No Brasil
há 6.750 hospitais, mas apenas 225 possuem algum tipo
de acreditação. O pequeno número reflete
a dúvida de muitos administradores. Vale a pena investir
na certificação de qualidade? Esse foi o tema de
um dos painéis da 10ª Jornada Pronep, na segunda-feira,
dia 27, moderado por José Carlos Abrahão, presidente
da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de
Serviços de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.
Participaram da mesa, Franco Cavaliere, diretor regional da Pronep
São Paulo, Alexandre Ruschi, presidente da Unimed Vitória,
Luiz Bettarello, superintendente Médico do Hospital Samaritano
São Paulo, e William Viana, gerente de qualidade do Hospital
Copa D’Or.
Os indicadores
de desempenho são a principal ferramenta
nos processos de acreditação, pois mensuram, entre
outras informações, desfechos clínicos,
satisfação dos clientes e funcionários,
fatores econômicos e qualificação profissional. É uma
forma eficaz de solucionar os problemas, antes que cheguem ao
consumidor final. “Devido ao nível de excelência
que buscamos, a Pronep não abre mão de operar com
os indicadores”, ressaltou Cavaliere. A empresa é a única
em home care da América Latina a possuir o selo de qualidade
internacional concedido pela Joint Commision, certificadora internacional.
Mas apenas
criar indicadores não é o suficiente
para obter o certificado. A sensibilização da liderança é o
primeiro passo para alcançar a acreditação.
Segundo Alexandre Ruschi, o investimento em qualidade hospitalar
ainda é uma cultura recente no Brasil, que deve ser estimulada.
O presidente da Unimed Vitória acrescentou que para aumentar
o número de instituições certificadas, é importante
divulgar os benefícios da acreditação para
pacientes e administradores. Já William Viana destacou
que o selo representa uma garantia de constante melhoria dos
serviços prestados. “Trabalhar com metas internacionais
de qualidade faz parte do cuidado com o paciente”, disse.
Responsabilidade
social e ambiental também faz parte
do processo de qualidade, que não visa apenas o lucro
da empresa. “O objetivo é ser humano”, enfatizou
Bettarello. Segundo o superintendente do Samaritano, o hospital
possui 22 projetos de responsabilidade social, todos em conjunto
com o poder público. Ao final do painel, a resposta dos
palestrantes foi uma só. “Sim, vale a pena investir
em qualidade”, resumiu Cavaliere. Abrahão concluiu: “Daqui
a algum tempo, não iremos mais sobreviver no mercado sem
os processos de acreditação”.