PRESIDENTE DA FEHERJ / CNS PARTICIPA DO III SEMINÁRIO DE SEGURANÇA HOSPITALAR E DO 17º CONGRESSO NACIONAL DE HOSPITAIS DA ESPANHA
 
 

O presidente da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (FEHERJ), Confederação Nacional de Saúde e da Federação Internacional de Hospitais, Dr. José Carlos Abrahão, esteve em Madri para participar de vários eventos dentre eles: o III Seminário de Segurança Hospitalar, onde proferiu a palestra “Hospitais Verdes e Seguros” e o 17º Congresso Nacional de Hospitais, onde proferiu a Conferência de Abertura. Os eventos aconteceram entre os dias 26 e 29 de abril.

Na palestra sobre a importância da sustentabilidade e da segurança nos hospitais, Dr. Abrahão declarou que para que a sociedade tenha prestação de qualidade no atendimento é necessário uma mudança de hábitos, que só poderá ser alcançada através de um compromisso global, como também da união de todos os players do Setor Saúde. O seminário, que surgiu da idéia de promover a conscientização sobre segurança nos hospitais, foi organizado pelo Hospital Universitário Infanta Leonor, de Madri, e fez parte do programa científico do 17º Congresso Nacional de Hospitais, em que foi apresentado o primeiro manual específico sobre práticas em segurança hospitalar.

O 17º Congresso Nacional de Hospitais da Espanha incluiu em sua programação temas de segurança, gestão, além de abordar outros tópicos extremamente atuais e importantes. Participaram 2000 representantes de todas as áreas da saúde da Espanha e América Latina.

Foram três dias de trabalho, que contaram com a participação de importantes entidades como, por exemplo, a Organização Iberoamericana de Prestadores de Serviços de Saúde – OIPPSS que apoiou a apresentação do “ Modelo Futuro de Gestão de Saúde” da Fundação Bamberg, além de organizar o Debate de Expertos, no qual Dr. Abrahão também esteve presente .

A participação do Presidente da FEHERJ, CNS e da IHF, Dr. Abrahão, teve repercussão na mídia espanhola. Veja matéria em anexo.

Quarta-feira, 27 de abril de 2011

A segurança nas clínicas também influência a qualidade no atendimento

Espanha

O duplo risco dos desastres - o porquê de reforçar a assistência

Diante de um desastre natural, os hospitais passam por momentos de muito movimento e, assim, tem que estar preparados, considerando, ainda, que o próprio centro teve que resistir à catástrofe. Assim sendo, as organizações devem ser permeadas pela segurança.

Rosalía Sierra


José Carlos de Souza Abrahão, presidente da Federação Internacional de Hospitais.

“A segurança de um hospital é muito mais complexa que a segurança do patrimônio, do paciente e do profissional, por isso é preciso que haja um compromisso global que gere uma mudança de hábitos”. José Carlos de Souza Abrahão, presidente da Federação Internacional de Hospitais e da Confederação Nacional de Saúde do Brasil, considera que somente com a união de todos os tipos de segurança já existentes será possível falar de uma prestação de qualidade no atendimento, segundo declarou no III Seminário de Segurança Hospitalar, organizado pelo Hospital Universitário Infanta Leonor, de Madri, e que já foi incluído no programa científico do 16º Congresso Nacional de Hospitais da Espanha, onde está sendo apresentado o primeiro manual específico sobre práticas em segurança hospitalar - elaborado a partir de seminários anteriores (ver DM de 21-IV-2009).

Para ser um hospital seguro não basta ter um bom planejamento contra incêndios: "os desastres ambientais aumentam a cada dia e por todas as partes, e os postos de saúde não só devem estar preparados para resistir a eles, como também, simultaneamente, prestar a assistência necessária em caso de catástrofe”.

Se os hospitais assumissem um maior compromisso com o meio ambiente, poupariam tanto energia quanto dinheiro.

Ainda segundo Dr. Souza Abrahão, o século XXI, além das mudanças climáticas, trouxe “um novo perfil de patologias, como o aumento das doenças respiratórias causadas pelo aumento da poluição.

Controle econômico
Outra característica dos últimos anos é a crise econômica, que reforçou a “necessidade de um rígido controle econômico nos sistemas de saúde”, segundo Dr. Abrahão.

Conforme declarou o especialista, os novos fármacos, tecnologias e produtos relacionados à saúde “se tornam cada vez mais caros e nem sempre compensa seu uso, pois produzem grandes desperdícios de dinheiro, passando a engrossar uma conta que não é paga nem pelas instituições, nem pela administração, mas por toda a sociedade”.

Além disso, a economia pode ajudar também a preservar o meio ambiente. Dr. Abrahão indaga a esse respeito: “ Quantos hospitais estão realmente preocupados com o desperdício de água e energia?", e continua, “pouquíssimos, falta consciência ambiental no setor da saúde, onde se consume o dobro de energia que em outros setores produtivos com similares necessidades de energia”.

Os princípios fundamentais da preocupação pelo meio ambiente supõem “controlar o ar, regular o uso de água, adequar o consumo de energia e fazer tratamento dos resíduos”. Nesse sentido considera que a coleta seletiva e o tratamento do lixo, o consumo consciente dos recursos naturais e a reciclagem já não devem ser uma opção, mas uma obrigação para um hospital que conhece e assume seu compromisso com a sociedade”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 





 
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