Leia
nesta edição:
- Plano de
saúde que não trocar prótese
de silicone será multado, diz ANS
- Anvisa
quer acelerar entrada de genéricos no mercado
- O sofrido
coração
de quem fica
- Ministro
da Saúde
vai ligar aparelho de Pedro Arthur
- Vídeos
incriminam hospital
- Justiça de Santa Catarina barra reajuste de plano de
saúde
- Uso diário de aspirina não é para
todo mundo, alerta estudo
- Centro
da Obesidade da PUCRS obtém certificação
internacional
- Rio tem
o mais baixo índice de infestação
do Aedes aegypti desde 2005, mas risco de epidemia de dengue
continua
- Casos de
pólio são detectados em campos de refugiados
na Etiópia
- Químico usado em embalagens e teflon diminui efeito
de vacina em crianças
- Pessoa
com nível
superior faz mais teste de HIV em SP
- Projeto cria cadastro de portadores de diabetes
Quarta-feira, 25.01.2012
CORREIO BRAZILIENSE
Plano
de saúde que não trocar prótese de
silicone será multado, diz ANS
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou
ontem a súmula que assegura aos beneficiários das
operadoras de planos de saúde a realização,
sem nenhum custo extra, da cirurgia reparadora de troca das próteses
mamárias preenchidas com material irregular das marcas
Poly Implants Prothese (PIP) e Rofil. Os convênios que
se recusarem a custear os novos implantes serão multados
em até R$ 80 mil por paciente. De acordo com a norma,
os planos de saúde seguirão as mesmas diretrizes
do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em nota,
a ANS ressalta que a Súmula 22, responsável
pela inclusão dos implantes mamários PIP e Rofil
no rol de cirurgia reparadora com o fornecimento de uma nova
prótese é voltada para todos os usuários
de planos de saúde, com exceção dos convênios
firmados antes da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, ou
daqueles que possuam cláusula expressa da cobertura de
próteses. A justificativa do Ministério da Saúde
para inserir o procedimento nesse setor é de que esse é um
caso de saúde pública, uma vez que uma prótese
rompida, ou o vazamento do silicone, pode causar inflamação,
dor, inchaço e deformidade do local.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar
(FenaSaúde), que representa 15 grupos de operadoras privadas
de assistência à saúde, incluindo o Grupo
Amil, a Golden Cross e a Unimed, afirmou, por meio de nota, que
suas afiliadas vão cumprir o entendimento descrito em
caráter excepcional na súmula da ANS. No entanto,
a federação argumentou que examinará com
mais profundidade o alcance e os impactos da norma.
No último dia 13, quando a mudança de caráter
da cirurgia foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, a União Nacional das Instituições
de Autogestão em Saúde (Unidas) também informou
que orientaria as afiliadas a seguirem a regra. "Na medida
em que o rompimento da prótese pode acarretar um problema
de saúde para a mulher, tanto o plano de saúde
como o Sistema Único de Saúde têm que estar
abertos (para recebê-la)", disse Padilha. Porém,
a presidente da entidade, Denise Eloi, afirmou que estudaria
melhor a proposta, já que ela implica em um gasto que
não estava previsto.
O presidente
da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica,
José Horácio Aboudid, reforça a indicação
para que as pacientes procurem os médicos que realizaram
o implante. "Os cirurgiões estão solidários
com a situação das pacientes em relação às
próteses e estão reoperando sem cobrar honorários",
destacou. Aboudid lembra que não existe correria para
retirar a prótese.
"Não há nenhum indicativo de que esse procedimento
deve ser feito obrigatoriamente. Toda cirurgia tem um risco.
Continuamos indicando para que sejam trocadas apenas as próteses
com rupturas", frisou.
No DF
Na segunda-feira,
o Ministério da Saúde publicou
em seu site a lista com os 371 serviços de saúde
habilitados em cirurgia reparadora pelo SUS que as pessoas com
os implantes PIP e Rofil devem procurar para a avaliação
médica.
No Distrito
Federal, oito hospitais públicos estão
habilitados. A estimativa da Subsecretaria de Atenção à Saúde
(SAS) do DF é de que, das 19,5 mil pessoas que utilizam
essas próteses no país, 110 estariam na capital
federal. A maior concentração dos implantes PIP
e Rofil encontra-se nas regiões Sul e Sudeste, de acordo
com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa).
De acordo
com a SAS-DF, será criado um ambulatório
no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para atender as pacientes
que forem encaminhadas pelos cirurgiões do serviço
privado.
As diretrizes
do Ministério da Saúde afirmam que
as pacientes devem procurar o médico, de preferência
o que realizou o implante, para fazer uma avaliação,
que inclui exame físico e, se necessário, de imagem.
Cada caso será analisado separadamente, porém,
quem apresentar sintoma de ruptura deverá ser submetida à cirurgia
reparadora. As demais pacientes serão acompanhadas e reavaliadas
a cada três meses.
Produto adulterado
Em 23 de
dezembro, a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota instruindo as pessoas
que utilizam próteses mamárias da marca francesa
Poly Implant Prothese (PIP) a uma avaliação clínica.
Esses implantes foram preenchidos com silicone industrial, que,
em contato com a pele, pode causar inflamação.
Em seguida, o registro da marca foi cancelado e a comercialização
suspensa, a exemplo do que ocorreu na França, onde começou
o escândalo que se espalhou pelo mundo.
