Leia
nesta edição:
- ANS publica
normas para substituição de próteses
de silicone
- Serviço hospitalar sobe mais que o dobro da inflação
- Justiça anula reajuste de 80% em plano de saúde
de idoso
- Mulheres
preferem pagar troca de silicone adulterado do próprio
bolso
- Mais de
3 mil vagas abertas na Atenção Básica
- Número de casos de câncer de colo de útero
pode ser maior do que o estimado pelo Inca, diz especialista
- Diagnóstico
pelas unhas
- Estudo
em jogadores de vôlei busca os genes da tendinite
- Veja o
desempenho dos planos de saúde
- Ação contra obesidade infantil atingirá 50
mil escolas
- Governo
divulga 371 serviços para troca de prótese
mamária
- Unimed-RJ
apresenta balanço positivo, com RN 259
- ANS diz
que não houve falha de plano de saúde
no atendimento a Duvanier
- CRM do
Rio reúne entidades médicas para discutir
próteses de silicone proibidas
- Ministério
assegura recursos para hospital de Uberaba
Terça-feira,
24.01.2012
ESTADÃO.COM.BR
ANS
publica normas para substituição de próteses
de silicone
Norma da
agência obriga planos de saúde
a cobrir o valor dos implantes feitos com as marcas PIP e Rofil
O Diário Oficial da União publica na edição
desta terça-feira, 24, a súmula normativa da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que obriga os planos
de saúde a cobrir o valor das próteses em implantes
mamários feitos com as marcas PIP e Rofil. Até então,
os planos de saúde eram obrigados a arcar apenas com o
procedimento de substituição, sem a inclusão
dos gastos com as próteses de silicone.
De acordo
com a súmula da ANS, a orientação
contempla todos os beneficiários de planos saúde,
com exceção dos que têm planos antigos, com
cláusula expressa de exclusão da cobertura de próteses.
O Ministério da Saúde entendeu que o procedimento
cirúrgico de troca das próteses mencionadas é considerado
reparador e não estético, uma vez que a ruptura
da prótese e extravasamento do silicone causam processo
de inflamação, com dor, inchaço e deformidade
local.
De acordo
com o Ministério da Saúde, os procedimentos
assegurados serão prestados na rede credenciada, cooperada
ou referenciada das operadoras de planos de saúde. Os
critérios de acesso à rede assistencial serão
definidos pelas operadoras.
Em casos
de descumprimento, as operadoras poderão ser
punidas com multas no valor de R$ 80 mil.
JORNAL DA TARDE
Serviço hospitalar sobe mais que o dobro da inflação
O consumidor
sem plano de saúde terá de gastar
ainda mais pelos serviços hospitalares este ano. A tendência é que
os preços dos serviços ligados à área
médica subam acima da inflação, que tem
uma projeção de 5,29% para 2012. Só no ano
passado, a alta média dos preços de cirurgias e
internações foi de 14,53%, mais que o dobro da
inflação geral de 6,49% medida pelo Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a Grande
São Paulo.
De acordo
com José Luiz Toro, advogado especialista em
direito da saúde, de maneira geral, a inflação
da área médica é maior que a inflação
geral porque tem algumas particularidades. "Uma delas é a
inclusão de novas tecnologias, que não substituem
as anteriores. Elas ajudam a melhorar. Esse incremento reflete
no preço cobrado para o consumidor, mas nem sempre o benefício é proporcional
ao aumento do preço."
Outro ponto
que impacta nos preços é o aumento
da expectativa de vida. "Nossa população está vivendo
mais e precisa de mais atenção na área da
saúde. Isso aumenta os custos médico-hospitalares
e o número de ocupação hospitalar",
pontua Toro.
Além da tecnologia e envelhecimento, o consultor da área
de gestão da saúde da Fazio Consultoria, Pedro
Fazio, aponta outro ponto que pode influenciar na média
dos preços: muitos procedimentos, atualmente, não
necessitam de internação. Assim, apenas os casos
mais complexos são direcionados para hospitalização,
o que eleva o preço médio do tratamento.
Fazio destaca
que os orçamentos das empresas da área
da saúde são projetados levando em consideração
cinco pontos porcentuais acima da inflação devido às
particularidades citadas, além de novas doenças
e eventuais surtos.
Quem não tem plano de saúde fica "refém" do
sistema público, que está sobrecarregado, ou vai
precisar pagar por serviços particulares. "Não é à toa
que o plano de saúde é o segundo objeto de consumo.
O primeiro é o imóvel", diz Toro.
E a última pesquisa divulgada pelo IBGE sobre o assunto
não é animadora. O levantamento mostra que a despesa
per capta das famílias com bens e serviços de saúde
foi de R$ 835,65 em 2009, um número 29,5% maior que o
gasto per capita da administração pública
no mesmo período, que foi de R$ 645,27.
No caso dos
preços relacionados aos laboratórios
de análises na capital, a alta foi bem menor: 0,74% em
2011. Já a inflação geral foi de 5,81%,
segundo o índice da Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe).
O presidente
da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica,
Paulo Azevedo, informa que 90% dos exames laboratoriais são
feitos por meio dos planos de saúde. "O repasse dos
planos para os laboratórios não tem reajuste há anos
e eventualmente os pacientes particulares podem sofrer um repasse
de custos", diz.
Ele afirma
que a alta do dólar em 2011 contribui para
os custos, já que cerca de 90% dos insumos, como filme
de radiologia, são importados.
PORTAL R7
Justiça anula reajuste de 80% em plano de saúde
de idoso
Caso aconteceu em Santa Catarina depois que segurado completou
70 anos
A Justiça determinou que um senhor de 70 anos deixasse
de pagar o aumento de 80% do plano de saúde. A 3ª Câmara
de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina
manteve decisão da 2ª Vara Cível de Curitibanos
que garantiu a Gentil Ribeiro Filho o direito de permanecer no
plano de saúde contratado sem ter as mensalidades reajustadas.
O autor é cliente da Unimed há mais de 30 anos,
e recebeu a notícia do novo valor no mês em que
completou 70 anos. Em agosto de 2010, Gentil pagou R$ 448 ao
plano de saúde. Em setembro, a fatura foi emitida no valor
de R$ 727,32.
