficam escondidas sob um estofado. Para realizar o tratamento, o paciente deve permanecer sentado na cadeirinha por 20 minutos após acionar um botão.

As duas placas formam um campo elétrico, que age nos ossos durante esse tempo. Não há dor.

Ao todo, são cinco sessões por semana e, quando o tratamento é concluído, o aparelho avisa.

Segundo a fisioterapeuta da Unifesp Ana Paula Lirani Galvão, quando o campo elétrico atinge os ossos, algumas células do organismo captam os sinais e estimulam a formação de uma nova massa óssea, o que faz aumentar a absorção de cálcio.

Galvão explica que, numa pessoa sem osteoporose, os ossos têm células que captam sinais mecânicos -gerados, por exemplo, pela ação de andar ou correr- e mandam carga elétrica para outras células responsáveis por formar mais ossos.

"Ao longo da vida, perdemos essas células que captam os sinais e também fazemos menos atividades que produzem essa energia, o que provoca o enfraquecimento dos ossos."

O objetivo da nova técnica é criar os sinais elétricos que o corpo deixou de mandar e, assim, estimular a formação da nova massa óssea.

Os primeiros testes foram feitos há seis anos em ratos e os resultados foram positivos. Agora, os testes estão sendo feitos em cem idosos que estão internados em três asilos de São Paulo -40 deles sob efeito placebo, ou seja, sem efeitos reais.

"Os testes em humanos [que começaram há seis meses] ainda não foram concluídos, mas pela experiência com os ratos, acreditamos que serão positivos."

PREÇO ACESSÍVEL

Orivaldo Lopes da Silva, professor de bioengenharia da USP de São Carlos e responsável pela criação do equipamento, explica que pretende levar o produto para o mercado a um preço acessível até 2012.

No tratamento atual, com medicamentos, o custo para o paciente pode chegar a R$ 1.000 por mês.

Para a pesquisa, foram produzidos 12 equipamentos, ao custo de R$ 25 mil. No entanto, se produzido em grande escala, o valor pode ser reduzido para cerca de R$ 1.000 por aparelho.

A expectativa é que o estudo e o processo de patente sejam finalizados até o final do próximo ano.

Folha de São Paulo – Caderno Saúde

Câncer de Laringe

Terapia a laser preserva a voz de paciente

A conclusão é de um estudo do Hospital Henry Ford, de Detroit (EUA), realizado em pacientes com câncer de laringe em estágios iniciais.

A terapia fotodinâmica é feita com laser e uma droga que, ao ser ativada pela luz, destrói as células cancerosas, sem causar dano ao tecido sadio próximo ao tumor.

Os tratamentos mais comuns para câncer de laringe são radioterapia, quimioterapia e cirurgia. A perda das funções das cordas vocais é um efeito frequente.

No estudo, poucas semanas após a terapia a laser, a voz dos pacientes voltou ao normal. Os efeitos colaterais foram rouquidão temporária e fotossensibilidade.

Correio Braziliense – Caderno Saúde

Inimigo quase desconhecido

Tumores nos rins matam cerca de 102 mil pacientes todos os anos, mas a doença ainda atormenta cientistas de todo o mundo. Pesquisadores comemoram, porém, a descoberta da mutação de um gene presente em cerca de um terço dos casos

Paloma Oliveto

Na guerra contra o câncer renal, a ciência ainda perde por desconhecer o inimigo. Apesar desse tipo de tumor representar 3% de todas as doenças malignas que acometem os adultos e matar, anualmente, pelo menos 102 mil pacientes, pouco se sabe sobre a origem do problema. Um consórcio internacional de pesquisadores, porém, acaba de vencer ao menos uma batalha. Em artigo publicado na revista especializada Nature, eles descrevem a descoberta de um gene cuja forma mutante é encontrada em 34% das amostras do câncer renal de células claras, o subtipo mais comum da doença.

Pode parecer pouco, mas é a variável mais prevalente identificada nos casos de tumores renais nos últimos 20 anos. Em termos absolutos, representa quase um em cada três carcinomas. De acordo com os cientistas, descobrir uma mutação frequente fornece novas dicas sobre a biologia da doença, o que será essencial para a melhoria do tratamento do câncer renal. Atualmente, a cirurgia total ou parcial é a única forma segura de combater o tumor, que não responde bem nem à quimio nem à radioterapia.

