Leia
nesta edição:
- Quando
a família banca a saúde
- Saúde,
um gasto particular
- Ministro Rebate
- Emprego
na saúde tem renda 57,5% maior do que a média
do emprego nacional
- Federação
no CTI
- Teste de
DNA avalia risco de câncer de mama
- Leis contra
o aborto não impedem disseminação
da prática, diz estudo
- Troca de
prótese priorizará vítima de
câncer
- Vacina
de hepatite B aplicada por via oral é testada
no Butantan
- Estrabismo
atinge mais crianças e glaucoma é mais
comum nos idosos
- Saúde oferece duas novas vacinas para crianças
- Frente
retomará pressão para aumentar investimentos
na saúde
- Paralisação deixa 70 mil usuários de
planos de saúde sem atendimento em GO
- Atividades
econômicas relacionadas à saúde
geraram R$ 173,3 bilhões em 2009
- São Paulo terá novos leitos para usuários
de crack
- OAB e associação de médicos apostam em
lei de iniciativa popular para garantir mais investimentos em
saúde
- Fabricante
da prótese PIP critica remoção
de implante na França
Quinta-feira, 19.01.2012
O GLOBO
Quando
a família banca a saúde
Gasto 'per
capita' da população é de R$835,65,
contra R$645,27 do governo
Clarice Spitz
O sistema
público de saúde é universalizado,
mas apenas na teoria. Pesquisa Conta Satélite de Saúde
- Brasil, divulgada ontem pelo IBGE, mostra que o brasileiro
gasta 29,5% a mais do que o governo para ter acesso a remédios,
consultas médicas e odontológicas, plano de saúde,
hospitais e exames. Enquanto o Estado tem um dispêndio
de R$645,27 por pessoa, o gasto per capita das famílias
fica em R$835,65. No país, 55,4% das despesas totais do
setor são arcadas pelas famílias, enquanto 43,6%
são cobertas pela administração pública. É a
primeira vez que o IBGE calcula a despesa com saúde por
pessoa. Os dados são referentes a 2009, mas o panorama é confirmado
nos anos anteriores. Para o gerente da Coordenação
de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes Moraes, o desequilíbrio
entre os gastos de famílias e governo foge a um padrão
normal.
- É algo atípico e que se deve ao fato de a saúde
no Brasil ser tão privatizada - considera.
Em 2009,
o consumo total com saúde ficou em R$ 283,566
bilhões. Mesmo num ano recessivo - o país encolheu
0,3% em 2009 -, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens
e serviços produzidos) da saúde conseguiu avançar
2,7%.
No bolso
das famílias, pesaram mais os serviços
privados de saúde, que responderam por 52,7% dos gastos.
Aumentou também a parcela do orçamento para compra
de medicamentos. Eles abocanhavam 34,63% das despesas, em 2008,
e passaram para 35,8%, em 2009.
Em países da Organização para a Cooperação
e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no mesmo ano, o gasto
do governo na saúde foi muito superior, com o Estado respondendo
por quase três quartos das despesas com saúde (72%)
dos cidadãos, percentual que não sofreu muitas
variações nos últimos 20 anos. Diferentemente
do Brasil, na conta dos países desenvolvidos, a administração
pública contabiliza também gastos com investimento
em saúde (construção de hospitais e compra
de equipamentos).
O economista
Antonio Correa de Lacerda, da PUC-SP, considera que o quadro
tem se
agravado nos últimos oito anos, com
o aumento da renda e o envelhecimento da população.
- De um lado,
temos a carência de um serviço público
de qualidade, que empurra as pessoas para o privado e, de outro,
milhões têm ascendido socialmente e contratado planos
de saúde - afirma.
População
mais velha aumenta gasto
No ano em
que a economia brasileira encolheu 0,3%, os gastos de famílias e da administração pública
com saúde como proporção do PIB subiram,
como reflexo da expansão das despesas superiores ao desempenho
do PIB. A parcela usada com medicamentos, exames, consultas e
os custos da administração pública com salários
e serviços subiram de 8,3% em 2008, para 8,8% do PIB em
2009.
Segundo Moraes,
o aumento de gastos com saúde tendem
a variar menos que a economia em geral em países em recessão.
- Essa tendência tem a ver com o aumento da renda, o envelhecimento
da população - afirma.
Apesar de
as famílias gastarem mais, foi o governo que
registrou o maior crescimento de participação no
PIB entre 2008 e 2009. Os gastos da administração
pública com saúde passaram de 3,5% para 3,8% da
economia, enquanto as despesas das famílias subiram de
4,7% para 4,9%.
As despesas
com medicamentos pelas famílias corresponderam
a 1,9% do PIB, um pequeno crescimento frente a 2008, quando correspondiam
a 1,8%.
Marco Antônio Oliveira, proprietário de postos
de gasolina no Rio e em Vitória, reclama do aumento dos
preços de antialérgico e vitamina C, que consome
com frequência. A maior preocupação, porém,
cabe ao plano de saúde que tem que pagar:
- Deveríamos usar como parâmetro o serviço
público oferecido nos países desenvolvidos, dada
a carga tributária que temos aqui. A saúde pública
não é boa, a escola pública não é boa
e a segurança também não.
