Leia
nesta edição:
- Farmacêuticas doam drogas para combater doenças
negligenciadas
- Médicos se dedicam a pacientes que estão
no limite da vida
- Anvisa
abre consulta pública sobre rotulagem de medicamentos
- Pressão arterial deve ser medida nos dois braços,
diz estudo
- Anvisa fixa regras para a lavagem de roupas hospitalares
- Para atendimentos
pelo SUS, paciente terá que apresentar
cartão
- Reduzir
calorias é mais
importante que restringir dieta
- Corretores
podem oferecer simulações de planos
de saúde sem sair do Facebook
- Hospital
do Câncer inaugura centro de prevenção
- Mais R$
1,8 milhão para assistência
a queimados
- Helton
Freitas torna-se diretor de Operações
da Seguros Unimed
- Casos de
dengue no país diminuem 60% em janeiro
- Hospitais
de SP terão dentistas para atender pacientes
internados e em tratamento de doenças crônicas
- Planos
de saúde
reivindicam reajuste acima do IPCA
- EUA aprovam
novo medicamento para tratar câncer de pele
- Brasil
reforça ações de saúde
com Cuba e Haiti
- Estudo
mostra que hemodiálise diária aumenta
possibilidade de transplante renal infantil
Terça-feira,
31.01.2012
FOLHA DE S. PAULO
Farmacêuticas doam drogas para combater doenças
negligenciadas
Moléstias afetam 1 bilhão
de pessoas no mundo, incluindo o Brasil
Giuliana Miranda
Treze das
maiores farmacêuticas do mundo se uniram ao
Banco Mundial e a iniciativas governamentais e privadas para
anunciar um superpacote de combate às DTN (doenças
tropicais negligenciadas) -grupo que inclui doença de
Chagas, esquistossomose, hanseníase e outras presentes
no Brasil.
O anúncio, batizado de Declaração de Londres
sobre Doenças Negligenciadas, foi feito ontem, após
a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgar
as novas diretrizes para combater essas doenças.
As farmacêuticas -que incluem Pfizer, Merck, Johnson & Johnson,
Sanofi, GlaxoSmithKline e Novartis- se comprometeram a doar cerca
de 14 bilhões de tratamentos para dez doenças negligenciadas,
entre as quais elefantíase, verminoses e hanseníase,
durante os próximos dez anos.
Juntos, os
parceiros farão um investimento de aproximadamente
US$ 785 milhões para o desenvolvimento e a pesquisa de
novos medicamentos, além da melhoria do sistema de diagnóstico
e distribuição de medicamentos para os doentes.
"Com os incentivos feitos agora, eu estou confiante que
quase todas essas doenças podem ser eliminadas ou controladas
até o fim da década", disse Margaret Chan,
diretora-geral da OMS, no lançamento, em Londres.
Estima-se
que 1 bilhão de pessoas -ou seja, uma em cada
sete habitantes do planeta- tenha alguma DTN. A grande maioria
das vítimas é oriunda de regiões extremamente
pobres, o que torna o desenvolvimento de tratamento para esses
problemas menos atraente à indústria.
Segundo alguns
críticos, a mudança de posicionamento
pode estar relacionada ao crescimento do potencial econômico
dos países em desenvolvimento - o que torna seus habitantes
doentes uma oportunidade de mercado.
Há cerca de uma década, com a explosão
da epidemia de Aids em países pobres da África,
as farmacêuticas já foram forçadas a prestar
mais atenção a esses mercados tradicionalmente
desprezados.
Além das farmacêuticas e do Banco Mundial, governos
dos EUA, do Reino Unido e Emirados Árabes Unidos estão
investindo na iniciativa.
Embora não seja a única organização
de saúde a contribuir, o maior volume de investimentos é da
Fundação Bill e Melinda Gates, que fornecerá US$
363 milhões para o combate das DTNs.
"Talvez, no decorrer desta década, as pessoas se
perguntem se ainda devem chamar essas doenças de 'negligenciadas'",
disse o fundador da Microsoft.
PORTAL G1
Médicos se dedicam a pacientes que estão
no limite da vida
Uma conhecida
relação de confiança e entrega
exige muito carinho e respeito, especialmente quando se trabalha
no limite da vida. Alcides, 88 anos, vem todos os dias visitar
Maria, 87, com quem é casado há 56 anos. Ela tem
problemas circulatórios e está internada há dois
meses.
"Eu achava que ela estava no fim. Agora estou cheio de
esperanças, porque eles tratam bem as pessoas. Acho que
o respeito aos seres humanos é a coisa mais importante
na vida", comenta Seu Alcides.
A unidade
de terapia intensiva (UTI) é lugar de dor,
de medo e de morte, mas também de esperança e de
luta pela vida. Nesse espaço, tão fundamental quanto
os mais modernos aparelhos, é o que máquina nenhuma
pode dar: a compaixão de uma equipe médica e a
dedicação de quem tem como ofício cuidar
da vida.
É muito fácil viver nesse ambiente desde que você assuma
seu papel de médico e de relação com as
pessoas. O familiar não percebe a qualidade do monitor
ou se um ventilador mecânico é bonito. Ele percebe
se o médico está efetivamente se dedicando àquele
paciente", afirma Marcos Knibel, chefe da UTI do Hospital
São Lucas, no Rio de Janeiro.
A designer
Luciana Fintelman hoje está curada e leva
uma vida normal. Há 12 anos, ela enfrentou uma leucemia.
Quando eu recebi a notícia, parecia que meu mundo caiu.
A partir daí, eu só fui forte. Não tinha
o direito de ser nada diferente. Falei: Se minha filha está levando
a coisa numa boa e é ela que está com risco de
vida, eu não posso me dar ao luxo de ficar me descabelando,
comentou a mãe de Luciana, Lourdes Fintelman.
