O presidente da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos
de Serviços de Saúde do Estado do Rio de Janeiro
(FEHERJ) e da Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Dr. José Carlos Abrahão, participou da mesa
de abertura do Encontro Anual de Líderes Anahp, nessa terça-feira
(25). Com o tema "Construindo Novos Modelos de Remuneração",
o evento reuniu representantes das operadoras de planos de saúde
e dos prestadores para discutir novas formas de pagamento.
Mediada pelo presidente da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS). Maurício Ceschin, o debate pretendia
trazer sugestões "criativas e inovadoras", conforme
salientou o presidente da Anahp, Henrique Salvador.
Equilíbrio
O consultor Cesar Abicalaffe, que apresentou uma série de
modelos e conceitos sobre pagamentos por performance, ressaltando
que o nível de resultado do serviço é que
determina a remuneração, disse que é possível
ter uma proposta exeqüível para o relacionamento entre
a fonte pagadora e os prestadores, mas ressaltou o foco no paciente.
Ele lembrou a necessidade em se manter o equilíbrio na construção
deste modelo, uma vez que qualquer exagero pode ou levar à falência
do sistema ou empurrar os gestores para uma situação
de contenção de custos agressiva.
Durante o debate, Dr. José Carlos ressaltou a necessidade
de participação dos médicos e dos profissionais
multidisciplinares no processo de discussão da questão. "Não
se desempenha e desenvolve este processo sem o engajamento e participação
dos médicos e outros profissionais. Toda a cadeia produtiva
tem de participar deste debate", enfatizou.
O presidente da FEHERJ / CNS disse, ainda, que acredita que o mercado
já possui
um nível de maturidade e diálogo que permitem chegar
a um equilíbrio, promovendo uma transição
tranquila a um novo modelo de pagamento, sem que nenhuma das partes
seja beneficiada em detrimento de outra. "A migração,
por conta de nossa ansiedade, deve acontecer de forma breve, mas
não podemos deixar de lembrar a necessidade de se manter
o equilíbrio", reforçou.
O discurso foi acompanhado pelos demais representantes dos prestadores
- AMB e Anahp - e acatado pelas operadoras. O presidente da Anahp
concluiu que é "precio trazer o discurso para a prática",
garantindo, assim, a longevidade e sustentabilidade do Setor.
O presidente da ANS, Maurício Ceschin, lembrou que a Agência
está atuando em dois Grupos de Trabalho - um para discutir
novas formas de remuneração e outro para debater
os reajustes nos honorários médicos e de serviços.
O objetivo, segundo ele, é propor mudanças estruturais
e não conjunturais nesta relação entre prestadores
e operadoras. "Nós devemos uma resposta melhor sobre
o sistema de saúde à nossa população",
explicou.
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Lenir Camimura.