Emprego
público na saúde
ficou menor
O gasto maior
da administração pública
não se refletiu no mercado de trabalho. A abertura de
vagas na área caiu: com 58.961 postos a menos que em 2008.
O volume de serviços de saúde ofertados pelo governo
também desacelerou de 6,3%, em 2008, para 5,2%, em 2009.
Na contramão, a saúde privada experimentou um
crescimento nos postos de trabalho. Atividades de internação
privada e consultas e exames particulares tiveram ganho de vagas
de 4.446 e 41.506 postos, respectivamente.
Ao todo,
foram criadas 115 mil vagas na saúde em 2009.
Os pesquisadores não sabem explicar se a redução
no número de vagas está relacionada a servidores
que se aposentaram e não tiveram a vaga reposta ou se
houve aumento da contratação de terceirizados.
- A saúde pode estar perdendo postos diretos para indiretos
- avalia Maria Angelica dos Santos, pesquisadora da Fundação
Oswaldo Cruz.
A pesquisa
mostrou também que o rendimento nominal dos
profissionais da saúde pública subiu, passando
de R$27.904,88, em 2008, para R$32.622,88, em 2009. Além
disso, avalia que o rendimento do emprego na saúde é maior
do que na média da economia em geral.
- Houve a
criação de uma série de serviços
que não existiam e já que não havia a expertise
dentro do serviço público, eles foram contratados
fora. Isso não ocorre somente com a saúde - acrescenta
Roberto Olinto, coordenador de Contas Nacionais do IBGE.
CORREIO BRAZILIENSE
Saúde,
um gasto particular

CORREIO BRAZILIENSE
Ministro rebate
.jpg)
O ESTADO DE S. PAULO
Emprego
na saúde tem renda 57,5% maior do que a média
do emprego nacional
Número de vagas de trabalho na saúde
ficou estagnado entre 2008 e 2009
O rendimento
médio do emprego no setor de saúde é 57,5%
maior do que o valor médio pago pelo trabalho considerando
todas as atividades da economia brasileira, de acordo com o levantamento
Conta-Satélite de Saúde, um detalhamento das contas
nacionais, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
No entanto,
o número de vagas de trabalho na saúde
ficou estagnado entre 2008 e 2009. Foram contabilizadas 4,326
milhões de ocupações na área de saúde,
em funções que vão de médicos e enfermeiros
a profissionais de administração e segurança.
Entre 2007
e 2008, o número de vagas em saúde
cresceu 2,7%, proporção maior do que o crescimento
das vagas em todos os setores, de 1,6%. Entretanto, na passagem
de 2008 para 2009, período em que o Brasil mais sentiu
a crise econômica internacional, as vagas totais cresceram
0,4% e as de saúde não saíram do lugar.
Em 2009,
havia 96.647.139 vagas em todos os setores da economia, sendo
4.326.014 na área de saúde. Em 2008, eram
96.232.609 postos de trabalho no País, sendo 4.326.135
vagas na área de saúde, número ligeiramente
maior que o registrado no ano seguinte.
Embora o
aumento da renda média de uma vaga na saúde
não tenha sido tão intenso nos últimos anos
quanto o crescimento do rendimento médio do trabalho na
economia, a diferença continua grande. Em 2009, a renda
média anual de uma vaga em saúde foi de R$ 22.395,00
(ou R$ 1.866,25 mensais), enquanto o rendimento médio
do trabalho como um todo foi de R$ 14.222,04 (R$ 1.185,17 mensais).
Nos anos
anteriores, a diferença entre o setor de saúde
e todos os setores era ainda maior: em 2007, as vagas em saúde
tinham rendimento médio 65% maior do que a média
de todas as ocupações juntas. Em 2008, era 64%
maior.
O cálculo leva em consideração o número
de vagas nas atividades relacionadas à saúde, e
não o número de empregados. No caso da saúde, é comum
que um profissional tenha vários empregos. Cada emprego é contado
como uma ocupação.
CORREIO BRAZILIENSE
Federação
no CTI
.jpg)
FOLHA DE S. PAULO
Teste
de DNA avalia risco de câncer de mama
Exame, que
deve custar cerca de R$ 3.000, chega ao país
no fim do mês; 19 genes ligados à doença
são analisados
Mariana Versolato
Nos EUA,
empresa oferece mapeamento genético por US$
1.000; testes são controversos por gerarem angústia
Um teste
para saber se mulheres com idade entre 30 e 69 anos, mesmo
sem histórico familiar de câncer, têm
risco baixo, moderado ou alto de desenvolver tumores de mama
será lançado no fim de janeiro no Brasil.
O exame,
que já é vendido nos EUA e foi desenvolvido
pela empresa americana Intergenetics Incorporated, não
será encontrado em farmácias ou hospitais. Só poderá ser
solicitado por uma rede de médicos credenciados no site
da empresa.