Hoje o que
mais dói quando eu lembro aquela época é pensar
o que as pessoas em volta de mim passaram. Naquele momento, eu
estava anestesiada, levando as coisas e tudo mais. A reflexão
disso hoje é muito mais dolorida, disse a designer Luciana
Fintelman.
Foi nesse
momento difícil em que a família enfrentava
a doença de Luciana que a irmã mais velha, Aline,
se decidiu pela medicina e pela oncologia.
Isso eu acho
que tem um papel muito grande na minha formação
e na minha escolha profissional: entender que ela precisava entender
de tudo e saber de tudo que estava acontecendo para que isso
fosse melhor para ela, para a cabeça dela e para o corpo
dela. Isso, para mim, foi muito bom, porque hoje eu levo isso
para meu trabalho. A gente conversa com o paciente, mesmo quando
ele esta sedado. Aí a família pergunta: Mas, doutor,
ele entende?. A gente não sabe se ele esta consciente
ou não, afirma Aline Fintelman.
O mistério do cérebro para o neurocirurgião é quase
como o universo para o astrônomo. José Antonio Guasti é um
dos neurocirurgiões mais experientes do Rio de Janeiro.
Mesmo assim, na hora da cirurgia, não deixa de fazer suas
orações e pedir ajuda.
É a ajuda de médicos que já faleceram.
Meu pai era médico, tenho certeza de que ele está lá apoiando.
Meu chefe, com quem pude trabalhar 35 anos, doutor Paulo Niemeyer,
sempre há quem olhe pela gente. É uma inspiração,
conta o neurocirurgião José Antonio Guasti.
Outro médico também procura, fora da medicina,
alimento e inspiração. José Ribamar é cirurgião-geral
no Rio de Janeiro há 48 anos. Todos os dias, quando volta
para casa, ele se entrega a um momento em que a medicina encontra
a música.
O exercício da medicina precisa de sentimento. Ele precisa
de envolvimento emocional. Quem compôs uma grande obra,
como a 9ª Sinfonia, obra de Mozart, eles têm de ter
um grande sentimento, afirma o médico José Ribamar.
Como é entrar em uma sala de cirurgia numa situação
grave? Eu entro sempre com respeito, sempre com determinação
e sempre com a oração. Nós temos de nos
cercar de uma equipe, de pessoas extremamente competentes e de
alguma coisa além desta que nos dê força
para nós continuarmos na missão de ajudar ao próximo.
Essa coisa além é Deus, fé, é aquilo
que nos leva a estender a mão na certeza de que estamos
dando a esperança e está dando o cuidado. É o
amor ao próximo e a compaixão, completa o médico
José Ribamar.
O paciente
operado pelo doutor Ribamar com menos de 1% de chance de sobrevivência
venceu e vai receber alta ainda esta semana.
AGÊNCIA
BRASIL
Anvisa
abre consulta pública sobre rotulagem de medicamentos
A Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) abriu
consulta pública hoje (31) para que sejam apresentadas
críticas e sugestões à proposta de resolução
que estabelece regras para a rotulagem de medicamentos. A resolução
está publicada no Diário Oficial da União.
A Anvisa
quer rever a norma referente à rotulagem de
medicamentos e propõe, entre outros pontos, mais flexibilização
para os dizeres legais contidos nas embalagens dos produtos.
A proposta de resolução está disponível
na íntegra na página da Anvisa na internet.
As sugestões podem ainda ser encaminhadas por escrito,
em formulário próprio, para um dos seguintes endereços:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Gerência
Geral de Medicamentos, SIA Trecho 5, Área Especial 57,
Brasília-DF, CEP: 71.205-050; ou para o Fax: (61) 3462-5563;
ou para o e-mail: cp12.2012@anvisa.gov.br.
Terminado
o prazo, a Anvisa vai negociar com os órgãos
e entidades envolvidos para que indiquem representantes nas discussões
posteriores a fim de consolidar o texto final.
A documentação da Consulta Pública e o
formulário para envio de contribuições permanecerão à disposição
dos interessados no endereço http://www.anvisa.gov.br/divulga/consulta/index.htm.
FOLHA DE S. PAULO
Pressão arterial deve ser medida nos dois braços,
diz estudo
Diferença entre pressão sistólica nos dois
braços indica risco maior de problemas circulatórios
periféricos. Estudo aponta que diferença grande
entre os braços indica risco 70% maior de morte por doença
cardíaca
Mariana Versolato
Medir a pressão dos dois braços não é uma
prática comum entre médicos e enfermeiros, mas
deveria ser.
Uma revisão de 28 estudos mostra que a diferença
de 15 mmHg ou mais entre a pressão sistólica dos
dois braços representa um risco 70% maior de morte por
doença cardíaca, como infarto.
A pesquisa
foi publicada na revista médica "Lancet".
A pressão sistólica é a mais alta - em
caso de valores normais, a sistólica é 12 e a diastólica,
oito. Uma diferença de 15 mmHg poderia significar que,
em um braço, a pressão seria de 12 e no outro,
13,5.
A diferença pode indicar doença vascular periférica
(endurecimento ou afunilamento das artérias das pernas
e dos pés) e risco de doença cardiovascular cerebral,
que pode causar demência.
Segundo Celso
Amodeo, cardiologista especialista em hipertensão
do HCor (Hospital do Coração), pressões
diferentes podem indicar um bloqueio em um dos lados do corpo
por causa de uma placa de gordura nos vasos.
A medida
da pressão nos dois braços pode identificar
pacientes com alto risco de doença vascular sem sintomas,
dizem os autores da revisão, da Universidade de Exeter,
no Reino Unido.
Eles afirmam
que essa prática, preconizada pelas diretrizes
dos EUA e do Reino Unido, não é seguida pela maioria
dos médicos.
