17-01-12

 

Leia nesta edição:

- Custo pela troca de prótese pode ser pago por todos os usuários de planos

- Cirurgiões e Unimeds voltam a negociar

- Fertilização deveria usar até dois embriões

- EUA lançam plano contra Alzheimer

- Acompanhante tem direito à refeição

- Revista médica apoia omissão do sexo do feto para evitar abortos de meninas

- Médicos podem acessar materiais de apoio via iPad e iPhone

- Residência médica da Dasa é homologada pelo MEC

- Dilma sanciona lei que fixa gastos mínimos em saúde pelo governo

- SUS tem mais 185 laboratórios de próteses dentárias

- Acordo com Copel pode nortear reajuste de honorários médicos

- Atendimento de urgência passa por reestruturação

- Saúde bucal na luta contra o câncer

- Saúde reforça estoque de vacina para tétano e difteria

- Secretário de Saúde propõe plano de contingência hospitalar

Terça-feira, 17.01.2012

O GLOBO

Custo pela troca de prótese pode ser pago por todos os usuários de planos

Na semana passada, a Anvisa discutiu a troca de próteses com a ANS e as sociedades de cirurgia

Marcelle Ribeiro

A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa 245 operadoras de planos de saúde, entre elas a Amil, disse ontem que os custos da substituição de próteses de silicone rompidas, das marcas Rofil (holandesa) e PIP (francesa), devem ser repassados a todos os usuários dos planos, por meio do aumento de mensalidades. Na semana passada, o governo federal decidiu que as operadoras terão que retirar e trocar as próteses agora proibidas em pessoas que realizaram cirurgias estéticas ou reparadoras.

- Se o plano de saúde tiver que cobrir as cirurgias, alguém vai ter que pagar a conta. Quem vai pagar? Funcionamos num regime de mutualismo, em que todos os associados acabam arcando com o custo, seja ele mulher, criança, idoso. Será que todos os componentes estão dispostos a pagar por isso? - questionou o presidente da Abramge, Arlindo de Almeida.

A posição da Abramge, cujas operadoras associadas respondem por 20 milhões de usuários de planos de saúde, é semelhante à da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), que representa planos de empresas como Banco do Brasil e Petrobras e se pronunciou sobre o caso na última sexta-feira. No mesmo dia, a Unimed declarou que os gastos com a troca das próteses poderiam ser divididos com o governo. A Unidas e a Unimed disseram que ainda não sabem o impacto que essas cirurgias terão nos seus orçamentos.

Almeida sugeriu que uma Parceria Público Privada poderia amenizar o reflexo das despesas que os planos de saúde terão com as cirurgias para troca das próteses.

- A gente tem que parar, sentar e discutir. E se o governo fornecer todas as próteses? De repente, os centros cirúrgicos seriam oferecidos pelas operadoras... Ainda não foi definido - afirmou ele, repetindo opinião já dada pelo presidente da Unimed Brasil, Eudes de Aquino.

Segundo Aquino, os planos de saúde ainda não foram chamados pelo governo para conversar sobre como será a troca das próteses. Há uma expectativa de que isso ocorra ainda esta semana.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa as 15 maiores operadoras de planos de saúde do país, explicou, na semana passada, que uma vez constatada a ruptura da prótese de silicone, a cirurgia de retirada do implante é considerada reparadora. Em nota, afirmou que "as operadoras afiliadas à FenaSaúde cumprirão rigorosamente o que está previsto no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e nos contratos".

GAZETA DO POVO

Cirurgiões e Unimeds voltam a negociar

Diálogo sobre o reajuste dos honorários da especialidade cardiovascular foi retomado em Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá e Cascavel

Os 18 cirurgiões cardiovasculares que solicitaram desligamento de dez das 22 Unimeds do Paraná entre dezembro de 2011 e a semana passada estão próximos de um acordo com a operadora do plano de saúde. É o que diz o presidente da Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares do Paraná (CoopCárdio-PR), Marcelo Ferraz de Freitas. Segundo ele, já ocorreram reuniões entre representantes da entidade e as singulares de Ponta Grossa, Londrina e Cascavel, e em Curitiba um encontro na tarde de hoje pode pôr fim ao impasse em torno do reajuste dos honorários da especialidade. Esse encontro poderá deixar essa discussão sobre o aumento dos honorários bem próxima do fim, aposta.

Freitas revela que houve pré-disposição por parte das Unimeds em rever o aumento do pagamento dos honorários dos médicos. De acordo com a CoopCárdio-PR, a maior parte das singulares paga uma média de R$ 1,3 mil a R$ 1,8 mil por procedimento, enquanto que o valor ideal, segundo o que preconiza a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, é de cerca de R$ 15 mil para uma equipe que envolve de três a quatro pessoas, normalmente.

O presidente da CoopCárdio-PR afirma que os valores de reajuste ainda não foram definidos. Mas nós já sabemos que essa quantia de R$ 1,3 mil não vai continuar. Os honorários serão maiores , salienta o presidente da entidade. A última proposta da Unimed Curitiba foi de pagar entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. A contraproposta da CoopCárdio foi de R$ 7,5 mil, com aumento escalonado até cerca de R$ 15 mil.

A Unimed Curitiba, via assessoria de imprensa, disse que está negociando diretamente com os 55 médicos da especialidade cooperados e não com a CoopCárdio-PR. O operadora também acredita que um acordo bom para ambas as partes esteja próximo.

Em Ponta Grossa, onde os quatro cirurgiões cardiovasculares vinculados à operadora pediram desligamento, a singular da Unimed solicitou um prazo máximo de 45 dias para um acordo. Estamos buscando um acordo bilateral. Não queremos prejudicar os médicos. A solicitação de desligamento desses profissionais ainda não foi acatada. Tivemos uma conversa recente com a CoopCárdio-PR e acreditamos que tudo será resolvido , diz o diretor de Mercado e Desenvolvimento da Unimed Ponta Grossa, Nilson Roberto Santana. Ele afirma que durante esse período os usuários do plano permanecem sendo atendidos normalmente.

Em Maringá, onde dois dos cinco médicos da especialidade pediram para sair, as negociações também foram retomadas. Contudo, o cirurgião cardiovascular Aldo Pesarini, que possui clínicas em Maringá e Umuarama, disse que os honorários pagos pela Unimed da região equivalem à metade do valor pago pelo SUS (cerca de R$ 2,8 mil) e por isso vai sair do convênio. Temos custos altíssimos e o valor pago pela Unimed é muito baixo. Tem casos em que precisamos até tirar dinheiro do bolso para pagar o Imposto de Renda. É inviável, reclama Pesarini.

