25-01-12

 

Leia nesta edição:

- Plano de saúde que não trocar prótese de silicone será multado, diz ANS

- Anvisa quer acelerar entrada de genéricos no mercado

- O sofrido coração de quem fica

- Ministro da Saúde vai ligar aparelho de Pedro Arthur

- Vídeos incriminam hospital

- Justiça de Santa Catarina barra reajuste de plano de saúde

- Uso diário de aspirina não é para todo mundo, alerta estudo

- Centro da Obesidade da PUCRS obtém certificação internacional

- Rio tem o mais baixo índice de infestação do Aedes aegypti desde 2005, mas risco de epidemia de dengue continua

- Casos de pólio são detectados em campos de refugiados na Etiópia

- Químico usado em embalagens e teflon diminui efeito de vacina em crianças

- Pessoa com nível superior faz mais teste de HIV em SP

- Projeto cria cadastro de portadores de diabetes

Quarta-feira, 25.01.2012

CORREIO BRAZILIENSE

Plano de saúde que não trocar prótese de silicone será multado, diz ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou ontem a súmula que assegura aos beneficiários das operadoras de planos de saúde a realização, sem nenhum custo extra, da cirurgia reparadora de troca das próteses mamárias preenchidas com material irregular das marcas Poly Implants Prothese (PIP) e Rofil. Os convênios que se recusarem a custear os novos implantes serão multados em até R$ 80 mil por paciente. De acordo com a norma, os planos de saúde seguirão as mesmas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em nota, a ANS ressalta que a Súmula 22, responsável pela inclusão dos implantes mamários PIP e Rofil no rol de cirurgia reparadora com o fornecimento de uma nova prótese é voltada para todos os usuários de planos de saúde, com exceção dos convênios firmados antes da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, ou daqueles que possuam cláusula expressa da cobertura de próteses. A justificativa do Ministério da Saúde para inserir o procedimento nesse setor é de que esse é um caso de saúde pública, uma vez que uma prótese rompida, ou o vazamento do silicone, pode causar inflamação, dor, inchaço e deformidade do local.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 15 grupos de operadoras privadas de assistência à saúde, incluindo o Grupo Amil, a Golden Cross e a Unimed, afirmou, por meio de nota, que suas afiliadas vão cumprir o entendimento descrito em caráter excepcional na súmula da ANS. No entanto, a federação argumentou que examinará com mais profundidade o alcance e os impactos da norma.

No último dia 13, quando a mudança de caráter da cirurgia foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) também informou que orientaria as afiliadas a seguirem a regra. "Na medida em que o rompimento da prótese pode acarretar um problema de saúde para a mulher, tanto o plano de saúde como o Sistema Único de Saúde têm que estar abertos (para recebê-la)", disse Padilha. Porém, a presidente da entidade, Denise Eloi, afirmou que estudaria melhor a proposta, já que ela implica em um gasto que não estava previsto.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, José Horácio Aboudid, reforça a indicação para que as pacientes procurem os médicos que realizaram o implante. "Os cirurgiões estão solidários com a situação das pacientes em relação às próteses e estão reoperando sem cobrar honorários", destacou. Aboudid lembra que não existe correria para retirar a prótese.

"Não há nenhum indicativo de que esse procedimento deve ser feito obrigatoriamente. Toda cirurgia tem um risco. Continuamos indicando para que sejam trocadas apenas as próteses com rupturas", frisou.

No DF

Na segunda-feira, o Ministério da Saúde publicou em seu site a lista com os 371 serviços de saúde habilitados em cirurgia reparadora pelo SUS que as pessoas com os implantes PIP e Rofil devem procurar para a avaliação médica.

No Distrito Federal, oito hospitais públicos estão habilitados. A estimativa da Subsecretaria de Atenção à Saúde (SAS) do DF é de que, das 19,5 mil pessoas que utilizam essas próteses no país, 110 estariam na capital federal. A maior concentração dos implantes PIP e Rofil encontra-se nas regiões Sul e Sudeste, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a SAS-DF, será criado um ambulatório no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para atender as pacientes que forem encaminhadas pelos cirurgiões do serviço privado.

As diretrizes do Ministério da Saúde afirmam que as pacientes devem procurar o médico, de preferência o que realizou o implante, para fazer uma avaliação, que inclui exame físico e, se necessário, de imagem. Cada caso será analisado separadamente, porém, quem apresentar sintoma de ruptura deverá ser submetida à cirurgia reparadora. As demais pacientes serão acompanhadas e reavaliadas a cada três meses.

Produto adulterado

Em 23 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota instruindo as pessoas que utilizam próteses mamárias da marca francesa Poly Implant Prothese (PIP) a uma avaliação clínica. Esses implantes foram preenchidos com silicone industrial, que, em contato com a pele, pode causar inflamação. Em seguida, o registro da marca foi cancelado e a comercialização suspensa, a exemplo do que ocorreu na França, onde começou o escândalo que se espalhou pelo mundo.

No início deste mês, o Correio noticiou que as próteses da marca holandesa Rofil, que foram fabricadas com a mesma matéria-prima utilizada na PIP, também tinham sido comercializadas no Brasil. A Anvisa confirmou que, além de ter registrado reclamações com relação à PIP, recebeu queixas contra a Rofil e estendeu as recomendações aplicadas à PIP às mulheres que utilizam implantes da marca holandesa.

