24-01-12

 

Leia nesta edição:

- ANS publica normas para substituição de próteses de silicone

- Serviço hospitalar sobe mais que o dobro da inflação

- Justiça anula reajuste de 80% em plano de saúde de idoso

- Mulheres preferem pagar troca de silicone adulterado do próprio bolso

- Mais de 3 mil vagas abertas na Atenção Básica

- Número de casos de câncer de colo de útero pode ser maior do que o estimado pelo Inca, diz especialista

- Diagnóstico pelas unhas

- Estudo em jogadores de vôlei busca os genes da tendinite

- Veja o desempenho dos planos de saúde

- Ação contra obesidade infantil atingirá 50 mil escolas

- Governo divulga 371 serviços para troca de prótese mamária

- Unimed-RJ apresenta balanço positivo, com RN 259

- ANS diz que não houve falha de plano de saúde no atendimento a Duvanier

- CRM do Rio reúne entidades médicas para discutir próteses de silicone proibidas

- Ministério assegura recursos para hospital de Uberaba

Terça-feira, 24.01.2012

ESTADÃO.COM.BR

ANS publica normas para substituição de próteses de silicone

Norma da agência obriga planos de saúde a cobrir o valor dos implantes feitos com as marcas PIP e Rofil

O Diário Oficial da União publica na edição desta terça-feira, 24, a súmula normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que obriga os planos de saúde a cobrir o valor das próteses em implantes mamários feitos com as marcas PIP e Rofil. Até então, os planos de saúde eram obrigados a arcar apenas com o procedimento de substituição, sem a inclusão dos gastos com as próteses de silicone.

De acordo com a súmula da ANS, a orientação contempla todos os beneficiários de planos saúde, com exceção dos que têm planos antigos, com cláusula expressa de exclusão da cobertura de próteses.

O Ministério da Saúde entendeu que o procedimento cirúrgico de troca das próteses mencionadas é considerado reparador e não estético, uma vez que a ruptura da prótese e extravasamento do silicone causam processo de inflamação, com dor, inchaço e deformidade local.

De acordo com o Ministério da Saúde, os procedimentos assegurados serão prestados na rede credenciada, cooperada ou referenciada das operadoras de planos de saúde. Os critérios de acesso à rede assistencial serão definidos pelas operadoras.

Em casos de descumprimento, as operadoras poderão ser punidas com multas no valor de R$ 80 mil.

JORNAL DA TARDE

Serviço hospitalar sobe mais que o dobro da inflação

O consumidor sem plano de saúde terá de gastar ainda mais pelos serviços hospitalares este ano. A tendência é que os preços dos serviços ligados à área médica subam acima da inflação, que tem uma projeção de 5,29% para 2012. Só no ano passado, a alta média dos preços de cirurgias e internações foi de 14,53%, mais que o dobro da inflação geral de 6,49% medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a Grande São Paulo.

De acordo com José Luiz Toro, advogado especialista em direito da saúde, de maneira geral, a inflação da área médica é maior que a inflação geral porque tem algumas particularidades. "Uma delas é a inclusão de novas tecnologias, que não substituem as anteriores. Elas ajudam a melhorar. Esse incremento reflete no preço cobrado para o consumidor, mas nem sempre o benefício é proporcional ao aumento do preço."

Outro ponto que impacta nos preços é o aumento da expectativa de vida. "Nossa população está vivendo mais e precisa de mais atenção na área da saúde. Isso aumenta os custos médico-hospitalares e o número de ocupação hospitalar", pontua Toro.

Além da tecnologia e envelhecimento, o consultor da área de gestão da saúde da Fazio Consultoria, Pedro Fazio, aponta outro ponto que pode influenciar na média dos preços: muitos procedimentos, atualmente, não necessitam de internação. Assim, apenas os casos mais complexos são direcionados para hospitalização, o que eleva o preço médio do tratamento.

Fazio destaca que os orçamentos das empresas da área da saúde são projetados levando em consideração cinco pontos porcentuais acima da inflação devido às particularidades citadas, além de novas doenças e eventuais surtos.

Quem não tem plano de saúde fica "refém" do sistema público, que está sobrecarregado, ou vai precisar pagar por serviços particulares. "Não é à toa que o plano de saúde é o segundo objeto de consumo. O primeiro é o imóvel", diz Toro.

E a última pesquisa divulgada pelo IBGE sobre o assunto não é animadora. O levantamento mostra que a despesa per capta das famílias com bens e serviços de saúde foi de R$ 835,65 em 2009, um número 29,5% maior que o gasto per capita da administração pública no mesmo período, que foi de R$ 645,27.

No caso dos preços relacionados aos laboratórios de análises na capital, a alta foi bem menor: 0,74% em 2011. Já a inflação geral foi de 5,81%, segundo o índice da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, Paulo Azevedo, informa que 90% dos exames laboratoriais são feitos por meio dos planos de saúde. "O repasse dos planos para os laboratórios não tem reajuste há anos e eventualmente os pacientes particulares podem sofrer um repasse de custos", diz.

Ele afirma que a alta do dólar em 2011 contribui para os custos, já que cerca de 90% dos insumos, como filme de radiologia, são importados.

PORTAL R7

Justiça anula reajuste de 80% em plano de saúde de idoso

Caso aconteceu em Santa Catarina depois que segurado completou 70 anos

A Justiça determinou que um senhor de 70 anos deixasse de pagar o aumento de 80% do plano de saúde. A 3ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve decisão da 2ª Vara Cível de Curitibanos que garantiu a Gentil Ribeiro Filho o direito de permanecer no plano de saúde contratado sem ter as mensalidades reajustadas.

O autor é cliente da Unimed há mais de 30 anos, e recebeu a notícia do novo valor no mês em que completou 70 anos. Em agosto de 2010, Gentil pagou R$ 448 ao plano de saúde. Em setembro, a fatura foi emitida no valor de R$ 727,32.

