Leia
nesta edição:
- Operação cardíaca
pouco invasiva eleva sobrevida de idoso
- Região
perde 500 leitos em cinco anos
- Audição
com rapidez
- Hotsite
da Anvisa traz orientações sobre próteses
mamárias
- Alunos
de escolas públicas serão examinados
por equipes de saúde a partir de março
- Transplante
de até oito órgãos será feito
no país
- Nova forma de diagnosticar o Mal de Parkinson chega ao Rio
- Cirurgias
contra obesidade em adolescentes ainda suscitam dúvidas
- Cartilha
sobre planos de saúde
- Empresas com cobertura
- Novo remédio contra tipo grave de câncer de pele é aprovado
no Brasil
- Maioria
dos paulistanos não possui plano de saúde
privado, diz Ibope
- Parto domiciliar
ganha adeptos, mas enfrenta resistência
- Árvore podre, fruto saudável
- Teste de osteoporose pode ter intervalo de 15 anos, diz estudo
- Médicos debatem mudança no diagnóstico
de autismo
- Pilates
ajuda pessoas com esclerose múltipla avançada
- Orçamento para saúde
tem seu maior aumento nominal
- Anvisa
apura se há excessos médicos na quantidade
de prescrições de remédios de uso controlado
- Unimed é impedida
de reajustar contrato de cliente que completou 60 anos
- Polícia abre inquérito para apurar suposta negligência
em atendimento
- População deve denunciar hospitais, diz Ministério
da Saúde
- Hospital
Roberto Santos (BA) também usará Kan
Ban
- Projetos
filantrópicos
treinam e capacitam quase 50 mil profissionais do SUS
- Calmantes lideram entre drogas controladas
- Força
Nacional realiza primeiro treinamento
- Superintendente
corporativo do Samaritano integrará conselho
consultivo da instituição
- Fitoterápicos
mais seguros
- ADJ Diabetes
Brasil disponibiliza últimas cotas de
patrocínio da 15ª edição do Congresso
Segunda-feira, 23.01.2012
FOLHA DE S. PAULO
Operação cardíaca
pouco invasiva eleva sobrevida de idoso
Troca de
válvula da aorta por cateter já é feita
em hospitais brasileiros; eficácia começa a ser
provada. Recuperação do paciente é mais
rápida do que em cirurgia, mas falta comprovação
de sucesso a longo prazo
Mariana Versolato
Risoleida
Franco Bandeira, de 105 anos, conta que um dos segredos para
se manter com saúde é não parar de
se mexer. "Leio jornal, faço palavras cruzadas. Faço
de tudo para não ficar paradona." Com tanta vitalidade,
nem parece que ela foi submetida a dois procedimentos cardíacos
nos últimos anos.
Dona Risoleida,
que nasceu em Belém (PA) e mora no Rio, é a
paciente mais velha do país a ter trocado a válvula
aórtica por cateter, de maneira pouco invasiva. Ela fez
o procedimento quando tinha 103. E, no ano passado, precisou
colocar um stent ("mola" que abre a artéria)
por causa de uma angina.
Antes da
troca, sentia falta de ar e muito cansaço. Hoje,
diz estar "muito bem". "Já posso tomar
meu vinho e minha cervejinha", conta.
A substituição da válvula é indicada
para quem tem estenose aórtica grave. A doença é típica
da terceira idade -atinge até 5% dos idosos com mais de
75 anos. O problema é causado pela calcificação
natural da válvula, o que pode dificultar ou até impedir
a passagem do sangue do ventrículo direito do coração
para o resto do corpo.
Até há pouco tempo, a troca era feita apenas por
meio da cirurgia convencional, em que se abre o peito do paciente,
um procedimento que requer internação longa (de
dez a 12 dias, incluindo UTI) e um pós-operatório
difícil.
"Alguns podem levar até dois anos se recuperando,
por conta da idade", diz Luiz Antonio Carvalho, coordenador
do Laboratório de Intervenção Cardiovascular
do Pró-Cardíaco, no Rio.
Mas um terço dos pacientes que precisam fazer a troca
da válvula por ter estenose grave não pode ser
submetido à cirurgia por causa de idade avançada
ou doenças que aumentam o risco de morte na operação.
Seria o caso
de dona Risoleida, mas ela pôde ser operada
por meio de um cateter, que entra pela virilha do paciente e
leva ao coração uma válvula nova, feita
de metal e material biológico.
"É uma solução quase mágica.
Os pacientes voltam para casa em poucos dias e têm recuperação
plena, considerando as limitações próprias
da idade", diz Carvalho.
COMPROVAÇÃO
A troca de
válvula por cateter já é praticada
há quatro anos no Brasil e estudos agora comprovam sua
eficácia na redução da mortalidade.
Uma pesquisa
publicada no "New England Journal of Medicine" mostrou
que o procedimento reduz o risco de morte dos idosos pela metade
em um ano. Estima-se que, sem o tratamento, a estenose grave
provoca a morte em até dois anos.
Mas segundo
Marcos Valério de Resende, chefe do serviço
de ecocardiografia do Hospital São Luiz, ainda não
se sabe se a nova válvula é segura como a outra,
usada na cirurgia convencional. "Não temos o resultado
a longo prazo porque é algo novo."
DIÁRIO
DO GRANDE ABC
Região
perde 500 leitos em cinco anos
Com o fechamento
de pelo menos seis hospitais particulares nos últimos
cinco anos, o Grande ABC perdeu quase 500 leitos no setor privado
de Saúde. Hoje, o número é de 2.766, contra
2.091 leitos na rede pública. Entre os equipamentos falidos
estão o Neomater, Baeta Neves e São Caetano
Maíra
Sanches
A série de desativações provocou aumento
na procura por hospitais públicos da região. A
avaliação é do coordenador do Grupo de Trabalho
de Saúde do Consórcio Intermunicipal do Grande
ABC e secretário de Saúde de São Bernardo,
Arthur Chioro.
O setor ambulatorial
do Sistema Único de Saúde
foi o menos prejudicado. O gargalo está na rede de emergência,
que atende casos graves e de alta complexidade. Parte da população
prejudicada pelos fechamentos perdeu a referência na rede
privada. A saída, então, passou a ser o SUS. "O
impacto é claramente visível. A rede privada segura
bem os casos de média e baixa complexidade, que são
mais baratos. Mas, quando complica, vem para a gente. Oncologia,
por exemplo, é um desastre. Ninguém quer atender.
Na área que precisa abrir, não existe investimento",
analisou. Chioro também citou as dificuldades geográficas. Às
vezes, a assistência oferecida pelo plano de saúde
está em outra cidade, o que abrevia o acesso. "O
paciente não vai. Não tem dinheiro. Fica tudo para
o SUS."
De acordo
com a Agência Nacional de Saúde, 60%
da população do Grande ABC são beneficiários
de plano de saúde. Os dados mais atualizados são
de setembro de 2011. Quase metade das famílias da região
(45,8%) pertence às classes C e D, segundo o Instituto
de Pesquisas da Universidade Municipal de São Caetano.
De acordo com Chioro, esse é justamente o perfil da demanda
SUS-dependente do Grande ABC.
Mesmo com
a crise do setor privado, há pouca movimentação
na região para estimular a criação de leitos
particulares. "A exceção é a Rede D'Or.
Se continuar o investimento, ajudará muito", aponta
Chioro. O grupo carioca comprou o Hospital e Maternidade Brasil,
de Santo André, e o Hospital Assunção, de
São Bernardo, ambos em 2010. Juntas, as duas unidades
somam 400 leitos. Além desses, está em construção
um terceiro equipamento, que funcionará no mesmo espaço
do antigo Hospital São Caetano.
Mesmo com
essa importante contrapartida, Chioro avalia que a corrida
pela criação de leitos ainda é vencida
pelo SUS. "Avançamos muito mais do que o setor privado.
O déficit na rede pública (de 1.500 leitos, publicado
pelo Diário em abril de 2011) não se mantém
hoje. Só de leitos em domicílio já abrimos
120, sem contar os dos Centros de Atenção Psicossocial
e das Unidades de Pronto Atendimento."
Existe outro
público prejudicado pelos fechamentos de
hospitais particulares: os usuários que permanecem com
planos de saúde. As alternativas diminuíram. Com
isso, houve concentração da demanda e o reflexo
pode ser medido, novamente, nos prontos-socorros.
Atualmente
uma das principais reclamações dos
beneficiários é a demora no atendimento. Leva-se
até quatro horas para concluir a saga: triagem, consulta,
exames e medicação. Em 2011, o Hospital e Maternidade
Brasil, em Santo André, e o Hospital Assunção,
em São Bernardo, já sentiam aumento de 25% na frequência
de pacientes nos PSs.
Ontem à tarde, o paciente do Hospital Brasil Alfredo
Torres, 86 anos, que tem convênio médico com internação
em apartamento, teve de esperar por vaga em outro local, conforme
informou o genro, Nelson Sampaio, 65. Ele teve uma sequência
de crises de hipoglicemia. "Informaram que não podem
internar porque está lotado. Não há leito
nem na enfermaria. Ou seja, pagamos pelo convênio, tem
hospital, mas não tem atendimento."
Torres foi
colocado de forma improvisada em quarto no pronto-atendimento
até que fosse localizada vaga em outra unidade de Saúde
da região.
Unidades
devem acompanhar transformação tecnológica
A modernização da medicina nos últimos
20 anos não foi acompanhada por todos os centros hospitalares.
Muitos, mesmo com tradição, ficaram pelo caminho
e deixaram de equipar os leitos de alta complexidade para receber
a demanda reprimida.
"Alguns hospitais perderam o trem. Entraram na década
de 1990 completamente diferente de outros. Fruto da transição
tecnológica. Não houve investimento" disse
o coordenador do GT de Saúde do Consórcio Intermunicipal
do Grande ABC, Arthur Chioro.
O médico e professor da Universidade Municipal de São
Caetano, mestre em Administração, Isaac Gil, concorda
com a adequação que os hospitais precisam alcançar
hoje para oferecer atendimento de qualidade. "O aperfeiçoamento
da gestão das instituições e a oferta de
recursos aumentam a capacidade de absorver a demanda e as soluções
que a população precisa", ponderou.
O período de internação dos pacientes caiu
bastante de 20 anos para cá. Com isso, houve redução
na criação de leitos hospitalares. "Há 15
anos o paciente que operava cálculo de vesícula
raramente tinha alta com menos de sete dias. Hoje, com videolaparoscopia,
se fica internado 24 horas é muito", comparou Chioro.
RESSARCIMENTO
O governo
federal prometeu, em 2011, acelerar a cobrança
por pagamento das operadoras de Saúde quando o beneficiário
utilizar a rede pública. O ressarcimento deve ser realizado
ao Sistema Único de Saúde, mas o processo é lento.
Atualmente o Ministério da Saúde busca com a Agência
Nacional de Saúde Suplementar regulamentar o funcionamento
para obter dados dos atendimentos.
O valor pago
por operadoras bateu recorde no primeiro semestre de 2011.
De acordo com o
ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, foram R$ 25 milhões, mais do que o total recebido
pelo SUS entre 2008 e 2010.
"O paciente tem direito. O correto seria que a rede pública
cobrasse dos convênios, mas não há regulamentação.
Isso gera enorme aumento de demanda", afirmou o novo presidente
da Fundação do ABC, Mauricio Mindrisz.
CORREIO BRAZILIENSE
Audição
com rapidez
Nova técnica para reconstituição de tímpanos
rompidos evita anestesia geral, dura apenas 20 minutos e descarta
necessidade de cuidado hospitalar pós-procedimento
Paloma Oliveto
Seja por
acidente ou descuido, algumas pessoas perfuram o tímpano,
aquela membrana fina que separa a orelha da parte média
do ouvido. Dor, zumbido, perda da audição e infecções
são alguns dos problemas decorrentes, que costumam sumir
depois de o buraquinho se fechar. Na maioria das vezes, isso
acontece espontaneamente. Quando se passam meses sem que a cicatrização
ocorra, porém, é preciso se submeter a uma cirurgia,
que, embora simples, exige hospitalização e, no
caso de crianças, anestesia geral. Uma técnica
desenvolvida por médicos canadenses do Sainte-Justine
University Hospital Centre torna o procedimento bem mais simples:
em 20 minutos, o paciente vai embora, sem sequer precisar passar
pelo centro cirúrgico.