No início deste mês, o Correio noticiou que as
próteses da marca holandesa Rofil, que foram fabricadas
com a mesma matéria-prima utilizada na PIP, também
tinham sido comercializadas no Brasil. A Anvisa confirmou que,
além de ter registrado reclamações com relação à PIP,
recebeu queixas contra a Rofil e estendeu as recomendações
aplicadas à PIP às mulheres que utilizam implantes
da marca holandesa.
A Anvisa
argumenta que a própria agência foi enganada,
pois os documentos apresentados para certificação
do material confirmavam a boa qualidade, mas o produto vendido
era diferente. Após a Interpol emitir um alerta internacional
no fim do ano passado, Jean-Claude Mas (foto), 72 anos, foi preso.
Ele é alvo de duas investigações judiciais
na França, por "falsificação agravada" e "lesão
corporal e homicídio culposos".
O empresário confessou à polícia que produziu
um gel de silicone adulterado e modificou a composição
das próteses porque pretendia diminuir os custos e "aumentar
a rentabilidade da empresa". Hoje, ele responde aos processos
em liberdade.
FOLHA DE S. PAULO
Anvisa
quer acelerar entrada de genéricos no mercado
Segundo
a agência, laboratórios dificultam acesso
a remédios de referência
Johanna Nublat
Fabricantes
das drogas de marca podem ser obrigadas a vendê-las à indústria
de genéricos para realização de testes
Uma proposta
que pretende acelerar a entrada de remédios
genéricos e similares no mercado foi finalizada pela Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
e deve ser divulgada hoje.
Como antecipado
na segunda-feira pela coluna Mônica Bergamo,
o assunto ficará em consulta pública por 60 dias.
No processo, deve ser debatida a divulgação de
dados dos remédios "originais", como as suas
fórmulas.
O texto da
consulta propõe que as empresas fabricantes
do produto de referência do mercado -em que se baseiam
as cópias- sejam obrigadas a disponibilizar, por meio
de venda, amostras do remédio original para a realização
do teste de equivalência ou de bioequivalência.
É esse o teste que confirma a igualdade ou semelhança
entre o produto de referência e o genérico ou similar.
Isso é necessário para o registro do novo remédio
na Anvisa.
O entrave
para a realização desses testes hoje,
diz a agência, é o acesso aos medicamentos que não
são vendidos em farmácias, mas usados por hospitais
ou distribuídos gratuitamente pelo governo -principalmente
antirretrovirais, drogas contra câncer e contra doenças
negligenciadas e alguns antibióticos.
"As empresas [que desenvolvem genéricos] perdem
até seis meses para conseguir comprar o produto e fazer
o teste. Já houve casos de empresas não conseguirem
comprar e a Anvisa ter que autorizar a compra do medicamento
de referência fora do país, o que não é bom",
afirma Dirceu Barbano, diretor-presidente da agência.
Uma decisão nesse sentido é fundamental para a
produção de genéricos e para aumentar a
concorrência no mercado, afirma Odnir Finotti, presidente
da Pró Genéricos (Associação Brasileira
das Indústrias de Medicamentos Genéricos).
"Qualquer manobra para conseguir a reserva do produto vai
ser coibida", diz.
A proposta
também especifica, pela primeira vez, os critérios
do governo para definir quais são os remédios tidos
como referência no seu segmento e o passo a passo para
a eventual troca dessa referência.
"Em muitos casos, não havia [listado] o medicamento
de referência para a produção do genérico",
diz Finotti.
Segundo Barbano,
essa nova definição poderá agilizar
a escolha dessas referências que faltam e prejudicam a
produção das cópias.
A reportagem
procurou a Interfarma (Associação
da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) para comentar
a proposta, mas a entidade afirmou que esperaria a publicação
da proposta pela Anvisa.
Apesar de
o tema central da consulta ser a cópia de medicamentos,
o texto não aborda a questão de patentes.
O desenvolvimento
e o registro de um medicamento genérico
ou similar, explicam técnicos da Anvisa, podem ser feitos
enquanto a patente ainda é válida. Problemas jurídicos
ocorrem quando a cópia é colocada à venda
com a patente ainda válida.
CORREIO BRAZILIENSE
O
sofrido coração
de quem fica
Estudo revela
como o risco de sofrer um infarto sobe 20 vezes no dia em que
uma
pessoa amada morre. Chances de complicações
cardíacas permanecem altíssimas por pelo menos
um mês depois da perda
Gláucia
Chaves
Coração apertado, dor no peito e garganta travada,
como se estivesse obstruída por algum tipo de obstáculo
invisível. Só quem já passou pela experiência
de ver alguém querido morrer pode dizer o quando dói
a ausência daquele que se ama. Segundo um artigo feito
por cardiologistas da Universidade de Harvard e publicado no
Journal of the American Heart Association, a dor não é apenas
emocional. De acordo com o trabalho, aqueles que perderam entes
queridos estão mais propensos a sofrer ataques cardíacos.
No dia em que a pessoa amada morre, os riscos de quem fica enfartar é 20
vezes maior do que em situações corriqueiras. A
ameaça diminui ao longo do tempo. Uma semana após
o trauma, contudo, a probabilidade de desenvolver problemas cardíacos
continua seis vezes maior que a normal. A boa notícia é que
as chances reduzem progressivamente durante o primeiro mês.
Em outras palavras, os estudiosos provaram cientificamente o
que já faz parte da sabedoria popular: só o tempo é capaz
de curar um coração partido.
Elizabeth
Mostofsky, principal autora do estudo, explica que a equipe
analisou os
prontuários de cerca de 2 mil adultos
que haviam sofrido ataques cardíacos entre 1989 e 1994.
Os pacientes responderam a um questionário em que os médicos
perguntavam as circunstâncias do infarto e se haviam perdido
pessoas importantes no ano anterior ao ataque cardíaco.
