Desde
o início do mês, os participantes do evento
estão discutindo o pós-crise e a responsabilidade
dos países em construírem um ambiente favorável
e sustentável para a criação de empregos.
Na divisão das Comissões de Trabalho da Conferência,
coube à CNS integrar a Comissão HIV/AIDS, relacionada à Saúde.
A cerimônia de abertura foi presidida pela brasileira
Maria Nazareth Farani Azevedo, que é representante permanente
do Brasil junto à ONU, e que ocupa o cargo no Conselho
de Administração da OIT. Na ocasião esteve
presente para pronunciamento a Sra. Dóris Leuthard, Presidente
da Confederação Helvética (Suíça),
que apresentou um discurso sobre a proteção ao
trabalho.
A expectativa
em relação à reunião
dos empregadores na Comissão da HIV/AIDS foi externada
pelo presidente da representação patronal, Patric
Obath, do Kenya. Ele salientou a necessidade de uma condução
tranqüila para os trabalhos, lembrando que a grande divergência
está na transformação que a OIT aplicará aos
textos aprovados em 2009.
Os trabalhadores
e os membros dos governos africanos, no entanto, pretendiam
insistir
que os textos sobre a proteção
e discriminação aos portadores de HIV/AIDS gerassem
uma Convenção da OIT, podendo, assim, ter uma fiscalização
melhor quanto ao seu cumprimento.
Contudo,
a tendência é de que se tenha uma recomendação – cujo
peso político é menor -, já que é consenso
que se for criada uma Convenção muitos países
não irão aderir pela impossibilidade de seu cumprimento,
o que tornaria inútil todos os esforços empenhados
pela Comissão durante a 99ª Conferência Internacional
do Trabalho.