Leia
nesta edição:
- Novo modelo facilita estudo do Alzheimer
- Paciente
terá tratamento de AVC custeado por plano
de saúde
- TJ suspende
ação
que denunciou fraude no Conjunto Hospitalar de Sorocaba
- Dieta sem
proteína evita risco pós-cirurgia
- Fundador
da marca de implantes mamários PIP é detido
na França
- Ministro
implanta S.O.S Emergências em Goiás
- Obesidade
cresce mais entre crianças brasileiras na
faixa de 5 a 9 anos
- Amil vai investir R$ 450 mi e espera crescimento de 10%
- Anvisa
inicia consulta pública sobre proposta para
viabilizar genéricos
- Quadro
da obesidade no país é "mau sob
todos os aspectos", avalia endocrinologista
- Centros
de tratamento de obesos do Rio começam a mostrar
resultados positivos
- Hospital
em MS criará comissão para triagem
de substituição de silicone
- Usuário
vai poder opinar sobre atendimento no SUS
- Fabricantes
terão
que notificar Anvisa em caso de recall
- Lixo hospitalar
importado dos Estados Unidos é incinerado
em Pernambuco
Quinta-feira, 26.01.2012
CORREIO BRAZILIENSE
Novo modelo facilita estudo do Alzheimer
Edição de hoje da revista Nature apresenta estudo
no qual, pela primeira vez, pesquisadores conseguiram "fabricar" neurônios
a partir de células-tronco e analisar a doença
em estruturas vivas
Paloma Oliveto
Uma das dificuldades
para se estudar o mal de Alzheimer e, consequentemente, desenvolver
terapias efetivas contra o mal, é a impossibilidade
de observar como a doença se manifesta no cérebro
dos pacientes. Dos primeiros estágios às fases
em que há maior comprometimento funcional, o diagnóstico é apenas
clínico. Ao contrário de um tumor, que pode ser
retirado e passar por biópsia, é impossível
investigar a evolução dos fatores por trás
da doença, simplesmente porque as células afetadas
são os neurônios. As células-tronco, porém,
mostram-se uma ferramenta poderosa para os pesquisadores, ao
oferecerem pistas que podem ajudar a interromper ou mesmo reverter
o processo neurodegenerativo.
Na edição de hoje da revista Nature, um grupo
internacional de cientistas, liderados por Lawrence S. B. Goldstein,
da Universidade da Califórnia em San Diego, deu um importante
passo para o avanço de terapias contra o Alzheimer. Eles
conseguiram transformar células da pele em neurônios
doentes, observando os padrões de desenvolvimento da doença
em estruturas vivas. Segundo Goldstein, até agora, os
estudos sobre o mal só eram feitos em cérebros
de cadáveres, e essa é a primeira vez em que foram
criadas células vivas em laboratório.
Os pesquisadores
utilizaram fibroblastos, manipulados para se transformar em
células-troncos, aquelas estruturas sem
diferenciação, que podem virar qualquer tipo de
tecido. As amostras foram retiradas de três grupos de voluntários:
pessoas sem problemas neurológicos, pacientes com Alzheimer
familiar (adquirido hereditariamente) e portadores da doença
em sua forma mais comum. Os cientistas, então, lançaram
mão de técnicas já existentes para fazer
com que as células-tronco se transformassem em neurônios.
O procedimento
deu certo. Os testes mostraram que, de fato, as estruturas
se comportavam
como neurônios, fazendo conexões
entre elas, as sinapses, e exibindo atividade elétrica.
As células criadas a partir de amostras de pessoas saudáveis
não sofreram alterações. Os neurônios
fabricados a partir de fibroblastos de pacientes com Alzheimer,
porém, possuíam níveis maiores de beta-amiloide,
um peptídeo associado ao desenvolvimento da doença
(veja infografia).
Respostas
"Essa pesquisa nos forneceu respostas para várias
questões importantes rumo a uma melhor compreensão
do Alzheimer. Uma dessas respostas é que é possível
criar neurônios e estudá-los vivos", observa
Howard Hughes, diretor do Programa de Células-Tronco da
Universidade da Califórnia e um dos cientistas envolvidos
no estudo. "Os padrões da doença já foram
pesquisados em cérebros humanos dissecados e em animais,
mas sabemos que esses não são os melhores modelos."
Além de fornecer evidências de que células-tronco
podem ser usadas na fabricação de neurônios,
a experiência trouxe importantes implicações
clínicas. "Há uma série de mudanças
bioquímicas que ocorrem nas células do cérebro
humano, conhecidas por serem importantes para o Alzheimer. O
que se debate é se o fragmento beta-amiloide é o único
responsável por essas mudanças", diz por Lawrence
S. B. Goldstein. "Mas, no nosso trabalho, nós fornecemos
evidências de que quem provoca as alterações
nos neurônios é uma grande proteína, chamada
proteína precursora de amiloide", explica.
De acordo
com o médico e pesquisador, a ciência
ainda não compreende completamente os processos bioquímicos
e celulares que fazem com que os neurônios do paciente
de Alzheimer funcionem mal. "Essa falta de conhecimento
dificulta muito o desenvolvimento de drogas efetivas. Aqui, nós
conseguimos sondar, em neurônios humanos e vivos, quais
os mecanismos que prejudicam a doença e que tipo de droga
pode melhorar esses defeitos", afirma.
Do ponto
de vista clínico, Goldstein acredita que a pesquisa
trouxe um avanço muito importante para futuras terapias
que combatam o principal agente da doença de Alzheimer. "Também é possível
que nosso trabalho ajude a desenvolver novos métodos de
diagnóstico, que poderiam ser usados para checar o risco
de alguém sofrer de Alzheimer, e melhorar a forma como
são feitos hoje os testes clínicos, incluindo pacientes
que tenham maior propensão de responder bem a certos tipos
de drogas", acredita. "Nossos próximos objetivos
são testar alguns medicamentos, investigar anomalias bioquímicas
e celulares adicionais, fazer um grande estudo com pacientes
para ver se podemos usar esse método para diagnóstico
e tentar gerar outros tipos de células cerebrais, a partir
de células-tronco, para checar suas interações
com os neurônios envolvidos no mal de Alzheimer",
conta.