Se a resposta fosse positiva, os participantes deveriam ainda
explicar a data exata da morte, bem como a importância
que aquele relacionamento tinha em suas vidas. Por meio de um
cruzamento de dados em que comparavam o número de pessoas
que tiveram mortes próximas a eles e a reincidência
de ataques cardíacos, chegaram à conclusão
de que um em cada 320 indivíduos do "grupo de risco" para
complicações cardíacas e uma em cerca de
1,4 mil pessoas de baixo risco (sem histórico de infarto)
sofrerão problemas no coração ocasionados
pelo luto.
Somados ao
risco de ataques cardíacos, os derrames cerebrais
foram apontados como a causa de 53% das mortes de cônjuges
enlutados. "A dor faz com que sentimentos de raiva, depressão
e ansiedade apareçam", explica Elizabeth. "Essas
emoções podem aumentar a frequência cardíaca,
a pressão arterial e a coagulação do sangue
e esses fatores, por sua vez, aumentam as chances de um ataque
cardíaco." A médica destaca ainda que estudos
sobre como os sentimentos afetam a saúde física
de um indivíduo não são novidade. "O
que é inédito no levantamento é que esse é o
primeiro estudo a examinar a curva acentuada do risco de ataque
cardíaco logo após a perda de alguém importante
na vida de uma pessoa." Dor avassaladora Francisco Malaquias é um
dos exemplos de como o coração pode não
resistir à dor da perda de alguém querido. No último
domingo, o tio da jovem Ingrid Anne Carvalho de Freitas, 15 anos
- morta em um acidente de carro que tirou a vida de seis pessoas
na madrugada de sábado - sofreu uma parada cardiorrespiratória
durante o enterro da sobrinha. Ele precisou ser reanimado pelos
bombeiros no cemitério e foi levado em estado grave, mas
consciente, para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT). No
sepultamento dos outros jovens mortos no acidente, vários
parentes e amigos passaram mal e precisaram ser socorridos.
Além do estresse emocional, a pesquisadora diz que outros
comportamentos típicos de pessoas que acabaram de perder
alguém especial ajudam a aumentar o perigo de infarto,
como dormir pouco, comer menos e ter níveis elevados de
cortisol, hormônio relacionado à resposta do organismo
ao estresse. Para o cardiologista Jefferson Mattos Junior, o
principal impacto do estudo feito por Elizabeth Mostofsky e sua
equipe será nos próprios consultórios cardiológicos.
Segundo ele, "é comum que o médico fique muito
preocupado com os níveis de colesterol e da pressão
arterial sistêmica e não preste atenção
nos possíveis efeitos psicológicos e comportamentais
que um evento desta magnitude possa causar na vida de um paciente,
podendo ser um importante gatilho para um infarto".
Acompanhamento
Guilherme Filomeno, cardiologista, frisa que o estudo também chama atenção para um fator
importantíssimo no tratamento de quem passa pelo delicado
momento de superação da morte de pessoas próximas:
a atenção de quem ficou. "O cuidado que se
tem com esse indivíduo tem que ser pessoal, precisa envolver
família, amigos e até mesmo os médicos",
reforça. De acordo com Filomeno, o período normal
de luto varia de três a seis meses. Nesse meio tempo, quem
está ao redor do enlutado deve esperar mudanças
de humor e de comportamento. Por isso, ele diz que, em casos
nos quais o sofrimento aparenta ser mais agudo que o usual, os
próprios médicos devem aconselhar acompanhamento
psicológico e até mesmo medicamentos para amenizar
os sintomas precedentes ao infarto que o paciente possa vir a
apresentar.
Diretor da
Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Nabil Gorayeb explica
que
existem mais de 100 categorias de ocasiões
emocionais que podem desencadear problemas cardiovasculares -
como o luto, o término de um relacionamento amoroso e
o desemprego. Para o cardiologista, o estudo de Harvard "confirmou
o que já se desconfiava" no meio médico: quando
sofrem fortes traumas psicológicos, pessoas com complicações
cardíacas prévias têm mais chances de enfartar,
mas isso não quer dizer que indivíduos sem histórico
estejam livres do risco de passar por maus bocados - inclusive
relacionados a outras partes do corpo que não o coração. "As
emoções podem causar problemas de toda ordem, sejam
cardíacos, pulmonares ou gástricos, por exemplo",
enumera. "Os efeitos ocorrerão onde a pessoa é mais
sensível, ou seja, depois de uma emoção
muito intensa, as áreas em que o paciente tem mais predisposição
sofrem."
Outros gatilhos
Na medicina, problemas fisiológicos causados
por emoções recebem diversos nomes, que variam
de acordo com os eventos que serviram como estopim para as complicações.
Sergio Timerman, cardiologista e um dos diretores da SBC, conta
que há vários estudos que apontam que catástrofes
naturais ou ataques terroristas, por exemplo, também são
fatores que desencadeiam infartos súbitos. Há três
anos, o médico fez um estudo em que avaliava o aumento
dos casos de ataques do coração em sobreviventes
de enchentes em Santa Catarina. Ele conta que a chamada síndrome
de estresse pós-traumático causa impacto forte
o suficiente para desencadear um infarto. "Em todo lugar
acometido por desastre natural ou atentados, há um aumento
significativo de morte por problemas cardíacos relacionados
diretamente ao problema", comenta o médico.
Isso acontece
porque, assim como na síndrome do coração
partido (veja Para saber mais), o estresse desencadeia respostas
emocionais que, literalmente, mexem com as estruturas do indivíduo.