A alegação da empresa foi que, diante da mudança
de faixa etária, o contrato assinado pelas partes teve
de sofrer um reajuste de 80,85%, mais a readequação
anual de 6,75%. Além disso, a Unimed pleiteou a não
aplicação do Estatuto do Idoso, que veda tais reajustes,
em virtude de o contrato ter sido assinado antes da vigência
dessa lei.
Para os desembargadores,
a seguradora não pode impor
ao usuário um reajuste exorbitante como condição
para renovação do contrato, o que forçaria
o autor a aceitar os valores ou a procurar outra empresa e se
sujeitar novamente aos prazos de carência.
Deste modo,
conforme os ditames do Estatuto do Idoso e do Código
de Defesa do Consumidor, e aplicando-se o princípio da
boa-fé objetiva entre as partes, a cláusula que
determinava o reajuste foi declarada nula.
Segundo o
juiz de segundo grau Saul Steil, "não
se pode admitir que o segurado que renova ininterruptamente o
contrato por vários anos, quando atingir uma idade de
maior incidência de fragilidades, tenha simplesmente manifestada
a recusa à renovação da contratação,
ou seja surpreendido com a comunicação de não
mais interessar a renovação, ou que a renovação
somente ocorrerá caso aceite o reajuste por faixa etária
imposto pela operadora". A decisão da câmara
foi unânime.
Recentemente
o STJ deu uma decisão no mesmo sentido.
Trata-se do caso em que o presidente do Superior Tribunal de
Justiça, ministro Ari Pargendler, concedeu liminar garantido
a uma segurada da Unimed Campo Grande o uso do plano de saúde
sem o reajuste de 99,24% na mensalidade, até julgamento
da medida cautelar no STJ.
De acordo
com os autos, o reajuste foi justificado pela seguradora devido à mudança de faixa etária
da segurada. A consumidora completou 50 anos.
PORTAL G1
Mulheres
preferem pagar troca de silicone adulterado do próprio
bolso
Pelo SUS,
processo levaria um ano, no mínimo, disse uma
delas.
Apesar do
compromisso de planos de saúde e do Sistema Único
de Saúde (SUS) de bancar a troca das próteses mamárias
PIP e Rófil com ruptura, algumas pacientes assustadas
preferem pagar suas próprias cirurgias e afastar de uma
vez o risco de problemas com os implantes -- mesmo sem sinal
de rompimento.
O Ministério da Saúde determinou que os dois sistemas
devem cobrir os gastos de exames de diagnóstico e cirurgias
para quem tiver implantes das duas marcas. A cirurgia será feita
em quem teve rompimento do implante. Fora isso, quem tem histórico
familiar de câncer de mama e sintomas de ruptura ou alterações
nos exames físicos também poderá fazer a
cirurgia.
As duas fabricantes
usaram um tipo de silicone impróprio
para implantes e sem certificação sanitária.
As próteses se rompem com mais frequência do que
a média e o material que vaza é perigoso para a
saúde.
'O
menor problema seria uma irritação'
A farmacêutica Viviane Aquino ainda nem fez o exame para
conferir se há ruptura, mas já se decidiu pela
troca da prótese do próprio bolso.
Eu vou tirar
mesmo, independentemente do exame, afirmou. Em 6 de fevereiro,
ela
vai retirar o silicone que pôs em janeiro
de 2010 e colocar outro no lugar.
A moradora
de São Paulo diz que faz os exames de rotina,
mas que prefere não arriscar. Eu faço o exame hoje,
vai que acontece uma ruptura no mês que vem. Eu só vou
descobrir no outro ano, exemplificou a farmacêutica.
Como profissional
de saúde, Viviane fica ainda mais preocupada
com o risco de vazamento. Sei que a permanência de qualquer
material dentro do nosso organismo que não seja cirúrgico
pode desencadear diversos problemas, o menor deles seria uma
irritação, ela afirmou.
Com pressa,
a farmacêutica nem considerou procurar o SUS.
Hoje, para marcar uma consulta com um ginecologista leva dois
ou três meses. O processo levaria um ano, no mínimo,
estimou.
Câncer de mama na família
A pressa
levou Patricia Hering Dorow, catarinense de Blumenau, a uma
decisão parecida. O histórico de doença
na família é um fator que conta a favor na hora
de acionar o SUS ou um plano de saúde, mas que também
pesa na cabeça de quem está com a prótese
da PIP.
Minha avó teve câncer de mama, então estou
preocupada, afirmou a comerciante. E minha mãe está na
mesma situação.
O exame de
ressonância magnética confirmou que
a prótese que Patricia colocou em outubro de 2008 ainda
está íntegra.
O médico que colocou a prótese disse que não
tem necessidade de trocar, ela disse.
Mesmo assim,
a mãe de três filhos decidiu procurar
outro cirurgião para fazer a troca.
Uma das próteses de Patricia já apresentou um
pequeno defeito. Logo que coloquei, senti que não era
consistente, ela relatou.
O cirurgião que vai trocar disse que tem uma pequena
dobra, não é uma ruptura, completou a comerciante.
Não é um risco, segundo o médico.
PORTAL
DA SAÚDE
Mais
de 3 mil vagas abertas na Atenção Básica
Prorrogadas
as inscrições de médicos, enfermeiros
e cirurgiões-dentistas no Provab. Secretarias de Saúde
e instituições de ensino ainda podem aderir
Médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas de
todo país estão sendo convocados a participar do
Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção
Básica (Provab) que oferece 3,7 mil vagas de trabalho.
O Ministério da Saúde em parceria com o Ministério
da Educação e gestores municipais oferecem uma
oportunidade de emprego que ainda pode ser parâmetro para
a residência médica, caso seja interesse do profissional.
Os médicos que tiverem uma boa avaliação
de desempenho receberão pontuação adicional
de 10% na nota nos exames de residência médica que
porventura vierem a prestar. Além disso, os profissionais
vão reforçar os recursos humanos da atenção
básica em municípios com carência.
O período de inscrição no Provab foi prorrogado
até o próximo dia 12. Estão sendo oferecidas
2 mil vagas para médicos, mil para enfermeiros e 700 para
cirurgiões-dentistas.
