31-01-12

 

Leia nesta edição:

- Farmacêuticas doam drogas para combater doenças negligenciadas

- Médicos se dedicam a pacientes que estão no limite da vida

- Anvisa abre consulta pública sobre rotulagem de medicamentos

- Pressão arterial deve ser medida nos dois braços, diz estudo

- Anvisa fixa regras para a lavagem de roupas hospitalares

- Para atendimentos pelo SUS, paciente terá que apresentar cartão

- Reduzir calorias é mais importante que restringir dieta

- Corretores podem oferecer simulações de planos de saúde sem sair do Facebook

- Hospital do Câncer inaugura centro de prevenção

- Mais R$ 1,8 milhão para assistência a queimados

- Helton Freitas torna-se diretor de Operações da Seguros Unimed

- Casos de dengue no país diminuem 60% em janeiro

- Hospitais de SP terão dentistas para atender pacientes internados e em tratamento de doenças crônicas

- Planos de saúde reivindicam reajuste acima do IPCA

- EUA aprovam novo medicamento para tratar câncer de pele

- Brasil reforça ações de saúde com Cuba e Haiti

- Estudo mostra que hemodiálise diária aumenta possibilidade de transplante renal infantil

Terça-feira, 31.01.2012

FOLHA DE S. PAULO

Farmacêuticas doam drogas para combater doenças negligenciadas

Moléstias afetam 1 bilhão de pessoas no mundo, incluindo o Brasil

Giuliana Miranda

Treze das maiores farmacêuticas do mundo se uniram ao Banco Mundial e a iniciativas governamentais e privadas para anunciar um superpacote de combate às DTN (doenças tropicais negligenciadas) -grupo que inclui doença de Chagas, esquistossomose, hanseníase e outras presentes no Brasil.

O anúncio, batizado de Declaração de Londres sobre Doenças Negligenciadas, foi feito ontem, após a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgar as novas diretrizes para combater essas doenças.

As farmacêuticas -que incluem Pfizer, Merck, Johnson & Johnson, Sanofi, GlaxoSmithKline e Novartis- se comprometeram a doar cerca de 14 bilhões de tratamentos para dez doenças negligenciadas, entre as quais elefantíase, verminoses e hanseníase, durante os próximos dez anos.

Juntos, os parceiros farão um investimento de aproximadamente US$ 785 milhões para o desenvolvimento e a pesquisa de novos medicamentos, além da melhoria do sistema de diagnóstico e distribuição de medicamentos para os doentes.

"Com os incentivos feitos agora, eu estou confiante que quase todas essas doenças podem ser eliminadas ou controladas até o fim da década", disse Margaret Chan, diretora-geral da OMS, no lançamento, em Londres.

Estima-se que 1 bilhão de pessoas -ou seja, uma em cada sete habitantes do planeta- tenha alguma DTN. A grande maioria das vítimas é oriunda de regiões extremamente pobres, o que torna o desenvolvimento de tratamento para esses problemas menos atraente à indústria.

Segundo alguns críticos, a mudança de posicionamento pode estar relacionada ao crescimento do potencial econômico dos países em desenvolvimento - o que torna seus habitantes doentes uma oportunidade de mercado.

Há cerca de uma década, com a explosão da epidemia de Aids em países pobres da África, as farmacêuticas já foram forçadas a prestar mais atenção a esses mercados tradicionalmente desprezados.

Além das farmacêuticas e do Banco Mundial, governos dos EUA, do Reino Unido e Emirados Árabes Unidos estão investindo na iniciativa.

Embora não seja a única organização de saúde a contribuir, o maior volume de investimentos é da Fundação Bill e Melinda Gates, que fornecerá US$ 363 milhões para o combate das DTNs.

"Talvez, no decorrer desta década, as pessoas se perguntem se ainda devem chamar essas doenças de 'negligenciadas'", disse o fundador da Microsoft.

PORTAL G1

Médicos se dedicam a pacientes que estão no limite da vida

Uma conhecida relação de confiança e entrega exige muito carinho e respeito, especialmente quando se trabalha no limite da vida. Alcides, 88 anos, vem todos os dias visitar Maria, 87, com quem é casado há 56 anos. Ela tem problemas circulatórios e está internada há dois meses.

"Eu achava que ela estava no fim. Agora estou cheio de esperanças, porque eles tratam bem as pessoas. Acho que o respeito aos seres humanos é a coisa mais importante na vida", comenta Seu Alcides.

A unidade de terapia intensiva (UTI) é lugar de dor, de medo e de morte, mas também de esperança e de luta pela vida. Nesse espaço, tão fundamental quanto os mais modernos aparelhos, é o que máquina nenhuma pode dar: a compaixão de uma equipe médica e a dedicação de quem tem como ofício cuidar da vida.

É muito fácil viver nesse ambiente desde que você assuma seu papel de médico e de relação com as pessoas. O familiar não percebe a qualidade do monitor ou se um ventilador mecânico é bonito. Ele percebe se o médico está efetivamente se dedicando àquele paciente", afirma Marcos Knibel, chefe da UTI do Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro.

A designer Luciana Fintelman hoje está curada e leva uma vida normal. Há 12 anos, ela enfrentou uma leucemia. Quando eu recebi a notícia, parecia que meu mundo caiu. A partir daí, eu só fui forte. Não tinha o direito de ser nada diferente. Falei: Se minha filha está levando a coisa numa boa e é ela que está com risco de vida, eu não posso me dar ao luxo de ficar me descabelando, comentou a mãe de Luciana, Lourdes Fintelman.

