PRESIDENTE DA FEHERJ / CNS PARTICIPA DE SEMINÁRIO SOBRE TUBERCULOSE
 
 

A Confederação Nacional de Saúde (CNS) realiza, em parceria com a Federação Internacional de Hospitais (IHF) e a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP-Fiocruz), o seminário “Capacitação em TBMR para Gestores”, entre os dias 26 a 30 de julho, no Hotel Novo Mundo, no Rio de Janeiro. Durante a abertura do evento, o presidente da FEHERJ / CNS, Dr. José Carlos Abrahão, disse que o objetivo do encontro é que sejam discutidos os novos meios e alternativas para a orientação e o tratamento da tuberculose.

Dr. José Carlos também lembrou que o complexo de Saúde é composto por equipes multidisciplinares. “De acordo com alguns estudos, uma instituição hospitalar pode ter mais de 150 categorias profissionais em seu quadro para atender aos pacientes. Este grande leque requer treinamento, com vista a aprimorar a qualidade, investimento em avanços tecnológicos, sim, mas sem deixar de lado a humanização dos atendimentos”, disse.

A cada dia, também se intensifica a necessidade de se preparar os profissionais e as entidades de Saúde para lidar com epidemias e catástrofes, conforme afirmou o presidente da FEHERJ / CNS. “Esta é uma preocupação compartilhada também pela IHF, cuja missão prevê o congraçamento de países e grupos multidisciplinares em atividades e estratégias preventivas”, ressaltou.

Para a representante da IHF, Sheila Anazonwu, o evento será uma oportunidade para trocar experiências com culturas diferentes, atendendo ao objetivo da IHF, que é o de fomentar idéias e propostas que possam atender às necessidades dos países.

A vice-diretora da ENSP/Fiocruz, professora Margareth Portela, disse que, para sua entidade, é uma “honra” participar do evento. Ela ressaltou a necessidade de se fortalecer a pesquisa em Tuberculose, incentivando a gestão e a apresentação do campo epidemiológico dentro da Escola.

De acordo com ela, é necessário responder a perguntas referentes ao tema, por exemplo, como diminuir as estatísticas da tuberculose, o que deve ser feito para cuidar dos pacientes ou como fazer para que a equipe sinta-se responsável pelos estudos neste sentido. Dra. Margareth também enfatizou a importância de se manter uma avaliação contínua dos projetos ligados à TBMR. “Não acredito que podemos enfrentar um processo de melhoria de qualidade sem monitoramento de nossas ações. Por isso, espero que tenhamos uma excelente semana de trabalho, pensando em como construir este círculo, que envolve a criação de estratégias e seu monitoramento”, disse.

Dr. José Carlos comentou, por fim, a importância da continuação dos tratamentos prolongados, a fim de que os resultados sejam, afinal, positivos; e ressaltou a importância de se manter os prontuários atualizados e inteligíveis, sob a justificativa, principalmente, de se conseguir desenvolver uma defesa dos profissionais e suas decisões diante do aumento dos processos judiciais.

Esta é a segunda vez que o evento é realizado no Brasil. No próximo ano, a discussão deverá ser sediada em um país do Oriente Médio.

Capacitação em TBMR para Gestores

A escassez de pessoal qualificado é constantemente citada como o principal constrangimento diante de controle da Tuberculose (TB). Logo, ter uma liderança efetiva e habilitada é essencial entre os gestores.

Além disso, Um programa de controle da TB bem gerido só pode ser encontrado dentro de um quadro de colaboração entre todos os profissionais de saúde, em áreas tão vitais como a medicina, enfermagem e administração hospitalar, reunindo conhecimentos e competências envolvidas no tratamento e cuidados da doença. Para atender a esta demanda é que o Seminário “Capacitação em TBMR para Gestores” está sendo realizado.

Patrocinado pela empresa Eli Lilly, o evento é um treinamento para gestores hospitalares sobre a tuberculose resistente a medicamentos e já vem sendo realizado desde 2006.

Para o seminário deste ano, foram convidados 40 gestores de várias regiões do país, alem de ter, como convidados especiais, o Dr. Jayant Banavaliker, que compartilhará da experiência na Índia; a Dra. Qing Zhang, que fala sobre as estratégias chinesas para controle e tratamento da TBMR; e o Dr. Ken Hekman, presidente do Health Development International (HDI), que vai conduzir os trabalhos durante a semana.

Em sua ementa, afirma-se que, da perspectiva da saúde pública, um tratamento sem supervisão ou incompleto da doença é pior do que nenhum tratamento. O problema, no entanto, não pode ser atribuído à falta de um tratamento efetivo, mas à falta de organização.

Neste sentido, as realizadoras do evento – CNS, IHF e ENSP – pretendem mostrar um panorama dos princípios básicos do controle da TB junto com experiências apropriadas e recursos necessários para tomar decisões bem informadas sobre a gestão de pacientes com tuberculose.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 





 
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