23-01-12

 

Leia nesta edição:

- Operação cardíaca pouco invasiva eleva sobrevida de idoso

- Região perde 500 leitos em cinco anos

- Audição com rapidez

- Hotsite da Anvisa traz orientações sobre próteses mamárias

- Alunos de escolas públicas serão examinados por equipes de saúde a partir de março

- Transplante de até oito órgãos será feito no país

- Nova forma de diagnosticar o Mal de Parkinson chega ao Rio

- Cirurgias contra obesidade em adolescentes ainda suscitam dúvidas

- Cartilha sobre planos de saúde

- Empresas com cobertura

- Novo remédio contra tipo grave de câncer de pele é aprovado no Brasil

- Maioria dos paulistanos não possui plano de saúde privado, diz Ibope

- Parto domiciliar ganha adeptos, mas enfrenta resistência

- Árvore podre, fruto saudável

- Teste de osteoporose pode ter intervalo de 15 anos, diz estudo

- Médicos debatem mudança no diagnóstico de autismo

- Pilates ajuda pessoas com esclerose múltipla avançada

- Orçamento para saúde tem seu maior aumento nominal

- Anvisa apura se há excessos médicos na quantidade de prescrições de remédios de uso controlado

- Unimed é impedida de reajustar contrato de cliente que completou 60 anos

- Polícia abre inquérito para apurar suposta negligência em atendimento

- População deve denunciar hospitais, diz Ministério da Saúde

- Hospital Roberto Santos (BA) também usará Kan Ban

- Projetos filantrópicos treinam e capacitam quase 50 mil profissionais do SUS

- Calmantes lideram entre drogas controladas

- Força Nacional realiza primeiro treinamento

- Superintendente corporativo do Samaritano integrará conselho consultivo da instituição

- Fitoterápicos mais seguros

- ADJ Diabetes Brasil disponibiliza últimas cotas de patrocínio da 15ª edição do Congresso

Segunda-feira, 23.01.2012

FOLHA DE S. PAULO

Operação cardíaca pouco invasiva eleva sobrevida de idoso

Troca de válvula da aorta por cateter já é feita em hospitais brasileiros; eficácia começa a ser provada. Recuperação do paciente é mais rápida do que em cirurgia, mas falta comprovação de sucesso a longo prazo

Mariana Versolato

Risoleida Franco Bandeira, de 105 anos, conta que um dos segredos para se manter com saúde é não parar de se mexer. "Leio jornal, faço palavras cruzadas. Faço de tudo para não ficar paradona." Com tanta vitalidade, nem parece que ela foi submetida a dois procedimentos cardíacos nos últimos anos.

Dona Risoleida, que nasceu em Belém (PA) e mora no Rio, é a paciente mais velha do país a ter trocado a válvula aórtica por cateter, de maneira pouco invasiva. Ela fez o procedimento quando tinha 103. E, no ano passado, precisou colocar um stent ("mola" que abre a artéria) por causa de uma angina.

Antes da troca, sentia falta de ar e muito cansaço. Hoje, diz estar "muito bem". "Já posso tomar meu vinho e minha cervejinha", conta.

A substituição da válvula é indicada para quem tem estenose aórtica grave. A doença é típica da terceira idade -atinge até 5% dos idosos com mais de 75 anos. O problema é causado pela calcificação natural da válvula, o que pode dificultar ou até impedir a passagem do sangue do ventrículo direito do coração para o resto do corpo.

Até há pouco tempo, a troca era feita apenas por meio da cirurgia convencional, em que se abre o peito do paciente, um procedimento que requer internação longa (de dez a 12 dias, incluindo UTI) e um pós-operatório difícil.

"Alguns podem levar até dois anos se recuperando, por conta da idade", diz Luiz Antonio Carvalho, coordenador do Laboratório de Intervenção Cardiovascular do Pró-Cardíaco, no Rio.

Mas um terço dos pacientes que precisam fazer a troca da válvula por ter estenose grave não pode ser submetido à cirurgia por causa de idade avançada ou doenças que aumentam o risco de morte na operação.

Seria o caso de dona Risoleida, mas ela pôde ser operada por meio de um cateter, que entra pela virilha do paciente e leva ao coração uma válvula nova, feita de metal e material biológico.

"É uma solução quase mágica. Os pacientes voltam para casa em poucos dias e têm recuperação plena, considerando as limitações próprias da idade", diz Carvalho.

COMPROVAÇÃO

A troca de válvula por cateter já é praticada há quatro anos no Brasil e estudos agora comprovam sua eficácia na redução da mortalidade.

Uma pesquisa publicada no "New England Journal of Medicine" mostrou que o procedimento reduz o risco de morte dos idosos pela metade em um ano. Estima-se que, sem o tratamento, a estenose grave provoca a morte em até dois anos.

Mas segundo Marcos Valério de Resende, chefe do serviço de ecocardiografia do Hospital São Luiz, ainda não se sabe se a nova válvula é segura como a outra, usada na cirurgia convencional. "Não temos o resultado a longo prazo porque é algo novo."

DIÁRIO DO GRANDE ABC

Região perde 500 leitos em cinco anos

Com o fechamento de pelo menos seis hospitais particulares nos últimos cinco anos, o Grande ABC perdeu quase 500 leitos no setor privado de Saúde. Hoje, o número é de 2.766, contra 2.091 leitos na rede pública. Entre os equipamentos falidos estão o Neomater, Baeta Neves e São Caetano

Maíra Sanches

A série de desativações provocou aumento na procura por hospitais públicos da região. A avaliação é do coordenador do Grupo de Trabalho de Saúde do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e secretário de Saúde de São Bernardo, Arthur Chioro.

O setor ambulatorial do Sistema Único de Saúde foi o menos prejudicado. O gargalo está na rede de emergência, que atende casos graves e de alta complexidade. Parte da população prejudicada pelos fechamentos perdeu a referência na rede privada. A saída, então, passou a ser o SUS. "O impacto é claramente visível. A rede privada segura bem os casos de média e baixa complexidade, que são mais baratos. Mas, quando complica, vem para a gente. Oncologia, por exemplo, é um desastre. Ninguém quer atender. Na área que precisa abrir, não existe investimento", analisou. Chioro também citou as dificuldades geográficas. Às vezes, a assistência oferecida pelo plano de saúde está em outra cidade, o que abrevia o acesso. "O paciente não vai. Não tem dinheiro. Fica tudo para o SUS."

De acordo com a Agência Nacional de Saúde, 60% da população do Grande ABC são beneficiários de plano de saúde. Os dados mais atualizados são de setembro de 2011. Quase metade das famílias da região (45,8%) pertence às classes C e D, segundo o Instituto de Pesquisas da Universidade Municipal de São Caetano. De acordo com Chioro, esse é justamente o perfil da demanda SUS-dependente do Grande ABC.

Mesmo com a crise do setor privado, há pouca movimentação na região para estimular a criação de leitos particulares. "A exceção é a Rede D'Or. Se continuar o investimento, ajudará muito", aponta Chioro. O grupo carioca comprou o Hospital e Maternidade Brasil, de Santo André, e o Hospital Assunção, de São Bernardo, ambos em 2010. Juntas, as duas unidades somam 400 leitos. Além desses, está em construção um terceiro equipamento, que funcionará no mesmo espaço do antigo Hospital São Caetano.

Mesmo com essa importante contrapartida, Chioro avalia que a corrida pela criação de leitos ainda é vencida pelo SUS. "Avançamos muito mais do que o setor privado. O déficit na rede pública (de 1.500 leitos, publicado pelo Diário em abril de 2011) não se mantém hoje. Só de leitos em domicílio já abrimos 120, sem contar os dos Centros de Atenção Psicossocial e das Unidades de Pronto Atendimento."

Existe outro público prejudicado pelos fechamentos de hospitais particulares: os usuários que permanecem com planos de saúde. As alternativas diminuíram. Com isso, houve concentração da demanda e o reflexo pode ser medido, novamente, nos prontos-socorros.

Atualmente uma das principais reclamações dos beneficiários é a demora no atendimento. Leva-se até quatro horas para concluir a saga: triagem, consulta, exames e medicação. Em 2011, o Hospital e Maternidade Brasil, em Santo André, e o Hospital Assunção, em São Bernardo, já sentiam aumento de 25% na frequência de pacientes nos PSs.

Ontem à tarde, o paciente do Hospital Brasil Alfredo Torres, 86 anos, que tem convênio médico com internação em apartamento, teve de esperar por vaga em outro local, conforme informou o genro, Nelson Sampaio, 65. Ele teve uma sequência de crises de hipoglicemia. "Informaram que não podem internar porque está lotado. Não há leito nem na enfermaria. Ou seja, pagamos pelo convênio, tem hospital, mas não tem atendimento."

Torres foi colocado de forma improvisada em quarto no pronto-atendimento até que fosse localizada vaga em outra unidade de Saúde da região.

Unidades devem acompanhar transformação tecnológica

A modernização da medicina nos últimos 20 anos não foi acompanhada por todos os centros hospitalares. Muitos, mesmo com tradição, ficaram pelo caminho e deixaram de equipar os leitos de alta complexidade para receber a demanda reprimida.

"Alguns hospitais perderam o trem. Entraram na década de 1990 completamente diferente de outros. Fruto da transição tecnológica. Não houve investimento" disse o coordenador do GT de Saúde do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Arthur Chioro.

O médico e professor da Universidade Municipal de São Caetano, mestre em Administração, Isaac Gil, concorda com a adequação que os hospitais precisam alcançar hoje para oferecer atendimento de qualidade. "O aperfeiçoamento da gestão das instituições e a oferta de recursos aumentam a capacidade de absorver a demanda e as soluções que a população precisa", ponderou.

O período de internação dos pacientes caiu bastante de 20 anos para cá. Com isso, houve redução na criação de leitos hospitalares. "Há 15 anos o paciente que operava cálculo de vesícula raramente tinha alta com menos de sete dias. Hoje, com videolaparoscopia, se fica internado 24 horas é muito", comparou Chioro.

RESSARCIMENTO

O governo federal prometeu, em 2011, acelerar a cobrança por pagamento das operadoras de Saúde quando o beneficiário utilizar a rede pública. O ressarcimento deve ser realizado ao Sistema Único de Saúde, mas o processo é lento. Atualmente o Ministério da Saúde busca com a Agência Nacional de Saúde Suplementar regulamentar o funcionamento para obter dados dos atendimentos.

O valor pago por operadoras bateu recorde no primeiro semestre de 2011. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foram R$ 25 milhões, mais do que o total recebido pelo SUS entre 2008 e 2010.

"O paciente tem direito. O correto seria que a rede pública cobrasse dos convênios, mas não há regulamentação. Isso gera enorme aumento de demanda", afirmou o novo presidente da Fundação do ABC, Mauricio Mindrisz.

CORREIO BRAZILIENSE

Audição com rapidez

Nova técnica para reconstituição de tímpanos rompidos evita anestesia geral, dura apenas 20 minutos e descarta necessidade de cuidado hospitalar pós-procedimento

Paloma Oliveto

Seja por acidente ou descuido, algumas pessoas perfuram o tímpano, aquela membrana fina que separa a orelha da parte média do ouvido. Dor, zumbido, perda da audição e infecções são alguns dos problemas decorrentes, que costumam sumir depois de o buraquinho se fechar. Na maioria das vezes, isso acontece espontaneamente. Quando se passam meses sem que a cicatrização ocorra, porém, é preciso se submeter a uma cirurgia, que, embora simples, exige hospitalização e, no caso de crianças, anestesia geral. Uma técnica desenvolvida por médicos canadenses do Sainte-Justine University Hospital Centre torna o procedimento bem mais simples: em 20 minutos, o paciente vai embora, sem sequer precisar passar pelo centro cirúrgico.