“O Provab é mais um dos programas do Ministério
da Saúde que visa ampliar a assistência principalmente
aos usuários do SUS que ainda têm dificuldades para
acessar serviços e profissionais de saúde. Além
disso, o programa oferece aos profissionais participantes a oportunidade
de conhecer diferentes realidades e de exercer a profissão
onde a população mais necessita, fortalecendo a
dimensão de relevância social de sua atuação.”,
analisa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
INSCRIÇÕES
O processo
seletivo está dividido em duas fases: a fase
de habilitação e a fase de seleção.
A fase de habilitação vai até dia 12 de
fevereiro, e as inscrições devem ser efetuadas
via internet (clique aqui). Poderão se inscrever médicos,
enfermeiros e cirurgiões-dentistas que tenham concluído
a graduação, e que tenham registro profissional
junto ao respectivo conselho de classe no início das atividades
profissionais. Os candidatos deverão indicar, em ordem
de preferência, as seis localidades em que desejam atuar.
Ao preencher
o formulário eletrônico, o candidato
deverá anexar arquivo contendo cópia do diploma
de graduação ou certificado de conclusão
de curso e cópia de documento de identificação
com foto, conforme determina o edital que traz a descrição
detalhada do processo. Candidatos que encontrarem dificuldades
técnicas para realizar a inscrição podem
tirar suas dúvidas pelo endereço nti.dab@saude.gov.br.
Terão preferência os candidatos que tiverem se
graduado em instituição de ensino superior que
for entidade supervisora do município da vaga pretendida,
tiverem nascido ou atuarem no mesmo estado da vaga pretendida
e tiver maior idade. Também será considerada a
ordem de inscrição.
AGÊNCIA
BRASIL
Número de casos de câncer de colo de útero
pode ser maior do que o estimado pelo Inca, diz especialista
O Brasil
pode fechar o ano com um número de casos de
câncer de colo de útero muito superior aos 17,5
mil estimados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Apesar do número alarmante, o diretor do Instituto Oncoguia,
Rafael Kaliks, considera a projeção do Inca conservadora. “Existe
uma variabilidade muito grande do número de casos por
100 mil habitantes entre os estados e não tem motivo para
uma região ter muito maior incidência do que outra.
Existem locais onde os números não estão
sendo documentados de forma adequada”, afirmou o oncologista.
Kaliks destaca,
por exemplo, a situação da doença
na Região Norte do país, onde o câncer do
colo de útero ainda é o tipo de câncer que
mais mata mulheres. “É mais comum que o câncer
de mama. Se pensar que se trata de um câncer que se pode
prevenir e que ninguém deveria morrer por esta doença,
já que com a detecção precoce existe cura, é uma
tragédia permitir que esta seja a principal causa de morte
por câncer na região.”
Para o diretor
do instituto responsável pela divulgação
de informações sobre vários tipos de câncer,
apesar de todos os esforços que o governo vêm fazendo
desde a década de 1990, os casos da doença estão
aumentando. Kaliks elenca duas razões para o cenário
estabelecido. A primeira delas é a baixa adesão
das mulheres ao exame de papanicolau. “Ou o papanicolau
não está sendo feito nunca ou está sendo
feito de forma irregular. O segundo motivo é que mesmo
que uma mulher seja diagnosticada, em determinadas regiões,
até que ela seja tratada, podem se passar meses e até um
ano. E, nesse período de atraso do tratamento, a doença
acaba se espalhando ou se tornando intratável. Quando
a mulher chega para operar ela não é mais operável
e ela acaba morrendo pela doença.”
O oncologista
diz ser inaceitável que uma mulher morra
por esse tipo de câncer em pleno século 20 e defende
a inserção da vacina contra o HPV (vírus
do papiloma humano, principal responsável pelo câncer
do colo de útero) no calendário de imunização
da rede pública de saúde. “Se você tem
cinco projetos de melhoria do rastreamento [exame e diagnóstico
do vírus] ao longo de 20 anos e, apesar da implementação
desses cinco projetos, a mortalidade está aumentando,
você tem que ser honesto e dizer 'vamos fazer mais alguma
coisa?”, afirmou o especialista criticando a posição
do governo que ainda não incluiu a vacina no programa
nacional.
“Além da educação sexual, teria o
uso da vacina que diminui em 90% ou mais o risco do aparecimento
de lesões pré-malignas. O governo se apoia no argumento
de que não se sabe se ocorrerá redução
dos casos de câncer para dizer que não está justificada
a incorporação da vacinação contra
HPV na rede pública. Quando o mundo inteiro está aderindo
a essa vacina”, disse Kaliks.
Por outro
lado, o Ministério da Saúde garante
que as negociações com os laboratórios estão
em andamento. “O Programa Nacional de Imunização
do Brasil é um dos mais completos do mundo. Temos agora
três vacinas que estão sob análise [vacina
contra hepatite A, contra varicela e contra HPV]. Antes de incluir
uma vacina, o Ministério da Saúde tem que fazer
vários estudos, porque precisamos zelar pelos recursos
da área que já são menores do que deveriam
ser. E temos que ter a certeza que cada vacina vai representar
um avanço na saúde das pessoas”, explicou
Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde,
do Ministério da Saúde.
Pelos cálculos do ministério, hoje são
gastos R$ 1,6 bilhão em todo o programa de vacinação.
Os gastos com a nova vacina representariam R$ 700 milhões
só no primeiro ano. “A vacina já reduziu
bastante o preço porque ela foi um relativo fracasso no
mundo. Essa vacina só foi implementada em cerca de 30
países. Nos Estados Unidos, a cobertura chega a 30%, ou
seja, com impacto epidemiológico praticamente nenhum. É uma
vacina injetável, que precisa de três doses. Não é uma
bala de prata mágica que a pessoa toma uma dose e fica
protegida do câncer”, disse Barbosa, alertando que,
mesmo imunizadas, as mulheres precisam continuar se submetendo
aos exames periódicos.