O preço estimado do OncoVue é de R$ 3.000. A análise
do DNA é feita a partir de uma amostra de saliva, enviada
para um laboratório nos EUA.
Já há testes similares para predizer o risco de
a mulher ter câncer de mama, mas são indicados para
aquelas com suspeita de síndrome hereditária da
doença.
Nesses casos,
o câncer ocorre em parentes próximos,
como mãe e filha ou irmãs. Um exame de sangue identifica
mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, responsáveis
pela síndrome.
"Cerca de 90% dos casos de câncer de mama não
estão ligados a essas mutações. O teste é para
essa maioria que não sabe se tem o risco da doença",
afirma Paulo Cruz, mastologista e consultor técnico da
OncoVue.
A novidade,
diz ele, é que o teste analisa 19 genes ligados à doença
e 22 variações específicas no DNA, os SNPs
(pronuncia-se "snip").
Segundo o
médico, quem tiver o risco moderado ou alto
de desenvolver a doença poderá receber acompanhamento
específico e adotar medidas preventivas, como não
fazer reposição hormonal.
"É uma grande sacada. Essas mulheres com maior risco
poderão fazer exames mais detalhados", afirma.
POLÊMICA
O teste não é uma garantia de que a mulher com
maior risco terá câncer. Questionado sobre se o
teste poderá causar preocupação excessiva
nas pacientes, Cruz nega. "Quem tiver risco elevado poderá se
cuidar mais."
Esse tipo
de teste, comum nos EUA, é polêmico por
causa das implicações éticas e do impacto
que o resultado pode causar nos pacientes.
"Já estamos observando que esses testes resultam
em muitas informações com pouco conhecimento e
geram mais angústias do que ajudam. A pessoa tem a mutação
da doença e passa a vida toda sem desenvolvê-la.
Para que saber?", questiona a geneticista Mayana Zatz, coordenadora
do Centro de Estudos do Genoma Humano.
Paulo Campana,
diretor médico do laboratório CDB
também faz ressalvas. "É complicado, porque
pode gerar mais neuroses do que vantagens", afirma.
Na semana
passada, a empresa americana Life Technologies Corp. anunciou
o lançamento da máquina
Ion Torrent, que decodifica o DNA das pessoas em um dia por
US$ 1.000 (R$ 1.760).
O Fleury
Medicina e Saúde comprou o aparelho, que deve
chegar até o fim do mês. Mas o uso será para
pesquisas de doenças genéticas em parceria com
instituições públicas e privadas.
"O desafio hoje é descobrir o melhor uso dessa informação
e quais serão as aplicações desse conhecimento",
diz Edgar Rizzatti, coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento
do Fleury.
PORTAL R7
Leis
contra o aborto não impedem disseminação
da prática, diz estudo
Legislação
que permite aborto deve rediscutida para evitar casos clandestinos
Um estudo
publicado na revista médica The Lancet contraria
o argumento de que leis severas contra o aborto reduzem a disseminação
da prática.
Analisando
dados de 1995 a 2008, o levantamento do instituto americano
Guttmacher
mostra que as mais altas taxas de abortos
estão justamente em regiões com legislação
restritiva.
Na América Latina, que tem relativamente o mais alto
número de abortos em todo o mundo, a maioria dos países
proíbe a prática, apontou o estudo Aborto Induzido:
Incidência e Tendências Globais.
Em 2008,
uma média de 32 entre 1.000 mulheres (entre
15 e 44 anos) fizeram aborto na região. No mesmo ano,
a taxa da África foi de 29 mulheres.
Em contrapartida,
na Europa Ocidental - onde a legislação é mais
permissiva -, esse número caiu para 12.
Perigo
Apesar de
mostrar que a quantidade de abortos, após um
período de queda, se estabilizou, o estudo destaca que
a prática realizada de maneira insegura vem crescendo.
Em 2008,
uma média de 28 mulheres em cada 1.000 fez aborto
- uma queda em relação a 1995, quando essa taxa
era de 35 mulheres.
Mas o número de gestações interrompidas
com práticas que apresentam riscos às mulheres
cresceu entre os dois períodos analisados, de 44% em 1995
para 49% em 2008, como destaca a pesquisa.
- Abortos
feitos de acordo com as recomendações
médicas têm um baixo risco de complicações.
No entanto, os que são realizados sem essa preocupação
provocam altas taxas de mortalidade materna em todo o mundo.
O estudo
chama atenção especialmente para regiões
onde os abortos são realizados apresentando mais perigos
para a mulher.
Na África, essa taxa chega a 97% do total de abortos.
O continente é seguido pela América Latina (95%), Ásia
(40%), Oceania (15%), Europa (9%) e América do Norte (menos
que 0,5%).
América
Latina
Entre as
recomendações relativas à América
Latina feitas pelo Instituto Guttmacher, que é parceiro
da OMS (Organização Mundial da Saúde), está um
maior investimento em programas de conscientização
sobre métodos contraceptivos.