O método de reconstituição do tímpano já foi aplicado em cerca de 400 pacientes a partir de 4 anos, com um índice de sucesso de 92,7%, no caso de adultos, e de 85,6% em relação às crianças. Em um estudo publicado no jornal especializado Archives of Otolaryngology - Head and Neck Surgery, o otorrinolaringologista Issam Saliba descreve o procedimento e afirma que, em comparação à técnica tradicional, a chamada miringotomia com enxerto de gordura e ácido hialurônico é tão satisfatória quanto, com a vantagem de ser mais barata, rápida e não exigir pós-operatório.

Nesta semana, Saliba apresentou o resultado do estudo à imprensa mundial, em uma entrevista transmitida pela internet em tempo real. De acordo com ele, no Canadá, cada procedimento economiza cerca de US$ 1,5 mil, e poupa os pacientes dos 10 a 15 dias que precisam ficar afastados do trabalho ou da escola pela técnica tradicional. "As técnicas tradicionais demoram entre uma ou duas horas, e é necessário preparar um centro cirúrgico. Por isso, no Canadá, geralmente as pessoas esperam um ano, um ano e meio para conseguir fazer a cirurgia. O novo procedimento dispensa anestesia geral, hospitalização e uso de sala de operação, o que faz dele mais rápido, barato e acessível", garante Saliba.

Embora, no estudo, o médico descreva a experiência do método em adultos, ele se concentra nos pacientes pediátricos, cujos casos costumam ser mais delicados. As operações tradicionais são indicadas a partir dos 7 anos, porque as crianças precisam receber anestesia geral, o que poderia ser arriscado antes dessa idade. No enxerto com ácido hialurônico, porém, o otorrinolaringologista apenas seda os pequenos pacientes e aplica anestesia local, permitindo que o procedimento seja realizado desde os 4 anos, idade em que muitas crianças perfuram o tímpano em acidentes domésticos, como enfiar um lápis no ouvido.

Melhora sensível

Benjamin Côté, 10 anos, foi um dos beneficiados com a nova técnica. Ele compareceu à coletiva de imprensa para dar seu depoimento e contou que a qualidade de vida melhorou muito depois do enxerto. Devido a constantes infecções no ouvido, o tímpano esquerdo do garoto ficou lesionado, e ele perdeu 50% da audição. "Na escola, era difícil. Eu conseguia escutar os tons graves das vozes masculinas, mas os agudos femininos eram muito confusos. Minhas professoras quebravam a cabeça para tentar me colocar em uma posição na qual eu pudesse ouvir bem, mas perdi muito conteúdo e minha mãe chegou a pensar que eu tinha déficit de atenção", relatou.

Nadar era outro problema para o menino, que evitava a água com medo de mais infecções. "Ele passou por muitos desafios na escola e no dia a dia. Os primos brincavam na piscina e o Benjamin só podia molhar os pés", contou a mãe, Melanie Fortier. Aos 8 anos, o garoto passou pelo procedimento no Hospital Universitário de Sainte-Justine. Um ano depois, o tímpano estava completamente restabelecido. Passados quatro meses, porém, Benjamin já havia começado a recuperar a audição.

De acordo com Saliba, o procedimento é feito pelo canal auditivo e a técnica permite que o próprio corpo reconstitua a membrana em cerca de dois meses. Antes de começar o procedimento, é retirado um pedaço de tecido da parte de trás do lóbulo da orelha, com tamanho pelo menos duas vezes maior que a perfuração do tímpano. Esse enxerto vai estimular a vascularização no local e a migração de células até o buraco na membrana; ou seja, é o que fará a lesão se cicatrizar.

O ácido hialurônico, que ajuda na recuperação do tecido, é aplicado em forma de uma fina lâmina incolor, parecida com uma cola, que veda a cavidade média do ouvido. Coberta por gelatina, ela é absorvida pelo organismo em até dois meses. "As pessoas associam o ácido a procedimentos cosméticos, porque ele é usado no preenchimento de rugas e linhas de expressão", diz John J. Voorhees, professor de dermatologia da Universidade de Michigan, que não participou do estudo de Saliba. "Na verdade, ele consegue preencher as rugas justamente porque estimula a formação de fibroblastos, as células que, na pele, produzem o colágeno."

Recuperação

Depois do procedimento - Saliba destaca que não se trata de cirurgia -, o paciente sai da clínica e pode ir para a escola ou o trabalho no mesmo dia. Não é necessário um período de recuperação, ao contrário das cirurgias tradicionais. O método, porém, só é válido no caso de tímpanos perfurados sem comprometimento dos ossos. Caso o acidente tenha fraturado os ossinhos que também fazem parte da cavidade média do ouvido, é preciso submeter o paciente a uma operação, para regenerá-los.

Issam Saliba contou que a ideia da técnica surgiu há cinco anos - "A maçã caiu na minha cabeça", brincou, fazendo uma referência à lenda de que a lei da gravitação universal foi postulada por Isaac Newton depois que uma fruta em cima do físico inglês enquanto ele estava sentado à sombra de uma árvore. Ele lembrou que a miringotomia com enxerto de gordura e ácido hialurônico é a fusão de duas técnicas já existentes, mas que, sozinhas, não conseguiram muito êxito. "Ambas têm suas vantagens, então imaginei que, juntas, poderiam resultar em uma excelente técnica. Acredito que conseguimos fazer com que isso virasse realidade", disse.

AGÊNCIA BRASIL

Hotsite da Anvisa traz orientações sobre próteses mamárias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um hotsite que concentra informações sobre implantes mamários com próteses de silicone.

Estão disponíveis informações técnicas e alertas sobre o uso das próteses e orientações para pacientes e médicos de procedimentos para diagnóstico e para os casos de reação adversa e eventual necessidade de remoção.

O hotsite ainda permite que as pacientes e os médicos encaminhem notificações sobre a prótese implantada e o relato de qualquer ocorrência. Há ainda link para a consulta pública, no ar até 17 de fevereiro, sobre a resolução que a Anvisa adotará tornando obrigatória a realização de testes para todas as remessas de implantes mamários que chegarem ao país.

A Anvisa cancelou o registro das próteses mamárias das marcas PIP (fabricada na França) e Rofil (fabricada na Holanda) devido a adulterações do produto e o risco à saúde. A agência mantém também uma central de atendimento pelo telefone 0800-6429782.

AGÊNCIA BRASIL

Alunos de escolas públicas serão examinados por equipes de saúde a partir de março

As condições de saúde de 11 milhões de estudantes de escolas públicas brasileiras serão avaliadas por médicos, enfermeiros e dentistas das unidades básicas de Saúde a partir de março. Os profissionais estarão em 50 mil escolas de 2 mil municípios do país.

“Muitas vezes, um problema de saúde, se não for identificado, pode atrapalhar o rendimento escolar”, disse a presidenta Dilma Rousseff no programa de rádio Café com a Presidenta. Ela acrescentou que o governo deverá ainda envolver os pais no combate à obesidade infantil,

problema que afeta um quinto das crianças brasileiras. “Reduzindo a obesidade infantil, vamos prevenir outras doenças que podem ocorrer no futuro, como a hipertensão e o diabetes”, explicou.

Dilma Rousseff destacou também as alterações no programa de vacinação infantil, que ocorrem a partir de agosto. A vacina contra a pólio, conhecida como paralisia infantil, será injetável nas duas primeiras doses para bebês e crianças. “Há 22 anos não registramos nenhum caso de paralisia infantil transmitido no país, mas a pólio ainda existe em 24 países. Como as pessoas viajam de lugar para outro e podem trazer o vírus, precisamos manter nossas crianças protegidas”, destacou Dilma.

Entretanto, a dose oral, com a campanha do Zé Gotinha, irá continuar para manter a proteção de crianças até cinco anos de idade.

Outra alteração no calendário de vacinação se refere à vacina pentavalente. Ela é a soma de duas vacinas já existentes: a da hepatite B e a tetravalente. “Com uma só injeção, a vacina pentavalente vai proteger agora a criança contra cinco doenças: o tétano, a difteria, a coqueluche, a hepatite B e um tipo de meningite grave”, disse. “A combinação das vacinas é boa para a criança, que vai precisar tomar uma injeção a menos, mas também é um avanço no processo de vacinação”, completou.

A presidenta lembrou também que a meta do governo é investir R$ 7,6 bilhões para construir 6 mil escolas de educação infantil até 2014.

Domingo, 22.01.2012

FOLHA DE S. PAULO

Transplante de até oito órgãos será feito no país

Hospital das Clínicas e Albert Einstein poderão realizar a cirurgia. Procedimento é indicado em casos de falência intestinal por causa de tumores e outras doenças

Cláudia Colucci

Está quase tudo pronto para que o Brasil faça seu primeiro transplante multivisceral. Dois hospitais paulistanos (Albert Einstein e Hospital das Clínicas) já receberam sinal verde do Ministério da Saúde para realizar a cirurgia em que até oito órgãos são transplantados de uma vez para o corpo do paciente.

"É como pegar um carro velho e trocar o motor inteiro." A analogia feita pelo cirurgião brasileiro Rodrigo Vianna, que dirige o maior centro de transplante multivisceral do mundo, em Indianápolis (EUA), ilustra a complexidade da operação.

O transplante envolve "a troca" de intestinos, estômago, fígado e pâncreas - às vezes, é necessário substituir rins e baço. "Vai depender da extensão da doença."

Nos EUA, a cirurgia é feita há uma década e pode custar US$ 1 milhão. Leva de oito a 12 horas e envolve uma equipe de 25 profissionais.

O paciente fica, em média, três semanas no hospital. As chances de rejeição (não necessariamente de perda do órgão transplantado) no primeiro ano variam entre 20% e 30%. E a taxa de sobrevida chega a 90% nos melhores centros norte-americanos.

BRASIL

Estima-se que ao menos 400 brasileiros necessitem desse tipo de transplante. Nos últimos anos, ao menos cinco fizeram a cirurgia no exterior e acionaram, judicialmente, o governo ou os planos de saúde para o reembolso das despesas.

Numa primeira fase, o Ministério da Saúde autorizou 20 cirurgias experimentais, dez no HC e dez no Einstein. Para o HC foram liberados R$ 2 milhões. O Einstein fará os transplantes por meio do seu programa de filantropia.

Após esse teste, o ministério vai avaliar os resultados, os custos e decidir se o procedimento será feito como rotina. "Não temos pressa. Queremos montar um programa sério, com resultados satisfatórios para o paciente" diz Ben-Hur Ferraz Neto, coordenador da equipe de transplante de fígado do Einstein.

As equipes dos hospitais foram treinadas em centros americanos e ingleses de referência. O HC está "repatriando" um médico do centro de transplante multivisceral de Pittsburgh (EUA), o brasileiro Rui Jorge Cruz Júnior.

Luiz Carneiro, diretor do serviço de transplante de fígado do HC, afirma que a Secretaria de Estado da Saúde estabelecerá, nos próximos dias, os critérios para a realização do transplante. "A preocupação é que a cirurgia não interfira na fila de espera de outros transplantes."

À ESPERA

No Einstein, uma paciente com tumor já está internada à espera de um doador. Muitas das pessoas que precisam do transplante multivisceral tiveram o intestino retirado ou passaram por diversas cirurgias no sistema digestivo (às vezes, mais de 40). Isso deixa o abdome atrofiado e torna necessário que o doador seja menor, para que os órgãos "sirvam" no receptor.