Novo exame
Para Pedro
Carmona, pesquisador espanhol do Instituto de Estrutura da
Matéria de Madri, a ciência está, cada
vez mais, aproximando-se de desvendar a doença. Ontem,
ele publicou na edição on-line do jornal científico
Analytical & Bioanalytical Chemistry os resultados de uma
pesquisa mostrando que um exame de sangue poderá diagnosticar
o Alzheimer. Atualmente, é possível checar os níveis
de fragmentos beta-amiloide por meio da punção
de líquido da medula espinhal. O método, porém,
além de invasivo, é caro. "Acredita-se que
os pacientes de Alzheimer tenham concentrações
desse peptídeo também nas células brancas
do organismo, aquelas usadas para fazer a defesa", diz Carmona.
O método que ele divulgou consiste em medir a quantidade
de beta-amiloide absorvida pelos leucócitos. Para tanto,
os cientistas utilizaram um método de radiação
infravermelha.
Os autores
encontraram diferenças na emissão das
ondas quando compararam voluntários saudáveis,
portadores da doença em estágio inicial e vítimas
do Alzheimer já avançado. "Cada um mostrou
um padrão diferente, o que nos leva a acreditar que será possível
dizer, inclusive, em que nível se encontra o problema",
explica Carmona.
CORREIO FORENSE
Paciente
terá tratamento de AVC custeado por plano de
saúde
O juiz da
9ª Vara Cível de Natal, Mádson
Ottoni de Almeida Rodrigues, deter minou a ASL (Assistência à Saúde
Ltda. AMIL), a arcar com todas as despesas decorrentes do tratamento
do quadro de Acidente Vascular Cerebral de um de seus clientes,
devendo autorizar, em definitivo, os procedimentos médicos
e hospitalares necessários ao tratamento da enfermidade
do paciente.
Segundo consta
nos autos, o paciente sofreu três AVC's,
sendo-lhe prescrito um exame cateterismo para verificar a possibilidade
da realização de uma angioplastia, procedimento
negado pelo plano de saúde. Apesar da urgência do
caso - não foi autorizada a internação ou
qualquer outra despesa decorrente do tratamento do mal súbito,
pois o plano de saúde dele estava cumprindo carência
e que só cobririam as primeiras 12 horas de atendimento
na urgência.
Indignado
com a situação o cliente ajuizou uma
ação para determinar que o plano de saúde
cumpra o contrato firmado entre as partes, abstendo-se de exigir
lapso temporal superior a 24 horas para a cobertura de urgência
e emergência, devendo ser obrigado, ainda, a cobrir todo
e qualquer tratamento do autor, desde a data do primeiro AVC,
inclusive reembolsando as despesas médico-hospitalares
ocorridas a partir de 30 de março de 2007, sob pena de
multa diária de R$ 10 mil.
A tese de
defesa do plano de saúde é no sentido
de que, no ato da celebração do contrato, o paciente
já apresentava um passado de CVI (comunicação
interventricular), doença congênita, configurando
a hipótese de doença preexistente, tendo informado
na declaração de saúde ser portador de doenças
nas veias e artérias (varizes). Ressalta, ainda, em prol
de sua defesa, que a negativa de autorização se
deu em face do não cumprimento da carência contratual
de 180 dias e 720 dias para a realização de exames,
cirurgias e internação.
No tocante à alegação de doença
preexistente, caberia ao plano de saúde comprovar não
somente a existência da patologia, mas também a
intenção do usuário em fraudar o plano de
saúde. A preexistência somente é aceitável
na ocorrência de exame prévio de saúde realizado
na pessoa do usuário/beneficiário no momento da
adesão ao plano. Se não o fez, conforme se verifica
nos autos, o entendimento é no sentido de que o plano
demandado aceitou a informação do aderente, devendo
arcar, portanto, com os ônus decorrentes dessa aceitação,
destacou juiz em sua decisão.
Ainda segundo
Mádson Ottoni, considerando tratar-se de
caso de urgência/emergência, deverá o plano
de saúde arcar com todas as despesas decorrentes dos AVC's
sofridos pelo autor. (...) diante do reconhecimento, nesta sentença,
da ilegalidade praticada pelo plano de saúde demandado/reconvinte,
não procede o pedido formulado em sede de reconvenção,
consistente na declaração de inexistência
de ato ilícito, bem assim na condenação
do autor/reconvindo ao ressarcimento do montante de R$ 34.302,98,
além das demais despesas suportadas pela parte reconvinte
até o julgamento da lide, determinou o juiz.
ESTADÃO.COM.BR
TJ
suspende ação
que denunciou fraude no Conjunto Hospitalar de Sorocaba
Esquema teria
desviado R$ 20 milhões; 48 pessoas, entre
médicos e empresários, são acusadas
Uma liminar
do Tribunal de Justiça de São Paulo
(TJ-SP) suspendeu a ação penal contra 48 médicos,
empresários e funcionários públicos da saúde,
acusados de envolvimento num esquema milionário de fraudes
no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS).
A decisão foi dada na noite de terça-feira, 24,
pelo desembargador Miguel Marques e Silva, da 15ª Turma
do TJ. Ele acatou o pedido de habeas corpus de um dos acusados,
o empresário Edson Aleixo, que alegou constrangimento
ilegal, pois a quebra dos sigilos telefônico, bancário
e fiscal durante a investigação não teria
sido fundamentada. O desembargador estendeu o benefício
a todos os outros envolvidos.