O secretário destacou que a vacina só apresentaria
impactos daqui a 30 anos, já que os testes, segundo ele,
mostram eficiência apenas entre meninas de 9 a 12 anos
de idade. “A vacina não teria qualquer impacto sobre
os casos deste ano. Se vacinar em 2012 só esperaria algum
impacto a partir de 2042. A preocupação que a gente
tem de ter é com a saúde da mulher. Pensar quais
as barreiras que, apesar dos avanços na ampliação
da cobertura, existem? Em alguns lugares é a dificuldade
de acesso, algumas barreiras são culturais ou de falta
de informação”, ponderou Jarbas Barbosa.
Ainda segundo
o ministério, as vacinas disponíveis
hoje não cobrem todos os sorotipos do HPV. “Os próprios
fabricantes estão desenvolvendo vacinas de nova geração
que cobririam oito a nove sorotipos. Na negociação
que o Brasil já está fazendo queremos garantir
que o custo seja aceitável e que, quando fizer o acordo
de transferência de tecnologia, esteja garantido que vamos
ter acesso a essa segunda geração de vacinas. Se
não teremos uma vacina antiga que cobre menos de 70% dos
sorotipos”, explicou Barbosa.
CORREIO BRAZILIENSE
Diagnóstico
pelas unhas
As unhas
de Maria Rita de Cássia ficaram quebradiças
por causa de uma tireoidite de Hashimoto. Análise das
pontas dos dedos por um especialista pode indicar variados problemas
no organismo, de falta de vitaminas a graves males no pulmão
Carolina Cotta
Elas revelam
muito mais do que a personalidade do dono - no caso daqueles
ansiosos
que não as tiram da boca. Um exame
das unhas e de suas lesões feito por especialistas pode
gerar um verdadeiro arsenal de informações sobre
hábitos errados e até doenças sistêmicas
que repercutem na estrutura de queratina responsável por
proteger a ponta dos dedos. De organização semelhante à da
pele, é mesmo lógico que ela revele sinais do organismo
humano.
Segundo Aloísio Gamonal, chefe do serviço de dermatologia
do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz
de Fora (UFJF), os médicos podem extrair informações
confiáveis das unhas. Contrariando uma ideia disseminada,
as manchas brancas, por exemplo, não estão vinculadas à falta
de cálcio, mas, às vezes, a uma carência
de zinco. As manchas amarelas são frequentes nas pessoas
que fumam muito, mas também naquelas que seguem um longo
tratamento com antibiótico com ciclinas.
As unhas
saudáveis são aquelas de cor rosada,
lâminas finas e flexíveis e formato convexo. Todo
o resto representa algum tipo de problema, que precisa ser avaliado
por um dermatologista. Há unhas, por exemplo, que apresentam
faixas pretas como códigos de barras, que surgem em decorrência
de disfunções hormonais, como uma insuficiência
das glândulas suprarrenais, da ingestão de certos
medicamentos ou de tumores da matriz ungueal, de onde nasce a
unha.
A forma e
a textura das unhas também fornecem indicações. "Unhas
convexas e sem brilho encontram-se, às vezes, em pessoas
acometidas por uma doença cardíaca ou pulmonar
crônica grave. Costuma-se dizer que unhas secas e frágeis
resultam de falta de vitaminas A, B ou E ou de uma carência
de cálcio, mas a suplementação, muitas vezes
proposta, nem sempre é eficaz. Sabemos tratar de unhas
côncavas, que assinalam um eventual déficit de ferro
na criança", explica Gamonal.
As unhas
frágeis, quebradiças e que com frequência
escamam são um dos efeitos da tireoidite de Hashimoto,
com que a nutricionista Maria Rita de Cássia Brito, 57
anos, foi diagnosticada anos atrás. A doença foi
descoberta em exames solicitados por um endocrinologista, mas
as condições das unhas poderiam ter revelado a
doença se o problema fosse relatado a um dermatologista.
De acordo com a médica Ana Cláudia de Brito Soares,
membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia -
Regional Minas Gerais, uma análise clínica das
unhas pode sugerir problemas, mas é imprescindível
seguir a investigação com exames.
A fragilidade
das unhas mudou os hábitos de Maria Rita,
que vai à manicure a cada 15 dias, e não semanalmente;
e precisa tirar o esmalte antes da hora, para deixar a região "respirar" um
pouco. Não são necessários remédios
específicos para a unha, mas ela mesma preparou uma dieta
com aportes de vitamina D. "Acho que o problema é um
somatório de fatores e tem inclusive relação
com um excesso de vitamina A, que afeta a saúde das unhas",
diz a nutricionista.
A alimentação, aliás, tem influência
direta sobre a saúde das unhas - elas refletem o status
nutricional do organismo. Vitaminas B3, A e C (encontradas na
maioria dos alimentos), ferro (em carnes e feijão), magnésio
(em verduras escuras), selênio (em castanha-do-pará),
zinco (em carnes e alimentos integrais) e biotina (em ovos e
iogurte) são ótimos para o fortalecimento, diferentemente
do cálcio, que tem pouca influência.
Ajuda especializada
Segundo Ana
Cláudia Brito, se a unha não estiver
lisa, brilhante e transparente e não for possível
enxergar a meia-lua da cutícula, isso é uma indicação
de que algo não vai bem. Alterações na coloração,
como opacidade, podem sugerir micoses e psoríase; e até melanomas,
no caso de áreas acastanhadas. Descolamentos de unhas
podem ser traumas, micoses ou alergias. Já alterações
na espessura, como unhas muito grossas e rugosas, principalmente
no pé, podem indicar problemas de circulação,
micose e psoríase.
E as fracas? "Ah, essas ainda são um mistério
para a dermatologia. Geralmente, lâminas mais finas podem
ser sinal de uma agressão por agente externo, mas também
um estado de desnutrição ou anemia", diz a
médica. O importante é investigar. A manicure Eliana
de Souza Cardoso, 46 anos, vive uma "ironia do destino".
Todos os dias zela para que as unhas das clientes fiquem bem
cuidadas e bonitas, o que não é possível
com as suas próprias. Eliana e uma de suas irmãs
nasceram com uma deformação na unha, uma estrutura
fina, que mal cresce e é cheia de ondulações.
Na adolescência, quando o problema a incomodava muito,
chegou a procurar um médico, que lhe assegurou ser um
problema genético. Fato é que quatro dos três
filhos de Eliana e o neto têm o problema.