Embora a origem das duas síndromes seja a mesma, Timerman
explica que as causas específicas são diferentes. "Em
uma catástrofe, a pessoa é socialmente afetada,
pois perde casa, objetos", diferencia. "Ela entra em
um estresse agudo e tem liberação excessiva de
adrenalina, que eleva a pressão arterial." No momento
em que a pessoa começar a apresentar os sintomas, como
dor no peito e alteração transitória no
ritmo dos batimentos cardíacos, Timerman diz que o tratamento
deve ser medicamentoso. "Os remédios reverterão
o quadro, para evitar que o paciente tenha parada ou arritmia
cardíaca."
O TEMPO
Ministro
da Saúde
vai ligar aparelho de Pedro Arthur
Depois de
passar por uma cirurgia para a inserção
de um marca-passo diafragmático, no início do mês,
o menino Pedro Arthur, 8, símbolo da luta contra a meningite
no país, deve começar os testes com o aparelho
em duas semanas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
deve acompanhar o procedimento que vai permitir ao garoto deixar
de lado os tubos que até hoje o ajudam a respirar.
Pedro Arthur é o primeiro garoto da América do
Sul a usar o marca-passo. A expectativa dos médicos é que
ele esteja recuperado da cirurgia e pronto para começar
o treinamento com o aparelho em 7 de fevereiro. Segundo o médico
Rodrigo Sardemberg, do Hospital Albert Einstein, em São
Paulo, ele deve voltar a Belo Horizonte cinco dias depois.
Segundo Sardemberg,
o aparelho começará a funcionar
de forma gradativa: 20 minutos na primeira semana, depois, uma
hora e assim por diante. O médico estima que o período
de adaptação se estenda por quatro meses.
Alívio
Para o pai
do menino, Rodrigo Diniz, 37, é grande a expectativa. "Para
quem viu o Pedro Arthur respirando por meio de aparelhos externos
durante sete anos e meio, é maravilhoso imaginar que ele
ficará livre", afirmou.
O pai do
garoto, que luta pela melhora na qualidade de vida dele, está entusiasmado com a recuperação
do filho e não vê a hora de poder levá-lo
para passear. "Ele vai fazer 9 anos em 5 de maio e será um
aniversário bem diferente, muito mais feliz", completou.
CORREIO BRAZILIENSE
Vídeos
incriminam hospital
Versão do Santa Luzia é desmontada em depoimento à Polícia
Civil do DF. Planalto aumenta pressão sobre investigadores
para que sejam apontados os responsáveis pela morte de
secretário
Gabriel Caprioli
Uma pessoa
próxima do secretário de Recursos Humanos
do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira,
reconheceu, nos vídeos de segurança do Hospital
Santa Luzia, a mulher dele, Cássia Gomes, filmada na noite
em que ele morreu por falta de atendimento. O reconhecimento,
feito à Polícia Civil do Distrito Federal, desmonta
a versão do Santa Luzia, que havia afirmado não
ter encontrado registros da passagem do secretário naquele
dia.
As imagens
mostram Cássia entrando na recepção
vazia do estabelecimento apressadamente. Ela fala com a atendente,
volta ao carro e retorna para dizer algo à atendente (o
vídeo não tem som), antes de deixar o hospital.
Após o reconhecimento, convencido de que os estabelecimentos
não agiram corretamente, o governo federal aumentou a
pressão sobre a Polícia Civil-DF nas investigações
sobre a morte de Duvanier. A ordem vinda do Palácio do
Planalto é desvendar o que ocorreu na madrugada da quinta-feira
(19), quando o secretário passou pelos hospitais Santa
Lúcia, Santa Luzia e Planalto, no qual morreu após
um infarto.
A Delegacia
do Consumidor (Decon), que conduz o inquérito
que vai averiguar a exigência de cheque-caução,
também ouviu ontem os depoimentos de três funcionários
do Santa Luzia e de outros três do Planalto. Já o
delegado chefe-adjunto da 1ª Delegacia de Polícia,
Johnson Kenedy, responsável pelo inquérito que
investigará a morte, disse que o trabalho já foi
iniciado, mas ressaltou que a apuração ocorre em
sigilo. Em ambos os casos, a Polícia acredita ter informações
suficientes para indiciar os responsáveis dos hospitais
por omissão de socorro qualificada e homicídio
culposo (quando não há intenção de
matar).
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, quer ainda que
os hospitais expliquem a blindagem feita pela equipe de atendentes,
que impede que os pacientes sequer tenham a oportunidade de ser
avaliados por um médico. Para a Polícia, a estrutura
burocrática que avalia primeiro se o paciente tem condições
de pagar - via plano de saúde, à vista ou com a
apresentação de um cheque-caução
- para depois prestar os cuidados aumenta o risco de erro. "As
administrações dos hospitais determinam previamente
um comportamento negligente quando não colocam um médico
para atender o paciente e, primeiro, estipulam um preço",
disparou o diretor-geral da Polícia Civil-DF, Onofre Moraes.
Inversão
de papel
Na avaliação do médico e pesquisador da
PUC-SP Eduardo Perillo, a lógica econômica que tomou
conta dos prontos-socorros particulares é perigosa para
o cidadão. "Hoje há primeiro uma avaliação
financeira. É uma inversão no papel do hospital",
afirmou. Para Perillo, o argumento do hospital Santa Lúcia,
o primeiro pelo qual o secretário Duvanier passou, de
que ele "chegou andando calmamente e saiu andando calmamente" é um
sinal de que há falhas no atendimento. "O hospital
quer jogar sobre o paciente a responsabilidade de avaliar sua
própria situação de saúde e alertar
para a urgência, mas essa não é a obrigação
do doente. Esse é o papel do serviço de pronto-atendimento",
ponderou.
