Leia
nesta edição:
- Lição
de casa
- Anvisa
suspende fabricação, venda e uso de produto
emagrecedor
- Reajuste entra em vigor hoje
- Fiocruz
quer fazer teste rápido
- Fiocruz
vai produzir droga usada para evitar rejeição
em transplante
- Governo
enviará torpedos sobre combate à dengue
- Mesmo com
excelência, governo falha em ações
básicas no combate ao câncer
- Doença do século
passado, tuberculose ganha nova droga
- Médicos dos planos vão
parar no dia 7
- Greve dos
médicos
recebe apoio da OAB
- Seus contratos
podem ser vistos à luz do dia?
- Telefone
190 poderá ser adotado para todos os tipos
de emergência
- Saúde de SP manda 1 milhão de torpedos sobre
combate à dengue
Quinta-feira, 31.03.11
Zero Hora
Lição
de casa
A profunda
emoção de ministros petistas durante
o velório de José Alencar se justifica. Consternado,
o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, beijou o ex-vice-presidente
na testa. Triste, o titular da Saúde, Alexandre Padilha,
chorou. Integrante do nanico PR, Alencar se manteve acima dos
partidos durante o período em que integrou o governo Lula.
Foi um conselheiro quando a missão era destrinchar a manhosa
política mineira, a fonte de credibilidade junto ao empresariado
em especial no início do primeiro mandato e a voz da consciência
ao lembrar que a política de juros altos não é a
melhor saída. Não que Alencar fosse ingênuo
a ponto de acreditar que a taxa Selic seria domada com um simples
canetaço. Por trás dos frequentes alertas, estava
a lição do empresário da área têxtil
que perseguiu a redução de custos até oferecer
ao mercado produtos a preços competitivos, mas de qualidade. É a
lógica do fazer mais com menos que, no governo de Dilma
Rousseff, tanto Palocci quanto Padilha precisam perseguir.
Folha
de São
Paulo
Anvisa
suspende fabricação,
venda e uso de produto emagrecedor
DA
AGÊNCIA
BRASIL
A Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
suspendeu a fabricação, importação,
distribuição, o comércio e uso do produto
dietrine em todas as suas denominações (Dietrine
Phaseolamin, Dietrine Fimbriata, entre outras).
Segundo a
agência, o produto é fabricado e importado
por empresas desconhecidas, que não têm registro
na agência.
O dietrine é um suplemento para perda de peso, que reduz
a digestão de calorias, provocando o emagrecimento. A
resolução publicada no "Diário Oficial
da União" vale a partir desta quinta-feira.
Zero Hora
Reajuste entra em vigor hoje
REMÉDIO MAIS CARO A partir de hoje, passa a valer o reajuste
de até 6,01% no preço dos medicamentos no país,
aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Os fabricantes poderão aplicar a correção
para cerca de 24 mil medicamentos, incluindo antibióticos
e anti-inflamatórios. Não entram no reajuste remédios
fitoterápicos, homeopáticos e alguns de venda livre.
Para o Sindicato
do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos
do Estado, o alto número de ofertas e descontos nas lojas
do Estado indica que não há razão para o
aumento.
O Globo
Fiocruz
quer fazer teste rápido
Exame
que identifica doença no 1º dia começa
a ser usado no Rio
Por Maria Elisa Alves
Quando a
dor de cabeça fica insuportável e a dor
no corpo impede qualquer movimento, a dúvida começa:
doentes e médicos ficam sem saber se o caso é um
exemplo da temida dengue ou apenas uma virose sem gravidade.
Normalmente, é preciso esperar até o quinto dia
dos sintomas para que um teste detecte se o paciente foi infectado
pelo Aedes aegypti. A demora no diagnóstico preciso, porém,
pode estar com os dias contados. A Fiocruz está tentando
importar tecnologia da Coreia do Sul para passar a fabricar no
Rio os kits do "duo teste", capaz de identificar a
dengue nas primeiras horas e, ao mesmo tempo, determinar se o
paciente já teve a doença anteriormente.
O assunto é tratado com sigilo na instituição,
mas um dos seus funcionários confirmou que os testes feitos
com o kit foram bem-sucedidos e que é preciso apenas o
aval do Ministério da Saúde, para que ocorra a
negociação para a transferência de tecnologia
e a posterior produção. Pelos cálculos da
Fiocruz, cada exame, que precisa apenas de umas gotas de sangue
e alguns minutos para ficar pronto, custaria cerca de US$6 (R$9,9).
Pesquisadores foram à Coreia do Sul no ano passado para
conhecer o método e voltaram encantados.