A Anvisa argumenta que a própria agência foi enganada, pois os documentos apresentados para certificação do material confirmavam a boa qualidade, mas o produto vendido era diferente. Após a Interpol emitir um alerta internacional no fim do ano passado, Jean-Claude Mas (foto), 72 anos, foi preso. Ele é alvo de duas investigações judiciais na França, por "falsificação agravada" e "lesão corporal e homicídio culposos".

O empresário confessou à polícia que produziu um gel de silicone adulterado e modificou a composição das próteses porque pretendia diminuir os custos e "aumentar a rentabilidade da empresa". Hoje, ele responde aos processos em liberdade.

FOLHA DE S. PAULO

Anvisa quer acelerar entrada de genéricos no mercado

Segundo a agência, laboratórios dificultam acesso a remédios de referência

Johanna Nublat

Fabricantes das drogas de marca podem ser obrigadas a vendê-las à indústria de genéricos para realização de testes

Uma proposta que pretende acelerar a entrada de remédios genéricos e similares no mercado foi finalizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e deve ser divulgada hoje.

Como antecipado na segunda-feira pela coluna Mônica Bergamo, o assunto ficará em consulta pública por 60 dias. No processo, deve ser debatida a divulgação de dados dos remédios "originais", como as suas fórmulas.

O texto da consulta propõe que as empresas fabricantes do produto de referência do mercado -em que se baseiam as cópias- sejam obrigadas a disponibilizar, por meio de venda, amostras do remédio original para a realização do teste de equivalência ou de bioequivalência.

É esse o teste que confirma a igualdade ou semelhança entre o produto de referência e o genérico ou similar. Isso é necessário para o registro do novo remédio na Anvisa.

O entrave para a realização desses testes hoje, diz a agência, é o acesso aos medicamentos que não são vendidos em farmácias, mas usados por hospitais ou distribuídos gratuitamente pelo governo -principalmente antirretrovirais, drogas contra câncer e contra doenças negligenciadas e alguns antibióticos.

"As empresas [que desenvolvem genéricos] perdem até seis meses para conseguir comprar o produto e fazer o teste. Já houve casos de empresas não conseguirem comprar e a Anvisa ter que autorizar a compra do medicamento de referência fora do país, o que não é bom", afirma Dirceu Barbano, diretor-presidente da agência.

Uma decisão nesse sentido é fundamental para a produção de genéricos e para aumentar a concorrência no mercado, afirma Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos).

"Qualquer manobra para conseguir a reserva do produto vai ser coibida", diz.

A proposta também especifica, pela primeira vez, os critérios do governo para definir quais são os remédios tidos como referência no seu segmento e o passo a passo para a eventual troca dessa referência.

"Em muitos casos, não havia [listado] o medicamento de referência para a produção do genérico", diz Finotti.

Segundo Barbano, essa nova definição poderá agilizar a escolha dessas referências que faltam e prejudicam a produção das cópias.

A reportagem procurou a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) para comentar a proposta, mas a entidade afirmou que esperaria a publicação da proposta pela Anvisa.

Apesar de o tema central da consulta ser a cópia de medicamentos, o texto não aborda a questão de patentes.

O desenvolvimento e o registro de um medicamento genérico ou similar, explicam técnicos da Anvisa, podem ser feitos enquanto a patente ainda é válida. Problemas jurídicos ocorrem quando a cópia é colocada à venda com a patente ainda válida.

CORREIO BRAZILIENSE

O sofrido coração de quem fica

Estudo revela como o risco de sofrer um infarto sobe 20 vezes no dia em que uma pessoa amada morre. Chances de complicações cardíacas permanecem altíssimas por pelo menos um mês depois da perda

Gláucia Chaves

Coração apertado, dor no peito e garganta travada, como se estivesse obstruída por algum tipo de obstáculo invisível. Só quem já passou pela experiência de ver alguém querido morrer pode dizer o quando dói a ausência daquele que se ama. Segundo um artigo feito por cardiologistas da Universidade de Harvard e publicado no Journal of the American Heart Association, a dor não é apenas emocional. De acordo com o trabalho, aqueles que perderam entes queridos estão mais propensos a sofrer ataques cardíacos. No dia em que a pessoa amada morre, os riscos de quem fica enfartar é 20 vezes maior do que em situações corriqueiras. A ameaça diminui ao longo do tempo. Uma semana após o trauma, contudo, a probabilidade de desenvolver problemas cardíacos continua seis vezes maior que a normal. A boa notícia é que as chances reduzem progressivamente durante o primeiro mês. Em outras palavras, os estudiosos provaram cientificamente o que já faz parte da sabedoria popular: só o tempo é capaz de curar um coração partido.

Elizabeth Mostofsky, principal autora do estudo, explica que a equipe analisou os prontuários de cerca de 2 mil adultos que haviam sofrido ataques cardíacos entre 1989 e 1994. Os pacientes responderam a um questionário em que os médicos perguntavam as circunstâncias do infarto e se haviam perdido pessoas importantes no ano anterior ao ataque cardíaco. Se a resposta fosse positiva, os participantes deveriam ainda explicar a data exata da morte, bem como a importância que aquele relacionamento tinha em suas vidas. Por meio de um cruzamento de dados em que comparavam o número de pessoas que tiveram mortes próximas a eles e a reincidência de ataques cardíacos, chegaram à conclusão de que um em cada 320 indivíduos do "grupo de risco" para complicações cardíacas e uma em cerca de 1,4 mil pessoas de baixo risco (sem histórico de infarto) sofrerão problemas no coração ocasionados pelo luto.

