Leia
nesta edição:
- Vida renovada
após
transplante
- Avanços
importantes
- Mercado Aberto
- Fisioterapeutas
vão brigar por aumento
- Vacina
contra meningite B mostra eficácia em estudo
- Todas têm
o direito
- Plano pagará R$
80 por consulta
- Miguel
Couto aplica novo modelo na gestão de leitos
- Após escândalo do silicone, Anvisa quer tornar
obrigatório teste de prótese de mama antes de liberar
venda
- Relator
diz que vetos não comprometem regulamentação
de gastos com saúde
- Oposição tentará derrubar veto à revisão
do PIB para verbas da saúde
- Índia registra casos de tuberculose 'incurável'
- Cardíacos desconhecem gorduras que fazem bem à saúde
- Pfizer suspende teste com latrepirdina para tratar Alzheimer
- Rio de Janeiro registra 1.287 casos de dengue nas duas primeiras
semanas do ano
- Inscrições para atuar na Força Nacional
terminam neste mês
- Ministério da Saúde distribuirá novas
doses de vacina antirrábica até o fim de fevereiro
Quarta-feira, 18.01.2012
CORREIO BRAZILIENSE
Vida
renovada após
transplante
Após três anos sem a realização de
cirurgias de fígado no DF, dentista de 56 anos é operado
com sucesso. Especialistas estimam que entre 180 e 200 pacientes
da capital estejam inscritos em listas de espera de outros estados
Ariadne Sakkis
Um hiato
de três anos sem transplantes de fígado
no Distrito Federal terminou no último dia 13. O dentista
Ney de Souza Blazzio Filho, 56 anos, recebeu um novo órgão,
em um procedimento - pago por um plano de saúde - que
durou 4h30. Essa foi também a primeira cirurgia de fígado
realizada em um hospital particular no Centro-Oeste. O paciente
lutava contra um câncer agressivo e estava, há mais
de um ano, na fila de espera. Ney passa bem e deve receber alta
amanhã.
Durante 14
meses, Ney se dividiu entre Brasília, onde
vive, e São Paulo, onde estava inscrito na lista de receptores,
já que a capital brasileira não dispunha de hospital
público ou particular credenciado para realizar a troca
de fígado, considerado o mais complexo dos transplantes.
Problemas com esse órgão - que correspondente a
2% do peso de uma pessoa - refletem no funcionamento de outros
sistemas do organismo.
Ele sofria
com vários tumores cancerígenos e também
de cirrose hepática causada pelos vírus da hepatite
C e da hepatite B. A única indicação para
essas complicações é a substituição
do fígado. Sem a cirurgia, a expectativa de vida dele
era de pouco mais de dois anos. Agora, as chances de sobrevida
são de 90% em um ano e próximas a 75% em cinco
anos.
Na tarde
da última quinta-feira, Ney ainda estava trabalhando
no consultório quando ligou para o médico Lúcio
Lucas, integrante da equipe que o acompanha. Ele queria extrair
um dente que o incomodava e quis saber qual antibiótico
poderia tomar. "Ele me disse que não era um bom momento
para a extração porque havia 90% de chances de
eu fazer o transplante naquele mesmo dia. Finalmente, depois
de tanta ansiedade, fiquei tranquilo", conta.
À noite, ele foi internado no Hospital Brasília
e, após 4h30 de cirurgia - considerado um tempo curto
para um procedimento de tamanha complexidade -, ele já estava
em um leito de unidade de terapia intensiva. Um dia e meio depois,
foi para o quarto. Ontem, já tinha disposição
para caminhar pelo jardim do hospital e estampa no rosto o sorriso
da confiança. "Eu gostaria de agradecer ao doador
e à família dele por esse gesto de amor incondicional.
Tenho filhos e imagino como é difícil tomar essa
decisão", agradece. O doador morava no DF e morreu
após um acidente de carro. Ney terá de fazer acompanhamento
médico periódico e tomar, continuamente, remédios
contra a rejeição. O governo federal subsidia completamente
a medicação.
O dentista
passou a ter esperanças de ser operado em
Brasília em dezembro passado, quando o Hospital Brasília
- onde fazia tratamento - recebeu o credenciamento para transplante
de fígado do Sistema Nacional de Transplantes. A unidade
dera entrada no processo havia três anos. Para Renato Cury,
cirurgião do aparelho digestivo e de transplante e chefe
da equipe que operou Ney, a novidade pode ajudar muitos pacientes
do DF que precisam ir para outros estados em busca de cirurgias.
Além da unidade particular, segundo a Secretaria de Saúde,
apenas o Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) pode fazer transplantes
de fígado.
O médico estima que entre 180 e 200 pacientes da capital
estejam registrados em listas de outras unidades da Federação
para receber um novo fígado. "Eu já estava
perdendo as esperanças quando conseguimos o credenciamento.
Brasília tem crescido muito na captação
de órgãos. Mas tem de ser referência na área
e aproveitar. Esperamos que esse seja o primeiro de muitos transplantes",
disse Cury. Por enquanto, o hospital não tem convênio
com o Sistema Único de Saúde para operar pacientes
da rede pública. Em média, um transplante de fígado
custa R$ 85 mil.