Fraudes
O esquema
de fraudes em plantões médicos e licitações
no hospital mantido pelo governo do Estado foi apurado durante
a Operação Hipócrates, do Ministério
Público Estadual e da Polícia Civil, que resultou,
em junho de 2011, na prisão de 12 acusados, entre eles
o então diretor e dois ex-diretores. De acordo com a denúncia,
com a conivência da direção, os médicos
não compareciam aos plantões, mas recebiam normalmente,
prejudicando milhares de pacientes.
As licitações para obras e serviços seriam
dirigidas para determinadas empresas. O esquema teria desviado
pelo menos R$ 20 milhões de recursos públicos.
As investigações resultaram num processo com 80
volumes de depoimentos, além de 110 volumes de provas
- incluindo gravações autorizadas pela Justiça.
A Procuradoria
Geral de Justiça do Estado, órgão
máximo do Ministério Público Estadual, deve
entrar com recurso na tentativa de cassar a liminar. De acordo
com a promotora Maria Aparecida Castanho, do Grupo de Atuação
Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o empresário
que entrou com o pedido de habeas corpus é dono de uma
empresa de próteses e, de acordo com a investigação,
recebia por equipamentos de titânio e entregava próteses
de aço inox, de qualidade e preço inferiores. Ele
negou a prática do crime.
A promotora
explicou que, em razão da liminar, a ação
judicial que tramita no Fórum Criminal de Sorocaba ficará suspensa
até que a 15ª Turma, com seu conjunto de desembargadores,
decida sobre o mérito do habeas corpus. “Como os
réus estão soltos, esse pedido pode demorar até anos
para ser julgado.” Investigações que ainda
estão em curso também ficam paralisadas. O não
seguimento da ação impede que os acusados sejam
processados na esfera civil para devolver o suposto dinheiro
desviado.
FOLHA DE S. PAULO
Dieta
sem proteína evita risco pós-cirurgia
Resultado
foi obtido em roedores por cientistas de Harvard, mas conclusão deve valer também
para humanos
Ricardo Bonalumo Neto
Alimentação restrita reduziu mortalidade após
operação e poderia evitar infartos e derrames,
diz estudo
Uma dieta
sem proteína alguns dias antes de uma cirurgia
aumentou a resistência do organismo e reduziu o risco de
complicações como derrames e ataque do coração,
segundo estudo publicado na revista médica "Science
Translational Medicine".
A pesquisa
foi feita em camundongos, mas seus autores acreditam que ela é válida para seres humanos, pois os benefícios
de uma dieta restrita, como o prolongamento da vida, já foram
observados em várias espécies de seres vivos, de
micróbios a primatas não humanos.
O grupo liderado
por James Mitchell, da Escola Harvard de Saúde
Pública, estudou camundongos que comiam normalmente e
outros que tinham dieta livre de proteínas ou do aminoácido
triptofano (aminoácidos são os "tijolos" que
constroem as proteínas).
Os camundongos
comiam de seis a 14 dias antes de passarem por um estresse
que imitaria
uma complicação de uma
cirurgia - os cientistas induziam um corte na irrigação
de sangue para os rins por 35 minutos.
O estudo
simulava a chamada lesão de isquemia-reperfusão,
isto é, o dano em determinado órgão pela
retirada do sangue e o seu retorno (a "reperfusão").
O resultado
foi surpreendente: 40% dos camundongos com a dieta normal morreram;
todos os que
tiveram restrição
de dieta viveram.
O resultado
pode parecer contraditório, segundo Mitchell,
porque faria mais sentido que os animais mais bem alimentados
seriam mais resistentes à operação.
A pesquisa
pode render um benefício imediato para pacientes,
caso os efeitos sejam comprovados em humanos.
"Nosso plano é testar a capacidade da restrição
de proteína antes de cirurgia vascular em reduzir a incidência
e/ou a severidade de complicações associadas com
esse tipo de cirurgia, incluindo ataque do coração
e derrame", disse Mitchell à Folha.
A equipe
já está nos
passos iniciais de um ensaio com a dieta em pacientes de um
hospital em Boston, EUA.
"É um paradoxo", disse o cirurgião cardiovascular
João Nelson Rodrigues Branco, da Unifesp, comentando a
pesquisa. "A proteína é um alimento de reconstrução.
Uma dieta pobre em proteína não tem reparação
dos tecidos", diz Branco.
FOLHA.COM
Fundador
da marca de implantes mamários PIP é detido
na França
O fundador
da empresa que fabricou os implantes mamários
defeituosos PIP, Jean-Claude Mas, foi detido nesta quinta-feira
na localidade de Six-Four, na região da Côte d'Azur
francesa, indicaram fontes da investigação.
Plano de
saúde que não trocar silicone será multado
em R$ 80 mil Governo divulga pontos do SUS para troca de próteses
mamárias
A detenção aconteceu no marco de uma das duas
investigações judiciais iniciadas por supostas
fraudes cometidas pela companhia e devido às consequências
para a saúde das mulheres que têm próteses
desta marca.
A investigação é comandada desde o mês
passado pela juíza de instrução de Marselha
Annaïck Le Goff por homicídio e ferimentos culposos.
Inicialmente,
o empresário fora objeto de outro procedimento
judicial, cuja fase de instrução foi encerrada
em outubro do ano passado e que deveria dar lugar a um julgamento
no final de 2012.
Na França, onde as autoridades sanitárias aconselharam
a retirada dos implantes, foram constatados 20 casos de câncer,
embora ainda não possa se estabelecer uma relação
de causa-efeito.