Somados ao risco de ataques cardíacos, os derrames cerebrais foram apontados como a causa de 53% das mortes de cônjuges enlutados. "A dor faz com que sentimentos de raiva, depressão e ansiedade apareçam", explica Elizabeth. "Essas emoções podem aumentar a frequência cardíaca, a pressão arterial e a coagulação do sangue e esses fatores, por sua vez, aumentam as chances de um ataque cardíaco." A médica destaca ainda que estudos sobre como os sentimentos afetam a saúde física de um indivíduo não são novidade. "O que é inédito no levantamento é que esse é o primeiro estudo a examinar a curva acentuada do risco de ataque cardíaco logo após a perda de alguém importante na vida de uma pessoa." Dor avassaladora Francisco Malaquias é um dos exemplos de como o coração pode não resistir à dor da perda de alguém querido. No último domingo, o tio da jovem Ingrid Anne Carvalho de Freitas, 15 anos - morta em um acidente de carro que tirou a vida de seis pessoas na madrugada de sábado - sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o enterro da sobrinha. Ele precisou ser reanimado pelos bombeiros no cemitério e foi levado em estado grave, mas consciente, para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT). No sepultamento dos outros jovens mortos no acidente, vários parentes e amigos passaram mal e precisaram ser socorridos.

Além do estresse emocional, a pesquisadora diz que outros comportamentos típicos de pessoas que acabaram de perder alguém especial ajudam a aumentar o perigo de infarto, como dormir pouco, comer menos e ter níveis elevados de cortisol, hormônio relacionado à resposta do organismo ao estresse. Para o cardiologista Jefferson Mattos Junior, o principal impacto do estudo feito por Elizabeth Mostofsky e sua equipe será nos próprios consultórios cardiológicos. Segundo ele, "é comum que o médico fique muito preocupado com os níveis de colesterol e da pressão arterial sistêmica e não preste atenção nos possíveis efeitos psicológicos e comportamentais que um evento desta magnitude possa causar na vida de um paciente, podendo ser um importante gatilho para um infarto".

Acompanhamento Guilherme Filomeno, cardiologista, frisa que o estudo também chama atenção para um fator importantíssimo no tratamento de quem passa pelo delicado momento de superação da morte de pessoas próximas: a atenção de quem ficou. "O cuidado que se tem com esse indivíduo tem que ser pessoal, precisa envolver família, amigos e até mesmo os médicos", reforça. De acordo com Filomeno, o período normal de luto varia de três a seis meses. Nesse meio tempo, quem está ao redor do enlutado deve esperar mudanças de humor e de comportamento. Por isso, ele diz que, em casos nos quais o sofrimento aparenta ser mais agudo que o usual, os próprios médicos devem aconselhar acompanhamento psicológico e até mesmo medicamentos para amenizar os sintomas precedentes ao infarto que o paciente possa vir a apresentar.

Diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Nabil Gorayeb explica que existem mais de 100 categorias de ocasiões emocionais que podem desencadear problemas cardiovasculares - como o luto, o término de um relacionamento amoroso e o desemprego. Para o cardiologista, o estudo de Harvard "confirmou o que já se desconfiava" no meio médico: quando sofrem fortes traumas psicológicos, pessoas com complicações cardíacas prévias têm mais chances de enfartar, mas isso não quer dizer que indivíduos sem histórico estejam livres do risco de passar por maus bocados - inclusive relacionados a outras partes do corpo que não o coração. "As emoções podem causar problemas de toda ordem, sejam cardíacos, pulmonares ou gástricos, por exemplo", enumera. "Os efeitos ocorrerão onde a pessoa é mais sensível, ou seja, depois de uma emoção muito intensa, as áreas em que o paciente tem mais predisposição sofrem."

Outros gatilhos Na medicina, problemas fisiológicos causados por emoções recebem diversos nomes, que variam de acordo com os eventos que serviram como estopim para as complicações. Sergio Timerman, cardiologista e um dos diretores da SBC, conta que há vários estudos que apontam que catástrofes naturais ou ataques terroristas, por exemplo, também são fatores que desencadeiam infartos súbitos. Há três anos, o médico fez um estudo em que avaliava o aumento dos casos de ataques do coração em sobreviventes de enchentes em Santa Catarina. Ele conta que a chamada síndrome de estresse pós-traumático causa impacto forte o suficiente para desencadear um infarto. "Em todo lugar acometido por desastre natural ou atentados, há um aumento significativo de morte por problemas cardíacos relacionados diretamente ao problema", comenta o médico.

Isso acontece porque, assim como na síndrome do coração partido (veja Para saber mais), o estresse desencadeia respostas emocionais que, literalmente, mexem com as estruturas do indivíduo. Embora a origem das duas síndromes seja a mesma, Timerman explica que as causas específicas são diferentes. "Em uma catástrofe, a pessoa é socialmente afetada, pois perde casa, objetos", diferencia. "Ela entra em um estresse agudo e tem liberação excessiva de adrenalina, que eleva a pressão arterial." No momento em que a pessoa começar a apresentar os sintomas, como dor no peito e alteração transitória no ritmo dos batimentos cardíacos, Timerman diz que o tratamento deve ser medicamentoso. "Os remédios reverterão o quadro, para evitar que o paciente tenha parada ou arritmia cardíaca."