- Também é necessário aprimorar e expandir
o tratamento no pós-aborto para reduzir os altos índices
de mortalidade que resultam de abortos feitos de maneira insegura.
O estudo
também sugere um maior acesso a sistemas de
planejamento familiar nas regiões mais remotas.
- A base
da legislação
que permite abortos deve ser ampliada, para reduzir a necessidade
das mulheres de recorrer
a abortos clandestinos.
ESTADÃO.COM.BR
Troca
de prótese priorizará vítima de câncer
Lisandra Paraguassu
Mulheres
que tiveram câncer de mama terão prioridade
na troca das próteses PIP e Rofil. As diretrizes divulgadas
pelo Ministério da Saúde, após reunião
com representantes da área médica, mantiveram a
determinação de que apenas as mulheres com rompimento
das próteses terão direito à troca imediata.
Mas o histórico de câncer fará com que a
mulher passe à frente na fila de atendimento, tanto no
Sistema Único de Saúde (SUS) quanto nos planos
de saúde.
A decisão foi tomada porque há suspeitas de que
alguns implantes podem ter na sua composição materiais
cancerígenos. Até que sejam concluídas as
perícias da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), a prioridade será dada. Mas,
mesmo com antecedente de câncer, mantém-se a decisão
de troca apenas em casos de rompimento.
As diretrizes
determinam que mesmo mulheres sem sintomas, mas que tenham
implantes Rofil
e PIP, sejam submetidas a exames de
imagem para confirmar que não há o rompimento.
De acordo
com o Ministério da Saúde, o exame preferencial é a
ultrassonografia das mamas, capaz de identificar fissuras no
material, mesmo que ainda não haja sintomas físicos.
Também poderá ser usada uma ressonância magnética,
de acordo com a necessidade identificada pelos médicos.
Aquelas que
não tenham rompimento das próteses,
indica o ministério, não farão a troca,
mas terão de ser acompanhadas a cada três meses
- o prazo é o mesmo também para as mulheres com
histórico de câncer.
Em todos
os casos, tanto planos de saúde quanto o SUS
terão de arcar com todos os custos, incluindo exames,
retirada das próteses e posterior colocação
de outro implante, se for o caso.
FOLHA DE S. PAULO
Vacina
de hepatite B aplicada por via oral é testada
no Butantan
Sabine Righetti
Imunização foi eficaz em roedores; vacina hoje é aplicada
por injeção intramuscular
Pesquisadores
do Instituto Butantan conseguiram obter, em camundongos, imunização por via oral contra o vírus da
hepatite B. A atual vacina é aplicada por injeção
intramuscular.
A administração oral pode reduzir custos de produção
e aplicação e ainda aumenta a eficácia da
vacina, já que, por essa via, o organismo produz mais
anticorpos.
"A dificuldade de aplicação oral é atravessar
a barreira do estômago, cuja acidez que destrói
as proteínas da vacina", diz Osvaldo Augusto Sant'Anna,
coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia
em Toxinas do Instituto Butantan.
Por essa
dificuldade, hoje existem apenas duas vacinas orais: a Sabin
(contra a poliomielite)
e a contra o rotavírus.
O avanço dos pesquisadores do Butantan foi a introdução,
na vacina da hepatite B, de um novo adjuvante, a sílica
nanoestruturada.
Esse composto
protege o antígeno da acidez e estimula
o sistema imunológico.
A ideia inicial
era melhorar a resposta à vacina intramuscular.
Ao notar a "proteção" ao antígeno,
os cientistas resolveram testar a versão oral, cuja eficácia
será agora posta à prova em humanos, o que deve
levar dois anos.
Se a resposta
for positiva, a nova vacina poderá estar
no mercado em quatro anos.
As pesquisas
tiveram participação de pesquisadores
da USP e apoio da indústria farmacêutica Cristália.
Estima-se
que mais de 50% da população mundial
já tenha sido contaminada pela hepatite B. No Brasil,
15% da população já foi contaminada e 1% é portadora
crônica.
PORTAL R7
Estrabismo
atinge mais crianças e glaucoma é mais
comum nos idosos
Ao longo
da vida, diferentes problemas podem atingir a visão.
Eles vão desde desvios que exigem o uso de óculos
ou lentes até doenças sérias, como o glaucoma.
Para você cuidar bem dos seus olhos em qualquer idade, é importante
ficar sempre atento ao modo como você enxerga e fazer exames
periódicos – de preferência, anualmente.
Segundo o
oftalmologista Samir Bechara e a pediatra Ana Escobar, para
cada fase de uma
pessoa, os olhos têm um ponto crítico,
ou seja, algo em que se deve prestar mais atenção.
Na infância, é o estrabismo; na adolescência,
os desvios de refração; na vida adulta, a vista
cansada; e na terceira idade, o glaucoma, a catarata e a degeneração
macular.