O mesmo acontece no Brasil, segundo os especialistas.
A diretriz
no país diz que as medidas devem ser obtidas
nos dois braços e, se houver diferença de 20 mmHg,
as causas devem ser investigadas, de acordo com Weimar Barroso
de Souza, presidente do departamento de hipertensão arterial
da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
"O problema é que essa recomendação
não é muito seguida. É importante que estudos
como esse venham à tona até para as pessoas cobrarem
esse tipo de cuidado."
Ele afirma,
no entanto, que a medição "dupla" só é necessária
na primeira consulta. "Não é preciso fazer
isso todas as vezes. Se você conhece o paciente, já sabe
que em tal braço a pressão é maior e é aquele
que você vai acompanhar", afirma.
Ele lembra
ainda que sempre vai haver uma diferença entre
a pressão dos dois braços, mas ela deve ser menor
que 15 mmHg.
"Com o estudo ligando a diferença a um risco cardiovascular
maior, a recomendação de medir a pressão
nos dois braços fica mais forte", afirma Décio
Mion, nefrologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira
de Hipertensão.
TRATAMENTO
Em caso de
diferença, o primeiro passo é identificar
por que há essa alteração. "Pode ser
por causa do estreitamento dos vasos das pernas, porque a pessoa
já teve derrame ou infarto, por pressão alta não
tratada ou outros fatores de risco, como o tabagismo", afirma
Mion.
Souza diz
que os primeiros cuidados são a alteração
desses fatores, como mudar a alimentação e parar
de fumar. Depois, o médico pode recorrer ao tratamento
adequado das doenças associadas que pioram o quadro, como
diabetes e colesterol alto.
Segundo Amodeo,
medir a pressão nos dois braços
faz parte da investigação médica correta
e deveria ser feita em todos os pacientes, independentemente
de idade e risco de doenças cardiovasculares.
Ele afirma
que o médico deve apalpar os pulsos e, se
houver uma diferença notável, é provável
que as pressões serão diferentes também.
Nesse caso, o ideal é que o médico meça
também a pressão das pernas, para não deixar
passar uma obstrução de artéria nos membros
inferiores.
AGÊNCIA
BRASIL
Anvisa fixa regras para a lavagem de roupas hospitalares
O Diário Oficial da União publica hoje (31) resolução
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) que regulamenta as práticas de funcionamento
das unidades de processamento de roupas nos serviços dos
hospitais e clínicas de saúde em todo o país.
Entre as
determinações estão as regras
para o transporte interno e externo de roupas de serviços
de saúde, que deverá ser realizado, respectivamente,
em carrinho e veículo exclusivos para essa atividade.
De acordo com a resolução, o veículo utilizado
no transporte externo deve ter sua área de carga isolada
da área do motorista e de outros ocupantes. E o transporte
externo concomitante de roupa limpa e suja pode ocorrer se a área
de carga do veículo for fisicamente dividida em ambientes
distintos, com acessos independentes e devidamente identificados.
O acondicionamento
deve ser feito em recipiente rígido,
resistente à perfuração, com capacidade
de contenção de líquidos e tampa vedante.
O recipiente deve ter rótulo contendo a identificação
do material e do serviço de saúde gerador. Os sacos
de tecido utilizados para o transporte da roupa suja devem ser
submetidos ao mesmo processo de lavagem da roupa antes de serem
reutilizados.
Os sacos
descartáveis utilizados para o transporte da
roupa suja não podem ser reaproveitados, devendo ser descartados
conforme regulamentação vigente. Na unidade de
processamento de roupas extra-serviço, os sacos devem
ser acondicionados de forma segura e devolvidos ao serviço
de saúde gerador para descarte. Os estabelecimentos abrangidos
por essa resolução terão prazo de 180 dias,
contados a partir de hoje (31), para promover as adequações
necessárias.
Os tecidos
usados no serviço de saúde podem ser
reciclados ou reaproveitados se passarem pela limpeza adequada.
Os tecidos submetidos a tratamento na unidade de processamento
de roupas dos serviços de saúde, quando perdem
a funcionalidade original, podem ser reciclados ou reaproveitados.
No caso específico dos lençóis, a Anvisa
dispõe de um manual de orientação aos hospitais
quanto ao processo de higienização desses produtos,
para que possam ser reutilizados sem representar risco para a
saúde da população.
Caso sejam
descartados, eles serão classificados como
resíduos comuns e seguir as orientações
dos serviços de limpeza urbana. Mas se não passarem
por esse processo, os lençóis utilizados em hospitais,
no momento do descarte, devem ser classificados de acordo com
o risco para a saúde da população, segundo
a Resolução RDC 306/2004, da Anvisa.
A importação de lixo é proibida pela legislação
brasileira, assim como a reutilização de resíduos
provenientes de serviços de saúde de origem internacional.
No ano passado, a agência precisou agir com rigor contra
o desembarque no Porto de Suape, em Pernambuco, de lixo hospitalar
vindo dos Estados Unidos. A operação envolveu,
além da Anvisa, a Receita Federal, a Polícia Federal,
o Ibama e o Ministério das Relações Exteriores.
PORTAL G1
Para
atendimentos pelo SUS, paciente terá que apresentar
cartão
O documento
contém o histórico médico do
pacientes. As informações poderão ser acessadas
em todas as unidade de saúde
Começou a valer no início de janeiro a obrigatoriedade
da apresentação do Cartão do SUS (Sistema Único
de Saúde) durante os atendimentos médicos em unidades
públicas de saúde. O projeto desenvolvido pelo
Ministério da Saúde tem o objetivo de criar um
banco de dados sobre cada paciente.