Quarta-feira, 25.01.2012
PORTAL
DA SAÚDE
Ministro
implanta S.O.S Emergências em Goiás
Padilha visitou
o Hospital de Urgências de Goiânia,
um dos 11 hospitais que fazem parte da ação estratégica
para melhoria na gestão e no atendimento nas Emergências
do SUS
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, visitou hoje
o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), uma das
11 unidades hospitalares do país que recebem apoio através
do S.O.S Emergências, ação estratégica
para a qualificação da gestão e do atendimento
em grandes hospitais que atendem pelo Sistema Único de
Saúde (SUS). Assim como todos os hospitais públicos
contemplados pela ação do Governo Federal, o Hugo
receberá um repasse de R$ 300 mil por mês. Além
disso, já está empenhado o repasse de R$ 1,5 milhão
para a reforma física do Hugo e mais R$ 1,2 milhão
para a compra de equipamentos. Esse recurso foi aprovado via
convênio firmado junto a Rede de Atendimento às
Urgências e Emergências, após a validação
das propostas pela direção do Hugo e da Secretaria
Estadual da Saúde.
A meta do
governo federal – juntamente com os gestores
locais – é promover o enfrentamento das principais
necessidades do hospital, qualificar a gestão, ampliar
o acesso aos usuários em situações de urgência,
total informatização e garantir atendimento ágil,
humanizado e com acolhimento aos pacientes. “Cada detalhe
na área de urgência e emergência é motivo
de atenção. Nosso objetivo é identificar
os gargalos que atrapalham o bom funcionamento da unidade e fazer
com que o atendimento seja feito de maneira mais humanizada e
rápida”, explicou o ministro.
O ministro
Alexandre Padilha ressaltou durante encontro com o governador
Marconi
Perillo que dos 11 hospitais participantes
do S.O.S Emergências, o Hugo é o que pode apresentar
resultados mais rápidos. E sugeriu que dentro do cronograma
de reforma seja definida uma área para atender pacientes
que sofrem de problemas neurológicos. O governador está otimista
com o resultado da ação. “Hoje formalizamos
o acordo com o Ministério da Saúde o que aumenta
ainda mais a convicção na melhoria do atendimento
de urgência e emergência em nosso estado”,
ressaltou o governador. Ele disse ainda que o governo do Estado
também já está com os recursos para investir
na reforma total do Hugo.
INVESTIMENTOS
O Hospital
de Urgências de Goiânia receberá do
Ministério da Saúde incentivo anual de R$ 3,6 milhões/ano – o
que representa R$ 300 mil/mês - para custear a ampliação
e qualificação da assistência da emergência.
A unidade ainda poderá receber até R$ 3 milhões
para aquisição de equipamentos e realização
de obras e reformas na área física do pronto-socorro,
conforme necessidade e aprovação de proposta.
Padilha anunciou
que já foram liberados R$ 200 mil para
a formação do Núcleo de Acesso e Qualidade
Hospitalar (NAQH), que será composto por representantes
das secretarias de Saúde do Estado, do município
de Goiânia, servidores do hospital e do Ministério
da Saúde.
A unidade
poderá, ainda, apresentar projetos para a criação
de novos leitos de retaguarda e a qualificação
(aquisição de novos equipamentos, por exemplo)
para os leitos já existentes. São considerados
leitos de retaguardas enfermarias de leitos clínicos,
enfermarias de leitos de longa permanência, Unidades de
Terapia Intensiva (UTI), Unidades Coronarianas e Unidades de
Atenção ao Acidente Vascular Cerebral.
PARCERIA
Também foi confirmada a parceria com os Hospitais de
Excelência no Brasil - Sírio Libanês, Hospital
do Coração, Samaritano, Alemão Osvaldo Cruz
e Moinhos de Vento – e com o Instituto Nacional de Traumatologia
e Ortopedia (Into) para ampliar a qualidade do atendimento realizado.
No caso do Hugo, o acompanhamento será feito pelo Albert
Einstein que contribuirá com a expertise em gestão
e prestação de serviços.
A principal
contribuição dos hospitais de excelência
será por meio do Telessaúde, ferramenta de comunicação
a distância que presta teleconsultoria e segunda opinião
médica, além da discussão de casos com equipe
multiprofissional.
SAÚDE
TODA HORA
O S.O.S Emergências funcionará articulado com os
demais serviços de urgência e emergência que
compõem a Rede Saúde Toda Hora, coordenada pelo
Ministério da Saúde e executada pelos gestores
estaduais e municipais em todo o país. Esses serviços
englobam o SAMU 192, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização
e serviços da Atenção Básica e Melhor
em Casa. A presidenta da República, Dilma Rousseff, e
o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram
o S.O.S Emergências, no dia 8 de novembro do ano passado.
UNIDADE
O Hospital
de Urgências de Goiânia é um pronto-socorro
geral e é referência em neurocirurgia, urgência
vascular, fraturas e outras cirurgias de urgências. A unidade
realiza, mensalmente, 900 internações. Foram 6,91
mil internações de janeiro a agosto de 2011. A
unidade possui 236 leitos. Deste total há 12 leitos de
emergência, 13 leitos na UTI I, 20 leitos na UTI II e 14
leitos de UTI Neuro. O hospital conta com um centro cirúrgico
com dez salas. O Hugo conta com 1.668 servidores e 420 médicos.
AGÊNCIA
BRASIL
Obesidade
cresce mais entre crianças brasileiras na faixa
de 5 a 9 anos
Números divulgados hoje (25) pela Sociedade Brasileira
de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), com base em dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
revelam aumento do percentual de crianças com sobrepeso
e obesidade no Brasil, principalmente na faixa de 5 a 9 anos.
Os números referem-se a levantamento de 2010.
O sobrepeso
atinge 34,8% dos meninos e 32% das meninas nessa faixa etária. Já a obesidade foi constatada entre
16,6% dos meninos e entre 11,8% das meninas. De acordo com a
presidenta do Departamento de Obesidade da SBEM, Rosana Radominski,
esse quadro é alarmante.
