27-01-12

 

Leia nesta edição:

- Casos de hanseníase caem 15% no Brasil

- Hospital Sírio-Libanês passa a gerir duas unidades de saúde estaduais

- Câmara investigará atendimento

- Vigilância suspende lotes de implantes ortopédicos

- Brasileiro é o que mais recorre a remédio de emagrecer na América Latina

- Fundo de combate à Aids recebe US$ 750 milhões de Bill Gates

- Padilha inaugura Centro de Apoio Psicossocial em Salvador

- Mais mil agentes de vigilância em saúde reforçam o combate à dengue

- Exames poderão prever risco de autismo em bebês

- Dependentes serão atendidos em Unidades de Acolhimento

- Medo de agulha afugenta jovens da vacinação, segundo pesquisa

- Paulistanos adultos não tomam vacina, aponta levantamento

- Pesquisadores identificam nova terapia capaz de bloquear progressão do vírus da hepatite C

- Fazer hora extra dobra o risco de depressão, dizem médicos

- Maioria das pessoas com distúrbio mentais não recebe tratamento nos Estados Unidos, diz pesquisa

- Estudo indica que mulheres sentem mais dor que homens

Sexta-feira, 27.01.2012

FOLHA DE S. PAULO

Casos de hanseníase caem 15% no Brasil

Dado preliminar mostra freio no avanço da doença entre 2010 e 2011, ano em que o país registrou 30 mil novos casos. Número de doentes por 10 mil habitantes pode ser o menor desde o início das estatísticas sobre a hanseníase

Johanna Nublat

Dados preliminares divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que a hanseníase pode ter atingido em 2011 o patamar mais baixo em casos por número de habitantes.

Em 2011, foi registrado 1,24 caso por 10 mil habitantes. Em 1990, a taxa era próxima de 19 por 10 mil -e não foi tão baixa como agora antes disso, afirma o governo.

O dado deve ser consolidado em março e pode subir até 15%, estima Artur Sousa, representante do Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase) no Conselho Nacional de Saúde.

Isso encostaria a taxa na segunda menor da série (1,41, 2006). O ajuste, diz o ministério, será mínimo.

Apesar de vários indicadores apontarem para a redução da doença no país - foram 30.298 novos casos no ano passado, 15% a menos que em 2010-, o Brasil mantém o segundo maior registro de novos casos da hanseníase, só perdendo para a Índia.

Também deve ser o único país a alcançar 2013 sem ter atingido a meta de eliminação da doença (menos de um caso por 10 mil habitantes), segundo Sousa.

Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância Sanitária do ministério, estima que o país atinja esse patamar em 2015, com 15 anos de atraso segundo a meta da OMS (Organização Mundial da Saúde).

"Atrasamos, já poderíamos estar mais avançados."

Ele diz que o país foi conservador ao encarar a doença no início dos anos 90, sendo um dos últimos a adotar tratamento mais moderno.

DIFERENÇAS REGIONAIS

Barbosa defende o uso de metas contra a hanseníase como fator mobilizador. Em 2009, o governo brasileiro adotou outra estratégia, de não trabalhar com metas, mas com o controle da doença - o que foi revisto em 2011.

Depois de atingida a meta nacional, continua Barbosa, a seguinte será ter menos de um caso por 10 mil habitantes em todos os Estados.

A disparidade regional é uma das preocupações, confirma Sousa. A prevalência chegou a 3,28 casos por 10 mil pessoas na região Norte e a 3,15 na Centro-Oeste. Os piores índices se mantêm em Mato Grosso e Tocantins.

Os melhores, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o que não garante tranquilidade. "O problema nesses Estados, e já está acontecendo em São Paulo, é a descentralização do tratamento." O resultado, diz Sousa, é a identificação tardia da doença e o aumento da sua transmissão.

O indicador usado para perceber o atraso é a detecção entre menores de 15 anos. Como a doença é transmitida após contatos prolongados, a criança com hanseníase aponta a presença de um adulto não diagnosticado.

A hanseníase é uma doença infecciosa. Os sintomas principais são o aparecimento de manchas esbranquiçadas ou avermelhadas que causam a sensação de formigamento ou dormência.