- O teste
tem uma boa eficácia, faria toda a diferença. É para
uso ambulatorial, indiscriminado - diz um dos funcionários
da Fiocruz.
Oficialmente,
a BioManguinhos, o órgão da Fiocruz
que produz kits, confirma que houve a viagem e há interesse
na produção do teste. No entanto, diz que toda
a negociação fica a cargo do Ministério
da Saúde, que, por sua vez, informou apenas que o órgão
tem interesse em que sejam ofertados pelo mercado produtos de
qualidade e com baixo custo. Segundo a assessoria de imprensa
do ministério, caso o processo de fabricação
pela Fiocruz atenda a esses atributos, obviamente passa a ser
interessante.
Enquanto
a produção nacional não decola,
um exame semelhante, capaz de detectar o antígeno NS1,
que identifica a dengue, tem sido usado com parcimônia
no Rio, tanto na rede estadual quanto na particular. O estado,
por exemplo, comprou 20.500 unidades e pagou, no pregão
eletrônico, R$41 cada uma. Segundo Alexandre Chieppe, mais
da metade dos kits, distribuídos aos municípios,
já foi usada.
- Eles são recomendados em casos graves, de grande dúvida
diagnóstica. Se forem usados de forma indiscriminada,
podem dar um falso-negativo. E aí como se faz? Não
se trata o paciente como se ele tivesse dengue porque o teste
deu negativo? Qualquer paciente com dor no corpo e febre tem
que ser tratado como se estivesse com essa doença - diz
Chieppe. - Se o médico não suspeitar de dengue,
será que vai aplicar o teste?
Na rede particular,
o laboratório Richet foi um dos primeiros
a importar os kits. O exame que detecta a dengue nas primeiras
horas após a picada do mosquito custa cerca de cem reais.
- Já realizamos cerca de 500 exames este ano. Ele é muito útil,
particularmente em crianças que não sabem relatar
o que sentem - diz Hélio Magarinos, diretor do laboratório.
Na rede D'Or,
o exame está disponível desde a
semana passada, mas há critérios para a utilização:
ele é usado em gestantes e idosos, pacientes com sintomas
de agravamento da doença, crianças com alguma doença
crônica (como asma) e doentes imunodeprimidos (com Aids
e câncer, entre outras enfermidades).
Folha
de São
Paulo
Fiocruz
vai produzir droga usada para evitar rejeição
em transplante
DO RIO -
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e o
laboratório suíço Roche anunciaram ontem
acordo para produzir na Farmanguinhos o medicamento Cellcept
(micofenolato de mofetila), usado contra a rejeição
de órgãos transplantados e doenças autoimunes.
O laboratório brasileiro deve dominar toda a produção
do fármaco em cinco anos, ampliando e barateando a oferta
no medicamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Os termos
do contrato para a transferência de tecnologia
ainda não foram fechados.
Esse é o terceiro acordo do tipo feito pela Fiocruz,
que já firmou parcerias com a brasileira Libbs e a indiana
Lupin.
Segundo a
fundação, em 2010 o país gastou
R$ 15 milhões na compra do medicamento. A intenção é diminuir
o preço do comprimido, mas o gasto total deve aumentar
com o crescimento da produção.
O medicamento,
produzido também por outros laboratórios, é indicado
contra a rejeição de órgãos transplantados,
principalmente rins, e para o tratamento de doenças autoimunes,
disse o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha.
Ele afirmou
que o remédio pode vir a ter outras aplicações.
Em 2012, devem ser produzidos 20 milhões de comprimidos
em Farmanguinhos.
"Em vários desses imunossupressores se percebem
novos usos que não haviam sido originalmente pensados.
Daí a relevância de oferecer de forma mais ampla
esse medicamento", disse Gadelha.
A parceria
também prevê intercâmbio para
o desenvolvimento de novos tratamentos e produção
de drogas contra o câncer. (ITALO NOGUEIRA)
Jornal do Commercio
Governo
enviará torpedos sobre combate à dengue
DA
REDAÇÃO
A Secretaria
de Saúde de São Paulo enviará um
milhão de torpedos para alertar a população
sobre o combate à dengue. As mensagens serão enviadas
para todo o estado, com foco nas regiões de Ribeirão
Preto, Rio Preto e Baixada Santista, áreas com histórico
de forte transmissão da doença. A ação é fruto
de parceria da pasta com a operadora de telefonia celular Vivo.