O método de reconstituição do tímpano
já foi aplicado em cerca de 400 pacientes a partir de
4 anos, com um índice de sucesso de 92,7%, no caso de
adultos, e de 85,6% em relação às crianças.
Em um estudo publicado no jornal especializado Archives of Otolaryngology
- Head and Neck Surgery, o otorrinolaringologista Issam Saliba
descreve o procedimento e afirma que, em comparação à técnica
tradicional, a chamada miringotomia com enxerto de gordura e ácido
hialurônico é tão satisfatória quanto,
com a vantagem de ser mais barata, rápida e não
exigir pós-operatório.
Nesta semana,
Saliba apresentou o resultado do estudo à imprensa
mundial, em uma entrevista transmitida pela internet em tempo
real. De acordo com ele, no Canadá, cada procedimento
economiza cerca de US$ 1,5 mil, e poupa os pacientes dos 10 a
15 dias que precisam ficar afastados do trabalho ou da escola
pela técnica tradicional. "As técnicas tradicionais
demoram entre uma ou duas horas, e é necessário
preparar um centro cirúrgico. Por isso, no Canadá,
geralmente as pessoas esperam um ano, um ano e meio para conseguir
fazer a cirurgia. O novo procedimento dispensa anestesia geral,
hospitalização e uso de sala de operação,
o que faz dele mais rápido, barato e acessível",
garante Saliba.
Embora, no
estudo, o médico descreva a experiência
do método em adultos, ele se concentra nos pacientes pediátricos,
cujos casos costumam ser mais delicados. As operações
tradicionais são indicadas a partir dos 7 anos, porque
as crianças precisam receber anestesia geral, o que poderia
ser arriscado antes dessa idade. No enxerto com ácido
hialurônico, porém, o otorrinolaringologista apenas
seda os pequenos pacientes e aplica anestesia local, permitindo
que o procedimento seja realizado desde os 4 anos, idade em que
muitas crianças perfuram o tímpano em acidentes
domésticos, como enfiar um lápis no ouvido.
Melhora
sensível
Benjamin
Côté, 10 anos, foi um dos beneficiados
com a nova técnica. Ele compareceu à coletiva de
imprensa para dar seu depoimento e contou que a qualidade de
vida melhorou muito depois do enxerto. Devido a constantes infecções
no ouvido, o tímpano esquerdo do garoto ficou lesionado,
e ele perdeu 50% da audição. "Na escola, era
difícil. Eu conseguia escutar os tons graves das vozes
masculinas, mas os agudos femininos eram muito confusos. Minhas
professoras quebravam a cabeça para tentar me colocar
em uma posição na qual eu pudesse ouvir bem, mas
perdi muito conteúdo e minha mãe chegou a pensar
que eu tinha déficit de atenção", relatou.
Nadar era
outro problema para o menino, que evitava a água
com medo de mais infecções. "Ele passou por
muitos desafios na escola e no dia a dia. Os primos brincavam
na piscina e o Benjamin só podia molhar os pés",
contou a mãe, Melanie Fortier. Aos 8 anos, o garoto passou
pelo procedimento no Hospital Universitário de Sainte-Justine.
Um ano depois, o tímpano estava completamente restabelecido.
Passados quatro meses, porém, Benjamin já havia
começado a recuperar a audição.
De acordo
com Saliba, o procedimento é feito pelo canal
auditivo e a técnica permite que o próprio corpo
reconstitua a membrana em cerca de dois meses. Antes de começar
o procedimento, é retirado um pedaço de tecido
da parte de trás do lóbulo da orelha, com tamanho
pelo menos duas vezes maior que a perfuração do
tímpano. Esse enxerto vai estimular a vascularização
no local e a migração de células até o
buraco na membrana; ou seja, é o que fará a lesão
se cicatrizar.
O ácido hialurônico, que ajuda na recuperação
do tecido, é aplicado em forma de uma fina lâmina
incolor, parecida com uma cola, que veda a cavidade média
do ouvido. Coberta por gelatina, ela é absorvida pelo
organismo em até dois meses. "As pessoas associam
o ácido a procedimentos cosméticos, porque ele é usado
no preenchimento de rugas e linhas de expressão",
diz John J. Voorhees, professor de dermatologia da Universidade
de Michigan, que não participou do estudo de Saliba. "Na
verdade, ele consegue preencher as rugas justamente porque estimula
a formação de fibroblastos, as células que,
na pele, produzem o colágeno."
Recuperação
Depois do
procedimento - Saliba destaca que não se trata
de cirurgia -, o paciente sai da clínica e pode ir para
a escola ou o trabalho no mesmo dia. Não é necessário
um período de recuperação, ao contrário
das cirurgias tradicionais. O método, porém, só é válido
no caso de tímpanos perfurados sem comprometimento dos
ossos. Caso o acidente tenha fraturado os ossinhos que também
fazem parte da cavidade média do ouvido, é preciso
submeter o paciente a uma operação, para regenerá-los.
Issam Saliba
contou que a ideia da técnica surgiu há cinco
anos - "A maçã caiu na minha cabeça",
brincou, fazendo uma referência à lenda de que a
lei da gravitação universal foi postulada por Isaac
Newton depois que uma fruta em cima do físico inglês
enquanto ele estava sentado à sombra de uma árvore.
Ele lembrou que a miringotomia com enxerto de gordura e ácido
hialurônico é a fusão de duas técnicas
já existentes, mas que, sozinhas, não conseguiram
muito êxito. "Ambas têm suas vantagens, então
imaginei que, juntas, poderiam resultar em uma excelente técnica.
Acredito que conseguimos fazer com que isso virasse realidade",
disse.
AGÊNCIA
BRASIL
Hotsite
da Anvisa traz orientações sobre próteses
mamárias
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) lançou um hotsite que concentra informações
sobre implantes mamários com próteses de silicone.
Estão disponíveis informações técnicas
e alertas sobre o uso das próteses e orientações
para pacientes e médicos de procedimentos para diagnóstico
e para os casos de reação adversa e eventual necessidade
de remoção.
O hotsite
ainda permite que as pacientes e os médicos
encaminhem notificações sobre a prótese
implantada e o relato de qualquer ocorrência. Há ainda
link para a consulta pública, no ar até 17 de fevereiro,
sobre a resolução que a Anvisa adotará tornando
obrigatória a realização de testes para
todas as remessas de implantes mamários que chegarem ao
país.
A Anvisa
cancelou o registro das próteses mamárias
das marcas PIP (fabricada na França) e Rofil (fabricada
na Holanda) devido a adulterações do produto e
o risco à saúde. A agência mantém
também uma central de atendimento pelo telefone 0800-6429782.
AGÊNCIA
BRASIL
Alunos
de escolas públicas serão examinados por
equipes de saúde a partir de março
As condições
de saúde de 11 milhões
de estudantes de escolas públicas brasileiras serão
avaliadas por médicos, enfermeiros e dentistas das unidades
básicas de Saúde a partir de março. Os profissionais
estarão em 50 mil escolas de 2 mil municípios
do país.
“Muitas vezes, um problema de saúde, se não
for identificado, pode atrapalhar o rendimento escolar”,
disse a presidenta Dilma Rousseff no programa de rádio
Café com a Presidenta. Ela acrescentou que o governo deverá ainda
envolver os pais no combate à obesidade infantil,
problema
que afeta um quinto das crianças brasileiras. “Reduzindo
a obesidade infantil, vamos prevenir outras doenças que
podem ocorrer no futuro, como a hipertensão e o diabetes”,
explicou.
Dilma Rousseff
destacou também as alterações
no programa de vacinação infantil, que ocorrem
a partir de agosto. A vacina contra a pólio, conhecida
como paralisia infantil, será injetável nas duas
primeiras doses para bebês e crianças. “Há 22
anos não registramos nenhum caso de paralisia infantil
transmitido no país, mas a pólio ainda existe em
24 países. Como as pessoas viajam de lugar para outro
e podem trazer o vírus, precisamos manter nossas crianças
protegidas”, destacou Dilma.
Entretanto,
a dose oral, com a campanha do Zé Gotinha,
irá continuar para manter a proteção de
crianças até cinco anos de idade.
Outra alteração no calendário de vacinação
se refere à vacina pentavalente. Ela é a soma de
duas vacinas já existentes: a da hepatite B e a tetravalente. “Com
uma só injeção, a vacina pentavalente vai
proteger agora a criança contra cinco doenças:
o tétano, a difteria, a coqueluche, a hepatite B e um
tipo de meningite grave”, disse. “A combinação
das vacinas é boa para a criança, que vai precisar
tomar uma injeção a menos, mas também é um
avanço no processo de vacinação”,
completou.
A presidenta
lembrou também que a meta do governo é investir
R$ 7,6 bilhões para construir 6 mil escolas de educação
infantil até 2014.
Domingo, 22.01.2012
FOLHA DE S. PAULO
Transplante
de até oito órgãos será feito
no país
Hospital
das Clínicas e Albert Einstein poderão
realizar a cirurgia. Procedimento é indicado em casos
de falência intestinal por causa de tumores e outras doenças
Cláudia
Colucci
Está quase tudo pronto para que o Brasil faça
seu primeiro transplante multivisceral. Dois hospitais paulistanos
(Albert Einstein e Hospital das Clínicas) já receberam
sinal verde do Ministério da Saúde para realizar
a cirurgia em que até oito órgãos são
transplantados de uma vez para o corpo do paciente.
"É como pegar um carro velho e trocar o motor inteiro." A
analogia feita pelo cirurgião brasileiro Rodrigo Vianna,
que dirige o maior centro de transplante multivisceral do mundo,
em Indianápolis (EUA), ilustra a complexidade da operação.
O transplante
envolve "a troca" de intestinos, estômago,
fígado e pâncreas - às vezes, é necessário
substituir rins e baço. "Vai depender da extensão
da doença."
Nos EUA,
a cirurgia é feita há uma década
e pode custar US$ 1 milhão. Leva de oito a 12 horas e
envolve uma equipe de 25 profissionais.
O paciente
fica, em média, três semanas no hospital.
As chances de rejeição (não necessariamente
de perda do órgão transplantado) no primeiro ano
variam entre 20% e 30%. E a taxa de sobrevida chega a 90% nos
melhores centros norte-americanos.
BRASIL
Estima-se
que ao menos 400 brasileiros necessitem desse tipo de transplante.
Nos últimos anos, ao menos cinco fizeram
a cirurgia no exterior e acionaram, judicialmente, o governo
ou os planos de saúde para o reembolso das despesas.
Numa primeira
fase, o Ministério da Saúde autorizou
20 cirurgias experimentais, dez no HC e dez no Einstein. Para
o HC foram liberados R$ 2 milhões. O Einstein fará os
transplantes por meio do seu programa de filantropia.
Após esse teste, o ministério vai avaliar os resultados,
os custos e decidir se o procedimento será feito como
rotina. "Não temos pressa. Queremos montar um programa
sério, com resultados satisfatórios para o paciente" diz
Ben-Hur Ferraz Neto, coordenador da equipe de transplante de
fígado do Einstein.
As equipes
dos hospitais foram treinadas em centros americanos e ingleses
de referência. O HC está "repatriando" um
médico do centro de transplante multivisceral de Pittsburgh
(EUA), o brasileiro Rui Jorge Cruz Júnior.
Luiz Carneiro,
diretor do serviço de transplante de fígado
do HC, afirma que a Secretaria de Estado da Saúde estabelecerá,
nos próximos dias, os critérios para a realização
do transplante. "A preocupação é que
a cirurgia não interfira na fila de espera de outros transplantes."
À ESPERA
No Einstein,
uma paciente com tumor já está internada à espera
de um doador. Muitas das pessoas que precisam do transplante
multivisceral tiveram o intestino retirado ou passaram por diversas
cirurgias no sistema digestivo (às vezes, mais de 40).
Isso deixa o abdome atrofiado e torna necessário que o
doador seja menor, para que os órgãos "sirvam" no
receptor.
"Quando não cabem, é um problema. Às
vezes é preciso trazer a parede abdominal do doador para
fechar o abdome do paciente, porque falta tecido", diz Rodrigo
Vianna.