Já entre as crianças a partir de 10 anos e jovens
de até 19 anos, o excesso de peso atinge 21,7% do total
dos meninos e a obesidade, 5,9%. Entre as meninas nessa faixa
etária, 15,4% mostravam sobrepeso e 4,2%, obesidade.
“Houve um aumento muito grande [do aumento de peso] nesse
grupo de crianças [de 5 a 9 anos] quando a gente considera
o período de 1989 para 2009”, observou a médica.
De acordo com os dados, o sobrepeso nessa faixa etária
atingia 15% dos meninos em 1989 e 11,9% das meninas. Já a
obesidade tinha 4,1% de índice entre os meninos naquele
ano e 2,4%, entre as meninas de 5 a 9 anos.
“Nas crianças de modo geral, a velocidade, em termos
de excesso de peso e obesidade, está muito maior do que
nos adultos. Isso tem a ver com a mudança da cultura.
Hoje, tem uma inversão nutricional”, analisou a
especialista, que vê também a influência de
programas assistenciais, como o Bolsa Família, na mudança
dos hábitos alimentares.
“Começou-se a aumentar a renda das famílias,
mas não a educação familiar para que a alimentação
fosse corrigida”, estimou Rosana. Com mais dinheiro no
bolso, as famílias estão adquirindo maior quantidade
de alimentos e não necessariamente os mais saudáveis.
Segundo ela, há atualmente maior ingestão de açúcar,
de alimentos gordurosos e industrializados, em vez de alimentos
naturais.
Outro problema,
conforme apontou a médica, é a
redução da prática de atividades físicas, “por
causa da violência, da dificuldade de transporte e até pelo
currículo escolar”. Ela lembrou que as crianças
acabam mais confinadas em casa, diante da televisão, do
computador e dos videogames e, com isso, ganham sobrepeso.
Segundo Rosana
Radominski, entre os adultos os percentuais são
maiores: 48,5% apresentavam sobrepeso, em 2010, e 15%, obesidade.
Entre os homens, 52,1% tinham excesso de peso e 14,4%, obesidade,
enquanto os índices nas mulheres eram, respectivamente,
44,3% e 15,5%.
De acordo
com a médica, o Brasil e a China são
os países em que a obesidade está aumentando de
forma mais rápida no mundo. “Se não houver
programas do governo para reprimir a obesidade e uma mobilização
de toda a população, a tendência é aumentar
[o número de obesos no país]. Acho que é importante
o alerta com relação a isso, para que se possa
ganhar essa batalha”.
EXAME.COM
Amil vai investir R$ 450 mi e espera crescimento de 10%
A Amil vai
investir R$ 450 milhões em 2012 na expansão
de sua rede de hospitais e no pagamento de aquisições
realizadas recentemente, disse nesta quarta-feira o presidente
do Conselho da Amil Participações (Amilpar), Edson
Bueno. Ele recebeu hoje, no Rio, o troféu "O Equilibrista",
do Ibef-Rio, como executivo do ano de 2011. Sem descartar novas
aquisições, Bueno disse que a operadora de planos
de saúde trabalha com uma previsão de crescimento
orgânico de 10% este ano. A empresa divulgará seu
balanço de 2011 em março.
Entre os
projetos prioritários da Amil está a
construção do Hospital das Américas, na
Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O grupo já investiu
mais de R$ 100 milhões na unidade e aportará outros
R$ 100 milhões este ano, quando fica pronto o bloco de
consultórios. A unidade terá em torno de 400 leitos
e espaço para atender o público de alta renda,
uma das maiores demandas do Rio.
Para Edson
Bueno, um dos maiores desafios da Amil é se
estabelecer de forma competitiva no segmento de planos para a
baixa renda (classe D/E), o que será uma prioridade nos
próximos três anos. "Nosso preço ainda
está 20% acima da Intermédica, a maior concorrente. É um
mercado que tem especificidades e requer redução
de custos", disse Bueno.
Em Minas,
onde o grupo chegou em 2010, a meta é dobrar
o número de vidas para 40 mil este ano.
De acordo
com o diretor financeiro da Amilpar, Gilberto Costa, não há planos de novas captações
privadas no momento. O grupo tem em caixa R$ 1,2 bilhão,
dos quais R$ 600 milhões livres. O montante seria suficiente
para tocar os investimentos já previstos para 2012, mas
não para bancar novas compras no setor de saúde. "Não
vejo espaço para novas aquisições, mas se
houver podemos fazer uma nova captação", disse
Costa.
Debêntures
A Amilpar
utilizará metade dos R$ 300 milhões
captados via emissão de debêntures no fim de 2011
para quitar uma dívida de debêntures detidas pelo
Bradesco e com vencimento em março. Os outros R$ 150 milhões
vão compor o pagamento das aquisições da
operadora de planos de saúde premium Lyncx, em 2011, e
do hospital carioca de alto padrão Samaritano, realizada
em 2010. Além desses papéis, que vencem em três
anos, a Amil tem em aberto uma emissão de debêntures
de R$ 900 milhões realizada em 2010, com vencimento diferido
em cinco anos.
PORTAL G1
Anvisa
inicia consulta pública sobre proposta para viabilizar
genéricos
Meta é fazer remédios chegarem mais rápido
ao varejo. População terá 60 dias para sugerir
mudanças no texto da proposta
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) iniciou nesta quarta-feira (25) uma consulta pública
sobre uma proposta para tornar mais rápida a chegada ao
mercado de genéricos para remédios disponíveis
apenas a hospitais ou vendidos de forma restrita como antibióticos,
antirretrovirais e drogas contra o câncer.
A ideia da
Anvisa é tornar obrigatória às
fabricantes a venda de amostras desses remédios a centros
de pesquisas de genéricos. Isso facilitaria o trabalho
dos laboratórios para estudar os materiais que compõem
as drogas para desenvolver genéricos e similares.