Hoje o que mais dói quando eu lembro aquela época é pensar o que as pessoas em volta de mim passaram. Naquele momento, eu estava anestesiada, levando as coisas e tudo mais. A reflexão disso hoje é muito mais dolorida, disse a designer Luciana Fintelman.

Foi nesse momento difícil em que a família enfrentava a doença de Luciana que a irmã mais velha, Aline, se decidiu pela medicina e pela oncologia.

Isso eu acho que tem um papel muito grande na minha formação e na minha escolha profissional: entender que ela precisava entender de tudo e saber de tudo que estava acontecendo para que isso fosse melhor para ela, para a cabeça dela e para o corpo dela. Isso, para mim, foi muito bom, porque hoje eu levo isso para meu trabalho. A gente conversa com o paciente, mesmo quando ele esta sedado. Aí a família pergunta: Mas, doutor, ele entende?. A gente não sabe se ele esta consciente ou não, afirma Aline Fintelman.

O mistério do cérebro para o neurocirurgião é quase como o universo para o astrônomo. José Antonio Guasti é um dos neurocirurgiões mais experientes do Rio de Janeiro. Mesmo assim, na hora da cirurgia, não deixa de fazer suas orações e pedir ajuda.

É a ajuda de médicos que já faleceram. Meu pai era médico, tenho certeza de que ele está lá apoiando. Meu chefe, com quem pude trabalhar 35 anos, doutor Paulo Niemeyer, sempre há quem olhe pela gente. É uma inspiração, conta o neurocirurgião José Antonio Guasti.

Outro médico também procura, fora da medicina, alimento e inspiração. José Ribamar é cirurgião-geral no Rio de Janeiro há 48 anos. Todos os dias, quando volta para casa, ele se entrega a um momento em que a medicina encontra a música.

O exercício da medicina precisa de sentimento. Ele precisa de envolvimento emocional. Quem compôs uma grande obra, como a 9ª Sinfonia, obra de Mozart, eles têm de ter um grande sentimento, afirma o médico José Ribamar.

Como é entrar em uma sala de cirurgia numa situação grave? Eu entro sempre com respeito, sempre com determinação e sempre com a oração. Nós temos de nos cercar de uma equipe, de pessoas extremamente competentes e de alguma coisa além desta que nos dê força para nós continuarmos na missão de ajudar ao próximo. Essa coisa além é Deus, fé, é aquilo que nos leva a estender a mão na certeza de que estamos dando a esperança e está dando o cuidado. É o amor ao próximo e a compaixão, completa o médico José Ribamar.

O paciente operado pelo doutor Ribamar com menos de 1% de chance de sobrevivência venceu e vai receber alta ainda esta semana.

AGÊNCIA BRASIL

Anvisa abre consulta pública sobre rotulagem de medicamentos

A Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) abriu consulta pública hoje (31) para que sejam apresentadas críticas e sugestões à proposta de resolução que estabelece regras para a rotulagem de medicamentos. A resolução está publicada no Diário Oficial da União.

A Anvisa quer rever a norma referente à rotulagem de medicamentos e propõe, entre outros pontos, mais flexibilização para os dizeres legais contidos nas embalagens dos produtos. A proposta de resolução está disponível na íntegra na página da Anvisa na internet.

As sugestões podem ainda ser encaminhadas por escrito, em formulário próprio, para um dos seguintes endereços: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Gerência Geral de Medicamentos, SIA Trecho 5, Área Especial 57, Brasília-DF, CEP: 71.205-050; ou para o Fax: (61) 3462-5563; ou para o e-mail: cp12.2012@anvisa.gov.br.

Terminado o prazo, a Anvisa vai negociar com os órgãos e entidades envolvidos para que indiquem representantes nas discussões posteriores a fim de consolidar o texto final.

A documentação da Consulta Pública e o formulário para envio de contribuições permanecerão à disposição dos interessados no endereço http://www.anvisa.gov.br/divulga/consulta/index.htm.

FOLHA DE S. PAULO

Pressão arterial deve ser medida nos dois braços, diz estudo

Diferença entre pressão sistólica nos dois braços indica risco maior de problemas circulatórios periféricos. Estudo aponta que diferença grande entre os braços indica risco 70% maior de morte por doença cardíaca

Mariana Versolato

Medir a pressão dos dois braços não é uma prática comum entre médicos e enfermeiros, mas deveria ser.

Uma revisão de 28 estudos mostra que a diferença de 15 mmHg ou mais entre a pressão sistólica dos dois braços representa um risco 70% maior de morte por doença cardíaca, como infarto.

A pesquisa foi publicada na revista médica "Lancet".

A pressão sistólica é a mais alta - em caso de valores normais, a sistólica é 12 e a diastólica, oito. Uma diferença de 15 mmHg poderia significar que, em um braço, a pressão seria de 12 e no outro, 13,5.

A diferença pode indicar doença vascular periférica (endurecimento ou afunilamento das artérias das pernas e dos pés) e risco de doença cardiovascular cerebral, que pode causar demência.

Segundo Celso Amodeo, cardiologista especialista em hipertensão do HCor (Hospital do Coração), pressões diferentes podem indicar um bloqueio em um dos lados do corpo por causa de uma placa de gordura nos vasos.

A medida da pressão nos dois braços pode identificar pacientes com alto risco de doença vascular sem sintomas, dizem os autores da revisão, da Universidade de Exeter, no Reino Unido.