Os médicos também falaram sobre óculos,
lentes de contato e até alimentos que podem ajudar a combater
doenças nos olhos.
Eles destacaram
que é preciso levar os filhos ainda pequenos
ao oftalmologista para uma avaliação. Até os
8 anos de idade, é possível corrigir um olho que
não funciona direito, com o simples uso de um tampão,
que força a criança a enxergar pelo olho que não
está bem.
Os especialistas
também explicaram que reflexo vermelho
em apenas um olho, ao tirar foto com flash, pode ser sinal de
catarata, glaucoma ou tumor. Há tratamentos para todos
os casos, com a preservação do olho. Segundo a
Associação para Crianças e Adolescentes
com Câncer (TUCCA), nem sempre é necessário
retirar o globo ocular.
Ao começar a usar lente, o que geralmente ocorre na adolescência,
certifique-se de retirá-la toda a noite, mesmo que o produto
permita o uso contínuo, e siga as instruções
do fabricante sobre os cuidados de limpeza para evitar infecções.
Na vida adulta,
surge a chamada "vista cansada", quando
o olho perde lentamente a capacidade de foco, por falhas nos
músculos oculares. Já a mulher na menopausa pode
sofrer com o ressecamento dos olhos. Lágrimas artificiais
ajudam a combater o problema, que também pode ser causado
por excesso de exposição ao ar-condicionado.
Após o programa, faremos um chat ao vivo sobre o assunto.
Mande a sua pergunta pela nossa seção de comentários,
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Quarta-feira, 18.01.2012
PORTAL
DA SAÚDE
Saúde oferece duas novas vacinas para crianças
A partir
do segundo semestre, serão introduzidas as vacinas
pentavalente e a pólio inativada. A campanha nacional
contra pólio, com as gotinhas, será mantida
O Brasil
está se preparando para a erradicação
mundial da pólio. Neste ano, o país amplia o Calendário
Básico de Vacinação da Criança com
a introdução da vacina injetável contra
pólio, feita com vírus inativado. A nova vacina
será utilizada no calendário de rotina, em paralelo
com a campanha nacional de imunização, essa realizada
com as duas gotinhas da vacina oral. A injetável, no entanto,
só será aplicada para as crianças que estão
iniciando o calendário de vacinação.
Outra novidade
para 2012 será a vacina pentavalente,
que reúne em uma só dose a proteção
contra cinco doenças (difteria, tétano, coqueluche,
Haemophilus influenza tipo b e hepatite B). Atualmente, a imunização
para estas doenças é oferecida em duas vacinas
separadas.
“Com a inclusão da pentavalente no calendário
vacinal vamos reduzir uma picada nas crianças, diminuindo
as idas aos postos de saúde”, explicou o ministro
Alexandre Padilha. Ele reforçou ainda a participação
dos laboratórios públicos na produção
de vacinas no país. “O Ministério da Saúde
tem como política fortalecer a capacidade nacional de
inovação tecnológica de produção,
não só em parceria com laboratórios públicos
e com setor privado, mas também de atração
de parceiros internacionais”, afirmou o ministro.
A introdução da Vacina Inativada Poliomielite
(VIP), com vírus inativado, vem ocorrendo em países
que já eliminaram a doença. A Organização
Pan-Americana de Saúde (OPAS), no entanto, recomenda que
os países das Américas continuem utilizando a vacina
oral, com vírus atenuado, até a erradicação
mundial da poliomielite, o que garante uma proteção
de grupo. O vírus ainda circula em 25 países. O
Brasil utilizará um esquema sequencial, com as duas vacinas,
aproveitando as vantagens de cada uma, mantendo, assim, o país
livre da poliomielite. A VIP será aplicada aos dois e
aos quatro meses de idade e a vacina oral será utilizada
nos reforços, aos seis e aos 15 meses de idade.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas
Barbosa, explicou que o Ministério da Saúde está trabalhando
para ampliar o número de vacinas combinadas, que reúne
a proteção a mais de uma doença em uma mesma
apresentação. “Com isso, temos o beneficio
de melhorar a administração da vacina em crianças
com dois ou três anos”, diz.
AGENDA
A VIP será introduzida no calendário básico
a partir do segundo semestre desse ano. As campanhasanuais contra
poliomielite também serão modificadas a partir
de 2012. Na primeira etapa - a ser realizada em 16 de junho -
tudo continua como antes: todas as crianças menores de
cinco anos receberão uma dose de VOP, independente de
terem sido vacinadas anteriormente. Na segunda etapa - que ocorrerá em
agosto - todas as crianças menores de cinco anos devem
comparecer aos postos de saúde, levando o Cartão
de Vacinação. A caderneta será avaliada
para a atualização das vacinas que estiverem em
atraso. Essa segunda etapa será chamada de Campanha Nacional
de Multivacinação, possibilitando que o país
aumente as coberturas vacinais, atingindo as crianças
de forma homogênea, em todos os municípios brasileiros.
