Leia
nesta edição:
- Custo pela
troca de prótese pode ser pago por todos
os usuários de planos
- Cirurgiões
e Unimeds voltam a negociar
- Fertilização deveria usar até dois embriões
- EUA lançam
plano contra Alzheimer
- Acompanhante
tem direito à refeição
- Revista
médica apoia omissão
do sexo do feto para evitar abortos de meninas
- Médicos
podem acessar materiais de apoio via iPad e iPhone
- Residência médica da Dasa é homologada
pelo MEC
- Dilma sanciona
lei que fixa gastos mínimos em saúde
pelo governo
- SUS tem
mais 185 laboratórios de próteses dentárias
- Acordo
com Copel pode nortear reajuste de honorários
médicos
- Atendimento
de urgência passa por reestruturação
- Saúde bucal na luta contra o câncer
- Saúde reforça estoque de vacina para tétano
e difteria
- Secretário de Saúde propõe plano de contingência
hospitalar
Terça-feira,
17.01.2012
O GLOBO
Custo
pela troca de prótese pode ser pago por todos os
usuários de planos
Na semana
passada, a Anvisa discutiu a troca de próteses
com a ANS e as sociedades de cirurgia
Marcelle Ribeiro
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge),
que representa 245 operadoras de planos de saúde, entre
elas a Amil, disse ontem que os custos da substituição
de próteses de silicone rompidas, das marcas Rofil (holandesa)
e PIP (francesa), devem ser repassados a todos os usuários
dos planos, por meio do aumento de mensalidades. Na semana passada,
o governo federal decidiu que as operadoras terão que
retirar e trocar as próteses agora proibidas em pessoas
que realizaram cirurgias estéticas ou reparadoras.
- Se o plano
de saúde tiver que cobrir as cirurgias,
alguém vai ter que pagar a conta. Quem vai pagar? Funcionamos
num regime de mutualismo, em que todos os associados acabam arcando
com o custo, seja ele mulher, criança, idoso. Será que
todos os componentes estão dispostos a pagar por isso?
- questionou o presidente da Abramge, Arlindo de Almeida.
A posição da Abramge, cujas operadoras associadas
respondem por 20 milhões de usuários de planos
de saúde, é semelhante à da União
Nacional das Instituições de Autogestão
em Saúde (Unidas), que representa planos de empresas como
Banco do Brasil e Petrobras e se pronunciou sobre o caso na última
sexta-feira. No mesmo dia, a Unimed declarou que os gastos com
a troca das próteses poderiam ser divididos com o governo.
A Unidas e a Unimed disseram que ainda não sabem o impacto
que essas cirurgias terão nos seus orçamentos.
Almeida sugeriu
que uma Parceria Público Privada poderia
amenizar o reflexo das despesas que os planos de saúde
terão com as cirurgias para troca das próteses.
- A gente
tem que parar, sentar e discutir. E se o governo fornecer todas
as
próteses? De repente, os centros cirúrgicos
seriam oferecidos pelas operadoras... Ainda não foi definido
- afirmou ele, repetindo opinião já dada pelo presidente
da Unimed Brasil, Eudes de Aquino.
Segundo Aquino,
os planos de saúde ainda não foram
chamados pelo governo para conversar sobre como será a
troca das próteses. Há uma expectativa de que isso
ocorra ainda esta semana.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar
(FenaSaúde), que representa as 15 maiores operadoras de
planos de saúde do país, explicou, na semana passada,
que uma vez constatada a ruptura da prótese de silicone,
a cirurgia de retirada do implante é considerada reparadora.
Em nota, afirmou que "as operadoras afiliadas à FenaSaúde
cumprirão rigorosamente o que está previsto no
rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
e nos contratos".
GAZETA DO POVO
Cirurgiões
e Unimeds voltam a negociar
Diálogo sobre o reajuste dos honorários da especialidade
cardiovascular foi retomado em Curitiba, Ponta Grossa, Londrina,
Maringá e Cascavel
Os 18 cirurgiões cardiovasculares que solicitaram desligamento
de dez das 22 Unimeds do Paraná entre dezembro de 2011
e a semana passada estão próximos de um acordo
com a operadora do plano de saúde. É o que diz
o presidente da Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares
do Paraná (CoopCárdio-PR), Marcelo Ferraz de Freitas.
Segundo ele, já ocorreram reuniões entre representantes
da entidade e as singulares de Ponta Grossa, Londrina e Cascavel,
e em Curitiba um encontro na tarde de hoje pode pôr fim
ao impasse em torno do reajuste dos honorários da especialidade.
Esse encontro poderá deixar essa discussão sobre
o aumento dos honorários bem próxima do fim, aposta.
Freitas revela
que houve pré-disposição
por parte das Unimeds em rever o aumento do pagamento dos honorários
dos médicos. De acordo com a CoopCárdio-PR, a maior
parte das singulares paga uma média de R$ 1,3 mil a R$
1,8 mil por procedimento, enquanto que o valor ideal, segundo
o que preconiza a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, é de
cerca de R$ 15 mil para uma equipe que envolve de três
a quatro pessoas, normalmente.
O presidente
da CoopCárdio-PR afirma que os valores de
reajuste ainda não foram definidos. Mas nós já sabemos
que essa quantia de R$ 1,3 mil não vai continuar. Os honorários
serão maiores , salienta o presidente da entidade. A última
proposta da Unimed Curitiba foi de pagar entre R$ 5 mil e R$
10 mil. A contraproposta da CoopCárdio foi de R$ 7,5 mil,
com aumento escalonado até cerca de R$ 15 mil.
A Unimed
Curitiba, via assessoria de imprensa, disse que está negociando
diretamente com os 55 médicos da especialidade cooperados
e não com a CoopCárdio-PR. O operadora também
acredita que um acordo bom para ambas as partes esteja próximo.
Em Ponta
Grossa, onde os quatro cirurgiões cardiovasculares
vinculados à operadora pediram desligamento, a singular
da Unimed solicitou um prazo máximo de 45 dias para um
acordo. Estamos buscando um acordo bilateral. Não queremos
prejudicar os médicos. A solicitação de
desligamento desses profissionais ainda não foi acatada.
Tivemos uma conversa recente com a CoopCárdio-PR e acreditamos
que tudo será resolvido , diz o diretor de Mercado e Desenvolvimento
da Unimed Ponta Grossa, Nilson Roberto Santana. Ele afirma que
durante esse período os usuários do plano permanecem
sendo atendidos normalmente.
Em Maringá, onde dois dos cinco médicos da especialidade
pediram para sair, as negociações também
foram retomadas. Contudo, o cirurgião cardiovascular Aldo
Pesarini, que possui clínicas em Maringá e Umuarama,
disse que os honorários pagos pela Unimed da região
equivalem à metade do valor pago pelo SUS (cerca de R$
2,8 mil) e por isso vai sair do convênio. Temos custos
altíssimos e o valor pago pela Unimed é muito baixo.