Londrina refuta valores divulgados pela CoopCárdio-PR

A Unimed Londrina, por meio de uma nota oficial, contestou os valores que a CoopCárdio-PR têm divulgado como a média dos honorários pagos aos cirurgiões cardiovasculares: entre R$ 1,3 mil e R$ 1,8 mil por procedimento. Segundo a nota, o pagamento à equipe de cirurgia cardiovascular na região de Londrina por uma cirurgia de revascularização do miocárdio, uma das mais comuns do segmento, é de R$ 3,4 mil a R$ 6,8 mil. Ao mesmo tempo, o SUS repassa à mesma equipe R$ 2,8 mil e o valor exigido pela Coopcárdio-PR vai de R$ 12 mil a R$ 18 mil conforme o contrato do cliente. A Unimed Londrina ainda espera manter diretamente com seus cooperados uma negociação justa, buscando a melhor remuneração possível, diz a nota.

No entanto, o médico Alexandre Noboru Murakami, cirurgião cardiovascular em Londrina, e outros quatro colegas já pediram o desligamento da singular. A Unimed teria solicitado que os médicos permanecessem até o fim de janeiro.

O usuário que precisar pode contar com os profissionais de Londrina, ninguém ficará sem atendimento. Vamos realizar o procedimento que o paciente necessitar e depois reivindicamos da Unimed judicialmente, explica Murakami.

O médico afirma que realiza aproximadamente quatro cirurgias por semana, cerca de 16 por mês. E que recebe da Unimed entre R$ 1,5 mil a R$ 2,5 mil por procedimento para toda a equipe. A equipe recebe a quantia que precisa ser repassada para três auxiliares, e mais um médico, umas quatro ou cinco pessoas envolvidas. Desse valor ainda tem de deduzir 27,5% do valor do imposto. Outros convênios pagam, em média, R$ 10 mil, ressalta.

FOLHA DE S. PAULO

Fertilização deveria usar até dois embriões

Estudo inglês defende que a implantação de três ou mais embriões não resulta em mais bebês nascidos vivos. No Brasil, é permitida a implantação de até quatro embriões para as mulheres com idade a partir de 40 anos

Mariana Versolato

Mulheres que se submetem à fertilização in vitro (FIV), técnica mais usada de reprodução assistida, devem ter implantados um ou dois embriões, nunca três ou mais.

Essa é a conclusão de um estudo inglês publicado no periódico médico "Lancet".

Segundo os autores da pesquisa, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, o número maior de embriões não aumenta o sucesso do procedimento e ainda eleva o risco de gestações múltiplas, associadas a complicações.

Quando há mais de um feto no útero, a prematuridade é regra, segundo Mario Cavagna, secretário da comissão de reprodução humana da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

E o nascimento prematuro está ligado a maior risco de problemas de saúde para o bebê, como sequelas do sistema nervoso.

Para o estudo, foram analisados 124 mil ciclos de fertilização, que resultaram em 33 mil nascimentos.

Os pesquisadores compararam as taxas de sucesso, os nascimentos múltiplos e a ocorrência de baixo peso e prematuridade nos procedimentos em mulheres de até 40 anos e com mais de 40.

BRASIL

Os limites do estudo são diferentes dos da norma brasileira. No país, as regras estabelecidas há um ano permitem a transferência de até dois embriões para pacientes com até 35 anos, até três para mulheres com idade entre 36 e 39 e até quatro para pacientes com 40 anos ou mais.

Mas a redução do número de embriões na FIV é uma tendência mundial, segundo Adelino Amaral Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida.

Na Inglaterra, é proibido colocar mais de três embriões em mulheres com mais de 40 anos. Na Suécia e na Bélgica, transfere-se um único embrião por ciclo para reduzir as gestações múltiplas.

"A norma do Brasil já está desatualizada. Temos que discutir hoje um ou dois embriões, dependendo da idade da paciente", diz João Sabino da Cunha Filho, especialista em reprodução humana pela Universidade de Paris.

Segundo ele, é preciso desmitificar a ideia de que transferir mais embriões aumenta a chance de sucesso. "Isso só eleva a chance de problemas na gravidez."

Uma grande diferença entre a fertilização no Brasil e nos países europeus é que lá os tratamentos são pagos pelo governo -no Brasil, estima-se que 90% deles sejam privados.

Estudos já mostraram que sai mais barato para o Estado pagar a FIV do que as complicações das gestações múltiplas, como UTI neonatal.

"Mas aqui as mulheres pensam: 'Estou gastando uma fortuna, prefiro correr o risco de uma gestação múltipla'. Precisamos levar essas diferenças em conta", diz Cavagna. Um tratamento de FIV pode custar até R$ 25 mil.

"Não temos a presença do Estado, então precisamos otimizar as chances e transferir mais embriões", diz Silva.

Segundo Cavagna, é necessário considerar as exceções. "Em quem tem mais 40 anos e já fez várias tentativas, por que não transferir quatro embriões?", questiona.

Para ele, o médico deve ter livre-arbítrio para individualizar o tratamento, levando em consideração a idade, o número de tratamentos que a paciente já fez e o tempo de infertilidade.

ESTADÃO.COM.BR

EUA lançam plano contra Alzheimer

Governo americano quer desenvolver meios eficazes de tratar e prevenir o mal até 2025

O governo americano está elaborando o que está sendo considerado um objetivo ambicioso para a doença de Alzheimer: desenvolver meios eficazes de tratar e prevenir o mal até 2025.

A administração Obama está desenvolvendo o primeiro plano nacional do Alzheimer para encontrar melhores tratamentos e oferecer cuidados aos pacientes.

Um rascunho dos objetivos estabelecidos com prazo para 2025 foi divulgado, mas ele não dá detalhes de como fazer as pesquisas necessárias para atingir a meta. Os tratamentos atuais apenas aliviam temporariamente sintomas, e a busca por melhores terapias tem sido lenta.

Um comitê de especialistas começa um encontro para ajudar o governo a finalizar o plano. Estima-se que 5,4 milhões de americanos tenham a doença ou outras demências.

O plano pretende atacar tanto os aspectos médicos quanto sociais do problema. Entre os objetivos estão melhorar o tempo de diagnóstico e o suporte e o treinamento às famílias.