"Quando não cabem, é um problema. Às vezes é preciso trazer a parede abdominal do doador para fechar o abdome do paciente, porque falta tecido", diz Rodrigo Vianna.

A principal indicação do transplante é para casos de falência intestinal, em que a pessoa passa a receber nutrientes por cateteres.

Essa nutrição está associada a complicações graves, como infecções e falência hepática. Nesses casos, só mesmo o transplante de intestino ou o multivisceral (quando mais órgãos estão comprometidos) pode salvar o paciente.

No passado, o Brasil fez alguns transplantes de intestino, mas sem sucesso. "A operação exige infraestrutura de ponta. É caro e a internação é longa", diz Luiz Carneiro.

Segundo Rodrigo Vianna, quando deixa o hospital, a pessoa precisa de suporte intenso de "home care", medicações caras e auxílio nutricional. O intestino demora a dar sinais de infecção. Quando dá, pode ser tarde. Para monitorar, é necessário fazer exames periódicos.

Após os três primeiros meses, os pacientes começam a voltar às atividades normais. O aposentado Noé Rolli, um dos pacientes de Vianna, "estreou" o novo intestino em uma churrascaria em Indianápolis. "Ele virou cliente VIP", brinca o médico.

O GLOBO ONLINE

Nova forma de diagnosticar o Mal de Parkinson chega ao Rio

Exame usado para ajudar a diagnosticar problemas como obstruções coronarianas e alterações da tireoide, a cintilografia ganhou uma nova aplicação: vem sendo capaz de mostrar, também, se o paciente tem Mal de Parkinson e em que grau. A técnica teve sua utilidade pesquisada por médicos do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, e já está sendo empregada no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio. A vantagem é que ela torna mais fácil determinar se o paciente tem mesmo Parkinson, uma vez que os tremores, um dos principais sintomas da doença, podem ter diversas outras causas.

- Com o envelhecimento da população em países como o Brasil, onde a expectativa de vida está aumentando, a incidência da Doença de Parkinson vem aumentando - diz Cláudio Tinoco, coordenador do Serviço de Medicina Nuclear do Pró-Cardíaco. - Sabe-se que ela decorre da perda acelerada e importante do neurotransmissor dopamina, que até certo ponto é normal, a partir dos 40 anos. Na técnica descrita pelos pesquisadores do Einstein, injeta-se o radiotraçador Trodat-1, capaz de se ligar aos neurônios que produzem dopamina, na veia do paciente que será submetido à cintilografia. Se houver pouca produção de dopamina no cérebro, esta substância aparecerá em pouca quantidade na imagem obtida no exame, o que permite um diagnóstico mais preciso: quando alguém apresenta tremores mas seu nível de dopamina é normal, está excluída a hipótese de ter Doença de Parkinson.

A Organização Mundial de Saúde diz que 1% da população sofre do Mal de Parkinson, doença degenerativa do sistema nervoso, e estima que este número vá dobrar até 2040. No Brasil, há cerca de 250 mil casos. Além dos tremores, os principais sintomas são rigidez nos braços e pernas, instabilidade postural (o que eleva o risco de quedas) e bradicinesia (movimentação lenta).

No Pró-Cardíaco, a cintilografia é feita num aparelho SPECT/CT, usado também para tomografias computadorizadas - o que permite ao médico realizar a fusão das imagens geradas nos dois exames, a fim de obter um panorama mais acurado. No caso do diagnóstico de Parkinson, a equipe do hospital usa, além da cintilografia, a tomografia do crânio para analisar a distribuição dos neurônios produtores de dopamina. Alguns planos de saúde têm coberto a cintilografia pedida com esta finalidade, diz Cláudio Tinoco. Quando isso não acontece, o exame custa R$ 2.105.

A equipe do Einstein, agora, estuda como determinar a propensão de uma pessoa a desenvolver a doença, o que poderia levar à criação de estratégias para evitá-la ou, pelo menos, abrandar seus sintomas.

VEJA.COM

Cirurgias contra obesidade em adolescentes ainda suscitam dúvidas

Anêmona Hartocollis Nova York - Apesar de ser importunada desde a quarta série por ser gorda, Shani Gofman aprendeu a lidar com isso. Ela tirava boas notas e participava do clube de teatro na escola. Tinha bons amigos e um namorado que conheceu pelo Facebook. Ela até mostrava suas curvas vestindo leggings de lycra e camisas apertadas. Quando sua pediatra, Dra. Senya Vayner, mencionou pela primeira vez a cirurgia para perda de peso, Gofman tinha 17 anos, ainda morava com os pais e seu quarto era decorado com estrelas que brilham no escuro, porque ela tinha medo da escuridão. Sem dúvida, com cerca de 1,5 metro de altura e mais de 113 kg, ela estava com sobrepeso. No entanto, disse que não estava interessada e que poderia fazer uma dieta. "Eu vou perder peso", disse Gofman a sua médica. Profeticamente, Vayner afirmou: "Não é culpa sua, mas você não vai conseguir". Junto com a epidemia de obesidade nos Estados Unidos, as cirurgias de perda de peso explodiram, com cerca de 220 mil operações por ano - tendo se multiplicado por sete em uma década, segundo dados do setor - custando mais de 6 bilhões de dólares por ano.

E o grupo que começou a se submeter a elas mais recentemente é formado por pacientes jovens como Gofman, que permitiu que o New York Times a acompanhasse durante um ano, período em que ela se submeteu à operação e embarcou em uma jornada para perder peso, envolvendo desafios a seu moral, sua autoimagem e a suas relações com a família e amigos. No entanto, a eficácia a longo prazo da cirurgia de perda de peso, incluindo aquela que envolve colocar uma banda ao redor do estômago, o procedimento pelo qual passou Gofman, ainda é questionada. E a tendência a realizar essas cirurgias em jovens tem levado a uma certa resistência dos médicos, que dizem que operar pacientes cujo corpo ainda está em desenvolvimento e que ainda não tiveram muito tempo para perder peso por si mesmos é algo muito drástico. "Eu acho que é bastante extremo mudar a anatomia de uma criança quando nem sequer se tentou outras alternativas", disse a Dra.

Wendy M. Scinto, médica de família de Manlius, Nova York, que é especializada em endocrinologia pediátrica. Ao contrário dos pacientes mais velhos, "não existe uma grande urgência em operar, pois eles não correm risco de vida", advertiu. Um a dois por cento das cirurgias para perda de peso, também conhecidas como bariátricas, são praticadas em pacientes com menos de 21 anos, mas há pesquisas que estão avaliando os resultados da intervenção em crianças até 12 anos. A Allergan, fabricante do popular Lap-Band, uma banda de silicone que é inserida cirurgicamente e constringe o estômago para que o paciente se sinta satisfeito rapidamente, solicitou autorização da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA para promover a banda entre pacientes até 14 anos, quatro anos mais jovens do que o permitido atualmente. Hospitais de todo o país inauguraram centros bariátricos para adolescentes nos últimos anos.

Os médicos que estão abertos a operar pacientes mais jovens acham que há evidências consideráveis de que fazer dieta muitas vezes não dá certo. "A maioria de nós testemunhou a medicina consagrada dar o mesmo conselho repetidamente às crianças obesas. Elas continuam a ouvir que precisam seguir uma dieta e brincar mais ao ar livre", disse o Dr. Thomas Inge, professor de cirurgia e pediatria da Universidade de Cincinnati, que está participando de um estudo sobre a cirurgia para perda de peso em adolescentes dos Institutos Nacionais de Saúde.

Em dezembro de 2010, Gofman, que tinha acabado de fazer 19 anos, chegou acompanhada de sua mãe ao consultório do Dr. Danny Sherwinter, o atlético e loquaz chefe de cirurgia bariátrica do Centro Médico Maimonides, no Brooklyn. Gofman estava nervosa, mas animada. Ela tinha decidido fazer a cirurgia da banda gástrica, a única que Sherwinter faz, porque é reversível e tem um risco relativamente baixo.

Ela pesava 123 kg, com índice de massa corporal de 51, bem acima do mínimo de 40 ou 35 para pessoas com pelo menos um outro problema de saúde relacionado à obesidade, que era necessário para o uso da banda (em fevereiro, o FDA se recusou a estabelecer 30 como o índice de massa corporal mínimo - isto é, o limiar da obesidade - para os pacientes com outros problemas de saúde). Sherwinter disse a Gofman que, de acordo com a média, ela poderia esperar perder cerca de 40 por cento de excesso de peso, isto é, de 32 a 36 kg. "O que é melhor do que qualquer dieta que existe por aí", disse ele. "A nossa expectativa é de que você chegue a cerca de 90 quilos." A operação demorou cerca de 25 minutos. O Child Health Plus, um plano estadual popular de saúde, cobriu o custo de 21,369 dólares. Atualmente, o Medicaid, na maioria dos estados, e muitos seguros privados, cobre a cirurgia bariátrica, muitas vezes mais facilmente do que planos de dieta e exercício.

Dúvidas a longo prazo A cirurgia à qual Gofman foi submetida, chamada de banda gástrica ajustável por laparoscopia, representa cerca de 39% de todas as cirurgias bariátricas. Os outros dois principais tipos são o bypass gástrico em Y de Roux, que implica grampear o estômago para fazer um saco e rearranjar o intestino, e a gastrectomia vertical, que consiste em remover a maior parte do estômago, transformando o que resta dele em um tubo fino. A Allergan, que também fabrica o Botox, domina o mercado de bandas gástricas, a tal ponto que o Lap-Band é frequentemente mencionado como um nome genérico, tal como Kleenex e Band-aid. No entanto, os esforços para obter aprovação do FDA para vendê-lo a pacientes mais jovens surgiram em meio à observação dos primeiros indícios de que a banda gástrica pode produzir resultados ruins a longo prazo. Uma pesquisa belga, realizada em pacientes adultos, descobriu que aproximadamente metade deles removeu a banda até 12 anos após colocá-la, por diversas razões, de acordo com o autor principal, Dr.

Jacques Himpens: eles não perderam muito peso; recuperaram o que tinham perdido; sofreram frequentemente com azia ou vômitos; e, em alguns casos, a banda escapou e penetrou o estômago. Outra pesquisa, realizada na Austrália, revelou que um terço das cirurgias realizadas em adolescentes exigiu que operações subsequentes fossem feitas nos dois anos seguintes à primeira intervenção, muitas vezes por "dilatação do saco", quando o estômago, localizado acima da banda, acaba por se dilatar, o que pode acontecer se o paciente não seguir o regime e tentar comer demais. Cathy Taylor, porta-voz da Allergan, observou que tais estudos se basearam em pequenas amostragens. Taylor disse que os estudos realizados com adultos não refletem as recentes melhorias implementadas na banda e nas técnicas cirúrgicas. Ela afirmou ainda que as complicações que ocorreram na pesquisa desenvolvida junto a adolescentes não são graves.

Observando resultados Gofman chegou para a sua primeira consulta pós-operatória 13 dias após a cirurgia. A balança marcou 114 kg, nove abaixo do seu último peso registrado. No entanto, seu ânimo não parecia corresponder à perda dos quilos. "Você disse que eu poderia comer um pouco de purê de batatas", disse ela a Sherwinter. "Eu medi a quantidade. Eu não me senti nada satisfeita. Então, eu me senti mal. Comi um pouquinho e, depois, um pouquinho mais, e ainda não me sentia cheia. Mas eu parei." Gofman queria um "enchimento" de banda, uma infusão de soro fisiológico para fazê-lo constringir ainda mais o estômago, apesar de Sherwinter ter dito a ela para esperar seis semanas. Em seguida, ela confessou que também tinha comido um guioza. Mais tarde, ao esperar o trem para o trabalho na plataforma do metrô, Gofman se queixou de como a cirurgia tinha mudado o ritmo da sua casa. "Minha mãe não cozinha tanto, já que não tem ninguém para comer", disse ela.