Tem casos em que precisamos até tirar dinheiro do bolso
para pagar o Imposto de Renda. É inviável, reclama
Pesarini.
Londrina
refuta valores divulgados pela CoopCárdio-PR
A Unimed
Londrina, por meio de uma nota oficial, contestou os valores
que a CoopCárdio-PR têm divulgado como a
média dos honorários pagos aos cirurgiões
cardiovasculares: entre R$ 1,3 mil e R$ 1,8 mil por procedimento.
Segundo a nota, o pagamento à equipe de cirurgia cardiovascular
na região de Londrina por uma cirurgia de revascularização
do miocárdio, uma das mais comuns do segmento, é de
R$ 3,4 mil a R$ 6,8 mil. Ao mesmo tempo, o SUS repassa à mesma
equipe R$ 2,8 mil e o valor exigido pela Coopcárdio-PR
vai de R$ 12 mil a R$ 18 mil conforme o contrato do cliente.
A Unimed Londrina ainda espera manter diretamente com seus cooperados
uma negociação justa, buscando a melhor remuneração
possível, diz a nota.
No entanto,
o médico Alexandre Noboru Murakami, cirurgião
cardiovascular em Londrina, e outros quatro colegas já pediram
o desligamento da singular. A Unimed teria solicitado que os
médicos permanecessem até o fim de janeiro.
O usuário que precisar pode contar com os profissionais
de Londrina, ninguém ficará sem atendimento. Vamos
realizar o procedimento que o paciente necessitar e depois reivindicamos
da Unimed judicialmente, explica Murakami.
O médico afirma que realiza aproximadamente quatro cirurgias
por semana, cerca de 16 por mês. E que recebe da Unimed
entre R$ 1,5 mil a R$ 2,5 mil por procedimento para toda a equipe.
A equipe recebe a quantia que precisa ser repassada para três
auxiliares, e mais um médico, umas quatro ou cinco pessoas
envolvidas. Desse valor ainda tem de deduzir 27,5% do valor do
imposto. Outros convênios pagam, em média, R$ 10
mil, ressalta.
FOLHA DE S. PAULO
Fertilização deveria usar até dois embriões
Estudo inglês defende que a implantação
de três ou mais embriões não resulta em mais
bebês nascidos vivos. No Brasil, é permitida a implantação
de até quatro embriões para as mulheres com idade
a partir de 40 anos
Mariana Versolato
Mulheres
que se submetem à fertilização
in vitro (FIV), técnica mais usada de reprodução
assistida, devem ter implantados um ou dois embriões,
nunca três ou mais.
Essa é a conclusão de um estudo inglês publicado
no periódico médico "Lancet".
Segundo os
autores da pesquisa, da Universidade de Bristol, no Reino Unido,
o
número maior de embriões não
aumenta o sucesso do procedimento e ainda eleva o risco de gestações
múltiplas, associadas a complicações.
Quando há mais de um feto no útero, a prematuridade é regra,
segundo Mario Cavagna, secretário da comissão de
reprodução humana da Febrasgo (Federação
Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).
E o nascimento
prematuro está ligado a maior risco de
problemas de saúde para o bebê, como sequelas do
sistema nervoso.
Para o estudo,
foram analisados 124 mil ciclos de fertilização,
que resultaram em 33 mil nascimentos.
Os pesquisadores
compararam as taxas de sucesso, os nascimentos múltiplos e a ocorrência de baixo peso e prematuridade
nos procedimentos em mulheres de até 40 anos e com mais
de 40.
BRASIL
Os limites
do estudo são diferentes dos da norma brasileira.
No país, as regras estabelecidas há um ano permitem
a transferência de até dois embriões para
pacientes com até 35 anos, até três para
mulheres com idade entre 36 e 39 e até quatro para pacientes
com 40 anos ou mais.
Mas a redução do número de embriões
na FIV é uma tendência mundial, segundo Adelino
Amaral Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução
Assistida.
Na Inglaterra, é proibido colocar mais de três
embriões em mulheres com mais de 40 anos. Na Suécia
e na Bélgica, transfere-se um único embrião
por ciclo para reduzir as gestações múltiplas.
"A norma do Brasil já está desatualizada.
Temos que discutir hoje um ou dois embriões, dependendo
da idade da paciente", diz João Sabino da Cunha Filho,
especialista em reprodução humana pela Universidade
de Paris.
Segundo ele, é preciso desmitificar a ideia de que transferir
mais embriões aumenta a chance de sucesso. "Isso
só eleva a chance de problemas na gravidez."
Uma grande
diferença entre a fertilização
no Brasil e nos países europeus é que lá os
tratamentos são pagos pelo governo -no Brasil, estima-se
que 90% deles sejam privados.
Estudos já mostraram que sai mais barato para o Estado
pagar a FIV do que as complicações das gestações
múltiplas, como UTI neonatal.
"Mas aqui as mulheres pensam: 'Estou gastando uma fortuna,
prefiro correr o risco de uma gestação múltipla'.
Precisamos levar essas diferenças em conta", diz
Cavagna. Um tratamento de FIV pode custar até R$ 25 mil.
"Não temos a presença do Estado, então
precisamos otimizar as chances e transferir mais embriões",
diz Silva.
Segundo Cavagna, é necessário considerar as exceções. "Em
quem tem mais 40 anos e já fez várias tentativas,
por que não transferir quatro embriões?",
questiona.
Para ele,
o médico deve ter livre-arbítrio para
individualizar o tratamento, levando em consideração
a idade, o número de tratamentos que a paciente já fez
e o tempo de infertilidade.
ESTADÃO.COM.BR
EUA
lançam
plano contra Alzheimer
Governo
americano quer desenvolver meios eficazes de tratar e prevenir
o mal
até 2025
O governo
americano está elaborando o que está sendo
considerado um objetivo ambicioso para a doença de Alzheimer:
desenvolver meios eficazes de tratar e prevenir o mal até 2025.
A administração Obama está desenvolvendo
o primeiro plano nacional do Alzheimer para encontrar melhores
tratamentos e oferecer cuidados aos pacientes.
Um rascunho
dos objetivos estabelecidos com prazo para 2025 foi divulgado,
mas ele não dá detalhes de como
fazer as pesquisas necessárias para atingir a meta. Os
tratamentos atuais apenas aliviam temporariamente sintomas, e
a busca por melhores terapias tem sido lenta.
Um comitê de especialistas começa um encontro para
ajudar o governo a finalizar o plano. Estima-se que 5,4 milhões
de americanos tenham a doença ou outras demências.
O plano pretende
atacar tanto os aspectos médicos quanto
sociais do problema. Entre os objetivos estão melhorar
o tempo de diagnóstico e o suporte e o treinamento às
famílias.