O presidente
do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF),
Iran Gonçalves Cardoso, é a favor da
avaliação prévia feita por um profissional
de saúde. Para ele, o procedimento aceleraria o atendimento
nas clínicas específicas para cada paciente. O
CRM-DF também foi acionado pelo Ministério da Saúde
para investigar a conduta dos médicos e hospitais pelos
quais passou o secretário Duvanier.
Protesto
Amigos, parentes
e companheiros de profissão do secretário
Duvanier Paiva Ferreira farão hoje, às 13h, um
ato de repúdio em frente à Catedral de Brasília. "A
ideia é levantarmos uma bandeira, junto com outras famílias
e entidades correlatas, sobre o descaso da rede privada de saúde
e o não cumprimento da legislação",
afirmou um dos organizadores. A missa de 7º dia será celebrada
na Catedral, às 12h15.
CORREIO
DA PARAÍBA
Justiça de Santa Catarina barra reajuste de plano de
saúde
A 3ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça
de Santa Catarina manteve decisão da 2ª Vara Cível
de Curitiba, que garantiu a Gentil Ribeiro Filho o direito de
permanecer no plano de saúde contratado sem ter as mensalidades
reajustadas em mais de 80%. O autor é cliente de um plano
de saúde há mais de 30 anos e recebeu a notícia
do novo valor no mês em que completou 70 anos.
Em agosto
de 2010, Gentil pagou R$ 448 ao plano de saúde.
Em setembro, a fatura foi emitida no valor de R$ 727,32. A alegação
da empresa foi que, diante da mudança de faixa etária,
o contrato assinado pelas partes teve de sofrer um reajuste de
80,85%, mais a readequação anual de 6,75%. Além
disso, a empresa prestadora do serviço pleiteou a não
aplicação do Estatuto do Idoso, que veda tais reajustes,
em virtude de o contrato ter sido assinado antes da vigência
dessa lei.
Para os desembargadores,
a seguradora não pode impor
ao usuário um reajuste exorbitante como condição
para renovação do contrato, o que forçaria
o autor a aceitar os valores ou a procurar outra empresa e se
sujeitar novamente aos prazos de carência. Deste modo,
conforme os ditames do Estatuto do Idoso e do Código de
Defesa do Consumidor, e aplicando-se o princípio da boa-fé objetiva
entre as partes, a cláusula que determinava o reajuste
foi declarada nula.
Segundo o
juiz de segundo grau Saul Steil, "não
se pode admitir que o segurado que renova ininterruptamente o
contrato por vários anos, quando atingir uma idade de
maior incidência de fragilidades, tenha simplesmente manifestada
a recusa à renovação da contratação,
ou seja surpreendido com a comunicação de não
mais interessar a renovação, ou que a renovação
somente ocorrerá caso aceite o reajuste por faixa etária
imposto pela operadora". A decisão da câmara
foi unânime.
Recentemente
o STJ deu uma decisão no mesmo sentido.
Trata-se do caso em que o presidente do Superior Tribunal de
Justiça, ministro Ari Pargendler, concedeu liminar garantindo
a uma segurada de Campo Grande o uso do plano de saúde
sem o reajuste de 99,24% na mensalidade, até julgamento
da medida cautelar no STJ. De acordo com os autos, o reajuste
foi justificado pela seguradora devido à mudança
de faixa etária da segurada. A consumidora havia completado
50 anos.
PORTAL UOL
Uso
diário de aspirina não é para
todo mundo, alerta estudo
Aproximadamente
um terço dos americanos de meia idade
toma uma aspirina infantil regularmente, com o intuito de prevenir
um ataque cardíaco ou derrame cerebral, ou diminuir o
risco de desenvolver câncer. Contudo, uma nova pesquisa
demonstrou que o ácido acetilsalicílico -- a popular
aspirina -- não é para todo mundo, e que esse remédio "milagroso" tem
prejudicado mais que ajudado a alguns pacientes.
"Eu prescrevo a interrupção da aspirina muito
mais que sua adoção", afirmou a médica
Alison Bailey, diretora do programa de reabilitação
do Instituto do Coração Gill da Universidade de
Kentucky. "As pessoas nem mesmo consideram a aspirina um
medicamento, nem pensam que ela pode causar efeitos colaterais.
Esta é a parte mais difícil do tratamento com aspirina."
Pesquisadores
londrinos relataram na semana passada ter analisado nove estudos
aleatórios do uso da aspirina nos Estados
Unidos, na Europa e no Japão, abrangendo mais de 100 mil
participantes. Os participantes nunca haviam sofrido um ataque
cardíaco ou derrame, e todos tomaram aspirinas ou placebos
regularmente com o intuito de determinar se o remédio
traz benefícios às pessoas que não têm
doenças do coração estabelecidas.
Os pesquisadores
descobriram, na análise combinada, que
os consumidores regulares de aspirina estavam 10% menos propensos
que os outros a sofrer todo tipo de evento cardíaco e
20% menos propensos a ter um ataque do coração
não fatal. Embora isso pareça uma boa notícia,
o estudo mostrou que os riscos do uso regular de aspirinas superavam
os benefícios.
Hemorragia
Os usuários de aspirina estavam aproximadamente 30 vezes
mais propensos a sofrer um evento sério de hemorragia
gastrointestinal, efeito colateral do uso frequente do remédio.
O risco global de morrer durante o estudo foi o mesmo entre os
usuários de aspirina e os não usuários.
