26-01-12

 

Leia nesta edição:

- Novo modelo facilita estudo do Alzheimer

- Paciente terá tratamento de AVC custeado por plano de saúde

- TJ suspende ação que denunciou fraude no Conjunto Hospitalar de Sorocaba

- Dieta sem proteína evita risco pós-cirurgia

- Fundador da marca de implantes mamários PIP é detido na França

- Ministro implanta S.O.S Emergências em Goiás

- Obesidade cresce mais entre crianças brasileiras na faixa de 5 a 9 anos

- Amil vai investir R$ 450 mi e espera crescimento de 10%

- Anvisa inicia consulta pública sobre proposta para viabilizar genéricos

- Quadro da obesidade no país é "mau sob todos os aspectos", avalia endocrinologista

- Centros de tratamento de obesos do Rio começam a mostrar resultados positivos

- Hospital em MS criará comissão para triagem de substituição de silicone

- Usuário vai poder opinar sobre atendimento no SUS

- Fabricantes terão que notificar Anvisa em caso de recall

- Lixo hospitalar importado dos Estados Unidos é incinerado em Pernambuco

Quinta-feira, 26.01.2012

CORREIO BRAZILIENSE

Novo modelo facilita estudo do Alzheimer

Edição de hoje da revista Nature apresenta estudo no qual, pela primeira vez, pesquisadores conseguiram "fabricar" neurônios a partir de células-tronco e analisar a doença em estruturas vivas

Paloma Oliveto

Uma das dificuldades para se estudar o mal de Alzheimer e, consequentemente, desenvolver terapias efetivas contra o mal, é a impossibilidade de observar como a doença se manifesta no cérebro dos pacientes. Dos primeiros estágios às fases em que há maior comprometimento funcional, o diagnóstico é apenas clínico. Ao contrário de um tumor, que pode ser retirado e passar por biópsia, é impossível investigar a evolução dos fatores por trás da doença, simplesmente porque as células afetadas são os neurônios. As células-tronco, porém, mostram-se uma ferramenta poderosa para os pesquisadores, ao oferecerem pistas que podem ajudar a interromper ou mesmo reverter o processo neurodegenerativo.

Na edição de hoje da revista Nature, um grupo internacional de cientistas, liderados por Lawrence S. B. Goldstein, da Universidade da Califórnia em San Diego, deu um importante passo para o avanço de terapias contra o Alzheimer. Eles conseguiram transformar células da pele em neurônios doentes, observando os padrões de desenvolvimento da doença em estruturas vivas. Segundo Goldstein, até agora, os estudos sobre o mal só eram feitos em cérebros de cadáveres, e essa é a primeira vez em que foram criadas células vivas em laboratório.

Os pesquisadores utilizaram fibroblastos, manipulados para se transformar em células-troncos, aquelas estruturas sem diferenciação, que podem virar qualquer tipo de tecido. As amostras foram retiradas de três grupos de voluntários: pessoas sem problemas neurológicos, pacientes com Alzheimer familiar (adquirido hereditariamente) e portadores da doença em sua forma mais comum. Os cientistas, então, lançaram mão de técnicas já existentes para fazer com que as células-tronco se transformassem em neurônios.

O procedimento deu certo. Os testes mostraram que, de fato, as estruturas se comportavam como neurônios, fazendo conexões entre elas, as sinapses, e exibindo atividade elétrica. As células criadas a partir de amostras de pessoas saudáveis não sofreram alterações. Os neurônios fabricados a partir de fibroblastos de pacientes com Alzheimer, porém, possuíam níveis maiores de beta-amiloide, um peptídeo associado ao desenvolvimento da doença (veja infografia).

Respostas

"Essa pesquisa nos forneceu respostas para várias questões importantes rumo a uma melhor compreensão do Alzheimer. Uma dessas respostas é que é possível criar neurônios e estudá-los vivos", observa Howard Hughes, diretor do Programa de Células-Tronco da Universidade da Califórnia e um dos cientistas envolvidos no estudo. "Os padrões da doença já foram pesquisados em cérebros humanos dissecados e em animais, mas sabemos que esses não são os melhores modelos."

Além de fornecer evidências de que células-tronco podem ser usadas na fabricação de neurônios, a experiência trouxe importantes implicações clínicas. "Há uma série de mudanças bioquímicas que ocorrem nas células do cérebro humano, conhecidas por serem importantes para o Alzheimer. O que se debate é se o fragmento beta-amiloide é o único responsável por essas mudanças", diz por Lawrence S. B. Goldstein. "Mas, no nosso trabalho, nós fornecemos evidências de que quem provoca as alterações nos neurônios é uma grande proteína, chamada proteína precursora de amiloide", explica.

De acordo com o médico e pesquisador, a ciência ainda não compreende completamente os processos bioquímicos e celulares que fazem com que os neurônios do paciente de Alzheimer funcionem mal. "Essa falta de conhecimento dificulta muito o desenvolvimento de drogas efetivas. Aqui, nós conseguimos sondar, em neurônios humanos e vivos, quais os mecanismos que prejudicam a doença e que tipo de droga pode melhorar esses defeitos", afirma.

Do ponto de vista clínico, Goldstein acredita que a pesquisa trouxe um avanço muito importante para futuras terapias que combatam o principal agente da doença de Alzheimer. "Também é possível que nosso trabalho ajude a desenvolver novos métodos de diagnóstico, que poderiam ser usados para checar o risco de alguém sofrer de Alzheimer, e melhorar a forma como são feitos hoje os testes clínicos, incluindo pacientes que tenham maior propensão de responder bem a certos tipos de drogas", acredita. "Nossos próximos objetivos são testar alguns medicamentos, investigar anomalias bioquímicas e celulares adicionais, fazer um grande estudo com pacientes para ver se podemos usar esse método para diagnóstico e tentar gerar outros tipos de células cerebrais, a partir de células-tronco, para checar suas interações com os neurônios envolvidos no mal de Alzheimer", conta.