Três semanas depois, ela tinha perdido quatro quilos a mais e estava com 110. Passou a vestir 48 - antes, vestia 54 - e tinha comprado várias calças jeans. Ele havia se matriculado em uma academia e comprado um maiô. "Meus amigos me davam parabéns", disse ela à médica assistente, Elana Guzman. "Agora eu saio mais. É mais fácil subir escadas. Não é tão difícil me exercitar. Eu posso vestir um monte de roupas que antes não me serviam." Então veio o verão. Gofman ganhou uma viagem para Israel, para onde foi com outros adolescentes. Ela deixou de ir a consultas e começou a comer mais. Por volta do outono, ela tinha cancelado sua matrícula na academia porque era muito cara. Quando o hospital entrou em contato para pedir que ela fosse ao médico, ela disse que estava ocupada. No entanto, a verdade era que ela não tinha mais idade para se beneficiar do programa de seguro de saúde infantil e estava envergonhada por ter ganho peso.

Finalmente, confessou ao hospital que não tinha como pagar pelo atendimento. A médica assistente disse que eles "dariam um jeito". Gofman, que acaba de completar 20 anos, teve uma consulta com Sherwinter em novembro. Ela tinha recuperado quase a metade do peso que perdeu. Ele não a repreendeu, nem a culpou. Ele apertou a banda de modo que dois ovos mexidos levassem uma hora e meia para passar pelo estômago. Gofman não quer revelar quanto pesa, mas sente fome constantemente e progride lentamente. O seu namorado a conforta, contou ela. "Eu digo: Não vejo a hora de ficar magra, e ele diz: Você é linda do jeito que é."

CORREIO DO POVO

Cartilha sobre planos de saúde

O Procon RS, em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar, lançou ontem cartilha com as novas regras dos planos de saúde. "A maior demanda é pela informação. É um direito do consumidor obtê-la de forma clara e precisa", afirmou o diretor do Procon RS, Cristiano Aquino. Uma das novidades da resolução é a portabilidade do plano. Mais informações estão no site www.ans.gov.br.

REVISTA ISTO É

Empresas com cobertura

Ricardo Boechat

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, a faixa etária de beneficiários de plano de saúde que mais cresce no País vai de 19 a 58 anos - 6,6% nos últimos 12 meses.

A alta está associada aos planos coletivos empresariais. A faixa etária de 0 até 18 anos, por ter menos pessoas em idade ativa, perdeu representatividade relativa em 2010.

PORTAL G1

Novo remédio contra tipo grave de câncer de pele é aprovado no Brasil

Vemurafenibe é indicado para os casos de melanoma avançado. Medicamento serve para cerca de 50% dos casos da doença

Um novo tratamento contra o melanoma avançado foi aprovado neste mês de janeiro e está disponível para os pacientes brasileiros. O remédio se apresenta como uma alternativa à quimioterapia e, nos testes, teve resultados até melhores do que o tradicional método de combate ao câncer.

O melanoma é um tipo de tumor que se forma na pele. Nos casos mais avançados, chega ao ponto da metástase, quando o câncer se espalha por outros órgãos.

O medicamento que acaba de chegar se chama vemurafenibe, e seu nome comercial é Zelboraf. Antonio Buzaid, chefe-geral do Centro de Oncologia do Hospital São José, em São Paulo, explicou que o remédio faz parte da “família da terapia alvo”. “Ele ataca alvos específicos da célula cancerosa”, apontou o médico.

O alvo em questão é uma proteína ligada ao processo de disseminação do tumor no corpo. Em cerca de 50% dos casos de melanoma avançado, é uma mutação genética que causa a doença.

O vemurafenibe só funciona nesses casos, e existe um teste capaz de mostrar se cada paciente tem ou não a mutação, que deve ser feito antes do tratamento. O teste e o medicamento em si foram aprovados recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Em comparação com a quimioterapia, o remédio é mais eficiente. Os testes feitos até agora mostraram que 48,4% dos pacientes responderam ao tratamento com vemurafenibe, enquanto apenas 5,5% apresentam melhora com a quimioterapia.

O tempo médio de sobrevida sem nenhuma piora foi de 5,3 meses; na quimioterapia, esse tempo é de 1,6 mês. O risco de morte registrado no estudo foi 63% menor entre os pacientes tratados com o remédio.

“Pode não curar, mas claramente beneficia pacientes com melanoma metastático”, disse Buzaid. Por enquanto, o tratamento só é aprovado para os casos mais avançados, e novos estudos mostrarão se ela pode ser usada também antes que o tumor se alastre. Segundo o médico, os tratamentos de câncer geralmente começam a ser testados nas fases mais agudas da doença.

CONSUMIDOR-RS

Maioria dos paulistanos não possui plano de saúde privado, diz Ibope

A maioria dos paulistanos não possui plano sa saúde privado, aponta pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência. De 1.512 entrevistados, 66% afirmaram não possuir nenhum tipo de plano.

Por outro lado, 32% possuem um plano de saúde e, desse grupo, 54% têm um plano particular, enquanto que 42% afirmaram ter um plano empresarial. Ainda, a maioria dos que possuem um plano privado está no plano na condição de dependente (72%). Apenas 26% se colocam como titular.

Espera por exames, consultas e cirurgias De acordo com o levantamento, que ocorreu entre os dias 25 de novembro e 12 de dezembro do ano passado, quem tinha um plano de saúde privado passou pela consulta médica cerca de 15 dias após tê-la marcado, em média. Um exame demorou 17 dias para acontecer, contando a partir da data em que foi agendado.

Na saúde pública a população esperou, em média, 52 dias para passar por uma consulta médica e 65 dias para realizar um exame. Em relação aos procedimentos mais complexos, como internações e intervenções cirúrgicas, na saúde pública houve uma espera média de 146 dias em 2011, enquanto quem tinha plano de saúde privado esperou 39 dias.

Novas regras no atendimento

Entrou em vigor, no dia 19 de dezembro do ano passado a Resolução Normativa de número 259 da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar, que determina prazos para o atendimento em planos de saúde.

A medida garante aos consumidores a marcação de consultas, exames e cirurgias nos prazos máximos de três a 21 dias, dependendo do procedimento. As empresas que não cumprirem o determinado sofrerão penalidades e poderão, em casos de descumprimentos constantes, passar por medidas administrativas, tais como a suspensão da comercialização de parte ou de todos os seus produtos e a decretação do regime de direção técnica, inclusive com a possibilidade de afastamento dos dirigentes da empresa.

Segundo a ANS, o prazo para que o usuário seja atendido começa a contar a partir da data de marcação da consulta ou procedimento. Nos casos de problemas, o consumidor deverá solicitar o número de protocolo deste atendimento feito pela operadora como comprovante da solicitação feita.

Se a empresa não oferecer solução, o usuário deverá ter em mãos o número do protocolo e fazer denúncia à ANS, por meio de um dos canais de relacionamento.

PORTAL R7

Parto domiciliar ganha adeptos, mas enfrenta resistência

Cremesp passou a não recomendar o procedimento por causa de riscos à mãe e ao bebê

O parto domiciliar, tendência que cresce no mundo todo e adotada por celebridades como Gisele Bündchen, encontra resistência de médicos. Se por um lado gestantes e muitos profissionais defendem um modo mais natural de dar à luz, órgãos como o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) alertam para riscos.

Em junho passado, o Cremesp passou a não recomendar o procedimento nos domicílios - salvo em casos de urgência. As mulheres que não abrem mão de ter o filho em casa acabam recorrendo a parteiras e doulas - um tipo de assistente.

Embora não haja dados nacionais sobre mães que preferem o lar ao hospital, sabe-se que o número é crescente. Na opinião delas, o parto em casa é uma conquista, por ser mais humanizado e diminuir as intervenções médicas. E representaria uma vivência de profunda intimidade feminina. Não à toa, os nascimentos em casa nos Estados Unidos subiram 20% entre 2004 e 2008, segundo pesquisa da Birth, publicação especializada em cuidados perinatais.

O posicionamento do Cremesp não é uma medida proibitiva, mas se o médico fizer um parto domiciliar e algo der errado, ele será cobrado, diz Silvana Morandini, conselheira do órgão. "Muitas vezes, a paciente aceita fazer parto em casa porque não sabe dos riscos que ela e seu bebê correm", explica.

Sábado-feira, 21.01.2012

REVISTA CARTA CAPITAL

Árvore podre, fruto saudável

Como um império hospitalar quebrado na Itália legou à Bahia um centro de referência na área médica

"O que na Itália não deu certo, no Brasil pode virar um sucesso e, de fato, já é." Essa declaração de um ex-funcionário italiano de Dom Luigi Verzé, que pediu anonimato, resulta comprovada muito claramente ao se comparar o êxito do Monte Tabor - Centro Ítalo-Brasileiro de Promoção Sanitária Hospital São Rafael, fundado em 6 de agosto de 1974, em Salvador - com as peripécias judiciais do homônimo hospital de Milão, importante centro de saúde e pesquisas falido faz poucos meses.

Ambos fundados por Dom Verzé. Só que, na Itália, em 23 de janeiro, uma CPI da região da Lombardia inicia os inquéritos sobre as causas da quebra. No Brasil, a situação é totalmente diferente, até oposta, e, além disso, asseguram tanto o advogado Eugênio Kruschewsky, representante legal do Monte Tabor, quanto o secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla, as duas instituições hoje têm apenas uma relação comum "de origem", mas "nenhum laço financeiro". Profissionalismo em todos os níveis, incluso o administrativo, centros de pesquisa científica primorosos e uma oferta diferenciada que cobre da mesma forma o setor público e o privado.

"O São Rafael daqui", explica a Carta Capital Solla, "é um dos nossos melhores parceiros na Bahia no setor de saúde, um centro de excelência absoluta." A ponto de "oferecer mais de 60% dos seus serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS)". Além do Hospital São Rafael, o pioneiro, somente na capital e em sua região metropolitana funcionam outras sete estruturas do Monte Tabor, entre as quais o Hospital 2 de Julho, localizado na periferia norte de Salvador, em São Marcos, bairro populoso e de baixa renda.

"A unidade possui 70 leitos, todos destinados exclusivamente ao atendimento dos usuários do SUS, nas especialidades de Clínica Médica e cirúrgica, de baixa e média complexidade, voltados à saúde pública de qualidade, que alcançam níveis de satisfação superiores a 95%", esclarece Kruschewsky. "O mesmo tipo de atendimento, 100% focado nos tratamentos do SUS", continua Solla, "é oferecido pelo Centro de Oncologia Irmã Ludovica Sturaro, no bairro de Pau da Lima, em Salvador, e no Hospital Ana Mariani, na Barra." Somados aos hospitais de Porto Seguro e Alagoinhas, chegam a dez as estruturas de saúde do Monte Tabor no estado nordestino.

Para dar uma ideia da importância dessa organização sanitária no setor oncológico baiano, em janeiro de 2010 o Hospital São Rafael atendeu, por solicitação dos gestores do SUS, 429 pacientes em tratamento provenientes das clínicas de quimioterapia descredenciadas pelo Ministério da Saúde. Com isso, esses pacientes foram incorporados ao grupo daqueles 300 que já se encontravam em tratamento no SUS, no serviço do Hospital, o que elevou o montante para 729. "A despeito do grande volume de pacientes", explica Kruschewsky, "em três meses todos foram atendidos sem qualquer solução de continuidade do seu tratamento".