O TEMPO

Ministro da Saúde vai ligar aparelho de Pedro Arthur

Depois de passar por uma cirurgia para a inserção de um marca-passo diafragmático, no início do mês, o menino Pedro Arthur, 8, símbolo da luta contra a meningite no país, deve começar os testes com o aparelho em duas semanas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deve acompanhar o procedimento que vai permitir ao garoto deixar de lado os tubos que até hoje o ajudam a respirar.

Pedro Arthur é o primeiro garoto da América do Sul a usar o marca-passo. A expectativa dos médicos é que ele esteja recuperado da cirurgia e pronto para começar o treinamento com o aparelho em 7 de fevereiro. Segundo o médico Rodrigo Sardemberg, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, ele deve voltar a Belo Horizonte cinco dias depois.

Segundo Sardemberg, o aparelho começará a funcionar de forma gradativa: 20 minutos na primeira semana, depois, uma hora e assim por diante. O médico estima que o período de adaptação se estenda por quatro meses.

Alívio

Para o pai do menino, Rodrigo Diniz, 37, é grande a expectativa. "Para quem viu o Pedro Arthur respirando por meio de aparelhos externos durante sete anos e meio, é maravilhoso imaginar que ele ficará livre", afirmou.

O pai do garoto, que luta pela melhora na qualidade de vida dele, está entusiasmado com a recuperação do filho e não vê a hora de poder levá-lo para passear. "Ele vai fazer 9 anos em 5 de maio e será um aniversário bem diferente, muito mais feliz", completou.

CORREIO BRAZILIENSE

Vídeos incriminam hospital

Versão do Santa Luzia é desmontada em depoimento à Polícia Civil do DF. Planalto aumenta pressão sobre investigadores para que sejam apontados os responsáveis pela morte de secretário

Gabriel Caprioli

Uma pessoa próxima do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, reconheceu, nos vídeos de segurança do Hospital Santa Luzia, a mulher dele, Cássia Gomes, filmada na noite em que ele morreu por falta de atendimento. O reconhecimento, feito à Polícia Civil do Distrito Federal, desmonta a versão do Santa Luzia, que havia afirmado não ter encontrado registros da passagem do secretário naquele dia.

As imagens mostram Cássia entrando na recepção vazia do estabelecimento apressadamente. Ela fala com a atendente, volta ao carro e retorna para dizer algo à atendente (o vídeo não tem som), antes de deixar o hospital. Após o reconhecimento, convencido de que os estabelecimentos não agiram corretamente, o governo federal aumentou a pressão sobre a Polícia Civil-DF nas investigações sobre a morte de Duvanier. A ordem vinda do Palácio do Planalto é desvendar o que ocorreu na madrugada da quinta-feira (19), quando o secretário passou pelos hospitais Santa Lúcia, Santa Luzia e Planalto, no qual morreu após um infarto.

A Delegacia do Consumidor (Decon), que conduz o inquérito que vai averiguar a exigência de cheque-caução, também ouviu ontem os depoimentos de três funcionários do Santa Luzia e de outros três do Planalto. Já o delegado chefe-adjunto da 1ª Delegacia de Polícia, Johnson Kenedy, responsável pelo inquérito que investigará a morte, disse que o trabalho já foi iniciado, mas ressaltou que a apuração ocorre em sigilo. Em ambos os casos, a Polícia acredita ter informações suficientes para indiciar os responsáveis dos hospitais por omissão de socorro qualificada e homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, quer ainda que os hospitais expliquem a blindagem feita pela equipe de atendentes, que impede que os pacientes sequer tenham a oportunidade de ser avaliados por um médico. Para a Polícia, a estrutura burocrática que avalia primeiro se o paciente tem condições de pagar - via plano de saúde, à vista ou com a apresentação de um cheque-caução - para depois prestar os cuidados aumenta o risco de erro. "As administrações dos hospitais determinam previamente um comportamento negligente quando não colocam um médico para atender o paciente e, primeiro, estipulam um preço", disparou o diretor-geral da Polícia Civil-DF, Onofre Moraes.

Inversão de papel

Na avaliação do médico e pesquisador da PUC-SP Eduardo Perillo, a lógica econômica que tomou conta dos prontos-socorros particulares é perigosa para o cidadão. "Hoje há primeiro uma avaliação financeira. É uma inversão no papel do hospital", afirmou. Para Perillo, o argumento do hospital Santa Lúcia, o primeiro pelo qual o secretário Duvanier passou, de que ele "chegou andando calmamente e saiu andando calmamente" é um sinal de que há falhas no atendimento. "O hospital quer jogar sobre o paciente a responsabilidade de avaliar sua própria situação de saúde e alertar para a urgência, mas essa não é a obrigação do doente. Esse é o papel do serviço de pronto-atendimento", ponderou.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), Iran Gonçalves Cardoso, é a favor da avaliação prévia feita por um profissional de saúde. Para ele, o procedimento aceleraria o atendimento nas clínicas específicas para cada paciente. O CRM-DF também foi acionado pelo Ministério da Saúde para investigar a conduta dos médicos e hospitais pelos quais passou o secretário Duvanier.

