Leia
nesta edição:
- Líderes marcam para 28 de setembro votação
do projeto da Emenda 29
- Comissão sobre empresa de hospitais universitários
vota parecer
- Base enfrenta
o Planalto e mantém votação
da Emenda 29
- Emenda
29: Legalizar a jogatina para financiar a Saúde
- Financiamento
da saúde opõe PT a PMDB
- Governo
já discute
volta do imposto do cheque
- Dilma cobra
recursos para saúde e rejeita "presente
de grego"
- Lei da
saúde e da doença
no gasto
- Planos
serão
cobrados por atendimento do SUS
- Vigilância Sanitária discute hoje proibição
dos inibidores de apetite
- Enfim, a cruzada contra o crack
- É preciso ir além
da promessa
- Reforço
no tratamento
- Drogarias
São Paulo e Pacheco anunciam fusão
e preparam IPO
- Planos
de saúde vão
cobrir 60 novos procedimentos
- Ressarcimento por atendimento ambulatorial de alto custo
- Autorização de exame fica mais difícil
- ONA lança selo de qualificação para prestadores
de serviços
- Líder do governo diz que é necessário
outro texto para regulamentar a Emenda 29
- Canal Minas
Saúde prepara tutores para curso à distância
- Reunião trata de Projeto de Cooperação
entre Brasil e Argentina
- Relator
critica veto a desconto para plano de saúde
de domésticas
Quarta-feira, 31.08.11
Agência Câmara de Notícias
Líderes marcam para 28 de setembro votação
do projeto da Emenda 29
Por Carolina
Pompeu e Carol Siqueira / Edição:
Marcos Rossi
Os líderes partidários entraram em acordo nesta
terça-feira para votar a regulamentação
da Emenda 29 (PLP 306/08) no próximo dia 28 de setembro.
Além disso, eles definiram a pauta de votações
da semana, que teve hoje a conclusão da análise
da Medida Provisória 533/11, que autoriza a União
a repassar recursos aos municípios e ao Distrito Federal
para a manutenção de novos estabelecimentos públicos
de educação infantil, cujas matrículas ainda
não foram computadas no Censo Escolar.
Nesta quarta-feira
(31), em sessão extraordinária
marcada pelo presidente da Câmara, Marco Maia, para as
13 horas, estão pautados o Projeto de Lei 1209/11, do
Executivo, que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico
e Emprego (Pronatec), e as propostas que aumentam o limite de
enquadramento das empresas no Supersimples (PLPs 591/10 e 87/11).
Para o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães
Neto (BA), a votação da regulamentação
da Emenda 29 será simples e rápida. “O governo é contrário à regulamentação,
mas muitos partidos da base estão comprometidos com a
matéria e devemos fazer maioria”, destacou.
ACM Neto
voltou a afirmar que a oposição será contrária à criação
de qualquer novo imposto, inclusive a Contribuição
Social da Saúde (CSS). “Há recursos de sobra
no Orçamento da União e não será preciso
criar novos tributos. Basta o governo economizar e evitar o desperdício
em áreas como o trem-bala e os cargos em comissão”,
disse. O texto principal do PLP 306/08 foi aprovado em junho
de 2008, mas falta a votação de um destaque do
DEM que inviabiliza a cobrança da CSS, criada no substitutivo
do deputado Pepe Vargas (PT-RS), que seria cobrada nos moldes
da extinta CPMF, mas com alíquota menor que o imposto
derrotado.
O líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), também
ressaltou que a oposição será contra a criação
de qualquer imposto para o financiamento da Saúde. “Vamos
votar a regulamentação tendo a certeza de que o
governo teve arrecadação suficiente para destinar à Saúde,
sem a necessidade da criação de um tributo”,
ressaltou.
Fonte de financiamento
O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza
(PT-SP), defende um novo texto para a proposta de regulamentação
da Emenda 29. “Esse texto é insuficiente”,
disse. Segundo ele, o governo quer uma redação
que determine uma fonte específica de financiamento. Vaccarezza
afirmou que o governo não vai discutir isoladamente a
criação de um novo imposto e que há várias
sugestões de deputados para financiar a Saúde,
como a legalização dos bingos com a conversão
da arrecadação do setor para a Saúde e o
aumento da alíquota do seguro obrigatório dos carros
mais caros.
Segundo ele,
nem mesmo a CSS do texto aprovado na Câmara
seria suficiente para garantir os investimentos na saúde. “Esse
projeto, do jeito que está, pode significar menos dinheiro
para a Saúde. Para universalizar e melhorar a saúde, é preciso
financiamento especial. A CSS prevista no texto traria entre
R$ 10 e R$ 15 bilhões, mas precisamos de R$ 30 bilhões”,
destacou.
Vaccarezza
disse ainda que a mera aprovação do
projeto existente atualmente iria “frustrar a sociedade”. “A
simples regulamentação através do projeto
que está na Câmara não vai resolver o problema,
precisamos discutir com seriedade.”
Outras
votações
ACM Neto
disse que a oposição ainda vai analisar
o parecer sobre a Medida Provisória 534/11, que reduz
impostos para a fabricação de tablets no Brasil,
e o substitutivo das propostas sobre o Supersimples para decidir
se será favorável a essas votações
também nesta quarta-feira. Marco Maia informou que os
relatores da MP 534/11 e das propostas sobre o Supersimples foram
orientados a encaminhar seus pareceres para os líderes
partidários avaliarem se é possível votá-los
amanhã.
Agência Câmara de Notícias
Comissão sobre empresa de hospitais universitários
vota parecer
A comissão especial criada para analisar o Projeto de
Lei 1749/11, do Poder Executivo, que cria a Empresa Brasileira
de Serviços Hospitalares (Ebserh), se reúne hoje
para discutir e votar o parecer do relator, deputado Danilo Forte
(PMDB-CE).
O objetivo
da nova empresa pública é resolver
problemas na contratação de trabalhadores para
os hospitais universitários. Atualmente, as contratações
geralmente ocorrem por intermédio das fundações
de apoio das universidades, com bases legais frágeis.
De acordo
com a proposta, a Ebserh será uma sociedade
anônima de direito privado, vinculada ao Ministério
da Educação, com capital social integralmente de
propriedade da União. Com sede em Brasília, a empresa
poderá manter escritórios em outros estados, além
de subsidiárias regionais.
O governo
já havia enviado medida provisória com
o mesmo objetivo ao Congresso (MP 520/10), que foi aprovada pela
Câmara na forma de projeto de lei de conversão (PLV
14/11). No entanto, a medida não foi apreciada pelo Senado
e perdeu a validade em 1º de junho.
A reunião será realizada às 14 horas, no
Plenário 15.
Íntegra
da proposta:
PL-1749/2011
O
Estado de São
Paulo
Base
enfrenta o Planalto e mantém votação
da Emenda 29
Por Denise
Madueño e Eugênia
Lopes
Aliados vão apreciar emenda que aumenta verbas da saúde;
debate de imposto volta à pauta
Brasília - Com o apoio do presidente da Câmara,
Marco Maia (PT-SP), os aliados decidiram enfrentar a presidente
Dilma Rousseff e manter a votação, no fim de setembro,
do projeto que destina recursos da União, dos Estados
e dos municípios para a saúde, apelidada de Emenda
29. O governo terá que correr contra o tempo e encontrar
uma alternativa de financiamento para o setor.
A presidente
vinculou a aprovação da proposta
a novas fontes de recursos. À exceção do
PT, os partidos da base e de oposição rechaçaram
a criação de imposto para custear a saúde.
O governo tenta emplacar a volta de um tributo, aos moldes da
extinta CPMF. "Precisamos de uma fonte extra e eu não
diria que a CSS está fora da mesa", disse o líder
do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
O projeto
que regulamenta a Emenda 29 prevê a instituição
da Contribuição Social para a Saúde (CSS).
A conclusão da votação está pendente
apenas do item que trata justamente da CSS. O movimento na Câmara é para
derrubar essa contribuição no dia 28 de setembro
e enviar a proposta para o Senado.
"Queremos mais recursos, mas não tem como ressuscitar
a CSS", afirmou o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). "Não
voto um novo imposto de jeito nenhum", disse o líder
do PR, Lincoln Portela (MG).
"Espero que a Casa não se intimide com a ordem imperial
da presidente (de não votar a emenda). Estamos convencidos
de que há recursos; é uma questão de escolha
do governo", argumentou o deputado Darcísio Perondi
(PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Saúde.
A oposição também afirma que há recursos
no Orçamento da União para bancar a ampliação
de gastos com a saúde e não aceita nenhuma alternativa
que signifique aumento de carga tributária. "Há um
sentimento geral de que não dá para criar impostos",
resumiu o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães
Neto (BA).
Alternativas.
Contrários à criação
da CSS, líderes da base esbanjaram criatividade para tentar
encontrar fontes para a saúde. Em reunião com a
ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti,
os aliados discutiram usar recursos de royalties do pré-sal,
aumentar a alíquota e repasse de tributos já existentes,
como o DPVAT e de bebidas e cigarros.
Outra hipótese em análise é legalizar e
taxar os bingos e os jogos de azar. Segundo o presidente da Força
Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), isso renderia R$ 9
bilhões anuais para o setor, como determina o projeto
em tramitação na Câmara.
O governo
insiste em envolver os governadores na decisão
sobre como financiar a saúde. "O governo não
quer discutir isoladamente uma proposta. Daqui até o dia
28 de setembro tem muito tempo pela frente", afirmou Vaccarezza.
O presidente Marco Maia deve convidar na semana que vem os governadores
para uma conversa sobre a emenda.