A alegação da empresa foi que, diante da mudança de faixa etária, o contrato assinado pelas partes teve de sofrer um reajuste de 80,85%, mais a readequação anual de 6,75%. Além disso, a Unimed pleiteou a não aplicação do Estatuto do Idoso, que veda tais reajustes, em virtude de o contrato ter sido assinado antes da vigência dessa lei.

Para os desembargadores, a seguradora não pode impor ao usuário um reajuste exorbitante como condição para renovação do contrato, o que forçaria o autor a aceitar os valores ou a procurar outra empresa e se sujeitar novamente aos prazos de carência.

Deste modo, conforme os ditames do Estatuto do Idoso e do Código de Defesa do Consumidor, e aplicando-se o princípio da boa-fé objetiva entre as partes, a cláusula que determinava o reajuste foi declarada nula.

Segundo o juiz de segundo grau Saul Steil, "não se pode admitir que o segurado que renova ininterruptamente o contrato por vários anos, quando atingir uma idade de maior incidência de fragilidades, tenha simplesmente manifestada a recusa à renovação da contratação, ou seja surpreendido com a comunicação de não mais interessar a renovação, ou que a renovação somente ocorrerá caso aceite o reajuste por faixa etária imposto pela operadora". A decisão da câmara foi unânime.

Recentemente o STJ deu uma decisão no mesmo sentido. Trata-se do caso em que o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, concedeu liminar garantido a uma segurada da Unimed Campo Grande o uso do plano de saúde sem o reajuste de 99,24% na mensalidade, até julgamento da medida cautelar no STJ.

De acordo com os autos, o reajuste foi justificado pela seguradora devido à mudança de faixa etária da segurada. A consumidora completou 50 anos.

PORTAL G1

Mulheres preferem pagar troca de silicone adulterado do próprio bolso

Pelo SUS, processo levaria um ano, no mínimo, disse uma delas.

Apesar do compromisso de planos de saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) de bancar a troca das próteses mamárias PIP e Rófil com ruptura, algumas pacientes assustadas preferem pagar suas próprias cirurgias e afastar de uma vez o risco de problemas com os implantes -- mesmo sem sinal de rompimento.

O Ministério da Saúde determinou que os dois sistemas devem cobrir os gastos de exames de diagnóstico e cirurgias para quem tiver implantes das duas marcas. A cirurgia será feita em quem teve rompimento do implante. Fora isso, quem tem histórico familiar de câncer de mama e sintomas de ruptura ou alterações nos exames físicos também poderá fazer a cirurgia.

As duas fabricantes usaram um tipo de silicone impróprio para implantes e sem certificação sanitária. As próteses se rompem com mais frequência do que a média e o material que vaza é perigoso para a saúde.

'O menor problema seria uma irritação'

A farmacêutica Viviane Aquino ainda nem fez o exame para conferir se há ruptura, mas já se decidiu pela troca da prótese do próprio bolso.

Eu vou tirar mesmo, independentemente do exame, afirmou. Em 6 de fevereiro, ela vai retirar o silicone que pôs em janeiro de 2010 e colocar outro no lugar.

A moradora de São Paulo diz que faz os exames de rotina, mas que prefere não arriscar. Eu faço o exame hoje, vai que acontece uma ruptura no mês que vem. Eu só vou descobrir no outro ano, exemplificou a farmacêutica.

Como profissional de saúde, Viviane fica ainda mais preocupada com o risco de vazamento. Sei que a permanência de qualquer material dentro do nosso organismo que não seja cirúrgico pode desencadear diversos problemas, o menor deles seria uma irritação, ela afirmou.

Com pressa, a farmacêutica nem considerou procurar o SUS. Hoje, para marcar uma consulta com um ginecologista leva dois ou três meses. O processo levaria um ano, no mínimo, estimou.

Câncer de mama na família

A pressa levou Patricia Hering Dorow, catarinense de Blumenau, a uma decisão parecida. O histórico de doença na família é um fator que conta a favor na hora de acionar o SUS ou um plano de saúde, mas que também pesa na cabeça de quem está com a prótese da PIP.

Minha avó teve câncer de mama, então estou preocupada, afirmou a comerciante. E minha mãe está na mesma situação.

O exame de ressonância magnética confirmou que a prótese que Patricia colocou em outubro de 2008 ainda está íntegra.

O médico que colocou a prótese disse que não tem necessidade de trocar, ela disse.

Mesmo assim, a mãe de três filhos decidiu procurar outro cirurgião para fazer a troca.

Uma das próteses de Patricia já apresentou um pequeno defeito. Logo que coloquei, senti que não era consistente, ela relatou.

O cirurgião que vai trocar disse que tem uma pequena dobra, não é uma ruptura, completou a comerciante. Não é um risco, segundo o médico.

PORTAL DA SAÚDE

Mais de 3 mil vagas abertas na Atenção Básica

Prorrogadas as inscrições de médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas no Provab. Secretarias de Saúde e instituições de ensino ainda podem aderir

Médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas de todo país estão sendo convocados a participar do Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab) que oferece 3,7 mil vagas de trabalho. O Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação e gestores municipais oferecem uma oportunidade de emprego que ainda pode ser parâmetro para a residência médica, caso seja interesse do profissional. Os médicos que tiverem uma boa avaliação de desempenho receberão pontuação adicional de 10% na nota nos exames de residência médica que porventura vierem a prestar. Além disso, os profissionais vão reforçar os recursos humanos da atenção básica em municípios com carência.

O período de inscrição no Provab foi prorrogado até o próximo dia 12. Estão sendo oferecidas 2 mil vagas para médicos, mil para enfermeiros e 700 para cirurgiões-dentistas.