JORNAL DO COMMERCIO
Acompanhante
tem direito à refeição
Leonardo Spinelli
A Defensoria
Pública de Pernambuco, por meio do Fórum
da Saúde Suplementar, vai requerer da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) mais atenção,
por parte dos planos de saúde, ao cumprimento da Resolução
211/2011. Recebemos reclamações quase diárias.
Os planos não estão bancando a alimentação
de acompanhantes de idosos e de menores de 18 anos, conforme
prevê a legislação, informa a defensora pública,
Cristina Sakaki.
A resolução em questão determina que a
acomodação e alimentação no Plano
Hospitalar, se dará no caso de acompanhantes para menores
de 18 anos e para idosos a partir de 60 anos de idade, além
de pessoas portadoras de deficiências e que o serviço
deverá ser prestado em consonância com o que é oferecido
pelo hospital, ou seja, se oferecer três refeições
ao paciente, de igual modo, deverão ser servidas três
refeições ao acompanhante .
A autônoma Josélia Leite passou por uma situação
semelhante no final do ano passado, quando teve de acompanhar
sua mãe, de 77 anos, no hospital. Quando estamos com um
idoso, não dá para sair para lanchar, é uma
pessoa que necessita de atenção constante. Mas
eu só fiquei sabendo que tinha direito a alimentação
depois de três dias de internamento. Fui informada por
minhas irmãs, que trabalham na área. Acredito que
muita gente paga pela alimentação sem saber, porque
os hospitais não informam , comentou.
O presidente
do Sindicato dos Hospitais (Sindihospe), Mardônio
Quintas, explica que esta situação também
incomoda o setor, porque os hospitais cumprem apenas o contrato
celebrado com os planos. Ele explica que a resolução
da ANS não atinge prestadores de serviço do segmento.
O prestador não é regulado pela ANS.
Por isso,
ele informa que também vai exigir aditivos
ou novos contratos com os planos de saúde para que a resolução
da ANS seja cumprida. Quem fica com a imagem arranhada é o
hospital. Por isso, vamos rever estes contratos para que os planos
assumam o ônus da exigência. Afinal, não existe
almoço grátis, comentou o dirigente, confirmando
que há muitas reclamações com relação
ao não cumprimento da legislação. O diretor
regional da Associação Brasileira de Medicina de
Grupo (Abramge), Flávio Wanderley, foi procurado, mas
não atendeu aos contatos telefônicos.
Cristina
Sakaki informa que o consumidor que passar por uma situação como esta deve denunciá-la à Defensoria
Pública. Quando recebemos denúncia, nos antecipamos
e procuramos o hospital para tentar mediar a situação.
Um de nossos objetivos é evitar a judicialização.
Nossas intervenções têm dado resultado, estamos
conseguindo fazer com que o consumidor não pague esta
conta, comentou a defensora pública.
A instituição pode ser contactada pelos telefones
(81) 3182.3700 ou 3182.3714 em horário comercial. A Defensoria
Pública vai realizar, no final do mês, a primeira
reunião do Fórum da Saúde Suplementar, que
reúne representantes dos planos, dos consumidores e dos
hospitais para debater e resolver problemas referentes ao setor.
ESTADÃO.COM.BR
Revista
médica apoia omissão
do sexo do feto para evitar abortos de meninas
Segundo texto,
problema na América do Norte é causado
por imigrantes asiáticos, onde o aborto de fetos femininos é elevado
A revista
da Associação Médica do Canadá considera
que os médicos não deveriam revelar o sexo do feto
até as 30 semanas de gravidez para evitar o aborto de
meninas.
A revista,
na página editorial de sua última edição,
indica que o problema de aborto de meninas na América
do Norte é causado por imigrantes asiáticos (principalmente
da Índia e China, onde o aborto de fetos femininos é elevado).
Para a publicação, o número de abortos
de meninas é suficientemente significativo para "distorcer
a proporção entre homens e mulheres em alguns grupos étnicos".
O Canadá, segundo a revista, se transformou em "um
paraíso" para os pais que desejam abortar os fetos
femininos, tendo em vista sua preferência por filhos do
sexo masculino.
Os dados
do artigo indicam que a taxa natural de nascimentos entre homens
e mulheres é de
1,05, ou seja, para cada 100 meninas, nascem 105 meninos.
A revista
indica que a taxa de nascimentos de homens no primeiro bebê nascido de casais de imigrantes asiáticos que
residem no Canadá é apenas ligeiramente superior
a esse número: 1,08. Mas a revista destaca que o número é alarmante
quando os primeiros filhos de uma família asiática
são meninas.
Neste caso,
a taxa do terceiro nascimento em famílias
de imigrantes da China, Coreia e Vietnã que já têm
duas filhas é de 1,39. Entre os imigrantes indianos, o
número dispara a 1,90, ou seja, quase duas crianças
para cada menina nascida.
O editorial
ressalta que uma variedade de fatores, inclusive o fácil acesso tanto a abortos como a serviços
de determinação de sexo, assim como o profundo
respeito pela diversidade do Canadá, permitiu que os abortos
seletivos conforme o sexo disparassem no Canadá. Nos Estados
Unidos, esta tendência também foi detectada.
Para a revista,
o sexo do feto é informação
medicamente irrelevante e, exceto em relação a
incomuns doenças relacionadas ao sexo, não afeta
o cuidado. "Tal informação poderia, em alguns
casos, facilitar o feticídio feminino", complementa.
Segunda-feira, 16.01.2012
REVISTA
APÓLICE
Médicos
podem acessar materiais de apoio via iPad e iPhone
A Amil Assistência Médica Internacional lançou
um aplicativo para iPad e iPhone desenvolvido exclusivamente
para os médicos (credenciados ou não) que permitirá consulta
a materiais de apoio e procedimentos médicos, agilizando
o atendimento dentro dos consultórios e clínicas
médicas.
O Aplicativo
Amil Médicos possibilita acesso ao Manual
Merck, um dos mais importantes e conceituados manuais de medicina,
ao Código Internacional de Doenças (CID), a bulas
de medicamentos aprovados e disponíveis no site da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e ao Rol
de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS).
Disponível gratuitamente para download na App Store,
o programa possui: acesso a Rede Credenciada, o que facilita
indicações e encaminhamentos dos pacientes durante
a própria consulta a clínicas, hospitais e laboratórios;
extratos de pagamentos, com informações e dados
do relacionamento administrativo do médico com a operadora.
"A empresa está atenta às inovações
tecnológicas e vem utilizando esses avanços para
fortalecer a relação com nossos públicos.
