Cerca de 100
profissionais de estabelecimentos de saúde privados, entre
médicos, enfermeiros e gestores, se reuniram no último
dia 6 de abril, no auditório da Firjan, no Centro do Rio
de Janeiro, para receberem orientações sobre a
avaliação e o tratamento de pacientes com dengue.
O evento, organizado pela Secretaria de Estado de Saúde
e Defesa Civil (Sesdec), contou com a participação
da Confederação Nacional de Saúde e do Conselho
Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), instituições
encarregadas de serem as multiplicadoras das informações.
Entre os participantes estiveram presentes representantes dos
hospitais Pró-Cardíaco, Samaritano, do Instituto
Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), do hospital Central
da Polícia Militar.
Para o presidente
da CNS e da Federação dos Hospitais
do Rio de Janeiro (FEHERJ), Dr.José Carlos Abrahão,
o momento é de unir forças entre todos os agentes
da saúde, sejam públicos e privados, no combate
a proliferação da doença. Ele ressaltou
ainda que não é a primeira vez que esse tipo de
encontro é realizado com médicos e profissionais
no sentido de padronizar as informações e erradicar
com a doença. Também estiveram presentes na mesa
de abertura o diretor secretário Geral do Cremerj, Pablo
Queimadelos, e o diretor de Saúde da Federação
das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Sérgio
Bastos.
- No Rio,
diferentemente dos outros estados, cerca de 60% dos casos de
pacientes com
dengue são atendidos pela rede
privada, principalmente por meio de planos de saúde. Por
isso, esse tipo de encontro é importantíssimo.
Temos aqui representantes de vários sindicatos do estado
do Rio, entre outras lideranças do setor, que levarão
essas informações às suas cidades – destacou
Dr.Abrahão durante o evento.
Entre os
temas abordados pela equipe multidisciplinar da Sesdec estão o critério de caso suspeito, quadro clínico
da doença, exame físico, classificação
final e sistema de informação. Também foram
abordados os cuidados clínicos com gestantes, crianças
e adultos.
- O objetivo é atualização de médicos
e profissionais para o atendimento adequado do manejo clínico
da dengue. Não existe distinção entre quem é cometido
pela dengue, já que todos são pacientes e precisam
ser bem atendidos -, explicou a subsecretária de Vigilância
em Saúde, Hellen Miyamoto.
Já o superintendente de Vigilância Epidemiológica
e Ambiental da Sesdec, Alexandre Chieppe, apresentou a situação
epidemiológica do Estado do Rio de Janeiro.
- Apresentamos
os tipos de vírus, o mapa de risco, o
número de casos notificados no Estado, entre outras informações
que ajudam na capacitação dos profissionais de
saúde visando o manejo clínico adequado em casos
de suspeita de dengue. É importante a capacitação
e educação permanente dos profissionais -, explicou
Chieppe.
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