JORNAL DO COMMERCIO

Acompanhante tem direito à refeição

Leonardo Spinelli

A Defensoria Pública de Pernambuco, por meio do Fórum da Saúde Suplementar, vai requerer da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mais atenção, por parte dos planos de saúde, ao cumprimento da Resolução 211/2011. Recebemos reclamações quase diárias. Os planos não estão bancando a alimentação de acompanhantes de idosos e de menores de 18 anos, conforme prevê a legislação, informa a defensora pública, Cristina Sakaki.

A resolução em questão determina que a acomodação e alimentação no Plano Hospitalar, se dará no caso de acompanhantes para menores de 18 anos e para idosos a partir de 60 anos de idade, além de pessoas portadoras de deficiências e que o serviço deverá ser prestado em consonância com o que é oferecido pelo hospital, ou seja, se oferecer três refeições ao paciente, de igual modo, deverão ser servidas três refeições ao acompanhante .

A autônoma Josélia Leite passou por uma situação semelhante no final do ano passado, quando teve de acompanhar sua mãe, de 77 anos, no hospital. Quando estamos com um idoso, não dá para sair para lanchar, é uma pessoa que necessita de atenção constante. Mas eu só fiquei sabendo que tinha direito a alimentação depois de três dias de internamento. Fui informada por minhas irmãs, que trabalham na área. Acredito que muita gente paga pela alimentação sem saber, porque os hospitais não informam , comentou.

O presidente do Sindicato dos Hospitais (Sindihospe), Mardônio Quintas, explica que esta situação também incomoda o setor, porque os hospitais cumprem apenas o contrato celebrado com os planos. Ele explica que a resolução da ANS não atinge prestadores de serviço do segmento. O prestador não é regulado pela ANS.

Por isso, ele informa que também vai exigir aditivos ou novos contratos com os planos de saúde para que a resolução da ANS seja cumprida. Quem fica com a imagem arranhada é o hospital. Por isso, vamos rever estes contratos para que os planos assumam o ônus da exigência. Afinal, não existe almoço grátis, comentou o dirigente, confirmando que há muitas reclamações com relação ao não cumprimento da legislação. O diretor regional da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Flávio Wanderley, foi procurado, mas não atendeu aos contatos telefônicos.

Cristina Sakaki informa que o consumidor que passar por uma situação como esta deve denunciá-la à Defensoria Pública. Quando recebemos denúncia, nos antecipamos e procuramos o hospital para tentar mediar a situação. Um de nossos objetivos é evitar a judicialização. Nossas intervenções têm dado resultado, estamos conseguindo fazer com que o consumidor não pague esta conta, comentou a defensora pública.

A instituição pode ser contactada pelos telefones (81) 3182.3700 ou 3182.3714 em horário comercial. A Defensoria Pública vai realizar, no final do mês, a primeira reunião do Fórum da Saúde Suplementar, que reúne representantes dos planos, dos consumidores e dos hospitais para debater e resolver problemas referentes ao setor.

ESTADÃO.COM.BR

Revista médica apoia omissão do sexo do feto para evitar abortos de meninas

Segundo texto, problema na América do Norte é causado por imigrantes asiáticos, onde o aborto de fetos femininos é elevado

A revista da Associação Médica do Canadá considera que os médicos não deveriam revelar o sexo do feto até as 30 semanas de gravidez para evitar o aborto de meninas.

A revista, na página editorial de sua última edição, indica que o problema de aborto de meninas na América do Norte é causado por imigrantes asiáticos (principalmente da Índia e China, onde o aborto de fetos femininos é elevado).

Para a publicação, o número de abortos de meninas é suficientemente significativo para "distorcer a proporção entre homens e mulheres em alguns grupos étnicos".

O Canadá, segundo a revista, se transformou em "um paraíso" para os pais que desejam abortar os fetos femininos, tendo em vista sua preferência por filhos do sexo masculino.

Os dados do artigo indicam que a taxa natural de nascimentos entre homens e mulheres é de 1,05, ou seja, para cada 100 meninas, nascem 105 meninos.

A revista indica que a taxa de nascimentos de homens no primeiro bebê nascido de casais de imigrantes asiáticos que residem no Canadá é apenas ligeiramente superior a esse número: 1,08. Mas a revista destaca que o número é alarmante quando os primeiros filhos de uma família asiática são meninas.

Neste caso, a taxa do terceiro nascimento em famílias de imigrantes da China, Coreia e Vietnã que já têm duas filhas é de 1,39. Entre os imigrantes indianos, o número dispara a 1,90, ou seja, quase duas crianças para cada menina nascida.

O editorial ressalta que uma variedade de fatores, inclusive o fácil acesso tanto a abortos como a serviços de determinação de sexo, assim como o profundo respeito pela diversidade do Canadá, permitiu que os abortos seletivos conforme o sexo disparassem no Canadá. Nos Estados Unidos, esta tendência também foi detectada.

Para a revista, o sexo do feto é informação medicamente irrelevante e, exceto em relação a incomuns doenças relacionadas ao sexo, não afeta o cuidado. "Tal informação poderia, em alguns casos, facilitar o feticídio feminino", complementa.

Segunda-feira, 16.01.2012

REVISTA APÓLICE

Médicos podem acessar materiais de apoio via iPad e iPhone

A Amil Assistência Médica Internacional lançou um aplicativo para iPad e iPhone desenvolvido exclusivamente para os médicos (credenciados ou não) que permitirá consulta a materiais de apoio e procedimentos médicos, agilizando o atendimento dentro dos consultórios e clínicas médicas.

O Aplicativo Amil Médicos possibilita acesso ao Manual Merck, um dos mais importantes e conceituados manuais de medicina, ao Código Internacional de Doenças (CID), a bulas de medicamentos aprovados e disponíveis no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e ao Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Disponível gratuitamente para download na App Store, o programa possui: acesso a Rede Credenciada, o que facilita indicações e encaminhamentos dos pacientes durante a própria consulta a clínicas, hospitais e laboratórios; extratos de pagamentos, com informações e dados do relacionamento administrativo do médico com a operadora.

"A empresa está atenta às inovações tecnológicas e vem utilizando esses avanços para fortalecer a relação com nossos públicos. Primeiro foram os corretores, depois os beneficiários e agora são os médicos que poderão usufruir de uma série de comodidades", reforça Telmo Pereira, diretor de TI da Amil. "O acesso ao CID, entre outros, é uma importante informação que precisa ser preenchida pelos médicos nos documentos utilizados na relação médico credenciado x operadoras", salienta o executivo.