Um seminário internacional sobre a doença, centrado em direitos humanos, será realizado na próxima semana no Rio de Janeiro.

FOLHA DE S. PAULO

Hospital Sírio-Libanês passa a gerir duas unidades de saúde estaduais

Ambulatório de especialidades e hospital do Grajaú serão terceirizados; contrato é de 5 anos. Sírio receberá cerca de R$ 115 milhões anuais do governo; modelo de gestão é alvo de críticas do Ministério Público

Cláudia Collucci

O Hospital Sírio-Libanês começa a administrar duas unidades de saúde estaduais, um hospital e um ambulatório, na zona sul de São Paulo. O contrato, de cinco anos, será assinado hoje.

A gestão do Hospital-Geral do Grajaú e do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Interlagos é por meio de uma OSS (Organização Social de Saúde). O Sírio receberá cerca de R$ 115 milhões anuais do governo do Estado.

Os serviços atendem a uma população de mais de 2 milhões de habitantes que moram entre os bairros Capela do Socorro e Parelheiros.

Atualmente, 37 hospitais e 38 ambulatórios do Estado são administrados por OSS. O modelo, adotado desde 1998, é alvo de críticas do Ministério Público, que aponta falhas no sistema de controle do dinheiro público investido. "As formas de controle são precárias e não há transparência dos gastos", afirma Arthur Pinto Filho, promotor de direitos humanos da área da saúde pública.

Recente relatório do Tribunal de Contas do Estado também mostrou que as unidades de saúde geridas por OSS custam até 40% a mais do que aquelas administradas pelo Estado.

O secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, reconhece a necessidade de aprimorar os mecanismos de controle das OSS e disse que uma empresa de consultoria ajudará o Estado a partir do próximo mês.

O hospital do Grajaú é referência em maternidade de alto risco e de atendimento de média complexidade.

"O volume de emergências 'estrangula' os atendimentos eletivos. Equacionar isso é um dos desafios do novo gestor", afirma Cerri.

Sergio Zanetta, diretor de filantropia do Sírio, diz que a instituição já está trabalhando em projetos para melhorar essa questão. Outra meta, segundo ele, é aprimorar a qualificação dos profissionais das unidades.

O contrato de gestão do hospital prevê 14.496 internações e 288 mil atendimentos de urgência no primeiro ano. A expectativa é que também seja ampliado o número de cirurgias feitas pelo AME.

Raio-X do hospital

246

é o número de leitos

1.245

é o número de funcionários

1.300

é o número de internações realizadas por mês

200

é o número de partos por mês

400

é o número de cirurgias realizadas por mês

25 mil

é o número mensal de atendimentos no pronto-socorro

DIÁRIO CATARINENSE

Câmara investigará atendimento

A Câmara dos Deputados pretende investigar casos de omissão de atendimento em hospitais de todo o país após a morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, no último dia 19. Ele teve um infarto, aos 56 anos.

O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Roberto Santiago (PSD-SP), já preparou um requerimento dirigido ao Ministério da Saúde pedindo informações sobre o caso Duvanier e também sobre a situação do plano de saúde dos servidores públicos federais.

A presidente Dilma Rousseff pediu que o ministro Alexandre Padilha (Saúde) apure se houve negligência de dois hospitais particulares no atendimento ao secretário. A Polícia Civil do Distrito Federal também investiga se houve negligência.

A Comissão de Direitos Humanos também acompanha as investigações do caso Duvanier. Para o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), a repercussão da morte do secretário dá destaque à situação enfrentada diariamente por cidadãos em hospitais públicos e privados do país.

FOLHA DE S. PAULO

Vigilância suspende lotes de implantes ortopédicos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou hoje a suspensão de lotes de implantes ortopédicos da fabricante Biomecânica Indústria e Comércio de Produtos Ortopédicos. Os produtos são usados como próteses de fêmur, tíbia e cabeça do fêmur, entre outros listados.

Segundo a agência, a decisão foi tomada a partir de um programa de monitoramento e análises desse tipo de implante, instituído em 2010. Esse estudo apontou a necessidade de inspeção na empresa e em amostras dos produtos.