CORREIO BRAZILIENSE
Avanços
importantes
O panorama
do transplante de órgãos no Distrito
Federal começou com boas notícias em 2012. Uma
criança de 1 ano e oito meses, que sofria de graves problemas
de coração, conseguiu um doador compatível
e passou por uma bem-sucedida cirurgia no último dia 6.
Em 2011, o serviço também apresentou avanços.
Em apenas
duas semanas de fevereiro, três pessoas receberam
novos corações no Instituto de Cardiologia, equivalente
ao total de procedimentos realizados ao longo de todo o ano anterior.
Um deles foi inédito: um órgão de outro
estado chegou para salvar a vida do agricultor Noé das
Dores Silva, 45 anos, portador da doença de Chagas, enfermidade
que ataca diretamente o coração. À época,
até o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou
o transplantado e prometeu ajudar o DF a se tornar referência
nesse tipo de procedimento. O governador Agnelo Queiroz (PT)
anunciou que a intenção era reabilitar hospitais
públicos para permitir a realização de cirurgias
de fígado e de pulmão, que hoje não são
feitas na capital.
Mas, para
isso, a reforma do Hospital de Base precisa ser concluída
e a unidade ter à disposição uma equipe
capacitada e a estrutura necessária para garantir o suporte
necessário no pós-operatório, como leitos
na unidade de terapia intensiva.
FOLHA DE S. PAULO
Mercado Aberto
Maria Cristina Frias
Farmacêuticos esperam redução
de tributo
A indústria farmacêutica deve receber neste ano
a atualização de uma lista de substâncias
que podem ter isenção de PIS e Cofins por serem
usadas contra doenças de tratamentos contínuos
ou de larga escala.
O setor diz
que a renovação dos nomes está atrasada
desde 2007, quando a última lista foi liberada pela Receita
Federal, por indicação do Ministério da
Saúde.
Conhecida
como "lista positiva", há mais de
dez anos, a relação de remédios que podem
ter o benefício deve ser atualizada periodicamente para
abranger produtos novos, lançados no mercado.
A indústria aguarda aprovação que pode
reduzir em cerca de 11% o preço do medicamento nas farmácias,
segundo o Sindusfarma (sindicato do setor).
A lista tem
hoje mais de mil itens, no entanto, mais de 300 novos estão pendentes, de acordo com a entidade, que recebeu
nesta semana uma correspondência do ministério informando
que a atualização está em análise
na Receita Federal.
Entre as
terapias eleitas estão tratamento de câncer,
hipertensão, colesterol, além de antibióticos
e antialérgicos.
"Em 2001 veio decreto que dizia que periodicamente haveria
revisão dos medicamentos. Mas, desde 2007, parou. Agora
o Ministério nos enviou a carta que sinaliza que a Receita
deve ter uma posição. Esperamos", diz Nelson
Mussolini, do Sindusfarma.
Ministério e Receita confirmam que o processo está em
curso neste ano.
LABORATÓRIO
FORA DE CASA
A participação das organizações
de pesquisa contratadas (CRO, na sigla em inglês) deve
aumentar no mercado farmacêutico e biotecnológico
nos próximos três anos.
Levantamento
da EIU (Economist Intelligence Unit) mostra que 34% das empresas
ouvidas
irão expandir a contratação
de terceiros para realização de pesquisas.
Apenas 2%
delas pretendem diminuir o uso desses serviços
para realizar os experimentos dentro das próprias empresas.
As organizações de pesquisas faturaram US$ 28
bilhões em 2010 (o equivalente a 40% do valor destinado
pelas farmacêuticas para desenvolvimento de novas drogas).
Em 2000, o faturamento havia sido de US$ 5,2 bilhões.
As companhias
farmacêuticas dizem buscar as organizações
que têm funcionários talentosos (49%), capacidade
de trabalho a baixo custo (44%) e velocidade (42%).
Para atender à crescente demanda, 41% das organizações
de pesquisa ouvidas dizem que aumentarão o número
de serviços oferecidos. Foram entrevistados 251 executivos
do setor.
JORNAL DO COMMERCIO
Fisioterapeutas
vão
brigar por aumento
Leonardo Spinelli
Em 2102 é a vez dos fisioterapeutas se unirem para tentar
melhorar as remunerações pagas pelos planos de
saúde em suas sessões de terapia. As mobilizações
de profissionais da saúde começaram no ano passado
com os médicos, que em muitos casos conseguiram elevar
o valor pago pelos planos nas consultas realizadas. Agora, os
fisioterapeutas querem chegar ao mesmo objetivo. Algumas operadoras
pagam menos de R$ 4 por sessão.
Na média eles pagam R$ 7, R$ 8. Um dos menores valores é R$
6, depende da categoria de plano, mas alguns pagam menos de R$
4,60 a exemplo do plano do Estado de Pernambuco, dos servidores,
diz a presidente da Comissão de Honorários Médicos
do Conselho Regional de Fisioterapia (Crefito), Iaponira Moraes,
referindo-se ao Sassepe. O sistema de assistência dos servidores,
no entanto, nega a informação. Segundo o Sassepe,
o valor mais baixo pago por sessão no Estado é de
R$ 5,80. Cada consulta pode variar. Nunca é menos de 30
minutos, diz.
Pacientes
que precisam de fisioterapia têm diversas origens
de enfermidades. Há o paciente neurológico, principalmente
crianças sequeladas, idosos, ou pessoas de idade adulta
que precisam se recuperar de traumas físicos, ou doentes
respiratórios.