Protesto

Amigos, parentes e companheiros de profissão do secretário Duvanier Paiva Ferreira farão hoje, às 13h, um ato de repúdio em frente à Catedral de Brasília. "A ideia é levantarmos uma bandeira, junto com outras famílias e entidades correlatas, sobre o descaso da rede privada de saúde e o não cumprimento da legislação", afirmou um dos organizadores. A missa de 7º dia será celebrada na Catedral, às 12h15.

CORREIO DA PARAÍBA

Justiça de Santa Catarina barra reajuste de plano de saúde

A 3ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve decisão da 2ª Vara Cível de Curitiba, que garantiu a Gentil Ribeiro Filho o direito de permanecer no plano de saúde contratado sem ter as mensalidades reajustadas em mais de 80%. O autor é cliente de um plano de saúde há mais de 30 anos e recebeu a notícia do novo valor no mês em que completou 70 anos.

Em agosto de 2010, Gentil pagou R$ 448 ao plano de saúde. Em setembro, a fatura foi emitida no valor de R$ 727,32. A alegação da empresa foi que, diante da mudança de faixa etária, o contrato assinado pelas partes teve de sofrer um reajuste de 80,85%, mais a readequação anual de 6,75%. Além disso, a empresa prestadora do serviço pleiteou a não aplicação do Estatuto do Idoso, que veda tais reajustes, em virtude de o contrato ter sido assinado antes da vigência dessa lei.

Para os desembargadores, a seguradora não pode impor ao usuário um reajuste exorbitante como condição para renovação do contrato, o que forçaria o autor a aceitar os valores ou a procurar outra empresa e se sujeitar novamente aos prazos de carência. Deste modo, conforme os ditames do Estatuto do Idoso e do Código de Defesa do Consumidor, e aplicando-se o princípio da boa-fé objetiva entre as partes, a cláusula que determinava o reajuste foi declarada nula.

Segundo o juiz de segundo grau Saul Steil, "não se pode admitir que o segurado que renova ininterruptamente o contrato por vários anos, quando atingir uma idade de maior incidência de fragilidades, tenha simplesmente manifestada a recusa à renovação da contratação, ou seja surpreendido com a comunicação de não mais interessar a renovação, ou que a renovação somente ocorrerá caso aceite o reajuste por faixa etária imposto pela operadora". A decisão da câmara foi unânime.

Recentemente o STJ deu uma decisão no mesmo sentido. Trata-se do caso em que o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, concedeu liminar garantindo a uma segurada de Campo Grande o uso do plano de saúde sem o reajuste de 99,24% na mensalidade, até julgamento da medida cautelar no STJ. De acordo com os autos, o reajuste foi justificado pela seguradora devido à mudança de faixa etária da segurada. A consumidora havia completado 50 anos.

PORTAL UOL

Uso diário de aspirina não é para todo mundo, alerta estudo

Aproximadamente um terço dos americanos de meia idade toma uma aspirina infantil regularmente, com o intuito de prevenir um ataque cardíaco ou derrame cerebral, ou diminuir o risco de desenvolver câncer. Contudo, uma nova pesquisa demonstrou que o ácido acetilsalicílico -- a popular aspirina -- não é para todo mundo, e que esse remédio "milagroso" tem prejudicado mais que ajudado a alguns pacientes.

"Eu prescrevo a interrupção da aspirina muito mais que sua adoção", afirmou a médica Alison Bailey, diretora do programa de reabilitação do Instituto do Coração Gill da Universidade de Kentucky. "As pessoas nem mesmo consideram a aspirina um medicamento, nem pensam que ela pode causar efeitos colaterais. Esta é a parte mais difícil do tratamento com aspirina."

Pesquisadores londrinos relataram na semana passada ter analisado nove estudos aleatórios do uso da aspirina nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, abrangendo mais de 100 mil participantes. Os participantes nunca haviam sofrido um ataque cardíaco ou derrame, e todos tomaram aspirinas ou placebos regularmente com o intuito de determinar se o remédio traz benefícios às pessoas que não têm doenças do coração estabelecidas.

Os pesquisadores descobriram, na análise combinada, que os consumidores regulares de aspirina estavam 10% menos propensos que os outros a sofrer todo tipo de evento cardíaco e 20% menos propensos a ter um ataque do coração não fatal. Embora isso pareça uma boa notícia, o estudo mostrou que os riscos do uso regular de aspirinas superavam os benefícios.

Hemorragia

Os usuários de aspirina estavam aproximadamente 30 vezes mais propensos a sofrer um evento sério de hemorragia gastrointestinal, efeito colateral do uso frequente do remédio. O risco global de morrer durante o estudo foi o mesmo entre os usuários de aspirina e os não usuários. Além disso, embora alguns estudos anteriores tenham sugerido que o consumo regular de aspirina prevenisse o câncer, a nova análise não mostrou esse benefício.

Nas 162 pessoas que tomaram aspirina, a prática ajudou a prevenir a incidência de ataque cardíaco não fatal, mas causou cerca de dois episódios sérios de sangramento.

"Conseguimos mostrar de maneira bastante convincente que, nas pessoas sem histórico de ataque cardíaco ou derrame, o uso regular de aspirina pode ser mais nocivo que benéfico", afirmou Sreenivasa Seshasai, do Centro de Pesquisa em Ciências Cardiovasculares da St. George's University of London.

