PRESIDENTE DA FEHERJ / CNS FALA SOBRE O COMPLEXO DA SAÚDE EM PROGRAMA DE TV
 
 

O presidente da FEHERJ / CNS, Dr. José Carlos Abrahão, foi o convidado do programa “Brasil É Isso”, da Rede Vida, exibido no último dia 04 de setembro. Entrevistado pelo apresentador Aristóteles Drummond, Dr. José Carlos falou sobre o complexo da saúde, o investimento no setor, as parcerias público-privadas e a reforma do sistema de saúde norte-americano. Ao final do programa, Aristóteles Drummond falou sobre o 36º Congresso Mundial de Hospitais, que acontece no Rio de Janeiro, entre 10 a 12 de novembro, ressaltando a importância do evento para o setor e para o País.

Segundo o Dr. José Carlos, a radiografia do setor demonstra que, hoje, a Saúde passa por um momento singular. Não apenas porque a população tem mais acesso à informação sobre o complexo da saúde, como também pela dimensão do setor. “O complexo de saúde emprega, hoje, diretamente, 2,5 milhões de trabalhadores e tem, ainda, cerca de seis milhões de postos indiretos de trabalho. Esta cadeia, que responde a mais de 8% do nosso PIB, possui 204 mil estabelecimentos de saúde – hospitais, clínicas, laboratórios de diagnósticos e imagens - registrando 6.700 hospitais, 500 mil leitos, são 340 mil médicos”, apontou.

O presidente da FEHERJ / CNS disse também que há uma concentração de profissionais e estabelecimentos de saúde nos grandes centros urbanos, causando, assim, um déficit no atendimento no interior do país. De acordo com Dr. José Carlos, falta incentivo para que o estudante de medicina vá para o interior, tanto financeiramente, quanto em relação às condições de trabalho nos locais mais afastados dos grandes centros.

Ainda assim, segundo os dados do Caged (Cadastro Nacional de Empregos e Desempregos), do Ministério do Trabalho, o setor de saúde tem registrado números positivos de postos de trabalho, nos últimos 12 meses. “Temos encaminhado esses dados não só ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, mas também ao ministro do trabalho e Emprego, Carlos Lupi, mostrando que a Saúde não está desempregando, pelo contrário. O complexo da saúde como um todo têm se mantido positivo, o que tem feito o setor manter um desenvolvimento, apesar da crise”, explicou.

Durante a entrevista, o dirigente da FEHERJ / CNS ressaltou, também, a evolução do modelo de parcerias público-privadas. De acordo com ele, o setor saúde foi o primeiro a atuar em parceria com o governo, com o atendimento prestado pelas Santas Casas. “E hoje as Santas Casas passam dificuldades, são um braço fundamental no atendimento de nossa população. Nós temos estados, por exemplo, em Santa Catarina em que se tem irmandades, a filosofia pura da Santa Casa; você tem a Santa Casa do Rio Grande do Sul que continua a ser uma referência; tem-se a Santa Casa de Alagoas, que ganhou o prêmio de sustentabilidade financeira, pela gestão que foi aplicada dentro desta instituição; e muitas outras. Então, esse é um exemplo do que nós podemos fazer em gestão de saúde”, argumentou.

Questionado sobre o avanço tecnológico na área de saúde, Dr. José Carlos Abrahão disse que a medicina tem se desenvolvido de maneira muito rápida e que isto implica em custos para o setor. “Tem um autor francês que diz que ‘a saúde não tem preço, mas a medicina tem custo’. Até porque quando nós estamos enfermos, nós queremos o melhor médico, equipamento, hospital, materiais, mas isto tudo tem preço. O que acontece é que este complexo da saúde requer um financiamento muito importante. E um financiamento que vai não só na compra do equipamento, mas também, na manutenção e no preparo do profissional que vai utilizar o equipamento”, disse, ressaltando que, com a velocidade de desenvolvimento, em três anos os equipamentos, se não forem utilizados, tornam-se obsoletos.

Quanto à reforma do sistema de saúde dos Estados unidos, Dr. José Carlos afirmou que o presidente norte-americano, Barack Obama, está tendo a coragem de mostrar para a sociedade a exclusão que existe em termos de saúde em seu País. “Nós falamos o nosso sistema de saúde, que é muito complexo e que tem uma característica: a nossa sociedade teve um ganho com o chamado SUS, que é a universalidade e a integralidade. Hoje, você não precisa nem ser brasileiro para ser atendido, basta estar em território brasileiro. É possível que se tenha dificuldades em algumas regiões, mas não deixa de ter o atendimento. Já o americano, há cerca de 50 milhões de pessoas que não tem nada! Eles não têm o Medicare, o Medicaid, que são os planos governamentais e nem recursos para pagamento particular”, ressaltou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 





 
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