Correio Braziliense
Emenda
29: Legalizar a jogatina para financiar a Saúde
Por Júnia
Gama
Governo articula
a volta da CPMF e usa saúde como pretexto
Base aliada
defende a liberação dos jogos de azar
ou o aumento de impostos para evitar a criação
de taxa
O Palácio do Planalto trabalha para criar uma fonte extra
de financiamento para a Saúde. Com a resistência
dos aliados em aprovar a Contribuição Social da
Saúde (CSS), que substituiria a Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF), extinta em 2007, ao menos cinco sugestões têm
sido discutidas, embora nenhuma tenha sido endossada oficialmente
pelo governo. Pelo menos até agora. A primeira — e
mais polêmica —, é a legalização
de bingos e cassinos, com repasse dos recursos arrecadados com
a liberação dos jogos à saúde. A
medida agrada parte da base governista que se recusa a aceitar
a criação de um imposto, o que implicaria alto
custo político às véspera das eleições
municipais.
O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN),
que vinha defendendo a aprovação da Emenda 29 sem
a criação de uma fonte extra, gostou da ideia. "Todo
mundo sabe que o jogo existe. O Brasil é um dos poucos
países que ainda não legalizou, e isso resolveria
o impasse criado na questão da saúde", defende.
O próprio líder do governo na Câmara, Cândido
Vaccarezza (PT-SP), sustenta a viabilidade da proposta. No entanto,
sugere outras alternativas, como o aumento do Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) ou do Seguro de Danos Pessoais Causados por
Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat) ou a destinação
de parte dos royalties do pré-sal.
Em almoço com líderes governistas, ontem, a ministra
de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, apelou à bancada
para que seja aprovada uma nova fonte de financiamento. A pedido
da ministra, líderes governistas articulam reunião
com parlamentares da base e com o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, para definir uma saída. Como o presidente da
Câmara, Marco Maia (PT-RS), assumiu compromisso com a oposição
para que a Emenda 29 seja votada em 28 de setembro, o Planalto
corre para apresentar uma opção. "Vamos ter
que votar, mas será outro texto", afirma Vaccarezza.
No que depender
da oposição, o assunto não
será negociado. "Se querem legalizar esses jogos,
por que não legalizar também o jogo do bicho e
o narcotráfico", ironiza o líder do PSDB,
Duarte Nogueira (SP). "Existe recurso de sobra no Orçamento
da União, basta cortar os desperdícios. A oposição
não aceita aumento de impostos, com nenhum nome",
emendou ACM Neto (DEM-BA).
Derrota
Nos bastidores,
o Palácio do Planalto avisou aos aliados
que concordaria com a regulamentação da Emenda
29 caso a base aliada aprovasse a criação de uma
nova fonte de receita, pois o governo se preocupa com a possibilidade
de sofrer uma derrota em plenário. Tanto que Ideli Salvatti
chamou ontem o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) para uma conversa
reservada, em uma tentativa de trazer o PR de volta à base.
De momento, a posição de independência do
partido, adotada após a queda de Nascimento do Ministério
dos Transportes, deve permanecer. "Ainda estamos consultando
as bases, isso é um processo que leva algum tempo",
aponta Lincoln Portela (MG), líder da sigla na Câmara.
Hoje, o governo
investe pouco mais de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em
Saúde. Com a regulamentação
da Emenda 29, cerca de 12% dos recursos seriam alocados no setor.
Aprovada desde 2000, a emenda precisa ser regulamentada para
que se efetive seu cumprimento.
Policiais e bombeiros
Enquanto
articula como será a votação da
Emenda 29, o governo tenta impedir que a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 300 seja enviada ao plenário. A proposta prevê a
equiparação dos salários de policiais e
bombeiros em todo o Brasil aos valores pagos no Distrito Federal.
O Planalto teme o rombo que a PEC causará nas contas públicas
e estuda alternativas para compensar a ausência de reajustes
salariais para as duas categorias no país.
Valor
Econômico
Financiamento
da saúde opõe
PT a PMDB
Por Caio Junqueira
Incentivada
pela presidente Dilma Rousseff, que defendeu que a regulamentação da Emenda Constitucional 29 seja
condicionada a uma nova fonte de financiamento para a saúde,
a bancada do PT na Câmara dos Deputados reabriu ontem o
debate sobre o retorno da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Conhecido
como "imposto do cheque", ele foi rebatizado
de Contribuição Social da Saúde (CSS) e
está presente no texto do projeto que regulamenta a Emenda
29 aprovado pelos deputados em 2008. Para finalizar a votação,
falta a apreciação de um destaque do Democratas,
que elimina a base de cálculo do tributo, impossibilitando
sua cobrança.
Ontem, os
líderes da Casa agendaram a conclusão
da votação do projeto de regulamentação
da Emenda 29 para o dia 28 de setembro. Todos se manifestaram
favoráveis à aprovação deste destaque
e, portanto, contrários à criação
de um novo tributo para financiar a saúde. "Não
está em discussão a CSS. Ela está no texto,
o destaque que será votado e aprovado para retirar o imposto.
De onde virão os recursos eu não sei, sei que não
serão da CSS. Não vejo ninguém falando nisso",
disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo
Alves (RN). "Não voto novo imposto de jeito nenhum",
declarou o líder do PR, Lincoln Portela (MG).
Os petistas,
contudo, aproveitaram a abertura do debate para desencadear
um movimento
em defesa de que todas as hipóteses
sejam consideradas como possíveis novas fontes de financiamento
para a saúde. "Vamos abrir esse debate. É precipitado
dizer o que financiará a saúde. Vamos analisar
todas as hipóteses, as que estão na mesa e as que
não estão", afirmou o líder do PT,
Paulo Teixeira (SP).
Alguns manifestaram
publicamente sua preferência pela
CSS. "No dia da votação vou me manifestar
em favor da derrubada do destaque do DEM que retira a CSS",
disse o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP). "Nossa
posição de governo é que a quantidade de
recursos que a simples aprovação da Emenda 29 concede
não é suficiente para resolver os problemas da
saúde", afirmou. Ele disse ainda que nem a CSS sozinha
resolve o problema: "Precisamos de R$ 30 bilhões.
Mesmo um imposto específico não é suficiente."
O deputado
Amauri Teixeira (PT-BA), ex-subsecretário
de Saúde do governador da Bahia, Jaques Wagner, afirmou
que hoje devem ter na bancada do PT "três ou quatro
que são contrários à CSS, por motivações
doutrinárias e ideológicas". Segundo ele,
a presidente Dilma Rousseff acenou "para uma reviravolta
na base". "O governo já sinalizou a alteração
na direção quanto ao financiamento da saúde.
Se até então estava neutro, agora ele já aponta
a necessidade de novos recursos, o que serve para abrir esse
debate", declarou. "Quase todo o PT já apoia
um novo tributo", concluiu. Teixeira é autor do projeto
de lei que muitos petistas consideram ideal para resolver a questão:
uma CSS "diferenciada", cobrada das camadas mais ricas
da população e podendo ser abatida do imposto de
renda.
Além do novo imposto, outras propostas foram ventiladas
durante o dia como alternativa a ele. Uma delas, aumentar o repasse à saúde
do seguro de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores
de Via Terrestre (Dpvat). Outra, vincular recursos do pré-sal
para o setor. Uma terceira seria legalizar os jogos de azar e
destinar parte da arrecadação à saúde.
Hoje está previsto um encontro no Palácio do Planalto
entre a ministra das Relações Institucionais, Ideli
Salvatti, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no
qual deverão ser discutidas soluções para
o impasse. Os governadores também serão convocados
pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para sugerirem
qual a melhor saída.
Uma hipótese defendida por alguns interlocutores do Palácio
do Planalto é votar a Emenda 29 sem a CSS e remeter o
debate para o Senado, onde toda a discussão obrigatoriamente
será concluída. Desse modo, a estratégia
seria fazer o texto tramitar com lentidão na Casa e ganhar
tempo até que seja definida uma solução
final.
De qualquer
modo, a movimentação petista fez com
que a oposição se animasse para reeditar dentro
e fora do Congresso o movimento que derrubou a CPMF no Senado
em dezembro de 2007, impondo ao então presidente Luiz
Inácio Lula da Silva a maior derrota de seu governo no
Legislativo. "Acabo de sair da reunião dos líderes
e o único que não tem compromisso no mérito
da CSS é o PT. Se tiver que criar a CSS aqui vamos reeditar
a campanha vitoriosa contra a CPMF", afirmou o líder
do DEM, ACM Neto (BA).
O Globo
Governo
já discute
volta do imposto do cheque
Por Cristiane Jungblut
Sem dinheiro
para a Saúde, parlamentares estudam criação
ou elevação de tributos e até legalização
dos bingos
Brasília – Sem conseguir demover os partidos de
votar a regulamentação da Emenda 29 no próximo
dia 28 de setembro, governo e partidos aliados já discutem
fontes alternativas de financiamento para a Saúde, inclusive
a volta de uma espécie de CPMF, o imposto do cheque. As
propostas incluem criação de imposto ou mesmo aumento
de impostos já existentes, e até mesmo a legalização
dos bingos citada por alguns.
A recriação da CPMF - na forma da Contribuição
Social da Saúde (CSS) - foi defendida ontem pelo líder
do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza
(PT-SP), mas foi descartada pelo líder do PMDB na Casa,
deputado Henrique Eduardo Alves (RN) e a oposição.
A estratégia do Palácio do Planalto, segundo governistas, é construir
até o dia 28 uma proposta nova, que seria apresentada
com urgência sob a forma de um novo projeto.