“O Provab é mais um dos programas do Ministério da Saúde que visa ampliar a assistência principalmente aos usuários do SUS que ainda têm dificuldades para acessar serviços e profissionais de saúde. Além disso, o programa oferece aos profissionais participantes a oportunidade de conhecer diferentes realidades e de exercer a profissão onde a população mais necessita, fortalecendo a dimensão de relevância social de sua atuação.”, analisa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

INSCRIÇÕES

O processo seletivo está dividido em duas fases: a fase de habilitação e a fase de seleção. A fase de habilitação vai até dia 12 de fevereiro, e as inscrições devem ser efetuadas via internet (clique aqui). Poderão se inscrever médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas que tenham concluído a graduação, e que tenham registro profissional junto ao respectivo conselho de classe no início das atividades profissionais. Os candidatos deverão indicar, em ordem de preferência, as seis localidades em que desejam atuar.

Ao preencher o formulário eletrônico, o candidato deverá anexar arquivo contendo cópia do diploma de graduação ou certificado de conclusão de curso e cópia de documento de identificação com foto, conforme determina o edital que traz a descrição detalhada do processo. Candidatos que encontrarem dificuldades técnicas para realizar a inscrição podem tirar suas dúvidas pelo endereço nti.dab@saude.gov.br.

Terão preferência os candidatos que tiverem se graduado em instituição de ensino superior que for entidade supervisora do município da vaga pretendida, tiverem nascido ou atuarem no mesmo estado da vaga pretendida e tiver maior idade. Também será considerada a ordem de inscrição.

AGÊNCIA BRASIL

Número de casos de câncer de colo de útero pode ser maior do que o estimado pelo Inca, diz especialista

O Brasil pode fechar o ano com um número de casos de câncer de colo de útero muito superior aos 17,5 mil estimados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). Apesar do número alarmante, o diretor do Instituto Oncoguia, Rafael Kaliks, considera a projeção do Inca conservadora. “Existe uma variabilidade muito grande do número de casos por 100 mil habitantes entre os estados e não tem motivo para uma região ter muito maior incidência do que outra. Existem locais onde os números não estão sendo documentados de forma adequada”, afirmou o oncologista.

Kaliks destaca, por exemplo, a situação da doença na Região Norte do país, onde o câncer do colo de útero ainda é o tipo de câncer que mais mata mulheres. “É mais comum que o câncer de mama. Se pensar que se trata de um câncer que se pode prevenir e que ninguém deveria morrer por esta doença, já que com a detecção precoce existe cura, é uma tragédia permitir que esta seja a principal causa de morte por câncer na região.”

Para o diretor do instituto responsável pela divulgação de informações sobre vários tipos de câncer, apesar de todos os esforços que o governo vêm fazendo desde a década de 1990, os casos da doença estão aumentando. Kaliks elenca duas razões para o cenário estabelecido. A primeira delas é a baixa adesão das mulheres ao exame de papanicolau. “Ou o papanicolau não está sendo feito nunca ou está sendo feito de forma irregular. O segundo motivo é que mesmo que uma mulher seja diagnosticada, em determinadas regiões, até que ela seja tratada, podem se passar meses e até um ano. E, nesse período de atraso do tratamento, a doença acaba se espalhando ou se tornando intratável. Quando a mulher chega para operar ela não é mais operável e ela acaba morrendo pela doença.”

O oncologista diz ser inaceitável que uma mulher morra por esse tipo de câncer em pleno século 20 e defende a inserção da vacina contra o HPV (vírus do papiloma humano, principal responsável pelo câncer do colo de útero) no calendário de imunização da rede pública de saúde. “Se você tem cinco projetos de melhoria do rastreamento [exame e diagnóstico do vírus] ao longo de 20 anos e, apesar da implementação desses cinco projetos, a mortalidade está aumentando, você tem que ser honesto e dizer 'vamos fazer mais alguma coisa?”, afirmou o especialista criticando a posição do governo que ainda não incluiu a vacina no programa nacional.

“Além da educação sexual, teria o uso da vacina que diminui em 90% ou mais o risco do aparecimento de lesões pré-malignas. O governo se apoia no argumento de que não se sabe se ocorrerá redução dos casos de câncer para dizer que não está justificada a incorporação da vacinação contra HPV na rede pública. Quando o mundo inteiro está aderindo a essa vacina”, disse Kaliks.

Por outro lado, o Ministério da Saúde garante que as negociações com os laboratórios estão em andamento. “O Programa Nacional de Imunização do Brasil é um dos mais completos do mundo. Temos agora três vacinas que estão sob análise [vacina contra hepatite A, contra varicela e contra HPV]. Antes de incluir uma vacina, o Ministério da Saúde tem que fazer vários estudos, porque precisamos zelar pelos recursos da área que já são menores do que deveriam ser. E temos que ter a certeza que cada vacina vai representar um avanço na saúde das pessoas”, explicou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.

Pelos cálculos do ministério, hoje são gastos R$ 1,6 bilhão em todo o programa de vacinação. Os gastos com a nova vacina representariam R$ 700 milhões só no primeiro ano. “A vacina já reduziu bastante o preço porque ela foi um relativo fracasso no mundo. Essa vacina só foi implementada em cerca de 30 países. Nos Estados Unidos, a cobertura chega a 30%, ou seja, com impacto epidemiológico praticamente nenhum. É uma vacina injetável, que precisa de três doses. Não é uma bala de prata mágica que a pessoa toma uma dose e fica protegida do câncer”, disse Barbosa, alertando que, mesmo imunizadas, as mulheres precisam continuar se submetendo aos exames periódicos.

O secretário destacou que a vacina só apresentaria impactos daqui a 30 anos, já que os testes, segundo ele, mostram eficiência apenas entre meninas de 9 a 12 anos de idade. “A vacina não teria qualquer impacto sobre os casos deste ano. Se vacinar em 2012 só esperaria algum impacto a partir de 2042. A preocupação que a gente tem de ter é com a saúde da mulher. Pensar quais as barreiras que, apesar dos avanços na ampliação da cobertura, existem? Em alguns lugares é a dificuldade de acesso, algumas barreiras são culturais ou de falta de informação”, ponderou Jarbas Barbosa.