"O resultado da inspeção fiscal forneceu elementos que motivaram uma ação cautelar da Anvisa, determinando a suspensão da comercialização e distribuição dos lotes indicados [156 ao total]", diz nota da Anvisa, que não detalha os problemas encontrados.

A empresa deverá recolher remanescentes dos lotes no mercado. Um alerta específico será emitido aos médicos.

ESTADÃO.COM.BR

Brasileiro é o que mais recorre a remédio de emagrecer na América Latina

Estudo sugere ainda que 12% dos brasileiros usam emagrecedores

Os brasileiros são os latino-americanos que mais recorrem a remédios para emagrecer na América Latina, mostra um estudo da empresa especializada em pesquisa de consumo Nielsen Holding.

O estudo, que abrange a América Latina, mostra que 12% dos brasileiros usam emagrecedores.

A média de consumo, na região, é de 8%. Na Venezuela e no Peru, apenas 4% recorrem a esse tipo de medicamento.

Os brasileiros também são os mais insatisfeitos com a silhueta. Cerca de 43% se consideram "um pouco acima do peso" e 16% "acima do peso". Apenas 30% se mostram satisfeitos.

A insatisfação dos brasileiros está acima da média mundial. De acordo com o estudo, 35% se consideram "um pouco acima do peso".

Os chilenos também se destacam como os que se consideram "muito acima do peso" - 8%. Entre os brasileiros, 3% se enquadram nesses perfil.

Os colombianos, por outro lado, são os mais contentes com a aparência - 44% consideram o seu peso satisfatório e 38% dizem estar um "pouco acima do peso". A média de satisfação na América Latina é de 37%.

Regime e exercícios

O estudo mostra ainda que 50% dos brasileiros tentam, atualmente, perder peso de alguma forma. Desses, 76% apelam para a mudança na dieta e 64% dizem estar fazendo exercícios.

Os mexicanos são os que mais buscam estar em forma - 60% tentam perder peso. Desses, 66% fazem exercícios físicos, os recordistas no quesito na região. Os que menos se exercitam são os peruanos - apenas 49%, entre os que buscam perder peso.

O estudo mostra também que 52% dos latino-americanos não entendem "nada" ou "apenas parte" das informações nutricionais contidas nas embalagens dos alimentos.

Os latino-americanos (64%) são os que mais defendem a inclusão de informações calóricas nas embalagens, contra 53% dos europeus e apenas 28% dos africanos e árabes.

A pesquisa da Nielsen Holding ouviu 25 mil pessoas, por meio da internet. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

FOLHA DE S. PAULO

Fundo de combate à Aids recebe US$ 750 milhões de Bill Gates

Organização contemplada enfrentou problemas com desvio de recursos

O fundador da Microsoft e filantropo Bill Gates prometeu ontem doar US$ 750 milhões (R$ 1,3 bilhão) ao Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária.

Gates também pediu aos governos que continuem a dar apoio para salvar vidas.

"Esses são momentos econômicos difíceis, mas isso não é desculpa para cortar a ajuda aos mais pobres", afirmou durante o Fórum Econômico Mundial, na Suíça.

A doação ocorre em momento conturbado no fundo. Em 2011, países como Alemanha e Suécia congelaram suas doações após o órgão ter assumido que dezenas de milhões de dólares se perderam por causa de corrupção e mau uso dos recursos.

O fundo anunciou que não faria nenhuma doação nem financiamento para programas de saúde até 2014.

Há dois dias, seu diretor-executivo, Michel Kazatchkine, deixou o cargo após críticas de má gestão de recursos e cortes no financiamento. O brasileiro Gabriel Jaramillo tornou-se gerente-geral e responsável pela coordenação.

Gates disse que é decepcionante ver como um "pequeno mau uso de fundos" recebeu tanta atenção e que estava emprestando sua credibilidade ao órgão ao fazer a doação por meio de uma nota promissória, para que a entidade possa usar o dinheiro imediatamente e salvar vidas.