Para que
uma medicação genérica seja aprovada
pela Anvisa, são necessários testes de bioequivalência,
que provam que o novo produto seja idêntico ao remédio
usado como referência para o tratamento de determinada
doença.
Atualmente,
uma das dificuldades que os laboratórios
de genéricos encontram está no difícil acesso às
drogas disponíveis nos hospitais, muitas usadas para tratar
doenças como Aids e câncer. Sem ter acesso aos remédios,
os centros de bioequivalência encontram dificuldade para
trabalhar na criação de novos genéricos.
Com a proposta,
empresas teriam dificuldades menores para obter o registro
para um novo
medicamento, já que teriam acesso
aos produtos usados nos testes de bioequivalência.
A população terá 60 dias contados a partir
de hoje para apresentar sugestões ao texto. A consulta
está disponível para acesso no site da Anvisa.
Estímulo à concorrência
Em entrevista
ao G1, o diretor-presidente da Anvisa Dirceu Barbano afirmou
que a
medida pode ajudar empresas interessadas em desenvolver
genéricos para medicamentos de referência que deixaram
de estar disponíveis no mercado ou que já tiveram
suas patentes expiradas.
Barbano explica
que o objetivo principal da proposta é tornar
mais claros e objetivos os critérios usados para a definição
dos medicamentos de referência. "É uma questão
de organização da atividade regulatória
da Anvisa", afirma o diretor.
"O medicamento genérico é de qualidade e
efeito idênticos aos de referência e podem chegar
a custar até 35% a menos", lembra Barbano, destacando
também o papel de estímulo à concorrência
que a proposta trará. O benefício poderá ser
observados especialmente nos casos de doenças com poucas
alternativas de terapia ou que precisem de drogas muito caras
para serem tratadas, segundo a Anvisa.
O diretor
também afirma que a proposta não altera
o que já está definido no que diz respeito às
patentes dos remédios no Brasil. "O direito à patente é estabelecido
em lei. Quando expira, esse privilégio acaba", diz
Barbano. "Enquanto a patente está vigente, é possível
até registrar outro produto, mas jamais comercializá-lo."
AGÊNCIA
BRASIL
Quadro
da obesidade no país é "mau sob todos
os aspectos", avalia endocrinologista
A obesidade é um problema crescente no Brasil. Dados
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
revelam aumento do percentual de crianças com sobrepeso
e obesidade no país, principalmente na faixa de 5 a 9
anos de idade. Os números referem-se a levantamento de
2010.
O sobrepeso
atinge 34,8% dos meninos e 32% das meninas nessa faixa etária. Já a obesidade foi constatada entre
16,6% dos meninos e entre 11,8% das meninas. Já entre
as crianças a partir de 10 anos e jovens até 19
anos de idade, o excesso de peso atinge 21,7% do total dos meninos
e a obesidade, 5,9%. Entre as meninas nessa faixa etária,
15,4% mostravam sobrepeso e 4,2%, obesidade.
Na avaliação da endocrinologista Maria Delzita
Naves, o quadro da obesidade no país é preocupante. “[O
quadro é] muito mau sob todos os aspectos. Sob o aspecto
do paciente, das orientações que são dadas,
e até do aporte medicamentoso”, disse à Agência
Brasil.
Para a endocrinologista,
a migração das pessoas
do interior para os grandes centros urbanos faz com que elas
adquiram hábitos “que não são os melhores
possíveis”. Destacou, entre eles, as refeições
do tipo fast-food (comida rápida) e a falta de atividades
físicas. “Se eu não queimo o que como, eu
ganho peso”. O segundo fator na massificação
do ganho de peso é o estresse. “Cada vez, a gente
se movimenta menos, se estressa mais, come pior. Isso tudo é fator
para a gente ganhar peso. Esse é o lado do paciente”.
A especialista
criticou também a atuação
dos médicos. De acordo com ela, “cada dia, a consulta
está mais rápida, cada dia nós falamos menos
com o doente”. É preciso, segundo Maria Delzita
Naves, que a pessoa se eduque e que o médico oriente o
paciente sobre coisas simples a fazer no dia a dia e que contribuem
para diminuir o peso, entre as quais andar alguns quarteirões
para pegar o ônibus ou descer dois andares em vez de usar
o elevador, por exemplo.
A endocrinologista
considerou que o culto ao corpo bonito, em alta hoje em dia,
tanto pode ser um incentivo, como uma cilada
para o obeso. Em relação aos medicamentos, destacou
que “nenhum remédio é bom ou ruim. Depende
de como e quando a gente usa”. Essa série de fatores
está levando ao aumento da obesidade entre os brasileiros.
Para solucionar
o problema, ela recomendou em primeiro lugar a realização de atividade física. “A
segunda coisa é ensinar a comer”. Ou seja, mostrar às
pessoas o valor dos grupos de alimentos e da relação
que deve ser feita entre arroz, feijão, legumes, verduras. “É mostrar
para a pessoa que ela pode fazer orgia alimentar de 15 em 15
dias em uma refeição”.
A endocrinologista
ressaltou também a necessidade de
se separar quem é doente de quem não é.
Para que haja a indicação de cirurgia de redução
de estômago, no caso de obesidade mórbida, por exemplo,
o paciente tem que ter o suporte de uma equipe médica,
integrada por psicólogo, nutricionista e clínico,
além de endocrinologista.
“Tem que ter um suporte muito sério de uma equipe
de saúde. Disso não se pode abrir mão”.
A iniciativa é recomendada pelo Ministério da Saúde.
Ela disse acompanhar casos de obesos que, mesmo depois de operados,
voltaram a ganhar peso. “Às vezes, o grupo não
avaliou a pessoa tão bem como devia”. Nem todo mundo
pode emagrecer, destacou. “O grande problema da cirurgia
bariátrica é a cabeça da pessoa depois”.