Ainda segundo o ministério, as vacinas disponíveis hoje não cobrem todos os sorotipos do HPV. “Os próprios fabricantes estão desenvolvendo vacinas de nova geração que cobririam oito a nove sorotipos. Na negociação que o Brasil já está fazendo queremos garantir que o custo seja aceitável e que, quando fizer o acordo de transferência de tecnologia, esteja garantido que vamos ter acesso a essa segunda geração de vacinas. Se não teremos uma vacina antiga que cobre menos de 70% dos sorotipos”, explicou Barbosa.

CORREIO BRAZILIENSE

Diagnóstico pelas unhas

As unhas de Maria Rita de Cássia ficaram quebradiças por causa de uma tireoidite de Hashimoto. Análise das pontas dos dedos por um especialista pode indicar variados problemas no organismo, de falta de vitaminas a graves males no pulmão

Carolina Cotta

Elas revelam muito mais do que a personalidade do dono - no caso daqueles ansiosos que não as tiram da boca. Um exame das unhas e de suas lesões feito por especialistas pode gerar um verdadeiro arsenal de informações sobre hábitos errados e até doenças sistêmicas que repercutem na estrutura de queratina responsável por proteger a ponta dos dedos. De organização semelhante à da pele, é mesmo lógico que ela revele sinais do organismo humano.

Segundo Aloísio Gamonal, chefe do serviço de dermatologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), os médicos podem extrair informações confiáveis das unhas. Contrariando uma ideia disseminada, as manchas brancas, por exemplo, não estão vinculadas à falta de cálcio, mas, às vezes, a uma carência de zinco. As manchas amarelas são frequentes nas pessoas que fumam muito, mas também naquelas que seguem um longo tratamento com antibiótico com ciclinas.

As unhas saudáveis são aquelas de cor rosada, lâminas finas e flexíveis e formato convexo. Todo o resto representa algum tipo de problema, que precisa ser avaliado por um dermatologista. Há unhas, por exemplo, que apresentam faixas pretas como códigos de barras, que surgem em decorrência de disfunções hormonais, como uma insuficiência das glândulas suprarrenais, da ingestão de certos medicamentos ou de tumores da matriz ungueal, de onde nasce a unha.

A forma e a textura das unhas também fornecem indicações. "Unhas convexas e sem brilho encontram-se, às vezes, em pessoas acometidas por uma doença cardíaca ou pulmonar crônica grave. Costuma-se dizer que unhas secas e frágeis resultam de falta de vitaminas A, B ou E ou de uma carência de cálcio, mas a suplementação, muitas vezes proposta, nem sempre é eficaz. Sabemos tratar de unhas côncavas, que assinalam um eventual déficit de ferro na criança", explica Gamonal.

As unhas frágeis, quebradiças e que com frequência escamam são um dos efeitos da tireoidite de Hashimoto, com que a nutricionista Maria Rita de Cássia Brito, 57 anos, foi diagnosticada anos atrás. A doença foi descoberta em exames solicitados por um endocrinologista, mas as condições das unhas poderiam ter revelado a doença se o problema fosse relatado a um dermatologista. De acordo com a médica Ana Cláudia de Brito Soares, membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Minas Gerais, uma análise clínica das unhas pode sugerir problemas, mas é imprescindível seguir a investigação com exames.

A fragilidade das unhas mudou os hábitos de Maria Rita, que vai à manicure a cada 15 dias, e não semanalmente; e precisa tirar o esmalte antes da hora, para deixar a região "respirar" um pouco. Não são necessários remédios específicos para a unha, mas ela mesma preparou uma dieta com aportes de vitamina D. "Acho que o problema é um somatório de fatores e tem inclusive relação com um excesso de vitamina A, que afeta a saúde das unhas", diz a nutricionista.

A alimentação, aliás, tem influência direta sobre a saúde das unhas - elas refletem o status nutricional do organismo. Vitaminas B3, A e C (encontradas na maioria dos alimentos), ferro (em carnes e feijão), magnésio (em verduras escuras), selênio (em castanha-do-pará), zinco (em carnes e alimentos integrais) e biotina (em ovos e iogurte) são ótimos para o fortalecimento, diferentemente do cálcio, que tem pouca influência.

Ajuda especializada

Segundo Ana Cláudia Brito, se a unha não estiver lisa, brilhante e transparente e não for possível enxergar a meia-lua da cutícula, isso é uma indicação de que algo não vai bem. Alterações na coloração, como opacidade, podem sugerir micoses e psoríase; e até melanomas, no caso de áreas acastanhadas. Descolamentos de unhas podem ser traumas, micoses ou alergias. Já alterações na espessura, como unhas muito grossas e rugosas, principalmente no pé, podem indicar problemas de circulação, micose e psoríase.

E as fracas? "Ah, essas ainda são um mistério para a dermatologia. Geralmente, lâminas mais finas podem ser sinal de uma agressão por agente externo, mas também um estado de desnutrição ou anemia", diz a médica. O importante é investigar. A manicure Eliana de Souza Cardoso, 46 anos, vive uma "ironia do destino". Todos os dias zela para que as unhas das clientes fiquem bem cuidadas e bonitas, o que não é possível com as suas próprias. Eliana e uma de suas irmãs nasceram com uma deformação na unha, uma estrutura fina, que mal cresce e é cheia de ondulações. Na adolescência, quando o problema a incomodava muito, chegou a procurar um médico, que lhe assegurou ser um problema genético. Fato é que quatro dos três filhos de Eliana e o neto têm o problema.

No salão (e em casa)

Use material individual para corte e limpeza e nunca o empreste a ninguém. Se fizer a unha com manicures, use apenas ferramentas esterilizadas.