Primeiro foram os corretores, depois os beneficiários
e agora são os médicos que poderão usufruir
de uma série de comodidades", reforça Telmo
Pereira, diretor de TI da Amil. "O acesso ao CID, entre
outros, é uma importante informação que
precisa ser preenchida pelos médicos nos documentos utilizados
na relação médico credenciado x operadoras",
salienta o executivo.
De acordo
com a Dra. Nelita Villaverde, diretora médica,
uma das grandes vantagens da ferramenta é o acompanhamento
das informações, atualizadas em tempo real. "Todos
ganham com a agilidade que o aplicativo proporciona. O acesso
ao Manual Merck, por exemplo, um dos mais conceituados do mundo
com tradução para a língua portuguesa, é muito
utilizado pela classe médica. Sem contar, é claro,
os serviços exclusivos para os médicos credenciados,
como extratos de pagamento, rede credenciada de seu contrato
de atendimento, telefones das centrais de atendimento Amil, dados
confidenciais, entre outras funcionalidades", reforça
Villaverde.
SAÚDE
WEB
Residência médica da Dasa é homologada
pelo MEC
Primeiro
ano abrange as quatro áreas básicas:
Clínica Médica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia
e Cirurgia Geral, bem como suas respectivas subespecialidades
A Dasa, grupo
especializado em medicina diagnóstica,
teve a sua residência médica em Patologia Clínica,
realizada em parceria com a Universidade de Brasília (UnB),
homologada pelo Ministério da Educação (MEC).
De acordo com a coordenadora do curso e diretora médica
da Dasa no Distrito Federal, Adília Segura, esta é a única
residência em Patologia Clínica disponível
na região centro-oeste, além de ser uma das especialidades
mais escassas para se cursar no Brasil.
Com início no Hospital Universitário de Brasília
(HUB-UnB), o curso está previsto para começar em
março de 2012 e terá duas vagas disponíveis
por ano. Sua carga horária será de 60 horas semanais,
com duração de três anos. O primeiro ano
abrange as quatro áreas básicas: Clínica
Médica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia e
Cirurgia Geral, bem como suas respectivas subespecialidades.
Já nos anos seguintes, o residente dará continuidade
ao curso nas instalações do Núcleo Técnico
Operacional da Dasa no Distrito Federal, onde todos os exames
do Laboratório Exame são processados. No segundo
ano serão abordadas as áreas básicas da
Patologia Clínica: Bioquímica, Hormonologia, Imunologia,
Hematologia e Microbiologia. E, no terceiro e último ano,
serão abordadas áreas específicas e de excelência
na Dasa como: Biologia Molecular, Líquidos Corpóreos,
Gestão e Controle de Infecção Hospitalar,
em que o residente terá contato com os diferentes serviços
laboratoriais da Dasa no Brasil, proporcionando uma vivência
benéfica na sua formação especializada.
Haverá reuniões clínicas laboratoriais
semanais e sessões clínicas anatomopatológicas
sob a responsabilidade do Hospital Universitário com a
participação ativa dos residentes, que serão
mensalmente avaliados e acompanhados pela Comissão de
Residência Médica do Dasa e Distrital (COREME-DASA
e COREME-DISTRITAL).
Toda a equipe
de médicos do grupo, bem como bioquímicos,
biomédicos e técnicos, estará à disposição
para orientar a formação e o desempenho dos residentes.
Um coordenador e dois preceptores serão responsáveis
pelo acompanhamento e pela avaliação deles. "Acreditamos
que o residente que conclua este programa estará apto
a desempenhar com qualidade as funções solicitadas
ao perfil atual do patologista clínico", explica
a médica, em nota.
A Sociedade
Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial (SBPC/ML) considera um avanço para a especialidade
a abertura dessa residência médica no Distrito Federal. "Vemos
que a DASA tomou essa iniciativa por reconhecer a necessidade
de haver mais patologistas clínicos no mercado. Houve
uma redução de vagas para a especialidade devido à concentração
dos laboratórios em grandes grupos, mas, agora, o próprio
mercado reconhece que é preciso formar mais especialistas
nessa área. Esperamos que outros grupos façam o
mesmo e ajudem a criar novas residências na especialidade,
afirma o presidente da SBPC/ML, Paulo Azevedo, em comunicado.
Essa atividade
faz parte das atividades do Instituto de Ensino e Pesquisa
Dasa,
que tem como missão promover e executar
atividades educacionais de pesquisa básica, aplicada e
tecnológica.
SAÚDE
WEB
Dilma
sanciona lei que fixa gastos mínimos em saúde
pelo governo
Presidente
vetou 15 dispositivos do texto aprovado pelo Congresso. Lei
define despesas
na área e obriga União a aumentar
investimentos
Foi publicada
nesta segunda-feira (16), no "Diário
Oficial da União", a sanção da presidente
Dilma Rousseff à lei que define os gastos públicos
em saúde, bem como os percentuais mínimos de investimento
na área por parte da União, estados e municípios.
A norma regulamenta
a chamada "Emenda 29" - mudança
constitucional aprovada em 2000 que previa os gastos mínimos
- ao descrever como será feita a aplicação
dos recursos. A proposta da lei, que tramitava há mais
de 10 anos no Congresso, foi aprovada em definitivo pelo Senado
em dezembro do ano passado.
O texto encaminhado
pelo Congresso sofreu 15 vetos da Presidência.
Entre os cortes, dois se relacionavam à Contribuição
Social sobre a Saúde (CSS), um novo tributo cujos recursos
seriam destinados à área, mas cuja cobrança
que já havia sido derrubada na Câmara e no Senado.
Outro veto
diz respeito aos recursos que a União deve
aplicar anualmente na saúde. Pelo texto aprovado, o governo
federal deve investir o montante do ano anterior acrescido da
variação percentual do Produto Interno Bruto (PIB),
que mede o crescimento da economia. O veto presidencial impede
que uma eventual revisão para cima nesse percentual obrigue
o governo a aplicar créditos adicionais para ajustar o
valor.
O texto sancionado
mantém a previsão de que estados
e distrito federal apliquem 12% de tudo o que arrecadam na saúde.
Já os municípios devem investir 15% da receita.
Foram excluídos dispositivos que estabeleciam formas de
compensação para estados e municípios que
não atingissem essas metas em 2011.
Outro trecho
excluído previa que os recursos que não
fossem aplicados na saúde deveriam ser depositados numa
conta, cujos rendimentos financeiros deveriam ser depois investidos
na área. Esse valor, porém, não seria considerado
na apuração dos montantes mínimos previstos.
Dilma também vetou artigo que excluía do cálculo
de investimento recursos aplicados em saúde provenientes
de taxas, tarifas ou multas arrecadados por entidades públicas
da área de saúde. Com o veto, esses investimentos
poderão entrar no percentual mínimo de estados
(12%) e municípios (15%).
Definições
Foram mantidas
no texto as definições do que pode
e o que não pode ser considerado gasto em saúde.