Além disso, embora alguns estudos anteriores tenham sugerido
que o consumo regular de aspirina prevenisse o câncer,
a nova análise não mostrou esse benefício.
Nas 162 pessoas
que tomaram aspirina, a prática ajudou
a prevenir a incidência de ataque cardíaco não
fatal, mas causou cerca de dois episódios sérios
de sangramento.
"Conseguimos mostrar de maneira bastante convincente que,
nas pessoas sem histórico de ataque cardíaco ou
derrame, o uso regular de aspirina pode ser mais nocivo que benéfico",
afirmou Sreenivasa Seshasai, do Centro de Pesquisa em Ciências
Cardiovasculares da St. George's University of London.
As descobertas
provavelmente irão aumentar a confusão
em relação a quais pessoas precisam tomar aspirina
regularmente e quais não precisam.
Benefícios
Pesquisas
demonstraram que, quando consumida regularmente por homens
que já tiveram um ataque cardíaco, a aspirina
pode salvar vidas, diminuindo os riscos de um segundo evento
em 20% a 30%. A aspirina também reduz o risco de reincidência
em mulheres que tiveram um derrame provocado por coágulo.
O medicamento
funciona interferindo no processo de coagulação
sanguínea. Nos vasos sanguíneos estreitados pela
doença cardíaca, pode ocorrer o rompimento de depósitos
de gordura, levando à rápida formação
de coágulos que obstruem o fluxo sanguíneo em direção
ao coração e ao cérebro. Tomar uma aspirina
regularmente ajuda a prevenir a formação de coágulos.
A Agência de Pesquisa e Qualidade em Serviços de
Saúde americana relatou em 2007 que 19% dos americanos
tomam aspirina regularmente, incluindo 27% dos que têm
entre 45 e 64 anos e cerca de metade dos que têm 65 anos
ou mais.
Contudo,
muitos usuários de aspirina nunca tiveram um
ataque cardíaco ou derrame, e tomam o medicamento como
medida preventiva. O relatório descobriu que, entre os
usuários de aspirina de meia idade, 23% não sofriam
de doença cardíaca estabelecida. Entre os usuários
mais velhos, 41% não possuíam histórico
de doença cardíaca ou derrame.
Caso a caso
Para as pessoas
que não sofrem de doenças cardíacas,
as diretrizes da Força Tarefa de Serviços Preventivos
e de outros grupos dos Estados Unidos afirmam que o tratamento
com aspirinas deve ser decidido caso a caso, dependendo de fatores
de risco individuais e do histórico familiar.
Seshasai
afirmou que as novas descobertas não apontam,
necessariamente, que homens e mulheres saudáveis devam
parar de tomar aspirina imediatamente. As pessoas com histórico
familiar de ataque cardíaco ou derrame podem obter benefícios
com o tratamento continuado, e devem perguntar a seus médicos
sobre o assunto.
"A decisão de tratar essas pessoas com aspirina
deve ser tomada caso a caso, levando em consideração
o risco provável de ataque cardíaco ou derrame
no futuro", afirmou. "Contudo, como o risco de episódios
de sangramento sérios aumenta na mesma proporção
que os benefícios, médicos e pacientes devem ponderar
cuidadosamente as opções relativas ao tratamento
de longa duração."
Contudo,
para alguns especialistas, o problema consiste no fato de que
nem todos
os médicos estão informados em
relação aos achados científicos mais recentes,
e muitos pacientes decidem tomar aspirina por conta própria.
"Ele ouvem dizer que a aspirina faz bem e passam a tomá-la",
afirmou Bailey. "Não pensam no medicamento como uma
substância que pode causar danos no futuro", afirmou.
Terça-feira,
24.01.2012
REVISTA FATOR BRASIL
Centro
da Obesidade da PUCRS obtém certificação
internacional
O Centro
da Obesidade e Síndrome Metabólica do
Hospital São Lucas da PUCRS (COM\HSL\PUCRS) será a
primeira instituição do Rio Grande do Sul a receber
a certificação internacional de Centro de Excelência
em Tratamento da Obesidade conferida pela instituição
Surgical Review Corporation (SRC), organização
americana de âmbito mundial que avalia segurança
e eficácia das instituições e centros, certificando-os
e monitorando-os periodicamente.
Durante o
processo são avaliados médicos, equipes,
procedimentos, banco de dados e toda a estrutura que o Hospital
oferece. Essa certificação representa o reconhecimento
do serviço de excelência desenvolvido na área
de cirurgia bariátrica e síndrome metabólica,
colocando nossa instituição no cenário internacional,
destaca o diretor do COM\HSL\PUCRS, Cláudio Corá Mottin.
O SRC concede
essa certificação às instituições
com menos de 0,5% de mortalidade e eficácia superior a
85%, ou seja, índices de bons resultados de curto, médio
e longo prazo. Para obtenção da acreditação,
todos os procedimentos operacionais padrões (POPS) do
Centro são examinados a partir da verificação
sistemática de prontuários e banco de dados dos
pacientes bem como a inspeção in loco de todas
as suas atividades.
Cláudio Mottin salienta que a prática desses fundamentos
aliada à estrutura institucional adequada ao atendimento
desses pacientes se obtém também, baixo custo à medida
que os operados permanecem internados em períodos menores
(de dois a três dias) e não necessitam de internação
em UTis, na grande maioria dos casos. Eles caminham e passam
a consumir líquidos, logo, nas primeiras seis horas e
retornam às atividades usuais entre 10 a 15 dias. Esses
resultados alcançados permitem um serviço de alta
qualidade, segurança e eficácia, com custos menores
para os pacientes e agentes pagadores, conclui.