Eles afirmam que essa prática, preconizada pelas diretrizes dos EUA e do Reino Unido, não é seguida pela maioria dos médicos.

O mesmo acontece no Brasil, segundo os especialistas.

A diretriz no país diz que as medidas devem ser obtidas nos dois braços e, se houver diferença de 20 mmHg, as causas devem ser investigadas, de acordo com Weimar Barroso de Souza, presidente do departamento de hipertensão arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

"O problema é que essa recomendação não é muito seguida. É importante que estudos como esse venham à tona até para as pessoas cobrarem esse tipo de cuidado."

Ele afirma, no entanto, que a medição "dupla" só é necessária na primeira consulta. "Não é preciso fazer isso todas as vezes. Se você conhece o paciente, já sabe que em tal braço a pressão é maior e é aquele que você vai acompanhar", afirma.

Ele lembra ainda que sempre vai haver uma diferença entre a pressão dos dois braços, mas ela deve ser menor que 15 mmHg.

"Com o estudo ligando a diferença a um risco cardiovascular maior, a recomendação de medir a pressão nos dois braços fica mais forte", afirma Décio Mion, nefrologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

TRATAMENTO

Em caso de diferença, o primeiro passo é identificar por que há essa alteração. "Pode ser por causa do estreitamento dos vasos das pernas, porque a pessoa já teve derrame ou infarto, por pressão alta não tratada ou outros fatores de risco, como o tabagismo", afirma Mion.

Souza diz que os primeiros cuidados são a alteração desses fatores, como mudar a alimentação e parar de fumar. Depois, o médico pode recorrer ao tratamento adequado das doenças associadas que pioram o quadro, como diabetes e colesterol alto.

Segundo Amodeo, medir a pressão nos dois braços faz parte da investigação médica correta e deveria ser feita em todos os pacientes, independentemente de idade e risco de doenças cardiovasculares.

Ele afirma que o médico deve apalpar os pulsos e, se houver uma diferença notável, é provável que as pressões serão diferentes também. Nesse caso, o ideal é que o médico meça também a pressão das pernas, para não deixar passar uma obstrução de artéria nos membros inferiores.

AGÊNCIA BRASIL

Anvisa fixa regras para a lavagem de roupas hospitalares

O Diário Oficial da União publica hoje (31) resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regulamenta as práticas de funcionamento das unidades de processamento de roupas nos serviços dos hospitais e clínicas de saúde em todo o país.

Entre as determinações estão as regras para o transporte interno e externo de roupas de serviços de saúde, que deverá ser realizado, respectivamente, em carrinho e veículo exclusivos para essa atividade. De acordo com a resolução, o veículo utilizado no transporte externo deve ter sua área de carga isolada da área do motorista e de outros ocupantes. E o transporte externo concomitante de roupa limpa e suja pode ocorrer se a área de carga do veículo for fisicamente dividida em ambientes distintos, com acessos independentes e devidamente identificados.

O acondicionamento deve ser feito em recipiente rígido, resistente à perfuração, com capacidade de contenção de líquidos e tampa vedante. O recipiente deve ter rótulo contendo a identificação do material e do serviço de saúde gerador. Os sacos de tecido utilizados para o transporte da roupa suja devem ser submetidos ao mesmo processo de lavagem da roupa antes de serem reutilizados.

Os sacos descartáveis utilizados para o transporte da roupa suja não podem ser reaproveitados, devendo ser descartados conforme regulamentação vigente. Na unidade de processamento de roupas extra-serviço, os sacos devem ser acondicionados de forma segura e devolvidos ao serviço de saúde gerador para descarte. Os estabelecimentos abrangidos por essa resolução terão prazo de 180 dias, contados a partir de hoje (31), para promover as adequações necessárias.

Os tecidos usados no serviço de saúde podem ser reciclados ou reaproveitados se passarem pela limpeza adequada. Os tecidos submetidos a tratamento na unidade de processamento de roupas dos serviços de saúde, quando perdem a funcionalidade original, podem ser reciclados ou reaproveitados.

No caso específico dos lençóis, a Anvisa dispõe de um manual de orientação aos hospitais quanto ao processo de higienização desses produtos, para que possam ser reutilizados sem representar risco para a saúde da população.

Caso sejam descartados, eles serão classificados como resíduos comuns e seguir as orientações dos serviços de limpeza urbana. Mas se não passarem por esse processo, os lençóis utilizados em hospitais, no momento do descarte, devem ser classificados de acordo com o risco para a saúde da população, segundo a Resolução RDC 306/2004, da Anvisa.

A importação de lixo é proibida pela legislação brasileira, assim como a reutilização de resíduos provenientes de serviços de saúde de origem internacional. No ano passado, a agência precisou agir com rigor contra o desembarque no Porto de Suape, em Pernambuco, de lixo hospitalar vindo dos Estados Unidos. A operação envolveu, além da Anvisa, a Receita Federal, a Polícia Federal, o Ibama e o Ministério das Relações Exteriores.

PORTAL G1

Para atendimentos pelo SUS, paciente terá que apresentar cartão

O documento contém o histórico médico do pacientes. As informações poderão ser acessadas em todas as unidade de saúde

Começou a valer no início de janeiro a obrigatoriedade da apresentação do Cartão do SUS (Sistema Único de Saúde) durante os atendimentos médicos em unidades públicas de saúde. O projeto desenvolvido pelo Ministério da Saúde tem o objetivo de criar um banco de dados sobre cada paciente.

