A
cidade do Rio de Janeiro foi escolhida, nesta sexta-feira (02/10),
para sediar
os jogos olímpicos de 2016. Segundo levantamento
do Ministério do Esporte, divulgado hoje pelo jornal O Globo,
o evento deve movimentar a economia brasileira, além de
melhorar a infra-estrutura da capital fluminense, aumentar os postos
de trabalho
e os leitos em hospitais. De
acordo com a pesquisa realizada pela Fundação
Instituto de Administração (FIA), da Universidade
de São Paulo (USP), a pedido do Ministério do Esporte,
indica ainda que devem ser criados dois milhões de vagas
entre 2009 e 2027, sendo 120.822 pessoas por ano entre 2009 e 2016
e 130.970 vagas entre 2017 e 2027. A pesquisa também mostrou
que, a médio prazo, todo o gasto investido pelos governos
municipal, estadual e federal na organização dos
Jogos voltará em arrecadação tributária. Quanto às melhoras no setor saúde,
o presidente da Federação
dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde
do Estado do Rio de Janeiro (FEHERJ) e da Confederação
Nacional de Saúde (CNS), José Carlos
Abrahão, disse, em entrevista ao jornal O Globo, que aposta
em aumento no número de leitos e investimento em equipamentos
hospitalares. “Apenas na cidade do Rio, temos 266 hospitais,
entre públicos e privados. Diante de um projeto da magnitude
de Olimpíadas a saúde terá impacto. Devemos
ter um aumento no número de leitos para atender a atletas, à equipe
multidisciplinar e aos turistas previstos para o período.
Mas esses investimentos serão mantidos depois que os jogos
terminarem”, disse. Dr.
José Carlos afirmou, ainda, que com a escolha do Rio
como sede das Olimpíadas, o tema será incluído
nos debates do Congresso Mundial de Hospitais, que será realizado
entre os dias 10 a 12 de novembro na cidade. |