Ele elogiou a transparência do fundo, que, afirma, expôs problemas de corrupção que podem estar escondidos em outras organizações.

A entidade mista (pública e privada), com sede em Genebra, responde por cerca de um quarto da ajuda financeira internacional no combate e na prevenção ao HIV e Aids e é responsável pela maioria dos recursos na luta contra a tuberculose e a malária. O fundo oferece auxílio a pessoas de 150 países.

AGÊNCIA BRASIL

Padilha inaugura Centro de Apoio Psicossocial em Salvador

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participa hoje (27) em Salvador da inauguração do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) do Pelourinho. Será às 13h30, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

A nova unidade reforça as ações do programa Crack, É Possível Vencer, lançado em dezembro, que prevê investimento de R$ 4 bilhões, até 2014, em prevenção. Depois, às 15h, em Santo Amaro, na região metropolitana de Salvador, Padilha inaugura nova base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

JORNAL DO BRASIL

Mais mil agentes de vigilância em saúde reforçam o combate à dengue

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil realiza, neste sábado, no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova, a formatura de mil agentes de vigilância em saúde.

A turma foi capacitada pelo Programa de Formação de Agentes Locais de Vigilância em Saúde (Proformar-Rio) e vai trabalhar no combate à dengue.

A iniciativa conta com a parceria e experiência da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, responsável pela parte pedagógica do curso.

O evento de amanhã terá, entre outras atrações, a premiação do I Concurso de Blogs da Saúde da Família do Município.

FOLHA DE S. PAULO

Exames poderão prever risco de autismo em bebês

Crianças com autismo têm respostas cerebrais diferentes das outras já no primeiro ano de vida, segundo estudo inglês publicado ontem.

Foram analisados 104 bebês com idades de seis a dez meses. Eles foram examinados de novo aos três anos. Aqueles que desenvolveram autismo tinham um padrão anormal de atividade cerebral em resposta ao contato visual com outra pessoa.

A descoberta sugere que exames podem prever o risco futuro de autismo em bebês a partir dos seis meses.

Quinta-feira, 26.01.2012

PORTAL DA SAÚDE

Dependentes serão atendidos em Unidades de Acolhimento

Portaria institui as unidades, que fazem parte do Programa Crack, é possível vencer. O objetivo é promover cuidados para pessoas em situação de vulnerabilidade social

O Ministério da Saúde instituiu hoje (26) as Unidades de Acolhimento que prestarão assistência para pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas. O objetivo é garantir o acolhimento voluntário e ofertar cuidados contínuos para pessoas em situação de vulnerabilidade social e familiar e que demandem acompanhamento terapêutico e proteção. A previsão é que até 2014 tenham mais de 500 estabelecimentos, com recursos de R$ 442,8 milhões.

“Estamos reorganizando a rede de saúde para atender de forma adequada e integral as pessoas que sofrem de dependência química. A ideia é trabalhar tipos de atendimentos diferentes para situações muito diferentes”, reforça o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. As Unidades de Acolhimento proporcionam às pessoas dependentes de drogas a reconstrução de seus projetos de vida num ambiente residencial, trabalhando em parceria com aos outros serviços de assistência em Saúde Mental. Para desenvolver esse trabalho integral, cada Unidade de Acolhimento deve estar vinculada a um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (que funcionam 24 horas) mais próximo, para garantir a integralidade do tratamento do paciente.

Essas unidades estão inseridas na Rede de Atenção Psicossocial e fazem parte do programa Crack, é possível vencer que o governo federal lançou ano passado. Esse tipo de unidade surgiu no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2010, como Casas de Acolhimento Transitório (CAT). A partir dessa primeira experiência, a proposta foi reformulada para garantir um cuidado integral, articulado com a rede de Saúde Mental. A portaria regulamentando as unidades foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

ESTRUTURAS

As unidades possuem caráter residencial transitório, ofertando aos pacientes cuidados continuados, convivência em grupo, familiar e social. Os pacientes podem ficar até seis meses nessas unidades, com o objetivo de manter a estabilidade clínica, o controle da abstinência e redução das situações de vulnerabilidade social e familiar. O funcionamento das unidades é de 24 horas e nos setes dias da semana. Elas estão dividas em duas modalidades: Unidade de Acolhimento Adulto, destinada às pessoas maiores de 18 anos e de ambos os sexos, e Unidade de Acolhimento Infanto-Juvenil, destinada às crianças e adolescentes de 10 a 18 anos e também para ambos os sexos.