Com validade em todo o território nacional, o documento traz informações pessoais e dados sobre procedimentos clínicos que já foram efetuados em cada paciente. O sistema é atualizado, assim, quando passado o cartão, os médicos terão acesso a todo histórico clínico do paciente.

De acordo com Fábio Peixoto de Camargo, coordenador de Saúde de Itapetininga, no interior de São Paulo, essa é uma forma que o governo encontrou de acelerar os atendimentos, marcação de consultas e os acessos aos medicamentos. Mesmo quem tiver um plano de saúde particular, deve ter o cartão. Caso precise de um atendimento em algum hospital público, essa pessoa tem que ter o documento, esclarece.

O aposentado José do Carmo, tem a carteirinha do SUS há pelo menos dois anos. Ele explica que o documento ajuda muito na hora que passa pelo médico.

Quem ainda, não possui o Cartão SUS, deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e fazer o cadastro. É preciso apresentar RG, CPF, PIS/PASEP (se tiver) e comprovante de endereço.

FOLHA DE S. PAULO

Reduzir calorias é mais importante que restringir dieta

Adotar um regime com proporções rigorosas entre gorduras, carboidratos e proteínas pode não ser tão eficiente para quem quer perder peso do que simplesmente cortar calorias, de acordo com um estudo em que são comparadas quatro dietas.

O resultado sugere que não importa de onde vêm as calorias, contanto que a dieta as reduza.

Estudiosos do Centro Pennington de Pesquisa Biomédica, na Louisiana (EUA), acompanharam centenas de pessoas com sobrepeso que seguiram uma de quatro dietas, com diferentes proporções de proteínas, gorduras e carboidratos.

Cada uma delas foi balanceada para reduzir 750 calorias do consumo anterior dos voluntários, que tiveram o peso e a proporção de gordura corporal medidos seis meses e dois anos após a adoção da dieta.

Não foi encontrada nenhuma diferença entre as dietas nesses quesitos. A pesquisa foi publicada no "American Journal of Clinical Nutrition".

Segunda-feira, 30.01.2012

PORTAL NACIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS

Corretores podem oferecer simulações de planos de saúde sem sair do Facebook

Thaís Ruco

O recém-criado sistema Facebook para Corretores disponibiliza ao público simulações de todos os planos de saúde sem sair da mais acessada rede social. Com isso, os corretores da área de saúde (médico, odonto, adesão e seguros) de todo o Brasil têm um sistema de simulação online visível para mais de 800 milhões de pessoas. Dos criadores do sistema Multicálculo Saúde, dedicado especialmente para a atualização de dados de planos de saúde (redes credenciadas de hospitais, médicos, procedimentos, carências e valores), o Facebook para Corretores utiliza as mesmas bases de informações e equipe de atualização. A corretora (ou corretor autônomo) que contrata o serviço, recebe uma FanPage - página personalizada dentro do Facebook que pode ter ilimitados seguidores. Pode parecer simples criar um perfil no Facebook, mas uma FanPage é bem mais complexo. Na página já caracterizada, no lugar da foto (avatar) entram o logo da empresa e seus contatos.

Há uma seta destacando o botão para as simulações online. O modelo pode ser visualizado no link www.facebook.com/faceparacorretores. O sistema B2Cor.com (Business para Corretores) já vem inserido na página no Facebook, criando uma área de acesso restrito para gerenciamento das indicações de potenciais novos clientes. Também organiza o processo de captação e atendimento, aumentando o percentual de fechamento das vendas. A página no Facebook para Corretores também disponibiliza o botão para compartilhar o serviço com os contatos da rede. Com as redes sociais cria-se o efeito da multiplicidade na divulgação, e recomendações de amigos têm muito mais probabilidade de concretizar vendas. O atendimento via internet também possibilita alcançar qualquer região do Brasil, expandindo a atuação dos corretores. "Os brasileiros têm passado cada vez mais tempo no Facebook, é o lugar ideal para os corretores encontrarem seus clientes", afirma Adriano Mariotti, diretor da Agência Link, empresa que desenvolveu o sistema.

SAÚDE WEB

Hospital do Câncer inaugura centro de prevenção

O Hospital do Câncer de Mato Grosso (HCAN) inaugurará em maio o Centro de Prevenção da Mulher, com alta tecnologia em diagnóstico e tratamento do câncer de mama. A entidade é uma das que mais crescem no Estado em acréscimo de tecnologia.

A meta é ampliar os atendimentos em radioterapia, que hoje são de 140 pacientes por dia. A obra está sendo realizada com recursos de R$ 1, 6 milhão do Governo do Estado.

Segundo o presidente do hospital, o médico João Castilho Miranda, Mato Grosso está bem posicionado em relação ao tratamento contra o câncer. Em 2011, a unidade atendeu 47 mil pessoas, 51% delas vindas de Cuiabá e Várzea Grande e 49% do interior do Estado, onde também são realizadas campanhas de prevenção em parceria com as prefeituras.

O hospital conta com alta tecnologia em radiologia, oferecendo exames como a ressonância magnética e tomografia computadorizada e nos próximos dias, inaugura um centro de Medicina Nuclear.

O hospital será ampliado até o final deste ano, finalizando a obra que estava parada há 17 anos por problemas burocráticos da Fundação Banco do Brasil, ocorridos durante as mudanças de governo. O diretor não soube dizer quanto recurso será investido nesta ampliação. Segundo ele, o setor ambulatorial também receberá uma doação da Casa Cor, que fará a decoração do ambiente.