Com validade
em todo o território nacional, o documento
traz informações pessoais e dados sobre procedimentos
clínicos que já foram efetuados em cada paciente.
O sistema é atualizado, assim, quando passado o cartão,
os médicos terão acesso a todo histórico
clínico do paciente.
De acordo
com Fábio Peixoto de Camargo, coordenador de
Saúde de Itapetininga, no interior de São Paulo,
essa é uma forma que o governo encontrou de acelerar os
atendimentos, marcação de consultas e os acessos
aos medicamentos. Mesmo quem tiver um plano de saúde particular,
deve ter o cartão. Caso precise de um atendimento em algum
hospital público, essa pessoa tem que ter o documento,
esclarece.
O aposentado
José do Carmo, tem a carteirinha do SUS
há pelo menos dois anos. Ele explica que o documento ajuda
muito na hora que passa pelo médico.
Quem ainda,
não possui o Cartão SUS, deve procurar
uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e fazer o cadastro. É preciso
apresentar RG, CPF, PIS/PASEP (se tiver) e comprovante de endereço.
FOLHA DE S. PAULO
Reduzir
calorias é mais
importante que restringir dieta
Adotar um
regime com proporções rigorosas entre
gorduras, carboidratos e proteínas pode não ser
tão eficiente para quem quer perder peso do que simplesmente
cortar calorias, de acordo com um estudo em que são comparadas
quatro dietas.
O resultado
sugere que não importa de onde vêm
as calorias, contanto que a dieta as reduza.
Estudiosos
do Centro Pennington de Pesquisa Biomédica,
na Louisiana (EUA), acompanharam centenas de pessoas com sobrepeso
que seguiram uma de quatro dietas, com diferentes proporções
de proteínas, gorduras e carboidratos.
Cada uma
delas foi balanceada para reduzir 750 calorias do consumo anterior
dos
voluntários, que tiveram o peso e a proporção
de gordura corporal medidos seis meses e dois anos após
a adoção da dieta.
Não foi encontrada nenhuma diferença entre as
dietas nesses quesitos. A pesquisa foi publicada no "American
Journal of Clinical Nutrition".
Segunda-feira, 30.01.2012
PORTAL NACIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS
Corretores
podem oferecer simulações de planos
de saúde sem sair do Facebook
Thaís
Ruco
O recém-criado sistema Facebook para Corretores disponibiliza
ao público simulações de todos os planos
de saúde sem sair da mais acessada rede social. Com isso,
os corretores da área de saúde (médico,
odonto, adesão e seguros) de todo o Brasil têm um
sistema de simulação online visível para
mais de 800 milhões de pessoas. Dos criadores do sistema
Multicálculo Saúde, dedicado especialmente para
a atualização de dados de planos de saúde
(redes credenciadas de hospitais, médicos, procedimentos,
carências e valores), o Facebook para Corretores utiliza
as mesmas bases de informações e equipe de atualização.
A corretora (ou corretor autônomo) que contrata o serviço,
recebe uma FanPage - página personalizada dentro do Facebook
que pode ter ilimitados seguidores. Pode parecer simples criar
um perfil no Facebook, mas uma FanPage é bem mais complexo.
Na página já caracterizada, no lugar da foto (avatar)
entram o logo da empresa e seus contatos.
Há uma seta destacando o botão para as simulações
online. O modelo pode ser visualizado no link www.facebook.com/faceparacorretores.
O sistema B2Cor.com (Business para Corretores) já vem
inserido na página no Facebook, criando uma área
de acesso restrito para gerenciamento das indicações
de potenciais novos clientes. Também organiza o processo
de captação e atendimento, aumentando o percentual
de fechamento das vendas. A página no Facebook para Corretores
também disponibiliza o botão para compartilhar
o serviço com os contatos da rede. Com as redes sociais
cria-se o efeito da multiplicidade na divulgação,
e recomendações de amigos têm muito mais
probabilidade de concretizar vendas. O atendimento via internet
também possibilita alcançar qualquer região
do Brasil, expandindo a atuação dos corretores. "Os
brasileiros têm passado cada vez mais tempo no Facebook, é o
lugar ideal para os corretores encontrarem seus clientes",
afirma Adriano Mariotti, diretor da Agência Link, empresa
que desenvolveu o sistema.
SAÚDE
WEB
Hospital
do Câncer inaugura centro de prevenção
O Hospital
do Câncer de Mato Grosso (HCAN) inaugurará em
maio o Centro de Prevenção da Mulher, com alta
tecnologia em diagnóstico e tratamento do câncer
de mama. A entidade é uma das que mais crescem no Estado
em acréscimo de tecnologia.
A meta é ampliar os atendimentos em radioterapia, que
hoje são de 140 pacientes por dia. A obra está sendo
realizada com recursos de R$ 1, 6 milhão do Governo do
Estado.
Segundo o
presidente do hospital, o médico João
Castilho Miranda, Mato Grosso está bem posicionado em
relação ao tratamento contra o câncer. Em
2011, a unidade atendeu 47 mil pessoas, 51% delas vindas de Cuiabá e
Várzea Grande e 49% do interior do Estado, onde também
são realizadas campanhas de prevenção em
parceria com as prefeituras.
O hospital
conta com alta tecnologia em radiologia, oferecendo exames
como a ressonância magnética e tomografia
computadorizada e nos próximos dias, inaugura um centro
de Medicina Nuclear.
O hospital
será ampliado até o final deste ano,
finalizando a obra que estava parada há 17 anos por problemas
burocráticos da Fundação Banco do Brasil,
ocorridos durante as mudanças de governo. O diretor não
soube dizer quanto recurso será investido nesta ampliação.
Segundo ele, o setor ambulatorial também receberá uma
doação da Casa Cor, que fará a decoração
do ambiente.