Hoje, o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, deve se
reunir com líderes para discutir alternativas. A ideia é chamar
os governadores - que são contra a regulamentação
porque as novas regras os obrigariam a investir mais em Saúde
- para que eles passem a defender uma proposta nova. Alguns no
governo querem transferir aos governadores o desgaste de defender
um novo imposto.
A legalização dos bingos foi citada por Vaccarezza
e o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP),
mas o governo é contra essa proposta desde a gestão
de Lula. Outra proposta - que tem a simpatia dos líderes
- é aumentar o percentual do DPVAT (seguro obrigatório
pago pelos motoristas para custear indenizações
a vítimas de trânsito) que é destinado à área
da Saúde.
Recursos
do pré-sal podem ser transferidos à Saúde
As alternativas
para financiamento do setor foram discutidas ontem pelos líderes, durante almoço, com a ministra
de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Sobre
o DPVAT, hoje cerca de metade do que é arrecadado fica
com a União. Segundo dados do Orçamento, em 2011,
a previsão é que R$2,5 bilhões do DPVAT
migrem para o Fundo Nacional de Saúde. A proposta, segundo
o deputado Hugo Leal (PSC-RJ), seria aumentar tanto o valor pago
pelo motorista quanto o percentual da arrecadação
destinado à Saúde. Outra proposta é destinar
parte dos royalties do pré-sal para a Saúde.
A vantagem é que a discussão começaria
novamente, evitando a votação do texto que está na
Câmara e que precisa ainda passar pelo Senado. O maior
temor do governo é justamente deixar a palavra final para
o Senado, que poderia aumentar os gastos da União com
Saúde. Com um novo projeto, a palavra final seria dada
pela Câmara.
Vaccarezza
defendeu a volta da CPMF depois do encontro com Ideli. Dentro
da estratégia do governo, o líder disse
ainda que o "ideal" seria a apresentação
de uma nova proposta.
- Vamos trabalhar
para ter uma alternativa para a Emenda 29. Precisamos de uma
fonte extra para a Saúde. A CSS não
está fora da mesa. Eu defendo, como deputado (e não
como líder) e vou defender no dia da votação.
O ideal seria um novo projeto - disse Vaccarezza, afirmando que
não se pode "demonizar" esse assunto.
Em seguida,
o petista voltou a defender a legalização
do jogo. Mas o governo é contra esse tipo de proposta:
- Eu defendo
a legalização dos bingos. Mas o que
a presidente quer é que não se tenha pressa para
tomar essas medidas, mas a realidade é outra. Até o
dia 28, acho bom nós do governo termos uma proposta.
Já o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo
Alves (RN), disse que o PMDB votará contra a CSS. Na verdade,
a Câmara já aprovou o texto principal da regulamentação
da Emenda 29, mas ficou faltando justamente um destaque apresentado
pelo DEM que inviabiliza a criação da CSS.
- Não há a menor chance de ressuscitar a CPMF.
Mas a legalização do jogo é diferente. A
votação da Emenda 29 está há três
anos aqui, não dá mais para segurar - disse Henrique
Eduardo Alves.
A Emenda
29 já está em vigor, mas está pendente
sua regulamentação. Falta estabelecer o percentual
que a União deve aplicar no setor, já que hoje
municípios devem investir 15% e os estados, 12% de suas
receitas líquidas, respectivamente. A proposta que está na
Câmara mantém o cálculo atual do piso, sem
a criação de uma nova CPMF. Os líderes já têm
acordo para derrubar a CSS, que constava do texto original.
Mas o governo
teme que, passada a votação da Câmara,
o Senado retome o texto que fixa 10% da receita da União
para gastos com Saúde, o que é considerado inviável
pela equipe econômica. Hoje, a média de gastos é de
6% a 7% da receita.
Oposição reitera que votará contra
novo imposto
A oposição avisou que não aceita a criação
de um novo imposto.
- Não aceitamos votar uma armadilha: Emenda 29 com CSS.
Vamos retomar a campanha contra a CPMF - disse o líder
do DEM na Câmara, deputado ACM Neto (BA).
Mais tarde,
em encontro com o presidente da Câmara, Marco
Maia (PT-RS), Vaccarezza pediu que ele não transformasse
a data de 28 de setembro "num cavalo de batalha". Mas
ele disse que colocará em pauta a proposta nesse dia.
O vice-líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo
Caiado (GO), disse que Vaccarezza deixou bem claro que o governo
não quer votar a regulamentação da Emenda
29. Segundo Caiado, a impressão é que o governo
quer retardar a votação ao apresentar uma nova
proposta, que começaria do zero.
Folha
de São
Paulo
Dilma
cobra recursos para saúde e rejeita "presente
de grego"
Presidente
critica projetos que aumentam gastos e faz pressão
para que Congresso crie nova fonte de receitas
Maioria do
Legislativo não quer a CPMF; "não
há a menor chance de ressuscitar o imposto", afirma
líder do PMDB
Por Fábio Guibu, enviado especial a Cupira (PE)/ Maria
Clara Cabral / Larissa Guimarães, de Brasília
A presidente
Dilma Rousseff aumentou a pressão para que
o Congresso crie uma nova fonte de recursos para o financiamento
da saúde pública no país, que permita aumentar
os investimentos no setor sem comprometer as finanças
do governo federal.
Em entrevista
a emissoras de rádio ao chegar a Caruaru
(PE), Dilma classificou ontem como "presentes de grego" projetos
de lei que ampliam gastos com saúde e segurança
pública sem definir seu custeio, atualmente em discussão
no Congresso.
"Presente de grego eu não quero", disse Dilma. "Eu
quero saber como é que todo o investimento necessário
para garantir que nosso povo tenha saúde de qualidade
vai sair”. Disse esperar dos congressistas a "firmeza
de aprovar a origem do recurso".
A Câmara discute um projeto que amplia os gastos com o
sistema público de saúde ao definir as ações
em que o governo federal, Estados e municípios devem aplicar
os recursos do setor.
Esse projeto
regulamenta a Emenda 29, que foi aprovada pelo Congresso em
2000 e fixou
na Constituição federal
percentuais mínimos que devem ser gastos com saúde
nas três esferas de governo.
Os partidos
que apoiam o governo no Congresso querem que o projeto seja
aprovado logo
porque ele poderá levar a um aumento
nos repasses de verbas federais para governadores e prefeitos.
Dilma defendeu
a aprovação do projeto na eleição
de 2010, mas tem trabalhado para evitar sua aprovação
por temer seus custos.
Os deputados
incluíram no projeto um dispositivo que
cria um imposto chamado CSS (Contribuição Social
para a Saúde), que teria alíquota de 0,1% sobre
movimentações financeiras e seria cobrado como
a antiga CPMF, extinta em 2007. Mas a maioria dos partidos do
bloco governista é contra a criação do imposto,
por julgar a ideia impopular. "Não há a menor
chance de ressuscitar o imposto", disse o líder do
PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que pede "uma
alternativa".
Ao transferir
ao Congresso a responsabilidade por encontrar uma solução, Dilma também tenta se livrar
do custo político que a criação de um novo
imposto teria.
Líderes dos partidos que apoiam o governo passaram o
dia em busca de uma saída para o impasse. "Precisamos
de uma fonte extra", disse o líder do governo na
Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
O presidente
da Câmara, Marco Maia (PT-RS), marcou para
28 de setembro a votação da regulamentação
da Emenda 29. Líderes partidários discutirão
o tema com os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Ideli
Salvatti (Relações Institucionais) hoje.
Até o fim de setembro o Planalto deve enviar ao Congresso
um novo texto para regulamentar a Emenda 29, levando a tramitação à estaca
zero. Para "zerar" a discussão, o Planalto usa
um pretexto técnico: alega que há um erro no texto
aprovado na Câmara em 2008: "É preciso devolver
pelo menos os R$ 40 bilhões perdidos [com o fim da CPMF]",
diz Ideli.
Folha
de São
Paulo
Lei
da saúde e da doença
no gasto
Por Vinicius Torres Freire
Votação da lei que regula gastos com saúde
pode se tornar crise maior do que a imaginada pelo governo
Faz 11 anos
está para ser votada no Congresso a norma
sobre aplicação de recursos públicos na
saúde. Trata-se da regulamentação da emenda
constitucional 29, aprovada em 2000. A lei não foi votada
devido a arranjos entre governo e Congresso, por vezes em acordo
com governadores.
Por que tanta
demora, além da desordem e da leseira parlamentares
de costume? O projeto pegou poeira porque ou não havia
dinheiro para pagar o aumento de gastos ou porque governo e Congresso
jamais se organizaram a fim de conter despesas em outras áreas.
Um desacordo
do governo Dilma Rousseff com sua coalizão
pode fazer com que a lei seja enfim aprovada -mais por pirraça
do que por inspiração séria de chefes de
bancadas, que querem se vingar da dita "faxina" da
presidente.
O projeto
prevê aumento da vinculação da
receita com gastos em saúde, um tanto mais, um tanto menos,
a depender de sua versão, que mudou ao longo dos 11 anos.
Na redação atual, terá maior impacto sobre
Estados e municípios. Como especifica o que seriam de
fato despesas com saúde, a lei vai impedir que se ponha
nessa rubrica gastos com segurança, pensões, cemitérios,
asfalto, merenda etc.
Pelas normas,
há Estado que hoje aplica em saúde
apenas 40% de sua receita. Na média dos Estados, cerca
de 10% dos gastos são fajutos. A situação
geral dos municípios é mais obscura, embora alguns
estudos afirmem que haveria mais correção no uso
do dinheiro.