As unidades de adulto terão de 10 a 15 vagas e contarão com, no mínimo, cinco profissionais. Nas unidades infanto-juvenis serão 10 vagas e terão, no mínimo, seis profissionais. Para implantação de uma unidade de adulto o município ou região precisará contar com mais de cinco leitos psiquiátricos em enfermaria especializada ou serviço hospitalar.

O incentivo financeiro para implantação das unidades é de R$ 70 mil. Os gestores devem fazer a adesão para receber o recurso e implantar as unidades disponíveis para sua região. Já o custeio mensal para as unidades de Adulto é de R$ 25 mil e das unidades Infanto-Juvenis é de 30 mil.

As unidades de Adulto podem ser instaladas em municípios ou regiões com população igual ou superior a 200 mil habitantes e as infanto-juvenis a 100 mil habitantes. Outra opção é a implantação de uma unidade infanto-juvenil em municípios ou regiões que contabilizem de 2,5 mil a 5 mil crianças e adolescentes em risco para uso de drogas.

CONSULTÓRIO NA RUA

O Ministério da Saúde também publicou nesta quinta-feira (26) a Portaria definindo critérios de instalação do Consultório na Rua. Anteriormente esse modelo de atenção chamava-se Consultório de Rua e estava ligado à Política Nacional de Saúde Mental, com o atendimento focado na dependência química a população em situação de rua.

A partir de outubro do ano passado, com a Nova Política Nacional de Atenção Básica, esse componente foi transferido para a Atenção Básica, ampliando a atuação dos profissionais para a atenção integral ao indivíduo em situação de rua, potencializando a atenção à saúde. “É mais um componente que faz parte da estratégia Saúde mais perto de você. Estamos seguindo a determinação da presidente Dilma Rousseff de levar o serviço à população que tem mais dificuldade em acessar as Unidades Básicas de Saúde”, destaca Heider Pinto, coordenador de Atenção Básica do Ministério da Saúde.

Outra mudança da transferência do componente para a Atenção Básica é na forma de financiamento destas equipes, que passa a ser feito por meio de repasses financeiros do Fundo Nacional de Saúde para os fundos municipais de saúde (e, não mais, por meio de editais). “Isso dará mais segurança aos gestores locais do SUS e maior sustentabilidade ao programa”, completa o coordenador.

O programa é por adesão e a contrapartida é que o gestor municipal de saúde disponibilize veículo para deslocamento das equipes. As equipes dos Consultórios na Rua poderão ter de quatro a sete profissionais de saúde, de acordo com a modalidade que o município definir. E o custeio mensal irá de R$ 9,5 mil a R$ 18 mil, financiados pelo Ministério da Saúde. O programa pretende investir R$ 135,8 milhões na implementação dos Consultórios na Rua até 2014.

PORTAL R7

Medo de agulha afugenta jovens da vacinação, segundo pesquisa

Pavor atinge 78% dos jovens entre 11 e 24 anos

As mãos suam, a pressão cai e as pernas amolecem. Uma agulha de poucos centímetros é capaz de fazer o agente de organização escolar Victor Raphael de Paula Oliveira, de 22 anos, desmaiar. Pode parecer bobagem, mas o medo da picada foi apontado por 78% dos jovens de 11 a 24 anos como um dos motivos que afugentam as pessoas da vacinação. O dado é de uma pesquisa do Instituto Datafolha, que ouviu 854 jovens e 409 pais de jovens.

A última dose da vacina contra hepatite B, por exemplo, Oliveira deixou de tomar por puro medo.

- Desde criança, sempre dei trabalho para os meus pais. Tem uma lembrança que me marcou muito, de quando fui tomar uma vacina aos 15 anos. Precisei ir com o meu pai. Tive muito medo e o mal-estar foi tanto, que depois da vacina vomitei dentro da enfermaria.