PORTAL DA SAÚDE

Mais R$ 1,8 milhão para assistência a queimados

Recursos ampliam e melhoram atendimento no SUS a vítimas de queimaduras. Objetivo é reduzir riscos de complicações no tratamento e minimizar possibilidade de sequelas aos pacientes

O Ministério da Saúde destinou mais de R$ 1,8 milhão para a ampliação e melhoraria da assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde a vítimas de queimaduras. O objetivo é reduzir riscos de complicações no tratamento e minimizar a possibilidade de sequelas a estes pacientes.

Conforme determina a Portaria 3.281, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (30), o investimento garantido pelo Ministério da Saúde (R$1,831 milhão) será liberado em 12 parcelas mensais ao municípios contemplados (veja relação abaixo). Além do tratamento hospitalar, os recursos poderão custear próteses ou outros componentes indicados para suprir eventuais necessidades dos pacientes.

Para o Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, o investimento contribuirá para a sustentabilidade dos hospitais que prestam este tipo de serviço. “Sabemos das dificuldades do setor e, portanto, essa injeção de recursos vai melhorar a qualidade da assistência prestada”, destaca. Os recursos serão transferidos do Fundo Nacional de Saúde para os fundos estaduais ou municipais de saúde e incorporados ao limite financeiro de Média e Alta Complexidade (MAC) dos estados e municípios.

Municípios contemplados pela Portaria 3.281:

UF
Município
Valor Anual
AC GESTAO ESTADUAL ACRE 619,83
AP GESTAO ESTADUAL AMAPA 206,61
BA GESTAO ESTADUAL BAHIA 206,61
BA ILHEUS 413,22
BA ITABELA 206,61
BA SALVADOR 619,83
BA VITORIA DA CONQUISTA 206,61
CE FORTALEZA 70.624,32
DF GESTAO DISTRITO FEDERAL 28.084,44
ES GESTAO ESTADUAL ESPIRITO SANTO 2.479,32
GO FORMOSA 413,22
GO GOIANIA 206,61
GO POSSE 1.239,66
MA BALSAS 206,61
MA IMPERATRIZ 206,61
MA LAGO DA PEDRA 206,61
MA SANTA INES 206,61
MA SAO LUIS 206,61
MG GESTAO ESTADUAL MINAS GERAIS 3.305,76
MG ALFENAS 206,61
MG BARBACENA 206,61
MG BELO HORIZONTE 3.512,37
MG CONTAGEM 206,61
MG JUIZ DE FORA 206,61
MG MANHUACU 206,61
MG MONTES CLAROS 413,22
MG RIBEIRAO DAS NEVES 206,61
MG TEOFILO OTONI 206,61
MG UBERABA 206,61
MG UBERLANDIA 206,61
MS CAMPO GRANDE 619,83
MT CUIABA 206,61
PA GESTAO ESTADUAL PARA 17.975,07
PA BELEM 413,22
PA CAPANEMA 2.272,71
PB CAMPINA GRANDE 206,61
PB JOAO PESSOA 619,83
PE GESTAO ESTADUAL PERNAMBUCO 8.677,62
PI TERESINA 2.479,32
PR GESTAO ESTADUAL PARANA 1.652,88
PR CURITIBA 399.173,85
PR FOZ DO IGUACU 206,61
PR LONDRINA 413,22
PR MARINGA 206,61
RJ GESTAO ESTADUAL RIO DE JANEIRO 413,22
RJ BOM JARDIM 206,61
RJ CAMPOS DOS GOYTACAZES 1.033,05
RJ ITABORAI 206,61
RJ NOVA FRIBURGO 206,61
RJ PETROPOLIS 206,61
RJ RIO BONITO 206,61
RJ RIO DE JANEIRO 101.423,73
RJ TERESOPOLIS 206,61
RJ VALENCA 413,22
RN GESTAO ESTADUAL RIO GRANDE DO NORTE 1.446,27
RN CEARA-MIRIM 206,61
RN NATAL 826,44
RO GESTAO ESTADUAL RONDONIA 413,22
RR GESTAO ESTADUAL RORAIMA 206,61
RR BOA VISTA 413,22
RS GESTAO ESTADUAL RIO GRANDE DO SUL 1.446,27
RS CAXIAS DO SUL 619,83
RS PELOTAS 619,83
RS PORTO ALEGRE 228.187,89
RS SAO LEOPOLDO 206,61
SC GESTAO ESTADUAL SANTA CATARINA 42.539,88
SC CONCORDIA 206,61
SC JOINVILLE 14.662,05
SC LAGES 206,61
SE ARACAJU 413,22
SP GESTAO ESTADUAL SÃO PAULO 722.159,43
SP BARUERI 10.950,33
SP CANDIDO MOTA 206,61
SP DIADEMA 1.239,66
SP GUARULHOS 3.718,98
SP ITAPIRA 206,61
SP JUNDIAI 206,61
SP SANTO ANDRE 5.785,08
SP SANTOS 206,61
SP SAO BERNARDO DO CAMPO 6.198,30
SP SAO JOAO DA BOA VISTA 206,61
SP SAO JOSE DOS CAMPOS 413,22
SP SAO PAULO 100.361,64
SP VOTORANTIM 3.718,98
TO GESTAO ESTADUAL TOCANTINS 27.877,83


CANAL EXECUTIVO

Helton Freitas torna-se diretor de Operações da Seguros Unimed

O médico Helton Freitas é o novo diretor de Operações da Seguros Unimed, responsável pelas áreas de Operações e Tecnologia da Informação. Freitas graduou-se em 1989 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em Medicina do Trabalho, e especializou-se em Saúde Pública.