O objetivo
do envio dos torpedos é alertar a população
sobre medidas a serem adotadas para evitar a proliferação
do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Segundo a secretaria,
o número de casos de dengue no primeiro bimestre deste
ano foi 92,6% inferior ao registrado em igual período
de 2010.
Os 645 municípios paulistas informaram até o final
de fevereiro 3.390 casos autóctones (com transmissão
dentro do Estado). No primeiro bimestre do ano passado foram
46.050 casos. Este ano, Ribeirão Preto concentra 49,9%
dos casos confirmados. Em seguida aparecem Bauru (7,1%), Araraquara
(3,4%) e Santa Fé do Sul (2,8%).
CAMPINAS.
A Secretaria de Saúde de Campinas realizou
ontem um bloqueio químico contra a dengue na região
norte do município. A expectativa era de visitar 350 endereços
no Parque Shalon 1. O bairro é uma das áreas da
região em que há confirmação de transmissão
da doença, com quatro casos confirmados e notificações
de suspeitas. A ação será repetida no sábado.
O bloqueio
químico é a aplicação
localizada de inseticida para eliminar o mosquito Aedes aegypti,
transmissor da doença. Entre terçafeira, anteontem
e ontem deveriam ser visitados outros 850 endereços na
região noroeste.
Até a última terça-feira, a secretaria
registrou 429 pessoas com dengue em Campinas, sendo quatro com
complicações e três da forma hemorrágica.
Não houve mortes. No boletim divulgado em 25 de março,
havia 304 casos. (Com agências)
Correio Braziliense
Mesmo
com excelência, governo falha em ações
básicas no combate ao câncer
A luta de
José Alencar contra o câncer foi marcada
pela forma aberta com que o ex-vice-presidente falou sobre a
doença durante seu tratamento. Ao longo de 13 anos de
internações, cirurgias e viagens em busca da cura,
Alencar se dizia privilegiado por ter acesso aos melhores profissionais
e medicamentos novos - alguns ainda experimentais - e não
se esquivava, inclusive, de criticar o sistema público
do país, dizendo-se culpado por não poder oferecer
aos brasileiros o que tinha. "Sei que todos deveriam ter
esse tratamento. Se tivessem, as expectativas de vida seriam
outras", disse, em fevereiro de 2009, ao receber alta após
uma operação de 17 horas para a retirada de tumores
na região superior do abdômen.
Profissionais
que trabalham com o câncer e associações
de apoio a pacientes e familiares compartilham da visão
de Alencar. "É necessário haver uma estrutura
adequada. Há ilhas de excelência, mas a realidade
no país é muito difícil", afirma Rafael
Kaliks, diretor médico do Instituto Oncoguia, associação
de apoio a pacientes com câncer. Faltam acertos também
nos procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde
(SUS) e na autorização para fornecer remédios,
segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia
Clínica (Sboc), Anderson Silvestrini. "Alguns tratamentos
que ainda não eram oferecidos passaram a ser incorporados
no ano passado, mas as drogas chamadas inteligentes ainda estão
em uma lacuna."
Kaliks afirma
que pacientes de convênios conseguem ter
acesso aos novos medicamentos, diferentemente daqueles amparados
pelo SUS. Segundo ele, a aprovação da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é baseada
na segurança e na eficácia dos remédios,
mas não garante a incorporação dos produtos
nas tabelas de Autorização de Procedimento de Alta
Complexidade (Apac) do Ministério da Saúde, que
lista os remédios custeados pelo governo. "Faltam
velocidade e vontade política", critica.
Pouco acesso
Em meio aos
problemas, o Brasil tem conseguido avanços
em relação ao diagnóstico e ao tratamento
de câncer. No entanto, crescer em números não é suficiente
para conseguir reduzir as estatísticas ruins, segundo
o diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca),
Luiz Antonio Santini. "O país realiza 4 milhões
de mamografias por ano. Mas a qualidade da mamografia e o acesso
das mulheres aos outros exames de diagnóstico deixam a
desejar", diz. Segundo ele, é preciso fazer um trabalho
articulado para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população. "Não é só uma
questão de equipamento. A radioterapia, por exemplo, exige
médicos especializados, físicos para cuidar de
cada máquina. Fazer novos centros não vai resolver
o problema, temos que trabalhar a questão em universidades
para formar físicos", exemplifica Santini.
Presidente
da Associação Brasileira de Assistência às
Famílias de Crianças Portadoras de Câncer
(Abrace), Ilda Peliz aponta também um problema logístico.