O objetivo é evitar que governadores e prefeitos "maquiem" os
gastos em saúde pública.
Ficou expresso
que não podem ser contabilizados como
despesas em saúde gastos com pagamento de aposentadorias
e pensões, inclusive de servidores da saúde; pagamento
de salário para servidores que não atuam na área;
assistência à saúde que não seja universal;
merenda escolar; saneamento básico; limpeza urbana; preservação
do meio ambiente; assistência social; além de obras
de infraestrutura.
Com a regulamentação, os recursos só poderão
ser utilizados em ações e serviços de "acesso
universal" que sejam "compatíveis com os planos
de saúde de cada ente da federação" e
de "responsabilidade específica do setor saúde.
Não se aplicando a despesas relacionadas a outras políticas
públicas que atuam sobre determinantes sociais e econômicos,
ainda que incidentes sobre as condições de saúde
da população".
Entre os
investimentos autorizados na saúde estão
remuneração dos profissionais de saúde na
ativa; gastos com capacitação de pessoal e investimentos
na rede física do Sistema Único de Saúde
(SUS); produção, aquisição e distribuição
de insumos, como medicamentos e equipamentos médico-odontológicos;
gestão e ações de apoio administrativo;
entre outros.
A lei também define como será feita a prestação
de contas, fiscalização e transparência dos
gastos na saúde, descrevendo as atribuições
de tribunais de contas, órgãos do Executivo e Conselho
Nacional de Saúde, vinculado ao governo.
PORTAL
DA SAÚDE
SUS
tem mais 185 laboratórios de próteses dentárias
Ministério da Saúde investe R$ 13,8 milhões
para ampliar a assistência odontológica no Sistema Único
da Saúde em 18 estados
O Ministério da Saúde está reforçando
a assistência odontológica no Sistema Único
de Saúde (SUS) com o credenciamento de mais 185 novos
Laboratórios Regionais de Prótese Dentária
(LRPD). As novas unidades estão instaladas em 18 estados
e terão capacidade para produzir até 130 mil próteses
dentárias por ano. O Ministério da Saúde
autorizou a liberação de R$ 13,8 milhões
para o funcionamento desses serviços.
Com este
reforço na assistência, o Brasil passa
a contar com 991 Laboratórios Regionais. Os laboratórios
são unidades que atuam integrados com os demais serviços
de saúde bucal. Nesses locais, são produzidos dois
tipos de prótese - totais (dentaduras) e parciais (coroas
e pontes). As próteses dentárias são produtos
indicados para a recuperação de falhas na arcada
dentária e oferecidas, desde 2011, no SUS, por meio do
programa Brasil Sorridente. “Ter uma dentição
adequada e acesso aos tratamentos é uma questão
de cidadania. Vamos supor uma pessoa que queira ser recepcionista,
mas que não tem dentes na boca. No mercado de trabalho
competitivo de hoje, essa pessoa não conseguiria emprego”,
explica Gilberto Pucca, coordenador de Saúde Bucal do
Ministério da Saúde.
BENEFICIADOS
Os novos
laboratórios funcionarão nos estados
de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás,
Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso,
Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande
do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo
e Tocantins. Os recursos do Ministério serão destinados
diretamente para as secretarias estaduais e municipais de saúde
e liberados de acordo com a estrutura e com a capacidade de produção
de cada laboratório.
De acordo
com o Gilberto Pucca, o credenciamento das novas unidades vai
permitir também a contratação de mais
dentistas e protéticos no serviço público.
Somente em 2011, os investimentos do Ministério da Saúde
para confecção de próteses dentárias
somaram R$ 57 milhões.
BRASIL SORRIDENTE
O programa
Brasil Sorridente faz parte das ações
do Plano Brasil Sem Miséria, lançado no ano passado
pela Presidência da República. A principal meta
do Ministério da Saúde, na assistência odontológica, é reduzir
progressivamente o número de brasileiros com falhas na
arcada dentária ou sem dentes, sobretudo nas regiões
e municípios de extrema pobreza. Nos últimos oito
anos, mais de três milhões de dentes deixaram de
ser extraídos em atendimentos pelo SUS por que receberam
atendimento adequado.
O Ministério da Saúde também pretende,
a partir de 2012, iniciar processo de treinamento de profissionais
para trabalhar na reabilitação de falhas na arcada
dentária da população brasileira. Esta iniciativa
será desenvolvida em parceria com o Ministério
do Desenvolvimento Social.
As regiões que receberão os novos laboratórios
também fazem parte dos programas Mulheres Mil e Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec),
desenvolvidos pelo governo federal. O Mulheres Mil tem como objetivo
promover a formação profissional e tecnológica
de mulheres em situação de risco ou carentes. Já o
Pronatec pretende ampliar o número de cursos de Educação
Profissional e Tecnológica para a população
brasileira.
Confira a
quantidade de serviços credenciados e os recursos
repassados pelo Ministério para cada estado:
Estado |
Número
de Unidades |
Recurso/Ano |
Alagoas |
1 |
R$ 24.000,00 |
Amapá |
1 |
R$ 60.000,00 |
Bahia |
10 |
R$ 840.000,00 |
Ceará |
2 |
R$ 70.640,00 |
Goiás |
9 |
R$ 965.640,00 |
Maranhão |
2 |
R$ 202.760,00 |
Minas
Gerais |
7 |
R$ 420.000,00 |
Mato
Grosso do Sul |
3 |
R$ 180.000,00 |
Mato
Grosso |
5 |
R$ 300.000,00 |
Pará |
5 |
R$ 582.800,00 |
Paraíba |
7 |
R$ 541.640,00 |
Pernambuco |
8 |
R$ 804.000,00 |
Piauí |
15 |
R$ 2.100.000,00 |
Rio
Grande do Norte |
8 |
R$ 480.000,00 |
Rio
Grande do Sul |
29 |
R$ 1.860.000,00 |
Santa
Catarina |
23 |
R$ 1.327.480,00 |
São
Paulo |
48 |
R$ 3.000.000,00 |
Tocantins |
2 |
R$ 120.000,00 |
TOTAL |
185 |
R$ 13.878.960,00 |
O
ESTADO DO PARANÁ
Acordo
com Copel pode nortear reajuste de honorários
médicos
As entidades
médicas do Paraná assinam, nesta
terça-feira, termo de compromisso com a Fundação
Copel que prevê um reajuste real no valor das consultas
e honorários médicos pagos pela operadora aos médicos
credenciados. É o primeiro acordo assinado com uma operadora
de saúde suplementar desde 2005, e, o acordo de abrangência
estadual com os maiores valores do Brasil.