As descobertas provavelmente irão aumentar a confusão em relação a quais pessoas precisam tomar aspirina regularmente e quais não precisam.

Benefícios

Pesquisas demonstraram que, quando consumida regularmente por homens que já tiveram um ataque cardíaco, a aspirina pode salvar vidas, diminuindo os riscos de um segundo evento em 20% a 30%. A aspirina também reduz o risco de reincidência em mulheres que tiveram um derrame provocado por coágulo.

O medicamento funciona interferindo no processo de coagulação sanguínea. Nos vasos sanguíneos estreitados pela doença cardíaca, pode ocorrer o rompimento de depósitos de gordura, levando à rápida formação de coágulos que obstruem o fluxo sanguíneo em direção ao coração e ao cérebro. Tomar uma aspirina regularmente ajuda a prevenir a formação de coágulos.

A Agência de Pesquisa e Qualidade em Serviços de Saúde americana relatou em 2007 que 19% dos americanos tomam aspirina regularmente, incluindo 27% dos que têm entre 45 e 64 anos e cerca de metade dos que têm 65 anos ou mais.

Contudo, muitos usuários de aspirina nunca tiveram um ataque cardíaco ou derrame, e tomam o medicamento como medida preventiva. O relatório descobriu que, entre os usuários de aspirina de meia idade, 23% não sofriam de doença cardíaca estabelecida. Entre os usuários mais velhos, 41% não possuíam histórico de doença cardíaca ou derrame.

Caso a caso

Para as pessoas que não sofrem de doenças cardíacas, as diretrizes da Força Tarefa de Serviços Preventivos e de outros grupos dos Estados Unidos afirmam que o tratamento com aspirinas deve ser decidido caso a caso, dependendo de fatores de risco individuais e do histórico familiar.

Seshasai afirmou que as novas descobertas não apontam, necessariamente, que homens e mulheres saudáveis devam parar de tomar aspirina imediatamente. As pessoas com histórico familiar de ataque cardíaco ou derrame podem obter benefícios com o tratamento continuado, e devem perguntar a seus médicos sobre o assunto.

"A decisão de tratar essas pessoas com aspirina deve ser tomada caso a caso, levando em consideração o risco provável de ataque cardíaco ou derrame no futuro", afirmou. "Contudo, como o risco de episódios de sangramento sérios aumenta na mesma proporção que os benefícios, médicos e pacientes devem ponderar cuidadosamente as opções relativas ao tratamento de longa duração."

Contudo, para alguns especialistas, o problema consiste no fato de que nem todos os médicos estão informados em relação aos achados científicos mais recentes, e muitos pacientes decidem tomar aspirina por conta própria.

"Ele ouvem dizer que a aspirina faz bem e passam a tomá-la", afirmou Bailey. "Não pensam no medicamento como uma substância que pode causar danos no futuro", afirmou.

Terça-feira, 24.01.2012

REVISTA FATOR BRASIL

Centro da Obesidade da PUCRS obtém certificação internacional

O Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS (COM\HSL\PUCRS) será a primeira instituição do Rio Grande do Sul a receber a certificação internacional de Centro de Excelência em Tratamento da Obesidade conferida pela instituição Surgical Review Corporation (SRC), organização americana de âmbito mundial que avalia segurança e eficácia das instituições e centros, certificando-os e monitorando-os periodicamente.

Durante o processo são avaliados médicos, equipes, procedimentos, banco de dados e toda a estrutura que o Hospital oferece. Essa certificação representa o reconhecimento do serviço de excelência desenvolvido na área de cirurgia bariátrica e síndrome metabólica, colocando nossa instituição no cenário internacional, destaca o diretor do COM\HSL\PUCRS, Cláudio Corá Mottin.

O SRC concede essa certificação às instituições com menos de 0,5% de mortalidade e eficácia superior a 85%, ou seja, índices de bons resultados de curto, médio e longo prazo. Para obtenção da acreditação, todos os procedimentos operacionais padrões (POPS) do Centro são examinados a partir da verificação sistemática de prontuários e banco de dados dos pacientes bem como a inspeção in loco de todas as suas atividades.

Cláudio Mottin salienta que a prática desses fundamentos aliada à estrutura institucional adequada ao atendimento desses pacientes se obtém também, baixo custo à medida que os operados permanecem internados em períodos menores (de dois a três dias) e não necessitam de internação em UTis, na grande maioria dos casos. Eles caminham e passam a consumir líquidos, logo, nas primeiras seis horas e retornam às atividades usuais entre 10 a 15 dias. Esses resultados alcançados permitem um serviço de alta qualidade, segurança e eficácia, com custos menores para os pacientes e agentes pagadores, conclui.

Pioneirismo no Sul do Brasil

O Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica (COM/HSL/PUCRS) é uma das maiores e mais modernas clínicas da Região Sul do país. Credenciado pelo Ministério da Saúde do Brasil (Portaria 196 e seus complementos), desde 1999, é referência em saúde no Brasil pelas suas multiespecialidades na área da saúde, tecnologia e qualidade dos serviços oferecidos. O que compreende avaliação, tratamento clínico, intervenção cirúrgica e acompanhamento multidisciplinar no pós-cirúrgico e colocação de balão intragástrico e cirurgia do diabetes tipo 2.