De acordo com a Dra. Nelita Villaverde, diretora médica, uma das grandes vantagens da ferramenta é o acompanhamento das informações, atualizadas em tempo real. "Todos ganham com a agilidade que o aplicativo proporciona. O acesso ao Manual Merck, por exemplo, um dos mais conceituados do mundo com tradução para a língua portuguesa, é muito utilizado pela classe médica. Sem contar, é claro, os serviços exclusivos para os médicos credenciados, como extratos de pagamento, rede credenciada de seu contrato de atendimento, telefones das centrais de atendimento Amil, dados confidenciais, entre outras funcionalidades", reforça Villaverde.

SAÚDE WEB

Residência médica da Dasa é homologada pelo MEC

Primeiro ano abrange as quatro áreas básicas: Clínica Médica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia e Cirurgia Geral, bem como suas respectivas subespecialidades

A Dasa, grupo especializado em medicina diagnóstica, teve a sua residência médica em Patologia Clínica, realizada em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), homologada pelo Ministério da Educação (MEC). De acordo com a coordenadora do curso e diretora médica da Dasa no Distrito Federal, Adília Segura, esta é a única residência em Patologia Clínica disponível na região centro-oeste, além de ser uma das especialidades mais escassas para se cursar no Brasil.

Com início no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), o curso está previsto para começar em março de 2012 e terá duas vagas disponíveis por ano. Sua carga horária será de 60 horas semanais, com duração de três anos. O primeiro ano abrange as quatro áreas básicas: Clínica Médica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia e Cirurgia Geral, bem como suas respectivas subespecialidades.

Já nos anos seguintes, o residente dará continuidade ao curso nas instalações do Núcleo Técnico Operacional da Dasa no Distrito Federal, onde todos os exames do Laboratório Exame são processados. No segundo ano serão abordadas as áreas básicas da Patologia Clínica: Bioquímica, Hormonologia, Imunologia, Hematologia e Microbiologia. E, no terceiro e último ano, serão abordadas áreas específicas e de excelência na Dasa como: Biologia Molecular, Líquidos Corpóreos, Gestão e Controle de Infecção Hospitalar, em que o residente terá contato com os diferentes serviços laboratoriais da Dasa no Brasil, proporcionando uma vivência benéfica na sua formação especializada.

Haverá reuniões clínicas laboratoriais semanais e sessões clínicas anatomopatológicas sob a responsabilidade do Hospital Universitário com a participação ativa dos residentes, que serão mensalmente avaliados e acompanhados pela Comissão de Residência Médica do Dasa e Distrital (COREME-DASA e COREME-DISTRITAL).

Toda a equipe de médicos do grupo, bem como bioquímicos, biomédicos e técnicos, estará à disposição para orientar a formação e o desempenho dos residentes. Um coordenador e dois preceptores serão responsáveis pelo acompanhamento e pela avaliação deles. "Acreditamos que o residente que conclua este programa estará apto a desempenhar com qualidade as funções solicitadas ao perfil atual do patologista clínico", explica a médica, em nota.

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) considera um avanço para a especialidade a abertura dessa residência médica no Distrito Federal. "Vemos que a DASA tomou essa iniciativa por reconhecer a necessidade de haver mais patologistas clínicos no mercado. Houve uma redução de vagas para a especialidade devido à concentração dos laboratórios em grandes grupos, mas, agora, o próprio mercado reconhece que é preciso formar mais especialistas nessa área. Esperamos que outros grupos façam o mesmo e ajudem a criar novas residências na especialidade, afirma o presidente da SBPC/ML, Paulo Azevedo, em comunicado.

Essa atividade faz parte das atividades do Instituto de Ensino e Pesquisa Dasa, que tem como missão promover e executar atividades educacionais de pesquisa básica, aplicada e tecnológica.

SAÚDE WEB

Dilma sanciona lei que fixa gastos mínimos em saúde pelo governo

Presidente vetou 15 dispositivos do texto aprovado pelo Congresso. Lei define despesas na área e obriga União a aumentar investimentos

Foi publicada nesta segunda-feira (16), no "Diário Oficial da União", a sanção da presidente Dilma Rousseff à lei que define os gastos públicos em saúde, bem como os percentuais mínimos de investimento na área por parte da União, estados e municípios.

A norma regulamenta a chamada "Emenda 29" - mudança constitucional aprovada em 2000 que previa os gastos mínimos - ao descrever como será feita a aplicação dos recursos. A proposta da lei, que tramitava há mais de 10 anos no Congresso, foi aprovada em definitivo pelo Senado em dezembro do ano passado.

O texto encaminhado pelo Congresso sofreu 15 vetos da Presidência. Entre os cortes, dois se relacionavam à Contribuição Social sobre a Saúde (CSS), um novo tributo cujos recursos seriam destinados à área, mas cuja cobrança que já havia sido derrubada na Câmara e no Senado.

Outro veto diz respeito aos recursos que a União deve aplicar anualmente na saúde. Pelo texto aprovado, o governo federal deve investir o montante do ano anterior acrescido da variação percentual do Produto Interno Bruto (PIB), que mede o crescimento da economia. O veto presidencial impede que uma eventual revisão para cima nesse percentual obrigue o governo a aplicar créditos adicionais para ajustar o valor.

O texto sancionado mantém a previsão de que estados e distrito federal apliquem 12% de tudo o que arrecadam na saúde. Já os municípios devem investir 15% da receita. Foram excluídos dispositivos que estabeleciam formas de compensação para estados e municípios que não atingissem essas metas em 2011.

Outro trecho excluído previa que os recursos que não fossem aplicados na saúde deveriam ser depositados numa conta, cujos rendimentos financeiros deveriam ser depois investidos na área. Esse valor, porém, não seria considerado na apuração dos montantes mínimos previstos.

Dilma também vetou artigo que excluía do cálculo de investimento recursos aplicados em saúde provenientes de taxas, tarifas ou multas arrecadados por entidades públicas da área de saúde. Com o veto, esses investimentos poderão entrar no percentual mínimo de estados (12%) e municípios (15%).

Definições

Foram mantidas no texto as definições do que pode e o que não pode ser considerado gasto em saúde. O objetivo é evitar que governadores e prefeitos "maquiem" os gastos em saúde pública.

Ficou expresso que não podem ser contabilizados como despesas em saúde gastos com pagamento de aposentadorias e pensões, inclusive de servidores da saúde; pagamento de salário para servidores que não atuam na área; assistência à saúde que não seja universal; merenda escolar; saneamento básico; limpeza urbana; preservação do meio ambiente; assistência social; além de obras de infraestrutura.