Na média, porém, ou Estados deverão cortar
despesas em outras áreas que não a saúde
ou vão entrar em deficit feios. Pode cair um tanto o superavit
primário dos Estados, que entra na conta do superavit
total do setor público.
A responsabilidade
por fechar a conta da meta do superavit total é do
governo federal, que então deveria poupar mais um pouco,
a fim de bancar a diferença. Como ainda podem ser modificados
percentuais de aplicação dos recursos federais
no setor, se desconhece o impacto nas contas do governo central,
por ora pequeno ou nenhum.
Lembre-se
de que o governo federal é obrigado a elevar
anualmente a verba da saúde de acordo com o aumento nominal
do PIB (crescimento real da economia mais inflação
implícita). Como as receitas federais crescem mais do
que o PIB, por ora isso não parece um problema. Mas pode
vir a ser um assunto grave. Ou melhor, até deveria ser.
O aumento da arrecadação de tributos não
pode superar indefinidamente o crescimento da economia.
Pirraça de chefetes parlamentares ou não, a votação
da emenda 29 vai impor uma discussão sobre limites de
gastos com salários, previdência e desperdícios.
Ou vai exigir aumentos adicionais da carga tributária,
via invenção de tributos ou de aumento de alíquotas.
No Congresso,
já se discutia ontem tal coisa. Pensava-se
em ressuscitar uma sucessora da CPMF, entre outros aumentos de
tributos ou sequestros de receita (como a de royalties do pré-sal).
Eram pensados até contrabandos bandidos, tal como regularizar
o jogo (bingo) para fazer receita tributária, uma piada.
Dados os
limites fiscais, de gasto, e a querela politiqueira, a votação
da emenda 29 pode ser uma crise muito maior do que a imaginada
pelo governo Dilma.
O
Estado de São
Paulo
Planos
serão
cobrados por atendimento do SUS
Ministério da Saúde diz que vai exigir reembolso
por tratamento de alta complexidade feito a clientes de operadoras;
TCU sugeriu cobrança há 2 anos
Por Lígia Formenti, de Brasília
Dois anos
depois de uma recomendação do Tribunal
de Contas da União (TCU), o Ministério da Saúde
decidiu cobrar dos planos de saúde pelo atendimento de
alta complexidade prestado aos clientes na rede pública.
Anunciada
ontem pelo ministro Alexandre Padilha, a medida, mesmo atrasada,
ainda
não tem data para ser colocada em prática.
Os detalhes finais do projeto estão sendo analisados com
a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), encarregada
de controlar o ressarcimento.
Embora o
reembolso de procedimentos como quimioterapia e tratamento
em hospital-dia
sejam considerados importantes, o anúncio
de Padilha foi recebido com desconfiança por quem acompanha
o setor. "A cobrança é uma boa notícia.
Resta saber como será colocada em prática",
afirmou a professora da Universidade Federal do Rio, Lígia
Bahia.
Previsto
por lei, o ressarcimento limita-se à cobrança
de internações feitas no SUS de pessoas que tem
cobertura de planos.
Relatório do TCU divulgado em março de 2009 mostra
que, somente no período entre 2001 e 2008, o SUS deixou
de arrecadar R$ 10 bilhões dos planos de saúde.
Na ocasião, TCU questionou o fato de o governo não
pedir reembolso também por procedimentos de alto custo.
Pela estimativa apontada no relatório, somente entre 2003
e 2007 o governo poderia ter arrecadado com essa cobrança
R$ 1,3 bilhão.
Ontem, ao
anunciar o projeto de ampliação de cobrança,
o ministério comemorou o aumento da arrecadação
do reembolso. Entre janeiro e julho, a ANS teria conseguido receber
R$ 32,6 milhões - o equivalente a 0,3% da dívida
acumulada no período analisado pelo TCU.
"Os valores exibidos são pífios. De nada
adianta tornar mais ampla a cobrança se ela nunca é colocada
em prática", completou Lígia.
Em nota,
Padilha ressaltou que atualmente o prazo entre o atendimento
e o reembolso é de dois anos. "Esse prazo é um
descalabro. Não entendo como isso pode ser exibido com
orgulho", diz Lígia Bahia.
O ministro
anunciou ainda a criação de um valor
mínimo de cobrança, uma espécie de piso
para que o ressarcimento seja cobrado. "Dependendo do valor
a ser estabelecido, isso pode beneficiar em muito as operadoras",
observou Lígia. Procurado, o ministério não
forneceu detalhes sobre a mudança.
Folha
de São
Paulo
Vigilância Sanitária discute hoje proibição
dos inibidores de apetite
Diretores
do órgão se reúnem às
14h em Brasília para decidir se remédios continuam à venda
Conselho
Federal de Medicina e Ministério Público
do DF afirmam que vão processar Anvisa em caso de veto
Por Johanna
Nublat, de Brasília
O controverso
veto aos medicamentos inibidores de apetite será discutido
hoje na reunião da diretoria da Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária).
A proposta
de banir o grupo das anfetaminas e derivados (femproporex,
anfepramona
e mazindol) e da sibutramina ganhou força
no último ano. Encontrou, porém, forte resistência
dos médicos, que ameaçam ir à Justiça
contra um veto da agência.
Uma nota
técnica emitida pela Anvisa em fevereiro desaconselhou
o uso dos remédios. Efeitos colaterais sérios,
falta de comprovação científica e perda
de peso insuficiente foram os argumentos.
A coluna
Mônica Bergamo, na semana passada, informou que
a agência deve recuar da posição inicial
de banir todos os medicamentos. De acordo com a coluna, o parecer
técnico que será analisado hoje pelos diretores
do órgão permite a venda controlada da sibutramina.
Para o CFM
(Conselho Federal de Medicina), esse recuo não
basta. "Não podemos deixar a comunidade médica
e a população sem alternativas para o tratamento
de uma doença epidêmica como é, hoje, a obesidade",
afirma Desiré Callegari, primeiro-secretário do
CFM.
A entidade
contesta qualquer limitação -seja vetando
remédios específicos ou restringindo a prescrição
a uma só especialidade, como endocrinologistas.
Callegari
destaca que a autonomia do médico é de "suma
importância", porque é ele que conhece os efeitos
colaterais das drogas.
Segundo ele,
as entidades médicas devem recorrer à Justiça
se a Anvisa decidir proibir o uso dos emagrecedores.
"Queremos que todos os remédios fiquem. Muitos pacientes
respondem bem à anfepramona, que é permitida nos
EUA", afirma Rosana Radominski, presidente da Abeso (associação
de estudo da obesidade).
Na
justiça
Para a batalha
jurídica, os médicos já contam
com apoio do Ministério Público do Distrito Federal
e Territórios.
O promotor
de Justiça Diaulas Ribeiro critica a posição
da Anvisa sobre o assunto e diz que poderá ingressar em
conjunto com o CFM numa ação contra o veto. "Esse
embate é irracional, sem fundamentação científica."
Paralelamente,
um inquérito civil público sobre
essa iniciativa da agência corre no Ministério Público
Federal, afirma o promotor.
O surgimento
de um mercado paralelo de remédios, o uso
sem acompanhamento médico e a criminalização
do usuário estão entre as consequências negativas
do veto, apontam críticos da medida.
"O paciente vai comprar o remédio fora, e nenhum
médico é louco de dar assistência a quem
usa remédio clandestino", diz Ribeiro.
O endocrinologista
Alfredo Halpern, chefe do grupo de obesidade do HC, diz que
o uso "off label" (sem indicação
na bula) de remédios para diabetes e enxaqueca, que têm
como efeito a perda de peso, pode crescer se os emagrecedores
forem proibidos.
"A Anvisa tem razão quando diz que no Brasil há um
abuso desses remédios. Mas o melhor seria regulamentar
mais a venda, não proibir."
Correio Braziliense
Enfim, a cruzada contra o crack
Governo local
lança hoje um plano de enfrentamento à droga
que virou uma epidemia no país e no Distrito Federal.
Entre as ações, estão a construção
de unidades voltadas para o tratamento dos dependentes químicos,
a contratação de mais profissionais e o aumento
da repressão ao tráfico.
Por Mara
Puljiz / Manoela Alcântara
A droga que
não escolhe classe social e tem destruído
famílias inteiras em todo o país e no Distrito
Federal começa a ser combatida com maior rigor a partir
de hoje. Às 15h, o governo lança o Plano de Enfrentamento
ao Crack e a outras Drogas, orçado em R$ 65 milhões,
que deverão ser gastos em quatro anos. Com esses recursos,
o Executivo promete desenvolver ações que envolvem
setores como a saúde, assistência social, educação
e segurança. Entre as principais medidas, estão
a construção de unidades e a contratação
de profissionais para tratar os dependentes químicos.
No total, 15 secretarias participam do programa, que será dividido
em três pilares: prevenção, tratamento e
repressão.
O lançamento do plano, que deve contar com a presença
da presidente Dilma Rousseff, será feito pelo governador
Agnelo Queiroz durante a inauguração do primeiro
Centro de Atenção Psicossocial de Álcool
e Drogas (Caps AD) 24 horas da capital, localizado próximo à Rodoviária
do Plano Piloto, no antigo Touring. A unidade terá um
ambulatório móvel para atender a população
de rua. O Correio obteve, com exclusividade, os detalhes do plano
que pode servir de exemplo para todo o país (veja quadro).
A primeira ação será contratar 250 profissionais
para atuar nas unidades terapêuticas do DF e nos Caps AD.