No
salão
(e em casa)
Use material
individual para corte e limpeza e nunca o empreste a ninguém.
Se fizer a unha com manicures, use apenas ferramentas esterilizadas.
Evite retirar
as cutículas. Elas são importantes
para proteger pele e unha, pois funcionam como barreira protetora
para a entrada de germes e materiais estranhos. A cutícula
está para a unha assim como a gengiva está para
os dentes. Se, ao escová-los, a gengiva for cortada, sangramentos,
dores, inflamações e infecções serão
mais comuns.
Ao cortar
as unhas, adote um formato quadrado e não as
deixe compridas nem curtas - mas sempre retas.
Ao fazer
as unhas e suspeitar que alguma está com micose,
deixe para limpá-la por último e evite assim a
autocontaminação. Imediatamente, procure tratá-la.
Evite usar
objetos pontiagudos para limpar sob as unhas, o que pode provocar
seu
descolamento (onicólise), de tratamento
bastante difícil. O ideal é amolecer a sujeira
com sabonete e usar uma escovinha, que agride menos.
Esmaltes
não prejudicam as unhas. Sua função é embelezar
e proteger.
Não use acetona para remover esmaltes antigos, pois,
por ser um solvente, ela agride quimicamente o enxofre das unhas.
Dê preferência ao óleo de banana.
Os pedacinhos
de pele que costumam ficar perto das unhas, os chamados "padrastos" ou espigos, não devem ser
arrancados com os dentes, pois certamente inflamarão.
Corte-os com tesoura e aplique um creme hidratante.
Encravaram.
E aí?
Ao primeiro
sinal de inflamação ou dor na região
em volta das unhas, limpe o local e aplique um produto à base
de antibiótico (neomicina ou garamicina, por exemplo)
duas vezes ao dia, até melhorar. Não tente ficar
cortando as laterais na tentativa de "desencravar",
porque isso só vai piorar o processo. Nesses dias, evite
atividades físicas (esportivas ou no trabalho) que machuquem
ainda mais a região.
Se não melhorar em uma semana, procure seu médico
ou um dermatologista para uma melhor avaliação.
A cirurgia só é indicada em casos mais avançados.
Quando realizada por profissionais treinados, existe grande chance
de ser única, com pós-operatório rápido
e imediato uso de calçados.
Para evitar
unhas encravadas, faça sempre um corte reto,
nunca arredondado, principalmente nas unhas dos pés. O
corte errado é a principal causa de unhas encravadas.
A segunda é o uso de calçados apertados. Evite,
portanto, os de bico fino ou passe a usar um número maior
do que normalmente calça.
A análise toxicológica das unhas em medicina legal
pode revelar sinais produzidos por envenenamento por arsênico,
que provoca faixas brancas transversais em todas elas, as chamadas
faixas de Mees. O conhecimento pode ser empregado também
na luta contra o doping, para o qual o exame das unhas fornece
algumas informações. Pesquisadores britânicos
desenvolveram uma técnica baseada na análise da
extremidade livre das unhas dos dedos do pé que poderia
evidenciar, antes de uma competição, traços
de produtos ilícitos dopantes, como a testosterona e a
pregnenolona, mais de um ano após seu consumo, já que
a renovação de uma unha do dedo do pé ocorre
entre 12 e 18 meses. O método foi testado com êxito
na busca por sinais de heroína ou de cannabis nos toxicômanos. É por
motivos como esses que a onicologia - a ciência das unhas
- passou a ser uma realidade científica com crescentes
possibilidades terapêuticas, tornando indispensável
a inserção da semiologia das unhas no ensino e
na prática médicos.
FOLHA DE S. PAULO
Estudo
em jogadores de vôlei busca os genes da tendinite
Objetivo é saber se há pessoas com predisposição
genética para ter a inflamação e tentar
evitá-la
Denise Menchen
O Into (Instituto
Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad), no Rio,
deu início neste mês à coleta
de amostras de DNA de jogadores de vôlei que disputam a
Superliga.
O objetivo é investigar se existe correlação
entre características genéticas e o desenvolvimento
de tendinites.
De origem
traumática ou degenerativa, a inflamação
de tendões é comum em jogadores, afetando articulações
como ombros e joelhos.
Segundo a
pesquisadora Priscila Casado, do Into, o estudo surgiu da observação de que, apesar de serem submetidos
a cargas semelhantes de treinamento e esforço físico,
alguns atletas sofrem com o problema e outros não.
"Será que existem características individuais
no DNA da pessoa que predispõem ao desenvolvimento dessa
doença?", questiona Casado.
Para responder à pergunta, pesquisadores do instituto
esperam coletar, até março, amostras de saliva
dos 216 atletas da Superliga.
As coletas
são feitas sempre que uma equipe viaja para
enfrentar o time RJX, no Rio. Uma parceria com o time permite
aos pesquisadores usar o Maracanãzinho para o procedimento.
Cada jogador
preenche um questionário com informações
sobre episódios de tendinite nos seis meses anteriores
- período que engloba o treinamento para a competição.
Depois, bochecha 5 ml de soro fisiológico e deposita o
líquido em um recipiente.
O material
vai para o laboratório, onde é feito
o sequenciamento de genes suspeitos de terem relação
com as lesões, como aqueles ligados à estrutura
do colágeno, à resposta inflamatória e à destruição
de tecidos.
Os pesquisadores
esperam encontrar características que
diferenciem os atletas com histórico da doença
dos demais. A expectativa é que os primeiros resultados
saiam até o fim do ano.
PREVENÇÃO
Concluída essa fase, o instituto pretende buscar essas
mesmas informações genéticas, associadas à tendinite,
em jogadores das categorias de base. A ideia é acompanhá-los
por alguns anos para ver se a predisposição para
a doença se confirma.
Segundo Casado,
o intuito final é que, com a identificação
de genes que elevam o risco de inflamação, preparadores
físicos e fisioterapeutas possam fazer um trabalho específico
para evitar o aparecimento do problema.
Ela diz não temer que o conhecimento possa ser usado
na "peneira" de candidatos a atletas, levando à exclusão
de futuros jogadores devido ao risco de desenvolver tendinite. "Hoje,
grande parte dos jogadores já tem [tendinite] e não é excluída
por causa disso. O que conta é a habilidade", diz.