A principal
indicação do transplante é para
casos de falência intestinal, em que a pessoa passa a receber
nutrientes por cateteres.
Essa nutrição está associada a complicações
graves, como infecções e falência hepática.
Nesses casos, só mesmo o transplante de intestino ou o
multivisceral (quando mais órgãos estão
comprometidos) pode salvar o paciente.
No passado,
o Brasil fez alguns transplantes de intestino, mas sem sucesso. "A operação exige infraestrutura
de ponta. É caro e a internação é longa",
diz Luiz Carneiro.
Segundo Rodrigo
Vianna, quando deixa o hospital, a pessoa precisa de suporte
intenso
de "home care", medicações
caras e auxílio nutricional. O intestino demora a dar
sinais de infecção. Quando dá, pode ser
tarde. Para monitorar, é necessário fazer exames
periódicos.
Após os três primeiros meses, os pacientes começam
a voltar às atividades normais. O aposentado Noé Rolli,
um dos pacientes de Vianna, "estreou" o novo intestino
em uma churrascaria em Indianápolis. "Ele virou cliente
VIP", brinca o médico.
O GLOBO ONLINE
Nova forma de diagnosticar o Mal de Parkinson chega ao Rio
Exame usado
para ajudar a diagnosticar problemas como obstruções
coronarianas e alterações da tireoide, a cintilografia
ganhou uma nova aplicação: vem sendo capaz de mostrar,
também, se o paciente tem Mal de Parkinson e em que grau.
A técnica teve sua utilidade pesquisada por médicos
do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein,
de São Paulo, e já está sendo empregada
no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio. A vantagem é que
ela torna mais fácil determinar se o paciente tem mesmo
Parkinson, uma vez que os tremores, um dos principais sintomas
da doença, podem ter diversas outras causas.
- Com o envelhecimento
da população em países
como o Brasil, onde a expectativa de vida está aumentando,
a incidência da Doença de Parkinson vem aumentando
- diz Cláudio Tinoco, coordenador do Serviço de
Medicina Nuclear do Pró-Cardíaco. - Sabe-se que
ela decorre da perda acelerada e importante do neurotransmissor
dopamina, que até certo ponto é normal, a partir
dos 40 anos. Na técnica descrita pelos pesquisadores do
Einstein, injeta-se o radiotraçador Trodat-1, capaz de
se ligar aos neurônios que produzem dopamina, na veia do
paciente que será submetido à cintilografia. Se
houver pouca produção de dopamina no cérebro,
esta substância aparecerá em pouca quantidade na
imagem obtida no exame, o que permite um diagnóstico mais
preciso: quando alguém apresenta tremores mas seu nível
de dopamina é normal, está excluída a hipótese
de ter Doença de Parkinson.
A Organização Mundial de Saúde diz que
1% da população sofre do Mal de Parkinson, doença
degenerativa do sistema nervoso, e estima que este número
vá dobrar até 2040. No Brasil, há cerca
de 250 mil casos. Além dos tremores, os principais sintomas
são rigidez nos braços e pernas, instabilidade
postural (o que eleva o risco de quedas) e bradicinesia (movimentação
lenta).
No Pró-Cardíaco, a cintilografia é feita
num aparelho SPECT/CT, usado também para tomografias computadorizadas
- o que permite ao médico realizar a fusão das
imagens geradas nos dois exames, a fim de obter um panorama mais
acurado. No caso do diagnóstico de Parkinson, a equipe
do hospital usa, além da cintilografia, a tomografia do
crânio para analisar a distribuição dos neurônios
produtores de dopamina. Alguns planos de saúde têm
coberto a cintilografia pedida com esta finalidade, diz Cláudio
Tinoco. Quando isso não acontece, o exame custa R$ 2.105.
A equipe
do Einstein, agora, estuda como determinar a propensão
de uma pessoa a desenvolver a doença, o que poderia levar à criação
de estratégias para evitá-la ou, pelo menos, abrandar
seus sintomas.
VEJA.COM
Cirurgias
contra obesidade em adolescentes ainda suscitam dúvidas
Anêmona Hartocollis Nova York - Apesar de ser importunada
desde a quarta série por ser gorda, Shani Gofman aprendeu
a lidar com isso. Ela tirava boas notas e participava do clube
de teatro na escola. Tinha bons amigos e um namorado que conheceu
pelo Facebook. Ela até mostrava suas curvas vestindo leggings
de lycra e camisas apertadas. Quando sua pediatra, Dra. Senya
Vayner, mencionou pela primeira vez a cirurgia para perda de
peso, Gofman tinha 17 anos, ainda morava com os pais e seu quarto
era decorado com estrelas que brilham no escuro, porque ela tinha
medo da escuridão. Sem dúvida, com cerca de 1,5
metro de altura e mais de 113 kg, ela estava com sobrepeso. No
entanto, disse que não estava interessada e que poderia
fazer uma dieta. "Eu vou perder peso", disse Gofman
a sua médica. Profeticamente, Vayner afirmou: "Não é culpa
sua, mas você não vai conseguir". Junto com
a epidemia de obesidade nos Estados Unidos, as cirurgias de perda
de peso explodiram, com cerca de 220 mil operações
por ano - tendo se multiplicado por sete em uma década,
segundo dados do setor - custando mais de 6 bilhões de
dólares por ano.
E o grupo
que começou a se submeter a elas mais recentemente é formado
por pacientes jovens como Gofman, que permitiu que o New York
Times a acompanhasse durante um ano, período em que ela
se submeteu à operação e embarcou em uma
jornada para perder peso, envolvendo desafios a seu moral, sua
autoimagem e a suas relações com a família
e amigos. No entanto, a eficácia a longo prazo da cirurgia
de perda de peso, incluindo aquela que envolve colocar uma banda
ao redor do estômago, o procedimento pelo qual passou Gofman,
ainda é questionada. E a tendência a realizar essas
cirurgias em jovens tem levado a uma certa resistência
dos médicos, que dizem que operar pacientes cujo corpo
ainda está em desenvolvimento e que ainda não tiveram
muito tempo para perder peso por si mesmos é algo muito
drástico. "Eu acho que é bastante extremo
mudar a anatomia de uma criança quando nem sequer se tentou
outras alternativas", disse a Dra.
Wendy M.
Scinto, médica de família de Manlius,
Nova York, que é especializada em endocrinologia pediátrica.
Ao contrário dos pacientes mais velhos, "não
existe uma grande urgência em operar, pois eles não
correm risco de vida", advertiu. Um a dois por cento das
cirurgias para perda de peso, também conhecidas como bariátricas,
são praticadas em pacientes com menos de 21 anos, mas
há pesquisas que estão avaliando os resultados
da intervenção em crianças até 12
anos. A Allergan, fabricante do popular Lap-Band, uma banda de
silicone que é inserida cirurgicamente e constringe o
estômago para que o paciente se sinta satisfeito rapidamente,
solicitou autorização da Administração
de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA para promover a banda
entre pacientes até 14 anos, quatro anos mais jovens do
que o permitido atualmente. Hospitais de todo o país inauguraram
centros bariátricos para adolescentes nos últimos
anos.
Os médicos que estão abertos a operar pacientes
mais jovens acham que há evidências consideráveis
de que fazer dieta muitas vezes não dá certo. "A
maioria de nós testemunhou a medicina consagrada dar o
mesmo conselho repetidamente às crianças obesas.
Elas continuam a ouvir que precisam seguir uma dieta e brincar
mais ao ar livre", disse o Dr. Thomas Inge, professor de
cirurgia e pediatria da Universidade de Cincinnati, que está participando
de um estudo sobre a cirurgia para perda de peso em adolescentes
dos Institutos Nacionais de Saúde.
Em dezembro
de 2010, Gofman, que tinha acabado de fazer 19 anos, chegou
acompanhada
de sua mãe ao consultório do
Dr. Danny Sherwinter, o atlético e loquaz chefe de cirurgia
bariátrica do Centro Médico Maimonides, no Brooklyn.
Gofman estava nervosa, mas animada. Ela tinha decidido fazer
a cirurgia da banda gástrica, a única que Sherwinter
faz, porque é reversível e tem um risco relativamente
baixo.
Ela pesava
123 kg, com índice de massa corporal de 51,
bem acima do mínimo de 40 ou 35 para pessoas com pelo
menos um outro problema de saúde relacionado à obesidade,
que era necessário para o uso da banda (em fevereiro,
o FDA se recusou a estabelecer 30 como o índice de massa
corporal mínimo - isto é, o limiar da obesidade
- para os pacientes com outros problemas de saúde). Sherwinter
disse a Gofman que, de acordo com a média, ela poderia
esperar perder cerca de 40 por cento de excesso de peso, isto é,
de 32 a 36 kg. "O que é melhor do que qualquer dieta
que existe por aí", disse ele. "A nossa expectativa é de
que você chegue a cerca de 90 quilos." A operação
demorou cerca de 25 minutos. O Child Health Plus, um plano estadual
popular de saúde, cobriu o custo de 21,369 dólares.
Atualmente, o Medicaid, na maioria dos estados, e muitos seguros
privados, cobre a cirurgia bariátrica, muitas vezes mais
facilmente do que planos de dieta e exercício.
Dúvidas a longo prazo A cirurgia à qual Gofman
foi submetida, chamada de banda gástrica ajustável
por laparoscopia, representa cerca de 39% de todas as cirurgias
bariátricas. Os outros dois principais tipos são
o bypass gástrico em Y de Roux, que implica grampear o
estômago para fazer um saco e rearranjar o intestino, e
a gastrectomia vertical, que consiste em remover a maior parte
do estômago, transformando o que resta dele em um tubo
fino. A Allergan, que também fabrica o Botox, domina o
mercado de bandas gástricas, a tal ponto que o Lap-Band é frequentemente
mencionado como um nome genérico, tal como Kleenex e Band-aid.
No entanto, os esforços para obter aprovação
do FDA para vendê-lo a pacientes mais jovens surgiram em
meio à observação dos primeiros indícios
de que a banda gástrica pode produzir resultados ruins
a longo prazo. Uma pesquisa belga, realizada em pacientes adultos,
descobriu que aproximadamente metade deles removeu a banda até 12
anos após colocá-la, por diversas razões,
de acordo com o autor principal, Dr.
Jacques Himpens:
eles não perderam muito peso; recuperaram
o que tinham perdido; sofreram frequentemente com azia ou vômitos;
e, em alguns casos, a banda escapou e penetrou o estômago.
Outra pesquisa, realizada na Austrália, revelou que um
terço das cirurgias realizadas em adolescentes exigiu
que operações subsequentes fossem feitas nos dois
anos seguintes à primeira intervenção, muitas
vezes por "dilatação do saco", quando
o estômago, localizado acima da banda, acaba por se dilatar,
o que pode acontecer se o paciente não seguir o regime
e tentar comer demais. Cathy Taylor, porta-voz da Allergan, observou
que tais estudos se basearam em pequenas amostragens. Taylor
disse que os estudos realizados com adultos não refletem
as recentes melhorias implementadas na banda e nas técnicas
cirúrgicas. Ela afirmou ainda que as complicações
que ocorreram na pesquisa desenvolvida junto a adolescentes não
são graves.
Observando
resultados Gofman chegou para a sua primeira consulta pós-operatória 13 dias após a cirurgia.
A balança marcou 114 kg, nove abaixo do seu último
peso registrado. No entanto, seu ânimo não parecia
corresponder à perda dos quilos. "Você disse
que eu poderia comer um pouco de purê de batatas",
disse ela a Sherwinter. "Eu medi a quantidade. Eu não
me senti nada satisfeita. Então, eu me senti mal. Comi
um pouquinho e, depois, um pouquinho mais, e ainda não
me sentia cheia. Mas eu parei." Gofman queria um "enchimento" de
banda, uma infusão de soro fisiológico para fazê-lo
constringir ainda mais o estômago, apesar de Sherwinter
ter dito a ela para esperar seis semanas. Em seguida, ela confessou
que também tinha comido um guioza. Mais tarde, ao esperar
o trem para o trabalho na plataforma do metrô, Gofman se
queixou de como a cirurgia tinha mudado o ritmo da sua casa. "Minha
mãe não cozinha tanto, já que não
tem ninguém para comer", disse ela.