Pioneirismo no Sul do Brasil
O Centro
da Obesidade e Síndrome Metabólica (COM/HSL/PUCRS) é uma
das maiores e mais modernas clínicas da Região
Sul do país. Credenciado pelo Ministério da Saúde
do Brasil (Portaria 196 e seus complementos), desde 1999, é referência
em saúde no Brasil pelas suas multiespecialidades na área
da saúde, tecnologia e qualidade dos serviços oferecidos.
O que compreende avaliação, tratamento clínico,
intervenção cirúrgica e acompanhamento multidisciplinar
no pós-cirúrgico e colocação de balão
intragástrico e cirurgia do diabetes tipo 2.
AGÊNCIA
BRASIL
Rio
tem o mais baixo índice de infestação
do Aedes aegypti desde 2005, mas risco de epidemia de dengue
continua
No primeiro
levantamento do ano sobre o índice de infestação
do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, no município
do Rio de Janeiro, o risco de infestação ficou
em 2,3%. O resultado foi o mais baixo desde 2005, disse hoje
(24) o superintendente de Vigilância em Saúde do
município do Rio, Márcio Garcia.
Segundo Garcia,
o estudo apontou ainda os principais locais onde foram encontrados
focos do mosquito. Entre eles, estão
os vasos de planta, frascos com água, pratos, garrafas
entre outros recipientes móveis, que apresentaram 26,4%
das ocorrências em toda a capital fluminense.
"No último levantamento a gente teve um predomínio
dos depósitos fixos que são os ralos, as lajes,
as piscinas não tratadas, e neste levantamento mais atualizado,
a gente teve uma predominância de depósitos móveis
que são os vasos de planta e outros tipos de depósitos
que podem ser eliminados. Essa vai ser a nossa prioridade agora”,
disse.
Apesar da
pesquisa apesar um índice menor de infestação
do mosquito, o superintendente não descartou a possibilidade
de uma nova epidemia de dengue no município. Ele explica
que o número de casos da doença aumentou, se comparado
com o mesmo período do ano passado.
“A gente tem uma expectativa de infelizmente viver uma
grande epidemia de dengue, e para isso não o correr a
gente está destinando todos os nossos esforços.
Na primeira semana de 2012, nós já temos um número
maior de casos. Quando a gente compara com a primeira semana
de 2011, isso só fortalece a nossa expectativa de vivermos
o ano de 2012 com um número muito grande de casos de dengue”,
ressaltou.
Também hoje, a secretaria de Saúde e Defesa Civil
do Rio apresentou o balanço da doença em todo o
município, que registrou na última semana, seis
novos casos de dengue, totalizando 532 notificações
este ano. Desde o mês de agosto do ano passado não
foi registrada morte por dengue na cidade.
Já a Secretaria de Estado de Saúde informou em
seu balanço semanal que foram notificados 1.270 casos
suspeitos de dengue no estado. A secretaria ressaltou que no
município de Niterói, região metropolitana,
foi confirmada a presença do vírus tipo quatro.
ESTADÃO.COM.BR
Casos
de pólio são detectados em campos de refugiados
na Etiópia
Segundo o
Alto Comissariado das Nações Unidas,
dois somalis já contraíram o vírus; eles
vivem perto do campo de Dollo Ado, onde estão 143 mil
refugiados
O Alto Comissariado
das Nações Unidas para os
Refugiados (Acnur) alertou nesta terça-feira, 24, que
detectou dois casos de poliomielite entre os moradores do campo
de Dollo Ado, na Etiópia.
A poliomielite é uma doença muito contagiosa,
transmitida por água e alimentos contaminados
A pólio é uma doença muito contagiosa, "por
isso estamos muito preocupados e alertamos todas as instâncias
envolvidas a agirem com rapidez para isolar o foco", explicou
em entrevista coletiva Melissa Fleming, porta-voz do Acnur.
Os dois casos
confirmados são de refugiados somalis,
mas suspeita-se que outras três pessoas, provavelmente
etíopes que vivam perto do campo de Dollo, também
tenham contraído o vírus.
Tanto a Etiópia quanto a Somália são países "livres
da pólio", ou seja, a doença não é endêmica
e os casos detectados são importados.
Melissa explicou
que, por enquanto, foram extraídas amostras
dos doentes que foram mandadas para Addis Abeba para análises.
Identificada a origem serão produzidas vacinas para imunizar
a população.
Ao todo, 143 mil somalis vivem em campos de refugiados de Dollo
Ado, dos quais 100 mil chegaram em 2011.
Depois do
campo de Daddab, no Quênia, Dollo Ado é o
segundo maior assentamento de refugiados no Chifre da África.
Quase 1 milhão de somalis vivem como refugiados e 1,3
milhão são desalojados em seu próprio país.
ESTADÃO.COM.BR
Químico usado em embalagens e teflon diminui efeito de
vacina em crianças
Estudo mostra que compostos perfluorados fizeram com que vacinas
tivessem resposta insuficiente
Uma família de componentes químicos muito utilizados
para revestir panelas e embalagens de alimentos pode diminuir
a eficácia de vacinas em crianças. É o que
mostra um estudo divulgado nesta terça-feira, 24, pela
revista científica Journal of the American Medical Association
(Jama).
Há muitos anos, cientistas suspeitavam de que os compostos
perfluorados (PFCs, na sigla em inglês) poderiam causar
algum tipo de problema à saúde das pessoas. Um
artigo publicado em 2009 na Environmental Science and Technology,
por exemplo, demonstrava a concentração desses
compostos no sangue de voluntários. Mas ainda não
sabiam se eles poderiam causar algum dano à saúde.