Os planos
mudaram de perfil e as empresas e os profissionais, ao invés de brigar se adaptaram. Muitos aumentaram o volume
de atendimento, para compensar o valor ínfimo pago. Então
acontece muito de haver sessões coletivas como, por exemplo,
no tratamento de traumatologias, na qual o fisioterapeuta cuida
de 10 pessoas ao mesmo tempo. Isso diminui a qualidade do atendimento.
Prejudica o paciente e a nossa classe, observa Iaponira.
O contrário da situação também acontece.
Alguns tratamentos, no qual o profissional é obrigado
a dar atenção exclusiva ao paciente, em tratamentos
respiratórios, por exemplo, muitos profissionais deixaram
de atender por planos. Ou seja, o consumidor paga por um pacote
de serviços, mas precisa desembolsar por fora para ter
um atendimento previsto em contrato. O fisioterapeuta não
está apenas nas clínicas. Os hospitais são
obrigados a tê-los. Há o fisioterapeuta de UTI,
profissional que trata do paciente que faz o desmame da respiração
mecânica, por exemplo. Esse tratamento não se faz
em menos de duas horas. Isso é considerada uma sessão
remunerada em R$ 6, diz.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) diz
que não é sua função regular a remuneração
de profissionais de saúde. Representantes dos planos foram
procurados, mas não responderam aos questionamentos da
reportagem. O presidente do Crefito, Silano Barros, diz que a
categoria vai brigar por sua própria tabela de pagamentos.
Hoje o fisioterapeuta é remunerado de acordo com a tabela
dos médicos, que para especialidades de fisiatria está desatualizada.
A categoria vai brigar por melhores remunerações
ao lado do Fórum da Saúde Suplementar, criado pela
Defensoria Pública de Pernambuco. Este fórum é pioneiro
no Brasil, diz Silano.
FOLHA DE S. PAULO
Vacina
contra meningite B mostra eficácia em estudo
Nova imunização foi testada em mais de 1.600 adolescentes
chilenos. Doença meningocócica pode levar à morte
por reação do corpo à multiplicação
rápida das bactérias
Débora
Mismetti
Uma nova
vacina contra a meningite meningocócica B teve
sucesso em testes feitos com 1.631 adolescentes no Chile, segundo
pesquisa publicada hoje na revista médica "Lancet".
O tipo B
da meningite meningocócica é o segundo
mais comum no Brasil, perdendo para o C. A bactéria causadora
da meningite meningocócica se divide nos sorotipos A,
C, B, W-135, Y e o X. Somando infecções por todos
os sorotipos, o Brasil teve 2.983 casos em 2010 e 605 mortes,
segundo dados do Ministério da Saúde.
A vacina
contra meningite C está no calendário
oficial de imunização infantil.
De acordo
com o infectologista Esper Kallás, professor
da Faculdade de Medicina da USP, já existiu uma imunização
contra o tipo B, mas ela não era eficaz.
"A vacina induzia a uma proteção pequena
e acabou em desuso." O médico afirma que o tipo B
foi, entre os anos 80 e 90, a principal causa de meningite identificável. "Depois,
a C virou maior, mas a B ainda atinge um contingente importante."
A dificuldade
para fazer uma vacina contra a B é que
segmentos da bactéria podem simular partes do corpo. "Teoricamente,
uma vacina feita com essas partes poderia induzir uma resposta
em forma de doenças autoimunes. Essa nova vacina não
tem esses componentes", afirma.
De acordo
com os pesquisadores, da Universidade do Chile, em Santiago,
duas doses da nova imunização, com intervalo
de seis meses, foram suficientes para induzir uma resposta imunológica
em quase 100% dos adolescentes testados.
Os efeitos colaterais, diz o estudo, patrocinado pela Novartis,
fabricante da vacina, foram leves e bem tolerados.
O resultado
da imunização foi medido de acordo
com análises laboratoriais que mostraram que os voluntários
desenvolveram defesas contra a doença. Isso indica que
eles estão protegidos contra a meningite, mas só é possível
ter certeza com um acompanhamento mais longo ou com mais pessoas.
Para Kallás, a mortalidade por meningite no Brasil ainda é alta,
por falta de diagnóstico rápido e tratamento, feito
com antibióticos.
Os primeiros
sinais da doença são dor de cabeça,
náusea e rigidez na nuca (que não aparece em todos
os casos). Em manifestações mais graves, aparecem
manchas avermelhadas na pele.
"A bactéria se multiplica muito rápido e
o organismo tem uma reação inflamatória
exagerada." Essa reação, chamada de sepse,
pode levar à morte rapidamente.
Para reduzir
a mortalidade, o diagnóstico rápido é crucial. "Mas
o que controla de vez uma doença é uma vacina eficaz",
diz Kallás.
JORNAL
DE BRASÍLIA
Todas
têm
o direito
Material
utilizado pela PIP e pela Rofil foi feito para uso industrial.
Consultora
do Procon afirma que ação
judicial independe de ruptura do silicone
Mulheres
com implantes de silicone de mama das marcas francesa Poly
Implant Prothese
(PIP) e holandesa Rofil podem buscar na
Justiça o ressarcimento e até a indenização
pelos problemas sofridos.