FOLHA DE S. PAULO

Teste de osteoporose pode ter intervalo de 15 anos, diz estudo

Tempo entre exames de densitometria recomendado hoje é de um ou dois anos, dependendo do resultado. Pesquisa com 5.000 mulheres mostra que doença é tão lenta que pessoas com densidade normal podem esperar

A osteoporose progride de forma tão lenta que quem faz o primeiro teste e tem resultado normal aos 65 anos pode esperar até 15 anos para a próxima densitometria óssea.

É o que diz um novo estudo publicado nesta semana na revista médica "New England Journal of Medicine".

A pesquisa faz parte de uma iniciativa ampla que vem reavaliando a forma de diagnosticar e tratar a doença, que pode causar fraturas de quadril e vértebras.

A classe de drogas conhecida como bisfosfonatos consegue prevenir fraturas em quem tem osteoporose. Mas os médicos não querem mais que as mulheres, mais afetadas após a menopausa, tomem as drogas para sempre.

Agora, com o novo estudo, os pesquisadores se perguntam também se faz sentido pedir exames frequentes de densitometria para uma maioria que não está nem perto da zona de perigo após o teste inicial.

"A densitometria óssea tem sido exagerada", afirma Steven Cummings, um dos autores do estudo e professor de epidemiologia na Universidade da Califórnia (EUA).

PESQUISA

A pesquisa acompanhou, por mais de uma década, 5.000 mulheres a partir de 67 anos. Logo que foram recrutadas, elas fizeram um exame de densitometria. Nenhuma tinha osteoporose.

Menos de 1% das mulheres com densidade óssea normal no primeiro teste desenvolveram a doença nos 15 anos seguintes. Entre as que tinham densidade um pouco baixa no teste, 5% ficaram com osteoporose depois desse período. No grupo com o pior resultado, 10% ficaram com a doença depois de um ano.

Segundo Joan McGowan, do Instituto Nacional de Artrite dos EUA, o estudo dá provas de que se a pessoa tem densidade óssea normal aos 60 ou 70, não vai ter osteoporose nos próximos cinco anos a não ser que alguma coisa aconteça. Essa coisa pode ser o uso de remédios como cortisona ou ter doenças que afetem os ossos. Mas a médica diz que a recomendação do estudo vale para a maioria.

Segundo o ginecologista Mauro Abi Haidar, chefe do departamento de climatério da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a pesquisa está em sintonia com achados recentes. "Pesquisas anteriores mostraram que não faz diferença esperar dois ou três anos entre os exames."

A recomendação de tomar remédios para mulheres com densidade óssea um pouco abaixo do normal, condição chamada de osteopenia, também está entrando em desuso. Hoje, diz Ethel Siris, pesquisadora de osteoporose na Universidade Columbia, a osteopenia é vista como um fator de risco e não como uma doença a ser tratada.

Ela lembra, no entanto, que mulheres ou homens que já sofreram fraturas graves (de vértebras, quadril, ombro, pélvis ou punho) precisam levar a doença a sério e se tratar. "Mas não há risco imediato para quem tem resultados normais nos testes."

FOLHA DE S. PAULO

Médicos debatem mudança no diagnóstico de autismo

Novos critérios propostos em manual de transtornos mentais podem excluir pessoas hoje enquadradas no distúrbio, dizem especialistas

Mudanças propostas na definição de autismo podem reduzir drasticamente a taxa em que o transtorno é diagnosticado hoje e tornar mais difícil para muitas pessoas a obtenção de serviços de saúde e educação, sugere uma nova análise.

A nova definição do autismo está sendo avaliada por especialistas da Associação Americana de Psiquiatria, que estão concluindo a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), a primeira grande revisão em 17 anos.

O DSM é a referência padrão para condução de tratamento de transtornos mentais, pesquisa e decisões de seguradoras de saúde.

A maioria dos especialistas espera que o novo manual restrinja os critérios para o autismo. A questão é o tamanho da restrição.

Muitos especialistas têm argumentado que a imprecisão dos critérios atuais para o autismo e as doenças relacionadas estava contribuindo para o aumento da taxa de diagnósticos.

Pelo menos 1 milhão de crianças e adultos têm diagnóstico de autismo ou distúrbio relacionado, como síndrome de Asperger ou transtorno invasivo do desenvolvimento (PDD-NOS).

A proposta iria consolidar os três diagnósticos sob uma única categoria: "transtorno do espectro do autismo". A revisão será concluída em dezembro, segundo David J. Kupfer, presidente da força-tarefa que revisa o diagnóstico.

Ele afirma que as mudanças são uma tentativa de esclarecer as variações do transtorno e colocá-las sob a mesma classificação. As mudanças provavelmente excluem do diagnóstico pessoas consideradas mais funcionais.

DIVERGÊNCIA

Especialistas discordam sobre o impacto das mudanças. "Elas restringiriam tanto o diagnóstico que poderiam efetivamente acabar com a 'onda' do autismo", diz Fred Volkmar, diretor do Centro de Estudos da Criança de Yale e autor da proposta.

"Nosso medo é termos, com isso, um grande retrocesso", disse Lori Shery, presidente da Rede de Educação Síndrome de Asperger. "Se os médicos dizem: 'Essas crianças não se encaixam nos critérios para o diagnóstico do espectro do autismo', elas não terão o apoio e os serviços de que necessitam."

Mark Roithmayr, presidente da entidade Autism Speaks, diz que o efeito que a mudança teria sobre os serviços sociais não está claro. "Precisaremos acompanhar o impacto sobre o acesso aos serviços e garantir que não serão negados a quem precise."

Na nova análise, Volkmar usou dados de um grande estudo de 1993 que serviu de base para os critérios atuais.

Ele se concentrou em 372 crianças e adultos que estavam entre o mais alto nível de funcionalidade mental e descobriu que só 45% deles seriam diagnosticados no novo espectro do autismo.

O foco nesse grupo pode ter elevado essa porcentagem, os autores reconhecem.

Cerca de um quarto daqueles identificados com autismo clássico em 1993 não o seriam com base nos critérios propostos; cerca de três quartos das pessoas com síndrome de Asperger não se qualificariam; e 85% daqueles com PDD-NOS também não.

"Estou muito preocupada com as mudanças porque não sei se minha filha ainda se qualificaria", diz Mary Meyer, de Nova Jersey, nos EUA.

O diagnóstico de Asperger foi essencial para que Susan, 37, tivesse acesso a serviços que ajudaram em seu desenvolvimento.

Mary espera conseguir uma vaga para a filha em uma moradia assistida, o que dependerá de seu diagnóstico.

Sexta-feira, 20.01.2012

FOLHA.COM

Pilates ajuda pessoas com esclerose múltipla avançada

Pilates pode ajudar na reabilitação de esclerose múltipla mesmo em pacientes que estão com sintomas avançados da doença, mostra uma pesquisa realizada na Universidade Queen Margaret, na Escócia

Filipe Oliveira

O método pilates, já utilizado no Brasil em alguns casos de esclerose, foi testado na universidade escocesa para a reabilitação de pessoas que estão em cadeira de rodas devido à doença. A esclerose multipla afeta, entre outras coisas, a força muscular e o equilíbrio, fazendo com que o doente perca mobilidade.

No estudo, a postura e a intensidade das dores e da fadiga (sintomas da doença) foram medidas em 15 cadeirantes antes e depois de começarem seu tratamento com pilates. Outras oito pessoas com sintomas parecidos também foram acompanhadas durante o período, porém sem participar das aulas.

Ao final de 12 semanas, foi possível observar uma melhora nas dores no ombro e no pescoço das pessoas que tiveram aulas de pilates.

Os resultados foram publicados na revista "Research Matters", editada pela Sociedade de Esclerose Múltipla de Londres. Os pesquisadores lembram que ainda são necessários estudos com maior número de participantes para validar os resultados.

NO BRASIL

Entre os benefícios da prática, a fisioterapeuta Andrea Lotufo, do centro de reabilitação do Hospital Albert Einstein cita a melhora da força, da postura e do equilíbrio.

Porém ela lembra que, se a pessoa faz exercícios inadequados para sua condição, ela pode sentir uma grande fadiga, própria da doença e mais forte do que um cansaço normal de quem vai a academia.

A instrutora de pilates Régia Guimarães, 47, atende alunos com esclerose múltipla há cinco anos. Ela diz que o pilates, por ser originalmente um trabalho individual, permite que o instrutor conheça a pessoa e consiga perceber quais os exercícios mais adequados para suas necessidades.

Ela também destaca o uso dos aparelhos como uma forma de fazer com que seus alunos se sintam mais acolhidos: "Uma pessoa que não consegue ficar de pé, por exemplo, pode fazer exercícios na cama que simulem o caminhar em um ambiente seguro".

Uma de suas alunas, Wilma Vieira, 52, descobriu que tinha esclerose múltipla há sete anos. Tudo começou com um formigamento no rosto e nos pés que parecia não ter grande importância. Teve dificuldade para acreditar que sofria da doença quando a médica deu o diagnóstico: "Esclerosada, eu? Mas como, se minha memória é boa?".

A razão do estranhamento foi em parte pelo nome da doença, que leva muitas pessoas a relacionar esclerose múltipla e velhice. Entrou em depressão quando soube que a doença não tinha cura e sua possível piora não podia ser totalmente descartada.

Wilma passou a tomar medicamentos intravenosos três vezes por semana. Ela conta que esses medicamentos têm efeitos colaterais, entre eles deixar a musculatura rígida e provocar dor nas articulações. Mas são fundamentais para controlar os surtos e a piora de sua saúde.

Antes de praticar pilates, ela tentou outras atividades físicas, como fisioterapia e ioga, sem o mesmo resultado positivo.

Encontrar uma professora que já havia trabalhado com pessoas com esclerose múltipla foi o que a motivou a começar. Praticante há dois anos, diz que o maior benefício é a diminuição das dores nas articulações que os alongamentos proporcionam.

O que ela mais gosta é de estar deitada e ser alongada por elásticos. Dessa forma, consegue sentir sua flexibilidade aumentando.

A ESCLEROSE MÚLTIPLA

A esclerose múltipla é uma doença crônica autoimune do sistema nervoso. Acontece quando o sistema imunológico começa a agredir a bainha de mielina, capa que cobre os neurônios, comprometendo a transmissão de impulsos elétricos.

As principais dificuldades ocasionadas pela doença são a perda parcial da visão, da sensibilidade, da força e do equilíbrio. A doença se manifesta a partir de crises, chamadas surtos, em que os sintomas da doença ficam mais agudos e deixam sequelas.

É importante que a pessoa que tem esclerose múltipla realize exercícios físicos. Como cada pessoa desenvolve esses sintomas de maneira única, em velocidades e ocorrência de surtos diferentes, é preciso consultar um especialista, como um fisiatra, para indicar qual a prática mais adequada para cada um.

O neurologista Charles Pulbery, membro da Academia Brasileira de Neurologia, diz que a técnica não atua na doença propriamente dita. "Ela é muito útil, mas como um tratamento reabilitador e conservador. Não trará cura para a doença."

PORTAL DA SAÚDE

Orçamento para saúde tem seu maior aumento nominal

A variação de R$ 13,2 bilhões corresponde a aproximadamente 17% acima do montante liberado em 2011 (R$ 78,5 bilhões), sendo a maior desde 2000

O Ministério da Saúde assegurou orçamento de R$ 91,7 bilhões para 2012, o que representa o maior aumento nominal para o setor, desde a aprovação da Emenda 29, em 2000. A variação de R$ 13,2 bilhões corresponde a aproximadamente 17% acima do montante liberado em 2011 (R$ 78,5 bilhões). O cálculo definido pela regulamentação da Emenda Constitucional 29 garantiria aproximadamente R$ 6 bilhões a mais este ano em relação a 2011.