Novo exame

Para Pedro Carmona, pesquisador espanhol do Instituto de Estrutura da Matéria de Madri, a ciência está, cada vez mais, aproximando-se de desvendar a doença. Ontem, ele publicou na edição on-line do jornal científico Analytical & Bioanalytical Chemistry os resultados de uma pesquisa mostrando que um exame de sangue poderá diagnosticar o Alzheimer. Atualmente, é possível checar os níveis de fragmentos beta-amiloide por meio da punção de líquido da medula espinhal. O método, porém, além de invasivo, é caro. "Acredita-se que os pacientes de Alzheimer tenham concentrações desse peptídeo também nas células brancas do organismo, aquelas usadas para fazer a defesa", diz Carmona. O método que ele divulgou consiste em medir a quantidade de beta-amiloide absorvida pelos leucócitos. Para tanto, os cientistas utilizaram um método de radiação infravermelha.

Os autores encontraram diferenças na emissão das ondas quando compararam voluntários saudáveis, portadores da doença em estágio inicial e vítimas do Alzheimer já avançado. "Cada um mostrou um padrão diferente, o que nos leva a acreditar que será possível dizer, inclusive, em que nível se encontra o problema", explica Carmona.

CORREIO FORENSE

Paciente terá tratamento de AVC custeado por plano de saúde

O juiz da 9ª Vara Cível de Natal, Mádson Ottoni de Almeida Rodrigues, deter minou a ASL (Assistência à Saúde Ltda. AMIL), a arcar com todas as despesas decorrentes do tratamento do quadro de Acidente Vascular Cerebral de um de seus clientes, devendo autorizar, em definitivo, os procedimentos médicos e hospitalares necessários ao tratamento da enfermidade do paciente.

Segundo consta nos autos, o paciente sofreu três AVC's, sendo-lhe prescrito um exame cateterismo para verificar a possibilidade da realização de uma angioplastia, procedimento negado pelo plano de saúde. Apesar da urgência do caso - não foi autorizada a internação ou qualquer outra despesa decorrente do tratamento do mal súbito, pois o plano de saúde dele estava cumprindo carência e que só cobririam as primeiras 12 horas de atendimento na urgência.

Indignado com a situação o cliente ajuizou uma ação para determinar que o plano de saúde cumpra o contrato firmado entre as partes, abstendo-se de exigir lapso temporal superior a 24 horas para a cobertura de urgência e emergência, devendo ser obrigado, ainda, a cobrir todo e qualquer tratamento do autor, desde a data do primeiro AVC, inclusive reembolsando as despesas médico-hospitalares ocorridas a partir de 30 de março de 2007, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

A tese de defesa do plano de saúde é no sentido de que, no ato da celebração do contrato, o paciente já apresentava um passado de CVI (comunicação interventricular), doença congênita, configurando a hipótese de doença preexistente, tendo informado na declaração de saúde ser portador de doenças nas veias e artérias (varizes). Ressalta, ainda, em prol de sua defesa, que a negativa de autorização se deu em face do não cumprimento da carência contratual de 180 dias e 720 dias para a realização de exames, cirurgias e internação.

No tocante à alegação de doença preexistente, caberia ao plano de saúde comprovar não somente a existência da patologia, mas também a intenção do usuário em fraudar o plano de saúde. A preexistência somente é aceitável na ocorrência de exame prévio de saúde realizado na pessoa do usuário/beneficiário no momento da adesão ao plano. Se não o fez, conforme se verifica nos autos, o entendimento é no sentido de que o plano demandado aceitou a informação do aderente, devendo arcar, portanto, com os ônus decorrentes dessa aceitação, destacou juiz em sua decisão.

Ainda segundo Mádson Ottoni, considerando tratar-se de caso de urgência/emergência, deverá o plano de saúde arcar com todas as despesas decorrentes dos AVC's sofridos pelo autor. (...) diante do reconhecimento, nesta sentença, da ilegalidade praticada pelo plano de saúde demandado/reconvinte, não procede o pedido formulado em sede de reconvenção, consistente na declaração de inexistência de ato ilícito, bem assim na condenação do autor/reconvindo ao ressarcimento do montante de R$ 34.302,98, além das demais despesas suportadas pela parte reconvinte até o julgamento da lide, determinou o juiz.

ESTADÃO.COM.BR

TJ suspende ação que denunciou fraude no Conjunto Hospitalar de Sorocaba

Esquema teria desviado R$ 20 milhões; 48 pessoas, entre médicos e empresários, são acusadas

Uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu a ação penal contra 48 médicos, empresários e funcionários públicos da saúde, acusados de envolvimento num esquema milionário de fraudes no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS).

A decisão foi dada na noite de terça-feira, 24, pelo desembargador Miguel Marques e Silva, da 15ª Turma do TJ. Ele acatou o pedido de habeas corpus de um dos acusados, o empresário Edson Aleixo, que alegou constrangimento ilegal, pois a quebra dos sigilos telefônico, bancário e fiscal durante a investigação não teria sido fundamentada. O desembargador estendeu o benefício a todos os outros envolvidos.