De acordo
com a consultora jurídica do Procon do Rio
de Janeiro, Camile Linhares, a paciente deve acionar todos os
envolvidos na colocação do implante - a fabricante,
a importadora, o hospital ou clínica, o médico
e até mesmo a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa). O Código de Defesa do Consumidor
determina que a responsabilidade pela infração é solidária,
ou seja, é compartilhada pelos participantes na prestação
do serviço.
"Ela (paciente) deve colocar todos que compõem a
cadeia quando fizer a ação para evitar o jogo de
empurra", explicou a consultora. "A Anvisa foi quem
aprovou e liberou o produto", acrescentou.
Na opinião de Camile Linhares, o direito vale ainda para
as mulheres com próteses das duas marcas sem sinais de
ruptura. "No nosso entendimento, mesmo aquelas que não
tiveram problema e estão inseguras podem ingressar com
a ação". O pedido de ressarcimento, segundo
a consultora, independe do motivo da cirurgia inicial - indicação
médica ou finalidade estética.
ANTES DE ESTOURAR
O argumento é defendido também pela advogada do
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Joana Cruz. "Ninguém
tem que esperar estourar (o implante) para correr atrás",
frisa.
Para a advogada,
além de cobrir a remoção
e troca da prótese rompida, o plano de saúde e
o Sistema Único de Saúde (SUS) devem ser obrigados
a arcar com o custo de uma retirada preventiva.
No entanto,
o Ministério da Saúde, a Anvisa e
a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) acertaram
que a rede pública e as operadoras devem pagar somente
pela cirurgia reparadora se for constatada a ruptura da prótese. "A
indicação de substituição não é universal,
sendo restrita a indícios de ruptura, que serão
caracterizados nas diretrizes", diz nota que foi divulgada
pelos órgãos governamentais, depois de muita polêmica.
A francesa
PIP e a holandesa Rofil são acusadas de usarem
silicone industrial, não indicado para próteses
de mama. A recomendação na França foi a
retirada das próteses por precaução.
A Anvisa
quer tornar mais dura a entrada dos produtos no mercado brasileiro.
A agência
reguladora pretende exigir teste de qualidade lote a lote dos
implantes de seio antes de liberar
a venda.
A ideia ainda
será colocada em consulta pública,
que começa hoje, com a publicação no Diário
Oficial da União, e irá até 16 de fevereiro.
População pode dar opiniões.
GAZETA DO POVO
Plano
pagará R$
80 por consulta
Acordo da
Fundação Copel com classe médica é o
primeiro resultado concreto do movimento da categoria iniciado
em 2009 no Paraná
A movimentação da classe médica por melhores
honorários pagos pelos planos de saúde, iniciada
ainda em 2009 no Paraná, deu seu primeiro resultado concreto
ontem. A Fundação Copel de Previdência e
Assistência Social firmou um acordo com a Associação
Médica do Paraná (AMP), o Sindicato dos Médicos
do Paraná (Simepar) e o Conselho Regional de Medicina
do Paraná (CRM-PR), comprometendo-se a aumentar o valor
das consultas dos cerca de 7 mil médicos credenciados
em 51% já neste mês. O valor de R$ 53 passa para
R$ 70 e pode chegar a R$ 80 caso os profissionais, em contrapartida,
topem participar de um levantamento epidemiológico dos
mais de 40 mil beneficiários no estado, entre empregados,
dependentes e pensionistas da Copel, Compagás e Lactec.
Na prática, a contrapartida, recompensada com R$ 10 a
mais no valor da consulta, é o preenchimento de um questionário
ao fim de cada atendimento. As respostas vão nos ajudar
a identificar possíveis exageros ou distorções
de protocolo em diagnósticos e tratamentos e também
a descobrir o perfil dos nossos beneficiários para que
possamos investir em programas de prevenção, explica
o presidente da Fundação Copel, Hélio José Pizzato.
Esse trabalho, segundo ele, será feito com o apoio das
câmaras técnicas e de especialidades da AMP. A Fundação
poderá contar com a nossa ajuda na formulação
de um parecer que dirá se a conduta questionada está em
conformidade com os protocolos daquela especialidade, diz o presidente
da AMP, João Carlos Barracho.
O acordo,
que não provocará aumentos de mensalidade
para os usuários, segundo Pizzato, garante ainda o reajuste
anual dos honorários médicos pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Também ficou garantida a adoção escalonada
da última edição da Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM),
documento que é editado pela Associação
Médica Brasileira e é considerado um tipo de tabela
base de valores por toda a categoria médica no país.
Até agora, a Fundação Copel utilizava a
3.ª edição da CBHPM com 20% de redução
nos valores referentes ao porte dos procedimentos (são
quatorze no total) e 30% de redução na Unidade
de Custo Operacional (medida que contempla equipamentos e outros
gastos-base de cada procedimento). Já neste mês,
a entidade adota a 5.ª edição da tabela, mantendo
as reduções e em julho de 2013, a última
edição, a 6.ª CBHPM, em sua integralidade.
Para o presidente
da AMP, o acordo com a Fundação
Copel mostra que é possível chegar a um bom termo
tanto para operadoras quanto para médicos. Segundo Barracho,
nenhuma negociação com outra operadora do estado
avançou tanto, mas o movimento da classe deve continuar
em 2012, olhando inclusive para as cooperativas médicas,
como as Unimeds, deixadas de lado até agora.