Os cientistas
acompanharam 587 crianças durante sete
anos. Mediram a presença dos compostos perfluorados no
seu sangue ao nascer e, mais tarde, aos 5 e 7 anos de idade.
Também avaliaram a quantidade de anticorpos produzidos
por vacinas contra o tétano e a difteria.
Ficou claro
que existia uma relação direta entre
a concentração da substância e respostas
insuficientes às vacinas. Uma concentração
duas vezes maior dos perfluorados no sangue foi relacionada a
uma diminuição de 49% nos níveis de anticorpos
no sangue em crianças com 7 anos.
“Ficamos realmente surpresos com os resultados, que sugerem
que os PFCs são mais tóxicos para o sistema imunológico
que a exposição às dioxinas (outro poluente
orgânico)”, afirma Philippe Grandjean, professor
da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard
e coautor do trabalho publicado na publicação científica.
Os perfluorados
são cobiçados pela indústria
têxtil e de alimentos, pois repelem gorduras e água.
Servem, por exemplo, para produzir roupas impermeáveis
ou resistentes a manchas, além de embalagens para alimentos – especialmente
fast-food – e revestimentos de panela – como teflon.
Também são utilizados pela indústria química
como agentes secundários em processos industriais de outros
produtos.
No Brasil
A química Isabel Moreira, da Pontifícia Universidade
Católica do Rio (PUC-Rio), também pesquisa PFCs.
Recentemente, sua aluna Natalia Quinete identificou esses compostos
em amostras de água potável de diversas cidades
fluminenses, na água do Rio e em animais marinhos – como
moluscos da Baía de Guanabara e peixes.
Isabel considerou
muito positiva a pesquisa do Jama. “Há poucos
estudos mostrando os problemas de saúde que essas substâncias
podem causar”, afirma a química. “Além
disso, há poucas pesquisas no País sobre esse tema,
pois ainda não temos equipamentos para identificar essas
substâncias com facilidade.”
PORTAL R7
Pessoa
com nível
superior faz mais teste de HIV em SP
Pesquisa do governo paulista mostra que escolaridade influencia
na escolha
Quanto maior
o nível de escolaridade, maior é a
procura por testes gratuitos de HIV na rede pública. Essa é a
conclusão de um levantamento da Secretaria de Estado da
Saúde de São Paulo, com base nos dados do CRT (Centro
de Referência e Treinamento) em DST/Aids.
Das 5,6 mil pessoas que realizaram exames no CRT em 2011, 45,9%
declararam ter estudado 12 anos ou mais, com ensino superior
completo, e 37% estudaram durante oito a 11 anos.
Apenas 6,9%
dos que fizeram o exame estudaram por sete anos ou menos, o
que significa
não ter concluído nem
mesmo o ensino fundamental. Os demais não souberam informar
por quanto tempo estudaram.
O estudo
também aponta que 75% dos homens e 72% das mulheres
que procuraram o serviço tinham entre 20 e 34 anos. O
que já era esperado pela assistência da unidade,
por ser a faixa em que há maior variação
de parceiros, normalmente.
Ainda segundo
os dados, em 54,12% dos casos, o motivo da procura foi a exposição a situações
de risco.
A justificativa
mais comum para o não uso do preservativo
foi a confiança no parceiro, citada por 7,34% dos que
declararam ter parceiros eventuais e por 30,98% dos que declararam
ter parceiro fixo.
Para Maria
Filomena Cernicchiaro, gerente de Assistência
do CRT, os dados mostram que o uso do preservativo ainda é um
tabu por ser vinculado à infidelidade.
- Nós sempre orientamos as pessoas que têm parceiros
fixos a conversarem e proporem com tranquilidade o uso de preservativo
caso haja relação com parceiro eventual.
A relação completa das unidades que oferecem testes
gratuitos de HIV no Estado pode ser encontrada no site, no link
Serviços DST/Aids, clicando em “Onde Fazer o Teste
de HIV?”
AGÊNCIA CÂMARA
Projeto cria cadastro de portadores de diabetes
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2665/11, do deputado
Manato (PDT-ES), que cria o cadastro de pessoas portadoras de
diabetes, no âmbito do Sistema Único de Saúde
(SUS).
Pelo projeto,
as pessoas que integrarem o cadastro e que forem inscritas
em programas
de educação para diabéticos
vão receber um cartão identificador para ter prioridade
na compra de medicamentos. A proposta também prevê a
inclusão dos cadastrados em outras políticas públicas
voltadas para a melhoria de suas condições de vida.
Compra
de remédio
O deputado
Manato diz que apresentou o projeto para garantir o acesso
dos portadores
de diabetes tipo 2 a medicamentos como
o Victoza, cujo estoque tem sido rapidamente esgotado. O parlamentar
afirma que, segundo reportagem da revista Veja, há uma
corrida às farmácias para comprar o remédio
porque ele supostamente combateria a obesidade.
Manato lembra,
no entanto, que a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) emitiu nota afirmando que esse medicamento
foi aprovado com a finalidade de uso específico no tratamento
de diabetes tipo 2, e que o uso para outros fins envolve riscos
(dor de cabeça, náusea, diarreia, pancreatite,
desidratação, alteração da tireoide,
urticária e outros eventos adversos imprevisíveis).
“Além da utilização indevida do medicamento,
há o problema de os diabéticos serem privados de
uma substância nova, com pesquisas indicando eficácia
no combate à doença”, diz o deputado.
Tramitação
O projeto
tramita em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br