Fraudes

O esquema de fraudes em plantões médicos e licitações no hospital mantido pelo governo do Estado foi apurado durante a Operação Hipócrates, do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil, que resultou, em junho de 2011, na prisão de 12 acusados, entre eles o então diretor e dois ex-diretores. De acordo com a denúncia, com a conivência da direção, os médicos não compareciam aos plantões, mas recebiam normalmente, prejudicando milhares de pacientes.

As licitações para obras e serviços seriam dirigidas para determinadas empresas. O esquema teria desviado pelo menos R$ 20 milhões de recursos públicos. As investigações resultaram num processo com 80 volumes de depoimentos, além de 110 volumes de provas - incluindo gravações autorizadas pela Justiça.

A Procuradoria Geral de Justiça do Estado, órgão máximo do Ministério Público Estadual, deve entrar com recurso na tentativa de cassar a liminar. De acordo com a promotora Maria Aparecida Castanho, do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o empresário que entrou com o pedido de habeas corpus é dono de uma empresa de próteses e, de acordo com a investigação, recebia por equipamentos de titânio e entregava próteses de aço inox, de qualidade e preço inferiores. Ele negou a prática do crime.

A promotora explicou que, em razão da liminar, a ação judicial que tramita no Fórum Criminal de Sorocaba ficará suspensa até que a 15ª Turma, com seu conjunto de desembargadores, decida sobre o mérito do habeas corpus. “Como os réus estão soltos, esse pedido pode demorar até anos para ser julgado.” Investigações que ainda estão em curso também ficam paralisadas. O não seguimento da ação impede que os acusados sejam processados na esfera civil para devolver o suposto dinheiro desviado.

FOLHA DE S. PAULO

Dieta sem proteína evita risco pós-cirurgia

Resultado foi obtido em roedores por cientistas de Harvard, mas conclusão deve valer também para humanos

Ricardo Bonalumo Neto

Alimentação restrita reduziu mortalidade após operação e poderia evitar infartos e derrames, diz estudo

Uma dieta sem proteína alguns dias antes de uma cirurgia aumentou a resistência do organismo e reduziu o risco de complicações como derrames e ataque do coração, segundo estudo publicado na revista médica "Science Translational Medicine".

A pesquisa foi feita em camundongos, mas seus autores acreditam que ela é válida para seres humanos, pois os benefícios de uma dieta restrita, como o prolongamento da vida, já foram observados em várias espécies de seres vivos, de micróbios a primatas não humanos.

O grupo liderado por James Mitchell, da Escola Harvard de Saúde Pública, estudou camundongos que comiam normalmente e outros que tinham dieta livre de proteínas ou do aminoácido triptofano (aminoácidos são os "tijolos" que constroem as proteínas).

Os camundongos comiam de seis a 14 dias antes de passarem por um estresse que imitaria uma complicação de uma cirurgia - os cientistas induziam um corte na irrigação de sangue para os rins por 35 minutos.

O estudo simulava a chamada lesão de isquemia-reperfusão, isto é, o dano em determinado órgão pela retirada do sangue e o seu retorno (a "reperfusão").

O resultado foi surpreendente: 40% dos camundongos com a dieta normal morreram; todos os que tiveram restrição de dieta viveram.

O resultado pode parecer contraditório, segundo Mitchell, porque faria mais sentido que os animais mais bem alimentados seriam mais resistentes à operação.

A pesquisa pode render um benefício imediato para pacientes, caso os efeitos sejam comprovados em humanos.

"Nosso plano é testar a capacidade da restrição de proteína antes de cirurgia vascular em reduzir a incidência e/ou a severidade de complicações associadas com esse tipo de cirurgia, incluindo ataque do coração e derrame", disse Mitchell à Folha.

A equipe já está nos passos iniciais de um ensaio com a dieta em pacientes de um hospital em Boston, EUA.

"É um paradoxo", disse o cirurgião cardiovascular João Nelson Rodrigues Branco, da Unifesp, comentando a pesquisa. "A proteína é um alimento de reconstrução. Uma dieta pobre em proteína não tem reparação dos tecidos", diz Branco.

FOLHA.COM

Fundador da marca de implantes mamários PIP é detido na França

O fundador da empresa que fabricou os implantes mamários defeituosos PIP, Jean-Claude Mas, foi detido nesta quinta-feira na localidade de Six-Four, na região da Côte d'Azur francesa, indicaram fontes da investigação.

Plano de saúde que não trocar silicone será multado em R$ 80 mil Governo divulga pontos do SUS para troca de próteses mamárias

A detenção aconteceu no marco de uma das duas investigações judiciais iniciadas por supostas fraudes cometidas pela companhia e devido às consequências para a saúde das mulheres que têm próteses desta marca.

A investigação é comandada desde o mês passado pela juíza de instrução de Marselha Annaïck Le Goff por homicídio e ferimentos culposos.

Inicialmente, o empresário fora objeto de outro procedimento judicial, cuja fase de instrução foi encerrada em outubro do ano passado e que deveria dar lugar a um julgamento no final de 2012.

Na França, onde as autoridades sanitárias aconselharam a retirada dos implantes, foram constatados 20 casos de câncer, embora ainda não possa se estabelecer uma relação de causa-efeito.

Quarta-feira, 25.01.2012

PORTAL DA SAÚDE

Ministro implanta S.O.S Emergências em Goiás

Padilha visitou o Hospital de Urgências de Goiânia, um dos 11 hospitais que fazem parte da ação estratégica para melhoria na gestão e no atendimento nas Emergências do SUS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou hoje o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), uma das 11 unidades hospitalares do país que recebem apoio através do S.O.S Emergências, ação estratégica para a qualificação da gestão e do atendimento em grandes hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Assim como todos os hospitais públicos contemplados pela ação do Governo Federal, o Hugo receberá um repasse de R$ 300 mil por mês. Além disso, já está empenhado o repasse de R$ 1,5 milhão para a reforma física do Hugo e mais R$ 1,2 milhão para a compra de equipamentos. Esse recurso foi aprovado via convênio firmado junto a Rede de Atendimento às Urgências e Emergências, após a validação das propostas pela direção do Hugo e da Secretaria Estadual da Saúde.