No Brasil, o câncer renal não aparece nas estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) por estar fora da lista dos 10 tipos mais comuns. Estimativas mundiais, porém, calculam que, em todo o globo, surgem cerca de 200 mil casos novos por ano, com maior prevalência entre os homens. O carcinoma de células claras é o subtipo mais comum, responsável por oito entre 10 casos. Quando a detecção é precoce, a taxa de sobreviência é bastante alta, de 95%, mas o prognóstico esbarra na falta de sintomas consistentes. O crescimento do tumor é silencioso e, quando o paciente começa a apresentar sinais de que não está bem, pode ser tarde.

Por muitos anos, o principal determinante genético envolvido no desenvolvimento do carcinoma renal era uma mutação do gene VHL, localizado no cromossomo 3. “Até recentemente, quando falávamos sobre fatores genéticos desse tipo de câncer, inevitavelmente nos referíamos ao VHL, um gene mutante em oito em cada 10 pacientes”, disse ao Correio o médico Andy Futreal, vice-presidente do Projeto Genoma do Câncer, coordenado pelo Instituto Wellcome Trust Sanger, da Inglaterra. “Mas nós sabíamos que essa não era toda a história. Algumas questões que tínhamos de responder eram quais outros genes conspiravam juntamente ao VHL para causar a doença. Do último ano para cá, começamos a resolver o problema. A pesquisa que publicamos na Nature é uma peça importante no quebra-cabeça”, acredita.

Segundo Futreal, a equipe de pesquisadores havia, previamente, identificado outros três genes mutantes associados ao câncer renal. Eles alteram uma parte da célula chamada cromatina, o filamento do DNA que pode influenciar a atividade genética. “Nosso entendimento de como o câncer renal se desenvolve já havia melhorado bastante com a identificação desses três genes mutantes, cada qual deles fazendo uma pequena contribuição para a doença”, explicou ao Correio Mike Stratton, diretor do Sanger Institute, que participou do consórcio de pesquisadores.

“Agora, com a descoberta da variante PBRM1 em um em cada três casos, demos um passo maior ainda”, acredita Stratton. O geneticista acredita que o entendimento sobre as variantes que levam ao desenvolvimento desse tipo de câncer está quase completo. “Podemos dizer que já sabemos, por exemplo, que os genes vinculados ao carcinoma renal estão envolvidos na forma como o DNA regula as funções celulares. Essa compreensão vai nos fornecer muitas novas direções terapêuticas para esse tipo de câncer”, comemora.

Desafio

Os pesquisadores sugerem que uma boa parte da história esteja associada a uma pequena região do cromossomo 3. O novo estudo mostrou que o PBRM1 liga-se, nesse local, aos outros genes mutantes que se relacionam ao carcinoma renal. Com isso, será mais fácil explorar os aspectos biológicos da doença. De acordo com o artigo, muitos pacientes carregam mutações em dois ou três genes da região. “Esse estudo começa a desvendar a forma como as descobertas genéticas mais recentes contribuem para o surgimento do câncer”, afirma Andy Futreal. “Nós acreditamos que esses três genes ficam juntos justamente para que o tumor ganhe vantagem no organismo. O desafio para o futuro será construir um retrato do processo que as variantes controlam. Isso significa decifrar as interações químicas que ocorrem no nível estrutural, o nível do cromossomo”, diz.

Esperança de compreensão

Mutações em um gene chamado INF2 são a principal causa de uma condição hereditária que leva à falência dos rins, de acordo com um estudo que será publicado no Jornal da Sociedade Americana de Nefrologia. A descoberta poderá ajudar a identificar, prevenir e desenvolver novas terapias para combater a glomerulosclerose segmentar e focal, doença que ataca o sistema de filtragem do rim, causando sérias cicatrizes no órgão. Cerca de 20 mil pessoas vivem com falência renal nos Estados Unidos devido ao problema. Estudos indicam que a doença está aumentando em todo o mundo.