AGÊNCIA
BRASIL
Centros
de tratamento de obesos do Rio começam a mostrar
resultados positivos
As pessoas
com problemas de obesidade na capital fluminense têm duas unidades específicas para o tratamento
do problema de saúde que atinge grande parte da população
brasileira. O segundo centro começou a funcionar ontem
(24) e pelo menos 20 pacientes procuraram os serviços.
O novo Centro de Referência do Obeso do Rio de Janeiro
(CRO-Rio) fica na Clínica da Família Felippe Cardoso,
no bairro da Penha, zona norte da cidade.
O primeiro
centro funciona desde julho do ano passado em Acari, também na zona norte da cidade, e atendeu até agora
mais de 112 pacientes, disse hoje (25) à Agência
Brasil a nutricionista da Secretaria Municipal de Saúde
e Defesa Civil, Jorginete Damião. Um terceiro CRO será inaugurado
até março em Madureira.
A nutricionista
destacou que a iniciativa é inédita
no Brasil e tem como foco principal a perda de peso do paciente
obeso, o controle da saúde, além do aumento da
qualidade de vida. “A ideia é que a gente possa
atender pacientes obesos graves, com índice de massa corporal
acima de 40, principalmente com diabete, encaminhados por unidades
de atenção primária”, disse.
O atendimento é feito por uma equipe multidisciplinar,
da qual fazem parte médicos, psicólogos, nutricionistas,
enfermeiros e professores de educação física.
Nos CROs, os obesos recebem atendimento individual e em grupo
e são orientados a fazer atividades físicas em
casa, no dia a dia. Os centros são vinculados a unidades
do Sistema Único de Saúde (SUS) que realizam cirurgias
de redução do estômago, para as quais encaminham
pacientes que apresentam essa necessidade.
Os centros
têm ainda a missão de promover a prevenção
da obesidade, além de apoiar as unidades de atenção
primária para os cuidados em relação aos
casos menos graves que possam ser atendidos na rede básica
de saúde. Segundo Jorginete, muitas pessoas consideram
a obesidade um risco, mas não uma doença. “Aí,
o que acontece é que o paciente vai ganhando peso ao longo
da vida e, quando chama a atenção da unidade de
saúde, ele já está muito grave. Já está com
diabete, com hipertensão e outras coisas associadas”.
Jorginete
Damião ressaltou também a necessidade
da realização de pesquisas na área. “A
gente precisa ter mais conhecimento, porque sabe que o sucesso
com o paciente obeso não tem sido grande”. Nos cinco
meses iniciais de funcionamento do CRO de Acari, foi registrada
perda de peso até 20 quilos nos pacientes obesos atendidos,
disse.
PORTAL G1
Hospital
em MS criará comissão para triagem de
substituição de silicone
Três hospitais no estado foram credenciados para a troca
das próteses. Ainda não há um levantamento
de quantas pacientes devem ser atendidas
A diretoria
Santa Casa de Campo Grande fará uma reunião
nesta quarta-feira (25) para discutir os critérios de
atendimento de mulheres com próteses de silicone de marcas
francesa holandesa. O hospital é um dos três habilitados
pelo Ministério da Saúde para realizar as trocas
de próteses que apresentaram problemas.
Uma comissão de triagem será definida para fazer
o acompanhamento das pacientes. Além da Santa Casa, o
Hospital do Câncer Alfredo Abrão, na capital, e
Hospital Evangélico, de Dourados, são as outras
duas instituições de saúde credenciadas
no estado.
Segundo assessoria
da Santa Casa, a diretoria do hospital está fazendo
um levantamento para descobrir quantas mulheres devem realizar
o procedimento. Além disso, estão esperando uma
posição do ministério sobre a quantidade
de próteses para reposição e como elas serão
adquiridas.
De acordo
com o governo federal, as duas fabricantes, de marcas holandesa
e francesa,
usaram um tipo de silicone impróprio
para implantes e sem certificação sanitária.
Todas as
mulheres com próteses de marcas francesas e
holandesas deverão ser examinadas, mesmo que não
apresentem nenhum problema. O Ministério da Saúde
divulgou na última semana uma lista de hospitais credenciados
para realizar essas operações. No total são
371 unidades em todo o país.
As pacientes
devem procurar imediatamente o hospital público
ou a clínica particular onde fizeram o implante para uma
avaliação da condição da prótese.
Caso esteja distante da unidade de saúde onde fez a cirurgia,
deve buscar atendimento em qualquer centro especializado do SUS
ou em um dos hospitais habilitados.
O Governo
determinou ainda que a Rede Pública e os planos
de saúde deverão arcar com os gastos de retirada
e troca das próteses, independentemente se o implante
foi ou não por motivo de estética.
PORTAL
DA SAÚDE
Usuário
vai poder opinar sobre atendimento no SUS
Ação inédita permitirá que o Ministério
da Saúde receba do paciente uma avaliação
sobre a agilidade e a qualidade do atendimento nos hospitais
Começou nesta quarta-feira (25) a entrega aos estados
da Carta SUS, nova ferramenta do Ministério da Saúde
que permitirá aos usuários avaliar o atendimento
e os serviços prestados nos hospitais da rede pública
ou unidades conveniadas. Além das críticas ou elogios,
por meio da carta, os cidadãos poderão denunciar
irregularidades, como a cobrança de procedimentos nos
hospitais do SUS. A distribuição começa
por Curitiba (PR), onde a Diretoria Regional dos Correios, parceira
nesta ação, produziu o primeiro lote de cartas.
Até o momento, foram impressas 57mil correspondências,
mas o total para o mês de janeiro é de 648 mil.
Essa ação foi lançada pelo ministro da
Saúde, Alexandre Padilha, no dia 30 de novembro de 2011.