Cursou MBA Executivo em Gestão de Saúde pelo Ibmec e no Programa de Gestão da Performance, da Fundação Dom Cabral. Foi conselheiro fiscal, diretor comercial e presidente da Cooperativa de Consumo, Editora e de Cultura Médica Ltda (Coopmed), fundador da Cooperativa de Trabalho dos Médicos do Hospital das Clínicas da UFMG (HCCoop) e da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Médicos e Profissionais da Área de Saúde de Belo Horizonte e Cidades Polo de Minas Gerais Ltda (Credicom), além de diretor da Federação Nacional das Cooperativas Médicas (Fencom) e da Central das Cooperativas de Economia e Crédito de Minas Gerais (Cecremge).

No Sistema Unimed, atuou na reestruturação da Unimed Participações e de suas controladas e foi diretor de controle da Federação das Unimeds de Minas Gerais na gestão 2002-2006. Assessor de planejamento da Unimed-BH de 1998 a 2004, Freitas foi eleito diretor-presidente em 2006 e reeleito em 2010. Atualmente, preside também a Unimed Intrafederativa Inconfidência Mineira.

AGÊNCIA BRASIL

Casos de dengue no país diminuem 60% em janeiro

O número de casos de dengue este mês diminuiu 60% em relação a janeiro do ano passado, informou o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho. Segundo ele, em janeiro de 2011, foram registrados 40 mil casos em todo o Brasil, enquanto em 2012 foram registrados 16 mil.

Segundo Coelho, em dezembro, o programa repassou R$ 97 milhões a 1.150 municípios para intensificar ações de combate à doença. No início de março, será feita uma avaliação das ações adotadas com esses recursos. Diferentemente dos dados gerais do país, o estado do Tocantins, por exemplo, enfrenta um aumento dos casos da doença. Este mês, foram registrados 1.591 casos, contra foram 610 em janeiro de 2011.

O encarregado de obras Rundiney Cantarim, de 41 anos, contraiu a doença no ano passado. De acordo com ele, havia muitos focos de dengue no local onde fazia uma reforma. “Passaram antibióticos para a dor, mas não houve medicação”, conta. Cantarim acredita que o trabalho de agentes de saúde é importante para que locais como esse fiquem livres do mosquito Aedes aegypti, causador da doença.

O estudante Frederico Van Erven Cabala, de 25 anos, também sofreu com a doença. Ele foi infectado duas vezes em Itabuna, na Bahia. O município apresenta altos índices de infestação. “Peguei dengue duas vezes, na segunda vez foi pior, foi o tipo 2”, relata. O estudante lembrou que, à época, em 2009, o município passava por um surto e ele preferiu ir para São Paulo fazer o tratamento, já que o hospital não tinha condições de atender todos. “Faziam exame de sangue para ver se era hemorrágica, davam soro e analgésico e mandavam para casa para repousar. Os hospitais estavam muito cheios.”

A Secretaria de Saúde informou que o Distrito Federal está em situação de alerta, com índice de infestação predial de 1,8%, medido em janeiro. A região com maior risco de surto é o Lago Sul, onde o índice de infestação predial é 6,6%. Pelos dados da secretaria, em 2011, foram confirmados 1499 casos de dengue e três mortes no Distrito Federal.

PORTAL R7

Hospitais de SP terão dentistas para atender pacientes internados e em tratamento de doenças crônicas

Medida pode evitar infecções e promover uma recuperação mais rápida

Dentistas passarão a fazer parte das equipes multidisciplinares dos hospitais estaduais de São Paulo a partir deste ano, gradualmente.

Até 2014, 70% das unidades deverão ser contempladas, mas o objetivo final é abranger toda a rede.

Os pacientes internados e os que são atendidos regularmente nessas instituições devido a doenças crônicas, passarão a receber cuidados odontológicos, medida que pode promover uma recuperação mais rápida.

A iniciativa, com anúncio oficial previsto para os próximos dias, faz parte do projeto "Sorria Mais São Paulo" - e já vem sendo testada no Hospital Estadual Mário Covas, de Santo André, desde o segundo semestre de 2011. Ali, de agosto passado até este mês, foram identificadas infecções na cavidade bucal de 75% dos pacientes internados na UTI.

O cuidado bucal desses pacientes é importante porque infecções nessa região podem dificultar o tratamento e agravar o quadro clínico em várias doenças, segundo a cirurgiã dentista Letícia Mello Bezinelli, que faz parte do projeto-piloto.

- Se o paciente está em tratamento contra pneumonia, por exemplo, e tem uma infecção na gengiva, ele não vai conseguir se curar da doença porque tem um foco ativo de infecção.

Entre os pacientes mais beneficiados, segundo Letícia, estão os oncológicos, que costumam desenvolver inflamações nas partes moles da boca, como língua, bochecha e gengivas - uma reação ao tratamento quimioterápico.

- Essas inflamações vão aumentando e se rompem em uma série de úlceras, que são portas de entrada para infecções. E a infecção local pode se espalhar.