Três semanas depois, ela tinha perdido quatro quilos a
mais e estava com 110. Passou a vestir 48 - antes, vestia 54
- e tinha comprado várias calças jeans. Ele havia
se matriculado em uma academia e comprado um maiô. "Meus
amigos me davam parabéns", disse ela à médica
assistente, Elana Guzman. "Agora eu saio mais. É mais
fácil subir escadas. Não é tão difícil
me exercitar. Eu posso vestir um monte de roupas que antes não
me serviam." Então veio o verão. Gofman ganhou
uma viagem para Israel, para onde foi com outros adolescentes.
Ela deixou de ir a consultas e começou a comer mais. Por
volta do outono, ela tinha cancelado sua matrícula na
academia porque era muito cara. Quando o hospital entrou em contato
para pedir que ela fosse ao médico, ela disse que estava
ocupada. No entanto, a verdade era que ela não tinha mais
idade para se beneficiar do programa de seguro de saúde
infantil e estava envergonhada por ter ganho peso.
Finalmente,
confessou ao hospital que não tinha como
pagar pelo atendimento. A médica assistente disse que
eles "dariam um jeito". Gofman, que acaba de completar
20 anos, teve uma consulta com Sherwinter em novembro. Ela tinha
recuperado quase a metade do peso que perdeu. Ele não
a repreendeu, nem a culpou. Ele apertou a banda de modo que dois
ovos mexidos levassem uma hora e meia para passar pelo estômago.
Gofman não quer revelar quanto pesa, mas sente fome constantemente
e progride lentamente. O seu namorado a conforta, contou ela. "Eu
digo: Não vejo a hora de ficar magra, e ele diz: Você é linda
do jeito que é."
CORREIO DO POVO
Cartilha
sobre planos de saúde
O Procon
RS, em parceria com a Agência Nacional de Saúde
Suplementar, lançou ontem cartilha com as novas regras
dos planos de saúde. "A maior demanda é pela
informação. É um direito do consumidor obtê-la
de forma clara e precisa", afirmou o diretor do Procon RS,
Cristiano Aquino. Uma das novidades da resolução é a
portabilidade do plano. Mais informações estão
no site www.ans.gov.br.
REVISTA
ISTO É
Empresas com cobertura
Ricardo Boechat
Segundo o
Instituto de Estudos de Saúde Suplementar,
a faixa etária de beneficiários de plano de saúde
que mais cresce no País vai de 19 a 58 anos - 6,6% nos últimos
12 meses.
A alta está associada aos planos coletivos empresariais.
A faixa etária de 0 até 18 anos, por ter menos
pessoas em idade ativa, perdeu representatividade relativa em
2010.
PORTAL G1
Novo
remédio contra tipo grave de câncer de pele é aprovado
no Brasil
Vemurafenibe é indicado para os casos de melanoma avançado.
Medicamento serve para cerca de 50% dos casos da doença
Um novo tratamento
contra o melanoma avançado foi aprovado
neste mês de janeiro e está disponível para
os pacientes brasileiros. O remédio se apresenta como
uma alternativa à quimioterapia e, nos testes, teve resultados
até melhores do que o tradicional método de combate
ao câncer.
O melanoma é um tipo de tumor que se forma na pele. Nos
casos mais avançados, chega ao ponto da metástase,
quando o câncer se espalha por outros órgãos.
O medicamento
que acaba de chegar se chama vemurafenibe, e seu nome comercial é Zelboraf. Antonio Buzaid, chefe-geral
do Centro de Oncologia do Hospital São José, em
São Paulo, explicou que o remédio faz parte da “família
da terapia alvo”. “Ele ataca alvos específicos
da célula cancerosa”, apontou o médico.
O alvo em
questão é uma proteína ligada
ao processo de disseminação do tumor no corpo.
Em cerca de 50% dos casos de melanoma avançado, é uma
mutação genética que causa a doença.
O vemurafenibe
só funciona nesses casos, e existe um
teste capaz de mostrar se cada paciente tem ou não a mutação,
que deve ser feito antes do tratamento. O teste e o medicamento
em si foram aprovados recentemente pela Agência Nacional
de Vigilância Sanitária.
Em comparação com a quimioterapia, o remédio é mais
eficiente. Os testes feitos até agora mostraram que 48,4%
dos pacientes responderam ao tratamento com vemurafenibe, enquanto
apenas 5,5% apresentam melhora com a quimioterapia.
O tempo médio de sobrevida sem nenhuma piora foi de 5,3
meses; na quimioterapia, esse tempo é de 1,6 mês.
O risco de morte registrado no estudo foi 63% menor entre os
pacientes tratados com o remédio.
“Pode não curar, mas claramente beneficia pacientes
com melanoma metastático”, disse Buzaid. Por enquanto,
o tratamento só é aprovado para os casos mais avançados,
e novos estudos mostrarão se ela pode ser usada também
antes que o tumor se alastre. Segundo o médico, os tratamentos
de câncer geralmente começam a ser testados nas
fases mais agudas da doença.
CONSUMIDOR-RS
Maioria
dos paulistanos não possui plano de saúde
privado, diz Ibope
A maioria
dos paulistanos não possui plano sa saúde
privado, aponta pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência.
De 1.512 entrevistados, 66% afirmaram não possuir nenhum
tipo de plano.
Por outro
lado, 32% possuem um plano de saúde e, desse
grupo, 54% têm um plano particular, enquanto que 42% afirmaram
ter um plano empresarial. Ainda, a maioria dos que possuem um
plano privado está no plano na condição
de dependente (72%). Apenas 26% se colocam como titular.
Espera por
exames, consultas e cirurgias De acordo com o levantamento,
que ocorreu
entre os dias 25 de novembro e 12 de dezembro do
ano passado, quem tinha um plano de saúde privado passou
pela consulta médica cerca de 15 dias após tê-la
marcado, em média. Um exame demorou 17 dias para acontecer,
contando a partir da data em que foi agendado.
Na saúde pública a população esperou,
em média, 52 dias para passar por uma consulta médica
e 65 dias para realizar um exame. Em relação aos
procedimentos mais complexos, como internações
e intervenções cirúrgicas, na saúde
pública houve uma espera média de 146 dias em 2011,
enquanto quem tinha plano de saúde privado esperou 39
dias.
Novas regras no atendimento
Entrou em
vigor, no dia 19 de dezembro do ano passado a Resolução
Normativa de número 259 da ANS - Agência Nacional
de Saúde Suplementar, que determina prazos para o atendimento
em planos de saúde.
A medida
garante aos consumidores a marcação de
consultas, exames e cirurgias nos prazos máximos de três
a 21 dias, dependendo do procedimento. As empresas que não
cumprirem o determinado sofrerão penalidades e poderão,
em casos de descumprimentos constantes, passar por medidas administrativas,
tais como a suspensão da comercialização
de parte ou de todos os seus produtos e a decretação
do regime de direção técnica, inclusive
com a possibilidade de afastamento dos dirigentes da empresa.
Segundo a
ANS, o prazo para que o usuário seja atendido
começa a contar a partir da data de marcação
da consulta ou procedimento. Nos casos de problemas, o consumidor
deverá solicitar o número de protocolo deste atendimento
feito pela operadora como comprovante da solicitação
feita.
Se a empresa
não oferecer solução, o usuário
deverá ter em mãos o número do protocolo
e fazer denúncia à ANS, por meio de um dos canais
de relacionamento.
PORTAL R7
Parto
domiciliar ganha adeptos, mas enfrenta resistência
Cremesp passou
a não recomendar o procedimento por causa
de riscos à mãe e ao bebê
O parto domiciliar,
tendência que cresce no mundo todo
e adotada por celebridades como Gisele Bündchen, encontra
resistência de médicos. Se por um lado gestantes
e muitos profissionais defendem um modo mais natural de dar à luz, órgãos
como o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) alertam para riscos.
Em junho
passado, o Cremesp passou a não recomendar o
procedimento nos domicílios - salvo em casos de urgência.
As mulheres que não abrem mão de ter o filho em
casa acabam recorrendo a parteiras e doulas - um tipo de assistente.
Embora não haja dados nacionais sobre mães que
preferem o lar ao hospital, sabe-se que o número é crescente.
Na opinião delas, o parto em casa é uma conquista,
por ser mais humanizado e diminuir as intervenções
médicas. E representaria uma vivência de profunda
intimidade feminina. Não à toa, os nascimentos
em casa nos Estados Unidos subiram 20% entre 2004 e 2008, segundo
pesquisa da Birth, publicação especializada em
cuidados perinatais.
O posicionamento
do Cremesp não é uma medida proibitiva,
mas se o médico fizer um parto domiciliar e algo der errado,
ele será cobrado, diz Silvana Morandini, conselheira do órgão. "Muitas
vezes, a paciente aceita fazer parto em casa porque não
sabe dos riscos que ela e seu bebê correm", explica.
Sábado-feira,
21.01.2012
REVISTA CARTA CAPITAL
Árvore podre, fruto saudável
Como um império hospitalar quebrado na Itália
legou à Bahia um centro de referência na área
médica
"O que na Itália não deu certo, no Brasil
pode virar um sucesso e, de fato, já é." Essa
declaração de um ex-funcionário italiano
de Dom Luigi Verzé, que pediu anonimato, resulta comprovada
muito claramente ao se comparar o êxito do Monte Tabor
- Centro Ítalo-Brasileiro de Promoção Sanitária
Hospital São Rafael, fundado em 6 de agosto de 1974, em
Salvador - com as peripécias judiciais do homônimo
hospital de Milão, importante centro de saúde e
pesquisas falido faz poucos meses.
Ambos fundados
por Dom Verzé. Só que, na Itália,
em 23 de janeiro, uma CPI da região da Lombardia inicia
os inquéritos sobre as causas da quebra. No Brasil, a
situação é totalmente diferente, até oposta,
e, além disso, asseguram tanto o advogado Eugênio
Kruschewsky, representante legal do Monte Tabor, quanto o secretário
de Saúde da Bahia, Jorge Solla, as duas instituições
hoje têm apenas uma relação comum "de
origem", mas "nenhum laço financeiro".
Profissionalismo em todos os níveis, incluso o administrativo,
centros de pesquisa científica primorosos e uma oferta
diferenciada que cobre da mesma forma o setor público
e o privado.
"O São Rafael daqui", explica a Carta Capital
Solla, "é um dos nossos melhores parceiros na Bahia
no setor de saúde, um centro de excelência absoluta." A
ponto de "oferecer mais de 60% dos seus serviços
ao Sistema Único de Saúde (SUS)". Além
do Hospital São Rafael, o pioneiro, somente na capital
e em sua região metropolitana funcionam outras sete estruturas
do Monte Tabor, entre as quais o Hospital 2 de Julho, localizado
na periferia norte de Salvador, em São Marcos, bairro
populoso e de baixa renda.
"A unidade possui 70 leitos, todos destinados exclusivamente
ao atendimento dos usuários do SUS, nas especialidades
de Clínica Médica e cirúrgica, de baixa
e média complexidade, voltados à saúde pública
de qualidade, que alcançam níveis de satisfação
superiores a 95%", esclarece Kruschewsky. "O mesmo
tipo de atendimento, 100% focado nos tratamentos do SUS",
continua Solla, "é oferecido pelo Centro de Oncologia
Irmã Ludovica Sturaro, no bairro de Pau da Lima, em Salvador,
e no Hospital Ana Mariani, na Barra." Somados aos hospitais
de Porto Seguro e Alagoinhas, chegam a dez as estruturas de saúde
do Monte Tabor no estado nordestino.
Para dar
uma ideia da importância dessa organização
sanitária no setor oncológico baiano, em janeiro
de 2010 o Hospital São Rafael atendeu, por solicitação
dos gestores do SUS, 429 pacientes em tratamento provenientes
das clínicas de quimioterapia descredenciadas pelo Ministério
da Saúde. Com isso, esses pacientes foram incorporados
ao grupo daqueles 300 que já se encontravam em tratamento
no SUS, no serviço do Hospital, o que elevou o montante
para 729. "A despeito do grande volume de pacientes",
explica Kruschewsky, "em três meses todos foram atendidos
sem qualquer solução de continuidade do seu tratamento".