A glomerulosclerose segmentar e focal é a principal causa de falência renal em adultos e a segunda em crianças. Na década passada, pesquisadores identificaram diversos genes mutantes em pacientes com a forma hereditária da doença e conseguiram entender melhor o mecanismo por trás do desenvolvimento do mal. Um dos genes mutantes é o INF2, descoberto pelos pesquisadores da Sociedade Americana de Nefrologia Elizabeth J. Brown e Martin R. Pollak.

Com uma equipe multinacional, eles investigaram o histórico de 54 famílias (78 pacientes) com glomerulosclerose segmentar e focal dominante. Em 17% dos casos, havia mutações no INF2, localizadas em uma região particular do gene que interage com os podócitos — células do epitélio visceral dos rins que formam um importante componente da barreira de filtração. De acordo com os pesquisadores, isso poderá ajudar a criar drogas que previnam ou tratem a doença. (PO)

PALAVRA DE ESPECIALISTA

Exploração é fundamental

“Sabemos que há muitos poucos exemplos de mutações genéticas conhecidas associadas ao câncer renal de células claras, o que torna muito interessante a exploração desse tumor com objetivo de conhecer novos genes e, dessa forma, conhecer melhor o processo que leva a seu desenvolvimento. Análises genéticas sistemáticas têm o poder de descobrir mecanismos ainda desconhecidos que levam ao aparecimento do câncer no homem. Conhecimentos como esse são críticos para a melhoria do diagnóstico e do tratamento.”

Bin Teh, geneticista

Estado de Minas

Nova esperança para diabéticos

Por Carolina Vicentin

Manipulação de hormônio produzido no pâncreas diminui nível de glicose no sangue, tornando desnecessária a reposição de insulina, indica um estudo norte-americano

Uma descoberta divulgada por pesquisadores do Centro Médico da Universidade do Sudoeste do Texas, nos Estados Unidos, promete dar nova esperança aos portadores do diabetes melittus (tipo 1), um dos tipos mais agressivos da doença. O estudo, que será publicado na revista especializada Diabetes de fevereiro, sugere uma cura para o problema a partir da manipulação genética do glucagon, um hormônio produzido pelo pâncreas. A ideia é ousada: em vez de administrar insulina (o tratamento indicado nesse tipo da doença), os pesquisadores conseguiram mostrar, em ratos, que a manipulação dessa outra substância também pode deixar o organismo normal.

O glucacon é um hormônico antagônico à ação da insulina, ou seja, aumenta o nível de glicose no sangue. Os pesquisadores, então, apostaram na hipótese de que, se fosse possível limitar a liberação de glicose por essa substância, os diabéticos não precisariam mais fazer a reposição insulínica. A supressão do hormônio foi feita por meio de manipulação genética. Nos testes pré-clínicos, realizados com camundongos, a “invenção” funcionou. “O bloqueio da produção desse hormônio fez com que o organismo dos animais com deficiência insulínica voltasse ao normal”, contou ao Estado de Minas, por e-mail, o professor Roger Unger, um dos autores da pesquisa.

O diabetes melittus, também conhecido como diabetes tipo 1, é uma doença autoimune, na qual o corpo do paciente destrói as células produtoras de insulina. Esse hormônio é o responsável por levar a glicose dos alimentos a todas as partes do corpo. “É comum esse tipo da doença ser considerado o mais grave. Na verdade, ele é o que precisa de mais cuidados. Como a pessoa não tem a insulina, corre o risco de morrer imediatamente se não fizer a reposição”, explica a professora Jane Dullius, da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB).

Esse é, inclusive, um dos principais problemas para os diabéticos. “O incômodo vai desde o mais básico, que é ficar tomando injeções diárias, até o mais estrutural, de estar sempre mantendo a rotina, ficar de olho nas taxas de glicose no sangue, não comer fora do horário”, enumera o jornalista Paulo Mesquita, de 26 anos, portador da doença desde os 11. Calcula-se que pelo menos 42 milhões de pessoas tenham o diabetes melittus — o equivalente a 0,7% da população mundial. A maioria descobre a deficiência antes dos 30 anos, geralmente, na infância ou no início da adolescência.