Conseguir diagnosticar e tratar o câncer a tempo no interior
do país exige paciência e sacrifício. "Alguns
exames só são autorizados diante do diagnóstico,
mas as pessoas não conseguem tê-lo. Às vezes,
a criança chega a Brasília e já não
tem mais o que fazer porque demorou demais", afirma.
Segundo ela,
não há critério predefinido
para escolher o estado onde os pacientes serão tratados. "Há crianças
do Acre, por exemplo, que podem fazer tratamento em Brasília,
mas são encaminhadas para Curitiba. Elas acabam enviadas
para locais muito longe de casa e demoram para conseguir voltar,
o que prejudica o tratamento devido à distância
da família", critica.
Mais dinheiro
O Ministério da Saúde lançou, em agosto último,
um pacote de medidas para incluir tratamentos de câncer,
fígado, mama, leucemia aguda e linfoma no Sistema Único
de Saúde (SUS), e ampliar o valor pago por 66 procedimentos
que já eram realizados. Foram investidos R$ 412 milhões,
o equivalente a 25% de aumento no orçamento anual do órgão
para o tratamento da doença.
Correio Braziliense
Doença do século
passado, tuberculose ganha nova droga
Brasil reduz
apenas 4% número de casos novos e ainda
patina em 75% de cura de um mal que mata cerca de 2 milhões
de pessoas no mundo a cada ano. Farmanguinhos desenvolve medicamento
destinado a reduzir abandono do tratamento
Por Carlos Tavares
Já se passaram dois séculos desde a crença
de que ser romântico e intelectual significava ser magro
e exibir olheiras; de que ser poeta, boêmio, inteligente
e sensível era quase sinônimo de ser doente. Ninguém
melhor do que o brasileiro Casimiro de Abreu, representante da
segunda geração dos românticos, para encarnar
o mito do poeta tísico. “Eu desejo uma doença
grave, longa mesmo, pois já me cansa essa monotonia da
boa saúde. (…) Queria ir definhando, liricamente,
e depois expirar no meio de perfumes (…)”, escreveu
ele a um amigo, em outubro de 1858, como se estivesse prevendo
que dois anos após a carta morreria, tuberculoso. Tinha
apenas 21 anos, o autor de Primaveras e dos célebres versos: “Oh!
que saudades que tenho/Da aurora da minha vida,/Da minha infância
querida/Que os anos não trazem mais! (…)”,
do poema “Meus oito anos”.
Se durante
o século 19 era chique ou moda morrer de tuberculose
(TB) e a doença era fonte de inspiração
para romancistas e dramaturgos, a realidade no mundo atual é outra.
A doença ainda mata cerca de 2 milhões de pessoas
por ano no planeta — ou 4,7 mil por dia — e provoca
no Brasil uma de suas piores dores de cabeça em termos
de saúde pública.
Com a chegada
do século 20, a trágica moda cedeu
espaço ao medo e à preocupação das
autoridades de saúde pública no mundo inteiro.
Ao mesmo tempo, a doença passou a ser alvo de preconceito
e motivo de confinamento em massa de pacientes. Pesquisa de 2010
da Fundação Global TB mostra que 57% das 3.639
pessoas ouvidas indicaram internação para os doentes
de TB; 34% mandaram separar roupas e talheres; 30% disseram que
evitam tocar e falar com pacientes; e apenas 27% admitiram que
nada mudou no contato com as pessoas afetadas.
Coquetel eficiente
Uma das estratégias de ação do governo
brasileiro para minimizar os impactos negativos da TB com a redução
de taxas de contaminação e elevação
dos índices de adesão ao tratamento vem de Farmanguinhos,
do Complexo Fiocruz, no Rio de Janeiro. Começa a ser distribuído
em agosto deste ano um novo kit de medicação, o
quatro em um. Com esse novo esquema, o paciente ingere apenas
de dois a quatro comprimidos por dia, em vez dos nove que era
(e ainda é) obrigado a tomar.
A novidade
no kit, que está sendo negociado como transferência
de tecnologia entre Farmanguinhos e o laboratório indiano
Lupin, é a introdução do ebutambol, uma
droga que evita a resistência dos pacientes à rifampicina
e à isoniazida — dois antibióticos usados
no combate à TB, que se aliam à pirazinamida para
deter a multiplicação dos bacilos de Koch e neutralizar
a possibilidade de recaída. “A ideia é melhorar
o arsenal tecnológico do Brasil e ampliar as formas de
combate à doença”, explica Hayne Felipe,
diretor de Farmanguinhos, referindo-se ao contrato de cinco anos
assinado no começo da semana. “Ao fim desse acordo,
passaremos a produzir o medicamento nos nossos laboratórios”,
acrescenta.
