O presidente
da Federação dos Hospitais e Estab. de Serviços
de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (FEHERJ) e da Confederação
Nacional de Saúde (CNS), Dr. José Carlos Abrahão,
acompanhou o ministro do Trabalho brasileiro, Carlos Lupi, durante
sua apresentação na 99ª Conferência
Internacional do Trabalho, realizada em Genebra. A CNS já estava
sendo representada, no evento, por seu assessor jurídico,
Alexandre Zanetti, desde o início do mês.
O ministro
Lupi fez um discurso durante a Discussão do
Informe da presidente do Conselho e Administração
da OIT, salientando a importância dos benefícios
sociais como gerador de tranqüilidade para que o país
retome o caminho da “empregabilidade e da estabilidade
econômica, após a crise de 2008”.
O ministro
informou, ainda, que no ano passado, no Brasil, foram gerados
cerca de
um milhão de empregos, com aumento real
do salário mínimo. A expectativa, agora, é que
se tenha um crescimento do número de empregos neste ano,
chegando à margem de 1,2 milhão de postos de trabalho.
O ministro
aceitou o convite da CNS para um almoço, da
qual também participou o presidente do Codefat, Luigi
Nesse. Durante o período, Dr. José Carlos comentou
sobre o crescimento da CNS, a importância da participação
da entidade na OIT e a representatividade que oS etor Saúde
tem conseguido nos últimos anos. Para o presidente da
FEHERJ / CNS, este crescimento é sustentado pelo desempenho
da Saúde no Setor de Serviços, representando um
número
expressivo de trabalhadores e sua participação
no PIB nacional.
Comissões
Segundo informações do assessor jurídico
da CNS, Alexandre Zanetti, as Comissões discutiram a qualidade
da manutenção do emprego, o conceito do trabalho
doméstico e as características de uma empresa sustentável,
a fim de fechar lacunas deixadas para o futuro. A OIT e os governos
têm um pacto para fomentar o mercado de trabalho e ajudar
as pessoas a aproveitarem as oportunidades que estão surgindo
nesta transição da economia, que já está se
tornando mais equilibrada, tendo como base o crescimento sustentável.
Desta forma, pretende-se elevar os níveis educacionais,
de qualidade de vida, produtividade e formação
para o emprego.
Já a Comissão de HIV/AIDS, da qual a CNS participa,
terminou o evento com um texto estruturado e bem interpretado,
que reuniu o trabalho realizado desde o ano passado. A redação
final será ratificada pela OIT e se tornará uma
Recomendação da Organização sobre
HIV/AIDS em todo o mundo. O documento foi elaborado em conjunto
por empregados, empregadores e governos de 43 países membros
da OIT. “É gratificante pensar que participamos
de um trabalho que poderá salvar e/ou prolongar a vida
de milhões de pessoas que convivem com a doença.
E mais: milhões de pessoas não serão infectadas
pelo vírus por causa das normas contidas neste documento
e que deverão ser adotadas, posteriormente, em todo o
mundo”, explicou Dr. Zanetti.
Os representantes
brasileiros também tiveram a oportunidade
de ser recebidos pela embaixadora Maria Nazareth Azevedo, que
deu as boas-vindas à delegação e enalteceu
a presença dos representantes brasileiros ao evento.
No dia 11
de junho, o brasileiro Dagoberto Lima Godoy, advogado da Abramge,
divulgou
e organizou a sessão plenária
especial, que tratou sobre a extinção do trabalho
infantil. O trabalho, que encerrou a participação
brasileira na 99ª Convenção Internacional
da OIT, estimulou a ação coletiva das entidades
não governamentais para que o tema não saia do
controle da OIT.