Evite retirar as cutículas. Elas são importantes para proteger pele e unha, pois funcionam como barreira protetora para a entrada de germes e materiais estranhos. A cutícula está para a unha assim como a gengiva está para os dentes. Se, ao escová-los, a gengiva for cortada, sangramentos, dores, inflamações e infecções serão mais comuns.

Ao cortar as unhas, adote um formato quadrado e não as deixe compridas nem curtas - mas sempre retas.

Ao fazer as unhas e suspeitar que alguma está com micose, deixe para limpá-la por último e evite assim a autocontaminação. Imediatamente, procure tratá-la.

Evite usar objetos pontiagudos para limpar sob as unhas, o que pode provocar seu descolamento (onicólise), de tratamento bastante difícil. O ideal é amolecer a sujeira com sabonete e usar uma escovinha, que agride menos.

Esmaltes não prejudicam as unhas. Sua função é embelezar e proteger.

Não use acetona para remover esmaltes antigos, pois, por ser um solvente, ela agride quimicamente o enxofre das unhas. Dê preferência ao óleo de banana.

Os pedacinhos de pele que costumam ficar perto das unhas, os chamados "padrastos" ou espigos, não devem ser arrancados com os dentes, pois certamente inflamarão. Corte-os com tesoura e aplique um creme hidratante.

Encravaram. E aí?

Ao primeiro sinal de inflamação ou dor na região em volta das unhas, limpe o local e aplique um produto à base de antibiótico (neomicina ou garamicina, por exemplo) duas vezes ao dia, até melhorar. Não tente ficar cortando as laterais na tentativa de "desencravar", porque isso só vai piorar o processo. Nesses dias, evite atividades físicas (esportivas ou no trabalho) que machuquem ainda mais a região.

Se não melhorar em uma semana, procure seu médico ou um dermatologista para uma melhor avaliação. A cirurgia só é indicada em casos mais avançados. Quando realizada por profissionais treinados, existe grande chance de ser única, com pós-operatório rápido e imediato uso de calçados.

Para evitar unhas encravadas, faça sempre um corte reto, nunca arredondado, principalmente nas unhas dos pés. O corte errado é a principal causa de unhas encravadas. A segunda é o uso de calçados apertados. Evite, portanto, os de bico fino ou passe a usar um número maior do que normalmente calça.

A análise toxicológica das unhas em medicina legal pode revelar sinais produzidos por envenenamento por arsênico, que provoca faixas brancas transversais em todas elas, as chamadas faixas de Mees. O conhecimento pode ser empregado também na luta contra o doping, para o qual o exame das unhas fornece algumas informações. Pesquisadores britânicos desenvolveram uma técnica baseada na análise da extremidade livre das unhas dos dedos do pé que poderia evidenciar, antes de uma competição, traços de produtos ilícitos dopantes, como a testosterona e a pregnenolona, mais de um ano após seu consumo, já que a renovação de uma unha do dedo do pé ocorre entre 12 e 18 meses. O método foi testado com êxito na busca por sinais de heroína ou de cannabis nos toxicômanos. É por motivos como esses que a onicologia - a ciência das unhas - passou a ser uma realidade científica com crescentes possibilidades terapêuticas, tornando indispensável a inserção da semiologia das unhas no ensino e na prática médicos.

FOLHA DE S. PAULO

Estudo em jogadores de vôlei busca os genes da tendinite

Objetivo é saber se há pessoas com predisposição genética para ter a inflamação e tentar evitá-la

Denise Menchen

O Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad), no Rio, deu início neste mês à coleta de amostras de DNA de jogadores de vôlei que disputam a Superliga.

O objetivo é investigar se existe correlação entre características genéticas e o desenvolvimento de tendinites.

De origem traumática ou degenerativa, a inflamação de tendões é comum em jogadores, afetando articulações como ombros e joelhos.

Segundo a pesquisadora Priscila Casado, do Into, o estudo surgiu da observação de que, apesar de serem submetidos a cargas semelhantes de treinamento e esforço físico, alguns atletas sofrem com o problema e outros não.

"Será que existem características individuais no DNA da pessoa que predispõem ao desenvolvimento dessa doença?", questiona Casado.

Para responder à pergunta, pesquisadores do instituto esperam coletar, até março, amostras de saliva dos 216 atletas da Superliga.

As coletas são feitas sempre que uma equipe viaja para enfrentar o time RJX, no Rio. Uma parceria com o time permite aos pesquisadores usar o Maracanãzinho para o procedimento.

Cada jogador preenche um questionário com informações sobre episódios de tendinite nos seis meses anteriores - período que engloba o treinamento para a competição. Depois, bochecha 5 ml de soro fisiológico e deposita o líquido em um recipiente.

O material vai para o laboratório, onde é feito o sequenciamento de genes suspeitos de terem relação com as lesões, como aqueles ligados à estrutura do colágeno, à resposta inflamatória e à destruição de tecidos.

Os pesquisadores esperam encontrar características que diferenciem os atletas com histórico da doença dos demais. A expectativa é que os primeiros resultados saiam até o fim do ano.

PREVENÇÃO

Concluída essa fase, o instituto pretende buscar essas mesmas informações genéticas, associadas à tendinite, em jogadores das categorias de base. A ideia é acompanhá-los por alguns anos para ver se a predisposição para a doença se confirma.

Segundo Casado, o intuito final é que, com a identificação de genes que elevam o risco de inflamação, preparadores físicos e fisioterapeutas possam fazer um trabalho específico para evitar o aparecimento do problema.

Ela diz não temer que o conhecimento possa ser usado na "peneira" de candidatos a atletas, levando à exclusão de futuros jogadores devido ao risco de desenvolver tendinite. "Hoje, grande parte dos jogadores já tem [tendinite] e não é excluída por causa disso. O que conta é a habilidade", diz.

"Queremos dar mais bem-estar ao atleta e, com um treinamento direcionado, evitar que ele tenha o problema numa intensidade tão alta que o afaste de treinos e jogos."