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O acordo
com a Fundação Copel é resultado
do movimento médico que vem, desde 2009, lutando pela
valorização profissional e a correta remuneração
por parte dos planos de saúde (alguns não reajustam
os honorários médicos há sete anos, apesar
de reajustarem a mensalidade de seus clientes anualmente). É o
primeiro resultado prático, de âmbito estadual,
das manifestações das entidades médicas
em defesa do reajuste nas tabelas pagas pelos Planos de Saúde,
e pode nortear outros acordos, mostrando que as entidades médicas
estão abertas a negociar e que as operadoras têm
condições de apresentar propostas que reconheçam
o valor do profissional de saúde.
O acordo
será firmado após um mês de trabalhos
de um grupo de estudos montado em parceria entre a Associação
Médica do Paraná e a Fundação Copel.
Em conjunto, as duas entidades elaboraram a proposta inovadora,
que, além da majoração dos valores das consultas
e procedimentos, prevê a participação das
entidades médicas em ações da operadora,
como a educação continuada para os profissionais
credenciados, a análise epidemiológica dos problemas
de saúde mais comuns entre os usuários da operadora
e a elaboração de programas de medicina preventiva
para essas doenças.
PORTAL
DA SAÚDE
Atendimento
de urgência passa por reestruturação
Gestores
foram estimulados a investir na Rede da Atenção às
Urgências e o Ministério criou o SOS Emergência
e programas como o Melhor em Casa
Destinar
mais recursos para os gestores públicos que
investirem na qualificação dos serviços
e atendimento prestados pelos componentes que fazem parte da
Rede de Atenção às Urgências. Essa
foi umas das medidas implantadas em 2011 pelo Ministério
da Saúde dentro da estratégica Saúde Toda
Hora.
Uma das primeiras
mudanças foi implantada no Serviço
de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192). Os
municípios que aderiram ao serviço terão
aumento de 66% do recurso de custeio repassado mensalmente pelo
Ministério caso estejam inseridos em um Plano de Ação
Regional e atendam a critérios de qualidade técnicos
e estruturais. O Ministério também transformou
o SAMU 192 em estabelecimento de saúde e, os gestores
terão que cadastrá-lo no Sistema de Cadastro Nacional
de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), o que possibilitará um
acompanhamento mensal da execução do serviço. “Muitas
vezes o SAMU 192 é o primeiro equipamento de saúde
do SUS que a população tem contato, por isso o
serviço deve ser ágil, com qualidade e integrado
aos demais componentes da Rede de Urgências”, afirma
o coordenador de Urgência e Emergência do Ministério
da Saúde, Paulo de Tarso.
Atualmente,
o SAMU 192 existe em 1.604 municípios brasileiros
e atende a 112 milhões de brasileiros, com a cobertura
de 58,66% da população. Só neste ano, foram
habilitados 284 novos veículos, mais de duas ambulâncias
por semana. Para a implantação das Centrais de
Regulação, o Ministério destinou R$ 977.742.
Para o custeio
das 159 Centrais, 1.795 ambulâncias e 81
motolâncias existentes no país, o Ministério
da Saúde destinou neste ano R$ 397,8 milhões.
UPAS
O Ministério também adotou medidas para estimular
a qualificação dos serviços prestados nas
Unidades de Pronto Atendimento 24 h (UPAS), estabelecendo valores
diferenciados para unidades qualificadas. Os incentivos mensais
variam de R$ 170 a R$ 500 mil, dependendo do porte da unidade,
que é definido pela estrutura oferecida, equipe e capacidade
de atendimento.
Outra mudança implantada pelo Ministério é a
possibilidade de liberação de recursos para ampliação
e reforma de UPAs e também de incentivos para custeio
mensal dessas unidades, que poderão receber de R$ 100
a 300 mil mensais, dependendo do porte.
Existem em
funcionamento no país 129 UPAs 24 h. Só em
2011, o Ministério inaugurou 30 novas unidades no país
e habilitou outras 130. Para a implantação destas
unidades será destinado R$ 215 milhões. O Ministério
liberou ainda para custeio das UPAS 24h, R$ 102,9 milhões.
SALAS
DE ESTABILIZAÇÃO
Para diminuir
a lotação das emergências
dos hospitais e trazer o atendimento mais próximo da residência
do cidadão, o Ministério da Saúde passou
a incentivar a instalação de Salas de Estabilização.
Com uma equipe de médico, enfermeiro e pessoal técnico,
as salas prestarão assistência temporária
para estabilização de pacientes em estado grave
ou de condição clínica frágil. “As
Salas de Estabilização serão articuladas
com a rede de atenção básica, o SAMU 192,
as UPAs 24h e os hospitais, seguindo a lógica do Saúde
Toda Hora”, explicou Paulo de Tarso.
O Ministério da Saúde recebeu e está analisando
1.054 propostas de Salas Estabilização. O município
que tiver a proposta aprovada receberá R$ 100 mil, para
a instalação da estrutura, além de um custeio
mensal que poderá chegar a R$ 35 mil, no caso dos municípios
da Amazônia Legal, do Nordeste e das regiões de
extrema pobreza.
ATENÇÃO
HOSPITALAR
Dentro do
Saúde Toda Hora, o Ministério também
implantou Programa SOS Emergência, uma ação
enfrentar as principais necessidades dos grandes hospitais do
país, qualificar a gestão, ampliar o acesso aos
usuários em situações de urgência
e garantir atendimento ágil, humanizado e com acolhimento.
Desde novembro
do ano passado, o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, vem visitando os 11 Hospitais que fazem parte da primeira
fase da ação que pretende atingir, até 2014,
os 40 maiores prontos-socorros brasileiros. Todos são
referências regionais, possuem mais de 100 leitos, tem
pronto-socorro e realizam grande número diário
de internações e atendimentos ambulatoriais.
O S.O.S Emergências funciona articulado com os demais
serviços de urgência e emergência que compõem
a Rede Saúde Toda Hora, coordenada pelo Ministério
da Saúde e executada pelos gestores estaduais e municipais
em todo o país. “Sabemos que ofertar o alívio
imediato ao sofrimento pode ser decisivo para a vida da pessoa
e, por isso, essa é uma ação inovadora”,
enfatizou Padilha.
ATENÇÃO
DOMICILIAR
Outra ação para promover qualidade de atendimento
e redução de filas nos hospitais de emergência,
lançada pelo Ministério da Saúde neste ano,
foi o programa Melhor em Casa, que amplia o atendimento domiciliar
oferecendo assistência multiprofissional gratuita em casa
a pessoas com necessidade de reabilitação motora,
idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em situação
pós-cirúrgica.
As equipes
multidisciplinares atenderão, em média,
60 pacientes, simultaneamente. “Os pacientes receberão
tratamento no melhor local que podem ser tratados, ou seja, em
casa, junto com a família, envolvendo todos para a recuperação
da saúde”, afirma Alexandre Padilha.