FOLHA DE S. PAULO
Teste de osteoporose pode ter intervalo de 15 anos, diz estudo
Tempo entre
exames de densitometria recomendado hoje é de
um ou dois anos, dependendo do resultado. Pesquisa com 5.000
mulheres mostra que doença é tão lenta que
pessoas com densidade normal podem esperar
A osteoporose
progride de forma tão lenta que quem faz
o primeiro teste e tem resultado normal aos 65 anos pode esperar
até 15 anos para a próxima densitometria óssea.
É o que diz um novo estudo publicado nesta semana na
revista médica "New England Journal of Medicine".
A pesquisa
faz parte de uma iniciativa ampla que vem reavaliando a forma
de diagnosticar
e tratar a doença, que pode causar
fraturas de quadril e vértebras.
A classe
de drogas conhecida como bisfosfonatos consegue prevenir fraturas
em
quem tem osteoporose. Mas os médicos não
querem mais que as mulheres, mais afetadas após a menopausa,
tomem as drogas para sempre.
Agora, com
o novo estudo, os pesquisadores se perguntam também
se faz sentido pedir exames frequentes de densitometria para
uma maioria que não está nem perto da zona de perigo
após o teste inicial.
"A densitometria óssea tem sido exagerada",
afirma Steven Cummings, um dos autores do estudo e professor
de epidemiologia na Universidade da Califórnia (EUA).
PESQUISA
A pesquisa
acompanhou, por mais de uma década, 5.000
mulheres a partir de 67 anos. Logo que foram recrutadas, elas
fizeram um exame de densitometria. Nenhuma tinha osteoporose.
Menos de
1% das mulheres com densidade óssea normal no
primeiro teste desenvolveram a doença nos 15 anos seguintes.
Entre as que tinham densidade um pouco baixa no teste, 5% ficaram
com osteoporose depois desse período. No grupo com o pior
resultado, 10% ficaram com a doença depois de um ano.
Segundo Joan
McGowan, do Instituto Nacional de Artrite dos EUA, o estudo
dá provas de que se a pessoa tem densidade óssea
normal aos 60 ou 70, não vai ter osteoporose nos próximos
cinco anos a não ser que alguma coisa aconteça.
Essa coisa pode ser o uso de remédios como cortisona ou
ter doenças que afetem os ossos. Mas a médica diz
que a recomendação do estudo vale para a maioria.
Segundo o
ginecologista Mauro Abi Haidar, chefe do departamento de climatério da Unifesp (Universidade Federal de São
Paulo), a pesquisa está em sintonia com achados recentes. "Pesquisas
anteriores mostraram que não faz diferença esperar
dois ou três anos entre os exames."
A recomendação de tomar remédios para mulheres
com densidade óssea um pouco abaixo do normal, condição
chamada de osteopenia, também está entrando em
desuso. Hoje, diz Ethel Siris, pesquisadora de osteoporose na
Universidade Columbia, a osteopenia é vista como um fator
de risco e não como uma doença a ser tratada.
Ela lembra,
no entanto, que mulheres ou homens que já sofreram
fraturas graves (de vértebras, quadril, ombro, pélvis
ou punho) precisam levar a doença a sério e se
tratar. "Mas não há risco imediato para quem
tem resultados normais nos testes."
FOLHA DE S. PAULO
Médicos debatem mudança no diagnóstico
de autismo
Novos critérios propostos em manual de transtornos mentais
podem excluir pessoas hoje enquadradas no distúrbio, dizem
especialistas
Mudanças propostas na definição de autismo
podem reduzir drasticamente a taxa em que o transtorno é diagnosticado
hoje e tornar mais difícil para muitas pessoas a obtenção
de serviços de saúde e educação,
sugere uma nova análise.
A nova definição do autismo está sendo
avaliada por especialistas da Associação Americana
de Psiquiatria, que estão concluindo a quinta edição
do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos
Mentais (DSM), a primeira grande revisão em 17 anos.
O DSM é a referência padrão para condução
de tratamento de transtornos mentais, pesquisa e decisões
de seguradoras de saúde.
A maioria
dos especialistas espera que o novo manual restrinja os critérios para o autismo. A questão é o
tamanho da restrição.
Muitos especialistas
têm argumentado que a imprecisão
dos critérios atuais para o autismo e as doenças
relacionadas estava contribuindo para o aumento da taxa de diagnósticos.
Pelo menos
1 milhão de crianças e adultos têm
diagnóstico de autismo ou distúrbio relacionado,
como síndrome de Asperger ou transtorno invasivo do desenvolvimento
(PDD-NOS).
A proposta
iria consolidar os três diagnósticos
sob uma única categoria: "transtorno do espectro
do autismo". A revisão será concluída
em dezembro, segundo David J. Kupfer, presidente da força-tarefa
que revisa o diagnóstico.
Ele afirma
que as mudanças são uma tentativa de
esclarecer as variações do transtorno e colocá-las
sob a mesma classificação. As mudanças provavelmente
excluem do diagnóstico pessoas consideradas mais funcionais.
DIVERGÊNCIA
Especialistas
discordam sobre o impacto das mudanças. "Elas
restringiriam tanto o diagnóstico que poderiam efetivamente
acabar com a 'onda' do autismo", diz Fred Volkmar, diretor
do Centro de Estudos da Criança de Yale e autor da proposta.
"Nosso medo é termos, com isso, um grande retrocesso",
disse Lori Shery, presidente da Rede de Educação
Síndrome de Asperger. "Se os médicos dizem:
'Essas crianças não se encaixam nos critérios
para o diagnóstico do espectro do autismo', elas não
terão o apoio e os serviços de que necessitam."
Mark Roithmayr,
presidente da entidade Autism Speaks, diz que o efeito que
a mudança teria sobre os serviços
sociais não está claro. "Precisaremos acompanhar
o impacto sobre o acesso aos serviços e garantir que não
serão negados a quem precise."
Na nova análise, Volkmar usou dados de um grande estudo
de 1993 que serviu de base para os critérios atuais.
Ele se concentrou
em 372 crianças e adultos que estavam
entre o mais alto nível de funcionalidade mental e descobriu
que só 45% deles seriam diagnosticados no novo espectro
do autismo.
O foco nesse grupo pode ter elevado essa porcentagem, os autores
reconhecem.
Cerca de
um quarto daqueles identificados com autismo clássico
em 1993 não o seriam com base nos critérios propostos;
cerca de três quartos das pessoas com síndrome de
Asperger não se qualificariam; e 85% daqueles com PDD-NOS
também não.
"Estou muito preocupada com as mudanças porque não
sei se minha filha ainda se qualificaria", diz Mary Meyer,
de Nova Jersey, nos EUA.
O diagnóstico de Asperger foi essencial para que Susan,
37, tivesse acesso a serviços que ajudaram em seu desenvolvimento.
Mary espera
conseguir uma vaga para a filha em uma moradia assistida, o
que dependerá de seu diagnóstico.
Sexta-feira, 20.01.2012
FOLHA.COM
Pilates
ajuda pessoas com esclerose múltipla avançada
Pilates pode
ajudar na reabilitação de esclerose
múltipla mesmo em pacientes que estão com sintomas
avançados da doença, mostra uma pesquisa realizada
na Universidade Queen Margaret, na Escócia
Filipe Oliveira
O método pilates, já utilizado no Brasil em alguns
casos de esclerose, foi testado na universidade escocesa para
a reabilitação de pessoas que estão em cadeira
de rodas devido à doença. A esclerose multipla
afeta, entre outras coisas, a força muscular e o equilíbrio,
fazendo com que o doente perca mobilidade.
No estudo,
a postura e a intensidade das dores e da fadiga (sintomas da
doença) foram medidas em 15 cadeirantes antes e depois
de começarem seu tratamento com pilates. Outras oito pessoas
com sintomas parecidos também foram acompanhadas durante
o período, porém sem participar das aulas.
Ao final
de 12 semanas, foi possível observar uma melhora
nas dores no ombro e no pescoço das pessoas que tiveram
aulas de pilates.
Os resultados
foram publicados na revista "Research Matters",
editada pela Sociedade de Esclerose Múltipla de Londres.
Os pesquisadores lembram que ainda são necessários
estudos com maior número de participantes para validar
os resultados.
NO BRASIL
Entre os
benefícios da prática, a fisioterapeuta
Andrea Lotufo, do centro de reabilitação do Hospital
Albert Einstein cita a melhora da força, da postura e
do equilíbrio.
Porém ela lembra que, se a pessoa faz exercícios
inadequados para sua condição, ela pode sentir
uma grande fadiga, própria da doença e mais forte
do que um cansaço normal de quem vai a academia.
A instrutora
de pilates Régia Guimarães, 47, atende
alunos com esclerose múltipla há cinco anos. Ela
diz que o pilates, por ser originalmente um trabalho individual,
permite que o instrutor conheça a pessoa e consiga perceber
quais os exercícios mais adequados para suas necessidades.
Ela também destaca o uso dos aparelhos como uma forma
de fazer com que seus alunos se sintam mais acolhidos: "Uma
pessoa que não consegue ficar de pé, por exemplo,
pode fazer exercícios na cama que simulem o caminhar em
um ambiente seguro".
Uma de suas
alunas, Wilma Vieira, 52, descobriu que tinha esclerose múltipla há sete anos. Tudo começou com
um formigamento no rosto e nos pés que parecia não
ter grande importância. Teve dificuldade para acreditar
que sofria da doença quando a médica deu o diagnóstico: "Esclerosada,
eu? Mas como, se minha memória é boa?".
A razão do estranhamento foi em parte pelo nome da doença,
que leva muitas pessoas a relacionar esclerose múltipla
e velhice. Entrou em depressão quando soube que a doença
não tinha cura e sua possível piora não
podia ser totalmente descartada.
Wilma passou
a tomar medicamentos intravenosos três vezes
por semana. Ela conta que esses medicamentos têm efeitos
colaterais, entre eles deixar a musculatura rígida e provocar
dor nas articulações. Mas são fundamentais
para controlar os surtos e a piora de sua saúde.
Antes de
praticar pilates, ela tentou outras atividades físicas,
como fisioterapia e ioga, sem o mesmo resultado positivo.
Encontrar
uma professora que já havia trabalhado com
pessoas com esclerose múltipla foi o que a motivou a começar.
Praticante há dois anos, diz que o maior benefício é a
diminuição das dores nas articulações
que os alongamentos proporcionam.
O que ela
mais gosta é de estar deitada e ser alongada
por elásticos. Dessa forma, consegue sentir sua flexibilidade
aumentando.
A
ESCLEROSE MÚLTIPLA
A esclerose
múltipla é uma doença crônica
autoimune do sistema nervoso. Acontece quando o sistema imunológico
começa a agredir a bainha de mielina, capa que cobre os
neurônios, comprometendo a transmissão de impulsos
elétricos.
As principais
dificuldades ocasionadas pela doença são
a perda parcial da visão, da sensibilidade, da força
e do equilíbrio. A doença se manifesta a partir
de crises, chamadas surtos, em que os sintomas da doença
ficam mais agudos e deixam sequelas.
É importante que a pessoa que tem esclerose múltipla
realize exercícios físicos. Como cada pessoa desenvolve
esses sintomas de maneira única, em velocidades e ocorrência
de surtos diferentes, é preciso consultar um especialista,
como um fisiatra, para indicar qual a prática mais adequada
para cada um.
O neurologista
Charles Pulbery, membro da Academia Brasileira de Neurologia,
diz que
a técnica não atua na doença
propriamente dita. "Ela é muito útil, mas
como um tratamento reabilitador e conservador. Não trará cura
para a doença."
PORTAL
DA SAÚDE
Orçamento para saúde
tem seu maior aumento nominal
A variação de R$ 13,2 bilhões corresponde
a aproximadamente 17% acima do montante liberado em 2011 (R$
78,5 bilhões), sendo a maior desde 2000
O Ministério da Saúde assegurou orçamento
de R$ 91,7 bilhões para 2012, o que representa o maior
aumento nominal para o setor, desde a aprovação
da Emenda 29, em 2000. A variação de R$ 13,2 bilhões
corresponde a aproximadamente 17% acima do montante liberado
em 2011 (R$ 78,5 bilhões). O cálculo definido pela
regulamentação da Emenda Constitucional 29 garantiria
aproximadamente R$ 6 bilhões a mais este ano em relação
a 2011.