JORNAL DO COMMERCIO

Veja o desempenho dos planos de saúde

Com a última edição divulgada em outubro, o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) revelou que dos 1.103 planos de saúde no Brasil, 40% deles apresentaram desempenho péssimo e ruim, contra 32% com desempenho bom e ótimo e 28%, médio. Os dados fazem parte do Relatório do Programa de Qualificação da Saúde Suplementar da Agência Nacional de Saúde (ANS) e estão disponíveis para o consumidor. Como a maioria dos planos ainda apresenta um desempenho insatisfatório, o cliente pode se defender pesquisando sobre a saúde de sua operadora. Ou seja, antes de fechar contrato, é bom dar uma passadinha no site da ANS para se informar.

Isso é possível através do link http://www.ans.gov.br/index.php/planos-de-saude-e-operadoras/informacoes-e-avaliacoes-de-operadoras/consultar-dados. Neste endereço o cliente vai digitar o nome do plano de saúde que pretende obter informações. O programa pesquisa a operadora e mostra através de gráficos simples, e em cores que variam de vermelho (pior) a verde (melhor), o desempenho da empresa em relação a quatro itens básicos.

O primeiro é sobre atenção à saúde. Neste artigo, a ANS mede os processos e práticas realizados pelo plano em relação a acesso a serviços e atendimento dado aos usuários. Em estrutura e operação, a agência avalia o desempenho da empresa em relação a sua estrutura oferecida. Em econômico-financeira é acompanhado o equilíbrio da companhia, informação importante para se ter ideia se a contratada terá condições de entregar o serviço que vende. O último quesito tem a ver com a satisfação dos beneficiários, verificando os motivos de satisfação ou não dos usuários.

Apesar do desempenho fraco, em outubro, a ANS considerava que as operadoras estão melhorando. Segundo a agência, nos últimos três anos, o percentual de operadoras médico-hospitalares nas duas faixas de melhor avaliação do IDSS pulou de 11%, em 2007, para 32%, em 2010. E nas operadoras exclusivamente odontológicas, o percentual de empresas nas maiores faixas de IDSS passou de 13%, em 2007, para 29%, em 2010.

Em dezembro, a ANS alterou o peso das quatro dimensões do IDSS. Com as modificações introduzidas pela Resolução Normativa 282, o peso dos itens ficou assim: atenção à saúde passou de 50% para 40%, econômico-financeira passou de 30% para 20%, estrutura e operação pulou de 10% para 20% e satisfação do beneficiário saiu de 10% para 20%. Ou seja, a agência diminuiu um pouco o grau de importância da atenção à saúde e saúde econômica e aumentou a participação da estrutura e satisfação do usuário no índice.

Segunda-feira, 23.01.2012

PORTAL DA SAÚDE

Ação contra obesidade infantil atingirá 50 mil escolas

Tema foi escolhido para a primeira edição da Semana de Mobilização Saúde na Escola, que acontecerá em mais 2.200 municípios de 5 a 9 de março

O Ministério da Saúde intensificará ações de promoção à saúde, prevenção e controle da obesidade em escolas públicas do país. A iniciativa vai envolver 11 milhões de alunos com idade entre 5 a 19 anos, e faz parte da primeira edição da Semana de Mobilização Saúde na Escola, que acontecerá em março nos municípios que fazem parte do Programa Saúde na Escola (PSE).

A medida foi anunciada pela presidenta Dilma Rousseff durante o programa de rádio Café com a Presidenta desta segunda-feira (23). Neste ano, mais de 50 mil escolas em 2.500 municípios brasileiros se comprometeram a implementar metas e ações de promoção, prevenção, educação e avaliação das condições de saúde das crianças e adolescentes nas escolas.

O tema de trabalho prioritário em 2012 será Prevenção da obesidade na infância e na adolescência. “Queremos, nessa semana, envolver também os pais para debater um problema que já afeta 1/5 da população infantil. Reduzindo a obesidade infantil, nós vamos prevenir outras doenças que podem ocorrer no futuro, como a hipertensão e a diabetes”.

OBESIDADE

Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada entre 2008/2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. O índice de jovens de 10 a 19 anos com excesso de peso passou de 3,7%, em 1970, para 21,7%, em 2009. No Programa Café com a Presidenta, Dilma Rousseff ressaltou a importância do envolvimento de todos na ação.

SAÚDE NAS ESCOLAS

As ações do Programa Saúde na Escola são desenvolvidas por equipes de Saúde da Família ligadas à Unidade de Saúde Básica (UBS), que se deslocarão até a escola para examinar as crianças e desenvolver práticas educativas de promoção, prevenção e avaliação das condições de saúde. “A manutenção do peso adequado desde a infância é um dos principais fatores para a prevenção de doenças na fase adulta”, explica a coordenadora do Programa Saúde da Família, Raquel Turci. Neste ano também serão programadas visitas da comunidade às Unidades Básicas de Saúde, ação prevista dentro da estratégia Saúde Mais Perto de Você.

INVESTIMENTO

O Ministério da Saúde autorizou em dezembro de 2011 o repasse de R$ 108 milhões referente aos 2.271 municípios que aderiram ao PSE no ano passado, sendo que R$ 65,7 serão destinados aos municípios que fazem parte do Mapa da Miséria. Outros 229 municípios aderiram ao programa neste ano e novos recursos serão repassados a partir de fevereiro. Os valores serão liberados em duas etapas: na primeira, o município receberá no início de 2012 os 70% do valor acertado para implementar as ações. Os 30% restantes serão pagos em dezembro de 2012, após prestação de contas das ações em desenvolvimento.

O Programa Saúde na Escola é desenvolvido pelos Ministérios da Saúde e Educação, desde 2007, com o objetivo de prevenir e promover a saúde dos educandos de 5 a 19 anos. A iniciativa foi integrada ao Programa Brasil sem Miséria, lançado pela Presidência da República em 2011.