Terça-feira,
17.01.2012
PORTAL
DA SAÚDE
Miguel
Couto aplica novo modelo na gestão de leitos
Sistema facilita
o controle do tempo de permanência no
pronto-socorro para evitar que o paciente fique mais tempo que
o necessário, liberando vagas para outros doentes
O Hospital
Municipal Miguel Couto começa a implantar
este mês uma nova forma de controle diário dos pacientes
da emergência baseada no Kan Ban, modelo originário
da metodologia Qualidade Total. A novidade visa à melhoria
do fluxo dos leitos, uma das metas da ação S.O.S
Emergências, implementada pelo Ministério da Saúde
na unidade. Placas fixadas nas camas vão indicar se a
permanência do doente, considerando a complexidade do quadro,
está dentro do tempo considerado ideal, no tempo aceitável
ou acima do prazo. Com isso, espera-se evitar internações
mais longas que o necessário, corrigindo falhas que prolongam
a permanência e liberando leitos para outras pessoas.
A adaptação do método Kan Ban para a gestão
dos leitos do Miguel Couto foi desenvolvida pelo Núcleo
de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH) da unidade. Instituído
pelo S.O.S Emergências, o NAQH é formado por profissionais
do próprio hospital e por apoiadores técnicos do
Ministério da Saúde. Sua atribuição é diagnosticar
os principais problemas da emergência e traçar medidas
para solucioná-las, melhorando o atendimento à população.
Ainda pelo S.O.S Emergências, o hospital receberá recursos
de R$ 3 milhões para a compra de equipamentos e R$ 300
mil mensais de custeio.
Os primeiros
leitos do Miguel Couto que passaram a ser controlados pelo
Kan Ban
foram os da sala amarela da emergência, destinada
a pacientes graves. Nesta sala, o tempo ideal de permanência
no leito, marcado nas placas pelo número um em romano
(I), é de até 48 horas. Depois deste prazo, com
o quadro estabilizado, o indicado é que o paciente seja
transferido para uma enfermaria de retaguarda do próprio
hospital ou para uma vaga regulada em outra unidade. Entre 48
e 72 horas (II), a permanência do doente na sala amarela é ainda
considerada aceitável. A partir de 72 horas, a marcação
III na placa indica que há problema no fluxo do leito
a ser solucionado.
REDE
O S.O.S Emergências integra a Rede Saúde Toda Hora
e, além do Miguel Couto, foi implantado no Hospital Albert
Schweitzer, também no Rio de Janeiro, e em mais nove unidades
de grande porte localizados em oito capitais: São Paulo
(SP), Brasília (DF), Salvador (BA), Porto Alegre (RS),
Recife (PE), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (BH) e Goiânia
(GO). Todos os hospitais selecionados são referências
regionais, possuem pronto-socorro e realizam grande número
de internações e atendimentos ambulatoriais. A
meta é que até 2014 o S.O.S Emergências atinja
os 40 maiores prontos-socorros brasileiros, em 26 estados e no
Distrito Federal.
AGÊNCIA
BRASIL
Após escândalo do silicone, Anvisa quer tornar
obrigatório teste de prótese de mama antes de liberar
venda
Com o escândalo de próteses mamárias adulteradas
envolvendo duas marcas estrangeiras, a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer tornar mais
dura a entrada dos produtos no mercado brasileiro. A agência
reguladora quer exigir teste de qualidade lote a lote dos implantes
de seio antes de liberar a venda.
A ideia ainda
será colocada em consulta pública,
que começa amanhã (18), com a publicação
no Diário Oficial da União, e vai até 16
de fevereiro deste ano. No período, a população
pode opinar sobre a proposta.
Para conseguir
o registro de uma prótese mamária
no Brasil, a fabricante precisa apresentar um certificado de
qualidade e de conformidade com as normas e não é cobrado
teste das próteses ser vendida no país, processo
adotado com as marcas Poly Implant Prothese (PIP) e a Rofil,
que recentemente foram acusadas de usar silicone industrial.
Pela nova
regra, será obrigatório o exame do produto
por laboratórios nacionais, indicados pela Anvisa e com
aval do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
(Inmetro), para conseguir autorização de venda.
De acordo
com a agência reguladora, o Brasil será o
primeiro país a cobrar o teste de próteses para
seios que servirá para “atestar as informações
apresentadas pelo fabricante no momento do registro do produto”.
Atualmente, a Vigilância Sanitária exige a testagem
somente de preservativos e luvas.
No prazo
de um mês, a Anvisa irá apresentar também
plano para monitorar as próteses vendidas hoje no país.
O Ministério da Saúde e as entidades nacionais
de cirurgia plástica e mastologia devem definir amanhã (18)
o atendimento às brasileiras com implantes das marcas
francesa PIP e holandesa Rofil, como exames a serem feitos para
constatar ruptura da prótese e os hospitais públicos
que prestarão o serviço.
A estimativa é que cerca de 20 mil mulheres têm
as próteses, mas não se sabe quantas estariam com
problemas. As autoridades sanitárias da França
identificaram elevado risco de vazamento do gel das marcas, que
pode provocar problemas de saúde.