Com a regulamentação, os recursos só poderão ser utilizados em ações e serviços de "acesso universal" que sejam "compatíveis com os planos de saúde de cada ente da federação" e de "responsabilidade específica do setor saúde. Não se aplicando a despesas relacionadas a outras políticas públicas que atuam sobre determinantes sociais e econômicos, ainda que incidentes sobre as condições de saúde da população".

Entre os investimentos autorizados na saúde estão remuneração dos profissionais de saúde na ativa; gastos com capacitação de pessoal e investimentos na rede física do Sistema Único de Saúde (SUS); produção, aquisição e distribuição de insumos, como medicamentos e equipamentos médico-odontológicos; gestão e ações de apoio administrativo; entre outros.

A lei também define como será feita a prestação de contas, fiscalização e transparência dos gastos na saúde, descrevendo as atribuições de tribunais de contas, órgãos do Executivo e Conselho Nacional de Saúde, vinculado ao governo.

PORTAL DA SAÚDE

SUS tem mais 185 laboratórios de próteses dentárias

Ministério da Saúde investe R$ 13,8 milhões para ampliar a assistência odontológica no Sistema Único da Saúde em 18 estados

O Ministério da Saúde está reforçando a assistência odontológica no Sistema Único de Saúde (SUS) com o credenciamento de mais 185 novos Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD). As novas unidades estão instaladas em 18 estados e terão capacidade para produzir até 130 mil próteses dentárias por ano. O Ministério da Saúde autorizou a liberação de R$ 13,8 milhões para o funcionamento desses serviços.

Com este reforço na assistência, o Brasil passa a contar com 991 Laboratórios Regionais. Os laboratórios são unidades que atuam integrados com os demais serviços de saúde bucal. Nesses locais, são produzidos dois tipos de prótese - totais (dentaduras) e parciais (coroas e pontes). As próteses dentárias são produtos indicados para a recuperação de falhas na arcada dentária e oferecidas, desde 2011, no SUS, por meio do programa Brasil Sorridente. “Ter uma dentição adequada e acesso aos tratamentos é uma questão de cidadania. Vamos supor uma pessoa que queira ser recepcionista, mas que não tem dentes na boca. No mercado de trabalho competitivo de hoje, essa pessoa não conseguiria emprego”, explica Gilberto Pucca, coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde.

BENEFICIADOS

Os novos laboratórios funcionarão nos estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Os recursos do Ministério serão destinados diretamente para as secretarias estaduais e municipais de saúde e liberados de acordo com a estrutura e com a capacidade de produção de cada laboratório.

De acordo com o Gilberto Pucca, o credenciamento das novas unidades vai permitir também a contratação de mais dentistas e protéticos no serviço público. Somente em 2011, os investimentos do Ministério da Saúde para confecção de próteses dentárias somaram R$ 57 milhões.

BRASIL SORRIDENTE

O programa Brasil Sorridente faz parte das ações do Plano Brasil Sem Miséria, lançado no ano passado pela Presidência da República. A principal meta do Ministério da Saúde, na assistência odontológica, é reduzir progressivamente o número de brasileiros com falhas na arcada dentária ou sem dentes, sobretudo nas regiões e municípios de extrema pobreza. Nos últimos oito anos, mais de três milhões de dentes deixaram de ser extraídos em atendimentos pelo SUS por que receberam atendimento adequado.

O Ministério da Saúde também pretende, a partir de 2012, iniciar processo de treinamento de profissionais para trabalhar na reabilitação de falhas na arcada dentária da população brasileira. Esta iniciativa será desenvolvida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social.

As regiões que receberão os novos laboratórios também fazem parte dos programas Mulheres Mil e Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), desenvolvidos pelo governo federal. O Mulheres Mil tem como objetivo promover a formação profissional e tecnológica de mulheres em situação de risco ou carentes. Já o Pronatec pretende ampliar o número de cursos de Educação Profissional e Tecnológica para a população brasileira.

Confira a quantidade de serviços credenciados e os recursos repassados pelo Ministério para cada estado:

Estado
Número de Unidades
Recurso/Ano
Alagoas
1
R$ 24.000,00
Amapá
1
R$ 60.000,00
Bahia
10
R$ 840.000,00
Ceará
2
R$ 70.640,00
Goiás
9
R$ 965.640,00
Maranhão
2
R$ 202.760,00
Minas Gerais
7
R$ 420.000,00
Mato Grosso do Sul
3
R$ 180.000,00
Mato Grosso
5
R$ 300.000,00
Pará
5
R$ 582.800,00
Paraíba
7
R$ 541.640,00
Pernambuco
8
R$ 804.000,00
Piauí
15
R$ 2.100.000,00
Rio Grande do Norte
8
R$ 480.000,00
Rio Grande do Sul
29
R$ 1.860.000,00
Santa Catarina
23
R$ 1.327.480,00
São Paulo
48
R$ 3.000.000,00
Tocantins
2
R$ 120.000,00
TOTAL
185
R$ 13.878.960,00



O ESTADO DO PARANÁ

Acordo com Copel pode nortear reajuste de honorários médicos

As entidades médicas do Paraná assinam, nesta terça-feira, termo de compromisso com a Fundação Copel que prevê um reajuste real no valor das consultas e honorários médicos pagos pela operadora aos médicos credenciados. É o primeiro acordo assinado com uma operadora de saúde suplementar desde 2005, e, o acordo de abrangência estadual com os maiores valores do Brasil.

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O acordo com a Fundação Copel é resultado do movimento médico que vem, desde 2009, lutando pela valorização profissional e a correta remuneração por parte dos planos de saúde (alguns não reajustam os honorários médicos há sete anos, apesar de reajustarem a mensalidade de seus clientes anualmente). É o primeiro resultado prático, de âmbito estadual, das manifestações das entidades médicas em defesa do reajuste nas tabelas pagas pelos Planos de Saúde, e pode nortear outros acordos, mostrando que as entidades médicas estão abertas a negociar e que as operadoras têm condições de apresentar propostas que reconheçam o valor do profissional de saúde.

O acordo será firmado após um mês de trabalhos de um grupo de estudos montado em parceria entre a Associação Médica do Paraná e a Fundação Copel. Em conjunto, as duas entidades elaboraram a proposta inovadora, que, além da majoração dos valores das consultas e procedimentos, prevê a participação das entidades médicas em ações da operadora, como a educação continuada para os profissionais credenciados, a análise epidemiológica dos problemas de saúde mais comuns entre os usuários da operadora e a elaboração de programas de medicina preventiva para essas doenças.