Número de municípios que aderiram ao Programa Saúde na Escola:

UF
UF
Nº municípios
DISTRITO FEDERAL
DF
1
GOIÁS
GO
99
MATO GROSSO DO SUL
MS
32
MATO GROSSO
MT
63
TOTAL CENTRO-OESTE
195
ALAGOAS
AL
92
BAHIA
BA
218
CEARÁ
CE
149
MARANHÃO
MA
185
PARAÍBA
PB
181
PERNAMBUCO
PE
103
PIAUÍ
PI
131
RIO GRANDE DO NORTE
RN
149
SERGIPE
SE
58
TOTAL NORDESTE
1266
ACRE
AC
14
AMAZONAS
AM
25
AMAPÁ
AP
2
PARA
PA
40
RONDONIA
RO
1
RORAÍMA
RR
2
TOCANTINS
TO
99
TOTAL NORTE
183
ESPIRITO SANTO
ES
24
RIO DE JANEIRO
RJ
39
SÃO PAULO
SP
44
MINAS GERAIS
MG
305
TOTAL SUDESTE
412
PARANÁ
PR
80
RIO GRANDE DO SUL
RS
58
SANTA CATARINA
SC
77
TOTAL SUL
215
TOTAL GERAL
2271


GLOBO ONLINE

Governo divulga 371 serviços para troca de prótese mamária

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira que 371 serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) estão habilitados para a troca de implante mamário de silicone das marcas PIP (francesa) e Rofil (holandesa).

O Ministério ressalta que a orientação é que o procedimento de troca das próteses seja realizado, em princípio, pelo serviço de referência onde o implante inicial ocorreu. No entanto, em "caráter excepcional", os pacientes que estiverem distantes do médico ou do estabelecimento que realizaram o implante poderão procurar um destes 371 serviços de saúde que oferecem cirurgia de média ou alta complexidade ou, ainda, qualquer unidade de saúde ou Centro de Especialidades do SUS mais próximo para a avaliação do implante e das condições de saúde do paciente".

Ainda de acordo com o ministério, todos os pacientes que possuem prótese mamária das duas marcas e apresentarem confirmação de rompimento deverão ser atendidos tanto pelo SUS como também pelas operadoras de planos de saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um hotsite que concentra informações sobre implantes mamários, e que permite que as pacientes e os médicos encaminhem notificações sobre a prótese implantada e o relato de qualquer ocorrência.

SAÚDE WEB

Unimed-RJ apresenta balanço positivo, com RN 259

Dos quase 850 mil clientes, apenas 71 (0,008%) entraram em contato com a cooperativa para solicitar agendamento de consulta ou exame

A Resolução Normativa 259/268 da Agência Nacional de Saúde Suplementar entrou em vigor em 19 de dezembro de 2011, A RN estipula prazos para atendimento de beneficiários de planos de saúde em todo o território nacional. De acordo com a Unimed-Rio, um mês depois do inicio da exigência, o balanço da Unimed-Rio é bastante positivo.

Segundo a cooperativa, dos quase 850 mil clientes, apenas 71 (0,008%) entraram em contato com a cooperativa para solicitar agendamento de consulta ou exame. Um dos itens mais bem-sucedidos foi o de autorização para procedimentos e internação, que não registrou qualquer reclamação nesse período.

O gerente executivo da área de relacionamento com o cooperado da Unimed-Rio, diz que os cooperados estão mantendo suas agendas. Caso o cliente entre em contato Rio informando que está com dificuldade de agendamento por falta de horário, a Unimed tenta localizar a especialidade que tenha agenda disponível

As especialidades e exames mais afetados por falta de horário foram o Teste Ergométrico (Serviços de Apoio à Diagnose e Terapia SADT), com quatro casos reportados, e Psiquiatria pediátrica, Psiquiatria e Acupuntura (cooperados), com dois casos cada. Além da falta de horário, houve quem relatasse dificuldade em relação à localização de prestadores para realização de determinados exames.

Os maiores ofensores nesta situação no período foram a angiotomografia coronariana (SADT), com 13 casos, e a tomografia de coerência óptica (Hospitais), com cinco. A dificuldade, no entanto, tem uma explicação. Os exames citados foram incluídos no novo Rol de Procedimentos da ANS (RN 262), que entrou em vigor somente em 1º de janeiro deste ano.

CORREIO BRAZILIENSE

ANS diz que não houve falha de plano de saúde no atendimento a Duvanier

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) concluiu que não houve erro por parte do plano de saúde Geap no caso da morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira.

De acordo com a ANS, o plano do qual o secretário era cliente não era credenciado em nenhum dos três hospitais particulares - Santa Lúcia, Santa Luzia e Planalto - procurados por ele na quinta-feira passada (19). Assim, segundo a agência, não houve negativa de cobertura.

Duvanier Ferreira, de 56 anos, morreu vítima de infarto. Segundo a família do secretário, na madrugada do dia 19, ele procurou atendimento nos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia, que não são conveniados ao plano Geap, e os hospitais exigiram um cheque caução para prestar o serviço. Como o secretário estava sem cheque e sem dinheiro, não foi atendido nos dois primeiros hospitais. Ele foi socorrido Hospital Planalto, o terceiro que procurou, porém os médicos não conseguiram reanimá-lo.

PORTAL UOL

CRM do Rio reúne entidades médicas para discutir próteses de silicone proibidas

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) vai promover hoje (23), às 19h, uma reunião com representantes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCO), Sociedade Brasileira de Mastologia e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para debater o problema das próteses de silicone cujo uso foi recentemente proibido no Brasil.

A Anvisa cancelou o registro das próteses mamárias das marcas Poly Implant Prothese (PIP), da França, e Rofil, da Holanda, devido a adulterações do produto e ao risco à saúde. A estimativa do governo é que cerca de 15 mil mulheres tenham implantado próteses das marcas proibidas.