PORTAL
DA SAÚDE
Mais
R$ 1,8 milhão para assistência
a queimados
Recursos
ampliam e melhoram atendimento no SUS a vítimas
de queimaduras. Objetivo é reduzir riscos de complicações
no tratamento e minimizar possibilidade de sequelas aos pacientes
O Ministério da Saúde destinou mais de R$ 1,8
milhão para a ampliação e melhoraria da
assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde
a vítimas de queimaduras. O objetivo é reduzir
riscos de complicações no tratamento e minimizar
a possibilidade de sequelas a estes pacientes.
Conforme
determina a Portaria 3.281, publicada no Diário
Oficial da União desta segunda-feira (30), o investimento
garantido pelo Ministério da Saúde (R$1,831 milhão)
será liberado em 12 parcelas mensais ao municípios
contemplados (veja relação abaixo). Além
do tratamento hospitalar, os recursos poderão custear
próteses ou outros componentes indicados para suprir eventuais
necessidades dos pacientes.
Para o Secretário de Atenção à Saúde
do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães,
o investimento contribuirá para a sustentabilidade dos
hospitais que prestam este tipo de serviço. “Sabemos
das dificuldades do setor e, portanto, essa injeção
de recursos vai melhorar a qualidade da assistência prestada”,
destaca. Os recursos serão transferidos do Fundo Nacional
de Saúde para os fundos estaduais ou municipais de saúde
e incorporados ao limite financeiro de Média e Alta Complexidade
(MAC) dos estados e municípios.
Municípios
contemplados pela Portaria 3.281:
UF |
Município |
Valor
Anual |
| AC |
GESTAO
ESTADUAL ACRE |
619,83 |
| AP |
GESTAO
ESTADUAL AMAPA |
206,61 |
| BA |
GESTAO
ESTADUAL BAHIA |
206,61 |
| BA |
ILHEUS |
413,22 |
| BA |
ITABELA |
206,61 |
| BA |
SALVADOR |
619,83 |
| BA |
VITORIA
DA CONQUISTA |
206,61 |
| CE |
FORTALEZA |
70.624,32 |
| DF |
GESTAO
DISTRITO FEDERAL |
28.084,44 |
| ES |
GESTAO
ESTADUAL ESPIRITO SANTO |
2.479,32 |
| GO |
FORMOSA |
413,22 |
| GO |
GOIANIA |
206,61 |
| GO |
POSSE |
1.239,66 |
| MA |
BALSAS |
206,61 |
| MA |
IMPERATRIZ |
206,61 |
| MA |
LAGO
DA PEDRA |
206,61 |
| MA |
SANTA
INES |
206,61 |
| MA |
SAO
LUIS |
206,61 |
| MG |
GESTAO
ESTADUAL MINAS GERAIS |
3.305,76 |
| MG |
ALFENAS |
206,61 |
| MG |
BARBACENA |
206,61 |
| MG |
BELO
HORIZONTE |
3.512,37 |
| MG |
CONTAGEM |
206,61 |
| MG |
JUIZ
DE FORA |
206,61 |
| MG |
MANHUACU |
206,61 |
| MG |
MONTES
CLAROS |
413,22 |
| MG |
RIBEIRAO
DAS NEVES |
206,61 |
| MG |
TEOFILO
OTONI |
206,61 |
| MG |
UBERABA |
206,61 |
| MG |
UBERLANDIA |
206,61 |
| MS |
CAMPO
GRANDE |
619,83 |
| MT |
CUIABA |
206,61 |
| PA |
GESTAO
ESTADUAL PARA |
17.975,07 |
| PA |
BELEM |
413,22 |
| PA |
CAPANEMA |
2.272,71 |
| PB |
CAMPINA
GRANDE |
206,61 |
| PB |
JOAO PESSOA |
619,83 |
| PE |
GESTAO
ESTADUAL PERNAMBUCO |
8.677,62 |
| PI |
TERESINA |
2.479,32 |
| PR |
GESTAO ESTADUAL PARANA |
1.652,88 |
| PR |
CURITIBA |
399.173,85 |
| PR |
FOZ
DO IGUACU |
206,61 |
| PR |
LONDRINA |
413,22 |
| PR |
MARINGA |
206,61 |
| RJ |
GESTAO ESTADUAL RIO DE JANEIRO |
413,22 |
| RJ |
BOM
JARDIM |
206,61 |
| RJ |
CAMPOS DOS GOYTACAZES |
1.033,05 |
| RJ |
ITABORAI |
206,61 |
| RJ |
NOVA
FRIBURGO |
206,61 |
| RJ |
PETROPOLIS |
206,61 |
| RJ |
RIO
BONITO |
206,61 |
| RJ |
RIO
DE JANEIRO |
101.423,73 |
| RJ |
TERESOPOLIS |
206,61 |
| RJ |
VALENCA |
413,22 |
| RN |
GESTAO
ESTADUAL RIO GRANDE DO NORTE |
1.446,27 |
| RN |
CEARA-MIRIM |
206,61 |
| RN |
NATAL |
826,44 |
| RO |
GESTAO
ESTADUAL RONDONIA |
413,22 |
| RR |
GESTAO
ESTADUAL RORAIMA |
206,61 |
| RR |
BOA
VISTA |
413,22 |
| RS |
GESTAO
ESTADUAL RIO GRANDE DO SUL |
1.446,27 |
| RS |
CAXIAS
DO SUL |
619,83 |
| RS |
PELOTAS |
619,83 |
| RS |
PORTO
ALEGRE |
228.187,89 |
| RS |
SAO
LEOPOLDO |
206,61 |
| SC |
GESTAO
ESTADUAL SANTA CATARINA |
42.539,88 |
| SC |
CONCORDIA |
206,61 |
| SC |
JOINVILLE |
14.662,05 |
| SC |
LAGES |
206,61 |
| SE |
ARACAJU |
413,22 |
| SP |
GESTAO
ESTADUAL SÃO PAULO |
722.159,43 |
| SP |
BARUERI |
10.950,33 |
| SP |
CANDIDO
MOTA |
206,61 |
| SP |
DIADEMA |
1.239,66 |
| SP |
GUARULHOS |
3.718,98 |
| SP |
ITAPIRA |
206,61 |
| SP |
JUNDIAI |
206,61 |
| SP |
SANTO
ANDRE |
5.785,08 |
| SP |
SANTOS |
206,61 |
| SP |
SAO
BERNARDO DO CAMPO |
6.198,30 |
| SP |
SAO
JOAO DA BOA VISTA |
206,61 |
| SP |
SAO
JOSE DOS CAMPOS |
413,22 |
| SP |
SAO
PAULO |
100.361,64 |
| SP |
VOTORANTIM |
3.718,98 |
| TO |
GESTAO
ESTADUAL TOCANTINS |
27.877,83 |
CANAL EXECUTIVO
Helton
Freitas torna-se diretor de Operações da
Seguros Unimed
O médico Helton Freitas é o novo diretor de Operações
da Seguros Unimed, responsável pelas áreas de Operações
e Tecnologia da Informação. Freitas graduou-se
em 1989 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em Medicina
do Trabalho, e especializou-se em Saúde Pública.