AGÊNCIA CÂMARA
Relator
diz que vetos não comprometem regulamentação
de gastos com saúde
Texto que
regulamenta a Emenda 29 foi aprovado pelo Congresso no ano
passado e recebeu
nesta semana 15 vetos da Presidência
da República
O relator
na Câmara da proposta que regulamentou a Emenda
29 (gastos públicos com saúde), deputado Pepe Vargas
(PT-RS), afirmou que os 15 vetos da Presidência da República à nova
lei sobre o setor não prejudicam os pontos essenciais
do texto. Pepe Vargas reconheceu, no entanto, que alguns vetos
vão diminuir parte dos recursos previstos para a saúde.
A presidente
retirou, por exemplo, o dispositivo que obrigava o aumento
dos gastos
da União em saúde se houvesse
reestimativa do valor do Produto Interno Bruto (PIB). “Com
o veto, esse reajuste do PIB não será incorporado
ao orçamento da saúde e isso pode implicar pequena
perda de recursos”, disse o relator.
Os ministérios da Fazenda e do Planejamento foram contrários
a esse dispositivo, com o argumento de que o PIB apurado a cada
ano passa por revisões periódicas, e a necessidade
de constante alteração nos valores a serem destinados à saúde
pela União poderia gerar instabilidade na gestão
fiscal e orçamentária.
A nova lei
(Lei Complementar 141/12), sancionada nesta segunda-feira (16),
determina que
o governo federal aplique em saúde,
no mínimo, o valor utilizado no ano anterior, acrescido
da variação nominal do PIB no período. Já os
estados devem investir 12% da arrecadação; e os
municípios, 15%.
A lei também define os gastos que serão considerados
para esse cálculo e impede que sejam contabilizados no
percentual os pagamentos de aposentadorias e pensões,
de salários de funcionários que não atuem
em saúde, de gastos em obras de engenharia, entre outros.
Pepe Vargas
disse que essa definição vai impedir
manobras para inflar o orçamento da saúde com outras
despesas e vai garantir a aplicação certa dos recursos.
Ele ressaltou que a nova lei também trata da fiscalização
e do controle dos recursos.
“O governador ou prefeito que brincar com os recursos
da saúde pode ir para a cadeia”, disse o presidente
da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio
Perondi (PMDB-RS).
Percentual
mínimo
O governo
vetou pontos do projeto que não contabilizavam
como gastos em saúde o pagamento de amortização
e encargos de empréstimos da União para o setor
ou os recursos de taxas, multas ou tarifas arrecadadas por entidades
da saúde. Assim, esses recursos passam a compor os percentuais
mínimos, o que também pode reduzir os valores previstos
pelo projeto aprovado.
“Esse artigo foi vetado, o que também significa
um pouco menos de recursos. Mas, fora isso, eu diria que o essencial
está previsto", disse Pepe Vargas.
Imposto derrotado
O deputado
Darcísio Perondi afirmou que parte dos vetos
foi superficial e teve o objetivo de eliminar qualquer referência à Contribuição
Social da Saúde (CSS), imposto previsto inicialmente pela
proposta, mas derrotado durante a votação no Congresso.
Cinco pontos
vetados pela presidente faziam referência
a esse imposto, que seria criado nos moldes da extinta CPMF. “Os
vetos não alteraram o texto aprovado no Senado. Eliminar
a CSS é adequado do ponto de vista legislativo”,
disse Perondi.
Financiamento
da saúde
Pepe Vargas
e Darcísio Perondi avaliaram que a nova lei
não vai encerrar a discussão sobre o financiamento
da saúde. Os deputados lembraram que será preciso
arcar, por exemplo, com os avanços tecnológicos
do setor e com gastos relacionados às mudanças
na expectativa de vida e nos hábitos do brasileiro.
A Frente
Parlamentar da Saúde, coordenada por Perondi,
vai se reunir em março para pressionar pelo aumento da
fatia gasta pela União na saúde. “O movimento
da saúde não aceita o governo federal não
investir mais no setor”, disse.
Pepe Vargas,
que havia proposto a criação da CSS
em seu relatório na Câmara, defendeu um financiamento
adicional. “É prematuro falar em novo imposto, mas
o problema do financiamento terá de ser enfrentado. O
Congresso optou por não criar a CSS e precisa agora encontrar
uma nova fonte de financiamento adicional para a saúde.”
O texto base
do relatório de Vargas foi aprovado pela
Câmara em junho de 2008, mas gerou impasse por prever a
criação da CSS. A proposta (PLP 306/08) só voltou à pauta
em setembro do ano passado, quando foi derrubado o novo imposto.
Em dezembro, o texto foi aprovado pelo Senado e enviado à sanção.
AGÊNCIA CÂMARA
Oposição tentará derrubar veto à revisão
do PIB para verbas da saúde
A oposição anunciou que tentará derrubar
os vetos da Presidência da República à regulamentação
da Emenda 29, que garante mais recursos para a saúde.
O PSDB vai solicitar que os vetos à Lei Complementar 141/12
sejam analisados com urgência pelo Congresso Nacional,
já no início do ano legislativo.
O líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), criticou
o veto ao dispositivo que previa o aumento dos gastos da União
em saúde se houvesse reestimativa do valor do Produto
Interno Bruto (PIB). “Ou seja, menos recursos para hospitais,
remédios e material hospitalar. Mais uma vez, o governo
federal foge de suas responsabilidades e joga o peso das contas
da saúde nas costas de estados e municípios.”