A meta do governo federal – juntamente com os gestores locais – é promover o enfrentamento das principais necessidades do hospital, qualificar a gestão, ampliar o acesso aos usuários em situações de urgência, total informatização e garantir atendimento ágil, humanizado e com acolhimento aos pacientes. “Cada detalhe na área de urgência e emergência é motivo de atenção. Nosso objetivo é identificar os gargalos que atrapalham o bom funcionamento da unidade e fazer com que o atendimento seja feito de maneira mais humanizada e rápida”, explicou o ministro.

O ministro Alexandre Padilha ressaltou durante encontro com o governador Marconi Perillo que dos 11 hospitais participantes do S.O.S Emergências, o Hugo é o que pode apresentar resultados mais rápidos. E sugeriu que dentro do cronograma de reforma seja definida uma área para atender pacientes que sofrem de problemas neurológicos. O governador está otimista com o resultado da ação. “Hoje formalizamos o acordo com o Ministério da Saúde o que aumenta ainda mais a convicção na melhoria do atendimento de urgência e emergência em nosso estado”, ressaltou o governador. Ele disse ainda que o governo do Estado também já está com os recursos para investir na reforma total do Hugo.

INVESTIMENTOS

O Hospital de Urgências de Goiânia receberá do Ministério da Saúde incentivo anual de R$ 3,6 milhões/ano – o que representa R$ 300 mil/mês - para custear a ampliação e qualificação da assistência da emergência. A unidade ainda poderá receber até R$ 3 milhões para aquisição de equipamentos e realização de obras e reformas na área física do pronto-socorro, conforme necessidade e aprovação de proposta.

Padilha anunciou que já foram liberados R$ 200 mil para a formação do Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH), que será composto por representantes das secretarias de Saúde do Estado, do município de Goiânia, servidores do hospital e do Ministério da Saúde.

A unidade poderá, ainda, apresentar projetos para a criação de novos leitos de retaguarda e a qualificação (aquisição de novos equipamentos, por exemplo) para os leitos já existentes. São considerados leitos de retaguardas enfermarias de leitos clínicos, enfermarias de leitos de longa permanência, Unidades de Terapia Intensiva (UTI), Unidades Coronarianas e Unidades de Atenção ao Acidente Vascular Cerebral.

PARCERIA

Também foi confirmada a parceria com os Hospitais de Excelência no Brasil - Sírio Libanês, Hospital do Coração, Samaritano, Alemão Osvaldo Cruz e Moinhos de Vento – e com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) para ampliar a qualidade do atendimento realizado. No caso do Hugo, o acompanhamento será feito pelo Albert Einstein que contribuirá com a expertise em gestão e prestação de serviços.

A principal contribuição dos hospitais de excelência será por meio do Telessaúde, ferramenta de comunicação a distância que presta teleconsultoria e segunda opinião médica, além da discussão de casos com equipe multiprofissional.

SAÚDE TODA HORA

O S.O.S Emergências funcionará articulado com os demais serviços de urgência e emergência que compõem a Rede Saúde Toda Hora, coordenada pelo Ministério da Saúde e executada pelos gestores estaduais e municipais em todo o país. Esses serviços englobam o SAMU 192, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização e serviços da Atenção Básica e Melhor em Casa. A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram o S.O.S Emergências, no dia 8 de novembro do ano passado.

UNIDADE

O Hospital de Urgências de Goiânia é um pronto-socorro geral e é referência em neurocirurgia, urgência vascular, fraturas e outras cirurgias de urgências. A unidade realiza, mensalmente, 900 internações. Foram 6,91 mil internações de janeiro a agosto de 2011. A unidade possui 236 leitos. Deste total há 12 leitos de emergência, 13 leitos na UTI I, 20 leitos na UTI II e 14 leitos de UTI Neuro. O hospital conta com um centro cirúrgico com dez salas. O Hugo conta com 1.668 servidores e 420 médicos.

AGÊNCIA BRASIL

Obesidade cresce mais entre crianças brasileiras na faixa de 5 a 9 anos

Números divulgados hoje (25) pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam aumento do percentual de crianças com sobrepeso e obesidade no Brasil, principalmente na faixa de 5 a 9 anos. Os números referem-se a levantamento de 2010.

O sobrepeso atinge 34,8% dos meninos e 32% das meninas nessa faixa etária. Já a obesidade foi constatada entre 16,6% dos meninos e entre 11,8% das meninas. De acordo com a presidenta do Departamento de Obesidade da SBEM, Rosana Radominski, esse quadro é alarmante.

Já entre as crianças a partir de 10 anos e jovens de até 19 anos, o excesso de peso atinge 21,7% do total dos meninos e a obesidade, 5,9%. Entre as meninas nessa faixa etária, 15,4% mostravam sobrepeso e 4,2%, obesidade.

“Houve um aumento muito grande [do aumento de peso] nesse grupo de crianças [de 5 a 9 anos] quando a gente considera o período de 1989 para 2009”, observou a médica. De acordo com os dados, o sobrepeso nessa faixa etária atingia 15% dos meninos em 1989 e 11,9% das meninas. Já a obesidade tinha 4,1% de índice entre os meninos naquele ano e 2,4%, entre as meninas de 5 a 9 anos.