Cursou MBA
Executivo em Gestão de Saúde pelo Ibmec
e no Programa de Gestão da Performance, da Fundação
Dom Cabral. Foi conselheiro fiscal, diretor comercial e presidente
da Cooperativa de Consumo, Editora e de Cultura Médica
Ltda (Coopmed), fundador da Cooperativa de Trabalho dos Médicos
do Hospital das Clínicas da UFMG (HCCoop) e da Cooperativa
de Economia e Crédito Mútuo dos Médicos
e Profissionais da Área de Saúde de Belo Horizonte
e Cidades Polo de Minas Gerais Ltda (Credicom), além de
diretor da Federação Nacional das Cooperativas
Médicas (Fencom) e da Central das Cooperativas de Economia
e Crédito de Minas Gerais (Cecremge).
No Sistema
Unimed, atuou na reestruturação da
Unimed Participações e de suas controladas e foi
diretor de controle da Federação das Unimeds de
Minas Gerais na gestão 2002-2006. Assessor de planejamento
da Unimed-BH de 1998 a 2004, Freitas foi eleito diretor-presidente
em 2006 e reeleito em 2010. Atualmente, preside também
a Unimed Intrafederativa Inconfidência Mineira.
AGÊNCIA
BRASIL
Casos
de dengue no país diminuem 60% em janeiro
O número de casos de dengue este mês diminuiu 60%
em relação a janeiro do ano passado, informou o
coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini
Coelho. Segundo ele, em janeiro de 2011, foram registrados 40
mil casos em todo o Brasil, enquanto em 2012 foram registrados
16 mil.
Segundo Coelho,
em dezembro, o programa repassou R$ 97 milhões
a 1.150 municípios para intensificar ações
de combate à doença. No início de março,
será feita uma avaliação das ações
adotadas com esses recursos. Diferentemente dos dados gerais
do país, o estado do Tocantins, por exemplo, enfrenta
um aumento dos casos da doença. Este mês, foram
registrados 1.591 casos, contra foram 610 em janeiro de 2011.
O encarregado
de obras Rundiney Cantarim, de 41 anos, contraiu a doença no ano passado. De acordo com ele, havia muitos
focos de dengue no local onde fazia uma reforma. “Passaram
antibióticos para a dor, mas não houve medicação”,
conta. Cantarim acredita que o trabalho de agentes de saúde é importante
para que locais como esse fiquem livres do mosquito Aedes aegypti,
causador da doença.
O estudante
Frederico Van Erven Cabala, de 25 anos, também
sofreu com a doença. Ele foi infectado duas vezes em Itabuna,
na Bahia. O município apresenta altos índices de
infestação. “Peguei dengue duas vezes, na
segunda vez foi pior, foi o tipo 2”, relata. O estudante
lembrou que, à época, em 2009, o município
passava por um surto e ele preferiu ir para São Paulo
fazer o tratamento, já que o hospital não tinha
condições de atender todos. “Faziam exame
de sangue para ver se era hemorrágica, davam soro e analgésico
e mandavam para casa para repousar. Os hospitais estavam muito
cheios.”
A Secretaria
de Saúde informou que o Distrito Federal
está em situação de alerta, com índice
de infestação predial de 1,8%, medido em janeiro.
A região com maior risco de surto é o Lago Sul,
onde o índice de infestação predial é 6,6%.
Pelos dados da secretaria, em 2011, foram confirmados 1499 casos
de dengue e três mortes no Distrito Federal.
PORTAL R7
Hospitais
de SP terão dentistas para atender pacientes
internados e em tratamento de doenças crônicas
Medida pode
evitar infecções e promover uma recuperação
mais rápida
Dentistas
passarão a fazer parte das equipes multidisciplinares
dos hospitais estaduais de São Paulo a partir deste ano,
gradualmente.
Até 2014, 70% das unidades deverão ser contempladas,
mas o objetivo final é abranger toda a rede.
Os pacientes
internados e os que são atendidos regularmente
nessas instituições devido a doenças crônicas,
passarão a receber cuidados odontológicos, medida
que pode promover uma recuperação mais rápida.
A iniciativa,
com anúncio oficial previsto para os próximos
dias, faz parte do projeto "Sorria Mais São Paulo" -
e já vem sendo testada no Hospital Estadual Mário
Covas, de Santo André, desde o segundo semestre de 2011.