A base de variação para os gastos do governo federal com a saúde é a soma do que foi investido no ano anterior em Ações e Serviços Públicos de Saúde, acrescido da variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) - crescimento da economia somado à inflação. O cálculo deve retirar despesas com inativos e pagamento de juros. A Lei 12.595, que estima receitas e fixa despesas da União para este ano, foi publicada nesta sexta (20) no Diário Oficial da União (DOU).

PORTAL R7

Anvisa apura se há excessos médicos na quantidade de prescrições de remédios de uso controlado

Segundo diretor de agência, profissionais têm receitado grandes quantidades

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) investiga possíveis excessos médicos na prescrição de medicamentos de uso controlado, os chamados tarja preta.

Segundo o diretor-presidente da agência, Dirceu Barbano, alguns profissionais têm receitado uma quantidade muito grande desses remédios, gerando o que ele classificou como “situações suspeitas”.

“A Anvisa já está empenhada na apuração dessas distorções”, afirmou Barbano, evitando dar detalhes sobre as suspeitas. “Elas vão ser tratadas nas devidas apurações e divulgadas à medida que algo for comprovado”.

Barbano lembrou que a agência vem monitorando os casos considerados atípicos envolvendo os medicamentos controlados desde 2009, quando o país passou a discutir a prescrição indiscriminada de remédios para emagrecer.

Em outubro de 2011, a Anvisa baniu do mercado os emagrecedores à base de anfetamina. Pesquisas apontavam para o risco desses medicamentos causarem problemas cardíacos e ao sistema nervoso central.

De acordo com Barbano, na época, graças ao SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados), foi possível identificar casos de profissionais que chegavam a prescrever 50 tratamentos à base de inibidores de apetite por dia. Algo que, segundo o diretor-presidente, pode agora estar ocorrendo com outros medicamentos controlados.

- Agora, como naquelas situações, temos que identificar o profissional, como ele obteve os talonários de receita, se a vigilância sanitária municipal já tomou providências, se, quando configurado o comportamento indevido, isso foi comunicado ao conselho de medicina.

Barbano diz que somente a partir dos próximos relatórios, com os dados consolidados de 2011 e os preliminares de 2012, será possível apontar medidas que as autoridades sanitárias devem adotar. “Espero que essas informações sirvam para que tenhamos uma série histórica não só sobre o consumo, mas também das distorções, para verificar se elas se repetem, onde e por quais profissionais”.

Nesta sexta-feira (20), a Anvisa divulgou um boletim técnico com informações a respeito do consumo de medicamentos controlados.

O documento indica que, desde 2007, os ansiolíticos feitos a partir de substâncias como o clonazepam, bromazepam e alprazolam são os mais consumidos entre os 166 princípios ativos listados numa portaria que inclui as substâncias usadas em outros medicamentos de uso controlado, como emagrecedores e anabolizantes.

A venda legal do primeiro deles, comercializado com o nome fantasia Rivotril, saltou de 29,46 mil caixas em 2007 para 10,59 milhões em 2010.

Os números, no entanto, não são fidedignos. Segundo Barbano, até 2008, poucas farmácias autorizadas a vender os medicamentos tarja preta prestavam informações em tempo real ao SNGPC.

E, apesar de uma melhora gradativa na qualidade das informações fornecidas ao sistema, ainda não são todos os estabelecimentos que fornecem os dados, o que o diretor-presidente acredita que ocorra em breve.

“Estamos chegando ao número que é efetivamente comercializado. Isso irá nos permitir dizer se os números são ou não são altos para o Brasil. Por enquanto, temos um número crescente de prescrições e estamos tentando caracterizar quais são os produtos e quem são os profissionais que os recomendam para, então, analisar o que deve ser feito”, concluiu Barbano.

O DOCUMENTO

Unimed é impedida de reajustar contrato de cliente que completou 60 anos

O TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) manteve decisão que impede que seguradora Unimed reajuste em mais de 60% a mensalidade de um cliente que possui contrato com a operadora de plano de saúde há mais de 30 anos. O autor da ação havia recebido a notícia do novo valor no mês em que completou 60 anos de idade.

Em agosto de 2010, o cliente pagou R$ 448 ao plano de saúde. Entretanto, a fatura do mês de setembro foi emitida no valor de R$ 727, configurando um aumento de 62%.

Em sua defesa, a empresa alegou que, diante da mudança da faixa etária, o contrato assinado pelas partes teve de sofrer um aumento de 80,85% (montante total a que poderiam chegar todos os reajustes do convênio médico), mais a readequação anual de 6,75%. A Unimed pleiteou ainda a não aplicação do Estatuto do Idoso, que veda tais reajustes, afirmando que o contrato foi assinado antes da vigência da lei que o colocou em funcionamento.

Para os desembargadores da 3ª Câmara de Direito Civil do TJ-SC, a seguradora não pode impor ao usuário um reajuste exorbitante como condição para renovação do contrato. Isto, pois tal condição forçaria o cliente a aceitar os valores, ou a procurar outra empresa, tendo que sujeitar-se novamente aos prazos de carência.

Segundo o relator da ação, desembargador Saul Steil, não se pode admitir que o segurado que renova ininterruptamente o contrato por vários anos, quando atingir uma idade de maior incidência de fragilidades, tenha simplesmente manifestada a recusa à renovação da contratação. E concluiu que o cliente foi surpreendido com a comunicação de não mais interessar a renovação, ou que a renovação somente ocorrerá caso aceite o reajuste por faixa etária imposto pela operadora.

Por fim, o TJ-SC citou os ditames do Estatuto do Idoso e do Código de Defesa do Consumidor, além de aplicar o princípio da boa-fé objetiva entre as partes, para pronunciar o acórdão. A sentença manteve a decisão da 2ª Vara Cível de Curitibanos (a 300 km de Florianópolis). Acompanharam o voto do relator os desembargadores Fernando Carioni e Marcus Túlio Sartorato.

PORTAL G1

Polícia abre inquérito para apurar suposta negligência em atendimento

Hospitais no DF teriam negado atendimento a secretário do governo Dilma. Duvanier Paiva Ferreira morreu devido a um infarto no miocárdio

A Delegacia de Defesa do Consumidor do Distrito Federal instaurou nesta sexta-feira (20) inquérito para investigar suposta omissão de socorro e negligência de dois hospitais particulares do Distrito Federal no atendimento ao secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira. Ele morreu na madrugada desta quinta-feira (19) devido a um infarto no miocárdio.

Na noite desta quinta, houve possível falta de socorro imediato a Duvanier, que procurou três hospitais particulares de Brasília até conseguir ser atendido. Um dos hospitais disse não ter negado atendimento. Outro, que não tem registro de solicitação de atendimento para Ferreira.

Segundo a delegada Alessandra Figueiredo, no caso de ter havido omissão de socorro, respondem as pessoas que tiveram ligação direta com o fato e que determinaram a exigência de cheque caução.

Os familiares de Duvanier teriam desistido do atendimento nos dois primeiros hospitais após serem informados de que o plano de saúde do secretário não era aceito e que a internação dependeria da apresentação de um cheque caução.

A falta de atendimento, a omissão de socorro, se ocorreu, é crime, com pena máxima de um ano e meio. Infelizmente é uma pena baixa, disse a delegada. Ela explicou que a exigência de cheque caução não é crime, mas a omissão de socorro, sim. Na esfera cível, a delegada disse que a família de Duvanier pode acionar os hospitais por danos morais.

Investigação

A delegada disse que já recebeu as imagens do circuito interno do Hospital Santa Luzia e que na próxima semana terá acesso às imagens da entrada do Hospital Santa Lucia. Todos os funcionários do plantão dos dois hospitais serão ouvidos. Também foi solicitado um laudo sobre a morte de Duvanier ao Instituto Médico Legal (IML).

A direção do Santa Luzia já foi ouvida pela polícia e negou que Duvanier tenha procurado atendimento no local. O hospital informou à delegada que não constam no sistema a entrada e o pedido de atendimento.

A direção do Santa Lúcia será ouvida na próxima segunda-feira (23). Segundo o superintendente jurídico do hospital, Gustavo Marinho, não foi negado atendimento a Ferreira. "Uma acompanhante do paciente perguntou se o hospital atendia pela Geap (plano de seguridade social que atende a órgãos do governo federal). A funcionária disse que não, mas que poderia atendê-lo como paciente particular. A acompanhante disse, então, que preferia buscar outro hospital. Em nenhum momento houve solicitação de atendimento", disse.

Na próxima semana, os familiares de Duvanier serão ouvidos. De acordo com a delegada, o inquérito deve ser concluído em 30 dias.

Dilma

Também nesta sexta, a presidente Dilma Rousseff solicitou ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que apure a suposta negligência no atendimento ao secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento.

Informada sobre o caso, Dilma teria ligado para o ministro Padilha e pedido que providências exemplares sejam tomadas em relação ao caso. A informação é da assessoria de comunicação do Planalto.

O Ministério da Saúde afirma que a Agência Nacional de Saúde (ANS) vai apurar se, de fato, houve recusa por parte dos hospitais em prestar socorro a Ferreira por não aceitarem seu plano de saúde. O ministro Alexandre Padilha, segundo a assessoria do ministério, entrou nesta sexta em contato com o órgão, que vai apurar se houve alguma falha entre o plano de saúde e os hospitais envolvidos.

ÚLTIMO SEGUNDO

População deve denunciar hospitais, diz Ministério da Saúde

Ministério quer saber que hospitais cobram cheques-caução para atender casos de emergência. Servidor morreu sem atendimento no DF

O Ministério da Saúde incentiva que outros cidadãos denunciem casos semelhantes ao do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, vítima de infarto na madrugada de quinta-feira. Ferreira morreu na terceira unidade hospitalar na qual procurou atendimento em Brasília.

Em nota divulgada nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde diz que as ouvidorias da pasta e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estão abertas aos cidadãos. O texto também afirma que há investigações médicas e policiais em curso, sendo acompanhadas pelo ministério.

A ANS fez visitas nos hospitais envolvidos para apurar "as devidas responsabilidades dos hospitais sobre omissão de socorro, do plano de saúde em questão e possível racismo institucional".

Uma servidora do Planejamento contou ao iG que, de acordo com a mulher de Paiva, os dois primeiros hospitais se negaram a atender o secretário porque ele não tinha cheques ou dinheiro no bolso.

As duas unidades hospitalares não são conveniadas ao plano de saúde dele e exigiram garantias de pagamento pelos serviços antes da entrada.

De acordo com o relato dessa servidora, Paiva e sua mulher chegaram a procurar um caixa eletrônico para sacar cheque ou dinheiro, mas não conseguiram. No segundo hospital, a mulher dele teria gritado que ele iria morrer, mas os atendentes se limitaram a dizer que "era o procedimento".

Paiva desmaiou na porta do terceiro hospital e faleceu enquanto preenchia o formulário para ser atendido. Para a família, o casal, por ser negro e estar sem dinheiro, pode ter sido vítima de discriminação.

Apuração

A nota do Ministério lembra que "os hospitais são proibidos de cobrarem indevidamente um cheque-caução ou qualquer outro tipo de garantia para o atendimento de beneficiários de planos de saúde". A pasta procurou a Polícia Civil do Distrito Federal e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal para apurar as responsabilidades dos envolvidos.

Leia a íntegra da nota:

Sobre o falecimento do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, o Ministério da Saúde informa:

- O Ministério da Saúde acionou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que realizou diligências nos hospitais envolvidos para apurar as devidas responsabilidades dos hospitais sobre omissão de socorro, do plano de saúde em questão e possível racismo institucional.