Felipe também admite ser ainda elevada a taxa de incidência
da doença. “Para o padrão médio de
países que lutam contra esse mal, o Brasil ainda tem uma
taxa de mortalidade preocupante”, reconhece. Segundo Felipe,
a nova formulação do medicamento favorece a adesão
ao tratamento e reduz a taxa de abandono no Brasil, que ainda é considerada
alta — cerca de 9% ao ano. “Queremos baixar para
4% ou 5% nos próximos cinco anos”, observa.
O combate
Ricardo Martins,
pneumologista do Hospital Universitário
de Brasília (HUB) e do Hospital Anchieta, afirma que o
preconceito afasta as pessoas do tratamento, porque elas se sentem
discriminadas — muitas vezes, na própria casa. Segundo
ele, é preciso fazer um trabalho de conscientização
para aumentar os níveis de adesão ao tratamento
e acabar com a discriminação. “Há avanços
no combate à doença, nos últimos 20 anos,
mas, se você observar direito, a tuberculose é um
desafio maior do que a dengue, por ser uma doença de fácil
transmissão e ainda cheia de preconceitos”, avalia
Martins.
No Dia Mundial
de Combate à Tuberculose, lembrado no último
dia 24 nos seis continentes, sobretudo na Ásia e na África,
como uma mancha indesejável de temor e descaso entre as
populações pobres, o Brasil comemorou a redução
da taxa anual de novos casos, de 73 mil para 70 mil, entre 2008
e 2010 — embora a queda tenha sido de apenas 4%. Ao mesmo
tempo, o país passou a data lamentando ter perdido a chance
de elevar a 95% a taxa de cura da enfermidade — como preconiza
a Organização Mundial de Saúde — e
ter estacionado em 75%.
“A situação da tuberculose no Brasil não é mais
grave do que em países africanos, por exemplo, mas reflete
em boa parte o que ocorre no mundo, em termos de investimentos
irrisórios em drogas novas”, critica Ricardo Martins.
Moçambique, dos países africanos, é o que
tem a mais alta taxa de mortalidade: 127 por 100 mil habitantes.
A OMS estabelece como aceitável 20 óbitos por 100
mil. No Brasil, esse número é de 2,5 por 100 mil
habitantes.
Segundo o
médico do HUB, o Brasil, no entanto, tem uma
reconhecida tradição no combate à TB, desde
Oswaldo Cruz. “Houve uma ruptura nesse processo durante
o governo Collor (Fernando Collor de Mello presidiu o pais de
1990 a 1992), mas, depois, as campanhas foram retomadas”,
acrescenta Martins, para quem a situação ainda é “muito
grave”. Uma das vantagens atuais no sistema brasileiro
de combate à doença, apontada pelo médico, é que
as autoridades sanitárias reativaram as campanhas e mobilizaram
as equipes de programas como o Saúde da Família.
Mortos famosos
Marguerite
Goutier, a personagem do romance A dama das camélias,
de Alexandre Dumas Filho, imortalizada no cinema com Greta Garbo
no papel da prostituta melancólica que contrai tuberculose, é um
dos melhores exemplos da simbologia trágica e romântica
que ornava a doença do século 19. Na robusta galeria
de nomes que sucumbiram ao “mal do século”,
aparecem Anton Tchecov, Castro Alves, George Orwell, Manuel Bandeira,
Vivien Leigh, José de Alencar e D. Pedro I, entre outros.
No rol da ficção, a Mimi, de La Bohéme,
Hans Castorp, de A montanha mágica e o lendário
Doc Holliday, um dos personagens mais marcantes do Oeste Americano
e modelo do que não deve ser um paciente de tuberculose.
Principais sintomas
A tuberculose
pulmonar é a manifestação
mais comum da doença. A transmissão é feita
pelo ar, por meio da tosse, de espirros ou mesmo quando se fala.
Estima-se que uma pessoa infectada, se não tratada, pode
contaminar outras 15 em um ano. De acordo com as estatísticas,
dessas 15, apenas uma ou duas desenvolverão sintomas.
Somente os casos sintomáticos são capazes de transmitir
a doença. O quadro típico de tuberculose pulmonar é de
febre com suores e calafrios noturnos, dor no peito, tosse com
expectoração, por vezes com sangue, perda de apetite,
prostração e emagrecimento súbito.