O pavor se repete em exames de sangue e até em tratamentos dentários: ele chegou a passar por uma cirurgia dentária sem tomar anestesia só para se livrar da picadinha.

- O coração acelera, sinto frio, começo a tremer, meu corpo fica todo sensível, a pressão vai caindo aos pouquinhos, até que desaba totalmente. Uma vez, precisei fazer exame de sangue, mas desmaiei na sala de coleta e precisei ser levado para uma sala mais arejada.

PORTAL UOL

Paulistanos adultos não tomam vacina, aponta levantamento

Manter a caderneta de vacinas atualizada também é tarefa de gente grande. A imunização contra meningite, por exemplo, doença grave que costuma afetar sobretudo adultos jovens, deve ser feita a cada cinco anos. Já no caso da coqueluche, que voltou com força a São Paulo em 2011, a vacina garante que a doença não seja transmitida aos bebês menores de seis meses, sem defesas contra ela. Mas grande parte dos paulistanos ainda não se deu conta dessa necessidade.

Na cidade de São Paulo, 38% das pessoas com mais de 50 anos nunca tomaram vacinas após essa idade, segundo um levantamento feito pelo instituto de pesquisa GfK Custom Research Brasil. A falta de adesão é maior que a taxa nacional, de 28%. Participaram do estudo 1.710 pessoas nessa faixa etária.

De maneira geral, a vacinação ainda é tida como medida importante para crianças e bebês. É um conceito que deve ser mudado, avalia Marco Aurélio Sáfadi, professor de Pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Parte do sucesso de adesão dos pais às campanhas de vacinação infantil tem a ver, segundo Sáfadi, com a memória do impacto que algumas doenças provocaram na infância de várias gerações, em termos de mortes e sequelas. É o caso do sarampo e da paralisia infantil. Por isso, hoje existe uma credibilidade muito grande no papel das vacinas para a saúde da criança. Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o pediatra Renato Kfouri diz que só será possível atingir um nível ideal de vacinação em adultos com ações educativas.

24 HORAS NEWS

Pesquisadores identificam nova terapia capaz de bloquear progressão do vírus da hepatite C

Pesquisadores da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, encontraram uma nova maneira de bloquear a infecção do vírus da hepatite C (HCV) no fígado. A descoberta tem potencial de desenvolvimento de novas terapias para as pessoas infectadas com a doença. "Quando o HCV infecta uma pessoa, ele precisa de gotículas de gordura no fígado para formar novas partículas virais", explica Jean François, do Departamento de Microbiologia e Imunologia da universidade. "O processo faz com que a gordura se acumule no fígado, levando a uma disfunção crônica do órgão." "O vírus da hepatite C está em mutação constante, o que torna difícil o desenvolvimento de terapias antivirais que tenham como alvo o próprio vírus", diz Jean. "Então decidimos tentar uma nova abordagem." Jean e sua equipe desenvolveram um inibidor que diminui o tamanho das gotículas de gordura nas células hepáticas e faz com que os vírus não desenvolvam resistência, deixem de se multiplicar e de infectar outras células.

"Nossa abordagem consiste em bloquear o ciclo de vida do vírus, de modo que ele deixe de se espalhar e de causar mais danos ao fígado", diz Jean. Os resultados do estudo foram divulgados no periódico PLoS Pathogens. De acordo com Jean, o vírus da hepatite C é um dos vários tipos de vírus que necessitam de gordura para replicar no organismo humano. Para ele, a nova abordagem para reduzir a replicação do HCV pode se traduzir em novas terapias que poderiam ser usadas em outras doenças, como é o caso do vírus da dengue. Novos casos, contaminações antigas A principal forma de contaminação pelo vírus da hepatite C é o contato com o sangue infectado. O infectologista Marcelo Litvoc, do Hospital Sírio Libanês, explica que o HCV é mais resistente às condições externas do que o do HIV, por exemplo, e por esse motivo pode determinar um risco maior de contaminação pelo sangue. Até 1992 os bancos de sangue não testavam para hepatite C, até então uma doença nova, pois o vírus havia sido descoberto em 1989.