Atualmente,
a estrutura de assistência a dependentes químicos é insuficiente
para a reabilitação de viciados. Existem apenas
12 Caps em todo o Distrito Federal, que hoje concentra mais de
2,5 milhões de habitantes. Apenas quatro são voltados
para o tratamento de álcool e drogas. Além da unidade
que será inaugurada hoje, a previsão é que
até o fim deste ano mais seis Caps AD sejam construídos.
Além do Plano Piloto, o tráfico e o consumo de
drogas são problemas considerados críticos em cidades
como Taguatinga e Ceilândia. Por isso, o governador vai
autorizar a criação de Caps nessas últimas
duas regiões. “Haverá um combate implacável
ao tráfico nessas três cidades do DF, onde a presença
da droga é mais agressiva. Vamos instalar no centro da
cidade nossa área de segurança com policiamento
permanente e varrer o tráfico das ruas, além de
intensificar as ações nas portas das escolas. Brasília
vai ser um exemplo para o Brasil no enfrentamento do crack”,
garante Agnelo Queiroz.
Uma novidade
do plano é a criação de um
consultório de rua. Em uma van, psicólogos, médicos
e agentes sociais vão trabalhar com os usuários.
A princípio, o governo não quer fazer internações
compulsórias, a exemplo da ação adotada
no Rio de Janeiro. “O DF segue normas internacionais feitas
pela Organização das Nações Unidas
(ONU) e pela Organização Mundial da Saúde
(OMS), que preveem a impossibilidade da internação
compulsória. Não vamos descumprir isso. As pessoas
serão convencidas nas ruas a se tratar”, afirmou
o secretário de Justiça Alírio Neto. Porém,
ele admite que se a equipe de tratamento perceber uma dificuldade
do usuário em responder pelos próprios atos, a
internação imediata pode ser feita com autorização
judicial.
Quadro preocupante
As ações voltadas para o combate ao uso e tráfico
de entorpecentes tentarão reverter um quadro preocupante
no DF. O crack, a droga da vez, virou epidemia. O consumo na
Rodoviária do Plano, um dos pontos críticos, ocorre à luz
do dia e a poucos quilômetros da sede dos poderes local
e federal. A reportagem do Correio percorreu ontem a área
central de Brasília e, entre as cenas chocantes, se deparou
com uma criança de 13 anos caída em meio a um monte
pombos e debaixo do sol escaldante. O tio dele, Paulo* (leia
depoimento na página 22), tinha acabado de chegar do Cruzeiro,
onde passou o dia catando latinhas. Ele contou à reportagem
que chega a ganhar R$ 12 por dia, mas gasta tudo com o crack
e comida. “Quando passo mais de dois dias sem usar crack,
fico tremendo todo e tenho que ir para o hospital.”
O plano deve
oferecer tratamento a adolescentes como aquele que dormia ontem
na rodoviária sob efeito do crack, mas
também coibir a proliferação da droga. Um
levantamento de todas as áreas de risco está sendo
feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para
que as ações de repressão possam ser pontuais
e eficazes. Utilizadas com sucesso no Reino Unido e em outros
países, as câmeras de segurança também
estão no plano do DF. Inicialmente, 18 delas com alta
tecnologia serão instaladas para facilitar a identificação
de traficantes.
Além disso, todas as delegacias terão setores
de repressão ao tráfico. Profissionais treinados
e especializados estarão prontos para identificar possíveis
pontos críticos e atender à população.
Será ampliada ainda a execução dos mandados
de prisão contra os traficantes. “É preciso
ser implacável, enérgico, na luta contra as drogas.
Não dá para a gente permitir que crianças,
adolescentes e adultos sejam escravizados pelo crack”,
diz o governador Agnelo Queiroz.
Correio Braziliense
É preciso ir além
da promessa
Por Marcelo Tokarski
Com cautela,
o pacote de combate ao crack que será lançado
hoje pelo GDF merece elogios. Pela primeira vez desde que a devastadora
droga invadiu Brasília, há quatro anos, um governo
faz promessas consistentes, detalhadas: anuncia quantos profissionais
serão contratados; quantas unidades de tratamento de dependentes
químicos serão construídas; o valor a ser
investido; mudanças na forma de atuação
da polícia; instalação de modernos equipamentos
para flagrar traficantes.
No papel,
o pacote é, sim, promissor. O problema é que,
desconfiada, a população da capital do país
está cansada de promessas. É preciso que o anúncio
seja levado a cabo em sua plenitude. Que cada medida prometida
seja executada. Se elas serão suficientes para erradicar
o crack das ruas do Distrito Federal, é difícil
dizer. Mas, no mínimo, mostrará que algo está realmente
sendo feito para erradicar das ruas a droga que devasta Brasília. É isso
que a comunidade vai cobrar a partir de hoje.
Correio Braziliense
Reforço
no tratamento
Além de anunciar ações de repressão
ao tráfico e ao uso de drogas, o governo promete investir
em campanhas de prevenção para envolver toda a
sociedade no debate. Especialistas alertam que as medidas só darão
resultados positivos se houver uma melhoria em áreas,
como a saúde
Por Manoela
Alcântara
/ Mara Puljiz
As políticas de enfrentamento ao crack no Distrito Federal,
até hoje, não tiveram sucesso. Desde 2007, quando
a droga entrou na capital, vários governos tentaram lançar
uma ofensiva para combater a epidemia, mas sem efeito. Diante
desse cenário, especialistas ouvidos pelo Correio afirmam
que nessa guerra é preciso avançar em diversas áreas,
como a saúde, em especial. A ineficiência no tratamento
dos usuários de drogas é uma das maiores preocupações.
Para George
Felipe Dantas, especialista em segurança
pública pela Universidade de Brasília (UnB), a
estrutura dos hospitais públicos e a capacitação
dos profissionais ainda são insuficientes para atacar
o problema. “Vivemos uma verdadeira epidemia do crack.
Por isso, uma política de saúde eficaz é um
desafio a ser superado. Acredito que, hoje, a segurança
pública tem uma certa experiência nessa lida com
o dependente químico, mas a estrutura de saúde
não”. Jairo Bisol, da Promotoria de Justiça
de Defesa dos Direitos da Sáude, acredita que o sucesso
da ação depende de uma política pública
em que o Estado assuma as suas responsabilidades. “Espero
que o governo não fique contratando empresa privada para
o tratamento terapêutico. O Estado precisa ter suas unidades”,
destacou. Para ele, o lançamento de uma política
de enfrentamento ao tráfico e uso de drogas é positiva,
caso sejam levados em consideração os aspectos
sociais, como desemprego, educação e saúde. “As
políticas de combate às drogas não existem.
Hoje, a situação é vergonhosa. É preciso
tomar uma atitude e, primeiro, combater as causas”, destaca.
É nesta linha que a prevenção também
entra como política de erradicação das drogas
no DF, de acordo com o novo plano de enfrentamento a ser anunciado
hoje. O governo já lançou a primeira campanha publicitária
com a intenção de sensibilizar os jovens e adolescentes
sobre o que eles perdem com as drogas. A segunda terá um
apelo para a conscientização da família,
que tem papel fundamental na recuperação dos viciados,
e a terceira vai abordar a mobilização social.
Elas farão parte de um movimento que também contará com
a contratação de palestrantes — serão
10 neste primeiro momento — para atender cerca de 100 mil
alunos das redes públicas e privadas do DF.
Internação compulsória
As ações de combate às drogas estão
em andamento em outros estados, como o Rio de Janeiro. Há três
meses, o governo daquele estado lançou um programa com
uma medida polêmica. A partir dela, os dependentes químicos
que frequentam as chamadas cracolândias são encaminhados,
compulsoriamente, para tratamento. Ou seja, mesmo contra a vontade,
o viciado é levado para um centro de assistência
psicossocial, onde é atendido por um equipe de profissionais
da saúde. Em 90 dias, 85 pessoas já foram conduzidas
aos centros.
Embora seja
uma medida polêmica, o secretário municipal
de Assistência Social do Rio de Janeiro, Rodrigo Bethlen,
diz que as famílias de usuários de entorpecentes
têm aprovado a intervenção. “Os pais
estão satisfeitos porque eles não querem perder
os filhos para as drogas. É um tratamento muito difícil,
mas se não for assim, eles não teriam condições
de pagar uma clínica particular. O poder público
tem obrigação de zelar pela vida e a integridade
física das pessoas”, destaca.
O
Estado de São
Paulo
Drogarias
São Paulo e Pacheco anunciam fusão
e preparam IPO
Por Naiana
Oscar, Patrícia Cançado e Cátia
Luz
Empresa criada
com a união dos dois grupos tem receita
de R$ 4,4 bilhões e acirra a disputa pela liderança
no setor no País: no início do mês, a Droga
Raia e a Drogasil já haviam unido suas operações,
criando uma rede com 700 farmácias
Menos de
um mês após a Drogasil e a Droga Raia
unirem suas operações, criando uma gigante no setor
de drogarias, o mercado volta a se movimentar. As drogarias Pacheco
e São Paulo anunciaram ontem a fusão de suas operações,
criando um rede com receita de R$ 4,4 bilhões e 691 lojas.
Essa é a sexta operação de consolidação
no setor desde o ano passado.
"O que estamos vendo é uma verdadeira dança
das cadeiras, como nunca houve antes nesse mercado", disse
Sérgio Mena Barreto, presidente da Associação
Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). "Agora,
temos grandes companhias emboladas nos primeiros lugares, que
vão continuar promovendo uma verdadeira guerra pela liderança."