O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), afirmou que
esse veto prejudica o fluxo maior de recursos previsto pela Emenda
29. "Se você tinha no crédito adicional uma
forma de, a cada mês, ter recursos a mais para a saúde
pública, você estava contribuindo para melhorar
não só os recursos, mas também a qualidade
no atendimento. Lamentavelmente, o governo federal vai lavando
as mãos", disse.
Duarte Nogueira
também criticou o veto ao dispositivo
que determinava a aplicação dos recursos da saúde
em contas específicas – procedimento que permitiria
uma fiscalização mais efetiva.
Apesar de
a oposição defender a análise
dos vetos sobre a Emenda 29 já no início de fevereiro,
ainda há uma longa fila de vetos presidenciais a serem
analisados pelo Congresso Nacional. Entre eles, o veto sobre
os royalties do petróleo, no projeto que regulamenta a
exploração do pré-sal.
PORTAL G1
Índia registra casos de tuberculose 'incurável'
Tratamentos
conhecidos não funcionam no combate da doença;
três já morreram
Um tipo de
tuberculose totalmente resistente ao tratamento com antibióticos está preocupando as autoridades sanitárias
da Índia.
De 12 pacientes
em Mumbai considerados "totalmente resistentes
aos remédios", três já morreram.
Os casos
estão sendo investigados pelo Ministério
da Saúde indiano.
A tuberculose é uma das maiores causas de morte no mundo.
Entre as doenças contagiosas, fica atrás apenas
do HIV.
O tratamento
com antibióticos para pacientes com tuberculose
dura, em média, de seis a nove meses.
Novas bactérias
Não é a primeira vez que bactérias resistentes
aos antibióticos causam preocupação nas
autoridades médicas.
Alguns tipos
de tuberculoses "incuráveis" já foram
registrados em países como Itália e Irã.
Vertentes
resistentes a um grupo específico de medicamentos
também apareceram na Rússia e na China.
Segundo os
médicos do hospital Hinduja, em Mumbai, os
pacientes têm sido tratados com uma bateria de drogas há dois
anos, sem sucesso.
A maioria
dos doentes vivia em favelas na cidade, onde a proximidade
entre as pessoas
facilita o contágio.
O Centro
Americano para Controle de Doenças (CDC na sigla
em inglês) confirmou que a vertente indiana parece ser
completamente resistente.
"Toda vez que vemos algo assim, procuramos assumir o controle
antes que se torne um problema disseminado", disse Kenneth
Castro, diretor de Eliminação de Tuberculose do
CDC.
O caso se
agrava quando os pacientes interrompem o tratamento, criando
o ambiente perfeito
para que a bactéria desenvolva
resistência.
ESTADÃO.COM.BR
Cardíacos desconhecem gorduras que fazem bem à saúde
Pesquisa
mostra que 67% dos 600 pacientes em tratamento no hospital
Dante Pazzanese
não possuem o hábito de ler o rótulo
dos alimentos
Estudo realizado
pelo Hospital Estadual Dante Pazzanese, referência
em cardiologia, aponta que 67% dos 600 pacientes em tratamento
na instituição não possuem o hábito
de ler o rótulo dos alimentos e desconhecem as gorduras
que fazem bem à saúde.
Entre os
tipos de gorduras que fazem mal à saúde,
a trans e a saturada são as mais conhecidas, sendo consideradas
ruins por 81,5% dos entrevistados. Já entre os tipos que
fazem bem, 55% dos pacientes desconsideraram a gordura insaturada
que, pelo contrário, é indicada para a boa saúde
do coração.
Outro equívoco muito comum é em relação
aos alimentos fontes de gordura. Assim como a bolacha recheada
e a manteiga, que foram apontadas corretamente como alimentos
menos saudáveis, a maionese também foi tida como
um alimento rico em colesterol e gorduras ruins pela maioria
dos entrevistados, o que não é verdade.
"A maionese possui um perfil nutricional bom porque é fonte
de gorduras poli-insaturadas, não contém gordura
trans e oferece baixo teor de colesterol", explica Daniel
Magnoni, médico da Divisão de Nutrição
Clínica do Dante Pazzanese e coordenador da pesquisa.
Além da maionese, outro alimento apontado erroneamente
por 65,5% dos pacientes como fonte de colesterol e por 60% com
excesso de gordura ruins foi o Ketchup, que por ser produzido
a partir de tomates, não possui gorduras.
FOLHA DE S. PAULO
Pfizer suspende teste com latrepirdina para tratar Alzheimer
O grupo farmacêutico americano Pfizer admitiu nesta terça-feira
(17) o fracasso de um tratamento contra o mal de Alzheimer. A
pesquisa estava na última etapa de testes, um pouco antes
do pedido de autorização para a comercialização
do remédio.
O Dimebon
(nome científico: latrepirdina) não
demonstrou eficácia no tratamento de pacientes com formas
leves a moderadas da doença quando administrado em combinação
com o Aricept (nome científico: donepezil), informou a
Pzifer em um comunicado.
O tratamento
estava sendo desenvolvido em associação
com a empresa de biotecnologia Medivation.
Pfizer e
Medivation anunciaram que vão suspender o desenvolvimento
do Dimebon em todas as suas indicações.
AGÊNCIA
BRASIL
Rio de Janeiro registra 1.287 casos de dengue nas duas primeiras
semanas do ano
O estado
do Rio de Janeiro registrou 1.287 casos de dengue nas duas
primeiras
semanas do ano. A Secretaria de Estado de Saúde
do Rio de Janeiro informou hoje (17) que nas duas primeiras semanas
foram notificados 856 casos de dengue em 91 municípios.