AVANÇOS

O professor Unger ressalta a importância da descoberta, ainda mais porque não há muitos estudos sobre a relação entre o glucagon e o controle do diabetes. “A supressão do glucagon erradicou o diabetes dos ratos, enquanto a reposição de insulina, não”, reforçou. As próximas etapas, afirma, serão os testes clínicos, em que a manipulação vai ocorrer em humanos.

A professora da UnB Jane Dullius ressalva que ainda é preciso estudar o assunto com cuidado. “Se a ciência controlar o glucagon, não vai estar dando um fim ao diabetes, vai estar apenas evitando que a glicose do organismo do paciente suba. A insulina não pode ser esquecida, ela é essencial para que a glicose seja absorvida pelos tecidos”, observa. O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Saulo Cavalcanti, lembra que os fatores ambientais também precisam ser analisados no processo. “O estudo é pioneiro, uma luz no fim do túnel. Mas o fator genético também é complexo, porque existem vários genes relacionados ao diabetes. A terapia gênica está engatinhando, é uma ferramenta que ainda precisa ser bastante explorada”, alerta.

Domingo, 30.01.11

Folha de São Paulo

Planos: Golpe à vista

Por Elio Gaspari

Alguns sábios das operadoras de planos de saúde querem ressarcir o SUS pelo atendimento de sua clientela na rede pública, compensando a Viúva com créditos em exames laboratoriais.

Há anos o calote passa por baixo das mesas da Agência Nacional de Saúde e, segundo o Tribunal de Contas, entre 2003 e 2007 as operadoras já embolsaram R$2,6 bilhões.

A proposta é curiosa. Seria um retorno ao escambo do tempo em que os índios trocavam pau-brasil por machadinhas. As operadoras cobram da choldra em reais e pagariam ao SUS com exames feitos por terceiros. Seria o caso de se contrapropor que a escumalha pagasse suas mensalidades com bananas, repolhos e latas vazias.

Folha de São Paulo

O sódio é o vilão na hipertensão

Por Julio Abramczyk

A equipe de nutrição do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia entrevistou 1.288 pacientes em tratamento de hipertensão arterial no instituto e verificou que quase todos (92%) desconheciam a diferença entre o sal de cozinha e o elemento sódio. Cerca de 58% dos doentes eram mulheres e 42%, homens.

Muitos hipertensos sabiam que o sódio nos alimentos industrializados pode elevar a pressão arterial, mas não liam os rótulos (72,7%) que indicam a quantidade de sódio presente no produto.

O estudo, publicado na "Revista da Socesp" (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) por Mônica Romualdo e colaboradores, alerta que, diferentemente do sal de cozinha, o sódio não apresenta sabor salgado e pode estar presente em doces e refrigerantes diet e light.

Recomendam os autores que os hipertensos sejam incentivados a ler os rótulos das comidas industrialmente pré-preparadas para identificar e evitar aqueles com elevado teor de sódio. E também que sejam estimulados para a alimentação natural na dieta diária, uma importante colaboração para o tratamento que normaliza a pressão.

DOENÇAS CRÔNICAS

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, surge um alerta sobre as doenças crônicas. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que as doenças crônicas são responsáveis por 6 de cada 10 mortes no mundo.

Com vistas a diminuir a incidência dessas doenças, sugere que as indústrias reduzam o açúcar, o sódio e a gordura trans em seus produtos, além de restringir sua publicidade para crianças.

Sábado, 29.01.11

Diário do Vale

Problemas com planos trazem transtornos

Devido à lamentável situação do SUS (Sistema de Único de Saúde), muitas pessoas acabam por pagar também para ter acesso a um plano de saúde particular. Porém, de acordo com Pedro Alves de Souza, presidente do Idecon (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor) de Volta Redonda, somente no ano de 2010 nada menos que 144 pessoas procuraram o instituto por estarem sendo lesadas pelas concessionárias de plano de saúde.

Segundo Pedro Souza, os clientes reclamam de reajustes indevidos, divergências sobre material a ser utilizado nos procedimentos e respostas negativas para realização de exames.