PORTAL DA SAÚDE

Atendimento de urgência passa por reestruturação

Gestores foram estimulados a investir na Rede da Atenção às Urgências e o Ministério criou o SOS Emergência e programas como o Melhor em Casa

Destinar mais recursos para os gestores públicos que investirem na qualificação dos serviços e atendimento prestados pelos componentes que fazem parte da Rede de Atenção às Urgências. Essa foi umas das medidas implantadas em 2011 pelo Ministério da Saúde dentro da estratégica Saúde Toda Hora.

Uma das primeiras mudanças foi implantada no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192). Os municípios que aderiram ao serviço terão aumento de 66% do recurso de custeio repassado mensalmente pelo Ministério caso estejam inseridos em um Plano de Ação Regional e atendam a critérios de qualidade técnicos e estruturais. O Ministério também transformou o SAMU 192 em estabelecimento de saúde e, os gestores terão que cadastrá-lo no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), o que possibilitará um acompanhamento mensal da execução do serviço. “Muitas vezes o SAMU 192 é o primeiro equipamento de saúde do SUS que a população tem contato, por isso o serviço deve ser ágil, com qualidade e integrado aos demais componentes da Rede de Urgências”, afirma o coordenador de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso.

Atualmente, o SAMU 192 existe em 1.604 municípios brasileiros e atende a 112 milhões de brasileiros, com a cobertura de 58,66% da população. Só neste ano, foram habilitados 284 novos veículos, mais de duas ambulâncias por semana. Para a implantação das Centrais de Regulação, o Ministério destinou R$ 977.742.

Para o custeio das 159 Centrais, 1.795 ambulâncias e 81 motolâncias existentes no país, o Ministério da Saúde destinou neste ano R$ 397,8 milhões.

UPAS

O Ministério também adotou medidas para estimular a qualificação dos serviços prestados nas Unidades de Pronto Atendimento 24 h (UPAS), estabelecendo valores diferenciados para unidades qualificadas. Os incentivos mensais variam de R$ 170 a R$ 500 mil, dependendo do porte da unidade, que é definido pela estrutura oferecida, equipe e capacidade de atendimento.

Outra mudança implantada pelo Ministério é a possibilidade de liberação de recursos para ampliação e reforma de UPAs e também de incentivos para custeio mensal dessas unidades, que poderão receber de R$ 100 a 300 mil mensais, dependendo do porte.

Existem em funcionamento no país 129 UPAs 24 h. Só em 2011, o Ministério inaugurou 30 novas unidades no país e habilitou outras 130. Para a implantação destas unidades será destinado R$ 215 milhões. O Ministério liberou ainda para custeio das UPAS 24h, R$ 102,9 milhões.

SALAS DE ESTABILIZAÇÃO

Para diminuir a lotação das emergências dos hospitais e trazer o atendimento mais próximo da residência do cidadão, o Ministério da Saúde passou a incentivar a instalação de Salas de Estabilização. Com uma equipe de médico, enfermeiro e pessoal técnico, as salas prestarão assistência temporária para estabilização de pacientes em estado grave ou de condição clínica frágil. “As Salas de Estabilização serão articuladas com a rede de atenção básica, o SAMU 192, as UPAs 24h e os hospitais, seguindo a lógica do Saúde Toda Hora”, explicou Paulo de Tarso.

O Ministério da Saúde recebeu e está analisando 1.054 propostas de Salas Estabilização. O município que tiver a proposta aprovada receberá R$ 100 mil, para a instalação da estrutura, além de um custeio mensal que poderá chegar a R$ 35 mil, no caso dos municípios da Amazônia Legal, do Nordeste e das regiões de extrema pobreza.

ATENÇÃO HOSPITALAR

Dentro do Saúde Toda Hora, o Ministério também implantou Programa SOS Emergência, uma ação enfrentar as principais necessidades dos grandes hospitais do país, qualificar a gestão, ampliar o acesso aos usuários em situações de urgência e garantir atendimento ágil, humanizado e com acolhimento.

Desde novembro do ano passado, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vem visitando os 11 Hospitais que fazem parte da primeira fase da ação que pretende atingir, até 2014, os 40 maiores prontos-socorros brasileiros. Todos são referências regionais, possuem mais de 100 leitos, tem pronto-socorro e realizam grande número diário de internações e atendimentos ambulatoriais.

O S.O.S Emergências funciona articulado com os demais serviços de urgência e emergência que compõem a Rede Saúde Toda Hora, coordenada pelo Ministério da Saúde e executada pelos gestores estaduais e municipais em todo o país. “Sabemos que ofertar o alívio imediato ao sofrimento pode ser decisivo para a vida da pessoa e, por isso, essa é uma ação inovadora”, enfatizou Padilha.

ATENÇÃO DOMICILIAR

Outra ação para promover qualidade de atendimento e redução de filas nos hospitais de emergência, lançada pelo Ministério da Saúde neste ano, foi o programa Melhor em Casa, que amplia o atendimento domiciliar oferecendo assistência multiprofissional gratuita em casa a pessoas com necessidade de reabilitação motora, idosos, pacientes crônicos sem agravamento ou em situação pós-cirúrgica.

As equipes multidisciplinares atenderão, em média, 60 pacientes, simultaneamente. “Os pacientes receberão tratamento no melhor local que podem ser tratados, ou seja, em casa, junto com a família, envolvendo todos para a recuperação da saúde”, afirma Alexandre Padilha.

Até 2014, serão implantadas no país mil equipes de Atenção Domiciliar e outras 400 equipes de apoio.

FORÇA NACIONAL

Para responder de forma mais ágil e qualificada em situações extremas, como casos de epidemias, de catástrofes e desassistência, o Ministério da Saúde criou a Força Nacional do SUS. A ação do Ministério levará em conta cinco níveis de assistência e o tamanho das equipes variará de acordo com a classificação do risco.

O Ministério da Saúde investirá mais de R$ 10 milhões até 2018 para compra de material de estrutura física, equipamentos, insumos, medicamentos, capacitação e deslocamento.