Pai da microbiologia
O médico alemão Heinrich Hermann Robert Koch (1843-1910),
um dos fundadores da microbiologia, é um dos principais
responsáveis pela atual compreensão da epidemiologia
das doenças transmissíveis. As principais contribuições
de Koch para a ciência médica incluem a descoberta
e descrição do agente do carbúnculo e do
seu ciclo, a etiologia da infecção traumática,
os métodos de fixação e coloração
de bactérias para estudo no microscópio e a descoberta,
em 1882, do bacilo da tuberculose — o bacilo de Koch. Em
1883, descobriu o vibrião colérico. Foi contemplado
com o Prêmio Nobel de Medicina de 1905.
O Dia Online
Médicos dos planos vão
parar no dia 7
Médicos credenciados aos planos de saúde em todo
o País farão boicote de 24 horas no próximo
dia 7, quando não atenderão a pacientes nem realizarão
cirurgias eletivas. Com a suspensão do atendimento, a
categoria — cerca de 160 mil no Brasil — reivindica
reajuste dos honorários e contratos com previsão
de aumentos periódicos nas tabelas. Segundo a Associação
Médica Brasileira, as entidades de saúde pagam,
em média, R$ 40 por consulta.
A Proteste,
associação de Direito do Consumidor,
afirma que os clientes não podem ser prejudicados, e que
os procedimentos de emergência devem ser contínuos.
A organização considera o boicote legítimo,
mas diz que a classe deve alertar antecipa-damente aos usuários
sobre a suspensão do atendimento.
"Essa não é uma situação nova.
Seria importante que todas as partes de saúde suplementar
fizessem uma reunião e chegassem a uma solução
sobre os honorários. O importante é que o cliente
não seja prejudicado. Ele deve ser informado com antecedência
sobre a paralisação", alerta a coordenadora
institucional da Proteste, Maria Inês Dolci.
CFM
/ Saúde
Business Web
Greve
dos médicos
recebe apoio da OAB
Para a Ordem,
a medida é importante para que os órgãos
responsáveis repensem sobre o modelo atual dos programas
de assistência à saúde
A Ordem dos
Advogados do Brasil - Seção de São
Paulo (OAB/SP) está divulgando à classe médica
e à população carta de apoio ao movimento
do dia 7 de abril, quando será suspenso o atendimento
eletivo aos planos de saúde, sendo mantidas as urgências
e emergências.
No texto,
que você confere abaixo, a instituição
diz considerar válido o alerta e cobra providências
dos órgãos responsáveis.
À População / Médicos
"A Greve
Branca de 07/04/2011"
Em reunião realizada no dia 17/03/2011, a Comissão
de Estudos sobre Planos de Saúde e Assistência Médica
tomou conhecimento da greve que irá ocorrer no dia 07/04/2011,
quando os médicos irão paralisar por 24hs o atendimento
aos pacientes que dependem de planos de saúde (exceto
atendimentos emergenciais), protestando por melhores pagamentos
em relação aos planos de saúde.
Vimos com
muita preocupação a situação
assistencial da saúde no Brasil.
Acreditamos
que o movimento da classe médica é válido,
pois os prestadores de serviço buscam melhorias junto às
empresas de Assistência Médica.
A população
deve absorver este primeiro momento apenas como um alerta e
aguardando por resultados positivos,
para que isto reflita futuramente no social e na economia individual.
A conseqüência deste movimento é que os órgãos
responsáveis juntamente com o Poder Público repensem
sobre o modelo atual dos programas de assistência a saúde,
para que possamos obter um respeito maior a cidadania.
Paulo Oliver
Presidente
da Comissão de Estudos sobre Planos de Saúde
e Assistência Médica
Saúde
Business Web
Seus
contratos podem ser vistos à luz do dia?
Por Verônica
Cordeiro da Rocha Mesquita
As relações jurídicas no mundo moderno
estão cada vez mais complexas e diversificadas. Com os
médicos e seus tomadores de serviços não
poderia ser diferente. E, como em todas as relações
humanas, esta deve ser regida pela boa-fé, mas nem sempre
este princípio contratual está presente nas do
médico com o tomador de serviços, em que se espera
(espera-se muito) seja a legislação cumprida.
Esse “espera-se muito” não é sem razão.
O judiciário está cheio de casos de médicos
e tomadores de serviços com a melhor das intenções,
mas, que, muitas vezes, não podem mostrar suas relações
jurídicas assim, à luz do dia.
Antes de
tudo, vamos deixar claro alguns tipos de contratação
e suas principais características.
Podemos começar pela tradicional relação
celetista, ou seja, a relação de emprego, disciplinada
na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que
comporta o médico como empregado e o tomador dos serviços
como empregador.