"Queremos dar mais bem-estar ao atleta e, com um treinamento
direcionado, evitar que ele tenha o problema numa intensidade
tão alta que o afaste de treinos e jogos."
JORNAL DO COMMERCIO
Veja
o desempenho dos planos de saúde
Com a última edição divulgada em outubro,
o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS)
revelou que dos 1.103 planos de saúde no Brasil, 40% deles
apresentaram desempenho péssimo e ruim, contra 32% com
desempenho bom e ótimo e 28%, médio. Os dados fazem
parte do Relatório do Programa de Qualificação
da Saúde Suplementar da Agência Nacional de Saúde
(ANS) e estão disponíveis para o consumidor. Como
a maioria dos planos ainda apresenta um desempenho insatisfatório,
o cliente pode se defender pesquisando sobre a saúde de
sua operadora. Ou seja, antes de fechar contrato, é bom
dar uma passadinha no site da ANS para se informar.
Isso é possível através do link http://www.ans.gov.br/index.php/planos-de-saude-e-operadoras/informacoes-e-avaliacoes-de-operadoras/consultar-dados.
Neste endereço o cliente vai digitar o nome do plano de
saúde que pretende obter informações. O
programa pesquisa a operadora e mostra através de gráficos
simples, e em cores que variam de vermelho (pior) a verde (melhor),
o desempenho da empresa em relação a quatro itens
básicos.
O primeiro é sobre atenção à saúde.
Neste artigo, a ANS mede os processos e práticas realizados
pelo plano em relação a acesso a serviços
e atendimento dado aos usuários. Em estrutura e operação,
a agência avalia o desempenho da empresa em relação
a sua estrutura oferecida. Em econômico-financeira é acompanhado
o equilíbrio da companhia, informação importante
para se ter ideia se a contratada terá condições
de entregar o serviço que vende. O último quesito
tem a ver com a satisfação dos beneficiários,
verificando os motivos de satisfação ou não
dos usuários.
Apesar do
desempenho fraco, em outubro, a ANS considerava que as operadoras
estão melhorando. Segundo a agência,
nos últimos três anos, o percentual de operadoras
médico-hospitalares nas duas faixas de melhor avaliação
do IDSS pulou de 11%, em 2007, para 32%, em 2010. E nas operadoras
exclusivamente odontológicas, o percentual de empresas
nas maiores faixas de IDSS passou de 13%, em 2007, para 29%,
em 2010.
Em dezembro,
a ANS alterou o peso das quatro dimensões
do IDSS. Com as modificações introduzidas pela
Resolução Normativa 282, o peso dos itens ficou
assim: atenção à saúde passou de
50% para 40%, econômico-financeira passou de 30% para 20%,
estrutura e operação pulou de 10% para 20% e satisfação
do beneficiário saiu de 10% para 20%. Ou seja, a agência
diminuiu um pouco o grau de importância da atenção à saúde
e saúde econômica e aumentou a participação
da estrutura e satisfação do usuário no índice.
Segunda-feira, 23.01.2012
PORTAL
DA SAÚDE
Ação contra obesidade infantil atingirá 50
mil escolas
Tema foi
escolhido para a primeira edição da Semana
de Mobilização Saúde na Escola, que acontecerá em
mais 2.200 municípios de 5 a 9 de março
O Ministério da Saúde intensificará ações
de promoção à saúde, prevenção
e controle da obesidade em escolas públicas do país.
A iniciativa vai envolver 11 milhões de alunos com idade
entre 5 a 19 anos, e faz parte da primeira edição
da Semana de Mobilização Saúde na Escola,
que acontecerá em março nos municípios que
fazem parte do Programa Saúde na Escola (PSE).
A medida
foi anunciada pela presidenta Dilma Rousseff durante o programa
de rádio Café com a Presidenta desta
segunda-feira (23). Neste ano, mais de 50 mil escolas em 2.500
municípios brasileiros se comprometeram a implementar
metas e ações de promoção, prevenção,
educação e avaliação das condições
de saúde das crianças e adolescentes nas escolas.
O tema de
trabalho prioritário em 2012 será Prevenção
da obesidade na infância e na adolescência. “Queremos,
nessa semana, envolver também os pais para debater um
problema que já afeta 1/5 da população infantil.
Reduzindo a obesidade infantil, nós vamos prevenir outras
doenças que podem ocorrer no futuro, como a hipertensão
e a diabetes”.
OBESIDADE
Segundo a
Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada
entre 2008/2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), uma em cada três crianças com idade entre
5 e 9 anos estão com peso acima do recomendado pela Organização
Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde.
O índice de jovens de 10 a 19 anos com excesso de peso
passou de 3,7%, em 1970, para 21,7%, em 2009. No Programa Café com
a Presidenta, Dilma Rousseff ressaltou a importância do
envolvimento de todos na ação.
SAÚDE
NAS ESCOLAS
As ações do Programa Saúde na Escola são
desenvolvidas por equipes de Saúde da Família ligadas à Unidade
de Saúde Básica (UBS), que se deslocarão
até a escola para examinar as crianças e desenvolver
práticas educativas de promoção, prevenção
e avaliação das condições de saúde. “A
manutenção do peso adequado desde a infância é um
dos principais fatores para a prevenção de doenças
na fase adulta”, explica a coordenadora do Programa Saúde
da Família, Raquel Turci. Neste ano também serão
programadas visitas da comunidade às Unidades Básicas
de Saúde, ação prevista dentro da estratégia
Saúde Mais Perto de Você.
INVESTIMENTO
O Ministério da Saúde autorizou em dezembro de
2011 o repasse de R$ 108 milhões referente aos 2.271 municípios
que aderiram ao PSE no ano passado, sendo que R$ 65,7 serão
destinados aos municípios que fazem parte do Mapa da Miséria.
Outros 229 municípios aderiram ao programa neste ano e
novos recursos serão repassados a partir de fevereiro.
Os valores serão liberados em duas etapas: na primeira,
o município receberá no início de 2012 os
70% do valor acertado para implementar as ações.