O negócio - que havia sido antecipado na semana passada
na coluna de Sônia Racy - foi concluído ontem e
visto no mercado como uma resposta da Drogaria São Paulo à fusão
entre Droga Raia e Drogasil, que criou uma empresa de R$ 4,1
bilhões e 700 lojas, em nove Estados brasileiros. Ronaldo
Carvalho, controlador da Drogaria São Paulo, diz, porém,
que as coisas não têm relação. "Estamos
negociando desde setembro do ano passado, mas só conseguimos
concluir agora." As concorrentes foram mais rápidas
e fecharam o negócio em menos de dois meses. As duas novas
redes ficaram com porte parecido e devem travar batalha acirrada
pela liderança no setor.
Controle.
A família Barata, dona da rede Pacheco, terá participação
majoritária na nova empresa, de 51%. Embora tenha registrado
um faturamento inferior ao do sócio paulista - R$ 1,8
bilhão, contra R$ 2,2 bilhões no ano passado -,
a rede fundada no Rio de Janeiro era a que tinha os melhores
resultados, segundo fontes próximas à operação.
Além de ser mais lucrativa, a líder no mercado
fluminense estava praticamente zerada em dívidas - ao
contrário da Drogaria São Paulo, que no ano passado
teve de se endividar para adquirir a rede Drogão.
Enquanto
não diluem a participação acionária
com uma abertura de capital - plano de ambos os sócios
para os próximos dois anos -, o controle da nova empresa
será compartilhado. Samuel Barata, fundador da Drogarias
Pacheco, presidirá o conselho de administração
e Gilberto Martins Ferreira, diretor executivo da Drogaria São
Paulo, continuará exercendo o mesmo cargo na nova empresa.
Ferreira veio da Farmax, adquirida pela Drogaria São Paulo
em 2002.
"Agora, vamos nos concentrar na integração
das redes e no crescimento orgânico, com foco na abertura
de capital", disse Ronaldo Carvalho. Segundo ele, as duas
marcas serão mantidas porque são líderes
nos mercados em que atuam. "Nós somos fortes em São
Paulo e eles no Rio. Estamos juntos em Minas, mas em regiões
diferentes", explica o empresário. Juntas, as empresas
terão presença em cinco Estados.
Assédio. No início do ano passado, a rede Pacheco
era a quinta maior empresa do setor em faturamento e a mais assediada
entre as redes regionais. Sua liderança no Rio praticamente
blindava a entrada dos concorrentes - o que fez com que eles
passassem a considerar fortemente a hipótese de se associar
a ela. O BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, também
chegou a se interessar pelo negócio.
Desde o ano
passado, a Brazil Pharma, do BTG, adquiriu quatro redes regionais,
mas
ficou sem as "mais interessantes".
Com as duas maiores redes do setor concentradas em complexos
processos de integração, analistas acreditam que
tenha chegado a vez de André Esteves. "Ele terá uma
janela para continuar sua estratégia de consolidação
fora dos mercados do Rio e de São Paulo", disse um
analista.
Entre as
mais de 65 mil farmácias existentes no Brasil,
num setor ainda extremamente pulverizado, duas redes passam a
atrair a atenção dos concorrentes: a Panvel, do
Rio Grande do Sul, e a Araújo, de Minas Gerais. "Esse
movimento vai causar um incômodo no setor e com certeza
teremos novas operações pela frente", diz
Barreto, da Abrafarma.
Extra Online
Planos
de saúde vão
cobrir 60 novos procedimentos
Por Ana Paula Viana
Cirurgia
para obesos e implante de ouvido eletrônico estão
na listagem
A partir
de janeiro de 2012, os planos de saúde serão
obrigados a incluir 60 novos procedimentos em sua cobertura assistencial,
entre eles, a cirurgia bariá-trica (de redução
do estômago), com uso de uma micro-câmera. A listagem
oficial com as mudanças será divulgada na próxima
terça-feira, pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS). A ampliação da cobertura dos
planos foi decidida após uma consulta pública,
realizada em abril e maio deste ano. De acordo com a ANS, 69%
das sugestões de inclusão de procedimentos foram
enviadas por consumidores.
Entre as
principais novidades está o implante coclear — um
tipo de ouvido eletrônico usado por pessoas com surdez
total ou parcial — que passará a ser pago integralmente
pelos planos de saúde.
As novas
tecnologias são um dos destaques da listagem
da agência reguladora. A maior parte dos procedimentos
que passarão a ser cobertos pelos planos se refere a operações
com video-laparoscopia, uma espécie de microcâmera
usada para simplificar as cirurgias e torná-las menos
invasivas.
Há ainda a inclusão de procedimentos de coloproc-tologia,
genética, mastologia, patologia clínica, pneumologia
e urologia. Os planos de saúde de todo o país terão
cinco meses para se adaptar às novas regras ditadas pela
ANS.
Discriminação renderá multa
Uma súmula normativa publicada ontem, pela ANS, promete
facilitar a vida de idosos e portadores de deficiência
que estejam tentando aderir a algum plano de saúde. De
acordo com o documento, as empresas de assistência médica
poderão ser multadas em R$ 50 mil, caso tentem desestimular,
impedir ou dificultar o ingresso de um beneficiário em
razão da idade, da condição de saúde
ou do fato de ele portar algum tipo de deficiência.
Estarão na mira da agência reguladora práticas
e políticas de comercialização restritivas
que sejam direcionadas a esses consumidores. A medida, que já está em
vigor, vale tanto para a venda direta feita pelas operadoras
de saúde, quanto para a mediada por prestadores de serviço.
Agência
Estado
Ressarcimento por atendimento ambulatorial de alto custo
Por Solange Spigliatti
Ainda não há um prazo definido para o início
da cobrança, segundo informação do Ministério
da Saúde
Os planos
de saúde terão de ressarcir os procedimentos
de alta complexidade ambulatoriais, como quimioterapia, acompanhamento
em saúde mental, atendimento em hospital/dia, entre outros,
que seus usuários façam no Sistema Único
de Saúde (SUS). A informação foi dada na
segunda-feira, 29, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O ressarcimento
está previsto na lei dos Planos de Saúde
(lei 9.656, de junho de 1998).
De acordo
com o Ministério da Saúde, a obrigação
do ressarcimento só será feita após um acerto
entre o Ministério e a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), que fará a cobrança. Ainda não
há um prazo definido para o início da cobrança.
Outra novidade é a definição de novos critérios
para a destinação dos recursos arrecadados pela
agência. Ficou estabelecido que a ANS repassará ao
Fundo Nacional de Saúde (FNS) todo o valor recolhido a
título de ressarcimento, para garantir que os recursos
cobrados dos planos de saúde retornarem ao Sistema Único
de Saúde, através de ações estratégicas
de saúde, beneficiando a população.
Segundo o
ministério, os valores eram destinados aos
gestores do SUS, que transferiam à unidade de saúde
prestadora do serviço. Agora, os recursos cobrados vão
para o Fundo. Atualmente, a agência possui em caixa R$
62 milhões em ressarcimento e ainda não transferidos
aos estados. O montante será creditado ao FNS.
A ANS também definirá critérios para a
criação de um "Valor Mínimo de Cobrança".
Este mecanismo servirá para evitar a cobrança de
procedimentos que possuem um "custo administrativo de cobrança" maior
do que o próprio valor de ressarcimento a ser obtido.
Segundo dados
do Ministério da Saúde, a ANS obteve
entre janeiro e julho deste ano ressarcimento de R$ 32,6 milhões
cobrados junto às operadoras. O total supera a soma arrecada
nos últimos quatro anos (R$ 27,6 milhões).
Atualmente,
46 milhões de brasileiros possuem planos
de saúde para o atendimento médico hospitalar e
ambulatorial.
Diário
do Nordeste
Autorização de exame fica mais difícil
Por Victor Ximenes
Fortaleza
- Usuários de planos de saúde estão
aguardando mais para conseguirem fazer exames, sobretudo, os
de alta complexidade
Apesar da
ampliação, a cada ano, do rol de procedimentos
médicos a que os usuários de planos de saúde
têm direito, muitos clientes continuam submetidos a longas
esperas para realizar exames, passando por situações
incômodas até obterem autorização
das operadoras para efetuá-los.
Para a química Regilane Almeida, marcar o exame foi fácil.
Na segunda-feira da semana passada, a usuária de plano
de saúde ligou para a operadora e ficou acertado que ela
fosse ao hospital no dia seguinte, para fazer uma ressonância
magnética do crânio, conforme solicitado pelo seu
médico. A dor de cabeça começou na terça-feira.
Com dores, ela chegou ao hospital, conforme combinado, mas, a
atendente informou que o exame pedido não seria autorizado
pelo plano. "Ela (atendente) disse que não havia
disponibilidade porque é um procedimento muito caro. E
aí eles não liberaram", conta, frisando que
não tem qualquer tipo de carência ou pendência
com a empresa".
Para ter
acesso ao serviço, diz Regilane, os funcionários
afirmaram que ela precisaria solicitar ao médico um relatório
com detalhes sobre a justificativa para a realização
do exame por parte da consumidora. "O médico me analisou.
Será que ele não tem respaldo para passar um procedimento?",
questiona.
Além desse constrangimento, ela reclama de o plano ter
atribuído tarefas que não seriam de responsabilidade
dela. "Eles pediram que eu acionasse o médico e eu
mesma enviasse o fax com as informações para eles",
desabafa.
Drama persiste
"Continuo com dores e sigo sentindo a necessidade de fazer
a ressonância para ter tratamento adequado. Já providenciei
o que me foi pedido e agora estou na expectativa de me ligarem
com um prazo", lamenta. "Já somos obrigados
a pagar saúde privada, porque o setor público não
nos oferece boas condições. Mas até pagando
o serviço, somos prejudicados", reclama.