Esquema
sequencial da vacinação contra poliomielite
| Idade |
Vacina |
| 2 meses |
Vacina
Inativada poliomielite - VIP |
| 4 meses |
VIP |
| 6 meses |
Vacina
oral poliomielite (atenuada) - VOP |
| 15 meses |
VOP |
Pentavalente
A inclusão da vacina pentavalente no calendário
da criança também será feita a partir do
segundo semestre de 2012. A pentavalente combina a atual vacina
tretavalente (difteria, tétano, coqueluche, haemophilus
influenza tipo b) com a vacina contra a hepatite B. Ela será produzida
em parceria com os laboratórios Fiocruz/Bio-Manguinhos
e Instituto Butantan. As crianças serão vacinadas
aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade.
Com o novo
esquema, além da pentavalente, a criança
manterá os dois reforços com a vacina DTP (difteria,
tétano, coqueluche). O primeiro a partir dos 12 meses
e, o segundo reforço, entre 4 e 6 anos. Além disso,
os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose
da vacina hepatite B nas primeiras 12 horas de vida para prevenir
a transmissão vertical.
Heptavalente
No prazo
de quatro anos, o Ministério da Saúde
deverá transformar a pentavalente em heptavalente, com
a inclusão das vacinas inativada poliomielite e meningite
C conjugada. “As vacinas combinadas possuem vários
benefícios, entre eles o fato de reunir, em apenas uma
injeção, vários componentes imunobiológicos.
Além disso, os pais ou responsáveis precisarão
ir menos aos postos de vacinação, o que poderá resultar
em uma maior cobertura vacinal”, observa o ministro Alexandre
Padilha.
A vacina
heptavalente será desenvolvida em parceria com
laboratórios Fiocruz/Bio-manguinhos, Instituto Butantan
e Fundação Ezequiel Dias. A tecnologia envolvida é resultado
de um acordo de transferência entre o Ministério
da Saúde, por meio da Fiocruz, e o laboratório
Sanofi.
Investimento
Com a implantação da pentavalente haverá uma
economia de R$ 700 mil ao ano, devido à redução
no preço da vacina, além da diminuição
do custo de operacionalização (transporte, armazenamento,
seringas e agulhas). No decorrer desse ano, o Ministério
da Saúde irá adquirir oito milhões e oitocentas
mil doses da pentavalente, a um custo de R$ 91 milhões.
Também serão adquiridas outras oito milhões
de doses da Vacina Inativada Poliomielite, ao custo de R$ 40
milhões. Para a manutenção de estoque estratégico,
já foram compradas, em dezembro do ano passado, três
milhões de doses da VIP, por R$ 15 milhões.
AGÊNCIA CÂMARA
Frente
retomará pressão para aumentar investimentos
na saúde
Dois dias
depois da sanção da lei fixando os valores
mínimos que a União, os estados e os municípios
devem aplicar na saúde — a regulamentação
da Emenda 29 (Lei Complementar 141/13) —, o presidente
da Frente Parlamentar da Saúde, Darcísio Perondi
(PMDB-RS), disse que o grupo vai se reunir em março com
o objetivo de retomar a pressão para aumentar os investimentos
do governo federal no setor para 10% do Orçamento.
Esse percentual
foi defendido pela frente durante a votação,
no Senado, da proposta que originou a lei, mas foi derrotado
por orientação do governo. A nova lei determina
que o governo federal aplique em saúde no mínimo
o valor usado no ano anterior, acrescido da variação
nominal do Produto Interno Bruto (PIB) no período.
Segundo o
deputado Perondi, esse valor equivale a apenas 7% do Orçamento, valor insuficiente para resolver o problema
da saúde. Ele argumenta que o Executivo tem condições
de investir mais. “O governo tem uma bondade celestial
com um grupo seleto de empresários, que capta empréstimos
com juros de apenas 6%, mas ao mesmo tempo tem um rigor bélico
com os doentes que precisam de tratamento e com as crianças
que precisam de vacinas”, criticou.
Apesar de
exigir o aumento dos gastos federais, Perondi comemorou a definição, pela nova lei, do que são ou
não gastos em saúde, o que vai impedir que o Orçamento
seja maquiado com despesas alheias ao setor e facilitar a fiscalização: “Gasto
de saúde não é saneamento, esgoto, plano
de saúde das secretarias de saúde, previdência
dos servidores. É para atendimento de saúde universal,
o que agora está claro na lei”.
Vetos
Perondi criticou
o veto da presidente Dilma Rousseff ao dispositivo, aprovado
pelo Congresso, que aumentava os valores aplicados na
saúde sempre que houvesse reestimativa do PIB. “Esse
veto traz a simbologia de que o governo não quer colocar
mais dinheiro na saúde, porque a medida teria um impacto
pequeno”, avaliou.
A oposição já anunciou que vai defender
a derrubada desse veto. O líder do PSDB, deputado Duarte
Nogueira (SP), quer pedir urgência na análise desses
vetos pelo Congresso Nacional, contando com os votos dos parlamentares
defensores da saúde como trunfo para a derrubada do veto. “Como
a votação será secreta, a chance de derrubarmos
esses vetos é real”, disse Nogueira.