“Nas crianças de modo geral, a velocidade, em termos de excesso de peso e obesidade, está muito maior do que nos adultos. Isso tem a ver com a mudança da cultura. Hoje, tem uma inversão nutricional”, analisou a especialista, que vê também a influência de programas assistenciais, como o Bolsa Família, na mudança dos hábitos alimentares.

“Começou-se a aumentar a renda das famílias, mas não a educação familiar para que a alimentação fosse corrigida”, estimou Rosana. Com mais dinheiro no bolso, as famílias estão adquirindo maior quantidade de alimentos e não necessariamente os mais saudáveis. Segundo ela, há atualmente maior ingestão de açúcar, de alimentos gordurosos e industrializados, em vez de alimentos naturais.

Outro problema, conforme apontou a médica, é a redução da prática de atividades físicas, “por causa da violência, da dificuldade de transporte e até pelo currículo escolar”. Ela lembrou que as crianças acabam mais confinadas em casa, diante da televisão, do computador e dos videogames e, com isso, ganham sobrepeso.

Segundo Rosana Radominski, entre os adultos os percentuais são maiores: 48,5% apresentavam sobrepeso, em 2010, e 15%, obesidade. Entre os homens, 52,1% tinham excesso de peso e 14,4%, obesidade, enquanto os índices nas mulheres eram, respectivamente, 44,3% e 15,5%.

De acordo com a médica, o Brasil e a China são os países em que a obesidade está aumentando de forma mais rápida no mundo. “Se não houver programas do governo para reprimir a obesidade e uma mobilização de toda a população, a tendência é aumentar [o número de obesos no país]. Acho que é importante o alerta com relação a isso, para que se possa ganhar essa batalha”.

EXAME.COM

Amil vai investir R$ 450 mi e espera crescimento de 10%

A Amil vai investir R$ 450 milhões em 2012 na expansão de sua rede de hospitais e no pagamento de aquisições realizadas recentemente, disse nesta quarta-feira o presidente do Conselho da Amil Participações (Amilpar), Edson Bueno. Ele recebeu hoje, no Rio, o troféu "O Equilibrista", do Ibef-Rio, como executivo do ano de 2011. Sem descartar novas aquisições, Bueno disse que a operadora de planos de saúde trabalha com uma previsão de crescimento orgânico de 10% este ano. A empresa divulgará seu balanço de 2011 em março.

Entre os projetos prioritários da Amil está a construção do Hospital das Américas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O grupo já investiu mais de R$ 100 milhões na unidade e aportará outros R$ 100 milhões este ano, quando fica pronto o bloco de consultórios. A unidade terá em torno de 400 leitos e espaço para atender o público de alta renda, uma das maiores demandas do Rio.

Para Edson Bueno, um dos maiores desafios da Amil é se estabelecer de forma competitiva no segmento de planos para a baixa renda (classe D/E), o que será uma prioridade nos próximos três anos. "Nosso preço ainda está 20% acima da Intermédica, a maior concorrente. É um mercado que tem especificidades e requer redução de custos", disse Bueno.

Em Minas, onde o grupo chegou em 2010, a meta é dobrar o número de vidas para 40 mil este ano.

De acordo com o diretor financeiro da Amilpar, Gilberto Costa, não há planos de novas captações privadas no momento. O grupo tem em caixa R$ 1,2 bilhão, dos quais R$ 600 milhões livres. O montante seria suficiente para tocar os investimentos já previstos para 2012, mas não para bancar novas compras no setor de saúde. "Não vejo espaço para novas aquisições, mas se houver podemos fazer uma nova captação", disse Costa.

Debêntures

A Amilpar utilizará metade dos R$ 300 milhões captados via emissão de debêntures no fim de 2011 para quitar uma dívida de debêntures detidas pelo Bradesco e com vencimento em março. Os outros R$ 150 milhões vão compor o pagamento das aquisições da operadora de planos de saúde premium Lyncx, em 2011, e do hospital carioca de alto padrão Samaritano, realizada em 2010. Além desses papéis, que vencem em três anos, a Amil tem em aberto uma emissão de debêntures de R$ 900 milhões realizada em 2010, com vencimento diferido em cinco anos.

PORTAL G1

Anvisa inicia consulta pública sobre proposta para viabilizar genéricos

Meta é fazer remédios chegarem mais rápido ao varejo. População terá 60 dias para sugerir mudanças no texto da proposta

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou nesta quarta-feira (25) uma consulta pública sobre uma proposta para tornar mais rápida a chegada ao mercado de genéricos para remédios disponíveis apenas a hospitais ou vendidos de forma restrita como antibióticos, antirretrovirais e drogas contra o câncer.

A ideia da Anvisa é tornar obrigatória às fabricantes a venda de amostras desses remédios a centros de pesquisas de genéricos. Isso facilitaria o trabalho dos laboratórios para estudar os materiais que compõem as drogas para desenvolver genéricos e similares.

Para que uma medicação genérica seja aprovada pela Anvisa, são necessários testes de bioequivalência, que provam que o novo produto seja idêntico ao remédio usado como referência para o tratamento de determinada doença.

Atualmente, uma das dificuldades que os laboratórios de genéricos encontram está no difícil acesso às drogas disponíveis nos hospitais, muitas usadas para tratar doenças como Aids e câncer. Sem ter acesso aos remédios, os centros de bioequivalência encontram dificuldade para trabalhar na criação de novos genéricos.