Sem querer
se identificar, uma empresária, de 60 anos,
disse que também foi recusado o exame de densitometria óssea,
solicitado por seu médico. "Dois dias depois, eu
voltei lá com meu filho, que é advogado, ele argumentou
que faz parte do rol de procedimentos e, finalmente, eles liberaram",
conta.
Consulta
Não é só com exames que a dificuldade existe.
A professora Cristiane Mourão, cuja filha de quatro anos
apresentava sintomas de crise alérgica, precisava de um
gastropediatra para avaliar a criança. O plano informou
que só havia seis especialistas disponíveis e só seria
possível marcar uma consulta em quatro meses. Sem poder
esperar, a mãe optou por pagar R$ 250 em atendimento particular.
Sem retorno
A reportagem
entrou em contato com a Abramge, entidade representativa dos
planos
de saúde, mas não obteve retorno até o
fechamento desta edição.
Novas normas
Atualmente,
não há normas que delimitem os períodos
de atendimento, mas essa questão será modificada
dentro de 20 dias, quando todas as operadoras terão de
seguir a Resolução Normativa nº 259, publicada
pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar),
no último dia 21 de junho. Procedimentos como o do caso
de Regilane Almeida são considerados de alta complexidade.
A partir da vigência da resolução, a realização
de uma ressonância magnética, por exemplo, deverá ser
feita em, no máximo, 21 dias. As regras que valerão
a partir de setembro apontam que o cliente terá acesso
aos procedimentos no município onde os demandar ou nas
localidades vizinhas. Recentemente, a ANS incluiu novos 60 procedimentos.
ANS orienta
A ANS afirma
que é obrigatório que o plano cubra
as consultas, exames e tratamentos enumerados no rol de procedimentos.
O órgão recomenda que o cliente avalie com cautela
ao firmar um contrato com uma operadora, informando-se sobre
quais os hospitais, laboratórios e médicos a que
terá disponibilidade em sua cidade.
Saúde
Business Web
ONA
lança selo de qualificação para prestadores
de serviços
A Organização Nacional de Acreditação
(ONA) deve lançar entre outubro e novembro deste ano o
manual para avaliação e certificação
dos Serviços para a Saúde – Selo de Qualificação
ONA.
O novo instrumento é dirigido aos serviços de
apoio às organizações prestadoras de serviços
para a saúde (OPSS), como os serviços de processamento
de roupas; esterilização e de reprocessamento de
materiais; manipulação de drogas antineoplásticas,
dietas parenterais e serviços de dietoterapia.
Para obter
o selo, que terá validade de um ano, os serviços
devem atender aos requisitos de elegibilidade: se enquadrar no
conceito de Serviços para a Saúde, conforme determina
a Norma para o Processo de Avaliação específica;
estar legalmente constituído há pelo menos um ano;
possuir CNPJ distinto de qualquer OPSS; possuir alvará de
funcionamento; licença sanitária; licenças
pertinentes à natureza das atividades; registro do responsável
técnico, conforme o perfil do Serviço para a Saúde
(SPS); e ter a estrutura e processamento do produto totalmente
independente da organização prestadora de serviços
de saúde do cliente.
De acordo
com a ONA, o novo instrumento de avaliação
foi desenvolvido por um Comitê Técnico formado por
profissionais com experiência em acreditação
na área de saúde. Além disso, ficou disponível
para consulta pública, no portal da organização.
O resultado da consulta, que recebeu 54 contribuições,
serviu para consolidar o manual e desenvolver as Normas para
o Processo de Avaliação (NAs) desses serviços.
O instrumento
de avaliação para o selo é composto
de seções e subseções, onde para
cada subseção existe um padrão – que
têm como princípio a Gestão com Foco na Segurança – que
deve ser integralmente atendido. O Manual Brasileiro de Acreditação
para o Selo de Qualificação ONA inclui quatro seções – Gestão
e Liderança; Processamento e Liberação;
Apoio; e Infraestrutura. As subseções tratam do
escopo específico de cada serviço ou processo,
atribuindo a todos o mesmo grau de importância dentro do
sistema de avaliação.
Terça-feira,
30.08.11
Agência Câmara de Notícias
Líder do governo diz que é necessário
outro texto para regulamentar a Emenda 29
Por Carol
Siqueira / Edição: Marcos Rossi
O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza
(PT-SP), disse há pouco que defende um novo texto para
a proposta de regulamentação da Emenda 29 (PLP
306/08), que define os recursos orçamentários destinados
para a Saúde. “Esse texto é insuficiente”,
disse.
A proposta
deverá ser votada no dia 28 de setembro, depois
de um acordo entre os líderes partidários e de
uma rodada de negociações entre o presidente da
Câmara, Marco Maia, e os governadores. O texto já foi
aprovado pelo Plenário, mas falta a votação
de um destaque do DEM que inviabiliza a cobrança da Contribuição
Social da Saúde (CSS), criada no substitutivo do deputado
Pepe Vargas (PT-RS), que seria cobrada nos moldes da extinta
CPMF, mas com alíquota menor que o imposto derrotado.
A oposição quer apenas a votação
do destaque, mas o governo defende uma nova redação,
que determine uma fonte específica de financiamento. Vaccarezza
disse que o governo não vai discutir isoladamente a criação
de um novo imposto e que há várias sugestões
de deputados para financiar a Saúde, como a legalização
dos bingos com a conversão da arrecadação
do setor para a Saúde e o aumento da alíquota do
seguro obrigatório dos carros mais caros.
Segundo ele,
nem mesmo a CSS do texto aprovado na Câmara
seria suficiente para garantir os investimentos na saúde. “Esse
projeto, do jeito que está, pode significar menos dinheiro
para a Saúde. Para universalizar e melhorar a saúde, é preciso
financiamento especial. A CSS prevista no texto traria entre
R$ 10 e R$ 15 bilhões, mas precisamos de R$ 30 bilhões”,
ressaltou.
Vaccarezza
disse ainda que a mera aprovação do
projeto existente atualmente iria “frustrar a sociedade”. “A
simples regulamentação através do projeto
que está na Câmara não vai resolver o problema,
precisamos discutir com seriedade”, disse.
Votações
O líder do governo anunciou que as votações
da semana serão puxadas. Segundo ele, a intenção é terminar
ainda hoje a votação da Medida Provisória
533/11, que libera o repasse de recursos para educação
infantil, além da análise do pedido de cassação
da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF).
Vaccarezza
afirmou que amanhã, além do Projeto
de Lei 1209/11, que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino
Técnico e Emprego (Pronatec), deverão ser votadas
as alterações no Supersimples (PLPs 591/10 e 87/11),
além de ser feita a leitura do parecer à MP 534/11,
que reduz impostos para a fabricação de tablets
no Brasil. “Hoje deve ir até a meia-noite, e amanhã,
até as duas da manhã”, disse.
ANVISA
Canal
Minas Saúde prepara tutores para curso à distância
Uma capacitação para tutores de cursos à distância
treinou 76 profissionais de Minas Gerais e dos estados da região
norte que vão acompanhar o curso de Ações
Básicas de Vigilância em Saúde. O curso,
que começa no próximo mês de outubro, vai
preparar as equipes municipais para tratar com autonomia os riscos
sanitários de cada localidade. Para isso, será estimulada
a troca de conhecimento, o acúmulo de experiências
e o fortalecimento do trabalho das equipes.
A capacitação dos tutores foi o primeiro passo
para que os alunos tenham o apoio necessário durante o
curso. Um dos objetivos foi mostrar aos tutores como utilizar
as ferramentas do Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Segundo a
chefe do Núcleo de Educação,
Pesquisa e Conhecimento da Anvisa, Daniella Araújo, o
curso é uma iniciativa inédita e uma parceria entre
a Anvisa e o Canal Minas Saúde. “Será uma
oportunidade para os profissionais de todos os municípios
conhecerem o que é o SUS, a vigilância em saúde
e os componentes básicos da vigilância sanitária,
permitindo pensarmos em uma atuação mais competente
e integrada às demais áreas.”
Para a diretora
da Anvisa, Maria Cecília Brito, a iniciativa é um
marco para a vigilância sanitária. “Com essa
dimensão, é a primeira vez que oferecemos aos profissionais
do sistema de vigilância uma capacitação
sólida que irá colaborar na prevenção
do risco em cada município deste país”, afirma
Cecília.
O diretor
geral do Canal Minas Saúde, Rubensmidt Riani,
destaca que a experiência do Canal com educação à distância
será um diferencial. “A nossa expectativa é muito
positiva, pois estamos avançando para além das
fronteiras de Minas, fortalecendo a saúde pública”,
destaca Riani.
A partir
de outubro as aulas começam para os profissionais
de vigilância de Minas Gerais e dos estados da região
Norte. A intenção é que em 2012 a capacitação à distância
seja levada ao resto do país.
ANVISA
Reunião trata de Projeto de Cooperação
entre Brasil e Argentina
Representantes
da Anvisa e da Anmat (agência reguladora
argentina) estiveram reunidos, nesta segunda-feira (29/8), em
Buenos Aires, para discutir questões relacionadas ao estabelecimento
de um Projeto de Cooperação Bilateral que contará com
o apoio financeiro da Agência Brasileira de Cooperação
(ABC/MRE).
Entre os
temas apontados como estratégicos para o aprofundamento
do Projeto, destacam-se: produtos biológicos e biotecnológicos;
substituição, intercambialidade e equivalência
terapêutica; produtos médicos; e procedimentos para
a comunicação do risco.