- De acordo com determinação da ANS, os hospitais são proibidos de cobrarem indevidamente um cheque-caução ou qualquer outro tipo de garantia para o atendimento de beneficiários de planos de saúde.

- O Ministério da Saúde entrou em contato com a Polícia Civil do Distrito Federal, que abriu processo na Delegacia do Consumidor a respeito dessa prática irregular e na 1ª Delegacia de Polícia do DF por omissão de socorro.

- O Ministério da Saúde também fez contato com o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, que já abriu procedimento de apuração de responsabilidade dos hospitais e de seus profissionais.

- O Ministério da Saúde reafirma que nenhum serviço ou profissional de saúde pode negar socorro, inclusive com sentenças jurídicas já estabelecidas a este respeito.

- O Ministério da Saúde também condena qualquer prática de racismo institucional, conforme protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), com o apoio dos conselhos nacionais de Secretários Estaduais (Conass) e municipais de saúde (Conasems), que reforçam essa orientação.

- A ANS e o Ministério da Saúde, por meio de suas ouvidorias, mantêm um canal de comunicação direta com todos os cidadãos que queiram denunciar casos semelhantes.

PORTAL DA SAÚDE

Hospital Roberto Santos (BA) também usará Kan Ban

Unidade integrante do S.O.S Emergências vai implantar a nova ferramenta de gestão e fazer uma completa radiografia na emergência

Uma ferramenta desenvolvida pela indústria automotiva do Japão será empregada no Hospital Geral Roberto Santos para desafogar a emergência da maior unidade de saúde pública da Bahia. Descrito pela primeira vez como “controle de produção”, o Kan Ban (nome da ferramenta) utiliza as cores vermelho, amarelo e verde para acompanhar todas as etapas do processo produtivo. “Vamos implantar o Kan Ban na emergência do Roberto Santos para fazer uma completa radiografia do setor”, afirmou o apoiador do Ministério da Saúde, Altair Massaro, que está prestando consultoria ao hospital no projeto S.O.S Emergências.

“A partir do Kan Ban será possível saber, por exemplo, os motivos pelos quais os pacientes às vezes ficam mais tempo ocupando leitos, quais as carências do setor, o que precisa ser feito para melhorar e garantir o atendimento ágil e humanizado a todas as pessoas atendidas na emergência”, disse.

O S.O.S Emergências foi lançado no final do ano passado pelo Ministério da Saúde no hospital Roberto Santos. A estratégia contempla 11 unidades hospitalares em sua primeira etapa. A expectativa é que as demais unidades também apliquem o Kan Ban na gestão de leitos, como também já foi feito pelo Hospital Miguel Couto (RJ).

FERRAMENTA

A simplicidade é uma das principais características do Kan Ban. O vermelho significa que o ritmo de produção está muito abaixo do volume atingido nos últimos anos; o amarelo diz que a produção está abaixo do esperado, mas próximo da expectativa, e o verde demonstra que todos os índices estabelecidos foram atingidos ou superados. “Com a implantação desta ferramenta será possível monitorar o tempo médio de permanência de cada paciente na emergência e saber o que precisa ser feito com precisão para melhorar e dar mais eficiência ao atendimento”, ressaltou a diretora-geral do Roberto Santos, Delvone Almeida.

Para dar dinamismo ao Kan Ban, uma equipe multidisciplinar da emergência vai inserir em um sistema de informática todos os detalhes dos pacientes. “Depois de certo período, com o cruzamento dos dados, nós teremos uma visão clara do que acontece dentro do setor”, disse Altair Massaro.

NOVIDADES

Além do Kan Ban, outras medidas deverão ser implementadas no Roberto Santos para reduzir o grande fluxo de pacientes na emergência da unidade. Há previsão de contratar leitos de retaguarda de outros hospitais, abrir mais leitos de clínica médica, abrir a UTI Cirúrgica, implementar normas, rotinas e protocolos clínicos das principais especialidades das emergências adulto e pediátrica e colocar para funcionar 24 horas por dia o serviço de Acolhimento com Classificação de Risco.

Outras intervenções estão sendo estudadas em conjunto pelo Ministério da Saúde e a Secretaria da Saúde da Bahia e também serão aplicadas no hospital à medida que forem concretizadas.

Cada hospital inserido no S.O.S Emergências conta com incentivo anual de R$ 3,6 milhões para custear a ampliação e qualificação da assistência da emergência. Liberados pelo Ministério da Saúde. Também terá acesso a até R$ 3 milhões para aquisição de equipamentos e realização de obras e reformas na área física do pronto-socorro, conforme necessidade e aprovação da proposta.

As unidades poderão, ainda, apresentar projetos para a criação de novos leitos de retaguarda e a qualificação (aquisição de novos equipamentos, por exemplo) para os leitos já existentes. São considerados leitos de retaguarda enfermarias de leitos clínicos, enfermarias de leitos de longa permanência, Unidades de Terapia Intensiva (UTI), Unidades Coronarianas e Unidades de Atenção ao Acidente Vascular Cerebral.

UNIDADE

O Hospital Geral Roberto Santos tem gestão estadual e realiza, mensalmente, 1.800 internações. A unidade possui, ainda, 678 leitos, todos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

SAÚDE S/A

Projetos filantrópicos treinam e capacitam quase 50 mil profissionais do SUS

O Hospital Sírio-Libanês fechou o triênio 2009-2011 com a aplicação de R$ 171,3 milhões em 21 projetos para o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Executados em parceria com o Ministério da Saúde, em uma nova modalidade que rege a atuação dos chamados hospitais filantrópicos de excelência, mais da metade dos programas teve como foco o treinamento e a capacitação de quase 50 mil médicos, gestores e demais profissionais do SUS de todas as regiões do País.

Os projetos também incluíram iniciativas de assistência a pacientes encaminhados pelo SUS, além da reforma e aparelhamento de unidades públicas de atendimento.

No campo da pesquisa, destacam-se a doação de um equipamento para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para a produção de radioisótopos e a criação de um banco público de sangue de cordão umbilical, em parceria com o Amparo Maternal, de São Paulo.

FOLHA DE S. PAULO

Calmantes lideram entre drogas controladas

No Brasil, ansiolíticos são os mais vendidos na categoria que inclui psicotrópicos, antidepressivos e emagrecedores

Johanna Nublat

Dados são da Vigilância Sanitária, que elencou os remédios de receita controlada mais consumidos desde 2007

Um boletim técnico elaborado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quantificou pela primeira vez em detalhes o consumo de drogas vendidas com receita controlada que podem causar dependência.

Os ansiolíticos dominam a lista, que inclui todos os remédios de venda controlada, como emagrecedores, antidepressivos e anabolizantes.

Os princípios ativos mais consumidos no país entre 2007 e 2010 foram clonazepam, bromazepan e alprazolam - cujas marcas de referência são, respectivamente, Rivotril, Lexotan e Frontal.

A partir desse documento, será possível identificar o comportamento de uso dessas substâncias e eventuais abusos. "É sabido, não só no Brasil, que muitas vezes se recorre ao medicamento para resolver problemas não solucionáveis por ele", afirma Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa.

Para ele, o uso de ansiolíticos e antidepressivos tem sido observado em níveis agudos e, talvez, inadequados.

Mais de 10,5 milhões de caixas do clonazepam foram dispensadas em 2010, segundo informaram 41 mil farmácias cadastradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados.

O número é crescente desde 2007, mas é preciso relativizar a tendência, já que também é crescente o número de farmácias no sistema.

A Vigilância Sanitária estima que o sistema deve ter alcançado quase o total das farmácias em 2010, o que deverá permitir comparações a partir de agora.

USO EXAGERADO

"O uso de medicamentos em saúde mental com uma finalidade ansiolítica é frequente. Tem explicação epidemiológica? Que recado passa?", questiona Barbano.

O boletim, diz, não se propõe a fazer essas avaliações, mas permite que a agência, os médicos e a sociedade se debrucem sobre o tema.

Para Elko Perissinotti, vice-diretor do Hospital-Dia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, a venda das drogas está ligada à dependência do efeito causado por elas, que ele chama de "bem-estar nocivo".

"Hoje, as pessoas, mesmo sem indicação, tomam um remédio desses à noite para conseguir dormir. É um desastre. E procuram seus médicos, nem sempre um psiquiatra, para ter a receita."

Os médicos também têm parte da culpa. "Eles usam um atalho perigoso. Prescrever esse remédio é cômodo porque o resultado é rápido e sem efeitos colaterais."

Matéria publicada na Folha em janeiro de 2011 já apontava para o aumento do consumo dessas substâncias: entre 2006 e 2010, as vendas do clonazepam cresceram 36%, segundo a IMS Health, que audita o setor.

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas avaliou que o boletim "reforça a relevância das estratégias de controle dos psicofármacos".

PORTAL DA SAÚDE

Força Nacional realiza primeiro treinamento

Noventa profissionais de saúde do Espírito Santo estão sendo preparados para as ações em desastres naturais. Período de inscrição para fazer parte da FNSUS termina dia 31

Os técnicos da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FNSUS) realizam o primeiro treinamento de voluntários nesta sexta-feira, em Vitória (ES). Foram capacitados 90 profissionais de saúde do Espírito Santo para planejar ações em situação de desastres naturais. Organizada pela Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, a capacitação, que dura o dia inteiro, envolve profissionais de equipes gerenciais do estado e dos municípios capixabas, incluindo médicos, enfermeiros e assistentes sociais inscritos como voluntários da FNSUS. O objetivo da capacitação é qualificar equipes envolvidas na gestão da saúde para direcionar recursos à assistência e monitoramento da população atingida por desastres naturais.

“O apoio da Força Nacional do SUS é constante, em todas as fases, inclusive de reconstrução”, observa o secretário executivo adjunto do Ministério da Saúde, Adriano Massuda. Desde o ano passado, o Ministério está monitorando o impacto dos desastres naturais na saúde da população brasileira em todos os estados. Ele explica que a Força Nacional do SUS se articula com estados e municípios de forma mais integrada. "A Força Nacional torna o pais mais seguro para enfrentar desastres naturais, calamidades e preparado para receber grandes eventos", destaca.

“Primeiro estado brasileiro a receber a capacitação em gestão da saúde oferecida por técnicos do Ministério da Saúde e da FNSUS, o Espírito Santo teve uma atuação eficiente dos profissionais de saúde na ajuda assistencial aos municípios afetados pelas chuvas de janeiro”, avalia a técnica especializada do Ministério da Saúde e representante da Força Nacional do SUS, Valmira Costa. Ela está ajudando a treinar profissionais no Espírito Santo e adianta que o treinamento também será oferecido em outros estados.

Realizada no Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo, a capacitação conta com a participação de equipes da Secretaria de Estado da Saúde, Defesa Civil Estadual, Secretaria de Estado da Educação (Sedu), Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEADH), Polícia Militar (PM-ES), Casa Militar da Governadoria do Estado (CM) e Secretarias Municipais de Saúde da região metropolitana, Cachoeiro do Itapemirim, Linhares, Colatina e São Mateus.

INSCRIÇÃO

Profissionais de saúde interessados ainda podem se cadastrar à Força Nacional do SUS até o próximo dia 31. Médicos intervencionistas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e condutores de veículos de serviços de urgência e emergência, além de profissionais de saúde de hospitais universitários, institutos nacionais e da rede assistencial hospitalar federal, estadual e municipal podem se inscrever como voluntários da Força. Ela atua no atendimento a vítimas de desastres naturais, calamidades públicas ou situações de risco epidemiológico (surtos de leptospirose após enchentes, por exemplo) que exijam uma resposta rápida e coordenada, apoio logístico e equipamentos adequados de saúde.