Com a proposta, empresas teriam dificuldades menores para obter o registro para um novo medicamento, já que teriam acesso aos produtos usados nos testes de bioequivalência.

A população terá 60 dias contados a partir de hoje para apresentar sugestões ao texto. A consulta está disponível para acesso no site da Anvisa.

Estímulo à concorrência

Em entrevista ao G1, o diretor-presidente da Anvisa Dirceu Barbano afirmou que a medida pode ajudar empresas interessadas em desenvolver genéricos para medicamentos de referência que deixaram de estar disponíveis no mercado ou que já tiveram suas patentes expiradas.

Barbano explica que o objetivo principal da proposta é tornar mais claros e objetivos os critérios usados para a definição dos medicamentos de referência. "É uma questão de organização da atividade regulatória da Anvisa", afirma o diretor.

"O medicamento genérico é de qualidade e efeito idênticos aos de referência e podem chegar a custar até 35% a menos", lembra Barbano, destacando também o papel de estímulo à concorrência que a proposta trará. O benefício poderá ser observados especialmente nos casos de doenças com poucas alternativas de terapia ou que precisem de drogas muito caras para serem tratadas, segundo a Anvisa.

O diretor também afirma que a proposta não altera o que já está definido no que diz respeito às patentes dos remédios no Brasil. "O direito à patente é estabelecido em lei. Quando expira, esse privilégio acaba", diz Barbano. "Enquanto a patente está vigente, é possível até registrar outro produto, mas jamais comercializá-lo."

AGÊNCIA BRASIL

Quadro da obesidade no país é "mau sob todos os aspectos", avalia endocrinologista

A obesidade é um problema crescente no Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam aumento do percentual de crianças com sobrepeso e obesidade no país, principalmente na faixa de 5 a 9 anos de idade. Os números referem-se a levantamento de 2010.

O sobrepeso atinge 34,8% dos meninos e 32% das meninas nessa faixa etária. Já a obesidade foi constatada entre 16,6% dos meninos e entre 11,8% das meninas. Já entre as crianças a partir de 10 anos e jovens até 19 anos de idade, o excesso de peso atinge 21,7% do total dos meninos e a obesidade, 5,9%. Entre as meninas nessa faixa etária, 15,4% mostravam sobrepeso e 4,2%, obesidade.

Na avaliação da endocrinologista Maria Delzita Naves, o quadro da obesidade no país é preocupante. “[O quadro é] muito mau sob todos os aspectos. Sob o aspecto do paciente, das orientações que são dadas, e até do aporte medicamentoso”, disse à Agência Brasil.

Para a endocrinologista, a migração das pessoas do interior para os grandes centros urbanos faz com que elas adquiram hábitos “que não são os melhores possíveis”. Destacou, entre eles, as refeições do tipo fast-food (comida rápida) e a falta de atividades físicas. “Se eu não queimo o que como, eu ganho peso”. O segundo fator na massificação do ganho de peso é o estresse. “Cada vez, a gente se movimenta menos, se estressa mais, come pior. Isso tudo é fator para a gente ganhar peso. Esse é o lado do paciente”.

A especialista criticou também a atuação dos médicos. De acordo com ela, “cada dia, a consulta está mais rápida, cada dia nós falamos menos com o doente”. É preciso, segundo Maria Delzita Naves, que a pessoa se eduque e que o médico oriente o paciente sobre coisas simples a fazer no dia a dia e que contribuem para diminuir o peso, entre as quais andar alguns quarteirões para pegar o ônibus ou descer dois andares em vez de usar o elevador, por exemplo.

A endocrinologista considerou que o culto ao corpo bonito, em alta hoje em dia, tanto pode ser um incentivo, como uma cilada para o obeso. Em relação aos medicamentos, destacou que “nenhum remédio é bom ou ruim. Depende de como e quando a gente usa”. Essa série de fatores está levando ao aumento da obesidade entre os brasileiros.

Para solucionar o problema, ela recomendou em primeiro lugar a realização de atividade física. “A segunda coisa é ensinar a comer”. Ou seja, mostrar às pessoas o valor dos grupos de alimentos e da relação que deve ser feita entre arroz, feijão, legumes, verduras. “É mostrar para a pessoa que ela pode fazer orgia alimentar de 15 em 15 dias em uma refeição”.

A endocrinologista ressaltou também a necessidade de se separar quem é doente de quem não é. Para que haja a indicação de cirurgia de redução de estômago, no caso de obesidade mórbida, por exemplo, o paciente tem que ter o suporte de uma equipe médica, integrada por psicólogo, nutricionista e clínico, além de endocrinologista.

“Tem que ter um suporte muito sério de uma equipe de saúde. Disso não se pode abrir mão”. A iniciativa é recomendada pelo Ministério da Saúde. Ela disse acompanhar casos de obesos que, mesmo depois de operados, voltaram a ganhar peso. “Às vezes, o grupo não avaliou a pessoa tão bem como devia”. Nem todo mundo pode emagrecer, destacou. “O grande problema da cirurgia bariátrica é a cabeça da pessoa depois”.

AGÊNCIA BRASIL

Centros de tratamento de obesos do Rio começam a mostrar resultados positivos

As pessoas com problemas de obesidade na capital fluminense têm duas unidades específicas para o tratamento do problema de saúde que atinge grande parte da população brasileira. O segundo centro começou a funcionar ontem (24) e pelo menos 20 pacientes procuraram os serviços. O novo Centro de Referência do Obeso do Rio de Janeiro (CRO-Rio) fica na Clínica da Família Felippe Cardoso, no bairro da Penha, zona norte da cidade.