Ali, de agosto passado até este mês, foram identificadas
infecções na cavidade bucal de 75% dos pacientes
internados na UTI.
O cuidado
bucal desses pacientes é importante porque
infecções nessa região podem dificultar
o tratamento e agravar o quadro clínico em várias
doenças, segundo a cirurgiã dentista Letícia
Mello Bezinelli, que faz parte do projeto-piloto.
- Se o paciente
está em tratamento contra pneumonia,
por exemplo, e tem uma infecção na gengiva, ele
não vai conseguir se curar da doença porque tem
um foco ativo de infecção.
Entre os
pacientes mais beneficiados, segundo Letícia,
estão os oncológicos, que costumam desenvolver
inflamações nas partes moles da boca, como língua,
bochecha e gengivas - uma reação ao tratamento
quimioterápico.
- Essas inflamações vão aumentando e se
rompem em uma série de úlceras, que são
portas de entrada para infecções. E a infecção
local pode se espalhar.
SAÚDE
WEB
Planos
de saúde
reivindicam reajuste acima do IPCA
Justificativa
para o pedido é que com a entrada dos novos
procedimentos, o investimento em tecnologia e inovação
médica ficam comprometidos
Vigorando
desde 1º de janeiro deste ano, os cerca de 70
procedimentos incluídos pela Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS) na lista obrigatória de
serviços oferecidos pelos planos de saúde provocaram
a insatisfação nos gestores das operadoras. Com
isso, eles afirmam que, para compensar o impacto sofrido, o melhor
seria um reajuste acima da inflação em 2012. As
informações são do jornal Diário
do Nordeste.
Segundo o
presidente da Unimed Ceará, Darival Bringel,
o ideal para as operadoras seria um pouco acima (da inflação),
mas para o cliente isso teria uma repercussão negativa
e nós temos que adequar (os preços) às duas
realidades.
Sem revelar
números, ele argumentou que sempre fica em
desvantagem com a ANS e que, com a entrada dos novos procedimentos,
o investimento em tecnologia e inovação médica
ficam comprometidos.
Apesar disso,
na última semana, quando foi reeleito para
mais quatro anos de mandato à frente da cooperativa de
médicos, ele anunciou o investimento em um estudo para
desenvolver um sistema de telemedicina, no qual os doutores poderão
enviar exames e outros procedimentos no qual tenham dúvida
ou necessitem de segunda opinião via internet, para que
colegas opinem.
Outro plano
divulgado por Bringel é a implantação
do chamado prontuário digital, a partir da unidade de
Juazeiro do Norte, na Unimed Cariri.
Contratado
por uma empresa multinacional, este projeto ainda está sendo estudado e é previsto para ser iniciado
até o fim deste semestre, assim como o da telemedicina.
Prejuízo reforçado
Já o presidente da Unimed Fortaleza, Mairton Lucena,
reclama de um prejuízo orçado em cerca R$ 19 milhões,
a partir de 300 clientes dos 392 da carteira da cooperativa da
Capital -, os quais fizeram uso dos procedimentos em 2011 e estima-se
que também façam agora.
Para ele,
o ideal seria que, além de considerar a inflação
para os medicamentos, procedimentos e próteses, também
colocassem no cálculo os novos procedimentos adicionados
agora.
Cálculo
Afirmando
não poder comparar o índice do reajuste
ao da inflação, a ANS afirma em seu site que o índice
de reajuste divulgado pela ANS não é um índice
de preços. Ele é composto pela variação
na frequência de utilização de serviços,
da incorporação de novas tecnologias e pela variação
dos custos de saúde em geral, caracterizando-se como um índice
de valor.
No ano passado, o aumento aprovado pela ANS foi de 7,69% o maior
desde 2006 (8,89%.)
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
para 2012, de acordo com o boletim Focus do último dia
20 de janeiro, publicado pelo Banco Central (BC), é estimado
em 5,30% queda ante a semana passada (5,32%).
PORTAL G1
EUA
aprovam novo medicamento para tratar câncer de pele
Remédio
foi liberado para uso em tumores locais e espalhados pelo corpo.
Droga possui efeitos colaterais como perda de cabelo
e de peso
As autoridades
norte-americanas aprovaram nesta segunda-feira um novo medicamento
para tratar
a forma mais comum de câncer
de pele (carcinoma de células basais), que não
costuma ser letal, mas pode se expandir se não for tratado.
O novo medicamento,
Erivedge (vismodegib), é fabricado
pelo laboratório Genetech, filial americana da gigante
farmacêutica suíça Roche e foi aprovado pela
autoridade sanitária dos Estados Unidos (FDA).
Este medicamento é o primeiro efetivo em pacientes cujo
carcinoma se expandiu tanto localmente quanto para outras partes
do corpo, ou inclusive ter feito metástase.
Um teste
com 96 pacientes mostrou que 30% das pessoas com metástase
mostraram uma remissão parcial depois de usar o medicamento,
uma pílula ingerida uma vez por dia. Entre os pacientes
cujo câncer tinha se expandido localmente, 43% tiveram
remissão total ou parcial das lesões.
"O medicamento é para pacientes com carcinomas de
células basais avançados a nível local,
mas que não são candidatos para cirurgia ou radioterapia
e para pacientes cujo câncer se expandiu para outras partes
do corpo", disse a FDA.
Os efeitos
colaterais desta droga incluem espasmos, perda de cabelo, perda
de peso,
náuseas, diarreia, fadiga, distorção
do paladar, vômitos, constipação e perda
do gosto na língua.
Anualmente
são diagnosticados nos Estados Unidos mais
de um milhão de novos casos de carcinomas de células
basais, porém menos de 1.000 são fatais, segundo
o Instituto Nacional do Câncer local.