- Temos casos de pessoas que precisavam fazer um determinado exame e não conseguiam a autorização. Nos últimos dois anos registramos um aumento no número de reclamações de divergência do material a ser utilizado. Tivemos um caso em que o médico determinou um tipo específico de prótese e a concessionária de saúde escolheu outro. Encaminhamos o caso para a Justiça, que verificou que o laudo médico requerendo um tipo específico de prótese estava correto - disse.

Aumentos abusivos

De acordo com o presidente do Idecon, os consumidores devem ficar atentos à tabela de reajustes. Segundo ele, as empresas de plano de saúde só podem estipular aumentos nas taxas sob a regulamentação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Conforme informou Souza, a situação dos idosos com as empresas de saúde privada tende a ser mais complicada.

- Na teoria as pessoas precisam mais de auxilio médico quando estão na terceira idade. Porém, é justamente nesse momento que as empresas criam mais burocracia para o usuário. Muitos consumidores reclamam que pagaram pela rede particular por toda a vida e que, ao atingirem determinada idade, o custo foi tão oneroso que tiveram que abdicar do serviço quando mais precisavam - ressaltou.

Conforme explicou Pedro Alves, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou que os planos de saúde não podem mais calcular o reajuste por idade para pessoas acima dos 60 anos.

- Os usuários de planos de saúde particulares precisam estar atentos. As concessionárias não podem mais estabelecer aumentos mediante a faixa etária para os clientes com idade a partir dos 60 anos - garantiu.

De acordo com Souza, o instituto tem encaminhado várias pessoas para que recorram aos trâmites legais a fim de reaver os valores que foram pagos indevidamente.

- Dos casos de cobrança irregular que foram levados à Justiça e comprovados, o juiz estabeleceu um valor relativo à restituição do que havia sido pago além do devido, e a mensalidade do plano de saúde foi reduzida após o processo - explicou.

Clientes ainda receosos

De acordo a advogada Lídia Carla de Almeida, do Idecon, a maioria dos contratos com as empresas de plano de saúde preveem a correção dos valores das parcelas através do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado); porém, segundo ela, as empresas têm desconsiderado o índice, estabelecido pela ANS (Agência Nacional de Saúde) no momento do reajuste das mensalidades.

- O IGP-M foi estabelecido como a maior taxa possível para o reajuste dos planos de saúde. Porém, as concessionárias adotam outros índices e ignoram o que foi estipulado no contrato garantido em lei - explicou Lídia.

Para a advogada, existem diversas irregularidades na cobrança: ela destacou também que, comumente, os planos realizam dois reajustes por ano, além do aumento do valor da parcela calculado pela faixa etária.

- O correto seria que os valores fossem acrescidos na data do aniversário do plano. Devido às constantes reclamações, elaboramos uma planilha que permite a análise do contrato assinado pelo consumidor e os valores que deveriam ser cobrados. Se forem constatadas irregularidades, orientamos a pessoa a mover uma ação judicial acrescentou.

Segundo a advogada, as pessoas ficam ainda temerosas em procurar o auxilio de órgãos de defesa do consumidor para requerer o cumprimento de seus direitos.

- É necessário que a população busque informação sobre seus direitos. Os usuários de planos de saúde que recorreram à Justiça por terem contratos abusivos tiveram êxito em seus processos em menos de dois anos - afirmou.

A funcionária pública Maria Aparecida da Silva disse que, com o passar dos anos, tem aumentado a dificuldade para pagar o plano de saúde. Ela - que está com 57 anos - disse que desconhecia a proibição para o aumento calculado pela faixa etária depois dos 60 anos.

- Está difícil manter o plano de saúde particular. Outra questão é que o atendimento tem sido precário, demora-se muito para conseguir uma consulta, e às vezes as empresas tentam negar a realização determinados exames. O plano de saúde para minha mãe, que está com 80 anos, é tão caro que é preferível pagar a consulta particular do que ter a cobertura de um plano de saúde privado - desabafou Maria.