Para tanto, é necessária a presença concomitante
dos requisitos: pessoalidade (pessoa física), prestação
de serviços não eventual, dependência (subordinação)
e salário. Além das obrigações impostas
na CLT ao empregador, há também legislação
esparsa e convenção coletiva da categoria que consagram
outros direitos ao empregado, por exemplo, depósito mensal
do FGTS numa conta vinculada junto à Caixa Econômica
Federal, data-base do aumento salarial e respectivo percentual.
A pessoalidade
significa que o serviço só pode
ser prestado pelo médico “x” contratado pelo
empregador, ou seja, aquele não pode se fazer substituir
por outro médico, ainda que da mesma especialidade. A
prestação dos serviços tem que ser contínua,
constante, ininterrupta, portanto, não eventual.
Já a dependência prevista na lei não é a
profissional, vale dizer, não há e nem poderá haver
interferência na autonomia do médico, mas sim a
dependência e subordinação vinculadas ao ”modus
operandi” da prestação de serviços,
por exemplo, o médico tem que cumprir os horários
e escalas determinados pelo empregador e registrar horários
de entrada, saída e refeições. Não
há liberdade para o médico estabelecer os seus
horários de forma variável de acordo com a sua
agenda e outros compromissos particulares e profissionais.
O salário é a contraprestação pecuniária
paga pelo empregador ao médico empregado.
É muito comum haver a prestação de serviços
médicos por intermédio de pessoa jurídica,
ou seja, a empresa cujos sócios são médicos é contratada
pela instituição/empresa ou plano de saúde.
Este é um contrato regido pela legislação
civil.
Aqui cabe
uma divisão no que tange às particularidades
do contrato, vez que a contratação da pessoa jurídica
de médicos por planos de saúde, ou deles diretamente
como pessoa física, tem normatização específica,
sem prejuízo do Código Civil: Resolução
Normativa 71/2004 - ANS.
Aliás, não podemos deixar de citar o movimento
que as respeitáveis entidades da classe médica
estão fazendo: AMB, CFM e FENAM, com vistas à paralisação
no próximo dia 7 de abril para, dentre outras diretrizes,
exigirem a regularização dos contratos entre operadoras
e médicos, nos moldes da Resolução acima
mencionada.
Há outra forma de prestação de serviços
que se dá por intermédio de cooperativa, que é uma
sociedade de pessoas, com forma e natureza jurídica próprias
e legislação específica: lei 5.764/71, na
qual não se tem as amarras de uma relação
de emprego e onde há a busca, pelos cooperados, de um
objetivo comum, mas com independência na execução
dos serviços.
Por fim,
há o trabalhador autônomo, que presta
serviços eventuais, assumindo integralmente os riscos,
tendo total discricionariedade e organização na
sua prestação de serviços.
Fraude X
Boa-fé
Dadas as
diferenciações,
vamos aos problemas.
É importante frisar que, não obstante existir
contrato regido pela legislação civil, nos casos
em que há intermédio da pessoa jurídica
de médicos, se a realidade fática levar à caracterização
da relação de emprego, conforme os requisitos acima
expostos poderá haver pelo Poder Judiciário, nos
termos do art. 9º da CLT, a declaração de
nulidade de tal instrumento contratual, vez que ele poderá ter
existido apenas para fraudar direitos trabalhistas do médico,
e o reconhecimento deste como empregado do tomador de serviços,
tudo em respeito ao princípio da primazia da realidade.
Noutra linha
de raciocínio, também não é medida
de justiça e muito menos de ética, tenha o profissional
médico se beneficiado da relação jurídica
civil pelo tempo que lhe foi conveniente, na qual ele teve liberdade
de estabelecimento de horários, de elaboração
de escalas, de substituição por outro colega, sem
subordinação jurídica e, de repente, entenda
que a sua relação jurídica era empregatícia.
Deparamo-nos
rotineiramente com as duas situações
na Justiça do Trabalho. Numa verifica-se a fraude geralmente
de fácil identificação, noutra, a total
falta de boa-fé - para se usar um eufemismo.
Em qualquer
forma de prestação de serviços,
necessário, para segurança das partes, que haja
o instrumento contratual (contrato escrito) que reflita a realidade
pretendida e vivida por elas na consecução do seu
objeto, bem como que as partes norteiem esta relação
sempre com boa-fé, esta, agora, em seu significado literal.
Agência Câmara de Notícias
Telefone
190 poderá ser adotado para todos os tipos de
emergência
Mendes Thame
usa como exemplo o número 911 dos EUA.O
Projeto de Lei 175/11, em tramitação na Câmara,
determina que o número 190 será utilizado em todo
o País para todos os tipos de emergência (polícia,
bombeiros, atendimento médico, defesa civil, disque-denúncia
e outros).