"Desta forma, as transfusões de sangue e hemoderivados antes da testagem obrigatório dos bancos de sangue, e o compartilhamento de seringas por usuários de drogas injetáveis foram as principais formas de transmissão do vírus", diz Litvoc. Estima-se que entre 1,2% a 2% da população brasileira seja portadora do vírus. Mas este número pode ser ainda maior, já que, como a hepatite C não causa sintomas em pelo menos 90% dos pacientes, tanto no momento de aquisição do vírus como após anos de infecção, muitas pessoas sequer sabem que são portadoras. "Nos casos de evolução para cirrose hepática, os sintomas aparecem tardiamente", diz. Neste sentido, os diagnósticos obtidos hoje são, na verdade, resultados de contaminações antigas. Novo tratamento aumenta chances de cura A principal e mais temida consequência da hepatite C é a cirrose hepática, uma das principais causas de morte no Brasil: segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças crônicas de fígado são a oitava causa de morte no País.

"A hepatite C é a principal causa de transplante hepático em todo o mundo desenvolvido", completa Marcelo Litvoc. Por este motivo, realizar o exame preventivo ainda é a forma mais eficaz de combater a progressão doença. As formas mais prováveis de contaminação são o contato compartilhado com objetos, instrumentos e outros utensílios contendo resíduos de sangue (estúdios de tatuagem, salões de beleza, ou em consultórios da área de saúde onde não exista uma esterilização adequada). Obtido o diagnóstico de hepatite C, o paciente deve ser avaliado para a necessidade de acompanhamento e tratamento com medicações anti-virais, na tentativa de eliminar a replicação viral e diminuir a progressão da doença hepática. "O transplante hepático é a última opção terapêutica para a hepatopatia crônica pelo vírus C, no final da cirrose hepática." Segundo Litvoc, novos medicamentos, os chamados inibidores de protease - o boceprevir e o telaprevir -, estão aumentando as chances de cura da doença.

No Brasil, as duas novas drogas são capazes de curar entre 70% e 75% dos pacientes.

PORTAL G1

Fazer hora extra dobra o risco de depressão, dizem médicos

Estudo acompanhou dois mil funcionários públicos do Reino Unido.

Quem trabalha 11 horas ou mais por dia têm o dobro do risco

Funcionários que fazem hora extra regularmente têm o dobro do risco de ter uma depressão grave em comparação com quem trabalha de sete a oito horas por dia, informa um estudo médico publicado nesta semana na revista científica “PLoS One”.

Segundo a pesquisa, feita por Marianna Virtannen, da University College, quem trabalha 11 ou mais horas por dia tem duas vezes mais risco de ter um episódio depressivo sério.

A equipe acompanhou dois mil funcionários públicos no Reino Unido e descontou outros fatores de influência como a demografia, o estilo de vida e a profissão dos participantes do estudo.

Em nota, Virtannen disse que “embora uma hora extra de vez em quando seja boa tanto para o indivíduo quando para a sociedade, é importante reconhecer que trabalhar horas demais também está associado a um risco maior de depressão grave”.

PORTAL R7

Maioria das pessoas com distúrbio mentais não recebe tratamento nos Estados Unidos, diz pesquisa

Um em cada cinco norte-americanos reportou algum tipo de problema

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos aponta que menos da metade das pessoas com distúrbios mentais (como ataques de ansiedade, ou transtorno obssesivo-compusilvo) receberam tratamento profissional no país em 2010.

Cerca de 20% dos norte-americanos, ou uma a cada cinco pessoas, diz ter algum distúrbio mental. A definição do termo, tecnicamente, seria "um distúrbio mental, comportamental ou emocional diagnosticável". Desses que disseram ter algum problema, apenas 39,2% foram tratados.

Já entre os que têm sérios problemas mentais (5% do total), 61% receberam tratamento. A principal razão para os números insatisfatórios, segundo a publicação norte-americana USA Today, é a falta de orçamento.