SAÚDE WEB

Planos de saúde reivindicam reajuste acima do IPCA

Justificativa para o pedido é que com a entrada dos novos procedimentos, o investimento em tecnologia e inovação médica ficam comprometidos

Vigorando desde 1º de janeiro deste ano, os cerca de 70 procedimentos incluídos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na lista obrigatória de serviços oferecidos pelos planos de saúde provocaram a insatisfação nos gestores das operadoras. Com isso, eles afirmam que, para compensar o impacto sofrido, o melhor seria um reajuste acima da inflação em 2012. As informações são do jornal Diário do Nordeste.

Segundo o presidente da Unimed Ceará, Darival Bringel, o ideal para as operadoras seria um pouco acima (da inflação), mas para o cliente isso teria uma repercussão negativa e nós temos que adequar (os preços) às duas realidades.

Sem revelar números, ele argumentou que sempre fica em desvantagem com a ANS e que, com a entrada dos novos procedimentos, o investimento em tecnologia e inovação médica ficam comprometidos.

Apesar disso, na última semana, quando foi reeleito para mais quatro anos de mandato à frente da cooperativa de médicos, ele anunciou o investimento em um estudo para desenvolver um sistema de telemedicina, no qual os doutores poderão enviar exames e outros procedimentos no qual tenham dúvida ou necessitem de segunda opinião via internet, para que colegas opinem.

Outro plano divulgado por Bringel é a implantação do chamado prontuário digital, a partir da unidade de Juazeiro do Norte, na Unimed Cariri.

Contratado por uma empresa multinacional, este projeto ainda está sendo estudado e é previsto para ser iniciado até o fim deste semestre, assim como o da telemedicina.

Prejuízo reforçado

Já o presidente da Unimed Fortaleza, Mairton Lucena, reclama de um prejuízo orçado em cerca R$ 19 milhões, a partir de 300 clientes dos 392 da carteira da cooperativa da Capital -, os quais fizeram uso dos procedimentos em 2011 e estima-se que também façam agora.

Para ele, o ideal seria que, além de considerar a inflação para os medicamentos, procedimentos e próteses, também colocassem no cálculo os novos procedimentos adicionados agora.

Cálculo

Afirmando não poder comparar o índice do reajuste ao da inflação, a ANS afirma em seu site que o índice de reajuste divulgado pela ANS não é um índice de preços. Ele é composto pela variação na frequência de utilização de serviços, da incorporação de novas tecnologias e pela variação dos custos de saúde em geral, caracterizando-se como um índice de valor.

No ano passado, o aumento aprovado pela ANS foi de 7,69% o maior desde 2006 (8,89%.)

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2012, de acordo com o boletim Focus do último dia 20 de janeiro, publicado pelo Banco Central (BC), é estimado em 5,30% queda ante a semana passada (5,32%).

PORTAL G1

EUA aprovam novo medicamento para tratar câncer de pele

Remédio foi liberado para uso em tumores locais e espalhados pelo corpo. Droga possui efeitos colaterais como perda de cabelo e de peso

As autoridades norte-americanas aprovaram nesta segunda-feira um novo medicamento para tratar a forma mais comum de câncer de pele (carcinoma de células basais), que não costuma ser letal, mas pode se expandir se não for tratado.

O novo medicamento, Erivedge (vismodegib), é fabricado pelo laboratório Genetech, filial americana da gigante farmacêutica suíça Roche e foi aprovado pela autoridade sanitária dos Estados Unidos (FDA).

Este medicamento é o primeiro efetivo em pacientes cujo carcinoma se expandiu tanto localmente quanto para outras partes do corpo, ou inclusive ter feito metástase.

Um teste com 96 pacientes mostrou que 30% das pessoas com metástase mostraram uma remissão parcial depois de usar o medicamento, uma pílula ingerida uma vez por dia. Entre os pacientes cujo câncer tinha se expandido localmente, 43% tiveram remissão total ou parcial das lesões.

"O medicamento é para pacientes com carcinomas de células basais avançados a nível local, mas que não são candidatos para cirurgia ou radioterapia e para pacientes cujo câncer se expandiu para outras partes do corpo", disse a FDA.

Os efeitos colaterais desta droga incluem espasmos, perda de cabelo, perda de peso, náuseas, diarreia, fadiga, distorção do paladar, vômitos, constipação e perda do gosto na língua.

Anualmente são diagnosticados nos Estados Unidos mais de um milhão de novos casos de carcinomas de células basais, porém menos de 1.000 são fatais, segundo o Instituto Nacional do Câncer local.

PORTAL DA SAÚDE

Brasil reforça ações de saúde com Cuba e Haiti

Ministro da Saúde visita os dois países, com comitiva presidencial. Há projetos para aprofundar cooperação com Cuba e reconstrução de unidades de saúde no Haiti

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, desembarca nesta segunda-feira (30) em Cuba, em comitiva da presidenta Dilma Rousseff, com a missão de aprofundar ainda mais a cooperação em pesquisas, desenvolvimento de medicamentos e transferência tecnológica entre os dois países. Acordos bilaterais já existentes envolvem 38 projetos na área de saúde, 12 deles tidos como prioritários – referem-se principalmente à terapia e ao diagnóstico de diferentes tipos de câncer, tratamento de diabetes e produção de vacinas preventivas e terapêuticas. Na quarta-feira (1º/2), a comitiva chega ao Haiti, país que teve liberados R$ 69,9 milhões no ano passado pelo governo brasileiro para ações de saúde, agricultura e defesa.