AGÊNCIA BRASIL

Rio tem o mais baixo índice de infestação do Aedes aegypti desde 2005, mas risco de epidemia de dengue continua

No primeiro levantamento do ano sobre o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, no município do Rio de Janeiro, o risco de infestação ficou em 2,3%. O resultado foi o mais baixo desde 2005, disse hoje (24) o superintendente de Vigilância em Saúde do município do Rio, Márcio Garcia.

Segundo Garcia, o estudo apontou ainda os principais locais onde foram encontrados focos do mosquito. Entre eles, estão os vasos de planta, frascos com água, pratos, garrafas entre outros recipientes móveis, que apresentaram 26,4% das ocorrências em toda a capital fluminense.

"No último levantamento a gente teve um predomínio dos depósitos fixos que são os ralos, as lajes, as piscinas não tratadas, e neste levantamento mais atualizado, a gente teve uma predominância de depósitos móveis que são os vasos de planta e outros tipos de depósitos que podem ser eliminados. Essa vai ser a nossa prioridade agora”, disse.

Apesar da pesquisa apesar um índice menor de infestação do mosquito, o superintendente não descartou a possibilidade de uma nova epidemia de dengue no município. Ele explica que o número de casos da doença aumentou, se comparado com o mesmo período do ano passado.

“A gente tem uma expectativa de infelizmente viver uma grande epidemia de dengue, e para isso não o correr a gente está destinando todos os nossos esforços. Na primeira semana de 2012, nós já temos um número maior de casos. Quando a gente compara com a primeira semana de 2011, isso só fortalece a nossa expectativa de vivermos o ano de 2012 com um número muito grande de casos de dengue”, ressaltou.

Também hoje, a secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio apresentou o balanço da doença em todo o município, que registrou na última semana, seis novos casos de dengue, totalizando 532 notificações este ano. Desde o mês de agosto do ano passado não foi registrada morte por dengue na cidade.

Já a Secretaria de Estado de Saúde informou em seu balanço semanal que foram notificados 1.270 casos suspeitos de dengue no estado. A secretaria ressaltou que no município de Niterói, região metropolitana, foi confirmada a presença do vírus tipo quatro.

ESTADÃO.COM.BR

Casos de pólio são detectados em campos de refugiados na Etiópia

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas, dois somalis já contraíram o vírus; eles vivem perto do campo de Dollo Ado, onde estão 143 mil refugiados

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) alertou nesta terça-feira, 24, que detectou dois casos de poliomielite entre os moradores do campo de Dollo Ado, na Etiópia.

A poliomielite é uma doença muito contagiosa, transmitida por água e alimentos contaminados

A pólio é uma doença muito contagiosa, "por isso estamos muito preocupados e alertamos todas as instâncias envolvidas a agirem com rapidez para isolar o foco", explicou em entrevista coletiva Melissa Fleming, porta-voz do Acnur.

Os dois casos confirmados são de refugiados somalis, mas suspeita-se que outras três pessoas, provavelmente etíopes que vivam perto do campo de Dollo, também tenham contraído o vírus.

Tanto a Etiópia quanto a Somália são países "livres da pólio", ou seja, a doença não é endêmica e os casos detectados são importados.

Melissa explicou que, por enquanto, foram extraídas amostras dos doentes que foram mandadas para Addis Abeba para análises. Identificada a origem serão produzidas vacinas para imunizar a população.

Ao todo, 143 mil somalis vivem em campos de refugiados de Dollo Ado, dos quais 100 mil chegaram em 2011.

Depois do campo de Daddab, no Quênia, Dollo Ado é o segundo maior assentamento de refugiados no Chifre da África.

Quase 1 milhão de somalis vivem como refugiados e 1,3 milhão são desalojados em seu próprio país.

ESTADÃO.COM.BR

Químico usado em embalagens e teflon diminui efeito de vacina em crianças

Estudo mostra que compostos perfluorados fizeram com que vacinas tivessem resposta insuficiente

Uma família de componentes químicos muito utilizados para revestir panelas e embalagens de alimentos pode diminuir a eficácia de vacinas em crianças. É o que mostra um estudo divulgado nesta terça-feira, 24, pela revista científica Journal of the American Medical Association (Jama).

Há muitos anos, cientistas suspeitavam de que os compostos perfluorados (PFCs, na sigla em inglês) poderiam causar algum tipo de problema à saúde das pessoas. Um artigo publicado em 2009 na Environmental Science and Technology, por exemplo, demonstrava a concentração desses compostos no sangue de voluntários. Mas ainda não sabiam se eles poderiam causar algum dano à saúde.

Os cientistas acompanharam 587 crianças durante sete anos. Mediram a presença dos compostos perfluorados no seu sangue ao nascer e, mais tarde, aos 5 e 7 anos de idade. Também avaliaram a quantidade de anticorpos produzidos por vacinas contra o tétano e a difteria.

Ficou claro que existia uma relação direta entre a concentração da substância e respostas insuficientes às vacinas. Uma concentração duas vezes maior dos perfluorados no sangue foi relacionada a uma diminuição de 49% nos níveis de anticorpos no sangue em crianças com 7 anos.

“Ficamos realmente surpresos com os resultados, que sugerem que os PFCs são mais tóxicos para o sistema imunológico que a exposição às dioxinas (outro poluente orgânico)”, afirma Philippe Grandjean, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard e coautor do trabalho publicado na publicação científica.