Os 30% restantes serão pagos em dezembro de 2012, após
prestação de contas das ações em
desenvolvimento.
O Programa
Saúde na Escola é desenvolvido pelos
Ministérios da Saúde e Educação,
desde 2007, com o objetivo de prevenir e promover a saúde
dos educandos de 5 a 19 anos. A iniciativa foi integrada ao Programa
Brasil sem Miséria, lançado pela Presidência
da República em 2011.
Número de municípios que aderiram ao Programa
Saúde na Escola:
UF |
UF |
Nº municípios |
DISTRITO FEDERAL |
DF |
1 |
GOIÁS |
GO |
99 |
MATO
GROSSO DO SUL |
MS |
32 |
MATO
GROSSO |
MT |
63 |
TOTAL
CENTRO-OESTE |
195 |
ALAGOAS |
AL |
92 |
BAHIA |
BA |
218 |
CEARÁ |
CE |
149 |
MARANHÃO |
MA |
185 |
PARAÍBA |
PB |
181 |
PERNAMBUCO |
PE |
103 |
PIAUÍ |
PI |
131 |
RIO GRANDE
DO NORTE |
RN |
149 |
SERGIPE |
SE |
58 |
TOTAL
NORDESTE |
1266 |
ACRE |
AC |
14 |
AMAZONAS |
AM |
25 |
AMAPÁ |
AP |
2 |
PARA |
PA |
40 |
RONDONIA |
RO |
1 |
RORAÍMA |
RR |
2 |
TOCANTINS |
TO |
99 |
TOTAL
NORTE |
183 |
ESPIRITO
SANTO |
ES |
24 |
RIO
DE JANEIRO |
RJ |
39 |
SÃO
PAULO |
SP |
44 |
MINAS
GERAIS |
MG |
305 |
TOTAL
SUDESTE |
412 |
PARANÁ |
PR |
80 |
RIO
GRANDE DO SUL |
RS |
58 |
SANTA
CATARINA |
SC |
77 |
TOTAL
SUL |
215 |
TOTAL
GERAL |
2271 |
GLOBO ONLINE
Governo
divulga 371 serviços para troca de prótese
mamária
O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira
que 371 serviços do Sistema Único de Saúde
(SUS) estão habilitados para a troca de implante mamário
de silicone das marcas PIP (francesa) e Rofil (holandesa).
O Ministério ressalta que a orientação é que
o procedimento de troca das próteses seja realizado, em
princípio, pelo serviço de referência onde
o implante inicial ocorreu. No entanto, em "caráter
excepcional", os pacientes que estiverem distantes do médico
ou do estabelecimento que realizaram o implante poderão
procurar um destes 371 serviços de saúde que oferecem
cirurgia de média ou alta complexidade ou, ainda, qualquer
unidade de saúde ou Centro de Especialidades do SUS mais
próximo para a avaliação do implante e das
condições de saúde do paciente".
Ainda de
acordo com o ministério, todos os pacientes
que possuem prótese mamária das duas marcas e apresentarem
confirmação de rompimento deverão ser atendidos
tanto pelo SUS como também pelas operadoras de planos
de saúde.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) lançou um hotsite que concentra informações
sobre implantes mamários, e que permite que as pacientes
e os médicos encaminhem notificações sobre
a prótese implantada e o relato de qualquer ocorrência.
SAÚDE
WEB
Unimed-RJ
apresenta balanço positivo, com RN 259
Dos quase 850 mil clientes, apenas 71 (0,008%) entraram em contato
com a cooperativa para solicitar agendamento de consulta ou exame
A Resolução Normativa 259/268 da Agência
Nacional de Saúde Suplementar entrou em vigor em 19 de
dezembro de 2011, A RN estipula prazos para atendimento de beneficiários
de planos de saúde em todo o território nacional.
De acordo com a Unimed-Rio, um mês depois do inicio da
exigência, o balanço da Unimed-Rio é bastante
positivo.
Segundo a
cooperativa, dos quase 850 mil clientes, apenas 71 (0,008%)
entraram em
contato com a cooperativa para solicitar
agendamento de consulta ou exame. Um dos itens mais bem-sucedidos
foi o de autorização para procedimentos e internação,
que não registrou qualquer reclamação nesse
período.
O gerente
executivo da área de relacionamento com o cooperado
da Unimed-Rio, diz que os cooperados estão mantendo suas
agendas. Caso o cliente entre em contato Rio informando que está com
dificuldade de agendamento por falta de horário, a Unimed
tenta localizar a especialidade que tenha agenda disponível
As especialidades
e exames mais afetados por falta de horário
foram o Teste Ergométrico (Serviços de Apoio à Diagnose
e Terapia SADT), com quatro casos reportados, e Psiquiatria pediátrica,
Psiquiatria e Acupuntura (cooperados), com dois casos cada. Além
da falta de horário, houve quem relatasse dificuldade
em relação à localização de
prestadores para realização de determinados exames.
Os maiores
ofensores nesta situação no período
foram a angiotomografia coronariana (SADT), com 13 casos, e a
tomografia de coerência óptica (Hospitais), com
cinco. A dificuldade, no entanto, tem uma explicação.
Os exames citados foram incluídos no novo Rol de Procedimentos
da ANS (RN 262), que entrou em vigor somente em 1º de janeiro
deste ano.
CORREIO BRAZILIENSE
ANS
diz que não houve falha de plano de saúde
no atendimento a Duvanier
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) concluiu
que não houve erro por parte do plano de saúde
Geap no caso da morte do secretário de Recursos Humanos
do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira.
De acordo
com a ANS, o plano do qual o secretário era
cliente não era credenciado em nenhum dos três hospitais
particulares - Santa Lúcia, Santa Luzia e Planalto - procurados
por ele na quinta-feira passada (19). Assim, segundo a agência,
não houve negativa de cobertura.
Duvanier
Ferreira, de 56 anos, morreu vítima de infarto.
Segundo a família do secretário, na madrugada do
dia 19, ele procurou atendimento nos hospitais Santa Lúcia
e Santa Luzia, que não são conveniados ao plano
Geap, e os hospitais exigiram um cheque caução
para prestar o serviço. Como o secretário estava
sem cheque e sem dinheiro, não foi atendido nos dois primeiros
hospitais. Ele foi socorrido Hospital Planalto, o terceiro que
procurou, porém os médicos não conseguiram
reanimá-lo.
