Dando continuidade à discussão
iniciada pelo 3º Fórum
Stop TB, a Confederação Nacional de Saúde
(CNS), a Federação Internacional de Hospitais (IHF),
o Conselho Internacional de Enfermeiras (ICN), a Associação
Médica Mundial (WMA) e a Federação Internacional
da Cruz Vermelha e das Sociedades Vermelhas Crescentes (IFRC),
e patrocínio da empresa farmacêutica Lilly, realizaram,
no Rio de Janeiro, nos dias 26 e 27 de março, o Seminário
Inter-Profissional de Cuidados de Saúde à Segurança
dos Trabalhadores no Contexto da Tuberculose Multirresistente.
Segundo o
presidente da FEHERJ / CNS, Dr. José Carlos Abrahão,
o evento foi importante para os trabalhadores, já que
discutiu o controle e transmissão da Tuberculose em países
de baixo e médio rendimentos, bem como medidas para proteger
os pacientes, profissionais de saúde e as comunidades,
especialmente em áreas de prevalência de HIV.
O Seminário contou com a presença de gestores
de hospitais brasileiros, enfermeiros, médicos e profissionais
que trabalham com o contexto da tuberculose multirresistente – isto é,
que não responde com facilidade a alguns medicamentos.
Durante dois dias, 15 representantes de cada profissão,
mais cinco agentes comunitários, com um total de 70 participantes
trocaram experiências e discutiram formas de conter a doença.
“A realização de um seminário internacional,
que discuta as maneiras de conter a Tuberculose é um acontecimento
marcante para a saúde brasileira. Desta forma, estamos
desempenhando nossa missão de integrar e aprimorar o setor
saúde, contando, para isso, com a participação
de vários profissionais e entidades de saúde, com
um mesmo objetivo, que é o de minimizar - e até mesmo
zerar – a proliferação da Tuberculose em
nosso país e no mundo”, disse Dr. Abrahão.
Durante o
evento, o programa brasileiro de controle da Turbeculose foi
aplaudido
e reconhecido como sendo bem financiado e integrado
no sistema de cuidados de saúde em geral. Ainda assim,
foram apontados desafios que impactam negativamente os resultados
no tratamento, como uma limitada participação dos
grandes hospitais (públicos e privados) em ações
contra tuberculose e da comunidade em programas de controle da
tuberculose e do envolvimento dos agentes comunitários
de saúde nas investigações e supervisão
de tratamento.