Segundo o presidente do Idecon, algumas pessoas têm procurado saber como ficará a parcela a ser cobrada antes mesmo de completarem 60 anos. Ele lembrou a necessidade de estar atento às clausulas do contrato antes de assiná-lo, e inclusive considerar que algumas leis foram promulgadas posteriormente à assinatura do acordo.

- Consumidores na faixa etária de 59 anos já estão procurando auxílio a fim de não terem surpresas desagradáveis. Sugiro que as pessoas procurem o instituto antes de firmar o acordo com alguma empresa a fim de evitar problemas futuros - finalizou.

Sexta-feira, 28.01.11

Agência Câmara

Profissionais de Direito e Saúde são os maiores grupos entre deputados

Por Juliano Pires / Edição Bruno Angrisano

Levantamento realizado pela Agência Câmara de Notícias aponta que 1/3 dos deputados eleitos trabalha nas áreas do Direito, Saúde ou Educação. De acordo com a pesquisa, ao todo 177 parlamentares são profissionais de uma das três áreas. O levantamento utilizou apenas a profissão definida pelo deputado como principal, já que muitos deles cadastraram de duas a cinco profissões.

Direito

Dos 513 deputados que tomam posse nesta terça-feira (1º), 78 têm formação em Direito. Eles se identificam como advogados (67), bacharéis em Direito (5) e procuradores (3), além de um defensor público, um juiz e um serventuário da Justiça.

Saúde

O segundo maior grupo na nova Câmara é formado por 50 profissionais da área de Saúde. Ao todo, 41 médicos, seis dentistas, uma enfermeira, um fisioterapeuta e um psicólogo vão ocupar a Câmara.

Educação

Outro grupo expressivo será composto pelos profissionais do campo da Educação. A partir de fevereiro serão 49 parlamentares com atuação na área: 46 professores (21 deles universitários) e três pedagogos.

Empresários

A quarta maior bancada por área de atuação profissional são os empresários. A Câmara contará com 45 deles, sendo que quatro se definem como “industriais”.

Campo

Agropecuaristas (18) e agrônomos (15) formam juntos uma bancada de profissionais do campo, a quinta maior com 33 representantes. Não se deve, no entanto, confundir esse grupo com a chamada “Bancada Ruralista”, que pode incluir deputados com outras profissões, mas que também têm interesse por temas rurais.

Administradores

Em seguida vêm a bancada dos administradores, com 30 deputados, e a dos engenheiros, com 29. No caso desta última, eles se subdividem em 16 engenheiros civis, seis eletricistas, três mecânicos, um engenheiro aeronáutico e ainda três deputados eleitos que declararam apenas ser “engenheiros”.

Um grupo expressivo de 29 parlamentares eleitos não informou sua área de atuação. Outros 26 são servidores públicos, 24 são economistas, 20 são comunicadores (sendo cinco jornalistas) e 15, comerciantes.

Entre os menores grupos, existem ainda dez trabalhadores da indústria (dos quais três são metalúrgicos), oito religiosos, sete bancários, seis veterinários e seis profissionais da área de segurança (cinco delegados de polícia e um militar).

Escolaridade

A maioria dos deputados (383) têm no mínimo o curso superior concluído; 14 deles não concluíram o ensino básico; 88 têm apenas o ensino médio. 16 deputados optaram por não informar sua profissão.

Saúde Business Web

"Gestão dos recursos vem antes do debate da CPMF"

Por Verena Souza

Prioridade do Ministro Padilha é melhorar a gestão dos recursos. Segundo ele, o Congresso Nacional é quem vota sobre novas taxas e CPMF

Durante café da manhã no hospital Sírio Libanês nesta sexta-feira (28), o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a prioridade de seu mandato refere-se à gestão dos sistema. Já a fonte de recursos concerne ao Congresso Nacional discutir.

"Novas contribuições para a saúde é um debate que o Congresso tem que fazer e não eu. O fundamental neste momento são as mudanças na gestão. Até porque não adianta novos recursos se não forem bem aplicados", afirmou.