A base de
variação para os gastos do governo federal
com a saúde é a soma do que foi investido no ano
anterior em Ações e Serviços Públicos
de Saúde, acrescido da variação nominal
do Produto Interno Bruto (PIB) - crescimento da economia somado à inflação.
O cálculo deve retirar despesas com inativos e pagamento
de juros. A Lei 12.595, que estima receitas e fixa despesas da
União para este ano, foi publicada nesta sexta (20) no
Diário Oficial da União (DOU).
PORTAL R7
Anvisa
apura se há excessos médicos na quantidade
de prescrições de remédios de uso controlado
Segundo diretor
de agência, profissionais têm receitado
grandes quantidades
A Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
investiga possíveis excessos médicos na prescrição
de medicamentos de uso controlado, os chamados tarja preta.
Segundo o
diretor-presidente da agência, Dirceu Barbano,
alguns profissionais têm receitado uma quantidade muito
grande desses remédios, gerando o que ele classificou
como “situações suspeitas”.
“A Anvisa já está empenhada na apuração
dessas distorções”, afirmou Barbano, evitando
dar detalhes sobre as suspeitas. “Elas vão ser tratadas
nas devidas apurações e divulgadas à medida
que algo for comprovado”.
Barbano lembrou
que a agência vem monitorando os casos
considerados atípicos envolvendo os medicamentos controlados
desde 2009, quando o país passou a discutir a prescrição
indiscriminada de remédios para emagrecer.
Em outubro
de 2011, a Anvisa baniu do mercado os emagrecedores à base
de anfetamina. Pesquisas apontavam para o risco desses medicamentos
causarem problemas cardíacos e ao sistema nervoso central.
De acordo
com Barbano, na época, graças ao SNGPC
(Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados),
foi possível identificar casos de profissionais que chegavam
a prescrever 50 tratamentos à base de inibidores de apetite
por dia. Algo que, segundo o diretor-presidente, pode agora estar
ocorrendo com outros medicamentos controlados.
- Agora,
como naquelas situações, temos que identificar
o profissional, como ele obteve os talonários de receita,
se a vigilância sanitária municipal já tomou
providências, se, quando configurado o comportamento indevido,
isso foi comunicado ao conselho de medicina.
Barbano diz
que somente a partir dos próximos relatórios,
com os dados consolidados de 2011 e os preliminares de 2012,
será possível apontar medidas que as autoridades
sanitárias devem adotar. “Espero que essas informações
sirvam para que tenhamos uma série histórica não
só sobre o consumo, mas também das distorções,
para verificar se elas se repetem, onde e por quais profissionais”.
Nesta sexta-feira
(20), a Anvisa divulgou um boletim técnico
com informações a respeito do consumo de medicamentos
controlados.
O documento
indica que, desde 2007, os ansiolíticos feitos
a partir de substâncias como o clonazepam, bromazepam e
alprazolam são os mais consumidos entre os 166 princípios
ativos listados numa portaria que inclui as substâncias
usadas em outros medicamentos de uso controlado, como emagrecedores
e anabolizantes.
A venda legal
do primeiro deles, comercializado com o nome fantasia Rivotril,
saltou
de 29,46 mil caixas em 2007 para 10,59 milhões
em 2010.
Os números, no entanto, não são fidedignos.
Segundo Barbano, até 2008, poucas farmácias autorizadas
a vender os medicamentos tarja preta prestavam informações
em tempo real ao SNGPC.
E, apesar
de uma melhora gradativa na qualidade das informações
fornecidas ao sistema, ainda não são todos os estabelecimentos
que fornecem os dados, o que o diretor-presidente acredita que
ocorra em breve.
“Estamos chegando ao número que é efetivamente
comercializado. Isso irá nos permitir dizer se os números
são ou não são altos para o Brasil. Por
enquanto, temos um número crescente de prescrições
e estamos tentando caracterizar quais são os produtos
e quem são os profissionais que os recomendam para, então,
analisar o que deve ser feito”, concluiu Barbano.
O DOCUMENTO
Unimed é impedida
de reajustar contrato de cliente que completou 60 anos
O TJ-SC (Tribunal
de Justiça de Santa Catarina) manteve
decisão que impede que seguradora Unimed reajuste em mais
de 60% a mensalidade de um cliente que possui contrato com a
operadora de plano de saúde há mais de 30 anos.
O autor da ação havia recebido a notícia
do novo valor no mês em que completou 60 anos de idade.
Em agosto
de 2010, o cliente pagou R$ 448 ao plano de saúde.
Entretanto, a fatura do mês de setembro foi emitida no
valor de R$ 727, configurando um aumento de 62%.
Em sua defesa,
a empresa alegou que, diante da mudança
da faixa etária, o contrato assinado pelas partes teve
de sofrer um aumento de 80,85% (montante total a que poderiam
chegar todos os reajustes do convênio médico), mais
a readequação anual de 6,75%. A Unimed pleiteou
ainda a não aplicação do Estatuto do Idoso,
que veda tais reajustes, afirmando que o contrato foi assinado
antes da vigência da lei que o colocou em funcionamento.
Para os desembargadores
da 3ª Câmara de Direito Civil
do TJ-SC, a seguradora não pode impor ao usuário
um reajuste exorbitante como condição para renovação
do contrato. Isto, pois tal condição forçaria
o cliente a aceitar os valores, ou a procurar outra empresa,
tendo que sujeitar-se novamente aos prazos de carência.
Segundo o
relator da ação, desembargador Saul
Steil, não se pode admitir que o segurado que renova ininterruptamente
o contrato por vários anos, quando atingir uma idade de
maior incidência de fragilidades, tenha simplesmente manifestada
a recusa à renovação da contratação.
E concluiu que o cliente foi surpreendido com a comunicação
de não mais interessar a renovação, ou que
a renovação somente ocorrerá caso aceite
o reajuste por faixa etária imposto pela operadora.
Por fim,
o TJ-SC citou os ditames do Estatuto do Idoso e do Código de Defesa do Consumidor, além de aplicar
o princípio da boa-fé objetiva entre as partes,
para pronunciar o acórdão. A sentença manteve
a decisão da 2ª Vara Cível de Curitibanos
(a 300 km de Florianópolis). Acompanharam o voto do relator
os desembargadores Fernando Carioni e Marcus Túlio Sartorato.
PORTAL G1
Polícia abre inquérito para apurar suposta negligência
em atendimento
Hospitais
no DF teriam negado atendimento a secretário
do governo Dilma. Duvanier Paiva Ferreira morreu devido a um
infarto no miocárdio
A Delegacia
de Defesa do Consumidor do Distrito Federal instaurou nesta
sexta-feira
(20) inquérito para investigar suposta
omissão de socorro e negligência de dois hospitais
particulares do Distrito Federal no atendimento ao secretário
de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier
Paiva Ferreira. Ele morreu na madrugada desta quinta-feira (19)
devido a um infarto no miocárdio.
Na noite
desta quinta, houve possível falta de socorro
imediato a Duvanier, que procurou três hospitais particulares
de Brasília até conseguir ser atendido. Um dos
hospitais disse não ter negado atendimento. Outro, que
não tem registro de solicitação de atendimento
para Ferreira.
Segundo a
delegada Alessandra Figueiredo, no caso de ter havido omissão de socorro, respondem as pessoas que tiveram ligação
direta com o fato e que determinaram a exigência de cheque
caução.
Os familiares
de Duvanier teriam desistido do atendimento nos dois primeiros
hospitais
após serem informados de que
o plano de saúde do secretário não era aceito
e que a internação dependeria da apresentação
de um cheque caução.
A falta de
atendimento, a omissão de socorro, se ocorreu, é crime,
com pena máxima de um ano e meio. Infelizmente é uma
pena baixa, disse a delegada. Ela explicou que a exigência
de cheque caução não é crime, mas
a omissão de socorro, sim. Na esfera cível, a delegada
disse que a família de Duvanier pode acionar os hospitais
por danos morais.
Investigação
A delegada
disse que já recebeu as imagens do circuito
interno do Hospital Santa Luzia e que na próxima semana
terá acesso às imagens da entrada do Hospital Santa
Lucia. Todos os funcionários do plantão dos dois
hospitais serão ouvidos. Também foi solicitado
um laudo sobre a morte de Duvanier ao Instituto Médico
Legal (IML).
A direção do Santa Luzia já foi ouvida
pela polícia e negou que Duvanier tenha procurado atendimento
no local. O hospital informou à delegada que não
constam no sistema a entrada e o pedido de atendimento.
A direção do Santa Lúcia será ouvida
na próxima segunda-feira (23). Segundo o superintendente
jurídico do hospital, Gustavo Marinho, não foi
negado atendimento a Ferreira. "Uma acompanhante do paciente
perguntou se o hospital atendia pela Geap (plano de seguridade
social que atende a órgãos do governo federal).
A funcionária disse que não, mas que poderia atendê-lo
como paciente particular. A acompanhante disse, então,
que preferia buscar outro hospital. Em nenhum momento houve solicitação
de atendimento", disse.
Na próxima semana, os familiares de Duvanier serão
ouvidos. De acordo com a delegada, o inquérito deve ser
concluído em 30 dias.
Dilma
Também nesta sexta, a presidente Dilma Rousseff solicitou
ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que apure a suposta
negligência no atendimento ao secretário de Recursos
Humanos do Ministério do Planejamento.
Informada
sobre o caso, Dilma teria ligado para o ministro Padilha e
pedido que
providências exemplares sejam tomadas em relação
ao caso. A informação é da assessoria de
comunicação do Planalto.
O Ministério da Saúde afirma que a Agência
Nacional de Saúde (ANS) vai apurar se, de fato, houve
recusa por parte dos hospitais em prestar socorro a Ferreira
por não aceitarem seu plano de saúde. O ministro
Alexandre Padilha, segundo a assessoria do ministério,
entrou nesta sexta em contato com o órgão, que
vai apurar se houve alguma falha entre o plano de saúde
e os hospitais envolvidos.
ÚLTIMO
SEGUNDO
População deve denunciar hospitais, diz Ministério
da Saúde
Ministério quer saber que hospitais cobram cheques-caução
para atender casos de emergência. Servidor morreu sem atendimento
no DF
O Ministério da Saúde incentiva que outros cidadãos
denunciem casos semelhantes ao do secretário de Recursos
Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva
Ferreira, vítima de infarto na madrugada de quinta-feira.
Ferreira morreu na terceira unidade hospitalar na qual procurou
atendimento em Brasília.
Em nota divulgada
nesta sexta-feira, o Ministério da
Saúde diz que as ouvidorias da pasta e da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estão abertas
aos cidadãos. O texto também afirma que há investigações
médicas e policiais em curso, sendo acompanhadas pelo
ministério.
A ANS fez
visitas nos hospitais envolvidos para apurar "as
devidas responsabilidades dos hospitais sobre omissão
de socorro, do plano de saúde em questão e possível
racismo institucional".
Uma servidora
do Planejamento contou ao iG que, de acordo com a mulher de
Paiva, os dois
primeiros hospitais se negaram a atender
o secretário porque ele não tinha cheques ou dinheiro
no bolso.
As duas unidades
hospitalares não são conveniadas
ao plano de saúde dele e exigiram garantias de pagamento
pelos serviços antes da entrada.
De acordo
com o relato dessa servidora, Paiva e sua mulher chegaram a
procurar um
caixa eletrônico para sacar cheque ou dinheiro,
mas não conseguiram. No segundo hospital, a mulher dele
teria gritado que ele iria morrer, mas os atendentes se limitaram
a dizer que "era o procedimento".
Paiva desmaiou
na porta do terceiro hospital e faleceu enquanto preenchia
o formulário para ser atendido. Para a família,
o casal, por ser negro e estar sem dinheiro, pode ter sido vítima
de discriminação.
Apuração
A nota do
Ministério lembra que "os hospitais são
proibidos de cobrarem indevidamente um cheque-caução
ou qualquer outro tipo de garantia para o atendimento de beneficiários
de planos de saúde". A pasta procurou a Polícia
Civil do Distrito Federal e o Conselho Regional de Medicina do
Distrito Federal para apurar as responsabilidades dos envolvidos.