Mendes Thame
argumenta que a medida vai possibilitar o atendimento mais
eficaz à população. “Hoje, o
usuário é obrigado a decorar uma variedade de números:
190 para Polícia Militar, 192 para atendimento médico
de emergência, 193 para bombeiros, 199 para defesa civil,
147 para polícia civil, 181 para disque-denúncia
e assim por diante”, disse ele, acrescentando que, nos
Estados Unidos, o número 911 cumpre essa função.
O projeto
também prevê pena de detenção
de dois a quatro anos, acrescida da metade se houver dano a terceiro,
além de multa, para quem utilizar o serviço de
forma abusiva, com a intenção de prejudicar ou
impedir sua operação – passar trote, por
exemplo.
De acordo
com a proposta, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP),
as despesas
do serviço serão pagas
pelas operadoras de serviços de telefonia – fixa
e móvel. O parlamentar reconhece que os custos do serviço
serão elevados. No entanto, ele afirma que esse setor
tem um faturamento de aproximadamente R$ 160 bilhões por
ano.
A proposta
que altera a Lei Geral de Telecomunicações
(9.472/97), acrescentado um item (o direito ao número único)
na lista de direitos do usuário de serviços de
telecomunicações.
Tramitação
O projeto
tramita em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação
e Informática; de Segurança Pública e Combate
ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-175/2011
Quarta-feira, 30.03.11
O
Estado de São
Paulo
Saúde de SP manda 1 milhão de torpedos sobre combate à dengue
O objetivo
do envio é alertar a população
sobre medidas a serem adotadas para evitar a proliferação
do mosquito
Por Solange Spigliatti
SÃO PAULO - A Secretaria de Saúde de São
Paulo vai enviar a partir desta quarta-feira, 30, um milhão
de torpedos para alertar a população sobre o combate à dengue.
Além da capital, também terão como foco
as regiões de Ribeirão Preto, Rio Preto, no interior
do Estado, e a Baixada Santista, áreas do estado com histórico
de forte transmissão da doença.
O objetivo
do envio dos torpedos é alertar a população
sobre medidas a serem adotadas para evitar a proliferação
do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, especialmente
neste momento em que o calor ainda persiste no Estado e as chuvas
são menos frequentes e de menor intensidade.
Balanço. Segundo a Secretaria, o número de casos
de dengue no primeiro bimestre deste ano foi 92,6% inferior ao
registrado no mesmo período de 2010. Os 645 municípios
paulistas informaram até o final de fevereiro, por intermédio
do Sinan (Sistema de Informações de Agravos de
Notificação), 3.390 casos autóctones (com
transmissão dentro do estado) da doença em janeiro.
No primeiro bimestre do ano passado houve 46.050.
Segundo os
dados informados ao Sinan, a cidade de Ribeirão
Preto concentra 49,9% dos casos confirmados em janeiro e fevereiro,
seguida por Bauru, com 7,1%, Araraquara, com 3,4%, e Santa Fé do
Sul, com 2,8%.
AGENDA
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Custos na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões
A Sustentabilidade
da Autogestão
11 e 12 de abril
Hotel Naoum
Plaza Brasília
SHS - Setor
Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília
DF
O evento,
com repercussão nacional, é um importante
ambiente de debate da área de assistência à saúde
suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos
eventos que promove como forma de estimular a reflexão
de todos os agentes da área da saúde. Com um público
estimado em 200 participantes o "2º Seminário
dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde
- A Sustentabilidade da Autogestão" terá o
objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições
filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para
o segmento de autogestão em saúde.
Informações
Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)
- Home Care: Problema ou solução?
04 e 05 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Capacitar os profissionais da Área de Saúde,
através de reflexões e aprimoramento dos aspectos
pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar,
visando atender as demandas do mercado.
Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli
Informações:
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Encontro ANS - edição
Norte e Centro-Oeste
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá,
nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição
Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores
da saúde suplementar para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado.
Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos
da Agência, além de representantes de operadoras
de planos de saúde, órgãos de defesa do
consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde
e centrais sindicais.
O evento
será realizado em Brasília, no Centro
de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para
convidados e instituições inscritas.
As inscrições estão abertas e devem ser
realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço,
exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por
representantes de operadoras de planos de saúde com registro
de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
Poderão participar até dois
representantes de cada operadora por dia de evento.
Confira a
programação
do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf
-
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.