Até 2014, serão implantadas no país mil
equipes de Atenção Domiciliar e outras 400 equipes
de apoio.
FORÇA
NACIONAL
Para responder
de forma mais ágil e qualificada em situações
extremas, como casos de epidemias, de catástrofes e desassistência,
o Ministério da Saúde criou a Força Nacional
do SUS. A ação do Ministério levará em
conta cinco níveis de assistência e o tamanho das
equipes variará de acordo com a classificação
do risco.
O Ministério da Saúde investirá mais de
R$ 10 milhões até 2018 para compra de material
de estrutura física, equipamentos, insumos, medicamentos,
capacitação e deslocamento.
CORREIO BRAZILIENSE
Saúde bucal na luta contra o câncer
Segundo especialistas,
o acompanhamento odontológico é parte
fundamental do combate à doença, pois ajuda a amenizar
efeitos colaterais da químio e da radioterapia na boca
que costumam atrapalhar a recuperação do paciente
Gláucia
Chaves
De modo geral,
além da cirurgia, o tratamento contra
o câncer pode envolver sessões de quimioterapia,
radioterapia e transplante de medula óssea. Únicas
maneiras de tratar a doença, os procedimentos são
agressivos e provocam diversos efeitos colaterais. O paciente
precisa lidar com incômodos que surgem em decorrência
das sessões, como febre, cansaço extremo, perda
de apetite e dificuldade para ingerir alimentos. Embora seja,
muitas vezes, negligenciada por pacientes e até mesmo
pela equipe médica, a boca também sofre com os
efeitos dos medicamentos, e é uma parte do corpo que merece
cuidados redobrados. Segundo Gustavo Maluf, especialista na chamada
odontologia oncológica, visitas regulares ao dentista
reduzem pela metade a severidade e a duração de úlceras
bucais, comuns em pacientes com câncer.
Maluf explica
que o objetivo principal do dentista que trabalha com médicos envolvidos nos tratamentos contra o câncer é prevenir
infecções e outras possíveis complicações
que colocam o paciente em risco. "Muitos medicamentos têm
de 50% a 60% de chances de ocasionar problemas na cavidade bucal",
estima. Grande parte desses problemas é causada pela mucosite,
uma reação tóxica inflamatória a
agentes quimioterápicos ou radiação constituída
por úlceras que surgem em grande quantidade e provocam
dor intensa ao paciente - e que atingem 90% dos indivíduos
em tratamento. "Em casos sérios, essas úlceras
podem ter até 2 cm", completa. "Com dificuldade
para se alimentar, alguns pacientes chegam a perder 20kg, 30kg
e precisam suspender o tratamento."
Com leucemia
desde 2010, o estudante Lucas Godoy, 18 anos, sabe bem a importância das visitas regulares ao dentista. Os
quimioterápicos fizeram com que aftas aparecessem na boca
do rapaz. Mesmo com o incômodo, entretanto, ele confessa
que só procurou o dentista quando os machucados evoluíram
para úlceras. "Cheguei a ficar internado por causa
de uma delas", lembra. Lucas precisou ir ao hospital diariamente
para cuidar dos ferimentos. "O dentista aplicou laser para
que elas sumissem. Doíam bastante, principalmente as maiores." Atualmente,
o jovem está na fase de quimioterapia de manutenção,
em que precisa tomar remédios de três em três
meses. Mesmo assim, ele conta que não é incentivado
a ir ao dentista regularmente. "Não vejo muitos médicos
que recomendam isso sempre, mas acho que é por conta dos
efeitos colaterais, que não aparecem em todo mundo."
Uma vez que
a interrupção do tratamento traz riscos óbvios
para o paciente, Gustavo Maluf frisa que o acompanhamento odontológico
deve ser feito antes, durante e após a químio e
a radioterapia. Segundo ele, o sistema imunológico comprometido
por conta da doença e a higienização incorreta
dos dentes são o começo de uma perigosa bola de
neve que pode colocar a perder tudo o que foi feito pela equipe
médica. A falta de higienização faz com
que as bactérias aumentem. Com as defesas do corpo debilitadas,
os pacientes tornam-se, então, muito mais suscetíveis
a infecções - com machucados que impedem a higienização
correta da boca. "Metade desses pacientes corre o risco
de ter septicemia, infecções generalizadas que
levam a óbito", alerta o dentista, que cita a xerostomia
(falta de saliva) e a candidíase (popularmente chamada
de sapinho) como outros efeitos colaterais comuns na rotina de
pessoas em tratamento oncológico.
Multidisciplinar
Anderson
Silvestrini, oncologista clínico do Grupo Acreditar
e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica
(SBOC), diz que uma equipe médica multidisciplinar é indispensável
durante o tratamento. "Não basta ter várias
especialidades (atendendo o paciente), é importante que
elas se comuniquem, que haja diálogo entre farmacêuticos,
dentistas, psicólogos, oncologistas e demais profissionais",
reforça. Sem essa interseção, uma simples
cárie não tratada pode se transformar em um abscesso
(acúmulo de pus ao redor da raiz do dente) e, mais tarde,
em uma infecção. Por isso, o primeiro olhar do
dentista (preferencialmente, antes de o tratamento oncológico
começar) deve ser minucioso para descartar cáries,
gengivites ou feridas na boca.
Mais que
minimizar o desconforto e evitar doenças decorrentes
das complicações bucais, Silvestrini salienta que
um bom acompanhamento odontológico previne outras enfermidades
que as pessoas nem sempre sabem que são ocasionadas por
problemas bucais. "Além dos riscos de infecções
do câncer, há o perigo de doenças cardiológicas,
como a endocardite (inflamação de estruturas internas
do coração)", detalha. O médico explica
que a prevenção e o acompanhamento constante da
evolução do quadro dentário do paciente
são feitos com a ajuda da laserterapia, tratamento em
que as ondas de luz tratam as lesões e fazem com que os
machucados sarem mais rapidamente.
Hematologista
do Grupo Acreditar, Paulo Soares explica que até mesmo
a força usada pelo dentista no trato com pacientes oncológicos
pode influenciar os resultados da intervenção. "O
tratamento do mieloma múltiplo, por exemplo, é feito
com medicações que endurecem os ossos e acabam
provocando uma destruição óssea", diz. "Os
pacientes podem ter a mandíbula destruída, porque
os ossos enrijecidos ficam menos plásticos, com menor
capacidade de mudança." Por conta dessa fragilidade,
chamada osteonecrose avascular da mandíbula ou ainda necrose
asséptica de mandíbula, o tecido ósseo da
cavidade oral fica exposto e torna-se infectado rapidamente. "O
dentista tem que ser mais "conservador" ao mexer na
boca de um paciente com mieloma múltiplo", resume. "Ele
não pode fazer grandes procedimentos, pois o paciente
pode perder a mandíbula."