Leia
a íntegra
da nota:
Sobre o falecimento
do secretário de Recursos Humanos
do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira,
o Ministério da Saúde informa:
- O Ministério da Saúde acionou a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que realizou diligências
nos hospitais envolvidos para apurar as devidas responsabilidades
dos hospitais sobre omissão de socorro, do plano de saúde
em questão e possível racismo institucional.
- De acordo
com determinação da ANS, os hospitais
são proibidos de cobrarem indevidamente um cheque-caução
ou qualquer outro tipo de garantia para o atendimento de beneficiários
de planos de saúde.
- O Ministério da Saúde entrou em contato com
a Polícia Civil do Distrito Federal, que abriu processo
na Delegacia do Consumidor a respeito dessa prática irregular
e na 1ª Delegacia de Polícia do DF por omissão
de socorro.
- O Ministério da Saúde também fez contato
com o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, que
já abriu procedimento de apuração de responsabilidade
dos hospitais e de seus profissionais.
- O Ministério da Saúde reafirma que nenhum serviço
ou profissional de saúde pode negar socorro, inclusive
com sentenças jurídicas já estabelecidas
a este respeito.
- O Ministério da Saúde também condena
qualquer prática de racismo institucional, conforme protocolo
estabelecido pelo Ministério da Saúde, Secretaria
de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
(Seppir), com o apoio dos conselhos nacionais de Secretários
Estaduais (Conass) e municipais de saúde (Conasems), que
reforçam essa orientação.
- A ANS e
o Ministério da Saúde, por meio de suas
ouvidorias, mantêm um canal de comunicação
direta com todos os cidadãos que queiram denunciar casos
semelhantes.
PORTAL
DA SAÚDE
Hospital
Roberto Santos (BA) também usará Kan
Ban
Unidade integrante
do S.O.S Emergências vai implantar
a nova ferramenta de gestão e fazer uma completa radiografia
na emergência
Uma ferramenta
desenvolvida pela indústria automotiva
do Japão será empregada no Hospital Geral Roberto
Santos para desafogar a emergência da maior unidade de
saúde pública da Bahia. Descrito pela primeira
vez como “controle de produção”, o
Kan Ban (nome da ferramenta) utiliza as cores vermelho, amarelo
e verde para acompanhar todas as etapas do processo produtivo. “Vamos
implantar o Kan Ban na emergência do Roberto Santos para
fazer uma completa radiografia do setor”, afirmou o apoiador
do Ministério da Saúde, Altair Massaro, que está prestando
consultoria ao hospital no projeto S.O.S Emergências.
“A partir do Kan Ban será possível saber,
por exemplo, os motivos pelos quais os pacientes às vezes
ficam mais tempo ocupando leitos, quais as carências do
setor, o que precisa ser feito para melhorar e garantir o atendimento ágil
e humanizado a todas as pessoas atendidas na emergência”,
disse.
O S.O.S Emergências foi lançado no final do ano
passado pelo Ministério da Saúde no hospital Roberto
Santos. A estratégia contempla 11 unidades hospitalares
em sua primeira etapa. A expectativa é que as demais unidades
também apliquem o Kan Ban na gestão de leitos,
como também já foi feito pelo Hospital Miguel Couto
(RJ).
FERRAMENTA
A simplicidade é uma das principais características
do Kan Ban. O vermelho significa que o ritmo de produção
está muito abaixo do volume atingido nos últimos
anos; o amarelo diz que a produção está abaixo
do esperado, mas próximo da expectativa, e o verde demonstra
que todos os índices estabelecidos foram atingidos ou
superados. “Com a implantação desta ferramenta
será possível monitorar o tempo médio de
permanência de cada paciente na emergência e saber
o que precisa ser feito com precisão para melhorar e dar
mais eficiência ao atendimento”, ressaltou a diretora-geral
do Roberto Santos, Delvone Almeida.
Para dar
dinamismo ao Kan Ban, uma equipe multidisciplinar da emergência vai inserir em um sistema de informática
todos os detalhes dos pacientes. “Depois de certo período,
com o cruzamento dos dados, nós teremos uma visão
clara do que acontece dentro do setor”, disse Altair Massaro.
NOVIDADES
Além do Kan Ban, outras medidas deverão ser implementadas
no Roberto Santos para reduzir o grande fluxo de pacientes na
emergência da unidade. Há previsão de contratar
leitos de retaguarda de outros hospitais, abrir mais leitos de
clínica médica, abrir a UTI Cirúrgica, implementar
normas, rotinas e protocolos clínicos das principais especialidades
das emergências adulto e pediátrica e colocar para
funcionar 24 horas por dia o serviço de Acolhimento com
Classificação de Risco.
Outras intervenções estão sendo estudadas
em conjunto pelo Ministério da Saúde e a Secretaria
da Saúde da Bahia e também serão aplicadas
no hospital à medida que forem concretizadas.
Cada hospital
inserido no S.O.S Emergências conta com
incentivo anual de R$ 3,6 milhões para custear a ampliação
e qualificação da assistência da emergência.
Liberados pelo Ministério da Saúde. Também
terá acesso a até R$ 3 milhões para aquisição
de equipamentos e realização de obras e reformas
na área física do pronto-socorro, conforme necessidade
e aprovação da proposta.
As unidades
poderão, ainda, apresentar projetos para
a criação de novos leitos de retaguarda e a qualificação
(aquisição de novos equipamentos, por exemplo)
para os leitos já existentes. São considerados
leitos de retaguarda enfermarias de leitos clínicos, enfermarias
de leitos de longa permanência, Unidades de Terapia Intensiva
(UTI), Unidades Coronarianas e Unidades de Atenção
ao Acidente Vascular Cerebral.
UNIDADE
O Hospital
Geral Roberto Santos tem gestão estadual e
realiza, mensalmente, 1.800 internações. A unidade
possui, ainda, 678 leitos, todos pelo Sistema Único de
Saúde (SUS).
SAÚDE
S/A
Projetos
filantrópicos
treinam e capacitam quase 50 mil profissionais do SUS
O Hospital
Sírio-Libanês fechou o triênio
2009-2011 com a aplicação de R$ 171,3 milhões
em 21 projetos para o desenvolvimento do Sistema Único
de Saúde (SUS).
Executados
em parceria com o Ministério da Saúde,
em uma nova modalidade que rege a atuação dos chamados
hospitais filantrópicos de excelência, mais da metade
dos programas teve como foco o treinamento e a capacitação
de quase 50 mil médicos, gestores e demais profissionais
do SUS de todas as regiões do País.
Os projetos
também incluíram iniciativas de assistência
a pacientes encaminhados pelo SUS, além da reforma e aparelhamento
de unidades públicas de atendimento.
No campo
da pesquisa, destacam-se a doação de
um equipamento para a Faculdade de Medicina da Universidade de
São Paulo para a produção de radioisótopos
e a criação de um banco público de sangue
de cordão umbilical, em parceria com o Amparo Maternal,
de São Paulo.
FOLHA DE S. PAULO
Calmantes lideram entre drogas controladas
No Brasil,
ansiolíticos são os mais vendidos na
categoria que inclui psicotrópicos, antidepressivos e
emagrecedores
Johanna Nublat
Dados são da Vigilância Sanitária, que elencou
os remédios de receita controlada mais consumidos desde
2007
Um boletim
técnico elaborado pela Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) quantificou pela
primeira vez em detalhes o consumo de drogas vendidas com receita
controlada que podem causar dependência.
Os ansiolíticos dominam a lista, que inclui todos os
remédios de venda controlada, como emagrecedores, antidepressivos
e anabolizantes.
Os princípios ativos mais consumidos no país entre
2007 e 2010 foram clonazepam, bromazepan e alprazolam - cujas
marcas de referência são, respectivamente, Rivotril,
Lexotan e Frontal.
A partir
desse documento, será possível identificar
o comportamento de uso dessas substâncias e eventuais abusos. "É sabido,
não só no Brasil, que muitas vezes se recorre ao
medicamento para resolver problemas não solucionáveis
por ele", afirma Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa.
Para ele,
o uso de ansiolíticos e antidepressivos tem
sido observado em níveis agudos e, talvez, inadequados.
Mais de 10,5
milhões de caixas do clonazepam foram dispensadas
em 2010, segundo informaram 41 mil farmácias cadastradas
no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados.
O número é crescente desde 2007, mas é preciso
relativizar a tendência, já que também é crescente
o número de farmácias no sistema.
A Vigilância Sanitária estima que o sistema deve
ter alcançado quase o total das farmácias em 2010,
o que deverá permitir comparações a partir
de agora.
USO EXAGERADO
"O uso de medicamentos em saúde mental com uma finalidade
ansiolítica é frequente. Tem explicação
epidemiológica? Que recado passa?", questiona Barbano.
O boletim,
diz, não se propõe a fazer essas avaliações,
mas permite que a agência, os médicos e a sociedade
se debrucem sobre o tema.
Para Elko
Perissinotti, vice-diretor do Hospital-Dia do Instituto de
Psiquiatria do
Hospital das Clínicas da USP, a venda
das drogas está ligada à dependência do efeito
causado por elas, que ele chama de "bem-estar nocivo".
"Hoje, as pessoas, mesmo sem indicação, tomam
um remédio desses à noite para conseguir dormir. É um
desastre. E procuram seus médicos, nem sempre um psiquiatra,
para ter a receita."
Os médicos também têm parte da culpa. "Eles
usam um atalho perigoso. Prescrever esse remédio é cômodo
porque o resultado é rápido e sem efeitos colaterais."
Matéria publicada na Folha em janeiro de 2011 já apontava
para o aumento do consumo dessas substâncias: entre 2006
e 2010, as vendas do clonazepam cresceram 36%, segundo a IMS
Health, que audita o setor.
A Secretaria
Nacional de Políticas sobre Drogas avaliou
que o boletim "reforça a relevância das estratégias
de controle dos psicofármacos".
PORTAL
DA SAÚDE
Força
Nacional realiza primeiro treinamento
Noventa profissionais
de saúde do Espírito Santo
estão sendo preparados para as ações em
desastres naturais. Período de inscrição
para fazer parte da FNSUS termina dia 31
Os técnicos da Força Nacional do Sistema Único
de Saúde (FNSUS) realizam o primeiro treinamento de voluntários
nesta sexta-feira, em Vitória (ES). Foram capacitados
90 profissionais de saúde do Espírito Santo para
planejar ações em situação de desastres
naturais. Organizada pela Secretaria de Estado da Saúde
do Espírito Santo, a capacitação, que dura
o dia inteiro, envolve profissionais de equipes gerenciais do
estado e dos municípios capixabas, incluindo médicos,
enfermeiros e assistentes sociais inscritos como voluntários
da FNSUS. O objetivo da capacitação é qualificar
equipes envolvidas na gestão da saúde para direcionar
recursos à assistência e monitoramento da população
atingida por desastres naturais.
“O apoio da Força Nacional do SUS é constante,
em todas as fases, inclusive de reconstrução”,
observa o secretário executivo adjunto do Ministério
da Saúde, Adriano Massuda. Desde o ano passado, o Ministério
está monitorando o impacto dos desastres naturais na saúde
da população brasileira em todos os estados. Ele
explica que a Força Nacional do SUS se articula com estados
e municípios de forma mais integrada. "A Força
Nacional torna o pais mais seguro para enfrentar desastres naturais,
calamidades e preparado para receber grandes eventos", destaca.
“Primeiro estado brasileiro a receber a capacitação
em gestão da saúde oferecida por técnicos
do Ministério da Saúde e da FNSUS, o Espírito
Santo teve uma atuação eficiente dos profissionais
de saúde na ajuda assistencial aos municípios afetados
pelas chuvas de janeiro”, avalia a técnica especializada
do Ministério da Saúde e representante da Força
Nacional do SUS, Valmira Costa. Ela está ajudando a treinar
profissionais no Espírito Santo e adianta que o treinamento
também será oferecido em outros estados.