O presidente
da Frente da Saúde, no entanto, tem outra
avaliação. “A chance de derrubada de veto é zero”,
disse Perondi.
Já o líder do governo, deputado Cândido
Vaccarezza (PT-SP), sustenta que os vetos de Dilma foram técnicos
e não prejudicam a essência da regulamentação
dos investimentos públicos. "O que a oposição
está fazendo é um debate político. É legítimo,
mas eu não acredito que eles tenham número para
derrubar vetos”, afirmou Vaccarezza.
PORTAL IG
Paralisação deixa 70 mil usuários de planos
de saúde sem atendimento em GO
Prestadores
de serviço credenciados suspenderam atividades
por tempo indeterminado devido atrasos no pagamento; casos de
urgência estão mantidos selo
Cerca de
70 mil usuários de plano de saúde estão
sem atendimento em Goiânia, Goiás, nesta quarta-feira,
segundo informações da prefeitura municipal. Os
prestadores de serviços de saúde credenciados pelo
Instituto de Assistência à Saúde e Social
dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) suspenderam,
por tempo indeterminado, o atendimento aos usuários do órgão,
exceto casos de urgência e emergência.
Segundo representantes
das instituições organizadoras
da paralisação (Associação dos Hospitais
do Estado de Goiás - Aheg e Comitê de Integração
das Entidades de Representação dos Médicos
e dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde - Cier-Saúde),
o movimento é realizado em virtude dos atrasos no pagamento
dos serviços prestados ao Instituto.
Em resposta
ao que foi alegado pelas instituições,
o Imas esclarece que as faturas de junho, julho e agosto foram
quitadas, cerca de 90% das faturas do mês de setembro de
2011 foram pagas e o restante das faturas de setembro será creditado
nas contas até o próximo dia 20, sexta-feira.
No entanto,
existem prestadores que estão em débito
com a Prefeitura ou não apresentaram a nota em tempo hábil
e devem regularizar o problema o mais rápido possível. "Sem
esta documentação, não tem como gerar a
ordem de pagamento", explica o presidente do Imas, Sandro
Valverde.
AGÊNCIA
BRASIL
Atividades
econômicas relacionadas à saúde
geraram R$ 173,3 bilhões em 2009
As atividades
econômicas relacionadas à saúde
no Brasil geraram, em 2009, R$ 173,3 bilhões. Embora o
volume represente um crescimento de 2,7% em relação
ao ano anterior, houve diminuição no ritmo de expansão.
Em 2008, a renda gerada por essas atividades havia totalizado
R$ 154 bilhões, com aumento de 5,9% em relação
a 2007.
Os dados,
divulgados hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), fazem parte da pesquisa
Conta Satélite de Saúde.
O setor de
saúde pública foi o que apresentou
a maior geração de renda, 33,8% do total; seguido
por outras atividades relacionadas com atenção à saúde
- categoria que inclui clínicas privadas, ambulatórios,
centros de diagnósticos, entre outros – com 19,9%;
e pelo comércio de produtos farmacêuticos, ortopédicos
e odontológicos (12,7%).
Ainda de
acordo com o estudo, a participação das
atividades de saúde no total de renda gerada na economia
brasileira em 2009 foi de 6,2%, pouco mais do que os 6% observados
um ano antes.
PORTAL
DA SAÚDE
São Paulo terá novos leitos para usuários
de crack
O ministro
Alexandre Padilha anunciou, nesta quarta-feira, a construção na capital paulista de 10 Unidades de
Acolhimento com até 150 leitos. Governo federal aplicará R$
6,4 milhões em ações em 2012.
O Ministério da Saúde irá liberar recursos
para implantação na capital paulista de 10 novas
unidades de acolhimento transitório para o atendimento
de usuários de crack e outras drogas. Os novos serviços
somarão até 150 leitos para atendimento e internação
em casos graves. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (18)
pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em reunião
com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e a equipe
de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde
de São Paulo.
As unidades
de acolhimento somam-se a outras ações
já anunciadas em dezembro pelo ministério para
a capital, como a implantação de 16 Consultórios
na Rua – para busca ativa dos pacientes – e dois
novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) 24
horas. O município de São Paulo é prioritário
no apoio do governo federal e receberá R$ 6,4 milhões
até o final deste ano, para ampliação das
ações de ampliação da rede para atendimento
aos usuários. As ações fazem parte do plano “Crack, É Possível
Vencer”, lançado dezembro do ano passado pela presidenta
Dilma Rousseff. Metade desse valor, R$ 3,2 milhões, inclusive
já foi empenhado pelo ministério em dezembro.
“Minha visita aqui já estava programada no cronograma
de acompanhamento das ações. O crack é um
grave problema, não só na cidade de São
Paulo, mas no estado de São Paulo, no país”,
ressaltou o ministro, que na capital paulista também visitou
o CAPS Álcool e Drogas da Praça da Sé, no
centro da cidade, e as obras do município no complexo
da Rua Prates, no bairro Bom Retiro. O complexo está sendo
preparado para acolhimento e atendimento aos usuários.