Nesse período nenhuma morte foi registrada no estado.
Os dados
não se referem à cidade do Rio de Janeiro
que divulga no mesmo dia, separadamente, os números sobre
os casos de dengue na cidade. De acordo com a Secretaria Municipal
de Saúde, nas duas primeiras semanas deste ano foram notificados
431 casos da doença, sendo a maioria na zona norte da
cidade. Desde o mês de agosto do ano passado não
foi registrado nenhum caso de morte por dengue no município
do Rio.
PORTAL
DA SAÚDE
Inscrições para atuar na Força Nacional
terminam neste mês
Profissionais
de saúde que se cadastrarem como voluntários
vão atuar no atendimento a vítimas de desastres
naturais, calamidades públicas ou situações
de risco epidemiológico. Eles passam por atividades de
capacitação e educação permanente
Profissionais
de saúde interessados em se cadastrar à Força
Nacional do SUS têm até o próximo dia 31
para formalizarem a inscrição. Médicos intervencionistas,
enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e condutores
de veículos de serviços de urgência e emergência,
além de profissionais de saúde de hospitais universitários,
institutos nacionais e da rede assistencial hospitalar federal,
estadual e municipal podem se inscrever como voluntários
da Força. Ela atua no atendimento a vítimas de
desastres naturais, calamidades públicas ou situações
de risco epidemiológico (surtos de leptospirose após
enchentes, por exemplo) que exijam uma resposta rápida
e coordenada, apoio logístico e equipamentos adequados
de saúde.
O banco de
cadastrados à Força Nacional do SUS é organizado
pelo Ministério da Saúde, que poderá acionar
os voluntários de acordo com cada situação
de emergência. “Essa oportunidade (de participar
da equipe) é única no sentido de fazer um trabalho,
de maneira organizada e estruturada, que vai ajudar as pessoas
e comunidades envolvidas em situações adversas
de grande porte”, salienta o coordenador de Urgência
e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo
de Tarso.
A estimativa
do governo federal é que cerca de mil voluntários
se inscrevam à Força. Os profissionais de saúde
cadastrados passam por atividades de capacitação
e processo de educação permanente obedecendo a
critérios definidos pelo Ministério da Saúde.
AGÊNCIA
BRASIL
Ministério da Saúde distribuirá novas doses
de vacina antirrábica até o fim de fevereiro
O Ministério da Saúde deve concluir, até o
final de fevereiro, a distribuição de 30 milhões
de doses de vacina antirrábica para todos os estados brasileiros.
Em 2010, a imunização de cães e gatos foi
suspensa no país depois que reações adversas
chegaram a provocar a morte de alguns animais. No ano passado,
apenas os estados onde ainda havia circulação do
vírus receberam quantitativo para a realização
de campanhas.
Em entrevista à Agência Brasil, o secretário
de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, explicou
que as doses antirrábicas a serem utilizadas este ano
são “parte produzidas no Brasil, parte importadas”.
Segundo ele, o laboratório brasileiro teve seus testes
de qualidade reforçados, enquanto o produtor estrangeiro é listado
como pré-qualificado pela Organização Mundial
da Saúde (OMS).
Jarbas lembrou
que não existe uma campanha nacional de
vacinação antirrábica e que, a partir de
março, cada estado deve definir o próprio calendário
com base na realidade epidemiológica registrada. No Paraná,
por exemplo, apenas a região de Foz do Iguaçu é convocada
para a vacinação de cães e gatos. Nas demais áreas,
inclusive na capital, não há circulação
do vírus.
“O problema da transmissão da raiva são
aquelas cidades com muitos cães errantes, sem um dono.
Esse cão nunca é levado para vacinar. A vacinação
de animais é uma medida importante, mas nunca é 100%
efetiva. Por isso, temos que recomendar às pessoas que,
em caso de agressão de cão, gato ou morcego, procurar
imediatamente o posto de saúde”, reforçou
o secretário.
Para Jarbas,
a raiva já foi um grande problema de saúde
pública no país, mas se encontra em declínio
acentuado. Há 20 anos, as notificações chegavam
a quase 200, contra duas em 2011 – ambas no estado do Maranhão.
“Os casos que acontecem hoje são esporádicos,
raros e decorrem principalmente de pessoas que, uma vez agredidas,
não procuram o posto de saúde imediatamente ou
começam o tratamento e o abandonam por algum motivo”,
explicou. Segundo ele, a vacina antirrábica e o soro antirrábico
estarão disponíveis em todos os postos de saúde
do Brasil.
No caso específico de animais domésticos, é preciso
verificar se há algum sinal de agressão, como marcas
de mordida, além de estar atento a qualquer alteração
no comportamento do animal. A orientação do ministério é levar
o animal imediatamente para um centro de controle de zoonoses
ou a uma clínica veterinária.
“É preciso manter a vacinação do
animal atualizada e, se a pessoa sofrer alguma agressão,
deve comunicá-la imediatamente. A vacina e o soro só são
aplicados em situações posteriores à agressão.
Mesmo que o animal tenha raiva, a pessoa, ao tomar a vacina e
o soro, fica totalmente prevenida e não vai mais correr
o risco de desenvolver a raiva”, concluiu.
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br