CORREIO BRAZILIENSE

Saúde bucal na luta contra o câncer

Segundo especialistas, o acompanhamento odontológico é parte fundamental do combate à doença, pois ajuda a amenizar efeitos colaterais da químio e da radioterapia na boca que costumam atrapalhar a recuperação do paciente

Gláucia Chaves

De modo geral, além da cirurgia, o tratamento contra o câncer pode envolver sessões de quimioterapia, radioterapia e transplante de medula óssea. Únicas maneiras de tratar a doença, os procedimentos são agressivos e provocam diversos efeitos colaterais. O paciente precisa lidar com incômodos que surgem em decorrência das sessões, como febre, cansaço extremo, perda de apetite e dificuldade para ingerir alimentos. Embora seja, muitas vezes, negligenciada por pacientes e até mesmo pela equipe médica, a boca também sofre com os efeitos dos medicamentos, e é uma parte do corpo que merece cuidados redobrados. Segundo Gustavo Maluf, especialista na chamada odontologia oncológica, visitas regulares ao dentista reduzem pela metade a severidade e a duração de úlceras bucais, comuns em pacientes com câncer.

Maluf explica que o objetivo principal do dentista que trabalha com médicos envolvidos nos tratamentos contra o câncer é prevenir infecções e outras possíveis complicações que colocam o paciente em risco. "Muitos medicamentos têm de 50% a 60% de chances de ocasionar problemas na cavidade bucal", estima. Grande parte desses problemas é causada pela mucosite, uma reação tóxica inflamatória a agentes quimioterápicos ou radiação constituída por úlceras que surgem em grande quantidade e provocam dor intensa ao paciente - e que atingem 90% dos indivíduos em tratamento. "Em casos sérios, essas úlceras podem ter até 2 cm", completa. "Com dificuldade para se alimentar, alguns pacientes chegam a perder 20kg, 30kg e precisam suspender o tratamento."

Com leucemia desde 2010, o estudante Lucas Godoy, 18 anos, sabe bem a importância das visitas regulares ao dentista. Os quimioterápicos fizeram com que aftas aparecessem na boca do rapaz. Mesmo com o incômodo, entretanto, ele confessa que só procurou o dentista quando os machucados evoluíram para úlceras. "Cheguei a ficar internado por causa de uma delas", lembra. Lucas precisou ir ao hospital diariamente para cuidar dos ferimentos. "O dentista aplicou laser para que elas sumissem. Doíam bastante, principalmente as maiores." Atualmente, o jovem está na fase de quimioterapia de manutenção, em que precisa tomar remédios de três em três meses. Mesmo assim, ele conta que não é incentivado a ir ao dentista regularmente. "Não vejo muitos médicos que recomendam isso sempre, mas acho que é por conta dos efeitos colaterais, que não aparecem em todo mundo."

Uma vez que a interrupção do tratamento traz riscos óbvios para o paciente, Gustavo Maluf frisa que o acompanhamento odontológico deve ser feito antes, durante e após a químio e a radioterapia. Segundo ele, o sistema imunológico comprometido por conta da doença e a higienização incorreta dos dentes são o começo de uma perigosa bola de neve que pode colocar a perder tudo o que foi feito pela equipe médica. A falta de higienização faz com que as bactérias aumentem. Com as defesas do corpo debilitadas, os pacientes tornam-se, então, muito mais suscetíveis a infecções - com machucados que impedem a higienização correta da boca. "Metade desses pacientes corre o risco de ter septicemia, infecções generalizadas que levam a óbito", alerta o dentista, que cita a xerostomia (falta de saliva) e a candidíase (popularmente chamada de sapinho) como outros efeitos colaterais comuns na rotina de pessoas em tratamento oncológico.

Multidisciplinar

Anderson Silvestrini, oncologista clínico do Grupo Acreditar e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), diz que uma equipe médica multidisciplinar é indispensável durante o tratamento. "Não basta ter várias especialidades (atendendo o paciente), é importante que elas se comuniquem, que haja diálogo entre farmacêuticos, dentistas, psicólogos, oncologistas e demais profissionais", reforça. Sem essa interseção, uma simples cárie não tratada pode se transformar em um abscesso (acúmulo de pus ao redor da raiz do dente) e, mais tarde, em uma infecção. Por isso, o primeiro olhar do dentista (preferencialmente, antes de o tratamento oncológico começar) deve ser minucioso para descartar cáries, gengivites ou feridas na boca.

Mais que minimizar o desconforto e evitar doenças decorrentes das complicações bucais, Silvestrini salienta que um bom acompanhamento odontológico previne outras enfermidades que as pessoas nem sempre sabem que são ocasionadas por problemas bucais. "Além dos riscos de infecções do câncer, há o perigo de doenças cardiológicas, como a endocardite (inflamação de estruturas internas do coração)", detalha. O médico explica que a prevenção e o acompanhamento constante da evolução do quadro dentário do paciente são feitos com a ajuda da laserterapia, tratamento em que as ondas de luz tratam as lesões e fazem com que os machucados sarem mais rapidamente.

Hematologista do Grupo Acreditar, Paulo Soares explica que até mesmo a força usada pelo dentista no trato com pacientes oncológicos pode influenciar os resultados da intervenção. "O tratamento do mieloma múltiplo, por exemplo, é feito com medicações que endurecem os ossos e acabam provocando uma destruição óssea", diz. "Os pacientes podem ter a mandíbula destruída, porque os ossos enrijecidos ficam menos plásticos, com menor capacidade de mudança." Por conta dessa fragilidade, chamada osteonecrose avascular da mandíbula ou ainda necrose asséptica de mandíbula, o tecido ósseo da cavidade oral fica exposto e torna-se infectado rapidamente. "O dentista tem que ser mais "conservador" ao mexer na boca de um paciente com mieloma múltiplo", resume. "Ele não pode fazer grandes procedimentos, pois o paciente pode perder a mandíbula."

O aposentado Hamilton Souza Silva, 75 anos, luta contra o mieloma múltiplo e, por conta da medicação, sofreu com a exposição óssea na boca. Mesmo quando parou de tomar o remédio que causou a complicação, ele conta que um dente ficou infeccionado. "Fui ao dentista e ele achou melhor tirar o resto dos dentes também", detalha. Desde o ano passado, quando o câncer reapareceu após um hiato de sete anos, Hamilton diz que não sabia da importância do acompanhamento odontológico na rotina dos tratamentos. "Só fui ao dentista quando comecei a sentir dor, mas nenhum médico me encaminhou direto", alega.