PLANO NACIONAL
Em todo o
país, o plano prevê investimentos de
R$ 4 bilhões e a abertura de 13.614 novos leitos para
usuários de crack e outras drogas, como o álcool,
até 2014. Os leitos serão distribuídos:
1,4 mil em CAPS Álcool e Drogas, 3.604 em enfermarias
especializadas e 8.610 em Unidades de Acolhimento Transitório.
As ações estão estruturadas em três
eixos: cuidado, autoridade e prevenção.
“O importante é que a gente reforce as ações
coordenadas. De um lado, prevenção, cuidado e repressão
ao mercado da droga. E de outro, ações coordenadas
entre as três esferas de governo – federal, estadual
e municipal. Ninguém tem condições de resolver
esse problema sozinho”, alertou o ministro.
AGÊNCIA
BRASIL
OAB
e associação de médicos apostam em
lei de iniciativa popular para garantir mais investimentos em
saúde
O veto a
vários pontos da lei que regulamenta os gastos
públicos em saúde levou a Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) e a Associação Médica Brasileira
(AMB) a lançarem a proposta de uma lei de iniciativa popular
para garantir mais investimentos na área. A parceria foi
anunciada hoje (18) pelas duas entidades, que agora analisam
os detalhes técnicos do projeto.
Os presidentes
da OAB, Ophir Cavalcante, e da AMB, Florentino de Araújo Cardoso Filho, entenderam que as novas regras,
aprovadas pela presidenta Dilma Rousseff na última segunda-feira
(16), são insuficientes para garantir acesso a saúde
a todos os brasileiros. Em crítica ao governo, o presidente
da OAB afirmou que houve “falta de compromisso com o efetivo
aumento das verbas para o setor".
Apesar de
ter mantido gastos mínimos de 12% da receita
dos estados e 15% das receitas dos municípios em saúde,
a presidenta vetou item que vinculava o ajuste da verba repassada à saúde
a possíveis variações do Produto Interno
Bruto (PIB) nominal do ano. Também foi vetado um item
que daria mais transparência aos gastos com saúde,
com a criação de contas específicas para
o setor.
Para tramitar
no Congresso Nacional, o projeto de iniciativa popular deve
ter a assinatura
de pelo menos 1% do eleitorado
nacional, que hoje está em cerca de 135 milhões.
Os eleitores devem estar distribuídos em pelo menos cinco
estados, com pelo menos 0,3% dos eleitores de cada uma das unidades
da Federação.
FOLHA.COM
Fabricante
da prótese PIP critica remoção
de implante na França
O fundador
da empresa francesa PIP (Poly Implant Prothèse),
Jean-Claude Mas, admitiu nesta quarta-feira (18) ter cometido
irregularidades na produção das próteses
mamárias da marca, preenchidas com silicone industrial.
Ele também acrescentou que o governo francês age
de forma "criminosa" ao recomendar a remoção
das próteses por todas as usuárias.
Os implantes
PIP podem se romper com maior facilidade, causando irritações e inflamações. Há suspeitas
de que tenham provocado pelo menos um caso de câncer.
Em uma rápida entrevista à rádio RTL, o
fundador da PIP disse nunca ter negado que faltava aprovação
oficial para o gel de silicone caseiro que ele usava nas próteses.
Reiterou, ainda, que não há risco à saúde
a quem usá-lo.
Segundo Mas, "não há razão médica
e científica" para crer que o silicone industrial
usado pela PIP seja tóxico. Ele argumentou que "um
produto químico pode ser usado para fazer várias
coisas".
O empresário usou termos duros para se referir ao ministro
francês da Saúde, Xavier Bertrand. "Esse homem
decidiu reembolsar as pacientes embora não houvesse razão
médica para tal", disse Mas. "Por que pagar
pelas retiradas dos implantes das mulheres se há um risco
cirúrgico real? Essa decisão é criminosa."
Países como o Reino Unido e Argentina recomendaram às
mulheres que procurassem seus médicos para avaliar a necessidade
de troca das próteses.
A França orientou todas as 30 mil usuárias a retirá-las.
No Brasil, os planos de saúde e o SUS (Sistema Único
de Saúde) vão cobrir a cirurgia de remoção.
A PIP já foi a terceira maior fábrica mundial
de próteses de silicone, com 300 mil peças vendidas.
Em 2010, autoridades francesas interditaram a fábrica,
que posteriormente faliu.
Até agora, ninguém foi punido pelo caso, mas uma
fonte judicial disse à Reuters que quatro a seis gerentes
da PIP devem ser julgados em outubro em Marselha por fraude e
práticas empresariais enganadoras.
Outra investigação, de homicídio culposo,
foi aberta no mês passado devido a suspeitas envolvendo
a morte por câncer de uma mulher que usava próteses
PIP.
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br