Os perfluorados são cobiçados pela indústria têxtil e de alimentos, pois repelem gorduras e água. Servem, por exemplo, para produzir roupas impermeáveis ou resistentes a manchas, além de embalagens para alimentos – especialmente fast-food – e revestimentos de panela – como teflon. Também são utilizados pela indústria química como agentes secundários em processos industriais de outros produtos.

No Brasil

A química Isabel Moreira, da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), também pesquisa PFCs. Recentemente, sua aluna Natalia Quinete identificou esses compostos em amostras de água potável de diversas cidades fluminenses, na água do Rio e em animais marinhos – como moluscos da Baía de Guanabara e peixes.

Isabel considerou muito positiva a pesquisa do Jama. “Há poucos estudos mostrando os problemas de saúde que essas substâncias podem causar”, afirma a química. “Além disso, há poucas pesquisas no País sobre esse tema, pois ainda não temos equipamentos para identificar essas substâncias com facilidade.”

PORTAL R7

Pessoa com nível superior faz mais teste de HIV em SP

Pesquisa do governo paulista mostra que escolaridade influencia na escolha

Quanto maior o nível de escolaridade, maior é a procura por testes gratuitos de HIV na rede pública. Essa é a conclusão de um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com base nos dados do CRT (Centro de Referência e Treinamento) em DST/Aids.

Das 5,6 mil pessoas que realizaram exames no CRT em 2011, 45,9% declararam ter estudado 12 anos ou mais, com ensino superior completo, e 37% estudaram durante oito a 11 anos.

Apenas 6,9% dos que fizeram o exame estudaram por sete anos ou menos, o que significa não ter concluído nem mesmo o ensino fundamental. Os demais não souberam informar por quanto tempo estudaram.

O estudo também aponta que 75% dos homens e 72% das mulheres que procuraram o serviço tinham entre 20 e 34 anos. O que já era esperado pela assistência da unidade, por ser a faixa em que há maior variação de parceiros, normalmente.

Ainda segundo os dados, em 54,12% dos casos, o motivo da procura foi a exposição a situações de risco.

A justificativa mais comum para o não uso do preservativo foi a confiança no parceiro, citada por 7,34% dos que declararam ter parceiros eventuais e por 30,98% dos que declararam ter parceiro fixo.

Para Maria Filomena Cernicchiaro, gerente de Assistência do CRT, os dados mostram que o uso do preservativo ainda é um tabu por ser vinculado à infidelidade.

- Nós sempre orientamos as pessoas que têm parceiros fixos a conversarem e proporem com tranquilidade o uso de preservativo caso haja relação com parceiro eventual.

A relação completa das unidades que oferecem testes gratuitos de HIV no Estado pode ser encontrada no site, no link Serviços DST/Aids, clicando em “Onde Fazer o Teste de HIV?”

AGÊNCIA CÂMARA

Projeto cria cadastro de portadores de diabetes

A Câmara analisa o Projeto de Lei 2665/11, do deputado Manato (PDT-ES), que cria o cadastro de pessoas portadoras de diabetes, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Pelo projeto, as pessoas que integrarem o cadastro e que forem inscritas em programas de educação para diabéticos vão receber um cartão identificador para ter prioridade na compra de medicamentos. A proposta também prevê a inclusão dos cadastrados em outras políticas públicas voltadas para a melhoria de suas condições de vida.

Compra de remédio

O deputado Manato diz que apresentou o projeto para garantir o acesso dos portadores de diabetes tipo 2 a medicamentos como o Victoza, cujo estoque tem sido rapidamente esgotado. O parlamentar afirma que, segundo reportagem da revista Veja, há uma corrida às farmácias para comprar o remédio porque ele supostamente combateria a obesidade.

Manato lembra, no entanto, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nota afirmando que esse medicamento foi aprovado com a finalidade de uso específico no tratamento de diabetes tipo 2, e que o uso para outros fins envolve riscos (dor de cabeça, náusea, diarreia, pancreatite, desidratação, alteração da tireoide, urticária e outros eventos adversos imprevisíveis).

“Além da utilização indevida do medicamento, há o problema de os diabéticos serem privados de uma substância nova, com pesquisas indicando eficácia no combate à doença”, diz o deputado.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

AGENDA


- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Data - 28 a 31 de Janeiro 2012

Local - Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo-SP

Informações e Adesões - 0800 12 85

E-mail: secretaria.decofe@apcdcentral.com.br

Site - http://www.ciosp.com.br/

- 18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro de Ergonomia

12/02/2012 a 16/02/2012

Local: Recife - PE

Outras informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm

- XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação

Data- 08 a 10 de Março de 2012

Local- Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal

Telefone- +351 915768902

Email- pmfr@spmfr.org

Site Oficial- http://www.congressospmfr.org/

- 37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Data- 12 a 14 de Abril de 2012

Local- Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Email- mailto:retina29012@interevent.com.br

Site Oficial- http://www.interevent.com.br/

- 13th World Congress on Public Health

21/04/2012 a 29/04/2012

Local: Addis Abeba - Ethiopia

Outras informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi

- World Nutrition Rio 2012

27/04/2012 a 30/04/2012

Local: Rio de Janeiro - RJ

Outras informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 





 
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