Com o envio das cartas, que será permanente, serão
gerados relatórios de avaliação do atendimento. "Isso
vai servir para o Ministério da Saúde poder, inclusive,
incentivar aqueles hospitais que tratam bem as pessoas, que tem
qualidade de atendimento, e poder fazer ações em
hospitais que tenham baixa qualidade de atendimento”, reforça
Padilha. Em caso de irregularidades, serão desencadeados
processos de auditoria para averiguar se houve desvio de recursos
ou má aplicação de verba pública.
O envio da
Carta SUS será mensal e terá o porte-pago,
ou seja, sem despesas para o usuário. Está sendo
esperada uma média de um milhão de correspondência
por mês, de acordo com a demanda detectada pelo Departamento
de Regulação, Avaliação e Controle
do Ministério da Saúde. Porém, antes de
informar a quantidade de correspondências a ser produzida,
os dados serão avaliados pelo Departamento de Informática
do SUS para a eliminação de duplicidades no banco
de informações.
Em julho
do ano passado, Pedro Viana, 56 anos, empresário
de Curitiba, sofreu um acidente de moto e machucou a coluna e
a cabeça, e foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro
em Porto Alegre. “Fui muito bem atendido lá e se
não fossem eles, eu não estaria aqui. O atendimento
foi muito bom. Fiquei 15 dias internado, cinco dias na UTI”,
diz Viana, o primeiro usuário a receber a carta. “Foi
uma surpresa e uma honra saber que fui o primeiro a receber a
correspondência”, disse.
Transparência
Além do questionário para a avaliação
do paciente, a Carta SUS trará dados como a data da entrada
no hospital, o dia da alta e o motivo da internação.
O usuário poderá conferir se os dados estão
corretos e correspondem ao serviço prestado de fato e
conhecerá o custo total da internação.A
carta pode ser respondida tanto pelo paciente, quanto por um
familiar.
Os endereços serão obtidos nos formulários
de Autorização para Internação Hospitalar
(AIH), instrumento utilizado pelo Ministério da Saúde
para avaliar as ações e serviços do SUS.
A AIH integra o Sistema de Informação Hospitalar,
que fornece os dados de quais e quantos procedimentos hospitalares
foram realizados e os recursos repassados aos estados e municípios
para pagamento ao hospital, com regras e critérios pactuados.
Portanto, o formulário é instrumento essencial
para a gestão dos hospitais e controle de gastos públicos.
Ouvidoria ativa
O Ministério da Saúde está aprimorando
os mecanismos de comunicação direta com o cidadão
para aperfeiçoar o atendimento e ampliar a transparência
do SUS. Neste ano, o telefone da ouvidoria foi simplificado:
dos antigos dez dígitos, passou a responder pelo 136,
de mais fácil memorização e uso pela população.
O serviço é gratuito, de telefone residencial,
público ou celular.
Em 2011,
o Disque-Saúde já recebeu mais de 3,5
milhões de ligações e disseminou 7,5 milhões
de informações. Os temas que geraram maior número
de ligações foram o Programa Farmácia Popular
(23,4%), tabagismo (23%) e aids (9,6%).
FOLHA.COM
Fabricantes
terão
que notificar Anvisa em caso de recall
Empresas
que detenham o registro de produtos para a saúde
no Brasil (próteses, equipamentos e material de uso hospitalar,
por exemplo) serão obrigadas a notificar a Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) sobre recalls
feitos, tanto em caso de alterações quanto de recolhimento
de produtos que ofereçam risco.
É o que determina resolução aprovada pela
diretoria colegiada da agência na última terça-feira
e que deve ser publicada nos próximos dias no "Diário
Oficial" da União. A norma não engloba medicamentos,
cosméticos, alimentos nem saneantes.
Em casos
de avisos na grande imprensa, explica Stela Melchior, chefe
da unidade
de tecnovigilância da Anvisa, as empresas
deverão acionar a agência previamente, para que
a Anvisa participe da elaboração da mensagem aos
consumidores.
Apesar de
as próteses serem abarcadas nessa medida, o
recente e polêmico caso dos implantes mamários PIP
e Rofil não seria evitado por esse sistema, segundo Melchior.
Isso porque as empresas detentoras do registro dos implantes
no Brasil não acionaram o mercado informando haver risco
associado ao uso do produto. Dessa forma, a Anvisa também
não seria acionada.
As chamadas "atividades de campo", que podem chegar
ao recolhimento de produtos defeituosos, já são
feitas pelas empresas. O que não há, diz Melchior, é a
obrigatoriedade do registro dessas ações junto à Anvisa.
AGÊNCIA
BRASIL
Lixo
hospitalar importado dos Estados Unidos é incinerado
em Pernambuco
Duas toneladas
de tecidos importados de hospitais dos Estados Unidos foram
incineradas
hoje (25) em Recife, capital de Pernambuco.
As 40 toneladas restantes serão queimadas até a
próxima semana, informou o gerente da Agência Pernambucana
de Vigilância Sanitária (Apevisa), Jaime Brito.
O material,
composto por lençóis, fronhas, toucas
e aventais, estava nos galpões da empresa Império
do Forro de Bolso, responsável pela compra do lixo hospitalar
norte-americano. Os tecidos tinham manchas de sangue e outras
sujeiras.
A empresa
usava o material para confeccionar bolsos de calças,
saias e vestidos ou vendia peças inteiras para lojas do
interior do estado.
Brito disse
que irá discutir com a Procuradoria do Estado
se entra com uma ação judicial para pedir o ressarcimento
pelos custos com a incineração.
Dois contêineres também com cerca de 46 toneladas
do lixo vindo dos Estados Unidos, e que estavam no Porto de Suape
(PE) desde outubro, foram devolvidos ao país de origem.
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br