PORTAL UOL
CRM
do Rio reúne entidades médicas para discutir
próteses de silicone proibidas
O Conselho
Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj)
vai promover
hoje (23), às 19h, uma reunião
com representantes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
(SBCO), Sociedade Brasileira de Mastologia e da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para debater
o problema das próteses de silicone cujo uso foi recentemente
proibido no Brasil.
A Anvisa
cancelou o registro das próteses mamárias
das marcas Poly Implant Prothese (PIP), da França, e Rofil,
da Holanda, devido a adulterações do produto e
ao risco à saúde. A estimativa do governo é que
cerca de 15 mil mulheres tenham implantado próteses das
marcas proibidas.
De acordo
com a presidenta do Cremerj, a cirurgiã plástica
Márcia Rosa de Araujo, cerca de 200 médicos devem
comparecer ao encontro. "O objetivo da reunião é dar
suporte ético e técnico aos cirurgiões que
lidam com implantes de silicone. Pretendemos informar sobre como
o médico deve proceder, como esclarecer dúvidas
das pacientes e como se respaldar para o caso de ter usado essas
próteses, pois a Anvisa deve assumir a responsabilidade
por ter liberado esse material e o ônus não pode
ser do médico".
O Ministério da Saúde anunciou na semana passada
que a substituição de próteses mamárias
das marcas PIP e Rofil que apresentarem vazamentos será custeada
pela rede pública de saúde e pelos planos de saúde
privados. No entanto, a presidenta do Cremerj disse que o conselho
ainda não recebeu nenhum comunicado oficial do governo.
"Não recebemos nenhuma notificação.
Não existe ainda uma resolução da agência
reguladora (ANS) a respeito. Sem essa resolução,
os planos de saúde não têm obrigação
custear nada", disse a Márcia Araújo.Os médicos
interessados em participar da reunião podem ligar para
os telefones (21) 3184 7110 e (21) 3184 7113 ou por e-mail.
Na quinta-feira
(19) passada a Anvisa abriu uma consulta pública
para receber críticas e sugestões em relação à proposta
de resolução que vai definir os requisitos mínimos
de qualidade para implantes mamários e as exigência
de certificação de conformidade dos produtos. As
sugestões devem ser encaminhadas via internet na página
da agência reguladora, no prazo de 30 dias. A agência
mantém também uma central de atendimento pelo telefone
0800 642 9782.
PORTAL
DA SAÚDE
Ministério
assegura recursos para hospital de Uberaba
Os recursos
serão utilizados para aquisição
de equipamentos para o hospital, além de garantir a implantação
do SAMU Regional
O Ministério da Saúde vai assegurar os recursos
necessários para a implantação do SAMU Regional
e a aquisição dos equipamentos para o Hospital
Regional de Uberaba (MG). Esses são alguns dos resultados
concretos para o Triângulo Mineiro que foram anunciados
pelo secretário nacional de Atenção à Saúde,
Helvécio Miranda Magalhães Júnior, durante
o encontro Juntos pelas Redes – Saúde, com Acesso
e Qualidade para Todos, que foi realizado na cidade, com a participação
de 40 municípios.
O Hospital
Regional de Uberaba, com 160 leitos (dos quais 20 de UTI), é referência para toda a Macrorregião
Triângulo Sul, composta por 27 municípios que abrigam
quase 700 mil habitantes. Eles também passarão
a ser cobertos pelo atendimento móvel pré-hospitalar
do SAMU.
Durante o
evento, foram encaminhadas ao Ministério da
Saúde várias solicitações de novos
serviços e ampliação de outros já existentes.
Os representantes da Secretaria de Atenção à Saúde
visitaram unidades hospitalares da cidade de Uberaba e confirmaram
a existência de demandas reais a serem atendidas.
“É fundamental para toda a região o Hospital
e o SAMU Regional, que passam a integrar a Rede de Urgência
e Emergência, desafogando os pronto-socorros e aumentando
a oferta de leitos de retaguarda”, disse Helvécio
Magalhães.
O titular
da SAS lembrou que com a UPA II, já em funcionamento,
e a UPA III, que será entregue ainda neste ano, Uberaba
irá receber aportes significativos, beneficiando toda
a região.
Helvécio também confirmou ampliação
dos repasses necessários para a implantação
de equipes de atenção domiciliar e de Salas de
Estabilização, iniciativas que contribuem para
reduzir a pressão nas portas de atendimento dos hospitais.
Segundo ele,
o SAMU regional reforça a importância
dos consórcios intermunicipais de saúde, como meio
para viabilizar as centrais de regulação, que são
fundamentais para as redes de Urgência e Emergência
em todo o país.
Para mais
de 130 presentes no encontro Juntos pelas Redes, Helvécio
Miranda ressaltou a importância do planejamento regional
na superação dos limites que cada município
apresenta em seus sistemas locais de saúde. Ele esclarece
que as redes temáticas vêm para equilibrar essas
carências que se estendem há décadas.
Regiões
interestaduais
Em junho
de 2011, a presidenta Dilma Rousseff publicou o Decreto 7.508,
que permite
a reorganização das regiões
de saúde, inclusive, nas áreas de fronteira.
“Não são regiões burocráticas.
Por exemplo, no Triângulo, no Sudoeste e no Sul de Minas,
temos uma forte interação com São Paulo.
O decreto nos permite fazer uma região própria
da saúde, inclusive interestadual.”
O secretário disse que já está sendo feita
uma experiência de Minas com o Rio de Janeiro, na Região
da Zona da Mata Mineira, em que Além Paraíba e
Muriaé atende municípios fluminenses e são
ressarcidos.
“Esse tipo de interlocução com os gestores é muito
importante, pois nos permite ouvir os problemas, as dificuldades
que devemos levar em conta ao realizarmos as políticas
públicas na área da saúde”, disse.
Os representantes
percorreram ainda as instalações
dos hospitais Hélio Angotti, da Beneficência, da
Criança e o das Clínicas da Universidade Federal
do Triângulo Mineiro (UFTM).
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br