“A integração de esforços é fundamental para que possamos produzir em nosso próprio país cada vez mais medicamentos e vacinas que beneficiem a população brasileira e nos permitam economizar recursos”, ressalta o ministro. “Além disso, a atuação cooperada entre Brasil e Cuba na reestruturação da saúde no Haiti possibilita que sejamos mais eficazes no atendimento a uma população tão sacrificada depois do desastre de 2010”.

O Ministério da Saúde já negocia com Cuba o fortalecimento de ações em saúde bucal, com a utilização de conhecimento obtido com o programa Brasil Sorridente, existente desde 2004 no Brasil. Também está em negociação a capacitação de profissionais cubanos para o aperfeiçoamento de bancos de leite em Cuba e do processamento do produto, ação que visa a melhoria da saúde materno-infantil. O controle da qualidade de medicamentos e medidas regulatórias também estão em discussão.

RECONSTRUÇÃO DE UM PAÍS

Os ministérios da Saúde do Brasil e de Cuba atuam em ações conjuntas na reconstrução do setor no Haiti. Desde 2004, por mandato da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil chefia a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH). Além de manutenção da paz, exerce ajuda humanitária, ampliada depois do terremoto de janeiro de 2010 naquele país.

Dos R$ 135 milhões garantidos em lei para repasse do governo brasileiro ao Haiti, R$ 69,9 milhões foram executados em 2011 em ações de saúde, agricultura e defesa. Entre as ações coordenadas pelo governo brasileiro estão a recuperação de dois laboratórios (já em fase avançada) e a construção de quatro unidades de saúde; aquisição de equipamentos e insumos de saúde – como a entrega de tratamentos para o cólera e de 30 ambulâncias, ocorrida em 2011 –; bolsas para capacitação de 2 mil agentes comunitários e 500 técnicos em saúde. Como um dos resultados do trabalho do governo brasileiro na qualificação da gestão assistencial e de vigilância epidemiológica, o Haiti deverá ter no primeiro semestre do ano uma campanha de vacinação massiva contra poliomielite, sarampo e rubéola.

SAÚDE S/A

Estudo mostra que hemodiálise diária aumenta possibilidade de transplante renal infantil

Estudo clínico realizado pelo Hospital Samaritano de São Paulo de maneira inédita na América Latina apontou a necessidade da realização de hemodiálise diária, em detrimento da convencional (três vezes por semana), em crianças portadoras de doença renal crônica. Com esta frequência, a criança atinge mais rapidamente o peso e estatura ideais para a realização do transplante renal.

De acordo com o estudo, 32% das crianças que foram submetidas à hemodiálise diária apresentaram crescimento significativo no período de um ano. Apenas 8% dos pacientes que realizaram hemodiálise convencional apresentaram crescimento no mesmo período. A pesquisa foi realizada com 50 crianças, de 4 a 10 anos, uma amostragem inédita no mundo.

O estudo integrou o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi/SUS) no triênio 2009/2011 e foi apresentado e premiado como melhor trabalho científico no IX Congresso Latino Americano de Nefrologia Pediátrica, ALANEPE, realizado no final de outubro de 2011.

Segundo a nefrologista pediátrica e coordenadora do estudo, Dra. Maria Fernanda de Camargo, a pesquisa apresenta ao Ministério da Saúde a extrema importância desse tipo de hemodiálise na rede pública de saúde. "A criança que adquire o crescimento necessário mais rapidamente para a realização do transplante poderá ter uma qualidade de vida e um desenvolvimento psicossocial praticamente semelhante a outras crianças de sua idade", complementa a médica.

Além disso, Dra. Maria Fernanda salienta que o transplante não é a cura para a doença renal crônica, mas é o tratamento que fornece mais qualidade e expectativa de vida. Assim, com a hemodiálise diária a criança tem uma maior liberdade dietética, melhor controle de pressão arterial e do equilíbrio hídrico, menos distúrbios de cálcio e fósforo e maior bem-estar.

Incidência da doença em crianças - outra pesquisa realizada pelo Hospital Samaritano de São Paulo - em parceria com o Ministério da Saúde - sobre doença renal crônica em crianças revela que a frequência do problema no Estado de São Paulo é de 24 casos por milhão de crianças (menores de 18 anos). Isso significa que, só em 2008 - ano em que a pesquisa foi conduzida -, foram registrados 320 casos em São Paulo, sendo que 85% dos pacientes eram atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

AGENDA


- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Data - 28 a 31 de Janeiro 2012

Local - Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - São Paulo-SP

Informações e Adesões - 0800 12 85

E-mail: secretaria.decofe@apcdcentral.com.br

Site - http://www.ciosp.com.br/

- 18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro de Ergonomia

12/02/2012 a 16/02/2012

Local: Recife - PE

Outras informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm

- XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação

Data- 08 a 10 de Março de 2012

Local- Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal

Telefone- +351 915768902

Email- pmfr@spmfr.org

Site Oficial- http://www.congressospmfr.org/

- 37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo

Data- 12 a 14 de Abril de 2012

Local- Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

Email- mailto:retina29012@interevent.com.br

Site Oficial- http://www.interevent.com.br/

- 13th World Congress on Public Health

21/04/2012 a 29/04/2012

Local: Addis Abeba - Ethiopia

Outras informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi

- World Nutrition Rio 2012

27/04/2012 a 30/04/2012

Local: Rio de Janeiro - RJ

Outras informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 





 
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