O banco de cadastrados à Força Nacional do SUS é organizado pelo Ministério da Saúde, que poderá acionar os voluntários de acordo com cada situação de emergência. Os profissionais de saúde cadastrados passam por atividades de capacitação e processo de educação permanente obedecendo a critérios definidos pelo Ministério da Saúde.

Quinta-feira, 19.01.2012

SAÚDE S/A

Superintendente corporativo do Samaritano integrará conselho consultivo da instituição

A partir de fevereiro, o Superintendente Corporativo do Hospital Samaritano de São Paulo, Dr. José Antônio de Lima, deixa o seu cargo na Instituição para se dedicar a projetos pessoais. "Essa é uma decisão de longa data que consegui estruturar agora com a nova diretoria, assegurando uma transição organizada e tranquila", explicou Lima.

José Antônio de Lima tem doze anos de Superintendência Corporativa, 31 anos de Hospital Samaritano e respondeu pelo crescimento e modernização da Instituição que culminou com a construção e inauguração do Novo Complexo Hospitalar.

"Sinto que é uma missão cumprida. Finalizo uma etapa importantíssima em minha vida profissional, mas continuarei a me dedicar ao Samaritano, pois farei parte do Conselho Consultivo da Instituição", disse o superintendente. "Tenho muito orgulho de fazer parte desta Instituição e de compartilhar os mesmos princípios e valores do Hospital Samaritano, como a ética, a humanização, o respeito ao próximo e o compromisso social", destacou.

Em seu lugar, assumirá Luiz De Luca, profissional com 26 anos de experiência na área da saúde, dos quais oito na gestão hospitalar. Chega ao Hospital com o desafio de dar continuidade a implantação do planejamento estratégico para os próximos dez anos, aprovado em 2011 pela diretoria da Instituição.

Bem como cumprir o orçamento programado para 2012 e a ocupação total do novo prédio, que aumenta em 50% sua capacidade instalada para internação e as metas da nova área de Medicina Diagnóstica de realizar a média de dois milhões de exames por ano e atender a mais de 400 clientes por dia.

CORREIO BRAZILIENSE

Fitoterápicos mais seguros

Brasil lança primeiro formulário para padronizar fórmulas de medicamentos, pomadas, tinturas e outros produtos à base de plantas da farmacopeia nacional e regulamentar uso de extratos estrangeiros

Farmacêuticos e usuários de medicamentos fitoterápicos no Brasil acabam de ganhar mais segurança para manipular e utilizar esses produtos, com o lançamento no país do primeiro Formulário Brasileiro de Fitoterápicos da Farmacopeia, para que haja uma padronização das fórmulas e produtos feitos à base de plantas, como xaropes, pomadas, tinturas e sabonetes. Os principais contemplados pela nova formulação são os profissionais que trabalham com os componentes - não apenas os farmacêuticos, mas também os médicos de todo o país -, que agora terão um documento oficial para se informar sobre os produtos que foram testados e comprovados cientificamente.

"Somamos todos os serviços de fitoterapia registrados e, a partir daí, fizemos um estudo científico daquilo que temos e preparamos a melhor forma de colocar no formulário. É mais segurança para o farmacêutico manipular e o médico prescrever. Nesse caso, a farmacopeia traz monografias de produtos fitoterápicos e dá as condições de formas de preparação do produto", explica o farmacêutico José Carlos Tavares Carvalho, que é reitor da Universidade Federal do Amapá e coordenador do Comitê Técnico Temático de Apoio a Políticas de Plantas Medicinais e Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, responsável pela elaboração do documento.

O formulário foi pedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e elaborado pelo comitê, com a colaboração de integrantes de todo o país. De acordo com Carvalho, todos os itens presentes no formulário foram estudados e sua eficácia, comprovada. No documento, são encontrados nome científico, nomenclatura popular, orientações para o preparo, fórmula, advertências, indicações e modo de usar de cada planta. O formulário contém ainda preparações extemporâneas, tinturas, géis, pomadas, bases farmacêuticas, cremes, xarope, sabonete e soluções auxiliares. A produção é feita com plantas nacionais e de origem estrangeira. "A maioria das plantas usadas na produção é brasileira, porém algumas são de origem europeia, mas facilmente encontradas no Brasil e muito utilizadas. Todas as nações têm que regulamentar as formas de análise, produção e dispensa dos medicamentos produzidos por essas plantas", explica o professor.

O formulário foi lançado no fim do ano passado no Simpósio Farmacêutico da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na Zona da Mata mineira. De acordo com Míriam Aparecida de Oliveira Pinto, diretora da faculdade, o evento ocorreu estrategicamente para divulgar o formulário ao meio farmacêutico, por ser o público que mais usa informações sobre os fitoterápicos. "O formulário é um grande avanço em relação ao uso de produtos e medicamentos produzidos à base de plantas medicinais. É importante dar esse embasamento técnico e científico para o uso adequado das plantas", comenta.

De acordo com Carvalho, qualquer produto pode ter contraindicações se não for preparado na dose adequada. Assim, ele pode não ter a eficácia pretendida e causar alguma reação indesejável ao paciente. "Todo o uso de medicamentos produzidos à base de plantas medicinais precisa de uma padronização, como condições de preparo, recipiente adequado, tudo para obter o efeito desejado no organismo", explica. Na opinião de Míriam, o uso de medicamentos fitoterápicos deverá crescer com a padronização. "O formulário chega em boa hora e servirá como embasamento científico para o uso da fitoterapia como uma forma alternativa nos tratamentos", acrescenta a diretora da UFJF.

Para os farmacêuticos que queiram manipular medicamentos e produtos não inclusos no formulário, o primeiro passo é procurar a Anvisa para registrá-los, como explica o professor José Carlos Carvalho. "A farmácia vai poder manipular só o que está no formulário. Se ela quiser manipular algo diferente, terá que partir para o registro na Anvisa. Lá, existem todas as regras."

Fim das variações regionais

Além dos médicos e farmacêuticos, o consumidor desses produtos ganha muito com a padronização. Ela é importante para o usuário por ser mais uma forma de segurança para os produtos consumidos. Antes, a produção dos fitoterápicos variava de um estado para o outro. Agora, farmacêuticos de todo país terão acesso ao formulário padronizado, que já está disponível no site da Anvisa, órgão que fará as fiscalizações. As farmácias de manipulação têm 90 dias, contados a partir de 11 de novembro, para se adequarem à nova padronização imposta pelo Formulário Brasileiro de Fitoterápicos da Farmacopeia. A resolução foi denominada Resolução Diretoria Colegiada da Anvisa RDC60/2011.

De acordo com o professor Carvalho, o formulário sempre visa o usuário final. "Isso é muito importante para a população brasileira, pois nossa cultura já utiliza os fitoterápicos, e oferece melhores condições de manejo desses preparados, com uma forma padronizada e adequada de uso", conclui. Para a professora Míriam, é importante que as pessoas se informem e recorram a um especialista qualificado quando vão utilizar qualquer medicamento ou produto fitoterápico. "O médico e o farmacêutico dão embasamento para a preparação de formas farmacêuticas e fazem a orientação do uso", explica Míriam.

Em Belo Horizonte, muitos farmacêuticos já tomaram conhecimento da padronização, por meio de consultas aos sites da Associação dos Farmacêuticos Magistrais e à própria Anvisa. Fernanda Abritta, 24 anos, farmacêutica da Chamomilla, afirma que, com a padronização, o paciente poderá ter os medicamentos e produtos prontos com mais rapidez. "Ainda não começamos, mas vamos usar o formulário com o nosso Manual de Boas Práticas para a gente produzir com todos os procedimentos e o controle de qualidade que seguimos", explica. Para Fernanda, a segurança dos usuários é o mais importante. "Agora temos o formulário, sabemos onde consultar para ver se o produto está coerente e para dar uma orientação melhor para todos os nossos clientes", conclui.

REVISTA FATOR BRASIL

ADJ Diabetes Brasil disponibiliza últimas cotas de patrocínio da 15ª edição do Congresso

Com o objetivo oferecer informações e educar pessoas com diabetes, seus familiares e profissionais de saúde envolvidos no seu tratamento, a ADJ Diabetes Brasil realiza o 15º Congresso da Associação de Diabetes, que acontecerá nos dias 24 e 25 de março de 2012, na Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas (APCD), em São Paulo. A instituição está na etapa final de comercialização das cotas de patrocínio.

Assim, os patrocinadores terão a oportunidade de apresentar a sua marca, as novidades de mercado, benefícios e novas tecnologias ao paciente, além de associar a imagem da empresa com uma causa social de extrema importância como o diabetes.

Segundo Luiz Kitamura, gerente de marketing, a empresa pode dialogar com os clientes de várias maneiras, podendo destacar a inserção de logomarca nos diversos materiais de divulgação, além da possibilidade de distribuir material próprio e/ou brindes e também ter o seu estande próprio e realizar vendas.

Com o tema Diabetes e Qualidade de Vida Prevenir e Conviver, a expectativa é prestar serviço à comunidade, com o objetivo de prevenir o diabetes, suas complicações e também doenças associadas à hipertensão e dislipidemia. Durante os dias 24 e 25 de março, são esperadas mais de 2.500 pessoas.

Durante o evento, o público-alvo poderá realizar aferição da pressão arterial, testes de glicemia e colesterol, avaliação da saúde bucal e os profissionais farão a análise da circunferência de cintura e IMC. No Espaço Viver Bem, haverá avaliação e hidratação dos pés, massagem e nutrição.

No Espaço Institucional, haverá arte terapia, atividades educativas, stand para entidades parceiras, lugar para vendas se produtos com a grife ADJ e orientação jurídica. Em paralelo, haverá palestras nos auditórios sobre temas relacionados à qualidade de vida e ao tratamento e controle do diabetes.

Além disso, haverá um espaço para academias, alimentos funcionais, beleza e higiene, doces sem açúcar, glicosímetros e tiras, hospitais, meias, cremes e sapatos e planos de saúde.

A iniciativa conta com o apoio da Federação Internacional de Diabetes (IDF), Ministério da Saúde, Rede de Educadores Latino Americana em Diabetes (Relad), Rede Nacional de Pessoas com Diabetes (RNPD), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Secretaria Municipal de Saúde, Conselho Federal de Farmácia (CFF), Conselho Regional de Nutrição 3ª Região, Conselho Regional de Psicologia (CRP), OAB-SP, Seconci-SP, Sindusfarma, Associação Brasileira de Enfermagem em Nefrologia (SOBEN), Sociedade Brasileira de Estomaterapia (SOBEST) e Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

AGENDA


- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Data - 28 a 31 de Janeiro 2012

Local - Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo-SP

Informações e Adesões - 0800 12 85

E-mail: secretaria.decofe@apcdcentral.com.br

Site - http://www.ciosp.com.br/

- 18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro de Ergonomia

12/02/2012 a 16/02/2012

Local: Recife - PE

Outras informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm

- XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação

Data- 08 a 10 de Março de 2012

Local- Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal

Telefone- +351 915768902

Email- pmfr@spmfr.org

Site Oficial- http://www.congressospmfr.org/

- 37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Data- 12 a 14 de Abril de 2012

Local- Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Email- mailto:retina29012@interevent.com.br

Site Oficial- http://www.interevent.com.br/

- 13th World Congress on Public Health

21/04/2012 a 29/04/2012

Local: Addis Abeba - Ethiopia

Outras informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi

- World Nutrition Rio 2012

27/04/2012 a 30/04/2012

Local: Rio de Janeiro - RJ

Outras informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 





 
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