O aposentado
Hamilton Souza Silva, 75 anos, luta contra o mieloma múltiplo e, por conta da medicação, sofreu
com a exposição óssea na boca. Mesmo quando
parou de tomar o remédio que causou a complicação,
ele conta que um dente ficou infeccionado. "Fui ao dentista
e ele achou melhor tirar o resto dos dentes também",
detalha. Desde o ano passado, quando o câncer reapareceu
após um hiato de sete anos, Hamilton diz que não
sabia da importância do acompanhamento odontológico
na rotina dos tratamentos. "Só fui ao dentista quando
comecei a sentir dor, mas nenhum médico me encaminhou
direto", alega.
Procurar
um profissional sério, naturalmente, também é um
fator decisivo para que tanto o tratamento odontológico
quanto o oncológico seja eficiente. Um erro de interpretação
fez com que um abscesso cervical de Joaquina Rosa Basílio,
57 anos, fosse confundido com um câncer. A feirante conta
que tudo começou com tratamento de canal mal feito (retirada
de um tecido na parte interna da polpa do dente). "Tive
um abscesso enorme no pescoço, abaixo do queixo, e foi
aquela correria, fiquei desesperada", descreve. Após
vários exames, o resultado da biópsia, negativo
para câncer, alivou Joaquina. "O problema estava acontecendo
há anos e não aparecia em nenhum exame. Quando
realmente cresceu demais, os médicos descobriram que eram
os dentes os causadores de tudo isso."
PORTAL
DA SAÚDE
Saúde reforça estoque de vacina para tétano
e difteria
Ministério envia um total de 580 mil doses de vacinas
contra tétano e difteria para manter estoques nos estados
atingidos pelas chuvas
O Ministério da Saúde enviou 580 mil doses da
vacina dupla bacteriana (contra difteria e tétano) para
os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito
Santo, afetados pelas chuvas. Nesta segunda-feira (16) foram
400 mil doses para Minas Gerais e 30 mil doses para o Espírito
Santo. Para atender a solicitação do estado de
Minas Gerais, a quantidade da vacina dupla bacteriana correspondeu
ao dobro do envio de rotina. Na sexta-feira, o Rio de Janeiro
recebeu 150 mil doses.
Uma das preocupações no período de enchentes é o
tétano acidental, pois as inundações disseminam
a bactéria causadora dessa doença que pode levar à morte.
A difteria provoca inflamação das vias respiratórias
e a transmissão ocorre pela saliva ou outras secreções
eliminadas ao tossir, espirrar ou mesmo ao falar.
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, salienta que
vacinar-se é a melhor forma de prevenção
e proteção para essas doenças. “Também é importante
orientar as pessoas, principalmente crianças, para que
não nadem ou brinquem em poças d’água,
lagos ou rios que possam estar contaminados pelas águas
das enchentes. A bactéria do tétano é adquirida
pela contaminação de ferimentos, mesmo que pequenos”,
explica o ministro da Saúde. Ele lembra ainda que não
existe vacina contra a leptospirose, outra doença muito
comum nas enchentes e também por isso é mais um
motivo para evitar contato com água de enchentes.
A VOZ DA SERRA
Secretário de Saúde propõe plano de contingência
hospitalar
(SECOM) O
secretário de Saúde de Nova Friburgo,
Dr. Renato Abi-Ramia, reuniu-se na terça-feira, 10, com
os representantes dos hospitais Day, Unimed, São Lucas,
Raul Sertã, Maternidade e UPA. O assunto da reunião
foi a proposta de um plano de contingência de desastres,
integrando as duas redes, para caso haja alguma eventualidade
todos estejam preparados para receber as vítimas. A meta é preparar
as unidades para o funcionamento parcial ou de emergência
em casos de desastres naturais como enchentes e outras calamidades.
O Hospital Municipal Raul Sertã funcionará como
principal referência e deverá comandar o recebimento
de vítimas e coordenar o apoio de outras unidades hospitalares
e possibilitar a continuidade de atendimento, com a proteção
de setores, materiais e equipamentos em até uma hora após
acionado o Plano de Contingência.
O diretor
do Hospital Municipal Raul Sertã, Marcelo Orphão,
já apresentou o plano de contingência, que foi aprovado
pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual
de Saúde. No plano do hospital, existem todas as medidas
de proteção dos setores, materiais e equipamentos.
Para o diretor, é muito importante que todos os hospitais
e unidades tenham um plano, para suprir as emergências
e tornar mais ágil o atendimento no caso de uma nova tragédia: "Nós
fizemos o nosso plano, desobstruímos as galerias próximas às
entradas do hospital, para que o acesso seja garantido. Temos
geradores para garantir o atendimento, estoques de soro, medicamentos,
entre outros. O objetivo é garantir que as vítimas
cheguem até as unidades e sejam atendidas. Por isso, cada
uma precisa ter o seu plano elaborado e que possamos todos trabalhar
em conjunto", afirmou. O Raul Sertã já tem
todos os setores esquematizados para que os pacientes sejam imediatamente
transferidos para o andar de cima e todos os funcionários
serão acionados. Além disso, todo esse plano foi
elaborado para que em uma hora tudo seja organizado e para manter
a normalidade nos atendimentos.
Os representantes
do Hospital São Lucas já têm
suas medidas de prevenção, adquiram gerador e também
estão mantendo os estoques de medicamentos sempre em alta,
para que não haja risco de acabar. O grande problema do
referido hospital é o acesso, que há risco de ficar
interditado, por isso precisa-se pensar num plano B, para que
não interrompa nenhum atendimento. Mesmo assim, o hospital
apresentou algumas soluções, mas que ainda dependem
do DER para resolver. Entre outras questões, a unidade
vai apresentar seu plano de contingência e enviar para
o secretario de Saúde, para maior integração
com o município.
Os hospitais
Unimed, Maternidade, Day e UPA também têm
suas providências e se dispuseram em ajudar no que for
necessário. Para o secretário de Saúde é muito
importante que haja essa integração e que Nova
Friburgo esteja preparada para qualquer chuva: "Temos que
torcer para que não haja mais nenhuma tragédia,
mas o nosso plano de contingência deve ser elaborado como
se fossemos viver uma catástrofe duas vezes pior que a
outra, para que estejamos preparados para o pior. Nossa cidade
não esperava viver isso ano passado, agora temos que estar
atentos. Friburgo é a única cidade com um plano
de contingência, queremos ser modelo e servir de exemplo
para todas as outras cidades. Acredito que juntos atenderemos
toda a demanda e não vamos deixar a desejar", concluiu.
Nos próximos dias, cada unidade deve apresentar seus planos
de contingência, suas vulnerabilidades, para solicitar
os acessos como prioridade e juntos todos vão integrar
as unidades para a garantia do funcionamento em uma catástrofe.
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br