As atividades
do Projeto terão como resultado a definição
de posições binacionais acerca dos assuntos apontados
como estratégicos. Com isso, será possível
orientar as discussões relativas aos temas de vigilância
sanitária em foros internacionais que contam com a participação
dos dois países.
As relações bilaterais entre Anmat e Anvisa contribuem
para o fortalecimento do controle sanitário, e para o
desenvolvimento econômico e social nos dois países.
Agência Câmara de Notícias
Relator
critica veto a desconto para plano de saúde de
domésticas
Por Verônica Lima / Edição:
Juliano Pires
O relator
da medida provisória que corrige a tabela do
imposto de renda (528/11), deputado Maurício Trindade
(PR-BA), criticou o veto da presidente Dilma Rousseff ao dispositivo
que permitiria a dedução, da base de cálculo
do IR, do valor das despesas com plano de saúde pago a
empregado doméstico. “Foi um erro muito grande da
parte deles”, declara.
De acordo
com Trindade, a decisão contraria acordo do
governo com sua base no Congresso. “O Executivo descumpriu
um acordo que havia feito com a liderança do governo”,
afirma.
O parlamentar
acrescenta que, dos cerca de sete milhões
de empregados domésticos do País, apenas 1,5 milhão
estão regulamentados. “Esse projeto ajudaria muito
na regulamentação, com a assinatura da carteira
de trabalho de mais pelo menos três milhões de pessoas”,
lamenta.
Formalização
O deputado
Efraim Filho (DEM-PB) também acredita que
o veto foi um equívoco. Segundo ele, a regra atual já permite
deduzir do imposto de renda valores pagos a empregados domésticos.
Assim, o objetivo da mudança seria formalizar a relação
entre patrões e empregados. "A partir do momento
em que se permitissem essas deduções, o patrão
se sentiria incentivado a partir para a formalização,
o que só traria benefícios para o empregado”,
argumenta.
Para Efraim,
faltou sensibilidade à presidente Dilma
Rousseff, ao privilegiar a receita fiscal do imposto de renda
em detrimento do benefício social que a medida provocaria. “O
empregado fica mais protegido a partir do momento em que tem
sua carteira assinada, com benefícios da assistência
social, auxílio doença etc”, afirma.
Efraim Filho
diz ainda que a proposta de dedução,
pelos empregadores, de valores relativos a plano de saúde
privado pago a empregado doméstico deverá ser retomada
em projeto de lei.
Veto
Na justificativa
do veto, a presidente Dilma alegou que as deduções
no imposto de renda se aplicam apenas ao contribuinte e seus
dependentes. Ao permitir a nova dedução, portanto,
a lei criaria um benefício fiscal. A presidente declarou
também que entidades representativas dos empregados domésticos
questionam o efetivo benefício da proposta para esses
profissionais.
Íntegra
da proposta:
MPV-528/2011
AGENDA
- Curso "Sustentabilidade: Conceito e Prática na Área
Hospitalar"
Data do Curso
2/9/2011 a 2/9/2011
Objetivo
Promover
a Sustentabilidade e utilizar indicadores como ferramenta de
Gestão. Possibilitar aos participantes conhecimentos
para a construção de um relatório de Sustentabilidade.
Público
Alvo
Profissionais
da área de saúde (hospitais, clinicas,
laboratórios, operadoras de saúde) que já exerçam
ou estejam se preparando para exercer cargos gerenciais ou que
necessitem atualizar-se nas práticas de gestão
moderna em ambientes de serviços. Executivos que necessitem
do conhecimento de novas práticas de gestão para
atuar em um mercado competitivo.
Programa
SUSTENTABILIDADE: CONCEITOS
- O que é Sustentabilidade?
- O que é o
Triple Botton Line?
SUSTENTABILIDADE NO CONTEXTO HOSPITALAR
- Iniciativas mundiais
- Hospital Amigo do Meio Ambiente, segundo a OMS
- Eliminação do Mercúrio nos Estabelecimentos
de Saúde
BALANCED SCORECARD E SUSTENTABILIDADE
- Uma nova perspectiva?
ENGAJAMENTO DE STAKEHOLDERS
- Quem são
os Stakehoders?
- Como engajar?
IMPLANTANDO
RELATÓRIO
DE SUSTENTABILIDADE EM HOSPITAIS
- As diretrizes internacionais: GRI, Pacto Global, ISO 26000
- Passos
para a construção de um Relatório
de Sustentabilidade
- Estudo de Caso.
Inscrições
Até 31/08/2011
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurus
nº 563 Lapa – São Paulo
Horário: 8:30 às
17:00
Mais
informações
- Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar
Unidas / AssPreviSite
12 de setembro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer
aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao
direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99,
as resoluções do CONSU e da ANS - Agência
Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência
reguladora, a aplicação subsidiária do Código
de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto,
os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos,
as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento
ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência
administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questões práticas.
Instrutor
Dr. José Luiz
Toro da Silva
Público
Alvo
Dirigentes,
Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Curso "Como a Enfermagem pode Contribuir para o Controle
de Custos do Hospital" São Paulo-SP
Data do Curso
15/9/2011 a 16/9/2011
Objetivo
Orientar
a equipe de enfermagem a dar mais ênfase no controle
de custos
Público
Alvo
Profissionais de Enfermagem
Programa
Cenário
Atual
- Resistência a Mudanças
- Gestão
de Profissionais
Custos Hospitalares
- Componentes dos Custos
- Classificação
dos Custos
- Sistema de Rateio
- Ponto de
Equilíbrio
Remuneração
Padronização
- Convênios
- Glosas
Enfermagem e Gerenciamento de Custos
Visão Estratégica do Negócio
Inscrições até 09/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17:00
Instrutor - Sarah Munhoz
Doutorado
em Ciências pela Universidade Federal de São
Paulo (2006), Mestrado em Saúde do Adulto pela Universidade
Federal de São Paulo (2002) . Atualmente é professora
Adjunta na disciplina de Administração na Faculdade
de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro e Presidente da
Associação Brasileira de Enfermagem - Seção
São Paulo.
Mais
informações
- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Local
Centro de
Eventos FIERGS – Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic
CEP: 91140-001 – Porto
Alegre - RS
55 (51) 3347-8696
Fax: 55 (51) 3347-8722
Email: kkein@ergs.org.br
Data
16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)
Organização
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Avenida Marechal
Câmara,
160/Sala 330 - Centro
CEP: 20020-907
- Rio de Janeiro – RJ
55 (21) 3478-2700
www.cardiol.br
Organização Científica
Gerência
de Eventos da SBC
55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752
Fax: 55 (21) 3478-2755
E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br
Skype: sbc-eventos01
Central
de Inscrições
55 (21) 3478-2700 ramal: 2759
Fax: 55 (21) 3478-2770
E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br
-
Curso "Gestão da Logística de Suprimentos
em Serviços de Saúde" São Paulo-SP
Data do Curso
21/9/2011 a 23/9/2011
Objetivo
Possibilitar
aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para as funções ligadas à Logística
Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de
atuação, considerando os aspectos técnicos
e administrativos.
Público
Alvo
Profissionais
com e/ou sem vivência no setor Hospitalar
Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou
adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão
da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.
Programa
FUNDAMENTOS
E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA
DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:
- Definição de Logística
de Suprimentos no ambiente hospitalar;
- Organização e estruturação da
Logística de Suprimentos e a sua posição
na estrutura organizacional de um hospital;
ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:
- Conceitos
básicos em Farmácia
Hospitalar;
- Atribuições do farmacêutico
Hospitalar;
- Sistemas
de distribuição e rastreabilidade de
medicamentos e produtos para saúde;
- Legislações aplicadas à Farmácia
Hospitalar;
- Farmácia Clínica, Farmacovigilância,
CIM e CCIH.
SISTEMAS
DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE
NEGOCIAÇÃO:
- Planejamento
e definição das estratégias
de compras;
- Conceitos
de custo total no processo de aquisição
(Sourcing);
- Compras
eletrônicas - (e-procurement, pregão,
leilão reverso);
- Licitação
- Legislação e Princípios;
- Estratégias de negociação;
- Gestão
de contratos.
QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/
NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:
- Qualificação e avaliação
dos fornecedores;
- Padronização de produtos para saúde como
estratégia de redução de custos;
- Conceitos
de classificação, codificação
e catalogação de produtos para saúde;
ARMAZENAGEM,
MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO
DOS ESTOQUES
- Técnicas de recebimento e inspeção
de qualidade;
- Armazenamento,
movimentação
e transporte de materiais;
- Valorização dos estoques (método PEPs,
FIFO, Custo Médio Ponderado);
GESTÃO
DOS ESTOQUES
- Principais
conceitos da administração de materiais;
- Conceitos e aplicabilidade
- Estoque
Mínimo, Estoque de Segurança,
Ponto de Pedido;
Lote Econômico,
Curva ABC;
- Normas
de inventário e contagem cíclica;
Inscrições até 16/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17h
Instrutor
- Mônica
Cristina Granzo
Bacharel
em Ciências Contábeis; MBA em Logística
Empresarial, Vasta experiência profissional na área
de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras
da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes
a área.
Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki
Graduação em Farmácia & Bioquímica,
pós graduação em Farmácia Hospitalar
e Introdução à Farmácia Clínica.
Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras,
membro Presidente da Comissão de Padronização
de Produtos da Central de Compras, atuação em educação
continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras
de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação
de fornecedores.
Mais
informações
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html