Saúde Business Web

Reembolso ao SUS pela saúde privada é prioridade

Por Verena Souza

Ministro da Saúde defende maior diálogo entre saúde suplementar e pública, inclusive no que se refere ao ressarcimento ao SUS

Consolidação do SUS, pedidos prioritários da presidente Dilma Rousseff, integração da saúde pública e privada foram alguns dos assuntos comentados pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta sexta-feira (28), durante café da manhã com representantes do setor de todas as esferas no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

"Vamos retomar o diálogo entre a saúde suplementar e a privada para concretizarmos ações complementares entre elas, inclusive o que é garantido por lei como o ressarcimento que tem que ser feito ao Sistema Único de Saúde (SUS)", disse Padilha.

Saúde Business Web

ANS fará consulta sobre garantia de atendimento aos beneficiários

Principal objetivo da norma é estimular as operadoras a promover o credenciamento de prestadores nos municípios de sua cobertura

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia, no próximo dia 03 de fevereiro, uma consulta pública com o objetivo de receber, de toda a sociedade, sugestões e críticas relativas à proposta de norma sobre garantia de atendimento aos beneficiários de planos de saúde.

Entre os temas abordados na proposta de resolução normativa, estão:

- o cumprimento de prazos máximos para atendimento às demandas dos beneficiários, tais como a realização de consultas básicas, exames e internações;

- a obrigatoriedade de existência de prestadores de serviços de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios e médicos) em todos os municípios que integrem a área de abrangência do plano de saúde contratado;

Nos casos em que, excepcionalmente, não houver prestador de serviço de saúde credenciado em determinado município da área de abrangência do plano contratado, a operadora deverá:

- garantir o atendimento em prestador não credenciado no mesmo município; ou garantir o transporte do beneficiário até o prestador credenciado para o atendimento, assim como seu retorno à localidade de origem;

- ou reembolsar, integralmente, o custo pago pelo beneficiário pelo serviço ou procedimento realizado.

Segundo a Agência, o principal objetivo da norma é estimular as operadoras de planos de saúde a promover o credenciamento de prestadores de serviços nos municípios que fazem parte de sua área de cobertura. "Além disso, o normativo pretende oferecer equilíbrio na relação de consumo estabelecida no ato da compra do plano de saúde, ao garantir que o beneficiário terá acesso a tudo aquilo que ele contratou", afirmou a ANS em comunicado.

Os interessados em participar da Consulta Pública nº 37 poderão enviar contribuições no prazo de 30 dias, a partir do dia 03 de fevereiro.

JANEIRO / 2011

- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão

17 e 18 de fevereiro de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades, autoridades, solução de problemas e negociação.

Metodologia

Ametodologia alterna exposição dialogada, exemplificações voltadas para a realidade da administração pública com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição, conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem e debates, de forma a favorecer a troca de experiências e assimilação do conteúdo proposto. Também alterna a realização de módulos em sala de aula com períodos de aplicação junto às equipes naturais.

Instrutores

PETER M. DOSTLER

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br (Unidas/AssPreviSite)

- Curso de Educação Médica Continuada CREMERJ em Oncologia Pediátrica - Nova Iguaçu

A Diretoria do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro e sua Seccional Nova Iguaçu convidam para o Curso de Educação Médica Continuada CREMERJ em Oncologia Pediátrica no dia 19 de março de 2011, sábado, das 9h às 12h, no Centro de Estudos da Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima (Rua Bernardino de Melo, 1465 – 6º andar – Centro – Nova Iguaçu/RJ).

Consº Luís Fernando Soares Moraes

Presidente do CREMERJ

José Estevam da Silva Filho

Coordenador da Seccional Nova Iguaçu do CREMERJ

Coordenação:

Consº Nelson Nahon – Seccional Nova Iguaçu do CREMERJ

Consº Sidnei Ferreira – Responsável pela Câmara Técnica de Pediatria do CREMERJ

VAGAS LIMITADAS

Promoção: CREMERJ

Realização: SECCAT (Secretaria de Comissões e Câmaras Técnicas do CREMERJ)

e Seccional Municipal Nova Iguaçu do CREMERJ

Inscrições gratuitas e informações – Seccional Nova Iguaçu do CREMERJ

Tels.: 2667-4343 – novaiguacu@cremerj.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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