Realizada
no Conselho Regional de Medicina do Espírito
Santo, a capacitação conta com a participação
de equipes da Secretaria de Estado da Saúde, Defesa Civil
Estadual, Secretaria de Estado da Educação (Sedu),
Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos
(SEADH), Polícia Militar (PM-ES), Casa Militar da Governadoria
do Estado (CM) e Secretarias Municipais de Saúde da região
metropolitana, Cachoeiro do Itapemirim, Linhares, Colatina e
São Mateus.
INSCRIÇÃO
Profissionais
de saúde interessados ainda podem se cadastrar à Força
Nacional do SUS até o próximo dia 31. Médicos
intervencionistas, enfermeiros, técnicos e auxiliares
de enfermagem e condutores de veículos de serviços
de urgência e emergência, além de profissionais
de saúde de hospitais universitários, institutos
nacionais e da rede assistencial hospitalar federal, estadual
e municipal podem se inscrever como voluntários da Força.
Ela atua no atendimento a vítimas de desastres naturais,
calamidades públicas ou situações de risco
epidemiológico (surtos de leptospirose após enchentes,
por exemplo) que exijam uma resposta rápida e coordenada,
apoio logístico e equipamentos adequados de saúde.
O banco de
cadastrados à Força Nacional do SUS é organizado
pelo Ministério da Saúde, que poderá acionar
os voluntários de acordo com cada situação
de emergência. Os profissionais de saúde cadastrados
passam por atividades de capacitação e processo
de educação permanente obedecendo a critérios
definidos pelo Ministério da Saúde.
Quinta-feira, 19.01.2012
SAÚDE
S/A
Superintendente
corporativo do Samaritano integrará conselho
consultivo da instituição
A partir
de fevereiro, o Superintendente Corporativo do Hospital Samaritano
de São Paulo, Dr. José Antônio
de Lima, deixa o seu cargo na Instituição para
se dedicar a projetos pessoais. "Essa é uma decisão
de longa data que consegui estruturar agora com a nova diretoria,
assegurando uma transição organizada e tranquila",
explicou Lima.
José Antônio de Lima tem doze anos de Superintendência
Corporativa, 31 anos de Hospital Samaritano e respondeu pelo
crescimento e modernização da Instituição
que culminou com a construção e inauguração
do Novo Complexo Hospitalar.
"Sinto que é uma missão cumprida. Finalizo
uma etapa importantíssima em minha vida profissional,
mas continuarei a me dedicar ao Samaritano, pois farei parte
do Conselho Consultivo da Instituição", disse
o superintendente. "Tenho muito orgulho de fazer parte desta
Instituição e de compartilhar os mesmos princípios
e valores do Hospital Samaritano, como a ética, a humanização,
o respeito ao próximo e o compromisso social", destacou.
Em seu lugar,
assumirá Luiz De Luca, profissional com
26 anos de experiência na área da saúde,
dos quais oito na gestão hospitalar. Chega ao Hospital
com o desafio de dar continuidade a implantação
do planejamento estratégico para os próximos dez
anos, aprovado em 2011 pela diretoria da Instituição.
Bem como
cumprir o orçamento programado para 2012 e a
ocupação total do novo prédio, que aumenta
em 50% sua capacidade instalada para internação
e as metas da nova área de Medicina Diagnóstica
de realizar a média de dois milhões de exames por
ano e atender a mais de 400 clientes por dia.
CORREIO BRAZILIENSE
Fitoterápicos
mais seguros
Brasil lança primeiro formulário para padronizar
fórmulas de medicamentos, pomadas, tinturas e outros produtos à base
de plantas da farmacopeia nacional e regulamentar uso de extratos
estrangeiros
Farmacêuticos e usuários de medicamentos fitoterápicos
no Brasil acabam de ganhar mais segurança para manipular
e utilizar esses produtos, com o lançamento no país
do primeiro Formulário Brasileiro de Fitoterápicos
da Farmacopeia, para que haja uma padronização
das fórmulas e produtos feitos à base de plantas,
como xaropes, pomadas, tinturas e sabonetes. Os principais contemplados
pela nova formulação são os profissionais
que trabalham com os componentes - não apenas os farmacêuticos,
mas também os médicos de todo o país -,
que agora terão um documento oficial para se informar
sobre os produtos que foram testados e comprovados cientificamente.
"Somamos todos os serviços de fitoterapia registrados
e, a partir daí, fizemos um estudo científico daquilo
que temos e preparamos a melhor forma de colocar no formulário. É mais
segurança para o farmacêutico manipular e o médico
prescrever. Nesse caso, a farmacopeia traz monografias de produtos
fitoterápicos e dá as condições de
formas de preparação do produto", explica
o farmacêutico José Carlos Tavares Carvalho, que é reitor
da Universidade Federal do Amapá e coordenador do Comitê Técnico
Temático de Apoio a Políticas de Plantas Medicinais
e Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, responsável
pela elaboração do documento.
O formulário foi pedido pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) e elaborado pelo comitê,
com a colaboração de integrantes de todo o país.
De acordo com Carvalho, todos os itens presentes no formulário
foram estudados e sua eficácia, comprovada. No documento,
são encontrados nome científico, nomenclatura popular,
orientações para o preparo, fórmula, advertências,
indicações e modo de usar de cada planta. O formulário
contém ainda preparações extemporâneas,
tinturas, géis, pomadas, bases farmacêuticas, cremes,
xarope, sabonete e soluções auxiliares. A produção é feita
com plantas nacionais e de origem estrangeira. "A maioria
das plantas usadas na produção é brasileira,
porém algumas são de origem europeia, mas facilmente
encontradas no Brasil e muito utilizadas. Todas as nações
têm que regulamentar as formas de análise, produção
e dispensa dos medicamentos produzidos por essas plantas",
explica o professor.
O formulário foi lançado no fim do ano passado
no Simpósio Farmacêutico da Faculdade de Farmácia
da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na Zona da Mata
mineira. De acordo com Míriam Aparecida de Oliveira Pinto,
diretora da faculdade, o evento ocorreu estrategicamente para
divulgar o formulário ao meio farmacêutico, por
ser o público que mais usa informações sobre
os fitoterápicos. "O formulário é um
grande avanço em relação ao uso de produtos
e medicamentos produzidos à base de plantas medicinais. É importante
dar esse embasamento técnico e científico para
o uso adequado das plantas", comenta.
De acordo
com Carvalho, qualquer produto pode ter contraindicações
se não for preparado na dose adequada. Assim, ele pode
não ter a eficácia pretendida e causar alguma reação
indesejável ao paciente. "Todo o uso de medicamentos
produzidos à base de plantas medicinais precisa de uma
padronização, como condições de preparo,
recipiente adequado, tudo para obter o efeito desejado no organismo",
explica. Na opinião de Míriam, o uso de medicamentos
fitoterápicos deverá crescer com a padronização. "O
formulário chega em boa hora e servirá como embasamento
científico para o uso da fitoterapia como uma forma alternativa
nos tratamentos", acrescenta a diretora da UFJF.
Para os farmacêuticos que queiram manipular medicamentos
e produtos não inclusos no formulário, o primeiro
passo é procurar a Anvisa para registrá-los, como
explica o professor José Carlos Carvalho. "A farmácia
vai poder manipular só o que está no formulário.
Se ela quiser manipular algo diferente, terá que partir
para o registro na Anvisa. Lá, existem todas as regras."
Fim
das variações
regionais
Além dos médicos e farmacêuticos, o consumidor
desses produtos ganha muito com a padronização.
Ela é importante para o usuário por ser mais uma
forma de segurança para os produtos consumidos. Antes,
a produção dos fitoterápicos variava de
um estado para o outro. Agora, farmacêuticos de todo país
terão acesso ao formulário padronizado, que já está disponível
no site da Anvisa, órgão que fará as fiscalizações.
As farmácias de manipulação têm 90
dias, contados a partir de 11 de novembro, para se adequarem à nova
padronização imposta pelo Formulário Brasileiro
de Fitoterápicos da Farmacopeia. A resolução
foi denominada Resolução Diretoria Colegiada da
Anvisa RDC60/2011.
De acordo
com o professor Carvalho, o formulário sempre
visa o usuário final. "Isso é muito importante
para a população brasileira, pois nossa cultura
já utiliza os fitoterápicos, e oferece melhores
condições de manejo desses preparados, com uma
forma padronizada e adequada de uso", conclui. Para a professora
Míriam, é importante que as pessoas se informem
e recorram a um especialista qualificado quando vão utilizar
qualquer medicamento ou produto fitoterápico. "O
médico e o farmacêutico dão embasamento para
a preparação de formas farmacêuticas e fazem
a orientação do uso", explica Míriam.
Em Belo Horizonte,
muitos farmacêuticos já tomaram
conhecimento da padronização, por meio de consultas
aos sites da Associação dos Farmacêuticos
Magistrais e à própria Anvisa. Fernanda Abritta,
24 anos, farmacêutica da Chamomilla, afirma que, com a
padronização, o paciente poderá ter os medicamentos
e produtos prontos com mais rapidez. "Ainda não começamos,
mas vamos usar o formulário com o nosso Manual de Boas
Práticas para a gente produzir com todos os procedimentos
e o controle de qualidade que seguimos", explica. Para Fernanda,
a segurança dos usuários é o mais importante. "Agora
temos o formulário, sabemos onde consultar para ver se
o produto está coerente e para dar uma orientação
melhor para todos os nossos clientes", conclui.
REVISTA FATOR BRASIL
ADJ
Diabetes Brasil disponibiliza últimas cotas de patrocínio
da 15ª edição do Congresso
Com o objetivo
oferecer informações e educar pessoas
com diabetes, seus familiares e profissionais de saúde
envolvidos no seu tratamento, a ADJ Diabetes Brasil realiza o
15º Congresso da Associação de Diabetes, que
acontecerá nos dias 24 e 25 de março de 2012, na
Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas
(APCD), em São Paulo. A instituição está na
etapa final de comercialização das cotas de patrocínio.
Assim, os
patrocinadores terão a oportunidade de apresentar
a sua marca, as novidades de mercado, benefícios e novas
tecnologias ao paciente, além de associar a imagem da
empresa com uma causa social de extrema importância como
o diabetes.
Segundo Luiz
Kitamura, gerente de marketing, a empresa pode dialogar com
os clientes
de várias maneiras, podendo destacar
a inserção de logomarca nos diversos materiais
de divulgação, além da possibilidade de
distribuir material próprio e/ou brindes e também
ter o seu estande próprio e realizar vendas.
Com o tema
Diabetes e Qualidade de Vida Prevenir e Conviver, a expectativa é prestar serviço à comunidade,
com o objetivo de prevenir o diabetes, suas complicações
e também doenças associadas à hipertensão
e dislipidemia. Durante os dias 24 e 25 de março, são
esperadas mais de 2.500 pessoas.
Durante o
evento, o público-alvo poderá realizar
aferição da pressão arterial, testes de
glicemia e colesterol, avaliação da saúde
bucal e os profissionais farão a análise da circunferência
de cintura e IMC. No Espaço Viver Bem, haverá avaliação
e hidratação dos pés, massagem e nutrição.
No Espaço Institucional, haverá arte terapia,
atividades educativas, stand para entidades parceiras, lugar
para vendas se produtos com a grife ADJ e orientação
jurídica. Em paralelo, haverá palestras nos auditórios
sobre temas relacionados à qualidade de vida e ao tratamento
e controle do diabetes.
Além disso, haverá um espaço para academias,
alimentos funcionais, beleza e higiene, doces sem açúcar,
glicosímetros e tiras, hospitais, meias, cremes e sapatos
e planos de saúde.
A iniciativa
conta com o apoio da Federação Internacional
de Diabetes (IDF), Ministério da Saúde, Rede de
Educadores Latino Americana em Diabetes (Relad), Rede Nacional
de Pessoas com Diabetes (RNPD), Sociedade Brasileira de Diabetes
(SBD), Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade
e da Síndrome Metabólica (Abeso), Secretaria Municipal
de Saúde, Conselho Federal de Farmácia (CFF), Conselho
Regional de Nutrição 3ª Região, Conselho
Regional de Psicologia (CRP), OAB-SP, Seconci-SP, Sindusfarma,
Associação Brasileira de Enfermagem em Nefrologia
(SOBEN), Sociedade Brasileira de Estomaterapia (SOBEST) e Sociedade
de Pediatria de São Paulo (SPSP).
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br