O primeiro centro funciona desde julho do ano passado em Acari, também na zona norte da cidade, e atendeu até agora mais de 112 pacientes, disse hoje (25) à Agência Brasil a nutricionista da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, Jorginete Damião. Um terceiro CRO será inaugurado até março em Madureira.

A nutricionista destacou que a iniciativa é inédita no Brasil e tem como foco principal a perda de peso do paciente obeso, o controle da saúde, além do aumento da qualidade de vida. “A ideia é que a gente possa atender pacientes obesos graves, com índice de massa corporal acima de 40, principalmente com diabete, encaminhados por unidades de atenção primária”, disse.

O atendimento é feito por uma equipe multidisciplinar, da qual fazem parte médicos, psicólogos, nutricionistas, enfermeiros e professores de educação física. Nos CROs, os obesos recebem atendimento individual e em grupo e são orientados a fazer atividades físicas em casa, no dia a dia. Os centros são vinculados a unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) que realizam cirurgias de redução do estômago, para as quais encaminham pacientes que apresentam essa necessidade.

Os centros têm ainda a missão de promover a prevenção da obesidade, além de apoiar as unidades de atenção primária para os cuidados em relação aos casos menos graves que possam ser atendidos na rede básica de saúde. Segundo Jorginete, muitas pessoas consideram a obesidade um risco, mas não uma doença. “Aí, o que acontece é que o paciente vai ganhando peso ao longo da vida e, quando chama a atenção da unidade de saúde, ele já está muito grave. Já está com diabete, com hipertensão e outras coisas associadas”.

Jorginete Damião ressaltou também a necessidade da realização de pesquisas na área. “A gente precisa ter mais conhecimento, porque sabe que o sucesso com o paciente obeso não tem sido grande”. Nos cinco meses iniciais de funcionamento do CRO de Acari, foi registrada perda de peso até 20 quilos nos pacientes obesos atendidos, disse.

PORTAL G1

Hospital em MS criará comissão para triagem de substituição de silicone

Três hospitais no estado foram credenciados para a troca das próteses. Ainda não há um levantamento de quantas pacientes devem ser atendidas

A diretoria Santa Casa de Campo Grande fará uma reunião nesta quarta-feira (25) para discutir os critérios de atendimento de mulheres com próteses de silicone de marcas francesa holandesa. O hospital é um dos três habilitados pelo Ministério da Saúde para realizar as trocas de próteses que apresentaram problemas.

Uma comissão de triagem será definida para fazer o acompanhamento das pacientes. Além da Santa Casa, o Hospital do Câncer Alfredo Abrão, na capital, e Hospital Evangélico, de Dourados, são as outras duas instituições de saúde credenciadas no estado.

Segundo assessoria da Santa Casa, a diretoria do hospital está fazendo um levantamento para descobrir quantas mulheres devem realizar o procedimento. Além disso, estão esperando uma posição do ministério sobre a quantidade de próteses para reposição e como elas serão adquiridas.

De acordo com o governo federal, as duas fabricantes, de marcas holandesa e francesa, usaram um tipo de silicone impróprio para implantes e sem certificação sanitária.

Todas as mulheres com próteses de marcas francesas e holandesas deverão ser examinadas, mesmo que não apresentem nenhum problema. O Ministério da Saúde divulgou na última semana uma lista de hospitais credenciados para realizar essas operações. No total são 371 unidades em todo o país.

As pacientes devem procurar imediatamente o hospital público ou a clínica particular onde fizeram o implante para uma avaliação da condição da prótese. Caso esteja distante da unidade de saúde onde fez a cirurgia, deve buscar atendimento em qualquer centro especializado do SUS ou em um dos hospitais habilitados.

O Governo determinou ainda que a Rede Pública e os planos de saúde deverão arcar com os gastos de retirada e troca das próteses, independentemente se o implante foi ou não por motivo de estética.

PORTAL DA SAÚDE

Usuário vai poder opinar sobre atendimento no SUS

Ação inédita permitirá que o Ministério da Saúde receba do paciente uma avaliação sobre a agilidade e a qualidade do atendimento nos hospitais

Começou nesta quarta-feira (25) a entrega aos estados da Carta SUS, nova ferramenta do Ministério da Saúde que permitirá aos usuários avaliar o atendimento e os serviços prestados nos hospitais da rede pública ou unidades conveniadas. Além das críticas ou elogios, por meio da carta, os cidadãos poderão denunciar irregularidades, como a cobrança de procedimentos nos hospitais do SUS. A distribuição começa por Curitiba (PR), onde a Diretoria Regional dos Correios, parceira nesta ação, produziu o primeiro lote de cartas. Até o momento, foram impressas 57mil correspondências, mas o total para o mês de janeiro é de 648 mil.

Essa ação foi lançada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no dia 30 de novembro de 2011. Com o envio das cartas, que será permanente, serão gerados relatórios de avaliação do atendimento. "Isso vai servir para o Ministério da Saúde poder, inclusive, incentivar aqueles hospitais que tratam bem as pessoas, que tem qualidade de atendimento, e poder fazer ações em hospitais que tenham baixa qualidade de atendimento”, reforça Padilha. Em caso de irregularidades, serão desencadeados processos de auditoria para averiguar se houve desvio de recursos ou má aplicação de verba pública.

O envio da Carta SUS será mensal e terá o porte-pago, ou seja, sem despesas para o usuário. Está sendo esperada uma média de um milhão de correspondência por mês, de acordo com a demanda detectada pelo Departamento de Regulação, Avaliação e Controle do Ministério da Saúde. Porém, antes de informar a quantidade de correspondências a ser produzida, os dados serão avaliados pelo Departamento de Informática do SUS para a eliminação de duplicidades no banco de informações.