Procurar um profissional sério, naturalmente, também é um fator decisivo para que tanto o tratamento odontológico quanto o oncológico seja eficiente. Um erro de interpretação fez com que um abscesso cervical de Joaquina Rosa Basílio, 57 anos, fosse confundido com um câncer. A feirante conta que tudo começou com tratamento de canal mal feito (retirada de um tecido na parte interna da polpa do dente). "Tive um abscesso enorme no pescoço, abaixo do queixo, e foi aquela correria, fiquei desesperada", descreve. Após vários exames, o resultado da biópsia, negativo para câncer, alivou Joaquina. "O problema estava acontecendo há anos e não aparecia em nenhum exame. Quando realmente cresceu demais, os médicos descobriram que eram os dentes os causadores de tudo isso."

PORTAL DA SAÚDE

Saúde reforça estoque de vacina para tétano e difteria

Ministério envia um total de 580 mil doses de vacinas contra tétano e difteria para manter estoques nos estados atingidos pelas chuvas

O Ministério da Saúde enviou 580 mil doses da vacina dupla bacteriana (contra difteria e tétano) para os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, afetados pelas chuvas. Nesta segunda-feira (16) foram 400 mil doses para Minas Gerais e 30 mil doses para o Espírito Santo. Para atender a solicitação do estado de Minas Gerais, a quantidade da vacina dupla bacteriana correspondeu ao dobro do envio de rotina. Na sexta-feira, o Rio de Janeiro recebeu 150 mil doses.

Uma das preocupações no período de enchentes é o tétano acidental, pois as inundações disseminam a bactéria causadora dessa doença que pode levar à morte. A difteria provoca inflamação das vias respiratórias e a transmissão ocorre pela saliva ou outras secreções eliminadas ao tossir, espirrar ou mesmo ao falar.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, salienta que vacinar-se é a melhor forma de prevenção e proteção para essas doenças. “Também é importante orientar as pessoas, principalmente crianças, para que não nadem ou brinquem em poças d’água, lagos ou rios que possam estar contaminados pelas águas das enchentes. A bactéria do tétano é adquirida pela contaminação de ferimentos, mesmo que pequenos”, explica o ministro da Saúde. Ele lembra ainda que não existe vacina contra a leptospirose, outra doença muito comum nas enchentes e também por isso é mais um motivo para evitar contato com água de enchentes.

A VOZ DA SERRA

Secretário de Saúde propõe plano de contingência hospitalar

(SECOM) O secretário de Saúde de Nova Friburgo, Dr. Renato Abi-Ramia, reuniu-se na terça-feira, 10, com os representantes dos hospitais Day, Unimed, São Lucas, Raul Sertã, Maternidade e UPA. O assunto da reunião foi a proposta de um plano de contingência de desastres, integrando as duas redes, para caso haja alguma eventualidade todos estejam preparados para receber as vítimas. A meta é preparar as unidades para o funcionamento parcial ou de emergência em casos de desastres naturais como enchentes e outras calamidades. O Hospital Municipal Raul Sertã funcionará como principal referência e deverá comandar o recebimento de vítimas e coordenar o apoio de outras unidades hospitalares e possibilitar a continuidade de atendimento, com a proteção de setores, materiais e equipamentos em até uma hora após acionado o Plano de Contingência.

O diretor do Hospital Municipal Raul Sertã, Marcelo Orphão, já apresentou o plano de contingência, que foi aprovado pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual de Saúde. No plano do hospital, existem todas as medidas de proteção dos setores, materiais e equipamentos. Para o diretor, é muito importante que todos os hospitais e unidades tenham um plano, para suprir as emergências e tornar mais ágil o atendimento no caso de uma nova tragédia: "Nós fizemos o nosso plano, desobstruímos as galerias próximas às entradas do hospital, para que o acesso seja garantido. Temos geradores para garantir o atendimento, estoques de soro, medicamentos, entre outros. O objetivo é garantir que as vítimas cheguem até as unidades e sejam atendidas. Por isso, cada uma precisa ter o seu plano elaborado e que possamos todos trabalhar em conjunto", afirmou. O Raul Sertã já tem todos os setores esquematizados para que os pacientes sejam imediatamente transferidos para o andar de cima e todos os funcionários serão acionados. Além disso, todo esse plano foi elaborado para que em uma hora tudo seja organizado e para manter a normalidade nos atendimentos.

Os representantes do Hospital São Lucas já têm suas medidas de prevenção, adquiram gerador e também estão mantendo os estoques de medicamentos sempre em alta, para que não haja risco de acabar. O grande problema do referido hospital é o acesso, que há risco de ficar interditado, por isso precisa-se pensar num plano B, para que não interrompa nenhum atendimento. Mesmo assim, o hospital apresentou algumas soluções, mas que ainda dependem do DER para resolver. Entre outras questões, a unidade vai apresentar seu plano de contingência e enviar para o secretario de Saúde, para maior integração com o município.

Os hospitais Unimed, Maternidade, Day e UPA também têm suas providências e se dispuseram em ajudar no que for necessário. Para o secretário de Saúde é muito importante que haja essa integração e que Nova Friburgo esteja preparada para qualquer chuva: "Temos que torcer para que não haja mais nenhuma tragédia, mas o nosso plano de contingência deve ser elaborado como se fossemos viver uma catástrofe duas vezes pior que a outra, para que estejamos preparados para o pior. Nossa cidade não esperava viver isso ano passado, agora temos que estar atentos. Friburgo é a única cidade com um plano de contingência, queremos ser modelo e servir de exemplo para todas as outras cidades. Acredito que juntos atenderemos toda a demanda e não vamos deixar a desejar", concluiu. Nos próximos dias, cada unidade deve apresentar seus planos de contingência, suas vulnerabilidades, para solicitar os acessos como prioridade e juntos todos vão integrar as unidades para a garantia do funcionamento em uma catástrofe.


AGENDA


- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Data - 28 a 31 de Janeiro 2012

Local - Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo-SP

Informações e Adesões - 0800 12 85

E-mail: secretaria.decofe@apcdcentral.com.br

Site - http://www.ciosp.com.br/

- 18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro de Ergonomia

12/02/2012 a 16/02/2012

Local: Recife - PE

Outras informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm

- XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação

Data- 08 a 10 de Março de 2012

Local- Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal

Telefone- +351 915768902

Email- pmfr@spmfr.org

Site Oficial- http://www.congressospmfr.org/

- 37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Data- 12 a 14 de Abril de 2012

Local- Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Email- mailto:retina29012@interevent.com.br

Site Oficial- http://www.interevent.com.br/

- 13th World Congress on Public Health

21/04/2012 a 29/04/2012

Local: Addis Abeba - Ethiopia

Outras informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi

- World Nutrition Rio 2012

27/04/2012 a 30/04/2012

Local: Rio de Janeiro - RJ

Outras informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 





 
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