De acordo com a presidenta do Cremerj, a cirurgiã plástica Márcia Rosa de Araujo, cerca de 200 médicos devem comparecer ao encontro. "O objetivo da reunião é dar suporte ético e técnico aos cirurgiões que lidam com implantes de silicone. Pretendemos informar sobre como o médico deve proceder, como esclarecer dúvidas das pacientes e como se respaldar para o caso de ter usado essas próteses, pois a Anvisa deve assumir a responsabilidade por ter liberado esse material e o ônus não pode ser do médico".

O Ministério da Saúde anunciou na semana passada que a substituição de próteses mamárias das marcas PIP e Rofil que apresentarem vazamentos será custeada pela rede pública de saúde e pelos planos de saúde privados. No entanto, a presidenta do Cremerj disse que o conselho ainda não recebeu nenhum comunicado oficial do governo.

"Não recebemos nenhuma notificação. Não existe ainda uma resolução da agência reguladora (ANS) a respeito. Sem essa resolução, os planos de saúde não têm obrigação custear nada", disse a Márcia Araújo.Os médicos interessados em participar da reunião podem ligar para os telefones (21) 3184 7110 e (21) 3184 7113 ou por e-mail.

Na quinta-feira (19) passada a Anvisa abriu uma consulta pública para receber críticas e sugestões em relação à proposta de resolução que vai definir os requisitos mínimos de qualidade para implantes mamários e as exigência de certificação de conformidade dos produtos. As sugestões devem ser encaminhadas via internet na página da agência reguladora, no prazo de 30 dias. A agência mantém também uma central de atendimento pelo telefone 0800 642 9782.

PORTAL DA SAÚDE

Ministério assegura recursos para hospital de Uberaba

Os recursos serão utilizados para aquisição de equipamentos para o hospital, além de garantir a implantação do SAMU Regional

O Ministério da Saúde vai assegurar os recursos necessários para a implantação do SAMU Regional e a aquisição dos equipamentos para o Hospital Regional de Uberaba (MG). Esses são alguns dos resultados concretos para o Triângulo Mineiro que foram anunciados pelo secretário nacional de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda Magalhães Júnior, durante o encontro Juntos pelas Redes – Saúde, com Acesso e Qualidade para Todos, que foi realizado na cidade, com a participação de 40 municípios.

O Hospital Regional de Uberaba, com 160 leitos (dos quais 20 de UTI), é referência para toda a Macrorregião Triângulo Sul, composta por 27 municípios que abrigam quase 700 mil habitantes. Eles também passarão a ser cobertos pelo atendimento móvel pré-hospitalar do SAMU.

Durante o evento, foram encaminhadas ao Ministério da Saúde várias solicitações de novos serviços e ampliação de outros já existentes. Os representantes da Secretaria de Atenção à Saúde visitaram unidades hospitalares da cidade de Uberaba e confirmaram a existência de demandas reais a serem atendidas.

“É fundamental para toda a região o Hospital e o SAMU Regional, que passam a integrar a Rede de Urgência e Emergência, desafogando os pronto-socorros e aumentando a oferta de leitos de retaguarda”, disse Helvécio Magalhães.

O titular da SAS lembrou que com a UPA II, já em funcionamento, e a UPA III, que será entregue ainda neste ano, Uberaba irá receber aportes significativos, beneficiando toda a região.

Helvécio também confirmou ampliação dos repasses necessários para a implantação de equipes de atenção domiciliar e de Salas de Estabilização, iniciativas que contribuem para reduzir a pressão nas portas de atendimento dos hospitais.

Segundo ele, o SAMU regional reforça a importância dos consórcios intermunicipais de saúde, como meio para viabilizar as centrais de regulação, que são fundamentais para as redes de Urgência e Emergência em todo o país.

Para mais de 130 presentes no encontro Juntos pelas Redes, Helvécio Miranda ressaltou a importância do planejamento regional na superação dos limites que cada município apresenta em seus sistemas locais de saúde. Ele esclarece que as redes temáticas vêm para equilibrar essas carências que se estendem há décadas.

Regiões interestaduais

Em junho de 2011, a presidenta Dilma Rousseff publicou o Decreto 7.508, que permite a reorganização das regiões de saúde, inclusive, nas áreas de fronteira.

“Não são regiões burocráticas. Por exemplo, no Triângulo, no Sudoeste e no Sul de Minas, temos uma forte interação com São Paulo. O decreto nos permite fazer uma região própria da saúde, inclusive interestadual.”

O secretário disse que já está sendo feita uma experiência de Minas com o Rio de Janeiro, na Região da Zona da Mata Mineira, em que Além Paraíba e Muriaé atende municípios fluminenses e são ressarcidos.

“Esse tipo de interlocução com os gestores é muito importante, pois nos permite ouvir os problemas, as dificuldades que devemos levar em conta ao realizarmos as políticas públicas na área da saúde”, disse.

Os representantes percorreram ainda as instalações dos hospitais Hélio Angotti, da Beneficência, da Criança e o das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).

AGENDA


- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Data - 28 a 31 de Janeiro 2012

Local - Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo-SP

Informações e Adesões - 0800 12 85

E-mail: secretaria.decofe@apcdcentral.com.br

Site - http://www.ciosp.com.br/

- 18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro de Ergonomia

12/02/2012 a 16/02/2012

Local: Recife - PE

Outras informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm

- XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação

Data- 08 a 10 de Março de 2012

Local- Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal

Telefone- +351 915768902

Email- pmfr@spmfr.org

Site Oficial- http://www.congressospmfr.org/

- 37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Data- 12 a 14 de Abril de 2012

Local- Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Email- mailto:retina29012@interevent.com.br

Site Oficial- http://www.interevent.com.br/

- 13th World Congress on Public Health

21/04/2012 a 29/04/2012

Local: Addis Abeba - Ethiopia

Outras informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi

- World Nutrition Rio 2012

27/04/2012 a 30/04/2012

Local: Rio de Janeiro - RJ

Outras informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 





 
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