Em julho do ano passado, Pedro Viana, 56 anos, empresário de Curitiba, sofreu um acidente de moto e machucou a coluna e a cabeça, e foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro em Porto Alegre. “Fui muito bem atendido lá e se não fossem eles, eu não estaria aqui. O atendimento foi muito bom. Fiquei 15 dias internado, cinco dias na UTI”, diz Viana, o primeiro usuário a receber a carta. “Foi uma surpresa e uma honra saber que fui o primeiro a receber a correspondência”, disse.

Transparência

Além do questionário para a avaliação do paciente, a Carta SUS trará dados como a data da entrada no hospital, o dia da alta e o motivo da internação. O usuário poderá conferir se os dados estão corretos e correspondem ao serviço prestado de fato e conhecerá o custo total da internação.A carta pode ser respondida tanto pelo paciente, quanto por um familiar.

Os endereços serão obtidos nos formulários de Autorização para Internação Hospitalar (AIH), instrumento utilizado pelo Ministério da Saúde para avaliar as ações e serviços do SUS. A AIH integra o Sistema de Informação Hospitalar, que fornece os dados de quais e quantos procedimentos hospitalares foram realizados e os recursos repassados aos estados e municípios para pagamento ao hospital, com regras e critérios pactuados. Portanto, o formulário é instrumento essencial para a gestão dos hospitais e controle de gastos públicos.

Ouvidoria ativa

O Ministério da Saúde está aprimorando os mecanismos de comunicação direta com o cidadão para aperfeiçoar o atendimento e ampliar a transparência do SUS. Neste ano, o telefone da ouvidoria foi simplificado: dos antigos dez dígitos, passou a responder pelo 136, de mais fácil memorização e uso pela população. O serviço é gratuito, de telefone residencial, público ou celular.

Em 2011, o Disque-Saúde já recebeu mais de 3,5 milhões de ligações e disseminou 7,5 milhões de informações. Os temas que geraram maior número de ligações foram o Programa Farmácia Popular (23,4%), tabagismo (23%) e aids (9,6%).

FOLHA.COM

Fabricantes terão que notificar Anvisa em caso de recall

Empresas que detenham o registro de produtos para a saúde no Brasil (próteses, equipamentos e material de uso hospitalar, por exemplo) serão obrigadas a notificar a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre recalls feitos, tanto em caso de alterações quanto de recolhimento de produtos que ofereçam risco.

É o que determina resolução aprovada pela diretoria colegiada da agência na última terça-feira e que deve ser publicada nos próximos dias no "Diário Oficial" da União. A norma não engloba medicamentos, cosméticos, alimentos nem saneantes.

Em casos de avisos na grande imprensa, explica Stela Melchior, chefe da unidade de tecnovigilância da Anvisa, as empresas deverão acionar a agência previamente, para que a Anvisa participe da elaboração da mensagem aos consumidores.

Apesar de as próteses serem abarcadas nessa medida, o recente e polêmico caso dos implantes mamários PIP e Rofil não seria evitado por esse sistema, segundo Melchior. Isso porque as empresas detentoras do registro dos implantes no Brasil não acionaram o mercado informando haver risco associado ao uso do produto. Dessa forma, a Anvisa também não seria acionada.

As chamadas "atividades de campo", que podem chegar ao recolhimento de produtos defeituosos, já são feitas pelas empresas. O que não há, diz Melchior, é a obrigatoriedade do registro dessas ações junto à Anvisa.

AGÊNCIA BRASIL

Lixo hospitalar importado dos Estados Unidos é incinerado em Pernambuco

Duas toneladas de tecidos importados de hospitais dos Estados Unidos foram incineradas hoje (25) em Recife, capital de Pernambuco. As 40 toneladas restantes serão queimadas até a próxima semana, informou o gerente da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), Jaime Brito.

O material, composto por lençóis, fronhas, toucas e aventais, estava nos galpões da empresa Império do Forro de Bolso, responsável pela compra do lixo hospitalar norte-americano. Os tecidos tinham manchas de sangue e outras sujeiras.

A empresa usava o material para confeccionar bolsos de calças, saias e vestidos ou vendia peças inteiras para lojas do interior do estado.

Brito disse que irá discutir com a Procuradoria do Estado se entra com uma ação judicial para pedir o ressarcimento pelos custos com a incineração.

Dois contêineres também com cerca de 46 toneladas do lixo vindo dos Estados Unidos, e que estavam no Porto de Suape (PE) desde outubro, foram devolvidos ao país de origem.

AGENDA


- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Data - 28 a 31 de Janeiro 2012

Local - Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo-SP

Informações e Adesões - 0800 12 85

E-mail: secretaria.decofe@apcdcentral.com.br

Site - http://www.ciosp.com.br/

- 18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro de Ergonomia

12/02/2012 a 16/02/2012

Local: Recife - PE

Outras informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm

- XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação

Data- 08 a 10 de Março de 2012

Local- Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal

Telefone- +351 915768902

Email- pmfr@spmfr.org

Site Oficial- http://www.congressospmfr.org/

- 37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Data- 12 a 14 de Abril de 2012

Local- Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Email- mailto:retina29012@interevent.com.br

Site Oficial- http://www.interevent.com.br/

- 13th World Congress on Public Health

21/04/2012 a 29/04/2012

Local: Addis Abeba - Ethiopia

Outras informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi

- World Nutrition Rio 2012

27/04/2012 a 30/04/2012

Local: Rio de Janeiro - RJ

Outras informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 





 
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