Peter Delany, que dirige o centro de estatísticas de um órgão voltado para a saúde mental, afirmou que o tratamento para casos como esses é eficaz, e que as pessoas deveriam procurar ajuda.

- As pessoas ficam com medo por não poderem fazer nada sobre isso e não procuram ajuda. Mas se olharmos pelo lado de que distúrbios mentais são como doenças físicas, como diabetes e problemas no coração, veremos que o tratamento funciona. As pessoas vão ficar melhores.

Um detalhe importante é que, dessa parcela que diz ter distúrbios mentais, 20% são dependentes ou abusam de algum remédio. Simultaneamente, o uso de antidepressivos aumentou em 400% desde 1988.

CORREIO DO ESTADO

Estudo indica que mulheres sentem mais dor que homens

Um novo estudo aponta que quando uma mulher adoece, sua dor pode ser mais intensa que a do homem. Através de um número de diferentes doenças, incluindo artrite, diabetes e certos tipos de infecções respiratórias, as mulheres relataram sentir mais dor do que homens, disseram os pesquisadores.

Segundo o My Health News Daily, os resultados desta pesquisa estão alinhados com os resultados de pesquisas anteriores e revelam que as diferenças sexuais na sensibilidade à dor podem estar presentes em muitas outras doenças que antes não estavam confirmadas.

Uma série de fatores, incluindo o humor e a quantidade de medicamentos ingeridos foram analisadas. "Seja qual for a razão, eu acho que é importante estar ciente desta diferença entre homens e mulheres e analisá-la ainda mais", disse a pesquisadora Linda Liu.

Diferenças entre os sexos

O novo estudo incluiu informações de mais de 11.000 pacientes e o nível de dor foi registrado em um prontuário eletrônico entre 2007 e 2010. Os pacientes tiveram que classificar sua dor em uma escala de zero (sem dor) a 10 (muita dor). Os pesquisadores relataram mais de 250 dores e condições.

Para quase todos os diagnósticos as mulheres relataram maior pontuação de dor que os homens, sendo em média, 20% maior que as deles.

Mulheres com dor lombar, no joelho e na perna relataram maiores pontuações do que os homens. Elas também relataram sentir mais dor no pescoço e nos seios (durante sinusite) do que os homens, resultado que não foi encontrado na pesquisa anterior.

Percepção da dor

Segundo um investigador que não estava envolvido no estudo, as mulheres podem ter atribuído números diferentes para o mesmo nível de dor que os homens. De qualquer forma, este estudo foi longo e as conclusões concordam com os trabalhos desenvolvidos anteriormente.

As pesquisas anteriores sugerem uma série de fatores que contribuem para a percepção do nível de dor incluindo hormônios, genética e fatores psicológicos e que podem variar entre homens e mulheres. Também é possível que o sistema de dor funcione de forma diferente nos dois sexos.

Pesquisas futuras são necessárias para descobrir as causas exatas das diferenças na percepção da dor e qual seria o controle mais eficaz dela. Encontrar marcadores biológicos para a dor, tais como genes ou proteínas, também ajudaria a tirar um pouco da subjetividade de avaliar a experiência da dor.

AGENDA


- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Data - 28 a 31 de Janeiro 2012

Local - Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo-SP

Informações e Adesões - 0800 12 85

E-mail: secretaria.decofe@apcdcentral.com.br

Site - http://www.ciosp.com.br/

- 18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro de Ergonomia

12/02/2012 a 16/02/2012

Local: Recife - PE

Outras informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm

- XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação

Data- 08 a 10 de Março de 2012

Local- Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal

Telefone- +351 915768902

Email- pmfr@spmfr.org

Site Oficial- http://www.congressospmfr.org/

- 37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Data- 12 a 14 de Abril de 2012

Local- Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Email- mailto:retina29012@interevent.com.br

Site Oficial- http://www.interevent.com.br/

- 13th World Congress on Public Health

21/04/2012 a 29/04/2012

Local: Addis Abeba - Ethiopia

Outras informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi

- World Nutrition Rio 2012

27/04/2012 a 30/04/2012

Local: Rio de Janeiro - RJ

Outras informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 





 
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