PORTAL
DA SAÚDE
Brasil
reforça ações de saúde
com Cuba e Haiti
Ministro
da Saúde visita os dois países, com comitiva
presidencial. Há projetos para aprofundar cooperação
com Cuba e reconstrução de unidades de saúde
no Haiti
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, desembarca nesta
segunda-feira (30) em Cuba, em comitiva da presidenta Dilma Rousseff,
com a missão de aprofundar ainda mais a cooperação
em pesquisas, desenvolvimento de medicamentos e transferência
tecnológica entre os dois países. Acordos bilaterais
já existentes envolvem 38 projetos na área de saúde,
12 deles tidos como prioritários – referem-se principalmente à terapia
e ao diagnóstico de diferentes tipos de câncer,
tratamento de diabetes e produção de vacinas preventivas
e terapêuticas. Na quarta-feira (1º/2), a comitiva
chega ao Haiti, país que teve liberados R$ 69,9 milhões
no ano passado pelo governo brasileiro para ações
de saúde, agricultura e defesa.
“A integração de esforços é fundamental
para que possamos produzir em nosso próprio país
cada vez mais medicamentos e vacinas que beneficiem a população
brasileira e nos permitam economizar recursos”, ressalta
o ministro. “Além disso, a atuação
cooperada entre Brasil e Cuba na reestruturação
da saúde no Haiti possibilita que sejamos mais eficazes
no atendimento a uma população tão sacrificada
depois do desastre de 2010”.
O Ministério da Saúde já negocia com Cuba
o fortalecimento de ações em saúde bucal,
com a utilização de conhecimento obtido com o programa
Brasil Sorridente, existente desde 2004 no Brasil. Também
está em negociação a capacitação
de profissionais cubanos para o aperfeiçoamento de bancos
de leite em Cuba e do processamento do produto, ação
que visa a melhoria da saúde materno-infantil. O controle
da qualidade de medicamentos e medidas regulatórias também
estão em discussão.
RECONSTRUÇÃO DE UM PAÍS
Os ministérios da Saúde do Brasil e de Cuba atuam
em ações conjuntas na reconstrução
do setor no Haiti. Desde 2004, por mandato da Organização
das Nações Unidas (ONU), o Brasil chefia a Missão
de Estabilização das Nações Unidas
no Haiti (MINUSTAH). Além de manutenção
da paz, exerce ajuda humanitária, ampliada depois do terremoto
de janeiro de 2010 naquele país.
Dos R$ 135
milhões garantidos em lei para repasse do
governo brasileiro ao Haiti, R$ 69,9 milhões foram executados
em 2011 em ações de saúde, agricultura e
defesa. Entre as ações coordenadas pelo governo
brasileiro estão a recuperação de dois laboratórios
(já em fase avançada) e a construção
de quatro unidades de saúde; aquisição de
equipamentos e insumos de saúde – como a entrega
de tratamentos para o cólera e de 30 ambulâncias,
ocorrida em 2011 –; bolsas para capacitação
de 2 mil agentes comunitários e 500 técnicos em
saúde. Como um dos resultados do trabalho do governo brasileiro
na qualificação da gestão assistencial e
de vigilância epidemiológica, o Haiti deverá ter
no primeiro semestre do ano uma campanha de vacinação
massiva contra poliomielite, sarampo e rubéola.
SAÚDE
S/A
Estudo
mostra que hemodiálise diária aumenta possibilidade
de transplante renal infantil
Estudo clínico realizado pelo Hospital Samaritano de
São Paulo de maneira inédita na América
Latina apontou a necessidade da realização de hemodiálise
diária, em detrimento da convencional (três vezes
por semana), em crianças portadoras de doença renal
crônica. Com esta frequência, a criança atinge
mais rapidamente o peso e estatura ideais para a realização
do transplante renal.
De acordo
com o estudo, 32% das crianças que foram submetidas à hemodiálise
diária apresentaram crescimento significativo no período
de um ano. Apenas 8% dos pacientes que realizaram hemodiálise
convencional apresentaram crescimento no mesmo período.
A pesquisa foi realizada com 50 crianças, de 4 a 10 anos,
uma amostragem inédita no mundo.
O estudo
integrou o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional
do SUS
(Proadi/SUS) no triênio 2009/2011 e foi apresentado
e premiado como melhor trabalho científico no IX Congresso
Latino Americano de Nefrologia Pediátrica, ALANEPE, realizado
no final de outubro de 2011.
Segundo a
nefrologista pediátrica e coordenadora do estudo,
Dra. Maria Fernanda de Camargo, a pesquisa apresenta ao Ministério
da Saúde a extrema importância desse tipo de hemodiálise
na rede pública de saúde. "A criança
que adquire o crescimento necessário mais rapidamente
para a realização do transplante poderá ter
uma qualidade de vida e um desenvolvimento psicossocial praticamente
semelhante a outras crianças de sua idade", complementa
a médica.
Além disso, Dra. Maria Fernanda salienta que o transplante
não é a cura para a doença renal crônica,
mas é o tratamento que fornece mais qualidade e expectativa
de vida. Assim, com a hemodiálise diária a criança
tem uma maior liberdade dietética, melhor controle de
pressão arterial e do equilíbrio hídrico,
menos distúrbios de cálcio e fósforo e maior
bem-estar.
Incidência da doença em crianças - outra
pesquisa realizada pelo Hospital Samaritano de São Paulo
- em parceria com o Ministério da Saúde - sobre
doença renal crônica em crianças revela que
a frequência do problema no Estado de São Paulo é de
24 casos por milhão de crianças (menores de 18
anos). Isso significa que, só em 2008 - ano em que a pesquisa
foi conduzida -, foram registrados 320 casos em São Paulo,
sendo que 85% dos pacientes eram atendidos pelo SUS (Sistema Único
de Saúde).
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br